quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Folha de São Pulo:Verônica outorgou a procuração a um estelionatário


A filha do candidato a presidente José Serra (PSDB) não reconhece a assinatura atribuída a ela usada num documento usado para quebrar seu sigilo fiscal na delegacia da Receita de Santo André (SP).

Segundo a Folha apurou, a empresária Verônica considerou a assinatura no documento uma cópia grosseira da sua.

Em entrevista na edição de hoje da Folha, a analista tributária Lúcia de Fátima Milan admitiu ter acessado a declaração de renda, mas a pedido da própria Verônica e com uma procuração registrada em cartório.

Ao analisar o documento, Verônica viu que não era sua a assinatura.


A procuração com a assinatura "falsificada" deu autoridade a Antonio Carlos Atella Ferreira para pedir a cópia das declarações de Verônica de 2008 e 2009. Veja como o jornalista da Folha é bandido.O sujeito sem ter a mínima autoridade para dizer o que é ou não é original, diz que a assinatura da sócia da irmã de DD é falsificada.Só faltou o bandidão da Folha procurar a que partido o estelionatário amigo de Verônica é filiado.

Antonio Carlos teve quatro CPFs cancelados por multiplicidade --usados ao mesmo tempo-- nos últimos anos. Os CPFs haviam sido emitidos em estados diferentes --além de dois em São Paulo, tinha um em Rondônia e outro no Paraná.

Antonio Carlos também tem 27 cheques sem fundo registrados e dois protestos em cartório contra ele. De acordo com investigadores, são indícios característicos de um estelionatário.

Qualquer contribuinte pode exigir uma cópia da declaração e o serviço custa R$ 10.

Outras quatro pessoas ligadas a Serra tiveram seus sigilos violados na região, entre eles o vice-presidente do partido, Eduardo Jorge Caldas Pereira.

VERSÃO DA RECEITA

Mais cedo, a Receita confirmou que a procuração havia sido apresentada por Ferreira e a assessoria de Serra afirmou que Verônica não o conhecia.

A Receita diz que a procuração está assinada pela filha de Serra e autorizava Antônio Carlos Atella Ferreira ter acesso aos dados.

Informa ainda que somente se Verônica Serra contestar formalmente a autenticidade do documento, a Receita vai enviar a procuração para a Polícia Federal investigar se é falsa ou não.

Assim, segundo a assessoria do fisco, a funcionária Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, autora da coleta dos dados fiscais de Verônica Serra, foi isentada do indiciamento porque teria comprovado que o acesso teve base legal.

Só faltava essa:Senado agora realiza perícia


Provas que filha de Serra pediu quebra de sigilo serão analisadas no Senado

Por Redação Correio do Brasil, de São Paulo


O governo bloqueou, nesta quarta-feira, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a convocação para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, prestar depoimento sobre a quebra de sigilo da filha do candidato à Presidência José Serra (PSDB), a empresária Verônica, e outras pessoas ligadas ao tucano e ao PSDB. Os governistas mobilizaram aliados para derrubar a convocação, depois da sugestão para que fosse transformada em convite – o que desobrigaria Mantega ao comparecimento. Por 11 votos a 8, os governistas rejeitaram o requerimento de convocação.

Líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) afirmou que compete à Receita Federal divulgar as cópia dos documentos que comprovariam o fato de a filha do candidato José Serra (PSDB), Verônica Serra, haver pedido formalmente à instituição o acesso à cópia de seus dados fiscais. Jucá também adiantou que a Receita apresentaria, como de fato ocorreu, o pedido assinado pela empresária, além da cópia do Darf com o pagamento efetivado pela própria Verônica, para ter acesso à sua situação fiscal. Tais fatos comprovariam que não houve um ato de desrespeito à legislação eleitoral no episódio.

– O governo não bisbilhota ninguém. Temos hoje um fato que está nos jornais que a Receita Federal vai se manifestar, essa questão da filha do governador Serra. A informação da Receita é que há requerimento da filha do Serra pedindo a quebra do sigilo e Darf do pagamento apresentado para pedir a quebra do sigilo – disse Jucá.

O ambiente ficou tenso entre o autor do pedido de convocação a Mantega, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), e o líder do governo.

– Convite o governo não aceita, formulamos já vários convites que não foram aceitos. O corregedor não aceitou. Agora não importa se o governo aceita ou não. Queremos que o ministro venha convocado a depor nesta Casa – disse o parlamentar, antes de ter o pedido ser negado pela maioria de seus pares.

Os dois senadores chegaram a bater boca na CCJ. Dias alegou que a quebra de sigilo de Verônica e dos tucanos tem motivação política, enquanto Jucá disse que o PT não pode ser responsilizado pelo acesso às declarações de Imposto de Renda.

– O erro do senador é querer inferir esse fato ao processo político-eleitoral. Há apelo de segmentos da oposição querendo eleitoralizar um procedimento que deve ser repudiado por todos – afirmou Jucá.

Procurada por jornalistas, na véspera, a filha do presidenciável José Serra avisou que não pretende se manifestar sobre o caso mas, por intermédio da assessoria de Imprensa do PSDB, ela alega não ter assinado qualquer autorização para o acesso aos seus dados fiscais.

Acesso aos documentos

Mesmo depois que a Receita Federal divulgou a procuração concedida por Verônica Serra a Antônio Carlos Atella Ferreira, quem efetivamente teve acesso às informações de seu imposto de Renda, os líderes da oposição afirmaram que a procuração foi falsificada. A CCJ do Senado pretende encaminhar, nas próximas horas, ofício à Receita para ter acesso aos documentos apresentados pela instituição. O líder do governo no Senado, Romero Jucá, disse estar disposto a analisar os documentos.

– Se a assinatura que está lá não confere com a da senhora que requisitou, é outra questão. Requisito que a CCJ solicite cópia dessa declaração – determinou Jucá.

Atella Ferreira, autor da procuração usada para acessar as declarações de renda de Verônica Serra, será alvo de investigação sobre a autenticidade do documento. Ainda por meio de sua assessoria, Verônica voltou a informar que ela desconhece a pessoa que assinou a procuração.

O sigilo fiscal de Verônica foi quebrado no dia 30 de setembro de 2009. O acesso ocorreu em Santo André (SP), onde é lotada a funcionária Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, autora da coleta dos dados fiscais da filha de Serra, ex-sócia da irmã do banqueiro Daniel Dantas, Verônica Dantas, investigados na Operação Satiagraha, da Polícia Federal. A funcionária entrou no sistema e, segundo os documentos da Corregedoria, divulgados para os jornais, coletou as declarações de Imposto de Renda dos anos de 2008 e 2009 da filha de Serra.

