sexta-feira, 31 de maio de 2013

Aécio não convence


CHICO VIGILANTE


O programa político do PSBD me trouxe uma certeza: o enfoque da grande imprensa sobre a inflação, com a criação de factóides como o do tomate, era uma preparação de terreno para o foco escolhido pelo senador tucano


O programa político do PSBD me trouxe uma certeza: o enfoque da grande imprensa escrita e televisiva no último mês sobre a inflação no país, com a criação de factóides como o do tomate, era uma preparação de terreno para o foco escolhido pelo senador Aécio Neves no programa de quinta-feira.

Em sua estreia na tevê, o presidente nacional do PSDB, provável candidato do partido à Presidência em 2014, aposta  na estratégia de se tornar conhecido fora de Minas, mostrando as realizações de seus dois mandatos à frente do governo do Estado (2003-2010) e desgastar a presidente Dilma Rousseff abordando o risco de descontrole inflacionário.

Para tentar convencer o público ele reinou praticamente sozinho nos 10 minutos do programa, que apenas ao final apresenta breves discursos do governador Geraldo Alckmin, do ex-governador José Serra e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

É deprimente como a imprensa comercial brasileira é claramente a favor das elites, e acredita que o povo brasileiro é estúpido e não tem o discernimento necessário para perceber jogadas como essa. A imprensa já comentava antes do programa ir ao ar qual seria a linha desenvolvida por Aécio.

Quando fala dos perigos da inflação no governo Dilma, Aécio se esquece de que no último ano do governo FHC a inflação ficou acima de 20%.

Quando critica a política de educação do PT ele esquece de citar a maneira humilhante como são tratados os professores em Minas Gerais; quando defende a qualificação profissional ele se esquece de que no governo FHC além de não ter sido construída nenhuma escola técnica ainda foi baixado um decreto proibindo o governo federal de ter escolas técnicas.

Esse decreto foi suspenso pelo governo Lula e de lá pra cá já construímos mais de 200 escolas técnicas em todo o país, além de termos criado o   Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB), instituição de ensino público, com sede em Brasília, já funcionando em cinco regiões administrativas.

Quando critica a atual situação das  estradas brasileiras, que foram em sua maioria reconstruídas por Lula e Dilma, ele não se lembrou de contar que no último ano do governo FHC a Rede Globo de Televisão mandou Pedro Bial percorrer as estradas brasileiras do RGS ao Pará para mostrar a aventura quase impossível que representava fazer esse trajeto de automóvel, devido ao estado lamentável que se encontravam.

Quando fala num discurso tipicamente populista em diminuir as despesas públicas e gastar mais com o povo, nós sabemos que por traz disso está a defesa da velha cartilha neoliberal que deu errado no mundo inteiro, que se baseia na venda das estatais com a redução da prestação de serviços públicos à população, falta de investimentos em educação, saúde, segurança. Afinal os ricos tem dinheiro para estudar em escolas caras, freqüentar hospitais particulares e pagar seguranças ou até circular em carros blindados.

Dizer que nada do que os governos Lula e Dilma fizeram seria possível se não fosse o Plano Real de FHC é no mínimo uma falta de informação, porque sua instituição se deu na gestão do presidente Itamar Franco, que inclusive apoiou Lula anos depois em sua candidatura à presidência.

Portanto, senador Aécio, seu discurso, com imagens de mocinho e cadência mais de cinema do que de programa político não convence a ninguém que tenha um mínimo de conhecimento e memória.

Chico Vigilante

Líder do Bloco PT/PRB

Veja só serve para limpar cloaca de tucano

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Edição especial da revista dedicada ao empresário Roberto Civita destaca um editor equilibrado, que "abominava os extremos na política" e pregava a "busca honesta da verdade"; obituário feito pela revista Forbes, no entanto, aponta a Abril como uma das casas editoriais mais odiadas do Brasil, em razão da opção pela direita radical e de sua oposição clara ao Partido dos Trabalhadores



Dificilmente, seria diferente. Mas já que Veja decidiu dedicar uma edição especial ao seu criador Roberto Civita, faltou aplicar critérios jornalísticos à apuração. Das dezenas de páginas escritas sobre ex-presidente da Editora Abril, falecido há uma semana, emerge um editor equilibrado, apaixonado pela verdade e sem inclinações políticas ou partidárias.

Na carta ao leitor, escrita pelo diretor Eurípedes Alcântara, Civita é apontado como um editor que "abominava os extremos da política" e que montou uma equipe empenhada em "publicar na revista o resultado da busca honesta da verdade".

Nada mais falso. O que transformou Civita em uma "referência", como definiu a presidente Dilma Rousseff, foi justamente seu engajamento e sua opção clara contra o PT e qualquer iniciativa de natureza trabalhista ou popular. A diferença de Veja em relação a outras publicações de corte conservador e liberal, como a britânica The Economist, é o fato de que lá – ao contrário daqui – as opções políticas são assumidas abertamente por seus editores.

Sobre a busca honesta pela verdade, também não há amparo na realidade – os dólares de Cuba que o digam! De alguns anos para cá, Veja se destacou justamente pela busca apaixonada dos seus objetivos políticos – como ficou claro, por exemplo, na cobertura da Ação Penal 470, em que ministros do Supremo Tribunal foram vergonhosamente intimidados.

Por isso mesmo, a revista americana Forbes, que também tem inclinações conservadoras, escreveu um obituário mordaz – e mais preciso – sobre Civita. Segundo a revista, a Abril seria uma das "casas editoriais mais odiadas do Brasil", em razão de sua opção pela direita e da oposição clara ao Partido dos Trabalhadores (leia a íntegra em http://www.forbes.com/sites/andersonantunes/2013/05/27/billionaire-roberto-civita-brazilian-media-baron-dies-at-76/).

Ao abraçar o radicalismo, Civita deixa um legado difícil para seus sucessores Giancarlo, Roberta e Victor, que serão tentados a manter a receita editorial do pai, num momento em que os dividendos políticos – e econômicos – desse modelo parecem estar chegando ao fim.Brasil 247.Ob:título do Terror.

Eduardo Campos não quer largar a boquinha



O comentário que se vê, que se ouve por aí é que Eduardo Campos está chateado com o PT por conta da sucessão presidencial de 2014 e já pensa em ir para a oposição.Eduardo não pensa em ir para a oposição Eduardo já está na oposição e só não declarou ainda essa sua condição de oposicionista porque não quer largar a boquinha, afinal, o PSB controla dois ministérios e dois órgãos públicos de relevância, principalmente a CHESF, que tem para este ano um orçamento de investimento de RS 2 bilhões de reais.Eduardo não é doido larga essa boquinha.São milhares de companheiros seus que vão ficar desempregados.É por isso, e mais nada, que Dudu traição ainda finge apoiar o governo Dilma.


Vejamos o que controla o PSB no governo Dilma:

Min. da Integração Nacional

Fernando Bezerra Coelho. Aliado político do governador Eduardo Campos, ex-PDS, PFL e PMDB, ele pode agora deixar o PSB e migrar para o PT.

Secretaria dos Portos

Leônidas Cristino. Nome da cota do ex-ministro Ciro Gomes e de seu irmão, o governador Cid Gomes (Ceará), pode também deixar o PSB e ir para o PSD.

Superintendente da Sudeco

Marcelo de Almeida Dourado. Historiador, ex-secretário de Turismo do DF, foi indicado pelo senador Rodrigo Rollemberg, líder do PSB no Senado.

Presidente da Chesf

João Bosco de Almeida. Engenheiro elétrico, nome de confiança do governador Eduardo Campos, de quem foi secretário de Recursos Energéticos.


quinta-feira, 30 de maio de 2013

AÉCIO NEVER é conhecido no mundo inteiro!!!! O vídeo abaixo explica o porquê!




