sábado, 30 de julho de 2011

Jarbas e a BR-232


Ontem, viajando pela BR-232 no sentido Recife, indaguei aos meus pensamentos:Por que Jarbas Vasconcelos, tão hostil ao governo do PT, ainda não foi dar declaração no PiG, não foi fazer pronunciamento no Senado sobre a corrupção que ocorre no DNIT?

 
A resposta é simples:Jarbas enfrentou o mesmo problema relacionado a superfaturamento, a corrupção quando comandou a duplicação da BR-232.

 
Para quem não sabe, como o nome já diz, a BR-232 é uma estrada  do governo federal.Jarbas Vasconcelos, que prometera duplicar a referida BR na eleição de 1998, usou grande parte dos recursos oriundo da venda da CELPE-Companhia de Eletricidade de Pernambuco, por conseguinte, do povo de Pernambuco, para duplicar uma estrada federal.O grande legado que Jarbas deixou para Pernambuco foi essa obra, de Recife a Caruaru se veem centenas de outdors espalhados pela BR enaltecendo o governo Jarbas.Enquanto isso, Jarbas não construiu nenhum hospital em Pernambuco, não costruiu nem sequer uma escola técnica, ao contrário, fechou a única que tinha, não enfrentou a criminalidade deste estado, que era, à época de Jarbas, líder em homicídio no Brasil, fez pouco pela educação do Estado de Pernambuco.

 
A BR-232, originalmente orçada em R$ 236 milhões de reais terminou sendo concluída por mais de R$ 400 milhões de reais, daí a oposição ao governo Jarbas apelidá-la de BR-464, dando suposto suposto superfaturamento na obra.

Mesmo com suspeita de superfaturamento, a obra foi entregue de má qualidade, cheia de buracos, com acostamento cheio de mato, levando o atual governador Eduardo Campos(PSB-PE) a gastar R$ 90 milhões de reais´para refazer a BR entregue por Jarbas.


Pelo que se vê, o silêncio de Jarbas é eloquente, Jarbas sabe que se a Assembleia Legislativa de Pernambuco abrir uma CPI para investigar a dinheirama gasta na duplicação da BR-232 haverá fortes indícios de corrupção.




Governo de Pernambuco e Tribunal de Contas do Estado ainda não colocaram um ponto final na questão dos preços de alguns serviços



por ANGELA FERNANDA BELFORT, do Jornal do Comércio-01/07/2001


Principal obra da gestão Jarbas Vasconcelos, a restauração e duplicação da BR-232 continuam sendo o alvo de uma polêmica. A lei é igual, mas o Tribunal de Contas do Estado (TCE) aprovou a licitação para a execução dos serviços, enquanto o Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou o não repasse de recursos federais para o empreendimento devido a possíveis irregularidades.


O TCU e o TCE, entre outras funções, julgam as contas e contratos de licitação feitos, respectivamente, pela União e Governo do Estado. A discordância ocorreu porque o TCU se baseou em alguns dados encontrados pelo Núcleo de Engenharia (NEG) do TCE nos preços de itens unitários, que somados resultam no valor total da obra.


Segundo o NEG, 71% dos preços unitários estão apresentando valores maiores do que os de referência. Além dos preços unitários maiores do que os de referência, o TCU também se baseou em algumas informações feitas pelos próprios conselheiros do TCE nas sessões que analisaram a licitação das obras da BR-232.


Tanto o diretor geral do Departamento de Estradas de Rodagem, Teógenes Leitão, quanto o conselheiro relator do processo no TCE, conselheiro Roldão Joaquim, afirmam que os preços unitários que estão acima do valor de referência compensam os serviços que foram incluídos com valores abaixo do que são praticados no mercado.


“O valor total da obra está dentro do valor de referência”, afirmou Leitão, opinião que é compartilhada pelo conselheiro Roldão Joaquim. Ele também informou que a licitação foi aprovada com ressalvas, que têm de ser cumpridas pelo DER.


Roldão argumenta que o “problema” do superfaturamento pode ocorrer nos termos aditivos do contrato, que definem novos serviços a serem feitos dentro da licitação. Se nos termos aditivos forem incluídos itens que têm preços unitários muito acima dos de mercado, o valor total desse serviço será muito maior do que o seu custo real.


ADITIVO – O conselheiro argumentou que isso não vai ocorrer porque existe uma auditoria permanente do NEG do TCE acompanhando não só o desenvolvimento das obras, mas também os preços que serão cobrados pelos serviços adicionais que surgiram depois que as obras foram iniciadas. Já existe um termo aditivo do lote I da obra, que vai de Recife a Chã Grande, incluindo 60 quilômetros de estrada.


O termo aditivo cita novos serviços que serão feitos no lote I, os quais vão demandar mais R$ 21 milhões. A duplicação e a restauração dos 118,4 quilômetros da BR-232 vão custar R$ 276 milhões ,dos quais R$ 54,5 milhões já foram pagos. Também foram gastos R$ 18 milhões gastos em desapropriações e R$ 6,5 milhões em consultorias. Até agora, todos os recursos empregados saíram do Governo do Estado e foram gerados com a venda da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe).


A decisão do TCU resultou de uma representação movida pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon) que apontou irregularidades no processo de licitação. As obras da rodovia deveriam receber R$ 46 milhões de verbas federais, dos quais R$ 11 milhões deveriam ter sido liberados em 2000 e R$ 35 milhões, previstos no Orçamento Geral da União para 2001.


Duplicação da BR-232 será refeita



Parece brincadeira, mas não é. A duplicação da BR-232, marco da gestão de Jarbas Vasconcelos no governo de Pernambuco, será refeita entre Recife e Caruaru (Agreste pernambucano). Apesar do investimento com recursos públicos superior a R$ 400 milhões, a rodovia foi tão mal feita que a partir de agosto será requalificada pelo governo do Estado ao custo de, aproximadamente, R$ 90 milhões. Acreditem!


A informação é do secretário de Transportes de Pernambuco, Isaltino Nascimento. “A União e o Estado não receberam a BR-232 oficialmente até hoje porque foram muitos os problemas identificados após a duplicação. É visível que se trata de uma rodovia construída sem qualidade, com sérios problemas de drenagem. Os técnicos do TCE comprovaram isso”, afirma o secretário. O Estado vai investir na requalificação e tentar rever o dinheiro na briga judicial que trava com os consórcios e gestores que na época estava à frente da duplicação.


