sábado, 10 de maio de 2014

Críticas do governo paulista sobre imigrantes mostram preconceito e exploração política




E ainda tem quem jure que não há diferença entre ser de esquerda e direita.Claro que há. Essa questão referente aos haitianos é prova cabal da diferença.

Não fomos avisados e, mesmo assim, eles chegaram pelas fronteiras do Acre com o Peru e a Bolívia. A população foi pega de surpresa e o governo do Acre tratou de oferecer apoio humanitário aos imigrantes.



Tudo começou em dezembro de 2010, quando o Acre se estabeleceu como rota de imigração. Os primeiros a chegar foram os haitianos, que deixaram seu país após um terremoto que devastou a capital Porto Príncipe - além da epidemia de cólera que ocorreu após o desastre. A mesma rota também passou a ser seguida por imigrantes de outros países, como República Dominicana e Senegal.
Eles chegavam sem a documentação necessária para o ingresso no Brasil. No início, eram apenas homens e, nos meses seguintes - já em 2011 - passaram a chegar também mulheres e crianças, todos conduzidos por "coiotes". A presidente Dilma observou de forma especial a questão da imigração haitiana e lhes concedeu um visto humanitário, algo muito raro.
Desta forma, os haitianos puderam permanecer no país com todos os direitos civis, inclusive o direito ao trabalho.
Divulgação
Os ataques da secretária Eloisa Arruda só manifestam preconceito e exploração política, porque os imigrantes são negros e pobresNilson Mourão, secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos do Acre, sobre as criticas do governo de São Paulo à gestão Tião Viana

Nos meses de março e abril de 2014, devido à cheia histórica do Rio Madeira, em Rondônia, os imigrantes ficaram impossibilitados de sair do Acre, porque o tráfego na BR-364, principal via de ligação do estado com o restante do país, ficou interditado.
O abrigo em Brasileia chegou a acolher 2500 imigrantes. Já estava se tornando uma situação de degradação humana, visto que todas aquelas pessoas ocupavam um local com capacidade para apenas 300 imigrantes.
E como havia muitas pessoas de diversas nacionalidades naquela situação, passamos a temer problemas sérios de desentendimento entre eles. Além disso, a população de Brasileia já estava exausta de conviver tanto tempo com imigrantes, o que mudou drasticamente o cotidiano daquele pequeno município.


Para resolver o problema, o abrigo e os imigrantes foram transferidos para o Parque de Exposições Marechal Castelo Branco, em Rio Branco. Em seguida, o governo estadual utilizou aviões que vinham abastecer o Estado para levar os imigrantes até Rondônia e, de lá, embarcaram em ônibus para outras cidades, sobretudo Porto Velho, Cuiabá, São Paulo e outros Estados do Sul. Essa rota era utilizada desde dezembro de 2010.
Os imigrantes continuam chegando pelo Acre, e seguem até a capital, Rio Branco. O governador Tião Viana ordenou a continuidade do acolhimento humanitário, agora no Parque de Exposições, garantindo todo apoio necessário: três refeições diárias, acomodações em alojamentos públicos, assistência médica, acompanhamento junto à Polícia Federal e ao Ministério do Trabalho para retirada de documentação, passagens terrestres para seguirem viagem aos destinos que escolheram.

Os haitianos não vieram para trabalhar no Acre, apenas um pequeno grupo ficou na capital Rio BrancoNilson Mourão, secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos do Acre, sobre a chegada de imigrantes do Haiti

Todos os dias somos procurados por empresas que querem oferecer trabalho para os imigrantes. Pude constatar que os salários oferecidos giram em torno de R$ 800 - cerca de US$ 360 -, acrescido de algumas vantagens, dependendo da empresa contratante. Vale destacar que o salário mínimo no Haiti é de US$ 150.
Há que se dizer também que os haitianos não vieram para trabalhar no Acre. Apenas um pequeno grupo de 40 haitianos ficou na capital Rio Branco. Os demais estão trabalhando no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, em São Paulo, em Minas Gerais e em Rondônia.
O governo do Acre, através da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), que tenho a honra de liderar, previa para 2011 o atendimento a 20 refugiados. Sem estarmos preparados, fomos envolvidos nas questões mais delicadas e complexas de nosso tempo: a imigração.
Recentemente, com a chegada de um pequeno grupo de imigrantes em São Paulo, algumas autoridades do governo - sobretudo a secretária de Justiça, Eloisa Arruda - passaram a nos atacar covardemente. Essa atitude só manifesta preconceito e exploração política, porque os imigrantes são negros e pobres. Devemos construir uma política imigratória inovadora, digna de um Brasil solidário. 