Também por meio de sua assessoria, o Ministério da Fazenda acrescentou que no dia 29 de setembro de 2009 “uma pessoa apareceu na delegacia de Santo André com uma procuração pedindo os dados fiscais de 2008 e 2009 de Verônica Serra”. Segundo informação da corregedoria, a procuração era assinada pela própria Verônica e tinha firma reconhecida. “Diante desse ofício, a funcionária (Lúcia Milan), cumpriu o pedido e não fez nada de errado”.

A procuração de Verônica Serra

É esta a procuração que Verônica outorgou à Atilla Ferreira.Bem direitinho, conforme manda a lei: assinatura reconhecida, autenticação e com os poderes gerais inerentes às procurações em geral.Agora o bicho vai pegar, mentira de tem curtas, a contada por tucanos tem os pernas e as plumas tortas.

Ou Verônica Serra ou Atella Ferreira está mentindo


Verônica Serra diz que não passou a procuração, Atella Ferreira diz que reebeu a procuração de Verônica.Alguém está mentindo.Ao fim e ao cabo, vai sobrar para o dono do cartório que autrenticou a procuração.Ah! Já que o PiG é tão diligente quando tem petista envolvido porque não vai atrás da ficha de Atella Ferreira.Curioso é que a Folha, que espalhou este factóide da violação de sigilo dos tucanos, não escreveu uma linha sobre a entrada de Atella na armação tucana.

Procuração para violar sigilo de Verônica Serra foi feita por Atella Ferreira

Receita determinou nesta quarta-feira pela manhã a investigação sobre a autenticidade do documento

Leandro Colon - O Estado de S.Paulo


Chama-se Antônio Carlos Atella Ferreira o autor da procuração usada para acessar as declarações de renda de Verônica Serra, filha de José Serra (PSDB). A Receita determinou nesta quarta-feira pela manhã a investigação sobre a autenticidade do documento. A assessoria de Verônica informou que ela não conhece a pessoa que fez a procuração.


Na noite de ontem, o Estado revelou que documentos da investigação feita pela corregedoria da Receita Federal revelam que o sigilo fiscal de Verônica foi violado no dia 30 de setembro de 2009. O acesso ocorreu em Santo André (SP), onde é lotada a funcionária Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, autora da coleta dos dados fiscais de Verônica Serra.

A funcionária entrou no sistema e, segundo os documentos da corregedoria a que o Estado teve acesso, coletou as declarações de Imposto de Renda dos anos de 2008 e 2009 da filha de Serra. Em entrevista ao Jornal da Globo, na noite de terça-feira, 31, o candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) classificou de "ato criminoso" a quebra do sigilo fiscal de sua filha.

Na noite de ontem, a assessoria do Ministério da Fazenda disse ao Estado que a corregedoria da Receita tem um documento mostrando que a funcionária Lúcia Milan acessou os dados fiscais a pedido da própria Verônica Serra. A assessoria do candidato tucano informou que Verônica não pediu nenhuma quebra de sigilo.

A Receita não sabe dizer por que uma contribuinte de São Paulo entraria com ofício para quebra consentida de sigilo em Santo André. Por meio da assessoria da Fazenda, acrescentou que no dia 29 de setembro de 2009 "uma pessoa apareceu na delegacia de Santo André com uma procuração pedindo os dados fiscais de 2008 e 2009 de Verônica Serra". Segundo informação da corregedoria, a procuração era assinada pela própria Verônica e tinha firma reconhecida. "Diante desse ofício, a funcionária (Lúcia Milan), cumpriu o pedido e não fez nada de errado", avaliou a assessoria do Ministério da Fazenda

Ex-tucano, Osmar critica Serra e diz que aliança com Dilma ajuda ruralistas do Paraná


Segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PDT ao governo do Paraná, Osmar Dias, disse, nesta quarta-feira (1) durante sabatina Folha/UOL que é o mais indicado a defender os produtores rurais caso a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, seja eleita. Ele também criticou seu ex-colega de PSDB, José Serra, por ter "prejudicado o Estado" na Constituinte de 1988.


“Eleita a Dilma, quem é que pode defender mais a agricultura do Paraná? Eu ou o meu adversário?”, questionou o pedetista, referindo-se ao primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, o tucano Beto Richa.

Sobre Serra, o ex-tucano Osmar - que deixou o partido por conta de uma disputa interna motivada por suspeitas de corrupção no governo Fernando Henrique Cardoso -, afirmou: "É dele a emenda que manda cobrar o ICMS na distribuição da energia, e não na distribuição. Com isso, o Paraná perde R$ 500 milhões por ano", disse.

O pedetista afirmou que o ex-prefeito de Curitiba, hoje seu adversário, descumpriu um acordo para permanecer no cargo até 2012. E se disse a melhor opção para os agricultores paranaenses terem diálogo em um eventual governo Dilma.

"Não preciso pular de um helicóptero dizendo que vou ajudar os agricultores. Eles sabem que vou fazer isso", afirmou Osmar ao ser questionado se suas propostas não estão muito mais ligadas ao PSDB do que o PT.

Polícia e pedágio


Osmar afirmou que, se eleito, contratará mais de 7 mil policiais para combater a criminalidade no Estado, hoje maior do que em outras regiões por conta “da falta de policiamento especial nas fronteiras” e “do “crack, que é o motor” disso.

O segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto evitou criticar seu neoaliado, o ex-governador Roberto Requião (PMDB), por não ter contratado mais policiais. O pedetista atribuiu o crescimento do crime no Estado à necessidade do governo estadual de pagar dívidas do Banestado, banco público do Paraná que foi privatizado, diz ele “pelos aliados do meu adversário [Beto Richa, do PSDB]”.

“Não podemos achar que o policiamento na fronteira tem de ser como em todo o Estado. No Estado, precisamos recompor o contingente das polícias. Contratar 5 mil militares e 2,3 mil civis”, disse Osmar, que prometeu ainda uma policia militar de fronteira, para barrar os tráficos de armas e de drogas. “Mas precisamos de uma parceria com o governo federal. O Estado sozinho não dá conta.”

“O crack tem sido o motor dessa criminalidade. O Paraná é fronteira com outros países e, por isso, fui autor do requerimento de urgência no Senado para dar poder de polícia às forças armadas na fronteira”, afirmou o pedetista. “Nós queremos mais polícia e mais Exército na fronteira. E vamos criar a polícia militar de fronteira, treinada, capacitada e habilitada para conter esse ingresso de drogas.”

O senador, que apoiou Beto nas eleições para a prefeitura de Curitiba em 2008, acusou aliados do adversário de exagerarem nas cobranças de pedágio em rodovias estaduais. “O pedágio desse pessoal que quer voltar é dez vezes mais o que é cobrado nas rodovias federais. Claro que eu não concordo com essas tarifas. Por isso, vou criar a agência reguladora, como é determinado por lei”, afirmou.

