sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Dutra:"Eu acho essa história muito estranha"


Dutra está certo, é muito estrnaha mesmo. Não sou de assistir o JN, mas hoje fiz questão de assistir.Na suposta filiação do laranja apresentada pelo TRE, aparece tão-somente o nome ANTÔNIO.Mais nada.Isso é muito grave, o MP, a PF precisam apurar essa armação comandada pela Globo.


"O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, afirmou nesta sexta-feira que o partido ainda não reconhece a filiação do falso procurador de Verônica Serra, Antonio Carlos Atella Ferreira e que acha "estranha essa história".

Dutra disse ainda que, se ligação de Atella com o partido for confirmada, não "muda nada" no caso da violação do sigilo da filha do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, porque o falso procurador não é conhecido nem tem participação no PT.

O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo confirmou na noite de hoje que Atella foi filiado entre 2003 e 2009.

O presidente do PT disse que o banco de dados do partido, que tem como base informações do TRE, não encontrou Atella entre os filiados. Dutra afirmou que ele pode ter sido filiado em algum mutirão feito para conseguir militantes-- medida conhecida como filiação cartorial.

"Eu acho essa história muito estranha. Não vou ficar fazendo ilações, mas ainda não estou entendendo o que aconteceu. Ninguém o conhece no partido", afirmou.

Segundo Dutra, o partido fará uma varredura no banco de dados e se não houver o registro, questionará o TRE.

"Até agora, dentro dos registros do PT, não houve nenhum sinal de que ele foi filiado. E nossos lançamentos são em função das informações do tribunal. Se foi filiado, foi filiado cartorial. Nós temos mais de 1 milhão de filiados e ele deveria aparecer porque fizemos no ano passado uma atualização por causa do nosso PED [processo de eleição direta]", disse.

O presidente do PT disse que vai pedir para a Polícia Federal investigar o assalto que ocorreu ontem diretório municipal do partido em Mauá, onde Atella teria se filiado e município que abriga a agência da Receita Federal onde teria ocorrido a quebra do sigilo de pessoas ligadas ao PSDB.

"Não temos informação de que foram levados documentos, mas vamos pedir para a Polícia Federal investigue até porque o assalto foi feito com armas pesadas e os assaltantes vestindo coletes da própria Polícia Federal", disse. Folha.com

Imperdível:Lula diz que Serra tem dor de cotovelo e o manda para rua

IBOPE:Dilma lidera com 51% das intenções de voto; Serra obtém 27%


Caros amigos e amigas, até que o resultado é ótimo, mas temos ter cuidado.A Globo continua com sua sanha golpista.Veja que o JN de hoje, dirigido por um casal de pilantra, passou boa parte do tempo falando do tal sigilo.Enquanto isso, não falou nada acerca dos dados de Tarso Genro e Paulo Paim, vazados do gabinete de um assessor de Yeda Crusius.Não é possível que uma emissora de televisão, que funciona por intermédio de concessão pública, paute o noticiário, com o nítido objetivo de eleger Serra.Será que ninguém tem peito para fechar a Rede Globo?


"A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, lidera a disputa com 51% das intenções de voto, segundo pesquisa do Ibope divulgada na noite desta sexta-feira (3). José Serra, candidato do PSDB, vem em segundo lugar com 27%.

Os índices são os mesmo registrados na última pesquisa realizada pelo instituto e divulgada no fim de agosto. Se a eleição fosse hoje, Dilma venceria no primeiro turno com 59% dos votos válidos.

Marina Silva, do PV, subiu de 7% para 8%. Votos em branco ou nulo atingiram 6%, enquanto os eleitores indecisos somaram 7%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Num eventual segundo turno, a ex-ministra da Casa Civil venceria com a preferência de 55% do eleitorado, contra 33% do ex-governador de São Paulo. Votos em branco ou nulo totalizaram 6%, e indecisos, 5%. Na simulação feita pela sondagem anterior, Dilma tinha 56% e Serra, 32%.

A enquete também apurou a popularidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para 77% dos entrevistados, o governo Lula é avaliado como ótimo ou bom, enquanto 18% o consideram regular e 4% ruim ou péssimo.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo, e foi realizada entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro. Foram ouvidos 3010 eleitores em 204 municípios de todo o país. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 27597/2010.

Serra é covarde e mentiroso

Um pessoa que não sustenta o que diz, não assume o que faz é covarde, não merece ser presidente nem de uma Liga de Dominó, muito menos do Brasil.Esse é o caso de Serra.Serra, em entrevista ao desembarcar no aeroporto da cidade de Santa Catarina, disse que o PSDB não pediu a cassação de sua principal adversária, a petista Dilma Rousseff.

Mentira! Serra pediu, sim, a cassação de Dilma.Ele não não confirma porque é safado, canalha.

Não precisa fazer grandes esforços para notar que Serra mente, o bastante é ir até o site do TSE.

Ministro arquiva pedido de cassação do registro da candidata Dilma Rousseff

O corregedor-geral eleitoral, ministro Aldir Passarinho Junior, arquivou a representação da coligação O Brasil Pode Mais que pedia a cassação do registro de candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República.

Na representação, a coligação que apoia José Serra acusou Dilma e outras seis pessoas (o candidato a senador por Minas Gerais, Fernando Pimentel; os jornalistas Amaury Junior e Luiz Lanzetta; o secretário da Receita Federal Otacílio Cartaxo; e o corregedor-geral da Receita Federal, Antonio Carlos Costa D’avila) de usar a Receita Federal para quebrar o sigilo fiscal de pessoas ligadas ao candidato Serra, com a intenção de prejudicá-lo em benefício da campanha da candidata Dilma.

Ao recorrer ao TSE, a coligação pretendia que os envolvidos recebessem a sanção de inelegibilidade, conforme prevê a Lei Complementar 64/90 bem como a cassação do registro do candidato diretamente beneficiado pelo desvio ou abuso do poder de autoridade.

Decisão

Ao analisar o pedido, o ministro Aldir Passarinho Junior destacou que a coligação não apresentou “concreta demonstração” de que a candidata Dilma Rousseff teria se beneficiado dos atos. Além disso, ele não reconheceu lesividade na conduta capaz de desequilibrar a disputa eleitoral.

O ministro destacou ainda que os fatos narrados pela coligação poderiam configurar falta disciplinar e infração penal comum que devem ser apuradas em sede própria, que não é a seara eleitoral. Destacou que, inclusive, a investigação já vem ocorrendo com a participação do Ministério Público Federal.

Legislação

O ministro esclareceu também que a legislação permite que as coligações ingressem com representações diretamente ao corregedor eleitoral no período de eleições para relatar fatos, indicar provas, indícios e circunstâncias, visando a abertura de investigação judicial para apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder econômico ou do poder de autoridade, ou utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social, em benefício de candidato ou de partido político.

No entanto, a instauração do procedimento da investigação judicial eleitoral está condicionada “à satisfação de requisitos fático-probatórios sobre os quais se erige o pedido (fatos, provas, indícios e circunstâncias)”.

Lula rebate Serra.Agora o bicho vai pegar

Lula diz que Serra se queixou de vazamento de dados fiscais de Veronica


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, não o alertou sobre o vazamento de dados fiscais de sua filha Veronica, mas sim se queixou.

"Nosso adversário deveria procurar um novo argumento. Não é possível que possa pedir que eu censure a internet. Não posso fazê-lo. Ele não me alertou. Ele se queixou", afirmou o presidente.

Sobre os artigos mostrados por Serra sobre Veronica em blogs de apoio ao PT, Lula rebateu dizendo que a internet é livre.

"Sempre achei que a internet livre tem coisa extraordinariamente séria e coisa extraordinariamente leviana. Não tem nada demais o que a internet publicou sobre a filha de Serra. Há insinuações como há contra o presidente Lula, contra a família do presidente Lula, contra vocês jornalistas individualmente. Se escrevem alguma coisa que o internauta não gosta, tomam cacete o dia inteiro", disse Lula.

Lula também afirmou que Serra está com "dor de cotovelo"


"O Serra precisa saber uma coisa: eleição a gente ganha convencendo os eleitores a votar na gente. Não é tentando convencer a Justiça Eleitoral a impugnar a adversária. Isso já aconteceu em outros tempos, na ditadura militar. Na democracia, o senhor Serra que vá para rua, que melhore a qualidade de seu programa [e TV]", disse Lula em referência ao pedido do PSDB para cassar a candidatura de Dilma Rousseff (PT).

Ontem, a representação foi arquivada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

"E eu não vou permitir que nenhuma futrica menor, porque não tem nenhuma acusação grave contra o Serra, tem aquelas coisas de internet, atrapalhe. O presidente da República tem coisa mais séria para cuidar do que as dores de cotovelo do Serra", completou o presidente.

RS:a diferença é que ninguém do gabinete do presidente da República fez tal fato (quebra de sigilo), diz Dilma


Agência Estado


A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, avaliou hoje que não há semelhança entre os casos de quebra de sigilo, de nomes ligados ao PSDB, e a acusação a um sargento da Polícia Militar (PM) do Rio Grande do Sul preso por suposta espionagem. Questionada em entrevista coletiva sobre o caso divulgado hoje no Estado, Dilma afirmou: "Pelo que vi, não é nada semelhante."

Para ela, a diferença está no fato de que, ao contrário do sargento que está lotado no gabinete da governadora Yeda Crusius (PSDB), "ninguém do gabinete do presidente da República fez tal fato (quebra de sigilo)". "Não acho que dá para sair condenando", disse ela, defendendo apuração rigorosa do caso.


