segunda-feira, 1 de setembro de 2014

As duas caras da Marina Silva


Nos últimos dias, algumas dezenas de e-mails dos nossos queridíssimos leitores pedem para que seja publicado aqui no nosso blog, um artigo de Mauro Santayna, publicado no jornal do Brasil em 2010, quando Marina Silva concorria a presidência com a presidente Dilma e José Serra.(Portanto, não estranhem por ter o nome do tucano no paragrafo final). O artigo, foi publico aqui no blog também.Então... atendendo os pedidos dos leitores, e, por achar que o texto é bem atual ainda nos dias de hoje... Eis o artigo: As duas caras da Marina Silva, para analise e comentários de vocês




As duas caras da Marina Silva - Publicado em 2010

O SÚBITO INTERESSE, de alguns meios de comunicação e de setores empresariais poderosos, pela candidatura da senadora Marina Silva, recomenda aos nacionalistas brasileiros alguma prudência. A militante ecológica é apresentada ao país como a menina pobre, da floresta profunda, que só se alfabetizou aos 16 anos e fez brilhante carreira política. Tudo isso é verdade, mas é preciso saber o que pensa realmente a senadora do Brasil como um todo.

Convém lembrar que a senhora Silva (que hoje se vale do sobrenome comum para atacar Dilma Rousseff) esteve associada a entidades internacionais, e recebeu o apoio declarado de personalidades norte-americanas, como Al Gore e o cineasta James Cameron.

James Cameron, autor de um filme de forte simbolismo racista e colonialista, Avatar, intrometeu-se em assuntos nacionais e participou de encontro contra a construção da represa de Belo Monte. A respeitável trajetória humana da senadora pelo Acre não é bastante para fazer dela presidente da República. Seu comportamento político, ao longo dos últimos anos, suscita natural e fundada desconfiança dos brasileiros.

Seus admiradores estrangeiros pregam abertamente a intervenção na Amazônia, “para salvar o mundo”. Não são os ocupantes do vasto território que ameaçam o mundo. São as grandes potências, com os Estados Unidos de Gore em primeiro lugar, que, ao sustentar grandes e bem equipados exércitos, pretendem governar todos os povos da Terra.

Al Gore, que festejou a candidatura verde, é o mesmo que pronunciou, com todas as sílabas, uma frase reproduzida pela imprensa: “Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é só deles, mas de todos nós”. Desaforo maior é difícil. Ninguém, de bom senso , quer destruir a Natureza, e será necessário preservar a vida em todo o planeta, não só na Amazônia.

A senadora Marina Silva tem sido interlocutora ativa das ONGs internacionais, tão zelosas em defender os índios da Amazônia e desdenhosamente desinteressadas em ajudar os nativos da região de Dourados, em Mato Grosso do Sul, dizimados pela doença, corrompidos pelo álcool e, não raras vezes, assassinados por sicários. Argumente-se, em favor da senadora, que o seu fervor quase apostólico na defesa dos povos da Floresta dificulta-lhe a visão política geral.

Mas seu apego a uma só bandeira, a da ecologia radical, e o fundamentalismo religioso protestante que professa, reduz em as perspectivas de sua candidatura. Com todos os seus méritos e virtudes, não é provável que entenda o Brasil em toda a sua complexidade, em toda a sua inquietude intelectual, em toda a sua maravilhosa diversidade regional. As conveniências da campanha eleitoral já a desviaram de alguns de seus compromissos juvenis.

Esse seu pragmatismo está merecendo a atenção do ex-presidente Fernando Henrique, que pretende um segundo turno com a aliança entre Serra e Marina. Como sempre ocorre com os palpites políticos do ex-presidente, essa declaração é prejudicial a Serra e, provavelmente, também a Marina. Ela, vista por muitos como inocente útil daqueles que nos querem roubar a Amazônia, é vista pelo ex-presidente como inocente útil da candidatura dos tucanos de São Paulo .

É possível desculpar a ingenuidade na vida comum, mas jamais aceitá-la quando se trata das razões de Estado. José Serra poderia ter tido outro desempenho eleitoral, se tivesse desouvido alguns de seus aliados, como Fernando Henrique, que lhe debitou a política de privatizações, e Cesar Maia, que lhe impôs o inconveniente e troglodita Indio da Costa como vice. O apego de Marina a uma só bandeira e o fundamentalismo religioso não a ajudam.

Marina ganha R$ 1,6 mi para falar a bancos e empresas, mas não declarou ao TSE


Carteira de clientes para os quais Marina fez palestras entre 2011 e o início deste ano inclui Santander, Crédit Suisse e Unilever

 A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, realizou dezenas de palestras para as mais variadas instituições entre 2011 e 2014, com uma carteira de clientes que inclui grandes bancos, empresas e seguradoras.

Após terminar a disputa da eleição presidencial na terceira colocação quatro anos atrás e deixar o Senado, em 2011, Marina abriu uma empresa em Brasília pela qual passou a receber por suas conferências.

Entre abril de 2011 e maio deste ano, Marina ganhou RS 1,6 milhão bruto com essas palestras, conforme revelou ontem o jornal Folha de S.Paulo. Ela interrompeu as atividades de palestrante após lançar candidatura neste ano e negocia com o PSB receber uma remuneração mensal do partido, segundo sua assessoria de imprensa.

Marina foi contratada por bancos, como Santander e Crédit Suisse, pela multinacional Unilever e pela Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg). Foi remunerada ainda por palestras na Argentina, Uruguai, Chile e Bolívia.

Faz parte do trabalho de Marina como palestrante se reunir com grupos pequenos de executivos do sistema financeiro e ser remunerada por isso. A assessoria de Marina afirma que o tema recorrente de suas palestras é a sustentabilidade.

A lista completa de clientes não é divulgada pela candidata sob o argumento de que os contratos são confidenciais.

O jornal O  Estado de SP, obteve os nomes de parte da carteira de clientes de Marina a partir de uma série de entrevistas no meio empresarial.

Valores. 

Os valores de cada palestra de Marina variam conforme o cliente. Da Fundação Dom Cabral, por exemplo, uma instituição privada de ensino de Minas Gerais,ela cobrou R$ 15 mil. O Conselho Federal de Contabilidade pagou R$ 33 mil a Marina.

