quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Dutra: data da quebra de sigilos desmonta armação do PSDB


Em entrevista ao Terra, o presidente do PT e coordenador da campanha de Dilma, José Eduardo Dutra, afirma que o candidato José Serra e o PSDB empreendem uma "armação eleitoral" para vincular os petistas à violação dos dados fiscais de Verônica Serra. "Simplesmente dizer que, porque é do PSDB, é vinculado a Serra e tem objetivo eleitoral e quem fez foi nossa campanha? A partir daí foi um absurdo do ponto de vista eleitoral", critica Dutra.


Segundo o petista, a data da violação do sigilo da filha de Serra, numa agência da Receita Federal em Santo André (SP), desmonta a hipótese de crime com finalidade eleitoral. "Em setembro, eu estava correndo o Brasil todo com mais cinco candidatos do PT, no processo de renovação da direção do partido. A eleição ocorreu em 22 de novembro, quando fui eleito. Em setembro, não tinha candidata, pré-candidata, nem coordenação de campanha", sustenta.

Leia a entrevista.

Terra - Como o senhor analisa a crise aberta pela violação dos dados fiscais da filha do candidato José Serra, Verônica? O PT fez duas novas representações na Justiça Eleitoral, mas enfrenta as acusações do PSDB, que vê motivação eleitoral.


José Eduardo Dutra - Primeiro, o seguinte: acho absolutamente natural que alguém que tenha qualquer tipo de sigilo violado, manifeste indignação. É legítimo, natural e correto. O absurdo é transformar isso numa peça eleitoral e numa acusação a nós. Simplesmente dizer que, porque é do PSDB, é vinculado a Serra e tem objetivo eleitoral e quem fez foi nossa campanha? A partir daí foi um absurdo do ponto de vista eleitoral. Se quisessem violar o sigilo de alguém, com objetivo eleitoral, o mais provável é que fosse do próprio Serra e dos vinculados a ele. A acusação é genérica. O problema no Brasil é que qualquer um pode acusar alguém sem ter nenhuma prova. Qual o elemento que eles têm de que qualquer membro da coordenação teve acesso a documentos e informações? São acusações caluniosas. Nós vamos continuar buscando reparação na Justiça.

Terra - Uma das leituras da violação do sigilo é que pessoas do PSDB estariam também interessadas nesses dados, em setembro de 2009. Qual análise o senhor faz?


Dutra - Não, eu não... Já ouvi essas conversas, mas não vou ser irresponsável. Eu sou presidente do PT hoje. Em setembro, eu estava correndo o Brasil todo com mais cinco candidatos do PT, no processo de renovação da direção do partido. A eleição ocorreu em 22 de novembro, quando fui eleito. Em setembro, não tinha candidata, pré-candidata, nem coordenação de campanha. O partido estava mobilizado para a renovação da sua direção. O próprio calendário desmonta os que querem transformar em dossiês, "Aloprados 2". E, no caso dos aloprados, em 2006, ainda tinha dinheiro, dossiê, a pessoa que foi presa. Agora não tem isso.

Terra - Como o PT avalia o pedido de cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff, feita pelo PSDB?


Dutra - É uma peça ridícula. Estamos entrando com uma ação em relação a isso, porque o Código Penal prevê pena para quem possa utilizar com má fé um processo de natureza eleitoral.

Terra - Qual a estratégia da campanha de Dilma nessa crise?


Dutra - A campanha vai continuar no mesmo rumo. Vamos viajar, fazer comícios... Serra devia fazer um comiciozinho sequer, uma manifestação de rua. Mas, não. Serra só faz nos atacar...

Terra - Por que Serra não faz comício?


Dutra - Isso é melhor você perguntar a ele.

Terra - O PT vai insistir no pedido de investigação da Receita e da Polícia Federal?


Dutra - Só quem pediu a investigação da Polícia Federal foi o PT, quando isso saiu em junho. Queremos que esse assunto seja o mais rapidamente possível esclarecido, para que sejam identificados os responsáveis, quem fez e quem não fez, pra evitar essa exploração e acabar, de uma vez por todas, a tentativa de armação eleitoral.

Terra - O senhor e a candidata Dilma se referiram à violação de dados sigilosos de diretores da Petrobras. Isso se vincula a...


Dutra - Que, aliás, não mereceu nenhuma indignação da oposição. Ao contrário. Depois que saiu a matéria, Alvaro Dias foi à tribuna não para protestar, mas para pedir as declarações, dizer que era Sheik, era marajá...

Terra - Refere-se ao diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrela?


Dutra - Do Estrela, do Renato Duque... Estrela é filiado ao PT. Outro argumento que usam: ninguém do PT teve o sigilo violado. Três meses antes disso Guilherme Estrela teve o sigilo violado! E Estrela é filiado ao PT.

Fonte: Terra Magazine

Deu no IG:Ministro arquiva pedido de impugnação da candidatura de Dilma


O ministro Aldir Passarinho Junior pediu o arquivamento da representação do PSDB que tenta impugnar a candidatura presidencial de Dilma Rousseff (PT). De acordo com ele, as provas apresentadas no pedido de investigação eleitoral não demonstram de forma satisfatória que a quebra de sigilos fiscais de pessoas ligadas à campanha de José Serra (PSDB) tenham sido quebrado por Dilma. TENDEU, TUCANOS:NÃO HÁ PROVAS CONTRA DILMA.

"Carece a peça inicial de substrato fático-probatório (...) concreta demonstração de efetivo benefício à candidatura da representada Dilma Rousseff e da lesividade da conduta para o equilíbrio da disputa", diz trecho de sua decisão.

O ministro ainda diz que as quebras de sigilo, "ao menos em tese", configuram uma infração penal comum, que deve ser investigada pelo Ministério Público Federal. O que, alega em seu voto, "já vem ocorrendo".

O PSDB ainda pode recorrer da decisão de Passarinho, que é Corregedor-Geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso isso seja feito o plenário da Corte terá que se manifestar sobre o tema e dar decidir se uma investigação eleitoral será ou não aberta contra Dilma e sua coligação.

Pedido

A coligação O Brasil Pode Mais, encabeçada por José Serra (PSDB), ingressou no TSE com o pedido de investigação eleitoral por suposto uso da máquina pública e abuso de poder político contra Dilma nesta quarta-feira. Na representação os tucanos alegam que os vazamentos de sigilos fiscais na Receita Federal foram promovidos pela campanha petista e pedem a impugnação da candidatura.

No documento entregue à Justiça a coligação de Serra pede, além de Dilma, que sejam investigados um dos coordenadores da campanha do PT, Fernando Pimentel, o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, Luiz Lanzeta, o Secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo e o Corregedor-Geral da Receita, Antonio D’Avila.

A coligação tucana alega que Dilma, Pimentel, Junior e Lanzeta foram responsáveis pela montagem de um “núcleo de inteligência” da campanha petista, que teria como objetivo produzir dossiês contra pessoas ligadas a José Serra e sua campanha.

Diz ainda que Cartaxo e D’Avila agiram a favor da campanha de Dilma e contra os interesses do Estado e de suas funções públicas. Por isso a coligação pede cópia de todos os documentos relativos à investigação que está sendo desenvolvida na Receita para elucidar os vazamentos.

Por fim a representação pede que todos os envolvidos sejam ouvidos em juízo. Evoca ainda o artigo 22 da Lei Complementar 64 de1990. Ela determina a celeridade nas investigações e cassa o registro de candidatura ou impede a diplomação de eleitos caso seja comprovada a participação nos atos ilícitos.

Deu no Estadão, mas bem escondidinho


O Estadão, o jornalão que mais publica matéria sobre o dossiê dos tucanos, que costuma publicar matéria em letras garrafais contra o PT, divulgou, lá no meio de sua página, a bsolvição de Dilma pelo TSE.Esse portalão está se superando em matéria de jornalismo parcial.Depois esta merda de Jornal fica reclamando de censura.Jornal desse tipo nem era para existir.Só existe no Brasil.Queria ver o portalão publicar em letras garrafais:TSE ABSOLVE DILMA DA ACUSAÇÃO DE SERRA.Não tem preço o povo saber que Dilma foi absolvida de uma acusação maldosa feita por um pilantra da pior qualidade.Nossa! O Estadão deve estar seguindo o Terror no Twitter, só sendo.Foi só o Terror colocar esta postagem que o portalão ao menos publicou a notícia no meio da página de seu site.

Deu no Uol:TSE arquiva pedido de Serra para cassar registro de Dilma por quebra de sigilo


O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) arquivou nesta quinta-feira o pedido do PSDB para que a Justiça Eleitoral cassasse o registro candidatura de Dilma Rousseff (PT) em consequência das quebras de sigilo fiscais na Receita Federal. Em decisão monocrática (tomada individualmente), o corregedor-geral eleitoral Aldir Passarinho negou o pedido da coligação do candidato José Serra (PSDB) ao argumentar que não há provas de que a petista está envolvida nas violações de sigilo.

Na decisão, o ministro afirma que não há evidências de que o episódio tenha provocado danos à disputa eleitoral. Segundo Passarinho, cabe ao Ministério Público Federal investigar as denúncias --numa esfera que não seria da Justiça Eleitoral.

"Os fatos guardam relação com condutas que, pelo menos em tese, poderiam configurar, além de falta disciplinar, infração penal comum a exigirem apuração em sede própria, estranha à Justiça Eleitoral", diz o ministro.

O PSDB pode recorrer da decisão do ministro para que a representação seja julgada pelo plenário da Corte Eleitoral.

