quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Tucanos corruptos querem ganhar no tapetão



Só faltava essa. Esses corruptos perdem com quase 4 milhões de votos e querem apelar para um terceiro turno.Que coisa ridícula. Nunca antes na história deste país partido algum pediu recontagem de votos.Só digo uma coisa: esses corruptos vão perder duas vezes:perderam nas urnas e vão perder nesse pedido esdrúxulo.Mas é cada uma!

Partido do candidato derrotado Aécio Neves entrou nesta quinta (30) no Tribunal Superior Eleitoral com um pedido de "auditoria especial" no resultado das eleições; ação, assinada pelo deputado Carlos Sampaio (SP), pede que seja autorizada a criação de uma comissão formada por técnicos indicados pelos partidos políticos para a fiscalização dos sistemas de todo o processo eleitoral; "Nas redes sociais os cidadãos brasileiros vêm expressando, de forma clara e objetiva, a descrença quanto à confiabilidade da apuração dos votos e a infalibilidade da urna eletrônica, baseando-se em denúncias das mais variadas ordens", diz o documento tucano; Dilma Rousseff venceu o pleito do último domingo com 51,64% dos votos contra 48,36% de Aécio; tapetão vai prosperar?


247 - O PSDB entrou nesta quinta-feira (30) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um pedido de "auditoria especial" no resultado das eleições. A ação, assinada pelo coordenador Jurídico Nacional do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), pede que seja autorizada a criação de uma comissão formada por técnicos indicados pelos partidos políticos para a fiscalização dos sistemas de todo o processo eleitoral.
O PSDB argumenta que não coloca em dúvida a lisura da apuração e o trabalho do TSE, mas justifica que, depois de anunciada a vitória da petista, surgiu, especialmente nas redes sociais, "uma somatória de denúncias e desconfianças por parte da população brasileira".
Sampaio afirmou que não se trata de recontagem dos votos, mas de uma medida para evitar que teorias de que houve fraude no processo continuem sendo alimentadas e colocando em xeque a postura adequada da Justiça Eleitoral.
"Nas redes sociais os cidadãos brasileiros vêm expressando, de forma clara e objetiva, a descrença quanto à confiabilidade da apuração dos votos e a infalibilidade da urna eletrônica, baseando-se em denúncias das mais variadas ordens, que se multiplicaram após o encerramento do processo de votação, colocando em dúvida desde o processo de votação até a totalização do resultado", diz o texto.
No documento, o tucano alega que a diferença entre três horas entre o encerramento da votação no Acre e os demais Estados que seguem o horário de Brasília e a margem apertada de diferença "são elementos que acabaram por fomentar, ainda mais, as desconfianças que imperam no seio da sociedade brasileira". A ação afirma que o intuito da auditoria é "dissipar quaisquer dúvidas sobre a intervenção de terceiros na regularidade do processo de votação e apuração dos votos".
O PSDB aponta ao TSE que as suspeitas ganharam tamanha dimensão que até uma petição virtual para se exigir uma conferência do resultado eleitoral já está disponível na internet com apoio de 60 mil assinaturas e que foi encaminhada ao senador Aécio Neves (PSDB), segundo colocado na disputa eleitoral.
O partido requer a análise de cópia dos boletins de urna de todas as sessões eleitorais do país, documentos, impressos ou manuscritos gerados em todas as sessões eleitorais do país; cópia dos arquivos eletrônicos que compõem a memória de resultados obtidas a partir dos dados fornecidos por cada seção eleitoral; arquivos eletrônicos detalhados, originais e completos, correspondentes à transmissão e ao recebimento de todos os dados de apuração; entre outros.

As três armações que quase deram a vitória ao tucano Aécio Neves


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Depois de derrotada no segundo turno presidencial com Aécio Neves (PSDB), a velha mídia busca reencontrar-se com a verdade factual. Aos poucos vai revelando o papel nefasto que teve na sórdida campanha contra a reeleição de Dilma Rousseff (PT). São três importantes fatos que se constituem em verdadeiros crimes de imprensa.

Nesta quinta-feira (30) foi a vez da Folha de S. Paulo revelar que o tucano usou números “enganosos”, na verdade falsos, do instituto mineiro Veritá no início do segundo turno. A pesquisa mostrava Aécio 14 pontos na frente de Dilma pelo placar 57% a 43% em Minas Gerais (clique aqui).
Em Minas, a petista venceu por 51,64% contra 48,36% de Aécio.
Ontem (29), O Globo começou a reverberar a farsa que foi montada pela Veja acerca do depoimento do doleiro Alberto Youssef. A revista antecipou a edição da semana passada, com falso depoimento, com intuito de influenciar no resultado das urnas (clique aqui).
Hoje, o jornal Valor Econômico registrou que o advogado do doleiro preso, Antônio Figueiredo Basto, contestou a reportagem de Veja utilizada como “bala de prata” da campanha de Aécio (clique aqui)
Em vídeo, Lula classificou a publicação do Grupo Abril como “talvez o melhor panfleto da campanha do Aécio” (clique aqui).
Na terça-feira (28), o Estadão também fez um reparo à acusação de que o irmão da presidenta Dilma, Igor Rousseff, seria funcionário fantasma da Prefeitura de Belo Horizonte. A acusação fora feita por Aécio durante debate na Band.
De tão simples que é, como conferiu a reportagem, o rapaz dirige um fusca no município de Passa Tempo, no interior. O ex-hippie, que morou nos Estados Unidos nos anos 70, está aposentado há dois anos (clique aqui).
As três armações descritas acima eram disseminadas como “verdades” pela velha mídia durante a campanha eleitoral.

