segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Do vermelho ao verde: quem são os amigos da Marina?


João Quartim de Moraes *


Muitos críticos intransigentes, na esquerda “lato sensu”, sobretudo os da corrente “ecológica”, que se escandalizaram quando Lula em 2002 convocou para candidato a vice em sua chapa um grande industrial mineiro, não parecem se incomodar tanto com o fato de que o vice de Marina Silva é presidente do trust transnacional Natura. Quando, por motivos respeitáveis, ela renunciou ao cargo de Ministro do governo Lula, os mesmos eco-intransigentes imaginaram que ela saía do governo pela esquerda. Alguns, abusando do direito de serem ingênuos, persistiram nessa opinião mesmo depois dela ter aderido ao PV e se lançado candidata à presidência por esse partido.

Marina tem um novo amigo verde, F. Gabeira, ex-guru dos bichos-grilos da orla guanabarina e adjacências nos anos oitenta, agora candidato do centro-direita ao governo do Rio de Janeiro. Poucos políticos têm seguido, mais do que Gabeira, uma trajetória tão coerentemente retilínea: começou na extrema-esquerda e vem garbosamente caminhando para a direita, passo a passo e sem nenhum desvio. Apoiado no Rio pela frente bicéfala da direita (PSDEMB), ele retribui com galhardia: mal aberta a campanha eleitoral oficial, compareceu em São Paulo a um ato político em apoio a José Serra. Longe de exibir aborrecimento, Marina justificou o sócio, dizendo que ele veio a São Paulo “colher propostas do PSDB para seu programa de governo”, coisa “perfeitamente natural”. “O Gabeira me apóia e os tucanos e os democratas (sic) apóiam o Gabeira”. Só que este queixou-se de que o partido de Serra não lhe estava repassando o prometido auxílio pecuniário. Quanta ingratidão!

Entretanto, o aspecto mais preocupante da trajetória de Marina, não somente do ponto de vista da esquerda, mas de quem quer que esteja minimamente persuadido de que a política externa do Brasil deve ser independente, está em vê-la fazer causa comum com o imperialismo e o facho-sionismo na diabolização do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Era ainda pré-candidata quando, destilando seu ressentimento contra o governo Lula e exibindo sua subserviência aos interesses da Casa Branca, declamou em Washington, no dia 24 de abril, a ladainha que os gringos queriam ouvir: "O Brasil é a única democracia ocidental que tem dado audiência para o Ahmadinejad. A própria China não tem dado, nem a Rússia". Difícil decidir se nessa declaração, doce melodia nas orelhas de Mrs. Clinton e sócios, é mais sintomática ideologicamente a alusão pejorativa à “própria” China ou a auto-identificação subalterna com a “democracia ocidental”, referência mistificadora típica dos papagaios de pirata da mediática capitalista.

A candidata verde proclamou ainda que "O Irã tem desrespeitado direitos humanos, ali tem presos políticos, pessoas são executadas". Marina não deveria ignorar que seus amigos democratas do Ocidente, capazes de todos os crimes de lesa-humanidade para defender seus interesses, são os responsáveis históricos pelo esmagamento das forças laicas, democráticas e anti-imperialistas do Irã que participaram do governo de Frente Nacional formado em 1951 por Mohamed Mossadegh, dirigente da esquerda nacionalista, apoiado pelo partido Tudeh (comunista). A decisão de nacionalizar o petróleo, que estava nas garras dos abutres anglo-estadunidenses, bastou para que a CIA, com a conivência do Xá Reza Pahlevi, montasse um golpe militar que em agosto de 1953 derrubou Mossadegh. Com a cooperação da mesma CIA, secundada pelo Mossad, o Xá instaurou um regime de terror policial centralizado na Savak, instituição com “know-how” “democrático-ocidental” (para retomar o conceito da Marina), especializada nas formas mais eficientemente atrozes de tortura. O partido Tudeh foi implacavelmente perseguido. Seus dirigentes foram presos, torturados, alguns condenados à morte. Em conseqüência, a principal base da resistência ao odioso regime do Xá e da CIA passou a ser a oposição islâmica, que dirigiu a revolução popular de 1979. No poder, os islâmicos mantiveram proscrito o comunismo e com ele todas as forças consequentes no combate por uma república social, laica, culturalmente progressista.

Processos com dinâmica substancialmente idêntica iriam ocorrer nas décadas seguintes no Afeganistão e no Iraque. Ronald Reagan, pioneiro da Cruzada neoliberal de recolonização do planeta, justificava o apoio militar que concedia aos talebãs em luta contra os comunistas afegãos, argumentando que eles “não eram terroristas e sim guerrilheiros da liberdade”. Os “democratas-ocidentais”, sob o comando de Bush pai, de Clinton e de Bush filho prosseguiram na Cruzada assassina contra o que chamam “Eixo do Mal”, composto na verdade pelos países que se recusam a lamber as botas do Pentágono e de seus sócios da OTAN. Exatamente na hora em que a Cruzada ameaça incendiar o Irã, Marina vem uivar junto com os lobos imperialistas, dando sua contribuiçãozinha para satanizar o governo legítimo daquele país. É o que dá andar em más companhias.


* Professor universitário, pesquisador do marxismo e analista político.

Os noves fora de José Serra


Gilson Caroni *

O que estamos assistindo agora, com as tentativas tucanas de plantar escândalos e judicializar a campanha, é a uma gigantesca operação de engodo de candidatura sem perspectiva. Secundado pela mídia que sempre o apoiou, e hoje se declara "independente", Serra não tem escrúpulos em conspurcar a credibilidade do jogo político às vésperas de uma eleição presidencial. O que ele e seus sócios do PPS e do DEM estão querendo fazer é um autêntico golpe de mão, uma quartelada midiática para evitar que a sociedade possa comparar dois projetos de país.