Jornal do Commercio


Pede para cagar e sai, Jobim!

Presidente constrange Jobim e cogita substituí-lo


O ministro da Defesa, Nelson Jobim, concede entrevista para a TV Folha e para o UOL

A presidente Dilma Rousseff constrangeu ontem o ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao tratá-lo de forma protocolar durante evento oficial no Palácio do Planalto.


Ela avalia a possibilidade de demiti-lo da pasta após Jobim declarar publicamente à Folha e ao UOL ter votado no tucano José Serra na eleição presidencial de 2010.


Dilma ficou irritada com a declaração. Cogitou demitir Jobim, mas preferiu não fazer isso já. No governo avalia-se que, se o ministro tivesse pedido demissão, ela teria aceito na hora.


Ontem, em um evento no Planalto, Dilma tratou o auxiliar com frieza ostensiva. Não o citou no discurso, como é praxe. O cumprimento entre ambos foi protocolar.


Dilma já sabia da opção eleitoral do ministro por Serra desde o ano passado. Ainda assim, decidiu reconduzi-lo ao cargo por influência de Lula. Pesou a favor de Jobim seu reconhecimento no meio militar e seu trabalho para institucionalizar o Ministério da Defesa, criado há 12 anos.
Sérgio Lima - 26.jul.2011/Folhapress

Ministro de Lula e Fernando Henrique, Jobim perdeu espaço sob Dilma. Deixou de ser mediador em negociações com o mundo jurídico e não conseguiu concluir a compra dos caças Rafale.


O próprio Jobim confidenciou a amigos que não ficará por muito tempo no posto. A recente polêmica, porém, pode precipitar sua saída.


Além de revelar o voto em Serra, o ministro afirmou que o tucano teria tomado as mesmas atitudes de Dilma se tivesse vencido a eleição.


Essa foi a segunda controvérsia a incomodar o Planalto. Em junho, numa homenagem a FHC, o ministro havia dado declaração ambígua: "Os idiotas perderam a modéstia". Isso foi interpretado como uma referência à atual gestão. Ele negou.


O Planalto registrou que Jobim revelou o voto em Serra na terça de manhã mas não antecipou a declaração, que seria publicada no dia seguinte, na reunião que teve com Dilma naquele dia. Ontem, integrantes do alto escalão tratavam da demissão sem cerimônia. Dilma chegou a ouvir de diversos interlocutores que o melhor seria demiti-lo de imediato.


Na segunda, o ministro dará entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Hugo Chávez diz que sairá do poder somente em 2031.Chupa, direita maldita!



O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que planeja deixar o cargo em 2031, e não mais em 2021, como havia anunciado anteriormente.


A declaração foi feita quando o mandatário, apesar da saúde debilitada, saiu ao "balcão do povo", no Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, para cumprimentar milhares de partidários que se reuniam na frente do local por ocasião do aniversário de 57 anos do presidente.


Chávez aproveitou a oportunidade para fazer um chamado ao fortalecimento dos movimentos revolucionários. "Peço aos indecisos que se juntem à revolução", disse o presidente, que pretende ser reeleito nas eleições do ano que vem.


Apesar de seu quadro de saúde instável, o mandatário cantou e dançou na presença de partidários que traziam bandeiras e cartazes de saudações pelo aniversário.


O venezuelano ainda agradeceu aos presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, da Bolívia, Evo Morales, e de Cuba, Raúl Castro, pelos votos de felicidades enviados.


Chávez anunciou que sofria câncer no início de julho, após ser submetido a uma cirurgia de emergência em Cuba, onde ficou por cerca de um mês. Até o momento, no entanto, não foi confirmada a região do corpo do mandatário atingida pela doença.Ansa

Esquecer os livros que FHC escreveu, sim.Esquecer o contido neste vídeo, jamais

FHC,  o corno manso, o rei da privataria-corrupção, é um cara muito covarde, muito frouxo.Bill Clinton só faltou bater na cara do piolho-de-cu e o sujeito não foi nem sequer capaz de defender o seu governo das acusações assacadas contra ele.Mesmo Clinton, o rei da lambida, do boquete, estando certo, FHC deveria ter defendido seu governo, ter defendido o povo brasileiro.Ao contrário, só faltou Clinton montar nas suas ancas(de FHC).O estadista Lula jamais passaria por um constrangimento desse pelo qual passou o boca de sovaco FHC.

Lula:Eu e Kirchner ficaremos pequenos depois de Dilma e Cristina


        
Vannildo Mendes, de O Estado de S.Paulo


Durante a inauguração da Embaixada da Argentina em Brasília, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a estrela mais cortejada. Com um discurso bem-humorado, Lula exaltou as presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e da Argentina, Cristina Kirchner. “Como cristão, acredito que haja vida após a morte. E na outra vida, o ex-presidente argentino Nestor Kirchner deve estar pensando: pobre de mim e do Lula porque a Dilma e a Cristina vão fazer história na América Latina e na América do Sul mais do que nós”, disse ele, que participou nesta sexta-feira, 29, pela primeira vez de evento público junto com a presidente Dilma Rousseff desde que deixou o governo.


O ex-presidente disse ainda que a geração dele tem que agradecer a Deus todo dia porque as duas maiores nações da América Latina são presididas por mulheres. “Mulheres especiais, de perfil ideológico claro. Elas sabem para quem estão governando. As duas juntas terão mais força do que eu e o Nestor Kirchner juntos”, avaliou.


Segundo Lula, as duas presidentes – Dilma e Cristina – vão transformar a ordem internacional com atuações firmes. “As duas juntas no G-20 vão mudar a política mundial, a geopolítica do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, previu. “As duas, com sua formação e caráter, deixarão pequenos a mim e ao Nestor na América Latina”, completou.


Lula discursou de improviso durante a inauguração da sede própria da Embaixada da Argentina no Brasil. Trata-se de um moderno edifício de 4 mil metros quadrados, projetado desde o governo de Nestor Kirchner, num terreno doado pelo ex-presidente Lula.


Dilma e Cristina descerraram a placa de inauguração do prédio e fizeram discursos pregando o fortalecimento da parceira entre os dois países, que detêm as economias mais fortes da América Latina.

