sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Fidel Castro chama Obama de ‘tonto’



Para o ex-presidente Fidel Castro, Barack Obama é “tonto” e os Estados Unidos, um império. Os ataques foram disparados em artigo publicado em um site cubano e é uma reação à sentença norte-americana que proibiu que o preso político René González retornasse à Cuba, depois de cumprida a pena de 13 anos nos Estados Unidos.


A Justiça decidiu que González cumprirá mais três anos de liberdade assistida no país. O ex-prisioneiro é um dos cinco agentes cubanos que se infiltraram em grupos terroristas americanos na década de 90 para prevenir ataques a resorts e aviões cubanos. A história foi contada no livro “Os últimos soldados da Guerra Fria”, de Fernando Morais.

Fidel considerou a decisão torpe e chamou a atenção para a necessidade de se reformar a Assembleia das Nações Unidas. “Jamais se escutaram tantas e tão enérgicas críticas”, escreveu o político. No texto, ele também reproduz a carta de Hugo Chávez à Assembleia, em que o presidente Venezuelano faz duras críticas ao Fórum e ao poder militar americano.


Fidel também ironiza a declaração de Obama, em que o presidente afirma que mudará sua relação com Cuba quando o país tiver mudanças significativas. “Que simpático! Que inteligente! Tanta bondade não o permitiu compreender que 50 anos de bloqueio e crimes contra nossa pátria não puderam dobrar o nosso povo. Muitas coisas mudaram em Cuba, mas devido o nosso esforço, apesar dos Estados Unidos. Talvez, antes, se derrube este império”, diz Fidel.

Por fim, o líder conclama os cinco agentes presos nos EUA como “os cinco heróis cubanos” que compunham o grupo antiterrorista. E chama a decisão do estado da Flórida – onde ocorreu o julgamento – de “vergonha supervisionada” de Obama.

Veja dircurso emocionado de Doutor Lula na França

CNI/Ibope: popularidade de Dilma supera a de FHC


No parlatório, ex-presidente Lula passa a faixa presidencial para Dilma Rousseff

    A avaliação positiva da presidente Dilma Rousseff é maior do que as dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) nas terceiras pesquisas de popularidade CNI/Ibope das suas gestões. Enquanto 71% aprovaram Dilma Rousseff à frente do governo neste mês, 69% aprovaram a maneira de governar de Lula(na verdade, um empate técnico) na terceira pesquisa do seu primeiro mandato. Em relação a FHC, 57% o aprovaram como presidente em setembro de 1995.

    A avaliação do governo Dilma também supera a das gestões dos ex-presidentes. Enquanto o governo da presidente Dilma foi avaliado como ótimo ou bom por 51% dos entrevistados em setembro, em setembro do primeiro ano do governo Lula, o percentual foi de 43%. No mesmo período do primeiro ano de FHC, sua gestão recebeu aprovação de 40%.

    O gerente-executivo de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, Renato da Fonseca, destacou que a presidente Dilma herdou a popularidade de Lula. Na última pesquisa de popularidade do seu governo, em dezembro de 2010, Lula atingiu 87% de aprovação pessoal.,

      'Faxina' melhorou avaliação, diz CNI



      A melhora da avaliação da presidente Dilma Rousseff se deve à faxina promovida na Esplanada dos Ministérios, segundo o gerente-executivo de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca.

      A pesquisa de setembro, diz Fonseca, reflete as demissões dos envolvidos em denúncias de corrupção no alto escalão do governo. "Ela conseguiu, dentro do episódio virar um pouco o jogo para trazer coisas positivas para o seu governo", afirmou.

      Na pesquisa de setembro, os assuntos mais lembrados de forma espontânea são as denúncias de corrupção nos ministérios dos Transportes, Agricultura e Turismo. Em segundo lugar, vem a faxina ministerial empreendida por Dilma.

      Na sondagem realizada em julho, os assuntos mais lembrados foram a crise no Ministério dos Transportes, com 21%, e a demissão do então ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, com 14%. As ações da presidente em relação às denúncias não chegaram a ser mencionadas pelos entrevistados na época.

      A avaliação positiva da presidente Dilma Rousseff subiu quatro pontos percentuais entre julho e setembro, passando de 67% para 71%. A pesquisa CNI/Ibope entrevistou 2.002 eleitores em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais.Valor Econômico

      quinta-feira, 29 de setembro de 2011

      João Paulo fica no PT


      Caso confirmada a notícia postada no blog do amigo Giovani Morais, do Cachete, João Paulo fez mais do que certo ao decidir ficar no PT.Resta agora aos petistas de Pernambuco tomarem a melhor decisão a respeito do candidato do PT na eleição do ano que vem.Seguramente, João Paulo tem muito mais chance que João da Costa de vencer o pleito.A rejeição do atual prefeito é espantosa, por isso o partido tem que olhar com bons olhos a pretensão de João Paulo.

      Mensalão da ALESP: Lista dos 22 deputados sob suspeita, porque barram CPI da corrupção


      A Assembléia Legislativa de São Paulo (ALESP) precisa urgente fazer uma faxina na corrupção da casa. As denúncias são cristalinas como a água, muito graves, e não tem como tapar o sol com a peneira.

      Mas a tropa de choque dos deputados do PSDB, aliados ao governador Geraldo Alckmin (PSDB/SP) já anunciou a recusa em assinar a CPI para apurar o "mensalão" das emendas parlamentares denunciada pelo deputado Roque Barbieri (PTB/SP).

      O deputado disse que entre 25% e 30% de seus colegas recebem propinas para vender emendas parlamentares. Isso daria entre 23 e 28 deputados.

      A bancada do PSDB tem 22 deputados, o número coincide (muito próximo) com os 25% de deputados citados por Roque Barbieri.

      Assim toda a bancada tucana se coloca sob suspeição perante a população.
      Afinal tem medo do quê?
      O que tem a esconder?
      Estão no "rolo"?

      Muitos destes deputados planejam se candidatar a prefeito no ano que vem. O eleitor deve anotar e guardar estes nomes, para pensar bem no quanto eles estão impedindo estancar a roubalheira, quando eles vierem pedir seu voto em 2012 (ou 2014 de novo).

      São estes os nomes dos tucanos que não deixam fazer uma faxina na banda corrupta da ALESP:

      Deputados do PSDB que acobertam os corruptos da ALESP ao barrarem a CPI Região (base eleitoral)
      Analice Fernandes Taboão da Serra
      Ary Fossen Jundiaí e região
      Barros Munhoz Capital, Itapira
      Carlão Pignatari Região Noroeste do Estado, Votuporanga
      Carlos Bezerra Capital
      Cauê Macris Americana, Região Administrativa de Campinas
      Célia Leão Campinas
      Celino Cardoso Freguesia do Ó, São Pedro e região, Vila Brasilândia
      Celso Giglio Osasco
      Fernando Capez Grande São Paulo, Interior
      Geraldo Vinholi Catanduva, Itápolis, Penápolis
      Hélio Nishimoto São José dos Campos
      João Caramez Capital, Região Oeste da Grande São Paulo
      Marcos Zerbini Capital - Zona Norte, Capital - Zona Oeste, Grande São Paulo
      Maria Lúcia Amary Região Sudoeste do Estado, Sorocaba
      Mauro Bragato Presidente Prudente e região
      Orlando Morando Grande ABC
      Pedro Tobias Bauru e região
      Roberto Engler Franca e região
      Roberto Massafera Araraquara e região
      Samuel Moreira Capital, Litoral Sul, Vale do Ribeira
      Welson Gasparini Ribeirão Preto


      Fonte:Os Amigos do Presidente Lula

      Maluf, aliado de José Serra, é acusado de ter enviado US$ 1 bilhão ao exterior



      O Terror mata a cobra e mostro o pau.



