quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Gilmar e Nardes conspiram para cassar Dilma e envergonhar o Brasil como República das bananas

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

GILMAR OU NARDES (FOTO) OU VICE-VERSA QUEREM O BRASIL COMO REPÚBLICA DAS BANANAS PARA A CASA GRANDE FICAR MAIS RICA DO QUE JÁ É E SEMPRE FOI.
A oposição quatro vezes derrotada (leia-se PSDB e seus aliados) tem muita esperança de dar um golpe jurídico em Dilma Rousseff, e, consequentemente, afastar também o vice-presidente, Michel Temer, do PMDB. Aliás, depois da reforma ministerial, que fortaleceu o partido do vice-presidente, ficou quase impossível para os tucanos golpistas e iracundos concretizarem o golpe, e, por sua vez, somente restou o caminho do tapetão.

Chicanas jurídicas por intermédio do TCU, onde exercem seus mandatos juízes que respondem a processos na Justiça, a exemplo do relator das contas do Governo, Augusto Nardes, que, inacreditavelmente, antecipou seu voto pela imprensa alienígena, bem como o presidente da Casa, Aroldo Cedraz, que, igualmente a Nardes, também é acusado de atuar politicamente contra o Governo, além de ter um filho que fazia lobby no TCU, a aproveitar a posição privilegiada e influente de seu pai.

Contudo, sabe-se que o TCU é um órgão auxiliar da Câmara, pois estritamente técnico, mas que ultimamente se politizou, como forma de pressionar o Governo Dilma, porque juízes que já foram parlamentares e ligados à direita partidária do País, exemplificados nas pessoas de Aroldo Cedras e Augusto Nardes, acumpliciaram-se com os interesses políticos do PSDB e do DEM e, com efeito, politizaram o Tribunal de Contas da União.

E por quê? Porque o Brasil vivencia uma luta política sem precedentes desde sua redemocratização. A direita, inquilina da casa grande, não se conforma com suas sucessivas derrotas, sendo que esta última o PSDB e seus aliados políticos e do empresariado sentiram os reveses eleitorais de mais. Praticamente a oposição abandonou o debate político e não apresenta quaisquer programas e projetos ao povo brasileiro, de forma que a Nação opte por suas propostas e, quiçá, resolva votar nos candidatos conservadores do PSDB em 2018.

Todavia, a direita brasileira não quer respeitar o calendário eleitoral, porque prefere efetivar um golpe jurídico-midiático, à moda paraguaia, e dessa forma antidemocrática e autoritária conquistar o poder. Danem-se os 54,5 milhões de votos de Dilma Rousseff, o Estado de Direito, a democracia e as instituições republicanas. Danem-se os eleitores da política petista. O que importa para o PSDB e seus apoiadores, a exemplo de juízes como Gilmar Mendes (TSE) e Augusto Nardes (TCU), dentre outros juízes das duas instituições, é que a presidenta Dilma seja cassada, bem como, se possível, o vice, Michel Temer, não assuma, a fim de que sejam realizadas novas eleições.

Evidentemente que a intenção do tucano Aécio Neves é o de ter uma nova oportunidade de se eleger em um virtual "terceiro" turno, promovido por um golpe jurídico com o apoio da imprensa dos magnatas bilionários e sonegadores de impostos, além de permitir que o neto de Tancredo se livre de uma dura luta dentro do PSDB, no que diz respeito ao tucano carioca-mineiro ter de enfrentar o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e talvez o senador José Serra,  o que não é provável.

Disputar a indicação do seu partido dominado pelos paulistas para concorrer à Presidência da República é tudo o que Aécio Neves não quer. O playboy da Zona Sul carioca prefere a via do golpe, sem a menor preocupação com nada e coisa alguma, porque se tem algo com que a direita brasileira não se preocupa, este "algo" é o Brasil e seu povo, conforme registra a história.

O PSDB se tornou golpista, bem como suas principais lideranças, a começar por Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, que aos 84 anos vive a deitar falação pela imprensa de negócios privados, por intermédio de seus artigos confusos e mal escritos, mas que tem a finalidade de fomentar a crise política e, por seguinte, abrir um leque de opções para que o golpe seja concretizado por meio da cassação do mandato legítimo de Dilma Rousseff. Veja só: os tucanos por causa de poder jogam suas biografias no esgoto da história.

E assim são as coisas no Brasil de um povo que não consegue se livrar de uma casa grande bilionária e de antepassados escravocratas. "Elite" antidemocrática, que se recusa a se livrar de sua pequenez cívica e de seu provincianismo e reacionarismo atávicos. Patrões de autoridades nomeadas, que diariamente se vestem com capas de zorros e ternos pretos bem cortados, para se esmerar em tripudiar o povo brasileiro, a aceitar chicanas jurídicas, porque querem derrubar um governo eleito pela força das urnas por intermédio de "pedaladas" fiscais e de reprovação de contas de campanhas.

Contas estas aprovadas pelo juiz político, Gilmar Mendes, notório aliado dos tucanos, que já deixou claro que odeia o PT e, por seu turno, persegue suas lideranças e somente faz cargas contra os interesses do Governo Trabalhista até em assuntos que lhes competem. Um juiz de caráter condestável, que há 13 anos realiza todo tipo de obstrução para que os governos do PT não governassem com tranquilidade e mostrassem ao povo suas realizações, que são os milhares de projetos de infraestrutura, além dos programas de inclusão social, que são às dezenas.

No Brasil temos uma oposição que não debate programas de Governo, porque temos uma classe dominante que não pensa o Brasil e jamais vai pensá-lo. A única preocupação é a conquista do poder central e fazer do Estado o que sempre fizeram em cinco séculos, ou seja, transformá-lo novamente em tetas de vacas para que a burguesia possa mamá-las á vontade, sem se preocupar com a ascensão econômica dos pobres e a consequente inclusão e emancipação social.

