quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Eduardo Campos e Janguiê agem pelo bem da educação de Pernambuco

Esse do meio é Janguiê, dono da Faculdade Maurício de Nassau, estabelecimento educacional onde a propaganda de Eduardo Campos sobre a educação de Pernambuco foi gravada.Por sinal, já vi o comentário que a Maurício de Nassau paga o pior salário de professor dentre as diversas faculdades do Recife, assim como pernambuco paga o pior salário do Brasil aos seus professores.Tudo a ver.

  PRESTIGIANDO Geraldo Julio e Eduardo Campos dão os parabéns a Janguiê
PRESTIGIANDO Geraldo Julio e Eduardo Campos dão os parabéns a Janguiê

Eduardo Campos tenta justificar seu mau-caratismo




Só sendo brincadeira. O cara, para dizer que é bom gestor, faz a merda e aí tem o desplante de justificar a cagada com uma justificativa que beira o ridículo.Isso é estelionato puro.Um sujeito que pensa em ser presidente não podia ter feito uma safadeza dessas.Já, já Eduardo Campos faz uma propaganda comparando a UPE com a USP ou Unicamp.É muita cara-de-pau.


A inserção nacional do PSB veiculada essa semana tem sido duramente criticada pela utilização de imagens feitas em uma universidade particular do Recife ao tratar da questão do ensino público em Pernambuco; segundo o governador e pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, a utilização de uma instituição de ensino particular foi o caminho encontrado para evitar problemas jurídicos; o governador também nega que o vídeo mostra uma “propaganda enganosa” sobre a situação da educação no Estado; já a oposição tenta nacionalizar a questão alegando que “a propaganda do PSB expôs Pernambuco a um vexame nacional”


A inserção nacional do PSB veiculada essa semana tem sido alvo de críticas pela utilização de imagens feitas em uma universidade particular do Recife ao tratar da questão da educação em Pernambuco. No vídeo, é mostrado o Bloco A da universidade particular Maurício de Nassau, localizada do bairro das Graças. Porém, os alunos que circulam no local estão caracterizados como estudantes do ensino público de Pernambuco, inclusive vestindo a farda padrão da rede pública. Segundo o governador e pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, a utilização de uma instituição de ensino particular foi o caminho encontrado para evitar problemas jurídicos. Campos também nega as críticas de que o vídeo mostra uma “propaganda enganosa” sobre a situação da educação no Estado. Além da inserção partidária ser duramente criticada nas redes sociais, a oposição tenta nacionalizar a questão alegando que “a propaganda do PSB expôs Pernambuco a um vexame nacional”.

De acordo com o governador, para realizar as filmagens nas escolas públicas seria preciso  elaborar um requerimento e fazer o mesmo tramitar por toda burocracia necessária à sua aprovação. "Tanto que pusemos um avião que não é um avião, é uma cena. E pusemos uma escola como representação, para evitar problema jurídico de dizer que estávamos fazendo propaganda eleitoral em prédio público. Qual o problema que tem nisso?", disse. Campos afirmou, ainda, que o Estado "tem escola mais bonita, melhor que aquela. O importante é o conteúdo do programa, o compromisso com a Educação pública”, afirmou.

O vídeo, cujo propósito é mostrar o programa Ganhe o Mundo, que possibilita que estudantes da rede pública estadual possam fazer intercâmbio no exterior, foi duramente criticado nas redes sociais nas redes sociais, e também pela oposição ao governo Campos. O líder da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco, Daniel Coelho (PSDB), observou que o erro da peça de marketing poderá ser levado em conta durante a campanha presidencial do próximo ano. “Ninguém pode pensar que vai ser candidato à presidente da República sem ter seu histórico analisado”, comentou.

Já a deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB) afirmou que a inserção publicitária do PSB “expôs Pernambuco a um vexame nacional". "Pernambuco tem um dos níveis mais baixos de educação no País, está em 16º lugar, atrás de Estados como Amazonas, Tocantins, Roraima e Rondônia", disparou a deputada utilizando dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para corroborar a sua afirmação.


O marqueteiro e responsável pelas inserções, Edson Barbosa, da empresa Link Comunicação, declarou que as cenas utilizadas tiveram um propósito apenas ilustrativo, e não foram colocadas para se passarem por uma escola pública. Sobre o questionamento mais comum nas redes sociais, se nenhuma das mais de mil escolas públicas estaduais poderia ser usada como exemplo, o secretário de Imprensa do Estado, Evaldo Costa, argumentou que o partido não obteve autorização para filmar em uma escola pública, optando assim por gravar a peça partidária em uma universidade particular.



Com informações de Brasil 247

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Eduardo Campos ultrapassou o limite do mau-caratismo

Cadê o respeito? Eduardo Campos usa imagem de Universidade privada para fazer propaganda do ensino público em seu governo

Em inserção nacional, para dar visibilidade à candidatura de Eduardo Campos à presidência do Brasil, em 2014, PSB utiliza prédio de Universidade particular para ilustrar os alegados avanços da gestão do governador de Pernambuco na Educação.

Faltou coragem para mostrar as reais condições das escolas depois de quase 8 anos de seu governo ou a confusão entre o público e o privado no governo Eduardo Campo, que abusa das Parcerias Público Privadas, chegou a esse nível? Ele, Eduardo Campos, esconde a verdade sobre sua gestão temerária à frente da Educação, mas nós que temos compromisso com a verdade e não com Eduardo e seu projeto egocêntrico e megalomaníaco de poder vamos mostrar o que ele quer esconder.