O Santander e o Crédit Suisse não revelam quanto pagaram pela palestra de Marina.

Desde junho deste ano, quando se candidatou à Vice-Presidência da República na chapa de Eduardo Campos, Marina "mantém-se com a poupança acumulada até então" com o trabalho de palestrante, segundo sua assessoria de imprensa.

Aplicação.
De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, Marina,  não declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter uma poupança. Confrontada com essa informação, a equipe de Marina afirmou que usou o termo "poupança" inadequadamente e que, na verdade, ela "mantém-se com o que dispõe em sua conta corrente." Ao tribunal, Marina informou que tem R$ 27.920,58 na sua conta corrente.

Em 19 de agosto, o marido de Marina Silva, Fábio Vaz de Lima, deixou o cargo de secretário adjunto do governo do Acre. Para que ela possa pagar suas despesas, "a campanha discute se haverá algum tipo de auxílio para o período até 5 de outubro", informou a assessoria da candidata. Entre as contas mensais de Marina está o aluguel de R$ 4200,00 da casa em que mora, em área nobre de Brasília.

Ela também ocupa um apartamento quando está em São Paulo. Conforme a campanha, o imóvel foi emprestado pelo empresário Carlos Henrique Ribeiro do Vale e registrado no TSE.

Na primeira vez que concorreu à Presidência, Marina declarou patrimônio de R$ 149.264,38. Em 2014, o valor caiu para R$ 135.402,38.Os Amigos do Presidente Lula

Pau que bate em Chico bate também em Francisco, Marina e Aécio

Quando o PT e suas lideranças resolveram lançar o mote “A verdade vai vencer a mentira” é devido às milhares de obras de infraestrutura, grandes, médias e pequenas, além de dezenas de programas sociais, que estão em pleno andamento e são escondidos, peremptoriamente, pela imprensa de mercado e por outros segmentos hegemônicos, que atuam e agem nas diferentes igrejas, no Judiciário, no Congresso e nas associações e sindicatos patronais.

Trata-se do poderoso sistema midiático privado, que se transformou em partido político de direita e que, sistematicamente, boicota os avanços sociais e econômicos conquistados pelo povo brasileiro, pois a intenção é fazer com que não haja reconhecimento das conquistas, bem como a intenção é fazer com que elas fiquem no esquecimento, como se nunca tivessem existido.

Contudo, torna-se necessário e urgente ao PT e à sua coalizão partidária reaprenderem a rebater, com ênfase e determinação, as mentiras e as manipulações provenientes da imprensa de negócios privados e também dos que se aninham debaixo de suas asas, a exemplo dos tucanos do PSDB, principalmente os paulistas.

Asas conservadoras que ainda não se abriram totalmente à Marina Silva, política hospedeira do PSB, que não possui equipe e muito menos programa de governo confiável, no sentido de suas propostas resguardarem os interesses do Brasil e as conquistas sociais e financeiras dos trabalhadores deste País.

Por isto e por causa disto, o PT não pode vacilar, porque são 12 anos de luta incessante para que o Brasil se desenvolvesse, a partir de programas sociais e obras de infraestrutra, que garantiram a quase plena empregabilidade, bem como propiciou que mais de 30 milhões de pessoas superassem a linha de pobreza, bem como mais de 40 milhões chegassem à classe média.

Cidadãos brasileiros, trabalhadores, estudantes e donas de casa que se tornaram consumidores e, consequentemente, a cooperar para que o Brasil vivenciasse um ciclo formidável de crescimento, somente comparável aos anos dos governos trabalhistas do estadista Getúlio Vargas.

Nunca o Brasil distribuiu renda e riqueza de uma forma tão uniforme, o que propiciou que todas as classes sociais e segmentos de atividades econômicas pudessem crescer, ao ponto de o mercado interno brasileiro se tornar tão poderoso e, por seu turno, efetivar uma rede de proteção social e econômica que impediu que a crise internacional de 2008 afundasse a economia brasileira, como aconteceu nos países da União Europeia e nos Estados Unidos.

Todas as questões postas na mesa têm de ser explicadas com acuidade e desenvoltura pelo PT e suas lideranças, a começar pela presidenta Dilma Rousseff e pelo maior cabo eleitoral da América Latina, o ex-presidente trabalhista Luiz Inácio Lula da Silva. Do contrário, o PT vai continuar a ser um saco de pancadas, tal qual a um boxeador que levou um direto, não caiu, mas grogue com as pancadas, mal tem a capacidade de se defender quanto mais efetivar ataques aos seus oponentes.

Adversários e inimigos perniciosos e funestos. No caso, a imprensa corporativa, de caráter neoliberal, portanto, entreguista, e seus aliados que, fracassados e incompetentes, abrigam-se em seu guarda-chuva elitista, sectário e que dá guarida aos conservadores do PSDB, DEM e PPS.

O guarda-chuva que cobre também as cabeças dos candidatos nanicos, à direita e também à esquerda. “Candidatos” a presidente da República, porém, a ter como único propósito atacar a presidenta Dilma Rousseff, o Lula, o Governo Trabalhista e o PT, como deixou claro e livre de equívocos e enganos o horário eleitoral, as entrevistas e os debates transmitidos pelas televisões e rádios pertencentes aos magnatas bilionários de imprensa familiar, que ora está em dúvida quanto às reais condições de Marina Silva, a “Sonhática”, assumir a Presidência de um País poderoso e complexo como o é o Brasil.

O Brasil é tão poderoso e rico que a direita partidária, a Casa Grande empresarial e os coxinhas de classe média se recusam a sair do País, porque sabem que viver em Pindorama tem futuro, bem como compreendem que se conquistarem o poder vão viver ainda melhor do que vivem, pois vão efetivar um programa de governo e um projeto de País draconiano, que os permitirão a voltar aos tempos da ditadura militar e dos governos Collor, Sarney e Fernando Henrique.

