quarta-feira, 29 de julho de 2015

Deus vai atender às súplicas do procurador da Lava Jato?

 Esse camarada, durante a eleição presidencial de 2014, passava dias nas redes sociais xingando Dilma e pedindo voto pra Aécio. Agora quer dar uma de salvador da pátria. Um grandíssimo idiota, isso sim.

por :
À espera de Deus: o procurador Dallagnol
À espera de Deus: o procurador Dallagnol



Pobre Deus.


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Tanta coisa para cuidar do mundo – crianças que morrem de fome na África, que são estraçalhadas por bombas americanas no Oriente Médio etc – e o procurador Deltan Dallagnol ainda quer que ele tome conta da Lava Jato.

Nem Super-homem faria tanta coisa ao mesmo tempo.


Dallagnol, coordenador da Lava Jato, evocou Deus numa igreja batista no Rio de Janeiro, diante de 200 fieis.

Afirmou que Deus abriu uma “janela de oportunidade” para o combate à corrupção no Brasil.
Foi chamado pelos presentes de “servo” e “irmão”.

A defesa de Marcelo Odebrecht definiu a Lava Jato em termos bem menos solenes. Chamou-a de Reality Show, coisa mais para o Diabo do que para Deus.


A intervenção de Dallagnol numa igreja está mais para comédia do que para Reality Show.
Assim como a confusão entre Vaca, o bicho, e Vaccari, o tesoureiro do PT.

Não vai ser surpresa, diante de tamanha confusão e de erros, se o Brasil sair pior da Lava Jato do que entrou.

Parece não haver foco na apuração. Num caos imenso, investiga-se tudo, o que costuma significar investigar nada.

No jornalismo, é comum repórteres ficarem dias, semanas, meses coletando informações copiosas. No final, você filtra e vê que não sobrou quase nada que prestasse.

Mas Dallagnol falou de Deus e então chamo ao debate o Papa Francisco.

O mal maior da humanidade, como tantas vezes insiste Francisco, é a desigualdade.

Fico com Francisco, e não com Dallagnol.


Reduza a desigualdade e tudo de ruim reflui, incluída aí a corrupção. Mantenha a iniquidade, e a sujeira perdurará a despeito de quantas Lavas Jatos aparecerem.

A desigualdade é, em si, corrupta: floresce na lama.

Isso quer dizer que, se Deus abrisse uma vaga em sua complicada na agenda para ajudar o Brasil, sua prioridade um, dois e três seria erradicar a pobreza e construir uma sociedade justa.


A Lava Jato pode esperar.

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Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

As relações de Paulo Preto com as empresas investigadas na Lava Jato

Ainda vou me filiar ao PSDB. Só assim não tomo processo nas costas tampouco vou preso.


Por esquiber
Nassif,  acho que temos obrigação de contribuir com as investigações da Lava Jato apontando para Moro um arrecadador tucano que ficou esquecido, apagado pela poeira do tempo. Trata-se do engenheiro Paulo Vieira de Sousa, vulgo Paulo Preto, que segundo reportagem da Istoé,  "possuía relações estreitas com as empreiteiras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Mendes Júnior, Carioca e Engevix." As mesma investigadas na Lava Jato, com exceção da carioca.

Paulo Preto teria sumido com quase 5 milhões em dinheiro vivo da campanha tucana a presidente de José Serra, dinheiro arrecadado de empreiteiras. Moro talvez ignore este fato, embora não esqueça de João Vaccari Neto, o qual mantén trancafiado por razões de campanha de 2010, a mesma que Paulo Preto apareceu numa citação pra lá de criminosa.

Nos tempos áureos de Paulo Preto, "em São Paulo, foi responsável pela medição de obras e pagamentos a empreiteiras contratadas para construir o trecho sul do Rodoanel, que custou 5 bilhões de reais, a expansão da avenida Jacu-Pêssego e a reforma na Marginal do Tietê, estimada em 1,5 bilhão, diz reportagem de Carta Capital, assinada por Cynara Menezes.

Quando é que Moro vai mandar prender Paulo Preto para que este faça uma delação premiada contando tudo que sabe sobre as relações das empreiteiras com os governos tucanos? Corrupção de empreiteira só é crime se for no governo federal?


Da Carta Capital


por Cynara Menezes

Levada à campanha por Dilma Rousseff, a história do ex-diretor da Dersa causa constrangimento no tucanato e gera versões desencontradas de Serra

Na noite do domingo 10, ao fim do primeiro bloco do debate da TV Bandeirantes, o mais acalorado da campanha presidencial até agora, cobrada pelo adversário tucano José Serra sobre as denúncias contra a ex-ministra Erenice Guerra, a petista Dilma Rousseff revidou: “Fico indignada com a questão da Erenice. Agora, acho que você também deveria responder sobre Paulo Vieira de Souza, seu assessor, que fugiu com 4 milhões de reais de sua campanha”. Serra nada disse – ou “tergiversou”, como acusou a adversária durante todo o encontro televisivo –, e o País inteiro ficou à espera de uma resposta: quem é Paulo Vieira de Souza?

Numa eleição em que o jornalismo dito investigativo só atuou contra a candidata do governo, Dilma Rousseff serviu como “pauteira” para a imprensa. O pauteiro é quem indica quais reportagens devem ser feitas – e, se não fosse por causa de Dilma, Vieira de Souza nunca chegaria ao noticiário. Nos dias seguintes ao debate, finalmente jornais e tevês se preocuparam em escarafunchar, mesmo sem o ímpeto habitual quando se trata de denúncias a atingir a candidatura governista, um escândalo que envolvia o tucanato. A acusação contra Vieira de Souza, vulgo “Paulo Preto” ou “Negão”, apareceu pela primeira vez em agosto, na revista IstoÉ.