Vejam a foto do Bloco A da Faculdade Maurício de Nassau - Campus Recife, depois assistam o vídeo, vejam as fotos reais e matérias sobre as escolas de Pernambuco e tirem suas próprias conclusões.




Fonte:Blog da Noélia

Briga no ninho tucano

Mercado Persa na política nacional


...


























Foto:DPnet


Chega a ser vergonhoso o troca-troca partidário no Brasil.Eleição virou símbolo de comércio. São poucos os políticos que respeitam o leitor.Ideologia que vá às favas.O que interessa é quem dá mais.Li agora há pouco no portal Uol que no Congresso Nacional, até esta manhã, 19 deputados e 1 senador trocaram de partidos visando única e exclusivamente a eleição de 2014.Aqui em Pernambuco nada difere.Vários deputados trocaram de siglas, grande parte deles se filiou ao PSB, até mesmo o deputado licenciado Isaltino Nascimento, Secretário de Transportes de Eduardo Campos, que foi pego numa blitz da Lei Seca embriagado, desfiliou-se do PT para ingressar no PSB.Por isso esses filhos da puta não querem a Reforma Partidária, esses bandidos preferem que tudo fique como está.Mas, a bem da verdade, a culpa maior desse troca-troca é dos eleitores, que mesmo sabendo que o vagabundo trocou de partido continua votando nele.
…

Heráclito Fortes é o novo líder do PSB no Piaui

Ex-senador do DEM que tentou livrar Daniel Dantas da cadeia, vai para o PSB



O ex-senador Heráclito Fortes  do Piauí, comunicou ao presidente do DEM, senador José Agripino (RN), que está deixando a legenda. Aceitou o convite do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para ser o puxador de votos da chapa do PSB à Câmara Federal. Heráclito era um dos caciques da sigla. Heráclito integrará o PSB para viabilizar sua candidatura à Câmara Federal, mas sua adesão ao socialismo também é uma mostra de que lado o partido estará durante a próxima eleição.

Amigo de Daniel Dantas

O ex  senador é conhecido defensor de Daniel Dantas e do Opportunity no Congresso. Discursou muitas vezes em favor do banqueiro na CPI dos Correios.O senador já admitiu ter viajado nos jatinhos de Daniel Dantas “algumas vezes”.A ligação entre Heráclito Fortes e Daniel Dantas vem de muito tempo. Por várias vezes o senador usou aviões do empresário em vôos pelo território nacional, inclusive, para o Piauí. Heráclito era um dos fortes defensores de Dantas em seus comparecimentos ao Congresso Nacional para prestar esclarecimentos diante da negociata que é investigada pela Polícia Federal.

Recordando...

Em maio de 2006,Daniel Dantas foi à casa do senador Heráclito Fortes, do PFL do Piauí, expoente da "bancada de Dantas" no Congresso por dois motivos. Um, para tentar estabelecer uma ponte entre o banqueiro e o ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça Edson Vidigal, que contrariou interesses de Daniel Dantas. Dois, Dantas não queria ser convocado para a CPI dos Correios. No teatro do convoca-não-convoca Dantas para depor, a certa altura, de dedo em riste, Heráclito Fortes fez aquela ameaça que vale a pena repetir aqui: "Eu não afundo só. Se eu descer, levo o PFL/DEM, o PSDB. Daniel Dantas disse que segurassem os parlamentares petistas da comissão, porque dos da oposição ele "cuidava´. Os Amigos do Presidente Lula.

Modo Eduardo Campos de governar:tudo em nome da famíla


Filho de Eduardo Campos deve disputar mandato na Câmara dos Deputados


João Henrique Campos, segundo filho mais velho do governador e presidenciável pelo PSB, deverá herdar os votos da avó Ana Arraes, ex-deputada e hoje ministra do TCU


Na primeira eleição para deputada federal, em 2006, ela conquistou mais de 178 mil votos. Mãe do governador Eduardo Campos e filha do ex-governador Miguel Arraes, a hoje ministra do Tribunal de Contas da União, Ana Arraes, melhorou seu desempenho na segunda eleição. Foi a mais votada do Estado, com 387.581 votos, que lhe consagraram como a quinta parlamentar de maior preferência entre o eleitorado do País.

O espólio de Ana Arraes – depois de muita discussão nos bastidores no Palácio do Campo das Princesas – será do neto João Henrique Campos, 19 anos. Nascido em 26 de novembro de 1993, o jovem pode chegar à Câmara dos Deputados com 21 anos, idade mínima exigida para desempenhar a função.

João Henrique é o segundo filho mais velho do governador Eduardo Campos com a primeira-dama, Renata Campos. Cursando engenharia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), não é raro vê-lo em eventos do governo do Estado, Prefeitura do Recife ou PSB.

A campanha de João Henrique deve ser turbinada com um equipe de peso e um empenho pessoal do pai em manter um familiar em Brasília. O bisavô Miguel Arraes teve dois mandatos, assim como a avó Ana Arraes. O pai foi eleito três vezes.

Antes que ficasse definido de quem seriam os votos conquistados pela ex-deputada, muita especulação tomou conta dos bastidores, alimentadas pela conjuntura eleitoral, uma vez que 2014 promete uma das mais acirradas.

