quinta-feira, 28 de abril de 2016

Dilma foi derrubada pela Lava Jato




 Imagine um país no qual, apesar de ser proibido fumar maconha, a maioria fuma e você, não. Você vai ser visto com desconfiança

Ih, esse cara é esquisito, não fuma maconha.


Depois, as críticas vão ficar mais contundentes. Por que ele não fuma maconha? Quer bancar o diferente? Quer ser melhor que os outros?


À medida em que o tempo passa e você continua recusando fumar maconha, a situação piora para você.


Você passa a ser visto como o cara errado; os outros é que estão certos, pois são a maioria. Passam a suspeitar que você, além de não fazer o que faz a maioria, poderá delatar os outros. Você representa um perigo para eles.


Agora, imagine que, de repente, você vira o presidente desse país.


Você não fuma maconha, sabe que a maioria fuma maconha e também sabe que a sociedade, da boca para fora, rejeita maconha, pois é um vício, pois é visto como crime, pois quem compra maconha se envolve com criminosos que a vendem e daí resulta o aumento da violência etc etc etc.


De repente, começa uma investigação monstro que resolve acabar com o problema e passa a prender os que fumam maconha, em massa e também os que a fornecem.


Como você é a principal autoridade do país você tem, supostamente, o poder de controlar os movimentos da polícia, podendo, portanto, mandar que os policiais prendam certas pessoas e outras, não. Ou que não prendam ninguém, já que, apesar de ser proibido, a maioria faz isso.


No entanto, você é um presidente que não fuma maconha, sabe que os outros fumam (a maioria), mas também sabe que não é justo deixar alguns fumarem e outros não, alguns venderem e outros não, por isso você age como Salomão, deixa a polícia agir livremente, certo de que, fazendo isso, você faz o que a sociedade que o elegeu espera de você, ou seja, fazer cumprir a lei que proíbe a maconha, deixar investigar livremente quem fuma maconha ou não e não está fazendo mais do que a sua obrigação que é promover a justiça.


No entanto, aqueles que fumam maconha (a maioria), à medida em que percebem que o perigo se aproxima deles começam a fazer de tudo para pressionar você a usar de sua autoridade para protegê-los.

Quando percebem que você é um sujeito refratário a pressões e que não vai mudar mesmo a sua atitude, eles tentam outro caminho.


O mais esperto deles, que conhece como ninguém as leis do país, oferece uma solução: já que nós somos a maioria, nós temos força para tirar a presidente e colocar no seu lugar alguém mais sensível aos nossos apelos.


Mas, como? - perguntam os mais ingênuos (se é que existem). Fácil, responde o mais esperto: já que no partido dela, embora ela não fume maconha, muitos fumam, vamos acusá-la de fumar maconha também e, como somos a maioria e há uma lei que diz que a maioria pode derrubar uma presidente, se ela transgredir a lei e, sem dúvida, fumar maconha é transgredir a lei, nossa vitória é certa.


Se trocarmos esse país imaginário pelo Brasil e a maconha por corrupção poderemos entender o que está acontecendo nesse momento tão confuso, delicado que estamos passando.


A maconha da nossa classe política é a corrupção. Tal como naquele país - embora fosse proibido fumar maconha, a maioria fumava - no Brasil, embora a corrupção seja proibida, a maioria dos políticos pratica a corrupção, desde sempre, não se sabe se começou com Getúlio ou com Juscelino, mas começou há muito tempo e virou hábito.


E, como a maioria sempre fez isso, passou a ser normal. Quem não participava da corrupção é que era ou trouxa, ou errado, ou aquele que quer bancar o diferente etc etc. E dificilmente sua carreira política ia em frente.


De repente, foi eleita uma presidente que nunca foi da classe política, por isso nunca participou de corrupção. Nunca foi vereadora, nem deputada, nem prefeita, nem governadora. Uma estranha no ninho. Ela nunca tinha convivido com a corrupção e nem queria ouvir falar nisso, pois sabia que é uma prática não só reprovável, mas que causa enorme prejuízo ao país e é inaceitável, sob todos os pontos de vista.


Os demais políticos (a maioria) continuaram no jogo da corrupção escondidos dela (afinal, se a maioria fazia isso, e há muito tempo, por que não fazer também?) e, quando ela descobria, fazia uma faxina, colocava pra fora o sujeito.


Assim transcorreram os primeiros anos de seu primeiro mandato.


Por volta de 2013, no mês de julho, uma investigação policial iniciada em 2009 começou a pegar no breu: a partir de conversas grampeadas do doleiro Carlos Habib Chater foram identificadas quatro organizações criminosas que se relacionavam entre si, todas lideradas por doleiros.


A primeira era chefiada por Chater (cuja investigação ficou conhecida como "Operação Lava Jato", nome que acabou sendo usado, mais tarde, para se referir também a todos os casos); a segunda, por Nelma Kodama (cuja investigação foi chamada "Operação Dolce Vita"); a terceira, por Alberto Youssef (cuja apuração foi nomeada "Operação Bidone"); e a quarta, por Raul Srour (cuja investigação foi denominada "Operação Casa Blanca").

O monitoramento das comunicações dos doleiros revelou que Alberto Youssef, mediante pagamentos feitos por terceiros, "doou" um Land Rover Evoque para o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.


Em 17 de março de 2014, foi deflagrada a primeira fase ostensiva da operação sobre as organizações criminosas dos doleiros e Paulo Roberto Costa. Foram cumpridos 81 mandados de busca e apreensão, 18 mandados de prisão preventiva, 10 mandados de prisão temporária e 19 mandados de condução coercitiva, em 17 cidades de 6 estados e no Distrito Federal.


Ao comparecerem a um dos endereços das buscas, um prédio onde funcionava a empresa Costa Global, vinculada a Paulo Roberto Costa, policiais federais decidiram ir até a residência do investigado para pegar as chaves da empresa, em vez de arrombá-la. Enquanto os policiais se deslocavam, parentes do ex-diretor foram flagrados, por câmeras de monitoramento do edifício, retirando do local sacolas e mochilas contendo provas de crimes.