Gilmar Mendes, no TSE, e Augusto Nardes, no TCU, são as pessoas que tem e terão muita influência no processo de caráter discricionário que visa, sobretudo, a cassação de uma presidente constituída legalmente e que nunca cometeu crimes comuns e de responsabilidade. É, simplesmente, o fim da picada! Dois juízes, cada um a seu modo, que não tem nenhum respeito pela democracia, como registram suas ações e atos, no decorrer de suas vidas como homens públicos.

As contas do PT são praticamente as mesmas do PSDB, os dois partidos hegemônicos e que lutam pelo poder central. Aécio Neves recebeu mais dinheiro do que Dilma Rousseff, no que é relativo ao financiamento de campanhas por parte de empresas privadas, notadamente os recursos provenientes da UTC, os que mais causaram polêmicas e acusações. As contas da mandatária foram aprovadas pelo TSE, inclusive pelo juiz condestável, Gilmar Mendes.

Após tal resolução, a imprensa golpista (esta é sua realidade histórica: ser golpista) faz pressão sem parar e jamais cita a dinheirama recebida pela campanha de Aécio Neves. Simplesmente não toca no assunto, como também se recusa a repercutir os tantos escândalos de autoria do PSDB, desde as privatarias de FHC — o Neoliberal I — até a operação Zelotes, a passar pelos HSBC, Trensalão, Metrozão, Lista de Furnas, Cantareira e os já moribundos casos do Banestado e do Mensalão do PSDB, escândalos, dentre dezenas de outros acontecidos, nos quais estão presentes tucanos de alta plumagem, além de "gente" do DEM (o pior partido do mundo), a bicar o dinheiro público e a receber contribuições empresariais nada republicanas.

Então, depois do que foi dito, vamos à pergunta que não quer se calar: "Somos todos idiotas?" Porque, venhamos e convenhamos, o Judiciário e todas suas diferentes instâncias, bem como o Ministério Público, teriam de ter, obrigatoriamente, placas em todas as portas com os seguintes dizeres: "Pau que bate em Chico bate também em Francisco". Afinal, somos uma democracia sob o Estado de Direito, que se submete à Carta Magna. Por sinal, trata-se de uma das constituições mais avançadas do mundo, realidade esta que deixa a direita com ódio, porque autoritária e, portanto, antidemocrática.

A verdade é que o sistema politicamente conservador e seus porta-vozes midiáticos, trituradores da moral alheia, estão a jogar todas suas fichas no TCU e no TSE, porque no Congresso já perderam. Derrotados o foram no campo político-partidário, e agora somente resta judicializar a política e criminalizar o Governo Trabalhista e o PT. É porque certos juízes, promotores, delegados aecistas, políticos da oposição e a imprensa corporativa e de direita considera o Brasil idiota e, consequentemente sem capacidade para julgar o que é certo ou errado, justo ou injusto, correto ou incorreto e democrático e antidemocrático.

Dilma não vai ser cassada através de canetadas de funcionários públicos a mando dos coronéis oligarcas de todas as mídias monopolizadas. A imprensa burguesa não é a patroa do Brasil, Luta para ser, mas vai ter de lutar muito para se transformar em ditadura midiática. Juízes não são autorizados a perseguir um lado da história e deixar o outro livre para bater, acusar, bem como não ter seus crimes investigados e julgados.


Afinal, os brasileiros não são idiotas, e sabem onde o sapato aperta o calo, bem como sabe ponderar e julgar os atos e as ações de juízes, que são pagos pelos contribuintes. Dilma não cometeu crimes. O Brasil não vai ser envergonhado internacionalmente como se fosse uma República das bananas, porque a burguesia irresponsável está inconformada com as sucessivas derrotas eleitorais e a pequena burguesia (classe média coxinha), papagaio de pirata, está furiosa com a ascensão social dos pobres. Dilma não vai ser cassada. O TCU não tem autoridade para destituir um presidente da República. Gilmar e Nardes conspiram contra o Direito para o TSE cassar Dilma com a cumplicidade do TCU. É isso aí.

TCU dá a senha para o processo do impeachment



Rodolfo Vasconcellos 

Como decretado pela mídia comercial, o TCU (Tribunal de Contas da União) recomendou nesta quarta-feira (7) a reprovação das contas de 2014 do governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Em decisão unânime, oito ministros votaram pela rejeição das contas da petista.

Triste é ver ministros indicados por Lula e Dilma votarem a contra o governo.Triste mais ainda é ver ministro como Ana Arraes, mãe de Eduardo Campos, indicada por Lula, e José Múcio Monteiro, também indicado por Lula, votarem pela refeição das contas. Não é que ministro indicado para o TCU tenha que ser submisso, obediente ao governo, mas, na prática, em todos governos(federal, estadual e municipal) os ministros sempre votam de acordo com a orientação do governo.

Agora, me digam, por que as contas de Dilma foram rejeitadas?

Porque, de acordo com técnicos do TCU, benefícios sociais(Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Prouni, etc) e subsídios federais(redução de IPI) eram pagos por bancos estatais sem que o Tesouro Nacional tivesse feito o devido repasse dos valores a tempo. 

Esse "adiantamento" feito pelos bancos foi classificado pelo TCU como "empréstimos", e a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) proíbe o governo de fazer empréstimos junto a bancos estatais. 


Mas vejam que bobagem.O TCU preferia que as pessoas mais carentes ficassem sem os mencionados benefícios, tudo em nome de uma tal de Lei de Responsabilidade Fiscal.
 
Curioso é que todos governos agiram assim, mas só Dilma que se ferrou.


Esta é a primeira vez que o TCU recomenda a reprovação das contas de um presidente desde que o órgão foi criado, em 1890. O parecer pela reprovação não significa que as contas foram reprovadas. Elas ainda precisam ser julgadas pelo Poder Legislativo.

Golpista Agripino Maia vira réu no STF


Rodolfo Vasconcellos




 Esse é o segundo processo. O primeiro é aquele que ele é acusado de surrupiar R$ 1 milhão de reais do DETRAN-RN.

