segunda-feira, 28 de abril de 2014

Até que enfim um sabujo falou algumas verdades

O PSTF — Partido do Supremo Tribunal Federal

O PSTF — Partido do Supremo Tribunal Federal

Postado em 24 abr 2014por :
 Paulo Nogueira:
 Rosa Weber fez o que se esperava que fizesse
Um STF partidarizado é uma tragédia nacional.

Esta é a principal conclusão que você pode tirar da decisão da ministra Rosa Weber por uma CPI exclusiva da Petrobras.

Não vou nem discutir aqui se o melhor seria mesmo uma CPI exclusiva ou uma abrangente, na qual coubessem as propinas do metrô de São Paulo.

Meu ponto é o STF como partido. O PSTF, Partido do Supremo Tribunal Federal.

O drama é que, tomado de interesses políticos, o STF perde completamente o caráter técnico que deveria ter. E isso é um golpe avassalador na ideia da justiça como um conceito acima de interesses.

Machado de Assis escreveu que o maior pecado depois do pecado é a publicação do pecado. Já se imaginava, há algum tempo, que a justiça não fosse exatamente neutra. Agora, isto é amplamente conhecido.

As consequências da partidarização do STF são calamitosas.

Se uma decisão cabe a um juiz, você sabe antecipadamente como ele vai votar. Se houvesse uma casa de apostas jurídicas, não haveria jeito de você errar em seu palpite.

Caiu nas mãos da ministra Rosa Weber o veredito sobre a CPI. Dado o seu retrospecto – ela entrou para a história ao dizer que mesmo sem provas se achava no direito de condenar Dirceu – já se sabia desde sempre qual seria a escolha.

Deu a lógica.

Imagine que o caso parasse nas mãos de Lewandowski. Teríamos uma CPI abrangente.

Repito: não estou julgando aqui qual caminho é o melhor, se é que algum deles é bom. A discussão é sobre a negação da justiça representada pelo PSTF.

Pessoas pagam o preço disso. Dirceu, por exemplo. Joaquim Barbosa faz tudo que pode para atrapalhar a vida de Dirceu. O mesmo vale para Genoino, tratado como se fosse saudável como, para usar uma imagem cara a Nelson Rodrigues, uma vaca premiada, mesmo com o coração comprometido seriamente.

Dirceu e Genoino terão que esperar Joaquim Barbosa deixar a presidência do Supremo para se livrarem de uma perseguição inclemente.

Com o PSTF, o real perdedor é a sociedade.

A mim chamou a atenção, na votação dos embargos infringentes, como uma questão simples – uma segunda jurisdição está ou não na Constituição – foi tratada com caudalosos, eruditos, intermináveis pronunciamentos que simplesmente se anulavam.

Sim, estava. Ponto. Mas ministros como Gilmar Mendes e Luiz Fucs defenderam, em minúcias, a tese absurda de que a segunda jurisdição não estava na Constituição.

É, como se vê, um PSTF dividido.

Se há alguma coisa boa no julgamento do Mensalão, é que os brasileiros puderam ver quanto é precário o Supremo, a principal corte nacional.

Se ela é assim, imagine as cortes inferiores.

Não se trata apenas de reformar a justiça. Trata-se de reinventá-la no Brasil.

Quanto mais se conhece o STF, mais fica clara sua extraordinária falta de qualidade e de grandeza.

Agora mesmo, no calor da decisão de Rosa Weber, vazou a informação de que um filho dela trabalha na Globo, como jornalista.

É o segundo caso do gênero. Também um filho de Barbosa foi acolhido pela Globo.

Nada contra os filhos dos juízes do STF, mas como esperar imparcialidade dos pais se chegar a eles alguma decisão que diga respeito à Globo?

Alguém vai votar contra o empregador do filho? Quem acredita nisso, como disse Wellington, acredita em tudo. Há, portanto, conflito de interesses, dado o peso e considerada a folha corrida da Globo.

A tarefa urgente, essencial na reinvenção da justiça nacional é tirar o P do PSTF. Não pode ser um partido, ou a sociedade é alvo de intensa, cruel, insuportável injustiça.

Paulo Nogueira:

Rosa Weber fez o que se esperava que fizesse.Um STF partidarizado é uma tragédia nacional.

Esta é a principal conclusão que você pode tirar da decisão da ministra Rosa Weber por uma CPI exclusiva da Petrobras.
Não vou nem discutir aqui se o melhor seria mesmo uma CPI exclusiva ou uma abrangente, na qual coubessem as propinas do metrô de São Paulo.
Meu ponto é o STF como partido. O PSTF, Partido do Supremo Tribunal Federal.