Nilson Mourão, secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos do Acre, sobre as criticas do governo de São Paulo à gestão Tião Viana

O Brasil, a PQP e a guerra ao PT



Não saem do noticiário as manchetes negativas ao governo Dilma, PT, mensalão, Petrobras, prisão de José Dirceu e José Genoíno. Na contramão veem-se pequenos teasers sobre o mensalão mineiro e a escapada de Eduardo Azeredo à francesa, o escândalo Alstom-Siemens e pasmem! a falta d'água na maior metrópole do País. Coisas que deveriam ganhar manchetes são meramente minimizadas, para efetivamente diminuir sua repercussão.
Enquanto um cineasta medíocre roteiriza um Brasil surreal e banal, marqueteiros e jornalistas, entre outras personalidades midiáticas da Grande Imprensa, surfam numa onda gigante chamada "PT OFF", ou seja: Vamos ter de tirar o PT do governo de qualquer jeito.
É inegável, em vários cantos do país, pessoas reproduzindo factoides amplamente negativos ao PT e ao governo Dilma. Falando da compra da refinaria de Pasadena como algo impossível se acontecer em qualquer empresa, uma compra mal feita ou um péssimo negócio.
Com a Petrobras gastando milhões em publicidade no horário nobre na Rede Globo, não vejo uma notícia positiva sobre ela em seus telejornais, nenhum indicador se quer, que sua balança comercial está acima do positivo. Não, só mostram os bilhões gastos na comprar da velha refinaria de Pasadena.
De tanto repercutirem essa refinaria, daqui a pouco vão existir até excursões brasileiras para conhecer a tão falada Pasadena americana. Sim, porque no Brasil é assim, deu no Jornal Nacional, no outro dia virou a "última bolacha do pacote", ou a última garrafa de Coca-Cola.
Engraçado que quando se debate a poeirinha debaixo do tapete do PSDB, vem um Congressista e te manda à "puta que o pariu!". Sinceramente, tenho dó das putas, não as tristes da obra de García Marquez, mas aquelas que pariram um monte de filhinho na política.
No Maranhão tem uma marchinha de Carnaval bem conhecida que sabiamente diz o seguinte: " Este ano eu vou votar nas putas, porque já cansei de votar nos filhos delas."
O pior é que, do jeito que estão pintando o Brasil, é assim que muitos brasileiros vão votar nas eleições de outubro, anulando o voto, fazendo voto de protesto ou simplesmente não votando.
Conversando numa roda de amigos, um ex-amigo idoso falou: "Porque a Dilma e o PT têm que cair fora do governo, são tudo ladrão... (sic) Esses FDP têm que ser tudo preso". Ora, ora, ora, perguntei o porquê dessa revolta. E o velhinho respondeu cheio de razão: "Tu não estais vendo, tá em tudo que é capa de Jornal, em revistas e na TV, que só tem ladrão e vagabundo no PT". Ele ficou com raiva quando eu disse que era tudo armação pra enfraquecer a Dilma e alavancar a campanha do Aécio. Ele ficou com tanta raiva de mim que, depois desse dia, deixou de falar comigo (risos).
Falando sério, a situação midiática está tão massificada na cabeça das pessoas que, por defender o PT e a presidenta Dilma, já ganhei uma dezena de unfollows e blocks nas redes sociais. E sabem o que eu penso disso: danem –se! Engraçado que são pessoas aparentemente "esclarecidas", que estão sendo induzidas ao ódio partidário, como se estivessem numa guerra ideológica infinita e desproposital. Isso é real, é fato consumado, não é texto mirabolante de cineasta medíocre querendo mais 15 minutos de fama. As pessoas estão levando o favoritismo político – difundido na mídia comprometida a um patamar inimaginável e degradante. E isso já está afetando não só a posição da presidenta Dilma nas pesquisas, mas as relações pessoais dos simpatizantes contrários, ao imposto nesse massacre midiático.
Política, religião, futebol e mulher são coisas que não se discutem. Cada um tem a sua preferência. Dificilmente se consegue mudar uma opinião já pré- concebida. Discussões desse tipo não levam ninguém a lugar nenhum. E olha que já vi pessoas morrerem nos subúrbios das grandes cidades após discursões em dias de finais de campeonatos importantes. E tudo isso apenas por manter opinião própria.
As pessoas precisam respeitar a opinião dos outros, sem querer que a sua se sobreponha como verdade absoluta sobre todas as outras. Vamos parar com essa hipocrisia desmedida de procurar num partido político ou governo federal insucessos pessoais ou regionais.
O Brasil vai bem obrigado, vai ter Copa queiram ou não, a Petrobrás já comprou a refinaria de Pasadena (se foi bom ou mau negócio, o que isso importa?), o mensalão petista foi um injusto espetáculo midiático sem precedentes. E quem continuar pilhando o Brasil vai, ao contrário do sabichão Jabor, ter ódio não do Brasil, mas de si mesmo. Porque o Brasil não é um partido, o nosso país é uma nação vencedora, que deixou de ser terceiro mundo, e já incomoda as grandes potências. Ponto!
Ninguém é obrigado a concordar comigo, se você concorda, ótimo! Se não, paciência! Nem todo mundo tem a mesma sensibilidade pra enxergar a realidade. Por isso, dá credibilidade a tudo que sai nas capas dos jornalões ou nos telejornais em horário nobre.
Termino esse texto dizendo o seguinte: Cada um que continue com seu cada qual. Mas não creiam em todas as manchetes por aí. A força do capital gera conteúdo e pode mudar opiniões. Mas, inexoravelmente, a verdade sempre aparecerá no final. "A Justiça tarda, mas não falha", nem que seja por intervenção divina. #PorUmBrasilMelhor.

Ricardo Fonseca

Ricardo Fonseca é Publicitário, divulgador das causas midiáticas e responsável pelo Blog Propagando

Garrafinha d'água é nova bolinha de papel dos TUCANOS!