“Mensalmente quero abrir a planilha para você dimensionar as tarifas em cima de termos reais, e não do apetite de quem tem pedágio. Se a gente fizer um cálculo do fluxo de veículos de quando os pedágios foram instalados e hoje, pode ter alterado a planilha. Quero sentar com as concessionárias e discutir isso. Este preço não está sendo justo com os usuários”, disse ele, que ainda se comprometeu a não privatizar os portos do Estado.

Neoaliado Requião


Questionado sobre se há constrangimento por ter feito aliança com o ex-governador Requião, hoje candidato ao Senado, Osmar rejeitou a ideia e disse que tem discordâncias políticas até dentro da própria família, com o irmão tucano Alvaro.

Até poucas semanas atrás, Alvaro era cotado como vice de Serra, mas acabou preterido por Indio da Costa (DEM). Isso levou Osmar a adiar o anúncio sobre se seria candidato ao governo, com apoio da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou se tentaria a reeleição no Senado, com suporte tucano.

“Se eu tenho o direito de divergir dentro da minha casa, eu tenho o direito de divergir do Requião. Mas tenho de reconhecer avanços. Essa diversidade também houve no governo Lula. O que a gente não pode é perder a convicção”, disse o pedetista. Ele atribuiu ao partido do ex-governador o atraso no anúncio de sua candidatura. “O que houve foi uma demora para o PMDB decidir não ter candidato. A demora não foi minha, foi de os partidos aceitarem a aliança, como queria o presidente Lula.”

Ao falar sobre sobre o uso de produtos transgênicos, o candidato disse que "a transgenia é um capítulo pequeno da biotecnologia, (...) responsável pelo Brasil ter um aumento de 150% na produção agrícola”.

E completou: “Nós temos uma comissão para analisar a possibilidade de plantação de transgênicos. O que nós temos que fazer é separar o tradicional e o transgênico e dar ao consumidor a possibilidade de escolher".

Questionado sobre o apoio ao então presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) nas eleições de 2006, Osmar disse que o movimento aconteceu porque o PT apoiou Requião e o deixou sem alternativa.

“Estou na base do governo Lula desde 2006. Não tem nenhum voto meu contra as políticas sociais do governo Lula.”, afirmou. “O meu partido teve um candidato à Presidência no primeiro turno em 2006, que foi o Cristovam Buarque. No segundo turno no Paraná, o PSDB apoiou minha campanha e o PT apoiou meu adversário. Foi natural.” Uol.

O sigilo de Verônica Serra


José Serra, com sua desonestidade habitual, acusou, no Jornal da Globo, Dilma no caso da "violação" de sigilo fiscal de sua filha Mônica Serra, ex-sócia de Mônica Dantas, numa empresa criada para fazer lobby na América Latina.

A acusação não resiste a uma simples análise superficial.

A acusação é fruto do desespero de Serra, que sabe que vai perder a eleição.

Se alguém quebrou o sigilo de Verônica Serra, foi gente a mando dos tucanos de Minas Gerais.

Não tinha lógica alguém do PT, muito menos Dilma Rousseff, ter quebrado, no MÊS DE SETEMBRO DE 2009, há um ano trás, o sigilo de Mônica Serra.

Primeiro, Dilma, à época da quebra do suposto sigilo, era apenas cogitada para ser a candidata de Lula na eleição de outubro.Se é assim, não fazia sentido Dilma ter mandado quebrar o sigilo da filha de Serra.

Segundo, é públlico e notório que havia, na época, uma briga figadal entre os tucanos mineiros, que apoiavam Aécio Neves, e os tucanos paulistanos, que apoiavam José Serra.

Portanto, se alguém tinha interesse de quebrar o sigilo de Verônica Serra, esse alguém seria Aécio Neves, grande rival de Serra na luta pela indicação do nome de um dos tucanos a ser o candidato do PSDB.

De uma coisa estou certo: os dados de Verônica Serra foram acessados, conforme a Receita Federal a pedido dela.Não interessa se o pedido de acesso foi feito por ela pópria ou por meio de procuração AUTENTICADA, o que indica que tem fé pública.O que interessa é que o pedido foi feito por ela.Se ela diz que não fez, resta fazer uma perícia na procuração, só assim vai se chegar a verdade, e a verdade recairá em alguém contratado pelos tucanos mineiros para ferrar Serra.

Os sabujos do PiG sabem que esta é a versão a mais consentânea com a realidade, só não têm coragem de informa ao publico com medo de melindrar Serra, candidato preferido do PiG na eleição de outubro.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

TSE nega recurso de Joaquim Roriz, aliado de Sera, e barra sua candidatura por Ficha Limpa


O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirmou nesta terça-feira, por 6 votos a 1, que o candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) é "ficha suja" e não pode concorrer nas eleições deste ano.

Os ministros entenderam que a Lei do Ficha Limpa vale para quem já renunciou, inclusive para alguém como Roriz, que o fez antes da promulgação da legislação.

"Já vem de longe a preocupação de que a renúncia pudesse ser utilizada para escapar da cassação de mandato", afirmou o relator do caso, ministro Arnaldo Versiani. "Também não vejo pertinência na evocação do principio de presunção de inocência. Isso nada tem a ver com o caso em questão. O que se trata é de quem renuncia em vias de sofrer processo disciplinar".

Acompanharam Versiani os ministros Henrique Neves, Cármen Lúcia, Aldir Passarinho Júnior, Hamilton Carvalhido e Ricardo Lewandowski.

Neves, porém, fez a ressalva de que, em sua opinião, a lei não poderia ser aplicada no pleito desse ano, pois teria alterado o processo eleitoral. O artigo 16 da Constituição Federal afirma que qualquer alteração desse processo só pode acontecer com no mínimo um ano de antecedência das eleições.

Como ficou vencido neste ponto, seguiu os demais, ao afirmar que a lei vale para quem renunciou antes da promulgação da lei.

Roriz foi alvo de impugnação por ter renunciado ao cargo de Senador, em 2007, para escapar de processo de cassação. Ele era acusado de ter quebrado decoro parlamentar, após ter sido flagrado em conversa telefônica, discutindo a partilha de cheque de R$ 2 milhões. Roriz alega que se tratava de uma discussão para comprar uma bezerra.

Foi a primeira vez que o tribunal analisou um caso específico de alguém que renunciou para evitar cassação. A Lei do Ficha Limpa estabelece que o político que faz isso fica inelegível por oito anos após o fim do mandato que ele cumpriria. Como seu mandato se encerraria somente em 2014, ele fica inelegível até o final de 2022, quando ele terá 86 anos.

