No site do PSDB, os tucanos publicaram um texto intitulado "Dilma usa estrutura pública para anunciar queda de luz, mas ignora gasolina", pelo qual o deputado Vaz de Lima (SP) também critica a postura da presidente. Segundo ele, Dilma só usa a estrutura do governo para anunciar medidas que, a seu ver, são positivas. "A presidente segue uma cartilha do roteiro do próprio PT. Trata das coisas 'boas' do governo usando a estrutura que tem, mas esquece outros assuntos".Esses tucanos são patéticos.Uma coisa nada tem a ver com a outra.Em primeiro lugar, a queda de energia representará um beneficio muito maior para sociedade que um pequeno aumento de gasolina.Os tucanos corruptos e incompetentes, que só gostam da classe média cheirosa, têm que ter em mente que a redução da tarifa da energia elétrica não só beneficiará o consumidor, beneficiará sobretudo as indústrias deste país que, segundo dados da FIESP, vai gerar uma economia anual de R$ 31,5 bilhões, o que vai implicar em mais empregos, mais renda, e vai diminuir a inflação.Já em relação aumento da gasolina, o efeito do aumento vai ser praticamente nulo.A concorrência é tão grande entre os postos de combustíveis que duvido muito os empresários do setor passarem a conta para a classe média cheirosa pagar.Além do mais, o preço de gasolina ficou congelado por 10 anos, coisa que nunca ocorreu quando esses tucanos ladrões governaram o Brasil.Em segundo lugar, nenhum governante vai para TV dizer coisas ruins, só vai dizer coisas boas.Isso ocorre com todos os governantes do Brasil.Um só exemplo é o bastante para se constatar isso. O prefeito do Recife, Geraldo Júlio, recentemente inaugurou uma maquete de um hospital que prometeu construir aqui no Recife e, ontem mesmo, foi para um palanque armado por seus assessores para assinar um decreto desapropriando terrenos para construir 4 Upinhas também prometidas por ela na campanha.De outro lado, não foi para a TV, nem pro jornais dizer que não ia cumprir o Piso Nacional dos Professores.Isso faz parte do jogo político, todos presidentes, todos governadores, todos prefeitos agem assim.Na verdade, o que incomoda os tucanos é que eles não têm noticia boa para anunciar para população.Só têm notícias ruins.Duvido Antônio Anastasia ir para a TV dizer que a CEMIG vai reajustar em 11% a tarifa de energia elétrica dos mineiros.Duvido Geraldo Alckmin ir para TV anunciar que o PCC matou milhares de paulistanos.É por essa e outras que o PSDB nunca mais vai governar o Brasil.Essa gangue nem sabe fazer oposição.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Campanha #Anula STF debate ao vivo falta de provas no julgamento do mensalão

Objetivo de apontar erros no que foi visto como um julgamento político de exceção tem mais uma etapa; campanha organizada pela CUT chega à Associação Brasileira de Imprensa, no Rio, para debate que será transmitido ao vivo pela internet; José Dirceu vai participar; link
¶Vistos à distância, os erros jurídicos no julgamento da Ação Penal 470 estão ganhando novas dimensões. A ausência de provas factuais, a prevalência da tese do domínio do fato e até o confuso processo de estabelecimento de penas, no qual foi dado peso zero aos votos dos juízes que se manifestaram pela inocência dos réus vão sendo fatores cada vez mais debatidos – e criticados. Depois de começar em Brasíia, a campanha #Anula STF, organizada pela CUT e o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, chega no início da noite desta quarta-feira 30 à Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio. O debate será transmitido ao vivo pela internet pelo site www.baraodeitarare.org.br.
Desta vez, o ex-ministro José Dirceu, condenado a mais de dez anos de prisão estará presente. Ele fará parte da mesa que terá também o jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, editor da revista Retrato do Brasil. Pereira divulgou documentos que comprovaram gastos de marketing durante a gestão de Henrique Pizzolato naquela área do Banco do Brasil, ignorados duranten o julgamento no Supremo.
O Barão de Itararé transmite ao vivo o debate e ato pela anulação do julgamento da. O início está marcado para 19h00.
Fonte:Brasil 247
Os tucanos e o vestido vermelho de Dilma
Se não bastasse a estupidez do PSDB de entrar com representação(fato nunca visto antes na história deste país, nem quando o PT era um valente opositor) contra Dilma, os tucanos agora querem que a Justiça proíba Dilma usar vestido vermelho(pasmem! é isso mesmo).Segundo os tucanos corruptos, ao usar vestido vermelho Dilma está fazendo campanha antecipada e explícita.Mas que absurdo! Só falta o PSDB pedir que a Justiça proíba Gabeira, Marina da Silva(que ainda é verde) e afins de usar a cor verde.Esses tucanos são engraçados, muito antes da eleição de 2010, José bolinha de papel fez propaganda da SABESP no Brasil inteiro, como se os eleitores da Bahia, Rio de Janeiro, Minas, Ceará, Piauí, Sergipe, Brasília, Mato Grosso, Amazonas, Pará, Paraná, Goiás, Tocantins, RN, RS, MA, SE, Pernambuco, Alagoas, Acre, Roraima, Rondônia, MT, SC, ES tivessem alguma a coisa a ver com o que faz ou deixa de fazer a SABESP. Aquilo, sim, que era propaganda vergonhosa, explícita.No caso de Dilma, não houve nada disso, a grande presidente apenas comunicou algo de interesse do Brasil inteiro(menos São Paulo, Paraná e Minas Gerais, claro!), se os tucanos não gostaram, que se fodam.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
PSDB quer que o PT use a cor verde
Li agora já pouco a representação formulada pelo PSDB contra a presidente Dilma.A representação tucana tem o mesmo valor de uma bolinha de papel, é insustentável quanto um um avião feito de isopor, mais frouxa que calça de palhaço, mais frágil que uma taça de tomar vinho e mais babaca que os telespectadores do BBB. A representação tucana acusa Dilma de escrever seu sobrenome em itálico, igual ao da propaganda eleitoral, acusa Dilma de usar a cor vermelha, que é a cor do PT, acusa Dilma de jogar os pobres contra os ricos, acusa Dilma de proselitismo político, quando ela disse no pronunciamento que o time dela "tem sido dos que têm fé e apostam no Brasil", o PSDB entende que quando Dilma disse o time quis dizer o PT.Para provar as alegações, os tucanos transcrevem os editoriais do Estadão, O Globo e a Folha, como se fossem esses meios de comunicação imparciais, isentos.Sinceramente, a representação do PSDB só vai ser favorável se cair na mão de Gilmar Mendes, Celso Melo, Luiz Fux ou Marco Aurélio.Simplesmente patética a representação tucana.Vão trabalhar, vagabundos!
A boa vida de Demóstenes
Sem mandato e prestígio, o ex-senador Demóstenes continua a desfrutar dos luxos da época de parlamentar. Comemorou o Réveillon num dos melhores restaurantes de Paris, frequenta uma badalada academia, faz tratamentos em clínicas estéticas e degusta vinhos
Josie Jeronimo e Adriano Machado (fotos), de Goiânia

FELIZ E ASSOVIANDO
No dia de seu aniversário, o ex-senador Demóstenes Torres saiu
de casa de terno e gravata, mas não teve compromisso social:
foi a uma clínica estética e comprou iguarias para o jantar
Apanhado nos grampos que ajudaram a condenar o contraventor Carlinhos Cachoeira a 39 anos e 8 meses de prisão, o ex-senador Demóstenes Torres perdeu o mandato de senador em junho de 2012 e foi afastado do Ministério Público de Goiás. Seis meses depois, porém, embora desprovido de cargo e prestígio, o ex-parlamentar do DEM não perdeu a pose nem a boa vida sustentada por luxos e prazeres dos tempos de parlamentar, quando foi considerado no Congresso uma espécie de paladino da ética, antes de ser flagrado em tramoias com o bicheiro. A fama de mocinho acabou, mas sua rotina continua à base do bom e do melhor.