Tucano Imbassahy recebeu recursos de campanha(caixa dois) do doleiro Alberto Youseff

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O tucano Antônio Imbassahy(PSDB-BA), que se autointitula o novo Demóstenes Torres, ao invés de explicar porque recebeu R$ 100 mil reais do doleiro Alberto Yusseff, preferiu entrar com representação contra Alexandre Padilha.Esses tucanos corruptos não se emendam, pensam que o povo é bobo.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O tamanho do obstáculo de Aécio Neves



É mais fácil encontrar geladeira cor-de-rosa que Aécio Neves ser presidente do Brasil.Olha o obstáculo que Aécio Neves vai ter que ultrapassar.

Oc coxinhas não dão um pio:braço direito de Mário Covas recebeu 2 milhões de propina



O empresário Sabino Indelicato depositou US$ 950 mil (R$ 2,1 milhões) em uma conta do conselheiro do Tribunal de Contas de São Paulo, Robson Marinho, na Suíça, em março de 1998, num esquema de pagamento de propina da Alstom. A informação consta de decisão de um tribunal federal da Suíça, de março deste ano. Marinho foi o principal secretário do governador Mário Covas (PSDB) entre 1995 e 1997. Indelicato recebeu os US$ 950 mil de contas secretas controladas pela Alstom, segundo investigação do Ministério Público da Confederação suíça.
Desde 2008, ele é investigado sob suspeita de ter sido subornado pela Alstom para que a multinacional francesa conseguisse fechar um negócio com a EPTE (Empresa Paulista de Transmissão de Energia) e a Eletropaulo sem a realização de uma nova licitação. O negócio envolvia a venda de três subestações de energia e custou R$ 181 milhões, dos quais R$ 23,3 milhões foram gastos em suborno, tudo em valores atualizados, segundo acusação do Ministério Público Federal. O dinheiro de Marinho na Suíça está bloqueado desde 2008 por autoridades daquele país por causa da suspeita de que se trata de suborno.
O advogado de Marinho, Celso Vilardi, não quis falar sobre a transferência feita por Indelicato a seu cliente. Ele comentou, porém, sobre as provas que são citadas na decisão, quem seriam ilícitas, segundo ele.Brasil 247.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Tucano é expulso da Polícia Civil

Aníbal Moura é expulso da Polícia Civil

 / Foto: Beto Figueiroa/Acervo JC Imagem

Foto: Beto Figueiroa/Acervo JC Imagem

O ex-delegado Aníbal Moura, ex-chefe da Polícia Civil de Pernambuco, teve a aposentadoria cassada após a conclusão do procedimento administrativo disciplinar especial número 10.107.1020.00019, de 2010, instaurado pela Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS). A posição, assinada pelo secretário Alessandro Carvalho, foi publicada no Diário Oficial de anteontem. De acordo com o documento, Aníbal é acusado de comandar a empresa Korpus Segurança Privada – o que é vedado a policiais –, intimidar ex-funcionários e induzir empregados de uma nova empresa, a Segnor Segurança Privada, a contrair empréstimos particulares em instituições financeiras. A decisão, conforme a assessoria de imprensa da SDS, ainda precisa ser ratificada pelo setor jurídico do governo estadual.

O caso havia sido publicado há quase dois meses pelo Jornal do Commercio, quando a investigação já estava finalizada, restando apenas a homologação do secretário.

Segundo o processo, Aníbal foi investigado por “valer-se do cargo para lograr proveito pessoal em detrimento da dignidade da função policial, bem como praticar ato que importe em escândalo ou que concorra para comprometer a dignidade da função policial, e participar de gerência ou administração de empresas, qualquer que seja a sua natureza”.

O corregedor geral da SDS, Sidney Lemos, explicou que a sindicância seguiu o trâmite necessário até ser finalizada. “Uma comissão permanente de processo de disciplina foi designada. Apuramos as denúncias, ouvimos testemunhas, colhemos provas documentais e asseguramos o direito à ampla defesa e ao contraditório e só depois de tudo isso é que chegamos a uma posição. Fiz a análise, sugeri e punibilidade e encaminhei ao secretário, que geralmente dá aval ao trabalho que realizamos e desta vez não foi diferente”, explicou.

Em tempo: o PiG sonegou a informação a seguir:

Aníbal Moura foi candidato a deputado estadual em 2006, pelo PSDB, mas não ganhou.


Fonte:JC

Garotinho acusa Rede Globo de participar do golpe 1964

A nova política do PSB/DEM





Mas é cada um que aparece na política.Geraldo Júlio, prefeito biônico indicado por Eduardo Campos para administrar o Recife, disse ao PiG de Pernambuco que o PT representa o atraso e que o PSB, que vai mudar o estatuto com o fim de não levar a pecha de partido socialista, é avanço.Agora veja porque Geraldo Júlio, o boneco de ventríloquo diz isso:Mendonça Filho(DEM-PE), que foi acusado, na eleição de 2006,  pelo PSB de Eduardo Campos de tomar um empréstimo no BNB com o fim de salvar um frigorífico falido da família dele, e Augusto Coutinho(ex-DEM), que vem ser cunhado de Mendonça Filho, são aliados do PSB e vão apoiar Eduardo Campos para presidente.Até rindo Geraldo Júlio é ridículo!

