Segundo Aécio Neves, a UTC doou R$ 1.200 um milhão de duzentos mil reais a mais à campanha dele porque quis se livrar do governo do PT.Segundo, ainda, o meliante, "nada tínhamos a oferecer a essas
empresas achacadas a não ser a alforria desse grupo político, que
vinculou as obras da Petrobras com o financiamento ao partido e aos seus
dirigentes", Assim como o mau-caráter Merval, Aécio Neves disse que"as doações de R$ 7,5 milhões da UTC à presidente Dilma são
fruto de "assalto" à Petrobras, enquanto as suas, de R$ 8,7 milhões, são
legítimas".É muito sem-vergonha, moleque, safado, infrator das leis de trânsito e da moralidade administrativa.
Curioso é que Aécio Neves fez a declaração num lugar bem apropriado ao estilo dele: na Esbórnia. Na festa do boi, em Parintins-AM.
Merval Pereira, aquele colonista do Globo, que nunca escreveu um livro
na vida mas mesmo assim é membro da ABL, tem uma nova definição pra
caixa 2: amizade. Segundo Merval, Aécio Neves, Julio Delgado e Aloysio
Nunes receberam dinheiro da UTC por amizade, já Dilma recebeu recursos
frutos da corrupção da Petrobras.
O ministro-chefe da Casa Civil Aloizio
Mercadante deu entrevista coletiva neste sábado (27) para explicar o
envolvimento de seu nome em reportagem da revista Veja
O ministro-chefe da Casa Civil Aloizio Mercadante deu
entrevista coletiva neste sábado (27) para explicar o envolvimento de
seu nome em reportagem da revista Veja que listou 18 políticos
a quem o ex-presidente da UTC Ricardo Pessoa, preso na Operação Lava
Jato, teria dado dinheiro, segundo delação do mesmo. A atitude foi
semelhante à do ministro da Comunicação Social Edinho Silva, que criticou o
que chamou de "vazamento seletivo" de conteúdo de delação premiada.
Mercadante disse que a presidente Dilma Rousseff deve falar em breve com
a imprensa sobre dinheiro de origem duvidosa que sua campanha eleitoral
de 2014 teria recebido, de acordo com a mesma reportagem.
Mesmo
embarcando ainda neste sábado (27) aos Estados Unidos para se encontrar
com Obama e buscar parceiros comerciais, Dilma quer explicar as
denúncias que envolveram tesoureiros de sua equipe eleitoral, informa o
ministro. "Pode ter certeza que ela está com muita vontade de falar",
disse Mercadante.
O ministro da Casa Civil se reuniu na manhã deste sábado com a própria
Dilma, além do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e da Secom,
Edinho Silva. Ele justificou por que não viajará mais junto à delegação
brasileira aos Estados Unidos. O nome de Mercante estava previsto na
lista de brasileiros que iriam representar o País.
O
ministro negou que o cancelamento da passagem teria se dado por causa da
reportagem de Veja. Mercadante afirma que "nunca mais" conseguiu viajar
depois de se tornar ministro da Casa Civil, "nem pra são paulo para ver
minhas netas", confidenciou. Ele alega ainda que não tomou o avião
porque a agenda no Senado na próxima semana está muito cheia com
assuntos importantes e porque fazia questão de justificar as acusações
envolvendo seu nome. "Eu quero estar aqui, eu quero explicar todas as
vezes que necessário, eu quero transparência", afirmou.
A
revista aponta que o atual ministro teria recebido R$ 250 mil de Ricardo
Pessoa não declarados, segundo delação do próprio dono da UTC. O
dinheiro foi doado na campanha do petista ao governo do estado de São
Paulo em 2010, quando Mercadante perdeu para Geraldo Alckmin (PSDB). O
atual governador de São Paulo "também recebeu das empresas, R$1,4 milhão
pela Constran e pela UTC, devidamente prestados contas na Justiça
Eleitoral", fez questão de enfatizar Mercadante.
O principal
ministro da presidente garantiu que não houve ilegalidades e desafiou os
jornalistas a entrarem no site da Justiça Eleitoral e verificarem
recibos já declarados. Mercadante confirmou que recebeu R$ 500 mil em
duas parcelas de R$ 250 mil, mas diz ter declarado as quantias. Ele
também defendeu a inocência prévia das empreiteiras, que não deveriam
ser condenadas e consideradas inidôneas sem provas. "Não há nenhuma base
jurídica, nem haverá (para isso)", disse.
"Depois de ter o
dano reparado, tomarei as medidas judiciais cabíveis", disse ainda
Mercadante, dando a entender que processará o líder da UTC ou a revista
que divulgou trechos da delação premiada.
Críticas e economia
Questionado
se as recentes denúncias prejudicariam a atração de investimentos
estrangeiros, como os que o governo brasileiro busca nos EUA, Mercadante
disse: "se crítica da imprensa brasileira prejudicasse investimentos no
Brasil, nós não teríamos nos tornado a quinta maior economia do mundo",
disse. "Nós estamos no limite do que nós poderíamos fazer para
amortecer uma crise internacional", afirmou ainda o ministro, destacando
a importância do ajuste fiscal e acordo de fundo de investimentos com a
China assinado nesta sexta de US$ 20 bilhões.
Mercadante
também comentou a parceria política com o PMDB, a quem chamou de "um
partido estratégico para a coalizão", elogiando a atuação do
vice-presidente da República e peemedebista Michel Temer na articulação
política para a aprovação de matérias para o ajuste fiscal.
Quem lê os principais jornais dando
conta de que a UTC doou 7,5 milhões de reais à campanha de Dilma
Rousseff fica com a impressão de que há, aí, uma grande descoberta e que
a presidente foi especialmente beneficiada por essa empresa. Nada mais
falso.
Em primeiro lugar, se esses grandes
veículos fizessem jornalismo deveriam esclarecer que essa empresa doou
inclusive mais dinheiro à campanha de Aécio Neves no ano passado do que à
de Dilma Rousseff.