Lambido do Blog do Saraiva

Começam a aparecer as ligações de Azeredo com Joaquim Barbosa




Os jornais costumam repercutir na segunda-feira com grande destaque as matérias que são publicadas pelas revistas semanais. Pois sábado saiu uma seríssima reportagem na Carta Capital e não houve um pio de quem quer que seja.

Conta os bastidores da luta Serra x Alckmin em torno da substituição de João Sayad da presidência da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura, de São Paulo. Que, segundo a revista, respinga sobre o Supremo.

 Sayad publicou um artigo, um tanto cifrado, na Folha, intitulado “A taxonomia dos ratos”, para dizer que, ao lado dos grandes casos de corrupção, havia outros, menores mas constantes, que “sangra a organização (pública), faz favores a seus superiores e enche-se de queijo de maneira paulatina e continuada”.

Diz a revista que a história tem relação com um negócio ocorrido “meses antes da eleição em que Alckmin seria candidato à Presidência da República, (quando) a (TV) Cultura contratou a Fundação Renato Azeredo por R$ 18 milhões" para operar seu próprio contrato com o Supremo Tribunal Federal na manutenção da TV Justiça.

A Fundação Renato Azeredo leva o nome do pai do tucano Eduardo Azeredo, que a criou em 1996, quando era Governador de Minas Gerais. Desde então, e até hoje, tem como esmagadora maioria de seus clientes secretarias, empresas, universidades e órgãos estaduais e municipais de Belo Horizonte, além de diversas prefeituras mineiras.

E, como jóias da coroa, o Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justiça, agora como titular dos contratos, não mais terceirizada, de prestação de serviços.

Carta Capital diz que o ministro Joaquim Barbosa “está incomodado com a presença da Fundação”, quem sabe por  suas ligações umbilicais com Eduardo Azeredo, réu no Supremo pelo chamado “mensalão mineiro”, que todos esperam que, finalmente, possa ser julgado.

O Tribunal de Contas da União considerou, em 2009, irregular o contrato e foi comunicado pelo STJ de que a fundação paulista seria a mineira.

Segundo a Folha publicou em fevereiro, a Fundação Renato Azeredo foi “contratada em março de 2010, com dispensa de licitação, por R$ 1,6 milhão. A vigência era de seis meses. Seis meses depois, um aditivo prorrogou o contrato por 12 meses. Serviços foram ampliados e o valor passou para R$ 4,2 milhões. O acréscimo de 24,93% foi no limite do percentual permitido por lei”.

Numa nova licitação, a Fundação José Paiva Neto, ligada à Legião da Boa Vontade, ganhou a licitação para cuidar do CNJ e, segundo Carta Capital, também a do STF, embora ambas as instituições ainda apareçam como clientes da Renato Azeredo em seu site.

No CNJ, já com Joaquim Barbosa, o contrato com a Paiva Neto foi cancelado e a administração assumida diretamente pela TV Justiça. No STJ, segundo CartaCapital, a Paiva Neto venceu, mas foi inabilitada e a contratação recaiu sobre a Renato Azeredo. O contrato segue para incômodo do ministro Joaquim Barbosa, diz a revista.

Não é possível crer que o ministro Joaquim Barbosa tenha o domínio sobre o fato de poder estar existindo alguma irregularidade e se limite a ficar desconfortável.

Sua Excelência, se a imprensa não os busca, haverá de dar todos os esclarecimentos sobre o assunto, inclusive sobre as contratações feitas antes de sua gestão, mas já com sua presença no Supremo, que as aprova de forma colegiada.

Afinal, não é possível imaginar que possa haver mais compromisso com a transparência do que na administração da mais alta Corte brasileira, não é?




Fonte:Novo Jornal

Justiça absolve criminosos e condena blogueiros



Nada mais verdadeiro, isso é uma Justiça corrompida do cacete.






É... a Justiça tem mesmo sua parcela de culpa nesse mundo injusto em que vivemos. Faz-se necessário que reformemos, urgentemente, também a nossa Justiça. Antes que testemunhemos impávidos a sua completa ruína


Leio no Brasil 247 que o impagável Paulo Henrique Amorim será obrigado a pagar R$100 mil em multas pecuniárias por ter sido condenado por “ofensa a honra e dano moral” em processo movido por ministro do Supremo, quando, em verdade, apenas exercia ad libitum o seu papel de jornalista e blogueiro. A blogosfera seria outra (mais pobre) sem a argúcia, o desassombro e a irreverência de PHA. Certamente por isso desejem calá-lo e à blogosfera progressista. Para esmorecer e intimidar seus principais agentes, e assim arrefecer a força da palavra na internet. Mas não conseguirão. Nossa rede é envolvente; é libertária e libertadora.

Devemos estar de olhos bem abertos e vigilantes, pois os conservadores vivem buscando modos e maneiras para censurar, calar a internet. Vivem tentando emplacar leis nesse sentido no Congresso, utilizando-se de projetos de leis ordinários (as).

Outro flanco de ataques, mais sub-reptício e solerte,  e pretensamente mais eficaz, como se sabe, é a tentativa de fazer calar os blogueiros por intermédio de incessantes e reiteradas ações na Justiça, aplicando-lhe multas altíssimas, impagáveis para a maioria, para assim lhes tirar suas penas e vozes “incômodas” da blogosfera.

Suponho que os R$100 mil, que para a maioria seria uma “paulada” que levaria ao nocaute ou à insolvência, não façam nem cócegas na conta bancária ou no patrimônio do afamado e irreverente jornalista – patrimônio constituído, diga-se, à custa de seus inquestionáveis méritos e de seu trabalho na grande imprensa durante décadas. E que hoje lhe serve de alicerce e lhe dá a necessária sustentação. Tampouco há pecado em trabalhar na grande imprensa ou fazer fortuna à custa do talento e esforço pessoal. Isso nem vem ao caso.  

O que vem ao ocaso é, e aqui cabe a pergunta: onde foi parar a tal liberdade de imprensa ou de expressão? De cabeça, cito ainda as condenações que sofreram Rodrigo Viana, Azenha, Luis Nassif, Fábio Pannunzio, dentre outros tantos. Nem vem ao caso também se gostamos dos blogueiros citados, ou se concordamos com suas ideias. Devemos, entretanto, defender o direito inalienável deles de expressá-las, como já nos ensinara aquela frase indevidamente atribuída ao filósofo Voltaire, mas que teria sido cunhada pela sua biógrafa, Evelyn Beatrice Hall. Viva a controvérsia.

 Curiosamente, quase todos os processados e condenados são do campo mais “progressista” ou “de esquerda”. Será que também seria leviano e “criminoso” da minha parte, também passível de condenação e pesadas multas, afirmar que para o nosso Judiciário alguns têm mais liberdade de expressão que outros? Perguntar não ofende.

Coincidentemente, escutei hoje no ônibus, voltando do trabalho, uma memorável conversa entre três homens simples do povo. Eles falavam da violência e do clima de intranquilidade em que vivem em São Paulo. E reclamavam que a polícia até prendia os bandidos, muitos até réus confessos e presos em flagrante delito, mas que estes eram em seguida postos em liberdade pela Justiça. Citaram o caso de um homem que matou uma criança numa briga com o pai desta, recentemente.  A culpa é da Justiça! – diziam de modo enfático.

É... a Justiça tem mesmo sua parcela de culpa nesse mundo injusto em que vivemos. Faz-se necessário que reformemos, urgentemente, também a nossa Justiça. Antes que testemunhemos impávidos a sua completa ruína.


É preciso que separemos os frutos podres dos bons, também no Judiciário. Mas não podemos esquecer também dos “putrefatos frutos” no Executivo e do Legislativo. Nos âmbitos federal, estadual e municipal. Antes que apodreçamos todos bem acomodados no mesmo balaio.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Facebook admite que apagou post de Dilma Bolada sobre Aécio Neves

Esse Aécio Never é muito perigoso.Imagina esse ser abjeto presidente do Brasil.

