sábado, 2 de abril de 2011

Dilma vai criar programa Água para Todos

 
Roberto Stuckert Filho/PR
 

O governo federal vai lançar o programa Água para Todos, voltado para o semiárido nordestino, como uma das âncoras do plano de erradicação da miséria. Apesar do corte de R$ 50 bilhões no Orçamento, a presidente Dilma Rousseff garantiu aos ministros da área social que o governo investirá na construção de 800 mil cisternas, além de adutoras e pequenos reservatórios para atender 5 milhões de famílias até 2014.
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A referência é ao programa de energia elétrica lançado em novembro de 2003, no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ideia também foi exposta por Dilma em conversa com dirigentes de seis centrais sindicais, no último dia 11, no Palácio do Planalto.

Com lançamento previsto para maio, o Água para Todos é inspirado no programa de mesmo nome, adotado pelo governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), para quem a ideia "é uma coisa fantástica".


- Conseguimos levar água para mais de 2 milhões de pessoas [...] A presidente conversou comigo sobre o projeto e nossos técnicos estão trabalhando com o Ministério da Integração Nacional.


Hoje, diversas organizações não governamentais já investem na construção de cisternas no Brasil, principalmente na Região Nordeste, mas Dilma quer ampliar o trabalho. O projeto Um Milhão de Cisternas, por exemplo, é uma iniciativa adotada pela Articulação do Semiárido, ONG que reúne 700 entidades da sociedade civil.AE

O PiG condena antes da hora


Esses sabujos do PiG deveriam ser melhor assessorados juridicamente antes de publicar uma matéria jornalística.

Veja estas duas manchetes:

Folha de São Paulo: relatório da PF confirma denúncia do mensalão.

O Estadão: relatório final da PF confirma mensalão no governo Lula.


O inquérito Policial não confirma porra nenhuma.


Só na cabeça de uma anta  um inquérito policial pode confirmar ou não a autoria e a materialidade de um crime.

Quem prova a autoria e a materialidade de um crime é o conjunto probatório dos autos.Tanto isso é verdade que o Juiz pode dar  maior valor probante  a uma confissão obtida em juízo que ao de duas testemunhas ouvidas na fase policial.Aliás, nenhum juiz está vinculado a conclusão de um inquérito policial, ou até mesmo a uma perícia, mesmo não tendo ele qualificação técnica para tanto.

O inquérito policial é apenas uma  peça informativa, de caráter administrativo, inquisitivo, não acusatório, não igualado à ação penal, não comportando, assim, o princípio da ampla defesa, até mesmo porque sem acusação este preceito não pode se aplicar.

O inquérito aponta apenas indícios, nada mais.Cabe ao autor da ação penal(o Ministério Públicou ou o Querelante) provar a existência do crime e quem é seu autor.E mesmo assim, a palavra final é do Juiz que vai julgar a causa.O juiz pode achar muito bem que tanto o delegado como o promotor estão errados, achar que o acusado não cometeu o crime.

Portanto, manchetes como tais só servem para enganar os trouxas, os incautos.


Não estou, com isso, criticando a Polícia Federal, apenas quero alertar para que não nos deixemos levar por conclusões apressadas do PiG sobre a autoria e a materialidade de um determinado crime.


Por fim, resta dizer que os sabujos do PiG agem de má-fé quando dizem que o relatório da Polícia Federal foi uma ducha de água fria em Lula, já que ele prometeu, assim que saísse do governo, provar que essa história do mensalão é uma farsa.Como bem anotado por Miguel do Rosário, do Óleo do Diabo, Lula nunca negou que houve caixa dois, até porque ele confirmou tal fato(assim como Delúbio), o que ele disse é que vai provar que não houve mensalão, no sentido de pagamento de mesada a deputados.E isso, definitivamente, não houve.E os indícios do Inquérito da PF levam a esta conclusão.

Mensalão requentado



(Angústia, por Claudio Goldini

Acrylic on canvas, 1997)


A revista Época se esforçou. A capa desta semana, assinada pelo ex-garoto prodígio da Veja e bolsista do Millenium, Diego Escosteguy, traz aquela linguagem entre barroca e cínica que se tornou marca registrada nas reportagens sobre o mensalão. A matéria, com base no relatório da Polícia Federal enfim concluído, traz uma ou duas novidades, as quais, porém, são tão ansiosa e descaradamente aditivadas com molho velho que perdem todo o sabor. A imagem que me vem é a de uma sopa guardada há semanas na geladeira, a qual lançamos dentro uma cenoura cortada para que pareça fresca.

A escassez de fatos novos no relatório da PF decorre do fato de que o mensalão foi o escândalo mais devassado da história política brasileira. Tivemos várias CPIs, com quebra de sigilos telefônicos e bancários. A imprensa deslocou o grosso de seus efetivos para investigar todos os ângulos do episódio. E a pressão midiático-política da oposição, que chegou a ameaçar a estabilidade institucional, conseguiu, desde o início das investigações, monitorar, vazar e divulgar os resultados parciais dos relatórios da Polícia Federal. Pesquisando rapidamente na internet, descobre-se que praticamente todas as informações apresentadas na matéria já eram do conhecimento público desde 2005, embora sem a credibilidade conferida pela investigação profissional.

Entretanto, o que mais chama atenção na reportagem é sua falta de clareza. O texto lança mão de todas as aquelas velhas estratégias de manipular a informação que vimos tão diabolicamente desenvolvidas no escândalo do mensalão. Existe o ilícito, mas em vez de esclarecer o leitor sobre suas causas, consequências e natureza, a reportagem o confunde, deixando nele apenas um mal estar difuso, uma indignação mal resolvida.

Por exemplo, um trecho da matéria, subtitulado Outras revelações, traz os seguintes quadros:


Temos aí algumas novidades interessantes, que poderiam nos dar uma ideia melhor de onde surgiu o famigerado Marcos Valério, que tinha, segundo a PF, contratos de publicidade com a Petrobrás na era fernandista, e com o governo de Aécio Neves, já durante a era Lula. Mesmo a nota "Lobby no BC", confusa e juridicamente inócua, amarra o Banco Rural ao empréstimo concedido pelo governo FHC ao sistema financeiro, o Proer, através do qual o governo repassou aos bancos o equivalente hoje a mais de 115 bilhões de reais. Ou seja, recheia-se o escândalo da era Lula com maionese tucana.

A matéria inicia com um quadro onde figura aquela linguagem pirracenta que também ganhou notoriedade na cobertura do assunto.



O relatório da PF não prova que o mensalão existiu. Ele apenas confirma o que realmente aconteceu, e que ninguém negou: caixa 2 de campanha eleitoral. Não há, contudo, nos documentos da PF, e quanto mais no trecho sublinhado, qualquer fato comprobatório de que o governo pagou parlamentares para votarem desta ou daquela forma.

O início da matéria, por sua vez, é presunçoso e faz um pre-julgamento:

Era uma vez, numa terra não tão distante, um governo que resolveu botar o Congresso no bolso.


Lendo a matéria até o final, o que vemos é que, ao contrário, o relatório da PF desmente a tese do mensalão, visto que aponta apenas 28 parlamentares como receptadores de recursos de Marcos Valério. Como se pode botar um Congresso de 513 deputados "no bolso" dando dinheiro a somente 28 dentre eles? Sem contar que a maioria pertencia à base governista e muitos receberam quantias irrisórias, como o professor Luizinho, que virou "mensaleiro" após um assessor sacar 15 mil reais do valerioduto.

Outro item nebuloso da matéria, e que a Época, em vez de tentar esclarecer, joga ainda mais fumaça, é a participação de Daniel Dantas. Esse era para ser o grande "gancho" da matéria, ainda mais considerando que falamos de um indivíduo já condenado pela justiça em três países, Brasil, EUA e Inglaterra.

