segunda-feira, 3 de maio de 2010

Cândido Vaccarezza:Justiça Eleitoral comete excessos ao punir Lula


É o que eu venho dizendo há tempo.Nunca antes na História deste país a Justiça Eleitoral atuou tão descaradamente em favor ad oposição golpista, incompetente e corrupta.

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza, saiu em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (3), e criticou o que classifica de "excessos" da Justiça Eleitoral no julgamento de representações de partidos de oposição, que questionam uma suposta propaganda eleitoral antecipada em favor da pré-candidata petista Dilma Rousseff.

Na avaliação do parlamentar, que comentou as duas novas representações encaminhadas pelo Democratas (DEM) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), está havendo um excesso de "cuidado" dos ministros do TSE em julgar as ações impetradas pela oposição, situação que, no limite, poderia estar até tolhendo, segundo ele, o direito de Lula e da imprensa em geral de se manifestar sobre o País nos próximos anos.

"As ações vamos ter até o fim das eleições. Qualquer coisa (que aconteça) eles vão entrar na justiça. Está havendo um excesso. Faltou melhor presteza nossa (de definir em lei de forma mais clara os limites da pré-campanha), mas por parte dos julgadores está havendo excesso de cuidado nos julgamentos", disse o líder governista.

"A dimensão que tem o presidente falar é muito menor que a televisão dizer que a Dilma é a candidata do Lula. A julgar do jeito que estão julgando as ações do PSDB, daqui a pouco todos os jornais e televisões deverão ser censurados", completou o parlamentar.

Nas comemorações pelo Dia do Trabalhador no sábado (1º), o presidente Lula, que estava ao lado da ex-ministra da Casa Civil, defendeu o "sequenciamento" de seu governo. "Deixarei a Presidência da República (...) sabendo que fizemos muito, mas sabendo que ainda falta muito por fazer neste País porque a gente não consegue consertar os erros de quinhentos anos apenas em oito anos. É preciso mais tempo, mas é preciso que tenha sequenciamento. Ô Dilma, você viu o que eu falei? Sequenciamento", afirmou o presidente na ocasião.

Para Vaccarezza, as manifestações de Lula são "falas equilibradas". "Não era comício", ponderou, concluindo ser lógica a dedução do chefe do Executivo de que seus dois mandatos não poderão solucionar todos os problemas do País. "É claro que não é possível resolver os problemas do Brasil em oito anos".


Terra

Dilma defende Reforma Tributária e mais recursos para Saúde


A pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, disse nesta segunda (3) que o Brasil precisa de mais recursos para financiar o sistema de Saúde. Em sua avaliação, esse financiamento maior para o setor pode vir de uma Reforma Tributária. Dilma concedeu entrevista coletiva em Uberaba (MG), onde participou da abertura da feira ExpoZebu.


“Acho que faz parte de todo um processo que já dei várias declarações a respeito: sou a favor de Reforma Tributária no Brasil que simplifique a tributação, que reduza a tributação e que torne mais ágil e eficiente a economia. E de outro lado sou a favor de ter recursos maiores para a Saúde”, afirmou a pré-candidata.

Sobre uma possível volta da CPMF, ela disse que essa questão não está sendo discutida. “Reconhecidamente, e não sou só eu que falo isso, há uma deficiência no financiamento da Saúde no Brasil. Quando compara recursos para a saúde no Brasil e olha o que é destinado nos outros países do mundo estamos destinando menos. Quando perdemos a CPMF não tivemos como recompor os R$ 40 bilhões, porque você não estala os dedos e aparecem os R$ 40 bilhões”, disse.

Segundo ela, o fim da CPMF teve dois efeitos negativos: diminuiu os recursos para a Saúde e não houve queda nos preços de produtos, como alegavam os críticos do tributo. “Se a alegação era redução de tributos, nós perdemos de dois lados. Perdemos porque era dinheiro para Saúde e perdemos porque no bolso de cada brasileiro não teve efeito nenhum.”

Código Florestal

Perguntada sobre a reforma do Código Florestal, um tema que interessa muito ao setor agropecuário, Dilma defendeu uma negociação entre produtores rurais e ambientalistas do projeto em discussão no Congresso Nacional. Para ela, esse acordo seria possível porque as duas partes concordam com o objetivo a ser alcançado.

“Isso [o novo código florestal] é uma questão que está no Congresso e está fazendo parte de um processo de negociação, que tanto do ponto e vista ambiental e do ponto de vista economia, quanto maior a área preservada ou a área explorada tanto maior vai ser a produtividade”, disse ela.

Dilma explicou que é melhor para os agricultores uma área de produção mais contínua (e não em várias parcelas de uma propriedade), assim como para os ambientalistas também interessa mais uma área ampla de preservação ambiental.

“Do ponto de vista ambiental, cada pequena parcela não é vantajosa, porque não garante uma extensão significativa para reduzir o impacto. Do ponto de vista do uso econômico da terra, quanto mais contínua for a reserva, melhor", explicou. "Então eu acho que é possível encontrar um acordo e construir uma negociação justamente na medida em que essas duas questões estão interligadas. A reserva legal parcelada é ruim tanto para o agricultor quanto para o ambientalista. Por isso estou extremamente otimista com a possibilidade de um acordo.”

Fonte: dilmanaweb.com.br

DEM vai à Justiça porque não tem argumentos



Na manhã desta segunda-feira (3), o DEM ingressou com uma representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contra sua pré-candidata, Dilma Rousseff e a Central Única dos Trabalhadores (CUT). A oposição alega campanha antecipada nos atos do 1º de Maio. "A oposição tem dificuldades de encontrar outros tipos de argumentos para desqualificar o presidente", afirmou Márcio Silva, advogado que coordena a equipe jurídica do PT.


Em evento organizado por centrais sindicais em São Paulo, Lula disse: "quero vir aqui falar bem do próximo presidente, que vocês sabem quem eu quero que seja". "Quero que continue o mesmo projeto de governo", afirmou Lula que se antecipou e já respondeu a possíveis ataques da oposição. "Muitas pessoas vão dizer que é um ato político porque eu vim. Agora, os sete anos que os outros vieram, não foi".

Para se preservar das críticas da oposição, Lula tem ido a eventos de caráter político somente nos finais de semana e fora de seu horário de expediente no Palácio do Planalto.

O TSE contabiliza mais quatro processos contra o presidente e pelo mesmo motivo. O advogado disse ainda que toda movimentação de Lula com Dilma será alvo de impugnação. "Isto é de se esperar", acrescenta. Questionado se o PT ingressaria com um processo contra o adversário tucano, José Serra, por conta do evento evangélico em Santa Catarina, Márcio Silva disse que ainda precisa analisar os áudios do evento. Contudo, adianta que sua opinião pessoal não é favorável à "judicialização" das pré-campanhas. "Ficar fazendo isso sem muito critério banaliza e foge ao escopo do tribunal", disse.

No 1º de Maio, Serra foi para longe das manifestações sindicais de São Paulo, Estado do qual ele foi governador até final de março. Em Camboriú (SC), o tucano advogou em causa própria e pediu aos fiéis presentes no 28º Congresso Internacional de Missões que orassem por "sabedoria para enfrentar as lutas e desafios daqui por diante". Os pastores "entenderam o recado" e pediram abertamente aos fiéis que orassem para que Serra seja eleito presidente.

Guerra judicial

A nova representação do DEM contra Lula é só mais uma batalha da longa guerra judicial que promete dominar a campanha presidencial deste ano. Para se preparar para esta guerra, os partidos estão montando verdadeiros esquadrões de advogados. Defensores ligados a PT e PSDB preveem que campanha será muito judicializada e que terão de agir em mais fronts.

Segundo reportagem do jornal Folha e S. Paulo, faltando poucos detalhes para a contratação dos defensores, os nomes à frente dos times jurídicos dos partidos não devem ser novos, mas a estrutura, o número de advogados e a complexidade do trabalho deverão ser bem maiores que nas últimas eleições.

Os advogados Ricardo Penteado e Márcio Silva trabalharam nos últimos três pleitos presidenciais para o PSDB e o PT, respectivamente, e a escolha deles para atuar na coordenação das equipes é praticamente certa, segundo os partidos.

Apesar de calejados após três eleições, Penteado e Silva dizem que as dificuldades do pleito deste ano serão novas, já que em 2010 a questão do uso da máquina pública na campanha estará mais em evidência.

Eles lembram que, em 1998 e 2006, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva buscavam a reeleição ancorados em bons índices de popularidade e o suposto uso da máquina não gerou maiores problemas às candidaturas.

Em 2002, quando o presidente era FHC e José Serra era o candidato do PSDB -e em tese, poderia ocorrer um questionamento sobre o uso da máquina pelos tucanos-, Serra procurou desvencilhar sua imagem da do governo FHC, e o assunto não foi central para as equipes jurídicas dos partidos.


"Neste ano nossa preparação está sendo maior porque as questões sobre uso da máquina são mais complexas. As investigações sobre esse tipo de irregularidade são complicadas e, como ela se apresenta de muitas formas disfarçadas, vamos ter mais trabalho para apontá-las à Justiça Eleitoral", diz Ricardo Penteado.

Márcio Silva, que já atuou na defesa de Lula ao lado do então advogado e atual ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) José Antonio Dias Toffoli, também prevê que o tema será o mais espinhoso. "Não é razoável que o governo pare porque tem uma candidata. Mas certamente não é nada fácil demonstrar onde está a linha entre o que o governo pode e o que não pode fazer antes das eleições."

O time jurídico do PSDB deverá contar com dez advogados do escritório de Penteado em São Paulo, o Malheiros, Penteado, Toledo e Almeida Prado, e da banca do advogado José Eduardo Alckmin, ex-ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitora), em Brasília.

