quinta-feira, 5 de março de 2015

A pergunta que não quer calar

Por que não vazou antes o que Youssef disse de Aécio?

Postado em 05 mar 2015
Demagogo
Demagogo
O caráter seletivamente canalha dos vazamentos da Lava Jato ficou claro ontem com a revelação de que Aécio tinha sido citado pelo doleiro Youssef.
Não só Aécio, a rigor, mas a família Neves. Também uma irmã – não nomeada, mas que só pode ser Andrea, braço direito dele – foi citada.
Youssef vinculou os irmãos Neves a propinas da célebre Lista de Furnas – uma hidrelétrica estatal que alegadamente abasteceu copiosamente figurões do PSDB nos tempos em que o partido estava no poder.
A existência da lista tem sido objeto de controvérsia. É inegável que as palavras de Youssef, se não bastaram para Janot recomendar que Aécio fosse investigado, reforçam a hipótese de que a lista é genuína.
Como ponderou um jornalista, você pode avaliar a gravidade do caso com a seguinte pergunta: o que teria ocorrido se o vazamento surgisse na campanha eleitoral?
Bem, é uma pergunta sobretudo retórica. Todo vazamento que implicava o PT, e por consequência Dilma e Lula, era recebido com fanfarra nas redações das grandes empresas jornalísticas.
É difícil acreditar que alguma delas desse acolhida a qualquer coisa que pudesse atrapalhar Aécio.
Da mesma forma, o intuito dos responsáveis pelos vazamentos – presumivelmente os policiais federais sob o comando do juiz Sérgio Moro – era ver Aécio na presidência.
Foi, em suma, um jogo sujo, no qual a mídia e os vazadores se uniram para interferir nas eleições.
Vistas as coisas em retrospectiva, é incrível que, beneficiado tanto e de forma tão espúria, Aécio tenha conseguido perder.
Dilma ganhou contra tudo e contra todos – e em plena crise econômica. Em situações normais, a economia define eleições presidenciais.
Tais circunstâncias – vazamentos criteriosamente escolhidos, ajuda maciça da mídia, economia se arrastando – expõem a fraqueza miserável da candidatura de Aécio.
Mostram também a perda de influência e de credibilidade da imprensa.
Aécio, segundo se fala, escapou da lista de Janot – algo que, se confirmado, minará o prestígio do procurador-geral na esquerda e, ao mesmo tempo, alimentará a crença de blindagem inexpugnável dos tucanos.
Mas sua imagem de bom moço está em frangalhos.
Aécio pode ter escapado de Janot, mas nada haverá de tirá-lo de outra lista – a dos políticos cínicos, mentirosos, manipuladores.
Falo dos demagogos, na lista dos quais Aécio Neves ocupa, com todos os méritos e sobretudo deméritos, a primeira colocação.
(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).
Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Os fantasmas de Dudu do avião sem dono

Desconhecido cancela R$ 395 milhões em pagamentos de Pernambuco

Publicado em 04/03/2015, Às 17:45

Usuário desconhecido
MISTÉRIO Governo diz não saber quem estornou 678 empenhos. Foto: Heudes Regis/ JC Imagem

Procura-se o Usuário CTB-BATCH. Trata-se de poderoso e enigmático personagem, misterioso e desconhecido, da época de Eduardo Campos (PSB). É uma pessoa sem nome, CPF, cargo, função ou qualquer identificação além desse nome técnico, assim mesmo, Usuário CTB-BATCH, que só existe no sistema de computador do governo estadual, o mesmo que autoriza bilhões de reais em pagamentos por ano, bastando para isso ter um login – o “nome de acesso” – e uma senha.
Pode parecer surpreendente, mas o Usuário CTB-BATCH não respondia a ninguém. De posse de sua senha, ele mesmo fez alguns cliques no computador e cancelou um total de R$ 395 milhões em 678 empenhos, já na fase de liquidação, de 17 áreas de governo. Só para explicar: após o empenho vem a liquidação, a última etapa antes do pagamento efetivo a um fornecedor do governo. Repetindo, eram 678 liquidações. Todas foram estornadas por ele.

O cancelamento feito pelo nosso ilustre desconhecido, concordaram nesta quarta (3) todos os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), violou mesmo a mais elementar regra da contabilidade pública. Com todas as palavras, foi ilegal. Mas não teve contestação da Controladoria Geral do Estado ou da Secretaria da Fazenda na época.

É que isso ocorreu em dezembro de 2013 e resultou em uma maquiagem das contas públicas no sentido mais popular: os números ficaram mais bonitos, embora não tenha havido violação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os pagamentos cancelados foram realizados no início de 2014. Mas desta vez foi o inverso: sem empenhos que autorizassem o pagamento.

