segunda-feira, 5 de maio de 2014

Adesão do DEM ao governo significa que 100% da União por Pernambuco está agora sob a liderança de Eduardo

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Há oito anos, Paulo Câmara era um desconhecido auditor do Tribunal de Contas de Pernambuco e Mendonça Filho governava o estado em busca da reeleição.
O governador do PFL (hoje Democrata) tinha, entre os concorrentes, o então deputado federal Eduardo Campos (PSB), que acabou eleito.
Nesta segunda (05), Mendonça, num partido cada vez menor, se alia a Eduardo no projeto de eleger Câmara governador, e, assim, manter o PSB no poder.
Com a entrada do DEM no governo – junto com o Pros, presidido pelo deputado federal ex-democrata Augusto Coutinho – a antiga União por Pernambuco passar a estar 100% abrigada no guarda-chuva governista.
A União por Pernambuco deu as cartas na política do estado por oito anos, entre 1999 e 2006, nos dois mandatos do hoje senador Jarbas Vasconcelos à frente do Palácio do Campo das Princesas.
Além do PFL, a aliança reunia PMDB, PSDB, PR e PV. Hoje, todos esses partidos – e também o PSD, composto por ex-pefelistas – estão na Frente Popular.
Seguindo a cartilha do pragmatismo – em busca de sobrevivência política – os ex-governistas viveram algum tempo na oposição no estado, mas aderiram sem cerimônia.
Haja engenharia para montar chapas proporcionais e votos para eleger tanta gente que optou pelo mesmo lado – o sedutor caminho do poder.

O socialismo do PSB vai virar pó





Eduardo Campos não aguentou um segundo de debate sobre o estatuto do PSB, que prever expropriação dos meios de produção.Assim que saiu a matéria na Folha, parceira de Aécio Neves, Dudu foi logo pro PiG com o fim de informar que o programa do PSB não tem nada a ver com o Estatuto do Partido.Eduardo Campos disse, ainda, que pretende mudar o Estatuto do PSB na Convenção de junho.

Roberto Amaral, vice-presidente do PSB, um fiel escudeiro do velho Miguel Arraes, foi logo avisando:

“Não faz sentido fazer nenhuma mudança enquanto houver um ‘S’ na sigla do Partido Socialista Brasileiro”.

Pronto! Mais uma abacaxi para Dudu Campos descascar.

Um comentarista atento escreveu num desses sites que há por aí o seguinte:daqui a pouco o PSB vai virar o Partido Sem Bandeira.Bandeira. Faz sentido.

É nisso que dá se aliar a Bornhausen, Heráclito Fortes, Roberto Magalhães, Joaquim Francisco, Roberto Freire, Inocêncio Oliveira, Ronaldo Caiado, Jarbas Vasconcelos, Paulo Skaf, Roberto Setúbal, Pedro Simon.

Miguel Arraes, por estas horas, deve estar tremendo no túmulo.