O sargento Cesar Rodrigues de Carvalho foi preso na manhã de hoje em Porto Alegre acusado de utilizar o Sistema de Consultas Integradas do Estado para levantar informações de investigações policiais, de partidos políticos e de candidatos a deputado gaúchos, além de um ex-ministro e de um senador da República.

Dilma também comentou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que rejeitou prosseguimento a uma representação do PSDB contra sua candidatura. "A Justiça deixou claro que ela não está, não pode e tenho certeza que a Justiça do meu País não será usada para dar força para factoide", declarou a petista, em Porto Alegre.

A candidata novamente citou "desespero" na atitude da oposição e uma tentativa de "ganhar no tapetão". Ela disse que "não vai ficar respondendo factoides que o candidato adversário, no seu desespero, lança todo dia". Dilma não quis comentar o fato de Serra ter usado o caso da quebra de sigilo na propaganda de TV. "Não vou fazer crítica à estratégia de campanha do candidato adversário", respondeu.


Campanha

Segundo Dilma, sua estratégia é enfatizar "que o País mudou". Ela afirmou ainda que no último mês de campanha terá uma linha propositiva na propaganda eleitoral. Ressaltou o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre e disse que este número, de forma anualizada, mostra a possibilidade de crescer mais de 7% em 2010, o que representaria o maior resultado nos últimos 24 anos.

A candidata também foi questionada sobre um suposto esquema de superfaturamento de recursos de marketing no Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) e respondeu que não teria como se pronunciar sobre o caso. No entanto, defendeu apuração para impedir que haja impunidade. "Estas questões que ocorrerem nas eleições tem que ser implacavelmente apuradas."

Neto

Dilma reiterou que sua filha prefere aguardar por um parto normal para o nascimento do primeiro neto, Gabriel, e por isso não quis especificar se havia data prevista para a cesariana. Está marcado para amanhã pela manhã um comício com a candidata em Guarulhos, na Grande São Paulo. Porém, a petista disse que poderá se ausentar apenas se for necessária sua permanência em Porto Alegre para o nascimento do neto.

IBOPE/TV GLOBO:Eduardo Campos 73% Jarbas Vasconcelos 17%


Lula disse no comício realizado no Recife que pelo andar da carruagem Jarbas ia ao final da eleição ficar devendo pontos ao IBOPE.Pois não é que Lula acertou.Pesquisa IBOPE divulgada agora há pouco pela Globo Nordeste aponta Eduardo Campos com 73% e Jarbas Vasconcelos 17%.

Podem bater em Dilma, enquanto isso Dilma sobe

Tracking Vox/Band/iG: Dilma tem 52%, Serra 24%

No terceiro dia de medição, as intenções de voto oscilaram dentro da margem de erro; Marina Silva tem 8%


No terceiro dia das medições do tracking Vox Populi/Band/iG para a eleição presidencial, a petista Dilma Rousseff tem 52% e o tucano José Serra 24% das intenções de voto. Dilma oscilou positivamente 1 ponto percentual em relação ao dia anterior, quando tinha 51%. Já Serra perdeu 1 ponto comparado a última sondagem, quando teve 25%. As mudanças ocorreram dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,2 pontos percentuais.

A candidata Marina Silva (PV), terceira colocada, tem 8% das intenções de voto -1 ponto a menos do que na última pesquisa. Brancos e nulos são 4%, indecisos somam 11% e os outros candidatos têm 1%.


A pesquisa, publicada diariamente pelo iG, ouve novos 500 eleitores a cada dia. A amostra é totalmente renovada a cada quatro dias, quando são totalizados 2.000 entrevistados.
Na pesquisa espontânea, quando o nome do candidato não é apresentado ao entrevistado, Dilma tem 41%, Serra 19% e Marina Silva 6%.

A petista lidera em todas as regiões do país. Dilma tem seu melhor desempenho na região Nordeste, onde soma 68% dos votos contra 15% de Serra e 5% de Marina.


Já a melhor performance de Serra ocorre na região Sul, onde ele soma 31% e Dilma tem 47%.

SP tem o pior ensino técnico e tecnológico do Brasil


Serra tem dito que apóia a educação técnica e tecnológica. Porém, não é isso que a história nos mostra. O governo FHC/Serra conseguiu inviabilizar a expansão deste ensino no Brasil, com uma lei que proibia o repasse de verbas do governo federal para manutenção de escolas técnicas, deixando para o Ministério da Educação apenas a obrigação de construir estes estabelecimentos educacionais sem mantê-los.

Contudo, essa foi somente uma ação de um plano maior de desmonte do ensino técnico e tecnológico brasileiro. “Fundamentalmente, as medidas do governo FHC foram para desqualificar o ensino técnico”, explica o ex-diretor da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e membro do comando das escolas técnicas de São Paulo, entre 1996 e 1998, professor Alexandre Linares.

O professor analisa que uma das medidas que causou maior prejuízo social foi a separação do ensino técnico do médio. “Isso criou um problema para os jovens que tinham de trabalhar e estudar. Você tinha a opção de estudar dois turnos, mas isso impedia os jovens de trabalhar e onerava ainda mais seus estudos”, conta o professor.

Além disso, os jovens precisavam passar um ano e meio a mais em sala de aula para entrar no mercado de trabalho, o que causou um prejuízo social enorme. “Nesse modelo dos tucanos, os jovens demoravam mais tempo para começar a trabalhar”, critica Linares.

Para o professor, o pior ensino técnico que o Brasil já teve “foi o dos tucanos”, e inclui os governadores Mário Covas (1995-2001), Geraldo Alckmin (2001-2006) e José Serra como responsáveis diretos no estado de São Paulo pela desarticulação do ensino técnico e tecnológico.

Governo Lula/Dilma – É simples entender a revolução no ensino técnico e tecnológico promovida pelo Governo Lula/Dilma. Basta dizer que, durante 94 anos (1909-2003), todos os governos brasileiros conseguiram construir apenas 140 escolas técnicas. Em sete anos e meio, o Governo Lula/Dilma já fez 136 novas escolas técnicas e vai entregar mais 78 até dezembro.

O Governo Lula/Dilma alcançará, até o fim de 2010, a meta de colocar em funcionamento 214 novas escolas técnicas, o que triplicará a oferta de matrículas. Em 2003, durante a gestão FHC/Serra, só existiam 160 mil vagas em cursos técnicos e tecnológicos no sistema público de educação. O Governo Lula/Dilma vai chegar a meio milhão de matrículas.

“Quero assumir o compromisso: vamos fazer mais escolas técnicas e oferecer mais vagas. Nossa meta é um milhão de alunos matriculados ainda nesta década que se inicia em 2011. Até 2014, queremos construir uma escola em cada município com mais de 50 mil habitantes. E, aí, nós vamos ter escolas de ponta a ponta do Brasil” afirma a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff.

Segundo Dilma Rousseff, “a escola profissionalizante é uma oportunidade muito grande para os jovens, que conseguem empregos de melhor qualidade a partir do momento em que recebem o diploma que atesta a sua qualificação técnica. É também uma vantagem para quem cursa o ensino técnico sair da escola com um diploma de nível médio.” Fonte:Galera da Dilma
Comentário do Terror
Alguém, numa das minhas postages, disse que não entendeu o porquê da foto de Rita Cadilac com Serra.É o seguinte:Cadilac foi a um lançamento de um livro no governo Serra.

Aliados de Yeda Crusius são presos

Justiça decreta prisão preventiva de três executivos acusados de fraude no Banrisul



A Justiça do Rio Grande do Sul decretou a prisão preventiva dos três envolvidos em suposta fraude de R$ 10 milhões na área de marketing do Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul).

A Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul divulgou no final da manhã de hoje o total de dinheiro apreendido com os presos. Em real, euros e dólares, o montante chegou a R$ 3,4 milhões.

Estão com preventiva decretadas Walney Fehlberg, superintendente de marketing do Banrisul, e os representantes Armando D'Elia Neto, da empresa de publicidade DCS, e Gilson Stork, da SLM.

Os três são acusados de organizar um esquema que superfaturava contratos de publicidade com o Banrisul.

Os advogados dos acusados tentam, via Justiça, reverter o decreto de prisão preventiva. Segundo o advogado Aury Lopes Jr., da DCS, o pedido de revogação da preventiva se baseia no fato de as prisões possuem "legalidade discutível, já que são réus primários, não existe risco de prejuízo à colheita de provas, logo a preventiva é absolutamente desproporcional".

Lopes Jr. afirmou que, em caso de não conseguir reverter a prisão preventiva, irá ingressar com pedido de habeas corpus no TJ (Tribunal de Justiça) do Rio Grande do Sul.

A governadora Yeda Crusius (PSDB) voltou hoje, através do Twitter, a questionar a presença da PF nas investigações, sem a participação da Polícia Civil gaúcha. Crusius também insinuou uso político das prisões. Veja que a tucana ainda defende os bandidos alimentados por ela.

O superintendente da PF do Rio Grande do Sul, Ildo Gasparetto, informou que não irá comentar as declarações da governadora. Uol.

Serra não tem o que falar, por isto recorre a fraudes e factóides


Não é fácil vencer a guerra das ideias defendendo abertamente interesses minoritários. E, infelizmente para Serra, o fato de o seu partido ser o digno representante da implantação das políticas neoliberais, em nosso país, não lhe facilita a campanha. Mas, para aqueles a quem não interessa a defesa, de peito aberto, da continuidade do que foi feito nos governos de FHC, há opções, como a fraude nos argumentos.