Prevendo uma acirrada batalha jurídica, Silva apresentou à direção do PT uma proposta de formação de equipe mais complexa, com seis núcleos de atuação, cada um chefiado por um advogado.

Também é dada com certa a atuação do advogado e ex-ministro da Justiça de Lula Márcio Thomaz Bastos na defesa do PT na campanha.
O deputado José Eduardo Cardozo, que não disputará a eleição, está atuando como uma espécie de coordenador jurídico informal de Dilma.

Os advogados não revelaram à Folha os valores dos contratos a serem fechados com os partidos. Mas, para se ter uma ideia das quantias envolvidas, nas eleições de 2006 os defensores do PSDB e do PT receberam cerca de R$ 2 milhões e R$ 1,5 milhão, respectivamente, segundo dados do TSE.

Agenda em Minas

Nesta segunda, os pré-candidatos visitam o mesmo evento no segundo maior colégio eleitoral do País, Minas Gerais. Em Uberaba, a petista e o tucano serão recebidos na cerimônia de abertura oficial da 76ª ExpoZebu que, no ano passado, contabilizou 300 mil visitantes. Está é a segunda vez em que os adversários Dilma e Serra visitam o mesmo evento e no mesmo dia. A outra ocasião se deu em Ribeirão Preto, São Paulo, na última quinta-feira (29). O tucano e a petista visitaram 17ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, a Agrishow.

Vermelho, com agências

Governo José Serra:Total de homicídios em São Paulo é o maior desde 2007


É este o homem que quer criar um Minstério de Segurança Pública para combater a criminalidade.



Tanto no Estado quanto na capital os assassinatos aumentaram

João Varella, do R7.Texto



O número de assassinatos no primeiro trimestre deste ano em São Paulo é o mais alto desde 2007, tanto na capital quanto no Estado, segundo dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública). No total, 1.224 pessoas foram vítimas de homicídio doloso [quando há a intenção de matar] no Estado de janeiro a março de 2010. Na capital, houve 376 assassinatos nesse período.

O número de homicídios na capital representa um terço do total de mortes no Estado, um descompasso com a proporção da população, que é de um quarto, segundo estimativa populacional do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em entrevista ao R7, o superintendente da organização não governamental Instituto São Paulo Contra a Violência, José Roberto Bellintani, chama a atenção para o fato de a capital puxar neste trimestre a média de homicídios por habitantes.

– Desde 2000, tradicionalmente a capital ajudava a baixar o índice.

Em relação ao primeiro trimestre de 2009, os homicídios na capital aumentaram 23%. No Estado, o aumento é de 7%. O especialista, no entanto, diz que não é possível ainda avaliar se o aumento na violência é uma tendência. Para ele, o crescimento deste trimestre pode ser um episódio isolado.

– Seria necessário avaliar como e onde aconteceram essas mortes

Lula:Dilma foi meu braço direito no governo

Entrevista exclusiva concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao jornal Correio do Estado, do Mato Grosso do Sul


Publicada em 03 de maio de 2010


Jornalista: Em sua visita em 8 de maio de 2009 para a inauguração do Trem do Pantanal, o senhor prometeu que o trecho entre Miranda e Corumbá seria concluído até o final de seu mandato e que o senhor viria ao Estado inaugurar a viagem. O compromisso será cumprido, considerando que, até agora, nada foi investido desde então?

Presidente: Naquela ocasião, nós estávamos convencidos de que era perfeitamente possível concluir o trecho Miranda-Corumbá ainda este ano, beneficiando o turismo e todo o Estado. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) havia feito um acordo com a concessionária, a ALL. Mas nós verificamos que seus termos não asseguravam a modernização efetiva do trecho da ferrovia do Trem do Pantanal, de modo a possibilitar o transporte de passageiros com conforto e segurança. O próprio trecho que inauguramos no ano passado, de Campo Grande a Miranda, permite que a velocidade chegue só a 30 km/h, que é muito baixa. Por essas razões, a ANTT vai refazer o acordo com a concessionária com o objetivo de assegurar que o trem circule com velocidade mínima de 50 km/h. Para isso, a empresa terá de investir R$ 226 milhões em toda a extensão da ferrovia, de Campo Grande a Corumbá. O novo acordo deve ser assinado nos próximos dois meses e só então terão início as obras, como trocas de dormentes e de trilhos e a recuperação da estrutura de pontes metálicas. Se a concessionária não aceitar os novos termos ou não cumprir o que ficar acertado, a ANTT iniciará o processo para retomar a concessão para a União, que será transferida a outros grupos que se comprometam a concluir o projeto.

Jornalista: Qual o montante investido com recursos federais em Mato Grosso do Sul em seu segundo mandato? Quanto foi investido em Campo Grande, em Corumbá, em Dourados e em Três Lagoas?

Presidente: Os investimentos, transferências e outras despesas da União direcionados para o Estado do Mato Grosso do Sul, no meu segundo mandato, totalizam R$ 3,17 bilhões. Os valores gastos pela União com todos os municípios do Estado, somam R$ 4,97 bilhões. Isso significa que a União gastou com o governo e as prefeituras do Mato Grosso do Sul, o total de R$ 8,14 bilhões. Em relação aos municípios citados, temos os seguintes números: para Campo Grande, a transferência de recursos, a partir de 2007, somou R$ 1,39 bilhão; Dourados, R$ 484,81 milhões; Corumbá, R$ 210,25 milhões; e Três Lagoas, R$ 146,81 milhões. Nunca o governo federal investiu e repassou tantos recursos para o Mato Grosso do Sul como nesse período.

Jornalista: A fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai é marcada pelo tráfico de drogas e de armas, devido, entre outros fatores, à pobreza que assola a região. Um possível aumento no repasse de verbas do Brasil ao Paraguai, por meio da Hidrelétrica de Itaipu, pode amenizar essa situação? Além disso, que outras medidas o governo federal pretende tomar para acabar com o caos que impera na fronteira?

Presidente: Hoje em dia, do ponto de vista econômico, nenhum país é uma ilha. Por isso, é importante que nossos vizinhos estejam trilhando o caminho do progresso, o que estimula o desenvolvimento das nossas relações comerciais e fortalece os blocos regionais, beneficiando a todos. Nós temos empreendido esforços para combater o desequilíbrio entre os países e para atenuar as desigualdades regionais. No caso do Paraguai, um de nossos principais parceiros e membro do Mercosul, temos negociado o pagamento de preços mais vantajosos, e justos, pela cessão da energia de Itaipu não usada pelo país e também a construção de uma linha de transmissão que permitirá transportar energia elétrica até Assunção, acabando com as interrupções do fornecimento na capital e estimulando a industrialização do país. Creio que essas iniciativas concretas vão contribuir para irradiar a riqueza e fomentar o progresso do Paraguai, mesmo nas regiões mais pobres e isoladas de seu território, como a fronteira com o Mato Grosso do Sul. Quanto ao tráfico, este será um dos temas do meu encontro com o presidente Fernando Lugo. Nós defendemos uma política de corresponsabilidade entre países produtores, de trânsito e consumidores de drogas ilegais. Há dez dias, a nossa Polícia Federal renovou os termos de cooperação policial com a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad) por mais dois anos. O Brasil tem prestado apoio logístico à Senad na erradicação de plantações de maconha. No ano passado, foram destruídos 1 mil hectares de plantações em território paraguaio e com isso foram evitados que cerca de 2 mil toneladas da droga chegassem ao Brasil. No ano passado, demos início à Operação Sentinela, mobilizando a Receita e polícias federais e estaduais para intensificar a fiscalização de pessoas, veículos, embarcações e mercadorias que circulam nas fronteiras dos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e Amazonas. Por fim, o governo tem investido na aquisição de aviões não tripulados e com equipamentos de alta tecnologia, como câmeras de alta definição com visão noturna, para a vigilância de fronteiras. Os dados vão permitir que as forças de segurança brasileiras possam identificar movimentações suspeitas de pessoas, veículos, barcos e aviões e fazer a abordagem instantaneamente .

Jornalista: O PT e PMDB são rivais em Mato Grosso do Sul. O governador André Puccinelli declarou, mais de uma vez, que não vai montar palanque para Dilma Rousseff, se Zeca do PT insistir em concorrer às eleições. E Zeca já reafirmou sua determinação de disputar o Governo do Estado. Diante deste cenário, o senhor virá a Mato Grosso do Sul fazer campanha para Zeca do PT?

Presidente: Vocês sabem que eu nunca fui de desistir diante da primeira dificuldade e que tenho trabalhado para termos candidaturas únicas da nossa base aliada nos Estados. Não sei se as coisas já estão sacramentadas. Eu sei muito bem que circunstâncias locais podem dificultar essa unidade. Em 2006, tive de lidar com palanques duplos. Fiz comícios, participei de encontros e gravei programas de tevê para os aliados que disputavam os governos estaduais, mas me apoiavam nacionalmente. Em 2010, vou priorizar os lugares onde a base já chegou a um acordo pela unidade. Quando as duas candidaturas forem inevitáveis, isso não me impedirá de fazer campanha pela Dilma no Estado e de me empenhar para que os candidatos da base aliada estejam unidos pela candidata escolhida para disputar a minha sucessão.

Jornalista: Por que o senhor acha a ex-ministra Dilma Rousseff a melhor pessoa para presidir o Brasil? No primeiro turno das eleições de 2006, o senhor obteve 35% dos votos no Estado. A última pesquisa publicada no Correio do Estado (em 19/04/2010) mostra que, hoje, 74% dos sul-mato-grossenses aprovam seu governo. O senhor acredita que pode transferir essa popularidade a Dilma?