Diante do mistério, o TCE perguntou ao governo: afinal, quem é o Usuário CTB-BATCH? Por incrível que pareça, está lá, por escrito. O governo estadual alegou não ter a menor ideia de como identificar essa pessoa. Mas foi ela sozinha, sem qualquer suporte de secretário ou outro superior hierárquico, que foi lá e mudou quase R$ 400 milhões em pagamentos. 


E fim de papo.

Fonte:JC

A meritocracia de Geraldo Júlio

Geraldo Julio nomeia mulher de Cadoca para os quadros da Prefeitura do Recife

PUBLICADO EM 05/03/2015 ÀS 15:02 POR  EM NOTÍCIAS
Foto: BlogImagem
Foto: BlogImagem
Nas últimas semanas, Geraldo Julio (PSB) fez diversas alterações no organograma da Prefeitura do Recife. Na tentativa de acomodar aliados e opositores, o prefeito do Recife nomeou esta semana a mulher do deputado federal Cadoca(PC do B-PE), Berenice Vilanova de Andrade Lima. Em 2012, nas eleições municipais, ela disputou e perdeu uma vaga para vereadora do Recife.
A nomeação de Berenice foi publicada no Diário Oficial do Recife, na última terça-feira (3). Ela vai ocupar a comissão de Gerente Geral de Desenvolvimento Social, que integra  a Secretaria de Saneamento da Prefeitura do Recife.
Nas últimas semanas, Geraldo Julio concluiu algumas mudanças na gestão municipal. Na última segunda-feira (2), o gestor empossou os secretários de Finanças, Ricardo Dantas, e de Enfrentamento ao Crack, Aline Mariano (PSDB). A vereadora exercia forte oposição ao gestor na Câmara do Recife.
Nessa quarta (4), o gestor nomeou a advogada Elizabete Godinho para assumir a Secretaria da Mulher do Recife.
A acomodação dos políticos na prefeitura abriu vagas para os suplentes na Câmara dos Vereadores. A nomeação de Aline abriu vaga para o suplente Wanderson Florêncio, que é da bancada governista na Casa José Mariano.JC

PEC da Bengala é conluio entre STF e Congresso; democracia no Brasil se tornou de ocasião

Isso é outra vergonha.


Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Vamos aos fatos: a Proposta de Emenda à Constituição 457/05 é um golpe contra a democracia. Um golpe descarado e antidemocrático. A verdade é que a proposição, conhecida como "PEC da Bengala", tem por objetivo, e somente esta causa, impedir que a presidenta trabalhista Dilma Rousseff, eleita por mais de 54 milhões de brasileiros, seja impedida de nomear cinco juízes do Supremo Tribunal Federal (STF).

A resumir: o Congresso Nacional conservador, presidido por Eduardo Cunha, um deputado do PMDB do Rio de Janeiro, partido importante da base Governo, juntou-se a um STF igualmente conservador, e que faz política para que Dilma Rousseff não nomeie juízes mais progressistas, legalistas e que não se entreguem à falação e à vaidade, a terem como espelho os microfones e as imagens da imprensa meramente de negócios privados e de histórico golpista.

É exatamente o que está a acontecer. A direita brasileira, uma das mais ricas, entreguistas, colonizadas e perversas do mundo, não deseja que uma mandatária cumpra seu papel constitucional, além de tentar paralisar seu mandato e administração legítimos. Agora a estratégia é obstar o direito de Dilma Rousseff de escolher os magistrados do principal tribunal do País, como forma de combate político desleal e sem trégua, que tem início nos apoios de protestos da classe média udenista e pró-impeachment, e termina na tentativa de inviabilizar o Governo Trabalhista de todas as formas e maneiras.

Exemplos graves são as paralisações de obras, as demissões de milhares de trabalhadores e a tentativa de uma oposição direitista e predadora do País, que aposta, por exemplo, na depredação da Petrobras, no fim da politica de conteúdo e da quebra do setor naval e de empresas como a Sete Brasil. Toda essa engrenagem malévola acontece porque a burguesia brasileira é pária dos interesses internacionais e jamais se dedicou a pensar o Brasil e defender seus interesses. As classes dominantes brasileiras, grande parte do empresariado, a imprensa de mercado e os partidos conservadores não se conduzem politicamente apenas contra o Governo Trabalhista. Mas, sobretudo, são contra o Brasil. E é aí que mora o perigo...

A direita norte-americana, a inglesa, a alemã, bem como a francesa, por exemplo, são socialmente duras, xenófobas, lutam contra a distribuição de renda e riqueza e tem uma postura hegemônica e imperialista perante o mundo, mas defendem os interesses de seus países, com determinação e nacionalismo. Por seu turno, a direita brasileira, em quase todas suas vertentes, não tem vergonha na cara, comporta-se como pária mundial dos países ricos, pois, lamentavelmente, entreguista, subordinada, subserviente, antinacionalista e portadora de um inenarrável e incomensurável complexo de vira-lata. 