Aécio fecha com grupos de mídia, que começam a desconstruir Eduardo



Começa a ficar mais clara a articulação das forças políticas para as eleições.
Os grupos de mídia fecharam em bloco com Aécio Neves. A última conquista foi a revista IstoÉ, com a divulgação da pesquisa do InstitutoSensus.
Em 2010, o Sensus foi massacrado pela mídia, acusado de manipulação de pesquisas - na época, supostamente em favor de Dilma. A denúncia partiu da Folha, motivou uma representação do PSDB e uma invasão dos escritórios da Sensus por policiais, acompanhados de analistas do DataFolha.
Não deu em nada, mas foi o episódio mais truculento da campanha de 2010.
Agora, com as pesquisas divulgadas pela IstoÉ, o Instituto Sensus protagoniza a primeira manipulação das eleições de 2014.
Em ambos os momentos, Sensus não espelhou interesses petistas ou tucanos, mas do grupo mineiro de Clézio de Andrade.
A pesquisa foi realizada com todas as distorções já apontadas, inclusive pelo Estadão: cartela com os nomes em ordem alfabética (beneficiando o primeiro da fila, Aécio), informações negativas sobre a economia antes das perguntas sobre o apoio à Dilma etc.
Mais. Só depois de conhecidos os resultados, foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e apenas em nome do Sensus, como se tivesse sido bancada pelo próprio Instituto. Dias depois foi divulgada pela IstoÉ como se fosse fruto de uma parceria.
A revista não faz parte da primeira divisão do cartel, mas deverá atuar na guerrilha, assim como as denúncias non-sense da Época.
Em sua primeira incursão nas eleições de 2014, o Instituto Sensus torna-se um rojão queimado. Mas o jogo prosseguirá com outros protagonistas.
Campos sob fogo cruzado
Aécio e Campos têm acenado para uma parceria duradoura, pós-eleições. Caso Dilma seja reeleita, é bastante provável que ambos, em parceria, assumam a liderança da nova oposição.
Por enquanto, a lógica dos dois turnos os transforma em adversários diretos no primeiro turno, para se saber quem será o campeão branco que enfrentará Dilma no segundo turno.
Fontes da campanha de Dilma Rousseff entenderam a pesquisa Sensus como parte de uma estratégia maior. Testa-se a hipótese do segundo turno em veículo e instituto de pesquisa de menor calibre, preparando o campo para as pesquisas posteriores do Ibope e doDataFolha. Ao mesmo tempo, acelera-se de imediato a campanha de desconstrução da chapa Campos-Marina, explorando suas ambiguidades, para ampliar a diferença entre ele e Aécio nas próximas pesquisas.
O objetivo atual é garantir a passagem de Aécio para o segundo turno.
Hoje a Folha trabalhou nessa direção com duas chamadas de primeira página, ambas explorando as ambiguidades da parceria Campos-Marina.
A primeira, montada em cima de um gancho artificial: uma mensagem do coordenador de campanha a Eduardo, preocupado com os princípios socialistas que constam da agenda do PSB. A segunda, explorando os anacronismos religiosos de Marina Silva.
Ao mesmo tempo, Campos é atacado pela esquerda, acusado de encampar as teses mercadistas dos economistas ligados a Marina Silva.
As novas definições programáticas
Até a semana passada, os três candidatos surfavam na ambiguidade política, sem muitas definições, todos a favor do bem e da bondade.
O discurso de Dilma na 14a Convenção do PT encerra a fase idílica e traz o jogo para o campo real das definições programáticas.
Até algum tempo atrás, a discussão econômica pautava-se exclusivamente pelos indicadores macroeconômicos, PIB, parte fiscal, contas externas etc.
Após a crise de 2008 começou a tomar corpo gradativamente, mesmo entre os economistas, o tema do bem estar social e da distribuição de renda como objetivo final da política econômica. Ou seja, a manutenção do emprego e da distribuição de renda seria mais relevante do que o mero crescimento do PIB.
É evidente que há uma correlação entre ambos.
A médio prazo, sem crescimento não há políticas sustentáveis de distribuição de renda. Por outro lado, a tese de que o crescimento sustentável prescinde da distribuição de renda foi derrubada pela explosão do mercado de consumo interno, como decorrência das políticas distributivistas.
Esses aspectos passam ao largo dos discursos de campanha.
Prevalecem apenas os slogans: Dilma é a favor da distribuição de renda; Aécio é a favor do aumento de eficiência da economia.
Com os dois campos ocupados, Campos fica com a broxa na mão, exposto a todo tipo de ataque dos dois lados até a definição do primeiro turno.
Para se mostrar supostamente racional, propõe uma meta inflacionária de 3% ao ano. Aí é acusado de defender o desemprego como estratégia econômica. De fato, a lógica das metas inflacionárias é recessiva e a medida de efeito da alta de juros é o aumento do desemprego.
Espremido, Campos enfatiza as diferenças em relação a Aécio e proclama que ambos saem de bases sociais diferentes.
No momento seguinte, a Folha vai buscar nas bases sociais de Campos os ideais socialistas. E Marina, aos poucos, deixa de ser a musa da modernidade, para retornar às origens criacionistas.
Campos terá apenas oportunidade pela frente, uma pequena brecha. A cada dia que passa Dilma e Aécio acirrarão a retórica e os ataques recíprocos. Com mais tempo de campanha, essa tática poderia cansar os eleitores abrindo espaço para um tertius.
Mas com o pouco tempo de campanha, devido à Copa do Mundo, serão pequenas as possibilidades de Campos amenizar o discurso e se colocar como o candidato ponderado contra os dois belicistas.
A ideia de apresentar o banqueiro Roberto Setubal como Ministro da Fazenda jamais foi aventada até agora na campanha de Campos. Fontes da campanha de Campos enfatizam que ele sempre foi um industrialista e desenvolvimentista e sabe que não há como o país se desenvolver com câmbio fraco. E tenta construir as condições políticas para isso.