Levantamento feito pelo site Às Claras,
ligado à ONG Transparência Brasil, mostra que a UTC doou R$
8.722.566,00 para a campanha a presidente de Aécio Neves, no ano
passado. O valor é R$ 1,22 milhão superior ao valor doado à campanha de
Dilma Rousseff na mesma época.
Diz o noticiário que Pessoa
sentiu-se pressionado a doar a Dilma e ao PT porque tinha medo de que,
se não doasse, o governo petista prejudicaria seus negócios. A pergunta
que é obrigatório fazer, diante de tal acusação, é muito simples: por
que Aécio, sem pressionar, recebeu mais do que Dilma?
Uma campanha recebeu 7,5 milhões de
reais do empresário porque o intimidou e a outra – que, conforme a
omissão do noticiário em citá-la, subentende-se que não intimidou –
recebe 8,7 milhões de reais.
A primeira doação decorre de chantagem e a segunda de "amor" ao candidato?
Ora, façam-me o favor...
Mas o pior não é isso. Uma simples
busca na internet revela que essa celeuma que dominou a grande mídia a
partir da última sexta-feira (26) por conta das "novas" revelações de
Ricardo Pessoa, da UTC, não tem a menor justificativa porque é matéria
requentada.
Os três maiores jornais do país
(Folha, Globo e Estadão) publicaram, neste sábado (27/06), praticamente a
mesma matéria sobre o tema, inclusive com manchetes praticamente
idênticas. Desse modo, tomemos como exemplo a matéria da Folha, que
afirma que "Revelações de empreiteiro ampliam pressão sobre o PT".
Dono da UTC cita doações a campanhas de Dilma e Mercadante em delação
Partido afirma que todas as contribuições que recebeu foram feitas conforme a lei e declaradas à Justiça
DE BRASÍLIA
DE CURITIBA
DE SÃO PAULO
Depoimentos prestados pelo
empresário Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC, aos procuradores da
Operação Lava Jato ampliaram a pressão sobre o governo da presidente
Dilma Rousseff e seu partido, o PT, lançando novas suspeitas sobre
doações feitas à sua campanha à reeleição em 2014.
Apontado como um dos líderes do
cartel de empreiteiras acusadas de participar do esquema de corrupção na
Petrobras, Pessoa fez acordo com a Procuradoria-Geral da República para
colaborar com as investigações em troca de uma pena reduzida. O acordo
foi homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quinta-feira
(25).
Pessoa doou R$ 7,5 milhões para a
campanha de Dilma. A contribuição foi declarada à Justiça Eleitoral
pelo PT, mas, como a Folha revelou em maio, Pessoa disse que só fez a
doação por temer prejuízos em seus negócios na Petrobras se não ajudasse
o partido. Ele disse que tratou da contribuição com o tesoureiro da
campanha de Dilma, o atual ministro da Secretaria de Comunicação Social
da Presidência, Edinho Silva.
Nesta sexta (26), a revista
“Veja” afirmou que Pessoa detalhou também contribuições feitas para 18
campanhas políticas, incluindo repasses de R$ 15 milhões para o
ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e de R$ 750 mil ao ex-deputado
José de Fillipi (PT-SP), que foi tesoureiro da campanha de Dilma em 2010
e hoje é secretário da administração do prefeito de São Paulo, Fernando
Haddad (PT).
Segundo o jornal “O Estado de S.
Paulo”, Pessoa indicou aos procuradores que os repasses para Vaccari e
Fillipi foram feitos de maneira ilegal, e não por meio de doações
oficiais. Em nota, o PT afirmou que todas as doações recebidas pelo
partido foram declaradas à Justiça Eleitoral.
Como a Folha informou nesta sexta
(26), Pessoa também detalhou a maneira como foi negociada uma
contribuição à campanha do petista Aloizio Mercadante ao governo do
Estado de São Paulo, em 2010. Em 2010, Mercadante declarou à Justiça
Eleitoral uma doação de R$ 250 mil da UTC. Hoje ministro da Casa Civil,
Mercadante é o principal auxiliar de Dilma.
As novas revelações sobre os
depoimentos de Pessoa fizeram Dilma convocar uma reunião de emergência
nesta sexta. Participaram Mercadante, Edinho Silva e o ministro da
Justiça, José Eduardo Cardozo. Nenhum se manifestou sobre o assunto.
Em avaliações internas, ministros
afirmavam que o episódio poderá contribuir para abalar ainda mais a
frágil popularidade da presidente, que tem 10% de aprovação, segundo o
Datafolha.
Preso desde novembro de 2014 e
hoje em prisão domiciliar, Ricardo Pessoa negociou durante meses o
acordo de delação premiada. A Folha apurou que Pessoa descreveu em
detalhes a maneira como acertava o repasse de recursos destinados ao PT.
‘PIXULECO’
Segundo ele, o então diretor da
Petrobras Renato Duque, ligado ao PT, avisava João Vaccari sempre que a
estatal fechava um contrato com a UTC e o tesoureiro então procurava o
empreiteiro para cobrar o “pixuleco”, como ele chamava a propina de 1%
que seria destinada ao PT.
Segundo Pessoa, eles então combinavam de que forma, e em quantas parcelas, esse pagamento seria feito.
Na maior parte das vezes, Pessoa
disse que optou por fazer doações oficiais ao PT ou a candidatos do
partido. Às vezes, disse, Vaccari pedia que o pagamento fosse feito por
fora. Segundo Pessoa, nesses casos o dinheiro era passado em espécie ao
partido.
Na delação, Pessoa também citou
contribuições a políticos de outros partidos, entre eles os senadores
Aloysio Nunes (PSB-SP), Fernando Collor (PTB-AL) e Edison Lobão
(PMDB-MA). Todos negam irregularidades.