Segundo o relatório, Dantas teria assinado contratos, através de empresas que controlava, como a Telecom, no valor de R$ 50 milhões com empresas de publicidade de Marcos Valério. Meses depois estourava o escândalo do mensalão. A própria Polícia o aponta como um dos principais financiadores do esquema, mas a revista, sempre tão cínica e maldosa, prefere fazer dessa vez uma interpretação cândida, de que "apenas R$ 3,6 milhões" foram efetivamente repassados.

A Época engole todas as pastilhas de LSD de uma vez só e inclui, como que fazendo parte do "mensalão do PT", uma lista de personalidades que receberam dinheiro das empresas de Valério, mesmo que estas pessoas não tenham nada a ver com a campanha política de 2002 (não a campanha petista, ao menos):

  • Pimenta da Veiga, do PSDB, ex-ministro de FHC, recebeu R$ 300 mil
  • Gilberto Mansur, jornalista.
  • Domingo Guimarães (genro de Marco Maciel).
  • Jaqueline Roriz, deputada (PMN-DF).
  • Mario Calixto (senador PMDB-RO).
  • Aécio Neves(PSDB-MG), recebeu  R$ 665 mil reais
  • Paulo Betti

 

Uma das novidades apresentadas como "quentes", e como elo entre o "mensalão" e a campanha de Lula é a "descoberta" que Freud Godoy, ex-segurança de Lula, recebeu R$ 98 mil de Marcos Valério, e que o pagamento se deu para saldar uma dívida que o PT tinha com Godoy por seu trabalho na campanha. Já se sabia que Godoy recebera 98 mil de Valério desde 2006. E não é novidade nenhuma que o "mensalão" foi para pagar a campanha de Lula em 2002, o que na verdade apenas comprova a tese, admitida pelo PT e pelo próprio Lula, que chegou a ir a TV pedir desculpas, de que se trata de caixa 2 eleitoral, e não pagamento de propina a políticos para votarem em favor do governo.


O interessante é que, à proporção em que se torna cada vez mais claro que o "mensalão" foi um esquema de caixa 2 da campanha eleitoral de 2002, mais a mídia se aferra à tese de "compra de políticos". Não estou diminuindo a gravidade do crime de caixa 2, mas apenas botando os pingos nos is.

Essa matéria da Época não traz nenhuma novidade consistente. Mas tem uma função: tentar ressuscitar o clamor popular, ou pelo menos uma faísca daquele fogaréu que vimos em 2005, e influenciar o voto dos ministros do STF quando estes julgarem o caso este ano.

Reparem nesse trecho:

O mensalão não foi uma farsa. Não foi uma ficção. Não foi “algo feito sistematicamente no Brasil”, como chegou a dizer o ex-presidente. O mensalão, como já demonstravam as investigações da CPI dos Correios e do Ministério Público e agora se confirma cabalmente com o relatório da PF, consiste no mais amplo (cinco partidos, dezenas de parlamentares), mais complexo (centenas de contas bancárias, uso de doleiros, laranjas) e mais grave (compra maciça de apoio político no Congresso) esquema de corrupção já descoberto no país.


Pode-se ver, no entanto, uma mudança no tom da mídia. Se antes ela falava do mensalão com arrogância e sarcasmo, hoje nota-se-lhe uma postura defensiva. A repetição de negativas é de quem teme perder o controle sobre a narrativa desse escândalo, como de fato está perdendo. Ninguém nega o caixa 2. O que vem sendo questionado é se houve compra do voto no Congresso. Como é possível que o governo comprasse o voto de 513 parlamentares? E para quê? Repare que os mesmos inquisidores que mencionam a compra de votos como um crime de gravidade apocalíptica jamais especularam sobre que votações ocorreram no período que justificassem tamanho esforço e risco. E qual o sentido de comprar apoio de deputados que já votavam em linha com o governo? Lembro que alguém fez uma tabela em que mostrava que, durante o período em que os acusados recebiam o dinheiro do mensalão, o índice de vitórias do governo no Congresso na verdade caiu. A informação foi logo abafada, porque ela não ajuda a dar verossimilhança à narrativa midiática.

Outro exemplo de manipulação da mesma reportagem:

A metamorfose ambulante

Ao longo de seu governo, o ex-presidente Lula mudou sua retórica sobre o escândalo. Passou da indignação à negação

"Não interessa se foi A, B ou C, todo o episódio foi como uma facada nas minhas costas" - Lula, em dezembro de 2005, sobre o episódio do escândalo do mensalão

"Mensalão é uma farsa" - Lula, em conversa com José Dirceu durante o café da manhã no Palácio da Alvorada em 18 de novembro de 2010. Na ocasião, o ex-presidente avisou que quando deixasse o governo iria trabalhar para desmontar o mensalão.


Não há contradição entre as duas falas do presidente. Ele nunca negou que houve caixa 2. A "farsa" a que ele se refere (e a revista finge não entender) é a versão segundo a qual o governo subornou parlamentares para impor vitórias no Congresso Nacional.

Minha esperança é que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue os acusados com toda a severidade possível, condenando os réus do mensalão por seus crimes, se entenderem que estes ocorreram, mas que aja com justiça e isenção, sem se deixar levar pelas manipulações de uma imprensa comprometida não com a verdade dos fatos mas com as versões que produziu sobre eles, às quais agora se sente na obrigação de bancar até o fim.


Fonte:Óleo do Diabo
ET:a inclusão de Paulo Betti e Aécio Neves na lista de Miguel fica por conta do Terror.

Bolsonaro:a construção de um mártir fascista

Se os Titãs resolvessem atualizar a letra de “Nome aos Bois” (veja aqui) teriam uma enorme dor de cabeça. São tantos os “merecedores” de citação, que não caberiam numa única canção. Talvez fosse o caso de regravá-la anualmente, “homenageando” os novos personagens que vão surgindo. Além de José Serra, Boris Casoy, Marcelo Madureira, Arnaldo Jabor, Diogo Mainardi, etc, outro que certamente teria lugar de honra, talvez até num refrão, seria o deputado Jair Bolsonaro.

O brasileiro é o povo mais miscigenado do mundo. Nossa música e nossa literatura celebram isso há séculos. Poderia até colocar aqui um lista enorme dos negros que ajudaram a traçar o perfil cultural do Brasil – lista que seria encabeçada por Machado de Assis, o maior escritor brasileiro de todos os tempos – mas não é este o objetivo do meu texto.


Mais da metade da população brasileira é composta por negros. Aí inclusos, mulatos, pardos, mestiços etc – que, a rigor, são negros. Proporção igual no universo de eleitores. São dados do senso PNAD/IBGE.

O PSDB é o único partido (dos grandes) que não tem um único negro em seus quadros. Sequer teve algum candidato negro nas últimas eleições. Como pode, assim, um partido querer representar e governar a todos os brasileiros? (Veja o excelente vídeo de Fernando Nunes aqui) Ignorar o preconceito, a desigualdade de oportunidades e a exclusão dos negros no Brasil, é ignorar o Brasil.


Até o final do primeiro mandato de Lula, os negros representavam, também, a acachapante maioria dos pobres, dos excluídos das universidades e dos desempregados ou sub-empregados. Como todos sabem, os programas sociais do governo petista resgataram e colocaram no mercado de trabalho (e consequentemente no de consumo) 15 milhões de brasileiros. 26 milhões deixaram a linha da miséria.


Além disso temos os números do PróUni, das cotas e os da casa própria. Tudo isso chacoalhou e reorganizou nossa divisão social. É impossível não ver uma ampla parcela de negros neste movimento.
Alguém precisa avisar Bolsonaro e aos que manifestam apoio a ideologias fascistas como as dele, que eles são minoria, cara pálida! Que os tempos em que as elites impunham exclusão, acabaram. Que, com a eleição de Dilma como continuidade do governo Lula, erradicaremos a miséria e o analfabetismo até o final desta década.


