quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Pesquisas põem PSDB em desespero; Veja tenta última cartada



A previsível subida de Dilma nas pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas no fim da tarde de quinta-feira 23 se fez acompanhar de indícios de que o PSDB e a parcela mais engajada de seu eleitorado – inclusive uma boa parcela que milita nos grandes meios de comunicação – podem se recusar a aceitar um resultado das urnas que não seja o que desejam.


Enquanto colunistas tucanos como Reinaldo Azevedo e Demétrio Magnoli já falam em derrubar Dilma no segundo mandato, Veja antecipou em dois dias a capa de sua edição que só deve sair no próximo sábado para tentar contaminar a tempo a parcela do eleitorado que ainda não se decidiu ou que for mais suscetível a manipulações de última hora.
Detalhe: Magnoli publica seu artigo golpista no site de um “Clube Militar” e Azevedo diz, em seu texto não menos golpista, a seguinte pérola:
“(…) Se Dilma for reeleita e se for verdade o que diz o doleiro, DEVEMOS RECORRER ÀS LEIS DA DEMOCRACIA — não a revoluções e a golpes — para impedir que governe”
Azevedo sugere que a oposição tentará pedir o impeachment de Dilma com base em suposta declaração de um meliante. Já Magnoli afirma que, mesmo vencendo a eleição, Dilma não terá “legitimidade para governar”.
Quanto a Veja, o de sempre: sem provas, acusa a presidente da República e o ex-presidente Lula de saberem de um suposto esquema de desvio de dinheiro na Petrobrás. É a última cartada.
A teoria de Veja é a seguinte: como a eleição supostamente estaria “apertada”, qualquer denúncia que não puder ser rebatida a tempo por Dilma pode levar os mais suscetíveis a mudar de voto.
Paralelamente, o centro de São Paulo viu ocorrer no mesmo dia agressão odiosa de militantes do PSDB contra militantes do PT. Parte de um grupo de 500 militantes tucanos invadiu uma manifestação de cerca de 50 petistas no centro da capital e os agrediu. Os petistas reagiram e foi necessária intervenção da Polícia Civil para separar os contendores.
Como se vê, vencer a eleição nem chega a ser o maior problema de Dilma, que, apesar da tentativa desesperada da Veja, dificilmente será derrotada com ou sem a denúncia irresponsável da revista, que espera que a presidente e seu padrinho político sejam condenados preliminarmente, sem apelação, de preferência até o próximo domingo.
Não vai rolar.
Mas o que se percebe é que a campanha eleitoral deixará cicatrizes. O PSDB não vai querer conversa. Se a mídia vai entrar na dos tucanos e participar de uma tentativa de sabotar o segundo governo de Dilma ao ponto de provocar seu impeachment, como sugere Reinaldo Azevedo, é outra história.
A impressão que se tem é de que alguns veículos já buscam se dissociar do extremismo da Veja e do próprio PSDB, que parece achar que pode ganhar a eleição se gritar bastante.
Seja como for, alguém deveria dizer a Azevedos, Magnolis, Vejas e Aécios que o Brasil é uma democracia e, em democracias, cara feia de perdedores de eleição é fome. Essa gente aproveitaria melhor seu tempo se começasse a planejar já alguma estratégia para 2018 que convença este povo a lhe dar nova chance de governar o Brasil.Eduardo Guimarães

Economist chama ato pró-Aécio de 'revolução da cashmere'

O texto publicado no blog sobre as Américas da The Economist diz que "barões dos negócios e financistas não são conhecidos por tomar as ruas". "No entanto, em 22 de outubro milhares deles acabaram no centro de São Paulo em apoio a Aécio Neves", diz o texto que explica aos leitores que a Faria Lima é "uma via convenientemente localizada perto de muitos de seus escritórios".
Ao descrever a passeata que atraiu cerca de 10 mil pessoas pelos cálculos da Polícia Militar, a Economist diz que "foi um espetáculo talvez sem precedentes na história das eleições e não apenas do Brasil". "Vestidos com camisas com iniciais bordadas e bem passadas empunhavam bandeiras de Aécio. Socialites bem vestidas protegidas com pashminas para se proteger do frio fora de época entoavam frases anti-PT", diz o texto.
"Todos tiravam selfies com iPhones caros (a maioria das manifestações brasileiras são assuntos para Samsungs mais baratos)", diz a Economist. "A única coisa que faltou nessa 'Revolução da Cashmere' foram as taças de champagne - e o próprio senhor Aécio Neves que estava em campanha em Minas Gerais", conclui.
O texto lembra que a campanha de Dilma Rousseff (PT) explorou muito a ideia de que Aécio Neves é um representante da elite e também cita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou o tucano aos nazistas. "Os revolucionários de cashmere parecem não se incomodar. Eles estão fartos de intervencionismo de Dilma e muitos avaliam as políticas macroeconômicas como irresponsáveis e responsáveis por levar o Brasil para o baixo crescimento e a alta inflação. A maioria está desesperada para ver Dilma pelas costas", diz o texto.Estadão.