Acusado de receber propina da Alstom ataca blogueiro



Aloísio Nunes não aguentou uma pergunta do blogueiro e mandou o cara ir a PQP e tomar no cu.É essa a liberdade de expressão que esses corruptos do PSDB defendem.Esse propineiro merece ser levado à Comissão de Ética do Senado. Agora duvido quem faça isso. Vamos lá Randolfe, Pedro Dentadura Simon, Pedro Taques, Cristovam Buarque, Jarbas Vasconcelos, Agripino Mala, Clesio Andrade.Nem falo dos petistas, porque esses de há muito perderam o charme de gritar.Bando de covarde!

terça-feira, 6 de maio de 2014

Tucanos não roubam, recebem vantagens ilícitas, segundo o PiG



O PiG é uma comédia.Quando o político acusado é do PT, o PiG(Estadão, Folha, Veja, O Globo e afins) diz  que o cara é corrupto, bandido.Agora, quando o meliante é do PSDB, o PiG diz que o cara recebeu vantagens ilícitas, como publicam o Uol, e o Estadão no dia de hoje:Robson Marinho recebeu 'vantagens ilícitas!. Eu não sei quem é mais bandido quem rouba ou o jornalista que publica uma chamada dessa.

Caiu a ficha! E Eduardo descobriu que o Brasil não é uma de suas paróquias


Por Noelia Brito
Tem sido comum assistirmos a cenas em que os pré-candidatos à presidência, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), trocam afagos e elogios numa quase aliança para que, minando a candidatura à reeleição da presidenta Dilma Rousseff, um dos dois vá ao segundo turno.
Mas eis que o problema está justamente aí. Apenas há vaga para que um dos dois, Aécio ou Eduardo, vá disputar com Dilma num eventual segundo turno porque é pouco crível que estando os dois no mesmo campo e defendendo as mesmas ideias, consigam eliminar Dilma da disputa já no primeiro turma, aliás, mesmo na pesquisa do instituto Sensus, cujos métodos foram questionados por todos os analistas políticos, ainda ali, Dilma aparece com leve margem de vitória no primeiro turno.
A pesquisa do Instituto Sensus, em parceria com a Revista IstoÉ, lançou um alerta para Eduardo Campos, pois ainda que se considere que houve manipulação em benefício do candidato Aécio, de modo a inflar sua candidatura na preferência do eleitorado, é exatamente essa manipulação que deve preocupar Eduardo, porque ficou claro que não foi ele o escolhido, apesar de todos os seus esforços nos ataques massivos contra a presidenta Dilma, para enfrentá-la num eventual segundo turno.
E por que Eduardo não foi o escolhido? A partir do discurso que o candidato Eduardo tem propagado, é possível perceber o quanto sua candidatura é frágil. Já apontamos algumas dessas fragilidades aqui e a própria imprensa do Sudeste não tem poupado Eduardo, quando resolve confrontar seu discurso com suas práticas como gestor e principalmente como político.
Depois de algum tempo, observado as contradições entre o discurso e a prática de Eduardo, que apesar de ser conhecido em Pernambuco até “ditador”, em alcunha que lhe foi carinhosamente conferida pelos jovens, vítimas da repressão policial durante seu governo, passou a se autoproclamar como o porta-voz da “Nova Política”, que contraditoriamente, defende a política feita de forma horizontal, sem personalismo e onde o clientelismo e as velhas raposas da política não são bem vindas, impossível não identificar Eduardo, como mais um político fanfarrão, uma caricatura dessas que o marketing político tradicional cria, ao pior estilo da mais ultrapassada das raposas que ele tanto afirma rejeitar.
Eduardo demonstra um desrespeito à inteligência e ao bom senso do eleitorado, que chega a assustar. Em tempos de internet, onde a tecnologia 2G alcança todos os municípios brasileiros e é acessada através de 159,7 milhões de celulares e onde a tecnologia 3G chega a 3.473 municípios, onde vive 90% da população nacional e já é acessada através de 94,8 milhões de celulares, um político que tenha pretensões presidenciais não pode fazer política como se estivesse falando para postes e autômatos, que não têm como checar se o candidato está ou não falando a verdade ou debochando da cara do eleitor.
Nem bem Eduardo afirmou em entrevista ao programa Canal Livre, da Rede Bandeirantes, que em Pernambuco não existiam pacientes nos corredores dos hospitais, as redes sociais ficaram superlotadas de imagens reproduzindo o relatório feito no final do ano passado, como resultado de uma fiscalização do CREMEPE e do SIMEPE em vários hospitais do Estado, onde foram constatadas as condições degradantes em que não só os paciente, muitos alojados, sim, em corredores, mas os próprios profissionais de saúdes são tratados pelo governo de Pernambuco. O relatório na íntegra está nesse link: http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/28499402.
A imagem divulgada, ontem, do candidato Paulo Câmara, do PSB, escolhido por Eduardo Campos para sucedê-lo no governo de Pernambuco, comemorando a adesão de Mendonça Filho, Roberto Magalhães e Augusto Coutinho à sua campanha, não causa surpresa, mas não é condizente com o discurso de Eduardo de rechaço às velhas raposas da política, da mesma forma que Bornhausen e Heráclito Fortes também não podem ser considerados como raposinhas neófitas na vida política brasileira.
Não se sabe se todos esses equívocos são fruto de um péssimo assessoramento, de uma quase sabotagem daqueles que Eduardo escolheu para comandar seu marketing presidencial, ou se é fruto da própria falta de visão do personalista Eduardo por acreditar que poderia repetir numa campanha presidencial as mesmas artimanhas já utilizadas e, portanto, manjadas, que utilizou em suas campanhas paroquiais.
Noelia Brito é advogada e procuradora do Município do Recife

Cadê a crise apregoada pelo consórcio PiG-PSDB-PSB-DEM-PPS?