Além de pedir a cassação do registro de Dilma, a representação acusava a candidata abuso de poder político e uso da estrutura do Estado para fins eleitorais no caso da violação dos sigilos.

PEDIDO

Segundo a coligação de Serra, a petista usou integrantes de sua campanha para a quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao candidato tucano e de sua filha, Verônica Serra.

Além de Dilma, a coligação aponta na representação como responsáveis pela violação dos sigilos o candidato ao Senado por Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT); o jornalista Amaury Junior; o jornalista Luiz Lanzetta; o secretário da Receita Federal Otacílio Cartaxo; e o corregedor-geral da Receita Federal, Antonio Carlos Costa D'avila.

Pimentel e Lanzetta são citados como responsáveis pela iniciativa de preparar dossiês que pudessem atingir Serra. Cartaxo e D'avila estariam, de acordo com Serra, dificultando as investigações da Polícia Federal sobre o caso. Já a acusação contra Amaury Junior seria pelo fato de ele ter supostamente declarado que "já teria dois tiros fatais contra Serra", sendo um deles envolvendo informações sobre Verônica.

Será que vai dar no Jornal Nacional?:Corregedor do TSE arquiva pedido de cassação de registro de Dilma

Quero ver com que cara Serra vai acusar Dilma por quebra de sigilo dos tuacnos malditos, se a Justiça já antecipou que não há nenhuma prova contra ela? Curioso é que o resto do PiG, Folha, Estadão, Terra, IG, Veja não deram esta informação ao público.

Do G1, em Brasília

O corregedor eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Aldir Passarinho Junior, arquivou nesta quinta-feira (2) a ação em que a coligação liderada pelo PSDB à disputa presidencial pedia a cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência.

O pedido de cassação do registro havia sido feito pela coligação encabeçada pelo PSDB devido à violação dos sigilos fiscais de pessoas ligadas ao partido, entre elas o vice-presidente da legenda, Eduardo Jorge, e a filha de José Serra, Veronica.

Segundo o corregedor, as provas apresentadas pela defesa do candidato tucano na ação não demonstram de forma concreta que a quebra de sigilos fiscais de tucanos tenha beneficiado a candidatura de Dilma Rousseff. Além disso, o ministro avaliou que também não existem evidências de que o caso tenha provocado danos ao equilíbrio da disputa eleitoral.

Em sua decisão, o ministro entendeu que o caso trata-se de uma questão de cunho penal comum, que deve ser apurada por vias próprias, o que, segundo ele, está sendo feito inclusive com a participação do Ministério Público Federal.

Mesmo com massacre midiático, Dilma continua na liderança

Tracking Vox/Band/iG: Dilma segue com 51%, Serra 25%

Matheus Pichonelli, iG São Paulo 02/09/2010


A segunda medição do tracking Vox Populi/Band/iG sobre a eleição presidencial deste ano mostra estabilidade da disputa para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Assim como nos dados divulgados ontem, a presidenciável petista Dilma Rousseff aparece com 51% das intenções de voto, contra 25% de seu principal adversário, o tucano José Serra.

A senadora Marina Silva (PV), terceira colocada, aparece em seguida com 9%. Brancos e nulos somaram 4%, enquanto os indecisos ficaram em 11%.

Nas regiões, no entanto, houve oscilações que se aproximam da margem de erro, de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. No Nordeste, por exemplo, a pesquisa apontou crescimento de Serra, que passou de 14% a 17% em apenas um dia. Já Dilma, que tem na região a maior distância para o adversário tucano, oscilou de 68% das intenções de voto para 67%.

A petista, em compensação, cresceu na região Sul, onde atinge agora 51% das preferências dos eleitores – no levantamento anterior, ela aparecia com 48%. Serra oscilou na região de 30% para 28%. O Sul é o local onde o instituto apurou maior número de eleitores indecisos: 14%, mesmo índice do dia anterior.

A pesquisa, que passa a ser publicada diariamente pelo iG, ouve novos 500 eleitores a cada dia. A amostra é totalmente renovada a cada quatro dias, quando são totalizados 2.000 casos.

O jênio Everardo Maciel


Everardo Maciel, ex-Secretário da Receita no governo FHC, que nunca leu um livro de Direito sugeriu que a quebra de sigilo dos tucanos foi encomendada pelo PT.

Segundo Maciel, a "sentença" (curioso que o cara que se diz entendido em Direito confunde despacho com sentença) do Juiz que ordenou o acesso dos autos do processo de investigação ao ilibado Eduardo Jorge é indicativo de quem deve ser punido.


Para corroborar a sua precária interpetração, socorre-se de techo do despacho do Juiz, que diz:há uma “relação promíscua entre alguns setores da Administração Pública e alguns setores da imprensa”, sublinha Maciel. Para ele, caso a Polícia Federal consiga estabelecer o que o mundo político desconfia, ou seja, que o material teria sido liberado por servidores para jornalistas produzirem dossiês para serem usados na campanha do PT, a Justiça já apontou os possíveis. culpados.


Só uma pessoa despreparada intelectualmente pode chegar a uma conclusão dessas.


Segundo Maciel, se for provado que o material teria sido liberado por servidores para jornalistas produzirem dossiês para serem usados na campanha do PT, a Justiça já apontou os possíveis culpados.


Só faltava essa:quer dizer que servidores públicos a serviço do PT se prestaria a quebrar o sigilo de tucanos para entregar pro PiG? Só uma anta do tipo Everardo Maciel acredita numa hipótese dessas.Não tem lógica, não tem o menor cabimento essa interpetração maldosa, de má-fé feita pelo primo de Marco Maciel.

Até que gostei desse trecho do despacho do juiz:o cara acertou em cheio quando diz que há promiscuidade entre setores do PiG e da Administração Pública.A relação do PiG com setores públicos(Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia Federal) é mais que prosmícua, é incestuosa.

Dilma:o que os tucanos querem é virar a mesa da democracia"


Estou gostando de ver a reação de Dilma, só falta dar uma na jugular do bandido mor José Serra e na de sua raça.Bandido bom é bandido abatido.Espero que Lula não fuja da raia e entre na briga.Será o fim de Serra se isso ocorrer.



A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou nesta quinta-feira que a acusação do PSDB e do candidato tucano José Serra contra ela é um ato "desesperado".

Dilma também anunciou ações judiciais do PT no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e na Procuradoria-Geral da União contra Serra e o presidente do PSDB, Sérgio Guerra.

"Meu adversário, a campanha do meu adversário e o partido adversário estão desesperados porque, a cada dia que passa, eles perdem apoio popular. Agora, eu acho que eles estão querendo ganhar no tapetão", afirmou a petista, em Porto Alegre.

Serra responsabiliza a campanha petista pela quebra do sigilo fiscal na Receita Federal de pessoas próximas a ele. Entre outros, tiveram seu sigilo violado o vice-presidente do partido, Eduardo Jorge, e a filha Veronica Serra.

Dilma afirmou que as acusações são "levianas e não têm sustentação jurídica".

Ela ainda levantou a hipótese de que as quebras do sigilo tenham ocorrido por uma disputa interna do PSDB na época.

Em setembro de 2009, quando as violações aconteceram, o ex-governador de Minas e candidato ao Senado, Aécio Neves, disputava com Serra a indicação para disputar a Presidência.


"O que eles querem é virar a mesa da democracia", afirmou Dilma.

A candidata afirmou que o PT irá entrar com uma ação no TSE com base no artigo 323 do Código Eleitoral, que prevê pena de até um ano de prisão, mais multa, para divulgação "na propaganda de fatos que sabe inverídicos em relação a partidos ou candidatos e capazes de exercerem influência perante o eleitorado".

O PT também ingressará na Justiça Federal com mais uma ação contra Serra (a quinta) por danos morais. Enviará ainda representação à procuradoria para que apure possível prática de crime contra a honra devido à acusação feita Sérgio Guerra.

"Pode-se até perder uma eleição, mas não se pode perder a dignidade", disse Dilma.

Ela voltou a afirmar que é a principal interessa num rápido esclarecimento e em uma investigação rigorosa.

Dilma afirmou que só quem tem a ganhar com a situação "nebulosa" é a campanha tucana.

A petista se disse "indignada" e afirmou que, apesar de defender punições severas, as instituições devem ser preservadas. Reuters.

Oposição, mídia e judiciário preparam o golpe


Assumindo a derrota nas urnas, logo eles que pensavam que seriam aclamados como os salvadores do caos, os tucanos armam o circo para preparar o terreno para um golpe ou apostar na 'ingovernabilidade' pelo verdadeiro inferno que pretendem criar caso Dilma Rousseff confirme nas urnas em 3 de outubro o que apontam as pesquisdas.

É importante dizer que o governo Lula em muito contribuiu para este estado de coisas em três instâncias.

Primeiro, ao manter na Secom um grupo com um modo de agir tucano - marcado pelo cinismo, pela hipocrisia e pelo reiterado culto aos padrões do mercado. Qual outra justificativa para o governo despejar generosos milhões de reais.

Em segundo ao render-se ao poder das bancas na indicação de ministros ao STF - sendo que estas sempre usaram Marcio Thomaz Bastos como mensageiro de seus intereses junto ao presidente. A manutenção de um Supremo com um viés reacionário não condiz com as indicações de um governo democrático e popular.

Em terceiro, ao não fortalecer os mecanismos alternativos e populares de comunicação. E neste ponto volta-se outra vez para o nefasto papel cumprido pela Secom. Dizer que houve a pulverização na liberação dos recursos é misturar alhos com bugalhos. Distribuíram recursos sim, mas para representantes da mesma velha e preconceituosa mídia, valendo-se dos mesmos mecanismos de protecionismo político. A 'pulverização' não contemplou com um montante específico - 40%, o que seria o mínimo - para rádios, jornais e tvs comunitárias.


