sábado, 30 de agosto de 2014

Desmascarar Marina e pôr em movimento a força do povo


A pesquisa Datafolha divulgada na noite desta sexta-feira (29) confirma a ocorrência de brusca movimentação no quadro pré-eleitoral, com o empate nos índices de intenção de votos entre a presidenta da República, Dilma Rousseff, candidata à reeleição, e Marina Silva, ambas com 34%. 

As projeções de segundo turno indicam vantagem para a candidata do PSB, com 50% das preferências, contra 40 da presidenta. Os resultados do Datafolha confirmam a tendência revelada por outras sondagens de opinião pública, divulgadas no meio da semana. 

Não há por que extrair desses levantamentos conclusões precipitadas, nem tomar os números das pesquisas como a antecipação do resultado e o vaticínio da derrota. Menos ainda aceitar a provocação das forças neoliberais e conservadoras, com o ativo e militante apoio da mídia privada monopolista, quando afirmam que o pânico e o terror tomam conta do comando da campanha de Dilma e o espectro da derrota ronda a direção petista e o Palácio do Planalto. 

Temos pela frente cinco semanas de campanha, que serão marcadas por duros enfrentamentos políticos e acalorados debates, decisivos para que a maioria do eleitorado brasileiro forme convicções e adquira plena capacidade de decidir o rumo que pretende tomar. 

Os dados revelados pelas recentes pesquisas são surpreendentes porque indicam a alteração de um quadro de liderança da presidenta Dilma que parecia consolidado. Mas nunca passou pela cabeça de ninguém que teríamos eleições fáceis ou a vitória estava dada. É de fato a primeira vez, desde que as forças progressistas chegaram ao governo central, nas eleições de 2002, que surge um questionamento tão claro e direto sobre o favoritismo dessas forças na contenda eleitoral. Mas as vitórias precedentes, em 2002, 2006 e 2010, também não foram fáceis. Em todas elas, a eleição presidencial foi decidida no segundo turno e foram grandes as exigências e desafios impostos à coalizão democrático-popular.

As pesquisas desta semana mostram que a candidatura de Marina Silva capitaliza um sentimento difuso em prol de mudanças em camadas da população que ainda não perceberam que a força propulsora dessas mudanças são precisamente o governo progressista liderado pela presidenta Dilma e a sua candidatura à reeleição. As mudanças vêm sendo gradualmente feitas ao longo de 12 anos, em meio a dificuldades, a crises internacionais, e enfrentando internamente uma correlação de forças em que os setores reacionários detêm imenso poder.

A presidenta Dilma e os partidos que a apoiam serão sem dúvidas mais explícitos, didáticos e contundentes no mister de convencer o povo da novidade contida nas mudanças já empreendidas e nas perspectivas que se abrem com mais um mandato. Este segundo aspecto tem a ver com nitidez programática, arraigadas convicções e audácia para enfrentar as contradições sociais e políticas realmente existentes na sociedade. 

É imperioso, como tarefa de primeiro plano, desmascarar Marina Silva, a candidata das forças interessadas antes de tudo na interrupção e reversão do ciclo político aberto com a primeira vitória de Lula em 2002. A esta altura dos acontecimentos, são acelerados e intensos os entendimentos nos bastidores para promover a união das forças conservadoras em torno de Marina Silva, numa gigantesca operação para fazer do seu eventual governo o retorno dos tucanos e seus aliados ao poder.

Sem mais delongas, é necessário pôr em evidência os compromissos de Marina Silva com o capital financeiro, com os interesses antinacionais, seu desdém à democracia embutido no messianismo e na retórica do “apoliticismo” ou da “nova política”. Mais do que nunca, é necessário denunciar a candidata como a personificação da luta anti-Dilma, do antipetismo e da luta contra a esquerda. Aquela que vai, em nome de realizar mudanças, reverter as imensas conquistas sociais a duras penas alcançadas nos últimos 12 anos.