No texto, que obviamente teve pouquíssima repercussão na época, o engenheiro Paulo Preto era apontado como arrecadador do PSDB e acusado pelos próprios tucanos de sumir com dinheiro da campanha. “Como se trata de dinheiro sem origem declarada, o partido não tem sequer como mover um processo judicial”, dizia a reportagem, segundo a qual o engenheiro possuía relações estreitas com as empreiteiras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Mendes Júnior, Carioca e Engevix.

Após a citação feita por Dilma, os jornalistas cuidaram de cercar Serra para tentar extrair a resposta que ele não deu no debate. De saída, o candidato disse não conhecê-lo. “Eu não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factoide criado para que vocês fiquem perguntando”, declarou, na segunda-feira 11.

No dia seguinte, ameaças veladas feitas pelo ex-arrecadador em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo foram capazes de refrescar a memória de Serra. “Não somos amigos, mas ele me conhece muito bem. Até por uma questão de satisfação ao País, ele tem de responder. Não tem atitude minha que não tenha sido informada a ele”, disse Paulo Preto. “Não se larga um líder ferido na estrada em troca de nada. Não cometam esse erro.”

A partir da insinuação de que o já apelidado “homem-bomba do tucanato” possui fartos segredos a revelar, Serra não só se lembrou do desconhecido como o defendeu e o elogiou. “A acusação contra ele é injusta. Não houve desvio de dinheiro de campanha por parte de ninguém, nem do Paulo Souza”, afirmou o tucano, fazendo questão de dizer que o apelido “Preto” é preconceituoso. “Ele é considerado uma pessoa muito competente e ganhou até o prêmio de Engenheiro do Ano (em 2009). Nunca recebi nenhuma acusação a respeito dele durante sua atuação no governo.”

O último cargo público do engenheiro em governos do PSDB foi como diretor de engenharia da empresa Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), cargo do qual foi demitido em abril, poucos dias após Serra se lançar à Presidência. Mas sua folha de serviços prestados ao PSDB é extensa. Há 11 anos ocupava cargos de confiança em governos tucanos e era diretor da Dersa desde 2005, primeiro nas Relações Institucionais e depois na engenharia, nomeado por Serra. Trabalhou no Palácio do Planalto durante os quatro anos do segundo governo Fernando Henrique Cardoso como assessor especial da Presidência, no programa Brasil Empreendedor Rural. Em São Paulo, foi responsável pela medição de obras e pagamentos a empreiteiras contratadas para construir o trecho sul do Rodoanel, que custou 5 bilhões de reais, a expansão da avenida Jacu-Pêssego e a reforma na Marginal do Tietê, estimada em 1,5 bilhão.

Quem levou Vieira de Souza para o Planalto foi Aloysio Nunes Ferreira, recém-eleito senador pelo PSDB, de quem Paulo Preto se diz amigo há mais de 20 anos. Ferreira dispensa apresentações. Em 3 de outubro foi o candidato ao Senado mais votado do Brasil, depois de ter sido chefe da Casa Civil no governo paulista.

De acordo com a IstoÉ, familiares de Vieira de Souza chegaram a emprestar 300 mil reais para Ferreira, quantia -assumidamente utilizada pelo novo senador para quitar o pagamento do apartamento onde vive, em Higienópolis. O engenheiro mantém, aliás, um padrão de vida elevado, muito acima de quem passou boa parte da carreira em cargos públicos. É dono de um apartamento na Vila Nova Conceição em um edifício duplex com dez vagas na garagem, sauna privê e habitado por banqueiros e socialites. Pela média de preços da região, um apartamento no prédio não custa menos de 9 milhões de reais.

Vieira de Souza foi demitido da Dersa oito dias após aparecer ao lado de tucanos graduados na festa de inauguração do Rodoanel e atribuiu sua saída a diferenças de estilo com o novo governador, Alberto Gold-man, que assumiu na qualidade de vice.

Goldman parecia, de fato, incomodado com a desenvoltura, para dizer o mínimo, de Paulo Preto no governo, e deixou esse descontentamento claro em um e-mail enviado a Serra, em novembro do ano passado, no qual acusava o então diretor da Dersa de ser “vaidoso” e “arrogante”, como revelou a Folha de S.Paulo. “Parece que ninguém consegue controlá-lo. Julga-se o Super-Homem”, escreveu o atual governador na mensagem ao antecessor, também encaminhada ao secretário estadual de Transportes, Mauro Arce. Mas Paulo Preto só deixou o governo quando Serra saiu.

Dois meses após sua exoneração, em junho, Vieira de Souza seria preso em São Paulo, acusado de receptação de joia roubada. O ex-diretor da Dersa alega ter comprado de um desconhecido um bracelete de brilhantes da marca Gucci por 18 mil reais. Ao levar a joia a uma loja do Shopping Iguatemi para avaliar se era verdadeira, foi preso em flagrante, após ser constatado pelo gerente que o objeto havia sido furtado ali mesmo no mês anterior. Solto no dia seguinte, passou a responder à acusação em liberdade. Hoje, ele atribui o imbróglio a “uma armação”.