Governos e governantes conservadores que apostaram, no passado, em um País VIP, alinhado sumariamente aos interesses dos EUA e da UE, suas cortes, tratadas como patrões, pois a elas subordinados e subservientes. A direita que deseja e luta por um Estado que deixe de ser o indutor e o fiscalizador do desenvolvimento econômico e social e passe a ser apenas uma plataforma para esses grupos sociais e econômicos darem suas piruetas e se locupletarem a despeito das necessidades e dos interesses da grande maioria do povo brasileiro.

O PT e líderes como Lula e Dilma têm de abrir a boca, fazer comparações e serem duros com quem manipula e mente sobre os números, os índices e as conquistas acontecidos nos últimos 12 anos. Não é complexo responder à altura àqueles que tratam o Brasil como pária dos países ricos, pois, a ser assim, a Casa Grande só tem a ganhar, como ocorre desde os tempos do Brasil Colônia.

Marina Silva, a “Sonhática”, cujas palavras e pensamento ninguém compreende, tem de ser desmascarada, e, mais do que isto, desconstruída em suas peripécias e dubiedades. Marina tem de ser mostrada como ela o é: incoerente, inconstante, sem ideologia, vazia de propostas e cooptada pelo mercado de capitais.

A candidata hospedeira do PSB, que não é PSB, bem como não conseguiu regulamentar junto ao TSE a Rede Sustentabilidade, tem de explicar os seis anos em que ela foi ministra do Meio Ambiente e fracassou no que é relativo ao desmatamento, à proteção das matas ciliares, dos rios e riachos.

Explicar também o porquê de não ter conseguido diminuir os índices de poluição, além de jamais ter efetivado um diálogo sincero com os sindicatos dos trabalhadores rurais, com os empresários do agronegócio e com os médios e pequenos produtores, já que o Ministério do Meio Ambiente é intrinsecamente ligado às questões ecológicas, bem como discute assuntos concernentes à produtividade rural, além de tratar também de temas complexos referentes aos índios.

Pelo contrário, a única coisa que a candidata dos banqueiros fez foi paralisar obras realizadas por todo o Brasil, muitas delas de enorme importância para a economia e a população brasileira. Ligada a grandes ONGs nacionais e internacionais, Marina passou a ser uma adversária dentro do próprio Governo Trabalhista, e a única solução foi a sua saída do Ministério de Lula.

Após sua exoneração, assumiu o cargo de ministro no Ministério do Meio Ambiente o deputado carioca, Carlos Minc. O ministro, em menos de dois anos, resolveu problemas, atingiu metas e achou soluções para casos polêmicos e complexos muito mais do que Marina Silva, que tem enorme dificuldade para ouvir e dialogar.

A “Sonhática”, além de centralizar as decisões, demora para efetivá-las, bem como é portadora de uma personalidade com viés messiânico. Enfim, Marina coloca em risco todo um programa de Governo e projeto de País vitoriosos, independente do que considera ou deixa de considerar a imprensa burguesa e seus áulicos, que vicejam na sociedade, entretanto, teleguiados por ela.

A questão primordial é vencer a mentira e a desinformação. E o ringue para derrotar os mentirosos é o horário eleitoral veiculado nas tevês e rádios. Só que o PT tem de reaprender a bater, como o fazia no passado, para que o povo brasileiro veja, ouça e observe as realidades e as verdades.

Não é justo e nem justificável que os governantes trabalhistas, Lula e Dilma, sejam alvos de mentiras e as conquistas de seus governos, de suas equipes e dos trabalhadores brasileiros, que acreditaram no Brasil e empreenderam um desenvolvimento jamais visto antes neste País sejam desacreditados, sabotados, boicotados e, sobretudo, não mostrados pela imprensa alienígena e de passado golpista, que se transformou no principal partido oposicionista e de direita deste País.

Aécio Neves é retrocesso. Ele é o Fernando Henrique mais novo, mas com pensamentos e ideias velhos, superados e ultrapassados pelas realidades atuais e, principalmente, pelo fracasso que foi a política econômica neoliberal empreendida pelos tucanos, que o foram, irrefragavelmente, reprovados pelo povo brasileiro em três eleições.

Sobre Marina Silva, já disse o que tinha de dizer. Ela é messiânica e dúbia, características principais dos governantes que, no decorrer da história da humanidade, criaram e fomentaram crises políticas e econômicas que os levaram à guerra, à deposição e à renúncia. Marina compôs com o que tem mais de atrasado, no que tange ao fundamentalismo religioso e mercadológico. Ah, isto Marina representa, sem dúvida. O perigo mora aí.

O Partido dos Trabalhadores tem de se defender e reaprender a atacar. Recado ao PT: pau que bate em Chico bate também em Francisco, Marina e Aécio. É isso aí.


Davis Sena Filho

Davis Sena Filho é editor do blog Palavra Livre

Rumo ao desconhecido


Por André Singer
Da Folha de S. Paulo

Com a ascensão rápida de Marina Silva, confirmada pelo Datafolha e captada pelas pesquisas desta semana, teremos dois meses de alta indeterminação pela frente. As incógnitas que rondam a candidata, neste momento majoritária no segundo turno, tornarão volátil o cenário político e eleitoral até 26 de outubro. Relação com o agronegócio, programa social, base de apoio para governar, há muito em aberto na candidatura pessebista.

Ao comprometer-se com a independência do Banco Central (BC), Marina traçou o perfil macroeconômico de um possível governo do PSB. Teremos juros altos, recessão bem mais que técnica, corte de gastos públicos e desemprego. Mas como seria possível encaminhar os problemas da população que tem renda familiar mensal (RFM) entre 2 e 5 salários mínimos e mora em grandes centros urbanos, cujo apoio a ex-senadora precisa consolidar para
vencer?


De acordo com o Ibope, Marina detém 31% das intenções de votos nesse segmento, encontrando-se empatada tecnicamente com Dilma Rousseff (33%). Como a vantagem de Dilma é nítida entre os mais pobres –sobretudo os que recebem até 1 salário mínimo de RFM (46% contra 23% da candidata ambientalista)–, o fiador da possível eleição de Marina será o eleitor de baixa renda que já superou os problemas da sobrevivência imediata, mas continua
às voltas com grandes insatisfações.