Fonte:Blog do Esmael

O medo do comunismo e a paranoia de pessoas supostamente bem informadas


Executivos, advogados, médicos etc., pessoas que se consideram "bem informadas" pela mídia tradicional estão, pasmem, com medo da "invasão bolivariana": comunistas escondidos nos telhados, prontos para atacar a noite e articulados pelo Foro de São Paulo

dilma comunismo lula bolviariano
Luis Nassif, GGN
Converso com um advogado, de um grande escritório, liberal e de cabeça aberta. E me surpreendo com seus receios: o de que a vitória de Dilma Rousseff possa ser o início de uma república bolivariana no país.
Por e-mail, um ex-executivo de banco me escreve manifestando o mesmo receio.
São pessoas supostamente bem informadas pelos meios convencionais de informação: os velhos jornais e revistas do eixo Rio-São Paulo.
Esclareço que os problemas do PT são os mesmos dos partidos convencionais: acomodamento trazido pelo poder, apego aos cargos públicos, burocratização, fechamento às manifestações da opinião pública.
Nada que o PSDB e mais partidos também não pratiquem em estados onde são poder.
Digo a ambos que o papel dos partidos é o de civilizar a disputa política, abrigando os diversos segmentos sociais dentro do esquadro partidário. Onde não acontece esse trabalho, a disputa política torna-se selvagem. Hoje em dia, a maioria dos movimentos sociais ganhou uma institucionalização, porque representados na esfera partidária. E o PT teve papel relevante nessa ação civilizatória.

Seu defeito de hoje foi ter fechado as portas aos novos movimentos e burocratizado sua estrutura. Mas esses movimentos buscaram o Rede, de Marina – infelizmente servindo de escada para as ambições menores de Marina, que abriu mão de criar um partido pelo canto de sereia de um cargo em um futuro governo Aécio.
Do lado do governo Dilma, houve o mesmo fenômeno do PT, do abandono dos conselhos de participação e outras formas de interação com a sociedade civil – incluindo os conselhos empresariais, que se manifestavam no Conselhão (o Conselho de Desenvolvimento Social) e nos conselhos reunidos em torno da ABDI (Agência Brasileira para o Desenvolvimento Industrial).
Então o que assusta meus interlocutores? O advogado explica que foi a reação de Dilma às ofensas do Itaquerão, quando generalizou e atribuiu as grosserias à elite branca. E também as manifestações populares, durante sua campanha.
Seria o mesmo que considerar que a adesão a Aécio do submundo dos preconceitos e da intolerância transformaria sua vitória em uma Noite de São Bartolomeu,
Na verdade, já era hora de ambos os partidos se desvencilharem desse radicalismo que só se manifesta na retórica dos palanques.
Por trás desses medos recíprocos, há um enorme déficit informacional, devido ao proselitismo cada vez maior do jornalismo atual e à incompetência cada vez maior dos partidos. A insistência em se falar de venezuelização do país mostra que o único ponto de convergência com a Venezuela é o nível de ambas as mídias.
Os tropeços da política econômica de Dilma não podem ser comparados ao populismo desbragado do chavismo. A busca de relações comerciais com a América do Sul, ou com os BRICs, se prende a uma estratégia geopolítica – que pode e deve ser criticada enquanto estratégia, não como uma tendência bolivariana.
O país cheio de comunistas escondidos no telhado das casas, prontos a atacar de noite, articulados pelo Foro São Paulo é uma criação midiática, pirações da sociedade do espetáculo, roteiros novelizados, assim como foi o fantasma da guerra fria que gerou o macartismo nos anos 50 nos Estados Unidos ou a Guerra dos Mundos, de Orson Wells.

Foto: Aécio e o exato momento do anúncio da derrota


Foto revela o exato momento em que o TSE liberou a divulgação dos números para a Presidência da República com 95% das urnas apuradas e vantagem praticamente irreversível de Dilma Rousseff


Luciano Huck tinha pretensão de ser ministro das Comunicações num eventual governo Aécio, por isso foi ver a queda de seu amigo de cachaça e outras coisitas mas.


Foto revela o exato momento em que o Tribunal Superior Eeleitoral liberou a divulgação dos números para a Presidência da República com 95% das urnas apuradas e vantagem praticamente irreversível de Dilma Rousseff.

O apresentador global Luciano Huck e o presidente nacional do DEM, Agripino Maia, aparecem na imagem. Além deles, acompanhavam a apuração junto com Aécio Neves, no apartamento da sua irmã, em Belo Horizonte, outras celebridades e lideranças políticas.
Aécio chegou a liderar

Reportagem veiculada no site do jornal O Globo informa que o tucano Aécio Neves liderou a contagem dos votos até as 19h32 de domingo, quando a presidenta reeleita Dilma Rousseff o ultrapassou. Nesse ponto da apuração, 88,9% das urnas já haviam sido contabilizadas. Segundo a matéria, a reviravolta tem razões regionais: a contabilização dos votos teve início no Sul e no Sudeste, onde o senador mineiro tem vantagem.

“O candidato do PSDB, Aécio Neves, largou na frente. A virada foi registrada às 19:32:03, quando estavam somados 88,9% dos votos. Nesse horário, a presidente Dilma Rousseff (PT) atingiu 47.312.422 votos, ou 50,05% do total apurado até então. Aécio ficou para trás de forma irreversível. Tinha 47.224.291 votos, ou 49,95% do total”, diz o texto, que colheu as informações com o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Giuseppe Janino.

Com 100% das urnas apuradas, Dilma Rousseff sagrou-se vitoriosa com 54.501.118 votos (51,64%). Aécio Neves somou 51.041.155 (48,36%) 

Plantão Brasil

Vitória do PT, derrota da imprensa, marco regulatório e povo no poder


Por Davis Sena Filho  Blog Palavra Livre

MULTIDÃO COMEMORA A VITÓRIA DO PT E DE DILMA ROUSSEFF.