Nome como o do secretário de Saúde, Antônio Figueira – um dos cotados para suceder Eduardo –, foi cogitado. Se não for abençoado pelo governador para ser o escolhido do PSB, outro que deve renovar o mandato é o secretário das Cidades, Danilo Cabral. 

Com uma base de apoio inchada, os partidos aliados do governo se preparam para uma eleição dura.

JC Online

Recordar é viver.Como FHC tratou o Estado de Pernambuco


É bom demais governar sendo bem tratado pelo governo federal, quero ver o político governar sofrendo discriminação. Foi isso que FHC fez com Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos.Veja que Miguel Arraes vendeu títulos públicos, fez uso dos precatórios para equilibrar as finanças do Estado de Pernambuco.Eduardo Campos não precisou vender nada para equilibrar as finanças, nem para pagar o funcionalismo e fazer obras públicas, porque sempre teve um governo aliado para lhe ajudar.



por SHEILA BORGES

Enviada especial

GARANHUNS - "O presidente é um ventríloquo do PFL. Saiu do cargo para ser mero porta-voz. Entrou numa briga que não tinha necessidade de comprar. Se quer manter, vamos lutar com nossas pequenas armas e enfrentar o seu poderio no País. Não vamos recuar, nem aceitar ataques como esse". Dessa forma, o governador Miguel Arraes (PSB), reagiu às duras críticas feitas pelo presidente Fernando Henrique Cardoso à sua administração.

Ao participar, ontem pela manhã, de entrevista à Rádio Jornal em Garanhuns, Miguel Arraes acusou o presidente FHC de agir "de forma discriminatória" contra os pernambucanos. "O Governo federal liberou recursos para 17 estados, mas negou para nós", falou, referindo-se ao retardamento dos recursos da privatização da Celpe, cerca de R$ 700 milhões. O Governo do Estado aguarda essa antecipação de recursos há mais de dois meses, mas luta contra a burocracia, que começou quando a bancada do PFL enviou uma consulta ao Tribunal de Contas da União.

"Querem me distratar. Eles têm raiva porque conseguimos equilibrar as finanças do Estado. Agora querem fazer mistério com isso. Essa questão dos precatórios já foi julgada pela Assembléia Legislativa e pelo Tribunal de Contas do Estado", reforçou, justificando a operação dos precatórios. Através da venda de títulos públicos, o governador arrecadou cerca de R$ 500 milhões, utilizados também para colocar em dia a folha de pagamento e financiar obras. Fernando Henrique insinuou que houve "bandalheira" e que há "suspeitas no ar".

Ironicamente, Arraes afirmou que "o presidente está fora de si com os resultados das pesquisas que estão apresentando uma queda da sua candidatura à reeleição". E disparou um forte contra-ataque: "O presidente não pode ficar insinuando coisas contra os outros. Ele pegou cinco bilhões e colocou no Banco Nacional. Seu filho era casado com a filha de um dos donos do Banco. Eu vou insinuar? Não, mas é um fato".


SAQUES - Em relação aos saques em Pernambuco, Arraes voltou a dizer que "não vai colocar polícia em cima de pessoas famintas". FHC o acusou de não agir com mais rigor e "aproveitar os saques para tumultuar", e sugeriu que Arraes colocasse a polícia ao invés de buscar dinheiro do BNDES. Em contrapartida, Arraes afirmou que os saques acontecem porque "o Governo Federal se movimentou tardiamente". E acusou o Palácio do Planalto de não utilizar critérios adequados para ajudar os flagelados. "Em Pernambuco, decidiram atender só 137 mil famílias. É muito mais gente. Bagunça é a falta de providência do Governo dele (FHC)".


Diante dessa troca de ataques, Arraes foi questionado se agora não tinha mais motivação para disputar um quarto mandato. "Preferia ir para casa, mas com esses ataques prefiro ir para rua lutar pelo povo de Pernambuco. Minha candidatura depende do meu partido".

Polícia Federal descobre plano para matar deputado federal Luiz Couto(PT-PB)



Secretaria de Segurança nega o caso e secretário Valber Virgulino, citado pelo petista, diz que ele "quer aparecer"; Secretaria de Comunicação emite nota e diz que Governo vai apurar as denúncias


Em 01/10/13


A Polícia Federal descobriu um plano para matar o deputado federal Luiz Couto (PT-PB). O deputado alega que ficou sabendo do plano por meio de agentes federais, na sexta-feira passada (27). Quando desembarcou no aeroporto Castro Pinto, em Bayeux (região metropolitana de João Pessoa) teria recebido a recomendação de agentes da PF de suspender todas as atividades públicas previstas para o final de semana em sua agenda.

O plano envolveria dois pistoleiros de Alagoas, que já estariam em território paraibano, e também teria como alvo a ouvidora da Polícia Civil, Valdênia Paulino. Segundo os agentes relataram, "havia uma majoração do risco à integridade física deste parlamentar". A ouvidora está fora do Brasil.

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social da Paraíba desconhece a informação de que haveria um plano para matar o deputado federal Luiz Couto (PT). O secretário Cláudio Lima, nesta terça-feira (01), negou que tenha conhecimento desse plano e alega que soube dos fatos através da imprensa.