Na quarta-feira 23, em seu primeiro aniversário depois da queda, assistiu-se a uma pequena romaria na entrada do condomínio Parque Imperial, em Goiânia, onde Demóstenes reside num apartamento avaliado em R$ 2 milhões. Vestido de paletó e gravata, Demóstenes saiu de casa pouco depois das 9 da manhã. Ocupado, conforme um assessor, com os preparativos de um jantar de aniversário, assumiu o volante de uma Vera Cruz Hyundai e passou duas horas fora de casa. No fim da tarde, saiu mais uma vez, dirigindo-se a uma clínica estética. No carro com o vidro semiaberto, dava tchauzinho para quem o reconhecia. Em sua vida sem mandato, Demóstenes tem aproveitado para fazer testes frequentes de popularidade.
Na quarta-feira 23, em seu primeiro aniversário depois da queda, assistiu-se a uma pequena romaria na entrada do condomínio Parque Imperial, em Goiânia, onde Demóstenes reside num apartamento avaliado em R$ 2 milhões. Vestido de paletó e gravata, Demóstenes saiu de casa pouco depois das 9 da manhã. Ocupado, conforme um assessor, com os preparativos de um jantar de aniversário, assumiu o volante de uma Vera Cruz Hyundai e passou duas horas fora de casa. No fim da tarde, saiu mais uma vez, dirigindo-se a uma clínica estética. No carro com o vidro semiaberto, dava tchauzinho para quem o reconhecia. Em sua vida sem mandato, Demóstenes tem aproveitado para fazer testes frequentes de popularidade.


Semanas antes de comemorar seu aniversário, o ex-senador saiu-se bem quando enfrentou 20 minutos de fila no Vapt-Vupt – nome do Poupatempo em Goiânia – para trocar o passaporte diplomático, a que tinha direito como senador, pelo comum. Foi reconhecido por cidadãos anônimos, que tiraram fotos com celular. A maioria o aplaudia, mas a funcionária Raquel Silva enquadrou a equipe de atendentes que ameaçava entrar na algazarra: “Coloquei o Demóstenes numa fila. Quando o pessoal foi tirar foto, igual a uma celebridade, eu disse: ‘Menos, gente, menos.’” Dias depois da cassação ele foi à rodoviária para renovar a carteira de motorista. Recebeu abraços e cumprimentos. O mesmo aconteceu em suas idas a supermercados.
A situação se inverte quando Demóstenes aparece nos lugares mais nobres da capital de Goiás. Numa badalada academia de ginástica localizada na Praça do Ratinho, que frequenta há anos, o tratamento é outro – revelam os funcionários. Antes, as pessoas daquele local, um dos pontos de concentração do mundo endinheirado da cidade, formavam rodinha para ouvir histórias e perguntar sua opinião. Na última semana, foi visto sozinho, como uma companhia a ser evitada. Um motorista de táxi que costuma levar Demóstenes até o aeroporto conta que recentemente ele estava muito animado e falante até a metade do caminho. Mas, quando o carro passou pelo rio Meia Ponte, ocorreu uma cena significativa. Chovia muito naquele dia, e o taxista comentou: “O rio Meia Ponte está parecendo uma cachoeira.” Ele conta que após ouvir a palavra “cachoeira” Demóstenes amarrou a cara e fez o resto da viagem em silêncio.
A vida de Demóstenes depois da queda tem elementos que lembram um melodrama do século XIX, mas vários capítulos poderiam ser escritos por Robert Parker, o mais celebrado enólogo do planeta. Em dezembro, Demóstenes esteve em Paris para passar o Réveillon e aproveitou a estadia para jantar no Taillevent, um dos mais exclusivos restaurantes da capital francesa. Situado a poucos passos da avenida Champs-Élysées e do Arco do Triunfo, o Taillevent serve vinhos que custam em média 1,8 mil euros, mas podem chegar a 18 mil euros, caso o cliente opte pelo Bordeaux Château Lafite-Rothschild, safra 1846. O gosto do ex-senador por vinhos raros e caros tornou-se conhecido nacionalmente depois que a Polícia Federal descobriu que Cachoeira lhe deu um lote de cinco garrafas do maravilhoso Bordeaux Cheval Blanc (nota mínima de 93 sobre 100 nas avaliações disponíveis de Robert Parker), pagando US$ 14 mil pela iguaria. Como se vê, longe do Senado e dos holofotes da televisão que ajudaram a transformá-lo num campeão da moralidade pública, Demóstenes continua um cálice refinado e aplicado.
A situação se inverte quando Demóstenes aparece nos lugares mais nobres da capital de Goiás. Numa badalada academia de ginástica localizada na Praça do Ratinho, que frequenta há anos, o tratamento é outro – revelam os funcionários. Antes, as pessoas daquele local, um dos pontos de concentração do mundo endinheirado da cidade, formavam rodinha para ouvir histórias e perguntar sua opinião. Na última semana, foi visto sozinho, como uma companhia a ser evitada. Um motorista de táxi que costuma levar Demóstenes até o aeroporto conta que recentemente ele estava muito animado e falante até a metade do caminho. Mas, quando o carro passou pelo rio Meia Ponte, ocorreu uma cena significativa. Chovia muito naquele dia, e o taxista comentou: “O rio Meia Ponte está parecendo uma cachoeira.” Ele conta que após ouvir a palavra “cachoeira” Demóstenes amarrou a cara e fez o resto da viagem em silêncio.
A vida de Demóstenes depois da queda tem elementos que lembram um melodrama do século XIX, mas vários capítulos poderiam ser escritos por Robert Parker, o mais celebrado enólogo do planeta. Em dezembro, Demóstenes esteve em Paris para passar o Réveillon e aproveitou a estadia para jantar no Taillevent, um dos mais exclusivos restaurantes da capital francesa. Situado a poucos passos da avenida Champs-Élysées e do Arco do Triunfo, o Taillevent serve vinhos que custam em média 1,8 mil euros, mas podem chegar a 18 mil euros, caso o cliente opte pelo Bordeaux Château Lafite-Rothschild, safra 1846. O gosto do ex-senador por vinhos raros e caros tornou-se conhecido nacionalmente depois que a Polícia Federal descobriu que Cachoeira lhe deu um lote de cinco garrafas do maravilhoso Bordeaux Cheval Blanc (nota mínima de 93 sobre 100 nas avaliações disponíveis de Robert Parker), pagando US$ 14 mil pela iguaria. Como se vê, longe do Senado e dos holofotes da televisão que ajudaram a transformá-lo num campeão da moralidade pública, Demóstenes continua um cálice refinado e aplicado.


Hoje em dia ele só aparece em Brasília uma vez por semana e passa a maior parte de seus dias em Goiânia. Foi ali que, há poucos dias, num jantar no restaurante Madero, degustou uma garrafa de Pêra Manca (nota mínima de 86 na avaliação de Parker), que custa R$ 940. Em outra ocasião, numa visita à cantina San Marco, informou aos garçons que faria um pedido modesto, para uma refeição rápida. Pediu um Sirah Incógnito, português cujo preço é R$ 450 (87 sobre 100 na avaliação de Parker). Ficou contrariado porque o estoque havia acabado. Acabou servindo-se de um Malbec argentino, o Angélica Zapata, a R$ 300 a garrafa (a qualidade varia, mas Parker deu 91 para a safra de 1997). Ao reunir três procuradores para um encontro festivo, Demóstenes pediu um “Barca Velha”, que pode chegar a R$ 1,4 mil nas boas safras. Como brinde de Natal, Demóstenes distribuiu aos amigos e aliados políticos uma garrafa do sugestivo espumante português “Terras do Demo”, vendida a R$ 80. Procurado por ISTOÉ para uma entrevista, Demóstenes alegou que, orientado por seus advogados, preferia não dar depoimento nem responder a perguntas, mas ficou claro que ainda acumula poder no Estado. Instalada nas vizinhanças da residência do ex-senador, a equipe de ISTOÉ foi abordada por uma viatura policial, que pediu documentos.