O Partido dos Trabalhadores ressuscitou. No decorrer dos quatro anos de Governo Dilma Rousseff, o PT foi transformado em carne moída, a alimentar o moedor da imprensa de negócios privados e a ser alvo constante de acusações provenientes do Congresso Nacional, por intermédio das lideranças do PSDB, do DEM, do PPS e até de alguns partidos de esquerda, que fizeram o jogo da direita, a exemplo do PSOL e, posteriormente, o próprio PSB, que abandonou a coligação de 25 anos para concorrer ao cargo de presidente da República com a candidatura de Eduardo Campos, morto em acidente de avião em Santos (SP) e substituído por sua vice, a ex-ministra do Meio Ambiente do Governo Lula, Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, partido que ainda não conseguiu se regularizar no TSE.

O partido mais importante do Brasil virou um saco de pancadas, inclusive de setores do Ministério Público, do Judiciário, bem como da Polícia Federal, especificamente ao que tange às alas tucanas e conservadoras dessas instituições, que, nos governos de Lula e Dilma, nunca sofreram interferências indevidas por parte do Executivo, além de receberem todo o apoio material, estrutural e de pessoal dos governantes trabalhistas, que no poder sempre demonstraram perfis de republicanos, e, com efeito, abriram as portas dos palácios para os movimentos sociais e populares.

Contudo, o PT, que incorreu em muitos erros e equívocos, afinal um partido é composto por homens e mulheres, passou a sofrer uma campanha negativa, sem trégua e água, por parte dos magnatas bilionários de imprensa e seus empregados como nunca se viu antes neste País. Nem mesmo os históricos presidentes trabalhistas Getúlio Vargas e João Goulart, a respeito do “mar de lama” do direitista Carlos Lacerda, conhecido também como o “Corvo”, enfrentaram uma mídia tão poderosa e diversificada, como ocorreu com os petistas Lula e Dilma Rousseff.

Milhares de manchetes escandalosas, notícias depreciativas e repercussões de acusações e denúncias de corrupção, muitas delas vazias, pois sem provas e contraprovas, desaguaram nas portas do Palácio do Planalto como se fossem uma sequência de tsunamis, porque o propósito da máquina midiática comercial e privada e de seus cúmplices — as lideranças de direita na Câmara e no Senado —, bem como procuradores-gerais e juízes, a exemplo de Roberto Gurgel, Marco Aurélio de Mello, Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, dentre muitos outros, era, e ainda continua a sê-lo, a busca sistemática pela criminalização do PT, do Governo Trabalhista, de suas lideranças históricas e, evidentemente, efetivar o desgaste político de Lula e Dilma, dois presidentes populares de grande força ideológica e eleitoral.

O PT, acossado pelo bombardeio midiático e de setores poderosos do próprio Estado nacional, enfim, passou a reagir, até porque antes tarde do que nunca. Sua campanha e propaganda eleitorais deste ano significaram a ressurreição da agremiação de esquerda, que, porém, demorou de mais para se soerguer e se contrapor, com força, às acusações infundadas, porque as que foram comprovadas a Polícia Federal, nos governos trabalhistas, encarregou-se de investigar e prender, quando necessário, os corruptos e os corruptores do dinheiro público.

O sucesso das ações da PF foi confirmado, indubitavelmente, por intermédio dos altos índices e números de investigações, operações, repressões e prisões, no que concerne ao combate à corrupção e outros crimes combatidos pelas administrações petistas, que, apesar das falhas humanas, não varreram a sujeira para debaixo do tapete, como ocorreu nos governos tucanos de FHC, cujo procurador-geral da República foi apelidado de engavetador-geral. Sem comentários...

Contudo, a derrota do PSDB e de partidos traidores das causas populares, como o PSB, e de políticos cooptados pelo sistema de capitais, a exemplo de Marina Silva, não pertence somente aos tucanos. Destaco que a Sonhática escancarou, definitivamente, as portas da direita partidária, do empresariado mais reacionário, do porte dos banqueiros, e do conservadorismo político e ideológico para ela entrar ao apoiar o candidato de direita, o tucano Aécio Neves. Marina está agora em seu devido lugar, e sua opção não tem volta. Marina é o Roberto Freire de saia. Sua escolha no segundo turno foi soberana, direito de cidadã livre, mas escolha grave, porque ela enterrou, sem qualquer apelação, seu passado de lutas populares. Ponto!

Os magnatas bilionários de imprensa e de todas as mídias cruzadas e seus capatazes perderam. São os principais derrotados dessas eleições. Uma derrota acachapante e retumbante, porque eles agem como se fossem sombras, como seres das penumbras ou dos lodos. Todavia, tais barões são covardes, porque brigam e lutam contra um partido político que não tem acesso aos meios de comunicação privados, que se transformaram em um partido político de direita e de extrema direita, sem, no entanto, serem legalizados para agirem dessa forma, em uma parcialidade que remonta a imprensa dos regimes ditatoriais em qualquer era ou época da história da humanidade.

Mais do que o PSDB e seus coligados, mais do que certos setores do MP, da PGR, do STF e de outros tribunais superiores, a imprensa corporativa e historicamente golpista é a maior derrotada. A imprensa das mentiras e das meias verdades, a imprensa da manipulação e dos escândalos de caracteres marqueteiros, das denúncias e das acusações não comprovadas — vazias. A imprensa de direita e ponta de lança dos interesses dos grandes trustes internacionais e aliada dos governos estrangeiros de países de DNA colonialista e imperialista. A imprensa hedonista e arrivista: a protagonista da derrota. Alvo de um nocaute emblemático, cujo ringue é a eleição presidencial de 2014.

Por isso se torna urgente a efetivação do marco regulatório para os meios de comunicação, que é constitucional. Além da reforma política, que vai proibir o financiamento privado de campanhas e, consequentemente, diminuir a corrupção, o marco regulatório não deixa também de ser uma reforma, apesar de sê-lo uma ferramenta de regulação e regulamentação de um setor econômico, que se considera acima da lei e dos interesses legítimos do povo brasileiro. Todo mundo sabe que os magnatas bilionários das mídias cruzadas vão berrar, chorar, mentir, dissimular e manipular essa questão tão cara ao Brasil e seu povo.