Que os brasileiros emergentes deste início de século – eles sim – estão se lixando para os grupinhos racistas e fascistóides. Quero ver se este deputado tem coragem de subir em qualquer morro carioca e repetir o que andou falando – principalmente para Preta Gil nos estúdios do CQC (veja vídeo aqui)! Avisem também Mayara Petruso (“Nordestino não é gente. Faça um favor a São Paulo: mate um nordestino afogado” – veja aqui), Luiz Carlos Prates (“Isso que dá, vender carro pra emergente: congestionamentos, acidentes e morte” – veja o vídeo aqui) e Boris Casoy (sobre a mensagem natalina dos garis – veja vídeo aqui).


Com a ajuda do CQC – que não conhece o limite entre sensacionalismo irreverente e apologia – Bolsonaro aglutina em torno de si todos os racistas, homofóbicos, sexistas, TFP etc que infestam a direita brasileira. A quem nos lembra? Sim, ele mesmo: o velho Serra – que faz qualquer coisa pra chegar lá… Inclusive dar voz e servindo às minorias fascistóides, como fez na última campanha eleitoral.


Comediantes como Marcelo Madureira e apresentadores pseudo irreverentes como o chato de galocha do Marcelo Tass, perderam um importante nicho de temas humorísticos nos últimos anos: os pobres e as minorias não são mais piada no Brasil do século 21. Aliás, Madureira – que definhou junto com o Casseta & Planeta e vive de bico – revelou-se um ardoroso militante do PiG na última eleição quando, bêbado como um gambá, pôs-se a insultar o presidente Lula num programa da TV paga. Será que estava com inveja dos milhões que conseguiram emprego enquanto ele perdia o seu? Patético…


Quando a Falha dá tanto destaque a um sujeito reincidente múltiplo como é o caso de Bolsonaro (veja série de reportagens), não está apenas expondo ou denunciando. Muito mais, parece estar divulgando o currículo de um sério postulante a representar o segmento favorável à volta da ditadura militar, ao retorno da censura, à perseguição das minorias, ao fim das liberdades e ao fim de uma democracia que só lhes valeu até 1998. Se você navegar pelo pacotão de reportagens da Falha e passar os olhos sob o espaço dos leitores, verá centenas de comentários de apoio ao deputado. A quem interessa a polêmica sobre Bolsonaro e seus temas? Por que transformar este sujeito em ícone do racismo e da homofobia?


Golpismo puro do PiG. Não deixar a chama que Serra acendeu na campanha do ano passado se apagar por completo. Alimentar o preconceito, criar milhares de Mayaras Petruso Brasil afora para que se tornem bolas de neve. Bolsonaro é a bola da vez do PiG. Se for condenado por “falta de decoro parlamentar”, vira mártir da extrema direita e acumula capital eleitoral para o futuro. Devemos lembrar que, na base do “falem bem ou falem mal, mas falem de mim”, Serra cresceu a 44 milhões de votos no ano passado.


O CQC fez sua parte ao abrir espaço a Bolsonaro. A Falha amplificou a discussão e o resto do PiG repercutiu. Os amigos de Mayara Petruso reuniram-se ao redor das reportagens on line e fizeram a festa. Obviamente que isso não se aplica à blogosfera de esquerda – que é frequentada por outro leitor – bem diferente daquele que leva o PiG a sério.


Mesmo tendo uma audiência pífia e em nome de sua falsa irreverência, Marcelo Tass e os seus despejaram o lodo do deputado em milhares de residências. Divulgaram as idéias de Bolsonaro e ainda ganharam alguns pontinhos no Ibope. Aliás, Tass e Bolsonaro são dois mendigos implorando audiência ao PiG. Custe-lhes O Que Custar…Fonte:O que será que me dá?



O golpe de 64 e o direito à verdade

 
 
Um padre amigo me citou certa vez um trecho do Evangelho de São João: “queiram a verdade, porque a verdade vos tornará livres”. Ou então o que dizia o notável Gramsci: aos revolucionários só interessa a verdade, nada mais do que a verdade. Simples assim. A verdade sobre o regime militar, mais cedo ou mais tarde, deverá ser exposta porque liberta. Vejo como uma purificação da alma brasileira. Uma catarse necessária, fundamental. Temos de olhar para os monstros que torturaram e mataram sem piedade, reconhecê-los. Ao menos isso. O artigo é de Emiliano José.

Emiliano José (*)

O 47º aniversário do golpe militar de 31 de março de 1964 é uma boa oportunidade para refletirmos sobre uma grande mancha, uma nódoa moral que mancha a alma brasileira. O golpe militar violentou o Estado de direito, derrubou um presidente constitucional, desrespeitou as liberdades individuais e coletivas e, sobretudo, submeteu o país aos interesses do grande capital nacional e internacional, capital que se acumpliciou inteiramente com o golpe. Os responsáveis pelo golpe militar cometeram um crime de lesa-pátria. E com o Ato Institucional Nº 5 (AI-5), em 13 de dezembro de 1968, os militares radicalizaram a ditadura, institucionalizando o terror de Estado, acabando com quaisquer vestígios de legalidade, e atentando, a partir daí de modo cotidiano, contra os direitos humanos.


Alguns historiadores concluíram, numa explicação rasa, simplista, que a anarquia militar deu origem à ditadura e ao terrorismo de Estado. Penso que não. A ditadura militar e o terrorismo de Estado foram resultado de um planejamento na Escola Superior de Guerra (ESG) que reproduziu pensamentos de guerra de escolas norte-americanas, que não admitiam um governo democrático reformista, progressista, porque era essa a natureza do governo Goulart. Todos os generais-presidentes eram foras-da-lei. Cúmplices na derrubada de um governo constitucional, e também na criação de um ordenamento jurídico autoritário e espúrio.

Esses generais-presidentes, por mais de 20 anos, comandaram o martírio imposto aos jovens estudantes, aos operários, a todos os que se opuseram ao regime militar das mais variadas maneiras e adotando as mais diversas formas de luta. Os generais-presidentes são criminosos. Não podemos, a Nação não pode, eximi-los da responsabilidade dos crimes de prisão, tortura, assassinato, desaparecimento de opositores ocorridos dentro das instituições das forças armadas e nas ações chamadas de combate.

Lamentavelmente, temos que dizer que as forças armadas brasileiras, as daquele período histórico, têm as mãos sujas de sangue. Essa gente tem nome e sobrenome. Daí a importância do resgate da verdade. Se ainda estão vivos, torturadores e assassinos precisam ser punidos, e o primeiro passo é o conhecimento da verdade. Não há prescrição para esse tipo de crime. Não pode haver. À luz do direito internacional, do nosso direito e à luz dos direitos humanos.

Esclareço, embora me pareça óbviom, que ao fazer isso ninguém está pretendendo julgar os militares brasileiros de hoje, que se encontram cumprindo suas funções constitucionais. Mais: creio que às Forças Armadas atuais deveria interessar que toda a verdade viesse à tona, que se desse nome aos torturadores publicamente, de modo a separar o joio do trigo, a enterrar de vez aquele período, e a não permitir de modo nenhum que tais Forças Armadas voltassem a se envolver em políticas terroristas, como ocorreu durante a vigência da ditadura militar inaugurada em 1964.

Um padre amigo me citou certa vez um trecho do Evangelho de São João: “queiram a verdade, porque a verdade vos tornará livres”. Ou então o que dizia o notável Gramsci: aos revolucionários só interessa a verdade, nada mais do que a verdade. Simples assim. A verdade sobre o regime militar, mais cedo ou mais tarde, deverá ser exposta porque liberta. Vejo como uma purificação da alma brasileira. Uma catarse necessária, fundamental. Temos de olhar para os monstros que torturaram e mataram sem piedade, reconhecê-los. Ao menos isso.

