terça-feira, 20 de outubro de 2015

Moralistas sem moral

Bando de filho da puta, analfabeto político.
“Cunha é só boi de piranha. Quem manda é o Lula”

Na volta dos protestos pela derrubada de Dilma Rousseff, um pequeno grupo de pessoas se reuniu no final da tarde desta segunda-feira 19 no Largo da Batata, em São Paulo. Os organizadores distribuíram plaquinhas e cartazes contra Dilma e Lula e foram entoados palavras de ordem como “Lula cachaceiro, cadê o meu dinheiro?”. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, foi poupado. O peemedebista, que teve contas milionárias na Suíça reveladas pelo Ministério Público do país europeu e se beneficiou da corrupção na Petrobras, não foi citado em nenhum cartaz, placa, faixa ou discurso. Os protestos contra Dilma, que já chegaram a reunir mais de 100 mil pessoas em São Paulo, desta vez juntaram de “300 a 500 pessoas”, segundo estimativas da Polícia Militar presente no local. CartaCapital esteve no ato e perguntou aos manifestantes o que os motivou a ir para a rua. Assista:

Posted by CartaCapital on Terça, 20 de outubro de 2015

Por que Aécio e FHC não sugerem a renúncia de Cunha?


 
Dupla Dinâmica do golpe
Dupla Dinâmica do golpe

Faz tempo que Aécio e FHC, a Dupla Dinâmica do golpe, andam dizendo que Dilma deveria renunciar.

É uma ideia idiota, mas encontra ampla repercussão na imprensa.
Mais recentemente, eles acrescentaram que é para o bem dela.

Bem dela?

Como classificar uma estupidez desse calibre?

Mas, ainda assim, essa monumental demonstração de cinismo demagógico ganha ampla espaço em jornais e revistas.

A frase honesta seria esta: “Seria bom para nós.”

Por nós, entenda os golpistas reunidos em torno de Aécio e FHC.

E eles poderiam complementar: “Já que não ganhamos no voto, quem sabe no tapetão?”

Aécio e FHC parecem ter perdido a noção.

Fiquei ainda mais desconfiado disso depois que soube que Paulinho da Força dizer que não imaginavam que ia ser tão difícil tirar Dilma.

Isso depois de afirmar que tentaram promover o impeachment pelos jornais, uma das mais claras mostras do que a imprensa cúmplice dos golpistas vem fazendo neste tempo todo.

No mundo paralelo dos Aécios, FHCs e Paulinhos da Força, o poder cairia em seu colo.

O PT, os movimentos sociais da CUT ao MST, todas as forças progressistas que deram 54 milhões de votos a Dilma ficariam paradas diante do golpe.

Onde eles vivem?

O país ficaria simplesmente ingovernável com um golpe paraguaio.
Não somos uma República das Bananas.

Tudo isto posto, somos ainda obrigados a ouvir a Dupla Dinâmica recomendando a Dilma que renuncie.

Não vou nem dizer que a proposta poderia valer para eles dois, pelo mal que estão fazendo à democracia.

Há um ano eles dois importunam os brasileiros com seu golpismo intolerável.

Mas vou adiante.

Já que falam tanto em renúncia, por que eles não endereçam a pergunta ao maior símbolo da corrupção nacional, Eduardo Cunha, o homem que conseguiu colocar até Jesus em seus trambiques.

Cada dia que passa sem que nada aconteça com Cunha diante das assombrosas revelações suíças é uma bofetada na cara dos brasileiros.

Por que Aécio e FHC não sugerem a ele que renuncie?

Por um único motivo: pertencem ao mesmo grupo, os três.

FHC, Aécio e Cunha representam a plutocracia tentando, mais uma vez, tomar de assalto a democracia.

Foi assim em 1954, com Getúlio.

Foi assim em 1964, com Jango.

E a plutocracia tenta mais uma vez a mesma coisa em 2015.

É por isso que Aécio e FHC não sugerem a renúncia de Cunha.
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Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Sheherazade e o bandido amarrado no Porsche


:
Rachel Sheherazade não está mais na Jovem Pan, alegou razões pessoais para sair do ar.

pessoalmente acho que ela poderia também alegar razões políticas.

é que Rachel está desmoralizada.

a moçada percebeu que a loira, que se mostrava forte, valente e independente, não passa de uma boneca de ventriloquia.

sua verborragia odiosa, cheia de preconceito social e racial, é apenas uma encenação a serviço dos homens de bens e dos moralistas sem moral.
Shehera é só mais uma a fazer o jogo sujo da grande mídia, jogando gasolina na fogueira e tentando tocar fogo no país, alimentando haters com seu discurso odioso.

virou musa do impeachment.

o diabo é que Paulinho da Força melou o negócio e disse que essa de tentar o impeachment pelos jornais deu com os burros n'água.

foi por isso que Rachel resolveu tirar o seu cavalinho da chuva.

mas não só por isso.

Rachel está a ser cobrada nas redes sociais, diuturnamente, para dar sua versão odiosa para o caso Cunha.

é que ela andou a pregar a máxima de que bandido bom é bandido morto.

disse isso - como esquecer? - ao ver um jovem negro, nu, ser torturado impiedosamente, amarrado a um poste.

agora, ao ver Cunha amarradão em um Porsche, a loira nada diz.