Flávio Tonelli Vaz*


Vejamos a questão do salário mínimo, por exemplo. Como convencer os trabalhadores que o bom é ganhar menos? De nada adiantaria dizer-lhes que as empresas e os seu donos lucram mais se o salário é menor. Então, os defensores do livre mercado sempre postularam que, quando o Estado intervém nesse processo ampliando a remuneração, os trabalhadores perdem postos de trabalho ou são empurrados para a informalidade. Apresentada como uma regra universal, não há nada a fazer: as políticas que designam parcela da renda nacional às famílias trabalhadoras acabam por prejudicar a economia.

Sendo assim, os trabalhadores têm sempre que se contentar com os baixos salários e ainda trocá-lo por outro ainda mais baixo a cada crise. Pois bem, essa fraude não é pequena e os baixos salários contribuem mais para a satisfação das empresas do que para os empregos. O enorme ciclo de crescimento econômico e de geração de empregos formais dos últimos cinco anos foi também impulsionado pelo aumento do poder de compra das famílias, que muito deve à ampliação substantiva do salário mínimo. A verdade absoluta caiu por terra frente aos fatos, não pode ser utilizada agora, mas voltará.

Tergivesação

Outro caminho é desviar o rumo da prosa. Nada de discutir propostas e políticas públicas, especialmente quando se tem tão pouco a dizer. É melhor ocupar o tempo e as páginas de seus jornais com factóides, calúnias, dossiês e coisas do gênero. Não importa a falta lógica dos fatos apresentados. Vale até plantar uma notícia na imprensa e depois pedir uma investigação sobre a “verdade” publicada.

Essa inversão, onde os fatos não viram notícias, mas as notícias se transmutam em fatos, além de desviar a atenção do público em geral, permite um discurso a quem apoia a oposição, que assim pode fazer campanha – raivosa de preferência – esquivando-se dos resultados positivos, sociais e econômicos, alcançados depois das derrotas dos tucanos.

E, se as urnas não favorecem, há sempre o caminho da judicialização da política. Juristas de plantão são capazes de convalidar as maiores armações e magistrados passam a emitir opinião como se sentença fosse, criando novas “verdades”.

Copiando os republicanos

Vale ressaltar que essa não é uma tática apenas tupiniquim. Afinal, esses senhores daqui não são tão criativos assim. A caça às bruxas é também uma tática muito eficiente pelos republicanos nos EUA. Em artigo publicado no The New York Times (a tradução pode ser acessada no UOL - 31/08/2010), Paul Krugman relata (em Obama deve enfrentar a fúria promovida por seus adversários políticos) como esse tipo de prática levou a acusações de tráfico de drogas e assassinado ao casal Clinton ou como a maioria republicana promoveu processos investigativos sobre “o uso indevido de listas de cartão de natal” pela Casa Branca.

Se a saída do Iraque pode afetar os lucros da poderosa indústria bélica, é preferível chamar o presidente de “imã Hussein Obama” e caracterizá-lo como “o melhor presidente antiamericano que já tivemos”, do que discutir as verdadeiras razões da invasão do Iraque ou a farsa das armas químicas de Sadam. Quando os argumentos do Tea Part não conseguem ser ouvidos, é melhor comparar “as propostas para colocar um fim às brechas tributárias para os administradores de fundos hedge com a invasão à Polônia pelos nazistas.” Afinal quem ousa perturbar os interesses dos muito, muito ricos?

É desespero

Aqui, o desespero que grassa nas hostes demo-tucanas e toma conta da campanha é o que leva a essas atitudes enfurecidas. Não apenas porque o torneiro mecânico, que nem fala inglês, se saiu melhor do que o catedrático; nem porque a “desconhecida” e “inexperiente” Dilma é considerada pelo povo a mais capacitada para dirigir o país, ganhou vida própria e tende a ter mais voto do que Lula. Mas, principalmente porque agora a derrota de Serra carregará consigo muitos dos expoentes da oposição no Congresso Nacional e nos governos estaduais – esse fato não ocorreu em 2002 ou 2006. A única saída pode ser impugnar Dilma no TSE, responsabilizando-a por uma fraude ocorrida antes mesmo dela ser candidata.

Assim, quando o aspecto plebiscitário dessas eleições para presidente vai se confirmando, é preciso colocar a agência da Receita de Mauá como capital da república para tentar reverter as tendências que indicam a vitória de Dilma já no primeiro turno, em todos os estados da Federação, como mostram os dados das pesquisas eleitorais.

*Assessor técnico da bancada do PCdoB na Câmera Federal


Assessor de Yeda Crusius é acusado de vazar dados de Tarso Genro e Paulo Paim

O PIG(Uol) tentou, mais uma vez, omitir mais uma ato delituoso do governo Yeda.Esta matéria saiu bem escondidinha lá na página de política da Folha.Com.A sabuja ainda teve o desplante de dizer que este caso não se assemelha com o ocorrido com a gangue dos tucanos paulistas.


A Polícia do Rio Grande do Sul prendeu nesta sexta-feira um sargento da Brigada Militar suspeito de vazar dados sigilosos de políticos gaúchos.

Segundo a Folha apurou, entre eles estão o ministro Tarso Genro e um candidato ao Senado --o senador Paulo Paim, que tenta a reeleição.

César Rodrigues de Carvalho é suspeito de receber propina de contraventores que exploram máquinas caça-níqueis na região metropolitana de Porto Alegre.

Durante as investigações, o Ministério Público chegou até o nome de Carvalho, que durante dois anos ficou lotado na Casa Militar do Palácio Piratini, sede do governo estadual, hoje ocupado por Yeda Crusius (PSDB).

O Ministério Público apurou que o sargento acessava o sistema integrado de segurança pública do Estado e suspeita que ele utilizava as informações com fins eleitorais.

Segundo o promotor Amilcar Fagundes Macedo, da Promotoria de Justiça Criminal de Canoas, o sargento é um oficial de inteligência da Casa Militar, que é diretamente subordinada ao governo do Estado, e tinha acesso irrestrito a dados do Sistema de Informações da Brigada Militar do Estado, que incluem desde processos criminais, endereços e registro de porte de armas.

Além de políticos, ele acessou dados de um oficial da Aeronáutica e de seus colegas de inteligência na Casa Militar, segundo a promotoria.

De acordo com o promotor Macedo, o sargento era investigado havia três meses, quando começou a acessar dados de investigações com as quais não tinha ligação.

Além do acesso aos dados, o sargento é suspeito de receber propina de contraventores que exploram caça-níqueis na grande Porto Alegre.

A promotoria afirma que Carvalho informava aos contraventores as datas das operações que seriam realizadas para apreender as máquinas e as investigações e até mesmo dados das investigações.

Ainda segundo o promotor Macedo, o sargento utilizava veículos oficiais da Casa Militar para coletar o dinheiro dos contraventores.

O promotor afirma que ainda não sabe a totalidade dos dados acessados pelo sargento.

A Folha tentou entrar em contato com o advogado de Carvalho, mas ele não foi localizado. A reportagem também tentou falar com o comando da Brigada Militar, para que comentasse o episódio, mas não conseguiu. Folha.com

Quebra de sigilo pode ter sido obra de tucanos


O collorido Cláudio Humberto publica hoje em sua coluna que tem plumas de tucanos nas digitais da quebra de sigilo da gangue tucana.Curioso que o jornal que publica a notícia, ao invés de publicar o texto, como costuma fazer quando a denúncia é contra petista, coloca a versão digital da notícia, de forma que se possa ver tão-somente com uma lupa.Muito estranho mesmo a atitude do Jornal de Brasília.

Lula critica aqueles que defendem reajuste fiscal


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta sexta-feira as medidas que integram um ajuste fiscal na economia.

Para o presidente, o país passou por duas décadas em que "só se pensava em ajuste fiscal", situação que ele acredita ter mudado.

As declarações foram feitas em meio a rumores de que a equipe da candidata petista à sucessão de Lula, Dilma Rousseff (PT), estivesse preparando um pacote de aperto fiscal. Dilma e os coordenadores da campanha negaram que a proposta estivesse em estudo.

"Toda vez que alguém falar em ajuste fiscal, vocês podem ter certeza que significa aumentar imposto e reduzir salário. Salário de quem? Da máquina pública, que muitas vezes foi acusada de ganhar muito", disse Lula, durante cerimônia de inauguração simultânea de sete campi universitários no Rio Grande do Sul.

"Nós éramos induzidos a entender que o principal de alguém que vai governar uma cidade, um Estado, a União, é você fazer uma contabilidade que no final do ano zere. Você não tem despesa, você não fez nada, mas você não tem dívida. É isso que algumas pessoas gostam", disse Lula. Uol

Lula: 'se permitirem', as mulheres poderão comandar o país


Ao discursar em solenidade oficial no final da manhã de hoje, em Santa Maria (286 km de Porto Alegre), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que as mulheres "não estão de passagem" e vão comandar a política nacional.

Embora não tenha citado nominalmente Dilma Rousseff no discurso, a plateia de cerca de 3.000 pessoas reagiu gritando o nome da presidenciável petista.


"A mulher não está de passagem na universidade nem no comando das empresas. Não está de passagem nos grandes escritórios e muito menos na política. Elas vieram para ficar e, se permitirem, elas podem comandar", disse.

O presidente viajou a Santa Maria para solenidade de inauguração de obras em quatro universidades federais do RS. O evento foi transmitido em telões para a Furg (Universidade Federal do Rio Grande), a UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) em Porto Alegre, a Unipampa (Universidade Federal do Pampa) em Dom Pedrito e a UFSM (Universidade Federal de Santa Maria).