Direito à verdade. Direito à memória. Temos que reconhecer que lamentavelmente grande parte de nossa juventude de hoje não tem a menor idéia do que aconteceu nos porões da ditadura. É preciso que a sociedade medite sobre o que aconteceu, sobre a covardia que é submeter à tortura prisioneiros de qualquer natureza. É curioso assinalar que nem mesmo a legislação da ditadura, nem mesmo ela, admitia que a tortura fosse admissível. Eles não quiseram passar recibo. Mas, não adianta: a história registra as coisas. Na pele, no corpo, na alma de milhares de brasileiros ficaram gravadas as garras dos assassinos da ditadura. Não é panfletarismo gratuito: é que eram assassinos, e da pior espécie, e além de tudo covardes. A tortura é um ato de covardia, para além de monstruoso.


Do ponto de vista jurídico não há impedimento para o julgamento dessas pessoas, militares e civis. Pelo sistema de direitos humanos sacramentado pela ONU, pela OEA, não há prescrição para crimes deste tipo. Não é objetivo da Comissão da Verdade, sei, até porque impossível, até porque fora de suas atribuições, promover quaisquer espécies de julgamento. Ela quer apenas e tão-somente conhecer, garantir que a sociedade brasileira conheça a verdade. Saiba sua própria história.

Quando o General De Gaulle assumiu o governo provisório, após a libertação da França na Segunda Guerra Mundial, fez uma declaração singular: sua primeira medida seria instituir tribunais regulares para julgar os colaboracionistas, porque a França jamais poderia encarar o futuro com confiança se não liquidasse as contas do passado. Poderíamos acusá-lo de revanchista? Certamente não. Em nosso caso, não liquidamos as contas do passado e isso prolonga a nódoa moral criada pelo terrorismo de Estado.

Não apenas não liquidamos as contas, como o fizeram tantos países latino-americanos, como o Argentina, o Chile, o Uruguai, que viveram ditaduras também. Na Argentina, os carrascos, maiores e menores, amargam prisões, depois de julgamentos regulares, sob um Estado democrático. Jorge Videla está na prisão. Nós, nem ainda conhecemos toda a verdade.

Essa impunidade histórica alimenta um vício secular na política brasileira. O vício de um sentimento de imunidade do poder. No poder, os autoritários, fardados ou não, se julgam inatingíveis, se corrompem, traem os interesses nacionais, entregam as riquezas do país, relativizam atrocidades cometidas, como se os fins justificassem os meios. Creio que estamos mudando. Que no governo Lula, houve prisão de gente de colarinho branco, embora sob protestos de parte de nossa elite. Mas, ainda temos muito que avançar para acabar com quaisquer imunidades ou impunidades. Todos estão ou devem estar submetidos à lei. Ninguém tem o direito de torturar ninguém, e quem o fizer nunca deixará de estar ao alcance da lei.

A mídia anunciou que o Exército Brasileiro retirou da agenda a “comemoração” do 31 de março. Se corresponde aos fatos, ainda há esperança. Só temos a saudar tão sábia decisão. Chega a ser trágico que os novos militares cultuem com ordem unida e desfile público os crimes cometidos pelos generais do passado. Não dá para construir uma verdadeira democracia com esse tipo de tradição. O 31 de março só merece repúdio. Nunca comemoração. Ao fazer isso, creio, se de fato o fizeram, se acabaram com tais celebrações, as Forças Armadas atuais se incorporam definitivamente ao ideário democrático, se adequam aos novos tempos do Estado democrático.

A Comissão da Verdade quer apenas a verdade, o exercío do direito à verdade, à memória. O direito que tem qualquer pai, qualquer mãe de família, qualquer parente de saber o que ocorreu com seus entes queridos, muitos deles desaparecidos, milhares torturados pelos criminosos fardados ou não sob as ordens dos generais-presidentes entre 1964 e 1985.

Porta-vozes dos criminosos do passado tentam carimbar a Comissão da Verdade como revanchismo. Ela não tem esse caráter. Ela segue o caminho de todos os países que enfrentaram regimes genocidas, ditaduras terroristas, como foi o nosso caso. Queremos justiça, apenas justiça. Quer resgate de uma dívida do Estado brasileiro, na letra e no espírito da Constituição Federal. Quer o direito coletivo à verdade, um direito das vítimas da ditadura, um direito dos brasileiros.

Aqui, minha saudação aos bravos militantes brasileiros que tombaram na luta contra a ditadura de 31 de março de 1964. Minha saudação aos que lutaram e sobreviveram. E que não querem se esquecer do que houve. E ao manter na memória aqueles tempos não o fazem por qualquer espírito revanchista. Agem assim primeiro porque quem passa pela tortura, pela prisão, e sobrevive, nunca mais se esquece. E segundo, ao não se esquecerem e ao lembrarem publicamente dos crimes da ditadura, advertem as novas gerações que devem prezar muito as liberdades democráticas, valorizar a democracia, firmar a convicção de que ditadura nunca mais.


Emiliano José é jornalista, escritor, deputado federal (PT/BA), e ex-preso político.

Tucanos se bicam

PSDB, em meio à crise, coloca panos quentes na disputa entre Serra e Aécio

2/4/2011 17:00, Por Redação, com Reuters - de Belo Horizonte
Aécio e Serra
Desde a campanha eleitoral, no ano passado, o relacionamento entre Aécio e Serra se deteriorou

Os líderes do PSDB tentavam, neste sábado, esfriar os ânimos da disputa interna entre os grupos de José Serra e Aécio Neves pelo comando da legenda. Oito governadores tucanos reuniram-se, em Belo Horizonte, e apresentaram à direção do partido a proposta de criação de um conselho político com 14 integrantes. O conselho, que precisa ser aprovado pela Executiva do partido, foi a forma encontrada pela cúpula tucana para manter em evidência o candidato derrotado à Presidência da República em 2010, José Serra, que tenta viabilizar seu nome ao comando do partido com foco nas eleições presidenciais de 2014.

O governador de Goiás, Marconi Perillo, admitiu que “é importante abrigar os nomes do partido que estão sem mandato para que possam continuar contribuindo para seu crescimento”. Ele negou, no entanto, que o “conselho de notáveis” vá reduzir o poder da direção do partido.


– É um grupo de assessoramento, formulação de ideias, mas com poder de decisão, composto por pessoas experientes que representam o conjunto partidário – disse.


O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, disse que o grupo definirá as prioridades e ênfases para que a oposição melhore o desempenho.

– Nada disso prejudica a direção do partido, ajuda. Os próximos anos, este e o próximo, são anos da organização interna, os anos da campanha serão depois. O PSDB precisa se desenvolver, de forma unificada, nas várias regiões e esse conselho vai ajudar nesse desenvolvimento. Ele, na verdade, vai promover a unidade efetiva do próprio partido. Vamos primeiro aprovar o conselho para depois ver a questão do próximo presidente – desconversou Guerra, que pleiteia se manter no cargo com apoio do grupo ligado a Aécio.


O governador paulista, Geraldo Alckmin, que chegou a propor um rodízio anual de presidentes, disse que é preciso dar espaço às lideranças que estão sem mandato.

– Defendo que o Serra tenha participação na direção do partido – propôs.


Nos bastidores, a informação é de que Alckmin também almeja concorrer à Presidência da República em 2014, e por isso passou a defender internamente Serra para a prefeitura de São Paulo. Os integrantes do conselho serão os oito governadores tucanos, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Serra, um representante do partido na Câmara dos Deputados que ainda não foi definido, o senador Aécio Guerra e o presidente do Instituto Teotônio Vilela, Luiz Paulo Vellozo Lucas. Além de Alckmin e Perillo, os governadores são Antonio Anastasia (MG), Beto Richa (Paraná), Simão Jatene (Pará), Siqueira Campos (Tocantins), Teotônio Vilela Filho (Alagoas) e Anchieta Júnior (Roraima).


Discurso perdido


Reunidas no hotel Ouro Minas, na capital mineira, os líderes tucanos reconheceram que ainda não encontraram o discurso ideal no papel de principal partido de oposição.