Entretanto, não há mais como o governo empurrar com a barriga a construção de um País mais justo, igualitário e democrático no que é relativo a esse setor econômico, que luta para não ser inserido no contexto social, a se submeter às leis e a responder por seus erros e acertos, e, quando cometer crimes, ser punido, como ocorre com outros segmentos da sociedade tementes à Lei.

O PT e o Governo Trabalhista devem a regulação das mídias — a Lei dos Meios ao Brasil. Ponto! Salutar também, pois, com efeito, é a presidenta Dilma Rousseff não se “esquecer” do marco, porque não seria justo, à sociedade brasileira como um todo e aos militantes da democracia e das causas populares, que deram seus tempos e suas coragens para enfrentar o poderoso sistema midiático empresarial, além dos seus áulicos da perversidade e da iniquidade esparramados em todos segmentos da vida brasileira.

A vitória pertence ao PT, ao PCdoB, aos seus aliados políticos e eleitores do Brasil de almas democráticas e humanistas.  A vitória também pertence aos combatentes e generosos blogueiros progressistas, que, aos milhares, realizaram contrapontos às versões de notícias e manchetes inúmeras vezes manipuladas pela imprensa empresarial e familiar, que foi desmentida prontamente quando necessário. Se não fosse a internet e o protagonismo dos blogs e sites “sujos”, acredito que o candidato da direita, o tucano Aécio Neves, sairia das eleições como vencedor. A imprensa burguesa não fala mais sozinha. A vitória do PT e de Dilma retrata, sobretudo, a grandeza e o humanismo do povo brasileiro. O povo no poder! É isso aí.  

