quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Pesquisas mainupuladas do Datafolha e Ibope mostram empate técnico entre Dilma e Marina


Dilma Rousseff


Marina Silva


Aécio Neves


Outros


Brancos e nulos


Indecisos


18 AGO2014
29 AGO2014
03 SET2014
0%5%10%15%20%25%30%35%40%
35%
34%
14%

Pesquisas Datafolha e Ibope divulgadas na noite desta quarta-feira (3) mostram que as candidatas Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) estão tecnicamente empatadas em primeiro lugar na corrida presidencial.


No Datafolha, a presidente Dilma oscilou de 34% na sexta-feira passada (29) para 35%, e a ex-senadora Marina se manteve com 34%, enquanto o senador Aécio Neves (MG), candidato do PSDB, variou de 15% para 14%.
No Ibope, Dilma subiu de 34% no dia 26 de agosto para 37%, Marina cresceu de 29% para 33%, enquanto Aécio caiu de 19% para 15%.
Apesar de a presidente estar numericamente à frente nas duas pesquisas, o empate técnico com a ex-senadora configura-se porque a margem de erro dos dois levantamentos é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
No Datafolha, os outros candidatos somam 4%. O eleitores inclinados a votar em branco ou nulo representam 6%, e os indecisos são 7%.

Intenção de voto

Passe o mouse nas fotos e datas e veja detalhes

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA



Dilma Rousseff


Marina Silva


Aécio Neves


Outros


Brancos e nulos


Indecisos


26 AGO
2014
03 SET
2014
0%5%10%15%20%25%30%35%40%
37%
33%
15%
No Ibope, o Pastor Everaldo Pereira (PSC) possui 1%. Somados, os outros sete candidatos têm 2% das intenções de voto. A proporção de eleitores dispostos a votar em branco ou anular é de 7%. Os indecisos representam 5%.
Como nenhuma candidata possui mais do que a soma das intenções de voto dos demais concorrentes, a tendência no momento é que a disputa vá para o segundo turno. 
O Datafolha testou três cenários de segundo turno. Em uma eventual disputa contra a presidente, Marina lidera com 48%, contra 41%. Dilma venceria Aécio por 49% a 38%. E Marina ganharia de Aécio por 56% a 28%.
O Ibope, por sua vez, testou dois cenários de segundo turno. Em um eventual confronto entre Dilma e Marina, a candidata do PSB aparece à frente, com 46%, contra 39% da petista. São 6% de indecisos e 8% de propensos a votar em branco ou nulo.
No outro cenário, Dilma lidera com 47%, contra 34% de Aécio, com 8% de indecisos e 11% de inclinados a votar em branco ou nulo.
O Datafolha entrevistou 10.054 eleitores entre segunda-feira e esta quarta. A pesquisa contratada pelo jornal "Folha de S.Paulo" foi registrada no TSE com o número BR-00517/2014.

Simulação 2º turno

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

  • Marina Silva

  • Dilma Rousseff

48%
41%
Brancos e nulos undefined% Indecisos undefined% - 03/09/2014
  • Dilma Rousseff

  • Aécio Neves

49%
38%
Brancos e nulos undefined% Indecisos undefined% - 03/09/2014
O Ibope entrevistou 2.506 pessoas entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro. Contratada pela "Rede Globo" e pelo jornal "O Estado de S.Paulo", a pesquisa foi registrada no TSE com o número BR-00514/2014.

Rejeição e avaliação do governo

O Ibope também mediu a rejeição aos candidatos. A presidente Dilma é a mais rejeitada. A proporção de eleitores que dizem não votar na petista de jeito nenhum é de 31%, mas caiu em relação aos 36% da semana passada. Marina é rejeitada por 12% -- contra 10% no último levantamento --; e a taxa de rejeição a Aécio se mantém em 18%.
De acordo com o instituto, a avaliação do governo Dilma melhorou. Para 36% dos entrevistados, a gestão é ótima ou boa -- contra 34% na última semana. São seis pontos de crescimento desde o fim de julho. A parte dos eleitores que avalia a administração como regular oscilou de 36% para 37%. E a proporção dos que a consideram ruim ou péssima é de 26% --ante 27% no levantamento anterio.Uol

Militante do PSB contesta as “verdades” de Marina Silva



Candidata Marina Silva, meu nome é Gustavo Castañon. Sou, entre outras coisas, filiado há mais de dez anos ao PSB, partido que hoje a senhora usa para se candidatar, professor na Universidade Federal de Juiz de Fora e um cristão convicto, como acredito que a Senhora também seja, do seu jeito. Investida de seu eterno papel de vítima, sua campanha lançou um site na internet chamado “Marina de Verdade” (com V maiúsculo mesmo) para combater supostas “mentiras” espalhadas contra a senhora na internet. Vou aqui responder uma a uma as afirmações de seus marqueteiros no site citado, oferecendo os links de fontes das minhas afirmações.
Por Gustavo Castañon

A VERDADE SOBRE A “MARINA DE VERDADE”