  • Segundo rede social, conteúdo foi removido indevidamente


Perfil de Dilma Bolada no Facebook
Foto: Reprodução internet
Perfil de Dilma Bolada no Facebook Reprodução internet
RIO — O personagem fictício Dilma Bolada, uma sátira à presidente Dilma Rousseff criada pelo estudante Jeferson Monteiro, de 23 anos, teve uma piada retirada do ar pelo Facebook, no último sábado. O post ironizava o senador Aécio Neves (PSDB-MG), possível candidato à Presidência em 2014, fazendo referência a um processo de improbidade administrativa que o tucano apareceria como réu. O texto com o comentário "Inventar mentira contra mim é mole, querido" foi apagado três horas depois da publicação.
Em nota divulgada na tarde desta quarta-feira, o Facebook admitiu que o conteúdo foi removido indevidamente:
"O conteúdo em questão foi reportado e nossos sistemas automáticos, elaborados para garantir a segurança dos usuários, removeram-no indevidamente. Depois de termos sido alertados, o conteúdo foi recuperado e está no ar novamente. Lamentamos o inconveniente".

Hoje, Jeferson Monteiro, que tem 337 mil seguidores, publicou uma nota de esclarecimento em que explica o ocorrido e informa que pensava em acabar com o perfil. Mas horas depois, decidiu manter.

— O caso foi resolvido. O Facebook voltou atrás. Hoje é o “Dia do Fico” da Dilma Bolada — afirmou.
Jeferson conta que no último sábado à noite, enquanto assistia à novela, viu algumas inserções comerciais de Aécio no intervalo comercial e resolveu escrever um novo post.
“No twitter, recebi o link de um seguidor de uma matéria da Revista Fórum que dizia que o cidadão (Aécio) é réu de um processo por improbidade administrativa. Achei curioso e resolvi fazer um post no Facebook. Mas antes, como de costume, fui checar se a citada notícia havia sido veiculada em algum lugar", explicou o jovem em um dos trechos da nota.
O texto apagado pelo Facebook fazia referência ao governo de Aécio Neves, em Minas Gerais. Nele, Dilma Bolada diz: “Engraçado, quanto será que o Sr. Never está ganhando para contar piada no intervalo comercial no horário nobre!? Falar de ética, se fazer de santo e inventar mentira contra mim é mole, querido... quero ver falar do processo no qual você é acusado de desviar 4 BILHÕES DE REAIS da Saúde do tão maravilhoso estado de Minas Gerais que o senhor governou... Realmente, que gestão maravilhosa, a cara da tucanada... ÊTA TUCANO PIADISTA!!! Brasil, país rico é país com Presidenta que não leva desaforo pra casa. Sou do povo, pelo povo e para o povo. Sou linda, sou diva, sou Presidenta. SOU DILMA!!!”
- Foi uma censura do Facebook. Uma atitude arbitrária. Não entendi que tipo de regra eu quebrei. Qual foi o critério para apagar? Alguém mandou? Apenas reproduzi as notícias dos meios de comunicação - disse Jeferson Monteiro em entrevista ao GLOBO.
Na nota publicada no Facebook, o estudante, como se fosse Dilma Bolada, acrescenta:
“Pois bem, então fiz o post por volta das 10 da noite no sábado, euzinha mantive a linha de sempre, falei que não levava desaforo pra casa e chamei Neves de piadista. A reação foi imediata: o post teve mais de 1300 likes em 10 minutos e 600 compartilhamentos (números surpreendentes para um sábado à noite). (...) Mas para a surpresa de todos, cerca de 3 horas depois, o post foi APAGADO!”
O criado da Dilma Bolada também criticou a atitude do Facebook e lembrou o período da ditadura militar no Brasil (1964-1985)
"O Facebook é uma rede social livre e tem suas próprias regras e diretrizes, por isso tomo todos os cuidados necessários para obedecê-las, e, ao meu ver, não houve nenhum descumprimento à sua política de privacidade. Pelo contrário, eu acho que meu post era um belíssimo caso de liberdade de expressão em nosso país que já teve tempos muito difíceis onde as pessoas eram oprimidas", escreveu ele.
O autor de Dilma Bolada reclamou ainda dos ataques feitos por simpatizantes do PSDB:
"Membros do PSDB e da Juventude do partido estão numa intensa e incessante perseguição, todos os dias ofendendo, usando duras palavras, fazendo acusações infundadas e ameaçado de processos quando se pensa em responder à altura. É muito complicado que tenhamos pessoas com pensamentos tão limitados e conspiratórios que só pensem que as pessoas fazem as coisas por dinheiro".
Ao GLOBO, Jeferson Monteiro desabafou:
- Os militantes do PSDB acham que eu sou pago pelo PT. O tempo inteiro tentam desgastar a minha imagem. Nos textos que publico, fica claro que sou independente.
Dilma Bolada é um dos personagens mais populares das redes sociais e já recebeu prêmio nacionais e internacionais. No Twitter, por exemplo, o perfil é seguido por alguns ministros, um deles Alexandre Padilha, da Saúde. Jeferson Monteiro é carioca e morador de Mesquita, na Baixada Fluminense, Região Metropolitana do Rio.
Em nota, a Juventude do PSDB classificou as acusações de Jeferson Monteiro como “jogada de marketing”.
“Apenas o administrador da Fã Page ou o próprio Facebook têm iniciativa para deletar mensagens de uma timeline. Lamentamos, no entanto, a tentativa do responsável da página Dilma Bolada de usar veículos de comunicação para expor uma falsa polêmica com a Juventude do PSDB, buscando sua promoção pessoal e divulgação do espaço. A Juventude do PSDB respeita a diversidade de opiniões, acreditando que a diferença de ideias fortalece o debate público, e reitera sua conduta de não utilizar as redes sociais para disseminação de ataques e calúnias contra pessoas e/ou adversários”, escreveu o presidente Paulo Mathia.Globo

Roberto Gurgel surtou



Indignado com Protógenes que acusou a sua mulher(de Gurgel) de receber propina, Roberto Gurgel atacou:"- Na verdade, não dá para ficar discutindo ou batendo boca com uma pessoa que está sendo investigada, uma pessoa em relação a qual pesam suspeitas gravíssimas e que curiosamente faz essas afirmações logo depois de, em um inquérito que tramita no STF, eu ter requerido uma série de diligências investigatórias. Parece que ele ficou extremamente preocupado com o que poderá ser o resultado dessas diligências requeridas e então reagiu dessa forma intolerável, inaceitável", afirmou o procurador.Curiosamente, Gurgel, que diz que não pode ficar batendo boca com uma pessoa que está sendo acusada, determinou que o MPF investigasse Lula, que foi acusado por Marcos Valério, condenado a mais de 40 anos no processo do mensalão.Gurgel, ao invés de atacar Protógenes, tem mais é que prestar conta de seus atos e da sua mulher, que  vivem acusando a torto e a direita seus "inimigos" políticos, mas que são mais sujos que pau de galinheiro.

Mulher de Roberto Gurgel recebeu propina, diz Protógenes

  



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O deputado federal Protógenes Queiroz (PC do B-SP) acusou a subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio de ter recebido R$ 280 mil do banqueiro Daniel Dantas, do Banco Opportunity. Protógenes sugeriu que o dinheiro teria sido dado para que ela emitisse parecer ao Supremo Tribunal Federal favorável à quebra de seu sigilo telefônico, fiscal e bancário. Ele disse ainda que Dantas teria oferecido dinheiro ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, marido de Cláudia.