Em 20 de março de 2014, aconteceu a segunda fase ostensiva da operação. O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa foi preso e foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro.


Em 27 de agosto de 2014, Paulo Roberto Costa assinou acordo de colaboração com o Ministério Público Federal, quando houve a sinalização de que políticos do Congresso Nacional estavam envolvidos no esquema. Depois de Paulo Roberto Costa, foi a vez de Alberto Youssef recorrer aos procuradores da República para colaborar em troca de benefícios.


Os depoimentos e provas colhidas em decorrência das colaborações, bem como a análise de materiais apreendidos, documentos, dados bancários e interceptações telefônicas, permitiram o avanço das apurações em direção às grandes empresas que corromperam os agentes públicos e, por tabela, os políticos.


No final de 2014 ficou claro que a situação ficava cada vez mais perigosa para os deputados e senadores, as denúncias se aproximavam deles cada vez mais.


A presidente Dilma conseguiu se reeleger, mas logo que o segundo mandato teve início, a Câmara, liderada por aquele sujeito mais esperto passou a criar dificuldades para ela.


A Lava Jato ia em frente, ceifando empresários e ex-parlamentares, sem mandato, porque os outros estavam protegidos pelo foro privilegiado.


Embora ex-políticos do partido da presidente fossem presos ela declarava que a investigação não teria interferência do seu governo.

Todos os grandes partidos que apoiavam o governo caíram nas malhas da Lava Jato. E a presidente continuou com o mesmo discurso, deu sinal verde à investigação.


Quando aquele sujeito mais esperto percebeu que a polícia estava nos seus calcanhares fez a mesma coisa que naquele país em que a maioria fumava maconha. Chamou seus colegas, corruptos na maioria e disse que a única chance de sobrevivência deles seria derrubar a presidente. Se não se unissem nessa tarefa, seriam todos degolados.


Mas como vamos fazer? – perguntaram.


"Ora" disse o mais esperto "se no partido dela tem muita gente que é corrupta vamos acusá-la de ser corrupta também; como a maioria da população detesta o partido dela e detesta corrupção, isso vai pegar. Mas precisamos de apoio das ruas. Mãos à obra".


A presidente, sempre do lado da lei, sempre do lado correto, insistiu na tese de que a Lava Jato deveria prosseguir. As ruas passaram a se vestir de verde-amarelo e o script do sujeito esperto foi seguido à risca.


Deu no que deu. A Lava Jato prosseguiu, mas como o sujeito esperto e seus colegas tinham e têm foro privilegiado, e como o foro privilegiado funciona devagar quase parando, antes que eles fossem atingidos, eles (que, como vimos num certo domingo, são a maioria) derrubaram a presidente.


Alguém poderá querer desmentir essa narrativa alegando: mas veja só, ainda ontem o Claudio Mariz de Oliveira, que estava cotado para ser o ministro da Justiça de Temer perdeu a indicação porque criticou a Lava Jato.


Sim, ele caiu, mas não por ser contra a Lava Jato e sim por tê-la criticado publicamente. Temer sabe que não se pode acabar com a Lava Jato à luz do dia, ela tem que ser parada nos bastidores, nas sombras, na calada da noite, que é onde ele sabe agir melhor do que ninguém, por alguém que saiba fazer dessa maneira e não dando entrevistas à Folha de S. Paulo.


Dilma foi derrubada não porque rouba, mas porque não rouba. Foi derrubada pela maioria que rouba e cuja última esperança de fugir da cadeia era tirá-la da frente e colocar no seu lugar um político experiente, igual a eles, que sabe onde aperta o sapato.


Se ele também não resolver o problema deles, não tenham dúvida: vão derrubá-lo também.

Alex Solnik
Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão", "O domador de sonhos" e "Dragonfly" (lançamento setembro 2016)

Temer: “as tarefas difíceis eu entrego à fé de Cunha

Golpista safado. Vagabundo.O inferno te aguarda.

Eu estou voltando

Pessoal, já, já volto para atualizar o blog. A razão da minha ausência do blog, por esses dias, deveu-se a Vivo que, ao comprar a GVT, atrapalhou acesso  de muita gente à internet.Essas empresas de telefonia, de TV por assinatura só sabem cobrar caro por seus serviços.Na hora que a pessoa precisa do serviço essas merdas os oferecem de péssima qualidade.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Por letargia e omissão, STF propiciou o golpe“






247 - Raduan Nassar, um dos maiores escritores brasileiros, criticou a letargia do Supremo Tribunal Federal em julgar o processo que envolve o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

"Tivesse o STF despertado da letargia, e o processo de impedimento da presidenta Dilma Rousseff não teria sido sequer instaurado, pela desqualificação de quem o conduz. E porque deveria sobretudo ter se detido no exame da tipificação do suposto crime de responsabilidade", afirmou.

"Por que o mesmo tribunal não julgou até agora o presidente da Câmara dos Deputados? Está lá como réu desde janeiro do ano em curso... Daí que, ressalvadas as respeitáveis exceções, seria até o caso de se afirmar que o STF, que inclui alguns ministros apequenados, propiciou por “omissão” o golpe de domingo, levado a cabo na Câmara, em grande parte, por uma quadrilha de cleptomaníacos", complementou.
 Abaixo o texto na íntegra:

ESTAMOS BEM ARRUMADOS!

Ressalvadas exceções de ministros atuais respeitáveis, o STF - Supremo Tribunal Federal -está adormecido, dorminhoco, maculado por sinal pelo seu passado com o regime militar. 

Tivesse o STF despertado da letargia, e o processo de impedimento da presidenta Dilma Rousseff não teria sido sequer instaurado, pela desqualificação de quem o conduz. E porque deveria sobretudo ter se detido no exame da tipificação do suposto crime de responsabilidade. 

Uma pergunta: por que o mesmo tribunal não julgou até agora o presidente da Câmara dos Deputados? Está lá como réu desde janeiro do ano em curso... Daí que, ressalvadas as respeitáveis exceções, seria até o caso de se afirmar que o STF, que inclui alguns ministros apequenados, propiciou por “omissão” o golpe de domingo/17.04.2016, levado a cabo na Câmara, em grande parte, por uma quadrilha de cleptomaníacos. 