Luiz contou que ficou surpreso, ao desembarcar na Paraíba e perceber que, além da escolta da Polícia Federal que lhe acompanha, havia no saguão do aeroporto um reforço de agentes e de policiais militares. Ele cancelou sua agenda na Paraíba e retornou à Brasília (DF).

Pelo relato do deputado federal, os supostos criminosos seriam contratados por R$ 500 mil e a transação desses valores teriam sido articuladas por um ex-policial militar, identificado como Luiz Quintino de Almeida Neto. O deputado sustenta que Quintino foi expulso da PM paraibana após inúmeras denúncias feitas pela ouvidora Valdênia Paulino e por ele. "Quintino foi preso durante a operação Squadre", lembrou.

O parlamentar afirmou ter recebido denúncia de que parte do dinheiro [R$ 300 mil] teria sido transportado por Dinamérico Cardim, agente penitenciário que supostamente fez o carregamento do dinheiro numa caminhonete do Grupo Penitenciário de Operações Especiais da Paraíba (Gpoe), pertencente à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

Ainda segundo o deputado federal, todo o levantamento desse plano teria sido feito pelo serviço de inteligência da Polícia Federal, que teria detectado que dois pistoleiros alagoanos estariam em João Pessoa para executar dois militantes que combatem o crime organizado.

Um ofício assinado pelo delegado da Polícia Federal, José Olegário Pereira Nunes, confirma o cancelamento da agenda do deputado federal na Paraíba. No documento, o delegado diz que, como medida preventiva, solicita o cancelamento da viagem e "a participação de qualquer evento público".

Couto ressaltou que, de acordo com a mesma denúncia, Dinamérico Cardim possui em sua guarda um Fuzil IBEL, calibre 762, customizado, com luneta de longo alcance, tripé metálico e munição calibre 762. Acrescentou que o Gpoe é subordinado diretamente à pessoa do secretário da pasta, Walber Virgolino da Silva Ferreira, e que só ele poderia determinar a saída e o deslocamento deste grupo.

O deputado federal relatou, ainda, que tomou conhecimento de que no dia 13 de setembro último, durante o lançamento de uma revista, ocorrido numa casa de recepções em João Pessoa, Walber Virgulino teria "destratado" o secretário de Segurança Pública, Cláudio Lima. O secretário de Administração Penitenciária teria acusando o secretário de Segurança e Defesa Social de proteger Luiz Couto, a ouvidora Valdênia Paulino e de ficar ao lado "do povo dos direitos humanos".

Valber Virgulino não quis comentar as declarações de Luiz Couto. Ele parafraseou o poeta e ex-senador Ronaldo Cunha Lima. "Minha alma, minha vida têm a transparência dos cristais. Coloque coloque minha vida moral e funcional na balança e compare com a de quem esta me acusando. Deixe o povo julgar", disse.

No início da tarde, durante entrevista à uma emissora de rádio de João Pessoa, o secretário de Administração Penitenciária voltou a se pronunciar sobre o caso.  "O que eu quero apenas é trabalhar. A gente fica indignado, mas ele está no papel dele de bater, de aparecer. De certa forma a mídia tem que notar a presença dele e eu não preciso disso. Minha vida por si só já repercute. As atividades que eu faço não são pra qualquer um", afirmou.

Em nota, a Secretaria de Comunicação Institucional do Estado reafirma a versão da Secretaria de Segurança.  "A presença de policiais militares na escolta do deputado federal Luiz Couto na data de sua última vinda ao Estado deveu-se a apoio de rotina à Polícia Federal e não à denuncia que fundamentasse a necessidade de reforço na proteção do deputado. A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária abriu sindicância para investigar o suposto uso do veículo do Grupo Penitenciário de Operações Especiais, bem como solicitou ao Ministério Público apuração dos fatos narrados na denúncia do deputado Luiz Couto", informa.

O deputado federal levou o caso, nesta segunda-feira (30) à tribuna da Câmara Federal. Informou ter solicitado ao governador Ricardo Coutinho(PSB-PB) e ao superintendente da Polícia Federal da Paraíba que investiguem as denúncias. A PF informa que não pode se pronunciar sobre casos que envolvam a segurança de parlamentares.

Ainda na nota, a Secretaria de Comunicação do Estado argumenta que as denúncias do deputado "carecem de fundamentação"  para ajudar nas investigações. "O Governo do Estado ressalta ainda que, no limite de suas competências, qualquer ameaça à integridade do deputado.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Musiquinha para ninar Marina

Criminalistas criticam juízes justiceiros



Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas emitiu carta aberta em que critica o “autoritarismo judiciário” e a supressão de instâncias e recursos processuais: “Não se admite no nosso sistema democrático a figura de ‘Juízes Justiceiros’ que, despindo-se da imparcialidade e abdicando da equidistância das partes, se transformam em algozes dos acusados e, abertamente, prestigiam a hipertrofia dos expedientes acusatórios, em detrimento da paridade de armas essencial a dialética forense e que legitima a persecução penal”, diz o documento; presidente do STF, Joaquim Barbosa, e ministro Gilmar Mendes estão entre esses?;


Por Elton Bezerra

Consultor Jurídico - A Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas emitiu na última sexta-feira (27/9) uma carta aberta em que critica a figura de “juízes justiceiros”, o “autoritarismo judiciário” e a supressão de instâncias e recursos processuais.