COM PRODUÇÃO RECORDE, PETROBRAS DISPARA NA BOLSA



Infomoney - Após chegar a cair 0,66%, o Ibovespa virou neste começo de tarde puxado pela disparada dos papéis da Petrobras, que chegam a ganhos de mais de 4% após caírem forte pela manhã. Às 13h01 (horário de Brasília), o índice operava com alta de 0,46%, aos 53.689 pontos. Além da estatal, o desempenho da Vale, Ambev e a recuperação dos papéis do Bradesco também colaboram para sustentar os ganhos do benchmark.
Em destaque, as ações da Petrobras (PETR3, R$ 16,97, +3,48%; PETR4, R$ 18,21, +3,64%) que chegaram a subir mais de 4%, depois de caírem 1,5% nas mínimas do dia. Além dela, a Vale (VALE3, R$ 30,30, +0,63%; VALE5, R$ 27,28, +0,48%) e a Ambev (ABEV3, R$ 16,61, +0,67%) também viraram para o positivo. Juntas, estas 5 ações representam 28% de participação no Ibovespa.
Do lado negativo, aparecem as ações do setor financeiro, com Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 37,28, -1,51%) e Itaúsa (ITSA4, R$ 9,19, -0,86%) com queda de aproximadamente 1% e o Bradesco (BBDC4, R$ 34,26, -0,15%) também com perdas, mas que se recupera após chegar a cair 2% - o setor atualmente é o que possui a maior participação dentro do Ibovespa.
Além das eleições: 2 fatores levam à alta de mais de 4% da Petrobras nesta terça
Em um dia de forte volatilidade, as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) registram forte alta no início da tarde desta terça-feira (6). Às 14h47 (horário de Brasília), os papéis ON da companhia registram alta de 4,21%, a R$ 17,09, enquanto os ativos PN registram forte valorização de 4,04%, a R$ 18,28, seguindo o forte movimento de ganhos da última sexta- feira e após uma "pausa" na última sessão, quando os papéis PN ficaram próximos à estabilidade.
Na semana passada, os fortes ganhos da companhia (alta de 3,77% para os ativos PETR3 e de 6,22% para os papéis PN apenas na sexta-feira) foram motivados em meio aos rumores - confirmados - de que a pesquisa Istoé/Sensus divulgada no último sábado traria uma disparada de Aécio Neves na corrida eleitoral para a presidência. E a pesquisa apontou pela primeira vez um 2º turno entre Aécio Neves e Dilma Rousseff.
Enquanto Dilma Rousseff (PT) teria 35% das intenções de voto, Aécio Neves (PSDB) teria 23,7% e Eduardo Campos possui 11% das intenções de voto. Assim, a oposição conseguiria 34,7%, o que configuraria um empate técnico frente a margem de erro da pesquisa de 2,2%. Como os investidores não aprovam o intervencionismo da atual presidente no mercado, o crescimento dos adversários de Dilma na disputa eleitoral é bem recebida na Bolsa Brasileira.
Vale destacar que, desde que os primeiros rumores de pesquisas eleitorais em março e que mostraram o enfraquecimento da candidatura de Dilma, as ações PETR3 já registraram ganhos de 40% e os papéis PETR4, ganhos de cerca de 50% e atingem a cotação máxima desde o final de novembro de 2013. Vale ressaltar que, naquela época, a companhia anunciou aumento do preço de gasolina e diesel, mas decepcionou ao não revelar a nova metodologia de reajustes conforme indicado por Graça Foster em outubro, o que levou a forte queda das ações.
E as especulações eleitorais seguem em pauta no mercado; nesta semana, o Datafolha divulgará pesquisa. E, nesta data, o Ibope divulgou pesquisa de intenção de voto presidencial com eleitores do Ceará, mostrando uma queda de Dilma no estado, importante reduto eleitoral da presidente. Contudo, ela continua disparada na frente: em março, Dilma tinha 66% da preferência do eleitorado e passou para 58%, enquanto Aécio e Campos ficaram com 7%.
A pesquisa foi realizada de 27 a 30 de abril, com margem de erro de 3 pontos percentuais e registro no TSE sob o número 00100/2014. Conforme ressalta a XP Investimentos, a perda de espaço, ainda que não capitalizada para um aumento expressivo de intenções de voto aos concorrentes, é expressiva. Cabe lembrar que, em 2010, Dilma venceu o candidato do PSDB José Serra por 77,35% a 22,65% dos votos válidos no estado.
Porém, além das especulações, ainda há outro fator: a tendência de queda do dólar que, no mesmo horário, registrava queda de 0,77%, a R$ 2,230 na venda. No ano, a moeda norte- americana registra queda de 4,69%. Conforme ressalta o analista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger, a companhia se beneficia com a baixa da moeda estrangeira, uma vez que ela é importadora de combustíveis para revendê-los no mercado nacional, com um desconto em relação aos preços internacionais e possui boa parte de sua dívida em dólar.
