segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Precisamos falar sobre Marina

O maior desafio da campanha de Dilma Rousseff é desconstruir a imagem benevolente de Marina Silva sem vitimizá-la e sem reforçar os rótulos novidadeiros que a protegem das críticas. A inexperiência a fortalece no imaginário descontente. O conservadorismo atrai adeptos de Aécio Neves. A esperteza alivia os pragmáticos. A ingenuidade encanta os utopistas.
Pois é exatamente essa maleabilidade que enfraquece a candidata. Ela faz campanha há semanas, dominando o noticiário, e seu projeto continua vago. A cada constrangimento com o programa de governo, Marina reformula tópicos essenciais, rompe compromissos, descaracteriza-se politicamente. A única plataforma que parece movê-la é o uso do legado petista para derrotar o PT.
As oscilações camaleônicas de Marina são agravadas pela displicência que dedica ao problema da governabilidade. A balela da gestão plebiscitária é um mau disfarce para a inevitável fragilidade da sua base parlamentar. Também a fantasia voluntarista de que os "melhores" a seguiriam, como se ela própria fosse alegremente participar da administração alheia depois de perder uma disputa acirrada e cheia de ressentimentos.
A leviandade, o cinismo e a incoerência da candidatura Marina Silva precisam ser incorporados ao debate sucessório. Inclusive para confrontar as estratégias torpes da imprensa corporativa, fonte das verdadeiras baixarias que há anos atingem os governos federais. Aliás, "terrorismo eleitoral" é usar esse tipo de estigma para blindar uma candidatura centrada na idealização personalista.
Óbvio que não se trata de lançar ataques pessoais a Marina, mas de impedir que a estratégia despolitizadora faça dela uma figura inquestionável. É isso que pretendem seus apoiadores, pois sabem que a ilusão da "terceira via" não sobrevive a um embate sério. E Marina só descerá do pedestal messiânico se esta posição começar a prejudicá-la seriamente. Dando-lhe a pecha de arrogante e dissimulada, por exemplo.
O mesmo acontece com a hidrofobia antipetista de boa parte dos marineiros convictos. Quanto mais violentas, irracionais e elitistas forem suas reações, menos adeptos conseguirão entre os indecisos e os ponderados. Os possíveis efeitos colaterais das críticas a Marina serão revertidos se ela ficar associada ao voto raivoso, fanático e vazio de argumentos. Basta provocá-lo.
O eixo da campanha audiovisual de Dilma deve continuar focado nos sucessos dos governos petistas, em propostas administrativas e nos paralelos com os aventureiros que destruíram o país a pretexto de salvá-lo. São armas relevantes, que a oposição não pode usar contra a presidenta.
Mas o avanço de Marina ocorreu graças à adesão de setores tradicionalmente alheios à propaganda oficial do rádio e da TV. A força da candidata advém da internet, em especial das redes sociais, onde proliferou o espírito contestatório das manifestações do ano passado. É no âmbito virtual, portanto, que a militância dilmista precisa concentrar seus esforços.

Guilherme Scalzilli

Historiador e escritor

domingo, 7 de setembro de 2014

Carreira “política” de Costa na Petrobrás começou na era tucana

costa
O Tijolaço teve acesso a um documento que traz informações que a mídia tem sonegado à população brasileira.
Tem sido vendido à opinião pública que Paulo Roberto Costa, agora no epicentro de um escândalo de corrupção, teria começado sua carreira na Petrobrás em 2004, quando foi nomeado diretor de abastecimento.
Não é verdade.
Costa entrou na Petrobrás em 1979, quando participou da instalação das primeiras plataformas de petróleo na Bacia de Campos.
Suas primeiras indicações políticas dentro da estatal se deram em governos tucanos.
Em 1995, sob a gestão de FHC, é indicado como Gerente Geral do poderoso departamento de Exploração & Produção do Sul, responsável pelas Bacias de Santos e Pelotas.
Nos anos seguintes, sempre sob gestão tucana, Costa foi beneficiado por várias indicações políticas internas da Petrobrás. Foi diretor, por exemplo, da GasPetro de 1997 a 2000.
Sua indicação para diretor de abastecimento em 2004, na gestão Lula, era o caminho natural de alguém cujas funções internas lhe permitiram deter informações estratégicas da Petrobrás.
Sob a gestão Dilma, Paulo Roberto Costa foi exonerado, primeiro, e depois preso pela Polícia Federal

Tijolaço

Marina quer o fim da Justiça do Trabalho



Isso é preocupante.

