quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ficha suja e elegibilidade



A constituição brasileira não afirma a presunção de inocência, mas a da não culpabilidade. O projeto 'ficha limpa' não é inconstitucional

“Aquele que trabalha para bandido é bandido.” Esta frase foi dita pelo secretário da Segurança Pública do Rio de Janeiro. Um desabafo ético, depois da indagação sobre o que faria com os policiais militares que serviam de guarda-costas para o bandido Rogério Andrade, quando de recente e cinematográfico atentado à bomba perpetrado por uma organização criminosa rival. No episódio morreu o filho de Rogério, por mero erro de pessoa.

O conceito de bandido é também elástico para o cidadão comum. Basta-lhe a notoriedade. Não é necessário indagação sobre a existência de condenação criminal com trânsito em julgado, até porque todos sabem que o Supremo Tribunal Federal (STF), nos últimos 40 anos, não condenou nenhum político.

Essa largueza conceitual, por evidente, pode gerar embaraços legais se alguém, por exemplo, vier a chamar o banqueiro Daniel Dantas de bandido, ou seja, de criminoso. Embora condenado em primeiro grau pela Justiça Federal e por consumado crime de corrupção, Dantas não se encontra definitivamente condenado.

Por força desse “status” de indefinição judicial, Dantas poderia, em convenção de partido político, ser indicado para concorrer a cargo eletivo em 2010. E o posterior pedido de registro de candidatura não seria recusado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pois o grafado em sua folha corrida criminal, como é da jurisprudência dessa Corte, seria insuficiente para gerar inelegibilidade. Em outras palavras, o banqueiro seria elegível como tantos outros em situação semelhante.

A perda de direitos políticos no que toca o poder votar e ser votado está condicionada, segundo a nossa Constituição, à existência de condenação criminal definitiva e enquanto durarem os seus efeitos: art. 15, III. Essa regra deve, porém, ser harmonizada ao princípio da presunção de não culpabilidade, que, no Brasil, erroneamente, é denominado presunção de inocência até por súmula do STF. Esse erro favorece os denominados candidatos de “ficha suja”.

Levado ao pé da letra, o princípio da presunção de inocência não permitiria, como estabelecido na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1791, a prisão provisória, cautelar. E o ex-governador José Roberto Arruda, presumido inocente, não poderia ter sido preso preventivamente, apesar de coagir testemunhas para esconder a verdade.

Na França da referida Declaração de 1791, decreta-se prisão cautelar em flagrante delito ou preventivamente. O texto incorporado da Declaração, consagrador da presunção de inocência, é interpretado com um grão de sal, ou seja, cede em razão da necessidade de uma medida de segurança social. Lá, como aqui, um casal Nardoni ou um Arruda seriam presos preventivamente.

Mas o constituinte brasileiro, no particular, não adotou o princípio da presunção de inocência. Consagrou o princípio da presunção da não culpabilidade, que é diverso. Basta a leitura dos textos para perceber a diferença: “Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória” (Constituição do Brasil) e “tout homme étant présumé innocent jusqu’à CE qu’il ait été déclaré coupable” (Declaração de 1791).

Com efeito, coube ao grande jurista Helio Tornaghi repetir, na sua obra intitulada Instituição de Processo Penal, o alerta do constitucionalista italiano Pezzatini. Isso em face de termos adotado, copiado, o artigo da presunção de não culpabilidade estabelecido na Constituição italiana de 1948. Ou seja, a nossa Constituição declarou apenas que o acusado não é considerado culpado. Ela não afirmou a presunção de inocência, limitou-se a negar a culpa.

Assim sendo, está aberto o caminho para se poder, por lei infraconstitucional, barrar o “ficha suja”. O projeto “ficha limpa”, que foi melhorado no Congresso Nacional, não está maculado por inconstitucionalidade. E foi referendado por 1,6 milhão de eleitores.

O projeto, caso vingar, dificilmente será aplicado nas eleições de 2010. Parlamentares de vida pregressa duvidosa continuarão a sustentar a inconstitucionalidade por violação daquilo que chamam incorretamente de “presunção de inocência” e prometem recorrer ao STF. No momento, o projeto está na Comissão de Constituição e Justiça. Torce-se para que seja colocado em votação plenária em tempo para poder valer em 2010.

Fora do âmbito eleitoral, nos concursos públicos para a Magistratura ou para o Ministério Público, a folha corrida de candidatos a concursos tem peso fundamental. Diante de antecedentes negativos, são barrados candidatos. Ou seja, afasta-se o risco de se colocar em função pública um futuro bandido sem ferir o princípio da presunção de não culpabilidade.

Partido mais corrupto do Brasil está com os dias contados

DEM sangra no Senado


Esvaziamento no Nordeste ameaça bancada de senadores do DEM

Maria Inês Nassif, de São Paulo

Valor Econômico - 28/04/2010

Esvaziamento do DEM no Nordeste, a região que sustentou o partido desde a sua criação, em 1985, poderá reduzir sua bancada no Senado das atuais 14 para oito ou nove cadeiras na eleição de outubro, segundo o Diap.

Um lento processo de esvaziamento do DEM no Nordeste, a região que manteve o partido, desde a sua criação, em 1985, com grande bancada no Senado, pode ser consumado em outubro. Do total de 14 senadores do partido, oito encerram seus mandatos - cinco eleitos pelo Nordeste e três pelo Centro-Oeste. Os senadores Gilberto Goellner (MT), Antonio Carlos Júnior (BA) e Adelmir Santana (DF) são suplentes e não disputarão em outubro.

O DEM pode reduzir sua bancada para oito ou nove, na previsão do diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antonio Augusto de Queiroz - o que significaria eleger dois ou três apenas nessas eleições. Ou vai perder apenas um ou dois senadores - o que significaria ficar com 12 ou 13, na avaliação do presidente nacional do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ). Os dois concordam, no entanto, que a sangria do partido ocorre no seu reduto tradicional, o Nordeste.

A longa duração do mandato de senador - que corresponde a dois mandatos de deputados - manteve o partido forte no Senado quando já havia entrado em declínio na Câmara. Em 1998, o então PFL elegeu 105 deputados, a maior bancada; quatro anos depois, com a vitória do petista Luiz Inácio Lula da Silva, obteve 84 deputados nas urnas; em 2006, fez 65 deputados e, até a posse, já havia perdido três. Tornou-se a quarta bancada. No Senado, o declínio foi mais lento: a bancada de 19 senadores do período 1995-1998 baixou para 17 no período seguinte (1999-2002) e hoje são 14.

"Em 2000 administrávamos 1200 cidades; em 2004, 700 e poucas; hoje são apenas 497. Estamos perdendo nas cidades menores e com menor renda", diz Maia. Para ele, quanto maior for a população beneficiada pelo programa Bolsa Família em relação ao número de eleitores - caso das comunidades menores -, menor é a chance de acesso da oposição a esse eleitor. "A máquina do governo impede o acesso da oposição aos eleitores mais pobres", afirma o presidente do partido. Para Queiroz, esse processo ocorreu porque a opção do DEM pela oposição foi contra a natureza do partido, cuja razão de ser, até então, era a de "suprir de recursos e benefícios" do governo seus redutos eleitorais.

"Estamos pagando uma decisão partidária, de ser oposição ao governo Lula", concorda Maia. "Todo mundo sabia que o resultado seria o de retração do partido nos Estados em que historicamente éramos bem posicionados, com os do Nordeste." Para o dirigente, a forma de reverter essa tendência será não apenas a opção pela candidatura do tucano José Serra à Presidência, reeditando a aliança que deu certo nos dois governos de Fernando Henrique Cardoso, como se empenhar pelo máximo desempenho do candidato no primeiro turno. É em 3 de outubro que o eleitor define a composição do Congresso. Quanto mais o partido conseguir se identificar, perante o eleitor, com um candidato a presidente com perspectiva de poder, maior será a sua chance de reverter a tendência de esvaziamento, segundo esse raciocínio.