Abaixo, reportagens sobre dados de produção da estatal, global e nacional:
Em meio a críticas, Petrobras divulga avanço na produção
Por Roberto Samora
SÃO PAULO, 2 Mai (Reuters) - A produção da Petrobras no Brasil e exterior somou 2,55 milhões de barris/dia de óleo equivalente em março, alta de 0,63 por cento ante o mês anterior e de 2,6 por cento na comparação com o volume extraído um ano antes, informou a empresa nesta quarta-feira.
A entrada de novos poços no pré-sal, cuja extração teve novo recorde, mais do que compensou paradas para manutenção registradas em unidades no Brasil, indicou a estatal, que reafirmou a previsão de elevar a produção em 7,5 por cento em 2014 ante 2013.
A produção da Petrobras no Brasil em março somou 2,331 milhões de barris/dia de óleo equivalente (óleo e gás), 0,2 por cento acima do volume de fevereiro.
A produção exclusiva de petróleo da Petrobras no Brasil, que responde pela maior parte do total produzido pela empresa, atingiu 1,926 milhão de barris/dia em março, alta de 0,1 por cento ante fevereiro, mas um crescimento de 4,3 por cento ante o mesmo mês do ano passado, quando a empresa registrou o menor volume mensal de 2013, devido a paradas para manutenção de plataformas.
Em março de 2014, tais paradas temporárias voltaram a ocorrer em outras plataformas, mas o recorde de produção no pré-sal permitiu o aumento da extração no país.
"Ainda no mês de março a produção não foi maior devido às paradas de produção temporárias planejadas das seguintes unidades: FPSO Cidade de Angra dos Reis (Bacia de Santos), plataforma P-8 (Bacia de Campos), plataforma P-35 (Bacia de Campos), e FPSO Vitória (Bacia de Campos)", disse a estatal.
A empresa informou ainda que a plataforma P-20 permaneceu em manutenção durante o mês de março, já tendo, no entanto, retomado sua operação no último dia 7 de abril. A P-20 tem potencial de produção de cerca de 20 mil barris de petróleo/dia, no Campo de Marlim, na Bacia de Campos.
A estatal relatou também que, no dia 30 de março, após 11 anos de atividade, o FPSO Brasil encerrou suas atividades, no campo de Roncador com o fechamento do poço 7-RO-14-RJS. "Com o fim de sua operação, os poços interligados ao FPSO serão remanejados para a P-52 e a P-54."
RECORDE NO PRÉ-SAL
Em março, a produção média mensal de petróleo dos campos localizados na província do pré-sal, nas bacias de Santos e Campos, atingiu recorde de 395 mil barris de óleo equivalente, 2,4 por cento acima da melhor marca anterior, registrada em fevereiro (385 mil bopd).
"Contribuiu para esse recorde a produção do primeiro poço interligado a uma boia de sustentação de riser (BSR), no campo de Sapinhoá, iniciada em fevereiro. Esse poço vem apresentando desempenho acima da média e mantém-se como o melhor poço produtor do país, com aproximadamente 36 mil bpd", disse. "O segundo poço desta BSR já foi interligado no início de abril e está produzindo 31 mil bpd."
A Petrobras disse que já foram concluídas as instalações de outras duas boias de sustentação de riser no campo e, ainda no primeiro semestre, será a concluída a instalação da última BSR.
"Tais instalações irão possibilitar a continuidade do crescimento da produção no pré-sal, com a interligação de sete novos poços produtores nos FPSOs Cidade de São Paulo e Cidade de Paraty. Com isso, a capacidade máxima de produção e processamento dessas unidades será alcançada até o terceiro trimestre de 2014", afirmou.
A empresa afirmou ainda que, no curto prazo, começarão a produzir ainda, no pós-sal da Bacia de Campos, as plataformas P- 62, no campo de Roncador, com capacidade de 180 mil bopd, e a P-61, no campo de Papa-Terra, que será interligada à plataforma semissubmersível SS-88, que já está no Brasil.
"Com a entrada dessas unidades, a produção de petróleo terá crescimento sustentável, durante 2014, de 7,5 por cento, conforme previsto no Plano de Negócios e Gestão 2014-2018, podendo variar 1 por cento para mais ou para menos, ao longo do ano."
PRODUÇÃO NO EXTERIOR
A extração total de petróleo e gás natural no exterior, em março, foi de 219.586 boed, aumento de 6,2 por cento em relação aos 206.712 boed produzidos no mês anterior.
A produção exclusiva de petróleo foi de 126.921 barris/dia, alta de 10,1 por cento na comparação com fevereiro, mas uma queda em relação a um ano antes (147,9 mil barris/dia).