1 – Não Marina, você não sofre preconceito por ser evangélica.
Você é que acredita que todos aqueles que não compartilham de suas crenças queimarão eternamente no fogo do inferno. É o que está claramente descrito no credo (credo 14) de sua agremiação religiosa. Que nome podemos dar a isso? Certamente é um nome mais assustador do que intolerância ou preconceito. Talvez essa seja a origem de seu maniqueísmo, já que separa o mundo entre os bons, que apoiarão seu possível governo, e os maus, que lhe fariam oposição, como eu. O seu problema não é ser protestante. É ser da Assembleia de Deus, associação pentecostal de vários ramos que interpreta literalmente o Antigo Testamento, e que tem entre seus pastores Marcos Feliciano, que vende curas a paraplégicos, e Silas Malafaia, este homem que hoje defende da “cura gay” à teologia da prosperidade e vende bênçãos de Deus. Eu me pergunto: o que alguém que faz parte de uma organização que faz comércio com a palavra de Cristo é capaz de fazer na vida política? Qual o nível de inteligência que pode possuir alguém que faz interpretações tão rasteiras do significado da Bíblia? Essas são perguntas legítimas que as pessoas se fazem, e não por preconceito, mas por conceito.
2 – Não Marina, o Estado Laico deve intervir nas práticas religiosas quando são fora da lei.
Se uma religião resolve reinstituir o sacrifício de virgens dos Astecas ou a amputação de clitóris comum em alguns países muçulmanos hoje, o estado tem que observar inerte essas práticas em nome da liberdade religiosa e do laicismo? Não, candidata. Nenhuma organização está acima da lei num Estado Laico.
3 – Não Marina, você não é moderna, você é uma fundamentalista mesmo.
O fundamentalismo religioso não é a negação do Estado Laico, essa é só uma espécie de fundamentalismo, o teocrático. O fundamentalismo se caracteriza pela crença de que algum texto ou preceito religioso seja infalível, e deva ser interpretado literalmente, tanto em suas afirmações históricas como comportamentais ou doutrinárias. E o ataque ao Estado Laico pode vir também pela incorporação de leis, que desrespeitem as minorias religiosas ou não religiosas, impondo um valor comportamental de determinada religião a todos os cidadãos. Isso faz da senhora uma fundamentalista (Assembleista) que compartilha das crenças de Feliciano e Malafaia, e uma adversária, se não do Estado Laico, do laicismo que deveria orientar todas as nossas leis, pois defende plebiscitos sobre esses temas para impor a vontade das maiorias religiosas sobre as minorias em questões comportamentais.
4 – Não Marina, você sempre foi, sim, contra o casamento gay.
Você agora diz que está sofrendo ataques mentirosos na internet sobre o tema, mas sempre se colocou abertamente contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, defendendo somente a união civil nesse caso. E não adianta simular que o que o movimento gay está reivindicando casamento religioso. O casamento é também uma instituição civil. Você só defende união de bens, sem todos os outros direitos que o casamento confere às pessoas. O vídeo acima e mais esse vídeo aqui provam esse fato de conhecimento público.
PS: Hoje, dia 29/08/2014, ao lançar seu programa de governo, a candidata mudou uma posição defendida por toda vida, faltando um mês para a eleição. Por que?
5 – Realmente Marina, você não é petista.
Você abandonou o partido que ajudou inestimavelmente a construir sua vida política, ao qual você deve todos os mandatos e o único cargo que ocupou até hoje, porque não tinha espaço para sua candidatura à presidência. Hoje, você busca se associar, sem qualquer pudor ou remorso, a inimigos ideológicos históricos do partido, repetindo as práticas que supostamente condena no PT e chama de “velha política”. Só que faz isso somente para chegar ao poder e construindo um projeto oposto àquilo a que defendeu toda a vida.
6 – Realmente Marina, você não é tucana. Mas sua equipe econômica é.
Sua equipe econômica conta com André Lara Resende e Eduardo Giannetti, ex-integrantes da equipe econômica do governo FHC, além de seu coordenador Walter Feldman, que fez toda sua história no PSDB.Suas propostas econômicas são as mesmas do PSDB. Agora, de fato, o que nem o PSDB jamais teve coragem de ter é uma banqueira como porta voz de sua política econômica… Você não quer alianças com governos atuais de nenhuma agremiação, como o de Alckmin, exatamente para manter sua imagem de anti-tudo-o-que-está-aí. Mas não se sente constrangida em ter o vice de Alckmin na coordenação financeira de sua campanha, nem de convidar o “bom” representante de sua “nova política” José Serra para seu governo…
7 – Não Marina. Você defendeu, sim, Marcos Feliciano.
Você afirmou que ele era perseguido na CDH não por causa de suas posições políticas, mas por ser evangélico. Disse que isso era insuflar o preconceito religioso. Não, candidata. Você está falando de seu companheiro de Assembleia de Deus, um homem processado por estelionato, que pede senha de cartão de crédito de seus fiéis, que defende que os gays são doentes e os descendentes de africanos amaldiçoados. Recentemente, esse homem que você afirma ser vítima do mesmo preconceito que você sofreria, afirmou à revista Veja: “Eu não disse que os africanos são todos amaldiçoados. Até porque o continente africano é grande demais. Não tem só negros. A África do Sul tem brancos”. Ao usar essa estratégia de defesa pra ele e para você, você reforça os preconceitos da sociedade e o comportamento de grande parte dos pentecostais de blindar qualquer satanás que clame “Senhor, Senhor” em suas Igrejas.
8 – Não Marina. Você não é só financiada por banqueiros. Eles coordenam seu programa!
Neca Setúbal, herdeira do Itaú, não é só sua doadora como pessoa física. Ela é a coordenadora de seu programa de governo e sua porta-voz, e já declarou que você se comprometeu a dar “independência” (do povo e do governo) ao Banco Central, que fixa os juros que remunera os rendimentos dela. Da mesma forma, o banqueiro André Lara Resende, um dos responsáveis pelo confisco da poupança na era Collor e assessor especial de FHC, é o formulador de sua política econômica.
9 – Não Marina, você é desagregadora e vilipendia a classe política. Seu governo será o caos.
Você é divisionista e maniqueísta e implodiu meu partido em uma semana de candidatura. Vai deixar seus escombros para trás quando chegar ao poder, como sabemos e já anunciou, para delírio daqueles que criminalizam a política. Seu partido é nanico, e se não o criar com distribuição de cargos, continuará nanico. Com a oposição certa do PT, terá que governar com a mídia e os bancos, que cobrarão o apoio com juros. Precisará do PMDB, que você acusa de fisiologismo, e do PSDB e o DEM, que lhe exigirão não só cargos, empresas públicas e ministérios, mas também a volta das privatizações. A única base congressual que lhe será fiel é a bancada evangélica, que cobrará seu preço com sua pauta de controle dos costumes e seu fisiologismo extremo. Resultado, você vai entregar a alguém o trabalho sujo do fisiologismo ou mergulhará o país no caos.
10 – Não Marina, seu marido foi sim acusado de contrabando de madeira.
E não só isso, foi acusado pelo TCU de doação de madeira clandestina. A senhora usou sua força política de Ministra para impedir que o caso fosse investigado, como sempre fazem na “velha política”. Mais tarde o MP arquivou, como fazem com todas as denúncias contra membros da oposição. Mais uma vez, fato bem comum na “velha política”. Nada é investigado.
11 – Não Marina, Chico Mendes não era da elite. A elite é que o matou.
Em mais uma tergiversação semântica demagógica, num vilipêndio à memória de seu companheiro, a senhora tomou o termo “elite” pelo sentido de elite moral, para acusar de “divisionismo” os que lutam contra a elite econômica brasileira. Essa mesma elite que mantém o Brasil como um dos dez países mais desiguais do mundo e que hoje está acastelada no seu programa de governo e campanha. Seu discurso despolitizante busca mascarar a terrível e perversa divisão de classes no Brasil e é um insulto aos seus ex companheiros de luta. Seu uso demonstra bem à qual elite você serve hoje, e nós dois sabemos que não é à elite moral. A elite moral desse país está lutando contra a elite econômica para diminuir nossa terrível e cruel desigualdade social. E você, Marina, não é mais parte dela.
*Gustavo Arja Castañon é doutor em psicologia e professor de filosofia da Universidade Federal de Juiz de Fora. Colabora com o “Quem tem medo da democracia?”, onde mantém a coluna “Non abbiate paura“.