O que você, atento leitor, entende
dessa matéria e, sobretudo, da manchete que a intitula é que surgiu
alguma novidade que "ampliou" a "pressão" sobre "o PT". Ou seja, o que
se subentende da manchete é que alguma coisa nova veio à tona.
Pois bem. Vejamos, então, matéria da
mesma Folha de São Paulo publicada 49 dias antes, de autoria da mesma
Estelita Hass Carazzai que assina a matéria publicada pelo jornal neste
sábado.
O empresário Ricardo Pessoa, dono
da empreiteira UTC, disse a procuradores da Operação Lava Jato que doou
R$ 7,5 milhões à campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff por
temer prejuízos em seus negócios na Petrobras se não ajudasse o PT.
Segundo Pessoa, a contribuição da
empresa foi tratada diretamente com o tesoureiro da campanha de Dilma, o
atual ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência,
Edinho Silva.
Preso desde novembro do ano
passado e hoje em regime de prisão domiciliar, o empresário negocia
desde janeiro com o Ministério Público Federal um acordo para colaborar
com as investigações em troca de uma pena reduzida.
Nos contatos com os procuradores e
no documento em que indicou as revelações que está disposto a fazer
caso feche o acordo, Pessoa descreveu de forma vaga sua conversa com
Edinho, mas afirmou que havia vinculação entre as doações eleitorais e
seus negócios na Petrobras.
O empreiteiro contou ter se
reunido com Edinho a pedido do então tesoureiro do PT, João Vaccari
Neto, apontado como o principal operador do partido no esquema de
corrupção descoberto na Petrobras e hoje preso em Curitiba.
As doações à campanha de Dilma
foram feitas legalmente. Segundo os registros do TSE (Tribunal Superior
Eleitoral), foram três: duas em agosto e outra em outubro de 2014, dias
antes do segundo turno da eleição.
Se Pessoa fechar o acordo de
delação premiada com os procuradores, ele terá então que fornecer provas
e detalhar suas denúncias em depoimentos ao Ministério Público e à
Polícia Federal.
Em janeiro, Pessoa já havia
indicado sua disposição de falar sobre a campanha de Dilma Rousseff em
documento escrito na cadeia e publicado pela revista “Veja”. “Edinho
Silva está preocupadíssimo”, escreveu o empresário.
CAIXA DOIS
Pessoa também afirmou aos
procuradores que fez contribuições clandestinas para a campanha do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, em 2006, e a do
prefeito petista de São Paulo, Fernando Haddad, em 2012.
O empreiteiro disse que deu R$
2,4 milhões à campanha de Lula, via caixa dois. O dinheiro teria sido
trazido do exterior por um fornecedor de um consórcio formado pela UTC
com as empresas Queiroz Galvão e Iesa e entregue em espécie no comitê
petista.
Pessoa afirmou também que, a
pedido de Vaccari, pagou outros R$ 2,4 milhões para quitar dívida que a
campanha de Haddad teria deixado com uma gráfica em 2012. O doleiro
Alberto Youssef, outro operador do esquema de corrupção na Petrobras,
teria viabilizado o pagamento.
Segundo o empreiteiro, o valor
foi descontado de uma espécie de conta corrente que ele diz ter mantido
com Vaccari para controlar o pagamento de propinas associadas a seus
contratos na Petrobras.
Pessoa também promete revelar às
autoridades detalhes sobre seus negócios com o ex-ministro da Casa Civil
José Dirceu, que hoje cumpre prisão domiciliar por seu envolvimento com
o mensalão.
O empreiteiro, que pagou R$ 3,1
milhões à empresa de consultoria de Dirceu entre 2012 e 2014, diz que o
contratou para prospectar negócios no Peru, mas afirmou aos procuradores
que a maior parte dos repasses foi feita após a prisão do ex-ministro,
para atender a um pedido de ajuda financeira da sua família, em razão de
sua influência no PT.
OUTRO LADO
O PT rejeitou as acusações do
empresário Ricardo Pessoa e afirmou em nota que todas as doações à
campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014 foram feitas de acordo com
a legislação eleitoral.
O partido ressaltou que as contas da campanha de Dilma foram aprovadas por unanimidade na Justiça Eleitoral.
A assessoria do ministro Edinho
Silva, chefe da Secretaria de Comunicação Social, que foi o tesoureiro
da campanha presidenical, informou que a nota do PT deveria ser
considerada sua reposta às alegações do empreiteiro.
A Presidência da República e a
assessoria do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disseram que não
fariam comentários sobre o assunto.
O prefeito de São Paulo, Fernando
Haddad, afirmou que as doações à sua campanha foram todas feitas de
acordo com a lei, e que as dívidas foram absorvidas e quitadas
posteriormente pelo PT.
O advogado Luiz Flávio Borges
D’Urso, que defende o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto, disse que
ele só captou doações legais para o partido e não participou do esquema
de corrupção descoberto na Petrobras.
O advogado do ex-ministro José
Dirceu, Roberto Podval, informou que seu contrato de consultoria com a
UTC tinha como objetivo prospectar negócios no Peru, sem qualquer
relação com a Petrobras.
Alguém, por favor, ajude este
desorientado blogueiro: o que é, diabos, que há de novo nas notícias
recém-publicadas sobre as denúncias do empreiteiro Ricardo Pessoa? O que
é que ele acrescentou ao que já havia dito que justifique que a mídia e
a oposição façam esse estardalhaço e digam que, à luz das "novas"
revelações, há que tirar o mandato de Dilma Rousseff?
O que esse estardalhaço todo
significa é, no fim das contas, um imenso desrespeito pela opinião
pública, obviamente vista pela mídia e pela oposição como desmemoriada,
idiotizada, incapaz de juntar fatos escandalosamente óbvios e deles
tirar uma simples conclusão.
Infelizmente, pensando bem, tanto a
mídia quanto a oposição têm boas doses de razão para enxergar assim a
sociedade brasileira, ou ao menos sua maioria esmagadora.