Compra da emenda à reeleição de FHC. Alguém foi preso?

Pode preparar o terno e o Tailleur:Dilma dispara no IBOPE e no Datafolha



247 – Levantamentos divulgados pelos institutos Datafolha e Ibope na tarde desta quinta-feira 23 apontam vantagem de seis e oito pontos da presidente Dilma Rousseff, respectivamente, em relação ao candidato do PSDB, Aécio Neves.
No Datafolha, ela atinge 53% das intenções dos votos válidos, contra 47% do tucano. Em comparação com a última pesquisa, Dilma cresceu um ponto, enquanto Aécio perdeu um.
Em votos totais, Dilma registrou 48%, enquanto Aécio atingiu 42%. Brancos e nulos representam 5% dos entrevistados. Outros 5% disseram não saber em quem votar.
No Ibope, a presidente cresceu seis pontos em relação à última mostra, da semana passada, e registrou 54% dos votos válidos, ante 46% do adversário.
Considerando os votos totais, Dilma registrou 49%, contra 41% de Aécio. Segundo a pesquisa, os indecisos são 3% e 7% responderam que vão votar nulo ou em branco no próximo domingo 26.
Com essa diferença, nos dois levantamentos, a candidata à reeleição pelo PT passa a liderar a disputa à Presidência da República isoladamente, pela primeira vez no segundo turno.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Dilma tem 52%, e Aécio, 48% dos votos válidos, aponta Datafolha


Do G1, em São Paulo
Pesquisa Datafolha (Foto: G1)
Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (20) aponta os seguintes percentuais de votos válidos no segundo turno da corrida para a Presidência da República:
- Dilma Rousseff (PT): 52%
- Aécio Neves (PSDB): 48%

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo".
De acordo com o Datafolha, na reta final da eleição, os candidatos continuam empatados, no limite da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, mas Dilma aparece pela primeira vez numericamente à frente de Aécio em um levantamento feito após o primeiro turno.
No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 15, Aécio tinha 51% e Dilma, 49%.
Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:

-  Dilma Rousseff (PT): 46%
- Aécio Neves (PSDB): 43%
- Em branco/nulo/nenhum: 5%
- Não sabe: 6%

Na margem de erro, os candidatos estão empatados tecnicamente.
O Datafolha ouviu 4.389 eleitores no dias 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01140/2014.Certeza do voto
O Datafolha também perguntou, entre os dois candidatos, em quem os eleitores votariam com certeza, em quem talvez votassem e em qual não votariam de jeito nenhum. Veja os números:
Dilma
45% - votariam com certeza
15% - talvez votassem
39% - não votariam de jeito nenhum
1% - não sabe

Aécio
41% - votariam com certeza
18% - talvez votassem
40% - não votariam de jeito nenhum
2% - não sabem

PT X PSDB: operações e prisões da PF — O silêncio da imprensa de mercado..