Veja o que Serra e o Sr. Burns, dos Simpsons, tem em comum

Vídeo usa personagens do consagrado desenho americano Os Simpsons para falar das semelhanças entre as eleições em Springfield, cidade dos Simpsons, e no Brasil, que acontecem em outubro de 2010. Charles Montgomery Burns, mais conhecido como Sr. Burns, interpreta o pré-candidato a presidência da República José Serra (PSDB).

O Sr. Burns é o homem mais rico de Springfield. Seus pontos mais marcantes são: sua velhice, magreza, arrogância, autoritarismo e desprezo pelos outros. No vídeo eles traçam suas estratégias e montam sua equipe de campanha.



Lambido do Portal Vermelho, o melhor site de política do Brasil.

Coordenador de Serra não só comanda os brucutus. É o brucutu


Texto postado por Brizola Neto, no blog http://www.tijolaco.com/


Segui uma dica postada aqui e está aí ao lado, para quem quiser ver. Além do site de ataques “gente que mente” (veja aqui a denúncia), assunto escandaloso e encoberto até agora, a direção do PSDB tem um “saco de maldades” preparado e reservado para a campanha suja que vai fazer na web nestas eleições. Reproduzo aí ao lado a página do registro.br que elenca os sites registrados em nome do Instituto Social Democrata, uma instituição criada pelo ex-presidente FHC, e dirigida pelo alto tucanato.

O ISD, que vive de doações privadas e contribuições de sócios, é, segundo seu estatuto, “uma sociedade civil sem fins lucrativos, destinada a promover o debate e a divulgação de idéias e teses da social democracia, buscando aprimorar o pensamento e as propostas de ação relativos aos relevantes problemas nacionais.”. Goza, por isso, de isenções fiscais.

A menos que nesta busca por “aprimorar o pensamento” se inclua o ataque vil e sujo, o que levaria esta intituição a registrar, no final de 2008, um site chamado “www.petralhas.com.br”? Não está no ar, foi ativado e desativado instantaneamente, para ficar guardado, no limbo, para utilização futura, talvez transferido para outro titular.

O responsável pelo registro é o senhor Eduardo Graeff, secretário-geral da Presidência do Governo FHC, tesoureiro nacional do PSDB e homem forte, junto com o ex-ministro (e secretário de Serra) Paulo Renato de Souza.A sede do ISD é em São Paulo, mas o registro está feito com um endereço residencial em Brasília, que esfumacei na imagem, mas está no original. Fiz o mesmo com o email pessoal do senhor Graeff, porque não faço jogo sujo, ao contrário dele, que não pode se escusar da responsabilidade por isso.

Vou hoje à tribuna da Câmara, desafiar o discurso de bom-moço de José Serra. Toda esta sujeira é feita por seus homens de confiança.

Posso e vou reagir em defesa da campanha de Dilma Rousseff, porque devo lutar contra os métodos sujos da direita – porque ações sórdidas assim não merecem jamais o nome de social-democratas – que quer devolver o Brasil à condição servil.

Mas não posso reagir em nome do PT, embora, sinceramente, não tenha muitas esperanças que este o faça. Caro, Briza que não alisa, O PT, desde o ano de 2003, está irreconhecível, frouxo, covarde.Curioso que o site do PT é tão vagabundo que posta um comentário de um deputado da base aliada criticando o partido(o PT).

Dirceu: Serra não tem autoridade para falar de segurança


Agência Estado


O ex-ministro da Casa Civil e deputado federal cassado, José Dirceu (PT), engrossou hoje o coro petista contrário ao compromisso do presidenciável do PSDB, José Serra, de criar o Ministério da Segurança Pública, caso seja eleito. O ex-parlamentar chamou a proposta de um "afago à direita truculenta" e acusou o tucano de repetir uma promessa já feita durante as eleições de 2002, quando Serra enfrentou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Para ser objetivo, eu tenho que reconhecer que sobre segurança o candidato da oposição não tem nenhuma autoridade para falar", opinou Dirceu em seu blog (www.zedirceu.com.br).

O ex-ministro criticou a gestão do PSDB à frente do Estado de São Paulo na área de segurança pública. "Sabemos o resultado: zero em matéria de segurança. São políticas que deixaram milhares de mortos pela polícia, o que faz com que a retórica de Serra sobre direitos humanos seja só para constar em seu currículo", ressaltou.

Em entrevista ao programa "Brasil Urgente", transmitida pela TV Bandeirantes na segunda-feira, Serra prometeu que, se eleito, criará o Ministério da Segurança Pública. O tucano cobrou do governo federal um envolvimento maior na área de segurança, com destaque ao combate ao crime organizado. Na entrevista, o tucano deu um tom mais popular ao seu discurso. Afirmou que "bandido tem de ser enfrentado com dureza" e que o governo tem de "engaiolar" os criminosos.

Dirceu criticou o vocabulário usado por Serra. "A única novidade agora é a linguagem chula e agressiva que lembra a direita sobre a repressão", avaliou. De acordo com o deputado cassado, o "enfrentamento" proposto por Serra no programa televisivo usa "nomes bonitos ou de impacto" para agradar a "direita mais truculenta e reacionária".

Na manhã de ontem, antes de participar do Congresso dos Sindicatos dos Transportadores Autônomos de Carga, no Senado Federal, a presidenciável do PT, Dilma Rousseff, condenou a promessa de Serra de criar o Ministério. A petista considerou pouco relevante a proposta, a qual, segundo ela, só contribuiria com o inchaço da máquina pública. Para Dilma, o Ministério da Justiça tem desempenhado bem a função de zelar pela segurança pública.

Propostas de Serra para a segurança pública já fracassaram em SP

A exemplo do que ocorreu com a recente declaração sobre o Mercosul (leia mais aqui), o pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, meteu novamente os pés pelas mãos ao colocar o tema da segurança na agenda do debate pré-eleitoral. Apesar do discurso "duro" e "propositivo", Serra não consegue escapar da avaliação de que sua gestão como governador de São Paulo teve na área de segurança um de seus mais retumbantes fracassos.

Na segunda-feira (26), durante entrevista ao programa Brasil Urgente, apresentado por José Luiz Datena, Serra usou jargão policialesco e pretensamente popular para defender sua visão sobre segurança pública. "Bandido tem de ser enfrentado com dureza" e "engaiolado", disse o tucano Serra prometeu que, se for eleito, criará um Ministério da Segurança Pública para combater o crime organizado.

O tucano defendeu a criação de um novo ministério, pois o Ministério da Justiça "não foi feito diretamente" para combater o crime. Para Serra, o Ministério da Segurança Pública cuidaria da reorganização de "todo o sistema de segurança do País".

Matança no litoral

A declaração do ex-governador de São Paulo ocorreu no mesmo momento em que órgãos do governo norte-americano recomendavam aos turistas que viessem visitar o Brasil que evitassem a baixada santista, no litoral paulista, devido a onda de assassinatos que ocorre n aregião.

Ao mesmo tempo, o procurador do Estado, Antonio Mafezzoli, acusou ontem o Governo Alberto Goldman (PSDB) de se omitir na investigação sobre a matança de jovens na Baixada Santista. Desde o início da semana passada, 23 pessoas, a maioria delas jovens e sem antecedentes criminais, foram assassinadas em cidades do litoral paulista e outras 12 foram feridas a bala. Segundo o procurador, a mortandade no litoral faz lembrar episódios ocorridos em maio de 2006, quando nove pessoas foram mortas em represália da polícia a ataques da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

"A violência atingiu de novo um grau desproporcional, sem que a polícia tomasse qualquer providência para apurar a autoria dos crimes. O serviço de inteligência da Polícia Civil já deveria estar levantando a identidade dos autores, que não podem ficar impunes", reclamou Mafezzoli.