A lógica eleitoral indica que Marina vai acentuar promessas, como a realizada no debate da Band (26/8), de destinar 10% da receita da União para a saúde. Ocorre que as referidas propostas são incompatíveis com a orientação sinalizada pela independência do BC. É certo que as campanhas adversárias vão apontar a contradição, ainda que isso cause algum problema de definição para elas próprias.

Outra via de ataque a Marina diz respeito à "nova política". A entrevista para o "Jornal Nacional" (27/8) deu o tom do que vem pela frente. A impossibilidade de explicar, ou condenar, o suposto caixa dois envolvido no avião em que Eduardo Campos viajava, deixou Marina com a resposta típica do que ela chama "velha política": por enquanto nada tenho a declarar e tudo será
investigado. Casos do gênero vão pipocar, pois a candidata está, e estará cada vez mais, aliada a políticos tradicionais.

Em que medida o eleitor prestará atenção e perceberá tais incongruências? Concluo, após duas décadas de estudos eleitorais, que, apesar de pouco informado, o cidadão médio capta o "cheiro" do que vem pela frente. O difícil é saber se, na hora H, preferirá correr o risco de decepcionar-se com Marina para tirar o PT do poder, ou se optará pela segurança da situação já conhecida, ainda que não animadora.

domingo, 31 de agosto de 2014

Boa noite

Jovens, vocês querem mesmo Marina?

 A simples leitura do programa de governo de Marina da Silva que, como todos sabem, foi escolhida pela "providência divina" e os acontecimentos recentes envolvendo as alterações no seu programa partidário permitem levar ao eleitorado jovem pontos fundamentais que revelam a natureza extremamente conservadora do eleitorado mais jovem.

Por Gilson Caroni Filho*, para o Vermelho



Comecemos pelas questões macroeconômicas: 

1) Marina pretende dar autonomia para o BC. O que significa isso? Entregar o banco para o mercado financeiro. Não por acaso conta com o apoio de banqueiros em sua campanha.

2) No documento, consta que políticas fiscais e monetárias serão instrumentos de controle de inflação de curto prazo. Como podemos ler este ponto? Arrocho salarial e aumento nas taxas de desemprego.

3) O programa ainda menciona a diminuição de normas para o setor produtivo. Os mais açodados podem pensar em menos carga tributária e burocracia para as empresas. Não, trata-se de reduzir encargos trabalhistas com a supressão de direitos que facilitem as demissões. Há muito que a burguesia patrimonialista pede o fim da multa rescisória de 40% a ser paga a todo trabalhador demitido sem justa causa. O capital agradece.

4) Redução das prioridades de investimento da Petrobrás no pré-sal. O que significa? Abrir mão de uma decisão estratégica de obter investimentos para aplicar na Saúde e na Educação. Isso, meus amigos mais jovens, é música para hospitais privados, planos de saúde e conglomerados estrangeiros que atuam na educação. O que o grupo Galileo fez com a Gama Filho e Univercidade , aqui no Rio, é fichinha perto do que está por vir. Era com uma coisa desse tipo que vocês sonhavam quando foram às ruas em junho do ano passado?

5) Em vez do fortalecimento do Mercosul, o programa da candidata, que " quer fazer a nova política," prega o fortalecimento das relações bilaterais com os Estados Unidos e União Europeia.Vamos retroceder vinte anos e assistir a um aumento da desnacionalização da economia latino-americana. É isso que vocês querem?

6)Meus caros amigos, não sei se foi a providência divina quem derrubou o avião em que viajava Eduardo Campos. Mas o que a vice dele, uma candidata que está à direita de Aécio Neves, lhes oferece é o pão que o diabo amassou. Gosto da vida, gosto da juventude, mas, agora, cabe a vocês escolher o que desejam enfiar goela adentro. Não há mais ninguém inocente. 

No campo dos costumes, cabem outras indagações. O Partido Socialista Brasileiro, que sempre teve uma agenda progressista, foi criado em 1947 .Ao ceder a pressões para lançar a candidatura de Marina da Silva, acabou. No lugar dele, surgiu um PSB capturado pelo "Rede" da candidata do Criador. 

Pois bem, bastaram quatro tuitadas do Pastor Malafaia para o partido retirar de seu programa de governo o casamento civil igualitário. Se em quatro mensagens por twitter houve um retrocesso desse porte, imaginem em quatro anos de um eventual governo do consórcio Itaú-Assembléia de Deus. Descriminalização do aborto? Esqueçam. Descriminalização dos usuários de drogas? Nem pensar. No mínimo, procedimentos manicomiais para os dependentes. Pensem nos direitos conquistados pelas mulheres nos últimos anos sendo submetidos ao crivo de dogmas medievais. Nos homossexuais como anomalias apenas " toleradas", jamais como sujeitos de direitos.Sim, pois vislumbramos uma religião se transformando em política de Estado.

É isso que vocês querem para o país? É isso que vocês querem para suas vidas e a dos filhos que vierem a ter? Em caso afirmativo, chamem Torquemada e me avisem: não quero ver ninguém ardendo em fogueiras. Tudo é força, mas só Malafaia é poder. Não acredito que vocês desejem isso. 

Melhor, não quero acreditar.

*Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista do Portal Vermelho.