      O inquérito que investiga supostos crimes que teriam sido cometidos pelo deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) e por seus familiares envolve mais de US$ 1 bilhão que teriam sido desviados para o exterior. A constatação desse valor foi feita há pouco pelo ministro Ricardo Lewandowski, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF).

      "Nessa ação, o prejuízo ao erário chega a quase US$ 1 bilhão", disse Lewandowski. "A família Maluf movimentou no exterior quantia superior a US$ 900 milhões. Esse valor é superior ao PIB de alguns países como Guiné-Bissau, Granada, Comores, Dominica e São Tomé e Príncipe", continuou o ministro.

      Lewandowski negou a tese apresentada pela defesa de Maluf de que, quando ele era prefeito, entre 1993 e 1996, ainda não havia legislação de lavagem de dinheiro e, portanto, ele não poderia ser processado por isso. A Lei de Lavagem só foi aprovada em 1998. Mas, para o ministro, "a lavagem de capitais configura crime de natureza permanente". "Enquanto os bens continuarem escondidos a consumação do delito permanece", disse.


       O relator afirmou ainda que foram encontrados recursos de Maluf e de seus familiares em diversos países. "Os indícios apontam para US$ 200 milhões apenas em Jersey. Estima-se que só na Suíça a família Maluf movimentou nada menos do que US$ 446 milhões. Na Inglaterra, há indícios de movimentação de US$ 145 milhões nas contas da família Maluf."


       Outra coisa que chamou a atenção do ministro foi a presença de mais de uma dezena de empresas off shore no processo. Lewandowski está concluindo o seu voto para, depois, os demais ministros do STF se manifestarem a respeito das acusações. Eles podem arquivar o caso ou determinar a abertura de ação contra Maluf.

       O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, defendeu a abertura de ação penal contra Maluf para apurar crimes de formação de quadrilha e de remessa de dinheiro para o exterior.

       Segundo Gurgel, apenas a construção da avenida Águas Espraiadas, em São Paulo, teve "o custo absurdo" de R$ 796 milhões ou US$ 600 milhões. "Essa obra foi uma das primeiras fontes utilizadas na lavagem de dinheiro", continuou o procurador-geral.

      Gurgel ressaltou que Maluf e os outros denunciados associaram-se, desde 93, quando ele assumiu a Prefeitura de São Paulo, "de forma estável e permanente com o propósito de cometer crimes de lavagem de ativos". Além do deputado, são investigados seus parentes, como seu filho Flávio e sua mulher, Sílvia.Valor Econômico

      Jornalismo seletivo


      O Congresso em Foco trouxe, no dia de ontem, uma matéria noticiando que Dilma vetou parte da LDO que combatia a corrupção.Mentira! Dilma não vetou artigo da lei que punia corrupto, Dilma vetou a parte que punia a população.Não é justo que um prefeito(assim como um governador) fique sem receber recursos da União tão-somente porque teve algumas irregularidades(erros formais, no dizer dos tucanos) constatadas na sua prestação de contas.Se o texto a que se refere o jornalista não tivesse sido vetado pouquíssimos prefeitos e governadores receberiam recursos a União, o que inevitavelmente iria prejudicar a população.Parte interessante da matéria é que o Congresso em Foco, um dos braços do PiG, correu atrás do deputado Pauderney Avelino(DEM-AM) para saber a sua opinião sobre o tema, no qual esse falou:"a disposição de Dilma contra a corrupção é mera retórica. “A presidente tem dois ou três discursos. O primeiro é para a opinião pública – e, aí sim, ela gosta que a imprensa fale de faxina. O outro discurso é para a base aliada dela, e aí ela diz que não é faxina o que ela está fazendo, que faxina seria uma coisa tópica”. Ele acrescentou que Dilma deixa a “esfera prática” ao decidir vetar uma emenda “que permitiria que a moralidade pública fosse exercida”.Veja quem cobra moralidade de Dilma: o deputado Pauderney Avelino, que foi acusado de ter recebido grana(R$ 200 mil reais) para aprovar a Emenda à Reeleição no governo FHC.É esse tipo de gente que cobra moralidade dos outros.Curioso é que o Congresso em Foco, acostumado a fuçar a vida de deputados, não foi atrás de investigar a folha corrida de Avelino.

      Doutor Lula ganha prêmio Lech Walesa e doa prêmio de R$ 181 mil a país africano

      O corno manso hoje não dorme direito.
      Ao receber hoje (29) o prêmio Lech Walesa, na Polônia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que decidiu doar os US$ 100 mil, ou cerca de R$ 181 mil, a um país africano. O país que receberá o valor será escolhido pelos diretores do Instituto Lula e pelos membros da fundação criada por Walesa. Lula também se encontrou em Gdansk com o sindicalista e ex-presidente polonês.
       
      Lula recebe o prêmio Lech Walesa das mãos do próprio Lech Walesa na Polônia
      Walesa, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz, lembrou que quando conheceu Lula, em 1980, acreditou que estavam em caminhos diferentes. "Deixamos o comunismo e o senhor queria introduzir o socialismo. Parecia que estávamos em caminhos opostos, pois parecia não haver terceira via", comentou. "O senhor não tinha razão há 30 anos, mas hoje mostrou que tinha razão."
      O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, disse que Lula e Walesa fizeram mudanças radicais sem promover o caos em seus países. Para Tusk, os dois líderes promoveram o crescimento econômico e o bem-estar para as populações.
      O prêmio Lech Walesa foi criado em 2008 pela fundação do ex-presidente polonês para reconhecer personalidades destacadas por seu apoio à liberdade, democracia e cooperação internacional. A fundação informou em nota que Lula foi escolhido "em reconhecimento por seus esforços para conseguir uma cooperação pacífica e a compreensão entre as nações, especialmente para reforçar o papel dos países em desenvolvimento no mundo dos negócios, e por sua contribuição para reduzir a desigualdade social".AE.

      Justiça proíbe que SP privatize os hospítais públicos


      O Tribunal de Justiça de São Paulo negou o recurso que o governo do Estado moveu contra a decisão que proibia a destinação de 25% dos leitos de hospitais públicos a planos de saúde.


      Agora não cabe mais recurso. O governo terá que esperar o julgamento da ação civil pública movida pela Promotoria de São Paulo contra a destinação dos leitos aos convênios, o que pode demorar.


      Se a decisão da Justiça paulista tivesse sido favorável ao governo, o decreto que destina os 25% dos leitos já poderia começar a ser implementado agora, enquanto a ação está correndo. O plano do governo era começar a implementação da lei pelo Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira) e Hospital dos Transplantes.


      A decisão foi do desembargador José Luiz Germano, da 2ª Câmara de Direito do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ele afirmou que o "Estado ou as organizações sociais por ele credenciadas, não tem porque fazer o atendimento público da saúde com características particulares".


      O desembargador citou ainda que já há duas leis que permitem a cobrança dos planos pelo serviço feito de forma pública --uma do governo federal e outra do próprio governo de São Paulo.


      "A saúde é um dever do Estado, que pode ser exercida por particulares. Esse serviço público é universal, o que significa que o Estado não pode distinguir entre pessoas com plano de saúde e pessoas sem plano de saúde", afirmou.


      Procurada pela reportagem, a Secretaria Estadual de Saúde informou que ainda não foi notificada e, por isso, não tem como comentar a decisão.


      HISTÓRICA


      A decisão foi considerada "histórica" pelo promotor de Justiça e Direitos Humanos Arthur Pinto Filho. "É a primeira vez que o tribunal brasileiro dá uma decisão tão forte, que deixa claro o absurdo que é o decreto do governo de São Paulo. Foi uma vitória da sociedade brasileira", disse.


      A lei foi assinada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) no final do ano passado e regulamentada, por meio de decretos, no início deste ano. Deste então, entidades médicas se posicionaram contrárias à medida, afirmando que isso abriria a possibilidade de "dupla porta" nos hospitais públicos --com atendimento diferenciado para pacientes do SUS e de planos de saúde.