Chega a dar pena do ridículo dessa burguesia e pequena burguesia, pois é total a falta de discernimento de seu papel vergonhoso perante a Nação brasileira e os governantes dos países considerados desenvolvidos, que, por sinal, devem ironizar, debochar, e, por sua vez, não terem o mínimo respeito pela direita tupiniquim de cabeça eternamente colonizada. 

Essa conduta predadora de parte da população brasileira é canalizada, calculadamente e oportunisticamente, pelas mídias privadas dos magnatas bilionários de imprensa, que desde meados do século XIX sonham com as cortes europeias e agora a norte-americana. Vivenciaram no passado a Corte portuguesa no Brasil, mas sempre com os olhos no outro lado do Atlântico e não em si mesmos, de forma que pudessem lutar pelo desenvolvimento do povo deste grande País. Assim essa gente complexada é, e sempre o será... Contra o Brasil.

Neste exato momento, os magnatas bilionários, seus meninos e meninas de recado, além dos "especialistas" de prateleiras, como os da Globo News, estão a deitar falação em suas mídias de direita e de oposição ao Governo Trabalhista, inclusive a apoiar a entrega do mercado nacional da construção civil, portadora de muito conhecimento técnico e científico, a estrangeiros, bem como exigem que o pré-sal seja também explorado pelas "chevrons" da vida. Esse pessoal pedante, que odeia o Brasil e a ascensão econômico-financeira das classes populares, querem a volta do modelo de concessão e o fim do modelo de partilha, implementado no Governo Lula, que resgatou a Petrobras para os brasileiros.

Sei que alguns coxinhas de classe média vão gritar aos quatro ventos e exalar seus venenos contra esta assertiva. Todavia, é isto mesmo. Ponto. Os governos trabalhistas de Lula e de Dilma recuperaram a Petrobras, ícone empresarial do Brasil e combatida a ferro e fogo pelas elites entreguistas e subservientes deste País. Antes mesmo de sua fundação, em 1953, a Petrobras já era combatida pela burguesia de passado cafeeiro e sucroalcooleiro. Esse segmento social e econômico sempre lutou contra o desenvolvimento do Brasil e apostou em sua dependência e no seu papel resumido a produtor primário, cuja produção era voltada apenas para a exportação.

Quem investigou, prendeu e deu liberdade para as instituições agirem contra os corruptos e os corruptores foi o Governo do PT. E não vai ficar pedra sobre pedra. Não adianta a imprensa alienígena espalhar confusões pela sociedade brasileria. A verdade sempre haverá de prevalecer, e quem está a combater a corrupção para valer neste País e a cortar na própria carne é o Governo do PT. 

Nunca vi governos fazerem isto. Na ditadura, nem pensar. Sarney, Collor, Itamar, FHC não combateram a corrupção, de forma efetiva e sistemática, como os governos trabalhistas. O incrível e o surrel disso tudo é que quanto mais a PF prende, mais a imprensa familiar fomenta mentiras, distorce os fatos e manipula a verdade, como se ela o fosse manipulável. Acontece é que a história não é escrita pelos escribas dos patrões do sistema midiático cruzado e cartelizado. 

A história é estudada, pesquisada e escrita pelos historiadores. E ainda bem, porque se um desavisado, alienado, despolitizado e ignaro chegasse ao País agora e lesse essa imprensa empresarial de péssima qualidade editorial pensaria que o Brasil acabou, quando, na verdade, melhorou, porque os brasileiros, inclusive os coxinhas udenistas de classe média, nunca tiveram acesso a tantos bens de consumo. Esta é a verdade, e, no fundo, eles sabem disso. A questão é ideológica e de preconceito de classe enraizada, profundamente, em certos setores da sociedade brasileira de passado escravocrata.

Enquanto isso, o Congresso de maioria conservadora, de forma legal, está prestes a dar um golpe branco, porque a intenção é notoriamente golpista, já que evitar que Dilma Rousseff nomeie juízes do STF, ao aumentar a idade da aposentadoria compulsória de 70 para 75 anos, não é uma questão relevante para o dia a dia da República, bem como para o capítulo da Constituição, que dispõe sobre este assunto. Então, vamos à pergunta que teima em não se calar: "Qual é o motivo de o corpo parlamentar elevar a idade de juiz do STF para se aposentar?" Respondo: impedir que Dilma Rousseff exerça plenamente seus direitos como a primeira mandatária do Brasil. 