Shehera é da escola de Rezende-Corta-Pra-Mim e de Datena, são os justiceiros midiáticos seletivos, os que incitam ódio contra os seus desafetos políticos e os pretos pobres.

mas calam-se quanto a Cunha, contra o qual as provas gritam. ela colou sua imagem à dele.

quando Cunha enviou proposta para a criação do Dia do Orgulho Hétero, Rachel foi correndo ao microfone da Pan, ventriloquamente, defender a ideia.

Cunha era o Malvado Preferido de Rachel. ela gostava de publicar vídeos com declarações do narigudo em sua página no Facebook, jactanciosamente.

agora, no dia 16 de outubro, no site da Pan, Rachel publicou uma defesa ao nobilíssimo deputado, o título escolhido para o artigo não podia ser mais sabujo e delirante: "Eduardo Cunha se tornou o boi de piranha perfeito".

ali ela diz: "Eduardo Cunha não é réu até que o inquérito se torne processo judicial, não é culpado, até que a Justiça diga o contrário. Por enquanto, o presidente da Câmara não passa de um investigado".

mas aí, o diabo apareceu para cobrar a fatura.
nos comentários, seus ex-fans se dizem decepcionados.

Angélica Moura, de Cataguases, desabafou: "tô chocada com a Raquel, pensei que era somente uma idealista... mas depois dessa vejo que ela é bem parcial..."

Leandro Sales foi mais comedido: "na boa Rachel Sheherazade sou seu fã há tempos! Mas você está forçando demais minimizando as acusações feitas a E. Cunha. Assim como vc disse no áudio, Cunha não é réu. Dilma Também não é. mas ambos tem tratamento diferenciado por você mesmo com as evidências dos últimos dias..."

como assim boi de piranha?, perguntavam leitores atônitos, o homem foi flagrado com a boca na botija, a Suíça enviou ao nosso Ministério Público documentos comprovando que Cunha movimentou quase meio bilhão de reais de forma espúria.

não são ilações de dedos duros torturados psicologicamente numa masmorra, há documentos, fotos, assinaturas, passaportes, extratos, tudo.

Cunha chegou à blasfêmia de transformar o nosso senhor Jesus Cristo em um laranja ponto com.

Cunha carregava uma Cruz, não nas costas, mas num Porsche.

em defesa de Cunha, Rachel parece querer dizer, aquele que nunca pecou que atire a primeira pedra.
como se vê, ela decidiu vazar para se defender das pedradas que surgem por todos os lados.

em verdade vos digo: deu o que tinha que dar, Rachel pediu para sair porque não tinha mais como ficar.

palavra da salvação.


Lelê Teles
Jornalista e publicitário. Roteirista do programa Estação Periferia (TV Brasil), apresentador do programa Coisa de Negro (Aperipê FM) e editor do blog FALA QUE EU DISCUTO

Moralista sem moral



"O meu entendimento é diferente. Eu acho que foi instalada uma organização criminosa na companhia, sob o comando do Palácio do Planalto. O ex-presidente Lula e a presidente Dilma nomearam quatro diretores, que inclusive estão presos, para roubar a Petrobras".

Sabe quem disse isso?

Nada mais nada menos que o tucano Antônio Imbassahy, o popular Almofadinha, acusado de ter roubado bilhões de reais do metrô de Salvador, além de ter recebido recursos por fora(caixa dois, propina) da Odebrecht.

Que moral tem esse sujeito para acusar Lula e Dilma?


Bahia 247 - Empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras também foram acusadas pelo Ministério Público Federal de terem superfaturado o metrô de Salvador em 1999, maior obra da gestão do atual vice-presidente da CPI da Petrobras, deputado Antônio Imbassahy (PSDB-BA), à época prefeito da capital baiana.
O TCU (Tribunal de Contas da União) detectou sobrepreço de ao menos R$ 166 milhões, em valores da época, e responsabilizou gestores indicados por Imbassahy, além das empresas envolvidas, as mesmas que agora serão investigadas pelo tucano na CPI.

Inaugurado no ano passado, o metrô de Salvador tem 7,5 km de extensão, levou 14 anos para ficar pronto e consumiu mais de R$ 1 bilhão.

As irregularidades nas obras levaram o Ministério Público a mover duas ações --que acabaram suspensas porque o Superior Tribunal de Justiça considerou ilegais grampos telefônicos da Operação Castelo de Areia e derrubou o caso. O Ministério Público, porém, recorre no Supremo Tribunal Federal.

As obras do metrô, cujo contrato foi assinado em 1999, foram feitas por um consórcio formado por Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Siemens. As investigações sobre o metrô de Salvador apontaram que o consórcio pagou uma empresa italiana que havia feito a melhor proposta na licitação para que desistisse da obra. O repasse, segundo a Procuradoria, foi feito por meio de um contrato de cerca de R$ 10 milhões para fornecimento de equipamentos.
Documentos apreendidos apontam ainda, segundo a investigação, que foi formado um consórcio oculto com outras empreiteiras que também participariam das obras: Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Constran e Alstom.

Nas eleições do ano passado, Imbassahy recebeu doações de R$ 30 mil da Braskem, empresa ligada à Odebrecht, R$ 250 mil da OAS e R$ 76,8 mil da UTC. A CPI da Petrobras, que já tem mais de um mês de funcionamento, não aprovou nenhum requerimento para convocar representantes dessas empresas ou para quebrar sigilos delas.