Seu nome aparece ainda na investigação feita pela Polícia Federal que resultou na Operação Castelo de Areia. Na ação, -executivos da construtora Camargo Corrêa são acusados de comandar um esquema de propinas em obras públicas. A empresa nega. No relatório da PF há várias referências ao trecho sul do Rodoanel, responsabilidade de Paulo Preto, que teria recebido quatro pagamentos mensais de 416 mil reais da empreiteira. Vieira de Souza também nega. “A mim nunca ninguém entregou absolutamente nada. O lote da Camargo Corrêa na obra era de 700 milhões de reais e a obra foi entregue no prazo, só com 6,52% de acréscimo. É o menor aditivo que já houve em obra pública no Brasil.”

À revista Época, que publicou uma pequena reportagem sobre o caso em maio, Ferreira reconheceu a amizade antiga com Paulo Preto, mas negou ter recebido doações ilegais da construtora. Afirmou ainda que o Rodoanel foi aprovado pelos órgãos fiscalizadores. “O Rodoanel teve apenas um aditivo de 5% de seu valor total, um recorde para os padrões do Brasil”, disse o senador eleito. Atualmente, a operação Castelo de Areia encontra-se paralisada em virtude de uma liminar deferida pelo ministro Cesar Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), até que seja julgado o pedido da defesa da Camargo Corrêa, que reclama de irregularidades na investigação.

O vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, que teria servido de fonte para a reportagem da IstoÉ, deu entrevista nos últimos dias na qual nega ter afirmado que Paulo Preto arrecadara, por conta própria, “no mínimo” 4 milhões de reais – o próprio engenheiro diz que esse número foi subestimado. Segundo Eduardo Jorge, não existe nenhum esquema de “arrecadação paralela”, o famoso caixa 2, entre os tucanos. Paulo Preto processa EJ, o tesoureiro-adjunto Evandro Losacco e o deputado federal reeleito José Aníbal, chamados por ele de “aloprados” por tê-lo denunciado à revista. Curiosamente, na entrevista à imprensa, Eduardo Jorge faz mistério sobre os nomes dos reais arrecadadores da campanha tucana, a quem chama de “fulano” e “sicrano”.

Na quinta-feira 14, a bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo entrou com uma representação no Ministério Público Estadual. Solicita uma investigação contra o ex-diretor da Dersa por improbidade administrativa. Além da acusação sobre os 4 milhões de reais arrecadados irregularmente para a campanha tucana, os parlamentares petistas acusam a filha de Paulo Preto, a advogada Priscila Arana de Souza, de tráfico de influência, por representar as empreiteiras que tinham negócios com a empresa pública desde 2006, quando o pai era responsável pelo acompanhamento e fiscalização das principais obras viárias do governo paulista, como o Rodoanel e a Nova Marginal, vitrines da campanha tucana na corrida presidencial.
Documentos do Tribunal de Contas da União revelam que Priscila Souza era uma das advogadas das empreiteiras no processo que analisou as contas da construção do trecho sul do Rodoanel. Ao contrário do que disse o ex-chefe da Casa Civil de Serra, uma auditoria da empresa Fiscobras apontou diversas irregularidades na obra, entre elas um superfaturamento de 32 milhões de reais em relação ao contrato inicial, despesa que teria sido repassada ao Ministério dos Transportes, parceiro no projeto. A filha do engenheiro aparece ainda em uma procuração, datada de maio de 2009, na qual os responsáveis da construtora Andrade Gutierrez autorizam os advogados do escritório Edgard Leite Advogados Associados a representarem a empresa em demandas judiciais.

“Já havíamos encaminhado ao MP uma representação, em maio, pedindo investigação sobre a suposta arrecadação ilegal de dinheiro para a campanha tucana, com base nas denúncias da IstoÉ. Conversei com o procurador-geral, Fernando Grella, e ele me garantiu que a investigação foi aberta, mas corre em sigilo de Justiça, por ter sido anexada aos autos da Operação Castelo de Areia, que está suspensa”, disse o deputado estadual do PT Antonio Mentor.

Para o presidente estadual do PT, Edinho Silva, há indícios suficientes de uma relação “pouco lícita” entre o ex-diretor da Dersa e as construtoras. “Como pode a filha representar as mesmas empresas que são fiscalizadas pelo pai? O poder público não pode se relacionar dessa forma com a iniciativa privada”, afirmou Silva, recém-eleito deputado estadual. “Além disso, é preciso apurar essa história do dinheiro arrecadado ilegalmente pelo engenheiro. Quem denunciou isso não foi a gente, foi o PSDB, que não viu a cor do dinheiro e reclamou à imprensa.”

Por meio de nota, o escritório de -advocacia classificou de “inconsistentes e maldosas” as acusações do PT. “A advogada Priscila Arana de Souza ingressou no escritório em 1º de junho de 2006. O escritório presta, há mais de dez anos, serviços jurídicos a praticamente todas as empresas privadas que compõem os consórcios contratados para a execução do trecho sul do Rodoanel de São Paulo”, registra o texto.

Procurado por CartaCapital, Paulo Preto não foi encontrado. Seus assessores informaram, na quinta-feira 14, que o engenheiro estava viajando. Na entrevista que deu à Folha, o engenheiro insinuou que sua função era a de facilitar as doações de empresas privadas com contratos com o governo de São Paulo ao PSDB. “Ninguém nesse governo deu condições de as empresas apoiarem (sic) mais recursos politicamente do que eu”, disse. Isso porque, sustentou, cumpriu todos os prazos e pagamentos acertados com as empreiteiras nas obras sob seu comando.