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Boa noite

Emocionante.Via o Brasil

É a intolerância que atravanca o progresso

Quem já está aí pela faixa dos 40 anos, ou mais, certamente se lembra desse bordão que bem ilustrava na época o estereótipo de uma elite pretensamente culta e letrada, mas, em verdade, ignorante e corrupta: "É a ignorância que atravanca o progresso".
Esse bordão hoje, devidamente atualizado ou "repaginado", parece ceder lugar à sentença acima, que dá título a esse texto.
Nos dias que correm, mesmo depois de tantos investimentos em educação, distribuição de milhões de livros às escolas públicas do país e demais incentivos do governo federal, bem como também ações de alguns poucos governos estaduais e municipais mais progressistas, a "ignorância" continua sendo uma praga endêmica e um entrave ao pleno desenvolvimento do país.
Mas o que estorva mesmo, de forma paralisante, é a intolerância (essa filha bastarda da ignorância) de certa parte de nossa elite e de nossa classe média mais conservadora. Ressalte-se que escrevi "parte de nossa elite e da nossa classe média". Pois, é bom que se faça justiça e não se tome parte pelo todo, pois boa parte da nossa elite e da nossa classe média constitui-se de pessoas bem educadas, esclarecidas, humanistas, tolerantes, respeitosas e respeitáveis, e de bem com a vida.
Sim, vale repetir e asseverar, à guisa de precário diagnóstico: a intolerância é cria bastarda da ignorância.
Só um ignorante, aquele que ignora a essência das coisas do mundo, para além das sombras da caverna, das manifestações e fenômenos do conhecimento, da cultura universal, da História, da Economia, da Política, da Filosofia, da vida enfim, seria capaz de manifestar, sem o menor pudor ou vergonha, as diatribes e preconceitos pavorosos que foram publicados nas redes sociais contra o Bolsa Família – ou seja, contra os pobres –, contra os nordestinos e contra os petistas.
Vamos, por partes, de forma esquemática, para não nausear, ou mesmo cansar, o estimado leitor, estripando (ou extirpando) as vergonhas desses pobres ignorantes em público.
Pergunto: por que condenar o Bolsa Família?!
Ato contínuo, arriscaria resposta possível: por ignorância. Simples assim.
Só um ignorante, um mal-intencionado ou um perverso, um sádico poderia condenar, de forma tão preconceituosa, gratuita e agressiva, um programa que é reconhecido e elogiado por diversos sociólogos, economistas, diversas autoridades, estadistas e também, diga-se, por organismos multilaterais. Gente que, certamente, nunca leu algo sobre "renda básica de cidadania" [salve, Suplicy!] ou "rendimento de cidadania" – pois essa garantia de uma renda mínima/básica existe em diversos países civilizados, cada qual batiza de uma maneira (até mesmo em países onde a desigualdade social não é tão gritante e vergonhosa como é aqui no Brasil). No Brasil, aliás, é vexatória.
Só mesmo gente que não procura entender sequer o "bê-á-bá" da Economia e, em face disso, não tem a mínima noção dos virtuosos efeitos multiplicadores que essa ação do Estado, ou "o Bolsa", como é chamado por aqueles que lhe tem respeito e carinho, proporciona na vida das pessoas, na economia e na sociedade.
Preconceito contra os nordestinos?! Ignorância. Xenofobia "fora de lugar", visto que um concidadão originário de outro estado não é um estrangeiro. E mesmo que fosse. Injustificável. Abjeto. Sem sentido.
As qualidades e os méritos de um povo não se justificam ou medem com o esquadro do seu enquadramento geográfico, num infame e suposto mapa de segregação, onde os bons, os "eleitos" estão de um lado, e os ruins ou os "desgraçados", no outro. Quem nasce no Sul tem o mesmo valor e os mesmos direitos de quem nasce no Norte, no Nordeste ou no Sudeste.
Somos todos humanos, apesar do caráter aparentemente desumano de alguns encastelados confortavelmente no topo da pirâmide.
Por vezes, o que é cristalino para uns é invisível diante da cegueira de outros. E o que causaria essa "cegueira"?
Só mesmo o crescimento regional desequilibrado e segregacionista do passado poderia, a princípio e apenas em tese, explicar, aclarar, mas não pode justificar jamais, tamanha soberba de uns e descabido preconceito de outros.
Mas, agora, e creio que isso já é de conhecimento de muitos, alguns estados no Nordeste crescem e se desenvolvem até mais que estados do Sul ou do Sudeste. Agora, você deve também saber, o fluxo migratório se inverteu: são os paulistas que buscam oportunidades de emprego em Pernambuco, na Bahia e no Ceará. Mas, ao menos que eu saiba, baianos, pernambucanos e cearenses não demonstram ter qualquer tipo de preconceito contra paulistas. Ao contrário, até os recebem com a hospitalidade e urbanidade própria dos nordestinos.
Preconceito, que chega ao ódio, à exasperação, à histeria contra os petistas?! Injustificável. Injusto. Mais um fruto apodrecido da ignorância.
Como é possível um cidadão, ciente e cioso da história contemporânea do Brasil, ter "ódio" do Partido dos Trabalhadores?! Ódio?! Por quê?! Não faz o menor sentido! A não ser pela campanha negativa massiva dos grandes veículos de imprensa, nitidamente contrários a esse partido – a despeito de seus inegáveis e eventuais erros, que em nada diferem dos erros cometidos pelos demais, mas nem por isso o redime, tampouco o condena em definitivo.
O PT teve um papel fundamental, de modo inequívoco, inquestionável, nos últimos 35 anos da nossa história, na luta por um novo sindicalismo, nos embates e debates pelos direitos dos trabalhadores organizados – mas também na luta pelos desassistidos, nas demandas dos sem terra, dos sem-teto, dos aposentados etc.
Chamar os petistas, de forma histérica e injustificada, exagerada, repito, de "ladrão", "bandido" e outros epítetos desrespeitosos parece-me rematado exagero ou equívoco, nem sempre calculado.
Assustou-me assistir a um vídeo no qual uma jovem (uma moça de uns vinte e poucos anos), com indisfarçável exasperação, na passeata realizada em SP a favor do candidato Aécio Neves, dizia e repetia que "a coisa que ela mais tem ódio na vida é o PT". Como assim?! Por quê?!
Onde já se viu?! Um senador, disputando a Presidência, chamar uma presidente da República, num debate ao vivo na TV, de "mentirosa" – e por 3 vezes seguidas! – e depois de "leviana". Mentirosa todo mundo sabe o que é, já leviana...
Onde já se viu?! O candidato da oposição, também em um dos debates, de modo desbragadamente agressivo e arrogante, dizer que a presidente teria que procurar emprego a partir do dia 02 de janeiro do próximo ano, porque estaria, também ela, desempregada?!
Onde já se viu?! Agredir com ofensas verbais impublicáveis, e, insisto, de maneira histérica, o jovem prefeito eleito da maior cidade do país, na hora em que este se dirigia à sua cabine de votação no dia da eleição?!
Onde já se viu?! Dirigir-se, com ofensas e impropérios, ao governador da Bahia, tentando expulsá-lo de um restaurante em que jantava, com sua esposa e enteado, no "elegante" bairro dos Jardins em São Paulo. Quanta deselegância! Não se respeita nem a privacidade e uma sagrada reunião em família de uma autoridade constituída, democraticamente eleita?
Onde já se viu?! Uma jovem "jornalista" vociferar impropérios dirigidos aos pobres e aos nordestinos, num vídeo que "viralizou" na internet e nas redes sociais? Redes sociais ou antissociais?
É essa a democracia que desejamos construir?
É essa a civilização que desejamos erigir?
Não lhes parece, honesta e sinceramente, um comportamento autoritário e intolerante que nos aproxima, perigosamente, das injustiças, aberrações e atentados aos direitos humanos e à dignidade da pessoa humana perpetrados pelo nazifascismo e outros regimes totalitários?
Não deveríamos todos ter vergonha por agirmos assim dessa maneira?
Por isso, insisto aqui, novamente, por uma reeducação dos espíritos para o humanismo e para a civilidade.
Vamos, todos, procurar refletir um pouco mais, antes de agir de modo intempestivo, impensado, irracional.
Vamos, todos, buscar refrear/reprimir os nossos impulsos primevos, inconfessáveis, criminosos.
Vamos, todos, lembrar e louvar/exaltar conceitos como SOLIDARIEDADE, FRATERNIDADE, AMOR AO PRÓXIMO, COMPREENSÃO, COMPAIXÃO etc.
Exorto aos meus colegas escritores e jornalistas (notadamente os colunistas da grande imprensa, mas também os blogueiros), aos educadores, aos artistas, aos padres, pastores e demais líderes espirituais, aos promotores, juízes e magistrados, que nos ajudem, cada qual na sua tribuna, nessa reeducação para a cidadania por intermédio dos valores essenciais e fundamentais do Humanismo.
Antes que nos tornemos, em definitivo, apenas um ajuntamento de bestas-feras, incontroláveis, que agem por impulso, em meio à violência, à barbárie e ao caos.

Lula Miranda

Poeta, cronista e economista. Publica artigos em veículos da chamada imprensa alternativa, tais como Carta Maior, Caros Amigos, Observatório da Imprensa e Fazendo Média

PMDB e tucanos dão tiro no pé: derrota na Câmara é vitória de Dilma junto ao povo.

A nova política do PSB de Marina é contra o povo. Só se salva Erundinada.A Ley dos Médios vem aí, mas não espere comportamento diferente desse partideco de quinta categoria.

Câmara dos Deputados insiste em deixar o povo do lado de fora.
Que mal há em ouvir cada vez mais o povo para governar?
Principalmente com as tecnologias existente de redes sociais no século XXI?
Tem uma genial frase de Darcy Ribeiro, dizendo que havia fracassado em muitas tentativas de superar a pobreza, as carências educacionais e o subdesenvolvimento nacional, mas detestaria estar no lugar dos que o venceram.