Além disso, a Procuradoria Geral da República patrocina claramente pareceres partidarizados, dando cobertura inclusive às derrapagens de um judiciário de primeira instância. Arquivou quatro pedidos de investigação de um tucano, trazendo à lembrança o “engavetador geral da República” da era FHC.

Em maio próximo, assume a presidência do TSE -Tribunal Superior Eleitoral - o questionável e pedante ministro Gilmar Mendes... e, no próximo ano, o excelente Enrique Ricardo Lewandowski será substituído na presidência do STF pela global Cármem Lúcia...

Estamos bem arrumados! 

De fato, como é costume alegarem, ninguém está acima da lei, segundo a Constituição. Mas é preciso que se diga com todas as letras: a magistratura também não está acima da Lei.

Raduan Nassar

Olha o que sobrou pra o bandido Roberto Jeferson, pai da impoluta Cristiane Brasil

É PRA GLORIFICAR DE PÉ!

Mais um golpista safado recebido pelo povo

Outro moralista sem moral




Esse Osmar Serraglio, tão bom para combater a corrupção na CPI dos Correios, hoje, na maior cara de pau, defende anistia para Eduardo Cunha. Difícil é saber qual dos dois é o mais corrupto.





Aluizio Nunes golpista é recebido educadamente nos EUA

Esse cara(juntamente com Serra e Aécio Neves) é, seguramente, um ser abjeto, desprezível. Foi pedir, aos EUA, apoio ao golpe e teve essa recepção de brasileiros amantes da democracia.Faltou alguém para quebrar as fuças desse vagabundo. Golpista! Traidor. Canalha. O inferno te espera.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Veja a folha corrida da polícia de Bruno Araujo, o voto de número 342 a favor do impeacment

Jorge Cavalcanti

O voto de número 342 a favor do impeachment colocou em evidência nacional o deputado pernambucano Bruno Araújo, no exercício do terceiro mandato na Câmara pelo PSDB e liderado do falecido Sérgio Guerra, citado nas delações da Lava Jato como achacador que teria levado R$ 10 mi para abafar a CPI da Petrobras.

Para conhecermos melhor o ilustre deputado filho de ex-deputado que, apesar de ser contra a corrupção dos outros e a favor da família, figura como beneficiário na planilha da Odebrecht, é necessário embarcar no túnel do tempo e voltar a maio de 2005, quando Bruno Araújo ainda era deputado estadual e líder do governo Jarbas Vasconcelos (PMDB):

À época, o Ministério Público de Pernambuco deflagrou operação que desbaratou um esquema de desvio de verbas públicas, leilões fraudulentos, adulteração de folhas de processo judicial e apropriação de documentos municipais na Prefeitura de Sanharó, no Agreste do Estado. O ex-prefeito investigado Ranieri Aquino foi flagrado numa escuta telefônica autorizada judicialmente em conversa com o tucano em que pedia a ajuda do aliado para transferir delegado e barrar a apuração. Influente, Bruno Araújo resolveu a parada e, no áudio, deixa isso claro:

"A gente vai ter que aguentar esse rojão (investigações) até está publicado isso, viu? Eles garantiram que até sexta-feira, o decreto (transferência) está publicado. Mas amanhã você leva uma cópia da portaria".

Muito preocupado e zeloso, o governo abriu procedimento apenas para saber como o teor do diálogo vazara para as mãos do repórter João Valadares, quando este ainda estava no Jornal do Commercio, antes de se transferir a Brasília. 

http://noblat.oglobo.globo.com/…/gravacao-deixa-mal-lider-d…


Ps.Não esquecer que Bruno Araújo também recebeu R$ 300 mil reais da Odebrecht.

Veja como votaram os traidores de Pernambuco

 

Maria Fátima Silva

Da bancada de 25 deputados, foram 18 votos pela continuidade do processo.


Seis votaram contra o impedimento da presidente Dilma Rousseff

 

Sob o governo Lula/Dilma, Pernambuco deu um grande salto  quantitativo e qualitativo no seu desenvolvimento econômico-social.Muitos desses deputados(alguns deles, mesmo na oposição, fizeram dobradinha com Lula e Dilma) que votaram contra Dilma tiveram grandes votações graças ao desenvolvimento deste Estado.Obras como a Refinaria Abreu e Lima, a HEMOBRAS, a FIAT, o Estaleiro Camargo Correia, as milhares de casa do Programa Minha Casa Minha Vida, as obras da BR-101, as dezenas de escolas técnicas aqui implantadas, os vários campus universitários aqui instalados, além de recursos de grande monta que vieram para cá, contribuíram e muito para o desenvolvimento de Pernambuco. O resultado foi esse aí: um bandido de picareta,  de bandido metido a honesto, votou contra a Presidente Dilma.


A maioria dos deputados federais de Pernambuco votou neste domingo (17) pelo prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Da bancada de 25 deputados, foram 18 votos pela continuidade do processo, seis contrários e uma abstenção. Confira como votou cada um dos parlamentares do estado. (Leia a lista completa abaixo)

A sessão começou às 14h deste domingo e terminou pouco antes da 0h de segunda-feira (18).
O primeiro discurso da sessão foi o do relator do processo na comissão especial do impeachment, Jovair Arantes (PTB-GO). Arantes defendeu seu relatório que recomenda a abertura do processo de afastamento da presidente da República e argumentou que Dilma cometeu “fatos gravíssimos, que atentam contra a Constituição”.


A favor do impeachment:

Anderson Ferreira (PR)
André de Paula (PSD)
Augusto Coutinho (SD)
Betinho Gomes (PSDB)
Bruno Araújo (PSDB)
Daniel Coelho (PSDB)
Danilo Cabral (PSB)
Eduardo da Fonte (PP)
Fernando Coelho Filho (PSB)
Gonzaga Patriota (PSB)
Jarbas Vasconcelos (PMDB)
João Fernando Coutinho (PSB)
Jorge Côrte Real (PTB)
Kiko Maniçoba (PMDB)
Marinaldo Rosendo (PSB)
Mendonça Filho (DEM)
Pastor Eurico (PHS)
Tadeu Alencar (PSB)
 
Contra o impeachment: 

Adalberto Cavalcanti (PTB)
Luciana Santos (PCdoB)
Ricardo Teobaldo (PTN)
Silvio Costa (PTdoB)
Wolney Queiroz (PDT)
Zeca Cavalcanti (PTB)

Abstenção:

Sebastião Oliveira (PR)

Fonte:G!

