terça-feira, 4 de novembro de 2008

A QUEM SERVEM OS ATAQUES À ESQUERDA




"Os neocons (neo-consercadores) é o grupo que se organizou para defender uma política externa ativista dos Estados Unidos, de defesa de Israel e de combate ideológico à esquerda em geral. São unidos a direita religiosa ultra-conservadora.

Para isso eles usam o jornalismo como arma de propaganda: "A verdade factual não interessa a eles. São propagandistas de sua posição ideológica. O jornalismo é apenas um instrumento, um meio." (Azenha)

Agora compare o discurso neocon com seus verdadeiros interesses:

Quais as idéias que eles promoveram?

-- Uma política externa ativista dos Estados Unidos, com o uso do poderio militar sempre que necessário.

Beneficiados: os fabricantes de armas.

-- Ataques aos sindicatos como corruptos ou símbolos do atraso.

Beneficiados: empresas que combateram e combatem a sindicalização -- Wal Mart, por exemplo -- como forma de "flexibilizar" o uso de mão-de-obra, cortar salários e benefícios.

-- Ataques ao funcionalismo público como "ineficiente" e custoso para a sociedade.

Beneficiados: todos aqueles que defendiam a redução da carga tributária na versão implantada por George W. Bush.

-- Ataques aos programas sociais do governo, como o "welfare", que dá ajuda a famílias de baixa renda.

Beneficiados: todos aqueles que defendiam a redução da carga tributária das empresas.

-- Ataques a um sistema nacional de saúde como "socializante".

Beneficiados: indústria farmacêutica e empresas de seguros de saúde privados.

-- Ataques ao Social Security, a previdência social dos Estados Unidos, com pedidos de privatização.

Beneficiados: empresas de previdência privada, como as que administram os planos 401(k), em que as aposentadorias rendem de acordo com as ações na bolsa de Valores de Nova York; através do pagamento de taxas e comissões esse sistema transferiu bilhões de dólares dos trabalhadores para as corretoras de Wall Street.

-- Ataques generalizados ao "governo que pesa nas costas do trabalhador" e pregação do "estado mínimo"

Beneficiados: as empresas que tiveram sua carga tributária reduzida; também tiveram os custos reduzidos por conta da desregulamentação do sistema financeiro; da perda de poder das agências fiscalizadoras do governo, dentre as quais a Food and Drug Administration (FDA), encarregada de alimentos e remédios; a FCC (Federal Communications Comission), que zelava por evitar a formação de monopólios da mídia; a EPA (Environment Protection Agency), encarregada de zelar pelo meio ambiente.

-- Ataques ao feminismo e a todos os movimentos sociais organizados.

Beneficiados: os empregadores, com a desmobilização dos grupos de pressão que defendiam direitos.

De acordo com o ex-presidente Bill Clinton, nos últimos oito anos 90% de toda riqueza gerada na economia americana beneficiou aos 10% mais ricos. Agora vocês entendem a quem serviram os neocons?
Fonte:Blog Vi o Mundo


Colaboração do amigo João Sérgio da Silva Costa.

JOÃO PAULO CUNHA DEVE ESTAR QUERENDO COMPLEMENTAR O CAIXA 2

4/11/2008

Relator quer validade de dois anos para a MP de compra de bancos


Por Redação, com Reuters - de Brasília


O relator da medida provisória que autoriza a compra de instituições financeiras pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, João Paulo Cunha (PT-SP), disse nesta terça-feira que pretende incluir na proposta um prazo de validade de dois anos, renováveis por mais dois.
A sugestão de João Paulo é permitir que o próximo presidente da República decida pela manutenção ou não da MP 443, que será apreciada pela Câmara na quarta-feira.

- A minha idéia é colocar no parecer dois anos renováveis por igual período, menos por causa da crise e mais por estar vinculado a um calendário eleitoral - disse a jornalistas.

Cunha descartou, entretanto, o estabelecimento de um prazo para que os negócios feitos durante a vigência da MP sejam desfeitos.

- Se o negócio é bom, você não precisa desfazer. O que se pode ter prazo é para a excepcionalidade da medida provisória - afirmou.

O relator disse ainda que estuda "com bastante carinho" o artigo que retira a obrigatoriedade de realização de licitação para a compra de bancos públicos pelo BB e pela Caixa.

- Com a incorporação do Unibanco pelo Itaú, criando um grande conglomerado, talvez seja importante a gente ter outros grandes bancos ou outros grandes conglomerados que possam competir nesse mercado cada vez mais concentrado -disse.

Isonomia

Para o líder do PT na Câmara, Mauricio Rands (PE), o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal devem ter as mesmas condições que os bancos privados para participar do processo de consolidação do setor bancário no país.


Um dia após a fusão de Itaú e Unibanco, que criou o maior banco do país, parlamentares manifestaram preocupação de que os bancos públicos fiquem alijados do processo.

A oposição já informou que pretende estabelecer um prazo de validade para a MP, pois considera que sem limites ela facilitaria a estatização do setor. O governo chegou a sinalizar que aceitaria negociar um prazo, mas a fusão do Itaú e do Unibanco mudou o cenário às vésperas da votação da medida.

Segundo Rands, há duas correntes no Congresso em relação ao tema. A primeira acredita que a MP só deve valer enquanto a crise financeira global existir. Já a outra, defende que não haja prazo, o que garantiria aos bancos públicos condições similares às dos bancos privados.

- Sou mais inclinado a que o princípio de isonomia fique mais forte - disse Rands a jornalistas.


Rands e outros líderes da base aliada estiveram reunidos na terça-feira com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que considera a MP positiva para a economia brasileira. De acordo com o líder petista, Meirelles afirmou não ter opinião sobre o prazo de validade da MP e acrescentou que o assunto deve ser conduzido pelo Ministério da Fazenda, que controla os dois bancos.
Comentário.
João Paulo Cunha, com esta posição de ficar aliado dos tucanos e DEMos, deve estar querendo complementar o caixa 2 com recursos de bancos privados. Maurício Rands está certo, tem de haver isonomia.

BOA NOITE

O VÔO DO CONDOR


Não adianta fingir-se de cético ou cínico e pretender que a vitória de Obama não implicará mudanças para o Brasil. Esse é um pensamento, aliás, tristemente egoísta, que não faz justiça ao caráter nacional. Observo as eleições americanas com grande interesse. Primeiro por emoção, depois por ideologia. Quem já leu Luz em Agosto ou Santuário, de William Faulkner, ou viu filmes como Mississipi em Chamas, entre outros, sabe que o racismo nos EUA não se restringe a um preconceito de cor. Ele nasce de uma arrogância profundamente enraizada na cultura, um sentimento de superioridade e ufanismo nacional que só pode ser comparado ao nazismo. Com o agravante de vir acompanhado de um individualismo extremista, competitivo, implacável, que têm levado jovens de quinze anos a metralharem seus colegas e professores.

Os jornais brasileiros abordaram, de maneira extremamente medíocre, a questão de saber qual o candidato seria mais vantajoso para o Brasil, usando como critério principal se haverá redução ou não da tarifa sobre o etanol. Ora, para o Brasil, está evidente que o melhor será um presidente democrata, negro, um verdadeiro representante da esquerda esclarecida, porque o Brasil é um país de negros e um país de esquerda. No Brasil, grupos de extrema direita são raríssimos, insignificantes, enquanto a extrema esquerda domina o cenário estudantil e só não ganhou força nas eleições porque foi engolida pela esquerda average (PCdoB, PT, PSB, PDT) e pela centro-esquerda (PMDB). Toda a América do Sul e Caribe inclinana-se para o lado do poente, e um Obama presidente poderá estabelecer um diálogo muito mais frutífero com irmãos e hermanos ao sul do Rio Grande.

O melhor de tudo, porém, será contemplar a expressão de ventilador enguiçado de dos direitistas tupinambás. Acho que o Olavão, que migrou para os EUA fugir do Lula, vai ter que voltar correndo, rabo entre as pernas. Após a revelação de que o principal líder da direita austríaca, morto recentemente, traiu sua esposa, por vinte anos, com o secretário, nosso filósofo right-wing talvez procure refúgio junto aos gêmeos psicopatas da Polônia, únicos autênticos conservadores do mundo moderno.

Outros, como Ali Kamel e Jabor, astutamente, resolveram posar de progressistas e apoiar Obama. A esquerda nos EUA, claro, é mais chique.

Para se informar em detalhes sobre as últimas horas da campanha presidencial americana, acompanhe o blog do Idelber Avelar. Biscoito Fino e Massas.