A Secom com suas mentiras e sua manipulação afronta a inteligência de qualquer pessoa que consiga viver sem o cabresto da conveniência. E hoje o governo e a sociedade pagam o duro preço do padrão tucano de legalismo e de hipocrisia.

A bem da verdade, a única rede de sustentação que o governo ainda mantém é pela internet, onde o trabalho militante acontece. Enquanto o governo despeja milhões na Veja, os blogueiros que fazem a resistência penam para defender o emprego do pessoal da Secom. Estranha e absurda ironia.

É dentro deste quadro que a oposição arma, de modo descarado na repetição da aliança entre a mídia e o Judiciário, o cenário para um golpe e, este não podendo acontecer, para a infernalização do mandato de Dilma.

Volto a dizer: boa parte da culpa de trudo que acontece hoje foi pela prevalência do modo tucano de agir de muitos pseudo-petistas.
Fonte:Blog Passe Livre

Rejeição de Serra é alarmante

Oposição a Lula virou amizade, quase amor

Em 1989, Fernando Collor de Mello, ex-governador do Estado mais pobre da Federação, Alagoas, assumiu um discurso ofensivo – no sentido também de ofender -, selecionou uma série de desaforos destinados a abalar um governo caindo de impopularidade e partidos em crise, e definiu bordões para causar pânico em torno do candidato de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva, seu principal concorrente.

Por Maria Inês Nassif, no Valor Econômico


Collor venceu atirando para todos os lados. Levou junto um partido que inventou antes das eleições, o PRN, que morreu junto com o seu curto reinado.

A eleição de Collor foi a consagração do marketing político como arma eleitoral. Os alvos do candidato eram escolhidos em pesquisas qualitativas, que definiam os inimigos a combater para alcançar popularidade e as fragilidades do principal concorrente. Pegou um país saído do massacre ideológico do discurso anticomunista da ditadura e que vivia uma hiperinflação. Atacou o governo José Sarney pela incompetência administrativa e Lula pelo temor da classe média. Além do horário eleitoral gratuito, tinha o apoio de uma mídia que estava sem candidatos, sofria com a hiperinflação e preferia que o PT ficasse longe do poder.

Foi o início e o auge da influência do marketing político. E o marketing foi tão eficiente porque não brigou com os fatos: o governo era impopular mesmo e seu candidato não subia nas pesquisas; a classe média e as elites tinham medo real de Lula, eram maleáveis a um discurso moralista e de direita e faziam a cabeça dos de baixo. O PMDB, o grande partido do momento, vivia a crise do governo José Sarney e a compartimentação dos interesses de seus líderes regionais e abandonou aos lobos o seu candidato a presidente, Ulysses Guimarães.

Os marqueteiros de Collor trabalharam em terreno fértil – e sua agressividade foi guindada à condição de ira divina. Um impeachment e quatro eleições depois, todavia, a eficiência desse modelo é questionável. Simplesmente porque vai contra a realidade.

Em 2006, nas eleições pós-mensalão, a oposição tentou reeditar o discurso de Collor. Os alvos eram um governo que os partidos adversários consideravam acabado e um partido, o PT, que tinha por decadente. Na cabeça dos partidos oposicionistas, Lula era um Collor pré-impeachment ou um José Sarney em final de mandato: estava condenado a deixar o poder. O modelo do discurso agressivo, beirando as bravatas machistas do Collor presidente, foi o escolhido para derrubar Lula – ou pelo impeachment, em 2005, ou pelo voto, em 2006. Um senador, no plenário, chegou a ameaçar bater em Lula.

O erro de avaliação foi fatal para a oposição. A popularidade de Lula nas pesquisas subiu rapidamente após a ofensiva dos partidos oposicionistas no Congresso. Em 2006, o candidato tucano, Geraldo Alckmin, chegou a ter mais votos no primeiro do que no segundo turno. A avaliação da oposição, sobre a qual o discurso político foi construído, não levou em conta mudanças que estavam se produzindo no país. Os programas de transferência de renda, em especial o Bolsa Família, despiram as classes média e alta do papel de mediadores de voto das classes menos favorecidas. Lula tinha um patrimônio eleitoral próprio. A agressividade do discurso da oposição, em vez de desgastar o presidente que disputava a reeleição, vitimizou-o. Produziu solidariedade, em vez de provocar aversão.

Da vitória de Lula em 2006 para cá, o modelo Collor de marketing político teria que ter passado por grandes mudanças. Elas foram apenas cosméticas. O marketing de Serra, nos primeiros dias de propaganda eleitoral gratuita, optou por não comprar briga com Lula e não negar a sua popularidade. O problema é que o discurso soou falso. Desde 2005, a oposição aparece na mídia em confronto radical com o presidente que agora é tratado com condescendência, quase amor. No último round eleitoral, Serra tem se apegado às quebras de sigilo fiscal de pessoas próximas a ele. As acusações recaem sobre a candidata do PT, Dilma Rousseff, e sobre o seu partido, e não sobre o chefe de um governo cuja Receita Federal deixou vazar sigilos.

Enquanto o marketing de Dilma a une a Lula, o de Serra tenta separá-los. Os índices de pesquisa acabam mostrando que a eficiência do marketing é tão maior quanto mais próxima da realidade. As estratégias de campanha de Dilma deslizam numa realidade em que o eleitor tende à continuidade, gosta do presidente e incorporou naturalmente o trabalho de identificação feito entre a candidata e o seu padrinho. As estratégias eleitorais de Serra nadam contra a corrente de um eleitorado majoritariamente governista e da identificação da ex-ministra com o governo que é amplamente aprovado pela população.

A saída de Serra é tentar ser, ele próprio, a vítima. A algoz tem que ser Dilma, porque Lula não tem colado nesse papel. Como a prancha de Serra está contra a onda, no entanto, o marketing teria que conseguir uma sintonia muito fina. É tênue a separação entre uma acusação – a de que Dilma é a responsável pela quebra de sigilo – e a infâmia, no ouvido do eleitor. Quando a onda está contra o candidato que faz a acusação, um erro é fatal. Essa sintonia não parece que está sendo conseguida. O aumento da rejeição do candidato tucano, desde o início da propaganda eleitoral, é alarmante.

Roubo no governo de Yeda Crusius

Enquanto os tucanos ficam criando factóides contra Dilma para levar a eleição para o segundo turno, mais uma(a outra foi a do DETRAN-RS) quadrilha de corrupto foi desnmontada no gocverno tucano de Yeda Cruzes.

Operação investiga desvio de R$ 10 mi de banco estadual do RS

Uma força-tarefa da Polícia Federal (PF), do Ministério Público Estadual e do Ministério Público de Contas investiga possíveis desvios de recursos da área de marketing com prejuízo ao Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul). A suposta organização criminosa, integrada por um alto funcionário do banco, diretores de agências de publicidade e prestadores de serviços, pode ter causado um prejuízo de mais de RS 10 milhões nos últimos 18 meses.


A Operação Mercari pretende cumprir nesta quinta-feira 11 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em Porto Alegre e um em Gravataí, com a participação de 76 policiais federais.


O esquema se daria através de superfaturamento na produção de ações de marketing contratadas junto a agências, as quais eram terceirizadas a empresas que, por sua vez, subcontratariam os reais executores dos serviços a preços muito menores do que aqueles cobrados do banco.


A Justiça Estadual, acionada pelo Ministério Público Estadual, autorizou o compartilhamento de informações com o Ministério Público de Contas, que requereu ao Tribunal de Contas do Estado inspeção especial no Banrisul - já determinada -, assim como com a Polícia Federal, que atua na operação em busca de indícios de crimes de evasão de divisas, ocultação de bens e valores e sonegação fiscal.


Procurada, a assessoria de imprensa do Banrisul não comentou o assunto e informou que deve divulgar ainda nesta quinta-feira um posicionamento oficial sobre as investigações.


Redação Terra

Dilma tem que ir para o ataque


Se proceder a informação do Estadão, o líder, juntamente com a Globo, do golpe contra a candidatura Dilma, que Lula pediu para Dilma não se envolver com essa questão do factóide tramado pelos tucanos, acho que Dilma vai suar para vencer a eleição no primeiro turno.Na minha opinião, Dilma, o PT devem sair da defesa e ir ao ataque.Dilma e o PT, além da contestação das inverdades ditas pelos tucanos, têm que mostrar que o PSDB não tem moral nenhuma para acusar os outros de fabricar dossiê, já que são useiro e veseiro neste assunto.E não é para contestar as inverdades nos jornais, nas revistas, tem é que ir para o guia eleitoral.Esse José Serra é um bandido de alta periculosidade, e para derrotá-lo tem que usar armas mais eficientes que as suas, que são baseadas em mentiras, calúnias, ilações.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Consolidar a ruptura histórica operada pelo PT


Para mim o significado maior desta eleição é consolidar a ruptura que Lula e o PT instauraram na história política brasileira. Derrotaram as elites econômico-financeiras e seu braço ideológico, a grande imprensa comercial. Notoriamente, elas sempre mantiveram o povo à margem da cidadania, feito, na dura linguagem de nosso maior historiador mulato, Capistrano de Abreu, "capado e recapado, sangrado e ressangrado". Elas estiveram montadas no poder por quase 500 anos. Organizaram o Estado de tal forma que seus privilégios ficassem sempre salvaguradados. Por isso, segundo dados do Banco Mundial, são aquelas que, proporcionalmente, mais acumulam no mundo e se contam, política e socialmente, entre as mais atrasadas e insensíveis. São vinte mil famílias que, mais ou menos, controlam 46% de toda a riqueza nacional, sendo que 1% delas possui 44% de todas as terras. Não admira que estejamos entre os países mais desiguais do mundo, o que equivale dizer, um dos mais injustos e perversos do planeta.