Lula diz que Dilma e Cristina sabem claramente para quem estão governando



O ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, adotou um tom bem-humorado e emocional ao participar, em Brasília, da inauguração da Embaixada da Argentina. Lula lembrou que o ex-presidente Néstor Kirchner, morto em outubro do ano passado, deveria “estar triste” pelo bom desempenho da presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, e de Dilma Rousseff à frente dos dois países.

“Sou um cristão que acredita que exista outra vida. [Néstor] Kirchner deve estar pensando: pobre de mim e pobre do Lula. Dilma e Cristina vão fazer história na América do Sul e na América Latina”.

Lula disse que não imaginava que as duas maiores nações da América do Sul fossem presididas por duas mulheres. “São mulheres especiais. Pessoas com força, com garra, e que sabem claramente para quem estão governando”.

“Tenho certeza que as duas juntas no G20 [grupo das 20 maiores economias mundiais] mudarão um pouco a política mundial, a geopolítica da ONU [Organização das Nações Unidas] e a geopolítica comercial”.

Cristina se emocionou durante a fala de Lula que quebrou o protocolo ao discursar na inauguração da Embaixada. A presidenta argentina disse a Lula que ele não foi convidado apenas como ex-presidente para a inauguração e sim como um amigo. “Você não veio aqui só como presidente, mas como amigo de um homem que foi meu companheiro de vida e de luta”, disse referindo ao ex-marido, Néstor.


Fonte: Agência Brasil

Boa noite!

Sabujo defende o rejeitado Serra

Serra e Netinho têm maior rejeição em SP


 

Autor(es): Raphael Di Cunto | De São Paulo
Valor Econômico - 29/07/2011

Nomes mais lembrados pelo eleitores para a Prefeitura de São Paulo em 2012, os ex-prefeitos Marta Suplicy (PT) e José Serra (PSDB) têm os maiores índices de rejeição entre os pré-candidatos da capital, segundo pesquisa do Vox Populi contratada pela Força Sindical e divulgada ontem.


Enquanto 18% da população dizem que não votaria "de jeito nenhum" na petista, 16% negam apoio ao tucano - mesmo índice do vereador Netinho de Paula (PCdoB). O deputado federal Paulo Maluf (PP), que não descarta nova candidatura, ficou de fora da pesquisa, que tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais.


A senadora, que disputa a indicação do PT com os deputados federais Jilmar Tatto e Carlos Zaratini e os ministros Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Fernando Haddad (Educação), favorito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem no alto índice de rejeição o principal ponto fraco.


Segundo a pesquisa, os principais insatisfeitos com Marta são os moradores da Zona Oeste (22%) da capital e do Centro (20%), onde ficam bairros de alta renda.


A faixa de população em que a ex-prefeita se sair melhor é entre os jovens de 16 a 24 anos (11%). Porém, os votos dela têm diminuído desde que foi eleita para a prefeitura em 2000, o que é sempre citado por petistas como motivo para apresentar um novo nome.


Marta, entretanto, é a candidata do PT mais bem colocada na pesquisa, com 29% dos votos válidos, contra 24% de Serra. Haddad, que ganhou força nos últimos dias, não passa dos 3%. O deputado federal Gabriel Chalita (PMDB) ainda é desconhecido pela população - no cenário em que tem mais força, fica empatada com o ministro da Educação.


Diferente da avaliação feita por petistas, o índice de rejeição de Serra não o torna menos cotado dentro do partido para disputar o cargo, que ele já exerceu de 2005 a 2006, quando renunciou para concorrer ao governo do Estado. O tucano é bem avaliado no Centro, onde apenas 3% não votariam nele, e tem menos resistência do eleitorado mais velho e com melhor renda - a rejeição é de 10% entre pessoas com mais de 60 anos, contra 20% para os que tem de 25 a 34 anos.


Além da bagagem política, Serra é visto no PSDB como o único capaz de agregar outras forças, como PPS - que lançou a pré-candidatura da ex-vereadora Soninha Francine-, o DEM - dividido entre o secretário de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia, e o vereador Carlos Apolinário - e do atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD), que ainda não escolheu seu candidato - está entre o vice-governador Guilherme Affif (PSD) e o secretário de Meio Ambiente, Eduardo Jorge (PV).


Caso Serra realmente não queria concorrer, o PSDB deve realizar prévias entre os secretários estaduais Bruno Covas (Meio Ambiente), Andrea Matarazzo (Cultura) e José Aníbal (Energia), o senador Aloysio Nunes e o deputado federal Ricardo Tripoli.


Também com alta resistência, o vereador Netinho, quarto colocado na pesquisa, acredita que isso é natural. "A rejeição aumenta a medida que a intenção de votos também é grande", disse o cantor, que ficou em terceiro na eleição para o Senado em 2010, depois de liderar a maioria das pesquisas.

Serra é um escroque


Em entrevista ao jornal espanhol "El País", José Bolinha de Papel  afirma que problema da corrupção no Brasil nunca foi tão sério como agora.Serra é muito cínico.Serra esqueceu que foi ele quem criou o Esquema Sanguessuga, que, durante sua passagem pelo Ministério da  Saúde, o Esquema dos Vampiros cresceu e muito, Serra esqueceu que foi condenado a devolver, junto com seus comparsas, R$ 200 milhões de reais à União, por causa da maracutaia no caso PROER..Serra esqueceu de dizer que seu amigo Flávio Cunha o chamou de corrupto, Serra esqueceu que Paulo Preto é acusado de ter sumido com R$ 4 milhões de reais de sua campanha(de Serra).Serra esqueceu de dizer que é acusado de ter recebido R$ 7 milhões do caixa dois de Furnas.Serra esqueceu que, na sua gestão no governo paulista, ocorreu o maior escândalo de corrupção, com o caso ALSTOM. Serra esqueceu de dizer que sua filha Verônica Serra foi sócia do maior mafioso deste país, o senhor Daniel Dantas.Então, com um currículo desses Serra não tem moral para criticar quem quer que  seja.