Presidente: Como você mostrou muito bem, o índice de aprovação do nosso governo vem crescendo consideravelmente. O que precisa ficar claro é que eu não sou o responsável único por essa popularidade. Há uma equipe excelente trabalhando comigo para implementar as políticas que, pela primeira vez nos últimos cinqüenta anos, estão combinando crescimento econômico com distribuição de renda e democracia política. E a pessoa que mais contribuiu para a implementação das nossas políticas, foi exatamente a ex-ministra Dilma Rousseff. O seu desempenho foi uma coisa excepcional. Ela foi meu braço direito no governo. Portanto, não é uma questão de transferência de popularidade, já que ela ajudou, e muito, a construir essa popularidade, pela sua dedicação, pelo seu trabalho e pelo seu compromisso com esse projeto que está transformando o Brasil. Trata-se, isto sim, de fazer chegar essa informação a todos os eleitores, uma vez ela sempre procurou agir e fazer a máquina andar e nunca se preocupou com os holofotes, em mostrar o quanto era importante o seu trabalho.

Garcia: programa de governo Dilma deve mobilizar sociedade


Na abertura do Encontro Nacional Extraordinário de Setoriais do PT, na Câmara Municipal de São Paulo, sexta-feira à noite (30/4), o assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, iniciou parte das discussões internas sobre o programa de governo da pré-candidata Dilma Rousseff.


Coordenador do documento, Garcia expôs aos petistas um panorama do governo Lula e ressaltou a necessidade de mobilização social em torno da campanha petista. "Vamos ter que afinar a viola".

- É um conjunto de diretrizes (o programa "A grande transformação). Não é a imposição de um partido. Deixamos claro que seria um projeto oferecido aos partidos e à sociedade brasileira. Teremos que coordenar as elaborações que estão sendo feitas e debater com os outros partidos. Alguns têm pouca experiência, outros têm mais - explicou Garcia.

Mais cedo, Dilma havia feito a palestra inaugural do encontro de 15 setoriais do PT, que devem formular pontos de seu programa. Na sessão reservada à militância, Garcia traçou alguns dos procedimentos para os debates - primeira exigência: menos prolixidade.

- Os documentos precisam ser curtos. Se for muito longo, nem nós vamos ler... Se você tem mais de cinco prioridades, você não tem nenhuma. Você deve ter cinco, seis, sete, e ponto - fincou.

Nesta segunda, uma reunião em Brasília discutirá o método dos trabalhos e as comissões. Na quarta, será traçada uma plataforma para interagir na internet, por meio de um blog ou site. Garcia quer integrar setores não-partidários à discussão do projeto presidencial de Dilma.

- Temos que trabalhar o conjunto da sociedade... O problema do programa de governo é de elaboração, mas também de mobilização... A eleição é um momento privilegiado de mobilização da sociedade.

O assessor especial da presidência avaliou que, nos primeiros quatro anos de governo, Lula conseguiu "acertar o quadro de caos social e econômico" e refutou as semelhanças com a gestão de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002): "Não há continuidade de política econômica".

- Nesses sete anos e quatro meses houve uma retomada de crescimento econômico. E essa retomada se fez com distribuição de renda, equilíbrio macroeconômico e redução de vulnerabilidade externa - declarou, logo na abertura, ressaltando que outros países cresceram, mas enfrentam críticas por não ter um regime democrático.

Num momento de análise das forças políticas na campanha de 2010, Marco Aurélio Garcia ironizou a aproximação do pré-candidato José Serra (PSDB) com o lulismo.

- O pós-Lula é a Dilma, vamos deixar isso claro! Aqueles que fizeram oposição durante sete anos agora querem esconder. Todo mundo é lulista. Serra é o maior lulista que tem... Quem tem condições de dar a continuidade são aqueles que estiveram comprometidos nesse processo - defendeu o professor, citando a ex-ministra da Casa Civil como legítima sucessora.

Durante o mês de maio, os debates internos serão acelerados, para que o esboço inicial do programa seja debatido com os partidos aliados (PMDB, PC do B, PR, PDT e PRB). "É sistematizar e transformar em temas de grandes debates da sociedade", ressaltou Garcia. Para ele, "o Brasil tem uma estrutura complicada, federativa, com algumas questões que não sabemos de quem é a responsabilidade" - e exemplificou com os setores da segurança, educação e saúde.

Fonte: Terra Magazine

Veja, a reserva de mentiras

A revista Veja destacou três repórteres para aquilo que deveria ser uma reportagem definitiva sobre a suposta ameaça de o Brasil ter seu território produtivo amputado por milhares de reservas de proteção ambiental e destinadas a grupos étnicos específicos.

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa

A publicação que mais vende no país chega a afirmar que "áreas de preservação ecológica, reservas indígenas e supostos antigos quilombos abarcam, hoje, 77,6% da extensão do Brasil".

Segundo a revista, se a conta incluir ainda as cidades, os assentamentos para reforma agrária, os portos, as estradas e outras obras de infraestrutura, o total do território proibido para "atividades produtivas" chegaria a 90,6% e os brasileiros do futuro teriam que se contentar em produzir numa área do tamanho de São Paulo e Minas Gerais.

Tamanho nonsense, enunciado no início da reportagem, deveria bastar para afastar qualquer leitor com algum sentido de realidade. Mas Veja parece ter definitivamente aderido a alguma seita movida a alucinógenos pesados. E viaja no preconceito.

Entrevista inexistente

A revista afirma que existe uma organização altamente articulada que se dedica a congelar grandes fatias do território nacional, formada por organizações não governamentais e apoiada por antropólogos. Essa suposta "indústria da demarcação" seria a grande ameaça ao futuro do Brasil.

O texto embrulha no mesmo pacote reservas extrativistas da Amazônia – onde a produtividade econômica é muitas vezes superior à da pecuária, gera mais emprego e produz e distribui mais riqueza –, não diferencia áreas de proteção de áreas de exploração restrita, confunde conceitos antropológicos e inventa pelo menos uma declaração.

O antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, do Museu Nacional do Rio de Janeiro, distribuiu no sábado (1/5) uma mensagem na qual garante que a citação de uma frase sua por parte da revista é uma completa mentira.

Para fundamentar uma de suas afirmações, Veja atribui ao antropólogo a frase segundo a qual "não basta dizer que é índio para se transformar em um deles. Só é índio quem nasce, cresce e vive num ambiente cultural original". Castro assegura que não deu a entrevista, que não pensa assim e que considera a reportagem "repugnante".

Veja acaba de inventar a reserva de frases manipuladas.

Em nome da fé tucana

PT entrará com ação contra PSDB por uso de verba pública em evento evangélico

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, afirmou nesta segunda-feira (03) que o partido deve entrar ainda hoje com uma representação contra o PSDB por uso de verba pública no encontro religioso que recebeu o pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, como convidado de honra, em Santa Catarina.

Conforme revelado na edição desta segunda-feira da Folha, juntos, o governo de Santa Catarina e a Prefeitura de Camboriú (84 km de Florianópolis), ambos administrados por correligionários de Serra, destinaram R$ 540 mil para a realização do 28º Congresso Internacional de Missões --quase dois terços da verba usada pelo evento.

Para Dutra, o dinheiro usado na realização do evento é "dinheiro público desviado de suas funções, portanto irregular". "Encomendamos um advogado para tratar da questão", disse.

Questionado sobre se a representação poderia ser uma faca de dois gumes diante do patrocínio de estatais federais nos eventos de 1º de Maio na capital paulista --onde compareceram o presidente Lula com a pré-candidata petista, Dilma Rousseff--, Dutra disse que a diferença é que, no caso de São Paulo, o dinheiro usado era de patrocínio.

"O evento da CUT foi pago com propaganda de estatais que sempre fizeram, sempre mandaram dinheiro de patrocínio. No caso de SC é claramente dinheiro público, de orçamento", disse.

Outro lado

Por meio de sua assessoria, o PSDB afirmou que vai esperar o PT entrar com a representação oficialmente para se manifestar a respeito.

A segunda tortura de Eros Grau


Por Gilson Caroni Filho - do Rio de Janeiro



Ex-militante comunista, Grau capitula frente ao terrorPor sete votos a dois, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu arquivar a ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que contestava a Lei da Anistia, mantendo vedada a possibilidade de processar torturadores. Já que, tal como tal como no poema de Bandeira, a decisão assegura que a única coisa a fazer é tocar "um tango argentino", vale a pena analisar a lógica do voto do relator, ministro Eros Grau que, na ditadura, foi preso e torturado nas dependências do DOI-CODI.

Para ele, a lei foi fiadora de uma "transição pacífica para a democracia" e não pode ser julgada com lógica de outra época, senão a do regime militar. Talvez, mesmo invocando o poeta Mario Benedetti, Eros Grau tenha se esquecido de alguns detalhes sobre a “lógica da época". Vivíamos uma ditadura que nasceu e se afirmou como contra-revolução. Um golpe que expressou a reação de um bloco de poder às reivindicações, lutas e conquistas de operários, mineiros, camponeses e outras categorias do mundo do trabalho.

Em geral, os golpistas também estavam combatendo as propostas e realizações de movimentos e governos de cunho reformista. A ascensão das classes sociais subalternas, tanto agrárias como urbanas, como possíveis sujeitos de reformas sociais e democráticas, precipitou a reação em moldes militaristas. Para atingir seus propósitos, principalmente a partir de 1968, o poder estatal, enquanto monopólio da violência, alargou sua ação por todos os círculos da vida privada, anulando, na prática, o espaço do privado. O terror e a barbárie espalharam-se pelo tecido social da sociedade civil até os mais distantes recantos e poros. Como falar em negociação nesse cenário? Quais os termos em que se daria? Há pacto possível entre algozes e totalidades desconstruídas pela negação de sua própria humanidade?