André Richter – Repórter da Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso abriu hoje (7) inquérito para investigar o senador José Agripino Maia (DEM-RN) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ministro atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa o parlamentar de receber propina da empreiteira OAS nas obras de construção do estádio Arena das Dunas, em Natal, para a Copa do Mundo de 2014.
As suspeitas contra o senador surgiram em depoimentos de investigados na Operação Lava Jato, mas a PGR pediu que o inquérito não fosse remetido ao ministro Teori Zavascki, relator dos processos oriundos da operação no Supremo. Para a procuradoria, as acusações não estão relacionadas com os desvios de recursos da Petrobras, principal linha de investigação da Lava Jato.
A assessoria do senador informou que ele ainda não foi notificado sobre a decisão e que só vai se manifestar após ter acesso às investigações. Na segunda-feira (5), após ser informado do pedido de abertura de inquérito, Agripino disse que a acusação é absurda, inverídica e descabida. Ele também se colocou à disposição do Judiciário para prestar esclarecimentos. A OAS nega as acusações.

Inquérito contra Agripino cita troca de mensagens com empreiteiro da OAS

A Procuradoria-Geral da República (PGR) utilizou mensagens apreendidas pela Polícia Federal no celular de um dos executivos da empreiteira OAS, José Aldelmário Pinheiro, condenado na Operação Lava Jato, para embasar pedido de abertura de inquérito contra o senador José Agripino Maia (DEM-RN). As informações constam do inquérito aberto hoje (7) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cujo sigilo foi derrubado pelo ministro Luís Roberto Barroso.

A PGR usou mensagens trocadas entre o parlamentar e o empreiteiro, além do depoimento do doleiro Alberto Youssef, um dos delatores da Operação Lava Jato, para levantar suspeitas contra Agripino Maia. Youssef disse aos investigadores que administrou o caixa dois da OAS, e enviou R$ 3 milhões em espécie para Natal, por meio de seu ex-funcionário Rafael Ângulo Lopez, que admitiu ter transportado valores para a capital potiguar.

No despacho no qual decidiu pela abertura da investigação, o ministro cita mensagens que revelam "possível solicitação e recebimento de vantagens indevidas" pelo senador em troca de ajuda na liberação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a Arena das Dunas, estádio construído para a Copa do Mundo de 2014 pela OAS.

Segundo a procuradoria, Agripino conseguiu a liberação dos recursos do BNDES e, em contrapartida, teria recebido R$ 500 mil em doação oficial ao Diretório Nacional do DEM, em 2014. A acusação afirma que as solicitações de valores estão em diversas mensagens trocadas entre 11 de agosto e 19 de setembro do ano passado.

Em uma das mensagens, José Aldelmário cita o senador em uma conversa com um executivo responsável pela arena, que pedia ajuda do parlamentar para agilizar o repasse dos recursos, após irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

"Resposta de Agripino ao meu sms: Reuni hoje pela manhã, em Natal, o secretário da Copa, o conselheiro relator no TCE e Dr. Charles, para esclarecer o problema e apelar por solução que evite interrupção no fluxo de pagamentos e interrupção da obra. Vou acompanhar de perto os desdobramentos. Abs. Agripino.", diz a mensagem.

A assessoria do senador disse que ele não foi notificado sobre a decisão e que só vai se manifestar após ter acesso às investigações. Na segunda-feira (5), após ser informado do pedido de abertura de inquérito, Agripino disse que a acusação é absurda, inverídica e descabida. Ele também se colocou à disposição do Judiciário para prestar esclarecimentos. A OAS nega as acusações.

Tucano mau caráter

Atleta critica Dilma por obra parada de responsabilidade do governo de Goiás

Fabiana Pulcineli - O Popular - 06/10/2015 


Em vídeo postado ontem no Facebook, o lutador de MMA Wanderlei Silva critica a presidente Dilma Rousseff por uma obra parada em Anápolis que é de responsabilidade do governo de Goiás. Embora a placa em frente à construção do Centro de Convenções de Anápolis esteja identificada como do governo estadual, ele aponta o valor da obra e ataca o governo federal.
 

Saiba mais: Marconi abandona obra do Centro de Convenções de Anápolis
O atleta diz que Dilma esteve no local para inaugurar a obra, que não ficou pronta. "A nossa excelentíssima presidente esteve aqui e teve a cara de pau de inaugurar uma obra totalmente inacabada. Não está nem na metade ainda. É uma prova do desrespeito ao dinheiro público." Ele diz ainda que é mais um exemplo dos "elefantes brancos espalhados pelo Brasil". "Isso é uma vergonha. Isso me revolta", completa.

 
Dilma nunca foi a Anápolis inaugurar o Centro de Convenções. Pode ser que o lutador tenha confundido com o trecho goiano da Ferrovia Norte-Sul, na mesma cidade, de fato entregue no ano passado, bem antes de entrar em funcionamento.

 

Apesar de comentários esclarecendo o fato no post do atleta, o vídeo foi mantido no ar e tem mais de 525 mil visualizações e 14 mil compartilhamentos até o momento. Há quem aplauda e sugira que o lutador entre para a política.
 

A placa da obra informa custo de 112 milhões, vindos do Fundo Estadual de Desenvolvimento de Atividades Industriais (Funproduzir). Na campanha eleitoral do ano passado, a obra foi anunciada pela equipe do governador Marconi Perillo (PSDB) como "praticamente pronta", mas de fato está parada e não há previsão de entrega.

Em março deste ano, a Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) admitiu que a obra estava paralisada por falta de recursos. O governo havia quitado metade do preço total – cerca de R$ 60 milhões –, mas suspendeu o pagamento por problemas orçamentários.


Não há informações sobre o que Wanderlei veio fazer em Anápolis. Ele tem um contrato de publicidade para uma empresa de suplementos que tem sede no Distrito Agroindustrial (Daia) da cidade.

 

O blog tentou contato com a assessoria através do e-mail disponível no site do lutador, mas ainda não obteve resposta.



Ps.   Wanderlei Silva é filiado ao PSDB e gravou vídeo apoiando o candidato Aécio Neves nas eleições de 2014.

Ps.2 Tico Santa Cruz, em sua página no Facebook, alerta Wanderlei para o erro.