Protógenes fez as acusações no dia 9 de maio durante uma palestra na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção de São Caetano do Sul, cidade da Grande São Paulo. Tema do encontro era "Os bastidores da Operação Satiagraha". Ele afirmou também que Dantas, a quem chamou de "banqueiro bandido", ofereceu US$ 20 milhões a um delegado da Polícia Federal e a cinco policiais, mas não citou nomes nem o motivo da oferta.


A Satiagraha é um capítulo emblemático da história recente da Polícia Federal. Protógenes, então delegado, comandou a operação em 8 julho de 2008, que culminou com a prisão de Dantas. O banqueiro foi colocado em liberdade em menos de 24 horas por ordem do ministro do Supremo Gilmar Mendes.


A operação foi completamente anulada pelo Superior Tribunal de Justiça por ilegalidades e emprego de arapongas da Agência Brasileira de Inteligência. Protógenes foi condenado a 3 anos e 11 meses de prisão por fraude processual e violação de sigilo funcional - ele teria vazado dados da Satiagraha. Sua relação com o empresário Luiz Roberto Demarco, desafeto de Dantas, também é investigada.


O caso foi bater no STF, porque Protógenes assumiu o mandato parlamentar, ganhando foro privilegiado. Inicialmente, Cláudia Sampaio se manifestou pelo arquivamento da investigação. No fim de abril, ela reapresentou parecer, agora favoravelmente à apuração, acolhendo informação de que Protógenes mantém conta bancária na Suíça e de que em sua residência a PF havia apreendido R$ 280 mil em dinheiro. O ministro Dias Toffoli, do STF, decretou a quebra do sigilo bancário, telefônico e fiscal do deputado. Demarco também é investigado.


Protógenes afirmou em sua palestra que vai pedir à Justiça certidão comprovando que não houve a apreensão daquele dinheiro. "Essa mulher (Cláudia) fez isso (...) Essa certidão vai ter de atestar que não existe 280 mil apreendidos, eu não sei de onde ela tirou, talvez seja os 280 mil que o Daniel Dantas tenha dado para ela, prá dar esse parecer... de cafezinho, né?"


'Luminoso'


Em seguida, aponta para o chefe do Ministério Público Federal. "Daniel Dantas ofereceu 20 milhões de dólares para um delegado da Polícia Federal e cinco policiais, quanto que não deve ter oferecido, não ofereceu, para o procurador-geral da República, né? Então, eu vou exigir deles também que exponham o seu sigilo bancário, que exponham seu sigilo telefônico, né, prá gente ver de onde saiu esse luminoso parecer."


Protógenes citou Cláudia Sampaio a partir do 38.º minuto de sua fala de 1 hora e 48 minutos. "A procuradora, Cláudia, é mulher do procurador-geral, ela é mulher dele e trabalha juntamente analisando todos os pareceres que são proferidos por ele. Ela faz o parecer e ele fala ‘aprovo’. Foi para ela novamente, e ela fez um novo parecer totalmente detalhado contra mim diretamente. Contra os outros não. No parecer diz que na minha casa houve uma busca e apreensão. Eles estava atrás de fragmentos da Satiagraha, das interceptações. Tem muito segredo aqui, só que eu não vou guardar esses dados, estão com alguns juízes. Ela diz que encontraram na minha casa 280 mil reais. Não tem isso. Ela escreveu isso e assinou."


Aos 47 minutos ele acusou Cláudia de ter recebido os R$ 280 mil. Disse que em nenhum outro caso a Procuradoria voltou atrás. Quando a palestra atingiu 1 hora e 7 minutos, o deputado disse: "É perigoso para o Estado ver instituições superiores comprometidas e corruptas".


Ele se insurgiu contra as suspeitas que cercam seu patrimônio - Protógenes recebeu imóveis "em doação" de um ex-policial federal, José Zelman, a quem chama de padrinho. "Ela (Cláudia) diz que o meu patrimônio é suspeito, que eu tenho uma casa de praia em Niterói, condomínio Camboinhas, e que tenho apartamento no Jardim Botânico. Sustenta que a minha casa vale um milhão de reais, e que esse apartamento vale também um milhão. Só que ela esqueceu de um detalhe. Esse patrimônio eu constituí quando eu era advogado."


Ele mirou o senador cassado Demóstenes Torres (GO), "arauto da moralidade", e Gilmar Mendes. "O povo apelida de Gilmar Dantas, por causa da grana que recebeu. Aí eles fabricaram uma investigação dizendo que eu tinha feito interceptação clandestina do Demóstenes e ele. Não se provou nada." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

       
 


terça-feira, 28 de maio de 2013

A terra de cachoeira é uma terra sem lei



Um juiz de Goiás, ao absolver Marconi Perillo da acusação que recebera caixa dois de um radialista de Goiás, saiu com essa pérola de fundamentação:O réu "publicou notícia inconclusiva, sem prova de suas alegações, utilizou do direito de imprensa para divulgar declaração não realizada pelo autor, autoridade política de inegável expressão regional e nacional”, afirmou o magistrado, para quem não ficou demonstrado nada que desabonasse Marconi ou Bruna.Mais tucano que esse juizinho de merda, impossível. Se o radialista que acusou Perilo tivesse acusado alguém do PT esse filho da puta teria dado como verdadeira a acusação, mas como é "um tucano de autoridade política de inegável expressão nacional e regional" esse arremedo de juiz preferiu condenar o jornalista, poupando o tucano corrupto.Vai ver que Cachoeira entrou no circuito e conseguiu dar um cala boca nesse escoque de toga.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Civita e o DNA radical




DAVIS SENA FILHO



O Portal Brasil 247 fez uma pergunta em forma de manchete: "Para onde vai a Abril?", evidentemente que depois da morte do magnata Roberto Civita, cujo nome verdadeiro é Robert, como seu irmão se chama Richard e não Ricardo, eu respondo: "Para lugar algum". Vai ficar tudo como dantes no quartel d'Abrantes, ou seja, no lugar de sempre: a extrema direita do espectro ideológico. A verdade é que a Abril e, particularmente, as revistas Veja e Exame sempre repercutiram o pensamento e os interesses da oligarquia nacional e da plutocracia em termos mundiais, e vai continuar na mesma "batida" extremamente conservadora, se não piorar sob a administração do herdeiro de Roberto Civita, o seu filho Giancarlo.

O ítalo-americano de Milão, Robert Civita, herdou a Abril de seu pai, o americano Victor Civita, falecido em 1990, em São Paulo, e nascido em Nova York, em 1907. Civita deixa a vida aos 76 anos, após transformar a revista Veja em um bunker ou casamata, que, de forma sistemática e panfletária, resolveu fazer uma oposição violenta contra os governos trabalhistas de Lula e Dilma, a utilizar termos chulos e acusações infundadas e não amparadas por provas e contraprovas. Os diretores e editores de Veja, com a aquiescência de Robert Civita, passaram, principalmente nos últimos dez anos, a editar e publicar um jornalismo meramente opinativo e baseado muitas vezes em declarações de pessoas que nem ao menos suas identidades eram conhecidas.

A efetivação do jornalismo declaratório em constante embate com os poderes constituídos e com as autoridades eleitas pelo povo brasileiro, que assumiram há 11 anos o poder central. O jornalismo adversário dos políticos que compõem o campo da esquerda, apesar de o Governo Dilma Rousseff ser um governo de coalizão, no qual participam alguns partidos conservadores, porque é impossível para qualquer presidente de qualquer partido e ideologia administrar um País continental como Brasil e ter maioria no Congresso e, consequentemente, colocar em prática o programa de governo apresentado à população, no decorrer da campanha eleitoral.