O presidente também voltou a criticar o comportamento de políticos que só se aproximam de pobres durante o período eleitoral. "Colocam uma criança rica, uma pobre e um político na frente. Ele vai logo na pobrezinha pegar e dar beijinhos. Depois que termina a eleição, quem vai jantar com ele são os ricos, não os pobres."

Lula também se disse o único presidente da República a permitir a entrada de sem-teto e catadores de papel no Palácio do Planalto. Folha.com

O PiG tem que aceitar a decisão do TSE


É espantosa a falta de honestidade intelecual do PiG.

Desde ontem que o PiG sabe que o TSE absolveu Dilma da acusação feita pelos tucanos. Fato é que o TSE absolveu Dilma, porque não encontrou nenhuma prova contra ela.

Por ilação, desde ontem que o PiG sabe que Dilma não tem nada a ver com a quebra de sigilo de Verônica Dantas.

Não obstante, seus sabujos ficam insistindo com esta história de trancoso.

De modo que o PiG tem que aceitar o que a última instância do processo eleitoral-o TSE-decidiu.Se o TSE decidiu que Dilma não é culpada, injusta ou não a decisão, todos têm de cumprir a decisão.Ponto final.

Insistir na acusação, mesmo tendo o órgão máximo da Justiça Eleitoral absolvido a candidata por falta de provas, é golpe baixo.Vá lá que os tucanos esperneiem e não aceitem a decião, mas o PiG tem que aceitar, sim, afinal, o papel da imprensa é noticiar o fato e não emitir juízo de valor.


A quem interessa a quebra de sigilo na Receita Federal




Muito antes do início da campanha eleitoral, dissemos aqui que o demotucanato e sua mídia conservadora, venal e golpista iriam preparar muitas ciladas para a candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff. Seriam dossiês novos e requentados, vazamento de informações sigilosas e tudo o mais que pudesse confundir a opinião pública, como é de praxe no histórico dessa gente.

Mas como a cotia só olha para o rabo dos outros, era natural que ela tivesse o seu cortado bem no tronco, mesmo ela continuando a mostrar o dos outros como se nada tivesse acontecido com o dela. Assim agem, historicamente, aqueles que não se conformam com o veredito popular, os que defendem uma democracia sem o povo, a exemplo da canalha udenista, e agora com os seus legítimos herdeiros, ou seja, os demo-tucanos.

Com a iminência de uma fragorosa derrota nas urnas – muito maior que a de 2002 -, o candidato da oposição conservadora de direita, José Serra, ou simplesmente o “Zé”, está apelando para tudo. Aliás, ele é capaz de tudo para sentar na cadeira hoje ocupada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É capaz até mesmo de fazer uma boa ação. Para tanto ele conta com os colonistas e demais jornalistas amestrados, PhD em antijornalismo.

O “Zé” tentou ligar o PT e sua candidata Dilma Rousseff às Farc, ao narcotráfico, aos “mensaleiros” e a tudo o que é ruim. Tudo sem provas como, aliás, sempre faz. Quem não lembra do tristemente célebre “Plano Cohen” em setembro de 1937 para justificar o golpe que deu origem à ditadura do Estado Novo? Em matéria de factoides, a canalha da vela e da nova UDN é especialista, com pós-doutorado.

Em matéria de dossiês e quebra de sigilo os tucanos são especialistas. Lembra, caro leitor, da quebra de sigilo bancário de vários parlamentares devedores do Banco do Brasil? Vários dossiês foram cuidadosamente preparados e muitos deputados federais e senadores foram forçados, em 1997, a votar à favor da emenda da reeleição para garantir mais quatro anos para o Coisa Ruim. Logo depois se soube que muitos deles foram comprados por R$ 200 mil, conforme declararam os deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos do PFL do Acre.

Vale lembrar que em 2002 o “Zé” e a sua mídia inflaram a candidatura da então governadora pefelista Roseana Sarney à presidência da República. O objetivo era favorecer a candidatura do “Zé” e prejudicar a de Lula. Como o tiro saiu pela culatra, a candidatura de Roseana cresceu tanto que já ameaçava a do “Zé”. Foi aí que o tucanato, utilizando o delegado federal Marcelo Itagiba, hoje deputado federal pelo PSDB do Rio de Janeiro, invadiu a sede da Empresa Lunus, de Jorge Murad – esposo de Roseana -, encontrando lá R$ 1,34 milhão em espécie. Esse fato levou a Filha de José Sarney a renunciar à sua candidatura em 13 de abril daquele ano.

Na mesma época o então governador cearense Tasso Jereissati denunciou ter sido grampeado por dois meses, a mando do “Zé”. Ainda em 2002, o “Zé” teria mandado preparar um dossiê contra Ciro Gomes, então candidato a presidente da República pelo PPS. No ano passado, quando o governador de Minas Gerais, Aécio Neves defendia uma prévia no PSDB para escolher o candidato a Presidente, eis que é plantada nota em coluna de jornal dando conta de que o governador mineiro havia espancado a sua namorada numa festa no Rio de Janeiro. Mais uma vez o “Zé” foi responsabilizado pela autoria.

Desde fevereiro que a tendência de queda do “Zé” e de subida de Dilma Rousseff já era apontada pelo Instituto Sensus e pelo Vox Populi. Quando o Datafolha não pode mais manipular os números, eis que vem à baila a quebra do sigilo fiscal de alguns insignificantes tucanos: Eduardo Jorge, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira e de um tal Gregório Preciado, parente do “Zé”, além dos empresários Michael e Samuel Klein, da Casas Bahia, da apresentadora Ana Maria Braga e mais 140 pessoas sem vinculação partidária.

Que importância têm essas pessoas na sucessão presidencial? São candidatas a quê? Por que violaram também o sigilo fiscal dos empresários e da apresentadora? Já está mais que provado que trata-se de uma quadrilha que usava os dados para ganhar dinheiro. O Corregedor da Receita Federal já esclareceu tudo. Porém o “Zé” faz de conta que não sabe e continua, insanamente, acusando sua principal adversária de ser a responsável. E a mídia faz coro.

Ao entrevistar Dilma Rousseff no Jornal da Globo de segunda-feira, a dupla William Waack e Cristiane Pelajo pareciam que estavam num tribunal da Inquisição. Não dava nem pra disfarçar o desejo de massacrar a candidata petista. Requentaram factoides já desmascarados e fugiram do essencial que era o plano de governo da candidata. É o desespero da certeza da fragorosa derrota em três de outubro. Se tem alguém que não tem o menor interesse na quebra de sigilo fiscal daquelas pessoas, esse alguém é justamente Dilma Rousseff. Outros dossiês serão fabricados até o dia da eleição.

Quanta hipocrisia!


* Diretor de comunicação da Associação de Amizade Brasil-Cuba do Ceará, e membro do Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará e do Comitê Estadual do PCdoB.

Novos vazamentos enterram Serra de vez


Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do banco Bradesco, ‘vazou’ nesta 5º feira informações que atingem de forma letal a candidatura Serra.

Aspas para as inconfidencias de Trabuco:

I] “O que sentimos, tendo por base nosso relacionamento com 1,4 milhão de empresas, é que o Brasil está crescendo em todos os setores. Não há uma dependência setorial”;
II] “…11 milhões de brasileiros vão viajar pela primeira vez de avião nos próximos 12 meses” ;
III] “…o Brasil passará nos próximos anos pelo melhor ciclo econômico de sua história; vamos vivenciar, na segunda década do século XXI, aquilo que foi chamado de “sonho americano”.
Ao longo do dia, de diferentes áreas do governo e da economia, outros vazamentos sacudiriam a combalida higidez da candidatura José Serra, a saber:
a] BC interrompe alta dos juros;
b] carga tributária declina;
c] vendas recordes de automóveis em agosto;
d] massa salarial tem aumento real de 32,7% entre 2004 e 2010;
e] classes C e D já superam a classe B em poder de consumo;
f] setor industrial investe R$ 549 bilhões até 2013;
g] definida a capitalização da Petrobras: fatia estatal da empresa deve saltar de 29% para 42% e garantir –à revelia do condomínio midiáticotucano– a soberania brasileira no pré-sal;
h] infraestrutura teve R$ 199 bilhões em investimentos entre 2005 e 2008; terá mais R$ 310 bilhões entre 2010-2013;
i] Brasil realiza os três maiores investimentos em geração de energia elétrica do planeta – Jirau e Santo Antônio e Belo Monte;
j] otimismo dos brasileiros atinge o maior nível em 9 anos…

m)o PIB brasileiro cresceu quase 9%, o maior crescimento em 14 anos.

Visivelmente abalado, no final do dia, o candidato tucano retomaria seu discurso contra as Farcs, contra Moráles, o narcotráfico, o PT…

(Carta Maior e a insuportável peneira de vazamentos pró-Dilma; 02-09)


Fonte:Agência Carta Maior

O dia seguinte


Como viverão o 4 de outubro? Sua provável derrota pode ser tudo, menos surpreendente. Se houve algo inesperado foi seu empenho em colocar a cabeça no cadafalso.


Por Marcos Coimbra.


Como o 3 de outubro torna-se mais e mais previsível, é hora de começar a especular sobre como será o dia 4. Ele chega logo e é bom estar preparado para entendê-lo.

É fácil imaginar a alegria de Dilma Rousseff, Lula, o PT, seus aliados e o governo. Não custa sublinhar o caráter histórico da vitória que deverão comemorar.

E as oposições? Como viverão esse dia?

A primeira coisa a dizer é que sua provável derrota pode ser tudo, menos surpreendente. Se houve algo inesperado nestas eleições presidenciais foi seu empenho em colocar a cabeça no cadafalso. Nem se tivessem fixado a meta de fazer tudo errado teriam ido tão longe.

