quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

O Bolsonaro do PMDB

Chora, coxinha

Por que Mariel é “um golaço” na Cuba sem embargo comercial?

17 de dezembro de 2014 | 19:43 Autor: Fernando Brito
mariel
A jornalista Patrícia Campos Melo, especialista em assuntos internacionais, escreve na Folha um artigo sobre o “golaço” marcado pelo Brasil ao financiar a construção do Porto de Mariel em Cuba, sobretudo agora que os Estados Unidos reataram relações diplomáticas com a ilha e, ao que tudo indica, o embargo comercial de 52 anos está por cair.
Foi o que bastou para uma legião de comentaristas “coxinhas” começarem a xingar e ofender a colunista.
De fato, parecem ser tão pouco inteligentes que não conseguem enxergar o óbvio.
Então, com a paciência que devemos ter com este pessoal, vamos explicar.
A primeira vantagem – além de termos gerado encomendas ao Brasil maiores que o valor financiado –  é que, com o provável fim do embargo, fica mais sólida a estrutura de financiamento, organizada na base do “project finance”, onde a receita do empreendimento é que paga o dinheiro nele invertido. Isso dá mais liquidez aos recebimentos e torna, na prática, o financiador um “sócio” das receitas operacionais.
Mas este é o “de menos”.
Mariel é uma zona econômica especial em Cuba, onde se permite até 100% de capital estrangeiro nas empresas. Com a normalização das relações comerciais, será uma “plataforma de exportação” de manufaturados e de semi-manufaturados para os EUA.
Mariel fica a menos de 200 km da costa da Flórida.
É preciso falar das ventagens que terá sobre outras zonas de processamento de exportação hoje usadas pelos EUA, como a de Colón, no Panamá, que fica a 1.800 quilômetros de Miami? Outra plataforma logística, a Península de Yucatán, no México, fica a 900 quilômetros…E Barranquilla, zona especial da Colômbia, com as curvas necessárias para contornar a própria Cuba, a uns 2.500 km.
Dá para entender também que o Brasil tem seu porto mais próximo da costa oeste em Itaqui?  Bagatela de 5 mil quilômetros…
É possível entender que Mariel tem tudo para funcionar tanto  como umhub para conexões com portos do Golfo do México e da costa oeste americana, tanto para grãos e minérios quanto para peças e partes para montagem local?
Não é, claro, a vantagem de carregar/descarregar/carregar ou montar por lá. É reduzir custo e aumentar vendas, por ganhos de competitividade.
Será que agora eles vão entender que o diretor internacional da Fiesp, Thomaz Zanotto, no video que posto abaixo,  não defende o financiamento brasileiro ao porto por ser comunista ou “bolivariano”.
Mas talvez seja demais para os “lobetes”.



Tijolaço

E agora, coxinha babaca?

Cuba leiloa com EUA e Rússia porto erguido pelo Brasil

Leandro Mazzini

putin
Fonte: fotospublicas.com
Uma nova Guerra Fria, em novo contexto. É o que se depreende do episódio.
O governo do Brasil fez papel de bobo no Caribe, com o ‘aliado’ governo cubano. Bancou, via BNDES, e inclusive com R$ 240 milhões a fundo perdido, a construção do Porto de Mariel, com a esperada reabertura comercial e fim do embargo americano ao País de Fidel.
Mas quem vai faturar bonito são Estados Unidos e Rússia. Depois de os EUAfazerem oferta pela operação da área, agora foi o presidente russo, Vladimir Putin, quem avisou a Raúl Castro que pretende a área. Para isso, Putin perdoou dívida de US$ 35 bilhões dos cubanos. A revelação é do jornalista Marcelo Rech, de Brasília, editor do site InfoRel
As negociações para o perdão da dívida duraram 20 anos. Putin ainda avisou aos Castro que vai reinvestir em US$ 2,6 bilhões em Cuba – principalmente direcionados a Mariel. Putin correu para Cuba um mês depois de os americanos fazerem a oferta de operação do porto. Recomeçou, assim, uma nova ‘guerra fria’ entre EUA e Rússia.
CADÊ?
A presidente Dilma investe no discurso de que mais de 300 empresas brasileiras vão ser beneficiadas com o porto de Mariel, mas não há lista e ninguém sabe quais são.

O grito idiota de “Vai pra Cuba” foi para o espaço com a reaproximação de Obama

Por Kiko Nogueira




O grito de guerra “Vai pra Cuba” foi ferido de morte na tarde de quarta feira, 17 de dezembro.

Num pronunciamento, Obama anunciou medidas para normalizar as relações diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba mais de 50 anos depois da ruptura.