Nos últimos dias, Serra tem se mostrado irritado com as perguntas de jornalistas sobre o tucano honorário Paulo Preto. Em Porto Alegre, na quarta-feira 13, chegou a acusar o jornal Valor Econômico de atuar em favor da campanha de Dilma Rousseff. Perguntado por um repórter do diário, o presidenciável disse que o veículo, pertencente aos grupos Folha e Globo, “faz manchete para o PT colocar no horário eleitoral gratuito”, evidenciando como se incomoda de provar do próprio remédio. O destempero deu-se minutos depois de o candidato declarar seu apreço pela liberdade de imprensa. Além do mais, a reclamação é estranha: as manchetes de jornais e capas de revistas com críticas e denúncias contra Dilma Rousseff são matéria-prima do programa eleitoral do PSDB.

No domingo 17, Dilma e Serra voltam a se enfrentar no debate promovido pela Rede TV! Ninguém espera que se cumpra o vaticínio frustrado de “paz e amor” dado pelos jornais antes do primeiro confronto. A petista vai, ao que tudo indica, continuar a questionar Serra sobre as privatizações do governo Fernando Henrique e insistirá na comparação dos feitos do governo Lula com aqueles de seu antecessor. Segundo a pesquisa CNT-Sensus divulgada na quinta 14, os entrevistados consideraram Dilma Rousseff a vencedora do debate na Band.

Durante o debate, Serra nem sequer defendeu a própria mulher, Mônica, apontada por Dilma como uma das líderes de uma campanha difamatória de cunho religioso contra o PT, ao declarar a um evangélico no Rio de Janeiro que a candidata governista “gosta de matar criancinhas”. O fez depois, em seu programa eleitoral, ao tentar assumir o papel de vítima (segundo ele, a adversária tinha partido para a baixaria e atacado até a sua família).

Fonte:GGN

O país da bandidagem e da hipocrisia


Agente da PF na Lava Jato responde por corrupção





247 - O agente da Polícia Federal Newton Ishii, que atua na operação Lava Jato acompanhando presos como o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, não é bem um exemplo de integridade.

Newton Ishii foi preso pelos próprios companheiros de corporação em 2003, na Operação Sucuri, que investigava uma quadrilha que realizava contrabando na fronteira do Brasil com o Paraguai, segundo nota publicada pela coluna Expresso, de Época.

O agente foi acusado de corrupção e chegou a ser expulso da Polícia Federal, mas conseguiu depois se reintegrado à PF. Ishii responde atualmente a processos criminal e civil, além de uma sindicância.

 PORTARIA Nº 671, DE 14 DE ABRIL DE 2014
O DIRETOR DE GESTÃO DE PESSOAL DO DEPAR-
TAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL, usando das atribuições que lhe
são conferidas pelos incisos XIII e XVIII, do artigo 32, do Regimento
Interno do DPF, aprovado pela Portaria nº 2.877, de 30.12.2011,
publicada no Diário Oficial da União nº 1, de 02.01.2012, Seção I,
pp. 36/44, nos termos do Acórdão nº. 66282013 - TCU, Segunda
Câmara, que decidiu pela ilegalidade de sua aposentadoria, constante
no Processo n° 08389.011056/2003-45, resolve:
Revogar a Portaria n° 1902, de 03 de outubro de 2003,
publicada no Diário Oficial da União n° 193, de 06 de outubro de
2003, que concedeu aposentadoria ao servidor NEWTON HIDENORI
ISHII, matrícula SIAPE n° 182.948, ocupante do Cargo de Agente de
Polícia Federal, Classe Especial, do Quadro de Pessoal do Depar-
tamento de Polícia Federal, e determinar o seu retorno à atividade e
ao efetivo exercício de suas atribuições no referido cargo."
DANIEL RESENDE ALCANTARA

terça-feira, 28 de julho de 2015

FHC — o Neoliberal I — perdeu o juízo, se algum dia o tucano o teve

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, também conhecido como FHC é um ex-presidente politicamente conservador, inquilino da casa grande, que, vítima de uma fortíssima e tenebrosa amnésia, “esqueceu” tudo o que disse e escreveu, bem como pediu às pessoas para esquecerem também tudo o que ele fez, no decorrer de sua vida, a exemplo do que o grão-tucano disse e escreveu.

Parecem confusas essas afirmativas, não é? Porém, elas retratam, fidedignamente, tudo o que o Fernando Henrique Cardoso o é: negligente e incompetente; entreguista e antinacionalista; dissimulado e manipulador; e agora, na altura do campeonato de sua vida já octagenária, o grão-tucano, portador das características de um camaleão, torna-se oportunista e golpista.

Nada disso o que eu assevero é pessoal. Apenas retrato o que o ex-presidente tucano se mostrou em seus mandatos, pois governou o Brasil como se fosse um caixeiro viajante ao invés de ser um estadista, porque vendeu suas estatais estratégicas sem dimensionar o mal que cometeu, pois quando um povo tem seu patrimônio vendido lhe é subtraído ou prejudicado seu direito de se desenvolver, pois as empresas públicas têm como meta primordial zelar pela distribuição de benefícios, de renda e de riqueza.

Quando as estatais são entregues a grupos meramente capitalistas, a exemplo das empresas de telefonia, que visam somente acumular dinheiro, pagar mal seus empregados e fazer remessas de lucros exorbitantes, além de oferecerem um péssimo serviço, o povo sente, porque o dinheiro em mãos privadas somente serve para atender às demandas pessoais e empresariais de corporações econômicas que não tem o mínimo de compromisso com o desenvolvimento do Brasil.