Parte da responsabilidade pelos seus erros pode ser debitada às pesquisas de opinião. Não a elas (coitadinhas), que nada são além de instrumentos. Mas à leitura superficial do que diziam.

Tudo o que estamos vivendo e que, parece, será confirmado no dia 3 se definiu entre setembro e outubro de 2009. Foi quando a vantagem de José Serra nas pesquisas levou a duas consequências.

Para o conjunto das oposições, seja no meio político, seja na imprensa e na sociedade, produziu a impressão de que Serra era invencível contra a candidata “artificial” que Lula tinha inventado. Para o próprio Serra, ela limitou drasticamente as opções. Se, do alto daqueles números, decidisse permanecer em São Paulo, seria como abdicar em definitivo de qualquer projeto presidencial. Até seus aliados na mídia deixaram claro que não aceitariam que fizesse outra coisa. Se recuasse, nunca mais o apoiariam.

Naqueles meses, quem leu alguns de nossos colunistas mais conhecidos ficou com a impressão de que o problema de Serra era Aécio Neves. Na hora que o mineiro aceitasse a “candidatura natural” e cerrasse fileiras, assumindo o lugar de vice, não haveria mais obstáculos entre Serra e o Planalto. Lula, o governo, e Dilma não seriam problema: as pesquisas (sempre elas) mostravam que a candidata de Lula “não decolava”.

A vantagem de Serra levou as oposições a outro equívoco grave. Como nenhum nome aparecia com pontuação relevante, elas se convenceram de que não precisavam de outros. Bastava Serra, com seus 45%. Mais candidatos, de outros partidos, seriam apenas um diversionismo. Elas se achavam tão fortes (em razão das pesquisas) que queriam ir logo para o confronto com Lula e Dilma.

Uma leitura estática e limitada das pesquisas conduziu as oposições àquilo que Lula tinha antecipado que fariam: viriam com Serra e apenas com Serra. O plebiscito que tinha imaginado como condição de sucesso para quem o representasse estava pronto. Seria Serra contra sua candidata.

Lula nunca fez a leitura ingênua que seus adversários fizeram das pesquisas. Para ele, era totalmente irrelevante saber de quantos pontos Dilma partia. Só o interessava o cálculo de onde ela poderia chegar. Enquanto o PSDB e alguns jornalistas versados em pesquisas faziam as contas de “quantos pontos Serra tem”, ele olhava para a frente.

Quando, em dezembro de 2009, Aécio resolveu sair da disputa pela vaga tucana, a crônica de 2010 começou a ser escrita. Mês a mês, semana a semana, dia a dia, tudo o que aconteceu de lá para cá pôde ser antecipado.

É pouco provável que o resultado da eleição fosse diferente se Dilma enfrentasse Aécio. Mas é certo que as oposições sairiam da eleição mais bem situadas para o futuro.

Confirmado o resultado esperado, será a morte política de uma geração de lideranças oposicionistas, que terá ido embora sem preparar novos quadros para as eleições de 2014 (e as seguintes).

O melhor que teriam feito era admitir que ninguém derrotaria Lula neste ano, e mirar nas próximas. Era hora de lançar rostos para o futuro: um candidato a presidente que não estivesse, irremediavelmente, preso ao passado e um vice que não fosse motivo de chacota.

Cometendo os erros que cometeram em 2010, as oposições adiaram seus projetos de retorno ao poder por tempo indeterminado. Bom para quem deseja que o PT chegue ao que os tucanos tanto almejaram (e não conseguiram por incompetência): permanecer no poder por 20 anos.


Marcos Coimbra


Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi. Também é colunista do Correio Braziliense

Tremei, tucano!

Polícia Federal quer acesso a dados da Receita e do BB


Redação Carta Capital


As novas da Terra das Denúncias. A Polícia Federal toma cada vez mais espaço nas investigações do vazamento de dados sigilosos de tucanos na Receita Federal. À Justiça, os federais solicitaram a quebra do sigilo telefônica da funcionária da Receita cujo computador foi usado para acessar as informações, Adeilda Ferreira Leão dos Santos.

Em outra frente, a denúncia feita pelo vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, de que seu sigilo também foi quebrado em uma conta do Banco do Brasil foi republicada pelo jornal O Globo, apesar de ter sido feita no dia 5 de agosto, quase um mês atrás. Agora, a PF também vai solicitar ao Banco do Brasil que forneça acesso ao sistema de controle das contas para verificar se houve, mesmo, violação.

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, segue atacando o PT – mesmo sem qualquer prova que ligue o partido aos vazamentos. “Isso não é política, é sujeira”, vociferou o presidenciável. O programa eleitoral na TV do candidato na noite desta quinta-feira 2 passou 7 minutos a versar sobre o tema. Serra fez menção aos casos de Lurian, filha do presidente Lula usada por Fernando Collor na campanha de 1989, e Francenildo Costa, caseiro que teve o sigilo bancário quebrado no caso dos “aloprados”. “Todos seremos Francenildos”, preocupou-se em rede nacional o tucano.

A propósito de democracia, Dilma Rousseff defende-se das acusações: “Eles estão querendo ganhar no tapetão, mas não vão conseguir. Ao tentar responsabilizar minha campanha por fatos ocorridos em setembro de 2009, quando não havia nem campanha e nem pré-campanha, nem candidatura, nem pré-candidatura, o que eles querem é virar a mesa da democracia”.

O escândalo fabricado, como em 2006


Na ocasião, o caso dos “aloprados” serviu para o candidato tucano Geraldo Alckmin conseguir chegar ao segundo turno

A melhor ferramenta para desarmar o discurso desesperado de Serra, nesse episódio da Receita Federal, é ler com calma uma declaração do próprio candidato, durante evento nessa quarta-feira, em São Paulo:

“A candidatura da Dilma está querendo fazer comigo a mesma coisa que o Collor fez com o Lula em 1989, quando o Collor ganhou eleição, pelo receio de que nós ganhemos a eleição”.

Faz algum sentido? Claro que não. Serra tem hoje, segundo levantamento do IG/Band/Vox, menos da metade das intenções de voto de Dilma. O PT estaria desesperado para conter o avanço de Serra? Só na cabeça do candidato tucano.

Em 89, às vésperas do segundo turno, Lula subia nas pesquisas, estava a menos de 5 pontos de Collor. O ataque de Collor a Lula – utilizando depoimento escabroso da mãe de Lurian e ex-namorada de Lula – foi um ato desesperado. E deu resultado.

Agora, quem está desesperado é Serra, não Dilma.

Ouros fatos chamam atenção. Vamos a eles.

1) O vazamento de dados sigilosos precisa mesmo ser investigado, é fato grave, mostra a fragilidade do sistema da Receita. Negar esse dado da realidade, em nome da defesa da candidatura de Dilma, é negar-se a ver a realidade.

2) O contador que levou a procuração (falsificada) até a delegacia da Receita em Santo André tem amplo histórico de falcatruas. Chama a atenção que diga: “Voto no Serra, sou eleitor dele”.

3) Por ora, não há qualquer indício de que o PT tenha atuado para obter os dados de Verônica. Cá entre nós: se existe o tal “Estado policial” a que se referem os tucanos, para que ir até uma delegacia da Receita e levantar o sigilo fiscal da filha de Serra? Bastaria ao malvado diretor da Receita obter os dados, que são registrados em computadores e podem ser acessados de Brasília, por exemplo. Pra que ir até o ABC paulista , e deixar tudo registrado (como registrado ficou, convenientemente, para a campanha tucana)?

4) Quem são os petistas envolvidos nisso? Como associar Dilma e sua campanha? A quebra de sigilo ocorreu ano passado, quando nem havia campanha. Se houver gente do partido de Dilma envolvida, deve haver punição a quem praticou a ilegalidade – como a qualquer outro cidadão. É óbvio. Mas isso tudo não faz sentido: que vantagem teria Dilma em quebrar sigilo numa eleição praticamente ganha?

5) O sigilo fiscal foi quebrado em setembro de 2009. De novo, convenientemente, só veio à tona um ano depois, às vésperas da eleição, num momento em que Serra despenca nas pesquisas, contrata um guru indiano, muda slogan e tenta relançar a campanha. Detalhe: a primeira informação sobre o episódio saiu na “Folha” – amiga do peito dos tucanos. O “escândalo” tem toda a pinta de um factóide lançado na mesma esteira da “renovação” da campanha serrista, agora nas mãos do tal guru.

6) O “Painel” da “Folha” dá hoje uma nota que é quase uma confissão da tática tucana: “Os tucanos garantem que os episódios de violação de sigilo não param nos já investigados“. Ou seja, outros factóides virão por aí, os tucanos já sabem, a “Folha” já sabe. Virão a conta-gotas, conforme interesar possam à candidatura de Serra.

7) É evidente a diferença de tratamento para o caso nos diferentes portais da internet. Acabo de conferir: UOL (do grupo “Folha”) mantém a história na manchete principal (com um viés politizante, que interessa à campanha de Serra); Terra e IG tratam do tema com mais cuidado, abrindo o leque para todas as possbilidades; o G-1 (da Globo), supreendentemente também é cuidadoso, e trazia na quinta-feira (2 de setembro) pela manhã manchete sobre o crescimento da produção industrial no Brasil.

O que isso tudo quer dizer?