Brasil 247-O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) entregou nesta quinta-feira (17) à CPI da Petrobras cópias de documentos da contabilidade extraoficial da Odebrecht do fim da década de 1980, que aponta pagamento de propina para políticos como percentual das obras executadas pela empreiteira naquele época. O material original foi entregue ao delegado Bráulio Cézar Galloni, coordenador-geral da Polícia Fazendária, na sede da Polícia Federal, em Brasília.

Na lista, há políticos aposentados e parlamentares que estão na ativa, como o também deputado federal baiano Antônio Imbassahy, do PSDB, que é membro da CPI e é identificado com o codinome de 'Almofadinha', listado como beneficiado da obra da barragem de Pedra do Cavalo, na Bahia.

Imbassahy foi diretor-presidente da Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba). Ele ficou no cargo entre 79 e 84, cinco dos seis anos de execução da obra. Neste mesmo período ele foi também membro e depois presidente do Conselho da Companhia do Vale do Paraguaçu, a DESENVALE, estatal que contratou a obra.

Entre os mais conhecidos, estão o senador Jader Barbalho (PMDB), o ex-ministro Edson Lobão (PMDB), o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), do ex-deputado João Agripino Maia Neto, do empresário Fernando Sarney, do deputado José Sarney Filho e da ex-governadora Roseana Sarney. Na lista, o PMDB de Recife aparece relacionado com a obra do metrô de Recife. Aparecem também os nomes de cinco ex-governadores e dois ex-senadores que já saíram da política.

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, aparece na lista com codinome de 'Toldo', e está vinculado à Adutora do Sisal. Na época, ele ocupava o cargo de presidente da Companhia de Engenharia Rural da Bahia (CERB) e secretário de recursos hídricos e Irrigação da Bahia.

Um dos beneficiados no esquema, conforme consta nas ordens de pagamento da Odebrecht, é o tio do ex-presidente peruano Alan Garcia, que ocupou o cargo de presidente entre 1985 e 1990 e entre 2006 e 2011. Identificado nos documentos como Pescoção, Jorge Ramos Roncero aparece em ao menos duas notas de pagamento com valores de US$ 900 mil, que foram depositados em contas na Suíça e Bahamas. A obra referente a propina no Peru foi a da construção da usina de Charcani V.

No projeto do terminal de passageiros 2 do Aeroporto Galeão, no Rio, o major-brigador Lauro Ney Meneses, que foi comandante da Aeronáutica, é listado com o codinome 'Positivo'. Segundo as anotações, ele teria recebido 2% sobre uma ordem de pagamento, o que somava 5,5 milhões de cruzados.

Na lista consta também obras como o metrô de Recife, a Ponte de Vitória, os Canais de Cuiabá, o Porto de Natal, o esgotamento de Rondonópólis, no Mato Grosso, a ponte Colatina, no Espírito Santo, BR-163, BR-101, Transmaranhão, e usina de Capanda, em Angola. Na década de 80, a estatal Furnas prestou assessoria técnica na obra da usina de Capanda, que foi construída pela Odebrecht. Na lista dos beneficiados com repasses que variam entre 10 e 33 mil dólares estão quatro funcionários de alto escalão de Furnas.

Entre os políticos aposentados ou já falecidos, aparecem nomes como o de Cesar Cals, ex-ministro de Minas e Energia, Ary Valadão, ex-governador de Goias e Gerson Camata, ex-governador do Espírito Santo. O ex-senador Lazaro Barbosa (PMDB) aparece como Paris. Nas anotações há um pedido de entrega para ele em Brasília de 112 mil dólares. O ex-parlamentar era de Goias e a obra, a usina de Cachoeira Dourada.

Na lista também tem um Transporte de Massa Salvador, que foi a elaboração do projeto de transporte público pra capital baiana, apresentado como uma proposta de VLT. O projeto foi encomendado pelo poder público à Odebrecht. "Nada foi construído, mas segundo os antigos contabilistas da Odebrecht, dinheiro público foi pago e desviado por propina", destacou Solla.

O deputado relatou como se dava o pagamento de propina. "As pessoas que me entregaram este material me contaram que a distribuição de propina se dava por depósito bancário – na agência do falido banco Econômico que tinha dentro da sede da Odebrecht, em Salvador – mas também na calada da noite. Das 9 horas da noite às 2 da manhã era a hora que os políticos e agentes públicos envolvidos no esquema iam pegar suas caixinhas de camisa recheadas de dólar", disse Solla na sessão da CPI da Petrobras.

O petista destacou que boa parte dos pagamentos era feito em dólar, como consta nas anotações. "Mesmo para obras realizadas no Brasil, havia a orientação escrita para transformar em dólar black e pagar. Para quem não lembra, o dólar black era o dólar do mercado negro, era comercializado ao arrepio da lei, por quem praticava contravenção", disse.

Segundo Jorge Solla, os políticos que interessavam a Odebrecht pagar propina regularmente eram direcionados para a DGU (Diretoria-Geral da empresa), sem vinculá-los a nenhuma obra.