Deputado cearense vira símbolo da falta de caráter no compromisso do voto



Deputado cearense está virando piada nacional por fazer uma das mais apaixonadas declarações de amor à luta em defesa de Dilma e de Lula, mas acabar votando contra no processo de impeachment ontem na sessão plenária da Câmara dos Deputados.

Adail Carneiro que é um milionário que fez fortuna, inclusive com contratos públicos, está em seu primeiro mandato como Deputado Federal e tem como base eleitoral a região do Vale do Jaguaribe no interior do Ceará. 

Mudar de lado tem se tornado uma das suas especialidades, tendo em vista que em menos de dois anos já mudou do PDT para o PHS e agora recentemente para o PP. Três partidos em dois anos é um recorde maior até do que o de Ciro Gomes. 

Nas últimas semanas Adail participou das manifestações em Fortaleza em defesa da luta do PT. Entregou carta de apoio à presidenta Dilma, bateu foto bem coladinho na Presidenta no Palácio e até colou adesivo "não vai ter golpe" no peito para abraçar Lula. Mas na hora da verdade fez exatamente o contrário votando com traição. 

Ser do contra e ter opiniões diferentes faz parte do jogo democrático agora, mudar de lado e adotar um voto de traição em relação à tudo que ele vinha defendendo até sábado, é uma atitude que os eleitores normalmente não costumam perdoar.

A população está se sentindo traída por Dilma e ela está pagando um alto preço. Somente o tempo dirá o preço que Adail Carneiro vai pagar com estas suas atitudes que geram forte crise de confiança.  

Deputada vota sim, sim, sim... e seu marido é preso por corrupção



Atualizado às 14h30
Jornal GGN – Ontem (17), a deputada federal Raquel Muniz, do PSC, votou sim no processo de admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ela disse que votava pelo seu marido, o prefeito de Montes Claros, que mostra em sua gestão que “o Brasil tem jeito”.



Cínica. Picareta. Bandida.

Hoje (18), o marido, Ruy Adriano Borges Muniz, foi preso preventivamente pela Polícia Federal. Pesa sobre ele uma série de acusações. Ele foi preso acusado de usar meios fraudulentos para inviabilizar o funcionamento de hospitais da cidade. Entre eles, o Hospital Universitário Clemente Faria, Santa Casa, Aroldo Tourinho e Dilson Goldinho. A ideia era prejudicar esses hospitais para favorecer o Hospital das Clínicas Mario Ribeiro da Silveira que, segundo a PF, pertence ao prefeito e seus familiares.
O prefeito e a secretária de saúde do município, Ana Paula Nascimento, devem responder pelos crimes de falsidade ideológica majorada, dispensa indevida de licitação pública, estelionato majorado, prevaricação e peculato. A operação "Máscara da Sanidade II - Sabotadores da Saúde" deve cumprir quatro mandados de busca e apreensão na Prefeitura, Secretaria de Saúde e na casa dos envolvidos.
No final do ano passado, prefeito e deputada, marido e esposa, foram acusados pela Receita Federal de praticarem estelionato, lavagem de dinheiro, advocacia administrativa, evasão de divisas, descaminho, associação criminosa e falsidade ideológica. Eles teriam tentado comprar equipamentos hospitalares na Alemanha, usando o CNPJ da Associação de Promoção e Assistência Social (APAS), vinculada à Prefeitura. O problema é que os equipamentos seriam instalados no Hospital das Clínicas do Grupo Soebras, grupo econômico ao qual eles pertencem.
Depois de concluídas as investigações, a Receita concluiu que “Ruy Adriano Borges Muniz e Tânia Raquel Queiroz Muniz arquitetaram a fraude para importar tais bens por meio da Amas Brasil, Soebras e Hospital das Clínicas Mário Ribeiro da Silveira, associações formais cujos integrantes dos Conselhos Fiscais e Diretorias são interpostas pessoas laranjas”.
Os equipamentos médicos foram apreendidos por dano ao erário e são avaliados em quase R$ 9 milhões. “As decisões judiciais, tanto na primeira instância quanto na segunda, foram, até o momento, desfavoráveis aos autuados, incluindo a sentença que denegou a segurança. Da mesma forma, a empresa exportadora, alegando não ter recebido a importância comercializada, ajuizou mandado de segurança para devolução dos bens ao exterior, mas também obteve decisão judicial desfavorável”, informou a Receita em nota. A Receita enviou o caso para o Ministério Público Federal, que passou a dar andamento à ação criminal.
A história completa envolve uma série de “laranjas” para iludir o fisco e até uma apropriação de entidade pública para fins privados.
De acordo com o MPF, os políticos adquiriram a entidade filantrópica Soemec em 1997 por meio de “negociação nebulosa”. Eles mudaram o nome da entidade para Soebras e a utilizaram para distribuir lucros de forma indevida.
Na época, a Receita Federal entrou no caso e enquadrou a organização. A Soebras acumulou dívidas de execuções fiscais e trabalhistas e nesse ponto Ruy já era prefeito e simplesmente se apoderou de outra organização para ter ficha limpa com o fisco. A organização em questão é a justamente a APAS de Montes Claros.
Segundo o MPF, “A APAS/AMAS tornou-se, então, um alter ego de SOEBRAS – esta já envolvida em inúmeros problemas com a Justiça, o Fisco, convênios inadimplentes e extensa gama de credores – para que Ruy e Raquel Muniz pudessem utilizá-la para a prática de ilícitos sob o pálio daquela entidade”.
O prefeito vai responder pelos crimes. A deputada tem foro privilegiado e talvez demore um pouco mais para ser responsabilizada. Mas ela pode sim acabar presa junto com o marido. No GGN

