quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Marina Silva e os bilionários que embalam seu sonho


Neca Setúbal, herdeira do banco Itaú foi quem assinou o cheque para patrocinar o evento deste sábado, que lançou oficialmente o partido de Marina Silva; Guilherme Leal, que foi vice de Marina na candidatura à presidência em 2010, é fundador da Natura e dono de uma fortuna de US$ 1,6 bilhão

Decidida a selecionar as doações financeiras que receberá para a sustentação de seu novo partido, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva tem ao seu lado dois grandes patrocinadores, dispostos a embalar seu sonho.
Um deles é Guilherme Leal, que foi vice na chapa de Marina em sua candidatura à presidência da República em 2010, pelo Partido Verde. Fundador do grupo Natura, o empresário é dono hoje de uma fortuna de US$ 1,6 bilhão, de acordo com a revista Forbes.
novo partido marina silva
Dois bilionários embalam o sonho de Marina Silva (Foto: Agência Brasil)
Já Maria Alice Setúbal, conhecida como Neca Setúbal, é nada menos do que herdeira do banco Itaú e detentora de 3,5% das ações da holding do grupo. Foi ela quem assinou o cheque para patrocinar a festa dada neste sábado 16, no evento de lançamento do novo partido de Marina, e será a responsável por passar a sacola entre os empresários, a fim de obter mais arrecadações.

Não é para qualquer um

A “vaquinha” pode ser um pouco mais complicada neste caso, visto que Marina já deixou bem claro que não está disposta a usar dinheiro de companhias que atuam em setores contrários à sua linha de pensamento do que seria um desenvolvimento sustentável para o País. Alguns exemplos: fabricantes de tabaco, bebidas alcoólicas, armas e agrotóxicos.

A norma estabelecida pelo partido tende a barrar, desta vez, verba que ela recebeu em 2010, quando teve, entre seus patrocinadores, a Ambev (Companhia de Bebidas das Américas), que doou cerca de R$ 400 mil. Os setores vetados detêm grandes companhias, que poderiam realizar doações de valores altíssimos, mas como estão de fora, o jeito é Marina aguardar pelos banqueiros.

Nem oposição nem situação

Nem oposição nem situação, precisamos de posição”. Essas foram as palavras da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva no início do evento de lançamento do novo partido político, chamado Rede, que acontece neste sábado (16) em Brasília. Na sua avaliação, o partido nasce em um momento significativo da história da humanidade. “Estamos vivendo uma crise civilizatória e não temos o repertório necessário para enfrentá-la”, afirmou.
A fala de Marina remete a uma declaração do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. Ao lançar em 2011 o seu partido, o PSD, ele declarou que a legenda não era centro, de direita nem de esquerda.
Brasil 247 e AgênciaPragmatismo Político

Faltou xingar o parceiro



A famílias das vítimas do médico estuprador Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão, não só deviam xingar, agredir esse bandido, deviam também xingar, agredir Gilmar Mentes, o grande responsável pela fuga do meliante.

MPF é uma mãe para os poderosos





Esse Ministério Público do Brasil é uma piada, hoje mesmo, numa rapidez a la Bolt, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou Marcos Valério por sonegação de R$ 3,6 milhões em impostos federais. O mesmo MPF não move uma palha para denunciar a Globo por ter corrompido funcionário da Receita Federal para esconder processo na qual deve R$ 1 bilhão de reais a União.Em tempo:não defendo bandido.Bandido tipo Marco Valério e os Marinhos merecem cadeia.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Coração valente.É de arrepiar