Parte do acordo incluiu uma troca de prisioneiros: os cubanos libertaram Alan Gross, preso há cinco anos por espionagem, e um agente cujo nome não foi revelado. Os americanos soltaram três cubanos.
“O isolamento não funcionou”, disse Obama. “Está na hora de uma nova abordagem”.

O embargo econômico continua, mas haverá um esforço no sentido de amenizá-lo. Os EUA restabelecerão uma embaixada em Havana. Viagens de americanos serão “flexibilizadas”, o limite de dinheiro enviado sobe de 500 para 2 mil dólares, empresas de telecomunicações poderão se instalar na ilha. Será revisto o status de Cuba como “estado patrocinador do terrorismo”.

De acordo com o New York Times, foi um movimento corajoso de Obama. “Muito provavelmente, a história vai provar que ele tinha razão”, lê-se num editorial intitulado “Um Novo Começo”. Como dizia Solozo, de “O Poderoso Chefão”: “Nada pessoal. É apenas bíziness”.

Mas a reaproximação deixa com a brocha na mão milhares de idiotas. É mais ou menos como o estádio num show de Paul McCartney descobrir que o refrão de “Hey Jude” era dedicado a Hitler. Qual o sentido em cantar?

O “Vai pra Cuba” foi consagrado como o xingamento máximo de reacionários cabeça oca, o apelo ao degredo mais asqueroso, o inferno, o oposto de Miami. Mas como soltar esse berro da garganta agora que o companheiro Obama, o líder da maior nação do mundo livre, comete esse ato de traição?

Aécio, mesmo, pegou carona na onda. Atacou, por exemplo, o porto de Mariel nas eleições. “O seu governo optou por financiar a construção de um porto em Cuba, gastando R$ 2 bilhões do dinheiro brasileiro, enquanto os nossos portos estão aí esperando”, disse a Dilma num debate.

Aécio sabe que seu anticubanismo é papagaiada. Sua irmã Andrea esteve em Havana algumas vezes e registrou sua felicidade em seu blog, misteriosamente retirado do ar depois que foi notícia no DCM. Mas o que valia para Aécio, naquele momento, era agradar aos bolsonaros e denunciar a ditadura socialista do PT.

Cuba se aproximou de Miami. Logo mais surge uma ponte feita pela Odebrecht. O mundo real deu uma rasteira na paranoia.

Agora: haverá um período de luto até que a ficha caia. O “Vai pra Cuba” deve prosseguir por algum tempo no coração de acéfalos inconformados. Os comentários nos portais são uma aula sobre a ausência de limites da estupidez.

“Estão alimentando o monstro comunista. Esse Obama nunca me enganou, é um melancia, verde por fora e vermelho por dentro”, escreve um sujeito no site da Exame.

“TRAIDOR. O que esperar de um socialista??”, escreve outro.

No Uol:

“Obama tem e que bombardear cuba acabar com todos os cubanos e Dilma e Lula também”.

“Espero que em 2016 os Republicanos voltem ao poder nos EUA”.

“Se for para invadir e derrubar o sistema e ajudar o povo cubano…”

E um longo, interminável etc. Por enquanto, o papa, articulador do reatamento, está sendo poupado. 

Francisco avisou que visitará Cuba em 2015. Até lá, tudo pode acontecer, ainda mais se depender de comunistas safados como Obama, Francisco e os Castro.


Sobre o Autor
Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

O camarada Obama é o cara

Porto de Mariel, muito criticado durante toda a campanha por aqueles cabriolés que só enxergam numa direção, agora mostra toda a sua importância estratégica para a região e o Brasil, em razão da proximidade com os Estados Unidos. No contexto do reatamento diplomático entre Estados Unidos e Cuba, o porto de Mariel nas proximidades de Havana, ganha potencial para se tornar via rápida de exportações brasileiras para a maior economia do mundo. Choram os derrotados sem visão de mundo.
Lambido do Face do amigo Ivann Ivann

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Provas contra Daniel Dantas não valem, decide STF. Estavam no andar errado…