Até a vitória de um filho da pobreza, Lula, a casa grande e a senzala constituíam os gonzos que sustentavam o mundo social das elites. A casa grande não permitia que a senzala descobrisse que a riqueza das elites fora construída com seu trabalho superexplorado, com seu sangue e suas vidas, feitas carvão no processo produtivo. Com alianças espertas, embaralhavam diferentemente as cartas para manter sempre o mesmo jogo e, gozadores, repetiam: "façamos nós a revolução antes que o povo a faça". E a revolução consistia em mudar um pouco para ficar tudo como antes. Destarte, abortavam a emergência de outro sujeito histórico de poder, capaz de ocupar a cena e inaugurar um tempo moderno e menos excludente. Entretanto, contra sua vontade, irromperam redes de movimentos sociais de resistência e de autonomia. Esse poder social se canalizou em poder político até conquistar o poder de Estado.

Escândalo dos escândalos para as mentes súcubas e alinhadas aos poderes mundiais: um operário, sobrevivente da grande tribulação, representante da cultura popular, um não educado academicamente na escola dos faraós, chegar ao poder central e devolver ao povo o sentimento de dignidade, de força histórica e de ser sujeito de uma democracia republicana, onde "a coisa pública", o social, a vida lascada do povo ganhasse centralidade. Na linha de Gandhi, Lula anunciou: "não vim para administrar, vim para cuidar; empresa eu administro, um povo vivo e sofrido eu cuido". Linguagem inaudita e instauradora de um novo tempo na política brasileira. O "Fome Zero", depois o "Bolsa Família", o "Crédito Consignado", o "Luz para Todos", o "Minha Casa, minha Vida, o "Agricultura familiar, o "Prouni", as "Escolas Profissionais", entre outras iniciativas sociais permitiram que a sociedade dos lascados conhecesse o que nunca as elites econômico-financeiras lhes permitiram: um salto de qualidade. Milhões passaram da miséria sofrida à pobreza digna e laboriosa e da pobreza para a classe média. Toda sociedade se mobilizou para melhor.

Mas essa derrota infligida às elites excludentes e anti-povo, deve ser consolidada nesta eleição por uma vitória convincente para que se configure um "não retorno definitivo" e elas percam a vergonha de se sentirem povo brasileiro assim como é e não como gostariam que fosse. Terminou o longo amanhecer.

Houve três olhares sobre o Brasil. Primeiro, foi visto a partir da praia: os índios assistindo a invasão de suas terras. Segundo, foi visto a partir das caravelas: os portugueses "descobrindo/encobrindo" o Brasil. O terceiro, o Brasil ousou ver-se a si mesmo e aí começou a invenção de uma república mestiça étnica e culturalmente que hoje somos. O Brasil enfrentou ainda quatro duras invasões: a colonização que dizimou os indígenas e introduziu a escravidão; a vinda dos povos novos, os emigrantes europeus que substituíram índios e escravos; a industrialização conservadora de substituição dos anos 30 do século passado mas que criou um vigoroso mercado interno e, por fim, a globalização econômico-financeira, inserindo-nos como sócios menores.

Face a esta história tortuosa, o Brasil se mostrou resiliente, quer dizer, enfrentou estas visões e intromissões, conseguindo dar a volta por cima e aprender de suas desgraças. Agora está colhendo os frutos.

Urge derrotar aquelas forças reacionárias que se escondem atrás do candidato da oposição. Não julgo a pessoa, coisa de Deus, mas o que representa como ator social. Celso Furtado, nosso melhor pensador em economia, morreu deixando uma advertência, título de seu livro A construção interrompida (1993): "Trata-se de saber se temos um futuro como nação que conta no devir humano. Ou se prevalecerão as forças que se empenham em interromper o nosso processo histórico de formação de um Estado-Nação" (p.35). Estas não podem prevalecer. Temos condições de completar a construção do Brasil, derrotando-as com Lula e as forças que realizarão o sonho de Celso Furtado e o nosso.

Leonardo Boff é teólogo, filósofo e escritor.

Oposição no Senado usa “denuncismo” como estratégia eleitoral

Povo de Pernambuco, olha aí Marco Maciel articulando mais um golpe contra a soberania popular.

"A oposição protagonizou mais uma manifestação de “desespero”, na avaliação do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), na reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na manhã desta quarta-feira (1o). A insistência dos tucanos em acusações de vazamentos de dados fiscais de pessoas do PSDB demonstra que “a direita adotou a sua estratégia, que é atacar para desconstruir o governo”, diz o senador comunista, para quem o “denuncismo” não vai vingar.
Ag. Senado

Álvaro Dias (ao microfone) observado por Jucá: governistas rejeitaram requerimento do tucano.
Membro da CCJ, Inácio votou contra o requerimento do Álvaro Dias (PSDB-PR) de convocação do ministro da Fazenda, Guido Mantega para depor sobre o suposto vazamento de dados da Receita Federal de pessoas ligadas ao PSDB. Após um intenso debate entre governistas, comandados pelo líder Romero Jucá (PMDB-RR) e oposicionistas, capitaneados por Dias, o requerimento foi rejeitado por 11 votos a oito.

Para Inácio Arruda, a oposição usa o controle que tem sobre a mídia e, num jogo combinado, transforma em manchetes os factóides criados por ela. “Eu ponho isso na conta do desespero da oposição com a perspectiva de vitória da Dilma no primeiro turno”, diz o senador.

Na avaliação de Inácio, as manobras da oposição não encontra ressonância no conjunto do povo que percebe a tentativa de querer enganá-lo. Ele lembra que no início da campanha eleitoral, “o candidato José Serra tentou colar a imagem dele a do Presidente Lula, na tentativa de tirar proveito do excelente governo comparado com o deles”, diz Inácio, destacando que “as necessidades do Brasil ainda são muitas”.

E, usando os mesmos termos do Presidente Lula, o senador comunista diz que a postura da oposição é “uma questão de caráter”. E lembra que “eles (tucanos) destrataram, debocharam, desrespeitaram o Presidente Lula, que tem 80% de aprovação do governo; eram oposição e agora queriam ser Lula”.

A situação econômica do país – a melhor desde o Plano Cruzado -, segundo Inácio Arruda, que se reflete na candidatura de Dilma Roussef à Presidência, repercute também nos estados. Segundo o senador, existe a perspectiva de, a partir dessas eleições, “se ter um Senado com coloração mais avançada”.

Ele cita como exemplo a candidatura da colega de Partido, Vanessa Grazziotin, ao Senado pelo estado do Amazonas. Ela disputa a vaga com o tucano Artur Virgílio, o senador que ameaçou dar uma “surra” no Presidente Lula.

“Essa é uma mudança substancial, a ampliação da força do campo democrático, que vai permitir ao governo seguinte desenvolver um projeto mais arrojado”, afirma Inácio. Ele diz ainda que com a nova composição, o Senado deixa de ser “um gueto oposicionista no Brasil e vai participar do projeto de construção do Brasil”.

“Eleitoralizar” o fato

Na discussão entre governistas e oposição, o líder do governo no Senado disse que a questão da quebra do sigilo fiscal não tem com o governo Lula e lembrou que o caso está sendo investigado pela Corregedoria da Receita e pela Polícia Federal.

Jucá disse que o ministro Mantega está disposto a comparecer à CCJ desde que fosse convidado e não convocado. “Isso é uma apelação que vamos refutar”, garantiu Jucá. Segundo ele, o ministro não é culpado do fato e que “se houve crime e falha, ela foi de servidores que serão responsabilizados", disse, acusando a oposição de querer “eleitoralizar” o fato.

Jucá também disse que a quebra de sigilo da filha de Serra, Verônica Serra. foi feita a pedido dela. O senador Álvaro Dias rebateu as afirmações de Jucá, afirmando que a procuração apresentada ao fisco para requerer os dados da filha de Serra seria falsa. "Queremos que a Receita apresente a procuração, inclusive com reconhecimento de firma em cartório. O documento é falsificado", disse Dias.

Vermelho, de Brasília

Dilma: Serra é "leviano" ao me vincular à violação do sigilo



Serra é mais que isso.Serra é um bandido de alta periculosidade.


"Num tom duro, a candidata à presidência da República, Dilma Rousseff (PT), defendeu, em entrevista ao Jornal do SBT, "uma apuração drástica" da violação dos dados fiscais da filha de José Serra, Verônica, e acusou seu rival de agir "com leviandade" nas denúncias contra sua campanha.

"Vamos aos fatos. Há um procurador que vai à Receita Federal e com um reconhecimento de firma, que a Receita não tem como naquele momento saber se é falso ou não, pede as declarações e não tem como ver se é falso ou não", expôs. "A Receita e a Polícia Federal têm que investigar profundamente (...) e punindo, se for o caso", disse.

Com o ar de contrariada, a petista criticou a postura de Serra e desfez as vinculações entre a violação do sigilo e dossiês do PT. "Eu não entendo as razões, algumas até entendo, que levam o candidato da oposição a levar contra minha campanha uma acusação tão leviana, que não tem provas". Dilma argumentou que, em setembro de 2009, quando houve o acesso ao banco de dados da Receita, sua "campanha não existia". "Nem pré-candidata eu era", alegou.