Dilma deixa William Vacca chupando dedo

Por que Dilma fez muito bem em não ir ao Jornal da Globo 

WW
WW
Errar uma vez, tudo bem.
Mas duas, uma em cima da outra?
Acho que foi mais ou menos esta a lógica que governou Dilma ao recusar participar da entrevista-suplício para a qual fora convidada-intimada pelo Jornal da Globo.
Depois da experiência excruciante da entrevista no Jornal Nacional, seria incrível que Dilma comparecesse ao Jornal da Globo.
Foi um ato de sanidade o WO presidencial.
Ter Dilma seria bom para o JG. Mas e para ela?
William Waack mostrou as perguntas que seriam feitas. A mais branda delas indagava se Dilma achava correto oferecer dentes postiços a uma “cidadã pobre” pouco antes que ela participasse de um programa da campanha.
Num tom acima, Dilma era questionada sobre até quando continuaria a culpar a crise internacional pelos problemas econômicos brasileiros.
Quer dizer: Waack já decretara, com toda a sua genialidade econômica, que a culpa não é da crise internacional.
Na atitude de Dilma, há um gesto tardio, mas ainda assim relevante. Por que os candidatos têm que comparecer aos telejornais da Globo?
Porque a Globo manda no país?
É um comportamento obtuso e inercial. No passado, os Ibopes da Globo eram intimidadores, do ponto de vista dos candidatos.
Mas hoje o quadro é outro.
A internet está matando a audiência da tevê aberta.
O Jornal da Globo tem um Ibope na faixa de 7%, coisa que antes você associava a emissoras de segunda ou mesmo terceira linha.
O próprio Jornal Nacional faz força, hoje, para se manter na casa dos 20%, uma migalha em relação às taxas de alguns anos atrás.
Dias atrás, soube-se que a Globo teve em agosto o pior Ibope de sua história no horário nobre: 12,5% em média. (Uma hora, e não vai demorar, o desabamento da audiência vai-se refletir fortemente na bilionária receita publicitária da Globo. O milagre da Globo, hoje, é ter a maior publicidade de sua história com a menor audiência. Só que este paradoxo é, simplesmente, insustentável. Quando um grande anunciante acordar, haverá um efeito dominó, semelhante ao que vem acontecendo no universo das revistas.)
Poderia haver uma razão maior para os candidatos se submeterem às entrevistas da Globo: informação para as pessoas sobre planos, visões, etc.
Mas essa informação – na era da internet – está espetacularmente disseminada.
Coisas boas, coisas más, coisas nebulosas: você pode saber tudo sobre qualquer candidato se rodar pela internet.
Com algum cuidado, você pode se informar sem o conhecido viés – já que estamos falando dela – da Globo.
Em suma: Dilma só teria aborrecimento caso fosse ao Jornal da Globo. Perguntas hostis, feitas para matar e não para informar, e se não bastasse isso uma audiência esquálida e composta maciçamente de antipetistas viscerais.
Dilma tinha muitas razões para não ir, e nenhuma para ir.
Sua decisão não poderia ser melhor.