Autor: Fernando Brito
dantas
O juiz Sérgio Moro, diz o UOL, começou investigando um “posto de combustível, Lava Jato “evoluiu” e apura fraudes bilionárias”.
Agora, o STF anula as provas obtidas nas operações Satiagraha e Chacal sobre Daniel Dantas e o banco Oppurtunity porque elas estavam nos “dados de um disco rígido (de um computador) da instituição financeira” em um andar diferente do 28° 28º andar de um edifício no Rio de Janeiro”.
Andar errado, portanto e o relator, Ministro Gilmar Mendes, disse que “os policiais identificaram um novo local de interesse, fora do âmbito do mandado expressamente direcionado ao 28º andar” e a Ministra Carmem Lúcia completou dizendo que isso era “invasão de espaço privado”.
Leia o texto do Valor e imagine se, no julgamento da Lava-Jato, forem usados os mesmos critérios…
Thiago Resende | Valor
BRASÍLIA  –  O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou como ilegais provas obtidas na sede do Banco Opportunity contra o empresário Daniel Valente Dantas, investigado pelas operações Satiagraha e Chacal, da Polícia Federal (PF), envolvendo crimes financeiros. O habeas corpus foi julgado pela Segunda Turma da Corte e cabe recurso da decisão, que foi unânime.
A defesa de Dantas alegou que dados de um disco rígido da instituição financeira foram copiados sem ordem judicial específica.
Em outubro de 2004, policiais federais cumpriam mandado de busca e apreensão no endereço profissional do empresário, localizado no 28º andar de um edifício no Rio de Janeiro. O documento foi expedido pelo juiz da 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo. A sede do banco, no entanto, ficava em outro andar do mesmo prédio. Então, um juiz substituto autorizou a cópia de informações da instituição financeira.
O relator do processo, ministro Gilmar Mendes, já havia votado a favor da ilegalidade das provas e da devolução do material apreendido na sede do banco e de eventuais cópias dos dados. Para ele, um mandado como esse deve indicar, da forma mais precisa possível, o local em que será realizada a ação.
“Ocorreu que os policiais identificaram um novo local de interesse, fora do âmbito do mandado expressamente direcionado ao 28º andar”, afirmou Mendes.
A ministra Cármen Lúcia, que tinha pedido vista (mais tempo para analisar) do caso, reabriu o julgamento do habeas corpus, concordando com o voto do relator. A ação dos agentes foi uma “intrusão em espaço privado”, o que descumpre normas constitucionais, argumentou ela.
“Ninguém pode ser investigado, ninguém pode ser denunciado, ninguém pode ser processado e muito menos condenado com base unicamente em provas ilícitas”, disse o ministro Celso de Mello, elogiando o voto do relator, que, segundo ele, é “preciso, coerente e integralmente compatível com o nosso sistema judicial”.
“Não podemos, não importa de quem se cuide, de quem se trate, não importa de que infração penal se cogite, o fato é que todos estamos sobre o império e a proteção da autoridade das leis e da Constituição da República. E esse é o anteparo que nos protege contra eventuais abusos, conscientes ou não, dolosos ou não, de agentes da autoridade pública”, completou Mello.
O presidente da Turma, Teori Zavascki, pouco comentou sobre o caso – apenas declarou que concordava com o voto do relator, o que tornou a decisão unânime.

Tijolaço

Que Justiça é essa?



Daniel Dantas, quando preso na Operação Satiagraha, disse uma frase antológica em relação à Justiça do Brasil.Segundo Dantas, se ele fosse preso por um juiz de primeiro grau o juiz lá de cima livraria a barra dele.Pois bem. Foi isso que ocorreu agora. O STF, através de sua Segunda Turma, anulou as provas que redundaram na prisão de Daniel Dantas durante a mencionada operação.Motivo:a ordem da Justiça do Primeiro Grau era para fazer as buscas e apreensões na sede do Banco Opportunity, no 28º andar de um prédio no Rio de Janeiro.No entanto, Protógenes fez as buscas no 3º andar do mesmo prédio, pois era lá onde se encontravam as provas de toda corrupção ocorrida na época da privatização das teles.No local(3º andar), foram apreendidos HD de computadores com a lista de vários clientes graúdos, até o nome de presidente da República e Ministros de Estados constavam na lista.Vejam só: só por que a apreensão foi num local onde havia provas concretas dos trambiques de Dantas o processo foi anulado.Que país é este? Como diria a presidente Dilma: os tucanos roubaram, roubam, roubam e continuam soltos.Enquanto outros que nunca roubaram continuam presos.O negócio é passar bola, como diria PHA. Leia a matéria aqui.