"Vamos parar com esse conto da carochinha que vocês e o pessoal lá de Curitiba querem contar para a população, porque não convence mais ninguém. Empreiteira pagar propina a agentes públicos e políticos como percentuais em cima de obras, a gente está vendo aqui, é mais velho que nossa democracia", disse Solla.
Veja aqui a lista completa dos pagamentos de propina e seus beneficiários.

sábado, 17 de outubro de 2015

Dilma e a desmoralização dos golpistas


:
A presidente Dilma, recentemente, acusou em discurso àqueles a quem ela chamou de "moralistas sem moral". A presidente queria dizer que aqueles que a acusavam não tinham moral para acusá-la. Ao que parece ela estava mesmo com a razão (e com a moral). É consenso que a presidente é pessoa de moral ilibada. Já em relação aos seus detratores...

Já se ouviu bastante coisas a respeito do ex-candidato tucano Aécio Neves. Desde as suas farras "inocentes" na cidade maravilhosa ao caso vexaminoso do aeroporto no município de Claudio. Teria Aécio moral para falar de Dilma?

Agripino Maia, destacado líder do DEM, flagrado, de verde e amarelo, em manifestações pelo impeachment da presidente, foi acusado de receber propina milionária em obra realizada em seu estado. Agripino tem moral? O DEM - que no passado já foi UDN, Arena, PDS e PFL; que foi o partido que deu suporte à ditadura militar. O DEM tem moral?

Agora, fica-se sabendo de novas denúncias, contra Eduardo Cunha. Dessa vez, porém, lastreadas em provas documentais e irrefutáveis. De que o presidente da Câmara tem contas, não declaradas, no exterior. E de que teria recebido, por baixo (dos panos? da moral?), depositados nessas poupanças offshore, cerca de US$ 5 milhões de dólares em propinas por negociatas na Petrobras.

Ficou-se sabendo também, ainda mais recentemente, que Cunha tem diversos veículos de luxo - o que, convenhamos, não pega muito bem para um supostamente humilde e honesto representante do povo [este sim, humilde e honesto].

Descobriu-se ainda que, dentre esses veículos, o político possui um Porsche registrado em nome de Jesus - sabe-se que o político é evangélico.

Cabe-nos então perguntar, entre perplexos, descrentes e estarrecidos: em nome de Jesus?!
O fruto de suposto roubo estaria registrado em nome de Jesus?! É isso?!

Eduardo Cunha é a autoridade constituída que pode autorizar (ou não) a abertura de um processo de impedimento e, consequentemente, de destituição da presidente Dilma. E, vale ainda ressaltar, é o segundo homem na sucessão presidencial em caso de impeachment. O primeiro seria, obviamente, o vice-presidente Michel Temer. Este, também, muito provavelmente, um cidadão de moral ilibada.

Enfim, vivemos num país de imorais? Ou de amorais?

No final das contas [offshore], é a presidente da República que dever ser julgada e impedida?

Que moral tem aqueles que a querem impedir de governar?

Que moral torta é essa?!

Que vexaminoso cortejo de amorais é esse ao qual estamos, todos, testemunhando?!


Lula Miranda
Poeta, cronista e economista. Publica artigos em veículos da chamada imprensa alternativa, tais como Carta Maior, Caros Amigos, Observatório da Imprensa e Fazendo Média

TRIBUTO A UMA GRANDE E ADMIRÁVEL MULHER

Comecei minha vida de blogueiro sujo influenciado Por Um Novo Brasil, editado por Jussara Seixas e Oni Presente, outro blogueiro porreta, com quem aprendi muitas coisas, dentre elas, postar vídeo no meu blog. Conforme noticiado pelo também blogueiro Diógenes Afonso, do Terra Brasilis, Jussara Seixas faleceu há três meses, deixando uma enorme lacuna na blogosfera lulopetista. Jussara Seixas era daquelas pessoas que não davam trela para o PiG e seus sabujos, tudo na maior classe, sem baixar o nível, mas sempre contundente nos seu comentários e nas suas postagens. Que Deus o tenha em um bom lugar, Jussara.

Segue o tributo à Jussara Seixas, nas palavras do professor Diógenes Afonso, meu cumpadi de tantas lutas aqui na blogosfera.


Diógenes Afonso - DiAfonso]

Só ontem, passados três meses e meio, soube da partida de minha querida "Cumadi" Jussara Seixas, que me tratava como se filho fosse. Cúmplices, integrávamos os chamados "blogues sujos"* que, nos idos de 2010 e nos anos seguintes, travavam uma guerra midiática contra os "blogues cheirosos e limpinhos" e a mídia corporativa. 

Conheci a "Cumadi" quando fui convidado, por Daniel Pearl, para coeditar o até então nascente Blog da Dilma, juntamente com o "Cumpadi" Gilvan Freitas. De pronto a convidei para ser coeditora de meu blogue, o Terra Brasilis. E, assim, vivemos a guerra, ora reblogando matérias de outros blogues afinados com nosso ideal, ora escrevendo artigos contra as mentiras da mídia corporativa e reafirmando nossos anseios por um país mais justo e mais democrático.

Foi-se minha querida "Cumadi", mas seu legado ficou e ficará para sempre registrado na história de luta e de ação política. Ficará registrado na memória daqueles que tiveram a satisfação de tê-la como interlocutora.

Saudades eternas, "Cumadi"!

* Os blogues sujos: Contexto Livre, Blog da Dilma, Blog do Saraiva, O Terror do Nordeste, O Cachete, Blog do Júlio Garcia, O PTrem das Treze, O Onitorrinco, Ponto & Contraponto, Guerrilheiros Virtu@is, Oni Presente, A Justiceira de Esquerda, O Carcará,Terra Brasilis...