A direita teme que a presidenta nomeie juízes progressistas, legalistas, constitucionalistas e que não sejam propensos a fazer política indevidamente, como sempre fizeram alguns juízes politicamente e ideologicamente conservadores, a exemplo de Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Celso de Mello, Luiz Fux e Marco Aurélio de Mello. Os juízes do "domínio do fato", fato este que jamais foi utilizado contra os políticos do PSDB, porque inimputáveis e blindados totalmente pelas barras dos tribunais e pela imprensa comercial e privada dos magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas. É dose para leão.

A PEC da Bengala tem o propósito de afrontar a presidenta Dilma Rousseff. A matéria não é importante e muito menos urgente. A direita brasileira é sorrateira e matreira, porque é capaz de até mexer na Constituição para se locupletar e se beneficiar. Foi esta mesma direita que comprou parlamentares para aprovar a reeleição de FHC — o Neoliberal I. Hoje, a oposição demotucana quer o fim da reeleição, porque, evidentemente, perderam as últimas quatro eleições. 

Os derrotados vivem nos tribunais a criminalizar o Governo Trabalhista e a judicializar a política, porque perdem no voto popular. Trata-se da direita da chicana, do terceiro turno e do ódio e do desprezo pelo Brasil. A PEC da Bengala é um conluio entre o STF e o Congresso conservadores. A democracia no Brasil se tornou de ocasião. É isso aí

Folha colocou Dilma no mesmo saco do rei do pó de Minas


:

o Grupo Folha de São Paulo é um lixo em matéria de jornalismo.

247- Há uma diferença substancial de informação nas manchetes principais da Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo desta quinta-feira, 5. Os dois principais jornais do país cravaram que o procurador geral da República, Rodrigo Janot, enviou os nomes da presidente Dilma Rousseff e do líder da oposição, senador Aécio Neves (PSDB), para na lista de políticos para o Supremo Tribunal Federal, mas recomendando ao STF que não abrisse investigação contra os dois.
A diferença é que a presidente Dilma não foi citada nas delações feitas à força-tarefa das investigações da Operação Lava Jato. Ao contrário do senador Aécio Neves, cujo nome foi mencionado em delação premiada pelo doleiro Alberto Youssef como sendo supostamente beneficiário de recursos da empresa Furnas.
Segundo o jornal Valor Econômico desta quinta-feira, o nome de Dilma não figura nessa lista e, portanto, o PGR não pediu arquivamento de processo contra ela como fez para Aécio.
O observação é de Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania. "Segundo o Valor, o PGR pediu arquivamento de processo contra sete pessoas. Segundo informações fartamente veiculadas pela imprensa, uma das pessoas para as quais Janot pediu arquivamento é Aécio. Porém, segundo o mesmo Valor, Dilma não é uma das sete pessoas porque não figura na lista".
Confira abaixo o texto do blog da Cidadania.
Jornal Valor desmente que Dilma esteja na lista de Janot como Aécio

Nesta quinta-feira 5, jornais como Folha e Estadão igualaram Dilma Rousseff e Aécio Neves afirmando que ambos figurariam na lista de 54 nomes remetida ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mas ressaltando que o PGR teria recomendado ao STF que não processe nenhum dos dois.
Confira, abaixo, reportagem da Folha de 5 de março de 2015, divulgada na internet por volta das 3 horas da manhã, e, depois de um comentário do Blog, matéria do jornal Valor Econômico da mesma data, porém divulgado no site do veículo às 11 horas e 15 minutos.
O que importa nessa matéria da Folha é, basicamente, o primeiro parágrafo. O jornal diz que “O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recomendou ao Supremo Tribunal Federal que não abra investigações sobre a presidente Dilma Rousseff e seu adversário nas eleições de 2014, o senador Aécio Neves (…)” (sic).  Guarde bem essa informação, leitor.
Leia, agora, matéria do jornal Valor Econômico, que, também no primeiro parágrafo, diz o contrário da Folha.
É muito grave. Jornais como Folha e Estadão dizem que os nomes de Dilma e Aécio figuram na lista de 54 nomes que Janot encaminhou ao STF, mas que o PGR pediu arquivamento do caso de ambos. O jornal Valor diz o contrário, que o nome de Dilma não figura nessa lista e, portanto, o PGR não pediu arquivamento de processo contra ela como fez para Aécio.
Segundo o Valor, o PGR pediu arquivamento de processo contra sete pessoas. Segundo informações fartamente veiculadas pela imprensa, uma das pessoas para as quais Janot pediu arquivamento é Aécio. Porém, segundo o mesmo Valor, Dilma não é uma das sete pessoas porque não figura na lista.
Segundo o conjunto da imprensa está informando, nesta sexta-feira 6 o STF irá divulgar os 54 nomes que figuram na lista do procurador-geral da República. Aí o público saberá quem tem razão, se o Valor ou os outros jornais. Caso Dilma não figure na lista, haverá desmentido em destaque igual à informação veiculada incorretamente?
Este Blog vai esperar sentado.

