quinta-feira, 7 de junho de 2012

Fux diz que Gilmala Mendes é mentiroso

Fux diz que nunca sofreu pressão do PT por mensalão
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta quarta-feira, 6, que nunca sofreu nenhum tipo de extorsão ou foi pressionado por petistas por causa do julgamento do mensalão, que deve se iniciar em 1.º de agosto. Em nota publicada na coluna Panorama Político, do jornal O Globo, Fux atribuiu ao ministro Gilmar Mendes a informação sobre a extorsão.
"É coisa de canalha, de gângster mesmo. Passar isso (conteúdo de escutas) para mídia é coisa de fascistas. Eles (os petistas) estavam extorquindo o Toffoli e o Fux, oprimindo os dois. Estou indignado com essa estória de Berlim. Não vamos tratar como normal o que não é normal. Estamos lidando com bandidos", teria dito Mendes. Procurado pelo Estado, ele não quis se manifestar. O ministro Dias Toffolli estava em viagem.
 
Esse Mentes é um bandido de alta periculosidade, fosse em outro país já estaria preso.

Enquanto isso...

PSDB planeja deixar Marconi em voo solo

PSDB planeja deixar Marconi em voo solo



Direção nacional do partido está entre o discurso para 2014 e a prática do governador goiano, cada dia mais enrolado no caso Cachoeira. A avaliação é clara: é hora de afastar-se dele



247-“A falta de conexão entre propaganda e noticiário leva incômodo ao tucanato”, informa o jornalista Josias de Souza em seu blog nesta terça-feira. O texto continua: “Antes unido na defesa de Perillo, o PSDB dividiu-se. Uma parte acha que a legenda deve proteger o governador goiano dos ataques do PT na base do vai ou racha. Outra ala, minoritária, acredita que a biografia de Perillo, já rachada, não vale o sacrifício.


A situação do governador é a de quem está sendo deixado só. E sem a couraça nacional do partido, sua situação fica mais fragilizada. O PSDB está agora diante de um dilema de vida: preservar-se ou correr o risco de enlamear-se no desgaste de Perillo. É o dilema do partido que vê seu discurso destruído na prática.


A seguir, a íntegra do que escreveu Josias (ou leia aqui):



PSDB exige propaganda em que Aécio fala de 'ética' e racha diante das dúvidas sobre Perillo

 
O PSDB atravessa uma quadra paradoxal. Exibe na tevê inserções publicitárias em que seu presidenciável, Aécio Neves, fala de um “sonho”. O sonho “de que a política possa, um dia, ser o espaço da ética.” Simultaneamente, o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, desponta nos telejornais do horário nobre como protagonista de um pesadelo.


 
A falta de conexão entre propaganda e noticiário leva incômodo ao tucanato. Antes unido na defesa de Perillo, o PSDB dividiu-se. Uma parte acha que a legenda deve proteger o governador goiano dos ataques do PT na base do vai ou racha. Outra ala, minoritária, acredita que a biografia de Perillo, já rachada, não vale o sacrifício.

A divisão manifesta-se, por ora, apenas em privado. Mas integrantes do grupo dos insatisfeitos começam a manifestar o desejo de explicitar suas opiniões às claras. Em conversa com o blog, uma das vozes desse bloco explicou o que se passa. Disse que se formou no PSDB um consenso.

 
Avalia-se internamente que a suspeita de infiltração de Carlinhos Cachoeira na administração de Perillo já comprometeu o plano do governador de disputar a reeleição em 2014. Se é assim, por que deveríamos nos associar incondicionalmente a um caso perdido?, pergunta-se o tucano.

 
O grande receio do pedaço do partido que olha de esguelha para Perillo é o de que o PSDB saia do Cachoeiragate mais ensopado do que o DEM. Recorda-se que o parceiro de oposição livrou-se de Demóstenes Torres no alvorecer do escândalo. Ouvido, um dirigente do ninho contra-argumentou: os indícios que pesam contra Perillo ainda não autorizam a equiparação com Demóstenes.

 
A turma do contra não digere essa tese. Olha ao redor e conclui: do ponto de vista político, Perillo tornou-se, sim, uma espécie de Demóstenes. Por quê? Suas explicações já não são levadas a sério. Teme-se que a tática da proteção a qualquer custo converta em pó o núcleo do discurso do PSDB contra o PT. Um discurso que se escora na tese segundo a qual Lula e o alto comando do petismo “passam a mão na cabeça” dos réus do mensalão, contemporizando com os transgressores.


Ao empurrar o PT para dentro da CPI, um dos objetivos de Lula era justamente o de silenciar as cornetas do mensalão num instante em que o STF prepara-se para julgar o processo. Na origem do escândalo, em 2005, Perillo irritara Lula ao propalar a informação de que o avisara sobre a contaminação monetária de sua base congressual. Algo que pôs em dúvida o lero-lero do “eu não sabia”.