A questão da legalidade da ditadura torna-se crucial porque o terror não foi excesso de funcionários sádicos – embora, óbvio, eles existissem –, mas metodologia de Estado. Foi para viabilizar um modelo de capitalismo monopolista dependente que se estruturou a Doutrina da Segurança Nacional e a Lei de Segurança que dela decorreu. Os comandos militares, com apoio de conhecidos grupos empresariais, fizeram do anticomunismo paranóico a razão em nome da qual procuraram justificar os crimes perpetrados. Para empreender a luta contra o que chamavam de subversão, instalou-se no país uma desapiedada máquina repressiva, capaz de todas as violências e de todos os horrores.

Seqüestrou-se à vontade, sumiu-se com muita gente, torturou-se, matou-se sob o pretexto de dar combate ao comunismo. A isso tudo, uma parcela da esquerda se opôs tanto em 1968 e na década de 1970, com a resistência armada, como posteriormente, a partir de 1974, com a ascensão do movimento democrático de massas. Estava claro que o terror era instrumento imprescindível para a imposição de uma política de concentração de renda e da entrega da economia nacional ao estrangeiro.

O ex-militante do PCB, hoje juiz do Supremo, está correto quando pondera que “era ceder e sobreviver ou não ceder e continuar a viver em angústia. Em alguns casos, nem mesmo viver". Mas incorre em erro ao afirmar que “quando se deseja negar o acordo político que efetivamente existiu, resultam fustigados os que manifestaram politicamente em nome dos subversivos". Com efeito, Eros Grau parece não se dar conta de que para acalentar esperanças, fica-nos o dado da experiência. Parece ter desaprendido que, em política, o formal não corresponde ao real. A realidade, a nova realidade, pode, de repente, impor ritmos e decisões que uma análise puramente formalista da situação não só não apreende como acaba por produzir um equívoco deplorável.

Nos novos tempos, o jogo político aberto, que só é aprofundado com a permanente participação popular, demonstra sua força de condutor concreto da vida nacional. Evitar bloqueios e desvios que tantos já começam a temer era o papel que se esperava do STF. Ao não rever, dentro de sua competência constitucional, a Lei da Anistia, absolveu o regime militar de suas mais tenebrosas patologias.

Talvez, além de Benedetti, o relator devesse ter lido um trecho de belo artigo de Hélio Pellegrino*: "O corpo, na tortura, nos acua para que nos neguemos enquanto sujeitos humanos, fiéis aos valores que compõem o nosso sistema de crenças".

Com seu voto, Eros Grau quedou-se frente ao passado, garantindo ao torturador seu segundo êxito. Há fantasmas que sempre reaparecem com recados políticos claros. Não é de bom tom rezar as orações que eles pedem. O antigo militante revisitou, togado, as dependências do terror. Um retorno tramado por capitulação que se disfarça de consciência jurídico-política.

* O texto citado encontra-se na coletânea A burrice do demônio, publicado pela editora Rocco, em 1988.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Correio do Brasil e do Jornal do Brasil

domingo, 2 de maio de 2010

Brasil da era Lula:Brasil atrai mão de obra especializada de todas as partes do mundo

Correio Braziliense - 02/05/2010

Trabalhadores de todos os cantos do mundo estão de olho nas oportunidades brasileiras. O setor de construção civil, por exemplo, deve aquecer o mercado nos próximos anos porque há escassez de profissionais qualificados em muitas áreas.

A projeção do Brasil no exterior e o bom desempenho da economia frente à crise mundial, desencadeada em 2008, despertou o interesse de profissionais estrangeiros no país. Graças ao crescente número de investimentos e à falta de mão de obra qualificada em algumas áreas, como mineração e construção civil, caíram as fronteiras do recrutamento para profissionais qualificados. Grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, só devem aumentar a vinda desses trabalhadores para o país.

Prova disso está nas estatísticas. As autorizações trabalhistas concedidas aos estrangeiros pelo governo brasileiro, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), duplicaram entre 2004 e 2008, embora o órgão tenha registrado uma queda em 2009. (Veja o quadro). Entretanto, a expectativa é de que o número de concessões aumente em 2010 e ultrapasse as 42.914 permissões concedidas no ano passado. “O mercado brasileiro é muito bom. O Brasil tem uma capacidade de evolução inimaginável. É um país ótimo para se trabalhar e tenho certeza de que com a descoberta do pré-sal, por exemplo, as oportunidades de trabalho crescerão ainda mais”, destaca o italiano Alessandro Bennici, de 47 anos, que trabalha com tecnologia da informação e está no país a serviço da Engineering do Brasil.

A vinda dos estrangeiros está relacionada à implementação de projetos, aquisição de máquinas, criação de indústrias e tecnologia. Em muitos casos, eles são responsáveis por supervisionar a montagem de máquinas importadas, por exemplo, ou repassar um conhecimento específico aos profissionais brasileiros. E o setor industrial é o que mais necessita da mão de obra estrangeira, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, especialmente, na área da exploração e produção de petróleo e gás na plataforma continental brasileira.

“Os profissionais estrangeiros autorizados a trabalhar no Brasil trazem uma grande contribuição ao desenvolvimento do país. São pessoas que carregam conhecimentos específicos e atuam para implementar projetos de grande importância e que vão gerar empregos e oportunidades para todos, afirma Paulo Sérgio de Almeida, coordenador-geral de imigração do MTE.

Os projetos de infraestrutura do país devem movimentar nos próximos anos mais de R$ 1 trilhão. As obras da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estão a todo vapor e profissionais especializados já fazem falta. Segundo a Associação dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura (Aneinfra), o mercado brasileiro necessita de trabalhadores no setor da construção civil. “Os investimentos de grande porte, como os que serão feitos na Copa e nas Olimpíadas, certamente atrairão mão de obra estrangeira para o Brasil. O ideal é que tivéssemos profissionais suficientes para suprir a demanda, entretanto não dá para mudar a situação de uma hora para outra”, ressalta Renato Angelim, diretor e administrador financeiro da Aneinfra.

A dinâmica da economia brasileira impressiona recrutadores e os consumidores mais exigentes do mundo. Para se ter uma ideia, o governo estima que os investimentos estrangeiros por aqui cheguem aos U$ 40 bilhões em 2010, o que representa um salto de 60%, se comparado aos dados do ano passado. “Apesar da necessidade das reformas política, previdenciária e tributária, a nossa situação é uma das melhores em nível mundial. Isso chama a atenção dos investidores estrangeiros, tanto para a área produtiva, quanto para investimentos no mercado financeiro”, aponta Alexandre Guimarães, presidente da Associação dos Analistas de Investimentos do Distrito Federal (Apimec-DF).

O setor agrícola brasileiro, por exemplo, destaca-se como o maior produtor da América Latina, sendo a única região do mundo, juntamente com a África, a ampliar a capacidade produtiva com a contratação de profissionais de fora. “O Brasil é um país que respeita a diversidade cultural. Entretanto, é importante lembrar que não só profissionais gabaritados estão adentrando nossas fronteiras. Devemos ficar atentos para evitar que estes trabalhadores acabem sendo explorados, por falta de conhecimento, no nosso território”, alerta Paulo Illes, coordenador do Centro de Apoio ao Migrante (CAMI).

Mais do que Deus, ninguém!


Segundo Roberio de Ogum, plano espiritual mostra Dilma eleita

Inspirado nas previsões do astrólogo Oscar Quiroga, que na edição da revista Veja de 21 de abril afirmou que a conjunção astral indica vitória do tucano José Serra nas eleições presidenciais deste ano, o site de CartaCapital decidiu consultar outros “especialistas” em assuntos astrais, esotéricos e afins.

Na parte I dessa série, a cigana Mirian Stanescon viu na carta Ilô Romano, um 2010 bom para as mulheres em várias áreas e que Dilma Rousseff poderia se sair bem na disputa eleitoral, ajudada pela carta do coração. Desta vez, quem faz a previsão é Robério de Ogum, pai de santo que já errou algumas previsões e acertou outras tantas.

Depois de buscar vidência, ao entrar em contato com entidades espirituais, Robério concluiu que “se as eleições fossem hoje, Dilma seria eleita”. Isso porque ela está muito bem iluminada espiritualmente, sem angústias. Por outro lado, Serra arrasta um problema político e kármico muito grande. “Ele traz pessoas junto a ele que, politicamente, estão muito desgastadas, com baixa energia. O karma político dele está pesado por conta das pessoas que estão em volta dele”, afirma o pai de santo.

Por fim, o vidente não vê outra pessoa assumindo a presidência: “ela é a nova presidente. Não estou dizendo que eu acho, eu digo, ela é”.

Não perca as próximas previsões que serão publicadas ao longo dos próximos dias.

Quem terá razão? Os astros, a carta cigana, ou o mestre espitirual?
CartaCapital.

Presidente da Apeoesp: "Somos vítimas de perseguição política"


Em entrevista ao Blog do Dirceu, a presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores de São Paulo), Maria Izabel Azevedo Noronha, denuncia que a entidade está sendo vítima de perseguição política e fala sobre a recente paralisação da categoria, que durou um mês e envolveu cerca de 210 mil trabalhadores.

A greve revelou a face truculenta e autoritária do governo José Serra em São Paulo, incapaz de dialogar com os movimentos sociais. Pelo contrário, tratou-a com repressão policial, cassetete, perseguição funcional - enfim, à moda de governo tucano encarar as lutas sociais como caso de polícia.

Como a Apeoesp compreende o parecer favorável ao PSDB e ao DEM dado pela Procuradoria Geral Eleitoral que acusa a entidade de ter "promovido propaganda eleitoral antecipada negativa" com a recente greve?