      "A decisão é importante. Agora são duas instâncias da Justiça confirmando. A gente espera que agora se comece a discutir a dupla porta existente no Incor [Instituto do Coração da USP] e no Hospital Clínicas, que continua vigorando", diz Mario Scheffer, pesquisador da USP.


      O governo afirmava que pretendia apenas garantir o ressarcimento dos atendimentos de pessoas com convênio nesses hospitais.


      No começo deste mês, o juiz Marcos de Lima Porte, da 5ª Vara da Fazenda Pública, já havia negado recurso do governo, afirmando que o decreto de Alckmin era uma "afronta ao Estado de Direito e ao interesse da coletividade". Mas o governo recorreu.Folha

      Criticar também pode





      O site de CartaCapital tem postado críticas a um comercial da Hope com Gisele Bündchen. Foi o suficiente para que se abrisse a caixa de ofensas contra nós. É preciso explicar alguns pontos:


      1. O site reproduziu críticas ao comercial, de inegável tom sexista (o que, em princípio, não o desqualifica). Choveram reclamações a nossa “postura politicamente correta” ou a nossa verve “stalinista”. Não é a primeira vez que propagandas são criticadas e, como um veículo de comunicação, nos limitamos a reproduzir as observações ou demos espaços a quem não gostou da peça publicitária. Tentar impedir essas críticas não seria, portanto, um ato de censura que aqueles que nos atacam tanto dizem abominar? A liberdade de expressão não é universal? Não se funda em três pilares: é permitido a qualquer indivíduo falar o que quer, estar pronto para ouvir o que não quer e buscar a Justiça quando se considerar ofendido? Ou só vale para quem pensa como a gente?


       
      2. Não defendemos em nenhum momento que o comercial fosse retirado do ar. Se uma secretaria ligada ao governo federal decidiu interpelar o Conar a respeito, isso não nos diz respeito. E se o Conar decidir proibir sua veiculação, igualmente. Noticiaremos os fatos.


       
      3. Fazer piadas “politicamente incorretas” ou valer-se de “tiradas fáceis” não é necessariamente um sinal de criatividade. Antes é um demonstração de preguiça, pois a maioria esmagadora delas já foi feita nos últimos séculos (em geral com mais brilhantismo). Os publicitários – e alguns que se consideram humoristas – acham que seu trabalho tem sido tolhido pela falta de humor e de “inteligência” de uma porção “soviética” dos receptores das mensagens. Talvez o problema seja outro: a criatividade anda em falta, a se tomar como base certas propagandas e certos programas ditos humorísticos. Qualquer chimpanzé seria capaz de produzir algo melhor do que tem sido vendido, a peso de ouro, como fruto da genialidade dos “criativos”. Nem se fale naqueles que acham divertido reanimar preconceitos contra minorias (estes, quase geralmente, lambem as botas dos poderosos. Parece um traço de personalidade: o sujeito pisa nos de baixo enquanto se segura nas bolas de quem está acima). E não estamos falando aqui do comercial da Hope, antes que alguém resolva tomar o todo pela parte.

       
      4. Se uma empresa quer pagar uma fortuna e ligar sua imagem a uma bobagem pretensamente engraçada, o problema é dela. Corre o risco de ser criticada ou, no mínimo, de não ser entendida. Faz parte dos ruídos da complexa comunicação entre os seres humanos – aliás, empresas pagam uma fortuna para, inclusive, serem amplamente aceitas. Mas às vezes não funciona, não é mesmo? Fonte:CartaCapital

      Verdade ou mentira?

      Enquanto o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, passava o pires para empresários alemães ajudarem seu país a sair da crise que ameaça toda a Europa, um suposto operador financeiro independente afirmava à BBC que o mercado estava pouco ligando para o novo plano de resgate da economia da zona do euro e que se interessava apenas em faturar com uma eventual nova recessão.


      A sinceridade do operador financeiro surpreendeu a entrevistadora da BBC e gerou suspeitas de que se tratava de um impostor. A BBC garantiu que fez uma investigação detalhada e que a entrevista não foi uma fraude. Uma hipótese levantada por mensagens de Twitter era de que Alessio Rastani, o operador financeiro entrevistado, fosse integrante do "Yes Men", grupo ativista de humor que busca ocupar os meios de comunicação para despertar a consciência do público sobre questões sociais. Um representante do grupo negou que Rastani seja um de seus membros. A BBC insiste que o entrevistado é realmente um operador independente, e a Forbes o entrevistou no dia seguinte, sem conseguir desmascará-lo.


      Seja ou não um impostor, o que causou sensação foi que Rastani disse o que, no fundo, todo mundo acha que o mercado pensa. Enquanto a Europa e o mundo prendem a respiração diante da grave crise econômica e suas ameaças, ele revela que o mercado quer aproveitar o momento para fazer dinheiro. Alguém duvidaria de tais intenções?


      Perguntado se o mercado confia nos planos em curso para salvar economias em perigo, como a da Grécia, Rastani respondeu que, como operador, não se importa. "Não ligamos muito para como vão consertar a economia. Nosso trabalho é ganhar dinheiro com isso", afirmou. "Os governos não controlam o mundo. O Goldman Sachs controla o mundo. O Goldman Sachs não liga para esse resgate, nem os grandes fundos", completou.


      Em seu último filme, "Wall Street - O dinheiro nunca dorme", Oliver Stone mostra a falta de escrúpulos dos grandes bancos e seus operadores, com os lucros acima dos interesses nacionais. A afirmação de Rastani de que o Goldman Sachs manda no mundo é o reflexo do neoliberalismo, que enfraqueceu os Estados e fortaleceu os mercados. O Goldman Sachs é o principal banco de investimentos dos Estados Unidos, e, de seus quadros, saem dirigentes de empresas e membros do governo norte-americano.


      O Goldman Sachs e seus parceiros defendem a total desregulamentação do mercado e atacam os títulos públicos de vários países, obtendo lucros extraordinários mediante as altas taxas de juros oferecidas. Quando a crise se avizinha, reduzem suas exposições e deixam que os Estados prestem o socorro. A Grécia está sufocada por exigências de redução de sua dívida pública, o que levou Papandreou a afirmar em Berlim que o país está fazendo esforços "sobrehumanos". Leia-se, submeter sua população aos maiores sacrifícios para pagar os credores.


      A zona do euro, Alemanha à frente, tenta montar um plano para salvar suas economias em perigo e evitar um possível calote grego. A Alemanha votará um projeto para ampliar os poderes de um fundo europeu de resgate, permitindo que compre títulos da dívida de países com altos déficits e de bancos com pouco capital. Pelo lado do mercado, analistas advertem que a volatilidade continuará enquanto não estiverem claros os efeitos práticos dos planos de recuperação econômica.


      Esta declaração pode revelar uma espécie de torcida, como disse Rastani na entrevista à BBC. "Estou confiante que esse plano não vai funcionar, independentemente de quanto dinheiro os governos puserem. O euro vai desabar", vaticinou. "Sonho com esse momento há três anos. Vou confessar: sonho diariamente com uma nova recessão. Se você tem o plano certo, pode fazer muito dinheiro com isso".


      Imagino que os mercados irão desautorizar Rastani, embora não tenha sabido de manifestações até o momento. De qualquer forma, sua entrevista é reveladora da autofagia dos operadores e de como o mercado se dissocia da sociedade e da preocupação com a saúde econômica dos países.