O apagão do STF




Uma vez mais o ministro Gilmar Mendes vem praticar seu esporte predileto: combater o governo federal e dar uma força à oposição em sua luta contra o PT.

Falar mal de governos petistas é a 'expertise' de Gilmar Mendes.

É de sua autoria o fantasioso grampo telefônico de 2012, em seu gabinete, violando a privacidade de sua chamada telefônica com aquele paladino da ética e dos bons costumes, o então senador Demóstenes Torres.

É de sua lavra o termo "estado policial" vivido no Brasil e rapidamente encampado como verdade absoluta pela grande mídia.

Tem suas assinaturas os mais velozes (e furiosos) Habeas Corpus concedidos no Brasil dos úktimos anos - aqueles que livraram o notório banqueiro Daniel Dantas das grades da Papuda.

É a ele que outro paladino da ética pública, seu colega de STF, Joaquim Barbosa a nada lisonjeira alcunha de chefe de "jagunços do Mato Grosso".

É dele a acusação - logo categoricamente desmentida - que o ex-presidente Lula teria se insinuado a ele para aliviar réus no processo do mensalão em reunião em que aoenas três pessoas participaram: Gilmar Mendes, o ex-presudente Lula e o ex-presidente do STF Nelson Jobim. Os dois últimos negaram enfaticamente a fantasiosa narrativa do ministro.

É dele as graves insinuações e veladas acusações que as muito bem sucedidas "vaquinhas" promovidas na Web por Delúbio Soares, José Genoíno e José Dirceu para o pagamento das milionárias multas judiciais decorrentes da AP-470 teriam sido conseguidas de forma escusa, criminosa, bem ao estilo "lavagem de dinheiro".

Do ministro Gilmar Mendes não se tem nenhum alegado constrangimento com a história de como criou o seu Instituto de Direito Público (IDP), em Brasília, e também nenhuma alusão ao apagão ético quanto à investigação que corre no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no processo que este instruiu para investigar o Tribunal de Justiça da Bahia em convênios com o seu IDP.

Agora o loquaz ministro volta a dirigir seus minguados torpedos ao Palácio do Planalto declarando que o Brasil sofre um "apagão de gestão".

Como assim? Um país que está sempre prôximo de se consolidar como a sexta maior economia do planeta e que promoveu na última década a maior mobilidade social do mundo, fazendo mais de 33 milhões de brasileiros ingressarem em uma emergente nova classe média? Seria isso um "apagão de gestão"? E que dizer da crescente geração de empregos, eclipsando por completo os índices de desemprego de paîses como França, Espanha e Estados Unidos?

Não, ministro, o apagão real é esse que o país assiste no Judiciário.

Não bastasse o protagonismo político de uma Corte que não recebeu qualquer tipo de legitimidade nas urnas, deixa de lado suas formidáveis cargas de trabalho para acintosamente legislar sobre temas afetos a outros Poderes.

Vemos consternados o STF legislar sobre reforma política, financiamento público de campanha, amplitude e foco de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado Federal, além de ter partidarizado escandalosamente todo o julgamento da AP-470, o chamado mensalão, amontoando arbitrariedade sobre arbitrariedade tanto ao longo do julgamento quanto nas ações atinentes à fase do cumprimento das sentenças,

O que dizer de uma Corte que mal faz seu ofício e se investe no direito de ocupar o espaço dos outros Poderes, como o Legislativo e o Executivo?

Como conviver com a excrescência jurídica que é, um juiz cujo voto não foi proferido mas, seja este qual for, uma vez dado nem ao menos poderá alterar a decisão final e irrecorrível da maioria da Corte, e que, ainda assim, consiga protelar e impedir a proclamação imediata da decisão soberana do STF?

É exatamente o caso do processo que trata do fim das doações de campanha eleitoral por pessoas jurídicas e que o ministro Gilmar Mendes pediu vistas, na undécima hora,  já sabendo que seu voto era vencido, mas bem ciente que sua atitude teria um desejado efeito prático: impedir que a decisão do STF tenha validade já na presente campanha eleitoral. E é o que vai acontecer,

Com tantas figuras de triste memória se dizendo consternadas com a crise moral e a corrupção que avança célere aonde quer que fixem o olhar, não estranhará se muito em breve Fernandinho Beira-Mar mostre espanto com o aumento inescrupuloso do tráfico de drogas no Brasil ou venha Demóstenes Torres à beira do palco reclamar da hipocrisia política em que está atolado o país,

Resumindo, o  juiz deveria se limitar a se manifestar apenas nos autos. Deseja fazer política? Saia do cargo vitalício, filie-se a partido político de sua escolha e vá à luta para conquistar corações e mentes. Ah, e sem financiamento de bancos, empreiteiras, agronegócio e demais empresas jurídicas.

Existe apagão sim; mas é do STF.



Daniel Quoist

Daniel Quoist, 55, é mestre em jornalismo e ativista dos direitos humanos


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Cadê a crise, hein?

O ex-lobista de Daniel Dantas ataca de novo




O ministro Gilmar Mentes, ex-lobista de D. Dantas, apareceu no PiG para atacar o PT e o governo Dilma.Segundo o lobista, nós estamos vivendo um momento de apagão de gestão. Precisamos pensar claramente: que tipo de legado estamos deixando para os nossos filhos? Quanto piorou a gestão pública no Brasil? É um quadro de anomia muito preocupante e má qualidade dos serviços prestados".


Mais me digam, que moral tem Gilmar Mendes, que não tem sequer competência para gerir um órgão mantido com verbas públicas, para criticar Dilma? 


Mendes não parou por aí.


Ao comentar o caso da Petrobras, ele citou o processo do chamado "mensalão", julgado pelo STF na Ação Penal 470. “Temos um aparato de repressão que vem se mostrando pelo menos ativo, senão eficaz, mas os escândalos realmente constrangem. Pela dimensão e pela repetição. Era a grande empresa brasileira. E há pouco tivemos o caso do Mensalão com referências a uma outra grande empresa brasileira, o Banco do Brasil, envolvido nesse episódio lamentável." Será que Mendes não sabe que quem, realmente, acabou e queria privatizar a Petrobras foi o governo FHC, governo que Mendes serviu com dedicação? Que sujeito mais ridículo, idiota, estúpido, venal e sacana.