Sem voto, direita picareta aprova o golpe e o STF continua omisso e golpista


: <p>26/11/2015 - Brasília - DF - O senador Aécio Neves, durante reunião da Executiva Nacional do PSDB. Foto: George Gianni/ PSDB</p>
"A tua piscina tá cheia de ratos;
Tuas ideias não correspondem aos fatos.
O tempo não para. Não para, não... Não para!" (Cazuza)


Sem pretender, de forma alguma, ser messiânico e profético, os golpistas que aprovaram o golpe contra Dilma Rousseff lembram certas circunstâncias do Evangelho. Um dos acontecimentos é a escolha de parte do povo que escolheu Barrabás e preteriu Jesus, no caso o deputado Eduardo Cunha; o outro é a traição de Judas, que cabe muito bem nesse contexto de mentiras e conspirações coletivas sofridas pela presidenta trabalhista, Dilma Rousseff, ao vice-presidente Michel Temer — o Amigo da Onça.

A efetivação de um golpe de estado contra uma mandatária e cidadã honesta a ser julgada por uma malta de canalhas e picaretas, sendo que grande parte dessa alcateia é composta por parlamentares e autoridades de outros poderes, principalmente do sistema judiciário, que se aliou aos interesses da oposição de direita liderada pelo PSDB, bem como se associou aos magnatas bilionários de imprensa, principalmente a Rede Globo, que desde quando Lula assumiu o poder presidencial, em 2003, realiza uma oposição desleal, desonesta, agressiva, manipuladora e golpista. 


Questão de DNA.

Contudo, apesar da derrota do Governo Trabalhista perante uma das gerações de deputados mais corrupta e conservadora da história da Câmara (a grande maioria deles responde a processos na Justiça, sendo que muitos dos golpistas de direita já são réus), além de ignorante sobre o processo do golpe travestido de impeachment, bem como sobre a história do Brasil, o que mais chama a atenção é a total falta de discernimento sobre as conquistas do povo brasileiro nos períodos dos governos democráticos e republicanos de Lula e Dilma.

Estou com quase 57 anos e posso afirmar, sem tergiversar ou enganar qualquer cidadão, que nunca vi, em quase seis décadas de vida, o Brasil se desenvolver tanto em todos os segmentos e setores, bem como nunca tinha visto em outros governos milhões de pobres ascenderem socialmente e financeiramente, não apenas no que concerne ao acesso ao consumo, mas, principalmente no tange ao pobres a conquistar novos espaços, tanto no que é relativo à sua entrada nas universidades públicas e no ensino técnico quanto no que é referente ao poder aquisitivo, com o salário mínimo a aumentar ano a ano, a manter seu poder de compra.

Foram inúmeras as conquistas, que cansei de citar em meus textos, como, por exemplo, programas sociais que movimentaram a economia e incrementaram o mercado para as micro e pequenas e empresas, a exemplo das garantias trabalhistas às empregadas domésticas, do Luz para Todos, do Minha Casa, Minha Vida e o Programa Bolsa Família, além do Enem, Fies, Sisu, Ciência sem Fronteiras, Sisutec e ProUni, dentre incontáveis obras de infraestrutura, bem como a recuperação de setores praticamente extintos, como o naval e o de trens.

Entretanto, o assunto central não é este, porque a classe média tradicional coxinha, aquela composta de brancos bem nutridos, secularmente universitária e com bons empregos públicos e privados, que mora em bairros urbanizados ou chiques, demonstrou, inequivocadamente, que odiou profundamente a ascensão social e econômica dos pobres. Só que não há mais espaço para dizer que tal classe pequeno burguesa, aliada dos interesses da casa grande, como sempre foi, como comprova o apoio irrestrito ao golpe de 1964, que ela se preocupa com a corrupção.

E por quê? Porque nunca se preocupou, pois portadora de indignação seletiva, e, consequentemente, arrivista e partidária. Como se comprova, a maioria dos golpistas que aprovou o golpe para ser votado no Senado responde processos inúmeros, inclusive na Lava Jato, sendo que as listas de Furnas, e, principalmente, a da Odebrecht, que "Não vem ao caso" para o juiz de província, Sérgio Moro, foram solenemente engavetadas e os nomes dos políticos demotucanos, indelevelmente, blindados.

No Brasil de hoje, lamentavelmente, os juízes políticos, os procuradores obsessivos e os delegados aecistas, que tratam desses escândalos são partidarizados, tem cor ideológica à direita e, para paralisar e judicializar a governança de Dilma Rousseff, criminalizaram a política de tal forma que ficou praticamente impossível a mandatária trabalhista governar o País, mesmo eleita pelo PT com 54,5 milhões de votos. Simplesmente se rasga a Constituição e manda para o espaço a democracia e o Estado de Direito.

Dilma não cometeu crimes de responsabilidade e todos os patifes e cafajestes que lutam para derrubá-la sabem disso, mas não se importam com nada, pois se fanatizaram e não conseguem mais se pautar pelo bom senso, lógica racional e pelo interesse público. Como poderá um golpista se preocupar com a sociedade se ele quer o retrocesso e a volta do controle total do status quo sobre a população?

Enquanto Lula e Dilma avançavam o País em direção ao seu desenvolvimento e tinham o apoio de mais de 80% da população, os canalhas golpistas e ignorantes, pois provincianos que cuidam apenas de interesses pessoais ou de grupos econômicos ou corporativos, se calaram, recolheram-se às suas insignificâncias e ignorâncias e deitaram em suas tumbas repletas de ódios e preconceitos.

Também dessa forma se conduziram os coxinhas de classe média, que ficaram anos calados ou a dissimular suas cóleras compostas de racismos, preconceitos de classe social, inconformismo e rancor por causa das conquistas sociais das classes pobres e populares. Foi de mais para essa gente tacanha, egoísta, de alma pequena e espírito de porco, que faz da intolerância seu modo de vida, assim como da violência, no que rege ao pensamento, e, com efeito, verbalizar insultos de baixo calão e conceitos vis, a chegar até mesmo à agressão física, que espelha sua ideologia, que se baseia em valores e princípios nada recomendáveis à civilização ou àquele que deseja ser civilizado.