Do ponto de vista legal, Demóstenes tem algumas complicações pela frente. Em agosto de 2012, com receio de que, mesmo sem mandato, ele ainda tivesse influência para livrar-se de qualquer investigação interna, 82 procuradores de Goiás assinaram um manifesto público exigindo que fosse aberta uma investigação sobre sua conduta. O caso hoje se encontra no Conselho Nacional do Ministério Público, que tem três opções pela frente. Pode transformar o afastamento temporário em permanente, sem maiores consequências para Demóstenes. Pode ainda aposentá-lo compulsoriamente, o que lhe permitiria conservar os vencimentos de R$ de 24 mil. Ou votar por sua demissão, que implicaria perda de qualquer benefício.
Responsável por arquivar as primeiras denúncias sobre Cachoeira que chegaram ao Ministério Público, o procurador-geral, Roberto Gurgel, costuma fazer pronunciamentos enfáticos em que confirma a disposição de acelerar as investigações contra Demóstenes. Procurado para comentar o caso, o procurador-geral mandou dizer, através de uma assessora, que sempre atuou no Conselho de forma isenta, “sem qualquer interferência nas decisões, como qualquer co nselheiro poderá confirmar”. Na prática, o caso caminha devagar. Amigo de Demóstenes, o conselheiro Fabio Silveira foi sorteado como primeiro relator e depois de 20 dias declarou-se impedido, o que já atrasou o processo em um mês.
Do ponto de vista legal, Demóstenes tem algumas complicações pela frente. Em agosto de 2012, com receio de que, mesmo sem mandato, ele ainda tivesse influência para livrar-se de qualquer investigação interna, 82 procuradores de Goiás assinaram um manifesto público exigindo que fosse aberta uma investigação sobre sua conduta. O caso hoje se encontra no Conselho Nacional do Ministério Público, que tem três opções pela frente. Pode transformar o afastamento temporário em permanente, sem maiores consequências para Demóstenes. Pode ainda aposentá-lo compulsoriamente, o que lhe permitiria conservar os vencimentos de R$ de 24 mil. Ou votar por sua demissão, que implicaria perda de qualquer benefício.
Responsável por arquivar as primeiras denúncias sobre Cachoeira que chegaram ao Ministério Público, o procurador-geral, Roberto Gurgel, costuma fazer pronunciamentos enfáticos em que confirma a disposição de acelerar as investigações contra Demóstenes. Procurado para comentar o caso, o procurador-geral mandou dizer, através de uma assessora, que sempre atuou no Conselho de forma isenta, “sem qualquer interferência nas decisões, como qualquer co nselheiro poderá confirmar”. Na prática, o caso caminha devagar. Amigo de Demóstenes, o conselheiro Fabio Silveira foi sorteado como primeiro relator e depois de 20 dias declarou-se impedido, o que já atrasou o processo em um mês.

A apreciação dos embargos apresentados pela defesa estava marcada para a terça-feira 29, mas já foi retirada da pauta, o que pode atrasar o exame geral do caso, inicialmente previsto para fevereiro. Com receio daquilo que, em outros tempos, Demóstenes denunciava como pizza, na semana passada três promotores do Ministério Público de Goiás circulavam por Brasília, procurando marcar audiências com os 13 conselheiros que terão a palavra final sobre o caso. “Queremos um julgamento justo, em tempo razoável,” afirma um deles, Reuder Cavalcanti. Ele entende que, numa decisão equilibrada, Demóstenes não deve ter direito a aposentadoria compulsória porque passou os 13 anos fora do Ministério Público. “É por causa desse afastamento que defendemos a demissão.” Para Luiz Moreira Gomes, que foi representante do Congresso no Conselho do Ministério Público, já conseguiu uma nova eleição pelo voto dos deputados e aguarda uma deliberação do Senado que pode reconduzi-lo ao posto, o episódio de Demóstenes tem um caráter exemplar. “A inércia foi uma demonstração de que o Ministério Público não adota para si a conduta criteriosa que exige dos outros,” afirma.
Por causa de uma decisão do ministro Ricardo Lewandowski, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, Demóstenes também enfrenta um inquérito criminal no Tribunal Federal Regional da 1a Região. É investigado por corrupção passiva, prevaricação e advocacia administrativa. Esse processo é mais demorado e não tem prazo definido para chegar a uma conclusão.
Ao perder o mandato, Demóstenes ficou inelegível até 2027. Há poucas semanas, contestando o período em que não poderá candidatar-se, ele apresentou recurso ao Tribunal Regional Eleitoral para rever a decisão. Perdeu, mas cabe uma segunda tentativa. As incertezas da Justiça colocam várias opções no futuro político do ex-senador. Ele não foi totalmente abandonado pelos antigos aliados nem será. Muitos deles têm interesse confesso em sua herança. O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), que atua na mesma fatia do eleitorado, prepara sua candidatura ao Senado em 2014 e conta com os votos de Demóstenes.
Por causa de uma decisão do ministro Ricardo Lewandowski, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, Demóstenes também enfrenta um inquérito criminal no Tribunal Federal Regional da 1a Região. É investigado por corrupção passiva, prevaricação e advocacia administrativa. Esse processo é mais demorado e não tem prazo definido para chegar a uma conclusão.
Ao perder o mandato, Demóstenes ficou inelegível até 2027. Há poucas semanas, contestando o período em que não poderá candidatar-se, ele apresentou recurso ao Tribunal Regional Eleitoral para rever a decisão. Perdeu, mas cabe uma segunda tentativa. As incertezas da Justiça colocam várias opções no futuro político do ex-senador. Ele não foi totalmente abandonado pelos antigos aliados nem será. Muitos deles têm interesse confesso em sua herança. O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), que atua na mesma fatia do eleitorado, prepara sua candidatura ao Senado em 2014 e conta com os votos de Demóstenes.
No plano pessoal, Demóstenes pensa em atuar como advogado de grandes empresas. Atualmente, além dos vencimentos como procurador (R$ 24 mil), Demóstenes tem rendimentos como sócio da Nova Faculdade, estabelecimento de ensino em Contagem, Minas Gerais. O dono da instituição é Marcelo Limírio, sócio de Cachoeira em redes de laboratórios de Goiás. Nas conversas em que fala de seus planos, Demóstenes tem dito que, se for condenado pelo Conselho da Magistratura, poderá advogar. Wellington Salgado, ex-senador e amigo fiel, já se dispôs a ajudar.
Colaboraram: Izabelle Torres e Claudio Dantas Sequeira
Fotos: divulgação; adriano machado; Directphot
Colaboraram: Izabelle Torres e Claudio Dantas Sequeira
Fotos: divulgação; adriano machado; Directphot
Foto: Adriano Machado
Procuradoria Geral é acusada de favorecer Apple em licitação de tablets
E agora, Gurgel? Será que a PGR vai denunciar os envolvidos na falcatrua?
São Paulo - O blog do jornalista Renato Rovai publicou ontem (28) denúncia segundo a qual a Procuradoria Geral da República teria favorecido a empresa Apple numa licitação para compra de 1.226 tablets.
O edital de licitação, que teve trechos reproduzidos no blog, direcionou vários itens para a empresa, citada nominalmente em alguns trechos – o que é proibido por lei.
O blog diz ainda que o pregão eletrônico para decidir sobre o vencedor foi realizado na tarde do dia 31 de dezembro, quando, segundo Rovai, a Procuradoria Geral já estava em recesso de fim de ano. O valor da compra foi de quase R$ 3 milhões.
A PGR é comandada por Roberto Gurgel, o mesmo que pediu a condenação sem provas de réus na Ação Penal 470, conhecida por processo do mensalão.
Gurgel também é acusado de retardar as investigações contra o bicheiro Carlos Cachoeira e o ex-senador Demóstenes Torres, envolvidos nas operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal. Ele chegou a ser citado no relatório final da CPI do Cachoeira, com pedido de investigação, mas teve o nome retirado depois das pressões do PSDB e de parte da base aliada presente na CPI.
Para ver a matéria completa e as reproduções do edital, clique aqui.
Lula vence até na casa do adversário

¶Do Blog do Esmael - O PSDB nacional colocou enquete em seu site perguntando se os tucanos acham justo Lula ter ganho o troféu "Algemas de Ouro" como o mais corrupto de 2012. Para a surpresa no ninho, metade dos correligionários acha que o partido é injusto com o ex-presidente petista.