Fonte:Diário do Centro do Mundo

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Propaganda eleitoral de Dilma

Produção do pré-sal sobe 62%.E Marina ainda é contra essa riqueza


247 - Instalada no centro da campanha eleitoral, a produção brasileira de petróleo e, especialmente, a extração que ocorre no pré-sal bateram recordes entre os meses de julho do ano passado e deste ano. A extração em todo o País cresceu 14,8% no período, enquanto a obtenção de óleo no pré-sal subiu 62%. Os dados devem dar mais combustível para o discurso da presidente Dilma Rousseff, que tem criticado a posição da adversária Marina Silva, do PSB, que "em 242 páginas de programa de governo, dedicou apenas uma ao pré-sal". Para Dilma, a adversária tem "desprezo" pela riqueza representada na maior jazida de óleo do mundo.
Abaixo, notícia da Agência Reuters a respeito:
SÃO PAULO (Reuters) - A produção de petróleo no Brasil em julho atingiu um recorde de 2,267 milhões de barris por dia, superando em 14,8 por cento o volume registrado um ano antes, com o aumento da extração da Petrobras (PETR4.SA: Cotações) e de outras companhias estrangeiras, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta terça-feira.
A produção cresceu ainda 1 por cento ante junho, quando o país produziu 2,246 milhões de barris/dia, segundo a ANP.
A extração de petróleo e gás do Brasil em julho atingiu também recorde de 2,82 milhões de barris de óleo equivalente (boe), contra 2,79 milhões de barris de junho, e um aumento de 14,2 por cento sobre o mesmo período do ano passado.
Segundo a ANP, cerca de 90,7 por cento da produção de óleo e gás foram extraídos de campos operados pela Petrobras, que respondeu pelo maior aumento da extração na comparação anual.
Dos 352 mil barris/dia de óleo equivalente de crescimento na produção do Brasil entre julho de 2014 e julho de 2013, a Petrobras respondeu por 193 mil boe/dia.
Por concessionário, a produção da Petrobras somou 2,40 milhões de boe/dia, alta de 8,6 por cento frente a julho de 2013, principalmente com novas unidades no pré-sal.
A BG Brasil (BG.L: Cotações), segunda produtora do Brasil (por concessionário), também registrou crescimento expressivo, para 79,6 mil boe, ante 44,1 mil boe no mesmo período do ano passado --a BG é importante parceira da Petrobras no pré-sal.
A produção da Shell (RDSa.L: Cotações), terceira produtora no país em julho, também saltou para 58,3 mil boe, ante 18,2 mil boe no mesmo mês de 2013, com aumento na extração no Parque das Conchas, principal ativo da petroleira no país, e em Bijupirá & Salema.
PRÉ-SAL
Já a produção média no pré-sal aumentou 62,4 por cento na comparação com julho do ano passado, para 582,8 mil barris de boe/dia, sendo 480,8 mil barris diários de petróleo e 16,2 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.
Na comparação com junho, houve leve queda de 0,1 por cento. A agência não apontou motivos para o pré-sal ter apresentado produção ligeiramente menor ante a junho.
O campo de Roncador, na Bacia de Campos, foi o de maior produção de petróleo, com média de 273,1 mil barris por dia.
O maior produtor de gás natural foi o campo de Mexilhão, na Bacia de Santos, com média diária de 6,8 milhões de metros cúbicos.
(Por Roberto Samora e Marta Nogueira)

Filiado ao PSB, Adriano Benayon diz que não vota em Marina

benayon

Comunicado aos co-filiados do PSB, amigos e leitores,

Há alguns anos, sou filiado ao PSB, em que ingressei, tendo tido a honra de ter tido minha ficha assinada pelo competente e digno Carlos Siqueira.

Sem solidariedade social e sem aspiração de independência nacional, socialismo é apenas uma palavra falsa.
Assim, diante do fato de que o PSB adotou a candidatura da Sra. Marina Silva à presidência da República, declaro que não votarei na candidata do partido.

Não estamos, senão formalmente, em regime democrático, haja vista a urna eletrônica absolutamente inconfiável, e  a influência nas eleições do poder econômico concentrado e da desinformação em massa, a cargo da grande mídia, a serviço dos interesses imperiais. Meu voto, pois, tem peso ínfimo.
Mas para mim é importante declará-lo.

No 2º Turno, entre Dilma e Marina, sua provável concorrente, já que Aécio é fraco eleitoralmente e deverá ser preterido pelos imperiais, GAFE, PIG etc., penso que o PSB deveria apoiar a atual presidente, mediante compromissos de eliminação das políticas de juros altos, subsídios às montadoras estrangeiras e a outros concentradores, abandonar o tripé do FMI, intensificar as relações com os BRICS e com o MERCOSUL.