O ex-comunista recebeu R$ 300 mil por dentro e R$ 200 mil por fora.E ainda tem o desplante de dizer que foi tudo legal, que foi fruto da amizade com um cidadão que o conhece há 40 anos.Fora, corrupto!
Clique na imagem
O senador
Aloysio Nunes (PSDB-SP), que foi candidato a vice na chapa de Aécio
Neves (PSDB-MG) em 2014, recebeu duas doações da UTC/Constran: uma de R$
300 mil, que teria sido declarada, e outra de R$ 200 mil, retirados em
dinheiro vivo.
A informação aparece apenas no
último parágrafo da reportagem de capa da revista Veja deste fim de
semana. "A lista dos beneficiários é extensa e envolve políticos de
vários partidos. O senador Aloysio Nunes Ferreira recebeu 300 000 reais
oficialmente e outros 200 000 em dinheiro", diz Veja.
O envolvimento de Aloysio Nunes
dificulta a movimentação pró-impeachment da oposição. "A dificuldade
política da oposição consiste numa questão essencial: manter o discurso
da moralidade, que implica em rejeitar como mentira toda explicação
apresentada pelos adversários e, ao mesmo tempo, tentar nos convencer
que, no caso de seus aliados, a história é outra, ainda que os
argumentos sejam os mesmos e a situação real seja igual", diz Paulo
Moreira Leite, diretor do 247, em Brasília.
Em nota, Aloysio tentou fazer esse
malabarismo. Defendeu a legalidade do que recebeu, sem deixar de atacar
seus adversários políticos.NO 247.
Explica, ô Lulu, tenho até pena desse cara-de-pau.
Leia, abaixo, o texto distribuído pelo parlamentar, que chegou a desfilar até em passeatas que pediam intervenção militar:
"É preciso analisar com cuidado a
lista dos políticos que teriam sido citados por Ricardo Pessoa, ex-dono
da UTC, em sua delação premiada.
Todos os citados afirmam, inclusive
eu, que as doações foram legais, registradas na Justiça Eleitoral. Ate
aí, não há muita diferença. O que deve guiar a análise desta lista para
estabelecer as distinções é indagar quais desses políticos teriam reais
condições de influenciar decisões da Petrobras que favorecessem a UTC.
Eu não teria a menor possibilidade
de fazê-lo. Em primeiro lugar, não faz parte do meu repertório combinar
política com negócio. Em segundo lugar, minha notória hostilidade aos
governos petistas jamais me recomendaria a esse papel de intermediário
junto à Petrobras.
Finalmente, quando fui candidato ao
Senado pelo PSDB em 2010, ano em que a contribuição da UTC foi recebida,
entregue ao meu comitê por via eletrônica, e declarada à Justiça, eu
não era titular de nenhum mandato e enfrentava um desafio eleitoral
dificílimo. Minhas chances de vitória eram remotas. De fato, as únicas
doações que recebi foram 200 mil reais, em 16 de julho, e 100 mil, em 18
de agosto: àquela altura meu índice de intenção de votos nas pesquisas
estava em torno de 2% e eu figurava em sétimo lugar entre os candidatos.
Então, como explicar as doações? Na
verdade, elas foram solicitadas ao Dr. João Santana, diretor presidente
da Constran, meu amigo há 40 anos, que sempre participou ativamente de
minhas campanhas eleitorais, desde a primeira em 1982 e até a última.
Ocorre que, em 2010, a UTC havia se
associado majoritariamente à Constran e, por isso, como me explicou
ainda ontem Dr. João Santana, a doação foi contabilizada em nome da
empresa dirigida por Ricardo Pessoa. Além do mais, em 2010, não havia
Lava Jato e nem eu, nem os então dirigentes da Constran, nem a imensa
maioria dos brasileiros tínhamos conhecimento das acusações que pesam
hoje contra Ricardo Pessoa em razão de suas relações com a Petrobras e
os governos petistas."
Aloysio Nunes Ferreira, Senador (PSDB-SP) Brasília, 27 de junho de 2015
O bordão mais conhecido da esquerda pode ser ajustado à reação
conservadora que, graças ao bombardeio midiático, conquista boa parte da
maioria desavisada
O momento é adverso para a esquerda.A
direita brasileira uniu-se e com o objetivo de derrubar Dilma,
desmoralizar Lula e, se possível, levá-lo à prisão. Por último, mas não
menos importante, exterminar o PT. Coesão como esta ocorreu em 1964.
Jango foi derrubado, manu militari, com sinal verde dos Estados Unidos.
Desta vez, as Forças Armadas estão fora
da manipulação política e as vivandeiras não rondam os quartéis. Um
contingente da classe média já saiu às ruas pedindo o retorno da
ditadura. O modelo de antanho parece superado. Permanece ainda um gosto
rançoso de 1964 orientando os propósitos sinistros de barões da mídia.
Há tentativas de golpe branco, com certas
manifestações emergidas nos últimos meses e é, no momento, repetido com
o método de sufocação parecido ao ataque de uma sucuri. O réptil corta a
transmissão do ar para o pulmão da vítima.
Talvez se possa moldar um slogan para os direitistas. Eis
aqui uma sugestão simples, solidamente sustentada pelos fatos: “A
direita unida jamais será vencida”.
Bem, nem sempre. Trata-se de ironia em contraponto à
palavra de ordem, simples e forte, criada pelas manifestações da
esquerda: “O povo unido jamais será vencido”. Anima. Mas não tem sido
assim.
Evidentemente, a história não é
explicável pelos bordões. Mas eles absorvem e refletem alguma coisa da
realidade. A direita, conforme-se com isso a esquerda, também tem uma
parte do povo ao lado dela. Às vezes menos, às vezes mais.
Para ganhar quatro eleições seguidas o PT fez alianças com o centro e a centro-direita. Uma tentativa de unir partidos de campo político diferente encarregados de formar a base governista no Congresso.