Eu tenho afirmado, recorrentemente, que os governos trabalhistas e populares de Lula e Dilma Rousseff deram uma nova dimensão à Polícia Federal, que tem agido de forma livre, sem pressões governamentais e por isso efetivado seus trabalhos de maneira republicana, além de investigar servidores do governo, autoridades da República, eleitas ou não, e empresários, que são detidos ou presos se forem comprovados os malfeitos que, porventura, são acusados de cometê-los.
Lula e Dilma não tergiversaram com a corrupção e a combateram sistematicamente. Nomearam procuradores e juízes da PGR e do STF também de forma republicana, escolhidos em listas tríplices pelos mandatários, que acolheram os nomes preferidos de ambas categorias. Procedimentos esses que, em minha opinião, não deveriam ser efetuados, porque a escolha de juízes e procuradores, além do chefe da Polícia Federal, cabe somente ao presidente eleito, pois que tem força constitucional para determinar e fazer valerem suas escolhas.
E deu no que deu: juízes e procuradores conservadores se aliaram a oposição de direita, à frente o PSDB com o apoio irrestrito e muitas vezes ilegal da imprensa vinculada aos interesses do sistema de capitais, a de negócios privados, que todo santo dia tenta golpear para derrubar o presidente trabalhista que está no poder até seu último dia de mandato, ainda mais se o mandatário de esquerda concorrer à reeleição.
Por sua vez, o número imenso de investigações, afastamentos, demissões e prisões não foram suficientes para os governos trabalhistas do PT evidenciarem seus atos e ações à parte importante e influente da sociedade brasileira, no sentido de ela compreender que foi exatamente nos governos de Lula e Dilma que a Polícia Federal foi prestigiada, recebeu um grande aumento de recursos financeiros, realizou concursos públicos para aumentar seus efetivos, bem como foi equipada, além de pela primeira vez em sua história trabalhar com liberdade para exercer suas atividades com competência e seriedade, independente de o investigado pertencer a grupos políticos e empresariais poderosos.
Esta é a verdade, que é sumariamente e propositalmente deturpada e distorcida pelos grandes conglomerados de comunicação dominados por famiglias, que agem como verdadeiras máfias e permitem, por livre arbítrio, que gente do nível do "jornalista" e "colunista" Ricardo Noblat, de O Globo, ofenda violentamente o ex-presidente Lula, o maior líder popular da história do Brasil. Tal escriba dos Marinho o insultou de "moleque". Se eu fosse o Lula recorreria à Jutiça, sem titubear — vacilar.
Seria cômico se não fosse trágico e surreal um cara do naipe de Ricardo Noblat chamar alguém de moleque. Noblat se esqueceu de sua vida. A arrogância, a prepotência e a grosseria demonstradas, hoje, pelo mau escritor são de uma vulgaridade ímpar e de uma atrocidade somente comparável a de um verdugo, no âmbito moral, no que concerne às suas palavras pérfidas e insidiosas.
O Governo do PT peca por nunca ter efetivado o marco regulatório para as mídias, como ocorreu em países capitalistas e democráticos, como a Argentina, a França, a Alemanha, a Inglaterra e os Estados Unidos, somente para exemplificar esses. Por isso que gente como o Noblat fala o que quer e fica por isso mesmo. E por quê? Porque não temos uma lei que regulamente e regule os meios de comunicação.
Além disso, Lula e Dilma deveriam transformar a televisão pública, estatal, em uma televisão presente em todo País, inclusive, por exemplo, com direito de transmissão de eventos esportivos, culturais e artísticos, como ocorre, volto a afirmar, na Inglaterra, com a BBC de Londres. O Estado não pode ficar ao bel-prazer de megaempresas corporativas, pois, com efeito, torna-se erro estratégico grave.
Aliás, televisão muito admirada e elogiada nas bandas tupiniquins pela classe média conservadora e até mesmo por empresários de mídias, conquanto que tal modelo televisivo efetive suas atividades na Inglaterra e jamais aqui no Brasil, que tem uma mídia privada golpista, entreguista, manipuladora, mentirosa e, portanto, completamente descompromissada com os interesses do Brasil e com os direitos de cidadania do povo brasileiro.
No Brasil viceja uma imprensa que elabora o verdadeiro jornalismo de esgoto, bem como a programação das televisões, principalmente as abertas ao público, são de péssima qualidade. Ressalto ainda que a TV aberta não é gratuita, porque vive do dinheiro público em forma de publicidade, propaganda e crédito a juros abaixo do mercado. A resumir: aproveita-se do dinheiro do povo brasileiro, o mesmo que os magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas desprezam, além de historicamente conspirarem contra seus legítimos interesses. Ponto!
Então e por causa disto, obviamente, que tal jornalista que atende pelo nome de Ricardo Noblat deveria ser severamente processado pelo ex-presidente Lula. Sei que vai ter gente propositalmente a afirmar que eu quero calar a "imprensa livre", que na verdade não é livre, porque trabalhei em redações de jornais, alguns deles grandes, e sei que se tem alguma coisa que não é livre e nunca o será é o jornalismo mequetrefe, sectário, manipulado e rastaquera elaborado nas redações controladas por megaempresários.