Nada mais do que um Collor de saias




Marina está crescendo porque dialoga com o sentimento difuso das manifestações de junho de 2013, subproduto da falta de uma Lei de Meios, que tiveram como principal elemento o desgaste do atual sistema político sem compreendê-lo a fundo e, logo, sem bandeiras claras para a transformação deste, desembocando numa genérica aversão à corrupção, partidos e políticos.
A "nova classe média" e as "classes" D e E tem sido penetradas por Marina porque, como acertou Clóvis Rossi, a melhora da vida destes segmentos ainda é um fenômeno visto por eles próprios como vulnerável e o terrorismo da mídia com a inflação e o crescimento desperta desconfiança quanto ao futuro.
Também é preciso reconhecer, como lembrou Luiz Carlos Azenha, que estes setores ainda não puderam ser suficientemente esclarecidos: "tiraram proveito dos programas sociais mas se revoltam com a cobrança de impostos; ganharam bolsa do Prouni e agora se orgulham de ler a Veja; receberam energia pela primeira vez em casa e acreditam em tudo o que sai no Jornal Nacional". 
Só que Marina cada vez mais se mostra incapaz de responder a qualquer destas questões.
Na gestão Marina no Meio Ambiente o desmatamento da Amazônia aumentou e só diminuiu quando ela saiu. Em gestão, um fiasco. Isso significa, a partir da experiência concreta do país com ela, que a Amazônia e os demais biomas estarão absolutamente vulneráveis às grandes empresas, negócios, ONGs de fachada e práticas econômicas ilegais. Marina não está apta a defender a maior riqueza em biodiversidade do planeta.
No mesmo Ministério, não conseguiu costurar uma acordo em torno do meio ambiente, só se isolou. Como líder, foi um fracasso, pois espera-se de uma pessoa com esta qualidade que construa pactos com amplos setores, inclusive os muito poderosos, porém com importância econômica inegável à economia, tecnologia e empregos do país, que os façam parceiros da preservação e não um foco de conflitos sociais e crises internas ao governo e ao parlamento.
Está candidata com Heráclito e Bornhausen, com jato de caixa 2 a responder. Para agradar ao agronegócio disse que nunca foi contra os transgênicos, e capitulou à Malafaia, contra os gays. Como nova política, é incoerência em pessoa. O que se pode esperar dela, que, apesar de sua Rede ter mais de 100 candidatos espalhados em legendas que vão do DEM ao PSOL, é que seja refém da grande mídia familiar para encurralar o poder legislativo, de um setor da sociedade, como as igrejas evangélicas e seus pastores políticos, ou, pior, radicalize o toma lá dá cá que tanto critica. Aqui, voltamos a refletir sobre qual será a capacidade de uma não-gestora e líder de atributos questionáveis de proteger o meio ambiente num contexto destes. 
Marina em campanha copiou o programa neoliberal de Aécio. Como alternativa, é um engodo. Ela será refém de sua patrocinadora e mentora, Neca do Itaú e os colegas dela do sistema financeiro. Ou seja: vai aumentar juros, reduzir serviços e servidores públicos e aumentar o naco do orçamento público para pagar juros aos banqueiros. É isso que significa a proposta de dar autonomia ao Banco Central. Em suma, está escrito que destruirá os programas sociais, o emprego, o crédito e o salário. 
Marina, então, pelo que anuncia e por como se comporta, é parte do que se chama de "corrupção", é fisiológica, neoliberal (de direita) e traz consigo as trombetas apocalípticas da submissão internacional do Brasil, com índices alarmantes de calamidade social, como já foi lamentavelmente experimentado nos anos 90.
Fernando Rodrigues, ao forjar uma declaração do ex-ministro José Dirceu, estava redondamente errado. Ela não é Lula, é Collor de saias.
No Brasil de hoje, não faz sentido temer pelo futuro, pois nosso modelo manteve a inflação na meta, ao contrário dos tucanos. Sem cortar serviços e servidores públicos, reduziu a proporção dívida-PIB de 50% para 30%. Além do legado da Copa, cada casa construída para um pobre morar, unidade de saúde, ponte, escola, creche, trazem consigo empregos com salário mínimo valorizado, que gera mais renda para o comércio local, que emprega mais e com mais salário. Por isso, apesar do baixo crescimento, seguramos o pleno emprego e a qualidade de vida crescente.
O fator Marina só trouxe uma coisa boa: provar ao país que o problema político não se resolve com falso mágico, mas com uma reforma que liberte a representação popular da chantagem da mídia e dos financiadores de campanha. Foi isso que Junho quis, é isso que Dilma fará com apoio da sociedade, dos partidos e instituições democráticas para que, nunca mais, uma Neca qualquer se julgue no direito de classificar os partidos de "esquerda" e "direita" ao seu bel prazer e isso influencie alguém. Ou, que um pastor se arrogue o direito de ordenar se uma população pode ou não ter direitos.. -

LEOPOLDO VIEIRA,

A mansão de Genoino que a mídia não mostra


Não, as fotos acima não são da mansão de Genoino. A primeira é do apartamento de Barbosa em 


Não, as fotos acima não são da mansão de Genoino. A primeira é do apartamento de Barbosa em Miami e a segunda do hotel de um dos fiscais de Serra e Kassab, que desviaram R$ 500 milhões da prefeitura de SP. Abaixo temos um relato e fotos da mansão de Genoino


Foto, também, do apartamento de R$ 1 milhão de Barbosa em Miami. Abaixo o relato e as fotos da mansão de Genoino


Meu vizinho Genoino

Vila Indiana, Butantã, São Paulo, bem atrás da USP. Morei lá nos anos de 2001 e 2002, num quartinho alugado, de estudante, numa construção muito estranha, sem acabamento, feita às pressas. Eram quartos feitos um em cima do outro, para os lados, escadas apertadas em redemoinho, levando para um fundo que parecia não ter fim. Alguns quartos tinham banheiro dentro e eram minúsculos, outros eram espaçosos, mas sem banheiro. As portas e janelas eram de lata. A sensação era que tudo aquilo iria desmoronar a qualquer instante. Certamente, aquele labirinto jamais passou pelos olhos de um engenheiro ou pelo crivo de um fiscal da prefeitura. Havia uma cozinha coletiva que mais parecia um porão. Úmida e com cheiro de mofo, gordura e gás, havia lá muito a se fazer, e os pedreiros que trabalhavam naquele porão com fogão e geladeira não pareciam conhecer nada de alicerces. Na verdade, o local parecia mais um canteiro de obras irregular e perigoso, feito para enriquecer alguém rapidamente à custa dos alunos da USP que lá moravam, jovens de toda parte, calouros, mestrandos, doutorandos do Brasil e do mundo.