“Não se admite no nosso sistema democrático a figura de ‘Juízes Justiceiros’ que, despindo-se da imparcialidade e abdicando da equidistância das partes, se transformam em algozes dos acusados e, abertamente, prestigiam a hipertrofia dos expedientes acusatórios, em detrimento da paridade de armas essencial a dialética forense e que legitima a persecução penal”, diz o documento.

Para a entidade, a tendência de restringir o alcance do Habeas Corpus é uma postura “retrógrada e condenável” do Judiciário. “Essa percepção autoritária e anti-democrática substitui, nos dias de hoje e no cenário político e institucional, o autoritarismo outrora exercitado por tiranos e autocratas de plantão, cuja existência já mais não cabe nas sociedades democráticas dos tempos atuais.”

O Comitê Gestor da entidade é composto pelos advogados Elias Mattar Assad (Presidente), Amadeu de Almeida Weinmann (RS), Emanuel Messias Oliveira Cacho (SE), Ivan Pareta (RS), José Roberto Batochio (SP), Luiz Flávio Borges D’Urso (SP), Osvaldo de Jesus Serrão de Aquino (PA), Paulo Ramalho (RJ) e Técio Lins e Silva (RJ).

Veja a carta abaixo:

Carta dos Advogados Criminalistas à Nação Brasileira.

(VI Encontro Brasileiro dos Advogados Criminalistas)

Os advogados criminalistas brasileiros, reunidos em 26/27 de Setembro de 2013 na cidade de Curitiba, no seu VI Encontro Nacional, após haverem muito refletido e realizado intensos debates sobre as liberdades individuais, as garantias constitucionais da pessoa humana e a persecução penal no Estado Democrático de Direito, resolveram declarar a Nação que:

1 — A Constituição da República Federativa do Brasil, concebida em ambiência plenamente democrática e promulgada por fonte legítima, estratifica a soberana vontade do povo brasileiro e não deve ser interpretada de modo a negar seus postulados permanentes nem seus princípios fundamentais a pretexto de se atenderem anseios ou reivindicações da ocasião. Tem ela a vocação da permanência e sua alteração só pode ocorrer por meio de devido processo legal legislativo, através das emendas constitucionais;

2 — As garantias de índole processual penal positivadas em preceitos e em princípios da Carta Magna são intocáveis, posto que resultado de longa e dolorosa elaboração política e institucional, não se mostrando aceitável — antes é intolerável — sua negação ou modificação por via da interpretação pretoriana intencionalmente equivocada;

3 — Não se admite no nosso sistema democrático a figura de "Juízes Justiceiros" que, despindo-se da imparcialidade e abdicando da equidistância das partes, se transformam em algozes dos acusados e, abertamente, prestigiam a hipertrofia dos expedientes acusatórios, em detrimento da paridade de armas essencial a dialética forense e que legitima a persecução penal;

4 — As deficiências do Poder Judiciária Brasileiro, máxime sua proverbial morosidade, não são originadas da atividade desenvolvida pela defesa técnica dos réus, nem pelas oportunidades de impugnação e manejo de recursos que a lei lhes assegura. Antes, a lentidão se dava às deficiências estruturais desse Poder, seu peculiar regime de trabalho e à tenaz resistência que demonstra em ampliar seus tribunais. A criação de novos órgãos jurisdicionais sempre enfrentou oposição aguerrida da própria magistratura ao argumento de que "não se deve vulgarizar os cargos e funções judicantes", como se a justiça existisse para os juízes e não para o povo. Em um país com duzentos milhões de jurisdicionados, as cortes de justiça e os juízes singulares são hoje insuficientes para atender a contida demanda de justiça;

5 — Repudiam, com toda a veemência, o autoritarismo judiciário que, em postura retrógrada e condenável, quer limitar o alcance e o espectro do mais democrático, eficaz e ágil instrumento de defesa da liberdade humana contra os abusos e contra a ilegalidade, que é o Habeas Corpus. Essa percepção autoritária e anti-democrática substitui, nos dias de hoje e no cenário político e institucional, o autoritarismo outrora exercitado por tiranos e autocratas de plantão, cuja existência já mais não cabe nas sociedades democráticas dos tempos atuais.

6 — Denunciam, pois, essa nova fonte de arbítrio — que não tem origem política — mas é institucional, qual seja a burocracia estável do estado brasileiro, especialmente o estado-juiz, que não hesita sacrificar milenares conquistas libertárias e garantias fundamentais das pessoas no altar da "conveniência dos serviços" ou da "necessidade da racionalidade funcional".

7 — Rechaçam, com toda a eloquência, a supressão de instâncias e de recursos processuais, que foram concebidos como garantia inalienável dos cidadãos, ao fundamento de que é preciso imprimir velocidade aos julgamentos ou instituir decisões de uma instância só;

Como foi ontem, é hoje e será sempre, os advogados criminalistas do Brasil reafirmam seu inquebrantável compromisso com a liberdade humana e sua permanente hostilidade a qualquer forma de tirania, autoritarismo ou desrespeito aos direitos da pessoa, especialmente daquela que se vê acusada da prática de um delito perante um juízo ou tribunal.