Besta e alienado é o indivíduo que acredita em liberdade de imprensa, sendo que a "liberdade" que essa gente e seus empregados pregam é a liberdade de somente eles falarem e livres de contrapontos, do contraditório e de pensamentos antagônicos por parte de quem não concorda com as ideias e os propósitos nada nobres deles. A imprensa brasileira meramente de mercado é ridícula, perversa, mentirosa e golpista — uma verdadeira lástima!
Imprensa draconiana, antidemocrática e algoz do Brasil, como demonstrou, inquestionavelmente, antes, durante e depois da Copa do Mundo. "Não vai ter Copa!" Lembra-se? Agora, tal canhão midiático privado continua a dar voz a ladrões e criminosos presos pela Polícia Federal no Governo do PT. É o fim da picada, pois quanto mais a PF prende e o governo demite, mais a imprensa dá voz a corruptos para desmoralizar, desqualificar e criminalizar o Governo Trabalhista de Dilma, a fim de favorecer o candidato Aécio Neves nas eleições presidenciais de 2014, bem como em eleições passadas quando Lula foi o candidato vitorioso.
Quanto mais os governantes trabalhistas deram independência para a Polícia Federal agir e atuar, mais a imprensa burguesa, que faz a cabeça dos coxinhas de classe média, manipula os fatos e as ocorrências para que os governos petistas levem a pecha de corruptos, quando a verdade é que os presidentes Lula e Dilma não varreram a corrupção para debaixo do tapete, como fizeram os governos tucanos, que chegaram ao ponto de terem um procurador-geral (Geraldo Brindeiro) que era chamado de Engavetador-Geral da República.
Evidentemente, em todos os governos existem malfeitos, pessoas inescrupulosas, corruptos e maus administradores. A humanidade comete erros e muitos deles são graves. Porém, a questão é a impunidade, a promiscuidade entre o que é do público e o que é do privado. E os governos petistas puniram e demitiram como nunca, pois quem julga é o Judiciário.
Agora, a imprensa e segmentos da Justiça e do MP fazerem vistas grossas quanto aos crimes dos tucanos considero simplesmente um absurdo e uma ousadia e atrevimento que depõem contra a Constituição, que reza que todos os cidadãos são iguais perante a Lei.
Com efeito, faço as seguintes perguntas:
"Há algum tucano corrupto preso?"
Respondo: "Não, não há"...
"Eles são protegidos pela imprensa alienígena e por setores do Judiciário e do MP?"
Respondo novamente: "São! E como são! É evidente"...
"E por que isto acontece?"
Afirmo: "Porque o Judiciário e o MP ainda "pertencem" ao círculo de atividades e influências da burguesia, apesar dos 12 anos de governos trabalhistas e populares".
Juntamente com a imprensa corporativa e os partidos de direita, à frente o PSDB, o Judiciário sempre pende para o lado conservador do espectro ideológico. Até hoje o mensalão tucano não foi julgado, dentre outros crimes cometidos pela maioria dos partidos, notadamente o PSDB e o DEM — este o pior partido do mundo, que está a minguar igual a uma planta sem acesso à água. Fatos!
Quem não percebe esse processo é porque saiu de um coma profundo, ou não dá o braço a torcer, ou simplesmente compactua com que está aí, um Judiciário e um MP que ainda não são democráticos, porque não zelam integralmente pela cidadania, apesar de o Brasil ter sido redemocratizado já há algum tempo.
Por seu turno, para não ficar apenas nas palavras, elenco os números da Polícia Federal nos governos de Lula, de FHC, além de dois anos de Dilma (2011/2012). Tais números são incomparáveis, a favor do presidente petista.
Veja abaixo:
A partir de informações fornecidas pelo site da Polícia Federal, realizou-se levantamento de todas as operações da PF de 2003 até 2012. Não foram encontrados no site da Corporação informações sobre operações entre 1994 e 2002 (Era tucana). Por que será?
No decorrer dos oito anos da administração de FHC, foram registradas apenas 48 operações da Polícia Federal. Outro avanço nos governos petistas no que concerne à Justiça Federal, é que, em 2003, existiam apenas 100 Varas em todo o País. Em 2010, o número de Varas chegou a 513.
A explicitar: 413 novas Varas da Justiça Federal, com um juiz titular e um substituto foram criadas apenas no período do Governo do presidente Lula.
http://www.ptnosenado.org.br/angela-portela/pronunciamentos/404-fortalecimento-da-policia-federal-comecou-no-governo-lula-afirma-angela-portela
"A corrupção não cresceu, os instrumentos de combate a ela é que aumentaram" — afirma o senador Humberto Costa.
http://www.senado.gov.br/senadores/liderancas/lidptsf/detalha_noticias.asp?data=24/08/2011&codigo=99664
Totais das operações da Polícia Federal de 2003 até 2010, durante os oito anos de Lula:
Total geral de operações: 1.273.
Total geral de presos: 15.754.
Total geral de servidores públicos presos: 1.882.
Total geral de policiais federais presos: 99.