De acordo com o procurador, a polícia paulista está agindo como se os assassinatos praticados em diferentes cidades da Baixada Santista não estivessem interrelacionados.

"Boa parte desses crimes foi praticada por ninjas encapuzados, utilizando motos e armamentos de alto calibre, que decidem fazer justiça com as próprias mãos, assassinando jovens inocentes, que nem tinham passagens pela polícia. Há uma grave omissão do Estado, complacente com este tipo de procedimento".

Serra foi um fracasso na política de segurança pública

As críticas do procurador só reforçam os dados que mostram que durante o governo Serra a criminalidade no estado de São Paulo só fez aumentar. Segundo dados oficiais divulgados pelo próprio governo paulista, em 2009 os índices de roubo chegaram a bater o recorde da década. Foram 257.004 roubos ano passado, contra 217.967 em 2008, um aumento de 18%. O maior número de ocorrências desse tipo de crime havia sido alcançado em 2003, quando foram registrados 248.406 casos. Homicídios, latrocínios, furtos e sequestros também aumentaram em relação a 2008.

Em queda de 2001 a 2008, o número de homicídios dolosos (intencionais) voltou a crescer no estado. Chegou a 4.557 ano passado, contra 4.426 em 2008, uma elevação de 3%. O governo paulista, no entanto, comemorou o fato de o índice ser de 10,9 assassinatos para cada 100 mil habitantes, um dos menores patamares do país, segundo a Secretaria de Segurança Pública. A Organização Mundial de Saúde, porém, classifica esse quadro como epidemia.

De acordo com planilhas da própria secretaria, o número de latrocínios também subiu de 267 mil para 304 mil (14%), e os sequestros tiveram aumento de 60 mil para 85 (40%). Também chamaram atenção os registros de furto e estupro. No primeiro caso, foram contabilizados 528.933 casos no estado, 8% a mais que em 2008. Já os casos de estupro subiram de 3.338 para 5.647.

Também verificou-se que o aumento de homicídios no interior de São Paulo interrompeu a série histórica de redução desse tipo de crime no estado. As cidades do interior foram responsáveis pelos maiores índices, com elevação de 16,4% (de 1.821 para 2.120) nos homicídios.

Desde 2001, vinham sendo registradas quedas em relação ao número de assassinatos em São Paulo. Mas, no ano passado, o aumento do número geral de homicídios no estado só não foi maior porque a capital e a grande São Paulo tiveram redução nos últimos 12 meses.

Na capital foram 1.235 casos, com queda de 2%. Já na região metropolitana, a diminuição chegou a 10,4%, com 1.202 ocorrências.

Diante do aumento no volume de diversos crimes, o governo de São Paulo avaliou que a crise econômica mundial e a greve da polícia de 2008 foram fatores que "colaboram para o salto dos índices de violência no estado".

A ideia de que a crise econômica mundial colaborou para aumentar a violência em São Paulo é rechaçada por especialistas. "Tratar essa violência como reflexo da crise econômica é uma análise inadequada do fenômeno". Não dá para fazer essa relação entre pobreza e aumento da violência, já que a violência é uma questão que passa por fatores educacionais, demográficos e também pela ação do poder público, avalia o pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP, Marcelo Batista Nery.

Dilma: governo Lula agiu com competência

Nesta terça-feira (27), ao ser perguntada sobre a proposta de Serra para a área de segurança, a pré-candidata do PT à Presidência da República Dilma Rousseff (PT-RS) ressaltou que a segurança pública "é uma das questões mais importantes para o governo federal".

Dilma destacou uma série de ações adotadas pelo governo Lula como a criação da Força Nacional de Segurança Pública e frisou que 78% do orçamento do Ministério da Justiça são destinados ao setor. Entre outras ações desenvolvidas nos últimos oito anos, lembrou o reaparelhamento da Polícia Federal, com investimentos na área de inteligência e a construção de quatro presídios com capacidade para receber mil detentos cada um em todo o país, além da criação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

Da redação Vermelho, com informações do site Brasília Confidencial

Chávez:Lula terá sucessor, Venezuela, não

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou na tarde desta quarta-feira (28), em Brasília, que, diferentemente do Brasil, não há previsão de quem o sucederá no cargo venezuelano. Chávez está no poder há 11 anos.

“Na Venezuela, não. Não estou com isso previsto. Não está previsto. Eu não tenho sucessor (...) Vamos ver o que acontece se o povo e o partido socialista decidirem, se for, veremos isso”, respondeu Chávez em coletiva de imprensa após assinatura de 22 acordos bilaterais nas áreas de agropecuária, alimentos, petroquímica, construção civil e acordo financeiros com o Brasil.

Para o presidente venezuelano, a falta de alternância no poder não é sinônimo de falta de democracia. Já com relação às relações com o Brasil, Chávez frisou que “independentemente” de quem ganhar as eleições em outubro deste ano, as relações entre os dois países não será afetada.

No momento da declaração, o presidente venezuelano não citou sua preferência pela candidata petista, Dilma Rousseff, ao contrário do que disse mais cedo, ao sair do hotel a caminho do Palácio do Itamaraty, quando afirmou que o “coração dele” era da pré-candidata Dilma.

“Não quero me meter em coisas internas do Brasil, como o Brasil não se mete em coisas internas da Venezuela, mas o meu coração está aqui: Dilma Rousseff", afirmou ao mandar um beijo para ex-ministra. Uol.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Tucanos dominam os tribunais

Por muito menos que os tucanos fizeram, Lula foi multado duas vezes.Já Serra faz todo tipo de propaganda e esta merda de Justiça Eleitoral não faz nada, acha tudo normal.Na verdade, os tucanos dominaram os Tribunais, de Norte a Sul, de Leste a Oeste.E a pisada vai ser essa até outubro.Curisoso que, como sempre, o consórcio PSDB-DEM-PPS-PJ- MP-PIG marcha junto.

Ministro do TSE arquiva segunda representação do PT contra Serra

O ministro auxiliar Joelson Dias extinguiu, sem exame do mérito, e mandou arquivar a segunda representação na qual o diretório do PT em São Bernardo do Campo (SP) solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a aplicação de multa no valor de R$ 25 mil contra o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB), por suposta propaganda eleitoral antecipada de sua eventual pré-candidatura à presidência da República.

Segundo o Diretório Municipal do PT, o PSDB usou um trio elétrico na inauguração do Trecho Sul do Rodoanel. De acordo com os petistas, o caminhão "trazia enormes fotos" de Serra e distribuía folhetos que promoviam a figura do ex-governador e do deputado estadual Orlando Morando Junior.

Para o ministro, "não é razoável admitir-se que nas campanhas presidenciais seja aberta a legitimação para todos os órgãos partidários nos diversos níveis da federação. Isso seria, pelo menos na minha compreensão, ensejar sem a menor razoabilidade a possibilidade de um número excessivo de representações oriundas dos milhares de diretórios municipais em matéria que está reservada ao diretório nacional do partido".

O ministro auxiliar Henrique Neves já havia negado na última segunda-feira, 26, outra representação na qual o Diretório Municipal do PT em São Bernardo do Campo pedia ao TSE a aplicação de multa de R$ 25 mil contra Serra também por suposta propaganda eleitoral antecipada de sua eventual pré-candidatura à presidência da República.

A propaganda teria sido realizada por meio de diversos outdoors em São Bernardo do Campo, contendo supostas fotos do então governador José Serra e do deputado estadual Orlando Morando Junior e dizeres referentes à obra do Rodoanel.

O ministro Henrique Neves negou seguimento à ação também sob o argumento de que a representação perante o TSE, no âmbito da eleição presidencial, só pode ser feita por intermédio do Diretório Nacional de partido.

