quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Empresa de réu do mensalão do PSDB rompe contrato com os tucanos corruptos



A empresa Pensar Comunicação Planejada pediu nesta quarta-feira (12) o encerramento do contrato que mantém com o PSDB desde 2009. A Pensar tem como um de seus sócios o jornalista Eduardo Guedes, réu no processo do mensalão tucano, que assessora o presidente do partido, senador Aécio Neves (PSDB-MG).



Em carta enviada ao comando nacional do PSDB, o presidente da empresa, Ivan Manso Guedes, afirma que o rompimento do contrato tem como objetivo evitar "constrangimentos" à direção do partido.


"A nossa decisão decorre da constatação das notórias tentativas de utilizar fato ocorrido há 15 anos atrás, em Minas Gerais, ainda sob o exame da justiça –portanto sem nenhuma conclusão– que envolve como acusado um dos nossos prestadores de serviços , o jornalista Eduardo Guedes, com claro intuito de criar indevidas suspeições e injustos constrangimentos à direção do partido", diz a carta.


Ivan Guedes também afirma que Eduardo Guedes, de quem é irmão, "aguarda a oportunidade de apresentar sua defesa" e está confiante de que será absolvido das acusações. O presidente da empresa diz, ainda, que desde 2009 não houve "qualquer alteração jurídica" na situação do jornalista.


Reportagem da Folha publicada nesta quarta-feira (12) mostrou que Aécio mantém Eduardo Guedes como um de seus principais assessores de confiança na área de comunicação.

Guedes, um dos réus do processo do mensalão tucano, atua nos bastidores e na etapa inicial da campanha do pré-candidato à Presidência da República como um de seus mais próximos conselheiros.


A Pensar Comunicação Planejada foi contratada há cinco anos pelo PSDB para prestar consultoria de comunicação.


PROCURADOR


Na peça em que pede a condenação do ex-governador de Minas e atual deputado Eduardo Azeredo (PSDB) a 22 anos de prisão, a Procuradoria Geral da República diz que Guedes determinou à Copasa, a Comig e ao Bemge, órgãos estaduais, que dessem R$ 3,5 milhões (R$ 9 milhões nos valores de hoje) a SMP&B para patrocínio de evento esportivo.


À época, ele era secretário-adjunto de Comunicação do governo mineiro. O valor, segundo a Procuradoria, acabou sendo desviado pelo suposto esquema.


Com esse dinheiro, segundo as investigações, o empresário Marcos Valério, da SMP&B, forjou empréstimos fraudulentos para justificar o seu uso na campanha à reeleição de Azeredo, em 1998. Esquema semelhante foi usado por Valério, anos depois, no mensalão do PT, motivo pelo qual ele acabou condenado no STF (Supremo Tribunal Federal).Folha.

Um comentário:

Pregopontocom@tudo disse...

Agora todo mundo quer tirar o "seu" da reta.....pelo visto vai sobrar para o pobre pássaro do bico amarelo que foi colocado na bandeira do par-tido sem ser consultado...vão querer depenar o bicho......