O chilique de Pandolfi, babão de Geraldo Júlio(PSB)

Durante a audiência pública realizada ontem, para discutir o projeto de lei de Geraldo Júlio para criar uma empresa de propósito específico para emitir títulos (debêntures) para contrair empréstimos para cobrir os rombos de sua gestão, o secretário de Finanças, Roberto Pandolfi, descontrolou-se ao ser contraditado por um especialista que mostrou a ilegalidade e a imoralidade da proposta e que fere a Lei de responsabilidade Fiscal, além de ter por trás o banco JP Morgan, que foi um dos responsáveis pela crise financeira mundial de 2008, justamente por esse tipo de pirâmide financeira que está sendo reeditada com títulos públicos de prefeituras. Outro ponto obscuro foi a contradição flagrante do procurador representante da gestão que afirmou que a empresa não teria capital privado, pois seria uma empresa de capital fechado, quando esse tipo de empresa, de capital fechado, não pode emitir debêntures. Deixando claro que ou mentiram na audiência pública ou nem eles entendem o que estão fazendo…Sobre a NSG, questionada por mim e por Claudia Terena Ribeiro, do Simpere, a resposta foi o silêncio:
Audiência Pública ocorrida na Câmara Municipal dos Vereadores do Recife em 15/12/2014 e convocada pela vereadora Marília Arraes.
YOUTUBE.COM
 Lambido do Face da blogueira valente Noélia Brito.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Tucano corrupto é cassado

TUCANO É CASSADO. CADÊ A MÍDIA?
TUCANO É CASSADO. CADÊ A MÍDIA?

No domingo passado (7), um novo prefeito foi eleito na cidade de Americana, município com 226 mil habitantes no interior de São Paulo. A mídia chapa-branca, servil ao governador Geraldo Alckmin, deu pouca atenção para o pleito fora de época. O motivo é simples: o prefeito Diego De Nadai, do PSDB, foi cassado por graves denúncias de corrupção. 

Durante várias semanas, a cidade de Americana ficou acéfala. Na ausência do prefeito, sacos de lixos se acumularam nas ruas, prontos-socorros ficaram fechados e a merenda não foi entregue nas escolas. A população sofreu e os protestos viraram rotina no município.  Pobre Americana!

Por Altamiro Borges 

Leia mais em: http://goo.gl/d4NDUy
No domingo passado (7), um novo prefeito foi eleito na cidade de Americana, município com 226 mil habitantes no interior de São Paulo. A mídia chapa-branca, servil ao governador Geraldo Alckmin, deu pouca atenção para o pleito fora de época. O motivo é simples: o prefeito Diego De Nadai, do PSDB, foi cassado por graves denúncias de corrupção.

Durante várias semanas, a cidade de Americana ficou acéfala. Na ausência do prefeito, sacos de lixos se acumularam nas ruas, prontos-socorros ficaram fechados e a merenda não foi entregue nas escolas. A população sofreu e os protestos viraram rotina no município. Pobre Americana!

Por Altamiro Borges
Leia mais em: http://goo.gl/d4NDUy


PGR denuncia Bolsonaro por incitação pública ao crime de estupro



Ela Wiecko disse que, a conduta do deputado abala a sensação coletiva de segurança, garantida pela ordem jurídica a todas as mulheres

 A vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, denunciou o deputado federal Jair Bolsonaro por incitar publicamente a prática de crime de estupro em entrevista ao Jornal Zero Hora, publicada no dia 10 de dezembro. A denúncia (Inq 3932) foi protocolada nesta segunda-feira, 15 de dezembro, no Supremo Tribunal Federal (STF) e será analisada pelo ministro Luiz Fux.

Na entrevista, ao ser questionado pelo jornalista sobre a declaração dada na Câmara dos Deputados de que não iria estuprar a deputada federal Maria do Rosário porque ela não mereceria, ele reiterou a afirmação.

De acordo com Ela Wiecko, “ao dizer que não estupraria a deputada porque ela não 'merece', o denunciado instigou, com suas palavras, que um homem pode estuprar uma mulher que escolha e que ele entenda ser merecedora do estupro”. A vice-procuradora destaca que ao afirmar o estupro como prática possível, o denunciado abalou a sensação coletiva de segurança e tranquilidade, garantida pela ordem jurídica a todas as mulheres, de que não serão vitimas de estupro porque tal prática é coibida pela legislação penal.

A vice-procuradora ainda destaca que, “embora o crime seja de menor potencial ofensivo, deixa de apresentar proposta de transação penal, tendo em vista o disposto no artigo 76, parágrafo 2º, inciso III, parte final, da Lei nº 9.099/95, por ser insuficiente a adoção da medida, considerando os motivos, as circunstâncias e a repercussão do crime”. Do site do PGR

É o Pré-Sal, a Dilma e o Lula, estúpido! O Instituto Millenium também...