A frase cai como uma luva na votação do projeto de autoria de dois deputados do DEM (Mendonça Filho e Ronaldo Caiado) para revogar o decreto da presidenta Dilma que criou o Plano Nacional de Participação Social.

Quem perdeu a votação na Câmara, a presidenta Dilma, fica do lado dos anseios populares. Quem "venceu" a votação fica mal na fita, tirando direitos do cidadão ter mais voz.

As V.Exas. da Câmara que a derrotaram, só deram visibilidade a uma coisa extremamente positiva para a popularidade da presidenta: Dilma está do lado da participação popular, do lado do povo ter voz no governo. A Câmara dos Deputados é que ficou contra.

O decreto apenas institucionalizava como política de estado a participação popular em caráter consultivo na formulação de políticas governamentais, sem tirar nenhum poder, nem invadir funções do legislativo.

Incluía inclusive a participação popular através da internet. É inconcebível em tempos de redes sociais que a política não se modernize e ouça mais o povo diretamente, dando mais cidadania e mais protagonismo popular.

Foi resultado do diálogo da Presidência da República com amplos setores da sociedade, conduzido pelo ministro Gilberto Carvalho, e que se acelerou após as grandes manifestações de junho de 2013, que pediam principalmente mais participação popular para o povo ter mais voz nas decisões nacionais e haver maior representatividade dos governantes eleitos.

A extrema direita, capitaneada pela revista Veja, demonizava o decreto, mentindo sobre seus efeitos como se levasse à uma "ditadura bolivariana" (sabe-se lá o que significa isso nas cabeças ensandecidas dos leitores da Veja), substituindo o Congresso Nacional por conselhos. Óbvio que é uma mentira deslavada. O decreto nem toca em nenhuma atribuição legislativo, por onde tem que passar todas as leis. Não mexe em estruturas institucionais.

Na prática, com ou sem decreto, o governo pode e deve consultar a sociedade para construir políticas públicas. Nada impede do governo conversar com todos os setores representativos da sociedade, colher sugestões, debater e até explicar efeitos colaterais nocivos que algumas reivindicações poderiam trazer. É até muito saudável esse processo de diálogo para amadurecer decisões.

O decreto apenas institucionalizava o processo de diálogo como uma política de estado e não de governo. Com Dilma reeleita a política de governo continuará existindo, com ou sem decreto.

O que é isso, PSB?

Só PT, PCdoB, PSOL e parte do PROS defenderam o projeto. Todos os outros partidos foram contra, inclusive PSB e PDT, confirmando sua guinada para o conservadorismo arcaico e um distanciamento das lutas populares transformadoras. Dos 15 deputados do PSB que votaram, 14 votaram contra o povo, e só Luiza Erundina (PSB-SP) destoou, indo contra a orientação de seu partido, que inclui entre seus companheiros o "socialista" Paulo Bornhausen (PSB-SC).

O ímpeto do PMDB em colocar em votação o projeto de autoria do DEM, dois dias após a eleição, para impor uma derrota à presidenta Dilma (derrota simbólica, porque na prática a participação popular não fica inviabilizada com a derrubada do decreto), foi mais um gesto político de disputa de espaços de poder, que passa pelo desejo de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se eleger presidente da Câmara, com apoio da oposição se for preciso, além da disputa por mais espaço dentro do governo.

Não tem problema. O povo está do lado da Dilma nesta "derrota", que deu mais visibilidade ao caráter popular do governo da presidenta.

Nome aos bois. Quem votou contra mais participação popular:

Abaixo, a lista de quem votou a favor do povo ter voz e poder de influência nas decisões nacionais e de quem trata o povo como gado que não pode falar, tem só que ouvir discursos de V.Exas.:
(Obs: considere obstrução como voto a favor da participação popular, pois era o recurso possível naquela sessão de votação):

Batata da Veja/Tucanos assa na PF. Suspeita de armação em depoimento de Youssef.


http://www.cartacapital.com.br/blogs/midiatico/pf-suspeita-de-armacao-em-depoimento-de-youssef-diz-jornal-3259.html

Segundo o jornalão "O Globo", a Polícia Federal tem indícios de que a capa da revista Veja às vésperas das eleições para tentar eleger Aécio Neves (PSDB) pode ter sido resultado de uma operação criminosa premeditada.

O advogado de defesa do doleiro Alberto Youssef, com fortes vínculos c/ o governo de Beto Richa (PSDB-PR), pediu para retificar o depoimento do doleiro. Aí incluiu uma pergunta para Youssef responder que "acreditava, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem".

A declaração de Youssef é mera opinião pessoal, não é testemunho, por isso, oficialmente, nem o incrimina apenas por esta declaração. Mas a partir do momento que pode ter sido planejada com fins de produzir a capa da Veja e trapacear o processo eleitoral, ganha outros contornos de crimes bem mais graves envolvendo bem mais gente. Precisa ser investigado à fundo.

Eis a notícia no jornalão "O Globo", em notinha pequena e escondida:

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Desembargadora de merda

Que juíza ridícula.Deve ser ligada à  máfia tucana de Alagoas.

ISENÇÃO DE DISCERNIMENTO

A presidenta do TRE de Alagoas, Elisabeth Carvalho Nascimento, acusou o #PT e o governo federal de ameaçar e coagir beneficiários de programas sociais a votarem na presidenta Dilma Rousseff. 

A magistrada, que é desembargadora do Tribunal de Justiça do estado, pode ter infringido o Código de Ética da magistratura ao usar seu perfil em uma rede social para desferir críticas contra o resultado da eleição.

“Estou decepcionada, não com os analfabetos e miseráveis do Bolsa Família. Foram ameaçados e coagidos”, acusou em publicação no Facebook.