O drama é que, tomado de interesses políticos, o STF perde completamente o caráter técnico que deveria ter. E isso é um golpe avassalador na ideia da justiça como um conceito acima de interesses.

Machado de Assis escreveu que o maior pecado depois do pecado é a publicação do pecado. Já se imaginava, há algum tempo, que a justiça não fosse exatamente neutra. Agora, isto é amplamente conhecido.
As consequências da partidarização do STF são calamitosas.

Se uma decisão cabe a um juiz, você sabe antecipadamente como ele vai votar. Se houvesse uma casa de apostas jurídicas, não haveria jeito de você errar em seu palpite.
Caiu nas mãos da ministra Rosa Weber o veredito sobre a CPI. Dado o seu retrospecto – ela entrou para a história ao dizer que mesmo sem provas se achava no direito de condenar Dirceu – já se sabia desde sempre qual seria a escolha.
Deu a lógica.
Imagine que o caso parasse nas mãos de Lewandowski. Teríamos uma CPI abrangente.
Repito: não estou julgando aqui qual caminho é o melhor, se é que algum deles é bom. A discussão é sobre a negação da justiça representada pelo PSTF.
Pessoas pagam o preço disso. Dirceu, por exemplo. Joaquim Barbosa faz tudo que pode para atrapalhar a vida de Dirceu. O mesmo vale para Genoino, tratado como se fosse saudável como, para usar uma imagem cara a Nelson Rodrigues, uma vaca premiada, mesmo com o coração comprometido seriamente.
Dirceu e Genoino terão que esperar Joaquim Barbosa deixar a presidência do Supremo para se livrarem de uma perseguição inclemente.
Com o PSTF, o real perdedor é a sociedade.
A mim chamou a atenção, na votação dos embargos infringentes, como uma questão simples – uma segunda jurisdição está ou não na Constituição – foi tratada com caudalosos, eruditos, intermináveis pronunciamentos que simplesmente se anulavam.
Sim, estava. Ponto. Mas ministros como Gilmar Mendes e Luiz Fucs defenderam, em minúcias, a tese absurda de que a segunda jurisdição não estava na Constituição.
É, como se vê, um PSTF dividido.
Se há alguma coisa boa no julgamento do Mensalão, é que os brasileiros puderam ver quanto é precário o Supremo, a principal corte nacional.
Se ela é assim, imagine as cortes inferiores.
Não se trata apenas de reformar a justiça. Trata-se de reinventá-la no Brasil.
Quanto mais se conhece o STF, mais fica clara sua extraordinária falta de qualidade e de grandeza.
Agora mesmo, no calor da decisão de Rosa Weber, vazou a informação de que um filho dela trabalha na Globo, como jornalista.
É o segundo caso do gênero. Também um filho de Barbosa foi acolhido pela Globo.
Nada contra os filhos dos juízes do STF, mas como esperar imparcialidade dos pais se chegar a eles alguma decisão que diga respeito à Globo?
Alguém vai votar contra o empregador do filho? Quem acredita nisso, como disse Wellington, acredita em tudo. Há, portanto, conflito de interesses, dado o peso e considerada a folha corrida da Globo.
A tarefa urgente, essencial na reinvenção da justiça nacional é tirar o P do PSTF. Não pode ser um partido, ou a sociedade é alvo de intensa, cruel, insuportável injustiça.

O show de cinismo não para






Foi só Lula dizer a verdade quando afirmou que, no julgamento do Mensalão, 20% foi técnico e 80% político para a bandidagem de toga e um cheirador de pó saírem da toca para condenar o ex-presidente e defender a farsa chamada Mensalão. 

Em primeiro lugar, Lula foi até bonzinho com o STF ao dizer o que disse.Na verdade, nada foi técnico, foi 100% político. 

 Mas vamos ao que disseram as Vossas Excelências: 

 Janot disse que todos têm o direito de criticar o julgamento, mas ressaltou que a ação está encerrada. "A ação penal 470, que tramitou perante a corte mais alta do país, está encerrada, com o julgamento claro, objetivo, transparente, respeitado o contraditório e o amplo direito de defesa". 

 O quê? o principio do contraditório e da ampla defesa foi respeitado.Onde cara-pálida? Como foi respeitado se até mesmo os réus sem direito a foro especial foram, após a mídia golpista enfiar a faca no pescoço, trucidados por um bando de porra-louca? E o inquérito 2474 cujo conteúdo nunca veio a público? Julgamento transparente? Ok. Transparente sim, mas tão-somente para agradar o PiG, principalmente a Rede Globo. 