Robert Civita tal qual aos seus colegas magnatas proprietários do sistema midiático privado e de empresas jornalísticas menosprezava e desprezava o Brasil. Sempre combateu presidentes trabalhistas e governos populares, os quais ele chamava, equivocadamente e propositalmente, de populistas, como forma de diminuir, dar uma conotação de demagogia, e, por conseguinte, não reconhecer os avanços econômicos e sociais realizados pelos trabalhistas de todas as épocas, a exemplo de Getúlio, Jango, Lula e Dilma. Robert é estrangeiro que, a exemplo de seu pai, Victor, veio ganhar dinheiro no Brasil.

Anteriormente, os Civita foram expulsos da Itália por cometerem irregularidades. Depois tentaram se estabelecer na Argentina, de onde Cesare, irmão de Victor, foi também expulso. Banidos do país portenho foram parar nos Estados Unidos. Entre os yankees, continuaram a manchar seus nomes e se meteram em escândalos, mas, após um acordo com o governo estadunidense, vieram para o Brasil. Desde os tempos argentinos sempre controlaram as publicações de Walt Disney, uma forma de iniciar seus negócios e atividades de maneira independente. Era a época da Guerra Fria, do nacionalismo na América do Sul. Até hoje os Civita nunca explicaram como conseguiram os contratos com a Disney, que publicava histórias de Mickey, Pato Donald e Tio Patinhas, personagens muito populares até a década de 1980, no que concerne à publicação de revistinhas ou gibis e vendidos em todas as bancas do País.

Victor Civita, pai de Robert, veio diretamente de Washington para o Brasil. Seu passaporte recebeu visto na capital estadunidense, apesar de ele, na época, residir em Nova York. Victor se estabeleceu no Brasil, enquanto Cesare foi para a Argentina. Exerceram praticamente o mesmo trabalho, com o propósito de conquistar o mercado de revistas e controlar a publicidade. Fizeram fortunas e até os tempos de hoje a dúvida permanece: os Civita tiveram o apoio e a influência do Departamento de Estado dos EUA?

O tempo passou, e Victor Civita, em 1968, funda as revista Veja. A verdade é que o criador da Veja é o jornalista Mino Carta, que depois teve de sair da revista por não concordar com os rumos editoriais do semanário que se transformou em um libelo direitista, de cores fascistas e totalmente direcionado a boicotar e, se pudesse, derrubar governos e governantes que, politicamente e ideologicamente, não condizem com os seus interesses e as suas "verdades", que causam preocupação às instituições republicanas e às autoridades eleitas, que são atacadas, sistematicamente, por jornalistas das revistas da Abril.

São profissionais escolhidos à dedo no mercado, porque Robert Civita contratou pessoas ideologicamente direitistas, que acreditassem ou fingissem acreditar em seus "ideais", a exemplo dos jornalistas e blogueiros Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes, dois dos pitbulls do Civita recentemente morto, que atuam livres de "coleiras" para morderem à vontade, a quem o magnata bilionário combatia, e, autoritariamente, não queria no poder, apesar de o povo brasileiro eleger por três vezes seguidas os candidatos do PT, Lula e Dilma, que revolucionaram o Brasil, pois o colocaram em patamares em termos mundiais nunca antes acontecido na história do País.

A ousadia e a arrogância do barão da imprensa Civita era tão grande que, de forma gangsteriana, ficou comprovado pela CPMI do Cachoeira que a Veja, do editor Policarpo Jr., associou-se com o bicheiro Carlinhos Cachoeira para boicotar, ameaçar e chantagear empresários, políticos e servidores públicos que não compactuassem ou não aceitassem fazer "negócios" com o bicheiro, que se transformou em "editor" e "pauteiro da revista que optou pelo jornalismo simplesmente declaratório e com "entrevistados" geralmente ocultos, ou seja, preferiu realizar o verdadeiro jornalismo de esgoto e assim efetivar uma rede que atuava e agia no submundo, com o objetivo de "sujar" os nomes de autoridades eleitas e nomeadas, bem como implantar uma rede ilegal e, portanto, criminosa de escutas clandestinas e de "matérias" e "notas" plantadas na revista para desmoralizar aqueles que não aceitaram ou desconfiaram dos propósitos de Carlinhos Cachoeira e do jornalista Policarpo Jr., homem de confiança em Brasília de Robert Civita.

O objetivo dessa sujeira toda era atingir o ex-presidente Lula, o governo da presidenta Dilma, além de tentar derrubar o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, político do PT. Agnelo se saiu muito bem em seu depoimento na CPMI do Cachoeira, tanto é verdade que a imprensa de negócios privados, a exemplo da Veja, o "esqueceu". Contudo, ficou comprovado, apesar de esse político não ser punido, que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) está envolvido com o esquema de Cachoeira, bem como o senador cassado, Demóstenes Torres, do DEM goiano. Até hoje Perillo continua a fazer política, a política dos coronéis, e ai de quem tentar enfrentá-lo nas terras de Goiás, como ele "bem" demonstrou na convenção do PSDB quando aproveitou para ofender, violentamente, o ex-presidente Lula.

Robert Civita conseguiu não ser chamado para depor na CPMI do Cachoeira. Antecipou-se e enviou a Brasília para negociar o seu testa-de-ferro, o banqueiro e ex-dirigente do Banco Santander, Fábio Barbosa, que assumiu, em 2011, a presidência da Abril, que publica 52 revistas. Contudo, torna-se imperativo salientar que a família Civita e seus dois principais dirigentes, Victor Civita e Robert Civita, nunca se comprometeram com os interesses do Brasil e os sonhos de melhorar de vida do povo brasileiro. Pelo contrário, apoiaram, sem vacilar, a ditadura militar e seus arbítrios terríveis e inomináveis, bem como foram aliados incontestes do tucano Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, presidente que vendeu o Brasil e foi ao FMI três vezes, de joelhos e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes.

Robert Civita continuou, a despeito da crise financeira da Abril, a viver de dinheiro do exterior, conforme deixou entre aspas no em entrevista para o Jô Soares, pois do exterior ele veio, assim como os seus familiares que no passado administraram o seu império gráfico e de publicações conservadoras, sempre a serviço dos interesses dos grande trustes internacionais, da oligarquia brasileira e da direita partidária herdeira da escravidão. Robert Civita nunca foi do Brasil, e não por ser estrangeiro. O Brasil é um País cujo tecido social é formado por estrangeiros e nativos.


Robert Civita era estrangeiro de ideologia e propósitos, crenças e cultura, e interesses contrários ao Brasil. E comprovou o que afirmo por intermédio de décadas a desprezar e a lutar contra a emancipação do povo brasileiro, bem como a se aliar à classe média tradicional e reacionária, pois ele captou os valores e o conservadorismo lacerdista de tal classe feroz e rancorosa e por isto leitora da Veja, que realiza um jornalismo de direita radical e panfletária. Robert se foi, mas o império da Abril vai continuar o seu destino, que é o de sempre apoiar os interesses das "elites" — aquelas que acham que podem mais. A Veja é uma revista politicamente golpista. E quem ocupar o lugar do Robert também o será. É o DNA. É isso aí.Fonte:Palavra Livre

Aécio Neves diz que é contra a censura. Menos em Minas Gerais, claro!




Provocado por um repórter de TV que perguntou sobre os projetos do PT de criar um marco regulatório para os meios de comunicação, Aécio disse. “É evidente que a revista Veja não é apenas um patrimônio do grupo Abril, é um patrimônio do Brasil. É nosso papel obstruir qualquer ação que impeça a liberdade de imprensa, talvez esta seja a conquista mais importante do nosso tempo. Que a democracia e a liberdade e imprensa sema perenes.Não é isso que diz o documentário a seguir reproduzido, nem as constantes censuras ao Novo Jornal.Aécio Neves tem mais é que parar de ser calhorda, vagabundo, canalha.