FHC é o Neoliberal I, também conhecido como o Príncipe da Privataria. Trata-se daquele senhor tucano, que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado, com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes. Repito: três vezes! Ele ainda repartiu e sucateou a Petrobras, afundou a maior plataforma do mundo — a P-36, e, não satisfeito, foi o autor, inconteste, de um apagão de energia que durou um ano e meio. Repito: um ano e meio! Um recorde negativo de todos os tempos.

Além disso, não satisfeito com sua sequência de incompetências e inaptidões para governar, FHC aniquilou com a indústria naval deste País, bem como vendeu a Vale do Rio Doce, a segunda maior empresa pública brasileira, cujas riquezas estão debaixo da terra. Repito: debaixo da terra! Não é surreal o governo predador desse tucano do PSDB? Existem também tucanos no PMDB, no DEM, no PPS, no PSB, no PP e até mesmo no PT, vide o senador Delcídio Amaral e Cia.

Então, vamos à pergunta que se recusa a calar: “Como mensurar o valor de uma empresa da grandeza da Vale se os produtos com os quais ela trabalha para depois vendê-los estão debaixo da terra? E como saber das terras que têm riquezas em seus subterrâneos se o Brasil é um País continente e, por sua vez, existem terras pertencentes à Vale do Rio Doce, que até hoje não foram exploradas? A resposta eu deixo para o ex-presidente FHC ou para o senador José Serra, entreguista contumaz, um dos líderes emblemáticos da privataria dos anos 1990, e que recentemente apresentou projeto no Senado que praticamente entrega o Pré-Sal às petroleiras estrangeiras. O DNA tucano é realmente lastimável.  

Hoje o grão-vizir da tucanagem posa como o líder da oposição, quando, não, dispõe-se a fazer o papel de decano do bom senso ou de guardião da democracia. Seria cômico se não fosse ridículo e trágico ter que ouvir ou saber das bobagens de Fernando Henrique Cardoso, que vestiu beca, samarra e capelo para apostar no golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, eleita legalmente pela maioria do povo brasileiro.

Isto mesmo, o doutor e “príncipe” sociólogo, Fernando Henrique Cardoso, mandou novamente todo mundo esquecer que ele um dia fingiu ser um democrata, mas que agora, por motivos “alheios” à sua vontade de pôr um tucano na Presidência da República, optou por ser um golpista com doutorado e, consequentemente, um desestabilizador da democracia brasileira com pedigree, o que o faz ser perdoado pelas classes dominantes, admirado pelos abutres da imprensa empresarial e também pelos coxinhas de classe média, batuqueiros de panelas de barrigas cheias, ao tempo que preconceituosos e analfabetos políticos.

A verdade é que Fernando Henrique disse a seguinte pérola, na recente convenção do seu partido em Brasília: “O PSDB está pronto para governar o País”. É isto mesmo. O tucano de alta plumagem e bico longo (por causa disto ele fala sem parar) considera que o governo perdeu a credibilidade. O governo federal administrado pelo PT, lógico. Não se confunda. Para FHC, quem tem credibilidade é o governo de São Paulo de Geraldo Alckmin, aquele que, junto com Serra e Cia., privatizou quase que totalmente o Estado bandeirante.

O privatizou, sim, bem como o deixou sem água, além de serem os responsáveis pelos problemas graves sobre acusações e denúncias relativas ao metrô, aos trens e à Sabesp, bem como serem alvos de queixas e protestos contra os altos preços dos pedágios das rodovias e estradas, todas privatizadas. Se existe alguma coisa na vida que político tucano sabe fazer é vender o patrimônio público que ele não construiu. E por que tucano não constrói? Fácil o é a resposta: porque ele não pensa o Brasil. Oh, alma vazia, fútil e leviana de predador de seu País, porque conspira contra o próprio povo. Oh, vira-lata colonizado e subserviente às causas alienígenas ao Brasil. Remova-se! Manchas se removem, e como tal o é o pensamento entreguista e neoliberal dos tucanos.

Voltemos ao grão-vizir de bico longo e voo curto. Como assim cara pálida? O PSDB está pronto pra governar? Governar o País? Só se for em 2019, se vencer as eleições de 2018. Tudo o que está fora desta agenda política é golpe, baixaria e ausência de discernimento histórico sobre o Brasil e seus golpes de estado, renúncias, deposições, suicídios, exílios e mortes. Um verdadeiro filme (real) de tragédias dirigido por “diretores” inquilinos da casa grande de DNA escravocrata. Pessoas sem limites, que não dimensionam as consequências de um golpe contra uma presidenta legalmente constituída e eleita pelo povo.

Fernando Henrique Cardoso está a brincar de incendiar fogueiras. Incendiá-las não é o problema. O problema é quando se usa gasolina para apagá-las. Agora, o tucano, após afirmar que o PSDB está pronto para governar, ele diz, em seu facebook, que "O momento não é para a busca de aproximações com o Governo, mas sim com o povo. Qualquer conversa não pública com o governo pareceria conchavo na tentativa de salvar o que não deve ser salvo". Salvar do quê e quem de quê? O PT e o Lula nunca quiseram falar com o FHC. Pantomima e malandragem pura, com os auspícios da Folha.