Curitiba, em setembro, 27 de 2013

PiG esconde roubalheira tucana



Segundo vereador mais votado de São Paulo e do Brasil, embaixador do Brasil em Roma no governo Fernando Henrique, de quem foi tesoureiro da campanha à reeleição, secretário de Energia de Mario Covas, chefe das Subprefeituras com José Serra e secretário de Cultura de Geraldo Alckmin; largo currículo de Andrea Matarazzo não foi suficiente para que seu nome fosse destacado pela mídia tradicional na notícia da quebra, pela Justiça, de seus sigilos bancário e fiscal sob suspeita de envolvimento no escândalo de corrupção Alstom-Siemens; seria como informar que a AP 470 tem 42 réus, sem lembrar que os famosos José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares, do PT, estão entre eles


Por que o vereador Andrea Matarazzo tem tanta força na mídia tradicional?

O que fez dele um homem tão forte, desde o início de sua carreira política, na mais alta cúpula tucana?

Como ele conseguiu começar por cima sua carreira na vida pública, em 1991, e cumprir uma trajetória ascendente, ininterrupta e repleta de poder, nos últimos 22 anos, em todas, sem exceção, as administrações tucanas no plano federal (Fernando Henrique), estadual (governos paulistas de Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin) e municipal (gestões Serra e Gilberto Kassab)?

Por ser sobrinho-neto do histórico conde Francesco Matarazzo?

Ou por ser repositário de segredos bem guardados no ninho tucano paulista, ao menos até o estouro das denúncias do escândalo Alstom-Siemens, de desvio de verbas e corrupção no sistema de transportes públicos em São Paulo?

Estas e outras interrogações poderão ser mais precisamente respondidas a partir de agora.

Nesta segunda-feira 30, a Justiça determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Matarazzo, além de dez outros suspeitos de envolvimento no escândalo que abala o moral dos tucanos paulistas. A maioria dos nomes é de gente desconhecida do público brasileiro (lista abaixo), entre os quais executivos das duas multinacionais envolvidas no esquema. Há, além deles, o nome do ex-presidente do Metro José Fagali Neto.

Mesmo sendo o personagem, disparado, de maior peso nesta turma da pesada, como prova da influência de Matarazzo na mídia tradicional seu nome ficou de fora dos títulos de destaque dos portais UOL, IG e G1.

Essas fontes noticiaram o fato, na tarde desta segunda 30, após a informação, levantada pelo jornalista Fausto Macedo, ter sido dada em primeira mão no Estadão.com.

Registre-se: na própria página virtual do jornalão paulista, porém, o nome de Matarazzo igualmente foi poupado do devido destaque.

Do ponto de vista jornalístico, noticiar, com a máxima discrição possível, a devassa que está para ser iniciada na vida financeira e tributária de Andrea Matarazzo não se justifica, seja qual for o ângulo pelo qual se examine a questão. Afinal, ele mesmo foi saudado, pela mesma mídia, no final do ano passado, como o segundo vereador mais votado de São Paulo e do Brasil, graças aos mais de 117 mil votos na eleição paulistana do ano passado.

Entre os tucanos, Matarazzo sempre foi o campeão. Um verdadeiro faz tudo. Além do feito político de, em sua primeira tentativa, bater todos os outros concorrentes do partido, Matarazzo é um polivalente do setor público tucano: foi secretário de Energia e presidente da estatal Cesp no governo Mario Covas, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo Fernando Henrique, do qual também foi embaixador em Roma, secretário municipal de Serviços, primeiro, e das Subprefeituras, em seguida, na gestão de José Serra na Prefeitura paulistana, e, ufa!, secretário estadual de Cultura na gestão de Geraldo Alckmin.

Constaria de qualquer manual de jornalismo que uma notícia do porte da quebra de sigilos de um tucano como Matarazzo, dentro do pacote do rumoroso escândalo Siemens-Alstom, deveria ser um chamariz de leitura. Mas, do ponto de vista de sintonia com os tucanos, é, de fato, melhor que ele não apareça tanto quanto deveria. Não pega bem...

Para efeito de comparação, seria como se todos esses portais da mídia tradicional noticiassem que a Ação Penal 470, em julgamento no Supremo Tribunal Federal, analisa o envolvimento em corrupção de 42 réus. E não, como aconteceu, dos ex-presidente do PT José Dirceu e José Genoíno, e do ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares.

Qual é a notícia mais forte: 42 réus são julgados na AP 470 ou Dirceu, Genoíno, Delúbio e outros 39 são réus no Supremo?

A resposta é óbvia.

Há, ainda, uma agravante. Assim como Delúbio foi tesoureiro do PT, Matarazzo foi apresentado, na campanha de reeleição de Fernando Henrique, em 1998, também como tesoureiro da campanha tucana. Ele nunca teve receio de arrecadar dinheiro para seu partido.

A quebra de seu sigilo bancário fornecerá informações importantes sobre sua eventual participação no escândalo Alstom-Siemens. Mas não apenas. Poderá esclarecer muito sobre o modus operandi do partido no poder.

Além de todos os cargos, Matarazzo desfruta da intimidade dos mais emplumados tucanos. Com Mario Covas, de quem era difícil divergir, o atual vereador foi um secretário de Energia e presidente da Cesp que privatizou a companhia por um modelo muito criticado na ocasião, inclusive com críticas do próprio governador. Considerada a estatal mais bem estrutura do Estado, a Cesp foi fatiada em 11 partes, sendo arrematada pelo mercado a preços que poderiam ser bem maiores do que os valores apurados no encerramento das operações que liquidaram a estatal, segundo especialistas do setor.