Bonitinha, mas ordinária


Filha de Cunha pediu 'punição aos criminosos'




Rio 247 - Investigada pela Procuradoria Geral da República por por possuir cartão vinculado a uma das contas secretas do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), na Suíça, a publicitária Danielle Dytz da Cunha Doctorovich, filha de Cunha, defendeu em seu facebook a "punição aos criminosos", em post de janeiro.  Passados 10 meses, Cunha já foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e se avolumam delações que implicam o deputado ao esquema de corrupção da Petrobras.

"Campanha suja dá nisso. Agora a vitória é no primeiro turno e punição para os criminosos", escreveu Danielle Cunha ao compartilhar post do pai, que desmentia qualquer envolvimento com as investigações da Lava Jato. Cunha estava na reta final da campanha pela presidência da Câmara. A publicitária integrou a equipe que deu suporte a Cunha em suas viagens pelo País, o que depois lhe rendeu a contratação de seus serviços por parte de aliados de Cunha no Congresso Nacional.

Na postagem compartilhada por ela, Eduardo Cunha, citando uma informação que teria sido repassada pelo doleiro Alberto Youssef, o primeiro a apontar o peemedebista como destinatário final de propinas envolvendo contratos da Petrobras. Pela citação, o doleiro chegou a dizer 'estar sendo ameaçado' por 'um pau mandado de Cunha' – se referindo ao deputado Celso Pansera (PMDB-RJ), hoje ministro de Ciência e Tecnologia do governo da presidente Dilma Rousseff.

Nos bastidores, o peemedebista estaria preocupado com o envolvimento da filha e da esposa, a jornalista Cláudia Cordeiro Cruz, nas citações da PGR. Sem foro privilegiado como ele, ambas poderiam correr o risco de prisão por conta das investigações.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O Brasil perdeu o senso

O mundo preocupa-se com a sua paz, enquanto o País aposenta a Razão e move-se a ódio de classe
bicudo-marcelo reis
O "revoltado on-line" Marcelo Reis e Hélio Bicudo, autor do processo de ipeachment

Volto depois de duas semanas de férias na Itália, as primeiras tiradas neste ano inquieto. Lá fora vivem-se também dias tensos por motivos que ameaçam a paz do mundo. Por aqui reencontro o mesmo deplorável debate em torno da trama golpista pelo impeachment de Dilma Rousseff, assunto tão exaustivo quanto, a seu modo, insuportavelmente enfadonho.

O planeta teme as consequências da enésima crise no Oriente Médio, com epicentro na Síria, enquanto o EI avança, mata e destrói monumentos ilustres, com o envolvimento militar, para enfrentá-lo, de vários países, a começar por EUA e Rússia. Obama e Putin divergem em relação ao objetivo da operação bélica. O russo quer salvar Assad, o americano pretende riscá-lo do mapa, e a divergência assume tons ásperos e ameaça azedar mais e mais. 

O quadro, de todo modo, é mais amplo. A terceira Intifada parece dar seus primeiros passos nas ações terroristas palestinas contra Israel, que prepara represálias, enquanto o Hamas avisa: é guerra. E neste tabuleiro sombrio cabe ainda a crise na Turquia de Erdogan, participante do ataque ao EI e deflagrador da guerra interna contra a resistência curda. O Ocidente paga pelo acúmulo de erros cometidos no Oriente Médio, a começar, para não buscarmos razões mais antigas, pelo fim do Império Otomano, quando Grã-Bretanha e França deram para redesenhar a seu talante o mapa da região.

Entende-se que o mundo se preocupe com o futuro, mas nós aqui estamos a discutir o impeachment como se fosse possível rasgar a Constituição em nome, apenas e tão somente, do que nos proporciona, diária e inexoravelmente, a mídia nativa, ou seja, o verdadeiro partido de oposição a representar, ao mesmo tempo, os interesses da casa-grande e o atual estágio da sociedade brasileira.

A gravidade do momento brasileiro compõe um fenômeno único, peculiar e desolador, sem parentesco com as atuais inquietações do mundo, a não ser na desigualdade social, matéria em que somos campeões. Vale saber, porém, que inúmeras nações, embora apartadas pelos editos neoliberais, vivem bem melhor do que a nossa, mesmo porque aqueles milhões de cidadãos tirados da miséria absoluta no tempo de Lula estão a regressar à condição anterior.
Ronaldo-Caiado
O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) discursa em ato pelo impeachment de Dilma Rousseff
Por onde tenha andado durante as férias, sempre fui alcançado pela pergunta: que aconteceu com o País ainda recentemente cotado para o progresso rápido? Que involução foi essa? Difícil explicar, mesmo porque casa-grande e senzala são conceitos inconcebíveis para europeus, assim como o interlocutor me teria como mentiroso se lhe contasse dos mais de 60 mil assassinatos anualmente entre o Oiapoque e o Chuí.

Complicadíssimo também esclarecer que o Brasil é um país que literalmente perdeu o senso. Além da ridícula ostentação da minoria rica, hipocrisia, arrogância, prepotência, intolerância, ódio de classe grassam impetuosos no nosso desmesurado rincão. E ignorância, primarismo, parvoíce. Se algum dia nos habilitamos à cultura da Razão, esta soçobrou como um barco furado. Está ausente nas frases feitas emboloradas de tanto uso, na ladainha dos editoriais, colunas, artigos, nas diatribes dos tribunos de uma pretensa aristocracia, nas demandas de alegados juristas que ignoram a lei, ou a desrespeitam, nas invectivas dos políticos açodados, entre eles um príncipe dos sociólogos que ninguém leu.