A “Folha” é a mais desesperada e a mais serrista. Na Globo, a turma de Ratzinger deve estar à espera das pesquisas. Se sentirem que o episódio tem alguma chance de ajudar Serra, entrarão no jogo dos tucanos, com matérias diárias no “JN”, durante um mês. Se o indício for de que Serra está mesmo perdido (como tudo indica), a Globo deve tirar o pé, e acompanhar o caso com mais parcimônia. Deixará ao “O Globo” a tarefa de bater pesado (os leitores tucanos do jornal, na zona sul do Rio, querem ver sangue).

Em 2006, a família Marinho e Ratzinger farejaram que o caso dos “aloprados” podia garantir segundo turno. E partiram pra cima de Lula. Eu trabalhava na Globo, e vi tudo de perto. Farão o mesmo agora? Saberemos em breve…

Vale lembrar que o caso da Receita, ainda que não consiga reverter a tendência pró-Dilma, talvez tenha força para conter parte da onda vermelha que se avoluma em todo Brasil. Serra ainda pensa em ganhar a eleição. “Folha”, UOL e as viúvas de FHC, a essa altura, querem evitar que o lulismo ganhe também em São Paulo e faça uma bancada muito forte no Senado. Vão jogar tudo nisso agora.

Por último, queria lembrar que há um mês escrevi aqui sobre o excesso de confiança de alguns eleitores de Dilma. Lembrei do passado de Serra, do desespero de um candidato que, derrotado, perderá Brasil e São Paulo (Alckmin, se ganhar, não dará moleza para o serrismo); um candidato capaz de qualquer coisa. Os alidos dele – no Jardim Botânico, na Barão de Limeira e às margens fétidas da marginal – também são capazes de qualquer coisa.

Desprezar o adversário é um erro grave. E a volúpia com que eles avançam nessa caso – pra lá de esquisito, com dados de um ano atrás, e relançado às vésperas da eleição – mostra que não há limites nessa guerra.

Serra não tem pudores de usar nessa guerra a própria filha – sócia da família de Daniel Dantas, é bom lembrar. Na verdade, é Serra que se parece com Collor na estratégia despudorada de usar a família em campanha.

Estratégia, além de tudo, golpista. O tucano, primeiro foi aos militares falar em República Sindicalista. E o PSDB agora pede a cassação de Dilma. Com qual indício? Não precisa. Eles querem sangue. Estão desesperados.

Numa entrevista recente, fui perguntado sobre a possibilidade de golpe no Brasil, como em 64. Expliquei que as coisas mudaram, e que golpe, se houver, será na linha hondurenha: com apoio da Justiça e aparência de legalidade. Sobre isso, falei aqui.

É para esse caminho que se dirigem agora os desajuizados tucanos paulistas. Terão sucesso? Tudo indica que não. Mas a atitude mostra como será tratada Dilma num provável governo.

Lula terá que entrar em campo, com cada vez mais força.


Blog do Rodrigo Vianna

Derrota no TSE retira último argumento tucano


A decisão do ministro Aldir Passarinho Júnior nesta quinta representou uma derrota importante para o PSDB e retira da campanha de Serra os principais argumentos contra os adversários petistas. Para o ministro Passarinho, corregedor geral de justiça eleitoral, não há provas ou vinculação direta entre as quebras de sigilos fiscais de tucanos e o comitê de campanha de Dilma Rousseff.

Segundo o ministro, a acusação “carece de substrato fático-probatório suficiente” e não há “concreta demonstração de efetivo benefício à candidatura” de Dilma Rousseff. Passarinho demonstra estar convencido de que se trata de “falta disciplinar, infração penal comum”, que , segundo ele exigem “apuração em sede própria, estranha à seara eleitoral”.

As conclusões do ministro, mesmo que sujeitas a recurso, soaram como música para o PT, já que coincidem com as alegações da campanha de Dilma Rousseff e do próprio governo. A candidata agora poderá afirmar que um representante de um tribunal superior, assim como ela, também considera que não há provas de crime eleitoral, muito menos de que ele tenha sido praticado por seu comitê. E seguir reclamando de calúnia, injúria e difamação, inclusive na justiça.

Para capitalizar politicamente com a decisão do TSE, o governo ainda fez questão de reforçar o caráter de “caso de polícia” que vem atribuindo ao episódio, aspecto agora confirmado por Passarinho. Logo após o anúncio da decisão, o ministro da Justiça convocou às pressas a imprensa – a tempo de alcançar o noticiário noturno das televisões – para dizer que, por determinação de Lula, a Polícia Federal concentrará as investigações, com ordem para acelerar a apuração, fazer relatórios diários das providências e providenciar que sejam punidos os culpados, “quem quer que sejam” – reforçou Luís Paulo Barreto.

A esta altura, o comitê de Serra discute se é conveniente, do ponto de vista político, insistir com um recurso no TSE, ou simplesmente manter o assunto no noticiário e no programa eleitoral. Mas, sem fato novo, dificilmente o episódio terá impacto relevante na campanha de Dilma. Mas mantém a temperatura alta e o adversário na defensiva - o que já não é pouco a esta altura da campanha. Blog da Cristina Lemos

Enquanto isso...

Economia cresce 8,9% no 1º semestre e tem melhor resultado em 14 anos

Da Redação, em São PauloA economia brasileira cresceu 8,9% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2009, o que representa a maior alta para um semestre desde o início da série histórica, em 1996, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (3).

A atual série histórica do IBGE começou em 1995 com uma mudança na metodologia de cálculo. A primeira comparação usando o novo sistema foi feita a partir de 1996 e mediu o crescimento em relação a 1995.

Apesar do bom resultado, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre aponta para uma desaceleração da economia, após forte expansão registrada nos três primeiros meses.

O PIB brasileiro no segundo trimestre cresceu 1,2% na comparação com o trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2009, a economia brasileira cresceu 8,8%.

No primeiro trimestre deste ano, o PIB havia registrado alta de 2,7% ante o quarto trimestre de 2009.

O PIB é a soma das riquezas produzidas por um país durante um determinado período de tempo. A sua variação anual reflete o quanto a economia produziu a mais, ou a menos, que no ano anterior.

Embora os dados confirmem uma desaceleração do PIB depois de um início de ano robusto, a queda foi menor que a esperada por alguns analistas.

A mediana de previsões de analistas consultados pela agência de notícias Reuters para a expansão trimestral era de 0,7% e avanço na comparação com o mesmo período do ano passado de 8%. Folha.com

O PiG abriu a porta do canil


O PiG abriu a porta de seu canil para que suas vira-latas saíssem para vadiar.

Ontem, foi o dia de Dora Kramer que, num ato de leviandade típica de um jornalista do PiG, saiu atirando contra o governo tudo.A cadelinha raivosa atacou com o ENEM, com o sigilo dos tucanos, o PNDH, etc e tal.

A cadelinha não sabe nem disfarçar a sua preferência pelo vampiro vagabundo.Segundo Kramer, se a eleição for para o segundo turno(que não vai, ouviu cahorra safada?), Dilma corre o risco de perder a eleição.

No dia de hoje, quem ataca é a cadela sarnenta Eliane Tucanhede.

Segundo a cachora no cio Eliane Catanhede, a violação do sigilo dos tucanos é um ato de banditismo.

Ora, ato de banditismo é a maioria dos sabujos do PiG(dentre eles, Tucanhede e Kramer) receber migalha dos tucanos, do Instituto Milleniun, da Opus Dei, da Daslu, da ACSP, da FIESP para atacar a candidata Dilma e o presidente Lula.Isso que é ato de banditismo.

Ninguém viu a indignação dessas cachorras da mão quebrada quando quebraram o sigilo da diretoria da PETROBRAS, de diretores do Banco do Brasil comandado por Ricardo Sérgio e de tantas outras armações aprontadas pelos demotucanos.

Ninguém viu essas vira-latas repercutir a denúncia, mostrada à exaustão pela blogosfera, do Collorido Cláudio Humberto, dando conta que o tucano Aécio Neves pode estar por trás da quebra de sigilo dos tucanos paulistas.(interessante, só tem tucanos paulistas prejudicados pela quebra de sigilo).

Eu só digo uma coisa:podem bater à vontade no Lula e na Dilma, batam, sem dó, pois quanto mais eles apanham mais crescem a popularidade de ambos.

Claudio Couto:"Serra só vai ganhar se descobrirem que Dilma está envolvida na morte de Eliza Samudio [ex-amante do goleiro Bruno]."


Apenas um mês separa o futuro presidente do Brasil de sua consagração pelas urnas, e o desempenho do atual ocupante do cargo, até agora apontado como decisivo para efetivar Dilma Rousseff (PT) como a primeira mulher a ocupar a Presidência, não deve mais ser o único fator a impulsionar a ascensão da candidata, que se delineia desde o fim de maio. O adversário José Serra (PSDB), por sua vez, enfrenta as dificuldades de uma campanha que agora aposta em uma virada nas urnas, feito considerado improvável diante da atual conjuntura.

Em quase três meses de campanha, em uma disputa polarizada entre as duas candidaturas, Serra viu seu nome deixar a dianteira e, hoje, luta pelo segundo turno. Já Dilma despontou na garupa da alta popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva, até aqui, a principal arma petista para se manter no poder. “Sempre que Dilma apareceu junto a Lula de forma massiva, ela mudou de patamar. A aprovação recorde de Lula é o pano de fundo dessa eleição”, afirma Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.

Segundo Paulino, a influência de Lula foi reforçada junto ao eleitor graças à televisão, o meio de comunicação mais presente na vida dos brasileiros, com o início da propaganda eleitoral gratuita e da cobertura dos candidatos pelos telejornais. “Chamamos de disparada, mas é um crescimento contínuo, que até aqui foi constante em todos os seguimentos, em todos os setores. Dilma cresceu inclusive nos redutos tradicionais de Serra, como São Paulo e a região Sul”, diz.