Os milicos querem o golpe


Partido Militar quer Barbosa como candidato a presidente



O nome do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, está entre os mais cotados para ser o candidato a presidente da República pelo Partido Militar Brasileiro (PMB). A informação é do idealizador do partido, o capitão Augusto Rosa: “A postura do ministro diante de grandes escândalos, como no caso do mensalão, comprova a intolerância de Barbosa quanto à corrupção. Essa postura vem ao encontro aos ideais do PMB, que está em busca de candidatos que possam resgatar a moralidade na política nacional”.O PMB é a cara de Barbosão.Com informações do Consultor Juridico.

Sandra Cureau não viu o programa de Aécio Neves

TSE suspende propaganda de Aécio Neves na TV


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Sandra CUreau não moveu uma palha, será que a maledita não assistiu ao programa?



Inserção partidária do PSDB mostra o senador e pré-candidato à presidência, Aécio Neves, com citações a respeito de suas virtudes à frente do governo de Minas Gerais e afirmando que irá "cuidar melhor do Brasil". Pedido do PT ao Tribunal dizia que as falas "claramente" tiveram o "intuito de alavancar sua popularidade eleitoral". Petistas queriam multa e cassação de 25 minutos de propaganda eleitoral do partido, mas decisão da ministra Laurita Vaz, do tribunal presidido por Cármen Lúcia, é de que a legenda substitua o vídeo


Uma peça publicitária veiculada na tevê e no rádio pelo PSDB, na qual o senador e pré-candidato à presidência da República, Aécio Neves (MG), é o protagonista, foi suspensa nesta segunda-feira 27 por uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral. De acordo com pedido feito pelo PT, que queria a suspensão total da propaganda, o vídeo teve "claramente" o "intuito de alavancar a popularidade eleitoral" de Aécio.

A ministra do TSE Laurita Vaz, corregedora-geral da Justiça Eleitoral, acatou parcialmente o pedido, autorizando o PSDB a substituir a peça nas próximas inserções na mídia. Em seu pedido à Justiça, o PT queria punição ao PSDB de duas formas: multa e cassação do direito de veicular 25 minutos de propaganda no segundo semestre deste ano.

Segundo os petistas, o fato de Aécio ter feito "citações a respeito de suas virtudes à frente do governo de Minas Gerais" e de ter mencionado a possibilidade de "cuidar melhor do Brasil" sugere que "uma pretensa gestão sua será melhor", o que desvirtua as finalidades enunciadas na Lei nº 9.096, de 1995, que trata dos partidos políticos. Outro argumento foi a ênfase do interlocutor ao se identificar, usando a expressão "eu sou Aécio Neves". O fato "ressaltaria o propósito de falar em benefício próprio".

O pedido pontua ainda a divulgação, na propaganda do PSDB, do site lançado recentemente "Conversa com os brasileiros", criado pela legenda para amplificar as caravanas de Aécio (leia mais) e que seria destinado à participação do público para "indagar sobre as propostas de governo". O TSE pede que nas próximas inserções do partido, a serem veiculadas nos dias 28 deste mês e no dia 1º de junho, a peça seja trocada por outra "que observe as prescrições legais". O PSDB tem cinco dias para apresentar sua defesa.

Leia abaixo o roteiro do vídeo e assista à propaganda suspensa pelo TSE:

Aécio Neves: O Brasil é um país de muitas riquezas, mas a maior delas é a nossa gente. Eu entrei na vida pública vendo brasileiros de todas as crenças conquistando a liberdade. Aprendi a respeitar as diferenças e a jamais abrir mão de princípios.

Quando fui governador, Minas recuperou a sua força e se tornou referência em educação. Agora, como presidente do PSDB, quero conversar com você, porque juntos podemos cuidar melhor do Brasil.Con informações do Brasil 247



Eduardo Campos aprendeu a lição de Jarbas Vasconcelos





Depois de Jarbas Vasconcelos ter criticado o Bolsa Família,  tido por ele como o maior "programa de compra de voto do mundo", agora quem ataca o Bolsa Família é o seu novo aliado, o governador Eduardo Campos.Segundo Campos, "as camadas mais populares não podem ficar “reféns” apenas do Bolsa Família. “Vemos as filhas do Bolsa Família serem mães do Bolsa Família. Vamos assistir a elas serem avós? Não queremos isto”, declarou o gestor, ao mesmo tempo em que criticava a falta de políticas estruturadoras e complementares ao bolsa-família. Sobre este assunto, Dudu traição cobrou mais investimentos na área de educação como forma de reduzir a dependência da população em torno do programa.Engraçado, quem criou um dos programas mais assistencialistas do Brasil foi Miguel Arraes, avô de Dudu, que criou o programa Chapéu de Palha com o fim de beneficiar os canavieiros desta Região, e pelo que eu sei Eduardo Campos ainda mantém o programa.A propósito, Jarbas Vasconcelos vivia dizendo por aqui que Arraes criou o mencionado programa para comprar os votos dos camponeses pernambucano, a mesma acusação que faz em relação ao Bolsa Família.Engraçado também é Eduardo Campos cobrar mais investimentos na área de educação, quando paga aos professores de Pernambuco o menor salário do Brasil, quando Pernambuco é um dos estados de piores desempenhos nas provas do IDEB.É verdade, o Bolsa Familia tem de ir além do mero pagamento de uma pequena mesada para seus beneficiários, mas que ele vem trazendo enomes benefícios para as pessoas carentes não há duvidas, só Eduardo e Jarbas não veem isso.

domingo, 26 de maio de 2013

“Justiça Tucana” tenta afastar Juiz da Máfia dos Transplantes




  Foto meramente ilustrativa

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu as audiências que aconteceriam de ontem, 17 de abril, até sexta-feira, 19 de abril, para se iniciar, finalmente, o julgamento do caso de Paulinho. Neste processo, estão sendo julgados, novamente, Cláudio Fernandes e Celso Scafi, além de outros acusado, Sérgio Poli Gaspar.

De acordo com a assessoria do TJMG, o cancelamento se deu por conta de uma medida de “exceção de suspeição” contra o juiz Narciso de Castro impetrada pelo escritório Kalil e Horta Advogados, que defende Fernandes e Scafi.

A defesa da dupla, já condenada a penas de 8 a 11 anos de cadeia, argumenta que o juiz teria perdido a “necessária isenção e imparcialidade” para apreciar o Caso Pavesi, ou seja, querem trocar o juiz, justo agora que o nome do deputado Carlos Mosconi ( PSDB) veio à tona.

“Eu, sinceramente, ainda espero que haja juízes e jornalistas em Minas Gerais para denunciar esse acinte à humanidade de Paulo Pavesi que, no fim das contas, é a humanidade de todos nós”, afirmou o jornalista Leandro Fortes, da revista Carta Capital que fez recente matéria sobre o tema.

Paulo Veronesi Pavesi, então com 10 anos de idade, caiu de um brinquedo no prédio onde morava, e foi levado para a Irmandade Santa Casa de Poços de Caldas, no sul de Minas, onde foi atendido pelo médico Alvaro Inhaez que, como se descobriu mais tarde, era o chefe de uma central clandestina de retirada de órgãos humanos disfarçada de ONG, a MG Sul Transplantes. Paulinho foi sedado e teve os órgãos retirados quando ainda estava vivo, no melhor estilo do médico nazista Josef Mengele.

Mosconi, eleito no início do ano, pela quarta vez consecutiva, presidente da Comissão de Saúde (!) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, foi assessor especial do senador Aécio Neves (PSDB-MG), quando este era governador do estado. Aécio o nomeou, em 2003, presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMG), à qual a MG Sul Transplantes, idealizada por Mosconi e outros quatro médicos ligados á máfia dos transplantes, era subordinada.