Maria Izabel - A Apeosp e eu própria nos consideramos vítimas de perseguição política. Estou sendo perseguida por não pertencer ao partido do ex-governador José Serra e por dizer o que penso. Como presidenta legitimamente eleita do maior sindicato da América Latina, com 174 mil associados, cujo patrão é o governo estadual, tenho todo o direito de avaliar este governo e de dizer que não recomendamos para o Brasil o tipo de gestão que temos no Estado de São Paulo

Como você analisa a repressão policial e outras formas de perseguição desencadeadas contra os professores que exerciam o seu direito de greve?

Maria Izabel - São intoleráveis, próprias de um regime autoritário que o povo brasileiro já superou. Não podemos admitir este tipo de ataque contra a liberdade de organização, expressão e manifestação e ao livre exercício do direito de greve, já reconhecido pelo STF aos servidores públicos.

Como a Apeoesp avalia o pagamento de bônus e a adoção de reajustes "por mérito" para professores adotada pela dupla Serra/Paulo Renato?

Maria Izabel - Mostram que para o governo de São Paulo educação não é prioridade e que não há compromisso com a valorização do magistério. Bônus, gratificações e política de mérito são formas excludentes de esconder que o Estado não tem política salarial para os servidores públicos e para os professores, em particular. Nove anos de pagamento de bônus não melhoraram substancialmente a escola pública estadual. Ao contrário, no ensino médio está havendo um refluxo na aprendizagem dos alunos. Se todos os recursos aplicados no pagamento de bônus tivessem sido aplicados em reajustes salariais, hoje não teríamos perdas acumuladas que exigem uma reposição de 34.5%.

A política de mérito do governo prejudica, de cara, pelo menos 80% da categoria, que ficam sem direito a qualquer reajuste. Mesmo o pagamento de 25% de aumento aos restantes 20%, que precisam ser aprovados em prova de conhecimentos, fica condicionado a disponibilidades orçamentárias a cada ano. Ou seja, num ano podem ser 10%, em outro, 5%, em outro 1% e assim por diante.

O que o magistério paulista precisa é de um plano de carreira que valorize o trabalho do professor em sala de aula, valorizando o salário base e criando formas adequadas de progressão funcional.

Qual proposta a Apeoesp levará à próxima Assembléia de avaliação do movimento? A greve poderá ser retomada?

Maria Izabel - Estamos debatendo as melhores propostas para a continuidade do movimento. A greve é um instrumento de luta, mas há outros, e vamos utilizá-los. Vamos manter a pressão e a mobilização pelo atendimento de nossas reivindicações. São Paulo é o Estado mais rico da federação e, ainda assim, está em 14º lugar quanto ao pagamento de salário aos professores, entre todos os Estados. Isto não pode continuar.

GOLEADA DO CONSERVADORISMO

O conservadorismo ganhou de goleada, 7 a 2, no Supremo Tribunal Federal ao rejeitar ação da Ordem dos Advogados do Brasil no sentido a lei da anistia não contemplar torturadores e assassinos do período da ditadura. Os ministros usaram argumentos que não resistem a menor análise, como, por exemplo, ao afirmarem que a referida lei foi promulgada depois de um acordo político resultado de um amplo debate. Não foi. A lei foi votada no Congresso sob pressão dos militares, que no dia da votação ocuparam as galerias esperando o resultado.

A memória dos Ministros não funcionou. Esqueceram que na época, em 1979, existiam senadores biônicos, que não eram submetidos ao voto popular e faziam tudo que o amo, ou melhor, o general de plantão mandasse. Lá se vão 31 anos, o que em história não é nada. Outro erro de interpretação, a anistia promulgada não abrangeu todos brasileiros. Os presos políticos que participaram da luta armada tiveram as penas reduzidas pelo último presidente de fato, o general João Batista Figueiredo. Não foram anistiados propriamente. Lamentável é o Ministro Eros Grau, um ex-preso político que foi torturado na ditadura, segundo noticiário dos jornais, ter esquecido tudo isso e apresentar o relatório que apresentou.

Como se tudo isso não bastasse, fora o médico legista Amílcar Lobo, que assinava laudos falsos que visavam esconder os verdadeiros motivos da morte de um preso político, ninguém mais foi julgado e punido. Ou seja, mais um item surrealista abrangido pela anistiaL contemplar quem torturou, assassinou e até roubou influi nos dias atuais. Estimula a impunidade para os agentes da lei, que continuam praticando ilegalidades em vários níveis.

Alguém pode estar perguntando, mas que agentes da lei, fardados ou não, roubaram? A viúva do Presidente João Goulart, Maria Tereza Goulart, segundo afirmou, teve suas jóias surrupiadas por militares e posteriormente reconheceu o que era de sua propriedade sendo utilizado por outras pessoas.

É esta gente que os Ministros do STF contemplaram.

Mas nem tudo está perdido. Alguns ministros admitiram que a lei poderá ser reinterpretada pelo Congresso. A OAB poderá levar a questão para fóruns internacionais como a Corte de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos. Países sul-americanos como Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai abriram os arquivos e condenaram a prisão até ex-presidentes-ditadores, como Juan Maria Bordabery, que pegou 25 anos por estar implicado no assassinato, em Buenos Aires, de opositores ao regime ditatorial uruguaio como o Senador Zelmar Michellini e o deputado Gutierrez Ruiz.

No contexto sobre comentários relacionados com a decisão do STF, o recorde em matéria de sandice ficou com o senador Demóstenes Torres, do Demo de Goiás. Ao defender o veredicto dos Ministros e compará-lo com países do Cone Sul, o parlamentar, demonstrando qual é a dele, afirmou que nos países onde torturadores dos mais altos escalões estão sendo punidos “a democracia é instável”. O certo, claro, é exatamentente o contrário. Pois é, imagina que isso foi dito por um senador da República. Dá para imaginar o nível dos atuais políticos no Brasil.

A propósito, como a eleição está se aproximando é bom que os brasileiros fiquem atentos aos fatos e pronunciamentos para se ter maior clareza de quem é quem na disputa, não só presidencial, como para os demais cargos. Como os brasileiros de um modo geral não são fortes em matéria de memória, é importante recordar fatos e cobrar dos políticos um mínimo de coerência. Muitos deles mudam de opinião conforme a maré. Querem um exemplo, em 1988, quando das discussões na Assembléia Constituinte, o atual candidato tucano, José Serra, votou e defendeu inúmeros tópicos contra os trabalhadores. Segundo o DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), Serra votou contra em pelo menos dez matérias de interesse dos trabalhadores, como, por exemplo, o direito de greve, redução da jornada de trabalho para 40 horas, garantias de estabilidade no emprego, abono de férias de 1/3 do salário e assim sucessivamente, para não falar no voto contra o monopólio nacional de distribuição do petróleo.

E agora o ex-governador de São Paulo se apresenta como defensor dos interesses dos brasileiros. Faz rasgados elogios a Lula, isso depois que os seus correligionários, um deles o ex-presidente FHC, passaram a esculhambar o atual ocupante do Palácio do Planalto durante os dois mandatos.

Para ser ter ainda melhor idéia do perfil de Serra, vale assinalar que em uma de suas recentes entrevistas, para o Datena na TV Bandeirantes, o candidato do PSDB, DEMO e PPS falava contra o MST e de repente expôs a idéia de criar um Ministério de Segurança Pública. Doutor Freud explica quando alguém automaticamente apresenta uma proposta que se associa à repressão. Além do mais, demagogia pura, porque a matéria de Segurança Pública está afeta ao Ministério da Justiça. A idéia do Ministério é para ganhar voto de incautos.

Por estas e muitas outras, todo cuidado é pouco para evitar que no futuro tenhamos dias piores. A incoerência e os ziguezagues de Serra ficariam mais claros se os meios de comunicação dedicassem maior atenção ao ontem e hoje. Mas aí, os jornalões e telejornalões teriam que deixar de lado a atual linha editorial que adotaram de linha auxiliar de partidos políticos da direita.

Mário Augusto Jakobskind, Direto da Redação

Lula:Brasil vai criar 4 mihões de empregos a mais do que a meta definida em 2002


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se conteve e chorou hoje ao discursar para os trabalhadores durante o 1º de Maio Latino-Americano, promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo. Lula lembrou as dificuldades que teve para governar o país, os avanços conquistados e a lealdade que manteve com a classe trabalhadora.

“É com muito orgulho que quando eu deixar a presidência eu vou continuar morando no mesmo apartamento, na mesma distância do sindicato que me projetou na política, na mesma distância das empresas que eu fiz as greves mais maravilhosas desse país", afirmou. "E o que mais vai me dar orgulho é que vou poder acordar de manhã e encontrar qualquer trabalhador e dizer para ele: bom dia companheiro porque eu fui leal àquilo que nós queríamos para o país.”

Lula lembrou ainda do começo do governo quando lhe cobravam uma meta que estava no seu programa de governo, que na verdade, segundo ele, era uma estimativa matemática e não uma promessa.

“Eu lembro quando eu fiz o meu programa de 2002, quem tiver o programa pode ler, está escrito assim: o Brasil precisa criar pelo menos 10 milhões de empregos. E aí cada vez cobravam de mim: cadê, você prometeu gerar 10 milhões de empregos? E eu não prometi, eu apenas dizia que o Brasil precisava gerar 10 milhões de empregos, era uma constatação matemática. Pois bem, só por desaforo, vou terminar o mandato criando 14,5 milhões de empregos neste país”, ressaltou.

O presidente disse que o seu maior legado não será eleger um sucessor, mas sim criar uma consciência política nos jovens e nos trabalhadores. “O maior legado que eu quero deixar para este país é um despertar na cabeça política da nossa juventude, um despertar político na cabeça do nosso trabalhador e da nossa trabalhadora.”