O advogado de Roriz, Pedro Gordilho, afirmou que a lei não poderia retroagir para prejudicar seu cliente. Ele também argumentou que, quando renunciou ao cargo, Joaquim Roriz não conhecia o teor da representação que pedia sua cassação na época e que a mesa diretora do Senado ainda não havia analisado aquele pedido.

"O que se discute são temas caros do Estado Democrático de Direito. É a segurança jurídica, a irretroatividade das leis, a presunção de inocência, a certeza de que o clamor não é o método correto de interpretação das leis", afirmou Gordilho.

O único ministro que concordou com os argumentos apresentados pela defesa de Roriz foi o ministro Marco Aurélio Mello, para quem a inelegibilidade é uma "sanção" e não poderia retroagir. "Aqui, a situação concreta é de retroação da lei", disse.

O candidato ainda poderá recorrer ao STF, alegando que a Lei do Ficha Limpa é inconstitucional. Ele continuará no páreo até que o Supremo julgue seu recurso. Se eleito, ele poderá ser cassado já no exercício de seu mandato, caso o tribunal não julgue o possível recurso até lá. Folha.com

Receita diz que filha de Serra pediu acesso a dados fiscais


Do G1, em Brasília

A assessoria da Receita Federal informou oficialmente na noite desta terça-feira (31) que o acesso aos dados fiscais sigilosos da empresária Verônica Serra, filha do candidato à Presidência José Serra, foi motivado e feito a pedido da própria contribuinte.

Na noite desta terça, o site do jornal "O Estado de S. Paulo" informou que o sigilo fiscal de Verônica Serra tinha sido violado, a exemplo do que aconteceu com o vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge, e outras três pessoas ligadas ao partido.

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, disse, após tomar conhecimento da informação da assessoria da Receita, que quer aguardar antes de fazer uma manifestação definitiva. Mas afirmou que, para ele, "a palavra da Receita, por ora, vale pouca coisa". "Para mim, não é definitivo. Vamos aguardar o esclarecimento dos fatos", declarou.

Segundo a Receita, os dados fiscais da filha de Serra foram acessados pela analista tributária Lúcia de Fátima Gonçalvez Milan, lotada na agência da receita em Santo André (SP).

“O acesso às informações foi feito a pedido da própria contribuinte Verônica Serra”, afirmou a assessoria de imprensa da Receita Federal, em Brasília.

Segundo a Receita, há documentos que provam que o acesso feito pela servidora nos dados sigilosos da filha do tucano foi feito “por necessidade de trabalho, de forma legalizada”.

Antes de dar detalhes sobre o nome do contribuinte que solicitou o acesso, a receita já havia informado que Lúcia de Fátima teve motivos profissionais para acessar os dados sigilosos. A corregedoria informou que a funcionária não teve responsabilidade sobre os vazamentos das informações sigilosas.

Na última sexta, o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, disse que não havia motivação eleitoral no vazamento de dados fiscais sigilosos de integrantes do PSDB, que levou a uma investigação conduzida pela corregedoria do órgão. Ele atribuiu o fato à existência de um suposto “balcão de compra e venda de informação” no órgão.

PT: suposta violação de sigilo de filha de Serra pode ser "guerra tucana"


O chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, afirmou nesta terça-feira (31) ao Terra que a suposta violação do sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do presidenciável José Serra, pode até ser fruto de uma disputa interna entre caciques do PSDB. Carvalho observou que a campanha da petista Dilma Rousseff não tem qualquer relação com o suposto acesso imotivado das informações tributárias de Verônica e pediu "prudência" na condução da nova denúncia.

"Acho que tem que ter muita prudência nessa história porque ocorreu em setembro do ano passado. As hipóteses são muito amplas. Pode ser um comércio para chantagem e é bom lembrar que naquela época setembro do ano passado havia uma guerra tucana entre os tucanos de Minas e os tucanos de São Paulo", disse o chefe de gabinete de Lula ao Terra.

Reportagem do jornal O Estado do São Paulo aponta que documentos da investigação da Corregedoria da Receita Federal revelam uma violação do sigilo fiscal de Verônica Serra no dia 30 de setembro de 2009. O acesso teria sido feito pela funcionária Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, que trabalha na agência da Receita em Santo André (SP).

"Para a campanha da Dilma nunca interessou fabricar dossiês. Ela há muito concluiu que, do ponto de vista eleitoral, é de uma ineficácia absoluta para nós", completou Carvalho. "O episódio É uma bala de prata que pode ser uma bala perdida da guerra entre eles. Reflete desespero e uma necessidade absoluta de criar um fato político para alterar um quadro eleitoral que está se desenhando", completou o dirigente do PT, que condenou a exploração eleitoral do episódio.

Redação Terra

Falta de criatividade

Fatos e factoides


Para tentar virar o resultado da eleição de outubro, que até agora aponta Dilma Rousseff como provável vencedora já no primeiro turno, a oposição busca desesperadamente o que chama de “fato novo”.


Este é o único produto em alta na campanha tucana no momento.

Com o “fato novo” procura-se um acontecimento que, usado calculadamente, poderia provocar impacto suficientemente forte para mudar o rumo da eleição, ou que, pelo menos, teria força para frear Dilma e manter a chance de levar Serra ao segundo turno.


Chama a atenção pergunta surgida no ex-blog do ex-prefeito carioca Cesar Maia, tutor de Indio da Costa, candidato a vice na chapa de Serra: “Drew Westen dizia, dois meses antes das eleições de 2008 nos EUA, que Obama precisava criar um fato novo. A quebra do Lehman Brothers encarregou-se disso. Aqui, isso não deve ocorrer. Então, o quê?”

Maia é o introdutor do factoide na cena brasileira. Mas factoide não é uma mentira. É um fato inexistente até ser usado como ato de manipulação política. Factoide é uma criação do jornalista e escritor norte-americano Norman Mailer, que deu esse sentido à expressão.


Factoides são os únicos recursos existentes no arsenal da oposição brasileira na campanha eleitoral. A força do factoide não está no fato em si, mas na forma com que é usado.

Nos últimos dias, mais uma vez, os fatos foram usados como factoides. Sempre com a obsequiosa ajuda da imprensa dita isenta e imparcial.


Simultaneamente à divulgação de novas pesquisas que ampliam a vantagem de Dilma Rousseff, reapareceu o episódio da quebra do sigilo fiscal de Eduardo Jorge, da direção do PSDB. É um fato grave. A Receita Federal fez o que devia. Abriu sindicância interna e descobriu que houve três acessos irregulares a dados pessoais de outros contribuintes tucanos. Os funcionários responsáveis devem pagar isso.


Eis aí o exemplo de um fato transformado em factoide.