O juiz Narciso Alvarenga de Castro, da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas em fevereiro desse ano, condenou quatro médicos-monstros envolvidos na máfia: João Alberto Brandão, Celso Scafi, Cláudio Fernandes e Alexandre Zincone. Eles foram condenados pela morte de um trabalhador rural, João Domingos de Carvalho.

Internado na enfermaria da Santa Casa, entre 11 e 17 de abril de 2001, Carvalho, assim como Paulinho, foi dado como morto quando estava sedado e teve os rins, as córneas e o fígado retirados por Cláudio Fernandes e Celso Scafi. Outros sete casos semelhantes foram levantados pela Polícia Federal na Santa Casa.

Todos os condenados são ligados à MG Sul Transplantes. Scafi, além de tudo, era sócio de Mosconi em uma clínica de Poços de Caldas, base eleitoral do deputado. A quadrilha realizava os transplantes na Santa Casa, o que garantia, além do dinheiro tomado dos beneficiários da lista, recursos do SUS para o hospital.

O delegado Célio Jacinto, responsável pelas investigações da PF, revelou a existência de uma carta do parlamentar na qual ele solicita ao amigo Ianhez o fornecimento de um rim para atender ao pedido do prefeito de Campanha (MG). A carta, disse o delegado, foi apreendida entre os documentos de Ianhez, mas desapareceu misteriosamente do inquérito sob custódia do Ministério Público Estadual de Minas Gerais.

Em Minas Gerais nada se noticia de ruim sobre os tucanos, nem quando se trata de assassinato a sangue frio de uma criança de 10 anos que teve as córneas arrancadas, quando ainda vivia, para que fossem vendidas no mercado negro, por 1,2 mil reais. Nada.Fonte:Novo Jornal

Um telhado de vidro no STF?




Se Joaquim Barbosa quer  pronunciar-se como um cidadão comum deve, antes de mais nada, transformar-se em um cidadão comum, despir-se da toga de super-herói que a mídia lhe vem conferindo , renunciar ao cargo de ministro do STF e, aí sim, deitar falação sobre o que lhe venha à cabeça, enfrentando , é claro, eventuais reações daqueles que considerem que “quem tem telhado de vidro não joga pedras no telhado do vizinho”.

Na  condição de advogado bissexto,  bancário aposentado e professor ainda atuante, julgo-me no direito cidadão  de opinar sobre os que me representam nos três poderes constituídos da República. No exercício democrático, não só posso, como devo, manifestar-me criticamente sobre o que considere deslizes das três  áreas – Executivo, Legislativo e Judiciário - , principalmente nos momentos em que vislumbro agressões à cidadania. Como eu, qualquer brasileiro possui esse direito e deve mesmo refletir sobre se o tem ou não exercido de forma efetiva. 

Joaquim Barbosa é um brasileiro e, portanto, também detém tal prerrogativa.  Essa parece ser uma verdade indiscutível. Mas é também verdade que a sustentação republicana passa, sabemos todos, pela independência entre os três poderes. E eles têm funções claramente previstas na nossa Constituição, de tal forma que um não pode nem deve interferir na atuação de outro, a não ser quando chamado a isso, em função de suas atribuições. Não é por outra razão que se vem criticando, no nosso cenário político, esse indesejável  tipo de interatividade entre o poder executivo e o legislativo , em um jogo de interesses que inclui a malfadada palavra “governabilidade”, fundada em forças políticas heterogêneas, onde a unidade ideológica passa longe, até porque a ideologia de alguns é não ter qualquer princípio ideológico.

Joaquim Barbosa declarou, em uma palestra para estudantes – a que foi convidado não pelos seus belos olhos, mas pelo prestígio granjeado na condição de Presidente do STF – que o Brasil tem partidos “de mentirinha” e que o legislativo é “inteiramente dominado” pelo Executivo”. Aqui, antes de prosseguir, lembro que,  tempos atrás, o então metalúrgico Lula mencionou a existência de 300 picaretas no Congresso. Logo, a frase do ministro sobre a “mentira legislativa” está longe de revestir-se de originalidade ou de modernidade. Outra observação é a de que há quem pense que não é o Executivo que domina o Legislativo, mas o contrário,  o que  obriga a presidenta Dilma a conviver, para poder governar,  com o fisiologismo e as diversas “bancadas” representativas do pensamento retrógrado do país... Não fosse esse “domínio” dos partidos, que agora se pretende ver quantitativamente aumentado -  casuisticamente (como sempre) -.    talvez os brasileiros estivessem hoje vivenciando muito mais êxitos na luta contra as desigualdades do que os tantos  já obtidos nos últimos anos.

De qualquer forma, meu intuito aqui não é discutir as teses do presidente do STF, mas de verificar, com espanto – e algum temor – que os cidadãos brasileiros da elite, na sede permanente de opor-se ao atual  governo , não percebem a brecha que se pode abrir na democracia quando o titular de um dos três poderes, do alto do seu repentino prestígio, resolve desancar um segundo poder (aliás, por tabela, também um terceiro).

Fala-se muito de uma aspiração que o ministro acalentaria de vir a ser candidato à Presidência da República. Não creio que seja assunto para agora. Mas o que minha consciência impõe é questionar,  coerente com tudo o que penso da cidadania,  a postura do presidente do STF. Não porque eu  acredite na “verdade” de nossos partidos políticos, nem  porque  possua  uma inocente posição otimista em relação aos nossos infelizes legisladores. O que penso é que é inadmissível o titular de um poder (que deve  ter  isenção para julgar  assuntos que envolvem outros poderes) vir, de público.  fazer declarações que estimulem a instabilidade institucional e, de quebra, o pensamento golpista e democraticamente incivilizado.

Se age assim, Joaquim Barbosa não pode insurgir-se quando é acusado de estar fazendo um perigoso jogo político, com presumíveis objetivos eleitorais. Apresentando-se, diante dos holofotes da mídia,  quase como o único defensor da dignidade e honradez, ele dá margem a que se coloque em dúvida as intenções e a validade de suas ações, a começar pelo denodo e obstinação quase sagrada em condenar os réus do mensalão. Aqui e ali, aliás, já começam a surgir, nas redes sociais – sempre nelas, porque a mídia tradicional envergonha os seus desígnios – fortes indícios de falhas jurídicas ocorridas no julgamento da ação 470.  Aqui e ali, já se pergunta porque ele abriu mão da relatoria no mensalão “tucano” (origem do que foi julgado). Aqui e ali, está vindo à baila a constatação de que não teria havido, no caso do mensalão, o tão propalado desvio do dinheiro público. E aqui e ali, já se nota uma retomada do furor midiático no sentido de “pautar” os ministros do STF no julgamento dos recursos que vêm aí. É que já se percebe, claramente, o fundamento legal de muitos deles.

Creio que, neste momento, mesmo tendo formulado um juízo crítico sobre o legislativo que corresponde ao pensamento de muitos brasileiros, o presidente do STF deve posicionar-se como magistrado maior, sobrepondo os interesses do país aos seus interesses pessoais.


Rodolpho Motta LimaAdvogado formado pela UFRJ-RJ (antiga Universidade de Brasil) e professor de Língua Portuguesa do Rio de Janeiro, formado pela UERJ , com atividade em diversas instituições do Rio de Janeiro. Com militância política nos anos da ditadura, particularmente no movimento estudantil. Funcionário aposentado do Banco do Brasi.Fonte:Direto da Redação

Blogs do PIG, demagogia e plágio




Wikcionário ― um dicionário online ― registra o neologismo “blogueiro” com as seguintes acepções: 1. autor de blog; 2. pessoa que costuma acessar blog; e 3. administrador de blog. Entretanto, creio que caberia acrescentar mais um significado: (pejorativo) “Jornalista que virou jornaleiro a troco de uma jorna”.
                                                        
A função do jornaleiro é nobre, pois tem como objetivo a digna tarefa de prover a subsistência, mas o propósito do jornalista-jornaleiro é pobre, visto que se trata do aviltamento da profissão.