Todo mundo sabe, até mesmo os recém-nascidos, os mortos, os acordados de um coma profundo e os extraterrestres que o sistema de mídias privado e de direita, controlado por meia dúzia de famílias chefiadas por magnatas bilionários de imprensa se transformou em um partido político não oficial e de caráter conservador, entreguista e golpista.
Todo mundo sabe, menos os coxinhas de classe média de direita, além de certas celebridades, como o ex-roqueiro Lobão, e gente intelectualmente pouco honesta, a exemplo de Olavo de Carvalho, Demétrio Magnoli e Marco Antônio Villa, “ases” do reacionarismo tupiniquim aboletados no Instituto Millenium, parecem não saber que este movimento dos grandes trustes internacionais de petróleo contra a Petrobras, a ter como porta-vozes a imprensa de negócios privados, que atuam e agem no Brasil é na verdade uma estratégia organizada e engendrada para desmoralizar a histórica estatal brasileira e desconstruir a imagem do Governo Trabalhista, a ter como seus líderes a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, ambos petistas.
Se qualquer pessoa quiser saber onde começa o golpe de estado de caráter jurídico e midiático no Brasil, basta levantar seus olhos para o Instituto Millenium, além de clubes e associações empresariais urbanas e rurais, que, inconformados com a derrota eleitoral para o PT, ainda não desceram dos palanques e fazem uma oposição feroz, seletiva, histérica, manipulada e, evidentemente, de essência golpista, porque apostam em impeachment de uma presidente recentemente eleita, bem como em golpe militar, que, de forma cínica e hipócrita, chamam de “intervenção” militar.
Trata-se do Instituto Millenium, um misto de Escola Superior de Guerra (ESG) com o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes) e o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (Ibad), entidades que no passado conspiraram e fomentaram o golpe militar de 1964, com o apoio financeiro e ideológico da CIA norte-americana, a ter à frente golpistas poderosos e influentes como o presidente Castelo Branco, o general Golbery do Couto e Silva, o banqueiro Magalhães Pinto e os empresários Ivan Hasslocher, Glycon de Paiva, Gilbert Huber Júnior e Paulo Ayres Filho, dentre muitos outros, a exemplo das famílias midiáticas dos Marinho, dos Frias, dos Mesquita e dos Civita.
Neste momento, a política brasileira passa por um processo de achincalhe, linchamento moral e propaganda sistemática e perniciosa contra o Governo Trabalhista se repete, porque volta aos tempos do pré-golpe de 1964, com o envolvimento de certa banda da Polícia Federal, que se mostra insubordinada, porque à direita do espectro ideológico, bem como resolveu fazer política, ao ponto de delegados da PF do Paraná fazerem política contra o Governo do PT nas eleições presidenciais, além de atacá-lo frontalmente, inclusive a ofender o ex-presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff.
Paralelamente às ações de delegados partidários e pró-tucanos, o Governo petista se vê obrigado a lidar com outra frente oposicionista e que controla o Judiciário e o Ministério Público Federal. Juízes de altas cortes e promotores passaram a vazar investigações da PF para a imprensa de mercado, sendo que as informações geralmente tratavam quase sempre de pessoas ligadas ao Governo ou ao PT, de forma que se percebeu que tais vazamentos o são, sobretudo, seletivos, e, com efeito, tem a intenção de fazer com que o público pense que o PT é o inventor da corrupção no Brasil, e que o PSDB e seus áulicos são, na verdade, um monte de chapeuzinhos vermelhos ou rapunzeis, de olhares meigos e inocentes à espera de escaparem ilesas da bruxa e do lobo mau.
Porém, a Casa Grande governou o Brasil durante séculos, e, evidentemente, a corrupção nunca foi combatida, porque a direita é patrimonialista, elitista, violenta e, obviamente, sectária, pois partidária de um País que sirva a poucos e que os muitos somente tenham o papel de serem explorados por intermédio da força de trabalho, se possível, mal pagos e sem oportunidade de qualificação e ascensão social. Ponto.
Chega a ser surreal as realidades distorcidas pela imprensa alienígena e meramente comercial. Quanto mais o Governo investiga a corrupção perpetrada por quadrilhas de criminosos, por intermédio da Polícia Federal, subordinada ao Ministério da Justiça, mais a imprensa corporativa dá conotações mequetrefes e malfazejas, de forma que os consumidores desse segmento da economia, incrivelmente desregulamentado neste País, acreditem em matérias porcamente apuradas e sabidamente manipuladas e distorcidas, a fim de propiciarem um efeito negativo às ações do Governo petista, mesmo quando se torna evidente que o combate à corrupção no Brasil nunca foi tão levado a sério, tal qual como apregoou a candidata Dilma Rousseff quando disse que não deixaria pedra sobre pedra, nos debates contra o tucano derrotado, Aécio Neves, bem como no discurso da vitória.
Contudo, percebe-se claramente que o golpismo tucano-midiático não se restringe ao inconformismo e ao ódio por causa das quatro vitórias eleitorais do PT, em campanhas presidenciais. Não. Enganam-se os inocentes úteis e os replicadores do golpe, que não aceitam a distribuição de renda e riqueza, a ascensão social dos pobres, além da diminuição das diferenças regionais. O que está em jogo, mesmo e para valer, não é mais o terceiro turno, como queria o PSDB na voz irada de Aécio Neves, a ser repercutida no Senado e na imprensa empresarial e familiar subordinada aos interesses dos capitalistas dos Estados Unidos, União Europeia e Japão.
Não mesmo. A aprovação das contas da campanha eleitoral de Dilma e do PT se tornou a pá de cal que cobriu os interesses golpistas da Casa Grande, herdeira legítima da escravidão. A resumir: é o Pré-Sal, a Dilma e o Lula, estúpido! O Instituto Millenium também. O Globo, o Millenium e as alcateias que os acompanham já disseminaram editoriais entreguistas que apregoam o fim do modelo de partilha para o Pré-Sal ao defenderem a implementação do modelo de concessão, tão prejudicial aos interesses do povo brasileiro, como ficou comprovado por meio da venda de ações da Petrobras, em Nova Iorque, pelo Governo de FHC — o Neoliberal I —, o grão-tucano, o maior lesa-pátria da história, que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado, com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes.
É exatamente que a Casa Grande quer: entregar as nossas riquezas e continuar a reboque dos colonialistas e imperialistas como sempre fizeram, sem o mínimo de vergonha na cara, durante séculos. A burguesia e seu apêndice — a pequena burguesia (coxinhas de classe média) — querem determinar a agenda política e econômica do Governo Trabalhista, que foi eleito quatro vezes para dar continuidade aos seus programas de governo e projeto de País.
A Petrobras está a sangrar, mas não vai falir, até porque está a bater recordes de lucros em todas suas áreas, apesar da depredação dos ladrões, que estão a roubá-la desde o fim dos anos 1970, quando esses diretores ingressaram, por meio de concurso, na empresa brasileira mais emblemática, simbólica e que representa o orgulho brasileiro, bem como sua luta por sua independência e emancipação. A Petrobras foi recuperada pelo Governo do PT, e vai ficar muito mais forte com o combate à corrupção que ora está a acontecer, com determinação e coragem.
Além disso, sabemos também que a direita brasileira, uma das mais poderosas e cruéis do mundo, luta contra a política internacional dos governantes petistas, que abriram novas portas para efetivar relações comerciais, a realizar novas parcerias, assinar acordos e contratos e concretizar a criação de blocos poderosos, a exemplo do Brics, do Mercosul, da Unasul, bem como fortalecer as relações Sul-Sul, em termos hemisféricos. O Pré-Sal é nosso, estúpido!
Não adianta O Globo e seus congêneres tentar derrubar a mandatária reeleita pelo povo brasileiro. Seu editorial apenas serve para satisfazer os egos e desejos das aves de rapina, a exemplo de BP, Chevron, Shell e Exxon. As irmãs siamesas, que há mais de um século exploram as reservas dos países petrolíferos, a custo de miséria, violência, guerras, mortes e golpes de estado, com a aquiescência e a cumplicidade de elites escravocratas, como as brasileiras. O Pré-Sal é que está em jogo, estúpido, e não a corrupção na Petrobras, que está a ser severamente combatida pelo Governo Dilma Rousseff, além da desconstrução da imagem de Lula, que pode concorrer às eleições presidenciais de 2018. É isso aí.  