A quem me pedia explicações enquanto eu me informava no La Repubblica, gostaria de ter mostrado as edições do mesmo dia do Estadão, da Folha, de O Globo, sem acrescentar verbo, em perfeito silêncio. Seria o bastante para o bom entendimento do Brasil de hoje. Excelente exemplo dos comportamentos da mídia nativa o recente seminário sobre jornalismo promovido pela revista Piauí. Convidado especial do evento, Daniel Dantas, o banqueiro do Opportunity. Condenado em Nova York, Londres e Cayman, não pode sair do Brasil sem correr o risco de ser preso, como, mais cedo ou mais tarde, se dará, por exemplo, com Marco Polo Del Nero e os senhores da Globo. Ao cabo de sua palestra em São Paulo, Dantas foi aplaudido de pé.

As provas que faltavam

 

Passaporte e assinatura comprovam contas de Eduardo Cunha na Suíça

TV Globo obteve com exclusividade cópia dos documentos do deputado.


G1 não conseguiu contato com o advogado do presidente da Câmara.




Cópias do passaporte, da assinatura e de dados pessoais do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), enviados pelas autoridades da Suíça à Procuradoria Geral da República (PGR) comprovam contas bancárias secretas do deputado, da mulher e da filha dele no país europeu, segundo investigadores do caso.

A TV Globo teve acesso com exclusividade à documentação encaminhada pelo Ministério Público suíço ao Brasil. Além da reprodução dos documentos pessoais – passaporte, visto norte-americano, nome completo, data de nascimento e endereço em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro –, os 35 arquivos enviados pela Suíça mostram que o peemedebista manteve uma conta bancária nos Estados Unidos ao longo de 17 anos.

Formulário aponta que Cunha mantinha uma conta bancária nos Estados Unidos desde 1991 no banco Merryll Lynch (atual Julius Baer) (Foto: Reprodução)Formulário aponta que Cunha mantinha uma conta bancária nos Estados Unidos desde 1991 no banco Merryll Lynch (atual Julius Baer) (Foto: Reprodução)
Em meio à papelada de uma das contas bancárias que ele tinha na Suíça (veja o documento acima), há um formulário que revela que o presidente da Câmara era cliente do banco Meryll Lynch (atual Julius Baer), nos Estados Unidos, desde 1991.

O documento esclarece que, em 2003, ele abriu uma conta na filial do banco em Nova York. Cinco anos mais tarde, explicaram as autoridades suíças, ele resolveu transferir a conta dos EUA para a filial do banco em Genebra.
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Passaporte de Eduardo Cunha e visto dos Estados Unidos (dir.) no documento (Foto: Reprodução)Cópias do passaporte e do visto dos Estados Unidos de Eduardo Cunha (Foto: Reprodução)
Neste ano, em depoimento à CPI da Petrobras, o presidente da Câmara afirmou que não tem contas no exterior. Posteriormente, quando surgiram as informações de que ele tinha quatro contas na Suíça, o peemedebista reiterou as declarações que deu aos integrantes da comissão de inquérito.

Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa da presidência da Câmara informou que quem poderia falar sobre o assunto era o advogado de Cunha, Antonio Fernando de Souza. A reportagem tentou contato com o criminalista, mas não tinha conseguido localizá-lo até a última atualização desta reportagem.

Assinatura de Eduardo Cunha em conta na Suíça da Orion SP (Foto: Reprodução)Assinatura do presidente da Câmara na conta bancária registrada na Suíça em nome da offshore Orion SP (Foto: Reprodução)
Os documentos enviados pelo MP suíço mostram o caminho do dinheiro repassado a contas bancárias atribuídas ao presidente da Câmara dos Deputados e familiares.

No total, as contas de Cunha na Suíça, indicam as investigações, receberam nos últimos anos depósitos de US$ 4.831.711,44 e 1.311.700 francos suíços, equivalentes a cerca de R$ 23,8 milhões, segundo a cotação desta sexta-feira (16).
Documento de banco suíço com endereço de Eduardo Cunha no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)Em um dos formulários do banco de Genebra foi confirmado que Eduardo Cunha era o beneficiário efetivo da conta. O documento também mostra que o presidente da Câmara forneceu seu endereço no Rio nos dados cadastrais (Foto: Reprodução)
Os investigadores da PGR dizem que os documentos pessoais de Eduardo Cunha enviados pelo procuradores suíços (cópias de passaporte, comprovantes de endereço no Rio de Janeiro e assinaturas) comprovam que ele era o beneficiário dessas contas.

Em uma das contas atribuídas ao presidente da Câmara na Suíça, em nome da offshore Triumph SP – constituída em Edimburgo, na Escócia –, há uma cópia do passaporte de Cunha. A Triumph, ressalta o Ministério Público, é uma empresa de trust utilizada para fazer a custódia e a administração dos bens, interesses e dinheiro do presidente da Câmara.