Muitos são os jornalistas que se tornaram meros blogueiros, ou jornalistas-jornaleiros. Eles fazem malabarismos mentais, cometem estelionatos intelectuais, a fim de vender jornal, ou, o que é mais grave, obter privilégios para si ou para seus patrões/donos; induzindo seus leitores a falsas concepções. Alguns deles, devido às suas arraigadas maneiras de extrapolar as próprias orientações editoriais das corporações jornalísticas para as quais colaboram, são taxados de “esgoto”: canalizam o ódio, o preconceito, a inveja... e funcionam como válvulas de escape de pessoas mal informadas, em quem provocam mal resolvidas catarses.

Já fazia muito tempo que eu não acessava o portal de um jornal grande, desses cujas edições impressas não servem mais nem para embrulhar peixe na feira. Hoje, estimulado por um dos meus correspondentes, abri o portal de O Globo. Cliquei nos títulos de algumas matérias e colunas e acabei entrando no Blog do Ricardo Noblat ― minha mente estava protegida com “roupa de escafandro”, claro, pois aquilo lá é um verdadeiro canal de dejetos do PIG ― Partido da Imprensa Golpista.

Rolei a página inicial, lendo títulos, epígrafes e trechos de algumas postagens. Parei em pequena nota intitulada “Eduardo Campos de slogan novo” (20/5/2013), a qual informa:

“O PT, que não se constrange em tomar as boas ideias dos outros, pôs Lula e Dilma a dizerem na televisão que farão mais e melhor.
“Foi com esse slogan que Eduardo Campos, governador de Pernambuco, se lançou como aspirante a candidato pelo PSB à sucessão de Dilma.
“Esta noite, nas emissoras de televisão de Goiás, irá ao ar um comercial do PSB estrelado por Eduardo de slogan novo: "Fazer mais e bem feito". [Grifos nossos.]”

(O estranho nessa nota é que a propaganda veiculada antes é acusada de plagiar a que vem depois. Mas isso vindo de Ricardo Noblat não deveria me causar qualquer estranheza.)

Quem plagia quem?

“O Brasil pode mais”, que podia ser entendido como “Nós podemos fazer mais”, foi o slogan da campanha de José Serra em 2010, como candidato à sucessão presidencial, enfrentando Dilma, a candidata de Lula e de cerca de 55 milhões de eleitores. A equipe marqueteira de Serra deve ter-se inspirado no slogan da campanha de Barack Obama em 2008: “Yes, we can” (“Sim, nós podemos”).

Militando em favor da candidatura de Dilma, em 2010 escrevi crônica satírica sob o título: “Cabral e o Ovo de Colombo”, publicada no site do jornal russo Pravda. No final do texto, acrescentei:

Moral: Para fazer mais que os outros, às vezes precisamos quebrar um pouco mais a casca do ovo ou aumentar a quantidade de sal em que este será apoiado.

P.S.1: Há quem acredite que Lula não deveria ter feito certos acordos em nome da governabilidade; saiba, porém, que, nesse caso, fazer mais que ele exige firmar aliança até mesmo com Judas. E ainda mais estreita que com Sarney.

P.S.2: Fazer mais não significa fazer melhor. [O objetivo estava claro: rebater o slogan do Serra.]

Em 2012, o Portal Vermelho, “uma página mantida e gerida pela Associação Vermelho, entidade sem fins lucrativos, em convênio com o Partido Comunista do Brasil - PCdoB”, republicou minha crônica com uma devida revisão que fiz (relendo na Pravda, observei que nunca havia identificado tantos erros num texto meu) e adaptações, como: (aliança) “...ainda mais estreita que com Maluf”, em referência ao estreitamento das relações do PT com o cacique paulista, pela sucessão administrativa na Capital.

Além do Vermelho e da Pravda, minha crônica foi reproduzida em diversos blogs da chamada blogosfera política.

Certamente não tenho a milésima parte do número de “seguidores” do Ricardo Noblat. Seguidores de um “ceguidor”, ou cegante. Mas tenho uma meia porção de leitores, que me leem nos mais variados ciberespaços. Já vi matéria do meu blog (Assaz Atroz) reproduzida até mesmo no site do Instituto Millenium, que assim se identifica: “Uma entidade sem fins lucrativos e sem vinculação político-partidária que promove valores fundamentais para a prosperidade e o desenvolvimento humano da sociedade brasileira. Formada por intelectuais, empresários e acadêmicos, busca difundir conceitos como liberdade individual, propriedade privada, meritocracia, estado de direito,  economia de mercado, democracia representativa, responsabilidade individual,  eficiência e  transparência”, mas que, na verdade, não passa de uma das muitas entidades que se utilizam de suportes midiáticos para fazer oposição sistemática aos governos trabalhistas de toda a América do Sul. Seria mais decente se eles, ao invés de dizer que não têm “vinculação partidária”, fizessem como o Vermelho, que assume ter convênio com o PCdoB, e revelassem sua vinculação com o PSDB. O problema é que, com esta agremiação, eles não têm convênio, só conchavo: mancomunação com intenções golpistas.

Tempos atrás, outro blogueiro de O Globo, especulando sobre artigo de minha autoria, disse que, provavelmente, eu morava na Rússia, e um dos seus muitos seguidores afirmou que eu deveria estar recebendo o “ouro de Moscou” ― um anacronismo, mas muito utilizado na campanha infame contra os partidários do presidente Jango, nos anos 1960. Portanto, não somos tão desconhecidos assim.

Quando assisti à recente propaganda institucional do PT (a do PSB, segundo Noblat, é “comercial” ― não duvido), observei Dilma dizer que “podemos fazer mais...”, e Lula completar: “E melhor”. Não sei se os marqueteiros do PT tomaram conhecimento da minha observação no P.S.2 da crônica “Cabral e o ovo de Colombo”, na internet desde 2010: “Fazer mais não significa fazer melhor”. Porém, se tomaram, fizeram muito bem em se apropriar da dica. Nesse caso, não se trataria de apropriação indébita, constrangedora, como quer o Noblat, pois foi ideia de um militante juramentado, como diria Odorico Paraguaçu.

Essa coisa de acusar os governos petistas de “tomar as boas ideias dos outros”, como diz o Ricardo Noblat, tem seu mais “forte argumento” no caso do Bolsa Escola do governo Fernando Henrique Cardoso, o qual virou Bolsa Família no governo Lula e segue como parte da política social do governo Dilma. Acontece que essa mesma turma que acusa Lula e Dilma de se apropriarem das “ideias dos outros” também os acusaria se estes governos tivessem abandonado o programa implantado pelo governo pessedebista. A bem da verdade, é bom que se esclareça:  o Bolsa Escola foi criado e implementado em 1995 pelo então governador do Distrito Federal Cristovam Buarque, à época filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT, saudações). FHC viu no programa do governo petista do Distrito Federal a oportunidade de inserir no seu desgoverno um instrumento para inglês e o FMI verem, além de se prestar à demagógica propaganda eleitoral. Não era destinado a todos, não existiam verbas para tanto. Lula e Dilma fizeram e continuam fazendo mais e melhor. Mas tem gente querendo fazer mais demagogia ― e pior... Quer dizer... melhor... Mais bem feita? Sei lá!

O Nordeste passou recentemente por mais uma estiagem prolongada. Lembro-me de que, em outras temporadas de seca no semiárido nordestino, hordas de famintos flagelados invadiam as cidades e saqueavam ou ameaçavam saquear supermercados e feiras livres. Desta vez, os telejornais e noticiosos em geral ficaram na mão, não puderam fazer o sensacionalismo de outras épocas. O Bolsa Família deve ter funcionado como amenizador da fome e contemporizador dos ânimos. Será?

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