segunda-feira, 2 de junho de 2014

A Copa dos vira-latas



Teremos duas copas do mundo: uma em que o Brasil tem tudo para sair vencedor e outra em que uns brasileiros preferem se mostrar como derrotados.
Nesse time de vira-latas derrotistas ladram, papagaicamente, anarcoxinhas e midiotas, além de jornalistas e articulistas que atuam como ventríloquos dos bilionários donos de jornais e revistas.
Essa turma derrotista tem um jargão próprio, todo colhido no manual do midiota, a grande imprensa. O léxico é composto de expressões como "só no Brasil mesmo", "por que não vai pra Cuba", "Hospitais Padrão Fifa", "petralhas", "não vai ter copa" etc.
Não vai ter copa é um jogo de retórica infantil, ele surge sete anos após o Brasil ter sido escolhido como sede do mundial e logo depois dos estádios ficarem prontos.
Como se vê, coisa de gente atrasada.
MEA CULPA
No time dos fracassomaníacos, tudo é atribuído a Dilma, desde a construção de escolas até a contratação de médicos, o que deixa claro que o anarcoxismo é também fruto do analfabetismo político.
A Folha, há poucos dias, fez um mea culpa e revelou que estava exagerando com os seus dados falsos sobre os gastos com a Copa das Copas e sua relação com os investimentos públicos, mas o povo já estava envenenado.
Ela mesma, a Folha (está aqui o link) diz que o governo fez empréstimos e que parte dessa grana será devolvida com juros.
Não se perde nada e os quase R$ 8 bilhões emprestados para a construção de estádios são uma pequena fração em relação ao orçamento de R$ 825 bilhões investidos anualmente em Saúde e Educação.
ESCALAÇÃO
No time dos vira-latas derrotistas jogam, no ataque, uns sujeitos mascarados. O lance deles é quebrar tudo, não querem construir nada, distribuem porrada, param o trânsito, jogam lixo na rua, depredam o patrimônio público, quebram vidraças, incendeiam bancas de revistas, tocam fogo em fusca, atiram rojões em repórteres, queimam o próprio filme.
No meio de campo estão alguns articulistas, são eles que distribuem a bola, em forma de má informação e má fé.
O combustível que alimenta os molotovs dessa linha de frente, os que estão no ataque, é a mentira, o engodo e a omissão do meio de campo.
Na defesa desse time de pernas de pau, tem o grande goleiro, Joaquim Barbosa. Escalado de última hora, com a mão de gato da revistaveja, por ser especialista na tática do chamado déficit civilizatório, o jogo feio dos black blocs.
Em 1950 a derrota do Brasil, o Maracanaço, foi atribuída a um goleiro de nome Barbosa. Mal agouro esse homônimo.
Barbosa, o Joaquim, entra em campo sempre usando uma capa se super herói, como um lutador de telecatch.
Rachel Sheherazade e Eliane Cantanhêde estão na zaga, são as primeiras a receberem a bola de Barbosa e distribuírem para o meio de campo.
A comissão técnica, você sabe, é composta pelos engravatados bilionários, gente que fez fortuna apoiando os militares torturadores e mentindo para o povo.
Não nos esqueçamos, esse time vem perdendo desde as eleições de 2002.

Lelê Teles


Jornalista e publicitário. Roteirista do programa Estação Periferia (TV Brasil), apresentador do programa Coisa de Negro (Aperipê FM) e editor do blog FALA QUE EU DISCUTO

Um comentário:

Maria José Fernandes disse...

É ASSIM QUE ESTÁ DISTRIBUÍDO OS ADVERSÁRIO QUE ESTÃO INCOMODADOS COM A COPA QUE OS DEIXAM INDIGNADO. SUGERIR IDEIAS PARA MELHORAR O BRASIL É IMPORTANTE, MAS ATACAR SOMENTE E JAMAIS QUALIFICAR O QUE FOI FEITO NO BRASIL DOS ÚLTIMOS 11 ANOS É ABSURDO. ASSIM COMO O FAUSTÃO QUE ENCHE OS BOLSOS COM O DINHEIRO PAGO PELA GLOBO E SUCESSIVAMENTE ACOMPANHADO DE TODOS OS OUTROS QUE PEGA NO MICROFONE.