– Não temos demonstrado grande capacidade de comunicar e mostrar as diferenças entre a concepção de gestão pública eficiente que nós temos com o Estado inchado do governo federal – disse Aécio.

Bastante afinado com Sérgio Guerra, que já havia admitido as mesmas falhas nesta manhã, Aécio aproveitou para criticar a criação da Secretaria das Micros e Pequenas e Empresas, que segundo ele é um escárnio e surgiu para abrigar um dirigente partidário que não foi eleito.

– As micro e pequenas empresas precisam de apoio e não de mais uma estrutura burocrática criada com o claro objetivo de abrigar um suplente de senador e um dirigente partidário que ajudaram na campanha – alfinetou o senador.

Ex-deputado tucano e um dos líderes da legenda no Estado do Rio, o advogado Marcelo Itagiba, em seu microblog, alfinetou a direção partidária na tarde deste sábado.

“PSDB reúne caciques para discutir o futuro. Esse é o principal problema do PSDB, muito cacique e pouco índio. De cima para baixo não anda”, escreveu no Twitter.

Enquanto isso

Tucano Barros Munhoz é condenado por improbidade.

 

O deputado Barros Munhoz (PSDB), presidente da Assembleia de São Paulo, foi condenado por ato de improbidade administrativa. Quando ocupava o cargo de prefeito de Itapira (SP), em 2000, ele contratou uma empresa de segurança sem licitação. Segundo ação do Ministério Público, Munhoz não fez nem prévio procedimento administrativo justificando a contratação.

Em sentença de 9 de março último, a juíza Carla Kaari, da 2.ª Vara de Itapira, impôs ao réu pagamento de multa, fixada em 10 vezes sua remuneração naquela função, e proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios e incentivos fiscais ou créditos pelo prazo de três anos. O deputado disse que vai recorrer.

"A condenação se afigura necessária e suficiente para reprimir a conduta ilícita (de Munhoz) e evitar o cometimento de outros atos de improbidade", asseverou a juíza. Ela não decretou perda da função pública e suspensão dos direitos políticos de Munhoz, como requerido pela promotoria. "Aparentemente, ele não obteve proveito patrimonial propriamente dito, talvez tenha adquirido algum proveito indireto difícil de se mensurar."

O valor da multa que Munhoz terá de arcar "deverá ser entregue aos cofres públicos, devidamente corrigida até o efetivo desembolso, a ser apurada em regular liquidação". O contracheque atualizado de prefeito de Itapira é de R$ 15 mil - o presidente da Assembleia terá que pagar pelo menos R$ 150 mil.

A SESG - Segurança Patrimonial Ltda foi contratada por R$ 27 mil, em valores da época, para prestação de serviços de vigilância de prédios da municipalidade. Seu proprietário, Antonio Carlos Tavares de Lima, foi condenado. A juíza amparou-se no artigo 10 da Lei 8.429/92 - constitui ato de improbidade que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial ou dilapidação dos bens das entidades públicas.Com informações Agência Estado

Nada de novo no front.A não ser...

A revista Época desse final de semana reproduz trechos de inquérito da Polícia Federal que, segundo o jornalista que assina a matéria, é conclusivo sobre a existência do Mensalão (entenda como Mensalão o pagamento de mesada a deputados para aprovar projetos de interesses do governo Lula).
 
 
A bem da verdade, o relatório da Polícia Federal a que a Época se refere não prova nada, ao contrário, desmente essa história de Mensalão(confira mais à frente quem recebeu dinheiro de Marcos Valério.Tem de tudo nesse mensalão do PT).


Quase tudo que está escrito na revista é de conhecimento de todas aquelas pessoas que não têm no PiG como leitura de cabeceira.Tudo é matéria requentada que tem como objetivo trazer à cena política o eterno presidente de todos os brasileiros, só porque Lula disse, e com razão, que tudo não passava de uma farsa.Lula disse e vai provar, não adianta Diogo Satanás, Josias de Souza dizeram que as digitais de Lula apareceu no Valerioduto.Não apareceu, nem aparecerá, nunca, jamais.

Vamos por parte, como diria o Estripador:

Sobre Daniel Dantas, o sócio de FHC no processo de privatização. Leandro Fortes, Sérgio Lírio, Maurício Dias, todos de CartaCapital, desde a eclosão do Valerioduto vem publicando matéria sobre o envolvimento do orelhudo no esquema.Umas seis capas de CartaCapital indicavam Dantas como o maior financiador do Mensalão do PiG.Só o PiG, para não trazer a gangue de FHC para o seio do Mensalão, negou-se a repercutir as matérias de CartaCapital.O intento do PiG era pegar o PT, nada de pegar FHC, o rei da privataria e corrupção.


Este blogueiro tem todas as revistas de CartaCapital daquele período, sendo a mais devastadora a que traz como chamada de capa:”o Orelhudo está nessa”.Nesta edição tem tudo sobre a participação de Daniel Dantas no Caixa Dois.Só o PiG, repita-se, fez ouvido de mercador.
Sobre Freud Godói, lembro-me que na primeira edição de CartaCapital de 2003, logo no início do governo Lula, Bob Fernandes, na época repórter da referida revista, assinou uma matéria sobre o acordo firmado por Delúbio e Waldemar Costa Neto, ex-PL, no qual o PT se comprometeu a repassaar à campanha do PL R$ 10 milhões de reais para ter este partido na aliança PT/PL, acordo esse que fez com que o falecido José de Alencar fosse escolhido o vice de Lula.Ora, nada há de ilegal nisso.Não é raro esse tipo de acordo.Portanto, a grana supostamente recebida por Freud Godói tem tudo a ver com o acordo firmado entre os dois partidos, sendo factível que o pagamento tenha ocorrido após a posse de Lula.Nada de ilegal também.

Sobre Pimenta da Veiga, ex-ministro das Comunicações de FHC, CartaCapital também divulgou a informação que Veiga recebera, no ano de 2003, R$ 300 mil reais de Marcos Valério.Nada, pois, de novidade.

Na verdade, as grandes novidades no inquérito da Polícia Federal são as participações do tucano Aécio Neves, que recebeu R$ 700 mil reais de Marcos Valério, do genro de Marco Maciel, ex-vice de FHC, que recebeu R$ 2, 5 milhões de reais, de um irmão de Romero Jucá, que recebeu R 600 mil, da participação da Petrobrás Distribuidora que repassou, ainda no governo FHC, R$ 455 mil a SMP&B, do ator Paulo Beti, que recebeu R$ 255 mil reais, do Banco Rural, que devia ao BC tendo em vista a dinheirama obtida do PROER do desgoverno FHC.


De modo que, fora daí, não há nada de novo no front.


Curioso é que o mensalão do PT é suprapartidário: ator, empresários, banqueiros, gente assumidamente de oposição ao governo Lula, todos receberam dinheiro para votar projetos de interesses do governo Lula. Parabéns para Lula pela capacidade de aglutinar tantas pessoas, de diversas tendências ideológicass, num um só esquema.Incrível!

Quanto ao uso de recursos públicos, o relatório da Polícia Federal, reproduzido pela revista Época, sugere que o tal Mensalão foi bancado com recursos públicos. O Procurador Geral da República também insinua isso na sua denúncia. Para concluir que houve recursos públicos no citado esquema, a Polícia Federal usa o mesmo argumento do Procurador Geral da República, a dizer, a Visanet, que não tem natureza jurídica de ente público, mas, sim, de empresa privada, antecipava pagamentos de recursos de publicidade às empresas de publicidades de Marcos Valério. Ocorre que o próprio Procurador da República reconhece na sua denúncia que a antecipação de recursos vinha ocorrendo desde o ano de 2001, muito antes do governo Lula. Antes de 2003 não havia nada de ilegal na operação.