O BRASIL SEGUE CRESCENDO

Produção industrial cresce 1,7% em setembro

Agência Brasil


Rio de Janeiro - A produção da indústria brasileira cresceu 1,7% em setembro na comparação com o mês anterior. O resultado, divulgado hoje (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compensa a retração observada em agosto (-1,2%). Em relação ao mesmo período do ano passado, o setor registrou alta de 9,8%, a mais elevada desde abril (10,0%) nesse tipo de comparação. No ano, a atividade fabril acumula expansão de 6,5% e nos últimos doze meses, de 6,8%.

A Pesquisa Industrial Mensal revela, ainda, que na passagem de um mês para outro houve “alta generalizada”, alcançando 20 dos 27 ramos investigados. A maior contribuição veio de máquinas e equipamentos (9,0%), após a acomodação registrada no mês anterior (-0,2%). Também apresentaram desempenho positivo edição e impressão (8,4%), refino de petróleo e produção de álcool (3,3%), alimentos (1,5%) e máquinas para escritório e equipamentos de informática (9,5%). Em movimento oposto, as principais pressões negativas vieram de outros produtos químicos (-2,3%) e metalurgia básica (-1,7%).

Por categorias de uso, a maior alta foi dos bens de capital (3,7%), que reverteram o recuo do mês anterior (-0,5%). O mesmo movimento foi observado em bens de consumo semiduráveis e não-duráveis (1,5%), que voltaram a crescer após a queda de agosto (-0,3%). Já os bens de consumo duráveis (0,4%) e bens intermediários (-0,1%) ficaram praticamente estáveis.

De acordo com o IBGE, também houve “alta generalizada” na comparação com setembro de 2007, com elevação da produção em 25 das 27 atividades analisadas e todas as categorias de uso. A pesquisa destaca que este ano o mês de setembro teve três dias úteis a mais do que no ano passado. As altas que mais contribuíram para o resultado foram veículos automotores (20,1%); máquinas e equipamentos (21,4%); farmacêutica (29,6%); e outros equipamentos de transporte (44,4%).

Ainda em relação a setembro de 2007, a produção de bens de capital subiu 25,8%; de bens de consumo duráveis, 14,9%; de bens intermediários avançou 6,6% e de bens de consumo semiduráveis e não-duráveis, 7%.

MAIS UMA DO EMPRESÁRIO-MINISTRO

Juizes não concedem habeas corpus por "covardia institucional", diz Mendes


William Maia

Para o ministro Gilmar Mendes, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), falta coragem aos juízes de tribunais de instâncias inferiores para conceder habeas corpus em casos de flagrante violação dos requisitos necessários para a decretação de uma prisão.

Ele afirmou que a pressão dos meios de comunicação e de setores da opinião pública, que cobrariam uma punição mais rápida de supostos criminosos, vem provocando uma “covardia institucional” até mesmo no STJ (Superior Tribunal de Justiça). “Por que tem que se chegar ao Supremo para a concessão de habeas corpus?”, questionou, lembrando que a taxa de liminares concedidas pela 1ª e pela 2ª Turma da Corte Suprema varia entre 30% e 50%.

Diante do número elevado de habeas corpus, Mendes protesta: “Vocês acham mesmo que o Supremo Tribunal Federal é assim tão liberal? Ou apenas está corrigindo deficiências das instâncias inferiores?” O ministro destacou que devem ser combatidas as investigações e denúncias “ineptas em grande escala”, de um “sistema de perseguição criminal que precisa ser investigado”.

O presidente do Supremo participou de um debate promovido pelo Iasp (Instituto dos Advogados de São Paulo) e pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso. O tema, sobre o qual também opinaram o ex-ministro Célio Borja e o conselheiro do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) Joaquim Falcão, foi o papel do STF na democracia brasileira.

Mendes citou alguns casos recentes em que a atuação do Tribunal foi importante para resolver impasses causados pela falta de atuação do Poder Legislativo, como a decisão que tratou da fidelidade partidária, impondo que o mandato pertence ao partido e não ao parlamentar. Ele disse que o caso do mensalão influenciou a atuação dos ministros, que diante do intenso troca-troca de legendas, precisaram agir para evitar a possibilidade de uma “mudança paga”.

Ele citou ainda a decisão de aplicar as regras do setor privado para greves do funcionalismo público, que veio na esteira da crise aérea gerada pela paralisação dos controladores de vôo.

Debate

O ex-ministro do STF e da Justiça (governo Collor) Célio Borja argumentou que o principal dilema enfrentado pelo Supremo atualmente é o da “judicialização” da política. Apesar de ressaltar que os ministros da Corte Suprema “têm se comportado rigorosamente à altura das suas responsabilidades”, Borja se disse preocupado com um possível avanço do Judiciário sobre atribuições de outros poderes como o Legislativo, ou de outros campos de atividade social.

Como exemplo citou a ação que pedia a criminalização do uso de células tronco embrionárias em pesquisas científicas. “Assim como o Papa não tem autoridade para dizer quando se inicia a vida, um juiz também não tem, nem o Supremo. Só a ciência é capaz disso”. Portanto, um grande desafio para o STF, em sua opinião, é a “autocontenção”.

Já para o professor Joaquim Falcão, o maior problema do pós-Constituição de 1988 é a harmonização entre os poderes. Falcão argumenta que freqüentemente um poder compete com outro para a formulação de políticas públicas, em vez de atuarem de forma complementar.

Exemplos disso seriam o número excessivo de Medidas Provisórias editadas pelo Executivo e as decisões do Supremo que suprem lacunas deixadas pelo Legislativo.

Segunda-feira, 3 de novembro de 2008.
Última Instância.
Comentário.
A BELEZA É BELA SE PODE SER VENDIDA, E A JUSTIÇA É JUSTA QUANDO PODE SER COMPRADA(Eduardo Galeano).
Mais claro impossível.

O TRIUNFO SOBRE WALL STREET



Maurício Rands (*)


A primeira resposta dos governos mundiais à crise foi a intervenção articulada dos bancos centrais para capitalizar instituições financeiras e ampliar linhas de crédito para fomento à liquidez, constituindo a maior concertação não-militar de governos em toda a História. Como salientou o Nobel Paul Krugman, a ação inicialmente mais decisiva veio do governo inglês do trabalhista Gordon Brown, porque o americano, no fundo, é prisioneiro do dogma de que o privado é sempre bom e o público é sempre ruim.

Os que há pouco cultuavam a desregulamentação dos mercados agora falam de "reformulação do sistema financeiro internacional". Não é coincidência que as ''reconversões'' de liberais conservadores tenham sido mais enfáticas na Europa do Welfare. Sarkozy, liderando uma coalizão de centro-direita na França, disse que o laissez-faire está morto, assim como a idéia da infalibilidade do mercado. A alemã Angela Merkel insiste em uma maior regulamentação dos mercados financeiros.

O diagnóstico da origem da crise parece ser aceito por todos. Nos EUA, os excessos cometidos pelos bancos só ocorreram por lá haver um sistema financeiro mal regulado e pouco transparente, produto do dogma liberal. Tanto no diagnóstico como na receita, a crise produziu um retorno a Keynes.

O Estado precisa intervir. Primeiro, como já ocorre, capitalizando as instituições financeiras para ampliar a liquidez e drenar a economia real, o que dissipa desconfiança de empresas e consumidores. Depois, com estímulo à economia real, investindo em infra-estrutura e serviços públicos, e garantindo a transferência de renda aos desfavorecidos, para que se mantenha o ritmo da atividade econômica.

Haverá reflexos até em países como o Brasil. O Governo do PT e aliados avançou em todas as direções. As reservas saltaram de US$ 16 bi em 2002 para os atuais US$ 207 bi. A relação dívida/PIB saiu dos 52% para os atuais 38%. A inflação sob controle. Saldo das exportações de US$ 190 bi entre 2003 e 2007. O mercado interno (86% da economia) cresceu com os 9,4 milhões de empregos formais criados desde 2003; e mais de 20 milhões de pessoas ingressaram na classe C. O sistema financeiro e as empresas estão sólidos; as contas públicas, equilibradas.

Reconhecem todos a situação mais favorável do Brasil mesmo entre os emergentes. Como o Governo Lula nunca foi prisioneiro do dogma liberal, foi capaz de aumentar a capacidade de consumo e investimento de setores que antes quase não tinham renda, e de articular o PAC, com investimentos em infra-estrutura e serviços públicos da ordem de R$ 503 bi.