Estado por estado as notícias são parecidas. Há um rápido processo de cristianização do candidato tucano. No Nordeste é um arraso: quem fez oposição a Lula nos últimos quatro anos, desembarca da nau serrista para cuidar da própria sobrevivência política. Nem mais em São Paulo, estado que o elegeu senador, prefeito e governador, Serra voa em céu de brigadeiro. O repúdio não se dirige apenas contra sua melancólica figura, mas ao estilo de governo posto em prática nos oito anos em que o neoliberalismo vigorou no país. Há algo de covarde na recusa de uma comparação retrospectiva, mas também há algo de didático no exame das decisões de um ator político.

Quando se nega a comparar o governo a que pertenceu com a gestão petista, Serra afirma “que não faz política olhando para o retrovisor". Certamente preferia que tudo fosse diferente, mas, no beco sem saída em que se encontra, não é possível acertar o caminho com manobras abruptas. Seu trem em marcha ré colidiria com os desastres da política econômica de FHC, o padrinho a ser ocultado.

Vamos aos fatos: a abertura comercial, promovida pelo consórcio demo-tucano, não trouxe ganhos de competitividade à indústria nacional. Pelo contrário, causou um efeito devastador em setores, como o têxtil, transformando segmentos que produziam localmente em meros importadores de insumos. De acordo com estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), depois de oito anos de economia submetida à concorrência internacional, sem instituição de políticas públicas adequadas, as conseqüências apareceram nos resultados negativos da balança comercial, em menos geração de emprego e renda no Brasil.

Os pesquisadores concluíram que a importação de matérias-primas provocou o esgarçamento dos setores intermediários de produção, aqueles encarregados de produzir os insumos para os fabricantes de produtos finais. A análise dos resultados na década de 1990 demonstrou maior competitividade na produção de commodities e vulnerabilidade das atividades de maior conteúdo tecnológico, aquelas com maior valor agregado e responsáveis pela geração de mais postos de trabalho. Nesse contexto, cabe a pergunta: como Serra teria condições de apresentar sua política industrial, sem renegar totalmente o pensamento do PSDB?

Seguindo os preceitos do Consenso de Washington, a possibilidade de o Brasil tornar-se exportador de produtos básicos, que seriam processados em outros países, e importados posteriormente, era o que se afigurava como horizonte à época. Na indústria química, o crescimento das importações levou à desativação de centros de produção de insumos. Princípios ativos para a produção de medicamentos que, nos anos 80, começaram a ser produzidos aqui, com a abertura desregulada, passaram a ser fornecidos pelos Estados Unidos e por países europeus. Nos tempos ministeriais de Serra, a saúde que interessava era a da indústria farmacêutica internacional. Não lhe peçam, portanto, para apresentar propostas programáticas para o setor. Além das platitudes, o vazio é total.

No campo energético, o desastre não foi menor. A decisão de vender usinas prontas, em plena operação, sem ao menos abrir aos investidores a oportunidade, e o consequente risco, do empreendimento novo, gerou uma situação de insegurança energética, com 70% do mercado de distribuição e boa parte da geração privatizados. Sem agregar energia nova, o governo de FHC pensou em esquartejar Furnas quando o movimento mundial ditava fusões. Não faltavam, ainda, os defensores da venda da Chesf, detentora de grandes reservatórios - alguns de alta importância ecológica e social - antes de se regulamentar o uso múltiplo das águas. O que Serra teria a dizer sobre o descalabro? Por que a doce e ética Marina silencia sobre o tema?

Por que não discutir sobre as consequencias desastrosas da Alca, a Área de Livre Comércio das Américas, programada para se instalar em 2005 e que, fatalmente, nos levaria a novo pacto colonial?

Serra, o “Zé que joga pesado" não pode defender o passado sem deixar de fazer um elogio à rasteira da soberania nacional. Por isso, dele só se pode esperar a pregação golpista, o denuncismo como método. E um genérico de Elba Ramalho em seu programa eleitoral. O ex-presidente da UNE jogou sua biografia no ralo das circunstâncias. Da soma dos fatores a que se submeteu, deixando de fora os nove, sobra rigorosamente nada.


* É professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

O Amazonas precisa de Vanessa Grazziotin

Vem por aí a cantilena da “ameaça à democracia”


É sempre assim: derrotada, a direita se diz vítima de uma esquerda que, a seu ver oportunista, a esmaga e, assim, “ameaça a ordem democrática”.

Por Luiz Manfredini


A oposição, ao longo dos últimos oito anos, assacou contra o presidente Lula uma constelação de achincalhes e vitupérios. Houve até um senador amazonense que ameaçou bater fisicamente em Lula. É claro que os ataques sempre foram modulados pelas conveniências político-eleitorais da oposição, e tornaram-se mais difíceis nos últimos tempos, quando o prestígio popular alcançou patamares estratosféricos e insultá-lo passou a ser eleitoralmente desvantajoso. Mas que existiram, essas afrontas, existiram e, convenhamos, bem contundentes. A tudo o Presidente assistiu com espírito, digamos, paciencioso, com o bom humor de sempre e a profunda convicção democrática que o caracteriza.