Diante do anti-tabagista militante José Serra, Matarazzo deu impressionantes mostras de segurança ao, em diferentes ocasiões, baforar a fumaça de seus cigarros sobre o rosto do ex-ministro da Saúde. Quem poderia fazer isso sem medo de uma reprimenda humilhante?

O pai de Andrea, Giannandrea Matarazzo, morto em 2011, foi presidente do Conselho Administrativo do colégio Dante Aliguieri, talvez o mais tradicional de São Paulo, e da sua associação de ex-alunos. Durante sua gestão neste último cargo, surgiram denúncias de desvios de verbas. O caso foi noticiado pelo jornal Folha de S. Paulo num dia e, em seguida, nunca mais apareceu em sua páginas. Nova prova de forte influência do tucano que poderá ser melhor compreendida a partir de agora.

A seguir, lista dos 11 nomes cujos sigilos bancário e fiscal foram quebrados pela Justiça nesta segunda 30:


Andrea Matarazzo, Eduardo José Bernini, Henrique Fingerman, Jean Marie Marcel Jackie Lannelongue, Jean Pierre Charles Antoine Coulardon, Jonio Kahan Foigel, José Geraldo Villas Boas, Romeu Pinto Júnior, Sabino Indelicato, Thierry Charles Lopez de Arias e Jorge Fagali Neto, (ex-presidente do Metrô).Brasil-247

2012: mais de 1 milhão de pessoas saíram da extrema pobreza

:

Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 0,9% no ano passado, enquanto a renda per capita das famílias cresceu, em média, 7,9%; as famílias mais pobres, em especial, conseguiram evolução na renda maior do que a média, 14%, entre os 10% mais pobres da população; dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)


Carolina Sarres

Repórter da Agência Brasil

Brasília – A desigualdade de renda registrou queda em 2012, apesar de o desempenho da economia ter sido considerado fraco. O Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 0,9% no ano passado, enquanto a renda per capita das famílias cresceu, em média, 7,9%.

As famílias mais pobres, em especial, conseguiram evolução na renda maior do que a média, 14%, entre os 10% mais pobres da população. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no estudo Duas Décadas de Desigualdade e Pobreza no Brasil Medidas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgado hoje (1º).

A população extremamente pobre (que vive com menos de US$ 1 dólar por dia) caiu de 7,6 milhões de pessoas para 6,5 milhões. A população pobre (que vive com entre US$ 1 e US$ 2 dólares por dia), de 19,1 milhões de pessoas para 15,7 milhões.

"Três milhões e meio de pessoas saíram da pobreza em 2012 e 1 milhão da extrema pobreza, em um ano em que o PIB cresceu pouco.

Para a pobreza, o fundamental é o que acontece na base – cuja renda cresceu a ritmo chinês. O bolo aumentou com mais fermento para os mais pobres, especialmente para os mais pobres dos pobres", disse o presidente do Ipea, Marcelo Neri.

Os principais indicadores do crescimento dos rendimentos da população são a posse de bens duráveis – como televisão, fogão, telefone, geladeira e máquina de lavar – e o acesso a serviços públicos essenciais – como energia elétrica, coleta de lixo, esgotamento sanitário e acesso à rede de água.

A ampliação da posse de bens e de acesso a serviços se deve, em grande parte, a dois fatores: o aumento da renda do trabalho e o impacto do Bolsa Família. "Nos últimos dez anos, o protagonista da redução da desigualdade é a renda do trabalho, o coadjuvante principal é o Bolsa Família", diz o estudo. De acordo com o Ipea, de 2002 a 2012, 54,9% da redução da desigualdade foi devido à contribuição da renda do trabalho. O Bolsa Família contribuiu 12,2% para essa queda.

"O Bolsa Família é um custo de oportunidade social, tem mais impacto sobre a desigualdade do que a Previdência", informou Neri. A Previdência é o terceiro fator que mais contribui para a redução da desigualdade, 11,4% para os que ganham acima do piso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e 9,4% para os que ganham um salário mínimo (R$ 678). Se somados os dois grupos, a Previdência tem impacto superior ao do Bolsa Família.

Edição: Beto Coura

Eduardo Campos pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão


Bezerra liberou R$ 71,2 milhões para Pernambuco antes de deixar ministério


Essa é uma das provas que Eduardo Campos só vem fazendo um bom governo por causa da ajuda do governo Lula/Dilma. Isso mostrado por Folha de São Paulo é o mínimo que o governo federal fez por Pernambuco.Apesar disso tudo, Eduardo é tão ingrato que sequer convida alguém do governo federal para inaugurar as obras realizadas com verba federal.Recentemente, Eduardo entregou cerca de 400 casas, uma ponte e um hospital ao povo de Barreiros, cidade onde nasci e passei boa parte da minha vida morando lá.Pois bem, ninguém do governo Dilma foi convidado para a inauguração das mencionadas obras.Mas a ingratidão de Eduardo não para aí.No ano passado ele entregou 450 casas do Programa minha Casa Minha Vida aos moradores da cidade de Timbaúba-PE, só que na hora de discursar criticou o governo federal pelo déficit de moradia do Brasil.É ou não é um mau-caráter?


"O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, que deixou o cargo nesta terça-feira (1º) por deliberação de seu partido, o PSB, liberou R$ 71,2 milhões em recursos de convênios federais com o governo de Pernambuco nos últimos 30 dias.