 
O tucano que falou ao repórter insistiu: a forma mais adequada de responder ao Lula seria o PSDB se diferenciar dele. Não devemos e não podemos tapar o Sol com a peneira, disse. Em seguida, repisou: o DEM foi implacável com Demóstenes. E nós ainda não definimos nem o que fazer com o Leréia. Refere-se ao deputado do PSDB de Goiás Carlos Alberto Leréia, um membro do ‘Clube Nextel’ pilhado nos grampos da Polícia Federal em diálogos vadios com Cachoeira.

 
Nesse contexto, as dúvidas relacionadas à venda de uma casa de Perillo, adensadas nesta terça (5), compõem o cenário como mero detalhe. É parte de um pano de fundo que, tomado em seu conjunto, leva a um cenário radioativo.

 
Inclui, por exemplo: o aparelhamento da polícia goiana, posta a serviço da jogatina ilegal de Cachoeira; a chefe de gabinete do governador, afastada depois de soar nos grampos; a entrega de postos estratégicos como o Detran-GO a prepostos do contraventor; o jornalista que diz ter recebido de empresa fantasma de Cachoeira a remuneração por serviços prestados à campanha de Perillo; e um enorme etc..

 
Convocado, Perillo falará à CPI na próxima terça-feira (12). Será crivado de indagações ácidas. O PT dispõe até de um roteiro com dados de extraídos do papelório recebido da PF e do Ministério Público. No dia seguinte, 13, irá ao banco da CPI o governador petista de Brasília, Agnelo Queiroz. O tucanato arma-se para ir à forra.

 
O PT acredita que, na comparação, Perillo sairá mais chamuscado que Agnelo. Admite-se que os autos da Operação Monte Carlo revelam que Cachoeira tramava ocupar também a administração de Brasília. Porém, a PF teria estourado a quadrilha numa fase em que o contraventor chegara apenas aos arredores de Agnelo. Nessa versão, o esquema ruiu antes que Cachoeira desse o definitivo bote.

 
Seja como for, um pedaço do PSDB não parece satisfeito com a ideia de travar nas manchetes uma batalha do tipo sujos versos mal lavados. O problema é que os tucanos, à moda dos intelectuais, costumam entregar-se a um estranho fenômeno: a lamentação depois do fato. Vem daí que, a despeito do incômodo crescente, ainda não surgiu um bico com coragem suficiente para grasnar sob holofotes.
Na propaganda institucional que começou a ser veiculada no último final de semana, Aécio declara: “Com coragem para enfrentar os problemas, com transparência e cuidado com cada centavo do dinheiro público, é possível, sim, mudar de verdade a vida das pessoas. Nós do PSDB acreditamos muito nisso. E você?”

 
A peça promocional compõe um pacote de 40 inserções nacionais que o PSDB decidiu regionalizar. Aécio está sendo levado ao ar em vários Estados. Ao cotejar o “sonho” da propaganda com o pesadelo que vem de Goiás, o eleitor fica tentado a responder ao presidenciável: ‘Não acredito muito nisso.’

A casa do espanto

Cachoeira negocia venda da casa de Perillo em gravação

Cachoeira negocia venda da casa de Perillo em gravação
Na conversa, o preço mencionado é de R$ 2,2 milhões; governador de Goiás contesta e diz que trechos de gravações "editados e desconectados dos fatos não podem se contrapor à realidade"


 
247 – Uma gravação em que Carlinhos Cachoeira discute o preço para a venda da casa de Marconi Perillo, governador de Goiás, contradiz as versões apresentadas até agora. Leia na matéria do G1:


 
Gravações da Polícia Federal mostram o bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso em fevereiro pela PF, discutindo o preço e as condições para a venda da casa do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).
Na próxima terça (12), Perillo tem depoimento marcado à CPI do Cachoeira, que apura o envolvimento do contraventor com políticos, autoridades e empresários.


 
Marconi Perillo afirmou que trechos de gravações "editados e desconectados dos fatos não podem se contrapor à realidade".

Em 6 de julho passado, a PF gravou com autorização judicial uma conversa entre Cachoeira e o ex-vereador de Goiânia Wladimir Garcez, um dos principais auxiliares do contraventor. Segundo documentos que estão na CPI, a casa de Perillo foi vendida seis dias depois.


 
Em depoimento à comissão em maio, Garcez disse que comprou a casa do governador e a revendeu ao professor Walter Paulo Santiago.


 
Segundo Garcez disse à CPI, o pagamento foi feito com três cheques, emprestados por Cachoeira e por Cláudio Abreu, ex-diretor no Centro-Oeste da construtora Delta, empresa suspeita de ter vínculos com o esquema do bicheiro. O valor dos cheques, de acordo com o ex-vereador, foi de R$ 1,4 milhão.
Em depoimento à CPI nesta quarta, Walter Paulo Santiago disse que comprou a casa pelo mesmo preço, só que em dinheiro vivo. "Não paguei com cheque, paguei em dinheiro, em moeda corrente, nota exclusiva de 50 e de 100", afirmou.

 
Na gravação, o preço mencionado é mais alto, R$ 2,2 milhões:

 
- Cachoeira: Fechou por dois e duzentos?

 
- Wladimir: Não, mas acho que vai morrer em dois e duzentos, viu?