Assunto de interesse público para todos os que atuam na Justiça do Trabalho (juízes, procuradores, advogados, concurseiros, servidores, etc)

Segundo informação veiculada na página 240 o programa de Marina Silva prega o fim da Justiça do Trabalho tal como a conhecemos:


"A elevada rotatividade da mão-de-obra e a negociação de direitos individuais na Justiça tornam muito precárias as relações de trabalho. 
(…) 
Há que buscar um modelo onde os atores coletivos sejam mais representativos, cabendo ao Estado impulsionar a organização sindical e a contratação coletiva. O novo modelo diminuiria o papel do Estado na solução dos conflitos trabalhistas coletivos, e Justiça do Trabalho se limitaria à nova função de arbitragem pública". 

Isso é preocupante. É jogar ao vento anos de história de conquistas e lutas pela construção de um Judiciário Trabalhista forte. Não estamos defendendo o candidato X ou Y, mas é preciso que a Candidata ESCLAREÇA CONCRETAMENTE como seria feito isso. 

Ora, discutindo com o amigo e estudioso Alexandre Piovesan, este concluiu que o presidente não tem poder de interferir em um órgão do poder judiciário desta forma, ainda mais quando se trata de uma contextualização social. Outrossim, juridicamente, considerando que o ordenamento jurídico brasileiro não abarca a teoria das normas constitucionais inconstitucionais, seria impossível suprimir do texto constitucional algo lá alocado pela constituinte originário, tal como a Justiça do Trabalho como um órgão do Judiciário. Lembrando que os extintos Tribunais de Alçada não eram órgãos originário do art. 92 da CR/88.

Compartilhar! E vamos mandar perguntas para o próximo debate presidencial para que Marina seja mais clara quanto à proposta.

Para acessar o programa acesse: http://marinasilva.org.br/programa/

sábado, 6 de setembro de 2014

Pensamento do dia


Propaganda eleitoral de Dilma de hoje

Delação de Costa é batata “quentíssima” para o PSB, para Marina e para a mídia




Os jornais estão cheios de dedos diante deste escândalo provocado pela estranhíssima “delação premiada” de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras.

Porque a ninguém mais ela atinge em cheio que a Eduardo Campos, tão próximo e devedor de Costa que este chegou a arrolá-lo como testemunha de defesa, do que só desistiu após complexas negociações – imagine-se quais – entre os advogados de ambos, segundo testemunha o insuspeito  Lauro Jardim, na Veja.

Não é delírio imaginar que Costa, ao ver que não seria defendido pelo governo Dilma, tenha se voltado para pressionar Campos, tanto que o juiz do caso, Sérgio Moro, estranhou seu arrolamento como testemunha de defesa e tentou bloquear sua convocação, da qual o ex-diretor “desistiu” provisoriamente.

Muito menos que tenha sido a morte de Campos – e, com isso, o desaparecimento daquele que Costa havia apontado como seu defensor – que tenha levado o ex-diretor a negociar o possível em sua situação desesperadora.

Além das relações pessoais entre ambos, há as com o PSB – o candidato a senador em Pernambuco, Fernando Bezerra, tem um irmão, cunhada e sobrinho na lista de Alberto Youseff –  e com o dirigentes do PP e com Sérgio Cabral, aliados de Aécio.

De todos, inclusive os petistas, é Dilma Roussef quem tem uma prova, fornecida por seus próprios adversários, como se lê na revista Época na edição da penúltima semana de março: A presidente Dilma Rousseff, que não gostava de Costa, tentava derrubá-lo desde o começo de seu governo. Encontrava resistências de todos os políticos, mesmo indiretamente, de Lula. Conseguiu apeá-lo apenas em 2012, para desespero da base aliada.”

É muito difícil tratar de política quando as coisas começam a se inscrever no Código Penal,  porque tudo toma a forma do que não é.

E você passa a contar apenas com raciocínio e intuição, para ver sinais estranhos no ar, como o que este blog destacou aqui, há uma semana, quando começavam os depoimentos de Costa: “Merval pede que não abandonem Aécio. Avisa que algo pode “abalar Marina”.

Será Paulo Roberto Costa o segundo jatinho de Campos, do qual a providência – como ela própria diz – não terá como desembarcar?