Avaliação semelhante tem o cientista político Claudio Couto, da PUC-SP. "É super nítida a subida da Dilma, mas ela é resultado de uma continuidade, essa subida já vinha acontecendo há muito tempo. A entrada da televisão na campanha acentua esse processo. E esse crescimento era previsível porque ela é a candidata de um governo extremamente popular, na figura do presidente Lula", avalia.

No dia 25 de maio, o Datafolha mostrou pela primeira vez um empate técnico entre os então pré-candidatos. Em agosto, após o início da propaganda na TV, não só Dilma estava isolada nas pesquisas, como a percepção do eleitor era a de que a candidata seria eleita. Naquele mês, Dilma cresceu em todos os Estados, e Serra só mantinha a liderança no Sul. A vantagem passou existir inclusive no segundo maior colégio eleitoral do país, a Minas Gerais daquele que recusou a oferta de vice do tucano, o aspirante ao Senado Aécio Neves.

Em uma estratégia definida por petistas como errática, Serra mudou o tom. Engrossou as críticas, sem atacar diretamente Lula. E até mudou o slogan da campanha. “O Brasil pode mais” tornou-se “É a hora da virada”. A aparição de Lula em eventos públicos com Serra chegou a ser explorada pela sigla, sob a voz de um locutor que defendia: "Serra, a vivência que a Dilma não tem". O reflexo nas pesquisas, porém, não veio.

“Luz própria”

O principal motivo, segundo Paulino, é o de que a imagem de Lula, por si só, não transmite votos. “Com o horário eleitoral gratuito, Dilma ganhou voz e passou a ter uma identidade própria. Essa fase de associação a Lula está esgotada. Hoje, ela é considerada pelo eleitor como a candidata à Presidência, e não mais a candidata do presidente. Ela já se afirma com uma luz própria”, avalia.

Tanto a presença maciça de Lula não garante votos automáticos, que seu candidato em SP, Aloisio Mercadante (PT), deve perder no primeiro turno para Geraldo Alckmin (PSDB). O tucano, que junto de Serra protagonizou um racha na sigla do pleito de 2006, por sua vez, não fez questão de mostrar o companheiro de partido em sua campanha, permitindo a ascensão de Dilma inclusive onde o PSDB deve ter sua maior vitória.

A presença na televisão também se mostrou ineficaz desatrelada de outros fatores. A candidata Marina Silva frustrou as expectativas do PV, que contava com um crescimento automático após as aparições de sua representante em cadeia nacional. A candidata praticamente não oscilou desde que as inserções tiveram início.

Para Couto, soma-se a isso o que chama de "campanha catastrófica". "Seria difícil conter a escalada de Dilma, mas a queda de Serra se deve ao caráter errático e ambivalente dessa campanha, inclusive com perda de votos do tucano para a petista. É uma candidatura que se apresenta ao mesmo tempo como lulista e com um discurso de direita. É contraditório, difícil de o eleitor acreditar", afirma.

Ainda que Dilma tenha um crescimento considerado constante, para Paulino, é difícil prever o desenrolar das pesquisas, mas, segundo ele, é improvável que o quadro se reverta até o dia 3 de outubro. Há ainda, no entanto, um alento à esperança tucana de conseguir impedir uma derrota de primeira. “Em 2006, Lula tinha uma vantagem sobre Alckmin quando surgiu o escândalo dos aloprados [a suposta compra de um dossiê contra Serra por petistas em SP], e o tucano conseguiu tirar alguns votos e levou para o segundo turno”, afirma.

O ponto contra é a atual popularidade do presidente que, até então, não era tão alta. “Hoje é mais difícil, porque Lula dá esse respaldo a sua candidata. E o voto dela é o mais consolidado. Mas esse problema com a Receita Federal está tomando conta das manchetes. Precisa ver se isso se reflete nas próximas pesquisas”, aponta.

Já Claudio Couto é enfático. "Serra só vai ganhar se descobrirem que Dilma está envolvida na morte de Eliza Samudio [ex-amante do goleiro Bruno]."

A próxima pesquisa Datafolha será divulgada neste sábado (4). Na mais recente, Dilma aparece com 49% das intenções de voto, contra 29% de Serra (margem de erro de dois pontos). A pesquisa foi publicada no dia 26 de agosto.Uol

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

MPF desmente o PIG

O PiG passou todo o dia de hoje dizendo que o governo Lula queria abafar a apuração sobre a quebra do sigilo de Verônica Dantas, ops, Serra). Mais uma mentira do PiG.A nota do MP desfaz mais essa mentira.Ora, se o governo quisesse abafar a investigação jamais mandaria representação para o Ministério Público, teria engavetado a investigação, como costumava fazer FHC na época que desgovernou o Brasil.Quem não se lembra de Brindeiro, o engavetador geral da República?

Nota à imprensa: MPF/DF esclarece sobre investigação de vazamento de dados fiscais


2/9/2010

Representação criminal da Receita, com seus anexos, recebidos pelo MPF na última segunda-feira, foi encaminhada no dia seguinte à 12ª Vara da Justiça Federal

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) esclarece, por meio de nota à imprensa, fatos relacionados à investigação que apura supostas violações de sigilo fiscal ocorridas na Receita Federal.

1. O MPF, por meio do procurador da República Vinícius Fernando Alves Fermino, atua ativamente e de forma independente no Inquérito Policial nº 839/2010, instaurado em 5 de julho pela Superintendência Regional da Polícia Federal no DF, em que se investigam possíveis violações de sigilo fiscal ocorridas na Receita Federal do Brasil (RFB).

2. Desde o início de agosto, o Ministério Público Federal tem sido frequentemente atualizado pela RFB acerca das apurações em andamento no âmbito do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) 16302.0000128/2010-99, em trâmite na Corregedoria da Receita sobre o assunto. As cópias têm sido imediatamente remetidas para juntada no inquérito policial.

3. A investigação criminal, realizada nos autos do inquérito policial, não se limita à apuração feita no âmbito do PAD conduzido pela Receita Federal. Além de dispor de diversos e mais eficientes meios de investigação, típicos do processo penal, tem objeto mais amplo, inclusive no que diz respeito a pessoas que não integrem os quadros funcionais da Receita Federal.

4. A representação criminal da RFB, com seus anexos, recebidos pelo MPF na última segunda-feira, 30 de agosto, foi encaminhada no dia seguinte à 12ª Vara da Justiça Federal.

5. Na quarta-feira, 1º de setembro, às 14:30h, o corregedor-geral da Receita entregou, pessoalmente, ao procurador da República Vinícius Fernando Alves Fermino, documentos originais referentes à suposta violação de sigilo fiscal de Verônica Allende Serra, conforme proposto pelo presidente da comissão de inquérito do referido PAD na véspera, dia 31 de agosto.

6. A documentação, de imediato, foi repassada pelo MPF à Polícia Federal, para todas as providências apuratórias devidas, inclusive de cunho pericial.

7. O inquérito policial, no qual têm sido juntados todos os elementos de convicção já colhidos, tramita mediante a realização de diligências cobertas pelo sigilo judicial, indispensável ao bom andamento das providências investigatórias e resguardo de direitos individuais.

8. O MPF não descarta qualquer possibilidade ou linha investigatória. Assim que concluídas as apurações, os eventuais responsáveis serão denunciados e, concedida autorização judicial, todos os resultados obtidos serão divulgados para esclarecimento da sociedade.


Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no Distrito Federal
(61) 3313-5459 / 9249-8837

Tucana Yeda é conivente com a corrupção


A PF só presta quando é para investigar petista. Os tucanos roubam e botam a culpa na PF.

Yeda Crusius questiona interferência da Polícia Federal no Banrisul

A pouco mais de um mês das eleições de outubro, uma força-tarefa da Polícia Federal, Ministério Público Estadual e Ministério Público de Contas do Rio Grande do Sul cumpriu 11 mandatos de busca e apreensão nesta quinta-feira, dia 2, em Porto Alegre, como parte de uma operação que investiga contratos de publicidade do Banrisul.

O banco estatal gaúcho teria sido lesado em R$ 10 milhões em contratos superfaturados com agências de publicidade do Estado nos últimos 18 meses, informou o superintendente da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, Ildo Gasparetto em entrevista coletiva.

De acordo com Gasparetto, foi encontrado o equivalente a cerca de R$ 2 milhões em notas de real, euro e dólar nas residências dos três envolvidos.

A operação foi deflagrada às 6h e, nas primeiras horas, já havia despertado interesse de candidatos ao governo gaúcho, que veem interesse político na investigação. O Banrisul, até março, tinha Fernando Lemos na presidência, indicado pelo PMDB, partido que fazia parte do governo da tucana Yeda Crusius, candidata à reeleição.

Na sua conta do Twitter, logo após a divulgação da operação, a governadora levantou suspeitas sobre as intenções da Polícia Federal, que era controlada por Tarso Genro, ex-ministro da Justiça e atual candidato ao governo gaúcho, até a sua saída do governo federal para a campanha. "É, já vi esse filme antes. Roteiro do velho jeito.", escreveu pela manhã.

Logo depois, completou: "Polícia Federal no Banrisul. Muito estranho. É estadual", disse. Na época da Operção Rodin, também da PF, que levantou denúncias contra o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Yeda insinuava que as investigações estavam a serviço do PT.

Após as denúncias, a governadora rompeu com o vice, Paulo Feijó (DEM), que apontou supostas irregularidades no Banrisul.

Durante a coletiva em que deu informações preliminares sobre a operação desta quinta, Gasparetto afastou qualquer uso político da instituição.