De acordo com a legislação eleitoral, a propaganda dos candidatos só pode ser realizada a partir de 6 de julho deste ano.

Bengell cala a boca dos estúpidos

Dilma não precisa se desculpar por foto em blog, diz Bengell

A atriz Norma Bengell, 74, disse, em entrevista à Folha, que a pré-candidata à Presidência Dilma Rousseff não precisa pedir desculpa pelo uso de uma foto sua no blog da petista, com quem afirmou simpatizar e que definiu como "uma mulher que sofreu muito".

O blog oficial da petista --Dilmanaweb.com.br-- usou imagem da atriz em passeata contra a ditadura militar em sequência de fotos pessoais da Dilma, o que permitiria a interpretação de que se tratava da ministra em passeata.

"Eu não vi, não. Uma amiga viu e me contou. Acho normal. Não tem nada que pedir desculpas. Fiz parte das passeatas contra a ditadura. Aliás, eu gosto da Dilma. Acho que ela é maravilhosa, uma mulher que sofreu muito. Tomara que ganhe", declarou Bengell.

Questionada se faria campanha para a ex-ministra, Bengell foi reticente. "Não estou fazendo campanha. Ainda não. Já fiz do Lula, mas quando ele não era famoso. Ele ia à casa da Lucélia [Santos], e a gente ficava conversando. Agora eu não tenho uma decisão formada. Só simpatizo com a Dilma."

Em nota, o blog Dilmanaweb informou "lamentar profundamente a interpretação equivocada" da foto.

"Jamais houve a intenção de confundir a sua imagem com a de Dilma, o que seria estapafúrdio, ainda mais se tratando de uma figura pública. O que se busca, ali, é ressaltar um momento da vida do país do qual Dilma participou ativamente."

A foto usada pelo blog foi tirada em 26 de junho de 1968, na chamada Passeata dos Cem Mil, no centro do Rio, em protesto contra violência policial em ato organizado por lideranças estudantis dias antes.

O movimento contou com a participação de artistas e intelectuais, ganhando dimensão mais ampla, com os manifestantes reivindicando o restabelecimento das liberdades democráticas, a suspensão da censura e a concessão de mais verbas para a educação.
Na foto original, Bengell aparece com as atrizes Tônia Carrero, Eva Wilma, Odette Lara e Ruth Escobar. Atrás delas, um manifestante segura um cartaz com os dizeres "Contra a censura, pela cultura".

À época da passeata, Dilma morava em Belo Horizonte e militava em organização que pregava a luta armada contra a ditadura militar. Ela havia começado, no ano anterior, o curso de ciências econômicas na Universidade Federal de Minas Gerais e tinha aderido ao Colina (Comando de Libertação Nacional), organização que pregava a instalação de um "governo popular revolucionário".

Em dezembro de 1968, o governo militar editou o Ato Institucional nº 5, radicalizando a repressão. Em janeiro de 1970, Dilma foi presa e torturada. Só foi libertada no final de 1972.

Homenagem a um assassino, mais uma do tucano Eduardo Azeredo


Felizmente Minas Gerais em pouco tempo ficará livre da vergonha de ter Eduardo Azeredo como um dos seus senadores. Sem as mínimas chances de reeleição, talvez ele dispute uma vaga de deputado federal. A última proeza do tucano que inventou o mensalão foi homenagear com a Medalha da Inconfidência, a maior honraria de Minas Gerais, o médico Ademar Pessoa Cardoso, condenado pela Justiça a 12 anos de prisão como assassino de cinco pessoas.

Tucano foi o inventor do Mensalão e do AI-5 Digital


Depois da denúncia circular na Internet, a entrega de tal medalha foi revogada na própria quarta-feira (21) em que seria feita a entrega. Ademar Pessoa Cardoso foi condenado, em 2005, por ter participado de um "pega" que resultou nas mortes de cinco pessoas de uma mesma família. O acidente aconteceu na MG-126, estrada que liga Mar de Espanha a Bicas, na Zona da Mata mineira. O médico foi solto por um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (concedido adivinhe por quem, claro, pelo Gilmar Dantas).

A revogação da medalha foi a primeira em 58 anos de história da honraria e obrigou o Governo a editar no feriado do 21 uma edição especial do Diário Oficial. Criada em 1952, a Medalha da Inconfidência é considerada a maior comenda do governo de Minas Gerais e pretende ser uma homenagem concedida apenas a pessoas que contribuiram para o prestígio e projeção do Estado.

O mandato do senador Azeredo se defendeu dizendo que a indicação foi por sugestão de lideranças da Zona da Mata. Porém, mais que descuido, está por trás da proposta uma tática dos advogados do médico assassino no seu processo de defesa. Uma honraria como esta serviria para mostrar bons antecedentes e o prestígio de um assassino que luta para não ir para a cadeia.

AI-5 Digital

Eduardo Azeredo é das figuras mais desprezíveis da história política mineira. Só alcançou os postos que ocupou e ocupa por ser carregado por algum outro político. Primeiro, faz parte de uma aristocracia, é filho do ex-deputado Renato Azeredo. Assumiu a prefeitura de BH depois que o titular Pimenta da Veiga deixou o posto para ser candidato ao governo. Depois, foi carregado ao posto de governador pela raposa Hélio Garcia, que queria derrotar o adversário Hélio Costa.
Por último, foi carregado por Aécio ao posto de senador em 2002, cargo que se despede agora.

No Senado, o projeto mais famoso, e um dos únicos de Azeredo, foi o AI-5 Digital, que tenta censurar e criminalizar os usuários da Internet, o que desencadeou uma revolta virtual que se materializou em atos massivos no Brasil inteiro. `A frente da Comissão de Relações Exteriores, que preside, o tucano tem sido um duro crítico da política externa soberana do governo Lula.

Inventor do Mensalão

Apesar desta “farta” biografia, Eduardo Azeredo, ficará para a histórica mesmo é como o político que inventou o esquema de corrupção conhecido como Mensalão. Por isso, foi classificado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa como “chefe de uma quadrilha”. Em um detalhado relatório, Barbosa destrinchou como Azeredo, então candidato a reeleição ao governo de Minas, desviou dinheiro de estatais mineiras e através de falsos empréstimos feitos por Marcos Valério repassou para políticos, inclusive ao ex-governador Aécio Neves.

Vermelho, Kerison Lopes

Murilo Ferreira: O período errático dos tucanos no poder


Rubens Ricúpero publicou um artigo no jornal Folha de São Paulo, no dia 25 de abril, dizendo que o Brasil teve cerca de 32% do PIB per capita dos Estados Unidos em 1980 e em 2006 alcançou apenas 21,1%.

Compara esses dados com os asiáticos como Hong Kong que no mesmo ano era de 90%, em Cingapura, de 81%, e na Coreia do Sul, de 51%. Sugere que o sucesso dos asiáticos vem se dando de forma constante e sem interrupções, como há 20, 30, 40 anos atrás. Diz ainda que “os colapsos de produção têm sido mais frequentes na América Latina, enquanto os episódios de expansão são mais curtos e débeis” ... e, se pergunta: “Terão mudado as razões da constância asiática e da nossa errática trajetória? ”. Responde que não. Mas porque essa inconstância latino-americana? Quais das duas regiões sofreram com mais intensidade os impactos das reformas neoliberais da década de 1990. Os asiáticos tiveram governos similares a FHC e Menen? Realmente a comparação merece cuidado.

Para começar Menen quebrou a Argentina e FHC quase deu o mesmo destino ao Brasil. Tem sido amplamente aceito que a América Latina foi palco privilegiado das chamadas reformas neoliberais, mas que, após um longo período de estagnação e crises profundas, em quase todo o continente optou-se por uma via alternativa de desenvolvimento com a vitória de forças oposicionistas ao modelo imposto por Washington e o FMI, que nunca tiveram tanto sucesso assim com os asiáticos.