Anteriormente, o político veterano, que representa principalmente os interesses das oligarquias paulistas, usou a Folha de S. Paulo para propor a abertura de diálogo com o ex-presidente Lula, virtual candidato do PT às eleições de 2018. O tucano se dispôs, inclusive, a debater temas como a reforma política. Balela! FHC nunca foi magnânimo. Ele apenas cometeu uma pantomima política, porque o Neoliberal I nunca pensou o Brasil. Ao contrário, o ex-presidente sempre desprezou o poderoso País de língua portuguesa, a sexta economia do mundo, que tinha tanto patrimônio, que possibilitou a FHC e sua trupe a formalizar e depois colocar em prática a segunda maior privatização da história do mundo, sendo que a primeira foi a privatização da União Soviética — a Rússia.

Depois pessoas nacionalistas e com discernimento histórico do que acontece atualmente têm de suportar o insuportável, ou seja, os coxinhas paneleiros de classe média e média alta, além dos ricos, chamarem o Brasil de merda e a vociferar que neste País nada presta, sem, no entanto, olharem-se no espelho. Vão às ruas como se fossem fantoches da velha mídia, mas despidos de conteúdo político e trabalhista, pois desprovidos de uma pauta séria de reivindicações e exigências.

Só gritam palavras de ordem baseadas em notícias e manchetes elaboradas pelos empregados dos magnatas bilionários de imprensa, que até hoje não sei como essa gente ainda não foi presa. Será que os magnatas bilionários são inimputáveis neste País? Vamos ver... Afinal os donos de empreiteiras e construtoras estão presos. Quem sabe um dia o Brasil seja realmente passado a limpo e, por conseguinte, lermos e ouvirmos manchetes sobre as prisões de magnatas bilionários em seus próprios jornais impressos, radiofônicos e televisivos?

Considero que pau que bate em Chico também bate em Francisco. Mas não considero que em casa de ferreiro o espeto sempre é de pau. Às vezes é de ferro, o que me faz acreditar que vento que bate cá bate lá também. Pena que os parlamentares do PT não saibam mais disso, porque não sobem à tribuna do Senado e da Câmara para informar ao povo brasileiro o que está atrás do impeachment de Dilma Rousseff. Dizer ao público quais são as razões da direita partidária e dos grupos midiáticos a serviço da plutocracia tentar paralisar as atividades e as ações do Governo Dilma. Para quem não sabe, conspirar para derrubar governos eleitos legitimamente é crime e passível de punição. Conspire contra o presidente Barack Obama para ver no que vai dar...

Ao retomar o assunto FHC, quero destacar que seus governos o foram celeiros de escândalos, muitos deles de enormes proporções, além de conquistar maioria no Congresso por meios ilícitos, com pagamentos de “mesadas” a deputados e senadores, bem como comprou a sua reeleição por meio de uma emenda à Constituição, que o recolocasse pela segunda vez consecutiva no poder, conforme declarações publicadas na imprensa familiar por parlamentares da época. São públicas e notórias tais declarações quanto a este assunto.

Mentiu e mente até hoje o Neoliberal I sobre a autoria do Plano Real, que, inclusive, foi lançado sob a guarda do ministro da Fazenda, Rubens Ricupero. O tucano-mor traiu o presidente Itamar Franco, porque qualquer plano econômico que seja efetivado tem de ser realizado com o conhecimento e a autorização do presidente da República, sendo que o mandatário naquela ocasião histórica era o político das Minas Gerais, Itamar Franco, que disse certa vez: “Fernando Henrique entende menos de Matemática do que eu; entende tanto de Economia quanto eu. Talvez, eu até entenda mais de Economia do que ele”. E complementou: “O Fernando Henrique não reconhece que foi eleito por mim e que o Plano Real aconteceu no meu Governo”. FHC trai. Ponto.
  
A polarização política e ideológica que transtorna o Brasil desde as manifestações de rua de junho de 2013 e que seguem cada vez mais radicalizadas no âmbito dos poderes do Estado, a reverberar a crise política em termos publicitários em favor de um golpe contra uma mandatária constitucionalmente eleita, a imprensa de mercado e familiar transforma o Brasil em um País institucionalmente instável, a partir da hora que autoridades do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal passam a ser agentes que influenciam diretamente na economia, na política, porque seguem a pauta política de empresários dos meios de comunicação privados, que nunca tiveram, não têm e jamais terão quaisquer compromissos com o desenvolvimento do Brasil e de seu povo.

Pelo contrário, se tais magnatas bilionários proprietários de um sistema midiático oligopolizado puderem estancar e até mesmo retirar as conquistas dos trabalhadores brasileiros o farão. Todavia para concretizar seus projetos econômicos e financeiros, eles precisam derrotar os governantes que tanto atazanam a vida deles, no que diz respeito às tentativas de colocarem no poder seus candidatos de perfis conservadores e compromissados com os interesses da plutocracia a qual pertencem os empresários de mídias, os mais atrasados dentre todos os setores da escala empresarial, ao ponto de causarem a destruição de qualquer empreendedor que não seguir sua cartilha política.

O problema de FHC e de seu alter ego, senador Aécio Neves, foi a quarta derrota consecutiva para um candidato do PT. A frustração e o inconformismo dos tucanos suplantaram os limites da realidade e da sensatez. A derrota atingiu em cheio a autoestima da direita e de um candidato acostumado a vencer eleições, como o neto de Tancredo Neto, que sempre teve tudo nas mãos.

O PSDB e suas lideranças dessa vez perceberam que poderiam vencer, tiveram muitos votos, mas não o suficiente para resgatar o poder presidencial. É como se eles tivessem chegado ao máximo da temperatura para chegar ao pódio e de repente são alvos de uma ducha fria que os recolocou frente a frente à realidade. Realmente, a dor moral e psicológica foi grande e inusitada. Primeiro, os tucanos se sentiram irremediavelmente surpresos, depois veio um certo abatimento, para logo após se entregarem de corpo e alma ao inconformismo e à fúria dos que consideram a derrota um castigo ao invés de aprendizado.