 
Em outro trecho, Cachoeira e Wladimir mencionam o nome de Lúcio, que, segundo a Polícia Federal, é o assessor do governador Perillo Lúcio Fiúza Gouthier, exonerado nesta quarta.

 
- Cachoeira: Cê vai lá, chama o Lúcio. O Lúcio você conversa com ele. "Ó, Lúcio, é que eu vendi lá, então tô vendendo mobiliada já, por dois e tanto.

Integrantes da CPI dizem que os diálogos e o depoimento do professor Walter Paulo aumentam as dúvidas que cercam a transação de compra e venda da casa de perillo.

"Tem um cipoal de dúvidas e contradições. Precisamos ouvir o governador, sem pré-julgamento, para que as dúvidas sejam esclarecidas", afirmou o senador Pedro Taques (PDT-MT), integrante da CPI.

Os tucanos se cagam de medo de Lula


Só faltava essa.Os tucanos e aliados agora deram para se meter nas opções partidária do PT.


Aqui no Recife, os demotucanos e seus aliados PMDB jarbista e PPS não se conformam com o fato de a Executiva Nacional do PT ter tirado de João da Costa o direito de concorrer à reeleição ao cargo de prefeito do Recife, e ter colocado o senador Humberto Costa em seu lugar.Ora, o que esses demotucanos e asseclas corruptos têm a ver com as opções partidárias do PT? Vão dar pitaco nos seus galinheiros, bando de filho da puta!O PT impôs Humberto Costa porque João da Costa, que tem mais de 50 de desaprovação popular, iria levar o partido a uma estrondosa derrota na eleição de outubro.Eu, particularmente, preferia o ex-prefeito João Paulo para concorrer à prefeitura do Recife, já que em todas as pesquisas ele aparece com mais de 44% de intenções de voto, mas para o PT não perder a prefeitura do Recife, que será  importante para o pleito presidencial de 2014, acho que o nome de Humberto Costa veio em boa hora.E os demotucanos sabem muito bem que Humberto Costa tem muito mais chances de vencer a eleição que João da Costa, tanto é que passaram todo o período pré e pós prévia eleitoral do PT torcendo por João da Costa, que ganhou, inclusive, desses corruptos, ladrões e incompetentes a alcunha de João da as Costas para o povo do Recife.A bem da verdade não era só a oposição que torcia pela vitória de João da Costa nas prévias do PT, o PiG pernambucano também torcia.O sabujo Jamildo Mello, do JC, ainda hoje não aceita a indicação de Humberto Costa.Segundo Jamildo, que tinha pavor das prévias do PT, a  decisão da Executiva Nacional do PT deu um golpe na democracia.O sujeito é muito cara-de-pau. é muito ridículo.


Já em São Paulo ocorre a mesma coisa.Os tucanos também não se conformam com o fato de o PT ter optado pelo o nome de Haddad para concorrer ao cargo de prefeito da cidade de São Paulo.Dizem os tucanos que o nome de Haddad foi imposição de Lula.Faço a mesma pergunta que fiz em relação ao Recife, o que esses corruptos têm a ver com a escolha do PT? A propósito, Geraldo Alckmin também não impôs no nome de Serra?E não consta que o PT deu pitaco na opção de Geraldo Alckmin.Os tucanos paulistanos são tão estúpidos, tão imbecis que chegam a parabenizar Marta Suplicy, tão massacrada pelos tucanos em eleições anteriores, por ela não ter ido a um encontro com Haddad.Agora, diferentemente do Recife, onde o PT não precisa tanto do apoio de Lula para vencer a eleição, já que foi testado e retestado nas urnas, em São Paulo o medo dos tucanos é Lula.Os tucanos sabem que Lula tem uma grande força eleitoral e que assim que entrar de cabeça na campanha de Haddad não vai ter para ninguém.Não fosse assim os tucanos não estariam tão preocupado em se meter nas questões internas do PT, afinal, ninguém chuta cachorro morto.Em eleição só incomoda quem tem força eleitoral.Assim como no Recife, em São Paulo não era só a oposição que torcia por Marta Suplicy, o PiG também torcia, porque sabe que a rejeição de Marta é maior que a de Fernando Haddad.Exemplo claro de que o PiG torcia por Marta foi o comentário de Eliane Tucaneide há dias atrás, a sabuja só faltou colocar botox no rosto de Marta Suplicy, ex- Marta Suplício, no dizer da oposição.


Fato concreto é que os demotucanos se cagam de medo só em pensar no nome de Lula.Eles sabem muito bem que onde o melhor presidente da história do Brasil, aprovado com mais de 94%, põe a mão a derrota é certa, que diga Artur Virgílio, Efraim Marais, Marco Maciel, Tasso Jereissati, Heráclito Fortes.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Mídia tentou evitar CPI para poupar Perillo do que se vê


Quando Willian Bonner aparece na telinha lá pelas oito e meia da noite, durante o Jornal Nacional, fico prestando atenção em suas expressões faciais. Por mais que seja hábil em disfarçar o que pensa ao dar uma notícia, para mim ele é um livro aberto.