Com seu messianismo e personalismo exacerbado, Marina Silva pode representar mais uma caricata aventura, como foram em momentos distintos Jânio Quadros e Collor de Mello. Um eventual governo por ela liderado seria o prelúdio de crises e retrocessos na vida democrática, com nefastas consequências para a luta transformadora e emancipadora dos trabalhadores e do povo brasileiro.

O governo das forças progressistas sob a liderança da presidenta Dilma e sua candidatura à reeleição representam imensa força política e social, correspondem a anseios profundos do povo brasileiro e já demonstraram ser a garantia de que continuará acumulando vitórias na construção de uma grande e poderosa nação próspera, progressista, democrática, soberana e solidária com os povos, em benefício da cooperação internacional e da paz.

São milhões e milhões de eleitores e ativistas, cuja força potencial precisa ser despertada, motivada e mobilizada num momento tão decisivo da vida nacional. Desencadear a força, a energia e a mobilização do povo, infundir-lhe vontade e elevar-lhe a consciência é o dever maior dos que conduzem e protagonizam a luta por mais mudanças e mais conquistas.Portal Vermelho

5 comentários:

julio disse...

TERROR! BYE,BYE DILMA ROUSSEFF, A MARINA TE PEGOU, PODES ARRUMAR AS MALAS.
JCopiniao.blogspot.com

ricardo alves / são paulo,brasil disse...

Não concordo com vc embora possa entende-lo...
O cenário é paradoxal, o mesmo que rolou na primeira vitória de Lula. Comparações entre FHC e LULA?
Sinceramente não sei quem foi pior mas os dois avançaram para um País melhor muito embora o "staff" de qualquer um dos dois continue corrupto e isto inclui sua pupila eleita também...
Sinto que PT deva se retirar sem causar danos maiores, agora devemos estar alerta para o riso Marina...nesta eleição fico com Aécio mas estaria com Eduardo pois tive a oportunidade de conhecer pernambucanos coerentes em sua defesa...
Grato por esta oportunidade em manifestar opinião!

rernestos disse...

Eu vou votar em Dilma, mas preferiria que a disputa fosse com o Aécio. Se tivesse certeza que com o meu voto eu colocaria no jogo o Aécio com a Dilma no segundo turno, mexeria essa pedra no jogo para depois voar em Dilma no 2° turno. A situação do momento no jogo político, deixa claro que o PT dormiu no jogo, mas que em 12 anos de governo, inegavelmente fez muito mais por esse povo que qualquer outro governo e que agora o bota em cheque por falta de visão política. O reconhecimento do povo pelo que fez o PT, só poderá se sentido com a derrota do PT depois que sentar a poeira, depois do desmonte de tudo e do butim... quando então se ouvirá choros e ranger de dentes!.... Por enquanto só nos resta tentar evitar depois das urnas esperar. Que a história prossiga o seu curso!....Cada povo tem o governo que merece!...

Alana Scherer disse...

Para estes jovens que hoje têm tudo, faculdades pelo ProUni, Universidades porque Dilma e Lula aumentaram as vagas nas Federais, Pronatec no lugar de PCC, para estes jovens que têm celular, que fazem rolezinho em vez de arrastões como no gov. fhc, para estes jovens cujos pais e mães estão no emprego porque Dilma e Lula não demitiram ninguém, para estes mesmos jovens que querem votar em marina por desconhecimento, assim como seus pais elegeram collor, vão ao youtube, procurem pela música A DANÇA DOS DESEMPREGADOS, com Gabriel o Pensador, e terão uma vaga ideia do que era o gov. fhc, do qual marina copiou o plano.

Alana Scherer disse...

Somente os Heróis da Resistência como vc, Terror, para continuar a nos brindar com sua imparcialidade, porque eu tento fugir da imprensa comercial, me dá nojo ver o bonner com tudo, ganhando horrores e querendo subreptilmente , com olhos de cobra, influenciar o povo brasileiro para votar na marina, como votou no collor. Acontece que marina não é povo, marina não é mudança, ela é bancada pela herdeira do Itaú, a neca setúbal