Luis Nassif, GGN

domingo, 4 de maio de 2014

Governo FHC, o governo mais corrupto da História do Brasil




FHC foi, inegavelmente, o governo mais corrupto da história do Brasil, quiçá da América Latina.

Mesmo com um currículo recheado de casos de corrupção  FHC não se cansa de ser hipócrita.


No artigo que escreveu nesse final de semana, diz FHC:

Eu, como boa parte dos leitores de jornal, nem aguento mais ler as notícias que entremeiam política com corrupção. É um sem-fim de escândalos. Algumas vezes, mesmo sem que haja indícios firmes, os nomes dos políticos aparecem enlameados. Pior, de tantos casos com provas veementes de envolvimento em “malfeitos”, basta citar alguém para que o leitor se convença de imediato de sua culpabilidade. A sociedade já não tem mais dúvidas: se há fumaça, há fogo. 

É muita cara de pau! 

FHC, além de ter sido o governo mais corrupto do Brasil, é filiado a um partido, o PSDB, que lidera casos de corrupção, e que teve, na última eleição para prefeito, o maior número de candidato barrado pela lei da Ficha Limpa.

Se você der uma olhada no Google e na Wikipédia vai ver escândalos de toda a sorte no governo do Príncipe da Privataria:Sudam, Sudene, compra da emenda da reeleição, as escandalosas privatizações, o esquema do PROER, do DNER, da Feira de Hannover, do escandaloso uso do Exército para proteger uma fazenda  sua comprada com recursos de caixa dois, Escândalo do Banestado, Caymman e tantos outros casos de corrupção.

O PSDB de FHC também não fica atrás. Lista de Furnas, Mensalão do PSDB, Trensalão, desvio de recursos da saúde em MG, as roubalheiras de Yeda Cruzes, Marconi Perilo, Cássio Cunha Lima, Cícero Lucena, Dante de Oliveira, Antero Paes de Barros, Andréa Matarazzo, José Aníbal, Robson Marinho, José Fegali neto, Esquema Paulo Preto.São tantos casos de corrupção nos governos tucanos que fica até difícil nominar todos.

Não obstante tudo isso, FHC ganha espaço em jornal para atacar o PT que, com todos os malfeitos, parece um partido de santo em se comparando com os tucanos.

Esse velho gagá tem mais é que enfiar o dedo na cloaca e parar de escrever merda.


sábado, 3 de maio de 2014

A nova política de Eduardo Campos



DEM e SDD juntos no apoio a Paulo Câmara


:
Pernambuco 247 - Não tem mais volta. Os partidos Democratas e Solidariedade estarão juntos no apoio a candidatura do pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSB, Paulo Câmara. O anúncio oficial será formalizado na próxima semana. Líderes das duas legendas, entretanto, já afirmaram que o principal motivo para o apoio dado ao socialista é a presença do Partido dos Trabalhadores na chapa do opositor de Câmara, o senador Armando Monteiro Neto (PTB). DEM e Solidariedade fazem oposição, em nível nacional, ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT).
“O PSB, que sempre foi aliado histórico do PT, rompeu e está se colocando como outra via, como oposição. Então vamos com eles”, afirmou o líder do DEM na Câmara dos Deputados, Mendonça Filho, ao jornal Diário de Pernambuco. O apoio da legenda deve ser oficializado na próxima segunda-feira (5).
Já o líder do SDD, Augusto Coutinho, afirmou que a coerência política foi essencial para influenciar a decisão da legenda. “Tanto Armando quanto Paulo Câmara são candidatos qualificados pra governar o Estado de Pernambuco. A chapa de Câmara é eleitoralmente até mais difícil para as proporcionais, mas, para nós, o mais importante é manter a coerência política”, afirmou o líder do SDD.
Com a adesão do DEM e do SDD, a coligação de siglas de apoio à candidatura de Câmara chega a 19 partidos. Já as legendas que apoiam a candidatura de Armando Monteiro são o PT, o PSC, o PRB, o PROS, além de representações de trabalhadores como a Força Sindical de Pernambuco.

Quem domina o DEM em Pernambuco é Mendonça Filho.E quem comanda o SDD é Augusto Coutinho, cunhado de Mendonça Filho. Tuto em família, portanto.