Atribuíram a responsabilidade do ato irregular a Dilma Rousseff ou à equipe de campanha dela sem que haja provas. É um factoide de uma leviandade sem par, como atestam as duas declarações abaixo:


“Não é a primeira vez, isso vem de muitos anos. Lembram do dossiê dos aloprados do qual fui vítima?”, disse Serra.

“Dilma Rousseff tem de dar uma satisfação. Ela é a candidata dessa turma que praticou o ato ilegal”, atacou o senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB.

Serra, hoje, é o candidato preferido pelos militares que apoiaram a tortura durante a ditadura militar. Seria, então, o caso de se perguntar: qual é a responsabilidade do candidato tucano com aquelas atrocidades? Honestamente, nenhuma.

Serra e aliados erraram desde o início. Apostaram sempre na desconstrução de Dilma Rousseff. Em consequência, nos palanques e no horário eleitoral gratuito de rádio e tevê, a oposição não tem o que dizer.

De qualquer forma, ainda há tempo de Serra reconstruir a campanha. Talvez, não mais para ganhar, mas somente para perder dignamente e, assim, poder contar aos netos do início ao fim a história de sua trajetória política.


Mauricio Dias


Fonte:CartaCapital

Altamiro Borges: “Cala boca, Willian Waack”


Um vazamento de áudio, na quinta-feira passada (26), expôs a postura arrogante do âncora do Jornal da Globo, que vai ao ar no final da noite. No momento em que a Dilma Rousseff rebatia as acusações levianas sobre a quebra de sigilo fiscal de dirigentes tucanos, Willian Waack deixou escapar a frase: “Manda calar a boca”. Diante da difusão do vídeo pela internet, somente agora a TV Globo emitiu uma nota pedindo desculpas aos telespectadores pela “falha técnica”.

Por Altamiro Borges


Segundo o sítio Comunique-se, a poderosa emissora garante que Willian Waack não se referiu à presidenciável, mas apenas pediu silêncio à equipe, já que o barulho “prejudicava a concentração dos apresentadores”. Mesmo assim, a lacônica nota tenta enterrar o constrangedor episódio: “Aos telespectadores, a TV Globo pede desculpas pela falha”. Nem o pedido de desculpa nem, muito menos, a estranha justificava devem convencer os que acompanham o trabalho deste jornalista.

Servidor do Instituto Millenium

Willian Waack nunca escondeu a sua oposição frontal ao governo Lula. Com seus comentários e suas caretas, ele sempre procura desqualificar as iniciativas do atual governo, em especial às que se referem à política externa e aos métodos democráticos de diálogo com os movimentos sociais. Seus alvos são as “amizades” de Lula com “ditadores populistas”, como Hugo Chávez, Cristina Kirchner e Evo Morales, e a sua “conivência” como movimentos “fora da lei”, como o MST.

No seminário do Instituto Millenium, em março passado, ele foi um dos mestres de cerimônia do convescote dos barões da mídia e ficou visivelmente empolgado com os incontáveis ataques ao “autoritarismo do governo Lula”. Na ocasião, a direita midiática procurou unificar sua pauta para a campanha presidencial e deixou explícito que concentraria todo o seu fogo contra a candidata Dilma Rousseff. Willian Waack foi uma das estrelas desta conspiração direitista e golpista.

Entrevista ou provocação policialesca

Mesmo após o lamentável episódio do vazamento do áudio, o apresentador segue caninamente as orientações traçadas no Millenium. No Jornal da Globo de ontem, que iniciou uma nova série de entrevistas com os presidenciáveis, ele se postou como um torturador diante da ex-ministra, no mesmo tom provocador do seu coleguinha Willian Bonner. Não fez nenhuma pergunta sobre as propostas da candidata ou sobre temas de relevo para a sociedade. Tentou, apenas, desgastá-la.

Como observou o blogueiro Luis Nassif, a entrevista procurou explorar factoides, insistindo nas especulações sobre quebra de sigilo fiscal, fatiamento do futuro ministério, influência de José Dirceu e outras bravatas demotucanas. “Surpreendente, porque Waack é dos mais preparados jornalistas da televisão. Se descesse do pedestal para discutir conceitos com a candidata, poderia ter proporcionado aos telespectadores um dos momentos altos do jornalismo nessa campanha”.

Momento de revolta do âncora

Mas não dá mais para esperar “jornalismo sério” de Willian Waack. Seus compromissos hoje são outros. O vazamento do vídeo simplesmente pode ter expressado um momento de ira do âncora da TV Globo, indignado com o definhamento da candidatura do demo-tucano José Serra e com crescimento de Dilma Rousseff. Afinal, os telespectadores não seguem mais as suas opiniões e as suas caretas. Na prática, a sociedade está mandando um recado: “Cala boca, Willian Waack”.

Povo de favela de São Paulo aplaude Lula e vaia Kassab

Veja como são as coisas, dia desses Serra disse no guia eleitoral que Lula não investiu em favelas de São Paulo.Como Serra criticou Lula sem combinar com o povo, sobrou para Kassab, seu aliado incondicional.

Apesar da lei eleitoral, ouve menções durante o ato à sua preferida para sucedê-lo, a candidata Dilma Rousseff (PT). Lula abreviou seu discurso depois da notícia do nascimento de seu neto Pedro, nascido em São Paulo. Mesmo assim, em um clima de quase histeria, foi exaltado pelos moradores a cada movimento, o que não aconteceu com o governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), e muito menos com o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM).

Kassab teve de apelar a brados com o nome de Lula da comunidade de Paraisópolis e ao centenário do Corinthians, para ofuscar as vaias.

Menos conhecido do público, Goldman, que sucedeu Serra no governo paulista, sofreu mais no início do seu discurso. No fim, aplausos modestos.

Antes mesmo da chegada de Lula, o mestre de cerimônias, alertou aos moradores: "Não preciso nem dizer em quem vocês vão votar aqui, não é?", insinuou, para em seguida, entoar jingles eleitorais do presidente. No fim, Lula passou seu microfone a um repentista que cantou "Dilma vai ser a frente, e você vem novamente".

Lula parabenizou os moradores de Paraisópolis pelo resultado de um leilão que rendeu R$ 4 milhões a serem aplicados no combate ao analfabetismo de cerca de 12 mil pessoas da região. A venda incluiu o terno utilizado pelo petista na sua primeira posse, em 2003.

O investimento feito em Paraisópolis conta com recursos federais, estaduais e municipais. O PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) em Paraisópolis soma quase R$ 319 milhões e vai beneficiar 21 mil famílias. Lula deve nesta terça-feira, participar dos festejos do centenário do Corinthians, clube do qual é torcedor, no Parque São Jorge. Uol.