Isso pode destruir a ascensão de Marina sem, porém, ter força para ressuscitar Aécio, e este temor fica claro no “conselho” que o mesmo Merval dá a Aécio hoje, com uma comparação – será? – entre a lista de Costa e o caso Lunus, que derrubou Roseana Sarney:

Aécio estaria fazendo o mesmo esforço inútil que o tucano José Serra fez em 2002, destruindo, com sucesso, as candidaturas de Roseana Sarney e Ciro Gomes para depois ser derrotado por Lula no segundo turno. Há no entorno do PSDB quem defenda uma “renúncia branca” de Aécio, que deveria se dedicar mais à eleição de Minas para garantir seu cacife político. Tijolaço

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Haja óleo de peroba


Os caras viajam em avião fantasma e ainda querem que a União(o povo) pague por suas trambicagens. Ora, façam-me o favor, bando de bandidos, fraudadores, estelionatários.Haja óleo de peroba.


Pernambuco 247 - O advogado Antônio Campos, irmão do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), que faleceu em um acidente aéreo no dia 13 de agosto, em Santos (SP), vai entrar com uma ação judicial, na próxima segunda-feira (8), para que o Ministério Público Federal em Santos acione à Cessna, fabricante do jato que caiu matando Campos e outras seis pessoas, as seguradoras e, subsidiariamente, a União para que sejam providenciadas as reparações dos danos causados pelo acidente. De acordo com o Blog de Jamildo, Antonio Campos também avalia acionar a Justiça norte-americana para que Cessna seja responsável por indenizar as famílias das vítimas e os moradores afetados pela queda da aeronave.
Segundo Antônio Campos, a representação contra a Cessna será feita com base na teoria do risco do empreendimento, considerada uma das mais amplas teorias de culpa. Já no caso da União, a ação está veiculada a existência de falhas na base aérea de Santos, em virtude da falta de equipamentos necessários para que as operações fossem realizadas com a devida segurança. As seguradoras também deverão ser acionadas para que reparem os danos e prejuízos relacionados ao acidente, independentemente de outras ações cíveis e regressivas. 
"Tal iniciativa vem em apoio aos moradores das casas sinistradas que visitei em Santos, recentemente, quando afirmei que os apoiaria no propósito da reparação dos danos, dando sequência, assim, ao acompanhamento do caso. As seguradoras têm que pagar os sinistros das vítimas do acidente, cabendo eventualmente ações regressivas, se couber", disse Antônio Campos ao Blog de Jamildo.
"Estou consultando advogados americanos sob a possibilidade de acionar a Cessna também judicialmente nos Estados Unidos, local que é a sede da empresa fabricante, uma vez que já há indícios de erro de projeto da aeronave, falha mecânica e defeito da caixa preta. Já fiz inclusive uma consulta preliminar ao advogado Jack B. McCowan, do escritório Gordon Rees, que é especialista em acidentes aéreos nos Estados Unidos", completou.

Ventola, o 3° homem do avião, desfila de helicóptero mas não paga à Receita. Nem IPVA pag