Eu morava bem no alto daquela mistura de torre de Pisa, de Babel e puxadinho mal-feito, num quarto espaçoso, logo, sem banheiro dentro. A pia ficava numa sacada com vista para a parte de baixo do bairro e para o quintal de uma personalidade bastante respeitada na época: o então candidato ao governo de São Paulo pelo PT, José Genoíno. Da minha sacada, com a boca cheia de pasta de dente, eu via toda manhã os fundos da Vila Indiana e o quintal da casa de um dos políticos mais respeitados daquele momento, um sobrado simples com garagem. Por cinco ou seis vezes pude ver daquele mirante Genoíno no seu quintal ou na sua garagem, sempre muito rápido e discretamente. Em algumas delas consegui cumprimentá-lo lá de cima.

Genoíno ainda mora lá, naquele simples sobrado de classe média baixa, naquele bairro de classe média para baixo, depois de todo o sórdido e covarde espetáculo promovido pela máfia midiática no caso do "mensalão", que linchou publicamente a sua reputação de político honesto e comprometido com as causas populares. Em nada sua única propriedade corresponde à versão da oligarquia midiática brasileira de que o mais famoso crime de caixa dois para financiamento de campanha política fora o "maior escândalo de corrupção da história do país". Genoíno, o cara mais injustiçado da política brasileira, não mora numa mansão no Morumbi, não é vizinho de José Serra (peça chave da privataria tucana impune) ou do Maluf (estrela de vários escândalos), não tem apartamento em Higienópolis, no condomínio de Fernando Henrique (o príncipe da privataria tucana e da compra de votos para a reeleição de 1998), tampouco conta na Suíça. Mesmo assim, ao que tudo indica, ele terá de pagar uma multa à Justiça de Joaquim Barbosa sem ter nenhum recurso para pagá-la, a não ser com o dinheiro da venda do sobrado da Vila Indiana onde ainda mora, seu único teto. Mesmo com a venda do único patrimônio que ainda tem lhe faltará dinheiro para tal. Em suma, Genoíno foi sim guerrilheiro, preso político da ditadura militar, militante torturado, homem de partido que se sacrificou por um projeto, o qual, felizmente, se realizou e está sendo realizado: eleger Lula presidente e tirar milhões da miséria.

Texto escrito por Paulo Jonas de Lima Piva

Fotos da "mansão" onde vive José Genoino

Casa fica no bairro Butantã, em São Paulo




Genoino com sua família pouco antes de se entregar

Até a Folha desconfia que Marina vive de mesada do Itaú, Natura e outros magnatas.




O jornalão Folha de São Paulo fez uma matéria sobre como Marina Silva sobrevive, já que desde 2011 ela não tem mais o salário de Senadora e não ocupa nenhum cargo nem tem nenhum emprego.

Desde 2011, Marina abriu uma empresa para fazer palestras e, segundo a Folha, faturou R$ 1,6 milhão até maio desde ano, quando fez a última. A candidata disse ao jornal que ela assinou 65 contratos e fez 72 palestras remuneradas, mas se recusa a dizer quem a contratou, alegando "confidencialidade".

Curioso este conceito de confidencialidade de Marina. Não dizer quanto cobra por palestra é compreensível, pois normalmente as negociações são diferentes conforme o perfil do contratante e do evento. Mas se negar a dizer quem já a contratou é falta de transparência. Nem faz muito sentido se as palestras tiverem acontecido de verdade, pois não haveria segredo tendo uma platéia inteira como testemunha em um evento de divulgação pública.

Ela deu palestras em empresas de agrotóxicos? Tem vergonha de falar que deu palestras no Itaú? No Citibank? Na Bandeirantes Pneus? Em alguma empresa envolvida em escândalos? Afinal o que ela tem a esconder do eleitor?

Sala fechada e doações de Neca Setúbal do Itaú.

Segundo a Folha, a sede da empresa de palestras estava fechada na sexta-feira. Fica em uma sala ao lado de outras cinco do Instituto Marina Silva em Brasília. O Instituto estava aberto e se mantém com doações. Entre os principais doadores está Neca Setúbal, acionista do Itaú e irmã do presidente do banco, que coordena o programa de governo de Marina.

Segundo a Folha, o Instituto criado também em 2011 tem a função de desenvolver projetos da área ambiental, digitalizar o acervo de Marina Silva e intermediar palestras gratuitas.

Mas não tem site do Instituto na internet, pelo menos que se possa localizar nos mecanismos de busca. A página do Facebook em nome da entidade, se for oficial, está apenas reservada, vazia. Isso demonstra baixa atividade nos fins que se propõe, parecendo funcionar mais como suporte à carreira política da candidata.

Falta de ética na política é usar o passado em movimentos sociais para sair candidata dos banqueiros.

As atividades privadas empresariais e no Instituto de Marina, enquanto privadas e se estiverem dentro da lei, não seria problema público.

Mas vira problema público sim, quando ela sai candidata a presidenta da República com apoio do mesmo grupo de magnatas que parecem fazer uma ação entre amigos para sustentar financeiramente Marina desde 2011.

Esse grupo constitui praticamente um partido político informal e oculto de banqueiros e empresários que está usando Marina Silva para chegarem ao poder. Dão a ela o poder simbólico e ficam com o poder de fato para si, com as chaves do cofre do nação, controlando a equipe econômica, inclusive criando leis para impedir ingerência governamental no Banco Central.

Eu pergunto: É ético Marina Silva se apresentar com a imagem de sua história de vida do passado, e esconder do eleitor os reais compromissos do presente com banqueiros?

O engodo da "nova política"

Cruzem os dados e verão que os mesmos que financiam Marina, são os mesmos que financiam as bancadas mais atrasadas, retrógradas, fisiológicas e corruptas no Congresso Nacional.

O plano perfeito é esse: Marina serve para tirar Dilma do cargo, para governar de rabo preso com os banqueiros, e mesmo se quiser se rebelar em algum tema contra os banqueiros, o Congresso Nacional não deixará.