O que Alberto Youssef disse sobre Aécio que o tucano Rodrigo Janot achou normal


Foto de Luciana Vitiello.


Por muito menos que isso, diria por nada, Dirceu foi condenado no julgamento do mensalão.Cadeia não foi feita para tucano.Tucano tem permissão para tudo, inclusive roubar.Oremos!


Minas 247 - O teor da delação premiada do doleiro Alberto Youssef sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que disputou a eleição presidencial de 2014, foi obtido pelo jornal Estado de S. Paulo. Segundo Youssef, por intermédio de uma de suas irmãs, Aécio teria recebido valores desviados de Furnas Centrais Elétricas. Os pagamentos seriam feitos por uma empresa chamada Bauruense, que recebeu mais de R$ 800 milhões em serviços terceirizados por Furnas. Youssef disse ainda que ele próprio recolhia propinas na Bauruense, a mando do ex-deputado federal José Janene, do Paraná.
Eis um trecho da reportagem do Estado de S. Paulo:
Em delação premiada à qual o Estado de S. Paulo teve acesso, o delator Roberto Yousseff afirmou que Aécio Neves teria recebido dinheiro fruto de propina de Furnas, estatal do setor elétrico, por meio “de sua irmã”, sem citar nomes ou detalhes. Aécio tem duas irmãs, Angela e Andrea – a última trabalhou no governo mineiro e na campanha eleitoral de 2014.

O termo de colaboração número 20, que registra confissão do doleiro feita no fim do ano passado, tem como “tema principal: Furnas e o recebimento de propina pelo Partido Progressista e pelo PSDB”. Além de Aécio, são citados o ex-deputado do PP José Janene, morto em 2009, e um executivo da empresa Bauruense.

O pedido de arquivamento é um dos sete feitos na terça-feira pelo procurador-geral. No mesmo dia, Janot solicitou ao Supremo autorização para investigar 54 pessoas em 28 inquéritos. Os pedidos estão sob relatoria do ministro Teori Zavascki.

Youssef relatou aos investigadores que recolheu dinheiro de propina na Bauruense, prestadora de serviços para Furnas, cerca de dez vezes. Em uma delas, foi informado que o repasse não seria feito integralmente – faltariam R$ 4 milhões porque “alguém do PSDB” havia coletado essa quantia antes.

Indagado pelos procuradores, Youssef declarou não ter informação de quem havia retirado parte da comissão, mas afirmou “ter conhecimento” de que o então deputado federal Aécio Neves teria influência sobre a diretoria de Furnas e que o mineiro estaria recebendo o recurso “através de sua irmã”, segundo o texto literal da delação. O delator disse “não saber como teria sido implementado o ‘comissionamento’ de Aécio Neves”.

Na delação, o doleiro descreve que “de 1994 a 2001 o PSDB era responsável pela diretoria de Furnas”. Youssef declarou que recebia o dinheiro destinado a Janene em Bauru (SP) e na capital paulista e o enviava a Londrina (PR) ou Brasília. No depoimento, ele afirmou que os diretores da Bauruense poderiam fornecer mais informações sobre Furnas e que a empresa já responde a inquérito no STF.

A Bauruense é uma empresa que está sob investigação porque concentrava nada menos que 80% dos serviços terceirizados por Furnas. Em 2006, uma reportagem da Folha de S. Paulo, apontou que teriam sido desviados mais de R$ 800 milhões, desde 2000. Confira aqui a reportagem, que cita ainda o ex-deputado Roberto Jefferson, autor da notória 'lista de Furnas'.
Ontem, tão logo foi divulgado o arquivamento do caso que envolve Aécio, o advogado de Youssef, Antonio Figueiredo Basto, se apressou em defendê-lo. "Youssef nunca falou espontaneamente do Senador Aécio Neves, em razão de que não o conhece e nunca teve com ele qualquer tipo de relação ou negócio. Quando questionado sobre fatos envolvendo o ex-deputado federal José Janene, Youssef esclareceu que nunca esteve com o senador Aécio Neves ou com sua irmã, e que somente 'ouviu dizer', que Aécio teria 'negócios' ou influências em Furnas, sem contudo indicar um fato concreto que justificasse tal suspeita", afirmou. "Portanto, não existe qualquer fato concreto ou prova que vincule o Senador Aécio Neves com meu cliente".
Ao comentar o arquivamento, Aécio afirmou que o recebeu como uma "homenagem" do procurador-geral Rodrigo Janot, que teria a "última palavra" sobre o caso.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Janot você é uma vergonha para o Brasil


Todos soltos

Operação Lava Jato:Doleiro diz que PP, PSDB e PSB receberam propina por refinaria em PE


Em depoimentos de delação na Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro Alberto Youssef apontou que propinas em contratos da refinaria Abreu e Lima (Pernambuco) resultaram em repasses a integrantes dos partidos PP, PSDB e PSB.