 Já o Collorido Marco Aurélio, que teve influência na absolvição de seu padrinho político, assim falou: 

 Não sei como ele tarifou, como fez essa medição, disse o juiz sobre a avaliação de Lula. "Qual aparelho permite isso? É um troço de doido"- Na dosimetria (tamanho das penas) pode até se discutir alguma coisa (a respeito do percentual político nas decisões), agora, na culpabilidade não. A culpa foi demonstrada pelo Estado acusador". 

 Troço doido é esse Marco Aurélio, que faz de tudo para aparecer na mídia, se possível, até, com a cloaca imunda arreganhada.A culpa não foi demonstrada pelo Estado.A culpa foi imposta por um Tribunal que só sabe condenar político do PT. 

Por fim, o rei do pó Royal também deu a opinião dele:

 Na opinião do tucano, Lula, pelo cargo que já ocupou, deveria ser o primeiro a zelar pelo respeito às nossas instituições. "Quando se combate o Judiciário, quando se combate a imprensa, porque é crítica a ações do nosso grupo político, ou apenas por isso, não se faz um bem à democracia", disse. "Não compreendo as razões que levaram ele a esta contabilidade". Esse cachaceiro safado não tem porque combater o Judiciário, pois vive sendo beneficiado por ele.A Lista de Furnas, o Mensalão do PSDB, O Trensalão, o desvio dos 4 bilhões de reais da saúde dos mineiros são provas vivas que o Poder Judiciário protege os tucanos.Joaquim Barbosa não saiu de graça na foto que possou com Aécio Neves e Anastasia. No mais, Aécio Neves é tão defensor da liberdade de imprensa que mandou prender um proprietário de jornal de MG só porque o cara publicava as safadezas, os roubos dele. Aécio é tão defensor da liberdade de imprensa que todos os jornais mineiros são comprados para falar bem de Aécio e Andréa Neves? 

 É muito cinismo desses calhordas.