Mais um prêmio para Doutor Lula

Lula vai receber homenagem de instituto europeu



O Estado de S. Paulo - 29/07/2011

O ex-presidente Lula vai receber o título de doutor honoris causa de uma das mais importantes instituições de ensino superior da Europa. O anúncio foi feito ontem, em Paris, pela direção do Instituto de Ciências Políticas de Paris (Sciences Po Paris), que realizará cerimônia em sua homenagem em 27 de setembro.


A instituição informou que "o presidente Lula será a primeira personalidade latino-americana e a 16ª personalidade a receber a distinção desde a fundação da Sciences Po, em 1871". Na solenidade, o tradicional "elogio" ao homenageado será realizado pelo presidente da Fondation Nationale de Sciences Politiques, Jean-Claude Casanova.


De acordo com o diretor do instituto, Richard Descoings, "trata-se de um reconhecimento do corpo acadêmico da força de transformação do presidente Lula para o Brasil e para o lugar do Brasil no mundo". Lula classificou a escolha como "uma homenagem ao povo brasileiro, que realiza de maneira pacífica e democrática".

Flutua e boia


Os petistas ficaram irritados com a revelação do ministro da Defesa, Nelson Jobim, de que votou em José Serra na eleição de 2010.


Ele saiu pela porta larga da amizade para justificar o voto no tucano.


Não foi sincero. Sabe que assinaria a demissão se admitisse a verdade: fez a opção por quem achava ser o melhor candidato.


Jobim serve a Dilma como serviu a FHC.


Flutua com a leveza de pluma e boia com a densidade de rolha.

Maurício Dias,  CartaCapital

A volta do homem-bomba tucano

Paulo Preto, o homem-bomba tucano, nega desvio de R$ 4 mi do PSDB


O engenheiro e ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, voltou a negar que tenha sumido com R$ 4 milhões destinados ao financiamento da campanha eleitoral do PSDB em 2010. Nesta quinta-feira (28), ele prestou depoimento de duas horas e meia ao Ministério Público Estadual.

Paulo Preto assinou um termo de compromisso por meio do qual abre mão espontaneamente de seu sigilo bancário e fiscal. A quebra do sigilo, porém, será restrita ao período que interessar à investigação.

Classificado na campanha eleitoral de 2010 como “o homem-bomba” do PSDB, Paulo Preto é alvo da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social. O inquérito apura denúncias de tráfico de influência, improbidade, enriquecimento ilícito e desvio de recursos públicos.

O procedimento, aberto por requisição da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, corre sob segredo. O ex-diretor da Dersa informou que está processando por crime contra a honra todos os que lhe atribuíram o desvio de R$ 4 milhões

Ontem, Paulo Preto foi à audiência acompanhado de seu advogado, José Luís Oliveira Lima, e respondeu a todas as perguntas da promotoria. "Tendo em vista que o procedimento é sigiloso não posso me manifestar", afirmou o advogado.

Da Redação, com informações do O Estado de S.Paulo

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Não ao arbítrio do Conselho





Berna (Suiça) - Vou lhes confessar uma coisa – foi realmente uma surpresa para mim, saber que dezesseis pessoas, reunidas pelo Itamaraty para discutirem políticas destinadas aos emigrantes, tinham utilizado do seu tempo, da sua criatividade e do tempo dos emigrantes para me expulsar do Conselho de emigrantes, CRBE.


Porque acho grotesco, indecente e mesmo imoral se mandar alguém calar a boca numa mesa, numa reunião ou numa simples conversa. Trata-se de uma enorme falta de respeito, inadmissível nas famílias de hoje, nas reuniões democráticas e entre pessoas civilizadas.


E foi mais ou menos isso que me mandaram fazer. Calar a boca, ou, em outras palavras, parar de escrever, acabar com minhas opiniões sobre o CRBE. Se vivessemos ainda no tempo da ditadura, eu trataria de mudar de casa, reforçar a fechadura da porta, mas não deixaria de falar, nem de escrever e nem de criticar, desde que houvesse razão para isso.


Não sei se em minhas colunas anteriores comparei esse gesto inqualificável dos membros do CRBE a um tiro no pé. Se assim o fiz, corrijo. Não foi um tiro no pé, foi um tiro no peito. Porque ao afastarem, cassarem ou me expulsarem destruíram a própria credibilidade do que deveria ser um órgão representante dos emigrantes.


Até ali, o CRBE, como sempre afirmei, era um simples órgão sem qualquer autonomia, independência, criado para viver sob a tutela de diplomatas do Itamaraty, desconhecedores do cotidiano da vida dos emigrantes. Mas poderia evoluir, se revoltar, encontrar seu caminho. Foi assim que pensei quando aceitei apoiar a proposta de Álvaro Lima, colega de Boston, no Conselho Provisório, para a institucionalização de um conselho de emigrantes.


Seria um etapa, curta, para se chegar ao órgão institucional emigrante independente, dotado de poder para decidir normas, decretos, acordos, regulamentos para os emigrantes e de enviar ao parlamento as leis necessárias. Ou seja, o Conselho não seria um fim em si mesmo, mas uma simples fase em busca de sua autodeterminação.


Porém, nada foi nesse sentido e, por vaidades pessoais, o Conselho aceitou o papel de marionete do Itamaraty, deixando de lado a esperada ambição de lutar pela sua independência. E, como se não bastasse, a fim de que seus membros pudessem cultivar e reforçar a posição de simples interventores, assessores, consultores com suas mordomias e prestígio, decidiram desligar ou expulsar a voz discordante mais incômoda, num gesto conspiratório que acabou por vazar e se tornar público, como vazam todas as indecências.


E o que aconteceu com a esperada política brasileira de emigração ? Por falta de luta e de reivindicação dos representantes emigrantes, o território, dentro do governo federal devido aos emigrantes, foi sequestrado pelo Itamaraty, que criou uma Subsecretaria, uma Divisão e lotou com embaixador, conselheiro, secretários, mais o pessoal burocrático. Num custo equivalente ao de uma Secretaria de Estado.


E já que os membros do CRBE ganham a vida com o mercado emigrante, decidiu-se a seguinte partilha – os funcionários do Itamaraty que administram a emigração, sem serem emigrantes, têm vencimentos ou salários e os que se satisfazem com a vaidade do posto e com a inocuidade do órgão, fazem cena de graça.