Em outro documento, que autoriza investimentos vinculados à conta bancária, aparece uma assinatura semelhante à registrada no passaporte do peemedebista.
Endereço em Nova York para envio de correspondências de banco a Cunha (Foto: Reprodução)Endereço em Nova York informado por Cunha ao banco suíço para envio de correspondências (Foto: Reprodução)
Ao banco suíço Julius Baer (antigo Merrill Lynch Bank), mostram os documentos, o presidente da Câmara solicitou que as correspondências relacionadas à conta da offshore Orion não fossem enviadas ao Brasil, e sim aos Estados Unidos, em um endereço de Nova York. Ele justificou o pedido alegando que "mora em um país onde os serviços postais não são seguros".

Cadastro em banco suíço que indica Cunha como beneficiário de conta (Foto: Reprodução)Cadastro preenchido no banco suíço indica Cunha como beneficiário de conta bancária no país europeu (Foto: Reprodução)

No formulário chamado de Know your Customer (Conheça seu Cliente), o documento esclarece que o beneficiário efetivo – a pessoa responsável pelo controle da conta – era Eduardo Cunha (veja o documento acima).

Na noite desta quinta-feira (15), o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de um novo inquérito para investigar Cunha. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, quer apurar suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro em razão das quatro contas na Suíça atribuídas ao parlamentar do PMDB e a familiares.

A Procuradoria Geral da República informou nesta sexta-feira (16) haver “indícios suficientes” de que as contas do presidente da Câmara no exterior são “produto de crime" e pediu o bloqueio e o sequestro do dinheiro depositado. Segundo a PGR, entre 2002 e 2014, a evolução patrimonial de Cunha foi de 214%.
Documento diz que correspondências devem ser enviadas para EUA porque 'cliente vive em um país sem serviço postal seguro' (Foto: Reprodução)Documento diz que correspondências devem ser enviadas para os EUA porque "cliente vive em um país sem serviço postal seguro" (Foto: Reprodução)
O caminho da propina 
As investigações do Ministério Público da Suíça indicam que Eduardo Cunha manteve quatro contas bancárias no país europeu, abertas entre 2007 e 2008. Dessas, duas teriam sido fechadas pelo deputado no ano passado, em abril e maio.

As outras duas contas, com saldo de 2,4 milhões de francos suíços (cerca de US$ 2,4 milhões ou R$ 9,3 milhões), foram bloqueadas pela Justiça suíça.

De acordo com as investigações, parte do dinheiro teria sido pago a Cunha como propina por contrato fechado entre a Petrobras e a empresa Companie Beninoise des Hydrocarbures Sarl, em Benin, na África.

O empresário Idalecio de Oliveira era proprietário de um campo de petróleo em Benin e, segundo documentos, fez um contrato de US$ 34,5 milhões com a Petrobras para exploração dessa área.

Os investigadores afirmam ainda que o engenheiro João Augusto Rezende Henriques, apontado pela força-tarefa da Operação Lava Jato como um dos operadores do PMDB, recebeu em maio de 2011 da Lusitania Petroleum Ltd – cujo titular é Idalecio de Oliveira – US$ 10 milhões como “taxa de sucesso” pelo negócio fechado pela Petrobras em Benin.

Entre maio e junho de 2011, Henriques fez cinco depósitos no valor total de 1,31 milhão de francos suíços (cerca de R$ 5 milhões) para a offshore Orion SP com conta registrada no banco Julius Baer, na Suíça.

Segundo investigadores com acesso às informações, o titular da offshore era, à época dos depósitos em 2011, o presidente da Câmara. Constam nos documentos cadastrais da conta Orion SP cópia do passaporte e do visto norte-americano de Eduardo Cunha.

De acordo com os dados suíços, essa conta foi aberta em 20 de junho de 2008 e encerrada em 23 de abril de 2014.

Em depoimento a investigadores da Operação Lava Jato no Paraná, Henriques disse que não sabia quem era o destinatário do dinheiro repassado para a conta Orion, mas afirmou que fez o depósito a pedido de Felipe Diniz, filho do ex-deputado Fernando Diniz (PMDB-MG).

Análise de risco
  Em um memorando interno de avaliação de crédito para Eduardo Cunha – elaborado em novembro de 2012 –, uma funcionária do antigo Merryll Lynch relatou aos superiores detalhes sobre a experiência profissional e a origem do patrimônio do presidente da Câmara.

O documento conta que o peemedebista é economista desde 1980, atuou como economista-chefe na filial brasileira da multinacional Xerox e presidiu a Telerj entre 1991 e 1993.

De acordo com a avaliadora de crédito, Cunha foi "muito bem-sucedido" no comando da extinta estatal de telefonia do Rio. A funcionária desta ainda que, no cargo, ele "introduziu a telefonia celular" no Brasil.

Além disso, o memorando ressalta que, antes de ser eleito deputado federal, Eduardo Cunha trabalhou como consultor privado da área imobiliária durante o desenvolvimento da Barra da Tijuca, atualmente, um dos bairros mais valorizados do Rio de Janeiro.

O documento aponta que o peemedebista tem propriedades no Rio e em São Paulo e que, boa parte desse patrimônio foi obtido por meio de investimentos que ele fez na Barra da Tijuca na época em que o bairro era apenas um subúrbio da capital fluminense.

"Hoje, a Barra da Tijuca é uma área residencial e comercial chique, que continua crescendo. Ele [Cunha] tem rendimentos de seu salário, de seus investimentos locais [no Brasil] e dos aluguéis de imóveis", observou a funcionária do Marryll Lynch.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Hilário

Aecio Fica Sabendo Da Derrota No STF! (Triller de Drama & Tens...