Devo concitar outros membros do PSB a pedir às lideranças do partido não persistirem no grave erro de se terem associado a uma certa rede ou teia, comprometida com interesses contrários aos de nosso País.

Errou o falecido Eduardo Campos ao entrar nessa associação, como erraram os que o acompanharam nesse passo.
Pior ainda foi, após a morte dele, apoiar a candidatura da Sra. Marina, sob pressão dos elementos mais entreguistas da coligação, como os Srs. Roberto Freire, Jarbas Vasconcellos et alli.

Mas o importante e recomendável é reconhecer os erros e fazer o possível para desfazê-los e/ou reduzir-lhes as consequências.

A prioridade então é dissociar-se da Rede e de D. Marina, pois essa aliança significa o fim do PSB como partido e sua identificação como mais uma sigla de aluguel.

Muitos estão ironizando, ao dizerem em relação a D. Marina: “Basta de intermediários. Neca Setúbal para presidente”.

Esses estão alienados da dura realidade, que é pior, pois a oligarquia dos grandes bancos locais é apenas subalterna dos interesses imperiais, tal como seus economistas, da mesma laia que os dos tucanos e ligados ao mega-entreguista FHC. Os críticos, se mais inteirados dos fatos e mais corajosos, deveriam dizer:
“Basta de intermediários. George Soros (ou o príncipe Charles, da família real britânica,  Reino Unido) para Pró-Cônsul do império.”

Saudações a todos e todas,

Adriano Benayon*
*Doutor em Economia, pela Universidade de Hamburgo, Bacharel em Direito, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Diplomado no Curso de Altos Estudos do Instituto Rio Branco, Itamaraty. Diplomata de carreira, postos na Holanda, Paraguai, Bulgária, Alemanha, Estados Unidos e México.

Marina, Jânio, Collor:Qualquer semelhança não é mera coincidência

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

As duas caras da Marina Silva


Nos últimos dias, algumas dezenas de e-mails dos nossos queridíssimos leitores pedem para que seja publicado aqui no nosso blog, um artigo de Mauro Santayna, publicado no jornal do Brasil em 2010, quando Marina Silva concorria a presidência com a presidente Dilma e José Serra.(Portanto, não estranhem por ter o nome do tucano no paragrafo final). O artigo, foi publico aqui no blog também.Então... atendendo os pedidos dos leitores, e, por achar que o texto é bem atual ainda nos dias de hoje... Eis o artigo: As duas caras da Marina Silva, para analise e comentários de vocês




As duas caras da Marina Silva - Publicado em 2010

O SÚBITO INTERESSE, de alguns meios de comunicação e de setores empresariais poderosos, pela candidatura da senadora Marina Silva, recomenda aos nacionalistas brasileiros alguma prudência. A militante ecológica é apresentada ao país como a menina pobre, da floresta profunda, que só se alfabetizou aos 16 anos e fez brilhante carreira política. Tudo isso é verdade, mas é preciso saber o que pensa realmente a senadora do Brasil como um todo.

Convém lembrar que a senhora Silva (que hoje se vale do sobrenome comum para atacar Dilma Rousseff) esteve associada a entidades internacionais, e recebeu o apoio declarado de personalidades norte-americanas, como Al Gore e o cineasta James Cameron.

James Cameron, autor de um filme de forte simbolismo racista e colonialista, Avatar, intrometeu-se em assuntos nacionais e participou de encontro contra a construção da represa de Belo Monte. A respeitável trajetória humana da senadora pelo Acre não é bastante para fazer dela presidente da República. Seu comportamento político, ao longo dos últimos anos, suscita natural e fundada desconfiança dos brasileiros.

Seus admiradores estrangeiros pregam abertamente a intervenção na Amazônia, “para salvar o mundo”. Não são os ocupantes do vasto território que ameaçam o mundo. São as grandes potências, com os Estados Unidos de Gore em primeiro lugar, que, ao sustentar grandes e bem equipados exércitos, pretendem governar todos os povos da Terra.

Al Gore, que festejou a candidatura verde, é o mesmo que pronunciou, com todas as sílabas, uma frase reproduzida pela imprensa: “Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é só deles, mas de todos nós”. Desaforo maior é difícil. Ninguém, de bom senso , quer destruir a Natureza, e será necessário preservar a vida em todo o planeta, não só na Amazônia.

A senadora Marina Silva tem sido interlocutora ativa das ONGs internacionais, tão zelosas em defender os índios da Amazônia e desdenhosamente desinteressadas em ajudar os nativos da região de Dourados, em Mato Grosso do Sul, dizimados pela doença, corrompidos pelo álcool e, não raras vezes, assassinados por sicários. Argumente-se, em favor da senadora, que o seu fervor quase apostólico na defesa dos povos da Floresta dificulta-lhe a visão política geral.

Mas seu apego a uma só bandeira, a da ecologia radical, e o fundamentalismo religioso protestante que professa, reduz em as perspectivas de sua candidatura. Com todos os seus méritos e virtudes, não é provável que entenda o Brasil em toda a sua complexidade, em toda a sua inquietude intelectual, em toda a sua maravilhosa diversidade regional. As conveniências da campanha eleitoral já a desviaram de alguns de seus compromissos juvenis.