"O Lutador Wanderlei Silva gravou um vídeo com informações equivocadas sobre uma Obra no Estado de Goiás. Como pessoa pública, me senti no dever de corrigir e ressaltar algumas questões, porque é um equívoco comum atualmente. Foi compartilhado 19 mil vezes e teve quase um milhão de acessos. Espero ter ajudado.

Se liga ai Wanderlei, vamos canalizar nossa indignação para as pessoas certas.
Abraços."


Ex-Procurador Geral da Rpública, atual advogado de Eduardo Cunha, engavetou processos contras vários corruptos



Por Helena Sthephanowitz, para a Rede Brasil Atual

Desde 2006, a Divisão de Repressão a Crimes Financeiros da Polícia Federal encontrou operações cambiais com indícios de irregularidades atribuídas ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e diversos outros políticos. Mas parece que a necessária investigação para esclarecer os fatos ficou engavetada e acabou atropelada por investigações de autoridades suíças.

Naquele ano de 2006 foi dada entrada no Supremo Tribunal Federal (STF) a Petição Avulsa de nº 193.787 tratando dessa investigação, possivelmente por haver muitos políticos com foro privilegiado. Estranhamente não consta do sistema de consultas do STF na internet o andamento dessa petição, mas sua existência é comprovada por um despacho do ex-ministro Joaquim Barbosa no Diário Oficial.

O problema é que a decisão de Barbosa ocorreu só no dia 6 de maio de 2014, após oito anos de gaveta. E o pior é que foi uma decisão que não resolveu nada, apenas fez o processo "andar de lado", ou seja, ouvido o procurador-geral da República que, aparentemente, pediu o desmembramento de quem não tinha foro privilegiado, Barbosa nem disse que sim, nem que não. Passou a bola para o ministro relator decidir. Mais de ano já passou sem haver notícias de novo andamento.

Foi preciso o Ministério Público Suíço encontrar em abril deste ano contas suspeitas em bancos de lá tendo como beneficiário o deputado Eduardo Cunha e seus parentes para o Ministério Público Federal brasileiro acordar para a investigação que já deveria ter sido feita nove anos atrás.

A ausência da consulta processual no sistema do STF dificulta a melhor compreensão do que ocorreu e do que está ocorrendo com aquele antigo pedido de investigação. Mas os fatos falam por si.

É constrangedor para a imagem das instituições que o atual advogado de defesa de Eduardo Cunha seja o ex-procurador-geral da República Antônio Fernando de Souza que, na sua gestão, não fez andar o inquérito de 2006 contra seu atual cliente. Uma boa explicação ao distinto público seria bem-vinda.

Os outros políticos citados na referida petição são Álvaro Costa Dias, Valdemar da Costa Neto, Francisco Garcia Rodrigues, Fernando de Souza Flexa Ribeiro, Arolde de Oliveira, João José Pereira de Lyra, Henrique de Campos Meirelles, Itamar Serpa Fernandes, Jorge Konder Bornhausen, Pedro Irujo Yaniz, Ricardo Feitosa Rique, Carlos Alberto da Silva, Luiz Carlos da Silva, Miguel de Souza e Vittorio Medioli.

Salvo se houver algum homônimo, são deputados ou ex-deputados federais e estaduais, senadores ou ex-senadores. O último, Vittorio Medioli, ex-deputado federal pelo PSDB-MG, foi condenado em janeiro pela Justiça Federal em Minas a cinco anos e cinco meses de prisão. Foi resultado da Operação Farol da Colina da PF, decorrente do caso Banestado "estrelado" pelo já famoso doleiro Alberto Youssef. Medioli foi condenado por enviar escondido para o estrangeiro US$ 595 mil no ano de 2002 e manter depósitos clandestinos no exterior.

Outro fato constrangedor é o porquê "não veio ao caso" aprofundar as investigações sobre as supostas operações escondidas de Eduardo Cunha no exterior desde a época do Banestado. Uma boa explicação da força-tarefa que cuidou do caso também seria bem-vinda.

Não resta dúvida de que vários políticos fazem jus à má reputação de corruptos que têm, mas a corrupção só encontra campo fértil onde quem tem o dever e a função de vigiar não vigia a contento.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

O corrupto e seus parceiros

Fernanda Pires

Tucaninho safado



O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que recebeu cerca de R$ 300 mil reiais de empreiteiras envolvidas na Lava Jato e que doou R$ 40 mil reais pra ele mesmo, sem ter declarado que tinha a grana na sua declaração de bens, assumiu, como é do estilo tucano, sua cumplicidade com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
 
"Seria leviano da minha parte afirmar que ele está envolvido. O Ministério Público ainda aguarda informações da Suíça e ele tem, por hora, o benefício da dúvida", disse ele.
Ao contrário do que diz Sampaio, as informações da Suíça já chegaram ao Brasil. Cunha já teve quatro contas bancárias bloqueadas na Suíça, com depósitos que somavam cerca de R$ 20 milhões.
Nenhuma das contas foi declarada à Receita Federal. Além disso, o presidente da Câmara mentiu aos parlamentares, ao negar que mantivesse depósitos no exterior.
O posicionamento de Sampaio, no entanto, serve para comprovar mais uma vez a hipocrisia tucana: um dos líderes do golpe contra Dilma por 'pedaladas fiscais' fecha os olhos para a montanha de dinheiro de Cunha na Suíça.
Sampaio afirmou, ainda, ter confiança em Cunha.
 "Temos um comportamento de confiança mútua construída em razão da postura de correção que ele vem adotando com as oposições", disse ele.

A folha corrida de Augusto Nardes

O ministro do TCU, Augusto Nardes, afirmou hoje que Dilma poderá, sim, ser responsabilizada a presidente, se ficar comprovado. Vai depender do relator e dos depoimentos dos 17 ministros e autoridades envolvidos", declarou o ministro. 

Mas,  afinal, quem é Augusto Nardes? Augusto Nardes é um arenista que passou para o PP, partido que teve mais deputados envolvidos na Lava Jato, Nardes, viajou, inclusive, com cotas de avião de Otávio Germano, denunciado no Esquema da Petrobras.

Que moral tem esse cidadão para pregar o impeachment de Dilma ou de quem quer que seja? 