No mais, tudo é hipocrisia do PiG, dos demotucanos, que cresceram fazendo caixa dois, e, agora, fingem que não sabem o que é essa prática.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Recordar é viver

De olhos opacos no turbilhão do mundo

por Mauro Santayana

O engenheiro baiano José Carlos Aleluia enviou carta ao Reitor da Universidade de Coimbra, protestando contra a concessão do título de Doutor Honoris-Causa ao operário Luis Inácio da Silva, que, com o apelido afetivo de Lula, presidiu ao Brasil durante oito anos. Sem mandato, Aleluia mantém contatos com seus eleitores, mediante um site na Internet.

Ele foi um oposicionista inquieto, ocupando, sempre que podia, a tribuna, no ataque ao governo passado, dentro da linha sem rumo e sem prumo do DEM. Aleluia considera uma ofensa às instituições acadêmicas o titulo concedido a Lula, e faz referência elogiosa à mesma homenagem prestada ao professor Miguel Reale. Esqueceu-se, é certo, de outros brasileiros honrados pela vetusta universidade, como Tancredo Neves. Não é preciso conhecer a teoria de Freud para compreender a escolha da memória de Aleluia.

 

O título universitário é, hoje, licença profissional corporativa. O senhor Aleluia está diplomado para exercer o ofício de engenheiro. A Universidade o preparou para entender das ciências físicas, e é provável que ele seja profissional competente, tanto é assim que ministra aulas. O título universitário certifica que o graduado estudou tal ou qual matéria, mas não faz dele um sábio. O conhecimento adquirido na universidade é importante, mas não é tudo. Volto a citar, porque a idéia deve ser repetida, os versos de um escritor mais identificado com a direita do que com a esquerda, T.S. Elliot, nos quais ele mostra a diferença entre ser informado, conhecer e saber: Where is the wisdom we have lost in knowledge? Where is the knowledge we have lost in information?

 

O título de Doutor Honoris-Causa, sabe bem disso o engenheiro Aleluia, não é licença profissional, mas o reconhecimento de um saber, construído ao longo do tempo, tenha o agraciado ou não freqüentado a universidade. O papel da Universidade não deveria ser o que vem desempenhando – o de conferir certificados de preparação técnica -, mas o de abrir caminho à busca do saber. O Senador Christovam Buarque, com a autoridade de quem foi reitor da UNB, disse certa vez que a Universidade ideal será aque a que não expeça diplomas. 

 

Lula, com os seus defeitos, e não são poucos, é um doutor em política. Um chefe de Estado não administra cifras, não faz cálculos estruturais, não prolata sentenças, nem deve escrever seus próprios discursos. Cabe-lhe liderar os povos e conduzir os estados, e isso dele exige muito mais do que qualquer formação escolar: exige a sabedoria que desconfia do conhecimento, e o conhecimento que se esquiva das informações não confiáveis.


A universidade é uma instituição relativamente nova na História. Ela não foi necessária para que os homens, com Demócrito, intuíssem a física atômica; com Pitágoras e Euclides, riscassem no solo figuras geométricas e delas abstraíssem os teoremas matemáticos; e muito menos para que Fídias fosse o genial arquiteto e engenheiro das obras da Acrópole e o escultor que foi. Mais ainda: as maiores revoluções intelectuais e sociais do mundo não dependeram das universidades, embora nelas se tenham formado grandes pensadores – e sua importância, como centro de reflexões e pesquisas, seja insubstituível. O preconceito de classe contra Lula sela os olhos de Aleluia e os torna opacos.Solidário o meu autodidatismo com o de Lula, quero lembrar o grande escritor norte-americano Ralph Waldo Emerson: um talento pode formar-se na obscuridade, mas um caráter só se forma no turbilhão do mundo.É no turbilhão do mundo que se forma o caráter dos grandes homens.

Enquanto isso...

PT vai a Justiça porque Estado não limpa o Tietê e ainda faz contrato irregular



Levantamento de dados que comprovam que o governo de São Paulo aditou ilegalmente em 52% do valor inicial (o limite legal é de até 25%), contratos para desassoreamento da calha do rio Tietê, é parte dos documentos juntados à representação da Bancada dos deputados do PT, apresentada em fevereiro de 2010 à Procuradoria Geral da Justiça. A representação questiona a suspensão dos trabalhos de limpeza do rio, que segundo especialistas refletiu diretamente nas enchentes na cidade de São Paulo e em vários municípios da Região Metropolitana.


O líder da Bancada do PT na Assembleia Legislativa, deputado Enio Tatto, e o deputado Luiz Cláudio Marcolino estiveram hoje (1/4), com o Procurador Geral de Justiça, Fernando Grella Vieira, quando protocolou os novos documentos. Tatto explicou que na representação, apresentada hoje, é solicitado que sejam tomadas medidas pela conduta ilegal e de improbidade do governador Geraldo Alckmin, do ex-governador José Serra e do superintendente do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), Amauri Luiz Pastorello.


“Ocorreu muita chuva em São Paulo, mas com relação às enchentes houve também má gestão do governo do Estado”, enfatiza o líder do PT. Para ele, os tucanos priorizaram o que dava mais visibilidade – a obra da Nova Marginal – em detrimento da manutenção da calha do Tietê. “O descaso do Executivo causou inúmeros transtornos a maioria dos municípios da Região Metropolitana de São Paulo e até municípios do interior, ocasionando, ainda, vítimas fatais”, explica Tatto.


Para o deputado Marcolino, “a representação é importante para que a população não tenha que pagar com a própria vida o que o governo do Estado já deveria ter feito. É preciso fiscalizar e zelar pela população".


O documento petista destaca que “a inundação aconteceu porque o Tietê estava com mais da metade da sua capacidade obstruída por resíduos depositados no fundo do seu canal e que não foram limpos adequadamente pelo governo do Estado”. Há, também, o questionamento sobre a licitação do governo Alckmin, suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado – TCE, que tem como objeto o desassoreamento da calha nos mesmos trechos previstos pelo contrato em vigor de 2008.


DAEE ou Emae?


Enio Tatto também ressalta que uma nova linha de atuação se abre, se a nota publicada na coluna de Sonia Racy (O Estado de S. Paulo, 1/4/2011) estiver correta. Segundo a jornalista, a EMAE teria feito licitação no último dia 28/3, para limpeza da calha do rio Pinheiros, no valor de R$ 71,8 milhões. O líder petista questiona: “Então há duas entidades estaduais contratando serviços de desassoreamento: o Daee e a Emae?”.


Assessoria de Comunicação
Liderança do PT na Assembleia Legislativa de SP
11 3886 6442

Mau cheiro de "lama podre" no rio

TCE suspende principal licitação para combate às enchentes do Tietê em SP


      

    O Tribunal de Contas de São Paulo (TCE-SP) determinou a interrupção temporária do pregão lançado pelo governo estadual de São Paulo para contratação de empresas interessadas em limpar, transportar e triar os detritos que se acumulam no fundo do rio Tietê, serviço essencial para o combate às enchentes na capital paulista.

    Segundo decisão do TCE-SP de 23 de março, dia anterior à abertura do certame, o edital elaborado pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) foi suspenso até que os conselheiros analisem contestações feitas por participantes do pleito – não é possível saber quanto tempo levará o diagnóstico.


    Na ocasião, o DAEE foi solicitado a enviar a documentação sobre o edital, publicado no começo do mês. Foram requisitadas planilhas, o projeto básico, memoriais e a minuta do contrato.

     
    Todo o material já foi recebido pelo tribunal, mas a verificação dos documentos não entrou na pauta da última sessão do TCE-SP, na quarta-feira (30). A próxima reunião acontece na semana que vem, no dia 6, mas igualmente não há garantia de que o tema será discutido.

    Entre os pontos contestados, estão críticas variadas sobre o formato da concorrência pública. A primeira reclamação aponta que a modalidade escolhida, o pregão, não poderia ser usado para serviços complexos de engenharia.