Davis Sena Filho

Davis Sena Filho é editor do blog Palavra Livre

A nova política do PSB



Eduardo Campos falou tanto em nova política que acabou contaminando seu pupilo, o futuro governador de Pernambuco.Paulo Câmara(PSB-PE), depois de fazer mistério em relação ao seu secretariado, hoje divulgou a lista dos nomes de seus futuros auxiliares.Nada de novo no front.O que diferenciou Paulo Câmara dos demais gestores que governaram este Estado é que ele convocou 4 deputados federais recentemente eleitos para seu secretariado, tudo para agradar sua ampla base de 22 partidos. Nenhum dos governadores de PE fez isso, só dois deputados, no máximo, eram convocados.Com a convocação dos 4 deputados, vão ser empossados na Câmara dos Deputados Carlos Eduardo Cadoca(PC do B), Raul Jungmann(PPS), Augusto Coutinho (SD) e Fernando Monteiro(PP). É a velha tática de é dando que se recebe. Digno de nota é o fato de Paulo Câmara prestigiar, assim como fazia Eduardo, parentes.Felipe Carreiras, futuro secretário de Turismo é casado com uma sobrinha de Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos  e Thiago Norões, primo de Eduardo Campos, que foi procurador-geral do Estado de 201, foi nomeado secretário do Desenvolvimento.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Boa noite