Vamos à enquete tucana: "Você acha justo Lula ter ganho o troféu "Algemas de Ouro" como o mais corrupto de 2012?".
Até às 12h17 desta terça-feira (29) o resultado era este: "Sim" (54%, 1.067 Votos); "Não" (46%, 896 Votos). Segundo o presidente da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, "configura-se um empate técnico dentro da margem de erro".
Ao todo, a enquete do PSDB registrou 1.963 votantes.
A dica veio do leitor Yuri Cardoso Cairos, que ainda fez uma observação pertinente: "Se o PT faz uma enquete nesse estilo no mínimo 80% são contra os tucanos".
O deputado federal André Vargas, secretário Nacional de Comunicação do PT e provável futuro vice da Câmara, comemorou o resultado da sondagem tucana: "Empate na casa do adversário é vitória nossa".
Resumo da ópera: Se Lula está bem até com os tucanos, imagine como está sua aprovação com o povão.
A meritocracia do PSB
Desconfio muito desses políticos que vão para a mídia, para o palanque, para o guia eleitoral falar de aparelhamento do Estado.Todo partido com viés de esquerda quando chega ao poder leva essa pecha.Getúlio Vargas, João Goulart, Lula foram vítimas desse tipo de acusação.
O prefeito do Recife, Geraldo Júlio(PSB-PE), é um desses políticos que condenava essa prática de nomeação de cargos públicos.Meritocracia era a palavra mais usada por Geraldo Júlio em sua dispendiosa campanha.
Geraldo Júlio passou a eleição todinha do ano passado criticando a forma de nomeação levada a efeito pelo PT em 12 anos na Prefeitura do Recife.Geraldo dizia aos quatro cantos que ia fazer diferente do PT, que no seu governo iria dar preferência a técnicos, que o critério de meritocracia iria prevalecer no seu governo.Pura balela!
Pois bem, Geraldo Júlio abandonando a promessa ostensivamente feita durante a campanha eleitoral(a classe mérdia burra adora esse tipo de discurso), nomeou Heraldo Selva-PSB-PE), velho filiado do partido de Eduardo Campos, para presidir a URB-Empresa de Urbanização do Recife.
Até aí nada demais.Sou daqueles que entendem que os cargos de confiança devem ser preenchidos por aliados políticos, desde que o nomeado seja competente e honesto.
O inusitado na nomeação de Heraldo Selva é que o mesmo é vice-prefeito de Jaboatão dos Guararapes-PE.
Você, amigo leitor, há de perguntar: e isso pode? Com o PSB de Eduardo Campos pode, sim.
Você, a miga leitora, há de perguntar: que mágica Eduardo fez para colocar um aliado na Prefeitura do Recife?
O negócio é o seguinte:A Câmara de Vereadores de Jaboatão dos Guararapes aprovou a toque de caixa uma Emenda à Lei Orgânica do Município de Jaboatão prevendo a possibilidade do vice-prefeito dessa cidade desempenhar cargos públicos em outra cidade.
Pronto! Tudo resolvido!
Fato dessa jaez é um verdadeiro atentado à soberania popular.Esse tipo de prática não ocorria nem durante os governos do DEM neste estado.O povo elege um vice para substituir(ou até mesmo ficar em definitivo do cargo em caso vacância) o prefeito e esse vice-prefeito, a pedido do prefeito de outra cidade, pede licença do cargo para desempenhar um outro diferente do que fora eleito.E o povo que confiou em Eraldo Selva como fica? Que vá às favas! Fodam-se para apender a votar, dizem os pessebistas.
Agora quem substitui o tucano Elias Gomes é o presidente da Câmara dos Vereadores de Jaboatão dos Guararapes, também tucano.Legalmente Jaboatão não tem mais vice-prefeito, o vice agora é servidor de Geraldo Júlio.
Isso pode até ser legal, mas, certamente, é de uma imoralidade malufiana, tucana.
Jaboatão, outrora moscouzinho, por ter tido eleito o primeiro prefeito comunista do Brasil, agora virou um reduto de corruptos, vagabundos, traidores e forasteiros.Por falar em forasteiro, Elias Gomes(PSDB-PE) foi por três mandatos prefeito de Cabo de Santo Agostinho, uma das cidades que limita com Jaboatão, como não tinha mais voto para ganhar naquela cidade resolveu mudar seu domicilio para Jaboatão, onde hoje, graças ao poder financeiro de Eduardo, é prefeito pela segunda vez.
Cada povo tem o prefeito que merece.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
O dia em que mataram Fernando Henrique
Com a reação negativa à determinação do governo federal em reduzir as tarifas de energia elétrica, a oposição matou Fernando Henrique e foi ao cinema
A meta fundamental dos estrategistas da oposição, concentrados nas redações do Instituto Millenium, ia além da divisão da base de sustentação do governo Dilma. O objetivo era mais amplo. Através de factoides, que ignoravam os desmentidos das lideranças partidárias, a estratégia consistia em criar um cenário de ficção onde partidos do campo progressista abandonariam o governo em nome de projetos próprios, criando um céu de brigadeiro para o tucanato em 2014.
Não se pode subestimar o desespero contido na empreitada. Desde 2001, quando o neoliberalismo alcançou o máximo de sua hegemonia, dando início à sua decadência, os valores morais, políticos e jurídicos que o sustentaram começaram a fazer água.
Natural que setores políticos associados a ele fossem levados de roldão pela própria dinâmica desencadeada. Quando a festa acabou, o prestígio do consórcio demotucano rastejava, sua base parlamentar estilhaçou e os convidados começaram a se retirar ou a brigar pelos ossos que sobraram. Com FHC paralisado, a equipe econômica e seus consultores em pânico, encerrava-se a aventura da direita que, em nome de um projeto sócio-liberal, promoveu a mais ampla liquidação do patrimônio público de que se tem notícia na história do país.
A partir de 2003, o governo petista conseguiu dar consequência prática à formação da base social de um projeto democrático e popular. Setores médios e pequenos do empresariado, embora refratários inicialmente, se agregaram em torno da nova proposta de poder. Além do amplo apoio da maioria da classe média - que não pode ser confundida com suas frações ressentidas e raivosas - a gestão de centro-esquerda, por suas políticas inclusivas, conseguiu se enraizar nos setores assalariados de baixa renda.
E o que sobrou dos parlamentares, professores e analistas que viram nos anos FHC o anúncio da modernização das relações entre o Estado e o capital, com o fim do "Estado cartorialista" e do "populismo econômico"? Quando morre um homem representativo, três hipóteses se afiguram: sua época já havia morrido, morre com ele, ou lhe sobrevive. Na primeira hipótese, o homem representativo era uma relíquia, um dinossauro e suas "qualidades" passam a balizar o juízo do senso comum. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um morto político com o projeto que implantou, é um exemplo significativo da justeza desta hipótese.
A asfixia interna que se seguiu no campo liberal-conservador provocou uma redução vertical dos quadros do PSDB que, na origem, ainda resistiam à avalanche reacionária e eram vozes mais ponderadas em um partido que desde sempre foi marcado pela conciliação e por vacilações. As possibilidades de renovação são mínimas e as alianças possíveis só podem ser feitas com setores oligárquicos e atrasados. Não por acaso mídia e judiciário adquiriram centralidade no jogo político.
Passados dez anos da devassa tucana, o Brasil encontra-se como alguém que, após uma longa caminhada numa floresta completamente escura, conseguiu vislumbrar uma clareira, com vários caminhos à frente. Na verdade, a diversidade de rotas é uma ilusão, porque há apenas dois destinos. O primeiro caminho - o proposto por articulistas, redatores, consultores e analistas do "antigo regime" - levaria ao esmagamento de todos os avanços conquistados nos últimos dez anos.