E deu no que deu: um consórcio de direita de inúmeros setores comprometidos com um golpe de estado, depois de 30 anos de democracia, além da lembrança coletiva terrível de 21 anos de ditadura civil-militar. Leonel Brizola dizia: "Os militares seguraram as tetas do Estado, como se fosse uma vaca, para os empresários mamarem".

Agora, em 17 de abril de 2016, repete-se realidade histórica similar, sendo que desta vez quem segura as tetas do Estado nacional são os golpistas criminosos da Câmara e, vergonhosamente, os togados, muitos deles completamente alienados e próximos da ridicularidade, como o juiz Catta Preta do DF, o admirador de Miami e talvez, quiçá, do Pateta, sem esquecer do Mickey, um dos símbolos do imperialismo estadunidense. Duvida, coxinha? Basta assistir os desenhos mais antigos de tal personagem para se certificar de suas "mensagens".

Juízes e procuradores que, ao invés de se comportarem como magistrados, conduzem-se como políticos em plena atividade e interferem, equivocadamente, no processo político brasileiro, porque são partes indissociáveis do golpe criminoso contra a presidente Dilma, o Estado de direito, a democracia e os direitos constitucionais do povo brasileiro, que luta há séculos para se emancipar e ter acesso a uma vida de melhor qualidade.

Os empresários golpistas, que odeiam políticos trabalhistas, já estão a avisar que não vão pagar pelo pato amarelo, corrupto e sonegador da Fiesp. O pato sonegador eles já abandonaram e exigem seu quinhão de poder junto ao golpista-mor, Michel Temer, que, juntamente com o corrupto e réu, Eduardo Cunha, engendraram o golpe, que começou pelo histerismo e violência nada cívica do senador tucano e playboy, Aécio Neves, que, golpista de primeiro minuto, após perder as eleições foi às ruas fazer molecagem e apostar na quebra da ordem institucional e constitucional.

Esses coxinhas empregados da iniciativa privada e do setor público vão ver o que é bom para tosse. A direita no poder vai fazer o que ela sempre fez, em um eventual governo Temer: suprimir direitos sociais e trabalhistas, restabelecer a CPMF (para os golpistas pode, mas para o Governo Dilma, não), dar fim à obrigatoriedade dos gastos fixos em educação e saúde, fazer mudanças nas leis previdenciárias e trabalhistas, vender as estatais restantes, inclusive a Eletrobrás, a Infraero e a Petrobras, além de acabar com o sistema de partilha do Pré-Sal, cujos recursos são previstos para financiar a saúde e a educação, conforme projeto do Governo Dilma aprovado pelo Congresso.

Depois a sociedade que elegeu Dilma Rousseff tem de aturar uma direita colonizada, subalterna e entreguista que, por intermédio de seus áulicos, afirma que vai fazer as mudanças para a retomada da economia. Veja bem a pilhéria, a babaquice e a hipocrisia. Os golpistas criminosos, muitos deles ignorantes sobre o povo do Brasil e a história da política brasileira querem impor, por meio de um golpe criminoso, o programa de governo derrotado nas urnas em quatro eleições consecutivas. Tal conduta é de um indigência moral e política que assombra até os mais sórdidos dos cafajestes.

Trata-se de golpe aplicado diretamente na veia de 54,5 milhões de eleitores que não votaram em Aécio Neves, porque, além de essa gente mequetrefe querer retomar o derrotado neoliberalismo, que fracassou em âmbito mundial, ainda quer fazer crer que a economia brasileira está afundada, quando a verdade é que a crise política sem precedentes, nos últimos 35 anos, é a maior responsável pela crise na economia.

A crise política engendrada pelas oligarquias deste País tem por finalidade engessar as ações do Governo Trabalhista e impedir que as empresas que tem contratos com o Governo possam tocar suas atividades, como aconteceu com as milhares de obras, algumas gigantescas, que estão paralisadas, porque, ao invés de se proteger as empresas, como fazem no exterior, aqui as destroem, porque uma casa grande predadora, antinacionalista, antirrepublicana e antidemocrática está em processo de efetivar mais um golpe dos muitos que já realizou no passado. Quem não tem voto, dá golpe. E lugar de golpista, então, é na cadeia.

Contudo, o maior responsável pelo golpe irresponsável e criminoso na Câmara é a maioria dos juízes do STF. E por quê? Porque se a presidenta Dilma Rousseff não cometeu malfeitos, que no decorrer de dois anos não foram comprovados, não existe, então, crime de responsabilidade, o que é a realidade factual. O factual é fato. Fato é real e portanto não deixa dúvidas. E o STF a ficar cego sobre as realidades, ao ponto de permitir, como se fosse cúmplice do golpe, que bandidos a responder a mil inquéritos, acusações e denúncias, sendo que muitos deles são réus, cometam um golpe de estado contra o Brasil e os brasileiros. É inaceitável!

O Supremo é no mínimo omisso e em seu meio existe juiz que conspira contra a presidente trabalhista, bem como anuncia suas decisões, além de dizer o que pensa de seus inimigos políticos, sendo que muitos desses inimigos estão a se defender na Justiça, fato este que se torna inacreditável, pois quem faz carga àquele que poderá ser julgado é seu julgador, que age indevidamente como promotor. O nome deste juiz é Gilmar Mendes, do PSDB do Mato Grosso.

Os juízes garantistas e legalistas do STF poderiam ter acabado com a farra dos golpistas, que, em sua maioria, reponde a processos ou já são réus. Acontece que, em nome do rito, dar-se-á uma golpe? O Brasil realmente é um País surreal, porque, ao contrário dos Estados Unidos e de outros países desenvolvidos, tem uma das piores e mais cruéis "elites" do mundo, porque totalmente divorciada dos interesses do povo brasileiro, que luta diuturnamente pela sua sobrevivência, mas não consegue conquistar sua emancipação de forma plena, porque temos uma casa grande escravocrata e, miseravelmente, provinciana e subserviente aos interesses de estrangeiros, pois antinacionalista e profundamente antidemocrática.