No entanto, bastou Lula, em campanha pela eleição de Dilma, elevar um pouco o tom contra os adversários, e o caldo parece ter entornado, com a oposição sacudida por um histerismo desmesurado. O fato ocorreu na última sexta-feira, 27, num comício em Pernambuco. Atacados politicamente pelo Presidente, o Deputado-Federal Raul Jugmann (PPS), candidato ao Senado na chapa do tucano-peemedebista Jarbas Vasconcelos, protagonizou uma cena que mescla ridículo, destempero e oportunismo. O parlamentar afirmou que cogita pedir “garantia de vida à Polícia Federal”. “Vou declarar-me o primeiro perseguido político da era do chavismo lulista”, berrou. Para ele, Lula quer “esmagar” a oposição, num coro alimentado por Vasconcelos, para quem o presidente “se considera acima de tudo, da Constituição, da Justiça, do Tribunal de Contas, do Congresso. É um semideus. Então, acha que pode tudo".

Conversa de sempre

A reação – entre lamuriosa e indignada - dos oposicionistas pernambucanos às críticas do presidente seria apenas ridícula não fosse a manifestação esperada de uma direita que, historicamente, se comporta assim: diante de suas derrotas frente a uma esquerda fortalecida, com enorme respaldo popular e, por isso, amplamente vitoriosa, começa a cacarejar – com o histrionismo de sempre - sobre uma suposta ameaça à ordem democrática.

A direita sempre se comporta assim, e não só no Brasil. Anos atrás, na Venezuela, a oposição decidiu não participar das eleições ao parlamento que, assim, terminou ocupado majoritariamente por chavistas. Daí passou a gritar contra as “ameaças à democracia” decorrentes de um congresso com maioria situacionista. O sucesso popular de governos de esquerda – a Bolívia e o Equador são outros casos – é apresentado pelas direitas locais como “esmagamento da oposição” e, portanto, “ameaças à democracia”.

Preparemo-nos, portanto, para o incremento desse jogo oportunista no Brasil já no contexto dessas eleições. Envelhecida, sem propostas e lideranças carismáticas, deslocada do que o Brasil vive atualmente e dos anseios populares, a direita recorre aos velhos cantochões que, aos mais antigos, já não assusta, embora entedie. Ora é o discurso do medo, ora o da competência, ora esse berreiro sobre liberdade política, tudo isso tratado com a teatralidade necessária para criar, no eleitorado, um estado de espírito que a favoreça. Bem, não havendo propostas – ou melhor, não podendo a direita confessar seus desígnios, porque avessos aos interesses populares – só restam tais expedientes de baixo calão.

Democracia, para essa gente, é estar à vontade para exercer seu domínio autoritário e elitista em favor dos mais ricos, serviçal de interesses externos, considerando políticas sociais meras esmolas e o povo, afinal, um mal necessário. Tudo o que perturbe essa ordem de exploração, é apresentado como “ameaça à democracia”. Discurso velho, mas que ainda ilude alguns incautos.

O PiG e os demotucanos quebraram a cara



Este vídeo traça uma cronologia da crise mundial (2008-2009) sob a ótica da imprensa brasileira e da oposição ao governo Lula, do PT. são todas entrevistas que apareceram na TV durante o período da crise.

Com pouco mais de 9 minutos de duração, o vídeo traz também uma resposta aos que não entendem como o governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) conseguiu quebrar o Brasil três vezes, a despeito de ter liquidado quase todas as estatais lucrativas.

Pois, ao que parece, os "economistas PhDs" do PSDB não conseguem enxergar além das "receitas importadas" dos seus gurus neoliberais internacionais. E no meio do "efeito manada", o economista (?) José Serra disparou a dar entrevistas em que apontava os "graves erros" que a equipe econômica do governo Lula estava cometendo para tentar superar a crise, pois "ia na contramão" das medidas adotadas pelas grande potências mundiais que, segundo Serra, "eram as únicas soluções possíveis".

E o vídeo aponta as "medidas" e as contradições de José Serra ante a crise quando ele ainda era governador do Estado mais rico da Federação.

Ao economista (?) José Serra (e a todos os demais "especialistas" da direita conservadora do Brasil) parece faltar a ousadia, a sensibilidade e a criatividade mostradas pelo governo do PT para superar as falhas graves, como a crise financeira mundial e a desigualdade social de um grande país que, definitivamente, não deve ficar importando "receitas de bolo" estrangeiras para superar as dificuldades internas.

O vídeo mostra também de que forma a grande imprensa brasileira (que se popularizou na blogosfera como "PIG") exerceu um papel totalmente antipatriótico. Pois que, no furor para destruir a imagem de Lula, "importou' a crise e trouxe graves consequências ao Brasil, onde a crise poderia ter batido de forma mais suave se não fosse o alarmismo dos empresários que, pelos noticiários da imprensa, resolveram erroneamente demitir funcionários.

Em tempo: a imprensa brasileira foi a única do mundo (daqueles países que não tinham nada a ver com a crise) que expôs com destaque e sensacionalismo a crise econômica mundial. A abordagem alarmista foi ainda pior do que aquela mostrada pela imprensa norte-americana ou europeia.

Colaboração do amigo Maurício Vieira de Andrade

domingo, 29 de agosto de 2010

A onda vermelha


No momento em que escrevo esse post, sábado à noite, a onda vermelha se espraia pelo país. Após resistir a oito anos de bombardeio midiático, alimentado pela oposição golpista (PSDB/DEM/PPS), o presidente comprova o adágio: a vingança é um prato que se come frio. Depois de sofrer o diabo nas mãos do consórcio oposição/mídia; depois de ter sido chamado de apedeuta, de bebum e estuprador, Lula dá o troco em grande estilo. Após levar a sua candidata, Dilma Roussef, de 8% nas pesquisas de intenção de voto, no início do ano, para 51%, segundo a última pesquisa Ibope, Lula derrubou as estacas que seguravam a ilusão oposicionista. José Serra sairá da eleição menor do que entrou.