Contudo, FHC — o Neoliberal I — ao que parece não aprendeu muita coisa. Se tivesse aprendido, não apagaria fogo com gasolina. Afinal, o tucano tem 84 anos e foi testemunha ocular de muitas crises políticas e institucionais deste País, que, insisto, tem vocação para o desenvolvimento e o progresso, mas que tem a morar em suas terras uma das piores e mais perversas “elites” do mundo. Não é à toa que tivemos quase 400 anos de escravidão. Dilma não cai. Lula vai ser candidato se ele quiser. E FHC perdeu o juízo, se algum dia o tucano o teve. É isso aí

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Boa noite! Ta aqui pros censores

Guerra suja contra Lula repercute na América Latina




O jornal argentino "Página 12" afirma, em artigo, publicado no domingo (26), que renasce no Brasil uma "campanha suja" contra o ex-presidente Lula; o texto assinado por Dário Pignotti diz que "um procurador-adjunto sem um grande currículo e com 245 acusações de negligência processual, em tempo recorde, elaborou uma acusação contra Lula", baseado em matérias do jornal O Globo, sobre viagens feitas pelo ex-presidente entre 2011 e 2014; Pignotti ressalta ainda que reportagem da revista Época que acusa Lula de ser um operador da Odebrecht, "sem qualquer prova documental ou testemunhal"

247 - O jornal argentino "Página 12" afirma, em artigo, publicado no domingo (26), que renasce no Brasil uma "campanha suja" contra o ex-presidente Lula. O texto assinado por Dário Pignotti diz que "um procurador-adjunto sem um grande currículo e com 245 acusações de negligência processual, em tempo recorde, elaborou uma acusação contra Lula", baseado em matérias do jornal O Globo, sobre viagens feitas pelo ex-presidente entre 2011 e 2014. Pignotti cita ainda reportagem da revista Época que acusa Lula de ser um operador da Odebrecht, "sem qualquer prova documental ou testemunhal". 

A matéria do jornal argentino ressalta que as viagens feitas pelo ex-presidente foram públicas e não foram realizadas a pedido da Odebrecht. "Para completar a desinformação, escapa nota devidamente explicando que várias dessas viagens foram para o exterior para receber prêmios e títulos honoris causa em Espanha, Estados Unidos e México, ou realizar reuniões com ex-presidentes, como fez duas vezes com Bill Clinton", ressalta.

O Página 12 cita ainda depoimento da jornalista Tereza Cruvinel, colunista do 247, que diz que a Globo possui um "plano editorial para acabar com o capital simbólico e político de Lula". "Esta novela começou a ser delineado desde 2003 e agora começa a tomar forma. No epílogo desejado pelos seus autores, Lula sai da história, lugar que tem o direito por sua história, e termina vergonhosamente como um processado, inelegível, para assim o povo não poder repetir a ousadia de eleger novamente alguém que saiu da pobreza e da classe trabalhadora ", afirma Cruvinel.

O texto na íntegra, em espanhol, aqui.

A crise é dos ricos

ONU: Brasil atingiu meta do milênio em redução de pobreza e fome






Edgard Júnior | Radio ONU | Agência Brasil | Nova York - A especialista do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) Renata Rubian afirmou que o Brasil conseguiu atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, ODMs, em relação à pobreza e à fome. Em Nova York, Rubian disse em entrevista à Rádio ONU que o país buscou metas bem mais ambiciosas do que as determinadas pelas ODMs.


"Por exemplo, a meta de redução da pobreza no Brasil não é de 50%, a meta de redução do Brasil que o governo adotou é de reduzir a 25% a incidência da pobreza extrema. A meta de redução da fome no Brasil também não é de redução de incidência de 50%. É uma meta de erradicação da fome", disse Rubian.


Em relação aos países de língua portuguesa, ela citou resultados mistos. Rubian falou sobre a situação em Angola, Moçambique, Cabo-Verde, Guiné-Bissau e Timor-Leste, que registrou avanços no setor de saúde.


"O Timor-Leste ainda não atingiu a meta de redução de pobreza, mas a gente vê que o Timor é um sucesso, na verdade, na redução da mortalidade infantil e na melhoria da saúde materna. No caso dos países africanos, é uma situação complexa. A gente vê, por exemplo, Angola e Moçambique que têm um crescimento econômico astronômico. Angola, a gente sabe muito bem de todas as riquezas naturais, como diamantes e petróleo. Mas infelizmente, no caso de Angola e Moçambique, esse crescimento econômico não se traduziu numa redução da pobreza."


No geral, a especialista do Pnud afirmou que o mundo conseguiu reduzir a taxa de pobreza de 36% em 1990, para 15% atualmente. Segundo ela, os grupos mais afetados pela pobreza extrema são as mulheres, os idosos, as pessoas com deficiências e as minorias étnicas.


Dados


Rubian disse que houve um avanço no plano global, em termos absolutos, mas quando analisados os dados agregados, os desafios continuam em várias áreas. No caso do objetivo 8, da parceria para o desenvolvimento global, Rubian explica que ele propõe mudanças em vários setores como o financeiro, principalmente no comércio internacional. Ainda na lista estão negociações para o perdão da dívida externa de países, acesso a medicamentos e à tecnologia.