Os partidos de esquerda, os incontáveis movimentos sociais, os sindicatos, estudantes, associações de profissionais liberais, a classe média que votou no PT, os camponeses, os moradores de favelas e comunidades, a periferia, os negros, os índios, as mulheres trabalhadoras, as cooperativas, os gays, os intelectuais, os artistas e todos aqueles que não querem a volta da ditadura, porque quem dá golpe tem alma e pensamento ditatoriais, deve, sem vacilar, mobilizar-se e ir às ruas. Ocupar todos os espaços públicos para derrotar esse golpe de estado infame travestido de legalidade constitucional. Este golpe não é legal, porque Dilma Rousseff não cometeu crime de responsabilidade. Não vai ter golpe! Já tem luta. 

É isso aí.


Davis Sena Filho
Davis Sena Filho é editor do blog Palavra Livre

Rastaqueras unidos na bizarra sessão do golpe de Estado


Antonio Augusto/ Câmara dos Deputados:
O Brasil teve a oportunidade de ver, na votação da admissão do processo de impeachment da Presidenta Dilma, o baixo nível dos parlamentares que representam diversos setores da sociedade, conheceu com os próprios olhos o chamado “baixo clero”, a falta de senso de ridículo, e os fascistas mais raivosos.

A sessão se transformou, não só em escândalo nacional, mas internacional com imensa repercussão, tendo em vista o grotesco espetáculo proporcionado por  parlamentares golpistas, a começar pelo presidente Eduardo Cunha, réu no STF por corrupção e um dos principais conspiradores do golpe.

A imagem do Brasil, que mereceu destaque no mundo durante os dois mandatos do ex-presidente Lula, por ter feito uma revolução social com políticas de inclusão e retirada da pobreza de cerca de 40 milhões de pessoas, agora amarga desmoralização internacional com a tentativa de golpe de Estado.

Os parlamentares desta legislatura foram os últimos eleitos com farto financiamento de suas campanhas por grandes empresários.

Por incrível que pareça, os partidos que votaram em peso no impeatchment são os mesmos que votaram a favor da proposta de reforma política de Eduardo Cunha, no ano passado. Cunha tentou colocar definitivamente na Constituição o financiamento privado de campanhas eleitorais.

Trata-se de uma atitude ousada de Eduardo Cunha para garantir a corrupção eleitoral. Mas o STF derrubou o financiamento empresarial de campanhas por considerá-lo inconstitucional, ao julgar ação da OAB que arguia inconstitucionalidade do financiamento privado de campanhas. O Ministro Gilmar Mendes havia engavetado a ação da OAB.

Certamente o financiamento das campanhas, por empresários, explique a eleição de tão elevado número de parlamentares do chamado “baixo clero”, a condução de Eduardo Cunha à presidência da Câmara e a armação do golpe.

A sessão da Câmara, comandada por Ele, no domingo, mostra que a afirmação de que as instituições estão funcionando não é bem assim. Estão funcionando a favor de quem?

Guardadas as devidas proporções, o Judiciários e o Ministério Público, assim como a Câmara dos Deputados, também tem manifestado seu lado grotesco, rastaquera, ao atentar contra a Constituição, negar garantias fundamentais a cidadãos e o Estado democrático de direito, deixar de lado sua responsabilidade institucional republicana e participar das articulações do golpe. Além do juiz Sérgio Moro, existem exemplos de sobra, de ações políticas do judiciário e dos órgãos auxiliares.

As revelações de que a Operação Lava Jato foi arquitetada para fins políticos, articulada com a oposição no Congresso Nacional, para perseguir pessoas e destruir reputações e instituições políticas, mostra que o judiciário e órgãos auxiliares sofrem do mesmo mal que acomete o Congresso Nacional: decadência moral.

A Operação Lava Jato persegue Lula e o PT e o Ministério Público, a Polícia Federal e o STF não investigam Aécio Neves nem integrantes do PSDB e de outros partidos que participam do golpe tramado por setores do Congresso, do Judiciário e da mídia. Isso é fato.

A mídia senhorial  tenta a todo custo dar pompa e ares de limpeza ao espetáculo da oposição e uma narrativa manipulada das ações do golpe, contribuindo ainda mais para o quadro deplorável dos acontecimentos.

A mídia nativa está sendo tratada mundo a fora,  pelas grandes agências internacionais de notícia, como algo picaresco, tamanha a desfaçatez de editores, repórteres e comentaristas, na manipulação das informações.

Nossa história republicana se arrasta pelo tempo com suas instituições e autoridades, guardadas as devidas excessões, ainda de mentalidade monárquica, com os olhos voltados para além do Atlântico, para além do hemisfério Norte, sem compromisso com o país, com a nação, com o povo.

Ficou evidente, na sessão de domingo, que ainda estamos muito aquém do padrão das democracias consolidadas no mundo e de instituições republicanas capazes de dar sustentação à sonhada nação livre e soberana, dos trópicos.

Laurez Cerqueira
Autor, entre outros trabalhos, de Florestan Fernandes - vida e obra; Florestan Fernandes –

A cusparada redentora do justo na face da infâmia


:
O deputado Jean Wyllys fez muito bem em cuspir em Bolsonaro.

Jean Wyllys me representa.

Eu também cuspo em Bolsonaro!

E cuspo também em Cunha!

Aliás, eu cuspo em toda a chamada "bancada BBB"; da bala, do boi e da Bíblia.

Eu cuspo ainda nos falsos pastores evangélicos que corrompem a Palavra e extorquem a fé de seus fiéis.
Cuspo em Feliciano!

Eu cuspo nos sindicalistas pelegos que se utilizam da estrutura de seus sindicatos para vender facilidades aos patrões e enriquecer, de modo ilícito e imoral.

Eu cuspo em Paulinho da Força!

Eu escarro na cara de todos os Congressistas que votaram ontem contra a democracia e a favor do golpe.

Eu cuspo na cara desse Poder Legislativo corrupto que não representa, em absoluto, o povo brasileiro.
Se muito, representa a sua elite mais ordinária e rastaquera.

Se muito, representa os valores mais vis da sociedade.