A candidata prosseguiu, cortando um novo pedido de esclarecimento do apresentador Carlos Nascimento. "Posso te explicar uma coisa? Não é possível uma ilação dessa espécie...". Ela lembrou os vazamentos atribuídos a políticos do PSDB, a exemplo do relacionado às "dívidas de deputados junto ao Banco do Brasil, no momento em que se discutia a reeleição". E fez um ataque velado ao senador tucano Alvaro Dias: "em setembro de 2009, para se fazer a CPI da Petrobras, esse mesmo senador divulgou vazamento de dados absolutamente sigilosos sobre a direção da Petrobras(...). Achamos isso inadequado e antiético e não tivemos essa ilação".

Para Dilma, os membros do PSDB "são vazadores contumazes ou pessoas que não tem ética suficiente pra lidar com a coisa pública". Completou: "A maior interessada nessa apuração sou eu. Quero repudiar essa prática de levantar acusações e não apresentar uma única prova".

No primeiro bloco, Dilma prometeu não submeter um novo projeto de CPMF ao Congresso Nacional. "Não penso em recriar a CPMF, porque creio que não seria correto", afirmou. "Eu reclamo sempre que alguém que perde R$ 40 bilhões e as coisas continuam iguais(...). Vamos ter o aumento da arrecadação devido ao crescimento do próprio Produto Interno Bruto (PIB). E esse aumento tem que ir pra Saúde".

O apresentador Carlos Nascimento perguntou-lhe se algum envolvido no escândalo conhecido como "mensalão", em 2005, integraria seu eventual governo. "Antes de julgar, não", respondeu a candidata.

Fonte: Terra Magazine

Com apoio da mídia, Serra parte para o vale-tudo eleitoral


A noite de 31 de agosto deverá entrar para os arquivos desta corrida presidencial como a "hora da virada" da campanha de José Serra ao Planalto. Em duas entrevistas - ao SBT e à Globo - o tucano deu sinais evidentes que vai usar do que estiver ao seu alcance - o que pode ser também chamado de "apelar" - para tentar reverter a tendência quase vertical de queda nas pesquisas.

Por Fábio M. Michel, Rede Brasil Atual

Sem nada melhor para apresentar, tucano abre temporada de golpes baixos, sempre contando com o apoio da grande mídia
Sem ter conseguido ampliar a preferência pela sua candidatura, agora opta nitidamente por tentar criar no eleitorado a rejeição à sua principal oponente, Dilma Rousseff. Serra já aproveitou a "notícia" sobre a quebra de sigilo fiscal da filha do candidato, Verônica Serra, para responsabilizar Dilma, sua campanha e todo o PT.

Nem mesmo a nota oficial da Receita e da servidora acusada, de que a própria Verônica havia requerido cópias de sua declaração foram aceitas. "É mentira, armação". Aliás, nada mais será verdade para Serra, se o que se disser vier a ser usado

Foi além. Lembrou um dos mais tristes episódios eleitorais da Nova República, quando o então candidato Fernando Collor revirou a família do seu adversário Luiz Inácio Lula da Silva, em 1989, e revelou a existência de uma filha do metalúrgico fora do casamento. Explorado à exaustão pela imprensa oportunista de sempre, o caso foi um golpe mortal na candidatura de Lula, que acabou nocauteado no segundo turno.

Serra agora afirma que o PT usa táticas que aprendeu com um de seus adversários mais ferozes e já adianta que "se não tivesse a expectativa de vencer, eu ficaria horrorizado com o que poderia acontecer com o Brasil."

A tática agora parece ser a de instalar novamente o clima de medo, o de ser o protetor do país contra os malfeitores da nação. Nomes e "entidades" como José Dirceu, Palocci, bem "aloprados", "mensalão" e outros já voltaram a recheiar suas respostas aos entrevistadores, atirando em vala comum escândalos e acusados – independentemente da conclusão de inquéritos e julgamentos.

Aliás, aparentemente a grande mídia mantém seu papel de patrocinadora do combate que está sendo preparado pelo PSDB. Em ambos os telejornais, Serra voltou a pregar a existência de "blogues sujos" patrocianados pelo PT, sem ser lembrado de que é preciso apontar os acusados, que é dele a responsabilidade de provar suas acusações - não o contrário.

O candidato passou parte da noite do dia 31 dando entrevistas a grandes portais e jornais sobre a história envolvendo a vida fiscal da filha Verônica. Nelas, abusou de termos como "delinquentes", "criminosos" e outros, fartamente repetidos pelos seus gladiadores para espalhar a ideia de que um governo Dilma estará irremediavelmente colocando o país a mercê de bandidos.

E mais ainda: a filha de Serra estampa os dois principais jornais da capital paulista, Folha e Estadão. O conteúdo das matérias, porém, é quase uma confissão de que ambos forçaram a mão para causar impacto: os dados da moça foram apenas "acessados", a pedido da própria, que inclusive pagou a taxa exigida pela Receita para executar o serviço. Portanto, a história não deveria ser notícia e foi transformada em verdadeira arena para o embate.

Conhecendo a truculência com que Serra e o PSDB trata seus desafetos - professores e policiais mau pagos, por exemplo - é possível prever que haverá "sangue". E que a apresentação de propostas, o debate de ideias, a comparação entre biografias e até mesmo a exposição de pontos francos de um e de outro candidato, dará lugar ao equivalente a socos, chutes e bordoadas, num verdadeiro - e lamentável - vale-tudo.

Hora da virada? Sem dúvida. O horário político da TV e do rádio deve virar, de agora em diante, um novo programa de baixaria e ataques de todo tipo. Que soe o gongo.

Fonte: Rede Brasil Atual

Sem votos, Serra quer ganhar no tapetão


Fala sério, Zé! Impugnar a candidatura já vitoriosa de Dilma? Fala sério escroque.Os tucanos bandidos e corruptos devem botar na cabeça que Lula ainda é o presidente do Brasil, que tem 94% de aprovação.Duvido que o TSE se meta a besta e casse o registro de uma candidata apoiada por ele.É mais fácil encontrar geladeira rosa.Eleição se ganha no voto, e não no tapetão.Entendeu, bando de corruptos?

Serra pede perda do registro de Dilma ao TSE por uso da máquina pública


O Estado de S.Paulo


BRASÍLIA - Ao entender que a campanha de Dilma Rousseff pode estar por trás da quebra de sigilo fiscal de cinco pessoas ligadas ao presidenciável José Serra, entre elas da filha dele, Verônica Serra, a coligação "O Brasil Pode Mais" entrou com ação, nesta quarta-feira, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acusando a petista de uso da máquina pública e abuso de poder político.

A coligação de Serra pede a investigação do caso e a punição dos culpados com base na lei complementar 64 de 1990, que trata dos casos de inelegibilidade. Desta forma, se as acusações forem confirmadas pela investigação da Justiça Eleitoral, Dilma poderia perder o registro de candidatura e - caso seja eleita - ter o mandato de presidente cassado.

A campanha tucana também pede ao TSE investigação contra o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, candidato ao Senado pelo PT, contra os jornalistas Amaury Junior e Luiz Lanzeta, e ainda contra o secretário-geral da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, e o corregedor-geral do órgão, Antônio Carlos Costa D'Avila.

Na representação foram anexadas reportagens que revelaram a existência de um grupo de inteligência montado pela campanha de Dilma para fabricar dossiês contra adversários políticos. Fernando Pimentel seria o responsável pela contratação do grupo, do qual faziam parte Amaury e Lanzeta. A coligação acusa ainda o secretário e o corregedor da Receita de não darem transparência necessária às investigações sobre a quebra de sigilo dos tucanos. (interessante, os tucanos sempre juntam aos autos reportagens publicadas no PiG, só os tucanos acreditam no PiG).

Para a campanha tucana, a violação dos sigilos fiscais de Verônica Serra, filha do presidenciável tucano, além de outros quatro tucanos ligados ao alto escalão do partido, o PT se valeu de informações sigilosas da Receita Federal para atingir interesses políticos.

"A filha de Serra não teria o seu sigilo violado não fosse ele candidato a presidência da República. As pessoas ligadas ao PSDB vinculadas à campanha Serra não teriam seus sigilos quebrados. Aliás, dessa espionagem se deu para abastecer uma central de dossiês, recentemente desmontada, com o objetivo de intimidar os adversários", disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que acompanhou os advogados da coligação na entrega da representação ao TSE. Na avaliação do senador, a Receita Federal foi aparelhada para fins eleitorais.

Procurador de Verônica Serra é eleitor de Serra



O contador Antonio Carlos Atella Ferreira admitiu, em entrevista concedida há pouco à Folha, que levou à Receita Federal uma solicitação para obter cópias das declarações de Imposto de Renda da filha do candidato a presidente José Serra (PSDB), a empresária Verônica.

Ele disse, contudo, que apenas encaminhou um pedido feito por um advogado cliente seu e que não sabia que o documento tratava da filha de Serra. Atella afirmou também não lembrar qual cliente lhe encaminhou o documento com a solicitação, dizendo apenas que se trata de alguém "inescrupuloso".

"Eu não sabia que era a filha do Serra. Eu nem sabia que o Serra tinha filha. Eu sempre votei no Serra, sou eleitor dele. Eu quero encontrá-lo pessoalmente e lhe dar uma rosa", disse Atella.

Leia trechos de entrevista concedida à Folha.

Folha - Seu nome aparece como procurador da Verônica Serra?

Antônio Carlos Atella - Pois é... Estamos dando risada até agora.

O que aconteceu?

Sei lá, é uma brincadeira de mau gosto.

Mas o senhor assinou o documento?

Assinei e retirei o documento, mas não assinei como quem pediu o documento.