Contentamento e contrariedade, medo e arrogância, clareza ou dissimulação podem ser medidos se você sabe que aquela notícia que está sendo dada é verdadeira ou não ou se sabe qual é a posição de quem noticia este ou aquele assunto.

Analisando como se comportam as expressões de alguém conforme o que pensa sobre o que diz, você passa a conhecer a pessoa. Willian Bonner, para este blogueiro, é um livro aberto…

Exemplo: foi instrutivo ver o âncora do Jornal Nacional relatar a intervenção federal no Banco Cruzeiro do Sul sem citar que a instituição, ora acusada de fraude, pertence à família do ex-candidato a vice-presidente na chapa de José Serra em 2010, Índio da Costa.

Vi a expressão de Bonner quando mentiu – ou omitiu, o que dá no mesmo. Este é apenas um exemplo da técnica que uso para “conhecer” aqueles que precisam de vigilância. Com base nas expressões faciais em situações de mentira, omissão ou sinceridade, você aprende sobre a pessoa.

Nos últimos dias, as expressões desse e de outros âncoras de telejornais que diuturnamente tratam de tentar manipular o público, demonstram desalento. O que os desalenta é a CPI do Cachoeira, que já começa a chegar ao ponto em que a mídia e a oposição tanto temiam.
A mídia tentou impedir a abertura da CPI. Fez ameaças, previu que se voltaria contra o PT, esgrimiu com a tese absurda de que oposição não pode ser investigada por CPI porque esta é “instrumento da minoria”, o que, se fosse verdade, tornaria essa minoria inimputável.

Instalada a CPI, Globo, Folha, Veja, Estadão e assemelhados desandaram a decretar que terminaria “em pizza”, que haveria acordo entre tucanos e petistas porque os dois lados estariam igualmente envolvidos. E, supremo caradurismo, equiparou Agnelo Queiroz e Sergio Cabral a Marconi Perillo.


Colunistas do PIG como Reinaldo Azevedo, Eliane Cantanhêde, Merval Pereira e Ricardo Noblat chegaram a dizer que havia mais indícios contra Agnelo e Cabral do que contra Perillo, que, simultaneamente, diziam um inocente alvejado pelo “desejo de vingança” maligno de Lula.

O que se vê, agora, é muito diferente do que a media “previu”. Até o momento, a CPI não se voltou contra seus autores – que a mídia chegou a negar que eram os governistas, apesar da teoria da “vingança”. Pelo contrário, o que vai ficando claro é que o esquema Cachoeira era, essencialmente, demo-tucano.
Não foi preciso usar informações de fontes sobre a Operação Monte Carlo, apesar de existirem, para concluir que Carlos Cachoeira integrava a máquina denuncista da mídia contra Lula, PT e aliados. Para comprovar, basta analisar as informações que passava à revista Veja.

Durante os oito anos de Lula e o primeiro ano de Dilma, as denúncias de Cachoeira à Veja tiveram um só foco: o governo do PT e seus aliados. Ora, como é possível que estes integrassem o esquema do bicheiro se ele vivia fazendo denúncia contra governistas?

É tão simples, é tão lógico que chega a ser constrangedor ter que dizer isso. É um truísmo, uma platitude, de tão óbvio.

O que a lógica mostra, também, é que a mídia sabe muito menos sobre a Operação Monte Carlo do que insinua. Talvez menos do que blogueiros que vinham dizendo o que aconteceria, ou seja, que o desenrolar dos trabalhos faria com que recaíssem sobre a oposição.

Mas, também, sobre a mídia. Assim como havia informações de que as provas contra Perillo se amontoariam quando a CPI começasse a avançar, também se sabia o que em mais algum tempo ficará mais claro do que já está: Veja e Globo compactuaram com os crimes de Cachoeira em troca de informações que ele levantava contra o governismo.
E a cumplicidade cachoeiro-demo-tucano-midiática não para por aí. Em troca de informações contra o governo federal, contra o PT e seus aliados, alguns dos meios de comunicação acima citados publicavam matérias contra desafetos do esquema de Cachoeira.

Você leu neste e em outros blogs que Perillo iria entrar na roda, e entrou. Agora anote aí, leitor: os próximos serão Gilmar Mendes, Veja e Globo. E contra Agnelo e Cabral não verá nada de relevante simplesmente porque estão do outro lado.

Não se diz, aqui, que o governador de Brasília ou o do Rio de Janeiro são santos. Podem – eu disse, apenas, que podem – ser até dois gangsters, mas no esquema Cachoeira não surgirá nada contra eles. Simplesmente porque o bicheiro trabalhava para a oposição midiática.Blog da Cidadania

Da série descalabros do PSDB e aliados



Deu na mídia hoje (5/6): a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) teve a circulação prejudicada por três horas ontem (das 11:55 até por volta das 15 h) com os trens circulando em lentidão e maior tempo de intervalo entre as estações por causa de uma pane iniciada entre a Granja Julieta e Santo Amaro, na Zona Sul paulistana.