O doleiro indicou como beneficiários de parte dos subornos o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do PP, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), morto em agosto, e o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, que morreu em março passado.

A Procuradoria-Geral da República promete divulgar nesta semana a lista dos políticos envolvidos no caso.

Em um dos depoimentos, Youssef indicou que Nogueira e Fonte receberam entre 2010 e 2011 parte da propina paga pela construtora Queiroz Galvão em um contrato para implantação de tubovias em Abreu e Lima.

Segundo auditoria da Petrobras, em 2010 as construtoras Queiroz Galvão e a Iesa assinaram contrato no valor de cerca de R$ 2,7 bilhões para a implantação de tubovias na refinaria.

De acordo com o delator, o suborno foi negociado ainda antes da assinatura do contrato, em uma reunião da qual participaram um representante da Queiroz Galvão, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o então presidente do PP, José Janene, morto em 2010, o ex-assessor do PP João Genu e Youssef.

No encontro realizado num hotel no Rio de Janeiro, o grupo pressionou a Queiroz Galvão a fechar rapidamente o negócio e ameaçou estimular a criação de uma CPI sobre a estatal, ideia aventada pela oposição à época.

Após a reunião, a empreiteira fechou o contrato e parte da propina foi paga em doações oficiais a candidatos, segundo o delator.

O pagamento do suborno em dinheiro foi coordenado por Fernando Soares, o Baiano, também preso na Lava Jato, segundo o delator. Parte da propina foi destinada a Youssef, que então a repassou a Nogueira e Fonte.

Na negociação, também ficou acertado que, do total da propina, R$ 10 milhões seriam destinados a impedir a realização da CPI da Petrobras, e um dos beneficiários desse dinheiro foi o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, disse Youssef.

O delator também afirmou que Eduardo Campos recebeu entre 2010 e 2011 R$ 10 milhões de propina paga em contrato do consórcio Conest, formado pelas empreiteiras Odebrecht e OAS, em obras de unidades de Abreu e Lima.

Segundo Youssef, Campos recebeu o repasse para não criar dificuldades nas obras.

A Odebrecht ficou responsável pela propina, no valor de R$ 30 milhões, e o total foi dividido entre Campos, Costa e o PP, disse o doleiro.

O valor destinado a Campos teria sido entregue a um emissário do ex-governador, no Recife. Informações da Folha

Youssef delatou Aécio acusando-o de receber propinas na Lista de Furnas.

Só Janot que não enxergou isso.

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,na-lava-jato-youssef-diz-que-aecio-recebeu-dinheiro-desviado-de-furnas,1644427
O jornal Estadão deixou escapar uma bomba: Youssef foi operador do esquema que ficou conhecido como Lista de Furnas no governo FHC e, segundo ele, Aécio Neves (PSDB-MG) teria recebido dinheiro desviado da estatal.


Em depoimento ao Ministério Público ao qual o Estado teve acesso, o doleiro Alberto Youssef, um dos principais delatores da Operação Lava Jato, afirmou "ter conhecimento" de que o senador Aécio Neves (PSDB-MG), na época em que era deputado federal, estaria recebendo recurso desviados de Furnas "através de sua irmã".

Mesmo assim, o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, pediu o arquivamento da investigação envolvendo Aécio.

O termo de colaboração número 20, que registra confissão do doleiro no fim do ano passado tem como "tema principal: Furnas e o recebimento de propina pelo Partido Progressista e pelo PSDB".

Além de Aécio, também são citados o ex-deputado José Janene (PP, morto em 2009) e o executivo Airton Daré, sócio da empresa Bauruense, que foi prestadora de serviços para Furnas.

O doleiro disse que recolheu dinheiro de propina na empresa Bauruense cerca de dez vezes. Em uma delas, o repasse não foi feito integralmente e faltavam R$ 4 milhões. Youssef afirmou aos investigadores ter sido informado de que "alguém do PSDB" já havia coletado a quantia pendente.

Indagado pelos procuradores, Youssef declarou não ter conhecimento de qual parlamentar havia retirado a comissão, mas afirmou que o então deputado federal Aécio Neves teria influência sobre a diretoria de Furnas e que o mineiro estaria recebendo o recurso "através de sua irmã", segundo o texto literal da delação, sem especificar a qual das duas irmãs do senador ele se referia. O delator disse ainda "não saber como teria sido implementado o 'comissionamento' de Aécio Neves".