Esse seu pragmatismo está merecendo a atenção do ex-presidente Fernando Henrique, que pretende um segundo turno com a aliança entre Serra e Marina. Como sempre ocorre com os palpites políticos do ex-presidente, essa declaração é prejudicial a Serra e, provavelmente, também a Marina. Ela, vista por muitos como inocente útil daqueles que nos querem roubar a Amazônia, é vista pelo ex-presidente como inocente útil da candidatura dos tucanos de São Paulo .

É possível desculpar a ingenuidade na vida comum, mas jamais aceitá-la quando se trata das razões de Estado. José Serra poderia ter tido outro desempenho eleitoral, se tivesse desouvido alguns de seus aliados, como Fernando Henrique, que lhe debitou a política de privatizações, e Cesar Maia, que lhe impôs o inconveniente e troglodita Indio da Costa como vice. O apego de Marina a uma só bandeira e o fundamentalismo religioso não a ajudam.

Marina ganha R$ 1,6 mi para falar a bancos e empresas, mas não declarou ao TSE


Carteira de clientes para os quais Marina fez palestras entre 2011 e o início deste ano inclui Santander, Crédit Suisse e Unilever

 A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, realizou dezenas de palestras para as mais variadas instituições entre 2011 e 2014, com uma carteira de clientes que inclui grandes bancos, empresas e seguradoras.

Após terminar a disputa da eleição presidencial na terceira colocação quatro anos atrás e deixar o Senado, em 2011, Marina abriu uma empresa em Brasília pela qual passou a receber por suas conferências.

Entre abril de 2011 e maio deste ano, Marina ganhou RS 1,6 milhão bruto com essas palestras, conforme revelou ontem o jornal Folha de S.Paulo. Ela interrompeu as atividades de palestrante após lançar candidatura neste ano e negocia com o PSB receber uma remuneração mensal do partido, segundo sua assessoria de imprensa.

Marina foi contratada por bancos, como Santander e Crédit Suisse, pela multinacional Unilever e pela Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg). Foi remunerada ainda por palestras na Argentina, Uruguai, Chile e Bolívia.

Faz parte do trabalho de Marina como palestrante se reunir com grupos pequenos de executivos do sistema financeiro e ser remunerada por isso. A assessoria de Marina afirma que o tema recorrente de suas palestras é a sustentabilidade.

A lista completa de clientes não é divulgada pela candidata sob o argumento de que os contratos são confidenciais.

O jornal O  Estado de SP, obteve os nomes de parte da carteira de clientes de Marina a partir de uma série de entrevistas no meio empresarial.

Valores. 

Os valores de cada palestra de Marina variam conforme o cliente. Da Fundação Dom Cabral, por exemplo, uma instituição privada de ensino de Minas Gerais,ela cobrou R$ 15 mil. O Conselho Federal de Contabilidade pagou R$ 33 mil a Marina.

O Santander e o Crédit Suisse não revelam quanto pagaram pela palestra de Marina.

Desde junho deste ano, quando se candidatou à Vice-Presidência da República na chapa de Eduardo Campos, Marina "mantém-se com a poupança acumulada até então" com o trabalho de palestrante, segundo sua assessoria de imprensa.

Aplicação.
De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, Marina,  não declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter uma poupança. Confrontada com essa informação, a equipe de Marina afirmou que usou o termo "poupança" inadequadamente e que, na verdade, ela "mantém-se com o que dispõe em sua conta corrente." Ao tribunal, Marina informou que tem R$ 27.920,58 na sua conta corrente.

Em 19 de agosto, o marido de Marina Silva, Fábio Vaz de Lima, deixou o cargo de secretário adjunto do governo do Acre. Para que ela possa pagar suas despesas, "a campanha discute se haverá algum tipo de auxílio para o período até 5 de outubro", informou a assessoria da candidata. Entre as contas mensais de Marina está o aluguel de R$ 4200,00 da casa em que mora, em área nobre de Brasília.

Ela também ocupa um apartamento quando está em São Paulo. Conforme a campanha, o imóvel foi emprestado pelo empresário Carlos Henrique Ribeiro do Vale e registrado no TSE.

Na primeira vez que concorreu à Presidência, Marina declarou patrimônio de R$ 149.264,38. Em 2014, o valor caiu para R$ 135.402,38.Os Amigos do Presidente Lula

Pau que bate em Chico bate também em Francisco, Marina e Aécio

Quando o PT e suas lideranças resolveram lançar o mote “A verdade vai vencer a mentira” é devido às milhares de obras de infraestrutura, grandes, médias e pequenas, além de dezenas de programas sociais, que estão em pleno andamento e são escondidos, peremptoriamente, pela imprensa de mercado e por outros segmentos hegemônicos, que atuam e agem nas diferentes igrejas, no Judiciário, no Congresso e nas associações e sindicatos patronais.

Trata-se do poderoso sistema midiático privado, que se transformou em partido político de direita e que, sistematicamente, boicota os avanços sociais e econômicos conquistados pelo povo brasileiro, pois a intenção é fazer com que não haja reconhecimento das conquistas, bem como a intenção é fazer com que elas fiquem no esquecimento, como se nunca tivessem existido.

Contudo, torna-se necessário e urgente ao PT e à sua coalizão partidária reaprenderem a rebater, com ênfase e determinação, as mentiras e as manipulações provenientes da imprensa de negócios privados e também dos que se aninham debaixo de suas asas, a exemplo dos tucanos do PSDB, principalmente os paulistas.