Governos de esquerda, como o atual, estão mais bem posicionados para adotar as políticas de ativação da economia real depois da crise financeira. Primeiro, porque suas propostas sempre tiveram o corte keynesiano, agora aceito até por liberais e conservadores que viam o Estado mínimo como panacéia. Depois, porque suas políticas distributivistas de renda estimulam o mercado interno, vital diante da desaceleração externa.

O que impressiona é que diante da falência do liberalismo e da desregulamentação, os partidos de oposição no Brasil insistam com as velhas teses. Imaginam como resposta o mero corte de gastos, a diminuição do papel do Estado. Poderiam consultar a direita européia que acaba de reconhecer o triunfo do Welfare State Keynesiano sobre o liberalismo e o fundamentalismo de mercado de Wall Street. Ou poderiam aprender com Boaventura de Souza Santos: 'o impensável aconteceu – o Estado voltou a ser solução'.



(*) O deputado federal Maurício Rands (PT-PE) é líder do partido na Câmara.
Comentário.
Essa oposição do Brasil, liderada pelo PSDB, só sabe vender o patrimônio público. E de graça.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O PROFESSOR ALOPRADO PIROU DE VEZ



Vitória acachapante das oposições indica reação maciça a governo comunista de Lula



Ter líderes como Serra e Kassab para a população de São Paulo não tem preço!

Os números não mentem nem sob tortura ou ameaça de exílio nas gulags. Claro que a mídia lulo-petista insiste em distorcê-los. Óbvio: pertencem todos ao projeto ( Plano Condor Vermelho ) do PT e Lula. Distorções, chicanas, mentiras, eles não têm escrúpulos em lançar mão das mais perversas formas de remodelagem da realidade, afim de prosseguir com o Plano. A cartilha subversiva prevê estas manobras.

Só que, para seu desespero, a realidade inquestionável e irretorquível se impôs de forma avassaladora. A maior prova disso está em São Paulo, onde a população acudiu em massa à reação democrática e moralizadora, representada pela figura do varão Gilberto Kassab ( do partido dos homens bons. o PFL ), sustentado, por sua vez, pela liderança tranquilizadora do governo José Serra ( cuja avaliação de seu governo escala picos de popularidade ), que não mediu esforços e nem gastos ( necessários ) para furar o bloqueio imposto pela pauta comuno-lulista atéia na imprensa. Nem mesmo a infiltração de agentes em movimentos grevistas ( como é o caso do poderoso subversivo desastibilizador, o Paulinho da Força, desmascarado prontamente por José Serra, diante de câmeras, comprovando o destemor do governador, líder da resistência democrático-liberal- cristã paulista ), seguindo à risca a teoria gramsciana de tomada dos corações e mentes das massas.

Mas, com o ressurgimento do bom e incansável Professor Hariovaldo, seguiremos, ungidos por São Serapião, lutando e denunciando todas as torpezas e práticas largamente empregadas pelos agentes do Plano Condor Vermelho, e pela lastimável e opressora figura do apedeuta vermelho.

http://hariprado.wordpress.com/2008/11/03/vitoria-acachapante-das-oposicoes-indica-reacao-macica-a-governo-comunista-de-lula/

O EMPRESÁRIO-MINISTRO ATACA OUTRA VEZ


Mendes critica greve de 'poder armado' da polícia em SP


O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou hoje um duro recado a policiais civis de São Paulo que estão em greve há cerca de 50 dias. "Temos que pensar novas formas de protesto. Eu tenho certeza de que não pode haver greve de poder armado. Acho que o texto constitucional não é compatível com esse tipo de situação", alertou Mendes, que participou do seminário Democracia e Estado de Direito: o Judiciário em foco, na sede do Instituto dos Advogados de São Paulo.


O ministro recomendou aos policiais grevistas que deponham suas armas imediatamente. "Eu estou convencido de que um poder ou um grupo armado não pode fazer greve nessa condição. Teria que depor as armas, no mínimo teria que depor por completo as armas. Então, nós temos que fazer um novo aprendizado em relação a isso. Eu não tenho respostas, eu tenho perguntas."


Sobre a saída para neutralizar movimentos desse tipo envolvendo categorias da polícia, o ministro declarou: "É uma questão que terá que ser discutida no Congresso e certamente o Judiciário terá que se pronunciar oportunamente sobre isso. Enquanto não houver lei, saber se de fato é legítima a greve de um poder armado."


Mendes anotou que não se refere exclusivamente à polícia, mas também a outras classes, como a dos juízes. "Uma vez discuti em Portugal greve do Judiciário, que também é um poder, embora não armado, mas um poder soberano. Daí a minha pergunta: é possível um poder com manifesta soberania fazer greve? Os senhores imaginam a greve do Poder Legislativo? No caso da polícia há outros componentes, como os senhores viram, inclusive para a ordem pública. Um órgão incumbido de manter a ordem, passa na verdade a ser um elemento de eventual perturbação", disse. "Temos que avançar no que concerne à greve no serviço público em geral, especialmente nos serviços essenciais", insistiu o presidente do STF.


"Em relação a greves de entes ou de pessoas que encarnam parte do poder de soberania, juiz, promotor e polícia, que tem ainda um adendo porque exerce esse poder armado, devemos ser redobradamente cautelosos. É claro, pode haver protesto, é legítimo o protesto, mas temos que evoluir para um outro padrão civilizatório aqui", afirmou Mendes.


Comentário.


Se policiais civis recebessem auxílio-paletó, auxílio-moradia, auxílio-camisinha não fariam greve. Seguramente.


ISTO EM PLENO SÉCULO XXI.UMA VERGONHA!



Violência contra a mulher: 10 casos por dia em Brasília


“Se você denunciar para a polícia, eu te mato”. Essa é a realidade cotidiana de muitas mulheres. Xingamentos, ameaças e agressões físicas fazem parte da rotina. Dois milhões de casos de violência são registrados anualmente contra a mulher no Brasil, segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo. Em Brasília, a média é de 10 ocorrências por dia. Somente neste ano, até o momento, 2.975 ocorrências foram registradas e 2.598 inquéritos instaurados. Cláudia Pereira Lima, 32 anos, cabeleleira, três filhos, é uma destas vítimas. No último dia 11, por um ato de ciúmes e pela bebedeira, o marido Paulo Ribeiro Lima tentou estrangulá-la. A história de Wesleyde Soares Rodrigues da Silva, 28 anos, foi ainda mais longe. Já no domingo, dia das Crianças, por volta das 20h, Alexandre Francisco da Silva atingiu a ex-mulher com um tiro no peito. Em seguida, tentou se matar com um tiro no ombro. Wesleyde não resistiu ao ferimento. Os dois eram casados há 10 anos e estavam separados há três meses. Eles têm um casal de filhos. O crime aconteceu na casa deles, em Ceilândia.



Em 2001, Wesleyde tinha registrado uma queixa por um puxão de cabelo que recebeu do marido. Mas, logo depois, retirou a ocorrência. Embora representem mais da metade da população brasileira, as mulheres sofrem com desigualdade de condições impostas por uma sociedade que ainda não conseguiu superar a cultura historicamente machista. As relações sociais e o sistema político, econômico e cultural imprimiram uma distinção entre os gêneros. Além disso, a violência doméstica e familiar contra a mulher é responsável por índices expressivos de falta ao trabalho, pelo crescimento da Aids entre a população feminina e pelo baixo aproveitamento escolar de crianças que a presenciam. Para 28% das mulheres agredidas, a violência doméstica é uma prática de repetição. Mais de 30% apontam o abuso físico dentro e fora de casa como o problema que mais preocupa a brasileira na atualidade e 75% consideram que as penas aplicadas em casos de agressão contra a mulher são irrelevantes. Outro fato grave é o abuso sexual de jovens. Estima-se que uma em cada três ou quatro meninas jovens é abusada sexualmente antes de completar 18 anos.


O Ministério da Justiça registra, anualmente, cerca de 50 mil casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. A delegada-chefe da Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), na Asa Sul, em Brasília, Sandra Gomes Melo (40), é policial há 14 anos, trabalhou no Presídio Feminino de Brasília e está na DEAM desde fevereiro de 2007. Recebeu o título de cidadã honorária da capital pelo trabalho como delegada. Entre pilhas e mais pilhas de papéis, Sandra tenta despachar todas as ocorrências do dia. Os maiores registros acontecem aos fins de semana, no período da noite e pela manhã.