Na delação, o doleiro descreve que de 1994 a 2001 o PSDB era responsável pela diretoria de Furnas. Yousseff declarou que recebia o dinheiro de José Janene nas cidades paulistas de Bauru e de São Paulo e enviava o valor para Londrina ou Brasília.

O doleiro disse ainda que os diretores da Bauruense poderiam fornecer mais informações sobre a diretores de Furnas e declarou ao MPF ter conhecimento de que há um inquérito sobre a empresa de Bauru no Supremo Tribunal Federal.

Aécio disse hoje que não tinha conhecimento sobre o teor da acusação contra ele e que o arquivamento é "uma homenagem" da PGR (do Estadão).

Rodrigo Janot concede salvo-conduto para a tucanada roubar

É por esta e outras que, cada vez, mais eu me afasto das redes sociais e da atualização do blog. O cara é citado não ocorre nada, já quando é um petista, que às vezes nem sequer é citado, o MP e o Poder Judiciários partem pra cima para acabar com a sua reputação.De outro lado, concedeu-se, mais uma vez, um salvo conduto para os tucanos roubarem. Não foi a toa que ontem saiu uma imagem desse prevaricador no JN com uma placa dizendo que ele era a esperança do Brasil.Tenho nojo.

domingo, 1 de março de 2015

Jean Ziegler:o caso HSBC é só a ponta do iceberg

O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,o-caso-hsbc-e-so-a-ponta-do-iceberg,1641966O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,o-caso-hsbc-e-so-a-ponta-do-iceberg,1641966O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,o-caso-hsbc-e-so-a-ponta-do-iceberg,1641966O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,o-caso-hsbc-e-so-a-ponta-do-iceberg,1641966
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Para o escritor suíço Jean Ziegler, o caso SwissLeaks, embora tenha causado um “terremoto mundial”, é apenas a ponta do iceberg de um sistema inteiro de fraude: “Aqui, a matéria-prima se chama dinheiro estrangeiro”, disse.

Em entrevista ao ‘Estado de S. Paulo’, Ziegler, que foi alvo de nove processos legais com seu livro ‘A Suíça Lava Mais Branco’, ele diz que existe uma corrupção institucional no país helvético.
Segundo ele, por trás desse cenário existe o fato de que o Parlamento ser colonizado por multinacionais e bancos. “A raiz disso é ainda o papel que tivemos na Segunda Guerra e a cumplicidade com o regime de Hitler. Desde então, temos as maiores fortunas do mundo. Hoje, 27% da riqueza global está na Suíça.”.
O escritor afirma que os suíços estão sofrendo muito com toda essa repercussão. “Para os calvinistas, ser criticado em público é um grande trauma. A reputação é tudo e se cultivou por décadas que eles faziam tudo sempre bem. De repente, agora se sabe que não e, por isso, eles sofrem psicologicamente” (leia aqui).

Tucanos safados, corruptos, incompetentes e mentirosos



FHC anda dizendo por aí que os tucanos não pretendem privatizar a Petrobras.Mentira. Pretendem sim, José Sera e Aloísio Nunes, Aécio neves já declararam apoio total a privatização da Petrobras.Aliás, esse boca murcha tentou vender a Petrobras no ano de 1998, quando o cara que comia a filha dele foi presidente da estatal.Agora vem dizer que não é a favor da privatização da empresa.

José Agripino foi sócio de grande empreiteira investigada na Lava Jato



Cadeia para esse espertalhão!
De acordo com a revista Istoé, José Agripino foi sócio cotista da EIT até agosto de 2008. E mais: nas eleições de 2010, o senador recebeu R$ 550 mil de doação da empreiteira
por Helena Sthephanowitz publicado 28/02/2015 13:54, última modificação 28/02/2015 14:02
por Helena Sthephanowitz publicado 28/02/2015 13:54, última modificação 28/02/2015 14:02