Recordar é viver

Gilmar Mendes é acusado de sonegação e desfalque no IDP


Com o título de capa “Fraude na escolinha do professor Gilmar”, a revista Carta Capital, do dia 9, traz uma matéria que revela a ação judicial em que um ex-sócio do ministro Gilmar Mendes (Supremo Tribunal Federal) no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) – uma faculdade de direito com sede em Brasília – o acusa de desfalque e sonegação fiscal.
Pesa sobre Mendes a denúncia de ser o responsável pela situação de pré-falência do IDP. Segundo Inocêncio Mártires Coelho, ex-procurador-geral da República e acusador do ministro do STF, entre 2000 e 2008 o IDP faturou mais de R$ 2,4 milhões com contratos firmados com órgãos públicos federais sem licitações.
A acusação foi formalizada na Justiça no dia 12 de agosto de 2010 e passou a tramitar em segredo oito meses depois. Nela, Inocêncio traz provas de que o ministro Gilmar Mendes fez retiradas ilegais e desfalcou o caixa do IDP, sonegou impostos e exigiu “pedágio dos outros sócios para servir, como ministro do STF, de ‘garoto propaganda’ da instituição educacional. Tudo ao arrepio da Lei Orgânica da Magistratura, que veda aos juízes o exercício de outra atividade a não ser a de professor”, trecho da reportagem de Carta Capital.
Inocêncio é sócio-fundador do instituto e foi professor de Mendes na Universidade de Brasília (UnB). O texto de Carta Capital revela que o ministro quer atribuir ao seu ex-orientador a ruína financeira do IDP, cujas contas foram de mal a pior no ano de 2010. Antes da queda de braço na Justiça, segundo a revista, Inocêncio era tratado por Gilmar Mendes como o “querido, respeitável e generoso professor”, como está registrado na ação judicial.
Carta Capital diz que contra Inocêncio se uniram o ministro Mendes e o procurador-regional da República Paulo Gustavo Gonet Branco (o outro sócio). “Formalmente, o ministro encabeçou o movimento para afastar o procurador aposentado da função [de sócio-administrador, cargo exercido desde a fundação do IDP], porque pretendia levar a cabo uma ‘reformulação empresarial’ no IDP após a instituição apresentar maus resultados financeiros em 2010. Na última década, o IDP havia se transformado em uma máquina de arrecadar dinheiro, beneficiado em boa medida por convênios com órgãos públicos”, trecho da reportagem.
As páginas da revista trazem cópias de partes do processo e de uma auditoria nas contas do IDP e destacam as acusações de Inocêncio. “Nalgumas (sic) vezes, quando alegava estar precisando de dinheiro para custear festas familiares cujas despesas excediam as forças do seu erário particular, o sócio Gilmar Mendes fazia retiradas significativas, na expectativa de acertos futuros, que, efetivamente, jamais ocorreram”. Carta Capital conclui, a partir dessa afirmação de Inocêncio, que “em outras palavras, o ministro é acusado de dar desfalques na sociedade”.
A reportagem apurou, ainda, que o ex-procurador-geral também acusa Mendes de estruturar um esquema de cobrança de comissões sobre patrocínios e eventos fechados com o IDP.
Auditoria
Uma consultoria do Rio de Janeiro, contratada por Mendes, concluiu a auditoria em 18 de outubro de 2010. Segundo a reportagem, o que ficou revelado foi “um quadro desolador nas contas do instituto, ao contrário daquilo que o ministro costuma propagandear (…). Em 2008, Mendes havia colocado no cargo de diretor-geral um coronel da Aeronáutica, Luiz Fernandes, que se mostrou um desastre administrativo. Quando descobriu o tamanho do buraco deixado pelo auxiliar, jogou a responsabilidade no colo de Coelho”.
Carta Capital segue informando: “De acordo com a auditoria, o que de mais grave ocorria eram as ‘remunerações extras’, eufemismo usado pelos auditores para as retiradas ilegais, conforme denunciou Coelho. (…) o valor pago como ‘remuneração bruta’ chegava a 14% da folha do instituto, e era feita ‘por fora’, ou seja, de forma criminosa, por meio da sonegação de impostos”.
Milhões pelo silêncio
Gilmar Mendes e Paulo Gustavo Gonet, segundo a reportagem, pagaram R$ 8 milhões para comprar as cotas de Inocêncio Coelho no comando societário do instituto. O pagamento tinha como objetivo “sepultar o processo” e promover a substituição de Inocêncio por uma administradora não vinculada à sociedade. Com tal negociata, as bancas de advogados envolvidos na disputa jurídica acreditavam que a confusão seria abafada e o “silêncio” do ex-procurador, assegurado.
Carta Capital afirma que procurou o ministro Gilmar Mendes para falar sobre as denúncias, mas recebeu apenas uma “nota lacônica” em nome da assessoria do IDP. Em seu teor, a nota diz que as “irregularidades detectadas” foram “sanadas”. A assessoria “afirma ainda que os 8 milhões de reais pagos ao ex-sócio foram levantados graças a um empréstimo bancário”, diz a revista.
A reportagem também revelou que o empréstimo de R$ 3 milhões levantado pelo ministro Gilmar Mendes junto ao Banco do Brasil, em 2005, para construir o prédio do IDP veio de um fundo “destinado a estimular a produção de alimentos em zonas rurais”.
Com informações do Congresso em Foco e Carta Capital

Edição para o Lei dos Homens – Gilbson Alencar