De acordo com a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), apenas em São Paulo, foram registradas no ano passado 257,3 mil ocorrências de violência. Estes números referem-se apenas aos casos concebidos nas delegacias de atendimento a mulher de São Paulo, sem contar com outros departamentos policiais estaduais. De 2002 a 2007, só em Pernambuco, cerca de 1,4 mil mulheres foram assassinadas, segundo pesquisa realizada pelo Fórum de Mulheres do estado. Em 2007, cerca de 50% dos agressores eram os companheiros das vítimas. Somente este ano, 60 mulheres foram assassinadas no estado, vítimas de violência doméstica.De acordo com Sandra, os registros na delegacia da mulher são bem mais demorados e a atenção é redobrada. Levam cerca de 2 horas, pois todos os detalhes da história precisam ser contados, como as ameaças, os xingamentos e os locais das lesões. Cerca de 90% dos casos são de violência doméstica. Na delegacia, trabalham quatro equipes que se revezam. Sempre há um delegado de plantão, quatro agentes e um escrivão. Os policiais são treinados e capacitados para orientar as mulheres, pois muitas chegam machucadas, desestruturadas, com baixa auto-estima. A delegacia existe desde 1987. É a única especializada em Brasília.


No momento em que a mulher registra a queixa, são oferecidas medidas preventivas, como o afastamento do agressor do lar, possibilidade de ficar na Casa Abrigo, entre outras. Primeiro, ela presta depoimento na delegacia, faz o registro de ocorrência, o inquérito é instaurado no dia seguinte, se não imediatamente, e encaminhado para o Judiciário, que analisa as declarações e intima o autor a depor. Em casos de lesões, a vítima é encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) e se precisar de atendimento médico, os hospitais públicos e privados, parceiros da delegacia, atendem. Quando há ameaças de morte e repetidas agressões pode-se determinar a prisão preventiva do agressor.


No entanto, segundo Sandra, nem sempre as vítimas querem os autores presos. “Em outras ocorrências, a vítima tem certeza que quer a prisão do autor. Já as mulheres agredidas, nem sempre desejam ver seu pai, marido ou filho na cadeia. Criam afeição e têm medo”, ressalta. Para a delegada, a violência é um fenômeno universal. “É ilusão achar que isso só acontece com as classes menos favorecidos. Há muitos casos de pessoas bem estruturadas. Este problema vem da cultura machista da sociedade brasileira. O preconceito contra a mulher é o ponto chave de todas as agressões. Existem casos de mulheres que passam mais de 20 anos em situação de violência e nunca registraram nada”, critica.


O fator essencial para o enfrentamento da violência contra a mulher, segundo Sandra, é mudar o pensamento das vítimas para incentivá-las a denunciar. Além disso, mais policiais capacitados, mais delegacias especializadas, maior eficiência do Judiciário e informação para as mulheres são outras medidas que devem ser tomadas pelo governo. Recursos escassos e gastos abaixo do ideal Não é somente com esses problemas que as mulheres convivem. Os recursos destinados em orçamento federal a políticas voltadas a esse público, no intuito de corrigir as desigualdades, também são insatisfatórios e a aplicação pior ainda. O principal programa de proteção às mulheres deixou a desejar no quesito gastos.


Segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), até o dia 8 de outubro, dos R$ 28,8 milhões autorizados no orçamento deste ano para o programa de “combate à violência contra as mulheres”, apenas R$ 12,4 milhões foram desembolsados, ou seja, 43% do total aprovado. Este valor inclui os “restos a pagar”, dívidas acumuladas em exercícios anteriores (veja tabela). Em relação a todos os 57 programas federais relacionados diretamente à mulher no Orçamento Geral da União de 2007, a execução, com o ano encerrado, foi um pouco melhor. Dos R$ 42,8 bilhões autorizados, R$ 32,9 bilhões foram efetivamente aplicados, ou seja, 77% do total aprovado, incluindo os restos a pagar (veja tabela). Para a diretora do Cfemea, entre os programas voltados para as mulheres, o de combate à violência deveria ter hoje prioridade absoluta. “A lei prevê medidas mais rigorosas àqueles que cometem o crime de violência doméstica, mas sua aplicação precisa ser acompanhada por uma política de enfrentamento efetiva”, explica.


Com as novas regras, as mulheres que são vítimas desse tipo de crime passaram a ter mais coragem de denunciar. Com o aumento das denúncias, muitas delegacias passaram a operar em situação limite pela falta de estrutura. “Precisamos de mais juizados e centros de referência especializados no tratamento de casos de violência doméstica, além de ações educativas e capacitação de servidores. Tudo isso está previsto nesse programa, o que falta é execução”, reclama. Como justificativa da baixa execução do orçamento, o sub-secretário de planejamento da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), Rufino Correia, aponta várias dificuldades para a aplicação dos recursos, como o contingenciamento de verba e a falta de regularidade fiscal dos estados e municípios para cumprir os convênios firmados.



O antes e o depois da Lei A Lei Maria da Penha, que determina punições mais rígidas aos agressores e muda o trâmite das denúncias de violência doméstica, foi sancionada no dia 7 de agosto de 2006 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, as autoridades policiais são obrigadas a encaminhar as queixas para os juízes, no prazo de 48 horas, a fim de que sejam tomadas medidas para garantir a proteção da mulher agredida. Até a promulgação da lei, a violência doméstica não era considerada crime. Somente a lesão corporal recebia uma pena mais severa quando praticada em decorrência de relações domésticas. Agora, configuram no texto da lei as violências de caráter físico, psicológico, sexual, patrimonial e moral.O nome da lei é uma homenagem a uma vítima que se transformou em símbolo da luta contra violência doméstica. Em 1983, o marido de Maria da Penha Maia, o professor universitário Marco Antônio Herredia, tentou matá-la duas vezes.


Na primeira ocasião, deu um tiro e ela ficou paraplégica. Na segunda, tentou eletrocutá-la. Na época, ela tinha 38 anos e três filhas, entre seis e dois anos de idade.A investigação começou em junho do mesmo ano, mas a denúncia só foi apresentada ao Ministério Público Estadual em setembro de 1984. Oito anos depois, Herredia foi condenado a oito anos de prisão, mas usou de recursos jurídicos para protelar o cumprimento da pena. O caso chegou à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), que acatou, pela primeira vez, a denúncia de um crime de violência doméstica. Herredia foi preso em 28 de outubro de 2002 e cumpriu dois anos de prisão. Após as tentativas de homicídio, Maria da Penha Maia começou a atuar em movimentos sociais contra violência e impunidade e hoje é coordenadora de Estudos, Pesquisas e Publicações da Associação de Parentes e Amigos de Vítimas de Violência (APAVV) no Ceará.


A aprovação da Lei Maria da Penha foi uma resposta às expectativas da sociedade. Segundo dados da Central de Atendimento à Mulher de Brasília, oito mil mulheres buscaram informações sobre a Lei e denunciaram maus tratos no período de janeiro a junho deste ano, um aumento de 107,9% em relação ao mesmo período de 2007.No Brasil, existem 407 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs). No primeiro ano da lei, foram criados 47 Juizados ou Varas Especiais de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher pelos Tribunais de Justiça estaduais. Desses, 47% localizam-se no Sudeste.


O Nordeste criou apenas um juizado, em Pernambuco. As regiões Sul e Centro-Oeste foram as recordistas em números de solicitações de medidas de proteção para mulheres em situação de risco. Enquanto a média nacional ficou em 88, o Sul do país registrou 174 medidas e o Centro-Oeste, 194. Segundo a diretora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), Guacira César de Oliveira, a aprovação da lei foi uma grande vitória. “Os impactos sociais e políticos na sociedade brasileira são evidentes. No Poder Público também. Mas os desafios ainda são enormes: a criação dos juizados, o acesso das mulheres aos serviços, o investimento de recursos dos Orçamentos Públicos dos Municípios, Estados e da União são alguns deles”, ressalta.Para a delegada Sandra, antes da lei, o maior problema era o arquivamento do processo. “Muitas registravam e depois cancelavam. È muito desgastante, pois você faz toda a instauração do inquérito, o atendimento a mulher, encaminha ao Judiciário, começa a investigação e tudo isso é arquivado. Com a lei, isso mudou muito, mas ainda existem casos de mulheres que não acompanham o trâmite dos processos. Antes da lei, os casos de ameaça eram os campeões, as lesões corporais em segundo lugar e os xingamentos em terceiro. Depois da lei, os casos de lesões corporais passaram para terceiro lugar”, explica.


Cecília Melo Especial para o Contas Abertas .