Por essa rota, que ainda levaria ao esmagamento de toda a acumulação industrial feita a duras penas e à custa do sacrifício de várias gerações de trabalhadores, o Brasil voltaria aos primórdios da década de 1930. A outra - a que não aparece sequer como possibilidade nas páginas e telas das classes dominantes - nos conduzirá à continuidade de transformações jurídico-institucionais que, constituindo direitos a partir da relação direta com o Poder Público, faça emergir uma nova cidadania.
Com a reação negativa à determinação do governo federal em reduzir as tarifas de energia elétrica, a oposição matou Fernando Henrique e foi ao cinema. Mas, ironicamente, prestou o primeiro serviço à nação. Mostrou o mapa oculto na grande imprensa.
O PiG é uma tragédia
O PiG é uma tragédia.
Ontem, para alegria dos urubus de plantão, o Estadão publicou uma matéria culpando o governo Dilma por causa da tragédia de Santa Maria. Segundo o sabujo que escreveu a matéria, os estudantes estavam na boate Kiss porque a UFSM estava em greve, se a universidade estivesse funcioanamndo nada daquilo teria ocorrido.Mas veja só que coisa.Hoje, como faz todos os dias, a Globo News colocou a culpa nas costas de Tarso Genro.Segundo os apresentadores do jornalismo de esgoto, caberia ao governador ter fiscalizado se a boate tinha ou não alvará de funcionamento.Ora, até um aluno que estudou no Mobral sabe que Alvará de funcionamento é de atribuição das prefeituras.Os estados nada têm a ver com isso.Não vai demorar e o PiG vai dizer que a boate onde ocorreu a tragédia é de propriedade de Fábio Lula, o Lulinha.
A 'doença' de Reinaldo Azevedo
Nem tudo dá para
se medir. A imbecilidade é uma delas. Se for a do Reinaldo Azevedo de Veja, até
a palavra imensurável é obsoleta. Aliás, afirmar que Reinaldo Azevedo é portador
desse adjetivo é pleonasmo. Quando se pensa que não há nada que ele possa fazer
para mostrar sua principal característica, ele se supera.
Agora nos
“brinda” com a acusação de oportunismo, de Lula e sua esposa Marisa, ao emitirem
nota de solidariedade às famílias das vitimas da tragédia de Santa Maria/RS.
Tudo para tentar vender o peixe de que Lula que se sobrepor à
Dilma.
Diz o mentecapto
em seu blog no site de Veja: “tem o cheiro inevitável da exploração política, é
a nota de Lula e sua mulher, Marisa. Ele não exerce mais cargo público”. Para
Azevedo, somente quem exerce função pública pode se manifestar sobre a
tragédia.
Sim, porque
antes de ser militante político, Lula é um ser humano. Com virtudes e defeitos e
como tal tem o direito de se expressar.
Como uma simples
nota de solidariedade pode causar tanto medo e ódio desta criatura feita de
carbono?
“O Brasil
inteiro está triste e de luto pelas mortes ocorridas no incêndio em Santa Maria.
Nesse momento difícil, expressamos nossa solidariedade aos amigos e familiares
das vítimas e a toda a população da cidade, mas em especial aos pais e mães por
essas perdas irreparáveis. Nossos sentimentos. Marisa Letícia e Luiz Inácio Lula
da Silva”.
O que há demais
nessa nota?
Reinaldo precisa
é de doses cavalares de Prozac.
Sem falar no
oportunismo. Reinaldo Azevedo usa a tragédia para atacar Lula. Milhões de
brasileiros e brasileiras, detentoras de função pública ou não se solidarizam
com os familiares das vítimas da tragédia no Rio Grande do Sul.
Além do
tradicional ódio de classe contra Lula, Dilma, o PT e a esquerda em geral
exposto em seu blog diuturnamente, ele agora que ditar quem pode e quem não pode
manifestar solidariedade às famílias das vítimas.
Se pudesse
proibia Lula de sair à rua ou visitar alguém. Não somente ele – toda a “grande
imprensa” deseja isso também – mas é Reinaldo Azevedo quem mais vocifera rancor
e preconceito contra o ex-metalúrgico.
Azevedo, além de
oportunista e possuidor de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) com Lula, se
mostra a cada dia, um pelanco de ditador.
Fonte:Blog do Cadu
Chora, tucanos corruptos! o choro é livre
Enquanto o Brasil se mobiliza para ajudar as famílias das vítimas da tragédia de Santa Maria(RS), esses tucanos corruptos ficam com picuinhas políticas.Esses bandidos, que não têm projeto para o Brasil, precisam ter em mente que ninguém quer mais essa gangue governando o Brasil.Mais:Alguém tem que avisar aos tucanos corruptos que 95% dos brasileiros apóiam a redução da tarifa de energia elétrica.
PSDB anunciou em seu site que vai ingressar nesta terça-feira 29, às 14h30, com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a presidente Dilma Rousseff. A expectativa do partido é que o Ministério Público Federal abra investigação sobre o "uso indevido da cadeia nacional de rádio e televisão convocada no último dia 23 de janeiro".
Na ocasião, segundo o partido, "a presidente se valeu de uma prerrogativa do cargo não para tratar apenas de assuntos de interesse do país, mas fazer sua autopromoção e atacar aqueles que ousam discordar de seu governo". Em nota divulgada no dia seguinte ao pronunciamento, o PSDB alertou que a manifestação da presidente ultrapassou "um limite perigoso para a sobrevivência da jovem democracia brasileira".
Segundo o partido, o pronunciamento da presidente teve objetivo político-partidário, não só em seu conteúdo, como na forma como foi apresentado. "Na noite desta quarta-feira, o país assistiu à mais agressiva utilização do poder público em favor de uma candidatura e de um partido político: o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, em rede nacional de rádio e TV, sob o pretexto de anunciar, mais uma vez, a redução do valor das contas de luz, já prometida em rede nacional há quatro meses e alardeada em milionária campanha televisiva paga pelos contribuintes", dizia a nota.
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) voltou a críticar o pronunciamento de Dilma Rousseff em artigo publicado na Folha de S.Paulo nesta segunda-feira. Segundo o tucano, a fala da presidente em rede nacional de rádio e televisão foi a "antecipação do debate eleitoral".Com informações do Brasil 247.
Aécio fala muito e não diz nada; e Maílson é um comediante
Por
Davis Sena Filho — Blog Palavra
Livre
![]() |
| Aécio Neves é desconhecido da
maioria dos brasileiros e tem fama de playboy e elitista. |
O
senador Aécio Neves, do PSDB mineiro, por ser neto do político legalista e
avesso à gorilagem, Tancredo Neves, comporta-se ideologicamente como um
direitista light, como se estivesse envergonhado, porque no fundo é um liberal,
na acepção da palavra. O economista Maílson da Nóbrega, homem ligado
profundamente aos interesses dos banqueiros, foi ministro da Fazenda do
ex-presidente José Sarney, que atualmente ocupa a presidência do Senado Federal,
além de ser, inacreditavelmente por causa de sua história, alvo da imprensa de
mercado e de direita, que o não tolera por ele compor a base política do Governo
Federal no Congresso. Nada como um dia após o outro. Logo os barões da imprensa,
que adulavam e foram muito beneficiados por Sarney, tentaram, há poucos anos,
derrubá-lo da presidência do Senado, no período de quando Lula era
presidente.
Maílson
para quem não sabe ou não se lembra saiu do Ministério com a inflação a bater
perto dos 80% ao mês, ou seja, quase 1000% ao ano. Sua administração foi uma
lástima e um desassossego para o povo ao tempo que um processo financeiro
formidável para os ricos e os muitos ricos, que deitaram e rolaram com o mel na
sopa elaborado pelo chef de cozinha da máquina estatal Maílson da Nóbrega. Tal
personagem ainda teve a ousadia de chamar de legado a hiperinflação que ele não
conseguiu combater para diminuí-la.
Tal
professor de economia, ao contrário de Aécio Neves, não se importa em ser
considerado de direita, como ocorre até mesmo com cidadãos comuns que dissimulam
suas razões ideológicas em um simples bate-papo. Pelo contrário, ao perceber
que o governo trabalhista da presidenta Dilma Rousseff efetivaria, de fato, a
queda das taxas de juros, Maílson, um dos porta-vozes da direita brasileira e
do establishment
internacional quando se trata dos interesses dos banqueiros prontamente avisou
através da mídia de negócios privados que os seus patrões não estavam nada
satisfeitos e que não iriam aceitar a nova realidade implementada pelo
governo.