Justificativa para a pane que trouxe de volta o apagão tucano nos transportes públicos paulistanos: queda de energia. O sistema CPTM, vocês sabem, junto com o metrô na capital, serve a milhões de passageiros diariamente na Região da Grande São Paulo.

Vocês se lembram, também, porque vivem o drama, que entram em pane metrô e/ou trens em média duas vezes por semana. Quando não entram os dois juntos. Na semana passada, por exemplo, falhas prejudicaram o funcionamento da linha 9 da CPTM por dois dias seguidos.

Falta investimento em expansão e manutenção, dizem especialistas

É o jeito de governo tucano gerir transportes públicos. Sem priorizá-los, sem investimentos em manutenção e expansão e sem atenção para o descalabro. Mesmo que ele ocorra no metrô mais lotado do mundo, o de São Paulo, e num sistema de trens de subúrbio dos mais lotados que se conhece.

Tem mais na Folha de S.Paulo hoje (5): apesar de estarmos já no último mês do 1º semestre letivo do ano, pelo menos 20% dos alunos da rede pública municipal de ensino (mais de mil escolas) ainda estão sem o uniforme distribuido a um total de cerca de 640 mil estudantes. Na rede de escolas da Prefeitura, diz o jornal, quem mudou de colégio ou ingressou este ano ainda não recebeu o uniforme.

Justificativa da Prefeitura: a tirada de medidas desses alunos para confecção da roupa foi feita depois da realizada com os que já se encontravam na rede. Jeito de governar do prefeito paulistano Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, agora PSD), que administra a capital há oito anos em uma sólida parceria com os tucanos.

Caos no trânsito, a sucessão de recordes

No trânsito, a cidade de São Paulo registrava às 9h de hoje 161 km de congestionamento. Foi o 3º maior registrado no período da manhã neste ano, atrás apenas dos 249 km às 10h do dia 23 de maio e dos 168 km das 9h30 de 27 de abril.

Explicação da prefeitura demotucana: inúmeros acidentes, árvores caídas e mais de 30 semáforos com defeito, decorrentes das chuvas (finas) de ontem a noite, madrugada e manhã de hoje que, felizmente, não provocaram alagamentos nem enchentes.

Apenas uma constatação: apagão nos transportes e no trânsito, falência na educação e na segurança pública (leiam o post Gestão tucana: mortes causadas por PMs aumentam todos os anos). No trânsito, quem sabe se Kassab tivesse construído e reformado os 26 corredores de ônibus que prometeu na campanha de sua reeleição em 2008, a cidade teria melhorado. Mas ele os engavetou e só pouco menos de um ano antes do término de seu 2º mandato, prometeu reativar as licitações.

Publicado no Blog do José Dirceu

Não vai sobrar um demo para contar a história

O pesadelo do DEM não acaba: agora é Cesar Maia


O pesadelo do DEM não acaba: agora é Cesar Maia
Depois de seu maior expoente no Senado, Demóstenes Torres, cair em desgraça por amizade com Carlinhos Cachoeira e o presidente nacional do partido, Agripino Maia, se enrolar em escândalo de inspeção veicular no Rio Grande do Norte, ex-prefeito do Rio perde direitos políticos por 5 anos

O pesadelo do Democratas não tem fim. Depois de perder seu grande expoente no Senado e ver seu presidente nacional enrolado com esquema de corrupção na inspeção veicular do Rio Grande do Norte, o partido levou mais uma bordoada. O ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia foi condenado ontem (5) à perda dos direitos políticos por cinco anos, em processo na Justiça do Rio de Janeiro.


A ação que desembocou na condenação foi proposta pelo Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro e questionava um contrato feito em 2004 pela Rio-Urbe, uma autarquia municipal, e a Studio G Construtora Ltda para a construção da Igreja de São Jorge, na Zona Oeste da cidade. À época, a obra, que custou R$ 149.432,40, foi considerada ilícita pelo Ministério Público.


Além dos direitos políticos suspensos, Cesar Maia e outros três réus foram condenados a ressarcir os cofres públicos com o valor da obra. Ainda cabe recurso à decisão. O ex-prefeito disse ao site G1 que vai recorrer da decisão, apesar de ainda não conhecer seu teor. "Sequer sei do que se trata. Mas, como é na primeira instância, o recurso esclarecerá tudo. Aliás, como tem sido", disse Cesar Maia.Brasil 247

terça-feira, 5 de junho de 2012

A estranha história da casa vendida por Marconi Perillo

Walter Santiago diz que comprou a casa de Perillo com dinheiro vivo. O governador disse que recebeu pagamentos em cheque. Foto: Antonio Cruz / ABr

O depoimento do empresário goiano Walter Paulo de Oliveira Santiago à CPI do Cachoeira nesta terça-feira 5 deixou ainda mais delicada a situação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Santiago complicou Perillo ao afirmar que pagou 1,4 milhão de reais em dinheiro ao comprar um imóvel do governador em Goiânia, enquanto Perillo diz ter recebido o pagamento em três cheques. O imóvel é importante pois foi nele que o bicheiro Carlinhos Cachoeira, alvo primordial da CPI, foi preso pela Polícia Federal.
 