Jornal Nacional: por que nem sempre “encostar na parede” é entrevistar bem

dilmajn
(O constrangimento está no ar… Bonner, Patricia e Dilma no Jornal Nacional. Foto: divulgação)
Ao contrário das telenovelas, o telejornalismo brasileiro não é exatamente um produto de exportação. O principal telejornal da principal emissora de TV do País tem praticamente o mesmo formato há 45 anos a única diferença digna de nota, além da natural evolução tecnológica, é que hoje é apresentado por homem & mulher e não por dois homens. O “especial” semanal jornalístico da emissora possui, inclusive, o mesmo apresentador há 42 anos, com breves interrupções. E a “revista” dominical, que existe desde 1973, se firmou como tradição, mas já teve dias melhores.
São programas assumidamente inspirados na TV norte-americana, até mesmo nos nomes: o Good Morning, America é o principal noticioso nas manhãs dos Estados Unidos hoje. Lembra o nome de algum matutino brasileiro? Chacrinha já dizia: “em televisão nada se cria, tudo se copia”. E o pior é que as outras emissoras da TV aberta, em vez de partirem para algo novo, simplesmente copiam a cópia. Ou seja, não existe concorrência.
É um estilo de fazer jornalismo, como todos os demais, que evidencia cansaço. Apesar de ainda ser o telejornal mais visto, a audiência do Jornal Nacional tem caído nos últimos anos e hoje está na casa dos 20 pontos, de acordo com o Ibope. Nos EUA, fonte onde nosso telejornalismo bebe, o noticiário da TV a cabo ganhou proeminência na última década, CNN à frente. Mas o legal é que o telespectador lá na gringa tem a opção de assistir notícias a partir de um canal mais liberal o MSNBCou um conservador a Fox News. Melhor: segundo um estudo recente, quase 40% dos que assistem a um também assistem ao outro.
Aqui, o coronelismo midiático coloca uma única emissora e seu telejornal como a fonte de informação primordial do País. Assim, a cada quatro anos, os candidatos à presidência da República vão todos parar no Jornal Nacional para responder às perguntas do casal da vez, sob as regras da emissora. Ir ao Jornal Nacional é quase uma forma contemporânea de ir pedir a bença ao coroné. Considera-se “vitorioso” o candidato que se sair bem do tiroteio baseado em “temas polêmicos”.
Para o repórter, a vantagem de se construir uma entrevista “batendo” é que você transmite a ideia de ser um profissional “imparcial”, aplicando ao jornalismo a máxima popular “o pau que bate em Chico, bate em Francisco”. Foi o que aconteceu nas entrevistas de Aécio Neves, Eduardo Campos e agora, com Dilma Rousseff. Nas redes sociais, vários comentaristas e leitores saudaram a “imparcialidade” do Jornal Nacional ao colocar Aécio (apontado pelos críticos à emissora de ser seu favorito) “contra a parede”.
É sempre bom lembrar a ânsia da rede Globo de tentar transmitir aos telespectadores “imparcialidade” em seu jornalismo desde que, em 1989, foi acusada de fazer, em pleno Jornal Nacional, uma edição do último debate entre os presidenciáveis Fernando Collor e Luiz Inácio Lula da Silva favorável ao primeiro de quem também se “desconfiava”, na época, ser o candidato da emissora. Collor ganhou a eleição, a Globo acabou reconhecendo não ter sido uma edição equilibrada e parou de editar debates.
Cada vez que “bate” em um candidato alinhado à sua ideologia, o Jornal Nacional tenta, portanto, bater também no fantasma de 1989. Mas bater não significa necessariamente fazer uma boa entrevista. Em minha opinião, entrevistar bem é arrancar revelações do entrevistado, boas frases e, sobretudo, mostrar se a pessoa de fato tem ou não ideias. Nenhuma das entrevistas feitas pelo Jornal Nacional nesta eleição (falta a de Marina Silva) soube arrancar revelações ou boas frases de ninguém, mas apenas Dilma Rousseff, do PT, deixou de exibir qualquer projeto seu na entrevista.
Aécio Neves disse que vai retomar o ritmo de crescimento; promover mais transparência; lutar contra a inflação; enxugar o Estado; ser renovador no campo ético, moral, e ampliar as boas políticas do governo atual. Eduardo Campos, em sua última entrevista, prometeu melhorar a vida do povo; acabar com a violência; fazer o Brasil voltar a crescer; melhorar a mobilidade urbana; construir a escola em tempo integral; dar passe livre para os estudantes no transporte público. Dilma Roussef prometeu que o Brasil continuará a ser um país de classe média. Só.
Por que isso aconteceu? Dilma é prolixa. Verdade. E há uma mútua antipatia entre o PT e a Globo. Isso é inegável e coloca uma “trava” imediata entre entrevistador e entrevistado. Mas houve, sim, uma diferença sutil de tratamento do Jornal Nacional para com Campos e Aécio: com eles, os apresentadores não rebateram as respostas no meio, dando-lhes pelo menos a oportunidade de mostrar algo do que propõem. As perguntas lhes serviram de escada, a famosa “levantada” para o sujeito chutar. Isso pode ser visto aqui, na primeira pergunta feita por William a Aécio Neves. Ou aqui, na primeira pergunta feita a Eduardo Campos por Patricia Poeta. Já na primeira pergunta a Dilma, a palavra “corrupção” foi mencionada SETE vezes ao todo foram treze (confira aqui). Com Aécio foram três; com Eduardo, nenhuma.
Dilma ficou sob fogo cerrado sem pausa. Absolutamente todas as perguntas vieram de maneira negativa e adjetivada, sem a sobriedade esperada de jornalistas “isentos”. Com Aécio e Eduardo, as perguntas duras serviram para dar ao candidato o direito de se explicar diante de milhões de espectadores, e à Globo, uma chance de se mostrar “imparcial”. Imparcialidade demonstrada, os dois apresentadores impuseram à presidenta-candidata acusações em vez de perguntas: “seu partido teve um grupo de elite de pessoas corruptas”, “corrupção não é o único problema”, “o resultado (da economia) é muito ruim”. Nenhum dos rivais de Dilma, ex-governadores de Estado, foi acusado desse jeito nem rebatido enquanto respondia. Na verdade, Bonner e Patricia “bateram” mesmo foi em Dilma; nos outros dois, foi direito de resposta, “outro lado”.
Dilma, uma técnica, após 4 anos de presidência continua com dificuldade de se expressar de forma fluida, ao contrário de seus oponentes, com longa carreira política. Mas esta técnica de “imparcialidade” usada com petistas no Jornal Nacional não facilita nem para um candidato com maior traquejo. Com Lula foi a mesma coisa em 2006: ele passou a maior parte do tempo contra as cordas, sem chance de transmitir qualquer conceito positivo. Mas, diferentemente de sua sucessora, Lula é um orador experiente e tem timing (assista à primeira entrevista de Lula candidato a reeleição em 2006 aqui). Fora de seu habitat, a dupla de entrevistadores também titubeou, e Dilma pôde emplacar pelo menos algumas defesas incisivas, como quando citou o “engavetador-geral da República” de FHC mas não projetos.
Se você quer ser “imparcial”, coisa que duvido existir, deve pelo menos se preparar para fazer uma boa entrevista elencando temas polêmicos, claro, mas focados no futuro do País, nas propostas do candidato, e não no passado. Por exemplo: Aécio Neves concorda com seu coordenador econômico Arminio Fraga que o salário mínimo “subiu demais”? Ou seja, pretende acabar com o gatilho do salário mínimo? E Dilma, vai fazer algo a respeito da violência policial, que ela mesma disse considerar um dos mais graves problemas do Brasil hoje? São questões que despertam o interesse de milhões de brasileiros e não foram nem sequer mencionadas na “principal” entrevista do “principal” telejornal da “principal” emissora. Fraco.
Acho que, para começar, 15 minutos é pouco tempo para uma entrevista. Um jornalismo de fato sério, consequente, exigiria no mínimo 30 minutos para cada candidato. Nos Estados Unidos, que nossos telejornais tanto imitam, o programa que faz as mais famosas entrevistas com candidatos à presidência chama-se justamente60 Minutes. Eu sempre digo que as coisas bacanas dos EUA ninguém copia… Com esse tempo exíguo, só com muito boa vontade dos entrevistadores o que não houve com Dilma se consegue transmitir alguma ideia de fato. A presidente é favorita à reeleição, mas se ganhar, o que pretende fazer? No que depender do Jornal Nacional, continuaremos na dúvida.