      Sobre o autor deste artigoMair Pena NetoJornalista carioca. Trabalhou em O Globo, Jornal do Brasil, Agência Estado e Agência Reuters. No JB foi editor de política e repórter especial de economia.Direto da Redação


      A elite miserável do Brasil

      Recife (PE) - No dia em que Lula recebeu o título de doutor honoris causa na França, o diretor do Instituto de Estudos Políticos de Paris, Ruchard Descoings, chamou a imprensa para uma coletiva. É claro que jornalistas do Brasil não poderiam faltar, porque se tratava de um ilustre brasileiro a receber a honra, pois não? Pois sim, deem uma olhada no que escreveu Martín Granovsky, um argentino que honra a profissão, no jornal Página 12. Para dizer o mínimo, a participação de “nossos” patrícios foi de encher de vergonha. Seleciono alguns momentos do brilhante artigo de Martín, Escravistas contra Lula:


      Para escutar Descoings foram chamados vários colegas brasileiros... Um deles perguntou se era o caso de premiar quem se orgulhava de nunca ter lido um livro. O professor manteve sua calma e deu um olhar de assombrado. Talvez Descoings soubesse que essa declaração de Lula não consta em atas, embora seja certo que Lula não tenha um título universitário. Também é certo que quando assumiu a presidência, em primeiro de janeiro de 2003, levantou o diploma que é dado aos presidentes do Brasil e disse: ‘Uma pena que minha mãe morreu. Ela sempre quis que eu tivesse um diploma e nunca imaginou que o primeiro seria de presidente da República’. E chorou.


      ‘Por que premiam um presidente que tolerou a corrupção?’, foi a pergunta seguinte. Outro colega brasileiro perguntou se era bom premiar alguém que uma vez chamou de ‘irmão’ a Muamar Khadafi. Outro, ainda, perguntou com ironia se o Honoris Causa de Lula era parte da política de ação afirmativa do Sciences Po.


      Descoings o observou com atenção antes de responder. ‘As elites não são apenas escolares ou sociais’, disse. ‘Os que avaliam quem são os melhores, também. Caso contrário, estaríamos diante de um caso de elitismo social. Lula é um torneiro mecânico que chegou à presidência, mas pelo que entendi foi votado por milhões de brasileiros em eleições democráticas’ ”.


      Houve todas essas intervenções estúpidas e deprimentes. Agora, penso que cabem duas ou três coisas para reflexão. A primeira delas é a educação de Lula. Esse homem, chamado mais de uma vez pela imprensa brasileira de apedeuta, quando o queriam chamar, de modo mais simples, de analfabeto, burro, jumento nordestino, possui uma educação que raros ou nenhum doutor possui. Se os nossos chefes de redação lessem alguma coisa além das orelhas dos livros da moda, saberiam de um pedagogo de nome Paulo Freire, que iluminou o mundo ao observar que o homem do povo é culto, até mesmo quando não sabe ler. Um escândalo, já veem. Mas esse ainda não é o ponto. Nem vem ao caso citar Máximo Górki em Minhas Universidades, quando narrou o conhecimento que recebeu da vida mais rude.


      Fiquemos na educação de Lula, este é o ponto. Será que a miserável elite do Brasil não percebe que o ex-presidente se formou nas lutas e relações sindicais? Será que não notam a fecundação que ele recebeu de intelectuais de esquerda em seu espírito de homem combativo? Não, não sabem e nem veem que a presidência de imenso sindicato de metalúrgicos é uma universidade política, digna dos mais estudiosos doutores. Preferem insistir que a maior liderança da democracia das Américas nunca passou num vestibular, nem, o que é pior, defendeu tese recheada de citações dos teóricos em vigor. Preferem testar essa criação brasileira como se falassem a um estudante em provas. Como nesta passagem, lembrada por Lula em discurso:

       

      "Me lembro, como se fosse hoje, quando eu estava almoçando na Folha de São Paulo. O diretor da Folha de São Paulo perguntou pra mim: ‘O senhor fala inglês? Como é que o senhor vai governar o Brasil se o senhor não fala inglês?’... E eu falei pra ele: alguém já perguntou se Bill Clinton fala português? Eles achavam que o Bill Clinton não tinha obrigação de falar português!... Era eu, o subalterno, o colonizado, que tinha que falar inglês, e não Bill Clinton o português!’


      O jornalista argentino Martín Granovsky observa ao fim que um trabalhador não poderia ser presidente. Que no Brasil a Casa Grande sempre esteve reservada para os proprietários de terra e de escravos. Que dirá a ocupação do Palácio do Planalto. Lembro que diziam, na primeira campanha de Lula para a presidência, que dona Marisa estava apreensiva, porque não sabia como varrer um palácio tão grande....Imaginem agora o ex-servo, depois de sentar a bunda por duas vezes no Planalto, virar Doutor na França. O mundo vai acabar.


      O povo espera que não demore vir abaixo.

      Sobre o autor deste artigoUrariano Mota - RecifeÉ pernambucano, jornalista e autor de "Soledad no Recife", recriação dos últimos dias de Soledad Barret, mulher do cabo Anselmo, executada pela equipe do Delegado Fleury com o auxílio de Anselmo.Direto da Redação


      Grilagem em MG envolve Vale, demos e tucanos


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      Na semana passada, a Justiça de Minas Gerais decidiu bloquear R$ 41 milhões que a empresa Vale pagou para uma quadrilha de grilagem de terras no estado. A decisão se deu após operação da Polícia Federal, que prendeu nove pessoas que comercializavam áreas públicas ricas em minério – entre eles, um empresário, uma tabeliã e dois diretores do órgão estadual de re...gulação fundiária (Iter).
       


       A transferência eletrônica do dinheiro da mineradora para a quadrilha foi identificada em 28 de agosto pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do Ministério da Fazenda. Mesmo assim, relata o jornal Estadão, a Vale “negou ter feito a transação no valor e nas condições apontadas e disse agir com rigor ao adquirir terras”.


      O impacto da “operação grilo”


      A chamada Operação Grilo, desencadeada pela PF, constatou que o esquema fraudulento de apropriação de terras públicas em Minas Gerais envolve grandes interesses e gente graúda. As áreas griladas, no norte do estado, são ricas em minério de ferro. A mineradora, privatizada no reinado de FHC, tem bilionários negócios na região. A sua relação com políticos também é intensa.

       Em petições do Ministério Público estadual, às quais a Folha teve acesso, os promotores apontaram como suspeitos os prefeitos de Indaiabira e Vargem Grande do Rio Pardo, os irmãos Marcus (DEM) e Virgílio Penalva Costa (DEM). Já o governo tucano de Minas Gerais afastou o secretário de Regulação Fundiária, Manoel Costa, e exonerou os dois funcionários presos do Iter.

       “Terras subtraídas criminosamente”

       As investigações indicam que os suspeitos utilizavam documentos emitidos pelo Iter para dar a posse de terrenos a laranjas, que depois transferiam as terras para intermediários da organização criminosa. Documento do Ministério Público descreve que, "em apenas um dos casos sob investigação, a Vale S/A comprou – efetuando pagamento único e em espécie – vasta extensão de terras subtraídas criminosamente do Estado de Minas Gerais pelo espantoso valor de R$ 41 milhões".

       Segundo a Folha, “os promotores acusam a Vale e a empresa Floresta Empreendimentos de ‘patrocinar’ a disputa por terras no norte de Minas”. O Ministério Público afirma que a Floresta Empreendimentos é uma empresa de fachada, cujos sócios estão sediados no Uruguai. O caso é dos mais graves. Envolve a poderosa Vale, prefeitos do DEM e o governo tucano de Minas Gerais.

       Um dos maiores anunciantes da mídia

       Será que o escândalo será investigado a fundo? Num momento em que se fala tanto em “faxina” e “marchas contra a corrupção”, este esquema de grilagem e relações com políticos, descoberto pela Polícia Federal, propiciaria um excelente trabalho jornalístico. Será que a imprensa topa investigar a poderosa Vale, uma das maiores anunciantes da mídia brasileira?
      Postado por Miro
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      http://altamiroborges.blogspot.com/2011/09/grilagem-em-mg-envolve-vale-e-demos.html

      Dilma lança Bolsa Verde para combater a miséria

       
      Dilma manaus


      Em entrevista às emissoras locais, a presidente reafirmou o compromisso com o estado do Amazonas e anunciou que vai prorrogar a Zona Franca de Manaus por mais 50 anos. Dilma também prometeu voltar ao Estado no dia 24 de outubro, aniversário de Manaus, data marcada para a inauguração da ponte sobre o Rio Negro.