E a moda pegou, os membros dos chamados Conselhos de Cidadania, em fase de recriação pois reeditam com pequenas variantes os Conselhos de Cidadãos da época FHC, não terão sequer indenização das viagens para participar das reuniões.


Desde o começo dessa ópera bufa ou pantomima dizemos e vamos repetir – os três milhões de emigrantes que mandam 7 bilhões de dólares ao Brasil têm direito a um órgão emigrante independente, um centro decisório da política da emigração em contato com o governo federal (não em posição de sujeição ao Itamaraty como agora).


Esse órgão, uma Secretaria de Estado, deverá se apoiar em parlamentares emigrantes eleitos por emigrantes, e um Conselho de emigrantes será o terceiro elemento, fiscalizador, reivindicatório e de assessoria. Um tripé emigrante independente e responsável pela política da emigração. Não um simples Conselho mal eleito, pouco representativo e mal preparado que sequer sabe respeitar uma regra elementar democrática – o da liberdade de expressão e de idéias de seus membros.


O Decreto-lei, assinado por um presidente Lula mal assessorado, previa a participação dos membros do CRBE, titulares e suplentes, nas conferências anuais. Ora, o Itamaraty a pretexto da falta de verbas cortou a participação dos suplentes. E qual foi a atitude dos titulares ?


Lutaram pelos suplentes, exigiram o cumprimento do texto do Decreto-lei ? Não, se submeteram, acharam até bom, porque os suplentes poderiam criar caso. E porque de tão submissos já não se sentem mais emigrantes, identificam-se agora com os diplomatas do Itamaraty, aos quais não querem decepcionar e nem desobedecer ao lhes prestar seus relevantes e gratuitos serviços.


É por defender sem medo a independencia, autonomia e autodeterminação dos emigrantes, por defender uma outra política brasileira de emigração, que pedem minha expulsão do CRBE, onde perturbo, atrapalho e incomodo por não aceitar nem tutela do Itamaraty e nem sujeição.


Meu amigo, jurista Carlos Lungarzo, lutador por direitos humanos pela Anistia Internacional colocou na Internet um abaixo-assinado contra minha expulsão. Sua assinatura não irá influenciar os diplomatas do Itamaraty mas poderá ser vista por parlamentares, ministros e membros do governo federal. Este é um momento importante, porque é um momento de denúncia de um autoritarismo fora de época e de um desrespeito à democracia.


Outros amigos também participam como Celso Lungaretti, George Bourdokan, Laerte Braga, Amyra El-Elkalili, Cesare Battisti que vive agora no Brasil como homem livre, o meu colega de profissão Eliakim Araújo, o arquiteto Sérgio Antunes de Freitas, grande apoio na luta pelos brasileirinhos apátridas, o meu colega suplente Keitti Hayashida, companheiros de emigração Ras Adauto, Edinéia da Silva Cabioch, Edison Pereira de Almeida, a jovem jornalista Ana Helena Tavares, o combativo José Comessu, o vibrante Marcos Romão de Hamburgo, minha querida Magdala Cavalcanti de Mello avó de brasileiro com pátria, Leila Cordeiro e tantos outros.


Obrigado a todos. Para os que quiserem participar do abaixo-assinado basta clicar em




Para ler minha expulsão, clicar em



Rui Martins - BernaJornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura, é líder emigrante, ex-membro eleito no primeiro conselho de emigrantes junto ao Itamaraty. Criou os movimentos Brasileirinhos Apátridas e Estado dos Emigrantes, vive em Berna, na Suíça. Escreve para o Expresso, de Lisboa, Correio do Brasil e agência BrPress.

Não sorria nunca de um preconceito

Se alguém algum dia disser que Karl Marx roubou o socialismo dos nazistas, creio que diante de tamanho absurdo a maioria de nós não conseguiria conter um sorriso, ou mesmo a mais ruidosa gargalhada. E se esse mesmo alguém dissesse que haveria uma escala, uma hierarquia entre as raças, de tal modo que lá num pódio de muitos níveis, em primeiríssimo lugar estivesse a raça, vale dizer, a ariana, e lá no fim, no último dos últimos, estivessem os ciganos, os negros e os judeus, creio que talvez olhássemos o profundo ignorante à procura de um sinal de loucura. Antes, é claro, da mais estrepitosa risada.



No entanto, os motivos cômicos logo sofreriam um abalo se um mais avisado nos lembrasse que tais “piadas” foram ditas por Hitler e pelos nazistas. Ah, diante da lembrança do genocídio, do sofrimento e infâmia que tais cômicos impuseram ao mundo, toda a sua sangrenta palhaçada deixaria de ser motivo de riso. Pois o cômico, assim como a felicidade, a raiva, o amor, o ódio, toda manifestação legítima de humanidade, sempre se dá em um contexto de vidas e significados. E deles, um dos que merecem mais cuidado talvez seja o do preconceito, por mais cômico, absurdo e de irresistível comicidade pareça. Pois as caveiras também mostram os dentes, mas nunca são dignas de um sorriso.



Essas curtas reflexões nos vêm quando lemos as notícias do terrorista de extrema-direita na Noruega. Notem que ele, ou melhor, eles, porque o bravo rapaz não agiu só nem é uma exceção de loucura em um mar de sanidade, notem que à sua maneira ele atualiza – se é possível atualizá-las, em vez de retirá-las das tumbas - as ideias nazistas. Excertos de um seu comunicado dizem:



"Nós, a livre população nativa da Europa, por este meio declaramos uma guerra preventiva contra todas as elites marxistas/ multiculturalistas da Europa Ocidental... Sabemos quem vocês são, onde moram e vamos atrás de vocês. Estamos no processo de apontar cada traidor multiculturalista na Europa Ocidental. Vocês serão punidos por cada ato de traição contra a Europa e os europeus. Com o objetivo de romper com sucesso a censura da mídia marxista/ multiculturalista, somos forçados a empregar operações mais brutais e de tirar o fôlego, que resultarão em baixas."