Fonte:Socialista Morena

Dilma demite Bonner




O Bonner achou que a Dilma era o Aécio ou o Eduardo e ia empurrar a Dilma contra a parede no debate de 15′ no jn.

Deu-se mal.

Numa televisão séria, Bonner teria voltado para o Rio sem emprego.

Dilma não se deixou emparedar e assumiu o controle de todas as respostas.

Empurrou a questão da corrupção pela goela abaixo dos tucanos – que sobrevivem no jn.

Lula e ela estruturaram o combate à corrupção. Deram autonomia à PF e ao MP.

No Governo dela e de Lula não tinha um Engavetador Geral da República.

A Controladoria Geral da União se tornou um orgão forte no combate ao malfeito.

Ela aprovou a Lei de Acesso à Informação (podia ter dito que o partido do jn, o PSDB, tomou como primeira providência ao chegar ao poder, com FHC, extinguir uma Comissão de Combate à Corrupção).

(Aliás, Bonner disse, na abertura, numa gaguejada, que o PSB era o PSDB … Lapso freudiano …)

Dilma ressaltou que nem todas as denuncias (do jn) resultaram em crimes comprovados.

Bonner tentou jogar a mais óbvia casca de banana: obrigar a Dilma contestar o julgamento do do STF sobre o mensalão.

Ela tirou de letra: Presidente da República nao discute decisão de outro Poder.

Bonner insistiu.

Deu-se mal.

A Poeta, finalmente, justificou a passagem, e invocou o Datafalha para dizer que o problema do brasileiro é a Saude.