Aécio Fica Sabendo Da Derrota No STF! (Thriller de Drama & Tensão). * Cenas Fortes!

Posted by Velório da Direita on Quinta, 15 de outubro de 2015

Bicudo está senil?


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Um homem lúcido como ele sempre foi não diria os disparates que disse, em entrevista ao Estadão, se tivesse perfeito domínio de suas faculdades mentais. O jurista Hélio Bicudo disse que "o PT tomou conta do judiciário. É o PT que está decidindo o que acontece no STF. Quem foi que colocou esses ministros no tribunal? Foi o PT. Eles (ministros) não irão julgar nada contra o PT".

Afora a ofensa aos ministros da suprema corte do país, que acusa de serem todos parciais e submissos a um partido político, Bicudo esquece-se de acontecimentos bem recentes. Não faz dois anos que o mesmo STF, com apenas três alterações em sua composição, o que não mudaria a correlação de forças, condenou figuras históricas e importantíssimas do PT, como José Dirceu e José Genoíno, na ação penal 470. 

Não se lembra também de que nem todos os ministros da corte foram indicados por presidentes do PT, Lula ou Dilma. Lá estão nomes como o insuspeito de petismo Gilmar Mendes, o decano Celso de Mello e o também veterano Marco Aurélio Mello, que vieram de outros governos.

Este tribunal já julgou ações contra o PT e a favor do PT. Goste-se ou não de suas sentenças, elas expressam o entendimento dos ministros de que lá estão para garantir a observância da Constituição e o respeito à ordem institucional.

O resto só pode fruto da turvação mental do subscritor do pedido de impeachment abraçado pela oposição.

 Tereza Cruvinel

Veja os partidos que não assinaram a representação contra Eduardo Cunha


Oposição corrupta




Estava vendo hoje a que nível chegou a oposição no Brasil. O PSDB tem um presidente envolvido com toda sorte de corrupção.O PMDB de Cunha não fica atrás, a começar pelo próprio.O DEM tem uma tuia de senadores e deputados processados no STF. O TCU tem um presidente acusado de receber propina, tem um ministro acusado de ter recebido R$ 1,6 milhões de reais e, por último, tem outro, que vai ser o novo relator das tais pedaladas fiscais de 2015, acusado de ter recebido R$ 1  milhão de reais da UTC.Sem contar com outras figuras de proas que já se meteram em todo tipo de corrupção no Brasil, desde a época do governo FHC.Triste o fim dessa oposição corrupta.

Lula nega acordo com Cunha e mira oposição




O PiG não tem o que fazer e aí fica inventando histórias.Dilma não é doida para dá um tiro no seu próprio pé.Nem o PT também é burro. Se Cunha não aceitar o impeachment dela, a oposição todinha vai votar pela cassação dele. Então, é melhor ela brigar pelos 171 votos para barrar o impeachment que fazer com Cunha um acordo maluco desses.

O ex-presidente Lula negou por meio de sua assessoria de imprensa nesta quinta-feira 15 ter articulado qualquer acordo para "proteger" o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Segundo nota, "são escandalosamente mentirosas" que noticiaram a aproximação do governo com Cunha para que o deputado arquivasse pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff em troca de votos no Conselho de Ética.


"Lula não manteve encontros ou reuniões neste sentido com parlamentares do PT nem com políticos de outros partidos", rebate o comunicado. "O Brasil sabe que é a oposição, e não o PT, que há um ano vem promovendo articulações espúrias e barganhas, dentro e fora do Congresso, na desesperada tentativa de derrubar um governo democraticamente eleito", ataca ainda o petista.


Nesta noite, Lula está reunido com Dilma no Palácio da Alvorada.


Confira abaixo na reportagem da Agência Brasil:


Dilma e Lula estão reunidos no Palácio da Alvorada


Paulo Victor Chagas – A presidenta de Dilma Rousseff está reunida com o ex-presidente Lula, no Palácio da Alvorada. O encontro, que começou há pouco, tem ainda as presenças dos ministros da Casa Civil, Jaques Wagner; da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini; e da Secretaria de Comunicação, Edinho Silva.


Lula está desde ontem (14) em Brasília. Hoje (15), pela manhã, ele prestou depoimento ao Ministério Público Federal (MPF). Em nota, o Instituto Lula informou que o ex-presidente prestou voluntariamente o depoimento.


Leia a íntegra da nota:


NOTA À IMPRENSA
 
Lula desmente acordo para proteger Eduardo Cunha

São Paulo, 15 de outubro de 2015,


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participa nem estimula qualquer articulação para supostamente "proteger" o presidente da Câmara em procedimento do Conselho de Ética.


Lula não manteve encontros ou reuniões neste sentido com parlamentares do PT nem com políticos de outros partidos.


São escandalosamente mentirosas, portanto, as notícias publicadas a esse respeito, especialmente no jornal Estado de S. Paulo e no portal da Folha de S. Paulo.


O ex-presidente considera que este assunto compete ao Legislativo e ao Judiciário, dentro da lei e da Constituição.


O Brasil sabe que é a oposição, e não o PT, que há um ano vem promovendo articulações espúrias e barganhas, dentro e fora do Congresso, na desesperada tentativa de derrubar um governo democraticamente eleito.