O senhor está dizendo que a assinatura não é sua?
Da retirada é. Mas não a de quem solicitou.

Mas o senhor não foi procurador da Verônica Serra?

Na verdade, não sei se é ou não. Como trabalho para advogados e etc e tal, os motoboys vêm e me entregam... Pediu eu estou tirando. Se o senhor pedir de quem quiser eu tiro. Se o senhor quiser a do senhor... Assinou, mandou para mim eu tiro. E a Receita tem que entregar. A Receita não é nem culpada, coitada. Não estou defendendo, mas a funcionária pega uma solicitação ela tem que cumprir o ato administrativo. Não estou defendendo ninguém, nem conheço a pessoa.

Quem pediu a da Verônica Serra?

Um cliente que pediu. Não sei quem é, algum advogado do Brasil.

Mas o senhor não lembra quem entregou o papel para o senhor?

Não lembro. Tenho 42 anos de profissão, tenho clientes de todos os lados, não vou lembrar um caso, o cafezinho que tomei lá atrás, mesmo porque faço de 15 a 20 por dia.

Qual é a sua profissão?

Contador, com direito a atuar justamente na área.[para para pedir uma água tônica]

Como é o seu trabalho?

O advogado me manda a procuração, eu vou lá e retiro o documento. Sou um office boy de luxo.

Quantas solicitações o senhor faz por dia?

Naquela época, que não tinha certificação digital, fazíamos de dez a 12 por dia. Agora caiu porque todo mundo faz, tem senha eletrônica.

Para que as pessoas pediam?
Para uso de interesse próprio.

O senhor mora em Mauá?
Não.

O senhor tem ligação com algum partido?

Não, tenho nojo de política. Mas eu voto no Serra viu? Sou eleitor dele desde que ele nasceu.

É filiado a algum partido?

Não. Mas agora vou querer ser vereador [risos]

Já tem partido?

Uma legenda boa para se eleger. Estou vendo que o negócio é bom...

O seu nome aparece envolvido no caso do sigilo...

Vou tirar proveito. Lembra-se do caso do 'veado' costureiro que roubou o cemitério e saiu para deputado federal? Acho que não sou dessa qualidade, mas posso.

O senhor responde a processos, em Rondônia, por exemplo.

Por que? Conhece algum? Sou advogado, me apresente.

No Tribunal de Justiça de Rondônia há quatro, dois em sigilo de Justiça.

Maravilha! Mas não sou obrigado a te responder. Sou advogado.

O senhor é filiado à OAB de São Paulo?

Não, não sou da banda podre.

Por que o senhor teve cinco CPFs?

Tinha, mas pedi para o delegado da Receita suspender com uma carta de próprio punho e ele deferiu. Já vi que o senhor não é da área, é desinformado.

Mas por que o senhor teve tantos CPFs?

Por um direito de qualquer cidadão, é a própria Receita. Onde se tira um CPF? Por que tenho dois? Quem me forneceu, foi o senhor?

O senhor conhece funcionários da Receita?

Conheço todo mundo, inclusive o Mantega, que tem sítio vizinho do meu em São Roque.

O senhor já falou com o ministro?

Não, não tive o desprazer ainda porque não gosto de política.

O senhor conhece o pessoal que trabalha na agência da Receita em Mauá?

Conheço no Brasil inteiro. Trabalho na área, pela força de trabalho seria difícil dizer que não conheço nenhuma pessoa que está na mídia, que é notável no momento. Agora é o meu momento de glória, igual foi com a menina da Uniban [Geyse Arruda].

Repetindo, o senhor conhece os funcionários de Mauá?
Posso dizer que conheço até o porteiro.

O senhor conhece as senhoras Antonia Aparecida dos Santos e Addeilda dos Santos?
Não conheço ninguém pessoalmente.

Mas já ouviu falar delas?

Já, quem é que não sabe. Quem mora em Santo André conhece funcionários do banco, da rua tal...

E como é o seu trabalho na Receita?

Protocolava, voltava para buscar, assinava a retirada e cumpria meu ato administrativo levando a quem pediu.

A senhora Verônica diz que a assinatura dela é falsa.

Não é a filha do Serra que fiquei sabendo hoje? Nem sabia que ela tinha filha. Voto nele desde pequenininho.

O senhor foi procurador deste documento?

Não. Eu retirei esse documento, solicitação de retirada deste documento.

Então quem pediu para o senhor retirá-lo?

O senhor sabe? Eu não sei quem foi o cidadão... Como eu não sei dos processos que você fala em Rondônia.

Estão no nome do senhor.

Para quem teve uma fazenda de 900 hectares com certeza tenho uns 40 processos contra alguém e uns quatro se defenderam contra mim. Tive fazendas lá. Não passei lá de avião em aeroporto. Tenho vida pregressa de trabalho, estou acima do bem e do mal.

O senhor foi servidor?

Não tive o privilégio de ser um vagabundo a mais.

O senhor confirma conhece algum político?

Já disse que tenho nojo de político. Só gosto do Serra, sou apaixonado pelo debate dele. Aliás, acho que Brasília não é o lugar dele, ele tem que ficar aqui, nasci aqui, sou paulista então quero que ele nunca saia daqui.

Quais são os escritórios para quem o senhor trabalha?

Diversos, trabalho aqui, no exterior, em todo lugar... onde sou chamado e bem pago.

No exterior?

Também. Se solicitar vou agora, só depende do honorário. Tem várias empresas brasileiras na África, em Luanda... Minha bateria está acabando, minha bateria está acabando.

Tracking Vox/Band/iG: Dilma tem 51% e Serra fica com 25%


Tradicionalmente usado pelos partidos políticos, levantamento será publicado diariamente pelo iG


iG São Paulo Na primeira medição do tracking encomendado pelo iG e pela Band ao Instituto Vox Populi, a candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, aparece na liderança, com 51% das intenções de voto. O cenário, que daria à petista a vitória no primeiro turno, mostra o adversário tucano José Serra com 25%. A candidata do PV, Marina Silva, aparece em seguida, com 9%. Outros candidatos obtiveram, juntos, 1% das intenções de voto. Brancos e nulos somaram 4%, enquanto os indecisos ficaram em 11%.

O tracking, modalidade de pesquisa tradicionalmente utilizada pelas campanhas eleitorais para identificar tendências na definição do voto, será divulgado diariamente pelo iG. Apesar de o sistema ser utilizado há mais de uma década pelos partidos políticos e campanhas eleitorais, os dados tradicionalmente não entravam no rol de divulgação dos veículos de comunicação.

O tracking Vox/Band/iG conta com 2.000 entrevistas, sendo que um quarto dessa amostra é renovada diariamente. Essa renovação permite identificar rapidamente as tendências de evolução das intenções de voto. A margem de erro do tracking é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

No tracking espontâneo, no qual os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Dilma tem 41% das intenções de voto, enquanto Serra aparece com 19%. Marina, nesse caso, tem 6%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda é citado por 2% dos entrevistados. Brancos e nulos somaram 4%, não souberam ou não responderam 11%.

Aécio queria os dados de Verônica


A desinformação é a mais vil das estratégias políticas em tempos de eleição. O que ninguém quer fazer é pensar, é avaliar a realidade.


Os dados de Verônica foram acessados em setembro de 2009.


Foi mais ou menos por este mês que os tucanos Serra e Aécio estavam eriçados, um querendo a confirmação da can didatura e outro defendendo as prévias.


Foi mais ou menos por este mês que o jornalista Juca Kfhouri, da turma do PPS paulista e amigo de Serra, publicou inclusive a suposta agressão de Aécio a uma mulher numa festa no Rio.
O clima entre os dois era de beligerância total.


Aécio, mineiro e matreiro, conhece bem o modo de Serra fazer política e tratou de se precaver.
Ele foi atrás de onde tem marimbondo.


Os dados de Verônica destinavam-se aos dossiês de Aécio. Para atacar Serra. O resto é invenção.


A bala de prata


Depois de ter sido submetida a dois interrogatórios, no Jornal Nacional e Jornal da Globo, a candidata Dilma Rousseff não irá a uma sabatina com colunistas e editores de O Globo. O nome, aliás, parece bem apropriado. Já não se entrevistam mais as pessoas públicas. Elas são sabatinadas.


O papel do jornalista é o de tentar extrair informações novas, contradições e opiniões que revelem o verdadeiro pensamento de um candidato que irá nos governar por quatro anos, quiçá oito. Mas isso deveria ser feito, sobretudo, com inteligência, e não com truculência. O resultado é a desistência de candidatos de participar de outras entrevistas, principalmente quando estão bem nas pesquisas e nada tem a ganhar diante da agressividade demonstrada por alguns jornalistas.


O jornal mexicano La Jornada acaba de extrair de Fidel Castro um mea culpa sincero sobre a perseguição aos homossexuais em Cuba. E vejam como a jornalista mexicana elaborou a questão: "Comandante, todo o encanto da Revolução Cubana, o reconhecimento, a solidariedade de uma boa parte da intelectualidade universal, as grandes conquistas do povo frente ao bloqueio, enfim, tudo, tudo se perdeu por causa da perseguição a homossexuais em Cuba".


Confrontado com o fato inegável, Fidel foi obrigado a refletir, situou a questão em seu tempo histórico e assumiu com grandeza a responsabilidade por não ter se ocupado do problema e deixado que se disseminasse no país. A jornalista apontou a contradição entre os ideais de igualdade da revolução e a perseguição discriminatória e obteve a grande novidade da sua entrevista.