Ricupero diz que as taxas de consumo do governo e particulares no Brasil são elevadas e que a proporção do investimento no PIB é baixa. Contrapõe ao Brasil a China, onde, segundo ele, “a porcentagem do consumo no PIB caiu de 55%, uma década atrás, para 36%, e o investimento tem uma taxa de 50% do PIB. Não diz nada da renda per capita da China que, apesar dos êxitos desta pujante economia, é muito menor que a renda per capita brasileira, cerca de metade.

Sim, a situação do Brasil gera preocupações. Os dados de 2009, quando o Brasil cresceu zero e a taxa de investimento foi de 16,7% do PIB, parecem dar-lhe razão. Contudo, o Brasil já superou a crise e podemos crescer 7% em 2010. Já no primeiro semestre a taxa anualizada foi de 8,2%, um crescimento Chinês. Com relação à taxa de investimento ela pode crescer e conforme previsão do Ministério da Fazenda ela será de 18,5 % em 2010; 19,3% em 2011; 20% em 2012; 20,9% em 2013 e 21,5% em 2014, com crescimento sustentado.

Em plena crise de 2009 o governo criou incentivos fiscais e manteve os planos de investimento. Ao contrário, em muitos setores da iniciativa privada houve redução de investimentos ou projetos foram adiados ou mesmos cancelados. Isso foi o que mais afetou a taxa de investimento. Mas como o governo Lula teve uma orientação expansiva e não contracionista, que é o dogma tucano, o Brasil a superou a crise mais rápido que a maioria das nações e voltou a crescer fortemente, embora com uma ligeira piora nas contas públicas, mas necessária.

Ricúpero talvez queira esconder o fato de que o país atingiu, com o governo Lula, uma significativa capacidade de planejamento e de cumprimento de metas, que foi perdida no período dos tucanos no poder. A decisão do crescimento passou a ser uma decisão política, de governo. Ele critica o fato do consumo no Brasil ser elevado, causando problemas como a dependência da poupança externa. Mas foi justamente a melhoria da renda do “povão” e os incentivos do governo ao consumo que foram os fatores decisivos contra a crise, isto é, a ampliação do consumo interno. Isso é incontestável. Seria melhor dar como exemplo de esbanjamento de dinheiro público o salvamento do sistema financeiro podre nos EUA.

Fato relevante mesmo foi a forma como lidamos com a maior crise/depressão dos últimos 80 anos. Saímos dela ainda com um nível maior de reservas, cerca de 240 bilhões de dólares, e somos, atualmente, referência no mundo do ponto de vista do equilíbrio das contas nacionais, do crescimento sustentável e da perspectiva que temos de nos tornamos uma nação próspera, desenvolvida, moderna e com ampla distribuição de renda e bem estar social. Mas não uma “nação errática” como sugere Rubens Ricupero. Essa carapuça serve mais ao período dos tucanos no poder.

(*) Murilo Ferreira da Silva - Diretor do SINPRO Minas e da CTB Minas


Fonte:Portal Vermelho

O que significa flexibilizar o Mercosul?


Por Renato Martins*

A idéia de flexibilizar o Mercosul por meio da regressão a uma área de livre comércio representa, na prática, uma maneira de reabrir a discussão sobre tratados de livre comércio e fomentar o retorno da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Com o ingresso da Venezuela o Mercosul passará a contar com uma população de 270 milhões de habitantes, PIB de US$ 2,3 trilhões e território de 12,7 milhões de quilômetros quadrados, da Patagônia ao Caribe.

Não há precedente de experiência integracionista mais exitosa da região, fruto do trabalho de sucessivos e diferentes governos democráticos nos últimos vinte anos. A idéia de flexibilizar o Mercosul por meio da regressão a uma área de livre comércio representa, na prática, uma maneira de reabrir a discussão sobre tratados de livre comércio e fomentar o retorno da Área de Livre Comércio das Américas (Alca).

Essas iniciativas são incompatíveis com o Mercosul. O que está novamente em discussão são projetos diferentes para a América Latina. As críticas ao bloco estão eivadas, como sempre, de ideologia e desinformação. Não corresponde à realidade, por exemplo, a acusação de que o Mercosul engessa as negociações comerciais. O acordo de comércio preferencial Mercosul-Índia, assinado em 2005, está vigente desde 1º de junho de 2009. Trata-se do primeiro acordo comercial extraterritorial do Mercosul, com preferências tarifárias fixas para cerca de 900 produtos.

As negociações iniciais de um acordo comercial entre o Mercosul e a África do Sul evoluíram para um acordo com a União Sul-Africana (SACU). São 1.076 códigos de concessão do Mercosul e 1.026 da SACU. Assinado em dezembro de 2008 pelo Mercosul e em abril de 2009 pela União Sul-Africana, o acordo está em avaliação nos congressos nacionais.

Na América Latina foram fechados acordos comerciais com Chile, México, Bolívia, Comunidade Andina de Nações e Cuba. Todos estão em vigor. O acordo entre Mercosul e Israel, já aprovado pelo Uruguai, tem previsão de aprovação pelos demais países em 2010. Em dezembro de 2009, os presidentes dos Estados Partes aprovaram resolução para retomar as negociações entre o Mercosul e a União Européia. As negociações iniciais podem evoluir, em 2010, para a realização de uma inédita Cúpula Mercosul – União Européia.

Estes acordos beneficiam o país como um todo. As exportações brasileiras para o Mercosul possuem alto valor agregado, sendo 92% de produtos manufaturados, 3% de semifaturados e 5% de produtos básicos. Segundo a Secretaria de Comércio Externo/MDIC, de janeiro a março de 2010 o estado de São Paulo exportou para o Mercosul US$ 1,9 bilhão.

O bloco representa o segundo destino das exportações paulistas, atrás apenas da União Européia. A Argentina é o primeiro parceiro comercial dos empresários paulistas (US$ 1,6) e supera os Estados Unidos (US$ 1,0) na segunda posição. A questão é que enquanto outros países da América Latina optaram pelos tratados de livre comércio com os EUA, o Mercosul tem apostado na via da integração regional, e é isto o que o torna alvo de críticas dos adversários.

Em 2009, apesar das condições adversas geradas pela crise financeira mundial, as negociações comerciais do Mercosul não foram paralisadas. Prosseguiram os entendimentos para a eliminação da dupla cobrança da tarifa externa comum e para a adoção de um código aduaneiro comum. Essas negociações são complexas.

A Europa levou meio século para chegar ao estágio de união monetária. No Mercosul, desde 2008, está em vigor o Sistema de Pagamentos em Moedas Locais (SML) entre Brasil e Argentina. Em dezembro de 2009, o Uruguai anunciou a sua adesão ao Sistema. Esta é a base de uma futura integração monetária. O sistema permite a realização de operações de comércio exterior em pesos ou reais, sem necessidade de conversão ao dólar, e reduz os custos das transações comerciais.

A via de regressão a uma área de livre comércio é a forma mais rápida para acabar com o Mercosul e fomentar a volta da Alca. É uma ilusão imaginar que, por essa via, se alcançará a expansão do comércio brasileiro.

Os primeiros anos do Mercosul foram marcados pela liberalização dos mercados dos países membros, o que resultou em um vigoroso impulso comercial intra-bloco. Para sustentar o aumento do comércio decorrente desse impulso inicial são necessárias ações positivas de integração produtiva, investimentos em infra-estrutura e combate às assimetrias.

A expansão do comércio depende de mais e melhor integração, e não o contrário. É por isso que foi criado em 2004, e regulamentado em 2005, o Fundo de Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do Mercosul (Focem). Este Fundo dispõe de US$ 100 milhões anuais, por um período de dez anos, para investir em projetos de infra-estrutura. Atualmente existem 25 projetos aprovados, orçados em quase Us$ 200 milhões. O Brasil contribui com 70% desse montante, a Argentina 27%, o Uruguai 2% e o Paraguai 1%. Os recursos são destinados a projetos como transmissão de energia, construção e recuperação de estradas, qualificação de fornecedores da cadeia produtiva do petróleo e do gás, entre outros.