      A presidente Dilma Rousseff lançou hoje de manhã o Bolsa Verde, programa de transferência de renda dentro do Plano Brasil Sem Miséria. A assinatura dos termos aconteceu, no Teatro Amazonas, em Manaus, e contou com a presença dos governadores dos estados da região Norte, além de outras autoridades, entre elas os senadores Vanessa Grazziotin (PCdoB) e Eduardo Braga (PMDB).

      O objetivo do Bolsa Verde é estimular a preservação dos ativos ambientais em Unidades de Conservação, Florestas Nacionais, Reservas Extrativistas e Projetos de Assentamento ambientalmente diferenciados, como Projetos de Assentamento Florestal, de Desenvolvimento Sustentável ou Agroextrativistas.

      Ele será pago a cada três meses aos moradores desses locais por meio de uma bolsa no valor de R$ 300. Para 2011, a meta é atingir 18 mil famílias com o benefício. Até 2014, 73 mil famílias serão contempladas.

      “O Brasil é um dos países que faz a distribuição de renda mais efetiva do mundo. O Brasil sem Miséria é um programa de combate à crise mundial. Com o Bolsa Verde, temos a garantia de renda e preservação ambiental”, resumiu a presidente.

      Para receber o benefício, as famílias de extrativistas terão de cumprir alguns requisitos, tais como estarem cadastradas no Bolsa Família; integrar o Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); estar na extrema pobreza, ou seja, com uma renda familiar per capita de R$ 70; e exercer uma atividade de conservação.

      O governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD), destacou que o Estado instituiu no governo passado o bolsa floresta, nos moldes do Bolsa Verde. O benefício local atende os moradores das áreas de preservação estaduais com uma bolsa mensal de R$ 50. “Mas não adianta dar o peixe. Tem que ensinar a pescar e nós estamos fazendo isso com a capacitação dessas pessoas no sentido de usufruir da floresta de forma sustentável”, disse.

      O Brasil Sem Miséria é um plano nacional de transferência de renda, acesso a serviços públicos nas áreas de educação, saúde, assistência social, saneamento, energia elétrica e inclusão produtiva que visa a retirar da miséria os 16,2 milhões de brasileiros que, segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda sobrevivem nessa situação.

      AmazonasDados do IBGE apontam que pelo menos 6,6 mil famílias do Amazonas vivem em extrema pobreza. Destes, 3,9 mil vivem na área rural. A intenção é chegar aos amazonenses que não recebam nenhum tipo de recurso.

      Um dos eixos do Plano Brasil Sem Miséria é a inclusão produtiva com geração de renda para essas famílias. Para isso, o governo federal assinou um convênio com o governo do Estado dentro do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O acordo é voltado para a Compra Direta de produtos da agricultura familiar com doação simultânea no Amazonas. O valor total do investimento será de R$2.429.248,83, sendo R$ 2 milhões financiados do MDS e 429.248,83 pela Secretaria de Estado da Produção Rural.

      O PAA vai proporcionar a inclusão produtiva, acesso aos direitos humanos no âmbito de segurança alimentar, resgate de produtos tradicionais que não apresentam comercialização, planejamento da produção, incentivo para organização social dos agricultores e melhoria de renda com qualidade de vida digna no campo.

      Outra medida do plano na participação nos programas de compras públicas é o Programas de Alimentação Escolar (Pnae). A assinatura de um acordo com a Cooperativa Agroindustrial dos Produtores do Projeto de Assentamento Uatumã vai permitir o fornecimento para prefeitura de Manaus 730 toneladas (R$ 3,4 milhões) de banana, mamão, melancia, abacaxi, limão, laranja, cheiro verde, abóbora, macaxeira, couve, arroz, farinha de mandioca e farinha de tapioca para a merenda de 260 mil alunos de 430 escolas.

      Da Redação, com informações do Portal Brasil

      Entrevista de Dilma no Hoje em Dia

      Dilma: Antes de termos uma população mais velha, vamos ficar mais ricos

       
      Para Dilma Rousseff, ter aberto a Assembleia Geral da ONU servirá de exemplo para as mulheres
       
      A presidente Dilma Rousseff participou na manhã desta quinta-feira (29) do programa Hoje em Dia, na TV Record. Em entrevista aos jornalistas Celso Zucatelli e Chris Flores, no Palácio do Planalto, em Brasília, Dilma afirmou que o Brasil terá que olhar para os mais velhos para garantir uma condição melhor no futuro. "Antes de termos uma população mais velha, vamos ser um país mais rico", declarou a presidente.
       
      Segundo Dilma, a maior parte da população brasileira é composta por adultos que podem trabalhar e garantir retorno financeiro. "Somos um país que tem a melhor faixa etária do mundo, pois a parte maior pode usar do seu trabalho para dar sustento à sua família", disse Dilma.
       
      A reportagem intercalou a entrevista em uma mesa de café da manhã com um longo vídeo que narrou parte da trajetória de Dilma Rousseff, destacando a participação da presidente na Assembleia-Geral da ONU. De acordo com a presidente, ser a primeira mulher na história a fazer a abertura do debate geral da Assembleia foi "significativo" e "pode influenciar os países em que várias mulheres ainda são vítimas de práticas de segregação".
      "Nosso país é reconhecido internacionalmente com enormes possibilidades à sua frente e hoje é um país que cresce e distribui renda. Governar o Brasil é mais do que bom, mas é um desafio. Temos que fazer o possível para estar à altura desse desafio, desses 190 milhões de brasileiros, é para eles que temos que governar", afirmou Dilma Rousseff.

      quarta-feira, 28 de setembro de 2011

      Heraldo Pereira teve que engolir sem cuspe

      Marco Maia enquadra Rede Globo: a emissora seria cassada se anulasse sessões da CCJ





      O presidente da Câmara dos deputados, Marco Maia (PT/RS) fez a TV Globo engolir um sapo, e ler uma espécie de direito de resposta no Jornal Nacional de terça-feira.


      E emissora havia “denunciado” algo normal e insignificante como se fosse um escândalo, desde a semana passada, em todos os seus telejornais. O tom agressivo do jornalismo da emissora ganhou aparência de intimidação sobre deputados através de noticiário negativo.


      A Globo disse que a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) havia aprovado “118 projetos com apenas 2 deputados presentes”. A Globo não disse, mas os 118 projetos dispensam debate sobre constitucionalidade, por isso 35 deputados assinaram presença e não ficaram para votar pessoalmente, como se deixassem uma procuração para votar pela aprovação. A maioria dos “118 projetos” não passava de concessão de rádios com parecer pela aprovação (leia aqui os detalhes).
      Maia explicou porque essa sessão não será anulada, como cobrava a Globo:


      “Não houve, em nenhum momento, qualquer tipo de infração em relação ao Regimento Interno da Câmara, que permite a realização de sessões mesmo sem o quórum presencial. Basta que haja quórum de deputados presentes na Casa….

      … se essa sessão da CCJ fosse anulada, teriam que ser anuladas as votações das sessões que aconteceram nos últimos dez anos, com votação em bloco, o que acarretaria a suspensão da concessão das rádios e televisões praticamente de todo o Brasil, inclusive da Globo“.

      As renovações das concessões de vários veículos da Rede Globo foram feitas no dia 5 de maio de 2009, numa sessão também com votação simbólica em bloco.

      Na terça-feira, o apresentador Heraldo Pereira do Jornal Nacional, leu a notícia com semblante de quem estava estava literalmente engolindo o sapo, e teve que pagar o mico de dizer : “Maia disse que decisões têm sido tomadas da mesma forma nos últimos dez anos, e citou a concessão de rádios e televisões de todo o Brasil, inclusive da Globo“.