 
Em seu depoimento, Santiago admitiu ter um relacionamento pessoal com Perillo, que é padrinho de casamento de dois de seus 11 filhos. O empresário, entretanto, disse não ter negociado diretamente com o governador a compra da casa. Segundo Santiago, duas pessoas intermediaram a negociação: o ex-vereador Wladimir Garcez (PSDB) e Lucio Fiuza, um auxiliar próximo de Perillo. Inicialmente, Santiago disse não se lembrar de onde veio o dinheiro para o pagamento da casa. Depois, afirmou que era oriundo de “sobras” do faturamento da Faculdade Padrão, da qual é dono. O dinheiro teria sido emprestado, em diversas parcelas, à Mestra, empresa na qual Santiago não tem participação societária, mas que administra. De acordo com Santiago, o 1,4 milhão de reais, “uma coisica de nada” segundo suas palavras, foi entregue pessoalmente a Garcez e Fiuza, em “pacotinhos” com notas de 50 e 100 reais.


Santiago não conseguiu explicar uma série de inconsistências na transação. Em primeiro lugar, ele não explicou por qual razão a Padrão emprestou o dinheiro para a Mestra. Em segundo lugar, não explicou por que a casa, localizada em Goiânia, foi registrada em Trindade, na região metropolitana da capital de Goiás. Em terceiro lugar, Santiago também não explicou por que comprou o imóvel em julho de 2011 e deixou a casa sob os cuidados de Wladimir Garcez durante sete meses, até fevereiro deste ano, quando Cachoeira foi preso no local pela Polícia Federal. Segundo Santiago, após comprar a casa, Garcez pediu um prazo de 45 dias para desocupar o imóvel, alegando que “uma amiga” precisava de um lugar para ficar. Santiago disse desconhecer a “amiga” de Garcez, mas ao que tudo indica era Andressa Mendonça, a mulher de Cachoeira. Em quarto lugar, Santiago não conseguiu explicar quem pagou as despesas do imóvel neste período, como o IPTU e o condomínio.


A versão de Santiago é conflitante com a do governador Marconi Perillo pois este sustenta que recebeu o pagamento em cheques. Na versão de Perillo, ele recebeu três cheques, um de R$ 400 mil e dois de R$ 500 mil. Os cheques, cujas cópias foram entregues por Perillo à Justiça no fim de maio, foram emitidos pela Excitant Confecções, cuja dona é uma cunhada de Cachoeira. Ao ser pago, Perillo diz não ter atentado para o fato de a origem do pagamento ser uma empresa ligada a Cachoeira.


De acordo com a Polícia Federal, Perillo foi pago com cheques emitidos por Leonardo Almeida Ramos, sobrinho de Cachoeira. Nesta terça, Santiago negou conhecer Leonardo. “Não conheço, nunca ouvi o nome, não paguei com cheque”, disse.


PT insinua que Perillo recebeu pagamento por fora


Como vem ocorrendo desde o início, a CPI foi marcada pelo embate político entre PT e PSDB. Os deputados Carlos Sampaio e Wanderlei Macris, ambos do PSDB-SP, lideraram a defesa de Perillo. Quando Santiago estava sendo pressionado pelos parlamentares com perguntas, algumas delas repetidas diante das respostas contraditórias, eles tomaram a palavra para elogiar a postura e a disposição do empresário na CPI. Sampaio, inclusive, congratulou Santiago com um “parabéns” ao fim de seu depoimento de mais de três horas.


Enquanto isso, o PT voltava sua mira em direção a Perillo. O deputado Cândido Vaccarezza (SP) insinuou que Perillo teria recebido R$ 2,8 milhões pela casa, metade “por dentro” (em cheque) e outra metade em “por fora” (o valor em dinheiro). Durante seu depoimento, Santiago negou esta versão e afirmou que pagou R$ 1,4 milhão pelo imóvel, valor combinado com Garcez.CartaCapital

O dia em que Álvaro Botox Dias ficou calado


Depoimento de empresário à CPI do Cachoeira piora situação de Perillo



Álvaro Botox Dias é bravo que só um siri na lata quando um desafeto político seu vai depor em CPI.Hoje, durante o depoimento do Wálter Santiago, que acusa Perillo de trambicagem, Botox Dias enfio o rabinho entre o fiofó e não deu um pio, e quando deu foi para enaltecer um sujeito envolvido até a lama na cachoeira da corrupção.Esses tucanos são uns corruptos.


"Até parlamentares da oposição reconheceram que o depoimento do empresário Walter Paulo Santiago nesta terça-feira (5) piorou a situação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) na CPI mista (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados. O tucano, que falará à comissão na semana que vem, é suspeito de ter sido pago duas vezes pelo imóvel onde o contraventor foi preso em Goiânia.

Conhecido como professor Walter, ele diz ter comprado o imóvel por R$ 1,4 milhão em julho do ano passado, e pagou com notas de R$ 50 e R$ 100. Perillo tinha afirmado que recebeu três cheques de um sobrinho de Cachoeira pelo pagamento da residência. Parlamentares suspeitam que o real valor da casa era de R$ 2,8 milhões, que não teriam sido declarados integralmente à Receita Federal, e que o empresário atuava como intermediário.