“Estou sim, decepcionada, estarrecida, com as pessoas esclarecidas, que esqueceram o Mensalão, o alto índice de analfabetismo, a degradação da Saúde, Educação, Segurança Pública”, completa.

o PT-AL estuda medidas contra magistrada.

Leia mais em http://bit.ly/1yGzmwf


ISENÇÃO DE DISCERNIMENTO
A presidenta do TRE de Alagoas, Elisabeth Carvalho Nascimento, acusou o ‪#‎PT‬ e o governo federal de ameaçar e coagir beneficiários de programas sociais a votarem na presidenta Dilma Rousseff.
A magistrada, que é desembargadora do Tribunal de Justiça do estado, pode ter infringido o Código de Ética da magistratura ao usar seu perfil em uma rede social para desferir críticas contra o resultado da eleição.
“Estou decepcionada, não com os analfabetos e miseráveis do Bolsa Família. Foram ameaçados e coagidos”, acusou em publicação no Facebook.
“Estou sim, decepcionada, estarrecida, com as pessoas esclarecidas, que esqueceram o Mensalão, o alto índice de analfabetismo, a degradação da Saúde, Educação, Segurança Pública”, completa.
o PT-AL estuda medidas contra magistrada.
Leia mais em http://bit.ly/1yGzmwf

DIRCEU: DE VOLTA PARA CASA





Andre Richter – Repórter da Agência Brasil

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu hoje (28) regime de prisão aberto ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Com a decisão, Dirceu poderá cumprir o restante da pena inicial de sete anos e 11 meses em casa.

Segundo informações da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Dirceu tem direito a progressão de regime semiaberto para o aberto desde o dia 20 de outubro, por ter cumprido 11 meses e 14 dias de prisão, um sexto da pena, requisito exigido pela Lei de Execução Penal.

Para alcançar o marco temporal para obter o benefício, o ex-ministro também descontou 142 dias da pena por trabalhar durante o dia em escritório de advocacia de Brasília e estudar dentro do presídio. Ele foi preso no dia 15 de novembro do ano passado.

De acordo com o Código Penal, o regime aberto deve ser cumprido em uma casa de albergado, para onde os presos retornam somente para dormir. No Distrito Federal, pela inexistência do estabelecimento no sistema prisional, os juízes determinam que o preso fique em casa e cumpra algumas regras, como horário para chegar ao domicílio, não sair da cidade sem autorização da Justiça e manter endereço fixo.

Itália nega extradição e Pizzolato será solto

Danilo Gentinha viajou na maionese




Diz Danilo Gentinha:Dilma, independente do resultado das urnas desse Domingo, você já perdeu! A classe intelectual e produtora desse país te odeia, não consegue olhar para sua cara". Nossa! Que pretensão desse moleque dizer que faz parte da classe intelectual.Intelectual de quê? Só se for da baixaria, ódio, preconceito. A classe artística intelectual do Brasil é formada por Caetano, Gilberto Gil, Zeca Baleiro, Chico César, Alceu Valença, Beth Carvalho, Alcione, Oto, Max Gonzaga e tantos outros que apoiaram e votaram em Dilma. A classe intelectual que Gentinha faz parte é composta por Lobão, Naibert, Luciano Hulk, Rafinha Bastos, Fafá de Belém, Ronaldinho, Neymar, Romário, Cristiane Torloni, Regina Duarte, Ney Matogrosso e tantos outros.Ora, faça-me o favor, moleque safado.

Sem internet, Aécio teria vencido eleição, diz cientista político


Carro-chefe da editora Abril, a revista Veja lançada na última sexta-feira (24) divulgou como matéria de capa uma acusação de que a presidenta reeleita Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT, tinham conhecimento de um esquema de corrupção na Petrobras. Sem apresentar qualquer prova, o conteúdo da reportagem era baseado em suposto depoimento do doleiro Alberto Youssef à Polícia Federal, que foi desmentido por seu advogado logo após a publicação.

Considerada a última “bala de prata” da oposição para tentar impedir uma nova vitória petista sobre os tucanos, a reportagem foi contestada duramente pela presidenta durante seu último programa eleitoral na TV na mesma sexta-feira. Ainda naquele dia, a Justiça considerou a publicidade da revista como “propaganda eleitoral” e também concedeu direito de resposta ao PT no site da revista.

Ainda assim, o estrago já estava feito. A campanha e simpatizantes do PSDB distribuíram panfletos com a capa impressa da revista da Abril em várias cidades do Brasil. Já na madrugada de sábado (25) para domingo (26), circulavam boatos de que Alberto Youssef havia sido envenenado, algo que teve de ser desmentido com rapidez pela Polícia Federal.

“Essa operação da Veja mostra que ela não é um órgão de comunicação, o que ela mostrou claramente é que ela é uma sala do comitê político do PSDB no Brasil. A revista operou de maneira a desinformar. Ela desinformou”, disse o sociólogo Sérgio Amadeu, doutor em Ciência Política pela USP. Comparando o caso à ação midiática que ajudou a decidir o pleito presidencial de 1989, com a eleição de Fernando Collor de Mello, Amadeu acredita que o plano da editora Abril só não se concretizou nas urnas pela existência da internet. “Existe hoje a internet, que não tinha naquela época. Então, se não houvesse a internet, certamente o candidato Aécio Neves tinha ganho a eleição.”

Para o cientista político, as redes sociais apontaram um acirramento muito grande e deixaram claro que “a linha política e o conteúdo discursivo das forças comandadas pelo PSDB” é baseada na “estratégia do cinismo”. Amadeu também defendeu uma reforma política para se alcançar uma legislação mais democrática dos meios de comunicação.

Qual foi a influência da capa da revista Veja às vésperas do segundo turno presidencial entre Dilma e Aécio?