A ONDA VERDE E A SUBSTITUIÇÃO DA POLÍTICA PELA MORAL


Foi bonita, entusiasmada e criativa a campanha que se armou em torno de Fernando Gabeira para prefeito do Rio. Pelo papel que cumpriu a blogosfera e pelas novidades na sua composição, teria sido de se esperar um balanço mais detido da candidatura. Não aconteceu, talvez pelo excesso de proximidade emocional, talvez pela falta de instrumentos de quem poderia fazê-lo. Em todo caso, este blogueiro – que por falta de afinidade política nem passou perto de sentir que podia apoiar, mas que quiçá no fundo torcesse secretamente pela vitória de Gabeira – oferece aqui seus dois centavos de análise. A onda verde foi a mais recente articulação de um fenômeno (que pode ter encarnações “legais” e “bacanas”, como Gabeira) próprio da política brasileira dos últimos anos: a constituição de uma frente de classe média que quer reescrever a política com o vocabulário da moral.

Poucas vezes no Brasil se viu tanta insistência em reduzir a diferença política entre dois candidatos a uma diferença ética. A campanha de Gabeira praticamente não falou de outra coisa senão da superioridade moral de seu candidato. Assinalo isso não para negar que esta realmente exista – é evidente que é possível fazer contraposições éticas entre Gabeira e Paes --, mas para sublinhar que a campanha de Gabeira trabalhou o tempo todo com a convicção de que esta contraposição era suficiente, não só no terreno eleitoral mas também no político. Não percebeu quão extremamente classe média é esse valor, e na maioria das vezes se irritava ante a simples análise da longitude geográfica do seu candidato.

Esta desqualificação do outro lado não se limitava à figura de Paes, mas incluía também o seu eleitorado, frequentemente caracterizado como comprável e sujeito ao fisiologismo, por oposição à “metade” que supostamente seria “consciente” no Rio. Este estereótipo sofreu um duro golpe dos números no domingo, ao se revelarem em Copacabana taxas de abstenção que rondavam os 30%, em muito superiores às observadas na Zona Oeste. A “metade” “consciente” do eleitorado carioca brindou seu candidato com taxas recorde de abstenção, num fenômeno que este blog ainda gostaria de ver melhor analisado. Porque o número chave não é o “menos de um Maracanã lotado” que foi a diferença entre Paes e Gabeira. O número chave para a análise são os quase vinte Maracanãs que se abstiveram. Calculando-se proporcionalmente a abstenção no território verde (no eleitorado de Gabeira), seriam, na verdade, uns trinta Maracanãs.

Discordo de gente inteligente que minimizou ou racionalizou fenômenos como o encontrão de Gabeira com a vereadora Lucinha ou a desastrada declaração sobre a feijoada e o samba. Desculpe, mas se você não vê nesses episódios algo que revela uma visão de mundo, é melhor ajustar a lente. Gabeira não disse só “analfabeta política” para caracterizar uma pessoa, o que seria perfeitamente aceitável. Ele associou esse analfabetismo a uma visão “suburbana” da política. É verdade que o fez numa sucessão de orações subordinadas, mas o vínculo causal estava explícito: analfabeta porque suburbana, não adianta negar. Negá-lo é como negar má intenção no comercial de Marta contra Kassab – só é possível com viseira. Que o estopim tenha sido a proposta de um aterro sanitário em Paciência só acrescentava involuntária ironia ao fato.

Da mesma forma, a campanha de Gabeira não compreendeu bem o imenso faux-pas que foi a declaração de que certos sambistas iriam a um evento com Paes por causa da feijoada. Não se trata de discutir se Paes seria capaz de suborno ou se haverá gente que se submeta a isso. A resposta é afirmativa nos dois casos. No entanto, o X da questão não era esse, e sim o singelo fato de que não se insulta o samba e a feijoada assim. O objeto da injúria não era Paes, portanto não adianta retrucar com a cantilena da diferença moral entre os dois candidatos. Os objetos do insulto eram duas instituições supra-partidárias, simbólicas e, sim, sagradas para muita gente. Não se tratava ali de deslizes ou tropeços, mas de episódios reveladores -- que a coalizão verde, por ter refletido pouco sobre sua origem de classe, talvez tenha subestimado.

Os partidos políticos estão tão estraçalhados no Rio de Janeiro que foi possível que um candidato apresentasse como virtude ética o plano de costurar o segundo turno e depois governar sem conversar com os partidos (entendendo-se aqui suas lideranças, candidatos a prefeito no primeiro turno, vereadores eleitos etc.). A proposta não era inédita, mas a compreensão dela como superioridade moral o era. Gabeira se propôs a conversar “com o eleitorado” dos outros candidatos diretamente, sem mediação. A mensagem ética, calculou-se, era suficiente. No domingo, enorme fração do eleitorado respondeu ficando em casa. Ou indo à praia. Ou viajando para a região dos Lagos. Ou indo à feijoada e ao samba porque, como se sabe, na Zona Sul também se faz feijoada e samba, e dos bons.

O problema com a redução da política à moral é a impossibilidade de realizá-la. Você pode se perguntar pelas relações entre esses dois termos, mas não conseguirá reduzir um ao outro. Pela milésima vez: isso não significa que não haja diferença ética entre Gabeira e Paes. É claro que há. Significa que no momento em que você decide responder todas as perguntas políticas com uma afirmação ética, você dinamita a própria ética. “Ser mais ético” é uma locução defectiva como o verbo “inovar”. Se você inova, há que dizê-lo o outro. Quando você é o candidato “da ética”, não pode fazer desse plus a sua única fonte de diferença política, sob o risco de abandonar a própria ética. Afinal de contas, se há algo que caracteriza o sujeito ético é a permanente suspeita de que não está sendo ético o suficiente.

Como dizemos por aqui, you can't have it both ways: se toda a sua diferença política se ancora na diferença moral, você não pode se recusar a aplicar a si mesmo o teste ético pelo qual o outro candidato não passaria – mesmo que o outro seja o candidato das milícias, do establishment da corrupção e do oportunismo. Ao contrário da política, a ética não é uma prática de trocas negociadas.


PS: Para uma avaliação da importância e também do limite da Onda Verde, considere-se os números claramente: dos 4,5 milhões de eleitores, quase 1 milhão se absteve. Dos 3,5 milhões, mais 4,8% votou nulo e 2% em branco. Dos restantes 3,3 milhões, Gabeira obteve 49%. Trata-se, portanto, de 36,5% do eleitorado, um número estupendo, mas bem mais próximo de “um terço do Rio” que de “metade do Rio”. É um número que merece ser comparado ao “piso / teto” de Marta Suplicy em SP, não por equivalência entre as duas pessoas, mas para se entender a política de alianças possível no Brasil hoje.

PS 2: Merece um super parabéns a iniciativa do amigo Pedro Doria em favor de seu candidato. Foi mais uma bela contribuição do seu blog à política. Que o amigo tenha cometido -- sem maldade, claro -- a injustiça de me atribuir "ojeriza irracional" ao Gabeira (numa tarde em que eu aterrizava em Georgetown, a convite de Bryan McCann, para palestrar analítica e elogiosamente sobre Gabeira!) não mudou em nada minha admiração pela dedicação do Pedro à candidatura em que acreditou e que ajudou a construir.

PS 3: Este blog completou 4 anos no dia 28 e o blogueiro completa 40 hoje. Sobre os poderes cabalísticos do 4, claro, Jorge Luis Borges escreveu um belo relato.

COMISSÃO DE ÉTICA ARQUIVA DENÚNCIA CONTRA GILBERTO CARVALHO

03/11/2008

Comissão de Ética arquiva denúncia contra chefe-de-gabinete de Lula por tráfico de influência

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

A Comissão de Ética Pública do governo federal arquivou o processo contra o chefe-de-gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho. Carvalho era acusado de tráfico de influência por suspeita de repassar informações privilegiadas da Operação Satiagraha, desencadeada pela Polícia Federal, ao advogado e ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP).

Em nota oficial, a comissão recomenda o arquivamento "por descabimento da abertura do processo ético! por falta de provas e porque não houve "infração ética".

No final de setembro, o relator do caso, Roberto Caldas, recomendou o arquivamento do caso. Nesta segunda-feira, por unanimidade os conselheiros rejeitaram a denúncia feita pelo jornalista Ricardo Pires de Mello e seguiram o relator.

Para preparar o parecer, Caldas examinou todo o material relativo à Operação Satiagraha, inclusive as publicações jornalísticas. Segundo o relator, a comissão só abriria procedimento ético contra Carvalho se houvesse o entendimento de que suas explicações não eram suficientes.

Ao longo do dia, os conselheiros avaliaram se a degravação de parte da conversa entre Greenhalgh e Carvalho poderia ser utilizada como prova contra o assessor já que as interceptações telefônicas eram sigilosas e foram tornadas públicas pela imprensa.