      Íntegra da solenidade de Doutor Lula na França

      Luiz Inacio Lula da Silva, Docteur Honoris Causa : l'intégrale from Sciences Po on Vimeo.



      Fonte:Blog de Luis Nassif

      Protesto no coração financeiro de Nova Iorque

      A transparência dos tucanos só funciona assim

      STF obriga Assembleia legislativa de São Paulo a contar funcionários


      O Estado de S. Paulo - 28/09/2011
      Informação que o Legislativo paulista se recusou a revelar durante onze anos, número de servidores tem de ser tornado público conforme a Justiça

      Ao fim de uma batalha de 11 anos, a Justiça ordenou à Assembleia Legislativa de São Paulo que publique em "periódico oficial" a lista completa de seus servidores e os cargos por eles ocupados. A medida terá que ser acatada nos termos de sentença da 12.ª Vara da Fazenda Pública da Capital, confirmada pelo Tribunal de Justiça. O Supremo Tribunal Federal rechaçou ofensiva derradeira do Legislativo paulista, que pretendia fulminar a ordem judicial por meio de recurso extraordinário.


      A relação de funcionários – cerca de 4 mil – e suas respectivas lotações são um tabu no Palácio 9 de Julho, sede da Assembleia estadual. Um número que se sabe ao certo é o de parlamentares, 94. Dados sobre gastos com folha de pessoal são preservados.


      Na sucessão de recursos e apelações por meio dos quais tentou evitar a publicação do extenso rol de efetivos e apaniguados, a Procuradoria da Assembleia argumentou reiteradamente que a decisão ofende o princípio da separação dos poderes e artigo da Constituição que prescreve a competência da Assembleia para dispor sobre seu regimento interno e serviços administrativos. Oficialmente, a presidência da Assembleia informou que desconhece a ordem judicial.


      Ação civil pública foi proposta em 2000 por uma entidade fundada por alunos de Direito de São José dos Campos, a Associação de Defesa da Harmonia da Ordem Constitucional, que se insurgiu ante suspeitas de fantasmas remunerados na Casa. A ação foi vitoriosa em todos os níveis do Judiciário. No dia 27 de maio, no STF, a então ministra Ellen Gracie, relatora, deu voto decisivo, de acordo com manifestação da Procuradoria-Geral da República: "A transparência é princípio constitucional que decorre do regime democrático e sujeita todos os Poderes da República".


      "O recurso extraordinário não merece prosperar", decretou a ministra, na ocasião. "Não há falar em violação ao princípio da separação dos poderes, dado que o acórdão recorrido, ao contrário do que sustenta a recorrente (Assembleia), concluiu que diante da subordinação de toda a administração pública ao artigo 37 da Constituição, os atos da ré se vinculam aos princípios da moralidade e publicidade."


      O voto foi publicado em 25 de junho. Há duas semanas, o professor Laércio José Loureiro dos Santos, que advoga para a Ad Hoc, pediu intimação da Assembleia para cumprimento e fixação de multa diária. O Ministério Público Estadual integra a ação.

      Pesquisa encomendada pelo PSDB aponta que Dilma venceria eleição no 1º turno

      Pesquisa interna cria saia justa para PSDB


       O globo:Gerson Camarotti

      O Globo - 28/09/2011
      Vazamento dos dados mostrou que, hoje, Dilma venceria eleição no 1º turno



      BRASÍLIA. A divulgação de dados negativos de uma pesquisa interna encomendada pelo PSDB causou saia justa no partido, e provocou ontem uma tensa reunião da bancada na Câmara com o presidente da legenda, Sérgio Guerra (PE). O vazamento de dados da consulta feita pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) mostrou que, se a eleição fosse hoje, a presidente Dilma Rousseff ganharia no primeiro turno e contrariou integrantes do partido, especialmente do grupo do ex-governador José Serra.


      Na reunião da bancada, serristas e aecistas estavam divididos sobre a divulgação dos dados da pesquisa coordenada pelo cientista político Antonio Lavareda. Na noite de segunda-feira, Serra cobrou de Sérgio Guerra responsabilidade pelo vazamento para a imprensa, em jantar em São Paulo. Segundo a pesquisa, se a eleição presidencial fosse hoje, Dilma teria 59% dos votos válidos; José Serra, apenas 25%; e Marina Silva teria 15%. Na eleição passada, Serra teve 32,6% e Marina, 19,3%.
      - O PSDB decidiu fazer divulgação seletiva contra o partido. Quanto pagamos para falar mal da gente? Foi feito um vazamento seletivo para gerar fatos negativos - criticou o ex-líder do PSDB, deputado Jutahy Júnior (BA), aliado de Serra.


      Na reunião, com a participação de Guerra e Lavareda, o deputado baiano criticou a autonomia do contratado para fazer comentários e distribuir partes da pesquisa. Jutahy citou o fato de pesquisa ter sido usada pelo ex-ministro José Dirceu.


      - Se a pesquisa é para definir estratégia futura, não vejo razão para que os dados tenham vazado. Como o PSDB divulga isso, para que o adversário possa explorar os nossos erros? - lamentou o deputado Mendes Thame (SP).


      - Se a pesquisa é uma ferramenta estratégica, era preciso ter mais cuidado. Mas sei que é difícil de segurar - ponderou o líder Duarte Nogueira (SP).


      O presidente da legenda reagiu às críticas.


      "Não serão só meia dúzia de iluminados que vão decidir as estratégias e os rumos do partido. A minha ideia é democratizar a informação interna. Do que saiu nos jornais, foi mais positivo do que negativo", disse Sérgio Guerra, segundo relatos.


      A pesquisa foi defendida pelos tucanos mineiros ligados a Aécio Neves. O deputado Marcus Pestana, presidente do PSDB de Minas Gerais, defendeu a metodologia de debate interno:


      - O Sérgio Guerra optou por um processo participativo ao apresentar os dados da pesquisa para a Executiva e as bancadas da Câmara e do Senado. O pior seria a tática do avestruz, de enterrar a cara na terra. Não há porque ficar chateado. É natural que a Dilma lidere a pesquisa, pois ela está no poder, enquanto o Serra está na quarentena. O quadro é delicado e exige ação política. Não podemos brigar contra o termômetro porque estamos com febre.

      Jean-Claude Casanova pede a Lula para dar conselhos aos europeus" sobre gestão de dívida, déficit e crescimento econômico.




      O Estado de S. Paulo - 28/09/2011
      Agraciado com título do Sciences-Po, petista diz que políticos devem "assumir as rédeas" da crise na União Europeia

      O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma recepção de pop star ontem, em Paris, durante a cerimônia de entrega do título de doutor honoris causa pelo Instituto de Estudos Políticos (Sciences-Po), o maior da França. Em seu discurso, o ex-chefe de Estado enalteceu o próprio mandato e multiplicou os conselhos aos líderes políticos da Europa, que atravessa uma forte crise econômica. Antes, durante e depois, Lula foi ovacionado por estudantes brasileiros.


      A cerimônia foi realizada no auditório do instituto, com a presença de acadêmicos franceses e de quatro ex-ministros de seu governo: José Dirceu, Luiz Dulci, Márcio Thomaz Bastos e Carlos Lupi. Vestido de toga, o ex-presidente chegou à sala acompanhado de uma batucada promovida por estudantes. Ao entrar no auditório, foi aplaudido em pé aos gritos de "Olé, Lula".


      Em seguida, tornou-se o primeiro latino-americano a receber o título, já concedido a líderes políticos como o checo Vaclav Havel. Em seu discurso, o diretor do instituto, Richard Descoings, se disse "entusiasta" das conquistas obtidas pelo Brasil no mandato do petista. "O senhor lutou para que o Brasil alcançasse um novo patamar internacional", disse. "Não é mais possível tratar de um assunto global sem que as autoridades brasileiras sejam consultadas."