Dilma enfiou-lhe pela garganta o sucesso retumbante do Mais Médicos, que atende 50 milhões de brasileiros.

Bonner revelou sua aflição, mal se continha na cadeira, bradava “a Economia !”, “a Economia !”, como se fosse sua bala de prata.

Dilma continuou, no comando dos trabalhos, a falar do problema da Saúde.

Quando bem quis, concedeu ao Bonner o direito de falar sobre a Economia !

E ele veio com  xaropada da Urubóloga.

(Interessante que o Bonner pensa que ninguém percebe que a pergunta dele, na verdade, é uma longa exposição daquilo que ele quer que o espectador pense que seja a verdade dos fatos. Ele quis falar mais que a Dilma. Ele se acha…)

Inflação explodiu !, disse o entrevistador/candidato.

Sobre a inflação, Dilma mostrou que ele não sabe nada.

A inflação é negativa.

Todos os indices estão em ZERO !

Sobre o crescimento, falou uma linguagem que o Bonner ignora: “indicadores antecedentes”.

Os dados de hoje sobre o consumo de papelão e energia indicam elevação do PIB no segundo semestre.

Dilma estourou os 15 minutos.

Continuava a falar, enquanto o Gilberto Freire com “I” (*) devia berrar no ponto do Bonner “corta ela !”.

E ela na dela.

Terminou por dizer que nao foi eleita para fazer arrocho salarial. Ou para provocar desemprego.

“Corta !”, devia berrar o “ï” no ouvido do Bonner. “Corta ! Não deixa ela falar !”.

E ela, na dela: “vamos continuar a fazer um país de classe média, como o Presidente Lula começou a fazer.”

“Corta, Bonner !”, no ponto.

“Eu acredito no Brasil”, disse ela, como se conversasse com o neto, numa tarde de domingo.

Só faltou dizer: “Bonner, eu não sou o Aécio, o Eduardo e muito menos a Bláblá”.

“Pode vir quente !, meu filho. Esse teu dedo indicador só assusta a Fátima !”

Paulo Henrique Amorim

Do que têm medo a Globo e os três Marinhos?