Marina não se conforma com a derrota e insiste na tese da vitimização

Marina Silva não se emenda, não. Mesmo com um vexatório terceiro lugar numa disputa eleitoral que contou com o apoio da mídia amiga, não se conforma com a derrota e insiste em dizer que foi vítima do processo de desconstrução levado a efeito por João Santana.Não, Marina, você perdeu porque é mentirosa, é ruim de voto, teve as figuras mais podres da política ao seu lado, tais como a família Bornhausen, Marcos Feliciano, Jair Bolsonaro( a propósito, você ainda não se pronunciou sobre o comentário dele em relação à senadora Vanessa Grazziotin).Não, Marina, você nem sequer foi ao segundo turno porque, ao invés de atacar Aécio Neves, preferiu atacar Dilma.Não, Marina, você perdeu porque disse que, se ganhasse, iria dar autonomia legal ao Banco Central, disse que iria revisar a CLT, mudou de opinião várias vezes sobre diversos temas por você comentado.O PT não fez nenhuma acusação de natureza ética à sua pessoa, e tinha até  razões para fazê-la, já que seu marido é réu num processo de extração ilegal de madeira.Ao contrário, quem sofreu desconstrução brava foi Dilma, que teve toda uma campanha recheada de acusações contra ela, e que culminou com aquela capa podre da Veja publicada dois dias antes da eleição.Largue, Marina, de ser patética.Diga ao brasileiro de quem era o avião que conduzia Eduardo Campos no dia de sua morte.Diga ao brasileiro o nome de seus clientes VIPS. Diga ao povo brasileiro porque você sonegou R$ 1,6 milhões recebidos por sua consultoria.


Marina afirma que prefere "perder ganhando do que ganhar perdendo"

"Ganhar perdendo é usar o marketing político, a calúnia, a difamação - o jogo do poder pelo poder", afirmou a ex-senadora Marina Silva / Foto: Reprodução
"Ganhar perdendo é usar o marketing político, a calúnia, a difamação - o jogo do poder pelo poder", afirmou a ex-senadora Marina Silva
A ex-senadora e terceira colocada na disputa pela Presidência, Marina Silva, disse que prefere "perder ganhando do que ganhar perdendo", em referência aos ataques que sofreu durante a campanha, principalmente por parte do candidatura da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT). A declaração foi dada em entrevista ao canal Globonews, que foi ao ar no sábado (13).
"Ganhar perdendo é usar o marketing político, a calúnia, a difamação - o jogo do poder pelo poder", afirmou a ex-senadora.
Em outro momento, a ex-senadora disse que foi vítima de preconceitos por parte da campanha petista, e comparou sua trajetória de vida à do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). "Eu prefiro estar no lugar de quem foi atacada, desconstruída injustamente, com todo tipo de calúnia e difamação, de preconceitos", disse, para completar: "Preconceitos que eu vi muitas vezes sendo utilizados contra o presidente Lula, na época em que ele foi candidato contra o Collor."
Marina também criticou Dilma e seu governo por adotarem medidas, principalmente na área econômica, que foram atacadas pelo PT durante a campanha. "Nós não queremos fazer um discurso na hora de ganhar e [falar] uma outra coisa na hora de governar", disse. "Muitas das coisas que nós defendíamos agora estão sendo feitas."
Ainda filiada ao PSB - que acolheu parte de seu grupo político, a Rede, após o TSE ter negado seu registro em 2014 -, Marina também comentou o cenário para a próxima disputa presidencial, em 2018. "Eu não fico na cadeira cativa de candidato", disse. "Em 2010 eu não fiquei, não vou ficar agora."
Sobre a Rede, Marina comentou que houve "ação política nos cartórios" para impossibilitar o registro a tempo. Segundo ela, essa "ação política (...) operou no Congresso Nacional para mudar as regras do jogo depois que já haviam sido registrados três partidos recentes. [Esses partidos] tinham sido beneficiados pela legislação eleitoral". Em seguida, Marina defendeu que a legislação eleitoral mudou "para prejudicar a Rede".
PETROBRAS - Instada a comentar a declaração do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, segundo a qual a Petrobras foi vítima de uma "gestão desastrosa" - e, portanto, a atual diretoria deveria ser trocada -, Marina concordou. "É preciso mudar essa diretoria da Petrobras", disse.
A diretoria, disse a ex-senadora, "não teve a competência e o compromisso para evitar o que foi feito na Petrobras".
Em outro momento da entrevista, já no final, ela voltou a comentar o tema. "Você assume a diretoria de uma empresa como a Petrobras para se servir da Petrobras, e não para servir aos brasileiros", comentou. "É isso que precisa acabar."