“Está claro que Walter, Perillo e Cachoeira têm uma relação intensa entre si”, disse o vice-presidente da comissão, deputado Paulo Teixeira (PT-SP). “Walter parece ter atuado em alguns casos ao lado de Cachoeira e em outros, com Perillo. Nesse caso, com os dois.” O contraventor foi preso na residência em fevereiro, já com o empresário educacional como dono do imóvel. O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), se recupera de um cateterismo.

Para o deputado Ônyx Lorenzoni (DEM-RS), a situação de Perillo é “difícil” e ele “terá de se explicar à CPI”. Ele e o colega Rubens Bueno (PPS-PR) destoaram dos tucanos e questionaram Walter duramente na sessão desta terça-feira. Os parlamentares do partido do governador de Goiás evitaram questionamentos duros e elogiaram a postura do depoente. Os atuantes senador Alvaro Dias (PSDB-PR) e deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) se calaram.


"Casa das dúvidas"



Walter não esclareceu, em quatro horas de depoimento, as dúvidas dos parlamentares sobre como adquiriu a casa. Ela é de propriedade da empresa Mestra, que declarou rendimentos de apenas R$ 17 mil em 2010. Ele diz que sacou o dinheiro para pagar pelo imóvel em diversas parcelas e que não era dono da residência, embora tivesse uma opção de compra para adquiri-la para sua filha assim que ela se casasse.


 Parlamentares da CPI suspeitam que o dinheiro tenha vindo de Cachoeira, que teria pagado impostos e condomínio do imóvel por até sete meses. A PF indica que o contraventor se infiltrou em vários níveis do governo do tucano, da Secretaria de Segurança Pública ao gabinete do governador, que nega as denúncias.

Professor Walter disse que negociou apenas com o ex-vereador Wladimir Garcez, nunca com Marconi, que falará à CPI no próximo dia 12. “Foi uma transação legal e cristalina”, afirmou o empresário. No dia 13, o depoimento será do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), que também tem membros de sua gestão citados em grampos da Polícia Federal.Uol.

Altamiro Borges: Cantanhêde paparica Marta Suplicy


Durante sua gestão na prefeitura de São Paulo (2001-2004), Marta Suplicy foi alvo da oposição implacável da mídia demotucana. Jornalões e emissoras de rádio e tevê exploraram ao máximo os preconceitos das elites paulistanas contra seus projetos arrojados nas áreas de educação, transporte e assistência social, entre outros.


Mas o mundo dá voltas. Agora, os mesmos “calunistas” da mídia paparicam a ex-prefeita, afirmando que ela foi vítima de um golpe do ex-presidente Lula. O objetivo, óbvio, é estimular a cizânia!


Eliane Cantanhêde, sempre ela, a colunista da “massa cheirosa” do PSDB, escreveu hoje na Folha um artigo em “solidariedade” à ex-prefeita, que tem sido criticada por ter ser ausentado do ato de lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad no último final de semana. A bajulação chega a ser grotesca, deixando transparecer os interesses da jornalista ligada ao alto tucanato paulista.


"Linda, rica e inteligente"

“Linda, rica, inteligente, cheia de sobrenomes próprios e adquiridos, Marta Suplicy emprestou por 30 anos esse pacote paulistano quatrocentão para ajudar a edificar o PT e a ascensão de Lula. Mas, se Marta sempre gostou de Lula e foi fiel a ele, não se pode dizer que a recíproca seja totalmente verdadeira. Lula nunca morreu de amores por esta mulher tão poderosa”, afirma na coluna.


Para ela, a petista “linda, rica e inteligente” foi rifada pelo peão Lula. O ex-presidente “impôs goela abaixo” a candidatura de Fernando Haddad, que “nunca tinha sido candidato a nada, andava enrolado com os erros do Enem e era capaz de confundir Itaim Bibi com Itaim Paulista”. Dava até para processar Cantanhêde por campanha negativa em favor do amigo José Serra!


O que está em jogo em São Paulo?

Ao final do artigo, a jornalista da “massa cheirosa” ainda lamenta pelo futuro da ex-prefeita. “O PT vai usar e abusar da gestão Marta como vitrine, mas sem Marta. E ainda tripudia: ela não tem para onde correr. Primeiro, porque é inimiga quase pessoal de Serra e Kassab e, segundo, porque todo mundo que saiu do PT se deu mal. Lula isolou Marta Suplicy”.

Diante de tanta bajulação e “solidariedade”, a ex-prefeita deveria ficar esperta. Quais são mesmos os objetivos da mídia demotucana, que sempre satanizou sua gestão na prefeitura? A quem interessa estimular esse clima de cizânia e intrigas? Mais do que projetos pessoais, a disputa em São Paulo ajudará a definir o futuro da principal cidade do país e – de quebra – do próprio país!