robinson
Impressionante como os três homens – Apolo Santana Vieira, João Paulo Lyra Pessoa de Mello Filho e Eduardo Freire Leite Bezerra – responsáveis pela pseudo-operação de compra do avião que matou um candidato a Presidente da República através de laranjas e outros depósitos pessoais continuam, quase um mês depois, praticamente incógnitos diante do país.
Apolo Santana Vieira, processado por contrabando e dono daquela e de outra aeronave (o Learjet PP-ASV) simplesmente “não existe”. Não se publicou uma mísera foto do cidadão nos jornais e na internet. Não foi  encontrado ou nem foi  procurado?
Não há um repórter capaz de encontrar seu endereço, de casa ou do escritório?
João Paulo, multado por crime cambial pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, por deixar de declarar operações cambiais, também é quase um fantasma.
predl
E Eduardo Freire Leite Bezerra, vulgo Eduardo Ventola, cuja microempresa (sim, microempresa) Ele Leite Negócios Imobiliários Ltda. passou R$ 727 mil para o pagamento do jato à AF Andrade desfila em paz com o helicóptero Robinson PR-EDL (de Eduardo Leite, porque eles adoram batizar seus brinquedinhos com seus nomes)  sem que ninguém o aborde.
Está aí do lado a comprovação noRegistro Aeronáutico Brasileiro.
Ventola tem helicóptero, mas deve à Receita.
Perdeu, em abril deste ano, o parcelamento de débitos vencidos de outra empresa sua, uma fábrica de tijolos (Cerâmica Camboa), por falta de pagamento.
É esta que você vê na imagem abaixo, na paupérrima Lagoa do Itaenga, no interior de Pernambuco.
Deve tributos em Pernambuco, também. E foi descredenciado por dívidas da antecipação tributária que existe no Estado.
Até IPVA de seus veículos, pessoal e da empresa, deve.
Mas tem R$ 727 mil, assim, cash, para comprar um avião para Eduardo Campos e Marina Silva.
camboa
A imprensa brasileira tem capacidade de mandar repórteres para o interior da África, para fazer reportagens sobre o vírus Ebola.
Mas não tem jornalistas capazes de encontrar três homens, ricos e conhecidos no Recife, todos com empresas estabelecidas, com endereço e telefone e simplesmente perguntar-lhes porque e como compraram um avião para Eduardo Campos e Marina Silva fazerem campanha eleitoral Brasil afora?
Indagar que documentos têm para da suporte à história?
Por que usaram laranjas para fazer pagamentos?
O jornalismo brasileiro vai ser cúmplice de um escândalo como este e de seu impacto sobre o futuro do país?
PS. Acabo de ser informado que a Camboa tem não um, mas dois helicópteros, pois tem o registro do Robinson 44 matrícula PR-JPE. Deve ser para transportar tijolos por via aérea, não é?

Tijolaço.

Ex-diretor da Petrobras delata propina a 32 parlamentares e um governador.Quem seria esse governador?

Só estou deduzindo!


Paulo Roberto Costa de volta à prisão
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa disse que pelo menos 32 deputados e senadores, um governador e cinco partidos políticos recebiam 3% de comissão sobre o valor de cada contrato da estatal no período em que ele comandava a diretoria de Abastecimento da empresa, entre 2004 e 2012.É o que revela reportagem publicada esta tarde pelo site do jornal O Estado de S. Paulo.
As informações foram prestadas pelo ex-executivo em depoimento à Polícia Federal (PF) e fazem parte da chamada delação premiada, mecanismo pelo qual o acusado tenta amenizar sua pena com revelações importantes sobre o caso em que está envolvido. Segundo o Estadão, o número de envolvidos pode crescer até o final dos depoimentos.
De acordo com os repórteres Andreza Matais e Ricardo Brito, Paulo Roberto contou que um cartel de empreiteiras atuam em toda a Petrobras, beneficiando partidos e políticos e grandes empreiteiras do país. “Num depoimento, ele citou uma conta de um ‘operador do PMDB’ em um banco europeu”, diz o jornal. A reportagem não informa quais parlamentares e legendas foram citadas no depoimento. O esquema, segundo o relato de Paulo Roberto, envolvia do terceiro ao primeiro escalão da companhia.
O Estadão informa que os depoimentos serão enviados à Procuradoria-Geral da República por envolverem parlamentares. Réu em duas ações penais – uma sobre ocultação e destruição de documentos e outra sobre corrupção –, o ex-diretor da Petrobras aceitou a delação premiada para escapar de uma pena que poderia chegar a 50 anos.
Um dos principais alvos da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, Paulo Roberto é acusado de ter recebido propina e de participar de um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões. Ele está preso em Curitiba, mas, pelo acordo firmado, deverá ser posto em liberdade com uma tornozeleira assim que concluir a série de depoimentos.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

PSOL pede que MP Eleitoral investigue candidato do PSB em PE


A Executiva Estadual do PSOL entrou com representação, nesta quarta-feira (3), solicitando que o Ministério Público Eleitoral investigue o suposto envolvimento de Paulo Câmara, candidato ao governo pelo PSB, com a Bandeirantes Companhia de Pneus S.A. A empresa, segundo o documento entregue pelo PSOL à Justiça, “teria contribuído financeiramente para o pagamento do valor inicial da compra do avião” em que viajava Eduardo Campos. O ex-governador morreu após a queda da aeronave em Santos (SP), em 13 de agosto.

De acordo com a ação protocolada pelo PSOL, a Bandeirantes Companhia de Pneus S.A. recebeu incentivo do Programa de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco (Prodepe) na época em que Paulo Câmara era secretário da Fazenda de Eduardo Campos.