Os
artigos recentes de Aécio Neves, na Folha de S. Paulo, e de Maílson da Nóbrega,
na Veja, retratam, fidedignamente, que esses dois personagens quase surrealistas
não têm nada a acrescentar no que diz respeito à economia e a alguma proposta de
governo e projeto de País para oferecer ao povo brasileiro. Aécio falou e falou,
mas não disse nada, pois fez críticas simplórias, sem substância e fundamento,
além de defender o indefensável, que foi sua atitude no que é relativo à
diminuição do preço da tarifa de energia, juntamente com outros governadores
tucanos, inclusive o atual de Minas, Antonio Anastasia, o que me leva a pensar
que o político mineiro optou por defender os interesses dos acionistas e dos
rentistas, em vez dos interesses da população e dos empresários, que,
publicamente, apoiaram o Governo, bem como criticaram acidamente a imprensa
alienígena e os governadores tucanos. Esta é a verdade. O resto é conversa para
boi dormir.
![]() |
| Maílson foi o ministro da hiperinflação e mesmo assim quer ditar regras. |
Quanto
a Maílson da Nóbrega, simplesmente é visível sua desenvoltura para defender
aqueles que estão acima do bem e do mal, de acordo com o que eles pensam por
terem muito dinheiro e influência. Considero tal figura como um papagaio de
pirata, um menino de recado, subserviente, regiamente bem pago para fazer o que
sabe: defender o que deu errado, como ocorre agora na Europa, e não é necessário
explicar o porquê, além de jogar no ventilador dúvidas, distorções,
dissimulações e até mentiras para receber o apoio do cidadão conservador e
confundir a classe média e a alta sociedade de perfil reacionário,
despolitizado, ressentido, alienado e colonizado, mas tão ou mais cruel que o
pica-pau do desenho animado.
Aécio
Neves e Maílson da Nóbrega são o que a direita têm, mas não são ouvidos pelo
povo brasileiro. Maílson é ainda mais enfadonho e cansativo, porque sabemos que
ele é apenas um capataz de banqueiro e porta-voz dos empresários de comunicação,
que não estão nem aí para o País, mas que abrem, por exemplo, as portas da Globo
News para que tal executivo fale suas abobrinhas para a classe média ressentida
e os colunistas ou comentaristas de direita que têm a cara-de-pau de repercutir
tanta incongruência, desfaçatez e insensatez, ou seja, asneiras. Maílson poderia
contar piadas, igual a um comediante.
A
razão disso é porque, indelevelmente, suas palavras não condizem com a realidade
pela qual passa o Brasil. Somente isso. Já Aécio Neves vai ter de falar muito
para convencer, viajar muito, apresentar suas propostas e os resultados de seus
governos em Minas Gerais, e, sobremaneira, descolar-se da sua imagem de playboy,
de mauricinho irresponsável, de boêmio e até mesmo de ébrio, como ocorre na
blogosfera, que, inegavelmente, é um poder midiático considerável.
Principalmente a de esquerda. A única coisa que eu não sei é se o político
mineiro vai fazer uma campanha de tão baixo nível como foram as de José Serra,
que está a se fingir de morto, como se comportam os gambás quando cercados por
cães de caça ou de guarda. É isso aí.
Só faltava essa
Maílson da Nóbrega, ministro da Fazenda de Sarney, entre janeiro de 1988 e março de 1989, e conselheiro de finanças do governo FHC, que deixou o cargo com inflação de quase 80% ao mês, acusa agora o governo do PT de destruir o que ele construiu. Em artigo publicado na revista Veja desse final de semana, o ex-ministro diz que "os governos do PT têm promovido o desmonte sistemático das instituições fiscais duramente construídas nos anos 1980, e também com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), de 2000". Para Maílson, o PT sempre se insurgiu contra a "evolução institucional" que se construiu nos anos anteriores.Faz-me rir, cara-de-pau.Destuir o quê, cara-pálida? Toma simancol ridículo.
Contra a fatalidade: tomar a cidade nas mãos
O Plano Diretor é a régua que ordena a convivência entre o interesse público e o privado na vida de uma cidade.
Um Plano Diretor amplamente discutido com a cidadania, aplicado de forma coerente pelos seus representantes eleitos, não blinda integralmente a vida qualquer comunidade.
Há variáveis que lhe escapam.
Um gesto irrefletido pode desencadear uma tragédia.
Mas ele é a salvaguarda mais avançada --ainda que deliberadamente rebaixada pelo interesse plutocrático-- do bem-estar presente e futuro de uma população.
Toda cidade com mais de 20 mil habitantes é obrigada a ter seu Plano Diretor. Por lei, sua aprovação pelo Legislativo deve ser antecedida de amplo debate entre os principais interessados: os habitantes de cada lugar.
A Constituição brasileira delega ao poder municipal a definição de diretrizes que vão orientar significativas dimensões da vida da cidade hoje e amanhã.
As prioridades sociais, ambientais e logísticas, bem como as regras de ocupação e uso do solo, a mobilidade, a equidade no acesso aos bens públicos, o conforto, a segurança da população e o direito à moradia digna são prerrogativas da esfera municipal.
A exemplo do que ocorre em vários outros pontos do Brasil, São Paulo começa agora em fevereiro a revisar seu Plano Diretor Estratégico, o PDE em vigor desde 2002.
A gestão Haddad promete reverter o que foi sonegado à metrópole nos últimos oito anos.
Ao longo dos próximos 12 meses, a população de todos os bairros e regiões será convocada a apresentar suas dúvidas, críticas, medos, esperanças, sugestões e projetos.
Esse é o compromisso.
O resultado desse mutirão democrático, cuja abrangência e profundidade poderá definir a marca da nova gestão, será condensado então em um texto revisor que seguirá para a Câmara Municipal.
Repita-se: nenhum plano protege integralmente uma comunidade do imponderável.
Mas a democracia tem a obrigação de fornecer à população instrumentos que a salvaguardem ao menos das ameaças previsíveis do presente. E pavimentem caminhos que possam estreitar os laços da convivência compartilhada no futuro.
A fatalidade não é humana. Humana é a criatividade e a superação.
Planejamento é a palavra-vacina contra a fatalidade.
Um Plano Diretor debatido amplamente pode ser uma ferramenta humanizadora do espaço urbano endurecido pelo fatalismo da desigualdade e da incerteza .
Numa metrópole como São Paulo, cindida pela supremacia do interesse privado sobre o bem-comum, isso não é pouco. E pode representar muito.
Mãos à obra.
Um Plano Diretor amplamente discutido com a cidadania, aplicado de forma coerente pelos seus representantes eleitos, não blinda integralmente a vida qualquer comunidade.
Há variáveis que lhe escapam.
Um gesto irrefletido pode desencadear uma tragédia.
Mas ele é a salvaguarda mais avançada --ainda que deliberadamente rebaixada pelo interesse plutocrático-- do bem-estar presente e futuro de uma população.
Toda cidade com mais de 20 mil habitantes é obrigada a ter seu Plano Diretor. Por lei, sua aprovação pelo Legislativo deve ser antecedida de amplo debate entre os principais interessados: os habitantes de cada lugar.
A Constituição brasileira delega ao poder municipal a definição de diretrizes que vão orientar significativas dimensões da vida da cidade hoje e amanhã.
As prioridades sociais, ambientais e logísticas, bem como as regras de ocupação e uso do solo, a mobilidade, a equidade no acesso aos bens públicos, o conforto, a segurança da população e o direito à moradia digna são prerrogativas da esfera municipal.
A exemplo do que ocorre em vários outros pontos do Brasil, São Paulo começa agora em fevereiro a revisar seu Plano Diretor Estratégico, o PDE em vigor desde 2002.
A gestão Haddad promete reverter o que foi sonegado à metrópole nos últimos oito anos.