Dilma: país está chegando quase no pleno empregoA


Com o crescimento mais acelerado da economia, o Brasil precisa de trabalhadores mais qualificados para os próximos anos. Hoje, a candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff, apresentou hoje algumas de suas propostas para ampliar a qualificação da mão-de-obra e incentivar a inovação tecnológica.

Dilma teve um encontro com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, e debateu essas questões. “Passamos a ter o problema da era do crescimento. E um deles é que como o Brasil está chegando quase no pleno emprego nós vamos precisar qualificar bastante a mão-de-obra para dar conta desse processo.”

Segundo o presidente da CNI, as escolas do Sesi e o Senai já funcionam de forma conjunta: aulas do Ensino Médio num turno e formação profissional em outro. "Temos a mesma proposta de integrar os dois. Num período, o aluno faz Ensino Médio e no outro o ensino profissionalizante. Isso pode ser feito pelas escolas publicas e também pelas escolas privadas, através do PróMédio.”

O Pró-Médio é o programa que vai funcionar como o Prouni e, por meio de bolsas de estudo, ajudará jovens carentes a ter formação técnica e profissionalizante nas instituições privadas . A candidata se compromete também a criar uma instituição federal de ensino técnico em cada município com 50 mil habitantes ou mais.

Inovação

Na conversa entre Dilma e Andrade, surgiu uma proposta para incentivar a inovação tecnológica no país. Segundo ela, o presidente da CNI contou que pode ser criada uma espécie de certificado ISO (qualidade total) para as empresas que mais investem em inovação dos processos produtivos. Dilma aprovou a ideia.

“Essa é uma das questões mais estratégicas do país no próximo momento. Tem de haver uma parceria entre governo federal e iniciativa privada para incentivar empresas a inovar", disse. "Os empresários falam em ISO de inovação. Tem ISO para várias práticas, de governança e de meio ambiente, por exemplo. E eles levantam essa questão que achei importante. A empresa seria melhor pontuada se tivesse mais investimentos em inovação.”

Salário mínimo

Dilma afirmou que, se for eleita, manterá a política de reajuste do salário mínimo adotada durante o governo Lula. Para ela, a atual fórmula é que garantiu os sucessivos aumentos reais do rendimento. Hoje, foi divulgada a proposta de salário mínimo em 2011.

Na área social, ala descartou também a possibilidade de fazer uma nova reforma previdenciária. Segundo Dilma, as contas da Previdência precisa de ajustes pontuais e não de uma mudança ampla. “Eu não acho que a questão da Previdência seja a mais importante para o país no próximo período. O mais importante são as reformas Tributária e Política.”

Fonte:Dilma 13

Padilha: oposição cria "palanque fictício" com caso Eduardo Jorge


O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou nesta terça-feira (31), que setores oposicionistas buscam criar um "palanque fictício" ao transformar o episódio de violação do sigilo fiscal do vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge, em uma "questão eleitoral". Para o coordenador político do governo, a supervalorização do episódio EJ pela oposição reflete a dificuldade dos partidos adversários à gestão Lula de formar palanques sólidos em nível regional.


"Tanto a Receita quanto a CGU (Controladoria Geral da União) e outros órgãos de apuração interna do governo são exemplares em punir qualquer servidor que cometa irregularidade. Vamos tratar isso dessa forma. O que não admitimos é que a oposição ao presidente Lula tente transformar isso em uma questão eleitoral, em um palanque eleitoral. Parece que tem gente que não consegue fazer palanque eleitoral nos estados e fica querendo criar um palanque fictício em cima de uma questão interna que está sendo apurada pelo governo federal", declarou Padilha, ao acompanhar o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ao Congresso Nacional.

Na avaliação de Padilha, não há politização nas atitudes do Fisco - ainda que a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo tenha informado que a entidade sonegou 13 volumes da investigação a Eduardo Jorge. "A Receita Federal tem seus procedimentos para situações como essa, para a apuração de uma irregularidade que está sendo apurada pela Corregedoria e vai cumprir todos os procedimentos que estão naquilo que é interno da Receita e naquilo que a lei estabelece. O fundamental é que as pessoas podem ter total tranqüilidade que o governo não admite uma irregularidade como essa. Tem seus procedimentos para apuração, assim como já apurou em outros momentos", salientou o ministro.

"A Receita está cumprindo exatamente seus procedimentos e vai cumprir os procedimentos que estão estabelecidos pelas regras internas da Receita e pela lei. Vai apurar essa questão de forma exemplar como sempre apurou em relação a outros servidores que possam ter cometido qualquer irregularidade nas instituições", completou.

O ministro, que já respondeu, durante a campanha eleitoral, aos ataques de Indio da Costa, candidato a vice-presidente da chapa de José Serra, disse ainda que a oposição usa desde o começo uma tática de criar factoides e atacar os adversários como forma de tentar reverter a desvantagem apurada nas pesquisas de intenção de votos. "Acho que é uma tática desde o começo. Acho que a oposição desde o começo optou pela tática da agressão, do ataque, de criar factoides, situações fictícias. Acho que é de quem não consegue fazer palanque nos estados. E aí cria um palanque fictício", afirmou.

Ele ainda garantiu que não há intenção em atacar a oposição: "vamos manter a nossa postura de desde o começo: a cada ataque ou agressão que a oposição fez nós não respondemos e não caímos nesse nível. Nós mantemos a nossa postura de muita tranquilidade e de ficar apresentando a Dilma como a pessoa mais preparada para dar continuidade às obras do presidente Lula".

Convocação de Mantega

Em resposta a um requerimento de convocação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentado nesta terça pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR), Padilha disse que "todos os esclarecimentos" sobre o episódio Eduardo Jorge já foram feitos.

"O ministro Guido Mantega exigiu e cobrou da corregedoria da Receita uma atitude de forma bastante ágil para a apuração desse fato", observou ele. O requerimento de Dias vai a votação na manhã desta quarta-feira (1).

Fonte: Terra

Taí uma boa ideia

Projeto Samuzinho integra crianças de Petrolina

Do JC Online

Doze crianças alunas da escola Jacob Ferreira, no Cosme e Damião, bairro da zona oeste de Petrolina, começaram a fazer parte parte do Projeto Samuzinho, que consiste numa iniciativa do SAMU do município sertanejo.

A ideia é mostrar a essas crianças como é o dia a dia do profissionais, em que casos se deve acionar o serviço e porque os trotes devem ser evitados. Além de transformar estes pequenos cidadãos em agentes propagadores das atividades do SAMU, o principal objetivo é conscientizá-los sobre os transtornos causados por trotes. Dados da Secretaria de Saúde de Petrolina apontam que, no último mês de julho, das 6.232 ligações feitas para o serviço, 2.344 foram trotes.