Marco Damiani, 247 – Donos do maior patrimônio pessoal entre todos os empresários de mídia do mundo, como o australiano Ruppert Murdoch, do grupo Media News, ou o americano Ted Turner, da rede CNN, os três irmãos Marinho – João Roberto, Roberto Irineu e José Roberto – consideram ter mais de um bilhão de motivos para atuarem, com sua poderosa máquina editorial, contra a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Nota sobre nota, eles têm, juntos, uma fortuna estimada pela revista Forbes em US$ 28,9 bilhões (R$ 74,2 bilhões de reais). Porém, com mais quatro anos de Dilma no Palácio do Planalto, os três temem perder dinheiro, prestígio e influência em doses imprevisíveis. Podem ser bastante fortes.
No ano passado, a Receita Federal venceu no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) uma disputa com a Globo de R$ 713 milhões. Hoje, a conta ainda não saudada está em mais de R$ 1 bilhão. Por outro lado, a reeleição da presidente vai, necessariamente, aquecer o debate sobre a regulação do funcionamento do setor de mídia no Brasil. Pilares da base do gigantismo da Globo, como propriedades cruzadas e presença majoritária em múltiplas áreas de atuação, configuram um oligopólio que fatura, anualmente, cerca de R$ 10 bilhões. É essa espécie de fábrica de fazer dinheiro, erguida a partir do período dos militares no poder do Brasil (1964-1985) e movida pelo B.V. (o famoso bônus de veiculação), que se vê ameaçada pela presidente candidata.
Um terceiro, mas não menos importante elemento, é o público em si. Em junho do ano passado, uma parte do vandalismo em que as manifestações degeneraram foi dirigido contra a Globo. Esterco chegou a ser jogado nas paredes da sede da emissora em São Paulo. A pressão popular sobre carros adesivados da emissora passou a ser um fato cotidiano, e sempre arriscado, na vida dos profissionais da empresa.
BELIGERÂNCIA NO DNA - É natural, na defesa de seus interesses bilionários, que os Marinho usem todos os canhões ao seu dispor. A beligerância, de resto, está no DNA do grupo empresarial que eles herdaram do pai. A Globo nasceu com obsessão pelo poder. A estratégia do empresário Roberto Marinho foi, desde as primeiras transmissões, em abril de 1965, exatamente um ano depois de os militares brasileiros derrubarem o presidente João Goulart, a de servir ao regime. Não há interpretação histórica que possa superar esse fato.
A Globo, apesar de algumas linhas de autocrítica publicadas no jornal O Globo por ocasião do cinquentenário do golpe militar, no ano passado, não quer cortar suas raízes com o autoritarismo. Pelo simples motivo de que foi a antítese da democracia que estabeleceu o modelo de concentração que a beneficiou. As Organizações enxergam a democracia como o regime que necessariamente vai enfraquecer seu poder, à medida em que permite a existência e o florescimento de outras fórmulas empresariais.
O nervosismo do âncora William Bonner e a descortesia da apresentadora Patrícia Poeta, ontem, diante de Dilma, na entrevista no Jornal Nacional, revelaram apenas a ponta do iceberg de interesses escondidos pela Globo em sua propalada isenção editorial. Não está no DNA da emissora ser isenta, ao contrário. Muito menos têm havido equilíbrio por parte da emissora no noticiário da atual sucessão presidencial. Pesquisadores da Uerj já havia mostrado que o JN dedicou, entre 1º de janeiro e 31 de julho, 83 minutos de noticiário avaliado por ele como negativo para Dilma contra 3 minutos de informações apontadas como positivas. 
JN PERDEU IBOPE NOS ÚLTIMOS ANOS - Para tomar-se, apenas, os investimentos do governo federal em publicidade, o que se tem é que eles diminuíram para a Globo a partir da introdução continuada de filtros técnicos para a aplicação das verbas. Acontece que a audiência da Globo como um todo, e em horários nunca antes ameaçados, está diminuindo. Apenas o Jornal Nacional, por exemplo, perdeu mais de 20 pontos no Ibope nos últimos anos. A introdução de novos mecanismos de medição de público, de outra parte, também mostra que o poderio real das Organizações Globo é declinante, no sentido do alcance e influência sobre público.
Em 1982, a Globo tentou ditar o resultados das eleições para governador do Rio de Janeiro, no que ficou conhecido como o escândalo da pró-consult – a assessoria que contava os votos em paralelo à Justiça Eleitoral. Em 1989, como o então todo poderoso global Boni admitiu em biografia festiva, a emissora manipulou o debate presidencial entre os candidatos Lula e Collor e usou, claro, o Jornal Nacional para desequilibrar ainda mais a cena real daquele disputa. Em ambos os casos, a Globo procurou interferir na disputa em seus momentos finais. 
Ontem, com a chamada entrevista em que a presidente Dilma foi interrompida 21 vezes, em 15 minutos de conversa, pelo âncora do JN, a Globo mostrou que partiu para o ataque desde o primeiro minuto. Certamente porque sabe, com seus sofisticados instrumentos de aferição dos humores da população, que enfrenta cada vez mais dificuldade para impor a vontade de seus herdeiros ao público. 