Na área da inclusão social há projetos de construção de moradias populares, apoio às micro, pequena e média empresas, fomento à economia solidária, apoio às cooperativas de resíduos sólidos, entre outros. Paraguai e Uruguai são os principais beneficiários. O Brasil apresentou projeto de criação da biblioteca da Universidade da Integração Latino America (Unila) e do Instituto Mercosul de Estudos Avançados, também ligado à Universidade. O Focem desapareceria numa zona de livre comércio.

Flexibilizar o Mercosul significa também congelar a implementação de políticas sociais nas áreas da saúde, educação, cultura, emprego, combate ao trabalho infantil, igualdade de gênero, defesa e promoção dos direitos humanos, meio ambiente, agricultura familiar, segurança alimentar, fomento às cooperativas, juventude, segurança regional, livre circulação de pessoas, previdência social, comunicação, turismo, esporte, entre outras.

O Mercosul hoje possui ações positivas em todos essas áreas, com resultados tangíveis que beneficiam milhares de cidadãos brasileiros como a contagem do tempo de serviço em qualquer um dos Estados Partes para efeito de aposentadoria; o atendimento médico em cidades de fronteira; a harmonização das políticas de aquisição e distribuição de medicamentos; a promoção de políticas comuns de equidade de gênero; acesso ao fundo de garantias da pequena e média empresa; acesso ao fundo da agricultura familiar; a promoção da Agenda 21 do Mercosul; o apoio à expansão dos Pontos de Cultura para o Mercosul; a cooperação na área de segurança pública; a promoção da agenda do trabalho decente, entre outras.

Flexibilizar o Mercosul significa suspender o funcionamento do Instituto Social do Mercosul, adiar a instituição da Comissão de Coordenação de Ministros de Assuntos Sociais do Mercosul e interromper as discussões sobre o Plano Estratégico de Ação Social do Mercosul. Esses novos organismos foram criados tendo em vista a formulação de políticas de desenvolvimento social harmônico no bloco. Elas seriam desnecessárias numa zona exclusiva de livre comércio.

O Instituto Social é um exemplo disso. Ele foi criado em 2009 para colaborar tecnicamente na elaboração de políticas sociais regionais, sistematizar e atualizar indicadores sociais regionais, compilar e intercambiar boas práticas em matéria social, promover mecanismos de cooperação e contribuir para a superação das assimetrias entre os países membros.

O Instituto ajudará a implementar o Plano de Ação Social do Mercosul, cujos eixos estratégicos visam promover a erradicação da fome, o combate à pobreza e a ajuda humanitária; os direitos humanos, a participação social, a saúde, a educação, a cultura, a integração produtiva, a agricultura familiar, a economia solidária e as cooperativas.

Flexibilizar o Mercosul significa ainda interromper o processo de integração política levado a cabo pelo Parlamento do Mercosul (Parlasul). A integração política deixou de ser uma utopia para se tornar um imperativo do crescimento econômico e do desenvolvimento social da região. O Parlasul começou a funcionar em julho de 2008, sendo que o Paraguai já elegeu seus representantes pelo voto direto.

Além de aumentar a representatividade e a segurança jurídica do Mercosul, o Parlasul vai agilizar a aprovação dos acordos regionais pelos Congressos Nacionais. Portal Vermelho

Compete ao Parlasul velar pela observância e atualização das normas do Mercosul; relatar anualmente a situação dos direitos humanos nos Estados Partes; receber ao final de cada semestre relatório da presidência pro tempore; convocar audiências públicas e realizar seminários com representantes da sociedade civil; estabelecer intercâmbios com o Foro Consultivo Econômico e Social; propor projetos de normas para o Conselho do Mercado Comum, entre outras iniciativas políticas.

O Parlamento já aprovou resolução de apoio às políticas integradas de tecnologia da informação no Mercosul, à execução de obras viárias para a construção de corredor bioceânico e às políticas comuns de utilização dos recursos do Aquífero Guarani. Flexibilizar o Mercosul significa colocar em risco essas e outras conquistas. É preciso defendê-las, para que futuramente possam ser aperfeiçoadas e ampliadas.

*Doutor em Ciência Política pela USP

Jogo sujo:Marília Gabriela nega autoria de texto anti-Dilma usado pelo DEM



A jornalista e apresentadora Marília Gabriela está indignada com a divulgação de um texto - falsamente atribuído a ela - contra a pré-candidata à presidência, Dilma Rousseff (PT). "Não tem nada a ver comigo", disse. Marília decidiu procurar assistência jurídica, nesta terça-feira, depois de ver o pseudo-libelo antipetista ser reproduzido pelo site do deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA), que apoia a candidatura de José Serra (PSDB). "O próximo passo é procurar meus advogados".


Num tom agressivo, o desabafo "Quem tem medo da 'doutora' Dilma?" ataca a ex-ministra da Casa Civil com paralelos zoológicos:


- Vou confessar: Morro de medo de Dilma Rousseff. Esse governo que tem muitos acertos, mas a roubalheira do governo do PT e o cinismo descarado de Lula em dizer que não sabia de nada nos mete medo. Não tenho muitos medos na vida,além dos clássicos: de barata, rato, cobra.

E lembranças escolares inverídicas:


- Dilma personifica, para mim, aquele pai autoritário de quem os filhos morrem de medo, aquela diretora de escola que, quando se era chamada em seu gabinete, se ia quase fazendo pipi nas calças, de tanto medo.

Às 14h54, ao ser informada sobre o desmentido, a assessoria do deputado Aleluia se dispôs a retirar o texto do site. O "Blog do horaciocb" é indicado como a fonte. O advogado de Marília encaminhou uma notificação ao parlamentar.

O artigo se espalhou em redes sociais e blogs, embora a jornalista utilize a internet somente para "para fazer pesquisas, leituras, nunca pra escrever textos e publicar dessa forma idiota", como descreve. "Isso não é novo. Começaram há dois meses. O Carlos Brickman, no Observatório da Imprensa (em março), desmentiu. Mas não adiantou. Sou uma jornalista inteligente, tenho uma carreira de 40 anos. Só se eu fosse maluca! Não sou ligada a nenhuma rede social".

Repleto de adjetivos desairosos, o texto não combina com a personalidade da apresentadora do canal GNT, mas demonstra o nível da guerra que se trava na internet, neste período pré-eleitoral. "A internet é terra de ninguém. O problema é você ser vítima dessa terra de ninguém, não ter como controlar. É uma sacanagem", revolta-se Marília Grabriela.

As digitais do partidarismo do autor anônimo são deixadas no final da peça: "Seja bem-vinda, Marina... Outra boa opção é o atual governador José Serra que já mostrou seriedade e competência. Só não pode PT, Dilma e alguém da 'turma do Lula'".

"Não tem nada a ver comigo, não escrevo daquela forma, não tem meu estilo. Qualquer pessoa criteriosa vai perceber que uma jornalista como eu não iria fazer isso, assumir uma gracinha dessas. Eu vivo de entrevistas. Gostaria de entrevistar todos os candidatos. Não cometeria essa estupidez", reforça a apresentadora do "Marília Gabriela Entrevista".

Fonte: Terra Magazine

Dilma rebate proposta de Serra de criação do Ministério da Segurança


A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, afirmou nesta terça-feira (27), em entrevista coletiva, que o Ministério da Justiça já atende suficientemente a questão da segurança pública e avalia que não existe a necessidade de um novo ministério para cuidar apenas dessa área.