O crescimento biônico de Aécio na pesquisa Sensus


Neste ritmo, terá mais de 100% dos votos
Neste ritmo, terá mais de 100% dos votos
Se ainda sobrou alguma coisa das garrafas de tequila que Paulinho da Força encomendou para calibrar sua fala no Primeiro de Maio, Aécio poderia pedir a ele para comemorar a pesquisa do instituto Sensus.
Aécio cresceu quase 50%. Dos 16% em que parecia estacionado, foi para mais de 23%. Isso sem fazer nada. Aliás: fazendo coisas como garantir à plutocracia que seu governo tomará “medidas impopulares”.
O único problema, na celebração aeciana, é que o crescimento extraordinário é biônico. O Sensus – que nos últimos tempos tem prestado serviços ao PSDB – decidiu inovar, aspas.
Os nomes, nas pesquisas, aparecem num círculo, para que não haja favorecimento visual a nenhum deles.
O Sensus optou – sabe-se lá por quê, ou melhor, sabe-se bem por quê – pela ordem alfabética. Se Aécio se chamasse Zaratustra, o Sensus talvez tivesse escolhido a ordem alfabética ao inverso. Você bate o olho no cartão da pesquisa e o nome de Aécio se destaca amplamente, em detrimento dos demais.
Quem denunciou a invenção do Sensus foi o insuspeito Estadão, pelo bom blogueiro José Roberto de Toledo.
No ritmo do crescimento apontado pelo Sensus, Aécio pode chegar às eleições com mais de 100% dos votos. Talvez na próxima pesquisa o Sensus possa retirar os outros nomes. A ascensão irresistível de Aécio se confirmará plenamente.
Se algum partido reclamar na Justiça, a decisão deve caber ao campeão da neutralidade Joaquim Barbosa. Pausa para rir, ou chorar.
Não é a primeira vez que o Sensus faz algo estranho, notou Toledo em seu blog. “Na disputa presidencial de 2002, o instituto também fez uma pesquisa surpreendente na fase da pré-campanha. No final de 2001, o instituto divulgou pesquisa que colocava Roseana Sarney (então no PFL) empatada com Lula, em primeiro lugar. Razão: antes de perguntar a intenção de voto, o Sensus perguntava ao eleitor sobre um escândalo envolvendo o PT, e sobre o racionamento de energia elétrica, o que prejudicava José Serra (PSDB).”
O fato é que o episódio mostra que é mais que hora de investigar as pesquisas. Como são feitas, quais os critérios etc.
O brasileiro já é manipulado demais pelo noticiário das grandes empresas jornalísticas para que seja engambelado também pelas pesquisas.