Totais das operações da Polícia Federal de 2011 até 5/12/2012, nos governos Dilma:
Total geral de operações: 506.
Total geral de presos: 3.384.
Total geral de servidores públicos presos: 336.
Total geral de policiais federais presos: 17.

Somatório dos dados das operações da Polícia Federal de 2003 até 5/12/2012:
Total de operações: 1.779.
Total de presos: 19.138.
Total de servidores públicos presos: 2.218.
Total de policiais federais presos: 99.

1 – Resumo das operações da Polícia Federal em 2003/2004:
Total de operações: 58.
Total de presos: 926.
Servidores públicos presos: 265.
Policiais federais presos: 48.

http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas/2004-e-2003
2 – Resumo das operações da Polícia Federal em 2005:
Total de operações: 67.
Total de presos: 1.407.
Servidores públicos presos: 219.
Policiais federais presos: 9.

http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas/2005
3 – Resumo das operações da Polícia Federal em 2006:
Total de operações: 167.
Total de presos: 2.673.
Servidores públicos presos: 385.
Policiais federais presos: 11.

http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas/2006
4 – Resumo das operações da Polícia Federal em 2007:
Total de operações: 188.
Total de presos: 2.876.
Servidores públicos presos: 310.
Policiais federais presos: 15.

http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas/2007
5 – Resumo das operações da Polícia Federal em 2008:
Total de operações: 235.
Total de presos: 2.475.
Servidores públicos presos: 396.
Policiais federais presos: 7.

http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas/2008
6 – Resumo das operações da Polícia Federal em 2009:
Total de operações: 288.
Total de presos: 2.663.
Servidores públicos presos: 183.
Policiais federais presos: 4.

http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas/2009
7 – Resumo das operações da Polícia Federal em 2010:
Total de operações: 270.
Total de presos: 2.734.
Servidores públicos presos: 124.
Policiais federais presos: 5.

http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas/2010
8 – Resumo das operações da Polícia Federal em 2011:
Total de operações: 266.
Total de presos: 2.089.
Servidores públicos presos: 261.
Policiais federais presos: 4.

http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas/2011
9 – Resumo das operações da Polícia Federal em 2012:
Total de operações: 240.
Total de presos: 1.295.
Servidores públicos presos: 75.
Policiais federais presos: 13.

Importante: No Governo de FHC: 48 operações. Números exíguos. No Governo de Lula: 1.273 operações, com 15.754 presos. Números absolutamente incomparáveis e por isto inaceitável a tentativa sistemática de a imprensa burguesa querer colar no Governo Trabalhista e no PT a pecha de corruptos, quando a verdade é que nunca um Governo de caráter popular combateu tanto a corrupção, o que não aconteceu nos governos do PSDB. Os números provam, pois incontestáveis!
Sobre esses números e realidades, a imprensa familiar e comercial silencia.
*Dados retirados do site da Polícia Federal e do discurso da senadora Ângela Portela (PT), com a cooperação importante de Stanley Burburinho.