domingo, 27 de abril de 2014

A primeira semana de Dilma, 3 anos e 4 meses depois


É muito, muito arriscado fazer profecias. Essa é a razão pela qual este Blog nunca fez uma. Contudo, este é o momento para rever o que foi escrito aqui 3 anos e 4 meses atrás; mais precisamente, no dia 9 de janeiro de 2011. À época, disseram que aquele texto não passava de “exercício de futurologia”. Vejamos hoje, então.
O post “A primeira semana de Dilma” (2011) não fez uma profecia – até porque, o que pareceu “profetizado” não se concretizou e, se a sorte nos sorrir, não se concretizará. Aquele texto fez, simplesmente, um exercício da mais pura lógica, um exercício mental baseado nos fatos então disponíveis, mas que, à luz dos dias que correm, parece ganhar caráter “profético”.
O resgate daquele texto se faz em momento adequado – talvez o último de 2014, antes das eleições. Aqui se propõe à presidente Dilma e ao seu partido estratégia político-eleitoral a ser encetada nos próximos meses. Uma estratégia que se coadune com o tipo de jogo que seus adversários pretendem estabelecer no período que se avizinha.
Sejamos diretos: só a presidente da República tem como denunciar publicamente a atuação político-partidária dos grandes meios de comunicação, inclusive das concessões públicas de rádio e tevê que, de forma ilegal, vêm trabalhando a favor do PSDB em todos os níveis da administração pública (federal, estadual e municipal) e que, neste ano, por via das dúvidas, colocaram seus pés mastodônticos também no barco do PSB.
Só para contextualizar: a mídia partidarizada faz racionamento real de água em São Paulo virar racionamento imaginário de energia elétrica. Com São Paulo às portas de um desastre ambiental na Cantareira e explosão no preço da água, o que toma as manchetes são futricas sobre o custo da eletricidade, que despencou no Brasil.
Vamos, então, ao texto de 2011. Havia passado uma semana e dois dias desde a posse de Dilma e seus primeiros movimentos induziram a crer que sua atuação política ao longo dos anos seguintes seria o que acabou sendo, com os resultados que todos temos visto e sobre os quais há que refletir enquanto ainda é tempo.
—–
Publicado no Blog da Cidadania em 9 de janeiro de 2011
Por Eduardo Guimarães
No sábado, completou-se uma semana desde que a presidente Dilma Vana Rousseff tomou posse e começou a governar. Desde a posse até o presente momento, os movimentos iniciais do novo governo – repletos de simbolismo – induzem à crença em uma drástica mudança de estilo na Presidência da República, ao menos do ponto de vista político.
A começar pela diferença entre a posse de Lula, em 2002, e a de Dilma agora. Há oito anos, Lula chegou ao poder passando por uma campanha eleitoral light, em que a virulência da direita foi constrangida pelo estado de miséria em que estava o país; Dilma se elegeu na campanha mais suja e violenta desde a redemocratização, que deixou a de 1989 na poeira.
Já nos discursos de posse de cada um, afloraram os indícios do que seria o governo Lula e do que será o governo Dilma. Lula fez um discurso politizado, com referências à “esperança” ter “vencido o medo” – referência que enlouqueceu de raiva a direita e a mídia – e ao preconceito por ele não ter diploma universitário; Dilma fez um discurso burocrático e despolitizado.
Aliás, enquanto que o discurso de Lula, em 2002, foi de afronta aos inimigos políticos que amealhou nas três campanhas eleitorais anteriores (1989, 1994 e 1998), o de Dilma foi todo no sentido de amainar os ânimos ainda exacerbados ao espantoso durante a campanha eleitoral.
Houve dois momentos isolados de maior emoção no discurso de posse de Dilma e nas duas vezes ela foi às lágrimas. No primeiro momento, ao se emocionar com a afirmação de que era presidente de “todos os brasileiros”, como que propondo a “paz”; no segundo, ao lembrar dos colegas que tombaram diante da ditadura, da qual a presidente garantiu não guardar rancor.
Durante a primeira semana de Lula, declarações sobre “Herança Maldita” e de que “A esperança venceu o medo” exacerbaram o clima político de uma forma que dura até hoje – mesmo depois de ele ter deixado o cargo, continua sendo atacado pela mídia como se ela quisesse lhe dizer que agora pode insultá-lo sem que tenha como reagir, pois não tem mais o palanque presidencial.
A primeira semana do governo Dilma foi fria, do ponto de vista político, e restrita a fotos de reuniões da presidente com sua equipe de governo, sem que se metesse nas polêmicas da estadia de Lula e família em instalações militares e dos passaportes diplomáticos dos seus filhos.
Acostumados que estamos a ver o ex-presidente fazer discursos diários durante anos, com respostas aos ataques da imprensa, com críticas às elites, a potências estrangeiras, de exaltação dos feitos que o seu governo inegavelmente ia logrando, enfim, com a emoção transbordando por cada poro, todos estão sentindo que Dilma pretende despolitizar o seu início de governo.
Haverá que combinar com os russos. Dilma tem imensos abacaxis para descascar, como a questão dos aviões militares que o Brasil tem que escolher ou o caso Cesare Battisti e o projeto do marco regulatório da mídia, nos quais o novo governo terá que se posicionar, em algum momento.
Há vários fatores que explicam a postura de Dilma. Em primeiro, sai de cena a emotividade de Lula para dar lugar à atitude sempre cerebral que marca o perfil técnico da presidente, em contraposição com a formação eminentemente política do antecessor.  E também o fato de que ela ainda parece pretender desfazer a especulação de que seria mais de esquerda do que ele.
A menos que Dilma comece a ceder sem parar às exigências da direita midiática, confrontos surgirão. Se o seu governo não se tornar tucano, terá que enfrentar o debate político. A única manifestação que a mídia não poderá ignorar ou distorcer muito será a dela. Se não se manifestar, seu governo será censurado.
É cedo para dizer que Dilma cometerá o erro de governar o Brasil como uma gerente. Mas se fizer isso, será, sim, um erro. O cargo de presidente é político. Os brasileiros votaram nela seguindo um líder político – o maior da história brasileira, ao lado de Getúlio Vargas. Ninguém segue gerentes. E sem liderar politicamente, ela não se reelegerá.

Eduardo Guimarães.

Padilha e o “diálogo” com a imprensa: até onde vão as ilusões petistas?


Esse é o diálogo que a velha mídia gosta de estabelecer com dirigentes do PT: eles entram com a cabeça
por Rodrigo Vianna
O PT deveria ter aprendido – com Lula – que esses almoços com representantes da velha mídia não servem pra nada. O então candidato petista foi à sede da “Folha”, em 2002. Lá pelas tantas, o herdeiro do jornal, Otavinho Frias, fez uma insinuação de que Lula não estaria preparado para ser presidente porque não sabia falar inglês. Lula levantou-se e foi embora. O velho Frias (que emprestava carros para torturadores durante a ditadura, mas não era tolo a ponto de confrontar um futuro presidente) saiu andando atrás do candidato, tentando se desculpar pela arrogância do filho.
Lula jamais se vingou dos Frias. Olhou pra frente. Errou? Teve a chance, também, de enterrar a Globo – endividada em 2003. Não avançou nisso. Aliás, presidente eleito, foi para a bancada do “JN” ao lado de Bonner. Alguém imaginaria Brizola, eleito, na bancada do “JN”? Alguns dirão: por isso que Brizola jamais foi presidente. Talvez, tenham razão…

Mas o PT seguiu apanhando e confraternizando-se com a velha mídia. Dilma foi fazer omelete com Ana Maria Braga em 2011. E disse que a questão da Comunicação no Brasil se resolvia com controle remoto.