Lula afirmou que nem todas as pessoas têm a dimensão da realidade de alguns brasileiros e das suas dificuldades, que estão sendo diminuídas pelo governo. “Muitas vezes, quem nasce no centro da cidade não tem noção. Quem nasce numa rua asfaltada que já tem guia e sarjeta não sabe a vida de quem mora numa rua sem asfalto. Não tem noção do que é levantar de manhã e ter que sair amassando barro para pegar o ônibus", disse, acrescentando: "Quem mora na cidade e vê esse tanto de luz aqui não sabe como é a vida de uma pessoa que vive numa casinha no meio do mato com candeeiro feito com uma lata de refrigerante cheia de querosene e um pavio e a molecada não tem claridade para ler, fica lendo e cheirando aquela fumaça do querosene”.


Fonte:Dilma na Web

O PIG é inimigo dos pobres

José Catotão inauguro o Rouboanel, parte dele custeado pelo governo federal, o PiG fez festa para Zé Catotão.Nenhum meio de comunicação da Organização Criminosa PIG criticou Zé Chirico.

José Alagão inaugurou uma maquete e o PiG soltou fogos de artificio.Ninguém criticou a palhaçada do tucano.


José Apagão botou a polícia para bater nos professores e o PiG deu razão à Zé Apagão.Ninguém criticou o uso da PM para bater em trabalhadores.


José Vampirão botou a polícia para bater em inocentes e o PIG, com exceção da Record, não fez nem sequer uma crítica à Zé Vampirão.


De outro lado...

Lula toma medidas com objetivo de ajudar quem mais precisa, aí o PiG diz que Lula só está fazendo isso porque é ano de eleição presidencial.


Que coisa ridícula!




Lula acelera inclusão de 3,2 milhões de pessoas em programas sociais

O Estado de S.Paulo


Em ano eleitoral, o governo federal está acelerando a inclusão de pelo menos 3,2 milhões de pessoas aos programas sociais. Em alguns casos, a meta estabelecida para 2010 é 70% maior do que todos os benefícios distribuídos em anos anteriores.

Os novos beneficiados dos programas Agente Jovem Adolescente (Desenvolvimento Social) e Segundo Tempo (Esportes) somam, ao lado do Bolsa Família, um contingente de "segurados sociais" equivalente ao total de eleitores dos Estados de Alagoas e Sergipe.

O investimento recorde também alcança o Ministério da Justiça. A construção de presídios, em parceria com os Estados, tem a promessa de receber o que não recebeu em sete anos. No Ministério da Educação serão entregues, em um ano, mais ônibus e barcos de transporte escolar do que nos três anos anteriores (leia reportagens nesta página).

Voltado para os adolescentes que não completaram a escola e são de famílias pobres, o Agente Jovem Adolescente terá, neste ano, um crescimento que nunca teve desde sua criação, em 2008. Serão incluídos mais 383 mil jovens, um aumento de 78% em apenas um ano. No Segundo Tempo, que oferece atividades no contra-turno escolar para crianças e jovens, o crescimento será, apenas neste ano, de 47,6%.

Nos dois casos, os ministérios justificam que os programas deveriam ter crescido muito mais, mas não explicam por que esse crescimento se concentrou justamente no último ano do governo. Por e-mail, a assessoria do Ministério do Desenvolvimento Social explica que a previsão era chegar ao final do governo com 1 milhão de jovens atendidos e, mesmo com a expansão deste ano, a meta não será alcançada.

No Segundo Tempo, o ministro do Esporte, Orlando Silva, diz que o programa ainda precisa crescer mais e que haverá uma tentativa de chegar a 3 milhões de vagas, em convênios, até o final do ano. Silva não vê relação entre a eleição e os novos beneficiados: "Não podemos fazer política pública pensando em eleição. Temos de fazer política pública pensando no benefício da população".

Ao incremento desses programas sociais soma-se o Bolsa Família que, no ano passado, já havia definido a inclusão de 600 mil novas famílias (o equivalente a 2,4 milhões de pessoas) até junho - prazo máximo permitido pela legislação eleitoral.

Às vésperas de uma campanha presidencial que promete ser acirrada, as ações sociais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva podem não ser automaticamente transformadas em votos para a sua candidata, Dilma Rousseff, mas ajudam a firmar a imagem do governo entre os mais pobres e no interior do País, onde a ministra ainda é pouco conhecida.

O candidato Lula cresceu significativamente entre as eleições de 2002 e 2006, e apenas o Bolsa Família ajudou o presidente a arrebanhar 3% do eleitorado na sua segunda eleição, de acordo com um estudo da Fundação Getúlio Vargas.

Restaurantes. É com essa certeza de retorno eleitoral que o governo está acelerando outros programas sociais. O Agente Jovem Trabalhador, em que jovens entre 18 e 29 anos sem o ensino fundamental completo fazem supletivo e recebem treinamento para o mercado de trabalho, também promete crescer exponencialmente neste ano. Apenas duas capitais, Rio de Janeiro e Curitiba, receberão 7 mil vagas cada. No Estado de Goiás são 20 mil novas vagas neste ano. Em Londrina (PR) e na zona metropolitana de Porto Alegre, mais 4 mil. O Estado tentou obter com o Ministério do Trabalho a estimativa total para o ano, mas, depois de cinco dias de tentativas, não obteve resposta.

No Ministério do Desenvolvimento Social, a preparação para as inaugurações de restaurantes populares - unidades que servem refeições por R$ 1 ou R$ 2 - começou em 2009. No ano passado foram abertas oito unidades, O edital de obras dos restaurantes lançado em 2009 para inauguração em 2010 previa 18 novas unidades. Já o edital deste ano, que ficará para o próximo governo, tem apenas cinco unidades.

O arsenal social do governo é ainda reforçado pelo Minha Casa, Minha Vida, programa que subsidia a aquisição de moradias entre a população de baixa renda. Em um ano, cerca de 400 mil imóveis já foram financiados.

Se traz benefícios diretos para a população, o crescimento de todas essas ações sociais no último dos oito anos de governo não deixa dúvidas de que a contrapartida eleitoral está bastante clara na cabeça do presidente. Em seu pronunciamento de chefe de Estado, na noite de quinta-feira, que deveria ser sobre o Dia do Trabalhador, Lula defendeu seu "modelo de governo" e afirmou ter certeza de que ele "vai prosperar" porque "pertence ao povo brasileiro". Foi uma referência direta à sua esperança, já declarada publicamente, centenas de vezes, de eleger sua sucessora. A área social, sua maior vedete, tornou-se também sua maior arma.

sábado, 1 de maio de 2010

Lula chora ao falar da vida pós-Planalto em festa de 1º de Maio


'Vou continuar morando no mesmo apartamento, na mesma distância do sindicato que me projetou para a política e das empresas em que fiz as greves mais maravilhosas do País', diz

Agência Estado


SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva controlou a fala para não desobedecer a lei eleitoral em seu terceiro e penúltimo discurso em evento sindical do Dia do Trabalho. À vontade na comemoração de 1º de Maio da entidade sindical em que iniciou a carreira política, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Lula foi interrompido várias vezes ao longo do discurso de 30 minutos por um coro de "Dilma, Dilma", em apoio à pré-candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff. A petista passou o Dia do Trabalho ao lado de Lula. "A legislação não me permite falar em candidatos", disse Lula em discurso, sendo interrompido pelo coro. E lamentou: "Eu não posso falar."

Diante de um público de pelo menos 10 mil pessoas, na capital paulista, Lula emocionou-se ao imaginar a vida depois de sair do Palácio do Planalto. "Quando eu deixar a Presidência, vou continuar morando no mesmo apartamento, na mesma distância do sindicato que me projetou para a política e das empresas em que fiz as greves mais maravilhosas do País", disse, com a voz embargada.

O presidente não conteve o choro ao dizer: "O que mais vai me dar orgulho é que eu vou poder dizer, ao encontrar qualquer trabalhador, ''bom dia, companheiro''. Porque eu fui leal ao que nós dissemos que íamos fazer."

Lula pediu aos dirigentes sindicais que o convidem para os festejos de 1º de Maio do ano que vem. "Se for alguém ruim, a gente vem aqui e mete o pau. Se for alguém bom, a gente vem aqui ajudar e aplaudir."

Ainda hoje, Lula e Dilma devem discursar em evento da CUT, em São Bernardo do Campo. O presidente e a ex-ministra Dilma receberam das mãos do presidente da CUT, Artur Henrique, o documento "Plataforma para as eleições 2010."

Segundo o dirigente sindical, o caderno traz 200 propostas dos trabalhadores para o "trabalho decente e a inclusão social". "As propostas consolidam as conquistas do governo Lula", disse o sindicalista.

Lula ironiza política social da gestão tucana e diz que SP só tem o Bolsa Família


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou a política social da gestão tucana no Estado de São Paulo durante discurso da festa do Dia do Trabalho realizado pelas centrais UGT, Nova Central e CTB na avenida Marquês de São Vicente, região central da cidade.

"Somente aqui em São Paulo mais de 1,1 milhão recebem o Bolsa-Família. Este que é o Estado mais rico da federação. E a única política social que há neste Estado é política feita pelo governo federal, disse Lula.

Procurada pela reportagem por volta das 17h20, a assessoria do governo de São Paulo ainda não se manifestou sobre as declarações do presidente Lula.

O Bolsa Família é um dos temas da discussão eleitoral deste ano. O pré-candidato tucano á Presidência, José Serra, disse em várias entrevistas que pretende manter e até ampliar o Bolsa Família. A adversária petista Dilma Rousseff afirmou, em entrevista à Rádio 730 de Goiás, que o PSDB "já defendeu o fim da Bolsa Família e acha que o programa é contraditório com a geração de empregos". A petista disse ainda que antes do governo Lula "só se prendia pobres e pessoas de menos recursos". Uol.