Logo é piada falar em "nova política" com Marina ao lado de banqueiros e reacionários que financiam bancadas da velha política, e fazem oposição às conquistas trabalhistas, populares e de distribuição de renda.Os Amigos do Presidente Lula

O blá, blá, blá de Marina:Marina fracassou no desmatamento




247 – O desempenho que Marina Silva teve na redução do desmatamento florestal enquanto esteve à frente do ministério do Meio Ambiente coloca em xeque o discurso da candidata do PSB no campo ambiental. O colunista Paulo Moreira Leite apresenta, em novo artigo em seu blog no 247, a comparação entre a gestão da ex-senadora e seus dois sucessores: Carlos Minc e Izabella Teixeira, atual ministra.
O jornalista ironiza o desempenho da "estrategista", que disse que o Brasil não precisa de "gerentes", mas pessoas com visão estratégica. "A estrategista do meio ambiente Marina administrou, em média, 18 000 quilômetros quadrados de desmatamento. Com Carlos Minc, a média caiu para menos da metade: 7000. Com Izabela, encontra-se em 5560, menos de um terço do desempenho de Marina", escreve.
"Sabe aquela conversa de que o adversário não 'está preparado' para governar o país? Pensa 'pequeno'? Olha 'baixo'? Pois é", diz Paulo Moreira Leite. "Marina tenta alvejar Dilma com o mesmo preconceito que já foi jogado contra Lula — e também era usado contra ela, no tempo em que não recebia R$ 50 000 mensais por palestras não era amiga de Neca Setúbal nem fazia 'nova política' a bordo de jatinho sem dono conhecido nem prestação de contas", prossegue.
O colunista ressalta que o desempenho da candidata em relação ao desmatamento "é um bom termômetro de avaliação" de seu discurso no terreno ambiental: "mesmo em seu terreno ela demonstrou mais blá-blá-blá do que competência". A não ser, lembra ele, que agora nesta fase – na qual Marina passou uma "borracha no passado" e "tenta inventar uma novíssima candidata", ela diga que "nunca" foi contra desmatamentos, como fez com os transgênicos em entrevista ao Jornal Nacional.

O recado de Marina ao PSB

Marina Silva, que já voltou atrás na questão relacionada ao casamento entre os gays, que já voltou atrás na questão relacionada ao agronegócio, que já voltou atrás na questão relacionada ao pré-sal, dá o recado ás pombinhas do PSB.Quem conhece Marina não vota nela.

sábado, 30 de agosto de 2014

Fogo amigo no ninho dos tucanos e das pombinhas


Aécio Acusa Marina de plagiar seu programa de governo




Minas 247 - Parece estar claro para PT e PSDB que já é hora de deixar de lado o clima 'paz e amor' adotado nos discursos da presidente Dilma Rousseff e do senador Aécio Neves em relação a adversária Marina Silva, do PSB. 
Em entrevista coletiva em São José do Rio Preto-SP, onde fez campanha neste sábado, o candidato tucano, com outras palavras e 'com todo respeito', acusou Marina de copiar seu programa de governo entregue à Justiça Eleitoral.
"O programa anunciado pela candidata Marina, na verdade, é o maior apoio que eu recebi até agora. Porque ele registra, ele resgata as nossas propostas e, entre o original, coerente desde sempre e as últimas posições da candidata Marina, eu acredito que os brasileiros ficarão com o original".
Em tom irônico, Aécio disse ainda que Marina o apoiasse mais cedo, seria mais fácil vencer a disputa pelo Planalto.
"Honestamente, se desde o início da luta pela estabilidade econômica com o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, nós tivéssemos tido o apoio da candidata que hoje considera esses avanços importantes, a nossa travessia, talvez, tivesse sido feita com menos dificuldades. A objeção, a oposição ferrenha do Partido dos Trabalhadores e, obviamente, de todos os seus membros naquele momento, fez com que essa nossa trajetória fosse ainda mais dura. E [a nossa proposta] vai vencer. O importante é que nós vencemos, a estabilidade está aí, agora colocada em risco pelo atual governo. Portanto, entre o original e essa nova aversão adaptada das convicções da candidata Marina, que respeito pessoalmente, os brasileiros ficarão com o original".
O candidato tucano disse ainda que, com o 'plágio', Marina acabou lhe homenageando.
"O programa da candidata Marina é a maior homenagem que eu poderia receber nesses 30 dias restantes da campanha, porque na verdade, ela afirma que as nossas convicções, aquilo que nós defendemos ao longo de toda última década é o caminho correto. Ela defende as nossas políticas do campo econômico, mesmo tendo-as combatido quando estava dentro do PT, ao longo de muito tempo. Defende as nossas experiências em gestão pública em Minas Gerais, mais eclética, mas isso é compreensível. Mas busca aplicar algo que não é novo, que já existe em Minas Gerais, como a recuperação variável a partir de metas fixadas que nós praticamos na Educação que levou, inclusive, Minas a ter a Educação Fundamental mais bem avaliada do Brasil, mas já estamos além porque levamos a todos e já foram implantadas. Acho que esta justificativa de que o agronegócio é importante hoje, infelizmente, eu não vi essa mesma defesa no momento da votação do Código Florestal, mas nós sempre defendemos ali um grande pacto em favor do campo e da sustentabilidade. Portanto, o que eu vejo é uma aproximação muito grande da tese da candidata. E entre o original e o genérico eu fico com original".

Olha essa

O programa econômico de Marina é o do PSDB piorado



Por Carlos Alberto Carlão de Oliveira 


"Transcrevo o trecho do programa, que são os eixos diretrizes para as decisões referentes aos pontos abordados:



- "independência do Banco Central" (ora, os assessores econômicos de Marina são os donos do Itaú e seu consultor André Lara Rezende, o mentor do confisco da poupança de Collor);

- "redução de gastos públicos para elevar o superávit primário" (isto é, diminuir investimentos em programas sociais e até de investimentos públicos em obras de infraestrutura, à semelhança do que fez FHC em 8 anos sem implantar uma universidade, sem construir um estaleiro, sem fazer uma usina hidrelétrica, sem duplicar uma rodovia federal e sem construir um palmo de ferrovia);

- "trabalhar com metas de inflação sem o controle de preços" (então, o controle será através do desemprego, do arrocho e do aumento de preços, tal como fez o governo tucano de FHC - está na bíblia do neoliberalismo!);

- "acabar com a maquiagem das contas" e "corrigir os preços administrativos" (quer dizer, aumentar os preços da gasolina, da energia e outros serviços públicos);

- "aumentar a competição internacional em todos os setores" (trocando em miúdos, que vá às favas a indústria nacional) etc.