Haddad, eleito depois de uma campanha em que meios digitais tiveram papel decisivo na capital paulista, mandou dizer pouco antes da posse que Comunicação era um assunto em que não cabia debate sobre políticas públicas. Pôs no cargo de Secretário um jornalista que imagina resolver todos problemas com telefonemas para as redações da “Folha” e “Estadão”. Haddad chegou a dizer que esperava uma “normalização” das relações com a mídia. Foi cozido e fritado por ela.

Padilha começou sua campanha a governador de São Paulo com caravanas pelo interior – transmitidas pela internet. Boa novidade. Mas também adotou a “tática” (!) dos almoços em jornais, pensando em criar (quem sabe) um clima de camaradagem com personagens do quilate dos Mesquita e dos Frias. Recentemente, ouvi de um alto dirigente do PT (foi conversa em off, não posso por isso revelar detalhes) que o partido não abre mão de “dialogar com todos os setores da imprensa” na campanha para o governo de São Paulo.

Sei… Gostaria de saber o que esse petista graúdo acha do “diálogo” estabelecido entre os jornais e Padilha na última semana. Diálogo bastante interessante.

O ex-ministro foi submetido a uma operação de guerra. A tentativa é de abatê-lo em pleno vôo, antes mesmo da campanha começar. Os aliados midiáticos dos tucanos perceberam a fragilidade de Alckmin num momento em que São Paulo está na iminência de ficar sem água por falta de planejamento dos governos do PSDB. No dia em que Padilha iria pra TV falar da seca, os jornais vieram com o ataque coordenado contra o petista.

As manchetes seriam a sobremesa do almoço recente de Padilha com representantes da família Mesquita?

A “Folha”, em sua edição digital, dava grande destaque neste sábado (26/04) para uma certa “opinião de leitor”, que afirmava: “Descoberta da PF é um tiro mortal na candidatura de Padilha”.Vejam, não se trata de análise. Não há informação. É a opinião de um leitor qualquer – que gera manchete no alto da home. Logo abaixo, outra manchete em que PT “nega que possa trocar de candidato”.

Qual diálogo possível? Pra que almoçar ou conversar com essa gente?

O PT segue a legitimar o inimigo. Sim, é disso que se trata. Jornais como “Folha”/”Estadão”/”O Globo” e revistas como a “Veja” são inimigos. São parte do aparato inimigo. Mas, dia sim, dia não, lá estão corajosos ministros petistas a ocupar páginas amarelas, e a se fartar com espaços concedidos pelo inimigo.

Qual nome dar a isso? Oportunismo? Cegueira? Pragmatismo?

Essa prática serve apenas para legitimar aqueles que são hoje a principal ferramenta do campo adversário. Não há meio termo. Ou não deveria haver. Não há ilusão. Ou não deveria haver.

Padilha reagiu até bem na coletiva da última sexta-feira. Mas o PT segue iludido (ou a palavra seria “rendido”) à lógica do “diálogo” com Globos, Folhas e Vejas.

Na verdade, trata-se – talvez – de um sintoma mais grave de rendição…

O partido tem uma base imensa de militantes, setores organizados e movimentos sociais dispostos a um combate aberto. Mas a direção segue na trajetória idêntica à do PS francês ou do PSOE espanhol. É caminho certo para o desastre.
Lula, com a entrevista aos blogueiros, deu a senha de que há outro caminho. Mas a direção petista (com parcas exceções) parece amortecida, rendida.

O que pode salvar o projeto petista e lulista – que apesar de suas limitações (até porque o PT governa em coalizão, e sempre em minoria no Congresso) significou avanços significativos para o país – são essas bases imensas e dispostas ao combate. Gente que nem é filiada ao PT muitas vezes. Mas sabe de que lado está. Essa gente pode pressionar uma direção que parece cada vez menos disposta ao combate.

Andre Vargas, meus caros, foi secretário de Comunicação do PT. Vejam que tipo de prioridade a direção petista dava ao tema. Vargas tentou enganar os incautos com aquele gesto provocativo à frente de Joaquim Barbosa: punho cerrado. Provocação tola, posto que sem correspondência com ações concretas de enfrentamento. Só enganou quem não conhecia os bastidores em que essa geração de “profissionais” petistas se criou.