A mensagem do JN: “eles não gostam dela”, por Ricardo Amaral

Com manhas de pau-de-arara, Dilma escancarou a parcialidade da Globo e o amadorismo de Bonner
Por Ricardo Amaral
A entrevista com a presidenta Dilma Rousseff expôs, com rara contundência, a parcialidade da Globo na cobertura do governo e do PT. Utilizando manhas de quem passou pelo pau-de-arara, Dilma pôs abaixo a tentativa da Globo de parecer “isenta” nesse capítulo das eleições. Isso não é banal, no momento em que a credibilidade da imprensa hegemônica segue abalada pelo fiasco histórico da “operação Copa”.
A credibilidade do jornalismo da Globo saiu mais uma vez arranhada pelos esgares de William Bonner e Patrícia Poeta. As expressões de contrariedade, os dedos em riste e as interrupções grosseiras falaram mais ao telespectador do que o conteúdo de perguntas e respostas. Por algum tempo, tudo que se disser no JN contra Dilma será recebido com suspeita, porque a mensagem mais forte do programa foi: eles não gostam dela.
Dos 16 minutos cronometrados, Dilma falou 10 minutos e meio; Bonner, 4 e meio, e Patrícia quase 1 minuto. Dá 65% para ela e 35% para eles. Dilma pronunciou 1.383 palavras, contra 980 da dupla (766 só do Bonner), o que dá 60% x 40%. Isso é escore de debate, não de entrevista. A dupla encaixou 26 acusações ao governo e ao PT; algumas, com ponto de exclamação.
Nos quatro blocos temáticos (corrupção, mensalão, saúde e economia) Bonner lançou no ar 13 pontos de interrogação, e Patrícia, dois. A presidenta foi interrompida 19 vezes. Tomou dedo na cara de Bonner e de Patrícia, que reclamou de uma resposta com um soquinho na mesa. Isso não é comportamento de jornalista. Na entrevista com Aécio Neves – que muitos acharam “dura”, embora tenha sido apenas previsível – a dupla fez quatro interrupções e cinco reiterações de perguntas.
Aprendi ainda foca que o segredo de uma entrevista ao vivo é dominar o assunto e buscar a pergunta seguinte na resposta do entrevistado. É uma arte difícil. Patrícia Poeta nunca soube fazer. Bonner acha que sabe – e que sabe muito. Por isso saiu-se ainda pior que a colega. Basta discordar do enunciado para desnorteá-los. Não sabem do que estão falando; seguem o roteiro e fazem cara de argúcia (com Dilma, usavam ponto eletrônico!).
Maus entrevistadores são incapazes de ouvir respostas e dialogar com o argumento do entrevistado. Não é só amadorismo; é presunção. Globais se consideram mais importantes que os candidatos. Acham-se a própria notícia. Diante da contradita, repetem a pergunta até se perderem. No limite, apelam para a fórmula binária: “eu digo isso; sim ou não?” Eduardo Campos saiu-se muito bem dessa briga com bêbados. Aécio tropeçou e caiu.
Para a Globo, pouco importa expor os editores chefe e assistente do JN a mais um vexame profissional. A Globo não quer ouvir respostas; quer repetir (e tentar sancionar) o próprio discurso. Bonner deve ter ensaiado em casa o que considerava seu momento de glória: chamar de corruptos os petistas do mensalão (“Eram corruptos!”), na cara da presidenta da República. Que audácia, hein, patrão...
Na primeira pergunta (69 segundos), a palavra corrupção foi repetida sete vezes; e estamos conversados. Depois de 12 anos (“mais de uma década, candidata!”) há “filas e filas nos hospitais”, cidadãos “muitas vezes são atendidos em macas”, “muitas vezes não conseguem fazer um exame de diagnóstico”. O país tem “inflação alta, indústrias com estoques elevados, ameaça de desemprego ali na frente”.
Repetir os mantras do noticiário negativo – sem de fato abrir a discussão sobre eles – era o primeiro dever de casa. O segundo era desconcertar a entrevistada, e foi aí que a bomba explodiu no colo dos entrevistadores. Dilma não abriu mão de responder as perguntas, retomando o fio da meada a cada interrupção. Advertida, fez-se de sonsa e continuou respondendo o que quis.
O jogo foi chato na maior parte do tempo, mas Dilma não entregou a posse de bola, não cedeu o controle da entrevista. E foram eles, William e Patrícia, que ficaram visivelmente desconcertados, a ponto de perder o respeito pela entrevistada – que o merecia, mesmo que não fosse presidenta da República.
Dilma não disse aos interrogadores o que eles queriam que ela dissesse, exceto ao concordar com Patrícia Poeta que “a saúde no país não é minimamente razoável”. Um pontinho vencido, foi tudo que conseguiram arrancar da interrogada. Por isso, o destaque nos sites da Globo foi o previsível silêncio de Dilma sobre o julgamento do mensalão – outra evidência de que eles consideram suas perguntas mais importantes do que as respostas da presidenta da República.
Qualquer analista dirá que a presidenta desperdiçou a oportunidade de ter sido mais assertiva da propaganda de seu governo. Quinze minutos no JN são uma grande chance de falar para milhões de eleitores, mas Dilma preferiu debater com Patrícia Poeta e William Bonner.
Ela passou informações relevantes: a inflação de julho ficou próxima de zero; o Mais Médicos atende 50 milhões de pessoas; o SAMU atende 149 milhões. Disse que o país enfrenta a crise sem demitir, sem arrochar salários e até diminuindo impostos. Podia ter dito muito mais, mas a disputa foi mais concentrada na forma que no conteúdo. E foi aí que Dilma venceu.
Dilma sorriu na medida certa e manteve-se serena durante todo o programa. Impôs-se um comportamento de presidenta da República, que contrastou, aos olhos dos telespectadores, com a atitude desrespeitosa e antiprofissional dos entrevistadores. Mesmo restrita a um cerimonial televisivo, foi uma sinalização relevante para uma imprensa cada vez mais assanhada no papel de oposição: digam o que quiserem, mas respeitem a presidenta eleita de todos os brasileiros.