    Outra crítica recai sobre a inclusão, no lote 2, da necessidade de a empresa vencedora fazer também o serviço de beneficiamento do material retirado – e não apenas a limpeza e o transporte.

     
    Como anunciou o governador Geraldo Alckmin, o Estado quer separar o lixo da terra, como forma de reaproveitar os resíduos e baratear o processo. Pela contestação enviada ao TCE-SP, a inclusão dessa nova tarefa tornaria o edital injusto, pois as empresas de engenharia, no geral, não teriam especialização em beneficiamento de detritos, o que poderia favorecer determinada firma.

    Apesar de ser uma prática corriqueira em licitações, a interrupção para estudo de impugnações adia o início do projeto que é uma das bandeiras de maior destaque neste começo da gestão Alckmin no Estado.

    No total, após enfrentar três transbordamentos do Tietê desde a posse, o tucano anunciou um pacote de intervenções de macro drenagem da ordem de R$ 558 milhões na Região Metropolitana, sendo que o desassoreamento do leito do Tietê é um dos itens mais importantes do plano.A DAEE não  quis comentar o assunto.

    O cinismo e o medo dos generais

    Barack Obama cultiva uma virtude que os generais brasileiros desdenham: a verdade. No domingo (20), num discurso de 20 minutos no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o presidente dos Estados Unidos reconheceu o que os comandantes militares insistem em negar desde a redemocratização, em 1985: “No Brasil, vocês lutaram durante duas décadas, durante a ditadura, pelo direito de ser ouvido, pelo direito de ser libertado do medo”, elogiou Obama.


    Onze dias antes (9), o jornal O Globo revelou um espantoso documento enviado pelos chefes do Exército, Marinha e Aeronáutica ao passivo ministro da Defesa, Nelson Jobim, bombardeando o projeto do próprio Governo que cria a Comissão Nacional da Verdade, destinada a investigar violações da ditadura aos direitos humanos, como tortura, mortes e desaparecimentos. “Passaram-se quase 30 anos do fim do governo chamado militar”, lamentam-se os oficiais-generais, incapazes de identificar o finado regime de 1964 pela palavra que o define: uma ditadura, nascida do golpe que derrubou o presidente eleito, trocado pelo rodízio no poder de cinco generais, com atos de força que esmagavam a Constituição, um aparato repressivo que prendia, torturava e matava, julgando civis em tribunais militares, e a política sufocada pelo regime que cassava e exilava líderes civis em nome da santa “segurança nacional”.
     
    Agora, a legalidade
     
    Perfilados com o cinismo e prisioneiros do medo, os generais ainda rotulam tudo aquilo como um “governo chamado militar”. Assustados com o debate no Congresso, os militares se protegem: querem o fim do anonimato para quem entregar documentos, o que sempre constrange a verdade, e exigem que os depoentes sejam convidados, não convocados. Ou seja, só vai lá quem quiser.

    Os quartéis que aterrorizaram o país sob o tacão do AI-5 hoje são legalistas, exigindo respeito à decisão de 2010 do STF que negou a revisão da Lei de Anistia. Bloqueou-se assim a punição aos torturadores, como fazem com altivez a Argentina, Uruguai e Chile, onde brotaram ditaduras semelhantes à brasileira. Alegam que nossa anistia foi fruto de um “consenso nacional”, outra mentira conveniente para manter a impunidade. Foi, na verdade, gestada no ventre da ditadura e digerida pela sólida maioria na Câmara de Deputados: 221 cadeiras da ARENA, 186 do MDB. Ainda assim, a anistia passou raspando – 206 votos contra 201. Um dos signatários da lei de agosto de 1979 era o chefe do SNI, general Octávio Medeiros. Em abril de 1981 explodiu antes da hora a bomba do Riocentro, que matou um sargento e feriu um capitão do DOI-CODI. Inquérito do Exército apurou que o ato terrorista foi planejado pelo coronel que chefiava o SNI do general Medeiros no Rio.


    Autoanistia complacente

    Em dezembro passado, a Corte de Direitos Humanos da OEA condenou o Brasil por unanimidade, exigindo que os agentes do Estado terrorista sejam investigados e, se for o caso, punidos. Ou seja, a gentil anistia brasileira, segundo o juízo internacional, não passa de uma complacente autoanistia. Ou um blefe para sufocar a justiça e ocultar a verdade.
     
    Do Rio, Barack Obama viajou a Santiago do Chile, onde prometeu abrir os arquivos americanos sobre o sangrento regime do general Pinochet. É aquele horror que os indulgentes generais brasileiros devem classificar como um “governo chamado militar”.
    * Luiz Cláudio Cunha, jornalista, é autor de Operação Condor: o Sequestro dos Uruguaios (Ed. L&PM.)

    Fonte:Sul21

    STF encurralado


    A OAB força decisão sobre o cumprimento do parecer da Corte Interamericana relativo à Lei da Anistia


    Ao dar o voto de desempate no caso da Lei da Ficha Limpa, o ministro Luiz Fux já tinha sobre a mesa a petição da Ordem dos Advogados do Brasil, assinada pelo advogado Fábio Konder Comparato, datada de 21 de março, na qual é solicitada ao Supremo Tribunal Federal uma definição expressa quanto ao dever de o Brasil cumprir ou não a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos quanto ao parecer sobre a Lei da Anistia.

    Fux tornou-se o relator dos embargos em torno dessa lei em razão de ser herdeiro dos processos do ministro Eros Grau.

    Na prática, apoiado em argumentos jurídicos, Comparato encurralou o STF. O Estado brasileiro, no exercício de sua soberania internacional, aderiu à Convenção Americana de Direitos Humanos em 1992. Em 1998, aceitou a jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos. O STF terá condições de desconhecer isso?

    Caso isso ocorra, em razão de histórica tradição de indisciplina nesse campo, esse aprazível país tropical vai se tornar um Estado fora da lei no plano internacional.

    Quem pensa que a referência é brincadeira deve ter-se esquecido que, no século XIX, em 1845 precisamente, para forçar o fim da escravidão, a Inglaterra, mesmo que movida para a modernidade por interesses econômicos, decidiu, com o poder arbitrário de grande potência que era, proibir o tráfico entre a África e a América. O Brasil ficou cinco anos ludibriando a decisão. Enfim, em 1850, promulgou a Lei Eusébio de Queiroz, que proibia o tráfico negreiro.

    Agora, no século XXI, exatamente em novembro de 2010, sob a proteção de decisões democráticas apoiadas nas convenções internacionais, a Corte Interamericana, julgando o caso da Guerrilha do Araguaia, decidiu por unanimidade pela “incompatibilidade das anistias, relativas a graves violações de direitos humanos, com o Direito Internacional”. Ou seja, a Lei da Anistia, aprovada em 1979, “afetou o dever internacional do Estado de investigar e punir (…) ao impedir que os familiares das vítimas”, naquele caso, “fossem ouvidos por um juiz”.


    Mas não foi só isso. Nesse caso, o prontuário do Brasil, guardadas as diferenças, é tão sujo quanto o do traficante Fernandinho Beira-Mar. Ou, talvez, ainda mais sujo.


    O Brasil violou “o direito à proteção judicial” adotado pela Convenção de 1992 e, ainda, descumpriu a obrigação de adequar seu direito interno, consagrado no artigo 2 da Convenção, conforme aponta a petição da OAB.

    A conclusão é destacada na petição: a Lei de Anistia, que impede a investigação de graves violações de direitos humanos, carece de efeitos jurídicos e, em consequência, não pode continuar a representar um obstáculo para isso ou mesmo “para a identificação e punição dos responsáveis”.

    O Brasil terá de apresentar um relatório sobre a decisão da Corte Interamericana em dezembro.

    Recentemente, o governo brasileiro, alinhado com o governo dos Estados Unidos, apoiou a apuração da violação dos direitos humanos no Irã. Essa decisão, chancelada pela ONU, deixa o País sem condições legais de recusar obediência às decisões daquela corte de Justiça em relação às violações aos direitos humanos ocorridas na ditadura.