Vamos ficar de olho nesse novo golpista.


 Confira as  matérias:
 

 Ministro do TCU Augusto Nardes (ex-deputado) voa na cota do deputado Otávio Germano (PP-RS)

 

O escândalo

 

O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Augusto Nardes viajou de Brasília a Porto Alegre em 6 de dezembro de 2007, às 10h20, no voo JJ 8020, segundo o site Congresso em Foco. A passagem custou R$ 519,12 e foi paga pela cota do deputado José Otávio Germano (PP-RS). Nardes está no TCU desde 2005. É gaúcho como Germano e foi filiado à Arena, e às siglas que a sucederam, PDS e PP. O deputado Germano disse que o dinheiro da passagem foi ressarcido aos cofres públicos, mas não apresentou comprovantes de pagamento. Nardes responsabilizou sua secretária e a do deputado pelo uso do benefício.Uol.

Financiamento de empresas a campanhas pode constranger até o TCU


Ministros do tribunal de contas que já tiveram campanhas eleitorais custeadas por empresas encrencadas no próprio tribunal enfrentam situações conflitantes com os fundamentos republicanos


por Helena Sthephanowitz  

 

Em 2004, quando era deputado, Nardes, presidente do TCU, respondeu à AP 363 no STF. Motivo: financiamento de campanha
 
O Tribunal de Contas da União (TCU), apesar do nome, não faz parte do Poder Judiciário, e sim do Legislativo. De seus nove ministros conselheiros, seis são indicados pelo Congresso Nacional em votação no plenário e sempre são escolhidos parlamentares ou ex-parlamentares, em processo de hábil articulação política para arregimentar votos da maioria dos colegas ou ex-colegas. As outras três vagas são indicadas pela Presidência da República, sendo duas preenchidas obrigatoriamente por funcionários de carreira dentre auditores e membros do Ministério Público que atuam no Tribunal. Em todos os casos, quem dá a palavra final sobre a aprovação do nome ou não é o Senado Federal, pelo voto da maioria dos senadores.

Eleitos e empossados, os ministros do TCU têm seus cargos vitalícios, não podendo ser removidos, para ter independência.

Este processo de escolha não é necessariamente ruim, mas traz um defeito, pois os ministros irão julgar as contas públicas de todos os órgãos federais e, enquanto houver financiamento empresarial de campanha eleitoral, muitos deles já tiveram no passado campanhas financiadas por empresas encrencadas no próprio tribunal, o que cria situações conflitantes com os fundamentos republicanos.

Sem colocar em dúvida a honra de ninguém, e muito menos fazer ilações sobre envolvimento com delitos alheios, o modelo de financiamento empresarial de campanha eleitoral acaba por levar a situações que constrangem os próprios ministros dos Tribunais de Contas, pela própria conjuntura em que estão inseridos.

Vejamos um exemplo: o atual presidente do TCU, Augusto Nardes, era deputado do PP no ano de 2004 e vice-presidente nacional do partido. Segundo depoimento do doleiro Alberto Youssef à Justiça Federal do Paraná, a bancada de deputados do PP estava obstruindo votações na Câmara por 90 dias, exigindo a nomeação de Paulo Roberto Costa para a Diretoria de Abastecimento da Petrobras. Em 2005, Nardes foi eleito ministro do TCU pela maioria dos votos da Câmara dos Deputados.

Quando estourou a Operação Castelo de Areia, a atuação de Nardes foi questionada nas contas que envolviam a Camargo Correa. Guilherme Cunha Costa, representante da empreiteira em Brasília na época da operação, era diretor da Fiesp atuando em Brasília em 2005, quando atuou para que Nardes fosse nomeado ministro do TCU.

Em 2009, a coluna "Painel" da Folha de S.Paulo noticiou "(...) Guilherme Cunha Costa, que até 2007 era o operador político da Fiesp em Brasília. Nesse ano, a pedido do vice-presidente da Camargo Corrêa, Fernando Botelho, transferiu-se para o escritório da construtora na capital. Mas, segundo congressistas, Costa continua a lhes transmitir as mensagens do presidente da federação, Paulo Skaf. Em 2005, quando Severino Cavalcanti (PP-PE) presidia a Câmara, Costa atuou para instalar o ex-deputado Augusto Nardes no TCU. Pelo gabinete do ministro transitam processos que envolvem a Camargo".

Em 2004, quando era deputado, Nardes respondeu à Ação Penal 363 no STF. Motivo: financiamento de campanha. Pela denúncia do Ministério Público Federal, a mulher do deputado, Isabel Cristina Nardes, foi acusada de receber R$ 20 mil de doação para a campanha do marido em 1998, da qual era coordenadora, mas não contabilizou na prestação de contas junto à Justiça Eleitoral. O plenário do STF decidiu aplicar o benefício da suspensão do processo mediante penas alternativas propostas pelo MPF e aceitas pelo deputado. Nardes teve de proferir palestras durante dois anos em escolas da rede pública sobre sistema democrático e processo eleitoral e doou R$ 1 mil ao Programa Fome Zero na época.

De 2008 a 2012, Cajar Onésimo Ribeiro Nardes, irmão do presidente do TCU, foi diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), órgão com diversos contratos com empreiteiras. Em 2014, Cajar Nardes candidatou-se a deputado federal pelo PR no Rio Grande do Sul. Recebeu R$ 769 mil de doação de campanha, a maioria de empreiteiras, não as que fazem parte da Lava jato, exceto R$ 100 mil  do Grupo Odebretch através da Braskem. As regras eleitorais exigem que candidatos e partidos procurem financiar suas campanhas junto a empresários, e é natural que procurem a quem conhecem. É legal, mas causa desalento no eleitor a independência e integridade do mandato frente às pressões do poder econômico.

Em 2010, outro irmão do presidente do TCU, Pedro Reus Ribeiro Nardes, foi candidato a deputado federal, pelo PP. Teve R$ 696 mil em doações de campanha, a maior parte vinda do diretório estadual do partido acusado de ter Alberto Youssef como operador de propinas junto ao ex-diretor Paulo Roberto Costa na Petrobras. Não se pode acusar todos os membros de um partido pelos atos dos outros, caso não tenham participado de ilícitos, mas de novo cria situações que causam desalento no cidadão eleitor e deteriora a imagem da atividade política.