Vale a pena ver o primeiro programa eleitoral de Dilma

Dilma arrasou na entrevista com o vagabundo Bonner e a cadela Poeta





O que se viu ontem na entrevista de Dilma ao vagabundo Willian Bonner e à cadela Patrícia Poeta foi um verdadeiro massacre, com nítido propósito de deixar a presidente Dilma irritada, e sem poder falar.Dos 15 minutos de entrevista, oito ficaram com os entrevistadores e sete com a entrevistada.Além de tirarem preciosos tempo de Dilma na TV, Bonner e Poeta estavam visivelmente com ódio da presidente.A maneira como eles faziam as perguntas(talvez pior que no sistema  inquisitorial) chega doía na alma dos telespectadores.Arrogância, a prepotência, bestialidade, falta de educação como os sabujos trataram Dilma não há paralelo na história da TV brasileira, nem na época da eleição de Collor(1989) a Globo tomou tanto partido.Mesmo com todo massacre, Dilma saiu bem na inquirição.Sabiamente, mesmo com a provocação de Bonner, não quis criar conflito com o STF quando foi perguntada sobre mensalão do PT(Bonner fingiu que o Mensalão do PSDB e do DEM não existe).Dilma deu uma resposta certeira quanto disse que seu governo, com o Programa Mais Médicos, atendeu a mais de 50 milhões de brasileiros carentes.Mostrou firmeza quando afirmou que o Brasil, mesmo com a crise, mantém a inflação dentro da meta, além de ter uma das menores taxas de desemprego do mundo. E fechou com chave de ouro quando disse que no seu governo não foi nomeado Procurador da República corrupto.Dilma só errou numa coisa:não mandou os dois canalhas tomar no cu.

domingo, 17 de agosto de 2014

o velório-palanque político de Eduardo Campos


O velório de Eduardo Campos se tornou um grande palanque eleitoral.Há de tudo no evento: filhos fazendo campanha eleitoral, pessoas cobrando Justiça, como que o cara tivesse sido assassinado, vaias dirigidas à Lula e Dilma. Esse bando de seres humanos insensíveis(será que são humanos mesmos?) nem respeitam o luto do falecido. Pensam muito mais em política num momento triste desse de que rezar pela alma do morto.Mas a culpa disso tudo é próprio Eduardo que, no maior cinismo, oportunismo, populismo, dizia ser o salvador de Pernambuco e pretendia ser do Brasil.Um verdadeiro salvador da pátria.A culpa também é de Marina, que se autointitula a escolhida por Deus para salvar o Brasil.Nada mais ridículo.Nesses meus 50 anos de vida nunca vi nada igual ao que está ocorrendo em Pernambuco.Uma verdadeira palhaçada! Sinto nojo!

sábado, 16 de agosto de 2014

Eduardo Campos revela problema em avião de campanha

Mentira tem pernas curtas




A onda Marina


"O Itaú, autuado, ano passado, por sonegar R$18,7 bilhões, financia a campanha de Marina Silva. Neca Setúbal, herdeira do Itaú, é quem coordena as finanças da campanha de Marina.
Guilherme Leal, dono da Natura, que foi autuada pela Receita Federal, ano passado, por sonegar R$678 milhões, foi o vice de Marina em 2010 e empresta o jatinho para a candidata fazer campanha.
A Globo, a Veja, a Folha, o Estadão, a Band, o SBT, o Itaú, a Natura, a 'elite' de SP, etc, querem Marina. Se esses querem então eu não quero. Não é bom para o Brasil.
Será que o ódio que Marina tem por Dilma não deixa ela enxergar que está sendo usada pela direita e que será descartada por eles na primeira oportunidade?"

comentário de Stanley Burburinho

Marina e o contrabandista

Vai começar a baixaria

"Marina Silva diz que não embarcou no avião por 'providência divina'

247 - A ex-senadora Marina Silva falou pela primeira vez sobre o porquê de não ter embarcado no fatídico voo que decolou do Rio de Janeiro ao Guarujá, no dia 13, e matou Eduardo Campos.  "Foi providência divina eu, Renata, Miguel e Molina não estarmos naquele voo", disse ela, referindo-se à esposa de Eduardo Campos, Renata, ao filho Miguel, e também ao assessor Rodrigo Molina.
A declaração acentua o caráter religioso da ex-senadora Marina Silva, mas também poderá ser interpretada como um traço messiânico de alguém que talvez se sinta predestinada a ocupar a presidência da República. Marina tentou ser candidata pela Rede, mas, como não obteve o registro do partido, acabou se filiando ao PSB, para ser vice de Eduardo Campos. Agora, com a morte do ex-governador pernambucano, ela deverá ser ungida candidata pelos socialistas.
No dia da morte de Eduardo Campos, assessores de Marina Silva afirmaram, em off, que ele não foi ao Guarujá (SP), porque a agenda previa a participação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que se aliou ao PSB e recebeu o deputado Márcio França (PSDB-SP) como vice em sua chapa. Ferrenha opositora da aliança com os tucanos, Marina vinha evitando compromissos com a presença de Alckmin.