Álvaro Botox Dias está desesperado

Investindo, mais uma vez, contra o honrado, idolatrado e amado presidente Lula, Álvaro Botox Dias disse que o PSDBesteira vai processar Lula porque, segundo ele, ele insiste em fazer campanha explícita em favor da futura presidenta Dilma Rousseff.



A certa altura da entrevista com o PIG, justificando a não ida de Serra, mesmo tendo sido convidado, para a festa em homenagem aos sofridos trabalhadores, o batráquio Álvaro Dias afirmou:


"Impressionante seria ele ter ido a um evento realizado com dinheiro público para alavancar a candidatura adversária.'


Como se vê, segundo o batráquio Dias, José Serra, que odeia trabalhador, não participou da festa porque a mesma foi realizada com dinheiro público.


Ô, imundo senador, José Serra não participou da festa porque não gosta de trabalhador.Se fosse uma festa realizada pela FIESP, certamente ele estaria lá, batendo palmas, puxando o saco dos ricaços paulistanos.Depois, como se viu aí embaixo, faz 13 anos que a Força Sindical promove essa festa e pelo que sabemos Lula administra este país há sete anos e quatro meses.Assim, se a festa é realizada há 13 anos boa parte deles(seis anos) foi financiado pelo governo FHC.Tendeu, seu batráquio?


Tenho até dó do desespero dos tucanos, os caras estão desesperados.Eles sabem muito bem que vão tomar uma surra de Dilma, por isso fazem de tudo para comprometer a ex-minista Dilma Rousseff.

Paulinho:Estatais patrocinam festa da Força há 13 anos


O Estado de S.Paulo


O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, negou que os patrocínios públicos para as comemorações de 1º de maio da central sindical estejam relacionados às eleições presidenciais ou ao uso da máquina pública. "A Força e a Centra Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) sempre fizeram eventos com patrocínio de empresas públicas e privadas. Esse é o 13º ano em que realizamos o evento, sempre com esse modelo e esses patrocinadores", disse, após discursar no evento, na capital paulista.


Segundo Paulinho, os festejos do Dia do Trabalho custaram R$ 2,5 milhões. Deste valor, aproximadamente R$ 500 mil foram pagos pelos 90 sindicatos que ajudam a organizar o evento. "Já as empresas públicas patrocinaram entre R$ 700 mil e R$ 800 mil", afirmou o dirigente e deputado federal. Entre as estatais que patrocinaram estão a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa e a Eletrobras.

Sem citar valores, Paulinho comentou que o evento também foi patrocinado por empresas privadas, como Bradesco, Nestlé, Itaú, Casas Bahia, Banco BMG e Deca. "Acho normal o patrocínio. Aqui temos 1 milhão de pessoas. Essa é uma audiência que interessa às empresas", disse, ressaltando que todos os patrocínios possuem contratos. "Achamos que é pouco. Acreditamos que as empresas deveriam patrocinar mais."

Críticas a Serra

Apesar do cunho apartidário do evento da Força, boa parte dos sindicalistas que participaram do evento hoje pediu votos para a ex-ministra e pré-candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff.

Um dos mais enfáticos no pedido foi Paulinho, que aproveitou o evento para criticar o ex-governador de São Paulo, José Serra, pré-candidato pelo PSDB. "Convidamos Serra para o evento, mas ele não veio por dois motivos: para que a imprensa fique falando que estamos fazendo política e porque ele não gosta de trabalhador", afirmou. Segundo Paulinho, uma coisa é ter discurso para imprensa e outra é falar para a população.

"O Serra não pode ser eleito porque ele vai retirar o direito dos trabalhadores. Ele precisa assumir o compromisso do que irá fazer com o 13º salário e com o FGTS", afirmou o dirigente que, em diversos momentos de sua fala tentou puxar um "Olê Olê Olê Olá, Dilma", porém sem sucesso.

Questionado pela imprensa sobre o pedido explícito de voto para Dilma, Paulinho afirmou: "Nós sindicalistas vamos defender a Dilma. Se o Serra achar ruim isso, é problema dele." Ao final de seu discurso Paulinho afirmou que o ex-governador entrou com dois processos recentemente contra a Força Sindical.

Zé Alagão e as praças de pedágios

São Paulo é uma verdadeira ilha rodeada por praças de pedágios por todos os lados.

É esse tipo de governo que você quer para o Brasil?

Eu tô fora!

Postagem recomendada pelo leito amigo Lourival

Discurso de Dilma em evento de 1º de maio da Força Sindical

Dilma:"O que vem por aí é mais riqueza.O que vem por ai é um Brasil cada vez melhor."


Por Terrornews

SÃO PAULO - Primeiro de uma série de eventos do Dia do Trabalho a contar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ato organizado por centrais sindicais na manhã deste sábado em São Paulo tornou-se mais uma chance dele defender a pré-candidatura petista à Presidência e pedir votos para Dilma Rousseff.

Em sua primeira participação em comemorações do 1o de maio desde que assumiu a Presidência, em 2003, Lula disse não temer que a oposição o acuse de propaganda eleitoral antecipada.

"Alguns vão dizer agora que é (ato) político, porque eu vim. Mas nos sete que eu não vim e que os outros vieram não foi político. Não existe problema. Nós, com a mesma tranquilidade, vamos nos outros atos", discursou Lula na festa promovida pela Força Sindical, um dos quatro eventos do qual participará.

"Quando eu deixar a Presidência vou registrar em cartório tudo o que eu fiz. Eu quero que quem vier depois de mim, e vocês sabem quem eu quero, saiba que tem que fazer mais e tem que fazer melhor", disse, numa menção indireta à sua ex-ministra. TOMA AÍ ZÉ ALAGÃO, O DESCUMPRIDOR DE PROMESSAS.

Ele também reiterou seu compromisso em segurar a inflação, poucos dias depois de o Banco Central ter elevado a taxa básica de juro da economia em 0,75 ponto percentual.

"Não pensem que por conta das eleições eu vou deixar o Brasil afundar. Não pensem. Eu aprendi minha seriedade... e não vou brincar. Porque a inflação neste país não volta mais. A irresponsabilidade fiscal não volta mais", disse.

Discursando antes de Lula, Dilma elencou os sucessos do governo na economia e afirmou que "o que vem por ai é muito maior".

"O que vem por aí é mais riqueza... O que vem por ai é um Brasil cada vez melhor."

Texto com edição de uma matéria do PIG(Reuters)

Sérgio Guerra, o Anão do Orçamento, defende site que ofendeu Dilma e ataca o PT

O Anão do Orçamento confessou ter criado um blog para atacar a candidata Dilma Rousseff.Não é possível que o TSE deixe uma baixaria dessas impune. Se o TSE não tomar providência é sinal de sua total desmoralizaçção.

Por Jair Stangler


Em e-mail aos militantes do PSDB, o presidente nacional da legenda, senador Sérgio Guerra, defendeu nesta sexta-feira, 30, o site Gente que mente, denunciado também nesta sexta pelo PT à Justiça Eleitoral. Leia abaixo a nota de Sérgio Guerra:

Caro amigo,


Mentira tem pernas curtas. Estamos sendo atacados por dizer verdades que o PT não quer que o Brasil conheça.


Para isso criamos o site http://www.gentequemente.org.br, que agora o PT quer tirar do ar. Insinuam que o PSDB faz baixarias na Internet. É outra mentira. Desafiamos qualquer pessoa a mostrar que baixarias são essas. Nós combatemos as mentiras com a verdade. Por isso incomodamos o PT.


Guerra suja faz quem mente. Tudo que nós dizemos é registrado, tem autor e conteúdo passível de verificação. O PSDB não atua acobertado pelo anonimato. O PSDB NÃO ATUA ACOBERTADO PELO ANONIMATO, NO ENTANTO, TEVE QUE CRIAR UM BLOG PARA ATACAR DILMA SOUSSEFF.ESSES TUCANOS SÃO MUITOS RIDÍCULOS.


Usamos a Internet para apresentar nossas propostas e idéias para o Brasil, mas também para denunciar mentiras, bravatas e falsas promessas.


Fique atento. Não caia em mentiras ou insinuações. Não se deixe enganar nem intimidar.
Quanto mais mentiras eles contarem sobre nós, mais verdades diremos sobre eles.

Contra a censura na internet!


Sérgio Guerra
Presidente Nacional do PSDB
Partido da Social Democracia Brasileira

Governo Serra:Homicídios crescem 23% em São Paulo

A cidade de São Paulo está mais violenta. Após nove anos em queda, a capital paulista voltou a enfrentar um aumento do número de homicídios no primeiro trimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2009.

O crescimento, de 23%, surpreendeu o governo. No total, foram mortas 376 pessoas nesse período --mais de quatro por dia. Foram 1.224 homicídios em todo o Estado --alta de 7%.

Na tarde de ontem (30), a cúpula da Segurança Pública esteve reunida em torno dos números. Ninguém, porém, apresentou-se para comentá-los. O governo classificou o crescimento como uma oscilação.

"Tais oscilações, depois de um longo período de redução dos homicídios, indicam que os esforços do governo, das polícias e da sociedade devem ser renovados continuamente com a adoção de novas, mais modernas e eficientes estratégias."

No início do ano, José Serra (PSDB), que deixou o governo para disputar a Presidência da República, atribuiu o crescimento dos assassinatos no Estado em 2009 ao desemprego e à crise econômica. Até o final de 2009, apenas a capital e a Grande São Paulo mantinham a tendência de queda de homicídios. Uol.

Para ministros, o PiG continua a fazer campanha para José Serra


Ministros do Tribunal Superior Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal avaliam que o PIG continua usando os os portais, as revistas, os jornais, TVs para fazer campanha antecipada para José Alagão.