CENSURA EM SÃO PAULO

JUSTIÇA TIRA BLOG DE DELEGADO DO AR: ELE NÃO BAIXAVA A CABEÇA PARA SERRA!
segunda-feira, 03 de novembro de 2008

Estranho. Muito estranho. A Justiça tirou do ar o blog "Flit Paralisante", mantido pelo delegado Roberto Conde Guerra.

Não conheço o delegado. Como jornalista, não costumo cobrir assuntos policiais todos os dias. Sei que, mesmo na polícia, há quem torça o nariz para algumas opiniões ou atitudes do delegado...

Mas, qual a justificativa para tirar o "blog" do ar?

Cometeu crime? É proibido delegado escrever na internet?

O mais estranho é que na sexta-feira ainda, poucas horas depois do despacho do juiz, gente da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo ligou para as redações "avisando": olha o blog do delegadso saiu do ar.

Por que tanta diligência, tanta pressa em dar a notícia? Esse é papel de Secretaria de Segurança?
A decisão do juiz foi dada sob encomenda para o governo Serra? Por isso, a secretaria estava comemorando?

Estou apenas testando hipóteses - como faz uma conhecida escola do jornalismo serrista, a partir de sua cátedra no bairro do Jardim Botânico, Rio de Janeiro.

Talvez o juiz tenha uma boa explicação para retirar o blog do ar. No despacho que recebi pela internet, não descobri explicação. Mas, vou atrás.

Sei que, na polícia, o delegado era (e continuará sendo, porque já voltou a escrever em outro endereço; veja texto abaixo) das poucas vozes a enfrentar abertamente a política (?) de Segurança do governo do PSDB.

O blog era também um instrumento importante para jornalistas que acompanham assuntos policiais, até como fonte alternativa: servia como contra-ponto às informações oficiais que chegam da Secretaria Estadual de Segurança Pública.
Durante a greve da Policia Civil, o blog tornou-se também ferramenta da categoria, para convocar manifestaçõese distribuir informes dos grevistas.

Não cabe aqui discutir se policial deveria ter direito a fazer greve e passeata, ainda mais com revólver na cinta (acho , péssoalmente, que deveria haver limites pra isso). Mas, estamos diante de algo muito mais grave!!

Precisamos soar o alarme na internet!!

Voltando a testar hipóteses, imagine se algo do tipo ocorrese sob um governo da chamada "esquerda". A essa altura já haveria manchetes, gritaria, o STF estaria sendo acionado para garantir a liberdade de expressão.
Aquele senador tucano do Amazonas (esqueci o nome dele, talvez porque tenha conseguido só 5% dos votos na eleição passada para o governo estadual) já estaria no plenário, gritando, berrando..

Serra, isso é sabido, tem o hábito de pedir cabeça de jornalista. Se não gosta de uma reportagem, liga para o chefe de redação e cobra explicações.

Entre os "amigos" de Serra, está Caio Tulio Costa, diretor do portal IG. Caio Túlio foi responsável por outro episódio estranho este ano: retirou do ar, sem aviso prévio, o "Conversa Afiada", de Paulo Henrique Amorim.

Será que o juiz que tomou a decisão també, é da turma do Serra. Acho que não. A Justiça não se prestaria a esse papel.

Vamos ver se o Elio Gaspari vai escrever agora (como fez há duas semanas, na "Folha" e em "O Globo"), dizendo-se preocupado com as "tentações autoritárias" do petismo.
E as tentações autoritárias do Serra?

Serra não tem limites.

Serra, com aquela cara, coitado, desistiu há muuto tempo de ser amado. Ele prefere ser temido. Há quem se apavore, e saia do caminho que - ele imagina - levará inexoravelmente ao Palácio do Planalto.

Mas há quem compre a briga.

Na internet, e até nas páginas dos chamados grandes jornais (veja o artigo de Fernando Barros e Silva na "Folha" de hoje), já há quem se incomode com os arroubos autoritários do serrismo.

Mas, como sempre, há também muita gente disposta a fazer o serviço que interessa ao governador. Na Justiça, ou na direção dos meios de comunicação.

Veja a mensagem que me chega de um leitor que (sintomaticamente) pede anonimato...

"Os policiais civis paulistas estão em greve ou em estado de greve desde 13 de agosto de 2008 e desde então muitas mentiras e omissões partem da imprensa golpista (PIG). Tratam os policiais civis em greve ou em estado de greve como marginais e baderneiros. Como você mesmo sabe, os grevistas são os policiais civis honestos, pois os corruptos não precisam de salários e não se preocupam com a greve, aliás querem que o movimento grevista acabe.

O blog Flit Paralisante que utilizava o endereço www.flitparasilante.blogspot.com do delegado de polícia Roberto Conde Guerra é atualmente o melhor meio de informação dos policiais civis paulistas honestos e comprometidos com o serviço policial. O delegado Roberto Conde Guerra é o maior denunciador de falcatruas dentro da Polícia Civil de São Paulo e está para ser demitido por causa das suas denúncias contra superiores. Foi tido como traidor da instituição por dizer a verdade. Absurdo. Membros da própria Corregedoria acham que o tal delegado tem razão em suas palavras e não deve ser demitido ou sequer punido. Muitos dizem que merece uma medalha pela coragem.

No mês de outubro de 2008, o blog teve mais de 130 mil visitas. As denúncias, postagens e comentários do leitores vêm incomodando muito o governo paulista. Ultimamente, o blog vem tratando da greve na Polícia Civil paulista, e isso, com certeza, incomoda o pretenso candidato a presidente da República e atual governador de São Paulo.

Se já não bastasse a perseguição contra o delegado Roberto Conde Guerra, o "sistema" agora persegue seu blog Flit Paralisante.

Ocorre que na última sexta-feira, 31 de outubro de 2008, por volta das 19 horas, o blog foi removido por decisão liminar de um juiz de direito do DIPO (Departamento de Inquéritos Policiais e Corregedoria da Polícia Judiciária) da Justiça paulista. Isso mesmo, o blog foi removido pela canetada de um juiz de direito!!!

Como fica a liberdade de expressão e o direito à informação? Como fica a nossa Constituição da República?

Caso você queira ver a decisão do juiz, acesse o seguinte endereço:

http://www.sintelpol.org.br/modules/news/article.php?storyid=1233

Como remover algo da Internet é como enxugar gelo, o delegado Roberto Conde Guerra criou outros endereços:

www.flit-paralisante.blogspot.com

www.flitparalisante.wordpress.com

O delegado de polícia Roberto Conde Guerra é testemunha de muitas coisas e já fez inúmeras denúncias de crimes dentro da Polícia Civil do estado de São Paulo. Dizem até que está marcado para morrer. Isto mesmo, caro Rodrigo, o delegado está marcado para morrer. Querem calar um dos poucos corajosos. Muita gente graúda está sendo investigada e processada por causa de suas denúncias.

Por favor Rodrigo Vianna, investigue tais fatos e principalmente a REMOÇÃO do blog, pois parece ser o primeiro passo para a remoção de outros blogs que não fazem parte da imprensa golpista. Amanhã pode ser qualquer blog que diz a verdade.

Suplicamos a sua ajuda imprescindível.

Por questões de segurança, ficaremos no anonimato, utilizando o codinome de Atena Temis."
Do blog de Rodrigo Vianna.
Colaboração da aminga Nancy Lima.
Comentário.
Esses tucanos vagabundos, safados só agem assim. Dia desses Aécio Neves tirou do ar o site Novo Jornal.

O TERROR INSISTE: FALTA DENUNCIAR O SANGUESSUGA MOR

MPF propõe mais duas ações contra Máfia das Sanguessugas


O MPF-TO (Ministério Público Federal no Tocantins) propôs à Justiça Federal mais duas ações de improbidade administrativa contra envolvidos no desvio de verbas federais destinadas à compra de ambulâncias, conhecido como Máfia dos Sanguessugas.
De acordo com a procuradoria, as duas ações citam a participação de Darci José Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Amarildo Martins da Silva, conhecido como Pastor Amarildo, que já haviam sido citados por outros desvios do mesmo esquema. Uma das ações inclui Eder Luiz Lourenço da Rocha, ex-prefeito de Ponte Alta do Bom Jesus (TO), e a outra José Alvino de Araújo Souza, atual prefeito de Lizarda, também no Tocantins.