    Nesse tabuleiro, teria Dilma executado o movimento certo no momento exato ao apoiar a apuração internacional da violações ocorridas no Irã?

    Mauricio Dias

    Maurício Dias é jornalista, editor especial e colunista da edição impressa de CartaCapital. A versão completa de sua coluna é publicada semanalmente.

    Enquanto isso, o bolso do escroque enche

    Em quatro anos, patrimônio de Bolsonaro aumentou 90,5%


    Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual

    São Paulo - O patrimônio declarado pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) à Justiça Eleitoral quase dobrou de 2006 para 2010. A variação foi de R$ 392,7 mil, o que equivale a 90,5% do valor dos bens acumulados quatro anos antes. Um apartamento em Brasília (DF), um automóvel e uma casa em Angra dos Reis são os itens de maior valor. As informações são do portal Excelências, mantido pela ONG Transparência Brasil.

    Alguns blogues divulgaram o dado, parte da documentação apresentada por candidatos à Justiça. Mesmo sem acusar o parlamentar de enriquecimento ilícito, eles levantam suspeitas contra Bolsonaro, acusado de racismo e manifestações homofóbicas por declarações a um programa de TV na segunda-feira (28). Durante o restante da semana, ele negou qualquer teor contra negros nas declarações, mas reforçou os ataques a homossexuais.

    Segundo assessores do deputado, a variação é compatível com a renda de Bolsonaro no período. Além da remuneração como parlamentar – atualmente em R$ 26,7 mil –, ele ainda tem rendimentos como ofical do Exército. Ele tem a patente de capitão.

    Ainda de acordo com os assessores do gabinete em Brasília, ambas as fontes de renda são tributáveis na fonte, o que significa que variações fora do previsto teriam sido alvo da Receita Federal. O estilo de vida "regrado" e de poucas viagens para além da capital federal e de sua base política, a cidade do Rio de Janeiro, são outros motivos para sustentar que o aumento do patrimônio não envolve qualquer irregularidade.

    Bolsanaro é um filho da puta.Cadeia para esse bandido!

    73% dos brasileiros aprovam Dilma


    Pois é, de repente, não mais que de repente, o "poste" está deixando FHC, o rei da naconha-privataria-corrupção comendo poeira.Acelera, Dilma! O anônimo, hoje ,não dorme, a não ser na base do Diazepan.


    Dilma supera Lula e FHC em aprovação de início de governo, diz CNI/Ibope

    O início do governo da presidente Dilma Rousseff tem a melhor avaliação dos últimos 12 anos, quando a pesquisa CNI/Ibope começou a ser feita. Nos dados divulgados hoje (1º), 56% das pessoas avaliam o governo Dilma em ótimo ou bom. O índice é superior à aprovação do início do primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – que em 2003 era de 51% –, e do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1999. Na época o índice do tucano era de 41%.


    Entretanto, na avaliação quanto à aprovação do governo, Dilma aparece praticamente empatada com Lula, no primeiro mandato, em 2003. Dilma aparece com 73% de aprovação. Lula tinha 75% há oito anos. Mas no índice de confiança do governo, Dilma aparece atrás de Lula, com 74%. Lula tinha 80% no início de seu primeiro mandato.


    Essa é a primeira pesquisa CNI/Ibope desde a posse de Dilma. Segundo o gerente executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, o índice de aprovação de Dilma se deve ao seu bom relacionamento com Lula. “Ela foi a candidata do Lula e continua tendo um bom relacionamento com ele. Não tem aquela avaliação tão alta como estava o Lula no fim de governo, mas não se pode comparar uma avaliação de fim de governo com uma de início”, explicou.


    A pesquisa ainda traz a percepção dos entrevistados em relação ao noticiário. Para 33% dos entrevistados, as notícias recentemente divulgadas sobre o governo foram favoráveis a Dilma. Para 41%, as notícias não são nem favoráveis, nem desfavoráveis. E para 7%, as notícias são mais desfavoráveis.


    73% aprovam governo Dilma


    A presidente Dilma Rousseff tem 73% de aprovação, segundo a pesquisa divulgada hoje. O percentual de cidadãos que desaprovam a presidenta alcançou 12%. Além disso, 74% dos entrevistados disseram ter confiança em Dilma, contra 16% que não confiam.


    Nesses três primeiros meses de governo, 56% dos entrevistados apresentaram avaliação ótima ou boa, 27% consideraram regular e apenas 5% avaliaram como ruim ou péssimo.

    Em outro ponto, 64% consideraram o governo de Dilma Rousseff igual ao anterior, de Luiz Inácio Lula da Silva; 12% o classificam como melhor e 13% dos entrevistados consideraram o atual governo pior que a gestão passada. Para 14% dos entrevistados, Dilma tem um estilo de governar muito diferente de Lula, 40% acham o estilo um pouco diferente e 39% consideram que não existe diferença entre os dois.

    Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.Agência Brasil.

    Era Lula:Brics já deixaram de ser emergentes, diz criador do termo

    Pois é, mas ainda existe um bando de babaca, de invejoso, de imbecil, de desonesto intelectualmente, de incompetente que acha que O Brasil de Lula não foi muito melhor que o de FHC, - rei da maconha-privataris, corrupção.Para esse tipo de gente eu dou um conselho:vá à merda.


    Em artigo no britânico ‘The Times’, economista Jim O'Neill defende que países sejam postos em categoria à parte



    31 de março de 2011


    Os quatro países conhecidos como Bric - Brasil, Rússia, Índia e China - já deixaram para trás o status de economias emergentes e precisam ser vistos como uma categoria à parte, escreve nesta quinta-feira o criador do termo, Jim O'Neill, no jornal britânico "The Times".



    O'Neill, presidente da gestora de ativos da Goldman Sachs na Grã-Bretanha, sustenta no artigo que dois Brics, China e Brasil, já estão entre as sete maiores economias do planeta, com os outros dois muito próximos na lista.


    "É cada vez mais claro para mim que se referir às quatro nações dos Bric como 'emergentes' não faz mais sentido", escreve o economista.

    "Os Bric, junto com alguns outros países, merecem um status diferente de muitos outros que podem ser corretamente classificados como mercados emergentes."

    Reclassificação

    Recentemente a Goldman Sachs reclassificou os quatro países, que passaram a ser chamados de "mercados de crescimento" nos relatórios da consultoria.


    Nesta categoria estariam também Coreia do Sul, Indonésia, México e Turquia - entretanto, "muito longe" dos Bric em termos de importância econômica, escreve Jim O'Neill no Times.


    O economista criou o termo Bric para ressaltar a força econômica dos quatro grandes emergentes na virada do século. Mas de lá para cá o passo do crescimento destes países tem superado as expectativas.


    A projeção é de que o tamanho dos Bric supere o do G7 - o grupo de países mais industrializados do mundo - por volta de 2027, cerca de dez anos antes do previsto, diz O'Neill.

    No artigo, ele ressalta o caso do Brasil, que se tornou a sétima economia do planeta "cerca de dez anos antes do que eu pensava".


    Importância


    Até o fim desta década, os Bric devem alcançar um PIB combinado de US$ 25 trilhões, comparado com cerca de US$ 11 trilhões atualmente e cerca de US$ 3 trilhões no início do século, afirmou O'Neill.

    "Em algum momento nesta década, eles superarão, juntos, os Estados Unidos. Meu palpite é de que isso poderia ocorrer em torno de 2017-2018."


    O economista diz que ser reclassificado de "mercados de crescimento" não implica que Brasil, Rússia, Índia e China "vão crescer todos os anos".


    "Eles crescerão em ciclos, como todos os outros. O que queremos com isso é indicar que, à medida que a economia global continue rastejando nessa década, a proporção deles no PIB global deve aumentar." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.