Segundo os ministros ouvidos pelo TERRORNEWS, a agência de notícias do Terror do Nordeste, todos os dias o PIG publica matéria contra Lula, contra o PT, contra Dilma e, por outro lado, elogia, brinda abertamente o candidato já derrotado José Alagão.

Um dos ministros observou que a campanha eleitoral ainda não começou, mas O PIG tem de dar o exemplo, já que são vários candidatos concorrendo. Na opinião desse ministro, o PIG tem de evitar usar os jornais, os portais, as revistas, as TVs em prol da candidatura de José Pedágio Catotão.

Outro ministro explicou que como ainda não está na época oficial de campanha, o PIG só pode ser punido com multa. Foi mais além: Se o TSE puniu Lula tem que punir o PiG e seu candidato preferido também.

O Terrornews saiu do encontro com os ministros confiante que a partir de agora a imparcialidade vai reinar naquele antro de desocupado chamado TSE.

O cúmulo da estupidez

PSDB repudia representação de PT contra coordenador
Veja só que estupidez.O PSDB já entrou com 10 representações contra Lula e já anuncia a 11ª.O PSDB entrou com uma ação contra o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de São Paulo.O PSBD não quer nem que Lula pronuncie o nome de Dilma, no entanto, repudia representação contra o safado coordenador de campanha de Zé Alagão.Vá entender essa gangue tucana.

Agência Estado


A assessoria jurídica do PSDB encaminhou no início desta noite nota à imprensa em que repudia as representações do PT, o qual acusa o PSDB de atacar a honra da presidenciável petista Dilma Rousseff. Os tucanos ressaltaram no texto que vão se manifestar sobre o caso "depois examinar as representações" e que a iniciativa dos petistas "não surpreende". "Não é a primeira vez que o governo e seu partido tentam calar a imprensa e a livre manifestação de pensamento", criticaram.

O PT ingressou hoje com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede a aplicação de multa de R$ 25 mil ao PSDB por propaganda antecipada e de conteúdo negativo contra a pré-candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff. O partido pede ainda que seja retirado da internet o conteúdo negativo veiculado no endereço www.gentequemente.org.br. Na representação, o PT ressalta que o coordenador da pré-campanha de José Serra à Presidência da República, o tesoureiro tucano Eduardo Graeff, tem o domínio do site na internet.

"Os ataques à honra de Dilma Rousseff são eloquentes, em clara e nítida intenção de lhe denegrir a reputação e a imagem, com vistas a atingir sua pré-candidatura de maneira negativa", defende o partido no documento.

Além dessa representação, o PT pretende encaminhar outra semelhante ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. O objetivo é apurar a conduta do PSDB e de seu tesoureiro e coordenador.

Petistas dizem que oposição está 'assustada'


Agência Estado


Os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva responderam à intenção da oposição de, mais uma vez, processar o presidente na Justiça Eleitoral por campanha antecipada, acusando os adversários de não terem discurso.

O assessor de política externa da Presidência, Marco Aurélio Garcia, que também é coordenador da campanha de Dilma Rousseff à sucessão de Lula, disse que a oposição insiste em acionar o presidente na Justiça porque está "assustada".

"Eles estão assustados, sem discurso", disse. "O Serra, que é mais esperto, ataca a Dilma e não o Lula, mas atacar a Dilma é o mesmo que atacar o presidente, porque ela teve participação fundamental nos projetos de governo dele", completou.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que a oposição é muito "violenta", porque não está acostumada, segundo ele, com a democracia. "Esta estratégia da oposição é trololó. A fala do presidente Lula é patriótica, e em momento algum manifestou preferência partidária pela pré-candidata Dilma", completou o líder.


No pronunciamento que fez à população, o presidente Lula disse que, apesar de a gestão dele estar chegando ao fim, sente que este modelo de governo "está apenas começando".

"Algo me diz, fortemente, em meu coração, que este modelo vai prosperar. Sabe por quê? Porque este modelo não me pertence: pertence a vocês, pertence ao povo brasileiro, que saberá defendê-lo e aprofundá-lo, com trabalho honesto e decisões corretas", disse o presidente.

Dilma: governo FHC deixou 'reino das desigualdades'



Agência Estado


A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, classificou hoje o Brasil deixado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) como o "reino das desigualdades". "Durante o governo de transição, tínhamos diante de nós um País cheio de problemas, um País que era o reino das desigualdades. Fizemos ali a passagem pelo deserto", afirmou, na abertura de um encontro do PT no centro da capital paulista.

Em discurso de mais de meia hora, Dilma criticou o antecessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Disse que o PT encontrou o País com uma "inflação descontrolada e de joelhos diante da sua dívida externa". Segundo a ex-ministra, o governo Lula foi responsável por controlar a inflação e retomar as rédeas da política externa. "Não deixamos que a inflação corroesse a renda do trabalhador. Este processo veio acompanhado de uma nova visão de mundo. O Brasil começou a se erguer sobre seus próprios pés", discursou, na abertura do Encontro Extraordinário dos Setoriais Nacional do PT, que reuniu cerca de 300 pessoas no Salão Nobre da Câmara Municipal.

A pré-candidata negou que o governo Lula tenha dado continuidade à política econômica de FHC e afirmou que a administração petista representou para o Brasil "uma nova era de prosperidade". "Vamos lutar pelo terceiro governo popular e democrático", pediu.

Dilma evocou o slogan de campanha do presidente Lula de 2002, "A esperança venceu o medo", e disse que nessas eleições a esperança ganha um novo significado. "Dentro da nossa esperança, há a certeza de que somos capazes de fazer. Porque nós fizemos."

Movimentos sociais

A ex-ministra também relembrou a ligação histórica entre o PT e os movimentos sociais e, numa crítica indireta ao adversário José Serra, pré-candidato tucano à Presidência, criticou o uso da violência contra manifestações organizadas pelos movimentos sociais.


"Democracia não é tratar o movimento social a cassetete, mas respeitá-lo. O papel dos movimentos sociais é ver se tudo está nos conformes", afirmou, referindo-se ao poder de fiscalização da sociedade sobre as ações governamentais.

Primeiro de Maio, data de luta e comemorações


Por: Luiz Marinho


"Como ex-sindicalista e ex-ministro do Trabalho, sei bem do valor desta data"

Saúdo a todos os trabalhadores e trabalhadoras neste 1º de maio. Como ex-sindicalista e ex-ministro do Trabalho, sei bem do valor desta data como um instante de comemoração e de luta. Um dos momentos importantes de minha trajetória pessoal foi ter contribuído - primeiro na condição de presidente da CUT e depois como ministro - para a instalação de uma política de valorização do salário mínimo no Brasil, cujo impacto direto e indireto atinge mais de 40 milhões de pessoas. Em função dessa política, o salário mínimo teve aumento real superior a 50% de 2004 a 2009.

O planejamento de longo prazo para a correção do salário mínimo, que nunca havia sido tentado no País, leva em conta tanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor quanto o crescimento do Produto Interno Bruto. Com o crescimento da economia, também há o aumento do mínimo, o que permite que os trabalhadores sejam beneficiados pelo bom momento econômico brasileiro e representa efetiva distribuição de renda. O surgimento de uma nova classe média no período não é coincidência e sugere um fortalecimento da classe trabalhadora.

Como prefeito, orgulho-me de saber que, neste ano, São Bernardo não apenas acolherá a principal festa de uma das centrais sindicais, mas que a própria gestão da cidade já tem muito a dizer também na área do trabalho.

Como prova do comprometimento de minha Administração com a classe trabalhadora, assino em 13 de maio decreto de apoio ao Trabalho Decente, orientações que procuram garantir melhores condições de segurança e de respeitoa. Ação inédita no País por parte de uma prefeitura, determina que as condições de trabalho serão implementadas nas obras da Administração, até como uma forma de dar o exemplo para o setor privado.

Inauguraremos também, em meados deste ano, em convênio com o governo federal, o Centro Público de Emprego, Trabalho e Renda, que cadastrará e orientará trabalhadores desempregados para novas oportunidades de emprego.

O apoio à economia solidária é outra de nossas prioridades. Em junho de 2009, inauguramos o Costurando o Futuro, que capacita mulheres para a constituição de uma cooperativa de costureiras. Lançamos em fevereiro, o programa Mulheres Construindo a Cidadania, para formar 240 mulheres em situação de vulnerabilidade social para atuar na construção civil. Também procuramos viabilizar um centro adequado de reciclagem de resíduos para as associações de catadores. Como forma de facilitar essas e outras ações, enviaremos brevemente à Câmara projeto de apoio à economia solidária.

A Prefeitura também tem buscado interagir com as lideranças sindicais para resolver problemas dos trabalhadores e empresas. A atuação da Prefeitura no apoio à realização do Seminário ABC do Diálogo e do Desenvolvimento, que exerceu papel importante no enfrentamento da crise econômica em nossa região, é exemplo disso.

Outro exemplo dessa aproximação foi a reaproximação dos sindicatos com o Centro de Referencia de Saúde do Trabalhador. Reativamos o Conselho Gestor de Saúde do Trabalhador, com ações conjuntas envolvendo poder público, INSS, sindicatos e Superintendência do Trabalho.

Além das empresas, universidades, ONGs, Igreja e outros setores da sociedade, o diálogo com as representações dos trabalhadores é vital para que se encontrem melhores rumos para o desenvolvimento econômico e social da cidade. Com esse objetivo, lideranças sindicais das mais diferentes correntes de pensamento foram chamadas para fazer parte de nosso Conselho de Desenvolvimento Econômico e de diversos outros espaços de discussão de temas de interesse do Município.

* Luiz Marinho é prefeito de São Bernardo.
Fonte:ABCD MAIOR