Se Dilma deixar, oposição surfará em horário eleitoral exclusivo até agosto



Aos poucos, vai ficando claro por que a entrevista do ex-presidente Lula a blogueiros, no início do mês passado, provocou tanta comoção nos grandes meios de comunicação – Globo à frente. Sem essa entrevista, muito provavelmente a presidente Dilma não teria tomado as iniciativas que vem tomando no sentido de reagir ao bombardeio midiático.
O endurecimento do discurso da presidente – e, com sua anuência, de membros de seu governo, sobretudo de seus ministros – contra a oposição e seus candidatos à Presidência decorreu, claro, de números desfavoráveis apurados em pesquisas obscuras que, para quem as acompanha, sabe que forçaram a mão a favor da oposição ou contra a situação. Mas, em grande medida, decorreu também – e principalmente – da senha dada por Lula.
Dilma engajou-se na administração do país em 1º de janeiro de 2011 e acabou esquecendo do resto. Esqueceu-se de como a política pode ser eficiente em distorcer a realidade.
A presidente achou que a manutenção do bem-estar dos brasileiros em meio a uma hecatombe econômica mundial seria suficiente para mantê-la politicamente forte, mas deixou de contar com um fato: manter o bem-estar não significa aumentá-lo.
Como aumentar significativamente a qualidade de vida no país seria praticamente impossível em um momento em que o mundo se debate em desemprego e recessão no âmbito da maior crise econômica mundial da história, a falta da continuidade da melhora dessa qualidade de vida seria explorada politicamente com grande eficiência devido ao fato de a oposição dispor de máquina propagandística tão avassaladora quanto é a grande mídia.
Dilma acreditou no poder da realidade contra o poder da comunicação, a qual, ao longo de seu governo, relegou a segundo plano, dispondo-se, inclusive, a repetir os chavões dos grandes impérios de mídia com os quais respondem aos questionamentos sobre a absurda concentração de propriedade desses meios que vige no Brasil.
Dilma adotou a tese midiática do “controle remoto” como que fazendo uma oferta de paz àqueles impérios de comunicação. Algo como “Deixem-me governar que não incomodo vossos oligopólios, com os quais vêm enriquecendo tanto”. A presidente não entendera, pois, que a mídia não quer apenas ganhar dinheiro, mas também governar o país…
Por “controle remoto”.
Sem estratégia de comunicação, fazendo ar blasé para ataques reiterados dos adversários na mídia, acreditando que o massacre dos petistas condenados no julgamento do mensalão não a afetaria apesar de esses ataques criminalizarem o PT, partido ao qual a presidente é filiada, ela se manteve ocupada, “apenas”, em impedir que a sociedade sentisse os efeitos da crise internacional.
E conseguiu. Dilma conseguiu manter o país a salvo da crise. A vida dos brasileiros não só não piorou como ainda melhorou um pouco, ainda que bem menos do que durante a era Lula, que só viveu dois anos de uma crise que já dura quase seis.
Mas o que aconteceria se os brasileiros não soubessem a gravidade da crise econômica internacional? E se ela fosse tratada pelos meios de informação disponíveis aos brasileiros como “nada demais”, como um fato incapaz de justificar que o ritmo da melhora da qualidade de vida no país tenha diminuído?
Foi o que aconteceu. Vermos as críticas que temos visto tanto na grande mídia quanto nas ruas do país a uma política econômica que impediu que fôssemos contaminados pelo desemprego e pela queda da renda que se espalharam pelo planeta, chega a ser surreal.
Quando falam da inflação, parece que estamos no fim do governo Sarney, do governo Collor ou no fim do governo FHC, quando a inflação de dois dígitos deixava os salários e a renda das famílias na poeira. Nem parece que por mais de uma década seguida o Brasil mantém a inflação dentro da meta do Banco Central e que os salários têm dado um baile na inflação.
Nem parece, aliás, que há hoje no país uma empregabilidade altíssima inclusive para grande parte da mão-de-obra não especializada e que os salários estejam em níveis jamais imaginados ao longo das duas décadas anteriores à chegada do PT ao Poder.
Alguns dirão que Dilma acordou tarde demais e que já não haverá tempo para reagir, mas tal premissa não passa de desconhecimento da realidade do país, não passa de uma premissa fundada em torcida ou pessimismo exagerado.
A eleição presidencial de 2014 mais uma vez irá contrapor realidade e fantasia – ou realidade e efeitos especiais. O que vivenciamos de concreto hoje no país é uma coisa, o que a máquina propagandística de oposição está enfiando em algumas cabeças, é outra.
Ora, basta fazer o cidadão olhar ao seu redor, usar a memória para lembrar o passado e decidir se quer arriscar o que tem.
A máquina propagandística da oposição está vendendo um “Viaduto do Chá” aos brasileiros, acenando com melhoras que não virão e que, pelo contrário, em vez de melhoras serão pioras, pois quem acompanha a política conhece muito bem as plataformas de Aécio Neves e Eduardo Campos vendidas ao grande empresariado, de impor “medidas amargas” à ralé.
O fato é que o horário eleitoral na televisão e no rádio com o qual o PT e sua candidata esperam fazer os brasileiros pensarem, só começa daqui a mais de 90 dias. Até lá, o governo, sua titular, o partido dela e os aliados estarão literalmente amordaçados nos meios eletrônicos, enquanto que a oposição terá uma mídia que faz a sua vez nesses meios todo dia, de segunda a segunda.
A realidade hoje é que enquanto Dilma apanha todo dia nas tevês, nos jornais expostos em cada esquina e nas rádios, meios nos quais a grande massa se informa, a oposição aparece de forma heroica enfrentando “o poder”, inclusive reclamando de estar sendo prejudicada pela “máquina estatal” nas mãos dos adversários.
Na comunicação de massas, porém, só Dilma apanha. A economia estaria em frangalhos, a Petrobrás teria sido falida, a corrupção teria explodido e todos os problemas que são de responsabilidade de Estados e municípios, grande parte dos quais são administrados pela oposição, tornam-se responsabilidade da presidente da República.
Enquanto isso, alguém se lembra de uma única reportagem negativa para Aécio Neves ou Eduardo Campos? Até surgiram episodicamente na mídia, há vários meses, algumas denúncias contra o PSDB de São Paulo, como no caso dos trens superfaturados de Alckmin e Serra, mas Aécio e Eduardo são mantidos intocados e só aparecem no ataque, repetindo o que diz o noticiário.
Eis por que o recente pronunciamento de Dilma em cadeia de rádio e tevê deixou a mídia e a oposição de cabelo em pé. A presidente fez a única coisa que não pode fazer para que os planos dos adversários deem certo: deu a sua versão contra a versão esmagadora do noticiário.
Ora, censura só funciona se for para valer e a oposição midiática depende de Dilma continuar calada para poder fazer prevalecer sua versão da realidade, impedindo os brasileiros de refletirem sobre o que têm e o que estarão colocando em jogo em outubro próximo.
Desse modo, se Dilma não continuar falando – e muito – terá dois meses de exposição na tevê e no rádio para convidar o país a refletir, enquanto que a oposição, só neste ano, terá tido OITO meses. A oposição, assim, terá desfrutado de um horário eleitoral exclusivo na mídia eletrônica que terá sido quatro vezes maior do que o que terá tido a situação.
Em condições tão desiguais, a disputa ficará difícil para Dilma. A menos que ela continue falando, pois só a sua voz tem peso suficiente para não poder ser ignorada ou escondida. E mesmo que a cada fala sobrevenham os ataques, a militância terá argumentos e não vai dar para simplesmente tapar os ouvidos e não ouvir o que o outro lado tem a dizer.
Eis, portanto, a contribuição deste blog aos estrategistas da campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição.