Davis Sena Filho

Davis Sena Filho é editor do blog Palavra Livre

A meus amigos tucanos: uma carta aberta



Postado em 17 out 2014
por : 
monster
Amigos tucanos,
Vocês se tornaram, por inocência ou cinismo, pequenos Aécios.
Quando penso em vários de vocês, um por um, tenho certeza que quase todos são capazes de enxergar a demagogia no discurso de Aécio.
Esse discurso que, aliás, me fez entender porque FHC, na ausência de Mário Covas, tentou emplacar os fracos Serra e Alckmin como sucessores antes deste jovem senhor cujo cinismo me parece beirar a sociopatia.
O discurso agressivo e raso segue a mesma receita do discurso de Collor: apontar e amplificar erros de lá que também existem cá; apontar e amplificar falta de ética de lá que é ainda maior cá.
Eu sei que vocês veem. Eu sei que vocês notam. E ainda assim, toleram. Alguns, gostam.
Para vocês, a preocupação com as urnas eletrônicas, “fáceis de forjar resultados”, sumiu a partir do dia que Aécio ganhou da Marina. Tivesse ganho a Marina ou acabado no primeiro turno, queria ter visto a gritaria.
Agora, para vocês, acusações na Petrobras que cutucaram o PSDB, devem ser investigadas, quando há poucos dias eram tidas todas como verdades absolutas.
Todas as acusações ligadas ao Aécio, aliás, têm que ser provadas. Mas é bom lembrar que quem trouxe acusações sem prova em tom de veredicto final foi Aécio, chamando as acusações da Petrobras de “mar de lama”.
E vocês sabem.
E vocês sabem da incoerência.
Dilma não é minha candidata ideal, é verdade. Mas não posso deixar um massacre ocorrer com uma pessoa honesta e franca, com todos os defeitos que possa ter, e me manter calado.
Minha candidata ideal, aliás, me deixou decepcionado não apoiando Dilma num momento tão delicado do Brasil.
Aos amigos cínicos, digo que vocês não precisam ganhar dos inocentes no golpe. Vocês não precisam falar essas bobagens desonestas, cujo único efeito real, no fim das contas, é diminuir a vocês mesmos e a humanidade.
Aos inocentes, digo que vocês não precisam ser inocentes para sempre. É só questionar (os dois lados) e buscar dados.
Neste momento de polarização e de manipulação ferrenha da mídia, só dados salvam.
E a quem interessar possa, sugiro Dilma, meu voto aberto, pela competência e honestidade.
E se votarem no Aécio, que pelo menos votem pelos motivos certos. Acreditar na direita é um direito absoluto e inquestionável. Preferir o PSDB por questões ideológicas também.
O que não dá para ser é outro Aécio, porque um já é demais.
Vocês são tão lindos, amigos, e estão tão feios. E o pior é que mesmo que vocês cometam uma loucura, eu os amo e amarei.
Com carinho,
Emir

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Sobre o Autor
Emir Ruivo é músico e produtor formado em Projeto Para Indústria Fonográfica na Point Blank London. Produziu algumas dezenas de álbuns e algumas centenas de singles. Com sua banda, Aurélios, possui dois álbuns lançados pela gravadora Atração. Seu último trabalho pode ser visto no seguinte endereço: http://www.youtube.com/watch?v=dFjmeJKiaWQ

A Minas Gerais de Aécio é assim

Aécio Neves trata o ser humano como se fosse cavalo.É isso que você quer para presidir o Brasil?

Aécio Neves é um mau-caráter"

Faz o seguinte:me processa, bandido! Só assim terei a chance de dizer o que Dilma e Luciana não te disseram.


"Esse moço não tem 'sustança' "...