Houve, nos últimos tempos, uma radical
migração de eleitores para a direita, como aponta o resultado de
pesquisa do Datafolha, sobre a tendência ideológica do eleitor (tabela).
De cada 100 brasileiros, 35 se dizem de esquerda e centro-esquerda,
e 45 se identificam com a centro-direita ou com a direita simplesmente.
O centro absorve 20 brasileiros. Até então, esse agrupamento estava
disperso entre um lado e o outro. Produzia uma frágil estabilidade,
favorecendo os governos petistas. Ela, no entanto, com as crises
econômica e política, pendeu para a direita, compondo uma maioria
expressiva: 65 entre 100 formam esse bloco.
Aí a base descontrolou-se de vez. Uma coisa é uma coligação, a outra um ajuntamento de siglas.
A força da direita, além de poderosas
relações institucionais, conta com o apoio maciço da mídia, que, na
oposição ao governo, cruza a ponte democrática e os limites
profissionais para desembocar no jornalismo marrom, a se valer da
ignorância e da ingenuidade política da maioria.
Cresceu a repulsa aos petistas.
Bresser-Pereira, ex-ministro dos presidentes Sarney e FHC, identifica
isso como “ódio de classe”, emergido a partir dos amplos programas
sociais e consolidado após a derrota sofrida por Aécio Neves na eleição
presidencial.
Não há surpresa nessa história. A questão
social é uma intrusa na pauta da direita, que nunca deu prioridade aos
pobres. O Programa Bolsa Família e a inclusão econômica são alvo desse
repúdio de classe. Manifesta-se aqui e ali. A reação mais conhecida
ocorre nos aeroportos do País. Pergunta o usuário burguesote das linhas
aéreas: onde já se viu pobre usar avião como meio de transporte?
O ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif
Domingos (PSD), virou réu em uma ação de improbidade administrativa
aberta pelo Ministério Público Estadual (MP-SP) na 4ª Vara da Fazenda
Pública de São Paulo. Afif é acusado de ter usado a influência do cargo
de vice-governador de Geraldo Alckmin (PSDB) – posto ocupado por ele
entre 2011 e 2015 – para se favorecer no julgamento de um processo
envolvendo uma empresa da qual é sócio, a Sundays Participações LTDA.
Nesta sexta-feira, 26, o juiz Luís Felipe Ferrari de Bedendi mandou
notificar ‘os réus’ e a eles deu prazo de quinze dias para se
manifestarem. Além de Afif são citadas na ação duas biólogas do
Instituto de Botânica e duas pessoas jurídicas.
A promotoria sustenta haver indícios que comprovam que Afif teria se
aproveitado dos poderes da função vice-governador para conseguir que a
Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB) aprovasse a
construção do condomínio “Praia da Baleia”, no litoral norte, pela
empresa de Afif, a Sundays, em parceria com uma empresa de
empreendimento imobiliário.
Para a promotoria, as eventuais condutas de Afif “infringem os
princípios administrativos da moralidade, da legalidade e da
impessoalidade”.
A CETESB aprovou a construção do condomínio de Afif – composto por 50
unidades habitacionais – em 2011. Antes disso, a companhia já havia
indeferido o pedido de alvará feito pelas empresas, sob alegação de que a
área escolhida para a obra continha espécies animais e vegetais
ameaçadas de extinção. As empresas recorreram e conseguiram reverter a
decisão, amparadas por laudos produzidos pelo Instituto de Botânica que
autorizavam a construção do empreendimento.
Investigações feitas pelo Ministério Público apontam que houve
irregularidades no processo de revisão do indeferimento emitido pela
CETESB e indicam “pressão em favor da aprovação do empreendimento, por
parte do ex-secretário (Desenvolvimento, gestão Alckmin) e então
vice-governador, exercida sobre agentes da CETESB e do Instituto de
Botânica”.
“É certo, ainda, que foram colacionados nos autos do inquérito civil
485/2012 elementos de convicção no sentido de que o ‘laudo’ do Instituto
de Botânica teve seu conteúdo viciado em decorrência de pressão a favor
da aprovação do empreendimento, exercida pelo então vice-governador
Ghilherme Afif Domingos”, diz o texto da ação, assinada pelo
promotor Silvio Antonio Marques, da Promotoria de Defesa do Patrimônio
Público – braço do Ministério Público Estadual que investiga
improbidade.
Entre as punições solicitadas pela ação do Ministério Público, o
promotor pede que Afif tenha seus direitos políticos suspensos por até
cinco anos e que ele perca a função pública ocupada atualmente, sanções
previstas na Lei de Improbidade Administrativa.
“Requer o Ministério Público a Vossa Excelência (juiz): condenar
Guilherme Afif Domingos à perda da função pública, à suspensão dos
direitos políticos de três a cinco anos, ao pagamento de multa civil de
até cem vezes o valor da remuneração bruta mensal por ele percebida como
Secretário do Estado na época (tudo devidamente corrigido e com juros),
à proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou
incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que
por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo
prazo de três anos”, diz o texto da ação.
Ainda segundo Silvio Marques, Afif
chefiou um “esquema ímprobo que violou princípios da moralidade, da
legalidade e da improbidade”. “O
esquema ímprobo capitaneado por Guilherme Afif Domingos, com a
participação de técnicas do Instituto de Botânica, voltado à aprovação
do empreendimento ‘Condomínio Praia da Baleia’, violou patentemente três
desses postulados fundantes da atuação da Administração Pública, quais
sejam, os princípios da moralidade, da legalidade e da impessoalidade”,
escreveu o promotor, ao solicitar mais uma série de punições ao
ministro.