Que Câmara de deputados horrorosa: minúscula, abjeta, ordinária; repleta de homens medíocres!

Eu cuspo na hipocrisia dos corruptos, dos políticos ladrões que tomaram de assalto a política brasileira.

Eu cuspo na face infame de todos esses malditos e ordinários.

- "E durmam com essa. Canalhas!"


Lula Miranda

Eu tenho novo





Eu tenho nojo:

Dessa mídia imunda, parcial e monopolista;

Desse STF acovardado, composto por picareta;

Desse Ministério Público Federal corrompido e  golpista;

Dessa Câmara dos Deputados nojenta, repleta de políticos bandidos;

Desse Poder Judiciário de 1ª Instância seletivo, composto por bandido de toga;

Dessa Policia Federal política, composta por agentes e delegados filhos da puta;

Desse TCU vendido e alugado aos corruptos da oposição;

Dessa direita reacionária e mesquinha, que só pensa em si;

Desses políticos traíras que cospe no prato em que comeu, feito esses deputados  bandidos de Pernambuco, minha terra.

Eu tenho nojo disso tudo. E a eles desejo que vão pro quinto dos infernos, só a assim o povo sofrido do Brasil ficam livres dessas figuras malditas, abjetas.


sábado, 16 de abril de 2016

Respeitem Arraes, pombinhas golpistas!

Milton Coelho

Muito bom. Não vai ter golpe

Boff: ‘a democracia triunfará, especialmente sobre a Globo




247 - O escritor Leonardo Boff reforçou, neste sábado (16), a sua posição contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), ou seja, a favor da democracia. E criticou a Globo.

"Não estamos mais num voo cego. Meu sentimento do mundo me diz que a democracia triunfará bem sobre os golpistas, especialmente sobre a TVGlobo", disse o teólogo no Twitter.
O intelectual também resolveu bater duro no presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quem conduz o processo de impeachment da Casa.

"O parlamento é culpável, é uma vergonha internacional o fato de Eduardo Cunha, criminoso notório, possa vir a ser vice-presidente e presidente", afirmou. Caso o impeachment seja aprovado, quem assume é o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), e Cunha fica como vice.

O presidente da Câmara é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo recebimento de propina desvendado pela Operação Lava Jato. O peemedebista já era acusado de ter recebido US$ 5 milhões de propina por um contrato de navios-sondas da Petrobras, conforme foi apontado  em delação premiada pelo consultor Júlio Camargo. O procurador da República, Rodrigo Janot, confirmou as acusações.

Segundo as investigações, o negócio foi feito sem licitação e ocorreu por intermediação do empresário Fernando Soares e o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró. 

Cunha foi alvo da nova denúncia. Um dos delatores da 'Lava Jato', o empresário Ricardo Pernambuco Júnior, da Carioca Engenharia, afirmou que as empresas ligadas à construção do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, teriam que pagar R$ 52 milhões em propinas [cerca de ou 1,5% do valor total dos Certificados de Potencial de Área Construtiva (Cepac)] a Cunha (veja aqui).

Empresariado já se mexe para emplacar propostas com Temer

Isso é só o começo.




O presidente nacional do PMDB e vice-presidente da República, Michel Temer, lidera Caravana da Unidade em Belo Horizonte (MG)
Com a votação do impeachment no domingo (17), empresários já articulam pedidos para Michel Temer   

A votação do impeachment acontecerá neste domingo (17), mas o empresariado não esperou para virar a página. As lideranças dos principais setores produtivos já trabalham nas propostas para entregar ao vice Michel Temer (PMDB), se ele realmente assumir a Presidência do país. 

Representantes da indústria, da agricultura e do comércio querem emplacar medidas que vão contra o receituário adotado pela presidente Dilma Rousseff. 

Estão na agenda: enterrar a ideia de recriar a CPMF e aumentar outros impostos, a flexibilização das leis trabalhistas e deixar de controlar o retorno das empresas que vencerem leilões de concessões de serviços públicos, entre outros pedidos. 

A indústria quer que as negociações trabalhistas sejam feitas diretamente entre empresas e seus funcionários, e os empresários do agronegócio querem juntar o Ministério da Agricultura com o do Desenvolvimento Agrário. 

Em um cenário mais abrangente, querem medidas de austeridade fiscal, que eles identificam como uma das principais falhas do governo da presidente Dilma. 

Pedem redução do número de ministérios e dos gastos públicos com funcionalismo e racionalização no uso dos recursos destinados a programas sociais e de estímulo à economia. 

As propostas ainda não estão prontas, mas vêm sendo discutidas informalmente com emissários de Temer. Entre eles estão os ex-ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha. Também participa o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).
Por enquanto, eles procuram entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), as federações da indústria de São Paulo (Fiesp) e do Rio (Firjan). 

Nessa fase, a preocupação da equipe que rodeia Temer é evitar a vinculação direta com grandes empresários para não dar margem à interpretação de que seu governo trocaria a agenda social –marca do governo petista– pela do capital. 

Publicamente, Temer já disse que não cortará programas sociais, como o Bolsa Família, mas vai revê-los. 

"Com um cenário político estável, acreditamos que haverá uma retomada rápida da economia", disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp. 

"Temos de fazer um novo pacto social para reconstruir a economia", disse João Martins, presidente da CNA. 

*
 
O QUE OS PRINCIPAIS SETORES DA ECONOMIA PEDIRÃO A TEMER
 
Agricultura
 
- Garantia de crédito para produção com taxas mais baixas
- Liberação de pelo menos R$ 750 milhões em recursos para o seguro agrícola
- Flexibilização da legislação trabalhista
- Fim de loteamento político na pasta
 
Indústria

- Evitar a valorização excessiva do real (queda do dólar)
- Aumento da terceirização
- Negociações trabalhistas serem feitas diretamente entre empresas e seus funcionários
- Enterrar a CPMF e qualquer outra medida que aumente impostos
 
Transportes
-
 Acelerar programa de concessões, começando pelas rodovias 

- Revisão do modelo de privatização, acabando com o controle das taxas de retorno, e permitindo sistemas mistos de investimento público e privado no caso das ferrovias.