Agora vamos ver como Dilma vem sendo entrevistada pela grande imprensa brasileira. No Jornal da Globo dessa semana, a primeira pergunta da entrevistadora foi a seguinte: Candidata, a gente tem visto muitos petistas envolvidos em escândalos na campanha da senhora. José Dirceu, por exemplo. Qual é o papel que ele terá num possível governo da senhora?


Dilma tirou a pergunta de letra, mas a questão não visava esclarecer nada, até porque candidato inteligente não vai antecipar nomes antes da vitória assegurada. Já houve um que sentou na cadeira antes da hora e acabou derrotado. A intenção da pergunta era associar Dilma a nomes supostamente repudiados pela sociedade para constrangê-la.


O tom acusatório prosseguiu em outras questões. A imprensa sempre tenta extrair de Dilma algo que a comprometa. Não é privilégio da Globo. Todos os meios se comportam da mesma maneira. Com a eleição favorável à petista, como apontam todos os institutos de pesquisa, parece haver um empenho em virar o jogo através da mídia.


Os analistas políticos concordam que a vitória de Dilma está praticamente assegurada e que só um fato extraordinário e de grande relevância poderia alterar o jogo. A impressão de quem acompanha a cobertura das eleições diariamente é a de que a mídia se esforça por encontrar ou até mesmo criar essa bala de prata, o último tiro de Serra para mudar a sorte do jogo. Será que é esse o papel da imprensa?


Mair Pena Neto, Direto da Redação

Folha de São Pulo:Verônica outorgou a procuração a um estelionatário


A filha do candidato a presidente José Serra (PSDB) não reconhece a assinatura atribuída a ela usada num documento usado para quebrar seu sigilo fiscal na delegacia da Receita de Santo André (SP).

Segundo a Folha apurou, a empresária Verônica considerou a assinatura no documento uma cópia grosseira da sua.

Em entrevista na edição de hoje da Folha, a analista tributária Lúcia de Fátima Milan admitiu ter acessado a declaração de renda, mas a pedido da própria Verônica e com uma procuração registrada em cartório.

Ao analisar o documento, Verônica viu que não era sua a assinatura.


A procuração com a assinatura "falsificada" deu autoridade a Antonio Carlos Atella Ferreira para pedir a cópia das declarações de Verônica de 2008 e 2009. Veja como o jornalista da Folha é bandido.O sujeito sem ter a mínima autoridade para dizer o que é ou não é original, diz que a assinatura da sócia da irmã de DD é falsificada.Só faltou o bandidão da Folha procurar a que partido o estelionatário amigo de Verônica é filiado.

Antonio Carlos teve quatro CPFs cancelados por multiplicidade --usados ao mesmo tempo-- nos últimos anos. Os CPFs haviam sido emitidos em estados diferentes --além de dois em São Paulo, tinha um em Rondônia e outro no Paraná.

Antonio Carlos também tem 27 cheques sem fundo registrados e dois protestos em cartório contra ele. De acordo com investigadores, são indícios característicos de um estelionatário.

Qualquer contribuinte pode exigir uma cópia da declaração e o serviço custa R$ 10.

Outras quatro pessoas ligadas a Serra tiveram seus sigilos violados na região, entre eles o vice-presidente do partido, Eduardo Jorge Caldas Pereira.

VERSÃO DA RECEITA

Mais cedo, a Receita confirmou que a procuração havia sido apresentada por Ferreira e a assessoria de Serra afirmou que Verônica não o conhecia.

A Receita diz que a procuração está assinada pela filha de Serra e autorizava Antônio Carlos Atella Ferreira ter acesso aos dados.

Informa ainda que somente se Verônica Serra contestar formalmente a autenticidade do documento, a Receita vai enviar a procuração para a Polícia Federal investigar se é falsa ou não.

Assim, segundo a assessoria do fisco, a funcionária Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, autora da coleta dos dados fiscais de Verônica Serra, foi isentada do indiciamento porque teria comprovado que o acesso teve base legal.

Só faltava essa:Senado agora realiza perícia


Provas que filha de Serra pediu quebra de sigilo serão analisadas no Senado

Por Redação Correio do Brasil, de São Paulo


O governo bloqueou, nesta quarta-feira, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a convocação para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, prestar depoimento sobre a quebra de sigilo da filha do candidato à Presidência José Serra (PSDB), a empresária Verônica, e outras pessoas ligadas ao tucano e ao PSDB. Os governistas mobilizaram aliados para derrubar a convocação, depois da sugestão para que fosse transformada em convite – o que desobrigaria Mantega ao comparecimento. Por 11 votos a 8, os governistas rejeitaram o requerimento de convocação.

Líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) afirmou que compete à Receita Federal divulgar as cópia dos documentos que comprovariam o fato de a filha do candidato José Serra (PSDB), Verônica Serra, haver pedido formalmente à instituição o acesso à cópia de seus dados fiscais. Jucá também adiantou que a Receita apresentaria, como de fato ocorreu, o pedido assinado pela empresária, além da cópia do Darf com o pagamento efetivado pela própria Verônica, para ter acesso à sua situação fiscal. Tais fatos comprovariam que não houve um ato de desrespeito à legislação eleitoral no episódio.

– O governo não bisbilhota ninguém. Temos hoje um fato que está nos jornais que a Receita Federal vai se manifestar, essa questão da filha do governador Serra. A informação da Receita é que há requerimento da filha do Serra pedindo a quebra do sigilo e Darf do pagamento apresentado para pedir a quebra do sigilo – disse Jucá.

O ambiente ficou tenso entre o autor do pedido de convocação a Mantega, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), e o líder do governo.

– Convite o governo não aceita, formulamos já vários convites que não foram aceitos. O corregedor não aceitou. Agora não importa se o governo aceita ou não. Queremos que o ministro venha convocado a depor nesta Casa – disse o parlamentar, antes de ter o pedido ser negado pela maioria de seus pares.

Os dois senadores chegaram a bater boca na CCJ. Dias alegou que a quebra de sigilo de Verônica e dos tucanos tem motivação política, enquanto Jucá disse que o PT não pode ser responsilizado pelo acesso às declarações de Imposto de Renda.

– O erro do senador é querer inferir esse fato ao processo político-eleitoral. Há apelo de segmentos da oposição querendo eleitoralizar um procedimento que deve ser repudiado por todos – afirmou Jucá.

Procurada por jornalistas, na véspera, a filha do presidenciável José Serra avisou que não pretende se manifestar sobre o caso mas, por intermédio da assessoria de Imprensa do PSDB, ela alega não ter assinado qualquer autorização para o acesso aos seus dados fiscais.

Acesso aos documentos

Mesmo depois que a Receita Federal divulgou a procuração concedida por Verônica Serra a Antônio Carlos Atella Ferreira, quem efetivamente teve acesso às informações de seu imposto de Renda, os líderes da oposição afirmaram que a procuração foi falsificada. A CCJ do Senado pretende encaminhar, nas próximas horas, ofício à Receita para ter acesso aos documentos apresentados pela instituição. O líder do governo no Senado, Romero Jucá, disse estar disposto a analisar os documentos.

– Se a assinatura que está lá não confere com a da senhora que requisitou, é outra questão. Requisito que a CCJ solicite cópia dessa declaração – determinou Jucá.

Atella Ferreira, autor da procuração usada para acessar as declarações de renda de Verônica Serra, será alvo de investigação sobre a autenticidade do documento. Ainda por meio de sua assessoria, Verônica voltou a informar que ela desconhece a pessoa que assinou a procuração.

O sigilo fiscal de Verônica foi quebrado no dia 30 de setembro de 2009. O acesso ocorreu em Santo André (SP), onde é lotada a funcionária Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, autora da coleta dos dados fiscais da filha de Serra, ex-sócia da irmã do banqueiro Daniel Dantas, Verônica Dantas, investigados na Operação Satiagraha, da Polícia Federal. A funcionária entrou no sistema e, segundo os documentos da Corregedoria, divulgados para os jornais, coletou as declarações de Imposto de Renda dos anos de 2008 e 2009 da filha de Serra.

Também por meio de sua assessoria, o Ministério da Fazenda acrescentou que no dia 29 de setembro de 2009 “uma pessoa apareceu na delegacia de Santo André com uma procuração pedindo os dados fiscais de 2008 e 2009 de Verônica Serra”. Segundo informação da corregedoria, a procuração era assinada pela própria Verônica e tinha firma reconhecida. “Diante desse ofício, a funcionária (Lúcia Milan), cumpriu o pedido e não fez nada de errado”.

A procuração de Verônica Serra

É esta a procuração que Verônica outorgou à Atilla Ferreira.Bem direitinho, conforme manda a lei: assinatura reconhecida, autenticação e com os poderes gerais inerentes às procurações em geral.Agora o bicho vai pegar, mentira de tem curtas, a contada por tucanos tem os pernas e as plumas tortas.

Ou Verônica Serra ou Atella Ferreira está mentindo


Verônica Serra diz que não passou a procuração, Atella Ferreira diz que reebeu a procuração de Verônica.Alguém está mentindo.Ao fim e ao cabo, vai sobrar para o dono do cartório que autrenticou a procuração.Ah! Já que o PiG é tão diligente quando tem petista envolvido porque não vai atrás da ficha de Atella Ferreira.Curioso é que a Folha, que espalhou este factóide da violação de sigilo dos tucanos, não escreveu uma linha sobre a entrada de Atella na armação tucana.

Procuração para violar sigilo de Verônica Serra foi feita por Atella Ferreira

Receita determinou nesta quarta-feira pela manhã a investigação sobre a autenticidade do documento

Leandro Colon - O Estado de S.Paulo


Chama-se Antônio Carlos Atella Ferreira o autor da procuração usada para acessar as declarações de renda de Verônica Serra, filha de José Serra (PSDB). A Receita determinou nesta quarta-feira pela manhã a investigação sobre a autenticidade do documento. A assessoria de Verônica informou que ela não conhece a pessoa que fez a procuração.