Asas conservadoras que ainda não se abriram totalmente à Marina Silva, política hospedeira do PSB, que não possui equipe e muito menos programa de governo confiável, no sentido de suas propostas resguardarem os interesses do Brasil e as conquistas sociais e financeiras dos trabalhadores deste País.

Por isto e por causa disto, o PT não pode vacilar, porque são 12 anos de luta incessante para que o Brasil se desenvolvesse, a partir de programas sociais e obras de infraestrutra, que garantiram a quase plena empregabilidade, bem como propiciou que mais de 30 milhões de pessoas superassem a linha de pobreza, bem como mais de 40 milhões chegassem à classe média.

Cidadãos brasileiros, trabalhadores, estudantes e donas de casa que se tornaram consumidores e, consequentemente, a cooperar para que o Brasil vivenciasse um ciclo formidável de crescimento, somente comparável aos anos dos governos trabalhistas do estadista Getúlio Vargas.

Nunca o Brasil distribuiu renda e riqueza de uma forma tão uniforme, o que propiciou que todas as classes sociais e segmentos de atividades econômicas pudessem crescer, ao ponto de o mercado interno brasileiro se tornar tão poderoso e, por seu turno, efetivar uma rede de proteção social e econômica que impediu que a crise internacional de 2008 afundasse a economia brasileira, como aconteceu nos países da União Europeia e nos Estados Unidos.

Todas as questões postas na mesa têm de ser explicadas com acuidade e desenvoltura pelo PT e suas lideranças, a começar pela presidenta Dilma Rousseff e pelo maior cabo eleitoral da América Latina, o ex-presidente trabalhista Luiz Inácio Lula da Silva. Do contrário, o PT vai continuar a ser um saco de pancadas, tal qual a um boxeador que levou um direto, não caiu, mas grogue com as pancadas, mal tem a capacidade de se defender quanto mais efetivar ataques aos seus oponentes.

Adversários e inimigos perniciosos e funestos. No caso, a imprensa corporativa, de caráter neoliberal, portanto, entreguista, e seus aliados que, fracassados e incompetentes, abrigam-se em seu guarda-chuva elitista, sectário e que dá guarida aos conservadores do PSDB, DEM e PPS.

O guarda-chuva que cobre também as cabeças dos candidatos nanicos, à direita e também à esquerda. “Candidatos” a presidente da República, porém, a ter como único propósito atacar a presidenta Dilma Rousseff, o Lula, o Governo Trabalhista e o PT, como deixou claro e livre de equívocos e enganos o horário eleitoral, as entrevistas e os debates transmitidos pelas televisões e rádios pertencentes aos magnatas bilionários de imprensa familiar, que ora está em dúvida quanto às reais condições de Marina Silva, a “Sonhática”, assumir a Presidência de um País poderoso e complexo como o é o Brasil.

O Brasil é tão poderoso e rico que a direita partidária, a Casa Grande empresarial e os coxinhas de classe média se recusam a sair do País, porque sabem que viver em Pindorama tem futuro, bem como compreendem que se conquistarem o poder vão viver ainda melhor do que vivem, pois vão efetivar um programa de governo e um projeto de País draconiano, que os permitirão a voltar aos tempos da ditadura militar e dos governos Collor, Sarney e Fernando Henrique.

Governos e governantes conservadores que apostaram, no passado, em um País VIP, alinhado sumariamente aos interesses dos EUA e da UE, suas cortes, tratadas como patrões, pois a elas subordinados e subservientes. A direita que deseja e luta por um Estado que deixe de ser o indutor e o fiscalizador do desenvolvimento econômico e social e passe a ser apenas uma plataforma para esses grupos sociais e econômicos darem suas piruetas e se locupletarem a despeito das necessidades e dos interesses da grande maioria do povo brasileiro.

O PT e líderes como Lula e Dilma têm de abrir a boca, fazer comparações e serem duros com quem manipula e mente sobre os números, os índices e as conquistas acontecidos nos últimos 12 anos. Não é complexo responder à altura àqueles que tratam o Brasil como pária dos países ricos, pois, a ser assim, a Casa Grande só tem a ganhar, como ocorre desde os tempos do Brasil Colônia.

Marina Silva, a “Sonhática”, cujas palavras e pensamento ninguém compreende, tem de ser desmascarada, e, mais do que isto, desconstruída em suas peripécias e dubiedades. Marina tem de ser mostrada como ela o é: incoerente, inconstante, sem ideologia, vazia de propostas e cooptada pelo mercado de capitais.

A candidata hospedeira do PSB, que não é PSB, bem como não conseguiu regulamentar junto ao TSE a Rede Sustentabilidade, tem de explicar os seis anos em que ela foi ministra do Meio Ambiente e fracassou no que é relativo ao desmatamento, à proteção das matas ciliares, dos rios e riachos.

Explicar também o porquê de não ter conseguido diminuir os índices de poluição, além de jamais ter efetivado um diálogo sincero com os sindicatos dos trabalhadores rurais, com os empresários do agronegócio e com os médios e pequenos produtores, já que o Ministério do Meio Ambiente é intrinsecamente ligado às questões ecológicas, bem como discute assuntos concernentes à produtividade rural, além de tratar também de temas complexos referentes aos índios.

Pelo contrário, a única coisa que a candidata dos banqueiros fez foi paralisar obras realizadas por todo o Brasil, muitas delas de enorme importância para a economia e a população brasileira. Ligada a grandes ONGs nacionais e internacionais, Marina passou a ser uma adversária dentro do próprio Governo Trabalhista, e a única solução foi a sua saída do Ministério de Lula.