Mas como prega o brocardo Murphyniano: nada está tão ruim que não possa piorar, o que era ruim para os tucanos pode ficar muito pior. Impulsionados pela onda vermelha que catapultou Dilma para os índices estratosféricos que ela tem hoje, candidatos ao Congresso Nacional pela coligação governista passaram a experimentar um aumento contínuo e crescente nas intenções de votos. Netinho de Paula, em São Paulo é o caso mais emblemático: saindo de índices ínfimos há alguns meses, hoje já empata tecnicamente com Orestes Quércia. O cenário começa a tomar corpo em quase todos os estados da Federação.

Dilma Roussef ganhará a eleição. Nisso creio eu e mais de 80% dos brasileiros, inclusive a maioria dos tucanos. Cenário muito ruim para o PSDB. Só que o cenário mais devastador e letal para a oposição começa a se desenhar: Lula, além de eleger Dilma, elegerá uma maioria esmagadora na Câmara e no Senado. Uma verdadeira onda vermelha, que reedita a onda oposicionista que o MDB emplacou em 1974. Essa sim, é uma péssima notícia para a oposição e mídia golpistas. E uma ótima notícia para o Brasil e os brasileiros.


Lambido do ótimo Terra Goyazes, acessem este blog.

Quem perde com a eleição


Três de outubro se aproxima e a se confirmarem os resultados das pesquisas indicando uma vitória avassaladora de Dilma Roussef já no primeiro turno, as análises a serem feitas devem transcender o aspecto político partidário propriamente dito e o significado do fenômeno Lula na história brasileira.


O Presidente da República, segundo indicam as pesquisas, em termos de popularidade ultrapassou Getúlio Vargas em sua época. O então líder trabalhista, além de se eleger em 1950 enfrentando os ancestrais do PSDB e Demo, poucos anos antes elegeu quem parecia inelegível, ou seja, o seu ex-ministro da Guerra, Eurico Gaspar Dutra, que acabou se tornando um dos piores presidentes que o Brasil já teve, comparável a FHC, inclusive traindo compromissos assumidos durante a campanha.


Tais fatos pertencem à história, mas o principal neste momento é analisar a derrota acachapante que vem sofrendo a mídia de mercado tipo Veja, O Globo, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, TV Globo e outros veículos de imprensa que diariamente se opõem a Lula e a sua candidata. Ou seja, apesar disso, Lula está transferindo praticamente cem por cento dos seus votos para Dilma Roussef, o que os analistas de plantão diziam que jamais aconteceria.


Tanto a mídia de mercado quanto o candidato de oposição de direita, José Serra, esgotaram o estoque de acusações infundadas contra a candidata Dilma Roussef. A aliança PSDB-Dem-PPS desencavou até o emergente da Barra de sobrenome da Costa como vice, para caluniar com base em mentiras. Não satisfeito com as baixarias, encampadas por Serra, da Costa gratuitamente passou a fazer críticas grosseiras a Leonel Brizola, o governador do Estado do Rio de Janeiro por duas vezes, falecido em junho de 2004.


Da Costa e Serra são exemplos típicos da baixa política. Serão julgados pelos mais de 135 milhões de eleitores aptos a votar em 3 de outubro. Da Costa foi indicado para vice por ordem de Cesar Maia, numa estratégia para lançá-lo candidato a Prefeito do Rio de Janeiro em 2012. Para aparecer nas páginas e na TV, o vice de Serra baixou tanto o nível que acabou tirando votos do próprio cabeça de chapa.


O Rio de Janeiro daqui a dois anos terá de dar um novo recado nas urnas para a escolha do Prefeito e o quadro que se apresenta, pelo menos até agora, chega a ser vergonhoso. Da Costa de um lado e Eduardo Paes de outro, cujos projetos, apesar das rivalidades eleitorais, não estão tão distantes assim.


Para se ter uma ideia, basta comparar o que Paes vem fazendo atualmente na área da educação, repetindo o receituário do Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do Dem. Tendo como titular da pasta a senhora Claudia Costin, egressa do PSDB, e prestadora de serviços ao governo FHC na reforma administrativa, a atual secretária de Educação do município do Rio de Janeiro tenta executar um projeto que tem a chancela do Banco Mundial e que terá reflexos negativos não só para os professores, como também para todos os servidores municipais.


Em troca de um empréstimo de 1,9 bilhão de dólares para o Rio, o Banco Mundial exigiu, e Paes está tentando colocar em execução com a ajuda de sua bancada na Câmara dos Vereadores, uma reforma da previdência municipal que prevê a quebra da paridade e diminuição nos vencimentos de aposentados e pensionistas. Ou seja, Paes está querendo ir até as últimas consequências com o receituário neoliberal, que sempre defendeu desde os tempos em que militava no PSDB, o mesmo partido que durante muitos anos abrigou o atual governador Sergio Cabral.


Leitores e telespectadores desconhecem também o que vem acontecendo no Rio de Janeiro, como, por exemplo, que a senhora Costin está tentando incrementar uma formula para os professores do município do Rio idêntico ao existente em São Paulo: a chamada meritocracia em que os trabalhadores no setor de educação serão avaliados por uma comissão que dirá quem vai ganhar mais ou não, graças a vários critérios, inclusive a nota dos alunos. Em função disso, em São Paulo os professores foram divididos em sete categorias. E assim vai, no fundo, o objetivo maior é a competição desenfreada em que a qualidade do ensino propriamente dito é o último a contar, embora Costin diga ao contrário nas páginas da mídia de mercado.


Em recente entrevista a um jornal de São Paulo, Diane Ravitch, ex-secretária adjunta de Educação do governo Bill Clinton criticou com veemência a política de meritocracia, por ela seguida. Segundo Ravitch, o ensino não melhorou e foram detectadas fraudes no processo de avaliação do desempenho dos professores. Quer dizer, Costin copiou um esquema que sabidamente não deu certo nos Estados Unidos e insiste em algo que não resultará em melhora para o ensino, muito pelo contrário.