Na noite de ontem, o Estado revelou que documentos da investigação feita pela corregedoria da Receita Federal revelam que o sigilo fiscal de Verônica foi violado no dia 30 de setembro de 2009. O acesso ocorreu em Santo André (SP), onde é lotada a funcionária Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, autora da coleta dos dados fiscais de Verônica Serra.

A funcionária entrou no sistema e, segundo os documentos da corregedoria a que o Estado teve acesso, coletou as declarações de Imposto de Renda dos anos de 2008 e 2009 da filha de Serra. Em entrevista ao Jornal da Globo, na noite de terça-feira, 31, o candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) classificou de "ato criminoso" a quebra do sigilo fiscal de sua filha.

Na noite de ontem, a assessoria do Ministério da Fazenda disse ao Estado que a corregedoria da Receita tem um documento mostrando que a funcionária Lúcia Milan acessou os dados fiscais a pedido da própria Verônica Serra. A assessoria do candidato tucano informou que Verônica não pediu nenhuma quebra de sigilo.

A Receita não sabe dizer por que uma contribuinte de São Paulo entraria com ofício para quebra consentida de sigilo em Santo André. Por meio da assessoria da Fazenda, acrescentou que no dia 29 de setembro de 2009 "uma pessoa apareceu na delegacia de Santo André com uma procuração pedindo os dados fiscais de 2008 e 2009 de Verônica Serra". Segundo informação da corregedoria, a procuração era assinada pela própria Verônica e tinha firma reconhecida. "Diante desse ofício, a funcionária (Lúcia Milan), cumpriu o pedido e não fez nada de errado", avaliou a assessoria do Ministério da Fazenda

Ex-tucano, Osmar critica Serra e diz que aliança com Dilma ajuda ruralistas do Paraná


Segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PDT ao governo do Paraná, Osmar Dias, disse, nesta quarta-feira (1) durante sabatina Folha/UOL que é o mais indicado a defender os produtores rurais caso a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, seja eleita. Ele também criticou seu ex-colega de PSDB, José Serra, por ter "prejudicado o Estado" na Constituinte de 1988.


“Eleita a Dilma, quem é que pode defender mais a agricultura do Paraná? Eu ou o meu adversário?”, questionou o pedetista, referindo-se ao primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, o tucano Beto Richa.

Sobre Serra, o ex-tucano Osmar - que deixou o partido por conta de uma disputa interna motivada por suspeitas de corrupção no governo Fernando Henrique Cardoso -, afirmou: "É dele a emenda que manda cobrar o ICMS na distribuição da energia, e não na distribuição. Com isso, o Paraná perde R$ 500 milhões por ano", disse.

O pedetista afirmou que o ex-prefeito de Curitiba, hoje seu adversário, descumpriu um acordo para permanecer no cargo até 2012. E se disse a melhor opção para os agricultores paranaenses terem diálogo em um eventual governo Dilma.

"Não preciso pular de um helicóptero dizendo que vou ajudar os agricultores. Eles sabem que vou fazer isso", afirmou Osmar ao ser questionado se suas propostas não estão muito mais ligadas ao PSDB do que o PT.

Polícia e pedágio


Osmar afirmou que, se eleito, contratará mais de 7 mil policiais para combater a criminalidade no Estado, hoje maior do que em outras regiões por conta “da falta de policiamento especial nas fronteiras” e “do “crack, que é o motor” disso.

O segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto evitou criticar seu neoaliado, o ex-governador Roberto Requião (PMDB), por não ter contratado mais policiais. O pedetista atribuiu o crescimento do crime no Estado à necessidade do governo estadual de pagar dívidas do Banestado, banco público do Paraná que foi privatizado, diz ele “pelos aliados do meu adversário [Beto Richa, do PSDB]”.

“Não podemos achar que o policiamento na fronteira tem de ser como em todo o Estado. No Estado, precisamos recompor o contingente das polícias. Contratar 5 mil militares e 2,3 mil civis”, disse Osmar, que prometeu ainda uma policia militar de fronteira, para barrar os tráficos de armas e de drogas. “Mas precisamos de uma parceria com o governo federal. O Estado sozinho não dá conta.”

“O crack tem sido o motor dessa criminalidade. O Paraná é fronteira com outros países e, por isso, fui autor do requerimento de urgência no Senado para dar poder de polícia às forças armadas na fronteira”, afirmou o pedetista. “Nós queremos mais polícia e mais Exército na fronteira. E vamos criar a polícia militar de fronteira, treinada, capacitada e habilitada para conter esse ingresso de drogas.”

O senador, que apoiou Beto nas eleições para a prefeitura de Curitiba em 2008, acusou aliados do adversário de exagerarem nas cobranças de pedágio em rodovias estaduais. “O pedágio desse pessoal que quer voltar é dez vezes mais o que é cobrado nas rodovias federais. Claro que eu não concordo com essas tarifas. Por isso, vou criar a agência reguladora, como é determinado por lei”, afirmou.

“Mensalmente quero abrir a planilha para você dimensionar as tarifas em cima de termos reais, e não do apetite de quem tem pedágio. Se a gente fizer um cálculo do fluxo de veículos de quando os pedágios foram instalados e hoje, pode ter alterado a planilha. Quero sentar com as concessionárias e discutir isso. Este preço não está sendo justo com os usuários”, disse ele, que ainda se comprometeu a não privatizar os portos do Estado.

Neoaliado Requião


Questionado sobre se há constrangimento por ter feito aliança com o ex-governador Requião, hoje candidato ao Senado, Osmar rejeitou a ideia e disse que tem discordâncias políticas até dentro da própria família, com o irmão tucano Alvaro.

Até poucas semanas atrás, Alvaro era cotado como vice de Serra, mas acabou preterido por Indio da Costa (DEM). Isso levou Osmar a adiar o anúncio sobre se seria candidato ao governo, com apoio da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou se tentaria a reeleição no Senado, com suporte tucano.

“Se eu tenho o direito de divergir dentro da minha casa, eu tenho o direito de divergir do Requião. Mas tenho de reconhecer avanços. Essa diversidade também houve no governo Lula. O que a gente não pode é perder a convicção”, disse o pedetista. Ele atribuiu ao partido do ex-governador o atraso no anúncio de sua candidatura. “O que houve foi uma demora para o PMDB decidir não ter candidato. A demora não foi minha, foi de os partidos aceitarem a aliança, como queria o presidente Lula.”

Ao falar sobre sobre o uso de produtos transgênicos, o candidato disse que "a transgenia é um capítulo pequeno da biotecnologia, (...) responsável pelo Brasil ter um aumento de 150% na produção agrícola”.

E completou: “Nós temos uma comissão para analisar a possibilidade de plantação de transgênicos. O que nós temos que fazer é separar o tradicional e o transgênico e dar ao consumidor a possibilidade de escolher".

Questionado sobre o apoio ao então presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) nas eleições de 2006, Osmar disse que o movimento aconteceu porque o PT apoiou Requião e o deixou sem alternativa.

“Estou na base do governo Lula desde 2006. Não tem nenhum voto meu contra as políticas sociais do governo Lula.”, afirmou. “O meu partido teve um candidato à Presidência no primeiro turno em 2006, que foi o Cristovam Buarque. No segundo turno no Paraná, o PSDB apoiou minha campanha e o PT apoiou meu adversário. Foi natural.” Uol.

O sigilo de Verônica Serra


José Serra, com sua desonestidade habitual, acusou, no Jornal da Globo, Dilma no caso da "violação" de sigilo fiscal de sua filha Mônica Serra, ex-sócia de Mônica Dantas, numa empresa criada para fazer lobby na América Latina.

A acusação não resiste a uma simples análise superficial.

A acusação é fruto do desespero de Serra, que sabe que vai perder a eleição.

Se alguém quebrou o sigilo de Verônica Serra, foi gente a mando dos tucanos de Minas Gerais.

Não tinha lógica alguém do PT, muito menos Dilma Rousseff, ter quebrado, no MÊS DE SETEMBRO DE 2009, há um ano trás, o sigilo de Mônica Serra.

Primeiro, Dilma, à época da quebra do suposto sigilo, era apenas cogitada para ser a candidata de Lula na eleição de outubro.Se é assim, não fazia sentido Dilma ter mandado quebrar o sigilo da filha de Serra.

Segundo, é públlico e notório que havia, na época, uma briga figadal entre os tucanos mineiros, que apoiavam Aécio Neves, e os tucanos paulistanos, que apoiavam José Serra.

Portanto, se alguém tinha interesse de quebrar o sigilo de Verônica Serra, esse alguém seria Aécio Neves, grande rival de Serra na luta pela indicação do nome de um dos tucanos a ser o candidato do PSDB.

De uma coisa estou certo: os dados de Verônica Serra foram acessados, conforme a Receita Federal a pedido dela.Não interessa se o pedido de acesso foi feito por ela pópria ou por meio de procuração AUTENTICADA, o que indica que tem fé pública.O que interessa é que o pedido foi feito por ela.Se ela diz que não fez, resta fazer uma perícia na procuração, só assim vai se chegar a verdade, e a verdade recairá em alguém contratado pelos tucanos mineiros para ferrar Serra.

Os sabujos do PiG sabem que esta é a versão a mais consentânea com a realidade, só não têm coragem de informa ao publico com medo de melindrar Serra, candidato preferido do PiG na eleição de outubro.