"Os alunos chegam aqui sem saber ao certo o que é o SAMU, então fazemos o trabalho explicativo, capacitamos essas crianças para que elas possam ser agentes multiplicadores não somente nas escolas onde estudam, mas sobretudo, na comunidade onde vivem. Tudo é explicado com uma liguagem fácil e acessível a todos os participantes", destaca a enfermeira, coordenadora do Núcleo de Estudos em Urgências e do projeto Samuzinho, Elaine Matter.

Os alunos que fazem parte do projeto são escolhidos pela direção da escola e obedecem a alguns requisitos como assiduidade, boas notas e faixa etária entre 7 e 12 anos. As aulas acontecem uma vez por semana, em dois turnos – a equipe é dividida em duas – e contempla noções básicas de primeiros socorros, dentre outros aspectos.

O primeiro bairro a ser contemplado com a iniciativa do Samuzinho foi o São Gonçalo, de onde partiam muitas ligações de trote. A idéia do SAMU é estender o projeto para mais escolas públicas e privadas de Petrolina.

Dilma contesta Serra sobre verbas para favelas de São Paulo


Vestida de blazer azul e com a pompa de ex-ministra da Casa Civil, a candidata Dilma Rousseff praticou o que parece ser seu esporte preferido, numa coletiva à imprensa em São Paulo, na tarde desta segunda-feira (30): desdobrou-se em números para contestar o oponente José Serra (PSDB). As favelas de Heliópolis e Paraisópolis, na capital paulista, centralizaram o duelo dos presidenciáveis.

Serra a acusou de "propaganda enganosa" no horário eleitoral, por ter apresentado a urbanização das duas comunidades. "O governo federal anunciou que o Lula vai a Paraisópolis inaugurar. Inaugurar o quê? Lá, tem um conjunto habitacional que foi feito pelo município. Tem um dinheiro federal lá, de 20% a 30% (...) Depois vai para a televisão e não dá ideia de quem está fazendo aquilo", atacou o candidato tucano.

Auxiliada por papéis, Dilma contestou o rival e listou os investimentos federais nas obras de urbanização dos bairros pobres. Em 19 de dezembro de 2007, o contrato de Heliópolis. Segundo a petista, 40% das obras são tocadas pela Prefeitura de São Paulo; dos R$ 203 milhões investidos, R$ 148,4 milhões são provenientes dos cofres federais, "para 1.427 novas moradias e para recuperar 1.343 casas". Há ainda trabalhos de organização fundiária, pavimentação e saneamento.

Dilma vira a folha. Agora, os dois contratos de Paraisópolis, assinados em 26 de dezembro de 2007. No primeiro, com a prefeitura, do total de R$ 238,2 milhões, R$ 106,3 milhões vêm do governo federal. No segundo contrato, com o governo do Estado - Dilma enfatiza: "do ex-governador Serra" -, dos R$ 80,6 milhões aplicados na construção de moradias, R$ 56,6 milhões são federais.

"Respondi a uma crítica e estou respondendo", disse Dilma, no contra-ataque. Segundo ela, a população de Heliópolis e Paraisópolis não pensa igual a Serra em relação à origem dos recursos.
Terra.

O Datafolha se defende



Brasiliana.0rg


Mauro Paulino, do Datafolha, respondeu às críticas pesadas (e técnicas) que vem sofrendo dos demais institutos de pesquisa.


Por Luis Nassif*

É uma tarefa inglória. Primeiro, pelos antecedentes. Quando a pesquisa Datafolha começou a desgarrar inexplicavelmente do histórico das demais pesquisas (inclusive as suas próprias), Paulino foi um dos principais estimuladores dos atos de represália contra os concorrentes. Foi por orientação sua que o PSDB invadiu a sede do Instituto Sensus acompanhado da polícia e de um repórter da Folha. Lá dentro, um estatístico procedeu às investigações recebendo instruções técnicas por celular.

Bastaria esse episódio para marcar Paulino e a Folha pelo resto da vida.

Mas não se ficou nisso.

O desenrolar das pesquisas demonstrou dois problemas sérios com o Datafolha:

Primiero, a fragilidade técnica de suas pesquisas. Restou comprovado que o instituto falhou fragorosamente ao optar pela pesquisa em ponto de fluxo em uma eleição em que havia enorme assimetria de informação entre os eleitores.

Ao tentar justificar a metodologia, Paulino se enreda mais ainda. Defende como melhor técnica mostrar o retrato dos eleitores no momento e não projetar o resultado final da eleição.

Essa história de tirar o retrato da criança dia a dia não convence nem os leitores remanescentes da Folha. É o mesmo que um pai chegar para um médico e perguntar que tamanho seu filho terá aos 18 anos. O médico bom arriscará um palpite, baseado em diagnósticos. O médico despreparado responderá: “Hoje, aos 13 anos, seu filho tem 1,60″.

A tentativa de colar no Vox Populi a campanha do Fernando Collor é risível: em vez de criminalizar, na verdade cola um atestado de competência no rival. Afinal, Collor fez uma campanha vitoriosa.

As ilações seguintes expõem mais ainda a fragilidade da argumentação de Paulino.

Em pesquisas tornadas públicas pode-se optar por alguns desses métodos preditivos, típicos das pesquisas engajadas. É uma decisão excitante do ponto de vista jornalístico. Para que medir o presente se o futuro pode ser revelado? Fora o risco de não concretização, inerente a qualquer predição, os mais atentos podem se perguntar se o método seria aplicado, nas pesquisas feitas para divulgação, caso não favorecesse o candidato certo.

A troco de quê a TV Bandeirantes e o iG contratariam publicamente pesquisas que poderiam não ser divulgadas? Ao pretender transferir as suspeitas que pesam contra si, Paulino coloca no mesmo balaio o instituto adversário e seus contratantes.

O “se” é um argumento propício a quem não tem argumentos para se contrapor aos dados reais.

Tem-se duas pesquisas: uma (da Vox) que mostrava Dilma na frente; outra (do Datafolha) que mostrava Serra na frente. As diferenças superavam a margem de erro. Como descobrir qual era a pesquisa manipulada? Bastaria aguardar a marcha dos acontecimentos e saber qual estava certa e qual estava errada. A errada era a do Datafolha, óbvio.

E aí se entra no segundo ponto – bem mais delicado – do caso Datafolha: o inexplicável salto de 10 pontos de Serra às vésperas da sua indicação como candidato à presidência.

Diferenças entre dois institutos podem ser explicadas por razões metodológicas. Quando, no momento mais crucial da campanha, uma determinada pesquisa de um instituto destoa das demais pesquisas do mesmo instituto, tem gato na tuba.