“O Ministério da Justiça tem hoje caráter muito forte na segurança pública e dentro daquela questão de não ficar criando ministério atrás de ministério, não vejo muita importância nisso", disse em entrevista coletiva no Senado. "Concordo que é importantíssimo e será uma das minhas prioridades esse foco na segurança pública. Acho que o Ministério da Justiça tem desempenhado essa função com muito empenho, inclusive multiplicando o investimento de recursos.”

Segundo ela, o Ministério da Justiça destina hoje 78% dos seus recursos para programas na área de segurança pública. Na gestão Lula, ressaltou ela, foram criados a Força Nacional de Segurança e o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que unem a repressão ao crime organizado com ações de cidadania e programas sociais.

Dilma ressaltou ainda os investimentos feitos pelo governo federal no treinamento dos policiais e no aumento do efetivo e das capacidades da Polícia Federal, o que fez aumentar o número de operações especiais em cerca de 40%. “Todo o reaparelhamento da Polícia Federal que fizemos, investindo numa área crucial de inteligência, é fundamental para fazer operações especiais."

O governo atual, afirmou Dilma, fez mais de 1.000 operações especiais desde 2003, um aumento por 40 vezes em relação ao mesmo período anterior que teve 29 operações. "Foram investigações na área da corrupção, do crime organizado, em todas as áreas com interface de segurança com o governo federal”, comparou.

Banda larga

Dilma defendeu também o Programa Nacional de Banda Larga, em discussão no governo federal, como uma maneira forma de baratear e ampliar o acesso à Internet rápida no Brasil. Ela fez referência a um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), que mostrou a banda larga no Brasil com um custo até dez vezes maior que nos países desenvolvidos.

“Saiu no jornal hoje notícia que acho importante, que o Brasil tem uma banda larga 10 vezes mais cara que os países desenvolvidos e que dos 58 milhões dos domicílios [brasileiros], 79% não tinha banda larga", disse. "Temos duas situações, nós não só não temos acesso como pagamos muito. Isso é uma das fundamentações do plano de banda larga do governo Lula, ao qual eu apoio e que tem que ser desenvolvido porque será uma das formas de levar o nosso povo a emancipação e a uma melhor qualidade educacional.”

Em sua página no Twitter, Dilma comentou hoje o estudo o estudo do Ipea e a importância do programa de banda larga: "Temos que universalizar o acesso ao sistema de banda larga para que o brasileiro tenha uma internet rápida,de qualidade e de baixo custo".

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Dilma: Brasil não pode voltar à época da política da roda presa


A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, afirmou nesta terça-feira (27) durante o Congresso Nacional dos Sindicatos dos Transportadores Autônomos de Carga (Sindact), no Senado, que o Brasil não pode mais voltar aos tempos da política da roda presa, que colocou o país no acostamento. Ela salientou a importância da categoria para o desenvolvimento do país e a necessidade de crédito abundante para renovação da frota de caminhões.

“Tenho certeza que vocês não vão permitir a volta do atraso e da estagnação. Se caminhão parado não tem frete, o Brasil parado não tem desenvolvimento. O Brasil precisa impedir a volta daquela política da roda presa, que colocou o país no acostamento. Nós paramos com ela e agora vocês têm carga para transportar, vamos lutar por remuneração justa para vocês e cada vez teremos mais crédito para ver uma frota nova no país”, discursou.

Ela disse conhecer os problemas enfrentados pelos caminhoneiros autônomos porque discutiu essas questões enquanto comandou a Casa Civil. “Conheci as justíssimas reivindicações de vocês. Sei, por exemplo, de um esquema da carta-frete. Que todos da cadeia ganham e vocês são os únicos que perdem. Quando me descreveram isso fiquei indignada e comovida. Alguma coisa estava muito errada quando uma categoria tão estratégica de 8 milhões de trabalhadores autônomos fosse tão lesada. E essa categoria ao exercer seu trabalho todos ganhavam e essa categoria pagava o pato”, comentou.

Dilma ressaltou a importância do crédito para os caminhoneiros autônomos para que eles possam renovar sua frota e ajudar o país a ter um ar mais puro para respirar.
“Acompanhei todas as iniciativas e projetos para que vocês tivesses acesso ao crédito para renovar a frota de caminhões desse país e sei também que muitas instituições financeiras não entenderam o programa pré-caminhoneiro e exigiram mais garantias e atrasaram os empréstimos. Podem ter certeza que vamos fazer com que nesse processo de financiamento terá uma remuneração justa, sem preços abusivos e sem venda casada. Temos a convicção de que o Brasil precisa de caminhões novos. Além disso, o ar que a gente respira precisa de caminhões novos”, disse.

Como navegadores

Dilma comparou os caminhoneiros e as caminhoneiras aos navegadores portugueses que saíam pelo mundo em busca de novas terras e aplicou aos motoristas profissionais os versos de Fernando Pessoa: “tudo vale a pena se a alma não é pequena”.

“Vocês, como naquela época [dos navegadores], vivem com a solidão, com saudades das mulheres e dos filhos, ou dos maridos e dos filhos, queridas companheiras, para levar progresso para todo Brasil. Vocês garantem com que as coisas aconteçam. Por isso, digo para vocês o que disse esse poeta aos navegadores: ´tudo vale a pena se a alma não é pequena´. E sei que a alma de vocês são enormes porque convivi com vocês. Vamos pavimentar juntos a estrada da vida e não da morte, da segurança e do desenvolvimento do país e não da estagnação dele”, concluiu.

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O legado de Serra na área de segurança pública

Enquanto o mundo fala bem do Brasil de Lula, os EUA falam mal de São Paulo de Zé Alagão. Nunca antes na História deste país isso havia ocorrido. É esse o legado que os tucanos deixam para o paulistano.

EUA pedem que cidadãos evitem viajar ao Guarujá devido à violência
O órgão do governo dos EUA responsável pela segurança de seus cidadãos no exterior recomendou, em comunicado, que os norte-americanos "evitem viajar" para quatro das maiores cidades do litoral paulista --Santos, Guarujá, São Vicente e Praia Grande-- até que a onda de violência da última semana esteja encerrada.

O comunicado do Osac (Conselho Assessor de Segurança no Exterior), ligado ao Departamento da Defesa dos Estados Unidos, é baseado em informações coletadas pelo Consulado em São Paulo.

Em nota, a Prefeitura de Santos afirmou que "a vida na cidade transcorre dentro da normalidade". A Secretaria da Segurança Pública de SP declarou que a situação nas cidades citadas "está sob controle".

Além de ser veiculada no site do Osac, a nota é distribuída a todos os cadastrados no órgão, como agências de viagem.

A última vez em que o órgão fez um alerta semelhante sobre cidades paulistas foi em 2006, após a segunda onda de ataques do PCC, quando recomendou aos americanos evitar "viagens desnecessárias" para o Estado.

O novo comunicado se baseia em informações da polícia e em notícias de jornais sobre a série de mortes ocorridas na semana passada. Seis pessoas foram assassinadas em três dias no Guarujá --para efeito de comparação, a cidade teve 53 vítimas de homicídio em 2009, ou menos de cinco por mês.

Com medo da violência, comerciantes baixaram as portas. Aulas em escolas e em uma universidade foram suspensas.


Hipóteses

Entre as motivações para os crimes investigadas pela polícia, estão ações do PCC e disputa entre gangues locais.

Na primeira hipótese, a suspeita é de que a facção tenha se vingado após a morte de um membro e a prisão de outro, em confronto com a polícia.

Os mortos no Guarujá, a tiros de fuzil e pistola, incluem um policial, o parente de um PM e um mecânico que trabalhava para a Polícia Civil.

Foram mais de 20 assassinatos na região até sexta-feira, alguns com características semelhantes --como autor dos disparos em garupa de moto.