Eduardo Guimarães

Eduardo Guimarães é responsável pelo Blog da Cidadania

OS NÚMEROS COM QUE LULA FOI PRA CIMA !



O Conversa Afiada reproduz os números que o Nunca Dantes usou no comicio do PT .

O Arrocho Neves e o Dudu 3% foram soterrados …

O BRASIL DE 2014


➢ É a 7ª economia mundial 

➢ É o 2º maior país exportador de alimentos 

➢ É o 1º produtor e exportador de soja

➢ É o 1º produtor e exportador de café

➢ É o 1º produtor e exportador de açúcar

➢ É o 1º produtor e exportador de suco de laranja

➢ É o 1º produtor e exportador de carne bovina

➢ É o 1º produtor e exportador de frango

➢ É o 3º maior produtor de frutas

➢ É o 1º fabricante de jatos regionais

➢ É o 3º fabricante de aviões comerciais

➢ É o 4º mercado de veículos

➢ É o 7º produtor mundial de veículos

➢ Tem a 4ª maior indústria naval

➢ É o 2º maior produtor de minério de ferro

➢ É o 9º maior produtor de aço

➢ É o 4º maior produtor de cimento

➢ É o 4º maior produtor de celulose

➢ É o 1º em celulose de eucalipto

➢ É o 9º maior produtor de papel

➢ É o 7º maior fabricante de produtos químicos

➢ É o 8º maior produtor de alumínio primário

➢ É o 4º maior produtor de bauxita

➢ É o 3º maior produtor de alumina

➢ É o 5º maior produtor de têxteis

➢ É o 4º maior produtor de confecções

➢ É o 3º maior produtor de calçados

➢ É o 2º maior gerador de energia hidrelétrica

➢ É o 1º produtor de etanol e o 3º de biodiesel

➢ É o 7º maior gerador de energia elétrica e 9º maior consumidor 

➢ É o 3º maior mercado de computadores pessoais

➢ É o 5º em telefones celulares e o 5º em telefones fixos.