Houve outros casos até de maior envolvimento de parentes de outros ex-ministros do TCU com empreiteiras. Nos Tribunais de Contas dos Estados há casos piores, como em São Paulo, dos ex-conselheiros Roberto Marinho e Eduardo Bittencourt, envolvidos diretamente em graves denuncias de corrupção.

Para o bem geral da nação e dos cofres públicos, é imprescindível e urgente proibir o financiamento empresarial de campanha. Como se vê, de uma forma ou de outra, acaba contaminando não apenas a representação popular nos parlamentos federais, estaduais e municipais, mas também interfere indevidamente até na composição de órgãos de controle, como os tribunais de contas, colocando na cabeça do cidadão eleitor dúvidas sobre a integridade destas instituições.

O financiamento empresarial, além de enfraquecer a legitimidade das instituições públicas perante a opinião pública, causa situações de constrangimento a parlamentares, ministros, governantes e conselheiros honestos.

Um homem decente jamais se prestaria a um papel deses

Esse calhorda já era para está longe do TCU.


Foto de Flávio Prieto da Silva.

A exemplar enquadrada no relator das contas de Dilma. Por Paulo Nogueira

O enquadrado
O enquadrado

Com monumental atraso, o governo reagiu ao uso político da Justiça por pessoas que se comportam como ativistas da direita.

Foi exemplar, ainda que tardia, a atitude tomada contra Augusto 
Nardes, que fez do TCU um reduto dedicado a atacar a democracia pela supressão, por motivos ridículos, de 54 milhões de votos.

Nardes vem defendendo publicamente a rejeição das contas de Dilma sem o menor pudor que alguém em sua posição deveria, ao menos, fingir ter.

Anunciou seu voto em favor da reprovação das contas – um capítulo relevante na estratégia dos golpistas – e chegou ao ponto abjeto de vazar seu parecer para o Estadão.

Vazamentos são, hoje, o principal ponto de conexão entre os dois agentes centrais do golpe: a imprensa e a oposição conservadora, incluídos nela políticos, juízes e policiais federais da Lava Jato.

Vazamentos tendenciosos e muitas vezes simplesmente mentirosos se transformam em “furos” que terminam em capas de revistas e manchetes de jornais.

Este material de conteúdo escuso se infiltra na cabeça de brasileiros crédulos – os chamados analfabetos políticos – e vão dar em coisas como passeatas pelo golpe e mensagens de ódio nas redes sociais.

A reação do governo a Nardes teve o barulho que tantas vezes faltou. Foi convocada com estardalhaço uma entrevista coletiva carregada de palavras com a dureza que a ocasião exigia.

Até o ministro da Justiça, habitualmente infenso a confrontações, deixou clara sua reprovação à conduta de Nardes.

Nardes foi obrigado a se defender, e fez isso de uma forma acintosa para quem acompanha suas movimentações.

Conseguiu dizer que não adiantou seu voto. Os advogados do governo juntaram 2 000 páginas de palavrório de Nardes sobre as contas de Dilma, e ainda assim ele invoca seu próprio silêncio.

Uma entrevista meses atrás para a Época é particularmente reveladora. Um trecho, abaixo:

ÉPOCA – O governo argumenta que as pedaladas existiram nas gestões anteriores e que o TCU nunca ligou.

Nardes –
O Tribunal alertou o governo várias vezes.

Repare: ele simplesmente não respondeu. E a revista publicou esta não resposta.

A importância em reagir é que você estabelece limites para os outros.

Lula, recentemente, decidiu processar os jornalistas que o acusam sem provas. A mensagem chega ao outro lado: acabou a farra. Querem acusar? Tudo bem. Mas podem procurar advogados para enfrentar um processo.

Faz toda a diferença, ainda que a Justiça brasileira seja esta que conhecemos.

Mantega processou desvairados que o incomodaram num restaurante. Eles foram obrigados a se retratar, além de ter gastado dinheiro com advogados e de se submeterem a um vexame público.
Dificilmente Mantega voltará a ser importunado agora, pois ele marcou limites.

Padilha não fez nada em situação semelhante, e se tornou uma vítima contumaz dos desequilibrados.

Parece que, finalmente, ele decidiu reagir. Cobrado pela inação no Twitter, ele disse já ter acionado advogados.

Ao longo da campanha, policiais federais da Lava Jato simpatizantes de Aécio cansaram de promover vazamentos criminosos sem que o ministro da Justiça, a quem a PF responde, reagisse à altura.

As provocações de Gilmar Mendes também devem ser entendidas à míngua de resposta enérgica.

Como um juiz pode segurar um projeto tão vital como o do financiamento de campanhas por mais de um ano sem que ninguém – aí incluído o presidente do STF – deixe claro que é algo intolerável?

A impunidade estimula delinquências, e é assim que Gilmar foi se tornando um político togado dedicado às causas conservadoras.

A sociedade – não estamos falando do PT, do governo, de Dilma, de Lula – ganha quando são devidamente respondidos os abusos de quem não respeita a democracia.

Este o mérito da enquadrada em Nardes.
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Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Políticos que Aécio defende fazem mal ao País


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Está ficando cada vez mais fácil identificar os políticos que fazem mal ao país: são aqueles que Aécio Neves defende.

Ele tem um faro apurado nesse aspecto, como todo o Brasil tem visto desde o início do ano, quando deu start à sua cruzada para assumir o papel de líder da oposição.

O primeiro ídolo que escolheu foi o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, filhote político de Collor, cuja biografia está sendo escrita em letras tortas e borradas, graças às suas atitudes aéticas que desfilam diariamente à vista de todos e à luz do dia.

Aécio, que tenta se apresentar como o paladino contra a impunidade passou batido pelas notícias da Suíça que relatam as "pedaladas bancárias" de Cunha, como se houvesse dois tipos de corrupção: a boa e a má.

A má é a que provém dos covis do PT; todas as demais são boas.