Qual de nós, se visse essas linhas em um texto ou em um vídeo, qual de nós as acharia dignas de uma resposta fundada, fundamentada e, mais que isso, responderia a elas com as armas da razão, e da artilharia para melhor defesa? Poucos, nenhum, ninguém, a julgar pelas medidas e reações tomadas quando o criminoso as tornou públicas na web. E vem muito ao caso dizer que tais “ideias” na Noruega, na Europa hoje, e até no Brasil, com a devida tradução, não são incomuns nem, pior, expressam uma louca exceção. Há um certo tempo aqui e ali na Noruega, Inglaterra, e noutros mais puros, olhares atravessados e comentários resmungados falam algo parecido dos imigrantes não-brancos. Mas uma coisa é um olhar, dizemo-nos, uma coisa é um murmúrio, completamos, outra bem distinta é um massacre com bala dundum. Dessa última vez contra iguais em raça, porque estariam maculados pelo pensamento de aceitação para os diferentes.


No comunicado antes dos crimes o porta-voz dos seus iguais à direita falou as mais velhas piadas, que não mereciam o mínimo esforço para uma rápida contestação. Aquela coisa antiga de raça, “população nativa da Europa”... mas que raça pura?, nos perguntávamos. Risos, com muitos risos respondíamos. Aquela coisa absurda de “elites marxistas/ multiculturalistas da Europa Ocidental”. Putz, que é que é isso? Elite marxista, paradoxo, e multicultural, como se o mundo não fosse em si uma multicultura. Quá-quá-quá, esse cara é um humorista. E este “sabemos quem vocês são, onde moram e vamos atrás de vocês. Estamos no processo de apontar cada traidor multiculturalista na Europa Ocidental. Vocês serão punidos por cada ato de traição contra a Europa e os europeus”? Por favor, pelamordedeus, esse viking estaria mais para Hagar, o horrível.


E no entanto, vimos depois que o piadista devia ter sido tomado a sério e recebido de volta contra ele e assemelhados uma luta encarniçada, sem quartel, sem hora nem descanso. De todas as maneiras, modos e pensamentos, pela escrita, pelo verbo, por atos e ações. Da desgraça fica um alerta. Se continuarmos a julgar como piada os mais bobos preconceitos contra sexos, raças, em resumo, contra gentes, depois não seremos dignos sequer de pena. A nova e profunda depressão econômica, que não se aproxima lá, pois já começou, deveria redobrar a nossos cuidados. Uma primeira providência, de um ponto de vista intelectual, creio, seria não sorrir nunca mais de todo, do mais ridículo e risível preconceito. Pois preconceitos são muito graves. Eles sempre matam pessoas.Urariano Mota, Direto da Redação.

Dilma analisa currículos para definir direção do Dnit, diz Carvalho


O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) afirmou nesta quinta-feira que a presidente Dilma Rousseff tem discutido nos últimos dias currículos com o ministro Paulo Sérgio Passos (Transportes) para definir a nova direção do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).

Segundo Carvalho, serão nomes técnicos e o processo de escolha não tem sido tratado com lideranças do PR, que controla o setor desde o governo Lula.


Carvalho confirmou que a presidente pretende anunciar os novos nomes do Dnit no início da próxima semana. Ontem, a presidente discutiu a reestruturação da autarquia diretamente com Passos. Dos sete diretores, apenas um ainda continua na cúpula do Dnit depois das denúncias de superfaturamento e pagamento de propina no setor de Transportes que derrubou 20 pessoas.


"A presidente está com muito cuidado, analisando as alternativas, preocupada que não se demore muito esse processo de recomposição do Dnit, do próprio ministério e da Valec. O cuidado é para que de fato sejam pessoas que juntem idoneidade com a competência técnica."


O ministro reforçou que a presidente quer nomes técnicos. "Absolutamente como deve ser no Dnit que é um órgão técnico, a escolha da presidente é técnica."


Carvalho disse que não haverá "caça às bruxas" e que a substituições dos superintendentes estaduais dependerá do novo comando do Dnit.


O ministro descartou problemas com o PR pela exclusão do processo de reestruturação. Ele ainda fez elogios ao partido e disse que outros partidos, como o próprio PT, já tiveram problemas.


"Já estamos falando com várias lideranças e ao que tudo indica o PR continua na base, vamos discutir de forma madura nossa relação com esse partido que é um partido feito por gente idônea e por gente que quer o bem do país."


Carvalho afirmou que a presidente não está pretendendo estender a "faxina" que fez nos Transportes. "Tem que ficar muito claro uma coisa: a presidente, até que prove o contrário, confia em seus ministros e nos assessores que servem o governo. Evidente, como governo sério, onde houver denúncia não haverá contemplação no sentido de que a denúncia será verificada. Não haverá caça as bruxas, pré-julgamento, nenhuma precipitação", disse.Folha.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Instituto Lula cria twitter para divulgação de notícias

 

O Instituto Cidadania, que irá se chamar Instituto Lula em breve, entrou no twitter. Pelo canal, os internautas poderão acompanhar as notícias do Instituto. Mesmo não sendo o twitter do ex-presidente Lula, o canal irá trazer informações sobre ele, tais como agenda, palestras e atos.


Fundado por Lula, o Instituto serviu como base estruturante das análises sociais implementadas posteriormente no governo.


Segundo a descrição da missão do Instituto, o foco de trabalho foi a “elaboração de propostas consistentes de políticas públicas para superar a dívida social do país. Desenvolvidas em ambiente suprapartidário, incorporaram a contribuição dos mais variados atores sociais. A experiência de ouvir toda a sociedade para a elaboração de políticas públicas foi adotada como prática por Luiz Inácio Lula da Silva nos seus dois mandatos como presidente do Brasil”.


Sobre a mudança do nome para Instituto Lula, o portal na internet já informa que “O Instituto Cidadania é o núcleo que prepara a criação do Instituto Lula, voltado para causas políticas e sociais no Brasil e também no exterior”.




(Ricardo Weg - Portal do PT)

O terrorismo na Noruega, a mídia e o ódio religioso


Nilton Bobato *

 


O matador em série da Noruega e o atendado a bomba em Oslo servem novamente para demonstrar como a grande mídia se porta diante da construção de uma tese de que os muçulmanos são inimigos e os demais não são bem assim. Todas as ações armadas realizadas por muçulmanos são tratadas imediatamente como ações terroristas. As ações do assassino da direita norueguesa são tratadas como ataques ou atentados.