O social-doleirismo de Vargas é parte desse mesmo quadro de rendição em que se inscrevem as tentativas de “dialogar” com a velha mídia brasileira.

A eleição de 2014 é uma guerra em que não se pode ter ilusões. O outro lado não quer diálogo. Há uma chance (pequena?) de o PT derrotar os tucanos em Minas e São Paulo, e ainda manter o governo federal com Dilma. Por isso, a guerra é tão feia.

Se adotar a tática do “diálogo” com a mídia e os piores inimigos, o PT – em vez de um passo à frente, com vitórias em Estados importantes – pode colher uma derrota definitiva. Os números a apontar liderança folgada de Dilma podem trazer ilusão de uma eleição fácil. Não! Até porque se trava no Brasil apenas parte da guerra – muito maior – pelo futuro do ciclo de governos progressistas na América do Sul.

A velha mídia é sócia dos tucanos num projeto político conservador. O PT – apesar de suas fragilidades e inconsistências crescentes – é a ferramenta disponível para os que lutam por barrar a direita e por aprofundar as reformas sociais no Brasil.

A guerra será aberta e total. Sem ilusões. Sem “diálogo”. Se insistir nos “almoços”, o PT pode virar a sobremesa. Com as cabeças de Dilma/Lula/Padilha/Dirceu e de toda a esquerda servidas na bandeja, e expostas nas manchetes dos jornais e telejornais inimigos nos dias e meses seguintes à eleição.  

Mais uma do rei do precatório



Eduardo Campos é tão estúpido que cheguei a conclusão que não voto mais nele de jeito nenhum(assim como não voto em Jarbas Vasconcelos, José Serra, Mário Couto, Álvaro Dias, Geraldo Júlio, prefeito do Recife).Eu tenho asco desse sujeito, rejeição total.Campos  afirmou no MA que se for eleito, não fará aliança com Sarney. "O senador Sarney terá meu respeito, mas no meu governo ele será oposição durante os quatro anos".Agora eu pergunto: há diferença entre Heráclito Fortes, Jarbas Vasconcelos, Jorge Bornhausen, Roberto Magalhães, Joaquim Francisco, o falecido Sérgio Guerra, Roberto dedo-duro Freire? Claro que não.Mas esse conhecedor profundo da prática de usar os recursos de precatórios para financiar campanha de seus aliados acha que há diferença entre esses malditos.Só engana os bestas esse filho da puta.

sábado, 26 de abril de 2014

O PT deve ser apeado do Poder

Márcio França delirou



Márcio França, aquele deputado que mamou por uns anos nas tetas dos governos tucanos de São Paulo, aquele que que tem um exército de Soldadinhos Virtuais para fuçar a vida dos adversários do nanico PSB, aquele deputado acusado no Inquérito 2516 - crimes de responsabilidade, desobediência; referente ao período de gestão enquanto prefeito e Inquérito 2708 - apropriação indébita previdenciária, deu um entrevista na revista IstoÉ que extrapola os limites da estupidez.

Segundo o ficha suja Márcio França, "Lula tem vários defeitos, mas uma grande qualidade, ele é muito intuitivo. Se fosse candidato hoje, perderia a eleição para Eduardo. Ele sabe disso".

 Que cara ridículo! Será que esse sujeito está bem da saúde mental? Será que o escroque está confiando nos 5 mil soldadinhos virtuais contratados com o fim de vasculhar a vida dos adversários e processar quem denuncia as safadezas de Eduardo Campos e do PSB? 

Mas Márcio França, que deve ser do time de Marina que adora um baseado, não para por aí. Ainda segundo o tucano enrustido, "hoje acredito que Dilma possa ficar fora do segundo turno". 

Eu vou dizer um negócio:nem os tucanos mais lunáticos chegariam a dizer uma sandice dessas.

É mais fácil encontrar um baseado no carro do papa que Dilma não vencer a eleição de 2014.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

O tamanho da covardia do PT

O PT é covarde até dizer basta. Hoje mesmo os tucanos corruptos disseram que vão apresentar representação na PGR sobre a denúncia envolvendo Alexandre Padilha no caso do Laboratório Labogen, do doleiro Yousseff.Você. amigo e amiga, viu ou ouviu algum petista da Câmara ou do Senado botando para torar no PSDB? Nenhum!Agora, você sabia que quem fez convênio com esse tal Labogen foi José Serra, ex-ministro da Saúde no governo FHC? Pois foi. Veja a matéria do Tijolaço. Ah! o PT pode esperar sentado que o PiG nunca vai ligar José Serra a Yousseff, como não ligou com Vendoin no Esquema dos Sanguessugas.Como também não vai ligar Álvaro Botox Dias  ao doleiro Yousseff, mesmo sabendo que o velhaco safado também usou os jatinhos do meliante.