      Conselhos. O economista Jean-Claude Casanova, responsável pelo discurso em homenagem ao novo doutor, lamentou que a Europa não tenha um líder "de trajetória política tão iluminada". Casanova pediu ainda que Lula aproveitasse "sua viagem para dar conselhos aos europeus" sobre gestão de dívida, déficit e crescimento econômico.


      Em um discurso de 40 minutos, Lula falou de avanços de seu governo, citando a criação de empregos, a redução da miséria e o aumento do salário mínimo e a criação do Bolsa Família, além de elogiar sua sucessora, Dilma Rousseff.


      Lançou-se, então, aos conselhos. Primeiro, criticou "uma geração de líderes" mundiais que "passou muito tempo acreditando no mercado, em (Ronald)Reagan e (Margaret)Thatcher", e recomendou aos líderes da União Europeia que assumam as rédeas da crise com intervenções políticas, e não mais econômicas. "Não é a hora de negar a política. A União Europeia é um patrimônio da humanidade", reiterou.


      Na saída, estudantes se acotovelaram aos gritos por fotos e autógrafos do ex-presidente, que não falou à imprensa. Impressionado com a euforia dos estudantes, Descoings disse ao Estado: "A última vez que vi isso foi com (Mikhail) Gorbachev, há cinco ou seis anos. Mas com Lula foi ainda mais caloroso".

      O financiamento público avança



      Tucanos são contra porque não vivem sem a grana dos bancos, empreiteiras, empresas terceirizadas, usineiros, empresas estatais(não  esquecer  que o PSDB de Aécio Neves usou a CEMIG para engordar o Valerioduto).


      Marcos Coimbra - Marcos Coimbra


      Correio Braziliense - 28/09/2011
      Com votos a favor de quem é contra e votos contrários de quem é a favor, o financiamento exclusivamente público chega à reta final. Será mesmo aprovado?

      Sociólogo e Presidente do Instituto Vox Populi
      Nestes dias em que as primeiras propostas de reforma política chegam ao plenário do Senado e enquanto a comissão da Câmara sobre o tema conclui seus trabalhos, muitos se movimentam para apresentar sugestões a respeito do que fazer. É difícil dizer o que sairá disso tudo (se é que alguma coisa vai sair).


      Do lado petista, as principais iniciativas vieram do ex-presidente Lula. Cumprindo sua promessa de ser um "embaixador da reforma" depois que deixasse o Planalto, ele dedicou a ela a maior parte de sua agenda ao longo de setembro.


      Foram três encontros, com objetivos bem diferentes. O primeiro, restrito a seus correligionários, parece ter sido para que ele se informasse sobre o andamento da matéria no Congresso. Nele, o deputado Henrique Fontana (PT-RS), relator da Comissão Especial da Reforma Política da Câmara, bem como outros parlamentares e lideranças petistas, apresentaram suas opiniões.


      O segundo teve o intuito de mobilizar alguns partidos da base aliada para a realização de manifestação popular, em Brasília, a favor da reforma, que deverá acontecer no começo de outubro (se tudo correr como imaginam seus idealizadores). Entre os presentes estavam os presidentes das fundações do PT, do PDT, do PSB e do PCdoB. A ideia era engajá-las no esforço de arregimentar sindicatos, associações de estudantes e entidades de mulheres, negros e outros segmentos, para comparecer e pressionar o Congresso.


      O terceiro, o mais importante, foi realizado com as lideranças desses partidos e do PMDB, reunidas no Palácio do Jaburu. Contou ainda com a participação do vice-presidente Michel Temer e de outros cardeais peemedebistas. A pauta era mais objetiva, visando a definir um elenco de propostas em torno das quais todos convergissem. O saldo foi magro. Só concordaram com o financiamento público exclusivo de campanhas eleitorais.


      A proposta consta do anteprojeto elaborado por Henrique Fontana na Câmara dos Deputados e esteve presente nos trabalhos do Senado desde sua famosa Comissão Especial de Reforma Política, aquela dos "notáveis", criada por José Sarney, no início do ano legislativo, com toda pompa.


      Lá, ela tinha sido aprovada por ampla maioria: dos 17 senadores presentes à sessão em que foi discutida, 12 votaram pela mudança, incluindo os integrantes do DEM e do PPS. Entre os cinco que preferiram manter o modelo de financiamento que temos, onde recursos públicos e privados são combinados, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) chegou a afirmar ter "até certa simpatia" pelo financiamento exclusivamente público, mas que não votava na proposta por descrer que seu complemento natural, o voto em lista fechada, fosse aceito pelo Congresso. (Curiosamente, o ex-senador Itamar Franco votou pelo financiamento público usando raciocínio oposto, dizendo que fazia isso por ter votado contra a lista fechada.)



      Na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, ela foi aprovada, recusada e aprovada de novo.



      Primeiro, a CCJ derrubou o relatório do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), contrário à proposta.


      Depois, rejeitou o voto em separado do senador José Pimentel (PT-CE), que lhe era favorável.


      Com isso, pareceu que a Comissão rejeitara o financiamento público e não apenas o voto de Pimentel. Foi, aliás, o que proclamou seu presidente.


      Estava errado, e Renan Calheiros (AL), na qualidade de líder do PMDB, pediu a retificação do resultado. Foi atendido, o que fez prevalecer a aprovação do novo modelo. Mas a CCJ foi além, considerando que isso significava uma aprovação terminativa, que dispensava a apreciação da proposta pelo plenário e autorizava seu envio direto à Câmara. A oposição não aceitou a decisão e procura as assinaturas necessárias paraa impedir o que entende ter sido manobra de Renan.


      Assim, aos trancos e barrancos, entre equívocos e espertezas, com votos a favor de quem é contra e votos contrários de quem é a favor, mas com um time de patronos poderosos, o financiamento exclusivamente público chega à reta final. Será mesmo aprovado?


      Duas coisas são certas. Uma, que é um dos temas da reforma política que mais rejeição enfrenta na opinião pública. A vasta maioria das pessoas não concorda que recursos orçamentários sejam destinados às disputas eleitorais. Outra, que é fraco o principal argumento de seus adversários, de que não impede as doações privadas ilegais.


      A pergunta não é se o financiamento público resolve o problema, mas se o diminui. E se o modelo vigente é, nesse aspecto, preferível (o que não parece ser).

      Deputada do partido mais corrupto do Brasil usa recursos públicos para fazer cirurgia de catarata

      Câmara paga cirurgia de Eliana Pedrosa

      Lilian Tahan
      Correio Braziliense - 28/09/2011
      Plano de saúde da Câmara Legislativa só cobria 30% da operação de catarata. Mas a deputada do DEM recorreu a um privilégio criado pelos próprios colegas e conseguiu o reembolso dos R$ 4,5 mil que pagou pelo procedimento.


      Eliana Pedrosa se beneficia de regra criada pelos próprios colegas e consegue reembolso de operação de catarata, que não era coberta pelo plano da Casa. As despesas foram autorizadas pela Mesa Diretora em maio deste ano


      A distrital Eliana Pedrosa (DEM) teve o privilégio de conseguir um benefício médico que a maioria dos servidores da Câmara Legislativa não sabe nem sequer da existência. Os cinco deputados que integram a Mesa Diretora desconsideraram um parecer técnico do Fundo de Assistência à Saúde da Casa (Fascal) para autorizar uma cirurgia de catarata na parlamentar fora dos padrões do plano oferecido aos servidores. Ela se valeu de uma brecha legal, que poucos conhecem, com poder de delegar à esfera política a decisão sobre liberar ou não casos extraordinários. Foi a única entre deputados e servidores a ter esse tipo de autorização desde dezembro de 2009, quando a regra foi criada pelos próprios distritais.