"Em termos de tecnologia a gente pode dizer que essa é uma área de tremendo sucesso. A gente até compara... em vários países uma pessoa pobre tem acesso a um telefone celular mas não tem acesso a um banheiro, a um vaso sanitário. É um dado estatístico triste mas é a realidade. Em relação à telefonia celular foi um momento enorme e temos 95% da população, a gente calcula, com acesso a um telefone celular."


Agenda Pós-2015


Renata Rubian falou também sobre como a luta contra a pobreza e a fome e os esforços para o desenvolvimento se encaixam na nova agenda sustentável pós-2015, que será aprovada em setembro.


A especialista do Pnud chamou a atenção para os princípios de sustentabilidade que vão estar incluídos no novo documento. Ela citou o princípio da integração entre os fatores sociais, econômicos e ambientais e também o da universalidade, que tem duas dimensões.


Rubian explicou que a agenda será aplicada a todos os países: desenvolvidos e em desenvolvimento e trará metas universais, como por exemplo, acabar mundialmente com a pobreza e a fome até 2030.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Censuraram o Terror do Nordeste



Liberdade de expressão só é boa quando quem escreve o livro, o texto, quem anuncia a notícia faz do jeito que o defensor dela(da liberdade de expressão) gostaria que fosse. Do contrário, não presta.

Ou como diria o poeta Augusto Branco:"As pessoas gostam do ideal de liberdade de expressão até o momento em que começam a ouvir aquilo que elas não gostariam que dissessem a respeito delas".



Esse pobre blog, que não ganha nem sequer 1 centavo de governo, de partido político para defendê-los (tenho blog como hobby, não preciso de dinheiro para mantê-lo), é vítima dessa tal liberdade de expressão, tão propalada pelos coxinhas, que vivem a acusar o governo do PT de bolivariano, de inimigo da imprensa.

Primeiro, fui interpelado criminalmente pelo senhor Tuma Júnior, que não gostou porque eu reproduzi uma matéria do Estadão e do Jornal Nacional (sim, na época, o JN falava mal, só para criticar o governo Lula, das pessoas que hoje são contra o governo Dilma, Tuma é um exemplo disso). O caso se referiu a um tal chinês contrabandista. Não se tem notícia que Tuma Júnior processou o Estadão e o JN. O Terror do Nordeste ele tentou processar, só não processou porque eu excluí a matéria. Esse mesmo Tuma Júnior, que detesta quando se escreve algo sobre ele, escreveu um livro injurioso contra Lula e criou uma página no Facebook só para falar mal, com várias mentiras e calúnias, da presidente Dilma. Depois de criticado, Tuma Júnior disse que ele não faz mais que exercer a liberdade de expressão, Bonito, não?

 

Segundo, um juiz aqui do Recife andou procurando um advogado amigo meu pedindo para eu retirar várias matérias que escrevi sobre ele durante a eleição de 2012, sob pena de me processar judicialmente.Eu, prontamente, exclui todas as matérias.

Por último, um dublê de publicitário, advogado, empresário, muito conhecido por essas bandas, ajuizou ação cautelar contra mim pedindo ao juiz a retirada do ar do Terror do Nordeste. O juiz, até um pouco sensato, determinou que eu excluísse tão-somente a matéria que tanto incomodara o poderoso, sob pena de multa diária de R$ 300 reais em caso de descumprimento da decisão. De que fui acusado? De reproduzir, sem nenhum comentário meu, uma matéria publicada por um outro blogueiro aqui do Recife.Vejam que absurdo. Provavelmente, não tenho certeza, o cara não processou as pessoas que embasaram a matéria reproduzida.Infelizmente é assim: a corda só quebra nas costas do mais fraco.Alertado pelo advogado do poderoso, eu exclui a matéria, mas digo uma coisa:se eu tivesse dinheiro suficiente iria até o fim, afinal, não acusei ninguém, apenas reproduzir uma matéria baseada num fato público.

Todas esses pessoas a que fiz referência aqui têm Facebook, Twitter, WhatsApp, Google +, entrem nas páginas deles e vejam o quanto defendem a liberdade de expressão.Ah!, para eles, liberdade de expressão é coisa sagrada.Quem censura a imprensa é bolivariano.São cínicos, são hipócritas, são covardes! 

São essas coisas que me deixam triste, indignado, dá até vontade de excluir, de vez, o Terror do Nordeste. É lamentável que em pleno século XXI pessoas influentes tentem censurar um blog que não ganha nada para informar as pessoas, que só publica matéria honestamente, sem distorcer os fatos, sem mentir.

Se eu fosse processar as pessoas que comentam na caixa de comentário do blog já estaria rico.São xingamentos impublicáveis. Me ameaçam de morte, esculhambam minha família, me chamam de viado, corno, maconheiro, nordestino safado.Tenho arquivadas todas as agressões, mas não processei nem vou processar ninguém. Não vou perder meu tempo litigando com as pessoas que comentam no blog, principalmente as que eu nem sequer conheço.Isso, para mim, é que o se chama de liberdade de expressão.

Mas é isso aí, vou continuar, não com o mesmo entusiasmo, atualizando o blog, mas confesso que penso em desistir disso tudo. Não tolero censura, não admito ser processado por algo que não fiz de errado.As matérias que publico aqui, afora as bobagens que eu escrevo,  são de domínio público, não são inventadas.

Volto a repetir: não ganho nem sequer 1 centavo de governo, de partido político para defendê-lo, tenho blog como hobby, não preciso de dinheiro para mantê-lo.

Boa noite a todos!