Mário Augusto Jakobskind, Direto da Redação

José Serra pirou de vez

Serra acusa Dilma de 'sentar na cadeira' presidencial antes do pleito


Já vi que o gardenal, o diazepan, o ampctril, o frontal, o rivotril não estão surtindo efeito.Um conselho do Terror:Serra, é só aumentar a dosagem!

Agência Estado


SÃO PAULO - A uma plateia de cerca de 300 pessoas, na maioria formada por nordestinos, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, acusou a adversária do PT, Dilma Rousseff, de já ter sentado na cadeira presidencial um mês antes da eleição e advertiu que essa atitude pode demonstrar falta de respeito com os eleitores. "Sentar na cadeira um mês antes da eleição é uma atitude que talvez seja falta de respeito com os eleitores", alfinetou o tucano. "Quem decide quem vai sentar na cadeira é o povo e não o candidato."

Werther Santana/AETucano conversa com membros de associaçãoSerra, que participou na tarde deste domingo de conversa com membros da Associação dos Nordestinos do Estado de São Paulo, na Capital paulista, ao lado da esposa Mônica, prometeu dar moradia às famílias que ganham até 3 salários mínimos, caso seja eleito. De acordo com o presidenciável, os programas do governo federal não funcionaram para essa faixa de renda. "Nós fizemos muita moradia, o programa federal que tem sido muito apresentado não está atendendo as famílias que ganham até 3 salários mínimos." E questionou a eficácia do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo Lula: "Eles disseram que iam entregar 1 milhão de casas, não vão entregar mais do que 1/5 disso."

Ainda nas críticas, Serra apontou que o governo Lula não fez nada pela favela de Heliópolis, que aparece na propaganda do horário eleitoral gratuito de Dilma Rousseff. Segundo ele, os programas de moradia dessa favela foram implementados pelo governo estadual tucano de São Paulo. "Sabe quem está querendo faturar com isso? É a candidata federal, a Dilma", ironizou. "Eles não fizeram nada por lá (Heliópolis), anunciaram que o Lula irá visitar a comunidade para inaugurar um conjunto habitacional. Tem um dinheirinho federal lá que não deve passar de 20% a 30% (do montante total investido no projeto pela administração tucana)."

Para saber mais sobre Jarbas

Jarbas Vasconcelos, o Soberbo: a conversão do senador em escravocrata e vampiro da saúde pública

Por Luís Manuel Domingues

O Senador Jarbas Vasconcelos é mais bem acabada metamorfose ambulante da política brasileira nas últimas duas décadas. Transitou de político que se insinuava com espectro de esquerda para condição de falangista da seara mais carcomida da direita e do reacionarismo político brasileiro. Basta lembrar as espúrias alianças que realizou para chegar ao poder e dilapidação pública e a oferta desgarrada dos bens públicos feitas para as hostes privadas e terceirizadas durante os seus oito anos de governo em Pernambuco.

No entanto, foi agora, como Senador, que Jarbas Vasconcelos revelou a sua mais encardida e encarniçada faceta como homo novus da associação dos optimates da resistência oligarquia brasileira. Uma faceta de que vai de escravocrata a vampiro.Mas como? Mas porque? Alguns perguntariam e gostariam de saber. Então vamos aos fatos e as apreciações que deles podemos fazer. Primeiramente, porque o Senador Jarbas Vasconcelos hoje se revela um escravocrata? Para responder a esta pergunta basta relembrar um fato recente e a postura do Senador em relação ao mesmo. Trata-se da reação senatorial de Jarbas Vasconcelos em relação aos trabalhos desenvolvidos pela Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Principalmente, quando esta Secretaria, através dos auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (TEM), fiscalizaram as condições de trabalho e intervieram na fazenda Pagrisa, voltada para a lavoura da cana-de-açúcar e localizada em Ulianópolis (PA), e lá libertaram 1.064 trabalhadores que trabalhavam na condição de escravos.

A reação do Senador Jarbas Vasconcelos foi a de se associar a Senadora Kátia Abreu (DEM-TO) para desqualificar a operação de libertação de escravos, proferir ameaças aos trabalhos realizados pelos fiscais do trabalho, solicitar a abertura de um inquérito na Polícia Federal para verificar os procedimentos adotados pelos fiscais do trabalho na Pagrisa, tecer loas a administração desta empresa e produzir a quimera de que a mesma tratava de forma civilizada a comunidade de trabalhadores rurais. Contudo, todo este exercício de mistificação foi desmontado pelas imagens que rodaram as telinhas quentes dos canais de TV, mostrando, para quem quisesse ver, que os trabalhadores da Pagrisa tinham condições de trabalho similares ou piores as de muitos escravos das senzalas do Brasil escravista.

O Senador Jarbas Vasconcelos não se fez de rogado em integrar a Comissão Temporária Externa do Senado Federal, articulada pela Senadora Kátia Abreu (DEM-TO), e visitar a Pagrisa e lá, perante a imprensa de plantão da mídia nativa oligárquica, verter mistificações capciosas e jactâncias retóricas para inabilitar o trabalho dos auditores fiscais do MTE. Comportou-se como um senhor escravocrata prestando solidariedade e ofertando serviços a outros senhores escravocratas. Em momento algum, Jarbas Vasconcelos expressou qualquer indignação, por menor que fosse, em relação às condições de trabalho dos 1.064 trabalhadores que viviam e trabalhavam como escravos na fazenda Pagrisa e, muito menos, procurou se inteirar da violência e das ameaças perpetradas por fazendeiros contra os auditores fiscais do trabalho, que inclusive já haviam produzido a chacina de três auditores e um motorista do MTE, no dia 28 de janeiro de 2004, em Unaí (MG), durante uma fiscalização de rotina.