Em nota divulgada à imprensa, o PSOL cita o Decreto número 37.161, de 23 de setembro de 2011, que concedeu à empresa benefícios fiscais, e pede que o Ministério Público Eleitoral apure eventual crime eleitoral com obtenção de favorecimento político para campanha do PSB em Pernambuco.

“Diante da consistência de tais informações, vinculativas do nome do candidato ao governo de Pernambuco, Paulo Câmara, à empresa Bandeirantes Pneus e ante a possibilidade de efeitos reflexos nos proibitivos da legislação eleitoral pátria, é necessária a abertura de investigação própria por este Ministério Público Eleitoral, para apurar eventual participação do candidato Paulo Câmara em crime eleitoral, com obtenção de favorecimento político para campanha eleitoral do PSB”, diz um dos trechos do documento protocolado pelo PSOL.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do candidato ao governo estadual pelo PSB, Paulo Câmara, divulgou nota afirmando que a ação do PSOL é fruto de "desespero" dos adversários. "O desespero dos nossos adversários é evidente, diante do crescimento exponencial da candidatura de Paulo Câmara ao Governo de Pernambuco. É de se lamentar que quem se coloca como partido ético e independente sirva como linha auxiliar para aqueles que não têm projetos para Pernambuco. Paulo tem uma vida limpa, de servidor público concursado, bem sucedido em todas as funções que exerceu, ao lado do saudoso ex-governador Eduardo Campos. O povo de Pernambuco já sabe o que é melhor para o nosso Estado. As pesquisas mostram isso. Não serão baixarias e mentiras dos adversários que vão nos tirar da trilha traçada por Eduardo ao lado dos 21 partidos que integram a Frente Popular."

Veja a íntegra da ação protocolada pelo PSOL na Justiça Eleitoral:

"EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL JUNTO AO TRIBUNAL REGIONAL DE ELEITORAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO

PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE – PSOL, sediado à Rua de Santa Cruz, 190, bairro da Boa Vista, Recife, PE, através de representante da direção Executiva Estadual, Edilson Francisco da Silva, por seu advogado infra- assinado, inscrito na OAB/PE sob o nº 24.172 vem, ancorado no art. 5o, XXXIV,
REPRESENTAR
Junto ao Ministério Público Eleitoral os fatos a seguir alinhavados, a fim de que o Parquet, no exercício de seus misteres constitucionais, proceda à devida investigação e adote, por conseguinte, as medidas legais necessárias à apuração do suposto envolvimento do então secretário da Fazenda, PAULO HENRIQUE SARAIVA CÂMARA, com a empresa Bandeirantes Companhia de Pneus S.A., na forma dos fatos a seguir elencados;
01) No fatídico dia 13 de agosto de 2014, o jato CESSNA Citation XLS (número de série  6066), prefixo PR-AFA, veio a cair na cidade de Santos, ceifando a vida de todos os ocupantes da aeronave, dentre os quais o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Henrique Acioly Campos;
02) A partir de então, ao lado da grande comoção provocada pela perda irreparável, prematura e inesperada do presidenciável e líder político, uma série de fatos nebulosos e conflitantes acerca da propriedade do avião acidentado vieram à tona, notadamente a divergência entre os titulares do domínio de fato e de direito da aeronave;
03) Até prova em contrário, conforme consta dos cadastros da ANAC, a propriedade do CESSNA CITATION é aos empresários Alexandre e Fabrício Andrade, sócios da A. F. Andrade, empresa do ramo sucroalcooleiro, que já foi tida como uma maiores produtoras de álcool no país e atualmente encontra-se supostamente em recuperação judicial;
04) De acordo com os fatos noticiados na imprensa, mais precisamente pelo Jornal Folha de São Paulo em sua edição de 1º de setembro (em anexo), o empresário pernambucano João Lyra de Mello Filho teria firmado contrato de compra do referido jato ao preço de U$$ 8,5 milhões de dólares, equivalente a R$ 19 milhões de reais. À imprensa, o próprio João Lyra assume a realização da compra, bem como de aportes financeiros destinados aos donos da A.F. Andrade;
05) Segundo João Lyra, contribuíram financeiramente para o pagamento do valor inicial da compra do avião - e aqui não se sabe a que título efetivaram o auxílio - as empresas Bandeirantes Companhia Pneus S.A e Ele Leite Ltda, titularizadas, respectivamente, por Apolo Santana Vieira e Eduardo Freire Bezerra Leite. Além delas, conforme veiculado em reportagens do Jornal Nacional da Rede Globo (link e matéria em anexo), empresas de fachada, sem sede e capital formal, também alimentaram os recursos canalizados ao pagamento do avião;
06) Em que pese a abertura de investigação capitaneada pelo Procurador Geral de República, há fatos específicos que exigem a atuação pelo Ministério Público Eleitoral de Pernambuco e dizem respeito à participação da empresa Bandeirantes Pneus como uma das supostas doadoras de recursos ao incerto e inconclusivo negócio jurídico que envolve o CESSNA;
07)  A empresa Bandeirantes Companhia de Pneus S.A, do já famoso empresário Apolo Santana Vieira, foi agraciada, através do Decreto n. 37.161 de 23 de setembro de 2011, com incentivos fiscais, quando ali se lançou:
DECRETO Nº 37.161, DE 23 DE SETEMBRO DE 2011.
Introduz alterações no Decreto nº 30.124, de 29 de
dezembro de 2006, que concede incentivo do PRODEPE à empresa BANDEIRANTES RENOVAÇÃO DE PNEUS LTDA., cujo nome empresarial foi alterado para BANDEIRANTES COMPANHIA DE PNEUS S/A.
O GOVERNADOR DO ESTADO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo inciso IV do artigo 37 da Constituição Estadual, CONSIDERANDO
a Lei nº 11.675, de 11 de outubro de 1999, e o Decreto nº 21.959, de 27 de dezembro de 1999; CONSIDERANDO
a Resolução nº 009, de 1º de julho de 2011, do Conselho Estadual de Política Industrial, Comercial e de Serviços – CONDIC, e o teor do Ofício CONDIC nº 083, de 12 de julho de 2011,DECRETA:
Art. 1º O Decreto nº 30.124, de 29 de dezembro de 2006, passa a vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 1º Fica concedido à empresa BANDEIRANTES COMPANHIA DE PNEUS S/A, estabelecida na Rua Matema, nº 230, galpão 2B, Jardim Jordão, Jaboatão dos Guararapes – PE, com CNPJ/MF nº 10.783.660/0002-20 e CACEPE nº 0000928-86, o estímulo de que tratam os artigos 8º e 9º do Decreto nº 21.959, de 27 de dezembro de 1999. (NR)
Art. 2º A fruição do estímulo previsto no art. 1º fica condicionada à observância das seguintes características:
.......................................................................................................................................................................................
III - produtos beneficiados: pneus para veículos e máquinas industriais - NBM/SH 4011.63.90; pneus para máquinas agrícolas ou florestais - NBM/SH 4011.92.90 e pneus para veículos diversos - NBM/SH 4011.99.90; (NR)
.....................................................................................................................................................................................”.
Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir do mês subsequente ao da respectiva publicação.
PALÁCIO DO CAMPO DAS PRINCESAS, em 23 de setembro de 2011.
EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS
Governador do Estado
GERALDO JÚLIO DE MELLO FILHO
FRANCISCO TADEU BARBOSA DE ALENCAR
PAULO HENRIQUE SARAIVA CÂMARA
ALEXANDRE REBÊLO TÁVORA
THIAGO ARRAES DE ALENCAR NORÕES

08) A leitura do conteúdo acima faz inferir que a matéria de que trata o Decreto n. 31.161 é de competência da secretaria da Fazenda, pasta então exercida pelo atual postulante ao cargo de governador do Estado de Pernambuco, Paulo Henrique Saraiva Câmara, que, inclusive, figura no mencionado Diário Oficial, como um dos subscritores do benefício fiscal ora referenciado;
09) Assim, diante da consistência de tais informações, vinculativas do nome do candidato ao governo do Estado de Pernambuco, Paulo Câmara, à empresa Bandeirantes Pneus e ante a possibilidade de efeitos reflexos nos proibitivos da legislação eleitoral pátria, necessária a abertura de investigação própria por este Ministério Público Eleitoral, para apurar eventual participação do candidato Paulo Câmara em crime eleitoral, com obtenção de favorecimento político para campanha eleitoral do PSB.

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Edilson Silva / Executiva Estadual do PSOL-PE


__________________________________________
Theobaldo Pires Ferreira de Azevedo
OAB/PE 24.172
Advogado do PSOL-PE"

Olha a cara de William Wacca