Folha

TORTA NA CARA DO MINISTRO

pml 13

Divulgados 48 horas depois de uma entrevista de Cardozo, emails de uma protegida de Paulo Roberto da Costa na Petrobras mostram que indisciplina continua

Entre as deprimentes descobertas produzidas pela Operação Lava Jato, os emails da gerente Venina Velosa da Fonseca  não são o fato mais grave do ponto de vista policial — mas constituem um dos mais preocupantes do ponto de vista político.
Explico. Conforme o 247 apurou, os emails da gerente — uma funcionária que fez carreira na Petrobras como protegida do corrupto confesso Paulo Roberto da Costa — já eram conhecidos, em Brasília, há pelo menos três meses.
Mas as mensagens eletrônicas só vieram a público num momento em que seriam de grande utilidade para enfraquecer o governo Dilma e dar uma nova contribuição no esforço para transformar uma investigação necessária, que interessa ao país, numa operação selvagem para atingir o coração da maior empresa brasileira.
A sequência é didática. Numa intervenção absurda, pois entre suas atribuições institucionais não consta a tarefa de aconselhar mudanças na direção de empresas estatais, muito menos em pronunciamentos públicos, na quarta-feira passada o procurador geral Rodrigo Janot fez um discurso duro sobre a situação da Petrobras, onde afirmou: “esperam-se as reformulações cabíveis, inclusive, sem expiar ou imputar previamente a culpa, a eventual substituição de sua diretoria.”
No mesmo dia, atendendo a uma determinação presidencial, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu a direção da Petrobas: “não há razão objetiva para que os diretores sejam afastados,” disse. Suas palavras perderam validade 48 horas depois, quando o Valor Econômico divulgou os emails da protegida de Paulo Roberto Costa.
A leitura das mensagens eletrônicas nada prova contra a presidente Graça Foster nem contra os demais diretores. Mas sua divulgação, no dia e hora em que ocorreu, criaram um fato novo, equivalente a uma torta de creme no rosto do ministro da Justiça. Cena de filme.
Não é a primeira vez que isso acontece com autoridades brasileiras muito menos na Operação Lava Jato, mas o momento é especial. Os vazamentos ocorridos nos meses anteriores à eleição presidencial, divulgados a conta-gotas, sob mendida para auxiliar os adversários de Dilma, constituíram episódios inaceitáveis e vergonhosos. Não podiam ser justificados, mas podiam ser compreendidos pela conjuntura política. Mesmo reconhecendo que todas iniciativas sem base legal devem ser investigadas e punidas, o que não aconteceu, era de se imaginar, com o país dividido, que surgissem braços dispostos a ajudar a campanha da oposição. Em 2006, foi um delegado da PF que entrou as emissoras de TV um CD com as imagens do dinheiro apreendido no escândalo dos Aloprados, iniciativa que ajudou a levar aquela eleição para o segundo turno.
O caso é preocupante agora. Com os votos que deu a Dilma, o eleitorado entregou ao governo a responsabilidade de dirigir as instituições de Estado e impedir que elas sejam empregadas para ações de natureza política, conforme a preferência partidária de quem está de plantão.
Ainda não faz um mês que a repórter Julia Duailibi revelou, através do Estado de S. Paulo, que o núcleo de delegados responsáveais pela Operação Lava Jato fazia investigações policiais durante o dia e trabalhava para Aécio Neves nas horas de folga, numa atividade que poderia, facilmente, ser enquadrada e punida pelo artigo 364 do regimento da Polícia Federal, onde se proibe “movimentos de apreço ou desapreço a quaisquer autoridades.”
Embora houvesse pressão pela punição dos delegados-militantes, eles foram mantidos em seus postos. Sequer foram afastados da investigação, o que era o mínimo a ser feito.
Dias depois, o diretor José Mário Cosenza, da Petrobrás, teve a imagem profissional manchada quando seu nome foi incluído — sem o menor fundamento real — numa lista de beneficiários pela corrupção. Alguém foi investigado? Punido? Afastado?
Esta é a questão. Não se pode admitir que setores do Estado sejam empregados para movimentos de natureza política, a margem das normas que definem o interesse público. O preço que se paga, neste caso, foi muito bem explicado num poema  simples e belo, que já foi atribuído a Vladimir Maiakovski e a Bertold Brecht, mas seu autor é Eduardo Alves da Costa, brasileiro de Niterói.
O nome é “Despertar é Preciso”:
Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma flor do nosso jardim e não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.”