Jarbas Vasconcelos abraçou, isto sim, a causa da Senadora Kátia Abreu (DEM-TO), uma velha conhecida no Tocantis por ser a maior opositora ao combate do trabalho escravo contemporâneo na região e que já havia se destacado, quando deputada federal, pela defesa encarniçada dos produtores rurais flagrados cometendo esse tipo de crime e pela sua luta contra a aprovação de leis que contribuiriam para a erradicação do trabalho escravo contemporâneo.

Ao Senador Jarbas Vasconcelos, juntaram-se, na Comissão Temporária Externa do Senado Federal, figuras do calibre de um Romeu Tuma (PTB-SP), o xerife do DOPS e da Polícia Federal durante a Ditadura Militar, o Sr. Flexa Ribeiro (PSDB-PA), o lobista-mor dos empresários e latifundiários do Pará e o Cícero Lucena (PSDB-PB), o homem que conhece como ninguém o desvio de verbas na Paraíba. Este último Senador, é bom destacar, foi preso durante a Operação Confraria, da Polícia Federal, em 2005, quando era secretário de Planejamento e Gestão do Estado da Paraíba, e responde a dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal por crimes contra a administração pública. Eis portanto a facção a quem o Senador Jarbas Vasconcelos se associou para exercer a sua índole escravocrata.

Agora, após a votação no Senado Federal para aprovação ou não da CPMF, o Senador Jarbas Vasconcelos revela a sua faceta de vampiro, como aquele que suga os recursos destinados a saúde pública no Brasil, impedindo-a de se reestruturar e avançar na oferta de serviços públicos de saúde mais condizentes e de qualidade para a população brasileira. Pois ao votar contra CPMF, o Jarbas Vasconcelos, junto a outros a quem se associou para este fim, inclusive todos aqueles que com ele integraram a famigerada Comissão Temporária Externa do Senado Federal em defesa da Pagrisa, procuraram criar obstáculos e instituir meios para impedir a execução de políticas públicas capazes de resolverem os problemas sociais e econômicos da grande maioria da população brasileira.

Mas, o desleixo para com a saúde pública, a assistência médica pública e os serviços de medicina preventiva não é uma marca nova no perfil político do Senador Jarbas Vasconcelos. Basta, para os mais atentos, observar a depredação dos hospitais e serviços de saúde, a pauperização das condições de trabalho na saúde pública e a negligencia premeditada para com a medicina preventiva que o ex-governador perpetrou em Pernambuco durante os seus oito anos de governo (1999 a 2006). Foi neste período que o sistema de saúde pública de Pernambuco praticamente entrou em colapso, enquanto o sistema de saúde privado crescia incomensuravelmente a custa de generosos incentivos e subsídios do governo estadual, constituindo, dessa forma, no terceiro maior pólo médico do país e do qual o ex-governador tanto se orgulha. Além disto, é bom lembrar a proliferação de planos de saúde de toda ordem no Estado de Pernambuco e a omissão do governo estadual à época para as falcatruas e manobras lesivas desses planos para com os seus clientes. A título de exemplo, basta lembrar o caso da ADMED, no qual o ex-governador se fez de cego e mudo para o que ocorria.

Ou seja, o Senador Jarbas Vasconcelos votou contra CPMF para continuar a viabilizar a expansão do sistema de saúde privado em detrimento do sistema de saúde público e para que cada vez mais as empresas de planos de saúde possam ocupar o lugar do SUS, transformando a demanda por serviços de saúde e a medicina em mais um produto de mercado regulado pela lei do quem pode pagar para ter e pelo controle oligopolista que impõe preços e condições orientados pela suas perspectivas de lucros.

A postura política do atual Senador Jarbas Vasconcelos poderia muito bem ser explicada a partir de uma palavra que o Senador tanto gosta de usar quando dirige críticas aos governos Lula e aos que a este governo se aliam. A palavra no caso é soberba, utilizada inclusive durante o discurso do Senador na noite de 12 de dezembro de 2007, quando do seu discurso na sessão do Senado Federal para aprovação ou não da CPMF e em entrevistas posteriores a mesma. É mesma palavra que a oligarquia patrícia, na Roma Antiga, utilizava para qualificar os reis, tribunos, cônsules, legisladores e magistrados que propunham reformas políticas, sociais e econômicas para melhorar a situação econômica e social dos plebeus em Roma e, por tabela, retirar e/ou alterar os privilégios dos patrícios.

Desta forma, os patrícios qualificaram Tarquino de “Soberbo” por este querer promover uma integração dos plebeus a comunidade política de Roma. Na mesma toada, séculos depois, os patrícios voltaram a qualificar de soberbos os irmãos Graco por querem repartir com os sem terras da época as terras públicas apropriadas ilegalmente pelos patrícios e, no último século da República Romana, os optimates, partido político composto por todos aqueles patrícios incumbidos de promover uma resistência oligárquica as reformas sociais e econômicas em benefício do povo romano, classificaram todos e qualquer líder político que se insurgia contra os seus privilégios de soberbo.

Nestes termos, a soberba proferida pelo Senador Jarbas Vasconcelos tem o mesmo significado dado pela oligarquia romana: a desqualificação dos que propõe reformas políticas, sociais e econômicas para melhorar a situação econômica e social dos brasileiros e retirar e/ou alterar os privilégios dos oligarcas das terras do Brasil.Só isto explica o trajeto de Jarbas Vasconcelos para a condição de escravocrata e vampiro. Só isto nos esclarece a sua condição de homo novus da oligarquia brasileira. Só isto elucida a razão pela qual podemos denominar Jarbas Vasconcelos de o “Soberbo”, aquele que se acha grandioso, sublime, magnífico e que se acha mais elevado que os outros.