Nas duas ações, a procuradoria pede a condenação ao ressarcimento integral dos danos causados à União acrescidos de juros e correção monetária, pagamento de multa civil correspondente a 300% do valor, a suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos, a proibição de contratar com o poder público pelo prazo de dez anos, a proibição de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de dez anos. É pedida também a perda da função pública e dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio. Para o ex-prefeito de Ponte Alta do Bom Jesus, o valor a ser ressarcido é de R$ 72.727,27. A pena sugerida ao prefeito de Lizarda, que após a gestão em que participou do desvio foi reeleito, a procuradoria pede o ressarcimento aos cofres públicos no valor de R$ 81.777,60.

Segundo o MPF-TO, Darci e Luiz Vedoin se aliaram ao ex-deputado federal Pastor Amarildo, que por sua vez contatou vários prefeitos de cidades tocantinenses, entre eles Eder Luiz Lourenço da Rocha e José Alvino de Araújo Souza. O esquema, praticamente o mesmo em todos os casos, consistiria em comércio de emendas individuais ao Orçamento Geral da União, fraude à licitação e superfaturamento na compra de ambulâncias ou equipamentos hospitalares. A procuradoria informou que as fraudes em processos licitatórios aconteciam desde o ano 2000.

Na cidade de Ponte Preta, foram realizadas duas licitações em 2002, uma para adquirir um veículo tipo van (UMS - unidade móvel de saúde) e outra para o gabinete. Relatório produzido pela Divisão de Convênios e Gestão do Ministério da Saúde destacou irregularidades na execução do contrato.

A procuradoria afirma que as empresas que vencedoras, Santa Maria para o veículo, e Enir Rodrigues para o gabinete, são integrantes do grupo dos sanguessugas. A soma das propostas vencedoras tinha valores praticamente idênticos ao valor total do convênio, o que comprovaria uma escolha pré-definida das empresas vencedoras das licitações.

O MPF-TO também constatou que em Lizarda foram constatadas diversas irregularidades no processo licitatório para o convênio referente ao ano de 2004. A Comissão de Licitação, que só teve um dos supostos integrantes identificados, selecionou a proposta da Klass Comércio e Representação Ltda, empresa também de propriedade da família Vedoin. Nos dois casos, outras empresas supostamente concorrentes das vencedoras também atuavam no esquema montado pela quadrilha. Além da fraude à licitação, o desvio de verbas por meio do superfaturamento na compra de unidade móvel de saúde também configuraria ato de improbidade administrativa.

O caso
Em maio de 2006, a Polícia Federal deflagrou a operação Sanguessuga para desarticular a quadrilha que atuava na área da saúde. Dezenas de parlamentares, prefeitos e empresários estavam envolvidos no esquema. Os empresários negociavam a aprovação das emendas individuais com os parlamentares envolvidos, fixando o valor da comissão que seria destinada aos congressistas. No Tocantins, grande parte das emendas comercializadas é de autoria do ex-deputado federal Pastor Amarildo.

Durante interrogatório, Luiz Antônio Trevisan Vedoin afirmou que realizou um acordo com o deputado Pastor Amarildo, que receberia 10% sobre o valor das emendas destinadas para a área de saúde, para aquisição de unidades móveis de saúde. A título de antecipação para o ano de 2002, Vedoin teria pago a importância de R$ 50 mil.

Segundo a procuradoria, a organização criminosa elaborava previamente muitos dos documentos necessários e freqüentemente os agentes públicos limitavam-se a assinar as minutas que lhes eram apresentadas. Uma espécie de kit de licitação era confeccionado, para que nenhuma das etapas fugisse ao controle da quadrilha. Com a atuação, o bando forneceu, entre os anos 2000 e 2006, mais de mil unidades móveis de saúde, com valor unitário em torno de R$ 110 mil. O esquema teria movimentado recursos públicos federais da ordem de R$ 110 milhões, apenas nesse segmento específico de suas atividades.

Segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Última Instância.


BOA NOITE

MAIS FEIO QUE O DEMO



VEJA : ISTO É ÉPOCA MAIS FEIA QUE REINALDO AZEVEDO

Vejo com muito bom humor essa “linda” figura acima que é o jornalista Reinaldo Azevedo um tipo tão feioso que faz a minha feiúra ser tão pequena quanto a inteligência do horrendo Severino Cavalcanti.



Nessa nossa vida Severina o que há é muita falta de senso de humor. Pois, se visto com senso de humor, Reinaldão é inofensivo. Um “nerdezão” que arrumou um espaço e tanto para detonar petistas e congêneres. E o faz direito se formos pensar que alcança seus objetivos que é irritar os petistas a quem chama jocosamente de “petralhas”.



E o que fazem os petistas contra Reinaldão Nerdezão e o dandi Mainardi ?. Esperneiam , esperneiam mas não arrumam uma pena à altura para combater esses escribas que escrevem direitinho, principalmente o Nerdezão. Ora, se ele escreve bem arrumem quem escreva à altura e paguem para que se devolvam os argumentos do sujeito na mesma moeda. Não,mas não é isso que fazem os petistas. Ao contrário. Levam a sério o Nerdezão e o dandi , resmungam, fazem campanhas midiáticas contra eles mas não respondem com a mesma ironia. Ora, era tudo o que esses senhores queriam ! Ter cartaz para seus argumentos que são sempre parciais, maniqueístas, até toscos. Mas bem escritos. Aí é que pega. Num país onde tem muito pouca gente escrevendo bem , com ironia e picardia, peças balofas e raras como o Nerdezão se sobressaem. Terra de cego quem tem óculos de grau e chapéu Panamá é rei . Reinaldão Nerdezão. Aliás é bem patética essa nova mania do Nerdezão né não ? Chapéu Panamá ... ele fica com cara de Álvaro Uribe que acabou de sair de um intensivo em rotisserie não fica ? Pior do que achar que tá criando estilo é uma porção de manézões comparecerem ao lançamento do livro do Nerdezão e vestirem chapéu igual. Putz ! olha o gancho que o Nerdezão Reinaldão dá e ninguém aproveita . Ninguém o expõe ao ridículo mesmo ele sendo uma figura risível, biotipo de CDF que roí unha no fundo da classe e só participava das peladas porque era o dono da bola. Um jeitão assim de Fleury ,o governadorzão dam dam dam, ou aquele personagem, o gansão Huguinho.Bom, mas eu não quero mal o Huguinho, quero dizer o Reinaldão.Já reconheci que o Nerdezão escreve bem. Ele afinal adora desfilar seus dotes literários citando Robert Musil e outros autores sofisticados. Está na cara que está há anos luz da gente, mortais comuns que não lêem sequer Paulo Coelho direito.



Conheço superficialmente o Nerdezão. Participei de um ou dois programas “Roda Viva” com ele. Trocamos meia dúzia de palavras ao longo da vida profissional. Sempre muito simpáticos um com o outro. Porque não se deve morder a isca do Nerdezão. Se você reage às provocações dele faz o que ele quer. Ele gosta de polemizar. Mas não polemiza de verdade. Esculhamba, ironiza, adjetiva. E ninguém lhe dá o troco a altura. Além do CQC, que tirou uma onda no lançamento do livro dele, só vi um grande amigo meu tirar outra onda forte com o sujeito.Uma vez esse amigo sustentou uma longa polêmica com o Nerdezão . Se não me engano mandava e-mails ou entrava no blog dele quando o Nerdezão era empregadinho do Mendonção de Barros , essa flor de democrata. Pois esse meu amigo tirou o Nerdezão do sério. Manteve-se no anonimato mas surrou o Huguinho nos argumentos. Gente , Huguinho, como no desenho animado, só quer brincar de cowboy. Não o levem a sério. É um pandego apenas.Um nerdezão feioso a procura de atenção de toda a malta. Representa muito bem um papel que lhe entregaram e muita gente acredita nele , o leva a sério. Mas se é mesmo inteligente como parece nem ele próprio deve se levar a sério. Você se leva a sério Nerdezão ? ou só o Palácio do Planalto, o Mino Carta o Paulo Henrique Amorim e mais meia dúzia de poderosos te levam a sério ? Pô, cada época tem o polemista que merece . Se a nossa tem o Nerdezão em que bueiro estamos hein ??? Veja : Isto é Época mais feia que Reinaldo Azevedo.
Comentário.
Lendo, como faço todos os dias, o blog de Jussara Seixas www.por1novobrasil.blogspot.com, encontrei este excelente texto do jornalista Ricardo Soares http://todoprosa.blogspot.com/ sobre esta COISA ai de cima. Achei tão interessante que resolvi publicar aqui.

MAIS UMA MENTIRA DO DEMO

Como é mentiroso esse Kassab!