COM A PALAVRA, A DEFESA DO MINISTRO AFIF DOMINGOS:
A advogada Renata Ferraz de Sampaio, que representa o ministro e
ex-vice-governador de São Paulo Guilherme Afif Domingos, negou
enfaticamente ter havido pressão por parte dele pela aprovação do
projeto do condomínio Praia da Baleia. “Vemos tudo isso com muita
surpresa. Não houve pressão pela aprovação, mas pela não aprovação do
empreendimento de pessoas que possuíam casas lá”, afirmou Renata.
COM A PALAVRA, A CETESB
A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental não se manifestou até o fechamento da reportagem.
Desconfie desses políticos que se arvoram no direito de ser portador do monopólio da ética. Esse é o caso de JúlioDelgado(PSB-MG). Esse sujeito foi o maior carrasco de José Dirceu no Conselho de Érica da Câmara dos Deputados. O meliante, mesmo sabendo que não havia nenhuma prova contra Dirceu, exceto um empréstimo que a ex-mulher de Dirceu fez junto ao Banco Rural, pediu impiedosamente a cassação de Dirceu, que terminou sendo cassado por uma bando de corruptos da Câmarados Deputados.Pois bem, esse mesmo Júlio Delgado foi acusado pelo dono da UTC de ter recebido R$ 150 mil para não envolvê-lo na CPI da Petrobras – ao todo,
essa operação, capitaneada pelo ex-senador Gim Argello (PTB-DF) teria
custado R$ 5 milhões.Veja bem: Delgado recebeu R$ 150 mil reais para não envolver o senhor Ricardo Pessoa na CPI da Petrobras.Isso é muito mais grave que receber dinheiro de caixa 2. Júlio Delgado nega, é claro, mas até que se prove o contrário ele é corrupto, sim.Segundo ele, a grana que recebeu da UTC é legal, foi tudo declarada na sua prestação de contas.Não, senhor Júlio Delgado, não se faça de sonso. Ricardo Pessoa não acusou você de ter recebido R$ 150 mil reais para sua campanha eleitoral, ele acusa você de ter recebido R$ 150 mil para poupá-lo da CPI da Petrobras.Por menos que isso, só porque viajou num avião de Alberto Youssef, André Vargas foi cassado, justamente após pedido de Júlio Delgado, que morre de amores por petista.Quero ver agora quem vai ter colhões para pedir a cassação de Julio Delgado no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.Com a palavra os deputados do PSOL e do PT autêntico.
Cínico, estúpido, dissimulado é esse senador Aluísio Nunes. O sujeito foi acusado de receber propina da Alstom(foi salvo porque a Justiça só gosta de lascar petista), o sujeito foi acusado de receber R$ 300 mil reais de Paulo Preto, o cara está sendo acusado de receber R$ 250 mil reais da UTC, mas, em vez de se defender, acusa(ninguém sabe quem) de ter forjado essa "armação" contra ele. E, como sempre, diz que o dinheiro recebido por ele foi limpo, e o do PT foi sujo, proveniente de corrupção.
247 -Em nota nesta sexta-feira (26), o Instituto
Lula reage à forma como a revista Época tem recorrido à instituição para
apurar informações sobre sua atuação e as viagens do ex-presidente. De
acordo com o relato do instituto, a equipe de Época tem optado por
procurar a entidade às vésperas do fechamento e somente através de
emails. A nota do Instituto Lula também rebate informações falsas
publicadas pela revista sobre o ex-presidente e dá um aviso duro: "É a
última vez que perderemos tempo com a Época, que agora receberá o mesmo
tratamento reservado à Veja pela assessoria de imprensa, após reiteradas
práticas de parcialidade e falta de isenção jornalística".
Abaixo a nota do instituto na íntegra:
Recebemos hoje (26), às 9h55, um e-mail da reportagem da revista
Época com questionamentos a respeito das viagens do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva. Faz quase dois meses que a Época tem essa prática
de mandar e-mails perto do fechamento em vez de fazer entrevistas cara a
cara sobre as atividades do Instituto. É a última vez que perderemos
tempo com a Época, que agora receberá o mesmo tratamento reservado à
Veja pela assessoria de imprensa, após reiteiradas práticas de
parcialidade e falta de isenção jornalística. Mediante os
questionamentos da publicação, fazemos os seguinte esclarecimentos a
respeito das viagens realizadas pelo ex-presidente:
Sim, o Instituto Lula tem como política divulgar as viagens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao exterior.
Desde abril de 2011, quando se constituiu a assessoria de imprensa do
então Instituto Cidadania, hoje Instituto Lula, todas as viagens do
ex-presidente foram divulgadas à imprensa por e-mail, e desde o segundo
semestre de 2011, quando o Instituto Lula criou seu site, também por
esse canal. E desde 2012 também por Facebook. E também por Twitter.
Embora o ex-presidente não ocupe cargo público e, por isso, não tenha
nenhuma obrigação de divulgar viagens para o exterior, elas foram
divulgadas.
As viagens anteriores a abril de 2011 também foram registradas no
site do Instituto Lula. Bastaria aos jornalistas da revista pesquisarem
no site para encontrar a relação de viagens.
As viagens do ex-presidente Lula ao exterior não foram a turismo ou
passeio. Foram para dar palestras, falando bem do Brasil no exterior
para investidores e autoridades estrangeiras, estimulando a participação
de jovens na política e divulgando políticas sociais de combate à fome
em eventos na África, América Latina, Estados Unidos, Europa e Ásia.
Os principais destinos do ex-presidente ao exterior não foram, como
já publicou erroneamente Época, Cuba, República Dominicana e Gana. Como o
Instituto já respondeu para a revista, no texto “As sete mentiras da
capa de Época sobre Lula”
(http://www.institutolula.org/as-sete-mentiras-da-capa-de-epoca-sobre-lula/),
os principais destinos foram os Estados Unidos, com 6 viagens, e depois
México e Espanha, cada um com 5 viagens.
Como já também foi respondido para a Época, quase dois meses atrás.