Avé Senador Jarbas Vasconcelos, o Soberbo.

Jarbas está com raiva de Lula


Disse Jarbas, respondendo a critica que Lula fez a oposição por causa do fim do CPMF, "quando ele diz que nao perdoa a derrota da CPMF, isso não é verdade", disse. "Antes de chegar ao poder, o PT votava sistematicamente contra a CPMF. E não era nenhuma ação antipatriótica", completou.

Realmente, o PT votou contra o CPMF no governo FHC.

Só que o PT votou contra porque entendia que FHC queria usar(como de fato usou) os recursos provenientes do CPMF para engordar o superavit primário.Não tenho dúvida que se a proposta do CPMF de FHC deixasse claro que os recursos iriam INTEGRALMENTE, como previa a proposta de CPMF que Lula tentou prorrogar, para a saúde o PT não teria votado contra.De jeito nenhum.O PT tem sensibildade social.

Já Jarbas, na época da criação e prorrogação da CPMF levado a cabo por FHC, determinou que todos os peemedebistas do estado de Pernambuco votassem favoravelmente à prorrogação do referido tributo.Quando foi para votar o pedido de prorrogação proposto por Lula, Jarbas, Maciel e Sérgio Guerra participaram até de atos políticos contra a proposta de prorrogação, mesmo sabendo que os recursos do CPMF iriam INTEGRALMENTE para a saúde pública dos pobres brasileiros.

Jarbas prova, mais uma vez, que não tem nenhum sensibilidade em relação às necessidades do povo pobre do Brasil.como se vê, Jarbas votou a favor da prorrogação do CPMF proposta por FHC porque era por uma causa nobre:engordar o superavit primário.Por outro lado, Jarbas votou contra a prorrogação do CPMF proposta por Lula porque era para beneficiar os pobres.É por essa e por outras que Jarbas vai tomar um surra nas urnas nunca vista na História de Pernambuco.

Jornal britânico vê Dilma com vitória nas mãos


29 de agosto de 2010


Por Fábio Oscar, especial para a Rede Brasil Atual

São Paulo – O Financial Times publicou reportagem nesta quinta-feira (26) em que dá como praticamente certa a vitória de Dilma Rousseff (PT) na corrida ao Palácio do Planalto. O jornal britânico usa como parâmetro a pesquisa Datafolha desta quinta-feira que mostra a candidata governista com uma vantagem de 20 pontos percentuais (49% a 29%) ante o segundo colocado, o oposicionista José Serra (PSDB).

O jornal enaltece que ela construiu a liderança apoiada fortemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja popularidade chega a 79% de aprovação. A reportagam destaca ainda o fato de, mesmo no estado de São Paulo, governado por Serra até abril e onde ele esteve sempre à frente, Dilma agora tem vantagem.

De acordo com a nova pesquisa é a primeira vez que Dilma passa a frente de Serra em São Paulo com 41% contra 36% do tucano. A pesquisa mostra que se torna cada vez mais provável uma vitória em 3 de outubro, evitando a necessidade de um segundo turno.

Nesse cenário, ainda de acordo com o Financial Times, haveria continuidade das políticas econômicas e sociais no país pelos próximos quatro anos, por reduzir as chances de mudanças defendidas pelo candidato José Serra.


Rede Brasil Atual

O Datafolha bem que tentou ajudar Serra

A batalha dos números

Cynara Menezes

O Datafolha estimulou a demonização dos institutos concorrentes, mas agora paga o preço dos próprios equívocos

Os analistas de pesquisa têm uma explicação simples para o fato de, na reta final de uma campanha eleitoral, os resultados dos institutos ficarem muito parecidos: a consolidação das intenções de voto reduz as nuances e torna mais homogêneos os grupos de eleitores. Fica mais fácil, portanto, captar as tendências.

O grande lance, o que evidencia a qualidade dos pesquisadores, é acertar quando a corrida das eleições está no seu início e o eleitorado ainda está muito disperso. Ligado ao jornal Folha de S.Paulo e chancelado pela Rede Globo, o Datafolha criou em torno de si a aura de grande reputação. Era como se seus métodos fossem superiores e suas medições, mais confiáveis. Verdadeira ou não, essa suposta superioridade técnica virou, com uma intensidade nunca antes vista em eleições, uma arma contra os rivais. A associação entre o instituto e o jornal provocou uma espécie de caça às bruxas no início do ano. Os alvos foram dois concorrentes mineiros, o Sensus, de Ricardo Guedes, e o Vox Populi, de Marcos Coimbra.

Agora, a menos de um mês da eleição, o Datafolha vê-se enredado na própria armadilha. Depois de uma correção brutal de rumo – em três semanas e meia o instituto saiu de um empate técnico de Dilma com o tucano José Serra para uma acachapante vantagem de 20 pontos porcentuais da petista – é a empresa dirigida pelo sociólogo Mauro Paulino que está na berlinda. Lei mais na edição impressa de CartaCapital

Esse é o Geraldo

Cala a boca, William Waca!



Veja a falta de respeito desse filho da puta William Waack.Se esse vagabundo mandasse eu calar a minha boca boca, eu mandaria ele sifu.

Video lambindo do Cloaca News.

Ibope: diferença entre Eduardo e Jarbas chega aos 49 pontos


Tchau Jarbas, Tchau Raul, tchau Maciel.