➢ É o 4º país em usuários de internet e o 3º em número de servidores

➢ É o 4º país em extensão de rodovias

➢ É a 4ª maior força de trabalho (104 milhões)

➢ É o 7º maior mercado de consumo do mundo

➢ É o 5º em reservas internacionais (US$ 377 bilhões)


ENTRE OS PAÍSES DO G20 O BRASIL DE 2014


➢ Teve o 9º maior crescimento do PIB em 2013 (2,3%0)

➢ É o 1º na proporção entre reservas e dívida de curto prazo (10 vezes)

➢ É o 2º na proporção entre reservas e importações (18 meses) 

➢ Teve o melhor resultado primário médio entre 2008 e 2013 (2,54%)

➢ É a 6ª menor dívida pública bruta em relação ao PIB (57,2%)

➢ Tem o 4º maior investimento Educação (5,8% do PIB)

➢ Tem o 9º maior investimento em Saúde (8,9% do PIB)



Clique aqui para ler “Dilma na íntegra: comigo não tem arrocho”

Aqui para “Lula ao PT: dinheiro não resolve tudo !”

Aqui para “Agora é Globo vs Dilma”
E aqui para ler “Dilma, debate na Globo ? Não ! Só em pool!”

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Prisão com requinte de crueldade para o dono desse instituto de pesquisa imundo

A novidade do Sensus: Aécio aparece em primeiro lugar


2 de maio de 2014 | 18:29 Autor: Miguel do Rosário
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Não é a primeira vez que elogio o Toledo, um analista sério do Estadão, ilhado em meio à lama sem escrúpulos que é o jornalismo político brasileiro. Seu post mais recente nos dá uma informação intrigante. O instituto Sensus está inovando em sua nova pesquisa, e não esconde quem será o beneficiário.
Continuando assim, a única pesquisa na qual poderemos confiar será ado Dr.Hariovaldo (imagem acima), que, ao menos, temos certeza de que é piada.
*
Aécio aparece primeiro na cartela do Sensus
Por José Roberto de Toledo, em seu blog no Estadão.
A pesquisa Sensus a ser divulgada neste sábado vai dar o que falar. Se não pelos seus números, ao menos pelos seus métodos. O instituto, que vinha trabalhando para o PSDB até pouco tempo atrás, foi criativo ao apresentar as perguntas aos eleitores.
Em vez de mostrar ao eleitor um cartão circular com os nomes dos candidatos – para não privilegiar nenhum deles -, o instituto mineiro apresentou uma lista em ordem alfabética. Desse modo, o nome de Aécio Neves (PSDB) aparece sempre em primeiro lugar.
Além de contrariar a prática do mercado (institutos como Ibope e Datafolha apresentam a cartela circular), o Sensus mudou sua própria maneira de fazer a pergunta de intenção de voto. Em eleições passadas, como em 2010, o instituto sempre usou a cartela circular, e não a lista em ordem alfabética.
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Na pré-campanha, quando a maioria dos eleitores não tem o nome de um candidato na ponta da língua, qualquer tratamento diferenciado a um deles pode inflar sua intenção de voto. No começo de 2010, por exemplo, Sensus e Vox Populi colocavam o partido do candidato ao lado do seu nome, o que aumentava a intenção de voto da então desconhecida Dilma Rousseff, porque o eleitor descobria, pelas mãos do pesquisador, que ela era do PT.
Desta vez, a criatividade na maneira de apresentar as perguntas pelo Sensus deve atrapalhar e não ajudar a presidente. Além de colocar seu adversário Aécio em evidência na pesquisa de intenção de voto, o instituto incluiu uma pergunta sobre aumento do preços dos alimentos antes de pedir ao eleitor para avaliar o governo federal como ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo.
Não é a primeira vez que o Sensus faz algo do gênero. Na disputa presidencial de 2002, o instituto também fez uma pesquisa surpreendente na fase da pré-campanha. No final de 2001, o instituto divulgou pesquisa que colocava Roseana Sarney (então no PFL) empatada com Lula, em primeiro lugar. Razão: antes de perguntar a intenção de voto, o Sensus perguntava ao eleitor sobre um escândalo envolvendo o PT, e sobre o racionamento de energia elétrica, o que prejudicava José Serra (PSDB).
Outro fato chama a atenção nesta sondagem do Sensus: o registro da pesquisa no TSE ocorreu bem depois de as entrevistas terem terminado. A pesquisa de campo foi feita entre os dias 22 e 24 de abril, mas só foi registrada no dia 28. Ou seja, ao registrá-la é provável que o instituto já soubesse o resultado – o que pode ou não ter influenciado na decisão divulgá-la.
Como no caso da MDA/CNT, a pesquisa do Sensus foi feita logo após a propaganda eleitoral do PSDB no rádio e na TV. E terminou muito antes do pronunciamento de Dilma na véspera do 1º de Maio. Mas como demorou tanto a ser divulgada, vai ficar parecendo que a sondagem do Sensus é mais recente do que de fato é.
A pesquisa foi paga pelo próprio Sensus, segundo o registro no TSE. Mas será divulgada com exclusividade pela revista IstoÉ. Segundo o site da publicação, a parceria envolverá a divulgação de sete sondagens sobre a eleição presidencial este ano.