Para o coronel da reserva da PM José Vicente da Silva Filho, ex-secretário Nacional de Segurança Pública, o comunicado do governo dos EUA "desmoraliza" o sistema de inteligência do país. "O que ocorreu foi um episódio, nada mais", avalia.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Marcelo Branco:crítica ao blog da Dilma "é desespero


R7.Texto:


As criticas feitas ao blog da ex-ministra (Casa Civil) e candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) não passa de “desespero da oposição”, nas palavras de Marcelo Branco, um dos estrategistas da campanha da petista na internet.

O dilmanaweb.com.br usou a foto da atriz Norma Bengell com outras duas, que mostram a pré-candidata na infância e depois já adulta. Como a imagem leva à biografia da ministra, suspeita-se de que a montagem serviria para confundir Dilma com Norma.

O estrategista nega a intenção ao lembrar que ao passar o mouse sobre a foto, a legenda diz: “Dilma criança, manifestantes nos anos 60 e Dilma já ministra”:

- Pra mim está perfeito. Tem outras pessoas atrás da atriz porque é uma foto de multidão. Se passar o mouse tem os nomes. Querer atribuir essa foto como uma indução é forçar a barra.

Ele disse que a polêmica só aconteceu porque a oposição não está encontrando nada de errado no blog da ministra:

- Eles não têm o que falar sobre as estratégias de nossa campanha. Isso é desespero da oposição.

Ontem, o site publicou uma nota lamentando "profundamente" a "interpretação equivocada" do uso de uma foto da atriz numa passeata contra a ditadura militar no capítulo "Minha Vida" do site.

Segundo a nota publicada, "jamais houve a intenção de confundir" as personagens, "o que seria estapafúrdio, ainda mais se tratando de uma figura pública e de uma foto histórica".

Lula diz que Brasil não era levado a sério na era FHC e promete se manter na política


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar nesta segunda-feira a política externa do governo Fernando Henrique Cardoso.

Ao discursar no encerramento da 1ª Cúpula Brasil-Comunidade do Caribe (Caricom), Lula afirmou que o Brasil não era levado a sério por outros países.

"O Brasil não era um país respeitado no mundo. Muitas vezes se falava do Brasil e as pessoas lembravam de Carnaval e futebol. O Brasil não era levado a sério na questão política. O que mudou nesses últimos períodos é que nós nos descobrimos", disse a chefes de Estado e de governo de dez dos 14 países do Caribe que participaram da reunião em Brasília.

Lula disse que governos anteriores, de forma genérica e sem citar o antecessor, preferiam se relacionar comercialmente com países europeus e com os Estados Unidos.

"O Brasil olhava para os países da Caricom como se fossem países pequenos, economicamente sem importância, e que era importante ter uma relação com as grandes nações".

Em um momento de imodéstia, o presidente brasileiro afirmou que está tão importante que o que não falta é "g" para participar, citando reuniões do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo), G-8, G-13, Ibas (grupo formado por Índia, Brasil e África do Sul) e Bric (Brasil, Rússia, Índia e China).

"Eu agora estou importante porque faço parte do G8, do G13, do G20, do G77, do Ibas, do Bric, da Unasul. O que não falta é G para eu participar dele", afirmou.

O presidente disse também que todos os países, independentemente de tamanho de território e da população, têm que ser tratados de forma equânime.

"O menor país da Caricom, o que tem 50 mil, 90 mil habitantes, tem o mesmo direito que tem o maior país do mundo em população, que é a China, ou o maior país economicamente falando que são os Estados Unidos."

Antes de encerrar o discurso, Lula afirmou aos chefes de Estado que quando deixar o governo não irá deixar de fazer política.

"Mesmo eu não estando mais na presidência, fique tranquilo que eu vou continuar fazendo política. Pode ficar tranquilo porque eu nasci político e vou morrer político."

O primeiro-ministro da Dominica, Roosevelt Skerrit, país que tem a presidência pró-tempore da Caricom, fez elogios a Lula dizendo que é um presidente que governa para os pobres e para os trabalhadores.

Herança maldita de Serra:Escola suspende aulas após sofrer 30º assalto em SP

Sorocaba - Depois de ser assaltada nesta madrugada pela 30ª vez em quatro anos, a Escola Estadual Reverendo Ovídio Antonio de Souza, em Sorocaba, no interior de São Paulo, suspendeu as aulas. A escola fica num dos bairros mais violentos da cidade, o Jardim Nova Esperança, disputado por quadrilhas de traficantes de drogas. Os ladrões quebraram os portões, roubaram as câmeras de vigilância instaladas para coibir os furtos, invadiram o almoxarifado e espalharam o conteúdo de várias latas de tinta sobre mesas e carteiras.

A direção informou que os 1.500 alunos foram dispensados para o reparo das avarias e a limpeza do prédio depredado. Um grupo de professores, porém, revelou a disposição de pedir ajuda para o tráfico para evitar novos roubos. A porta-voz do grupo, uma professora que pediu para não ser identificada, contou que o plano é conversar com o principal chefe do tráfico e pedir uma trégua. "Aqui ele tem mais poder do que as autoridades e, se der uma ordem, o pessoal respeita", disse.


O bairro se formou em áreas de antigas favelas e tem ruas estreitas que facilitam a ação dos traficantes. Eles controlam dezenas de pontos de distribuição de drogas. A escola funciona desde 2006 e só neste ano sofreu seis ataques. Na semana passada, os ladrões já tinham roubado a cantina - o comerciante que tinha a concessão pediu a rescisão do contrato.


A direção informou que não aprova, nem reconhece qualquer medida para aumentar a segurança na escola que não seja através dos órgãos da Segurança Pública. Algumas classes voltaram a ter aulas hoje à tarde. Amanhã, a escola retoma o funcionamento normal. A Polícia Militar informou que já se reuniu com os moradores para discutir a segurança. O policiamento no bairro será reforçado

Vox Populi: pesquisa mostra Eduardo Campos na frente em PE; Dilma abre vantagem acachapante!


Portal Terra

“A pesquisa de intenção de votos requisitada pelo PT nacional e que serviu para afastar a possibilidade de João Paulo se tornar o pré-candidato do PT ao Senado em Pernambuco foi divulgada neste domingo. O material que até este final de semana era um mistério foi produzido pelo instituto Vox/Populi, registrado e, assim, fornecido para imprensa. Foram escutados mil eleitores de 58 municípios de Pernambuco. Os dados têm margem de erro de até 3,1%.

O levantamento feito para saber a situação eleitoral dos pré-candidatos ao Governo de Pernambuco, Senado e Presidência apresentou o seguinte resultado: na pesquisa espontânea para o Governo do Estado - sem apresentação de nomes para escolha - Eduardo Campos (PSB) possui 25%, contra 10% de Jarbas Vasconcelos (PMDB). Na estimulada - onde as opções de voto são anunciadas para o pesquisado - o socialista atinge 56% e o peemedebista 29%.

Para o Senado, a pesquisa espontânea mostra Marco Maciel (DEM) com 5%, João Paulo (PT) - já fora do páreo - com 4%, 3% para Humberto Costa (PT), Armando Monteiro Neto (PTB) apresenta 2% e Sérgio Guerra (PSDB) fica em último com apenas 1%.

Os percentuais se alteram na pesquisa estimulada. Na primeira opção para o Senado, com a exclusão do nome de João Paulo, Humberto Costa lidera com 31%, Marco Maciel teria 29%, Armando Monteiro apresenta 17% e Sérgio Guerra 8%.

Na pesquisa espontânea para Presidência, Lula mesmo impedido de ser candidato aparece em primeiro lugar com 28%, seguido de Dilma Rousseff (PT) com 20%, José Serra (PSDB) com 9%. Ciro Gomes (PSB) e Marina Silva (PV), ambos com 2%.

Já na estimulada, Dilma Rousseff apresenta 50%, José Serra tem 25%, Ciro Gomes sobre para 8% e Marina Silva chega aos 4% das intenções de votos.”