Do JC Online


De acordo com os números da pesquisa Ibope divulgada neste sábado (28), o governador-candidato Eduardo Campos (PSB) ampliou a vantagem sobre o candidato da oposição Jarbas Vasconcelos (PMDB). Eduardo Campos têm 69% das intenções de voto, enquanto Jarbas aparece com 20%. No final de julho, a diferença entre os candidatos era de 44 pontos, e agora atingiu os 49 pontos.

Edilson Silva, do PSOL, teve 1% das intenções de voto. Fernando Rodovalho (PRTB), Jair Pedro (PSTU), Sérgio Xavier (PV) e Roberto Numeriano (PCB), não pontuaram. Nulos e brancos totalizaram 4%. 6% dos eleitores ainda estão indecisos.

Numa simulação somente com os votos válidos, Eduardo Campos venceria no primeiro turno com 77%, enquanto Jarbas Vasconcelos teria 22% e Edilson Silva, 1%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 26 deste mês, com a participação de 1.806 eleitores. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou menos. Ela foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o número 41550/2010 e no TSE com o registro 26038/2010.

A pergunta que não quer calar:por que o Uol não publicou a pesquisa do IBOPE?


Até hoje não entendo o porquê de o portal Uol, do Grupo Folha, não ter divulgado a pesquisa do IBOPE/TV GLOBO, publicada ontem no Estadão, que apontou Dilma com 24 pontos à frente de José Serra.Causa-me estranheza porque o Uol ultimamente vinha publicando até pesquisa do desconhecido IPESPE, de Antônio Lavareda.

Jungmann, aquele menorzinho, não gostou do que Lula disse


O mesmo Josias, que abriu as portas de seu blog para Gilmar Mendes falar merda, também abriu para Raul Jungmann, "aquele menorzinho" a que Lula fez referência no grandioso comício do Marco Zero, falar mal do melhor presidente da História do Brasil(96% de aprovação).

Jungmann ainda que calado está errado.

Um sujeiro que é acusado de ter roubado R$ 39 milhões de reais do INCRA, que é acusado de ter feito passeio turístico em avião da FAB, que é acusado de ter recebido dinheiro do caixa dois de Dantas e da Camargo Correa, que confessou ter usado recursos do cartão corporativo para fazer massagem nas costas até à cloaca, que acha correto Roberto Freire morar no Recife e receber dinheiro da Prefeitura de São Paulo, que declara à Receita Federal que tem um patrimônio de R$ 17 mil reais não tem moral para nada, muito menos para criticar o popularíssimo Lula.Jungmann só ganha espaço para falar merda em blog do tipo de Josias de Souza, Jamildo Melo, Reinaldo Azevedo, Ricardio Noblat, Coturno Noturno, Nariz Gelado e afins.


O perdido Jungmann tem mais é que se "recolher a sua insignificância".

Agora, assalta-me uma dúvida, como Jungmann vai sobreviver sem ter um emprego?



Terror do Nordeste:colocar Gilmar Mendes para atacar Lula é banditismo jornalístico


Josias de Souza é um bandido.Isso mesmo.E quem se presta a auxiliá-lo, também.

Josias de Souza é bandido porque quem se presta a usar Gilmar Mendes para atacar Lula e o PT é tão bandido quanto o bandido que furta um objeto de alto valor.

Mas, para mim, isso não é novidade.É de esperar tudo de quem foi acusado de ter recebido dinheiro de FHC para atacar o MST.

Quanto a Gilmar, não vou perder meu tempo criticando alguém que mandou soltar, rasgando a Constituição Federal, um bandido do naipe de Daniel Dantas.Não vou pichar meu blog para falar mal de um sujeito servil à direita brasileira.

Ouçamos o presidente Dutra

Marco Maciel representa o atraso

Marco Maciel no meio da mandioca.


No comício do Marco Zero, disse Lula em relação a Marco Maciel:ele foi vice-presidente por oito anos e o que ele trouxe para Pernambuco?”, questionou, sendo respondido pela platéia: “nada”. “Pernambuco de (Francisco) Julião, de Arraes, de Frei Caneca, Eduardo Campos e de Lula não pode votar neste tipo de gente para senador da República”, bradou o presidente.

Pois bem.Questinonado pelos sabujos bajuladores de sua candidatura aqui de Pernambuco(Jamildo Melo, Ana Lúcia Andrade, Paulo Ségio Scarpa, Magno Martins, marido da tucana Aline Mariano e afins, Marco Maciel disse:: “Só reconheço como juiz da minha vida pública o povo, este que já me elegeu várias vezes para a Câmara Federal e o Senado, e duas vezes para vice-presidência.”

Ora, o povo não.Só meia dúzia da elite pernambucana, meia dúzia de cabo eleitoral que recebeu casas da antiga COHAB(atenção, pernambucanos, comenta-se que várias residências de Gravatá foram entregue por Maciel a amigos e cabos eleitorais) vota em Maciel.O povo mesmo, na expressão legítima da palavra, não vota em MM.

Marco Maciel tem mais é que correr para ganhar uma das duas vagas ao Senado.Aliás, uma só, porque a outra já vai ser ocupada por Humberto Costa(PT-PE), o cara que criou o SAMU, o BRASIL SORRIDENTE, A FARMÁCIA POPULAR, QUE TROUXE A HEMOBRAS PARA PERNAMBUCO.A rigor, só resta uma vaga ao Senado, mas mesmo essa não está fácil, isto porque depois de Lula ter colado em Armando Monteiro Neto, este, conforme pesquisa do IBOPE, está empatado com Marco Maciel.Há um mês atrás Marco Maciel estava com 25 pontos à frente de Armando.

De uma coisa estou certo:Marco Maciel vai perder a eleição porque, como bem disse Lula, "o povo pernambucano não pode votar neste tipo de gente para senador da República".