O novo ídolo de Aécio é outro personagem no mínimo controverso e cuja biografia, assim como a de Cunha, não vai ocupar as páginas mais aplaudidas da história do Brasil.

Em primeiro lugar é bom esclarecer que a pessoa em foco, Augusto Nardes, está ministro do TCU, mas é político. E político de direita. Filhote da ditadura.

Começou como vereador em Santo Ângelo em plena ditadura Médici, em 1973, pela Arena – Aliança Renovadora Nacional, o partido da ditadura militar. O período em que a repressão foi mais aguda. Com seu apoio.

Este é o pedigree do novo ídolo do suposto líder da oposição.

Terminada a ditadura, ele se elegeu deputado federal pelo PP, o partido de Paulo Maluf – o rival do avô de Aécio, Tancredo Neves na disputa de 1984 no Colégio Eleitoral. Precisa dizer mais alguma coisa?

De dois meses para cá Nardes tem sido arroz de festa nos jornais e nos programas jornalísticos da TV com seu mantra predileto: "as contas do governo devem ser reprovadas". Se o mantra não fosse esse ele sequer seria convidado, tal a sua desimportância.

Eu ouvi essa ladainha em ao menos dois programas da Globo News, o do William Waack e o da Mônica Waldvogel. Da boca dele.

Devidamente enquadrado pela Advocacia Geral da União, que pede seu afastamento por ter antecipado seu voto, ele declarou que não fez o que fez, copiando Maluf e Cunha que também afirmam não terem conta em banco suíço.

Além de ter antecipado seu voto – fato público e notório – Nardes agora está omitindo a verdade.

Mas não é só. A Operação Zelotes investiga três escritórios de contabilidade de Santo Ângelo, de um dos quais Nardes seria ou teria sido sócio, de acordo com a delação de Paulo Cortez.

Nardes já confirmou conhecer Cortez. Falta conhecer o restante da história.

Alex Solnik
Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão", "O domador de sonhos" e "Dragonfly" (lançamento janeiro 2016).

Nada mais verdadeiro


Jean Wyllys


Jean Wyllys

Sim, as expressões de ódio estão saindo do controle neste país. Sim, o macarthismo tupiniquim e sua patrulha ideológica odiosa deixaram de ser algo irrelevante na cena política. Sim, os níveis de desumanidade e desrespeito não se limitam mais às redes sociais digitais (Facebook, Twitter, Instagram e caixas de comentários de sites e blogs). Sim, boa parte da chamada "grande imprensa" e sua cobertura sempre partidária, parcial e muitas vezes desonesta e manipuladora dos fatos da política, bem como muitos de seus articulistas e comentaristas antiéticos e arrivistas, têm culpa nessas expressões de barbárie e incivilidade por partes desses imbecis proto-facistas que desconhecem ou ignoram a dor de pessoas diante da morte de um ente querido - e são essa parte da imprensa e seus articulistas que engendram essas pessoas nefastas que insultam quem pensa diferente delas em restaurantes, hospitais, aeroportos e velórios. Sim, os discursos de hipócritas como Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves, Aloysio Nunes, José Serra, Mendonça Filho, Nilson Leitão e Carlos Sampaio estimulam esse clima de ódio no convívio social contra humanistas e pessoas politicamente de esquerda. Sim, as coisas não ficarão por aí se algo não for feito já e esses atores políticos agirem de maneira mais honesta e responsável! - e os corvos que estes hipócritas (todos de partidos com envolvimento em diferentes esquemas de corrupção!) e boa parte da "grande imprensa" estão criando comerão seus olhos (se é que já não estão comendo!). Sim, as autoridades desse país precisam dar uma resposta imediata a manifestações de ódio, desumanidade e incivilidade como essa! Sim, precisamos dizer não a esse estado de barbárie! Eu sou do PSOL e faço oposição ao governo do PT-PMDB; critico duramente seus erros, mas jamais vou compactuar com o antipetismo fascista e hipócrita que tem se expressado em parte da imprensa, nas redes sociais digitais e em ambientes sociais. Fazer oposição ao PT não significa cair na burrice, lambuzar-se no ódio nem estimular a violência contra petistas. Há que se ter limite para isso! O problema não é a presença do mal, mas a ausência do bem!

O ódio político e o vilipêndio a Dutra


 Seu Cipriano de Oliveira, bandido é o senhor, que deve estar recebendo de Aécio Neves  para destilar veneno contra uma pessoa morta, que não pode mais se defender.Cadeia pro senhor é pouco, pena com requinte de crueldade é o que o senhor merece.

 

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Não é preciso ser sociólogo para constatar que há algo de patológico numa sociedade que viola o tabu da morte e permite que o ódio político invada as cerimônias fúnebres.  O respeito aos mortos não é apenas um mandamento cristão mas um pressuposto da civilização. Na hora da morte devemos ser ainda mais reverentes para com aqueles que acabam de sair da vida. A lembrança do que foram e do que fizeram ainda está muito vívida mas deles mesmos resta um cadáver que não fala, que não pode se manifestar nem se defender. Ofender um morto no funeral é de uma covardia atroz. Foi o que alguns manifestantes fizeram hoje em Belo Horizonte no velório do ex-senador, ex-presidente da Petrobrás e do PT José Eduardo Dutra. Ademais, procurando sempre ajustar-se aos tempos e  à Cultura, o Código Penal atualmente prevê o crime de ofensa aos mortos, no qual estariam incursos os ofensores de Dutra.

Os manifestantes  jogaram panfletos que diziam “Petista bom é petista morto“. Isso é uma pregação perigosa.   “Lula, amigo seu nem morto”.  Num deles a presidente Dilma Rousseff aparece sentada em um vaso sanitário sob a frase "só faz cagada" e um 7%, referência a seu último índice de aprovação. Outro cartaz dizia "Fora Lula, fora PT. A nação está cansada de vocês”. Um dos manifestantes foi o aposentado Cipriano de Oliveira, de 60 anos que justificou: “impróprio é criar o mensalão e o petróleo”.