Após sua exoneração, assumiu o cargo de ministro no Ministério do Meio Ambiente o deputado carioca, Carlos Minc. O ministro, em menos de dois anos, resolveu problemas, atingiu metas e achou soluções para casos polêmicos e complexos muito mais do que Marina Silva, que tem enorme dificuldade para ouvir e dialogar.

A “Sonhática”, além de centralizar as decisões, demora para efetivá-las, bem como é portadora de uma personalidade com viés messiânico. Enfim, Marina coloca em risco todo um programa de Governo e projeto de País vitoriosos, independente do que considera ou deixa de considerar a imprensa burguesa e seus áulicos, que vicejam na sociedade, entretanto, teleguiados por ela.

A questão primordial é vencer a mentira e a desinformação. E o ringue para derrotar os mentirosos é o horário eleitoral veiculado nas tevês e rádios. Só que o PT tem de reaprender a bater, como o fazia no passado, para que o povo brasileiro veja, ouça e observe as realidades e as verdades.

Não é justo e nem justificável que os governantes trabalhistas, Lula e Dilma, sejam alvos de mentiras e as conquistas de seus governos, de suas equipes e dos trabalhadores brasileiros, que acreditaram no Brasil e empreenderam um desenvolvimento jamais visto antes neste País sejam desacreditados, sabotados, boicotados e, sobretudo, não mostrados pela imprensa alienígena e de passado golpista, que se transformou no principal partido oposicionista e de direita deste País.

Aécio Neves é retrocesso. Ele é o Fernando Henrique mais novo, mas com pensamentos e ideias velhos, superados e ultrapassados pelas realidades atuais e, principalmente, pelo fracasso que foi a política econômica neoliberal empreendida pelos tucanos, que o foram, irrefragavelmente, reprovados pelo povo brasileiro em três eleições.

Sobre Marina Silva, já disse o que tinha de dizer. Ela é messiânica e dúbia, características principais dos governantes que, no decorrer da história da humanidade, criaram e fomentaram crises políticas e econômicas que os levaram à guerra, à deposição e à renúncia. Marina compôs com o que tem mais de atrasado, no que tange ao fundamentalismo religioso e mercadológico. Ah, isto Marina representa, sem dúvida. O perigo mora aí.

O Partido dos Trabalhadores tem de se defender e reaprender a atacar. Recado ao PT: pau que bate em Chico bate também em Francisco, Marina e Aécio. É isso aí.


Davis Sena Filho

Davis Sena Filho é editor do blog Palavra Livre

Rumo ao desconhecido


Por André Singer
Da Folha de S. Paulo

Com a ascensão rápida de Marina Silva, confirmada pelo Datafolha e captada pelas pesquisas desta semana, teremos dois meses de alta indeterminação pela frente. As incógnitas que rondam a candidata, neste momento majoritária no segundo turno, tornarão volátil o cenário político e eleitoral até 26 de outubro. Relação com o agronegócio, programa social, base de apoio para governar, há muito em aberto na candidatura pessebista.

Ao comprometer-se com a independência do Banco Central (BC), Marina traçou o perfil macroeconômico de um possível governo do PSB. Teremos juros altos, recessão bem mais que técnica, corte de gastos públicos e desemprego. Mas como seria possível encaminhar os problemas da população que tem renda familiar mensal (RFM) entre 2 e 5 salários mínimos e mora em grandes centros urbanos, cujo apoio a ex-senadora precisa consolidar para
vencer?


De acordo com o Ibope, Marina detém 31% das intenções de votos nesse segmento, encontrando-se empatada tecnicamente com Dilma Rousseff (33%). Como a vantagem de Dilma é nítida entre os mais pobres –sobretudo os que recebem até 1 salário mínimo de RFM (46% contra 23% da candidata ambientalista)–, o fiador da possível eleição de Marina será o eleitor de baixa renda que já superou os problemas da sobrevivência imediata, mas continua
às voltas com grandes insatisfações.

A lógica eleitoral indica que Marina vai acentuar promessas, como a realizada no debate da Band (26/8), de destinar 10% da receita da União para a saúde. Ocorre que as referidas propostas são incompatíveis com a orientação sinalizada pela independência do BC. É certo que as campanhas adversárias vão apontar a contradição, ainda que isso cause algum problema de definição para elas próprias.

Outra via de ataque a Marina diz respeito à "nova política". A entrevista para o "Jornal Nacional" (27/8) deu o tom do que vem pela frente. A impossibilidade de explicar, ou condenar, o suposto caixa dois envolvido no avião em que Eduardo Campos viajava, deixou Marina com a resposta típica do que ela chama "velha política": por enquanto nada tenho a declarar e tudo será
investigado. Casos do gênero vão pipocar, pois a candidata está, e estará cada vez mais, aliada a políticos tradicionais.

Em que medida o eleitor prestará atenção e perceberá tais incongruências? Concluo, após duas décadas de estudos eleitorais, que, apesar de pouco informado, o cidadão médio capta o "cheiro" do que vem pela frente. O difícil é saber se, na hora H, preferirá correr o risco de decepcionar-se com Marina para tirar o PT do poder, ou se optará pela segurança da situação já conhecida, ainda que não animadora.