Sobre a semelhança entre tucanos e pombos

O candidato do PSB a presidente, recentemente declarou que, se eleito, definirá meta de 3% para a inflação, ajustará o preço dos combustíveis no Brasil aos preços externos e que dará independência ao Banco Central.
São todas medidas vistas com grande simpatia pelo chamado mercado e que o coloca afinado com o discurso tucano e empresarial. Para quem se diz representante do que denomina "nova política" é algo frustrante. Afinal, para quem abraça estas teses seria o caso de votar então no original tucano e não na sua cópia palomeira.
Senão, vejamos. O sistema de metas estabelece bandas que vai de 3,5% a 6,5% tendo 4,0% como centro. Esta faixa é menos uma definição teórica e mais uma constatação empírica dos economistas. Respeitando-se estes limites, entendem ser possível defender ao mesmo tempo o poder de compra das pessoas e trabalhar políticas de desenvolvimento sem gerar desequilíbrio no sistema de preços. Quanto mais baixa a inflação dentro desta faixa, mais tem de submeter-se às ações desenvolvimentistas, aos desígnios do arrocho fiscal e vice e versa, ou seja, a faixa superior da faixa concede ao gestor macroeconômico mais folga para promover gastos em infraestrutura de que tanto o Brasil precisa e em programas sociais, por exemplo. O palomeiro, ao cravar 3% como meta, vai ter que aumentar as taxas de juros e cortar gastos necessários à infraestrutura do País, para a felicidade do mercado financeiro, que adora arrocho monetário e juros altos, como sabemos.
A independência do Banco Central vai na mesma linha. É evidente que o Banco Central deve ter independência para fazer a defesa da moeda, mas também a defesa da economia, permitindo que o País se desenvolva. Mas esta independência tem que ser concedida pela decisão política de um governo legitimamente eleito, o que foi praticado por Lula e vem sendo por Dilma. Diferente disto é criar-se sistema aparentemente independente, com escolhas "técnicas" limpas e higienizadas da política. Até as formigas que circulam pelas paredes do Banco Central sabem que, se as escolhas ditas técnicas forem deixadas a mercê das tais livres forças do mercado, teremos uma gestão ultra-conservadora da nossa política monetária bem ao gosto do mercado financeiro e dos boys formados em conservadoras universidades estrangeiras.
Se formos para o caso dos combustíveis, temos aí mais um perigo à frente. A determinação dos preços dos combustíveis no País é matéria afeta ao campo da geopolítica de desenvolvimento nacional, matéria estratégica para a prática de nossa soberania política.
Esta política de preços não pode ser transformada em uma fórmula matemática a ser aplicada mecanicamente. Se fosse para ser assim, que se vendesse a Petrobras como tentou fazer FHC. Se fosse para ser assim, não teríamos tido a refinaria Abreu e Lima nem os estaleiros em Pernambuco e outros estados, senhor candidato. Pois tanto a decisão de ter novas refinarias e não importar refinados ou ampliar refinarias já existentes, quanto a decisão de construir petroleiros e plataformas contrariaram a racionalidade do que seria uma gestão privada da Petrobras mas foram atos soberanos do governo em defesa do interesse nacional.
O aumento da produção com o pré-sal e do refino com as novas refinarias poderão até recomendar preços mais baixos ainda no mercado interno. A manutenção de preços competitivos para o nosso álcool carburante é que é elemento que precisa ser sempre considerado nessa equação. Mas aí é outra história que não tem a ver com a lógica privada de abrir mão da definição nacional dos preços dos combustíveis, como prega o tucano, desculpe, o palomeiro.
Enfim, o PSB procura agradar o mercado, principalmente o financeiro enquanto o PT continua sendo o partido que, mesmo governando para todos, tem tido e continuará tendo seu compromisso maior com a brava gente brasileira, principalmente com aqueles que nunca tiveram vez antes.

Pedro Eugênio

Deputado Federal pelo PT/PE