O  ex-deputado federal Virgílio Guimarães, que estava no velório, disse que a liberdade de expressão faz parte das democracia mas cobrou respeito. “Tudo tem limite. Além do desrespeito, estes cartazes incitam ao crime”. Se petista bom é petista morto, numa adaptação do que pregava o esquadrão da morte  sobre os bandidos, daqui a pouco vamos ter linchamento de petistas.

Leio que a família e o PT devem reagir judicialmente. É necessário.  O artigo 212 do Código Penal  refere-se ao crime de vilipêndio aos mortos, assim entendido como a prática de aviltar, ofender,  tratar com desprezo ou de forma desrespeitosa os restos mortais daquele que se foi, de forma a ofender diretamente à sua memória.  O artigo 209 tipifica também como crime a perturbação de cerimônia fúnebre.
 
 Tereza Cruvinel

domingo, 4 de outubro de 2015

Para se livrar da prisão, Cunha pensa em se filiar ao PSDB

   

Todos privatistas foram presos ou figiram, menos FHC

De todos os presidentes privatistas da América do Sul, apenas um não foi processado, muito menos preso: FHC .

Boechat bota para torar em Eduardo Cunha

As contas de Eduardo Cunha descobertas na Suíça é o assunto do comentário de Ricardo Boechat no Café com Jornal, BandNews TV e Rádio BandNews FM. #cunha #contas #suiça #band #tv

Posted by Café Com Jornal on Sexta, 2 de outubro de 2015

O Santanás em forma de gente

Pronto para o golpe!!!

Posted by José Carlos Júlio Correia on Domingo, 4 de outubro de 2015

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O silêncio eloquente da oposição corrupta

Por muito menos que as maracutaias de Eduardo Cunha a oposição corrupta cassou alguns dos líderes do PT, sendo Dirceu e André Vargas os maiores exemplos.Agora, como o acusado é Cunha, que está prestando enormes favores ao PiG e a oposição golpista, esses corruptos se calam. Uma vergonha. Num país sério Cunha já estaria preso.


E agora? O que dirão os aliados do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois da revelação de que a Suíça bloqueou suas contas secretas e de seus familiares por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro?

O maior constrangimento será do PSDB, que, a despeito do discurso moralista, tem silenciado sobre a conduta de Cunha. O motivo é simples. Tanto o senador Aécio Neves (PSDB-MG) como o líder da bancada, Carlos Sampaio (PMDB-SP), apostaram na aliança com Cunha para tentar provocar um golpe parlamentar contra a presidente Dilma Rousseff. Agora, ambos terão de dizer se ainda mantêm a aliança com um político investigado por corrupção e lavagem.

A saia justa também se estende a outros aliados, novos e antigos. No PMDB, o vice Michel Temer, que seria beneficiário de um eventual impeachment, ainda não se manifestou sobre as suspeitas que pesam sobre Cunha. Da mesma forma, a neopeemedebista Marta Suplicy, que trocou o PT pelo PMDB em nome da ética, se mantém em obsequioso silêncio.

As alianças de Cunha, no entanto, extrapolam o mundo político e o parlamento. Desde que se tornou presidente da Câmara, ele fez questão de prestar homenagens à Globo e ainda anunciou publicamente o fim de qualquer iniciativa pela democratização da mídia. Coincidência ou não, a Globo vem sendo acusada de poupá-lo em seu noticiário televisivo e parece mais preocupada com o "lobby" de Lula em defesa de empresas nacionais do que com as contas secretas do presidente da Câmara na Suíça.

Durante os recentes protestos contra a presidente Dilma Rousseff, algumas faixas chamavam a atenção. Diziam "somos todos Cunhas", como se a defesa do parlamentar fosse um mal necessário que visasse garantir um "bem maior": a derrubada de Dilma.

Ocorre que, com contas bloqueadas na Suíça, Cunha poderá se tornar um aliado pesado demais até mesmo para seus mais cínicos aliados

Teste seu golpe de vista

Chico Alencar me representa

Para não cair no esquecimento:Contas atribuídas a Cunha na Suíça somam quase US$ 5 milhões


Eduardo Cunha é acusado de ter cobrado propina de pelo menos US$ 5 milhões no escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras

A Suíça congelou perto de US$ 5 milhões em ativos em nome do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e de seus parentes. Uma auditoria interna do banco que guarda esses valores, cuja identificação não foi divulgada, foi responsável pelo informe que levou à abertura de ação criminal no país europeu por suspeita de lavagem de dinheiro. Essa investigação foi enviada ontem pelo Ministério Público suíço à Procuradoria Geral da República no Brasil.
A instituição financeira entregou aos procuradores da Suíça, em abril de 2015, um informe em que apontava para as irregularidades e fazia duas constatações: Cunha havia criado uma estrutura para tentar esconder seu nome da conta e a renda movimentada era muito superior ao que o peemedebista havia declaro como salário.

O alerta deu um início a uma investigação formal, que resultou em um congelamento dos ativos de Cunha e de parentes em diversas contas. "O Escritório do procurador-geral da Suíça confirma que abriu um processo criminal contra Eduardo Cunha sob a base de suspeita de lavagem de dinheiro, ampliando em sequência para corrupção passiva", indicou o MP suíço.

"Em abril de 2015, a Procuradoria recebeu um informe de lavagem de dinheiro por um banco suíço", confirmou o escritório do procurador Michael Lauber. Estadão.

Os coxinhas não dão um pio.

Leandro Coelho

O cinismo das repórteres da TV Globo

Foto de Emanoel Messias.
Na imagem, o cinismo descarado da mídia pulha: um bate-papo descontraído entre um notório criminoso e jornalistas da Rede Globo, que deveriam estar denunciando seus crimes a todos os brasileiros. Pelo visto, há uma nítida admiração das jornalistas/abutres pelo achacador-mor. É lindo o nosso jornalismo imparcial, investigativo e isento, não é mesmo?

Emanoel Messias

Servidora fantasma corre com medo de repórter da TV Trambiqueira do Brasil

corre berg

correu mais q eu quando corro atrás do carro do picolé de 1 real

Posted by G0i4n1a M1L GR4U on Segunda, 28 de setembro de 2015