No site Terra: “Autor de ataque verá juiz sem presença da imprensa”. Autor do ataque. Na Veja On Line: “Número de mortos do duplo ataque pode ser menor que o anunciado”. Duplo ataque. No UOL: “Juiz decreta prisão preventiva de norueguês que realizou atentados”. Norueguês que realizou atentados.


A Revista IstoÉ, que circula desde domingo, dia 24, foi mais longe, vinculou os atentados a supostas ameaças da Al Qaeda. “Terror em Oslo: ameaçada pela Al Qaeda, a Noruega sofre série de ataques com vários mortos”. Observem que na matéria, quando se imaginava que poderia ser um ataque da Al Qaeda, a revista trata como “Terror em Oslo”. Na segunda-feira, dia 25 de julho, no site da revista já se muda para a linha geral: “Termina primeira audiência com atirador norueguês”. Atirador norueguês.

É visível que a mídia optou no caso norueguês em não utilizar a palavra terrorista, usada sempre para ataques de alguma organização que se identifique como muçulmana ou islâmica. Toda a mídia usou os termos atirador, ataques, autor de atentados ou outros similares, procurando dar a clara conotação de que os atentados na Noruega não devem ser enquadrados na mesma lista dos similares que se identifiquem como islâmicos.


Nada disso é por acaso. Já tratamos desta visão neste espaço e o Vermelho vem denunciando com frequência essa subordinação da mídia nacional a campanha insidiosa da visão norte-americana de um processo que pretende usar todos os meios para construir o ódio religioso.


Repito aqui o trecho do texto autoria de PETER BLAIR e KHATARINA GARCIA, veiculado em 17 de fevereiro deste ano de 2011: “O Congresso dos Estados Unidos autorizou a Casa Branca a dobrar os valores aprovados no orçamento de 2011 para gastos relativos a propaganda e meios de comunicação contra líderes que contrariam os interesses dos EUA no mundo, como é o caso de Muammar Khadafy, Mahmoud Ahmednejad, Hugo Chavez, Evo Morales, Rafael Correa, Raul Castro, Daniel Ortega, Cristina Krischner, Fernando Lugo, Kim Jo II. Os recursos devem ser usados na compra de espaço na mídia dos países governados por estes líderes em jornais, rádios, revistas e redes de televisão, que devem sempre se referir aos mesmos como ditadores e receberem sempre orientação dos Adidos de Imprensa nos respectivos países ou senão houver relações diplomática com estes, pelos agentes da CIA no país. O orçamento total do projeto é de hum bilhão de dólares e só para o Brasil foram destinados 120 milhões para esse tipo de ação.


Retirada do site WikiLeaks, correspondência da Embaixada Americana no Brasil, de dezembro de 2009: “A posição do Brasil na questão da “difamação de religiões” na comissão de Direitos Humanos da ONU reflete a conciliação entre as objeções do país à ideia (objeções baseadas num conceito do que sejam Direitos Humanos) e o desejo de não antagonizar os países da Organisation of the Islamic Conference (OIC) com os quais tenta construir relações e que o Brasil vê como importante conjunto de votos a favor de o Brasil conseguir assento permanente no CSONU. À luz da argumentação a favor da abstenção do Brasil, proponho abordagem de quatro braços, envolvendo aproximação com os altos escalões do Ministério de Relações Exteriores; uma visita a Brasília, para pesquisar meios de trabalhar com o governo do Brasil, nessa e noutras questões de direitos humanos; outros governos que possam conversar com o governo do Brasil; e uma campanha mais intensa pela mídia e mobilizando comunidades religiosas a favor de não se punir quem difame religiões.
Devem estar comemorando as ações realizadas na Noruega.

* Vereador do PCdoB em Foz do Iguaçu (PR), membro do Conselho Nacional de Política Cultural, professor e escritor.

O voto no “amigo” Serra e outras tucanices de Nelson Jobim

Dado a demonstrações de força no governo anterior — como o hábito de divergir publicamente das orientações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva —, o agora ministro da Defesa do governo Dilma, Nelson Jobim, virou o disco. Sua nova tática é aproveitar espaços na imprensa e nos púlpitos para constranger a presidente Dilma Rousseff não com discordâncias explícitas — mas via declarações dúbias, ironias, maledicências, provocações.


Por André Cintra


Ao participar do programa Poder e Política — Entrevista, lançado nesta quarta-feira (27) numa parceria entre Folha de S.Paulo, Folha.com e UOL, o ministro se mostrou à vontade para reiterar que está no governo, mas não tem muito a ver com essa gente. A chamada na capa da Folha de hoje já estabelece a primeira demarcação: “Jobim, ministro de Dilma, revela que votou em Serra em 2010”.

Não que seja um segredo de Estado à altura daqueles que Jobim quer esconder da Comissão da Verdade. Seus laços com o tucanato vêm de longa data e foram devidamente renovados em 30 de junho, quando ele participou da festa em homenagem aos 80 anos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Na ocasião, Jobim comparou o ex-presidente à sua atual chefe, Dilma — “nunca o presidente levantou a voz para ninguém. Nunca criou tensionamento entre aqueles que te assessoravam”.

Quase um mês depois, ao iniciar a entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues no programa on-line do Grupo Folha, Jobim sinalizava uma distensão. A primeira pergunta remetia à comparação: “Olá ministro Nelson Jobim. O senhor foi ministro de três governos sucessivos. Com quem é mais fácil trabalhar: Fernando Henrique, Lula ou Dilma?”.

E Jobim rodeou: “Todos são fáceis de trabalhar. Cada um tem o seu estilo. A questão não é fazer comparações. Se você for fazer comparações, não dá solução e só cria problema. O Fernando [Henrique] tinha um estilo. O Lula tinha outro estilo. A presidente Dilma tem outro estilo. Mas são estilos absolutamente razoáveis. Pelo menos comigo as relações são absolutamente extraordinárias”.

A seguir, na comparação entre sua rotina com FHC, Lula e Dilma, Jobim retoma a busca pela distensão e diz que falava sempre “com os três”. Mas a sequência de sua resposta começa a esclarecer com qual desses líderes o ministro é realmente mais afim:
“Eu tinha uma grande integração com o Fernando [Henrique]. Trabalhei com o Fernando também, na Constituinte. Servi como uma espécie de assessor. Porque era advogado, tinha formação jurídica. Então eu tinha boa relação com o Fernando, tinha uma amizade mais íntima com o Fernando.