Prováveis ministros de Marina Silva


Conforme apurado por este blogueiro, Marina já tem pronta uma lista de possíveis ministeriáveis no caso de uma improvável vitória na eleição de 
2014.

Vejamos alguns nomes:

1-Ministro da religião: Pastor Malafraia

2-Ministro dos direitos Humanos: Feliciano

3-Ministro da Justiça: Jorge Bornhausen

4-Ministro da Fazenda: Neca Setúbal

 5-Ministro da Agricultura: Guilherme Leal

 6-Ministro do Meio Ambiente: Blairo Magri

 7-Ministro da Reforma Agrária: Ronaldo Caiado

 8-Ministro dos Esportes: David Luís

 9-Ministro da Cultura: Lobão

 10-Ministro do Turismo: Ana Maria Braga

 11-Ministro da Entegração:Roberto Freire

  12-Ministro da Integração: Heráclito Fortes

  13-Ministro da Educação: Ratinho


   14-Ministro da Pesca: Joaquim Barbosa

Ainda sobre a morte de Eduardo Campos


Eu estava decidido a só voltar atualizar este blog após o sepultamento dos restos mortais de Eduardo Campos, mas como partidários do PSB e alguns membros da família Arraes, estão fazendo insinuações que o avião que levava Eduardo pode ter sido vítima de sabotagem, fui forçado a atualizar O Terror do Nordeste.

Eu vou dizer um negócio:Só uma pessoa desonesta intelectualmente, de má-fé, com déficit de inteligência pode acreditar que um atentado, comandado por Dilma e o PT, causou a queda do avião que conduzia Eduardo Campos.Eu tenho nojo quando entro nas redes sociais, leio as reportagens do PiG e vejo esse tipo de insinuação.É uma podridão enorme.Esses animais(sim, são animais, não são gente), a começar pelo irmão dele, não têm o mínimo respeito ao morto.

Ora, qual perigo que Campos representava à reeleição de Dilma? Nenhum. Eduardo, antes de sua morte, patinava entre 7 e 10% em todas as pesquisas eleitorais.E não havia nenhum indício que ia descolar.Ao contrário, corria risco de ter menos voto que o pastor Everaldo, que estava na sua cola.Eduardo Campos só ficou conhecido do brasileiro após sua morte, dada as circunstâncias do acontecido, afinal, toda morte decorrente de queda de avião tem repercussão enorme no país.

Se Dilma tivesse a intenção de tirar do páreo alguns dos seus adversários na eleição teria mandado matar Aécio Neves, esse sim o verdadeiro inimigo político do PT.Tanto no primeiro quanto num eventual segundo turno.A propósito, o passado de Dilma não combina com essa insinuação estúpida, advinda de mentes doentias.

Eduardo, mesmo com divergência com o PT, certamente, a pedido de Lula, pediria voto para Dilma num eventual segundo turno, fato que não ocorreu com Marina em 2010, que, como sabido, passou a apoiar José Serra.Então, por que o desejo de assassiná-lo? Só uma mente doentia para crê numa estória dessas.

A bem da verdade, a grande beneficiária com a morte de Eduardo Campos é Marina Silva, que vai disputar a eleição sem ter feito nenhum esforço para ser cabeça de chapa.O PT não lucrou nada com isso, até porque se vislumbra uma eleição  muito mais dura com Marina Silva na cabeça da chapa de que com Eduardo Campos.Qualquer pessoa minimamente inteligente sabe disso.

O que me preocupa é que essa história de atentado está correndo o Brasil inteiro como rastilho de pólvora.Por estas banda o povo só fala nisso.O PT tem que, urgentemente, determinar a conclusão imediata do inquérito sobre a queda do avião, senão Marina poderá, dada a grande comoção nacional, vencer a eleição.


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Triste com a morte de Eduardo Campos



Triste, muito triste com o falecimento de Eduardo Campos.Votei em Eduardo na eleição de 2010, deixei de apoiá-lo quando ele tomou rumo próprio e se aventurou a ser candidato à presidente da República do Brasil.Não obstante, afora a discordância ideológica, via nele um sujeito de bem. Eduardo não merecia morrer tão novo.Digo isso de coração, juro que ainda estou chocado com a notícia.Em homenagem a Eduardo Campos deixo de atualizar o blog por alguns dias.