A capa da Veja foi feita justamente para influenciar o resultado eleitoral. Ela normalmente está nas bancas no sábado, mas saiu na sexta-feira. E era uma capa para, inclusive, ser impressa, tanto é que a campanha do candidato Aécio Neves (PSDB) imprimiu essa capa justamente para manter aquele clima que eles criaram no Brasil de demonização do outro. O grupo Abril, em particular a revista Veja, já há muito tempo é organização que defende interesses econômicos a partir da gestão da política. Não há como dizer agora o quanto impactou, mas eles influíram claramente na votação de domingo, porque o Aécio conseguiu, a partir desse tipo de ação, crescer e encostar na candidata Dilma Rousseff no segundo turno das eleições.

Como o sr. avalia o papel da internet nessas eleições?

Uma coisa que chama atenção nesse processo é que essa operação já tinha sido feito nas eleições de 1989, com sucesso, mas não teve desta vez. E por quê? Porque desta vez – além das pessoas já conhecerem a manobra de grupos de comunicação misturadas à elite política econômica no caso da vitória do Collor – também existe hoje a internet, que não tinha naquela época. Então, se não houvesse a internet, certamente, o candidato Aécio Neves tinha ganho a eleição, porque era o candidato preferido pelos grupos econômicos, pelos banqueiros, pelo mercado de capitais. Inclusive oscilava a Bolsa e, se você for ver, é muito curioso, quando as pesquisas davam a Dilma crescendo, a Bolsa caía, o que mostra o humor desses especuladores financeiros. A internet foi decisiva para a garantia de um debate que não existiria se fossem apenas os meios de comunicação de massa atuando nessas eleições. Isso é bastante nítido no processo eleitoral que ocorreu em 2014.

E as redes sociais?

As redes sociais, em particular, tiveram um papel grande e mostraram, na verdade, um acirramento muito grande. Deixou claro, e é importante que tudo fica registrado, qual é a linha política e o conteúdo discursivo das forças comandadas pelo PSDB, que é baseada em preconceito, em mentira e numa estratégia que podemos chamar de “estratégia do cinismo”. Eles chegam a afirmar que nenhum corrupto ligado ao PSDB está preso ou foi julgado por incompetência do PT, o que é uma coisa completamente cínica. Esse tipo de ação, as pessoas não têm clareza de como vão lidar com isso. Agora, minha opinião é bastante clara: é preciso mostrar concretamente o que é o PSDB do ponto de vista da corrupção. É inaceitável que a bandeira da corrupção seja tomada por forças da corrupção. É inaceitável.

Não tenho nenhuma dúvida do aparelhamento que (governador de São Paulo) Geraldo Alckmin faz na Sabesp. Isso ficou nítido nas gravações mostrando que eles são capazes de ganhar a eleição, inclusive se for para deixar uma cidade em situação de calamidade. Nós temos que mostrar que eles são uma junção de descompromisso com a democracia, de má gestão de recursos públicos e de corrupção em larga escala, como foi feito em São Paulo. Réus confessos entregaram as provas e o Ministério Público não faz nada. Então, temos que ir para cima disso.

Temos que ir para cima do crime eleitoral cometido pela revista Veja, temos que exigir o julgamento do mensalão mineiro antes que ele prescreva e temos que mostrar toda a ligação que o PSDB tem com crime, com práticas absurdas. Não podemos aceitar. E não vai ser falando “pessoal, o clima de ódio é ruim”. Não. O clima de ódio só vai ser reduzido com argumentos verdadeiros e racionais. Não é pedindo paz e amor, não, mas colocando claramente para as pessoas, insistentemente, as falácias do discurso que eles reproduzem para o Brasil. A gente tem que ser muito claro com isso, porque disso depende a democracia, né?

O sr. acredita que o novo governo possa mudar artigos que dizem respeito à comunicação?

Eu acho que um dos principais pontos da reforma política para o Brasil é a reforma da comunicação. Essa operação da Veja mostra que ela não é um órgão de comunicação, o que ela mostrou claramente é que é uma sala do comitê político do PSDB no Brasil. A revista operou de maneira a desinformar. Ela desinformou. Ela já havia feito isso se ligando a um criminoso chamado Carlos Cachoeira e não aconteceu nada. O cara continua lá na sucursal de Brasília, não foi preso, não foi condenado. Nós precisamos mexer nessas estruturas de concentração econômica de poder, fazer uma reforma da comunicação, uma lei de meios, como a da Argentina. E nós precisamos também de uma reforma política que retire o poder do capital, que retire o financiamento privado de campanha, mas que permita também à gente avançar em questões cruciais da sociedade brasileira. Com uma Constituinte que não possa ser com estes deputados, que tenha que ser exclusiva. O deputado que quiser fazer essa Constituinte só poderá se candidatar para isso, para discutir as ideias e o futuro do país, e não para vir com esquemas que a gente sabe que eles articulam, de grandes corporações, de forças que bancam campanhas milionárias. Precisamos de uma reforma política com uma Constituinte exclusiva e, nesse contexto, uma reforma das comunicações.

Por que os partidos têm tido certa dificuldade em atingir os jovens na internet?

A internet não é contraposta aos partidos, mas é que a velocidade das comunicações e as relações intensas que existem na internet geram muitas dificuldades para os partidos, principalmente para legendas partidárias que são estruturas mais orgânicas. Por exemplo, o PSDB adotou e atuou como estratégia na internet, e não é de agora, de desconstruir seus opositores, no caso o governo federal e o PT.

E os tucanos fazem isso destilando preconceitos e coisas absurdas. Se for ver o que dizem dos nordestinos, dos gays e das opções políticas das pessoas, beira ao fascismo. Agora temos que ver o que os partidos que são propostas democráticas e de esquerda podem refazer utilizando a internet, mas é muito difícil fazer política só pelas estruturas partidárias. Hoje, está muito claro que não é só o partido o elemento que faz política. Há outras formas de se fazer política, inclusive com conexões, grupos e coletivos de ativistas na internet.