Quem fez convênio com a Labogen foi Serra, no Governo FHC


25 de abril de 2014 | 08:53 Autor: Fernando Brito
labogen
Publico essa informação do título, que você vê retratada na ilustração e que pode ser confirmada no Portal da Transparência do Governo Federal apenas para que se veja como a leviandade pode dar margem à injustiça.
Não significa dizer que estes convênios sejam desonestos ou que, por eles, José Serra tenha recebido qualquer vantagem indevida.
Só uma apuração detalhada poderia dar margem a se pensar algo assim e é exatamente o contrário disso que se está fazendo com o ex-ministro Alexandre Padilha.
Uma acusação irresponsavelmente espalhada, sem um mínimo de checagem e, até, de lógica, se não existirem outros elementos além do quase nada que foi divulgado.
Conheço apenas de vista o ex-Ministro Alexandre Padilha e ele sequer sabe quem eu sou.
Portanto, não posso dar nenhum testemunho sobre ele, mas posso olhar fatos.
Mas esta história do “executivo” que ele teria indicado, segundo os jornais publicam irresponsavelmente,  a uma empresa do tal doleiro Alberto Yousseff não fecha.
O tal “executivo” ocupou um cargo de quinto escalão no Ministério, de fato, mas de sexto escalão (os cargos têm, após o Ministro, os códigos NE, DAS 101.6, 101.5, 101.4 e, depois, o que ele tinha 101.3, na área de eventos).
O tal Marcus foi nomeado Assessor de Eventos em 2011, quando a remuneração não chegava a R$ 4 mil (hoje são R$ 4300), a partir de 17 de maio de 2011. E exonerado no dia 1° de agosto do mesmo ano.
Mesmo neste inexpressivo cargo, portanto, ficou por dois meses e meio ou, como se diz, nem esquentou a cadeira.
O tal documento da PF que os jornais usam como base falam de uma suposta indicação em em 28 de novembro de 2013.
E que André Vargas passa o contato do cidadão a Yousseff dizendo que Padilha o indicou. Indicou a quem, se é que indicaria alguém a quem demitira há mais de dois anos.
Se Padilha indicou, porque é André Vargas passa o contato do cidadão a Yousseff?
Este André Vargas, a quem o próprio Estadão chama de “bocão”, estaria “vendendo” uma indicação?
A única coisa que esta acusação – ou a troca de mensagens – prova é a de que André Vargas não tinha uma simples amizade casual com Yousseff.
Aliás, o comportamento deste deputado, como já se viu, é péssimo. Quem não cuida de sua própria reputação, vai cuidar da alheia?

Até aonde vai a covardia do PT?




















Estou profundamente enojado com o rumo que tomou o Sistema Político-Judicial do Brasil.

Fernando Collor, depois de FHC, o maior larápio do Brasil, foi absolvido  após 22 anos de espera de julgamento no STF.Segundo a ministra relatora do processo(inclusive o processo já estava prescrito no dia do julgamento, sendo assim nem haveria a necessidade de o STF ter entrado no mérito da questão), "para condenar um cidadão é preciso ter certeza, não basta probabilidade".Curioso é que essa ministra condenou Dirceu e Genuino sem ter nenhuma prova contra eles.

Ora, não havia provas contra Collor? Bastava essa anta ter dado uma olhada nos livros O Anão do Orçamento, de Fernando Rodrigues, e As Mentiras das Urnas, de Maurício Dias.Nesses livros têm todo tipo de provas contra Collor de Mello.

Dias antes, outra ministra,  após receber de joelho políticos da oposição, numa prova de subserviência nunca antes vista na história deste país(quem lida com a Justiça sabe que quem tem contato com os magistrados é o advogado constituído nos autos, e não a parte interessada), defere, violando o principio da Tripartição dos Poderes, uma liminar determinando uma CPI exclusiva para investigar a Petrobras.Curioso que essa mesma ministra condenou Dirceu afirmando"não tenho prova cabal contra Dirceu mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite(pois é,  a toupeira oxigenada disse isso).

Por fim, o mesma Câmara de Deputados que tenta até hoje cassar o mandato do deputado André Vargas, por ter esse idiota viajado em jato de doleiro, pune por 90 dias o deputado Leréia, do PSDB, que recebeu recursos do bicheiro Cachoeira.