      Em maio deste ano, a deputada precisou fazer uma cirurgia para tirar a catarata dos dois olhos. Nos padrões apresentados pelo médico de Eliana, o Fundo não cobria o tratamento. A distrital, então, conseguiu diretamente com os colegas da Mesa Diretora autorização para o ressarcimento dos gastos com a cirurgia. Foi a primeira e única até agora a se beneficiar de uma cláusula enxertada na regulamentação interna da Câmara Legislativa que permite aos distritais contrariar o parecer técnico do Fascal e tomar a decisão política de estender internações, bancar cirurgias e criar benefícios fora do plano a deputados e servidores. Trata-se da Resolução nº 243 de 2009, que altera a estrutura de organização do Fascal. Apesar de a resolução especificar que as mudanças são "sem aumento de despesa", o artigo 7º abre uma margem da qual se valeu a deputada Eliana. O dispositivo estabelece o seguinte: "Fica a Mesa Diretora autorizada a promover ou adicionar alterações sobre assuntos de prorrogações de internações, percentuais de mensalidades, participações nas consignações e novos auxílios ou benefícios".


      Com base nessa resolução, em 26 de maio deste ano, foi publicado o Ato da Mesa nº 61. Ele autoriza a "utilização de material especial em procedimento cirúrgico em ambos os olhos de associado do Fascal". O material está especificado no artigo 1º do ato. Trata-se de lente multifocal restor usada na cirurgia de Facectomia com implante de LIO, especificação técnica para um dos tipos de operação de catarata. O processo não identifica o nome do paciente, especificado como requerente 001-000762/2011.

      Protocolo


      O espelho de acompanhamento do processo registrado no sistema de protocolo da Câmara (que é de acesso restrito aos servidores) mostra que o caso começou a tramitar em 24 de maio. Dois dias depois, a Mesa Diretora autorizou o procedimento que favoreceu a deputada. Ao recorrer diretamente aos colegas da Mesa Diretora, Eliana Pedrosa encurtou etapas para conquistar o reembolso médico. Todos os processos analisados pelo Fascal podem ter até três etapas de avaliação. Assim que um pedido de procedimento é apresentado, ele passar a ser analisado por técnicos. Se o parecer é negado, pode ser apresentado recurso à gerência do Fundo e, em caso de nova negativa, a situação ainda é submetida ao Conselho Administrativo do Fascal. A deputada, no entanto, fez a primeira tentativa. Não conseguiu e recorreu diretamente aos colegas da Mesa, no que foi prontamente atendida.


      Eliana pode, assim, quitar uma fatura de R$ 4,6 mil, custo das lentes usadas em sua cirurgia. O que o Fascal poderia oferecer era um outro tipo de tratamento, que chegaria a R$ 1,6 mil no total, ou seja, um terço do valor autorizado pela direção da Câmara. A exceção permitida pela Mesa Diretora é a primeira desde que o dispositivo do artigo 7º entrou em vigor há dois anos. Não que a deputada seja a única a precisar adequar o plano de saúde da Câmara à medida de suas necessidades médicas.


      O Correio apurou com fontes ouvidas na Casa que nos últimos dois anos o Fascal foi procurado por dezenas de servidores que entram com processo na tentativa de que o Fundo banque intervenções ou internações fora do plano de saúde. "Desde 2009, há quase uma centena de processos, a maioria deles negados, pois o Fundo tem limites orçamentários e a maioria dos servidores nem sabia da existência de uma resolução que delega à Mesa Diretora o poder de decidir sobre esses casos", explicou um servidor com acesso a dados do Fascal, mas que prefere preservar a identidade para evitar retaliação. De fato, quem consulta o site da Câmara no item "normas da Fascal" vai achar vários atos da Mesa e resoluções referentes ao Fundo. Menos o 243 que permite moldar o plano de saúde da Câmara aos problemas dos servidores e deputados.


      Dispositivo


      A Resolução 243 foi editada em dezembro de 2009, no auge da Caixa de Pandora, quando o então presidente da Casa, Leonardo Prudente, renunciou ao cargo após ser acusado de participar do esquema de corrupção. No lugar dele, assumiu Wilson Lima (PR), que era primeiro-secretário, mas que, diante da confusão, acabou elevado a presidente


      da Câmara. Foi na função interina que Wilson Lima assinou o dispositivo que dá à Mesa Diretora poderes de avaliar questões de plano de saúde.

      Povo de Curitiba vai às ruas por faxina na corrupção tucana

      População de Curitiba, principalmente estudantes e trabalhadores, vão às ruas contra a corrupção tucana na Câmara Municipal.

      O amor é lindo... o tucano presidente da Câmara de Vereadores de Curitiba deu de presente para sua amada esposa, R$ 5,1 milhões sob a forma de contrato de publicidade, tudo pago pelos cofres públicos.

      Deixando a ironia de lado, o presidente da Câmara Municipal, vereador João Cláudio Derosso (PSDB), é acusado de contratar a empresa de publicidade da própria mulher, a jornalista Claudia Queiroz, e de contratar funcionários irregularmente.

      Já é questionável Câmara de Vereadores contratar Agência de Publicidade e gastar R$ 31 milhões que poderiam ser gastos na saúde e educação.

      A situação fica insustentável quando se sabe que boa parte deste dinheiro foi para o bolso da mulher do presidente da casa. Ficou tão insustentável, que os vereadores (mesmo sendo a maioria demo-tucana) abriram uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para salvar a pele nas eleições do ano que vem .

      Hoje (28), a população foi às ruas exigir o afastamento do tucano, e acompanhar a reunião da CPI, para não deixar virar pizza, já que enquanto o Derosso estiver na presidência a apuração dos fatos fica comprometida.

      Os contratos foram assinados em 2006, e vem sendo prorrogados com aditamento, sem licitação.

      As empresas felizardas são Visão Publicidade e Oficina de Notícias. Esta última pertence à Cláudia, esposa do tucano, e recebeu R$ 5,1 milhões no período.

      Estranho a falta de destaque dado pela imprensa demo-tucana e a discreção da OAB, que até poucos dias conclamava o povo a sair às ruas contra a corrupção. Os Amigos do Presidente Lula

      Dilma:"Brasil não é presa fácil para a crise",



      Ao firmar, hoje (28), compromisso com governadores e prefeitos da região Norte para a efetivação do Plano Brasil sem Miséria, a presidente Dilma Rousseff disse que os programas e políticas sociais do governo também são ferramentas para enfrentar a crise financeira mundial. Dilma disse ainda que o Brasil não é "presa fácil" para a crise.


       "Somos uma parte substantiva dessa grande defesa que é nosso mercado interno, é isso que faz com que esse país, quando cresce, quando investe, quando consome e faz polítia social, não seja presa fácil da crise internacional. Nos temos força para enfrentar essa crise porque fizemos política de distribuição de renda que melhorou nosso país". Segundo Dilma, o Brasil está mostrando que "crescer significa distribuir renda e distribuir renda significa crescer".


       Em Manaus, a presidente lançou o Plano Brasil sem Miséria e assinou com os governos dos sete Estados da região Norte e associações dos municípios termo de compromisso para enfrentar a miséria na região.

       Também foi regulamentado o Bolsa Verde, que integra o plano e prevê o pagamento trimestral de R$ 300 para famílias extrativistas. De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, a meta é atender a 18 mil famílias até o fim do ano e chegar a 75 mil famílias em 2014. Inicialmente o programa vai atender apenas à Amazônia Legal.


       Ainda foi estabelecido acordo com supermercados da região para que adquiram produtos dos agricultores familiares.


       Dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) apontam que 17% do público alvo do Plano Brasil sem Miséria está na Região Norte. A maioria da população pobre da região (56%) está na área rural. Lançado em junho deste ano, o plano tem a meta de retirar da extrema pobreza 16,2 milhões de pessoas.

      A ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campelo, disse que o combate à miséria na Região Norte tem como agravante o fato de a população estar mais dispersa.Agência Brasil