FLICKR/SENADO
agripino
Nas eleições de 2010, o senador José Agripino Maia recebeu R$ 550 mil de doação da empreiteira investigada
Na declaração de bens apresentada à Justiça federal em 2002, o senador José Agripino Maia (DEM-RN) era sócio da Empresa Industrial Técnica (EIT). A empreiteira é investigada na Operação Lava Jato. A Petrobras até incluiu a empresa entre as "impedidas de contratar" enquanto procede as investigações.
Agripino só foi candidato nos últimos tempos em 2002 e 2010, já que o mandato de senador dura oito anos e ele não disputou nenhuma eleição no meio do mandato. Da declaração de 2002 constava um vasto patrimônio em imóveis, veículos, aplicações financeiras e participações em empresas, incluindo a referida empreiteira e uma concessionária de pedágios. Em 2010, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele declarou não possuir nenhum bem. Nem veículo próprio, nem apartamento de morada, e nem mesmo saldo bancário.
Poderia ter transferido os bens para o filho, mas a declaração de seu filho, deputado federal Felipe Maia (DEM-RN) ao TSE em 2010, também não mostra nenhum bem, com patrimônio zero. Felipe disputou as eleições de 2014 e seu patrimônio que havia sumido voltou a aparecer, totalizando mais de R$ 15 milhões, saindo da condição de deputado mais pobre em 2010, se considerarmos os bens declarados, para o deputado mais rico do Rio Grande do Norte nas eleições de 2014.
Em 20 de dezembro de 2013, a Polícia Federal  iniciou investigação para comprovar se   Agripino favoreceu a EIT em obras públicas no Rio Grande do Norte.
A revista Istoé publicou em 2013 uma matéria sobre investigação da Polícia Federal baseado em denúncia de que o senador José Agripino, presidente nacional do DEM, teria utilizado sua influência para fazer o Executivo estadual favorecer a EIT com contratos milionários, e citou as obras do Contorno de Mossoró como uma das fontes de renda pública para a empresa. Porém, essa não é a única obra de mobilidade nas mãos da empresa, que teve Agripino como sócio (segundo a revista). A EIT também é responsável pela construção do acesso do aeroporto de São Gonçalo do Amarante.
Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Rio Grande do Norte, a vencedora do certame licitatório para a construção dos acessos foi a Queiroz Galvão. No entanto, ela desistiu da obra, fazendo com que a segunda colocada na licitação, EIT, assumisse a responsabilidade da entrega, mesmo com o fato de o contrato de financiamento com a Caixa Econômica Federal ter sido assinado no dia 1º de abril, quando já não havia mais os 24 meses necessários para a execução da obra. Restavam apenas 11 meses.
Segundo o DER, nessa situação, a segunda colocada de pronto aceitou a proposta. A ordem de serviço foi assinada em 6 de abril, mas a obra só começou de fato em agosto. Até novembro, haviam sido executados o desmatamento e a terraplanagem da área. Ainda deve ter início a construção da base e do asfalto dos acessos.
O “tráfico de influência”, praticado pelo presidente nacional do partido, é mais um item para uma série de suspeitas de irregularidades eleitorais que teriam a governadora Rosalba Ciarlini como personagem. Além desta, a própria IstoÉ mostra o “desengavetamento” de uma investigação sobre caixa 2 na campanha eleitoral de 2006. Isso, sem contar com a recente condenação de Rosalba por usar a máquina pública estadual para favorecer a candidatura da prefeita de Mossoró, Cláudia Regina.
Ainda de acordo com a revista Istoé, José Agripino foi sócio cotista da EIT até agosto de 2008. E mais: nas eleições de 2010, o senador recebeu R$ 550 mil de doação da empreiteira. “Empresa privada, a EIT é o terceiro maior destino de recursos do estado nas mãos de Rosalba. Perde apenas para a folha de pagamento e para crédito consignado. Só este ano foram R$ 153,7 milhões em empenhos do governo, das secretarias de Infraestrutura, Estradas e Rodagem e Meio Ambiente”, aponta a revista.
Nem na crise financeira, que fez o governo do Rio Grande do Norte atrasar pagamento a fornecedores e, até mesmo, aos servidores estaduais (que passaram a receber de forma escalonada) e os gastos com a Saúde, a EIT deixou de receber. O governo afirma que não tinha dinheiro essas despesas básicas, mas gastava milhões nas obras do Contorno de Mossoró, empreendimento tocado pela EIT.
Quando era recém-formado em engenharia, antes entrar diretamente na política, José Agripino trabalhou na empreiteira EIT, da qual se tornou sócio mais tarde.
O currículo do senador e presidente do DEM indica:
- Engenheiro-chefe de Obras EIT - Empresa Industrial Técnicas S/A (1969/ 72).
- Gerente regional da EIT - Empresa Industrial Técnica S/A, para os estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba (1972/ 75).
Gerente regional, cuidando de obras no Nordeste, deve ter-lhe dado experiência no trato com licitações e contratos públicos. Nessa época em que atuava do lado da empreiteira, o pai, Tarcísio Maia, era ligado ao General Golbery do Couto e Silva, e foi indicado (sem eleições diretas) governador do Rio Grande do Norte (início do governo em 1975).
Seu tio, Lavoisier Maia, também era outro político influente da dinastia Maia, e sucedeu o pai de Agripino no governo potiguar. Ao tomar posse como governador nomeou Agripino prefeito de Natal.
Porém, mesmo político, Agripino, ocupando cargos de prefeito, governador e senador, virou acionista da empreiteira.