Ao longo dos próximos 12 meses, a população de todos os bairros e regiões será convocada a apresentar suas dúvidas, críticas, medos, esperanças, sugestões e projetos.
Esse é o compromisso.
O resultado desse mutirão democrático, cuja abrangência e profundidade poderá definir a marca da nova gestão, será condensado então em um texto revisor que seguirá para a Câmara Municipal.
Repita-se: nenhum plano protege integralmente uma comunidade do imponderável.
Mas a democracia tem a obrigação de fornecer à população instrumentos que a salvaguardem ao menos das ameaças previsíveis do presente. E pavimentem caminhos que possam estreitar os laços da convivência compartilhada no futuro.
A fatalidade não é humana. Humana é a criatividade e a superação.
Planejamento é a palavra-vacina contra a fatalidade.
Um Plano Diretor debatido amplamente pode ser uma ferramenta humanizadora do espaço urbano endurecido pelo fatalismo da desigualdade e da incerteza .
Numa metrópole como São Paulo, cindida pela supremacia do interesse privado sobre o bem-comum, isso não é pouco. E pode representar muito.
Mãos à obra.
Saul Leblon-Carta Maior
O cinismo da mídia
por Aurélio Munhoz*
Passadas as primeiras 24 horas após o incêndio que destruiu 231 jovens em uma casa de shows em Santa Maria (RS), o Brasil foca suas atenções agora na identificação dos culpados por mais esta inominável tragédia urbana.
Natural que seja assim. O que aconteceu neste domingo na cidade gaúcha foi fruto de uma coleção de indefiníveis aberrações que, por sua extrema gravidade, causam indignação e merecem punição rigorosíssima.
Ocorre que não são apenas os donos ou os seguranças da casa de shows, tampouco a Prefeitura de Santa Maria e o Corpo de Bombeiros, que merecem condenação. O papel que grande parte da mídia está exercendo diante deste drama humano de proporções colossais, a exemplo do que tem feito em relação a tantos outros, também se revela abjeto e passível de duríssimas críticas.
A mídia tem todo o direito – e, mais que isto, o dever – de noticiar tragédias como a que estamos acompanhando, ao vivo e em cores. Fornecer informações de interesse público é uma das suas atribuições. A morte de 233 seres humanos, ainda mais nas circunstâncias verificadas na casa de shows é, obviamente, digna de uma extensa cobertura porque interessa a um expressivo segmento da sociedade.
As escolas de jornalismo sérias ensinam, porém, que o tratamento de assuntos desta natureza pressupõe cuidado extremo. Não por acaso. É tênue, muito tênue, o limite que separa a informação de interesse público da notícia convertida em espetáculo com objetivos escusos.
Infelizmente, muitos colegas da imprensa (deliberadamente, inclusive) romperam este limite no caso em análise. Boa parte da mídia está fazendo a cobertura da tragédia de Santa Maria não com o nobre propósito que deveria motivá-la – garantir que aberrações como esta não se repitam, algo possível por meio da divulgação permanente de informações corretas e isentas, fruto de pesquisa e investigação sérias, revelando seu compromisso com a sociedade.
Seu propósito é outro – absolutamente vil, porque imoral e oculto: converter a tragédia dos meninos de Santa Maria em um grande espetáculo midiático com o objetivo de garantir audiência cativa. De preferência, às custas das lágrimas do público. É o que se chama, em Teoria da Comunicação, de “espetacularização” da notícia, ou seja, a sua conversão em um agente não do bom jornalismo, mas do entretenimento e do cinismo, porque dá a falsa impressão de que o compromisso primeiro desta mídia é com o público, quando o é de fato, acima de tudo, com seus patrocinadores.
É um Big Brother de verdade, formado não por beldades vulgares e sem cérebro, do tipo que costumam freqüentar os realities shows, mas por cidadãos respeitosos vítimas da irresponsabilidade humana. Sensacionalismo, em uma palavra, como nos tempos do programa Aqui Agora, extinto em 1997. Mais brando, é verdade, mas uma forma de sensacionalismo, de todo modo.
Foi o que aconteceu durante todo o dia da tragédia, quando, por exemplo, até programas dominicais exclusivamente de entretenimento – inclusive os conduzidos por não jornalistas – consumiram horas a fio tratando do tema, mas em tom predominantemente emocional e policialesco, e não informativo. Tampouco estes veículos sinalizaram o interesse de incluir este tema (a segurança em casas de shows) em uma agenda permanente de debates.
É claro que não se pode descartar o componente fortemente emocional que permeia uma tragédia como esta, mas quando se exagera na ênfase deste aspecto – sobretudo quando esta iniciativa parte de programas exclusivamente de entretenimento, aos quais não cabe o perfil de noticiosos – e quando se aborda este tema de maneira superficial gera-se desconfiança sobre os reais propósitos que margeiam a divulgação do fato.
Não se trata de uma novidade. O histórico de grande parte da mídia é profícuo neste gênero de cinismo, no âmbito das tragédias humanas. Cito apenas um caso, já clássico na cronologia de aberrações da mídia: o terremoto no Haiti, que completou três anos em 12 de janeiro e matou 316 mil pessoas, convertendo-se em um das maiores tragédias provocadas por causas naturais da humanidade. Entre elas, Zilda Arns, médica gaúcha fundadora da Pastoral da Criança.
Fontes ligadas à própria Pastoral da Criança, que continua atuando na região, informam que pouca coisa mudou de lá para cá. O portal IAI (International Alliance of Inhabitants) vai além. Comunica que, três anos após o terremoto, depois do bombardeio inicial de notícias sobre o desastre, o Haiti foi praticamente esquecido pela grande mídia e pelos organismos de ajuda internacionais. Mais de 370 mil pessoas continuam vivendo em abrigos temporários, em péssimas condições. E, o que é quase tão grave, 78 mil (21% do total) ameaçam ser despejadas. Não bastasse tudo isto, apenas 1/3 da ajuda prometida, inclusive pela ONU (Organização das Nações Unidas), chegou às mãos do presidente Michel Martelly.
Não é a grande mídia a culpada por isto, evidentemente, mas é de se perguntar por que um problema desta gravidade é solenemente ignorado pela imprensa, que, por sinal, só trata do Haiti ultimamente para criticar a presença dos militares brasileiros no país, algo plenamente justificável pela necessidade de combater os roubos, estupros, a violência e demais atos criminosos nos acampamentos.
Perdoem-me os colegas jornalistas que levam sua profissão a sério, mas não há como não deduzir, do exposto, que o que realmente move a engrenagem de boa parte da imprensa neste tipo de situação não é exatamente o interesse público, ou o sentimento de justiça e de solidariedade às vítimas.
O que se deseja é, tão somente, vampirizar as vítimas das tragédias. Nesta lógica cínica, importa não garantir espaço permanente às famílias das vítimas das tragédias, mas oferecer generosa cobertura aos seus dramas apenas durante o curto tempo em que os corpos dos mortos continuarem rendendo manchetes e as atenções do público. Até, portanto, o surgimento de uma nova tragédia que abasteça com sangue fresco a sede por dramas humanos novos dos que chamam isso de jornalismo.
Os meninos que perderam suas vidas neste domingo, bem como suas famílias, merecem um tratamento bem mais respeitoso – e não serem citados como vítimas de uma tragédia dantesca para, depois, serem praticamente esquecidos pela poeira do tempo, o que fatalmente irá acontecer. Cobrem-me isso, aliás, daqui a alguns meses. Todas as vítimas de todas as tragédias merecem, aliás, pelo simples fato de que são seres humanos – e não objetos descartáveis a serviço de empresários e jornalistas que lançam um olho sob os locais das tragédias e o outro sob os números da audiência. Triste que seja assim.
*Aurélio Munhoz é jornalista, sociólogo, presidente da ONG Pense Bicho e secretário do Comupa (Conselho Municipal de Proteção Ambiental de Curitiba).