Foram essas as palavras da minha vó quando terminou o debate da Bandeirantes. Ela se levantou com dificuldade, vestiu os chinelos e foi para a cama balançando a cabeça negativamente e abanando o leque para espantar o calor. Eu fiquei pensando o que ela queria dizer. A vó ficou o tempo todo atenta ao debate, às vezes combatendo um cochilo breve que a voz do Boechat acordava: "Agora é sua vez, candidata!" Quando ela se levantou eu ainda perguntei: "como assim?". A vó parou, olhou pra mim, levantou o punho magro, fechado na altura do peito e disse: "Falta tutano, entendeu? É um osso sem tutano. Não dá nem sopa". E foi dormir.
Eu fiquei pensando ali na sala, já com a TV desligada. Devagar, realinhando os fatos, a falta de "sustança" do moço foi ficando clara. O PSDB passou os últimos quatro anos ouvindo a própria voz. Como o governo Dilma não teve espaço na mídia para divulgar o que fazia e houve uma sistemática orquestração da própria mídia, foram quatro anos de propaganda contra: esse governo nada fez, a economia está aos frangalhos e a corrupção é sua marca.
Na outra ponta desse movimento oposicionista, dos governos tucanos pouco se ouviu de más notícias. O pacto de proteção em torno de Alckmin em São Paulo, em que pese o descalabro na educação, a precarização da polícia e a crise dos trens do metrô, produziu sua reeleição. Em Minas o próprio Aécio amordaçou a mídia.
O resultado desse duplo movimento oposicionista-midiático foi a criação de uma lenda: o PSDB é composto de técnicos e políticos de alta competência, e o PT de sindicalistas incompetentes e corruptos. Os governos tucanos são uma maravilha, o governo Dilma um descalabro. Simples assim. O PSDB lançou Aécio acreditando cegamente na própria lenda: "vamos combater um governo que nada fez e está infestado de corruptos. Ponto. Aécio, ao contrário, tem aprovação de 92% dos mineiros. Vai ser um passeio".
A história começou a mudar quando o silêncio foi rompido por força de lei. Começou o horário eleitoral e Dilma teve onze minutos três vezes por semana, pela tarde e pela noite, para poder apresentar tudo que havia sido escondido e defender seus projetos. Contra a ascensão de Marina, Dilma mostrou a inconsistência das suas propostas e reafirmou as suas. A propaganda de Dilma tinha - e ainda tem - consistência e articulação política e administrativa. Tem o que apresentar. Tem história. Tem realização. Tem projetos articulados. Dilma teve a ousadia de colocar em debate a questão da independência do Banco Central e apontar as indefinições de Marina. A candidatura sonhática desmoronou.
Passado o susto da ascensão de Marina, os herdeiros da campanha anti-Dilma carrearam seus esforços para Aécio e conseguiram levá-lo ao segundo turno. Aécio segue o script e começa o segundo turno no mesmo tom de início, ainda acreditando na lenda que ajudou a criar. "Vamos libertar o país do PT!" O verdadeiro projeto do PSDB não pode ser apresentado, porque só os votos das elites do país não elegem ninguém. Mas aí é que vem o problema: agora o confronto é zero a zero, igual para igual, um projeto contra outro, olho no olho. São dez minutos todos os dias que cada candidato tem para divulgar suas ideias.
Entusiasmados com a ascensão de Aécio, o movimento oposicionista-midiático saca sua arma letal: corrupção na Petrobrás na capa da Veja. Dado o tiro, as pesquisas Ibope e DataFolha vão a campo para conferir mortos e feridos. Surpresa! Não há mortos e feridos. Ao contrário, a aprovação de Dilma subiu.
A lenda que foi construída está se liquefazendo, porque a mordaça de silêncio foi quebrada graças à legislação eleitoral. Claro, e à competência da campanha de Dilma. Assim como Marina no primeiro turno só podia recorrer à emoção para tentar suplantar Dilma – que respondeu com a racionalidade das suas propostas, realizações e projetos – Aécio agora só tem para apresentar as denúncias de corrupção e a crítica à política econômica, porque não construiu um projeto que conseguisse abarcar sua linha neoliberal e tivesse algum apelo popular – não sei como faria isso, mas o fato é que não construiu porque acreditou nas próprias palavras repetidas durante os quatro anos. O próprio Financial Times, porta voz do capital financeiro, irritado com o desempenho de Armínio Fraga nos debates, recomendou ao PSDB que procurasse desfazer a ideia, consolidada no povo simples, de que o que é bom para o mercado, é ruim para o povo, alertando que "estamos numa guerra pelo segundo maior mercado emergente do mundo".
Para agravar o quadro da candidatura Aécio, agora a sua gestão à frente de Minas está sobre a mesa, com todos os holofotes em cima e sem a mordaça da mídia. Os 92% de aprovação alardeados pelo candidato viraram a derrota para Dilma no 1º turno: "quem conhece Aécio vota Dilma!" Todo dia, um após o outro, o PSDB é obrigado a ver a campanha de Dilma contar verdades que desconstroem a lenda que eles construíram.
Para compensar a falta de propostas e projetos concretos, Aécio tem usado o velho recurso da lábia política, a facilidade em responder perguntas difíceis, enquanto Dilma mostra irritação, cara feia, chega a gaguejar de raiva. Mas foi justamente isso que minha vó sentiu, com seu faro para as coisas da vida. Faltou "sustança" ao moço. Mas ela viu em Dilma a "sustança" e o "tutano" que o moço não tem. Aliás, quando a vó fica brava com alguma coisa errada, parece com Dilma.

Artur Scavone

Jornalista e estudante de Filosofia na USP