"No caso de atividades profissionais, palestras promovidas por empresas
nacionais ou estrangeiras, o ex-presidente é remunerado, como outros
ex-presidentes que fazem palestras. O ex-presidente já fez palestras
para empresas nacionais e estrangeiras dos mais diversos setores -
tecnologia, financeiro, autopeças, consumo, comunicações - e de diversos
países como Estados Unidos, México, Suécia, Coreia do Sul, Argentina,
Espanha e Itália, entre outros. Como é de praxe, as entidades promotoras
se responsabilizam pelos custos de deslocamento e hospedagem.”
Ao contrário do que já publicou Época, e já foi rebatido pelo
Instituto Lula, a maioria das viagens do ex-presidente ao exterior não
foram pagas pela Odebrecht, que contratou palestras para empresários e
convidados em países onde a empresa já atua. Uma pergunta da revista
contém um equívoco porque a LILS não recebe doações. A LILS é uma
empresa de palestras. Ela recebe pagamentos por serviços prestados. O
Instituto Lula é uma entidade sem fins lucrativos que recebe doações
para a manutenção das suas atividades. O ex-presidente não recebe
pagamentos do Instituto Lula. Dezenas de empresas, de diferentes
setores, doaram para o Instituto Lula. Os institutos de ex-presidentes,
não só o do ex-presidente Lula, vivem de doações privadas. Sobre esse
assunto de doações e contratações, como já foi respondido para a Época
semana passada:
“O Instituto é uma entidade sem fins lucrativos, e as doações de
indivíduos, fundações e empresas privadas de vários setores, entre elas a
Odebrecht, assim como as parcerias com organismos multilaterais são
para a manutenção do Instituto e realização das suas atividades.
A Odebrecht já falou sobre o seu apoio às atividades do ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, e também de outros ex-presidentes, entre
outras notas e declarações para a imprensa, no artigo 'Viaje Mais,
presidente', de Marcelo Odebrecht, em 7 de abril de 2013, na Folha de S.
Paulo. Ou seja, mais de dois anos atrás.
Todas as doações ao instituto estão contabilizadas e foram pagos
todos os impostos correspondentes. Nem o apoio feito ao Instituto pela
Odebrecht, nem as palestras profissionais do ex-presidente contratadas
pela empresa são objetos de sigilo. O Instituto Lula nunca negou ter
recebido doações da Odebrecht e a empresa nunca negou ter concedido este
apoio. Aliás, como o próprio artigo de Marcelo Odebrecht mencionado
acima deixa explícito.”
Temos em nosso site uma lista respondendo a dúvidas frequentes sobre o
Instituto.
http://www.institutolula.org/duvidas-frequentes-a-respeito-do-instituto-lula
São vários partidos, vários políticos acusados de receber dinheiro de campanha da UTC, mas o PiG só enxerga o PT.Todas as manchetes dos portalões de hoje e, provavelmente, dos jornalões de amanhã , só dizem(e vão dizer) que o PT, Vaccari, José Fillipi, Dilma Lula e afins receberam caixa dois.Os demais, não.Nem sequer são citados na lista.Isso já está passando do limite da má-fé, do partidarismo descarado.
"Os
depoimentos do empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, em seu
termo de colaboração premiada, homologado pelo ministro Teori Zavascki,
agitam a República.
Pessoa citou figuras proeminentes de
praticamente todos os partidos, incluindo figurões da oposição. Entre
eles, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) e o deputado Julio Delgado
(PSB-MG). Aloysio foi vice na chapa de Aécio Neves e Delgado se
notabilizou como relator da cassação de José Dirceu.Não consta que Dirceu, quando deputado, recebeu dinheiro de corrupto. Júlio Delgado, tão metido a honesto, recebeu.Que tal algum petista corajoso levar esse safado ao Conselho de Ética da Câmara?
Ele mencionou pagamentos de R$ 7,5
milhões à campanha da presidente Dilma Rousseff, em 2014. Citou ainda
pagamentos de R$ 1 milhão ao ex-ministro Edison Lobão, do PMDB, de R$ 5
milhões ao ex-senador Gim Argello (PTB-DF), de R$ 200 mil ao senador
Aloysio Nunes (PSDB-SP), de R$ 150 mil ao deputado Júlio Delgado
(PSB-MG) e de R$ 20 milhões ao ex-presidente e senador Fernando Collor
(PTB-AL).
Pessoa também citou doação de R$ 2,5
milhões ao prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e de R$ 1 milhão a
ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, além de R$ 750 mil ao
deputado José de Fillipi e R$ 1 milhão ao deputado Arthur Lira (PP).
Em Brasília, a presidente Dilma
convocou uma reunião de emergência no Palácio da Alvorada. Dois de seus
principais ministros, Edinho Silva e Aloizio Mercadante, foram citados
por Pessoa.
Mercadante afirmou que todas as doações captadas em 2010, quando concorreu ao governo de São Paulo, foram declaradas.
Abaixo a lista:
-Campanha de Dilma em 2014: R$ 7,5 milhões (o delator citou o então tesoureiro da campanha, Edinho Silva, hoje ministro)
– Campanha de Lula em 2006: R$ 2,4 milhões
– Ministro Aloizio Mercadante (PT): R$ 250 mil
– Senador Fernando Collor (PTB): R$ 20 milhões
– Senador Edison Lobão (PMDB): R$ 1 milhão
– Ex-Senador Gim Argello (PTB) R$ 5 milhões
– Senador Ciro Nogueira (PP): R$ 2 milhões
– Senador Aloysio Nunes (PSDB): R$ 200 mil
– Senador Benedito de Lira (PP): R$ 400 mil
– Deputado José de Fillipi (PT): R$ 750 mil
– Deputado Arthur Lira (PP): R$ 1 milhão
– Deputado Júlio Delgado (PSB): R$ 150 mil
– Deputado Dudu da Fonte (PP): R$ 300 mil
– Prefeito Fernando Haddad (PT): R$ 2,6 milhões
– Ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto: R$ 15 milhões
– Ex-ministro José Dirceu: R$ 3,2 milhões
– Ex-presidente da Transpetro Sergio Machado: R$ 1 milhão
Quatro carvoeiros foram submetidos a
condições degradantes e jornadas exaustivas. Caso é o segundo envolvendo
família do deputado federal(hoje senador) Ronaldo Caiado (DEM-GO)
Trabalhadores
resgatados produziam carvão sem nenhum equipamento de proteção,
enfiados em fornos de barro de alta temperatura de chinelo e bermuda.