Com o presidente Lula a mesma coisa, com menos intimidade. Eu frequentava a casa do Fernando e aquela fazenda que ele tinha aqui perto [de Brasília], aos finais de semana. Com o Lula tinha uma intimidade muito boa, sem nenhuma dificuldade. E a mesma coisa se passa com a presidente Dilma.”
Até que lhe perguntaram em quem Jobim votou nas eleições presidenciais do ano passado, e o ministro passou recibo. Lembrou sua relação com Serra, “amigo íntimo”, “meu padrinho de casamento”. Disse que expôs sua preferência ao governo, ao próprio Lula. E, no arremate, debitou parte de sua decisão na conta do ex-presidente. Tudo se resume, diz Jobim, a “manter a minha coerência histórica com o Serra”. Eis a resposta:

“Em uma reunião de articulação do governo, da qual eu participava, eu levantei o seguinte problema. Eu disse: ‘Olha, presidente [Lula], eu estou com um problema. De um lado, por razões pessoais eu não tenho condições de fazer campanha para a ministra Dilma, uma vez que sou amigo íntimo do Serra. O Serra foi meu padrinho de casamento, eu morei com ele algum tempo aqui em Brasília. Quando vou a São Paulo, normalmente eu janto com ele, vou ao Palácio [dos Bandeirantes] com minha mulher, nos damos muito bem. Por outro lado, eu tenho também um impedimento de natureza institucional de fazer campanha para o Serra. Porque o governo do qual eu participo tem um candidato que é a ministra Dilma’.

Aí o Lula disse: ‘Olha Jobim, fique fora disso. Eu sei claramente das suas relações com o Serra. Sei que você tem uma amizade íntima com o Serra de muitos anos’. E avisou ao Padilha: ‘Olha, não envolvam o Jobim na campanha’. E eu votei no Serra.”
E o que Dilma teria achado disso? Segundo Jobim, sua própria postura foi a mais irrepreensível. Não só Dilma sabia do serrismo do ministro como até teria lhe atribuído mais respeito por sua heroica sinceridade. A tal ponto que a relação entre eles não azedou depois da eleição.

“Azeda quando você esconde”, ensina Jobim. “Quando você não esconde, quando você é transparente, não tem como azedar. Tem como se resolver. O problema é quando você esconde, fica fazendo dissimulações. Daí dá problema. Eu não costumo fazer dissimulações, então não tenho dificuldades.”

O ministro também flerta com os militares. Embora não chegue ao ponto de praguejar contrariar a Comissão da Verdade, Jobim volta a dizer que, em sua gestão na Defesa, as Forças Armadas foram as primeiras a abrirem os arquivos da ditadura militar (1964-1985) — ou, pelo menos, os documentos sigilosos que ainda perduram. E se proclama como o ministro que, de fato, lutou pelo restabelecimento do direito à verdade.

“Antes mesmo de [eu] entrar no Ministério da Defesa (...), a presidente Dilma era ministra da Casa Civil e tinha determinado criar uma comissão sobre documentos. Ela foi presidente [da comissão]. E enviou ao então ministro, o Zé Alencar, para determinar aos militares a entrega desses documentos. Foram encaminhados aos comandantes de Força os avisos.

A Força Aérea inclusive colocou à disposição alguns documentos que ela havia encontrado nos seus arquivos. Mas o Exército e a Marinha disseram que não havia mais nenhum documento. Haviam sido incinerados há algum tempo.

Depois, essa comissão [presidida por Dilma] determinou que o Ministério da Defesa abrisse um inquérito. Na época, [o ministro] era o Valdir [Pires]. O Valdir acabou atrapalhado com o problema da aviação civil e não tomou providências. Eu tomei providências nesse sentido. Mandei abrir os inquéritos.

Vieram então as respostas das três Forças. A Força Aérea informou que tinha aqueles documentos que tinha posto à disposição. Entregou os documentos. Os demais informaram que os documentos tinham sido incinerados. E, quando eles tinham informado que tinham sido incinerados, a ministra Dilma pediu então que se apresentasse o termo de incineração.

Só que o termo de incineração, pela legislação vigente, exigia que os documentos fossem sigilosos. Eles informaram que não eram sigilosos e que foram incinerados normalmente. (...) Como você não tem formalização do processo de incineração, você não tem como identificar de quem partiu o ato.”
Há um mês, Jobim “comemorou” o desaparecimento de arquivos ultrassecretos e, pouco depois, disse se sentir cercado de “idiotas”. Agora, o ministro que se diz desacostumado a “fazer dissimulações” revela ter sido habitué da fazenda de FHC e do Palácio dos Bandeirantes sob Serra. Com tanta polêmica, votar no “amigo íntimo” em 2010 talvez seja mesmo o episódio menos ruidoso na saga de Nelson Jobim.Portal Vermelho

Brizola Neto:Jobim perdeu a modéstia. Deveria perder o cargo também

Do deputado federal Brizola Neto, em seu blog Tijolaço.com:


O ex-presidente do BC, Henrique Meirelles, de quem sempre se discordou fortemente das idéias, era do PSDB, votou em Serra em 2002. Quando aceitou participar do Governo, porém jamais ficou de gabolices frívolas, afirmando que não tinha votado em Lula.


O contrrário do que faz o ministro Nélson Jobim.


Jobim tornou-se um símbolo nacional. É inexcedível em matéria de vaidade, de arrogância, de grosseria. Não se constrange de constranger. Não sabe se manter discreto, não sabe ser respeitoso, não sabe nada senão jactar-se de sua própria “grandeza”.


O ministro Nélson Jobim perdeu, realmente, a modéstia.


Deveria perder o cargo, também.

Fora Jobim!


Nelson Jobim, com a cara mais cínica, disse a Fernando Rodrigues, da Folha de S.Paulo, que votou em Zé Bolinha na eleição de 2010.Ora, como é que Dilma aceita no governo um lacaio que não votou nela?Será que não há outras pessoas para assumir o cargo de Ministro da Defesa?Por que Dilma não coloca Genuíno no mencionado cargo? Fato é que Dilma, antiga terrorista e guerrilheira, se caga de medo dos militares.É por essa e outras que cada vez mais me decepciono com Dilma.Fora Jobim!