Enquanto não houver uma explicação satisfatória para a infausta pesquisa de 28 de março – por satisfatória, entenda-se, até admitindo erros técnicos – pesará eternamente sobre o Datafolha e a Folha a suspeita de manipulação.

Da Folha

MAURO PAULINO

De Collor a Dilma

Pesquisas feitas para Dilma buscam, como as de Collor, prever comportamentos

PESQUISAS DE opinião foram decisivas na eleição de Collor. Para a criação do caçador de marajás utilizaram-se, pela primeira vez, pesquisas engajadas para moldar uma candidatura à Presidência, no Brasil. Foi também a primeira eleição em que a mídia contratou pesquisas com abrangência nacional para acompanhar as reações dos eleitores.

São pesquisas de naturezas diferentes, com métodos e objetivos diversos. Umas ajudam a fazer a história e outras colaboram para contá-la. Ambas assumem papéis relevantes e legítimos e, se feitas por uma mesma empresa, há de haver cuidado para que o engajamento não contamine análises e resultados tornados públicos.

A partir da interpretação dos resultados de uma pesquisa nacional, Collor concluiu que o “imaginário popular” abrigaria a sua personagem. As inserções na TV, exibidas entre março e maio de 1989, elaboradas no tom exato definido pelos pesquisadores, fizeram-no disparar de 17% para 42%, como apuraram pesquisas públicas do Datafolha. Considerando o eleitorado atual, equivaleria a 1 milhão de brasileiros convertidos a cada dia. Ou 15 Mineirões lotados por dia.

Diversos pleitos apresentaram movimentos parecidos. Deve ser estimulante para pesquisadores engajados acompanhar os efeitos imediatos de suas ações, medindo-os em milhões. Neste ano, com o desejo de continuidade, a cada exposição de Dilma na TV tantos milhões foram informados de sua ligação com Lula e novos patamares de intenção de voto foram sendo atingidos a cada aparição em massa da dupla.

As pesquisas feitas hoje para Dilma são semelhantes às da campanha de Collor. Por meio de técnicas específicas buscam a predição de comportamentos. Basicamente, fornecem apenas aos entrevistados de sua amostra informações que chegarão mais adiante a grande parte dos eleitores. Testam assim eficácia de estratégias e potencial de crescimento de seu contratante.

Em pesquisas tornadas públicas pode-se optar por alguns desses métodos preditivos, típicos das pesquisas engajadas. É uma decisão excitante do ponto de vista jornalístico. Para que medir o presente se o futuro pode ser revelado? Fora o risco de não concretização, inerente a qualquer predição, os mais atentos podem se perguntar se o método seria aplicado, nas pesquisas feitas para divulgação, caso não favorecesse o candidato certo.

Ao informar apenas aos entrevistados, antes da declaração do voto, que, por exemplo, Dilma é do PT, ou Dilma é do Lula, uma pesquisa pode mesmo antecipar o que vai ocorrer depois que muitos souberem disto. Mas, para que isso se concretize em intenção de voto, as informações devem chegar para muitos, da mesma forma que chegou aos entrevistados. Por isso, o Datafolha não dá essas informações aos seus entrevistados.

Dilma e Serra chegaram empatados no início de julho. Em meados de agosto, após o início da cobertura intensiva das eleições pelos telejornais, Dilma abriu vantagem de oito pontos. Após o início da campanha, ela cresceu mais seis pontos, e continua em ascensão. É um movimento até que brando, se comparado ao de 1989.

Na Folha, cada um desses movimentos foi explicado tecnicamente, a partir de fotografias de cada momento desta eleição. O que explicaria a vantagem de Dilma sobre Serra já no início de junho? Misturar pesquisas preditivas com outras, em médias e projeções acadêmicas, quando se conta com poucos institutos, pode comprometer o registro histórico da eleição. Melhor optar por umas ou por outras.

Há quem proponha uma guerra de pesquisas. Melhor não contarem com o Datafolha. Certa vez, o evolucionista Richard Dawkins, convidado a debater com criacionista, afirmou: “Não vou provê-los com o oxigênio da credibilidade”.

MAURO PAULINO é diretor-geral do Datafolha

*Matéria originalmente publicada no site do Luis Nassif


Comentário do Terror

Esse Mauro Paulino é um baita picareta.O cara frauda, manipula, rouba pesquisa para favorecer Serra e ainda critica os concorrentes.Estúpido!

Serra é mentiroso

IPEA:Brasileiro está otimista com situação econômica


Não deixe o Brasil retroceder.



Os brasileiros estão otimistas com a situação socioeconômica do País, revelou o Índice de Expectativas das Famílias (IEF), divulgado nesta terça-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O índice foi apurado através de pesquisa domiciliar inédita realizada em 3.810 domicílios em 214 municípios, em todas as unidades da federação. O indicador ficou em 62,75 pontos em agosto, em uma escala de zero a 100.

A região Centro-Oeste apresenta a maior pontuação de otimismo das famílias em relação aos próximos 12 meses (68,14 pontos), enquanto a região Sudeste registra a menor (59,09 pontos), o que indica um grau de moderação para a situação socioeconômica nacional.

Para o mês de agosto, a expectativa média das famílias no que diz respeito à situação econômica do País no curto prazo aponta que 58,03% delas acreditam que o Brasil passará por melhores momentos nos próximos 12 meses.

Além disso, 55,4% das famílias acreditam em melhores momentos para os próximos cinco anos. A proporção de famílias que acredita que o País passará por piores momentos é de 19,24% para o curto prazo e de 15,9% para o médio prazo.

Finanças das famílias

O índice apontou ainda que, em agosto, 73% das famílias brasileiras pesquisadas indicaram estar melhor financeiramente hoje que há um ano. Em contrapartida, apenas 20% sentem-se em pior situação atualmente. As regiões Centro-Oeste e Norte possuem maior proporção de famílias que acreditam ter melhorado sua condição financeira (82%), seguidas de perto pelo Nordeste (78%).

O otimismo é menos pronunciado quando se consideram as expectativas médias das famílias em relação ao consumo. Cerca de 53% delas acreditam que o presente seja o momento ideal para aquisição de bens de consumo duráveis, contra 37% que acreditam que o atual momento não é propício para isso. A região Nordeste é aquela na qual o otimismo é maior, com 64% das famílias acreditando ser um bom momento para o consumo.

Dívidas

A pesquisa mostrou ainda que 45% das famílias declararam não ter dívidas, ao passo que, em relação ao rendimento familiar mensal, pouco mais de 11% das famílias responderam estar muito endividadas. Segundo o levantamento, 76,7% dos responsáveis pelos domicílios se sentiam seguros em sua ocupação atual, o que representa um patamar coerente com o observado em pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e a Pesquisa Nacional de Emprego (PNE). AE