"Há muito tempo havia denúncias de irregularidades no Banrisul", disse o superintendente. "Não é porque estamos a um mês das eleições que vamos deixar de trabalhar. Se quiserem levar para o lado político, não vão levar", completou Gasparetto. O superintendente disse que a PF participa da força-tarefa por estar mais equipada para lidar com esse tipo de crime. Além disso, há indícios de crimes federais, como evasão de divisas e lavagem de dinheiro, afirmou.

Modo de operação

De acordo com a PF, o suposto esquema começou a ser investigado em outubro do ano passado, quando uma testemunha fez uma denúncia ao esquema ao Ministério Público de Contas. O informante seria um prestador de serviço das agências que não recebeu pelo trabalho realizado. Segundo ele, agências de publicidade, em concordância com funcionários do banco, estariam inflacionando artificialmente as concorrências de propaganda da instituição.

Empresas laranjas poderiam estar sendo usadas para apresentar propostas falsas, disse Gasparetto. Em média, os contratos ficavam 30% acima do valor de mercado, e o lucro era dividido entre os participantes.

A PF, no entanto, informou que ainda não está claro qual era o destino dos recursos. Gasparetto disse que, se houver indícios de que o dinheiro seria encaminhados para campanhas eleitorais, a Justiça Eleitoral seria notificada.

A testemunha-chave estaria sendo ameaçada, informou um dos integrantes da força-tarefa.

A entrevista coletiva contou com a presença do candidato ao PSOL ao governo gaúcho, Pedro Ruas, autor de denúncias contra a governadora Yeda, que somente observou o evento -mas isso deu a dimensão política do caso.

As agências de propaganda ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o assunto. Em entrevista à Rádio Gaúcha, o presidente do Banrisul, Mateus Bandeira, reclamou da falta de informações. "Não temos informação alguma detalhada sobre esta operação. Fiquei sabendo desta ligação hoje de manhã quando fui despertado por uma ligação da Polícia Federal. Temos total interesse no esclarecimento destes fatos. Questionei o superintendente por que a imprensa tinha mais informações que nós mesmos", disse Bandeira.

Tucana é barrada pela ficha suja

TSE barra candidatura de Maria de Lourdes Abadia ao Senado

O Tribunal Superior Eleitoral aceitou na noite desta quinta-feira (2) por cinco votos a dois o recurso do Ministério Público Eleitoral, contra o registro da candidatura de Maria de Lourdes Abadia (PSDB-DF) que concorre a uma vaga no Senado. A tucana pode recorrer da decisão no Supremo Tribunal Federal.

A relatoria do caso foi feita pelo ministro Arnaldo Versiani, que utilizou as mesmas bases de uma outra decisão desta quarta-feira (1º), que também apontou o deputado federal Jader Barbalho como “ficha suja”. Isso impede os candidatos de participarem da disputa eleitoral deste ano.

A discussão do assunto foi iniciada ontem, mas havia sido interrompida após um pedido de vista do ministro Hamilton Carvalhido.

A representação do MPE enquadra a ex-governadora do Distrito Federal como ficha-suja, por ela ter sido condenada, em 2006, por captação ilícita de sufrágio (compra de votos). Na época, Abadia foi condenada a pagar uma multa de R$ 2.000.

Abadia foi eleita vice-governadora do Distrito Federal em 2002, na chapa de Joaquim Roriz e tomou posse como governadora titular em 31 de março de 2006, quando Roriz optou por renunciar ao cargo para se candidatar ao Senado nas eleições daquele ano. No mesmo pleito, Abadia tentou se eleger como governadora, mas perdeu para José Roberto Arruda (ex-DEM, sem partido). TSE

José Serra quer usar contra o PT aquilo que um dia ele não quis que usasse contra ele


Em entrevista à Jovem Pan, Serra citou a prerrogativa da "exceção da verdade" para provar que, futuramente, aparecerão nomes de envolvidos na quebra de sigilo de tucanos e de sua filha, Verônica, na "folha de pagamento" do PT.


De exeção da verdade Serra sabe muito bem, tanto é que fez com que o Ministério Público denunciasse seu amigo Flávio Flores da Cunha Bierrenbach por que este o chamou de CORRUPTO(isso mesmo, o amigo de Serra o chamou de corrupto), e depois fez manobras processuais com o fim de que Flávio Cunha Flores não usasse a EXCEÇÃO DA VERDADE CONTRA ELE. Quer dizer:SERRA NÃO QUIS QUE FLÁVIO FLORES PROVASSE QUE ELE ERA CORRUPTO.

Justiça cega e efeito Serra

(por Wálter Fanganiello Maierovitch)Recebi um telefonema do jornalista Paulo Henrique Amorim, cujo site, Conversa Afiada, está na relação dos meus favoritos. Diante dos escândalos no Senado e com os temas da ética e transparência em destaque na mídia, Paulo Henrique queria saber sobre uma decisão minha do início dos anos 90, quando juiz titular da segunda zona eleitoral de São Paulo. Para tanto, ingressei em um túnel do tempo com algumas cinzas decorrentes do efeito estufa, as quais os italianos chamam de indesejável efeito serra, ou effetto serra.

Com efeito, no ano de 1988, quando João Leiva, Paulo Maluf e José Serra disputavam a prefeitura de São Paulo, o procurador Flavio Flores da Cunha Bierrenbach resolveu dar um alerta aos eleitores paulistanos, no horário reservado aos partidos políticos. Bierrenbach é hoje ministro do Superior Tribunal Militar.

Na tevê, Bierrenbach disse o seguinte: “No dia 15 de novembro, João Leiva vai derrotar dois Malufes. Um não engana mais ninguém, todo mundo conhece e é assumido. É a síntese do regime de exceção. Alguém já disse que Paulo Maluf foi uma flor que nasceu no lodo da ditadura. O outro, entretanto, poucos conhecem. Engana muita gente. Chama-se José Serra. Entrou pobre na Secretaria do Planejamento do governo Montoro, saiu rico. Fez uma campanha para deputado federal miliardária. Prejudicou a muitos dos seus companheiros. Esses homens têm algo em comum. Uma ambição sem limites. Uma sede de poder sem nenhum freio. E pelo poder eles são capazes de tudo. Usam o poder de forma cruel, corrupta e prepotente”.

Ao então candidato Serra concedeu-se o direito de resposta. Ainda inconformado e amargando o resultado eleitoral desfavorável, o referido Serra, então deputado federal, insistiu, junto ao juízo da segunda zona eleitoral, em enviar peças para o representante do Ministério Público eleitoral (MP). Serra afirmava ter sido ofendido em sua honra por Bierrenbach, ou seja, definindo-se expressamente como caluniado, difamado e injuriado. O MP, com base no Código Eleitoral e tendo em vista que os delitos contra a honra no âmbito eleitoral são de ação pública, denunciou Bierrenbach por crimes de calúnia, injúria e difamação, duas- vezes cada um deles. Depois da ação penal instaurada, o deputado Serra requereu, por meio do advogado Mário Covas Neto, a sua habilitação como assistente de acusação, frisando sua condição de vítima de calúnias, difamações e injúrias.

Bierrenbach, na sua defesa, apresentou uma exceção da verdade. Ou seja, queria provar que havia dito a pura verdade sobre Serra. A exceção foi recebida judicialmente e as provas, deferidas. Como o processo penal é orientado pela busca da verdade real, e deveria, depois de instruído, ser remetido ao Supremo Tribunal Federal para julgamento por força do foro privilegiado do então deputado Serra, várias diligências foram determinadas judicialmente: ofício a bancos para futuro cotejo sobre evolução patrimonial, etc.

O deputado federal Serra, imediatamente depois da exceção da verdade apresentada por Bierrenbach, pretendeu modificar as acusações, feitas por ele e endossadas pelo Ministério Público. Passou, então, a entender que havia sido apenas injuriado. Jamais, caluniado ou difamado. E, frisou, uma vez afastadas judicialmente as imputações sobre os crimes de calúnia e difamação, que a exceção da verdade deveria ser rejeitada liminarmente. Qual a razão? É que a lei eleitoral só admitia exceção da verdade em casos de calúnia e difamação. Nunca na hipótese de crimes de injúrias, menos grave por ser genérica.

Com a decisão anterior sobre calúnias e injúrias mantida (as difamações foram afastadas), Serra postulou, então, a remessa dos autos ao STF, sem sucesso, pois a jurisprudência não o favorecia.

Na sequência, impetrou um mandado de segurança para se ver livre de decisões judiciais consideradas abusivas e ilegais. O mandado de segurança foi elaborado pelo advogado Márcio Thomaz Bastos, em substituição a Mário Covas Neto. Uma liminar do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) paralisou o processo e determinou, a pedido do deputado Serra, os recolhimentos dos ofícios judiciais, para não haver quebra do segredo bancário e fiscal do deputado Serra.

Depois de muitos anos na posse dos autos do mandado de segurança, o relator Francisco Prado, guindado ao TRE pela classe dos juristas-advogados e mercê de sua larga experiência de vida como ex-prefeito e prefeito de Santos (quando deixou o TRE foi secretário de Covas e Alckmin), lançou decisão, no ano de 1997. O TRE entendeu que o exame do mandado de segurança estava prejudicado, pois os crimes estavam todos prescritos. Arquivou-se o processo iniciado em 1990, por não ter sido julgado no tempo devido.

Pano rápido. Como dizia Mario Quintana, “a Justiça é cega. Isso explica muita coisa”.

Fonte: Carta Capital

Cardozo:tucanos querem ganhar no tapetão