Acesse o link do programa da candidata e confira à p. 45, Eixo 2 - Economia, onde se lê:

"Recuperar o tripé macroeconômico básico, que implica:

1) trabalhar com metas de inflação críveis e
respeitadas, sem recorrer a controle de preços
[...].
2) gerar o superávit fiscal necessário para assegurar
o controle da inflação [...].
3) manter a taxa de câmbio livre, sem intervenção
do Banco Central [...].
• Assegurar a independência do Banco Central o
mais rapidamente possível [...].
O modelo será mais detalhado após as eleições,
[...].
• Acabar com a maquiagem das contas, a fim de
que elas reflitam a realidade das finanças do setor
público.
• Reduzir [...] o déficit primário ou o endividamento líquido
do setor público.
• Corrigir os preços administrados [...].
• Reduzir o nível de indexação da economia.
• Criar o Conselho de Responsabilidade Fiscal
(CRF), independente e sem vinculação a nenhuma
instância de governo, que possa verificar a
cada momento o cumprimento das metas fiscais [...]
• Aumentar a competição internacional em todos
os setores [...]."
AMÉM. Viva o ultradireitismo camuflado da Marionete!

Desmascarar Marina e pôr em movimento a força do povo


A pesquisa Datafolha divulgada na noite desta sexta-feira (29) confirma a ocorrência de brusca movimentação no quadro pré-eleitoral, com o empate nos índices de intenção de votos entre a presidenta da República, Dilma Rousseff, candidata à reeleição, e Marina Silva, ambas com 34%. 

As projeções de segundo turno indicam vantagem para a candidata do PSB, com 50% das preferências, contra 40 da presidenta. Os resultados do Datafolha confirmam a tendência revelada por outras sondagens de opinião pública, divulgadas no meio da semana. 

Não há por que extrair desses levantamentos conclusões precipitadas, nem tomar os números das pesquisas como a antecipação do resultado e o vaticínio da derrota. Menos ainda aceitar a provocação das forças neoliberais e conservadoras, com o ativo e militante apoio da mídia privada monopolista, quando afirmam que o pânico e o terror tomam conta do comando da campanha de Dilma e o espectro da derrota ronda a direção petista e o Palácio do Planalto. 

Temos pela frente cinco semanas de campanha, que serão marcadas por duros enfrentamentos políticos e acalorados debates, decisivos para que a maioria do eleitorado brasileiro forme convicções e adquira plena capacidade de decidir o rumo que pretende tomar. 

Os dados revelados pelas recentes pesquisas são surpreendentes porque indicam a alteração de um quadro de liderança da presidenta Dilma que parecia consolidado. Mas nunca passou pela cabeça de ninguém que teríamos eleições fáceis ou a vitória estava dada. É de fato a primeira vez, desde que as forças progressistas chegaram ao governo central, nas eleições de 2002, que surge um questionamento tão claro e direto sobre o favoritismo dessas forças na contenda eleitoral. Mas as vitórias precedentes, em 2002, 2006 e 2010, também não foram fáceis. Em todas elas, a eleição presidencial foi decidida no segundo turno e foram grandes as exigências e desafios impostos à coalizão democrático-popular.

As pesquisas desta semana mostram que a candidatura de Marina Silva capitaliza um sentimento difuso em prol de mudanças em camadas da população que ainda não perceberam que a força propulsora dessas mudanças são precisamente o governo progressista liderado pela presidenta Dilma e a sua candidatura à reeleição. As mudanças vêm sendo gradualmente feitas ao longo de 12 anos, em meio a dificuldades, a crises internacionais, e enfrentando internamente uma correlação de forças em que os setores reacionários detêm imenso poder.

A presidenta Dilma e os partidos que a apoiam serão sem dúvidas mais explícitos, didáticos e contundentes no mister de convencer o povo da novidade contida nas mudanças já empreendidas e nas perspectivas que se abrem com mais um mandato. Este segundo aspecto tem a ver com nitidez programática, arraigadas convicções e audácia para enfrentar as contradições sociais e políticas realmente existentes na sociedade. 

É imperioso, como tarefa de primeiro plano, desmascarar Marina Silva, a candidata das forças interessadas antes de tudo na interrupção e reversão do ciclo político aberto com a primeira vitória de Lula em 2002. A esta altura dos acontecimentos, são acelerados e intensos os entendimentos nos bastidores para promover a união das forças conservadoras em torno de Marina Silva, numa gigantesca operação para fazer do seu eventual governo o retorno dos tucanos e seus aliados ao poder.

Sem mais delongas, é necessário pôr em evidência os compromissos de Marina Silva com o capital financeiro, com os interesses antinacionais, seu desdém à democracia embutido no messianismo e na retórica do “apoliticismo” ou da “nova política”. Mais do que nunca, é necessário denunciar a candidata como a personificação da luta anti-Dilma, do antipetismo e da luta contra a esquerda. Aquela que vai, em nome de realizar mudanças, reverter as imensas conquistas sociais a duras penas alcançadas nos últimos 12 anos.

Com seu messianismo e personalismo exacerbado, Marina Silva pode representar mais uma caricata aventura, como foram em momentos distintos Jânio Quadros e Collor de Mello. Um eventual governo por ela liderado seria o prelúdio de crises e retrocessos na vida democrática, com nefastas consequências para a luta transformadora e emancipadora dos trabalhadores e do povo brasileiro.

O governo das forças progressistas sob a liderança da presidenta Dilma e sua candidatura à reeleição representam imensa força política e social, correspondem a anseios profundos do povo brasileiro e já demonstraram ser a garantia de que continuará acumulando vitórias na construção de uma grande e poderosa nação próspera, progressista, democrática, soberana e solidária com os povos, em benefício da cooperação internacional e da paz.

São milhões e milhões de eleitores e ativistas, cuja força potencial precisa ser despertada, motivada e mobilizada num momento tão decisivo da vida nacional. Desencadear a força, a energia e a mobilização do povo, infundir-lhe vontade e elevar-lhe a consciência é o dever maior dos que conduzem e protagonizam a luta por mais mudanças e mais conquistas.Portal Vermelho