Foto: SRTE-GO
O pecuarista Antônio Ramos Caiado Filho, tio do deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO), está entre os 91
incluídos pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na atualização
semestral da relação de empregadores flagrados com trabalho escravo,
a chamada “lista suja”. Ele foi considerado responsável por submeter
quatro pessoas a condições degradantes e a jornadas exaustivas na
produção de carvão em sua fazenda em Nova Crixás, cidade localizada a
400 km de Goiânia e um dos redutos eleitorais da família. Os resgatados
afirmaram que foram obrigados a cumprir jornadas de até 19 horas
seguidas, “das 2h às 21h”, nas palavras de um dos trabalhadores.
Os carvoeiros trabalhavam no local há cerca de um ano quando equipe
de fiscais do MTE, procuradores do Ministério Público do Trabalho (MPT) e
agentes da Polícia Rodoviária Federal chegaram ao local, em abril de
2013. Os trabalhadores produziam carvão vegetal em 12 fornos,
sem qualquer equipamento de proteção individual como máscaras ou luvas.
Eles trabalhavam vestindo chinelos e bermudas, sujeitos a contato direto
com o pó e a fumaça resultantes da queima do carvão.
Grupo mantinha 12 fornos acesos para queimar madeira de floresta devastada dentro da propriedade. Foto: SRTE-GO
Os trabalhadores também moravam no local, mas seus alojamentos
estavam em condições precárias. A fiscalização apurou que eram barracos
construídos “com placas de cimento e telha de amianto” próximos às
carvoarias, “situação que somada ao forte calor da região (36º C) e à
falta de ventilação dos locais, deixava quase insuportável a permanência
dos trabalhadores”, de acordo com o relatório produzido. Além disso, as
camas eram improvisadas e os colchões fornecidos estavam “imundos”. Os
auditores fiscais também verificaram que as jornadas de trabalho iam
muito além do regular. Uma das vítimas afirmou que trabalhava “das 2h às
21h e ainda acordava algumas vezes durante a noite para ‘corrigir os
fornos’”
Na fazenda em que os trabalhadores foram resgatados são criadas 2.500
cabeças de boi ao longo de 6.400 hectares – o equivalente a 15 mil
campos de futebol. O pecuarista nega ter responsabilidade sobre as
condições a que os carvoeiros foram submetidos. Ele afirma que a área
havia sido cedida em regime de comodato a um terceiro, e que nunca
sequer foi ao local em que a produção de carvão acontecia. Afirma ainda
que a madeira é resultante de árvores que pegaram fogo na fazenda e que
foram vendidas por 10 mil reais para o carvoeiro, que escravizou o grupo
para processar o material.
De acordo com o relatório de fiscalização, porém, “não há nenhum
indício de que tal contrato fora firmado contemporaneamente à
pactuação”, e que, além disso, ele não poderia ser considerado legal,
porque não havia licença ambiental para a extração de madeira na área. A
fiscalização concluiu ainda que o acordo “mais se assemelha à figura
jurídica da parceria extrativista, em razão da existência de partilha de
produtos e lucros da atividade desenvolvida”, já que o pecuarista
também tirou proveito econômico da situação. Segundo os auditores, o
produtor de carvão também removia árvores da fazenda de Antônio para
transformar em carvão e, consequentemente, aumentar a área do pasto.
Na Justiça
O tio do deputado defende que a fiscalização tem cunho
político. “Querem criar caso comigo, prejudicar talvez o Ronaldo
[Caiado]… Não sei a origem dessa história”, diz o fazendeiro, que nega
que lucrou com a escravidão de pessoas em sua fazenda. “É tudo
mentira. Não vão provar nunca, se quiserem me responsabilizar por isso,
vão responder”.
Após o flagrante, os advogados de Antônio entraram com processo na Justiça do Trabalho
contra a Superintendência do Trabalho e Emprego de Goiás (SRTE-GO) e
tentaram, via liminar, impedir que Antônio fosse incluído na “lista
suja”, a exemplo do que fizeram a OAS e o grupo GEP. O pedido, no entanto, não foi aceito pelo juiz do caso. Ao entrar na relação, Antônio e os demais empregadores ficam
impossibilitados de receber financiamentos públicos e de diversos
bancos privados, além de não conseguir fazer negócios com as empresas
signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo.
Deputado denunciou “escravidão” de médicos
Ronaldo Caiado na tribuna do Congresso (Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados)
Deputados e senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária, a
chamada Bancada Ruralista, da qual Ronaldo Caiado faz parte, têm
defendido uma nova definição mais restrita, que contemple apenas ameaças
físicas e medidas diretas de cerceamento de liberdade. A pressão por
mudanças na definição levou a Organização Internacional do Trabalho
(OIT) a se posicionar, em novembro de 2013, a favor do conceito atual.
A aprovação da PEC do Trabalho Escravo, promulgada como Emenda Constitucional 81,
é considerada uma ameaça pelos ruralistas porque a medida prevê a
expropriação de propriedades onde for flagrado o trabalho escravo.
Ronaldo Caiado, além de integrante da Bancada Ruralista, é um dos
fundadores e ex-presidente da União Democrática Ruralista (UDR),
entidade criada com o objetivo de garantir e proteger a propriedade
privada no campo.
Procurado pela Repórter Brasil, o deputado informou, por meio de sua assessoria, que não tem relação com o caso e não iria se posicionar s sobre o assunto.