De tragédias, preconceito ou os canalhas de plantão

A internet é algo fenomenal. Ao mesmo tempo em que encurta distâncias, informa, dissemina cultura e informação, também é capaz de expor o que o ser humano tem de melhor... e de pior. Basta ter uma opinião contrária à manada e pronto: a execração pública é regra. Ninguém é obrigado a concordar com o que o outro pensa, mas um mínimo de respeito é de bom tom.
¶A internet é algo fenomenal. Ao mesmo tempo em que encurta distâncias, informa, dissemina cultura e informação, também é capaz de expor o que o ser humano tem de melhor...e de pior. E o exemplo mais claro disto está nos comentários em torno de qualquer assunto. Basta ter uma opinião contrária à manada e pronto: a execração pública é regra. Ninguém é obrigado a concordar com o que o outro pensa, mas um mínimo de respeito é de bom tom. Os exemplos são inúmeros.
No mais recente, a recente tragédia que vitimou mais de 230 jovens em um incêndio em Santa Maria (RS) serviu para explicitar o que o ser humano tem de pior. Em meio às declarações de dor, apoio e solidariedade houve gente capaz de postar ‘Isso não pode ser verdade. O meu Rio Grande não merece isso. Se fosse no Amazonas, Piauí, na Bahia, no Ceará, onde não há vida inteligente, tudo bem. Mas no meu Rio Grande e logo na cidade do meu falecido pai é de cortar o coração. Estou de luto”, postou Patricia Anible. Ou outra que postou no Twitter que “O povo do sul não ama churrasco? Está tendo um monte lá em Santa Maria”... e vai por aí.
Quer dizer que a vida de alguém que mora nas regiões Norte e Nordeste vale menos que alguém que mora no Sul ou Sudeste? Ou que alguém pode tripudiar sobre a tragédia que comoveu não apenas um país, mas o mundo – vide as mensagens de apoio e solidariedade emitidas por representantes dos mais diversos credos e países e por figuras públicas e anônimas – sem ao menos pensar naquilo que escreve? É fácil se esconder na Internet, ser um “ativista de sofá” ou um “cabeçóide” ou até mesmo dizer o que realmente se é – um preconceituoso sem escrúpulos ou algo semelhante – através do anonimato da grande rede.
Ah, detalhe, os nordestinos, os pernambucanos, diga-se de passagem, foram os primeiros a disponibilizar pele humana para ser utilizada em transplantes dos feridos na tragédia gaúcha. E isto feito justamente por um “povinho de segunda e que não merece nem viver”, segundo a opinião de muitos dos que acham que vivem em um mundo à parte, formado por uma elite que arvora para si a eugenia como um fator de diferenciação.
Nesta seara sobrou até para o ex-presidente Lula, que ao emitir uma nota de solidariedade e condolências foi taxado, tanto por anônimos que não gostam dele por alguma razão como por jornalistas que viram no fato um viés político, evidenciando que o mesmo “não tem limites”. E desde quando um cidadão – sim, ele é um cidadão quer se goste ou não – não pode manifestar suas condolências como qualquer outra pessoa? O que não pode e nem se deve é dizer que tudo o que ele espera desta situação é tirar proveito político. E vem mais, desta vez por parte dos cabeçóides e ativistas de sofá: “A culpa é do PT. Onde tem PT tem ladrão” e vai por aí.
O deputado federal Jean Wyllis (PSB-RJ) sabe no couro o que é ser alvo deste tipo de ataque. Ao se posicionar em favor do direito dos homossexuais, na defesa da separação entre Igreja e Estado, ao defender direitos trabalhistas para as prostitutas ou mesmo ao dizer que pretende adotar um filho, apanhou mais que cachorro amarrado em poste. Desde comentários explícitos contra sua orientação sexual e o seu posicionamento, boa parte do que se viu postado por trás do anonimato foram declarações carregadas de preconceito e ameaças. Sim, até mesmo ameaças de morte lhe foram feitas.
Ora, o seu papel como parlamentar é defender ideias de uma parcela da sociedade que também pensa assim. Da mesma forma o deputado de ultradireita Jair Bolsonaro (PP-RJ) tem o mesmo direito de defender suas ideias contrárias ao aborto ou contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Eles foram eleitos para isso. Pode-se discordar de suas opiniões e posições, mas nunca agredir de forma pessoal um ou outro e, da pior forma possível, de forma anônima e covarde.
O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, é outro alvo. Nordestino e potencial pré-candidato à Presidência da República é alvo de radicalismos tanto de esquerda como de direita. E novamente, os ataques não ficam no plano ideológico-partidário, mas descambam para o preconceito pura e simples: “É mais um nordestino como o Lula”, “rola-bosta”, nesta onda sobra até para quem se posiciona contra a “manada”. “vendido”, “corno”, “baba ovo”, são alguns dos adjetivos encontrados facilmente nos comentários postados na internet. Discordar é normal e saudável, agredir é dar vazão a uma carga de preconceito que mais do que mostrar a falta de argumentos denota o caráter do autor.
Internet é um território livre? Livre, mas nem tanto. É preciso regras mínimas, daquelas que se aprende em casa, na educação doméstica fornecida por pais, mães, famílias e que um dia repassaremos aos nossos filhos e netos. Educação vem de berço. Saber se posicionar, colocar suas opiniões e não estimular o preconceito ou a violência também faz parte daquilo que se chama educação. Caso nós, sociedade e “postadores” não tenhamos noção disto estaremos fazendo aquilo que, de forma explícita, condenamos e qualificamos como racismo, preconceito, falta de caráter ou simplesmente falta de educação.
Ameaças, piadas, tripudiar com a dor alheia, preconceito, racismo, como temos visto virar regra no limbo da internet e do anonimato que ela proporciona é algo lamentável e que, infelizmente, parece estar virando a regra geral.
A imbecilidade do rola-bosta
Reinaldo Azevedo rola-bosta, aquele jornalista que ganha dos tucanos para acusar os governos do PT, ficou mordido do porco(mordido do porco era uma marginal bem conhecido aqui em Pernambuco) porque Lula manifestou solidadariedade às famílias das vítimas da tragédia em Santa Maria.Segundo o rola-bosta, Lula, ao prestar solidariedade às famílias das vítimas da tragédia em Santa Maria, explorou politicamente a tragédia.O piolho-de cu Azevedo entende que por Lula não exercer mais cargo público não poderia prestar solidariedade a ninguém, muito menos às famílias dos 236 mortos.Tenho até dó desse meliante.O cara, mesmo padecendo de uma doença terrível, não sabe nem emitir uma opinião isenta, sem rancor.Lula, ao prestar solidiariedade, o fez porque é humano, porque tem o cheiro do povo.Lula sabe que é perder um ente querido, afinal, perdeu a mulher durante um parto.Lula, como diria o poeta, "tem apenas duas mãos e o sentimento do mundo", coisa que o rola-bosta não tem.Curioso é que o rola-bosta não criticou Eduardo Campos(PSB-PE) por prestar solidariedade às famílias das vitima de Santa Maria.Eduardo Campos, sim, é quem está fazendo politicagem da tragédia, afinal, luta desesperadamente para ser presidente da República em 2014.Lula não pena mais nisso, Lula pensa em ajudar a reeleger Dilma Rousseff.A bem da verdade, Reinaldo rola-bosta estar chateado porque nenhum cacique tucano, notadamente FHC, Serra, Aécio Neves, Sérgio Guerra, prestou solidariedade às famílias das vítimas da lamentável tragédia de Santa Maria.
domingo, 27 de janeiro de 2013
O cúmulo da imbecilidade
Veja só como são as coisas.Ontem, por volta da meia-noite, circulou no twitter a hashtag #chupaNordeste, que chegou ao TT, em alusão à pobreza e falta d'água do Nordeste.Hoje, assim que foi anunciada a tragédia de Santa Maria, os nordestinos responderam com a #ForçaSantaMaria.Eu vou dizer um negócio: o cara que criou a hashtag #chupaNordeste só não é mais imbecil porque não há mais espaço no mundo.O Brasil tem tantos problemas a serem resolvidos e esses preconceituosos sulistas ficam perdendo tempo nas redes sociais para escrever merda.O Terror, mais uma vez, presta solidariedade aos gaúchos.
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