Eu avisei aqui, Kassab vai pedir dinheiro para Lula. Hoje nos jornais, Kassab pede a Lula verba para ampliação do metrô. Vejam só que interessante. No debate, Kassab disse que tinha dinheiro para as obras do metrô. A quantia? 1 bilhão

O ex-governador Geraldo Alckmin e candidato candidato pelo PSDB à Prefeitura de São Paulo disse durante a campanha que diferente do que das constantes declarações do prefeito Gilberto Kassab de que a prefeitura investe R$ 1 bilhão no Metrô, Alckmin afirmou aos empresários que apenas 27% do valor foi investido.Procurado pelo G1, Kassab confirmou, por meio de sua assessoria de imprensa que investiu, até agora, R$ 275 milhões, mas que vai investir, até o final deste mandato, em dezembro deste ano, o valor restante. Se eleito, Kassab disse ainda que investirá mais R$ 1 bilhão na próxima gestão.

Passado a eleição, a conversa mudou, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, esteve na manhã de hoje no Palácio do Planalto e foi recebido pelo Presidente Lula e pelo ministro de Relações Institucionais, José Múcio, Kassab contou ter pedido que o governo federal invista recursos nas obras de ampliação do metrô da capital paulista.

"Todos sabem que o metrô é de responsabilidade do governo do Estado, mas eu pedi ao Presidente que invista no metrô, e esse investimento terá uma contrapartida da Prefeitura de São Paulo", disse Kassab, sem fornecer detalhes nem mencionar valores.


Fonte: Os Amigos do Presidente Lula.
Comentário.
Muito interessante mesmo, de uma hora para outra acabou-se o superávit da prefeitura do DEMO Kassab.Vai mentir assim nas profundezas do inferno.

LIDERANÇA AMEAÇADA


A REDE GLOBO E SUAS FORMAS OBTUSAS DE LIDAR COM PERDAS


A Globo perdeu sua hegemonia há tempos, disto eu não tenho dúvida. Sua liderança foi sumariamente abalada pelo crescimento da TV do Bispo Macêdo, a Rede Recorde. Mas, também, pela mudança geopolítica nos estados brasileiros, antes dominados pela direita rubiosa deste País. Antes do Lula assumir a presidência da república, éramos vítimas da ditadura midiática impingida pela Rede Globo, protegida pelos mandatários que distribuíam seus sinais fartamente pelos interiores nordestinos, quando ainda o sistema de redistribuição era feito só por empresas estatais. Só dava ela.

Na realidade, os programas da Recorde são cópias fiéis de sua concorrente. Talvez porque o "calo" da Globo tenha contratado a maioria dos bons profissionais que estavam desempregados, ou mesmo trabalhando à margem das leis trabalhistas para a Globo, já que esta não oferece as mínimas condições de trabalho para os profissionais da imprensa.

Há tempos eu não via TV, mas, ontem (31), enquanto pensava no que escrever para este sábado de sol, fui atraído pela música do carlista Caetano Veloso “O paí ó” se esgüelando na sala sem espectador, e fui até lá averiguar do que se tratava. Como gosto muito do ator Lázaro Ramos e o tema, coincidentemente foi vivido por mim quando da minha curta incursão pela música na ocasião do lançamento do CD “Lua Rara”, resolvi assistir.

Só que, na realidade, nas entrelinhas, havia uma tentativa velada de desmoralizar os evangélicos. Ou seja, o tema nada tinha a ver com a difícil missão de se viver de arte neste País. O imbróglio se desenrolava em torno de uma nota de cinqüenta que um pastor foi “solicitar” a uma irmã para ajudar nas despesas de um evento na Igreja.

Mesmo a irmã tendo mostrado suas dificuldades o pastor não abriu mão de sua oferta, e citou o evangelho de Jesus cristo quando diz: “Se quiseres vir após mim, vende tudo quanto tens, distribuí entre os pobres e segue-me”, para convencê-la.

Para conseguir o dinheiro, a irmã cobrou o aluguel de um inquilino, travesti, que cobrou de um taxista para o qual havia feito um “serviço”, que pediu emprestado a sua esposa, que pediu emprestado a dona de um tabuleiro de acarajé, que pediu ao incauto e sofrido cantor vivido no papel de Lázaro Ramos. Por fim, os cinqüenta que o pastor foi “confiscar” serviu para pagar o aluguel de um microfone para a apresentação de uma cantora gospel.

Aqui pra nós, sem nenhuma égide aos evangélicos, achei um desagravo a uma comunidade que cresce a cada dia. Será que os comandantes da Rede Globo sabem quantos evangélicos existem neste País? Se Continuem assim fecharão suas portas muito em breve.

Ofereço este post ao cantor gospel Paulo Roberto, e a todos os evangélicos do Brasil, que convenhamos, são em sua maioria pessoas de bem. Se são ou não enganados por "pastores" inescrupulosos não é a TV Globo e seus programas fascistas que irão dizer.

CADÊ A CRISE?


Balança comercial tem superávit de US$ 1,2 bilhão em outubro


“A balança comercial brasileira registrou no mês de outubro exportações de US$ 18,5 bilhões e importações de US$ 17,3 bilhões, com saldo comercial de US$ 1,2 bilhão".

Lourenço Canuto, Agência Brasil


Petrobras consegue exportação recorde em outubro


“A Petrobras anunciou hoje que atingiu recorde de exportação no mês outubro, com a contabilização de vendas médias diárias de 574 mil barris para o exterior, perfazendo um total de 17,806 milhões de barris de petróleo no mês passado. O volume supera em 42 mil barris diários a marca anterior, atingida no último mês de abril, o que equivale a aproximadamente uma expansão de 7,89%.”

Valor Online


Mantega diz que fusão do Itaú com Unibanco fortalece sistema financeiro


“A fusão dos bancos Itaú e Unibanco, anunciada hoje, deve fortalecer o sistema financeiro nacional e evitar problemas na liberação de crédito no país, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega.


Após participar de reunião do Palácio do Planalto, o ministro comentou o negócio que formará o maior banco do país e o maior grupo financeiro do Hemisfério Sul.


"É importante, pois solidifica os dois bancos. É normal que em um momento de turbulência, de problemas internacionais do setor financeiro, você tenha um movimento de fusões. São dois bancos tradicionais, dois bancos sólidos, que têm uma atuação importante para a atividade econômica", afirmou Mantega.”

Folha Online

BATENDO NA MESMA TECLA

3/11/2008

Lula afirma que sistema financeiro mundial precisa ser controlado pelos governantes


Por Redação, com ABr - de Brasília


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que os países devem ter consciência de que o sistema financeiro internacional precisa ser controlado pelos governantes, “como são controlados outros segmentos da sociedade”. Segundo ele, além do tema juventude, a crise financeira internacional esteve presente na pauta de discussões durante a 23ª Cúpula Ibero-Americana, em El Salvador.

– Todo mundo está consciente de que é preciso mudar o sistema financeiro internacional, de que é preciso ter controle dos governantes para que a gente não veja nenhum país do mundo repetir os erros graves que foram cometidos pela falta de controle do sistema financeiro, sobretudo a partir do governo norte-americano e do governo dos países europeus – disse.

Em seu programa semanal Café com o Presidente, Lula afirmou que, durante o encontro, fez questão de mostrar que “a única chance de enfrentar a crise com sabedoria” é acreditar e fortalecer o mercado interno, além de aumentar as trocas por meio de mais exportação com países que têm “similaridade” com o Brasil.

– A América Latina vinha vivendo um processo extraordinário de crescimento. Todos os países vinham crescendo. Obviamente que, com a crise financeira, se reduz o fluxo do crédito internacional, o fluxo das importações dos países ricos. Poderemos ter problemas nos países periféricos – disse.

Lula comentou ainda a reunião do grupo conhecido como G20 financeiro, que vai reunir ministros da área econômica e presidentes de bancos centrais, na próxima semana, em São Paulo. Ele alertou que o encontro é importante mas que não devem ser tomadas decisões definitivas uma vez que é preciso ouvir outros países para uma tomada de posição capaz de ser respeitada e cumprida por todos.

Ao comentar a viagem a Cuba, o presidente elogiou o país e afirmou que os cubanos trabalham “com um sacrifício enorme” diante do bloqueio norte-americano. Lula também lembrou que a passagem de dois furacões pela América Central. deixou mais de 470 mil casas destelhadas, 70 mil destruídas e milhares de quilômetros de linhas de transmissão danificadas.

– Nós brasileiros queremos dar o apoio para ajudar a reconstruir o país – disse.