E o PT o que faz para impedir isso? Nada, queda-se inerte, covardemente.Alguém viu algum deputado do PT pedindo a cassação de Lereia? Duvido.Enquanto o DEM, o PSDB, o PSOL, o PPS, o PSB botam para foder nos polílitos do PT, este partido, que um dia dava gosto ver a sua atuação no Parlamento, não faz porra nenhuma, aceita passivamente.


E para completar tudo isso, temos um governo inerte, medroso, covarde sendo triturado dia e noite por uma imprensa parcial.E ainda um ex-presidente ouvindo um candidato da oposição falar mal-diuturnamente- de uma candidata apoiada por ele.Eu pergunto: por que Lula tem medo de Eduardo Campos?

É por essa e outras que estou diminuindo o ritmo de atualização do blog.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Aécio Neves vem ao Estado dia 19 receber título de cidadão do Recife

Aécio virá ao Recife no próximo dia 19. Foto: Agência Brasil
Aécio virá ao Recife no próximo dia 19. Foto: Agência Brasil
Nunca vi esse tal André Regis na minha vida, mas deve ser daquele tipo de vereador que não faz na na Câmara a não ser bajular políticos de outra região.
Proposto em setembro de 2013 pelo vereador André Régis (PSDB), o projeto que concede do título de cidadão do Recife ao senador Aécio Neves (PSDB) será concretizado no próximo dia 19 de maio. O pré-candidato à presidência da República virá ao Estado para receber a condecoração.
Na defesa, o vereador exaltou os relevantes serviços prestados pelo senador e ex-governador de Minas Gerais ao Estado.
Relevantes serviços por Aécio Neves a Pernambuco?
Fala sério!
O serviço mais relevante que Aécio Neves prestou a Pernambuco foi esse aí.

Fábrica da Fiat que será em Pernambuco desagrada Aécio Neves


Publicado por Jornal de Uberaba (extraído pelo JusBrasil) 
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A nova fábrica que a Fiat Automóveis vai construir em Pernambuco foi motivo de queixas por parte do senador eleito por Minas Gerais Aécio Neves (PSDB). O tucano atribuiu ao presidente Lula e à presidente eleita Dilma Rousseff (PT) a responsabilidade pelas negociações que levaram à instalação de nova fábrica para outro estado. 

O senador eleito criticou a bancada de Minas, pois segundo ele faltou mais empenho chamou de "silêncio" da bancada e "daqueles que estão próximos da atual presidente", em referência implícita não apenas aos deputados federais do PT, mas também ao ex-prefeito Fernando Pimentel (PT): "Não sei se foi o último presente do presidente Lula a Minas ou o primeiro presente da presidente eleita Dilma Rousseff". 

Aécio disse ainda que o Estado não foi informado sobre a negociação arquitetada pelo governo federal. Soube disso apenas no final do acordo. Minas abrigou até agora todas as operações que a Fiat tem no país e mantém com a montadora italiana relação que vem desde 1976. Por isso, a falta de comunicação sobre a negociação com o governo desagradou aos tucanos.
Aécio não cobrou manifestação da Fiat. Apontou o dedo apenas para o PT de Minas e para as pessoas que cercam Dilma. Na mesma linha de argumentação, o governador reeleito Antonio Anastasia (PSDB) considerou a expansão da Fiat para Pernambuco uma decorrência da guerra fiscal.

"Foi uma norma excepcional criada pelo governo federal para beneficiar o estado de Pernambuco", afirmou, acrescentando em seguida que o seu governo continuará combatendo a guerra fiscal. "Mais um motivo para nós ardorosamente defendermos a reforma tributária", assinalou.

Novo local - A nova fábrica da Fiat vai ter isenção de IPI (Impostos sobre Produtos Industrializados) até 2020. O governo fez alterações legais especificamente para a montadora italiana. O presidente Lula assinou uma medida provisória no último dia 25. A carta de intenções para a implantação da fábrica foi assinada na última terça-feira.

A planta, no complexo industrial e portuário de Suape (a 60 km de Recife) deverá estar concluída em 2014. Terá capacidade para produzir 200 mil veículos por ano. Será um investimento de R$ 3 bilhões para a instalação de nova fábrica. De acordo com a companhia, o aporte faz parte do plano de investimentos de R$ 10 bilhões que a Fiat já aprovou para o Brasil no período de 2011 a 2014.

Ao falar que a preocupação é com o "futuro", Aécio se refere a uma preocupação que vários deputados manifestavam na Assembleia Legislativa. Alegavam que o fato de a fábrica estar próximo ao porto pode fazer a Fiat ir aos poucos ir priorizando a produção fora de Minas. (GS).