Todos os pagamentos ocorreram antes dele anunciar à presidente Dilma Rousseff a demissão do cargo, no último dia 19.

Bezerra seguia na pasta a pedido de Dilma, apesar da determinação do PSB. O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) deve ser o substituto.

Pernambuco é o Estado de origem de Bezerra e é governado pelo presidente nacional do seu partido, Eduardo Campos, cotado para ser candidato à Presidência em 2014. O ministro havia assumido a pasta em 2011, após deixar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco.

Segundo levantamento feito pelo UOL com base nos dados do Portal da Transparência do governo federal, o valor liberado pela pasta a Pernambuco corresponde a 58% das liberações de convênios no período a todos os Estados e prefeituras de capitais.

Com o valor liberado pela pasta de Bezerra, Pernambuco aparece no topo nacional de liberações de convênios de todos os ministérios nos últimos 30 dias, com R$ 142 milhões --sendo 50% da Integração Nacional.



Se fossem levados em conta apenas os valores destinados pela Integração Nacional, Pernambuco ainda ficaria na segunda posição entre os Estados com mais recursos liberados de convênios federais, atrás apenas de São Paulo.

Convênios

O ministério liberou verbas para seis convênios com o governo pernambucano nos últimos 30 dias. O principal foi o da construção da adutora do agreste, que deve ajudar no abastecimento de cidades da região. Foram R$ 56,9 milhões liberados no último dia 30 de agosto.

O convênio assinado em 2011 prevê, ao todo, a liberação de R$ 1,2 bilhão.


Outro convênio com liberação para o Estado foi o de "atendimento às vitimas de desastre natural em ações de socorro, assistência às vitimas e restabelecimento de serviços essenciais", fechado com a Secretaria da Casa Militar do Estado.

No último dia 12 --seis dias antes da executiva do partido decidir pela entrega dos cargos-- R$ 10 milhões foram liberados.

O terceiro convênio com a prefeitura que teve liberação recente foi o de "captação na barragem Siriji, 1ª etapa da estação de tratamento em Siriji e implantação de parte do ramal 1 da adutora do Siriji".

Segundo lugar do PSB

Enquanto Pernambuco recebeu grande quantia de recursos nos últimos dias do ministério de Bezerra, outros Estados não tiveram a mesma sorte. Dezesseis não receberam nenhum centavo no período.

A exceção da pouca vontade na liberação dos recursos foi o Estado do Piauí, governado por Wilson Martins (PSB), que é aliado do chefe do Executivo pernambucano.

O Estado ficou na segunda posição nacional, com R$ 21,1 milhões, acima de outros Estados do Nordeste com maior população e mais municípios em emergência pela estiagem.

O Ceará, por exemplo --governado pelo agora ex-PSB Cid Gomes, desafeto de Eduardo Campos-- teve apenas R$ 2,5 milhões liberados no mesmo período.

O maior Estado da região Nordeste, a Bahia, recebeu apenas R$ 3,3 milhões --nem 5% do que Pernambuco recebeu. Estados como Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Sergipe, que também sofrem com a seca, não tiveram repasses federais de convênios do ministério este mês. 

Reincidente

Essa não é a primeira vez que Fernando Bezerra é acusado de beneficiar Pernambuco com recursos federais.

Em janeiro de 2012, a ONG (Organização Não-Governamental) Contas Abertas revelou que 90% das verbas de prevenção a desastres foi para o Estado. O ministro negou favorecimento e alegou que usou critério técnico.

No mesmo mês, o UOL divulgou que o Estado de Pernambuco também recebeu 30 vezes mais recursos do que Alagoas para obras de prevenção de novas tragédias, como a ocorrida em 2010 e que matou 47 pessoas nos dois Estados.

Saída do cargo

Fernando Bezerra foi secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco no primeiro mandato de Eduardo Campos. Ele entregou o cargo no dia 19, mas a presidente pediu que ele permanecesse mais alguns dias na pasta.

A entrega do cargo ocorreu após decisão da executiva nacional do PSB de desembarcar do governo federal, no último dia 18.

Campos deve ser aclamado, no próximo ano, como candidato a presidente. Pesquisa Ibope divulgada na última quinta-feira (26) mostra o governador pernambucano com 4% das intenções de voto.

Bezerra é ainda pré-candidato ao governo de PE em 2014.


Outro lado

Em nota encaminhada ao UOL nesta segunda-feira (30), o Ministério da Integração Nacional informou que o critério usado para os desembolsos "é exclusivamente técnico" e as obras têm sua destinação realizada na medida de sua evolução.

Segundo o órgão, as transferências "não encontram qualquer anormalidade" e "seguem os fluxos normais dos empreendimentos, no caso do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], ou das necessidades de assistência e socorro humanitário, no caso da defesa civil".

Sobre a adutora do Agreste, maior recebedora de verbas nos últimos 30 dais, o ministério diz que é uma obra de "grande porte" e vai beneficiar 68 municípios. "[Ela] representa 49% de todo valor conveniado pela União com Pernambuco (…) e 40% do valor repassado pela União ao Estado."


Por fim, o ministério alega que o convênio o qual o Pernambuco recebeu R$ 10 milhões corresponde ao Cartão de Pagamento da Defesa Civil. Segundo ranking estadual enviado à reportagem, Pernambuco aparece em 8º lugar, com 6% do total de repasses".Fonte:Uol.