Deu na CNN

Brasil é o país "onde os empregos estão", afirma CNN




Morram de inveja, tucanos corruptos.O Brasil da era Lula é infinitamente melhor que o da era FHC.


Uma reportagem publicada no site da rede de TV norte-americana CNN no fim de maio se somou aos inúmeros analistas que apontam o Brasil como a “bola da vez” no mercado de trabalho global, especialmente com o cenário de crise nos Estados Unidos e na Europa.


“Há apenas 10 anos, profissionais brasileiros deixavam o país em busca de melhores empregos e maiores salários no exterior. Mas hoje em dia, trabalhadores qualificados de todo o mundo estão desembarcando no Brasil à procura de trabalho”, diz a correspondente do canal em São Paulo.

 
A matéria exalta o fato de a economia brasileira ter ultrapassado à britânica no ano passado, se tornando a sexta maior do mundo, além da explosão do mercado interno de consumo, com a ascensão de milhões de pessoas à classe média.


Na contramão dos países desenvolvidos, o desemprego no Brasil está no nível mais baixo da história – em torno de 6% –, mas o país ainda enfrenta dificuldades para suprir a demanda por mão-de-obra qualificada, o que, segundo a CNN, é uma oportunidade para jovens profissionais.


A reportagem ouviu um brasileiro cuja família migrou para os Estados Unidos nos anos 1990. Após se formar em Harvard, Jonathan Assayag voltou para o Brasil atraído por melhores oportunidades. Ele não manter uma empresa de tecnologia que abriu na região do Vale do Silício, na Califórnia.


Segundo a CNN, o número de brasileiros retornando ao país dobrou na última década, e eles vêm acompanhados de estrangeiros, em especial empresários e executivos de grandes empresas – o número de trabalhadores de outros países que chegam ao Brasil cresceu 57% no mesmo período.Uol.

MP é acusado de proteger irmão de Demóstenes



O Ministério Público de Goiás (MPGO) tirou das mãos de uma promotora de primeira instância investigação sobre o próprio chefe da instituição, o procurador-geral de Justiça do estado, Benedito Torres, irmão do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), um dos investigados pela CPI que apura as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários. De acordo com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o senador “intermediou interesses” do contraventor Carlos Augusto Ramos no Ministério Público de Goiás.


Na semana passada, as promotoras de Justiça Fabiana Zamalloa e Marlene Nunes passaram a investigar atos de improbidade administrativa de várias autoridades citadas nos autos da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Uma delas, o próprio chefe, Benedito Torres. Mas, na sexta-feira (1º), o decano da instituição, Pedro Tavares Filho, – que substitui Torres, por ele estar impedido de atuar nos casos relacionados a Cachoeira – chamou para si a investigação. Além de procurador mais antigo, Pedro é membro da Corregedoria. Ao contrário do que reclamam colegas nos bastidores do MPGO, ele disse que a medida não serviu para proteger Benedito. “Eu fiz isso com base na lei”, argumentou ao Congresso em Foco, na tarde de segunda-feira (4).


Numa instituição que hoje se divide entre os aliados de Benedito e os que querem ao menos vê-lo afastado da chefia, a postura de Pedro Tavares Filho não foi tão bem recebida. O promotor Fernando Krebs, que investiga os contratos da empreiteira Delta no estado, acredita que a medida fere, mais uma vez, a credibilidade do Ministério Público goiano. “A decisão é manifestamente inconstitucional e rasga a credibilidade que o Ministério Público de Goiás havia readquirido”, criticou. “Quando o decano pratica ato inconstitucional, dizendo que é ele que vai investigar o chefe, está dando a ele um tratamento privilegiado”, reclamou Krebs.


Num primeiro contato na semana passada, a promotora Fabiana Zamalloa disse que iria se manifestar sobre o caso apenas na segunda-feira, mas ontem (4) ela não retornou os contatos do site. Marlene Nunes também não retornou os recados do site.


Pedro disse que sua atitude não é inconstitucional até porque, diz ele, somente o Supremo Tribunal Federal poderia fazer tal juízo. Ele afirma que baseou sua decisão na Lei Orgânica Nacional do Ministério Público, que, segundo ele, diz que só um procurador de Justiça poderia investigar o procurador-geral de Justiça. Mas os críticos dele lembram que, em casos de improbidade administrativa, não existe foro privilegiado.


Intermediação


O irmão de Demóstenes Torres passou a ser investigado no Ministério Público porque também é mencionado nas investigações das Operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal. Há um grampo no qual Demóstenes promete a Cachoeira marcar uma reunião entre seu irmão e o vereador Elias Vaz (PSOL) para que ele explicasse a posição do Ministério Público sobre o parque Mutirama, em Goiânia. O Mutirama é um parque de diversões no centro de Goiânia, cujas obras de reforma estão sob suspeita. A pedido do Ministério Público Federal, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 55 milhões por irregularidades nas obras do local. Outros grampos feitos pela PF nas investigações mostram interesse de Cachoeira pelas obras do parque. “Cê podia tentar com o Benedito agora de manhã com ele”, sugere o bicheiro em 23 de agosto de 2011, às 9h07. Demóstenes responde: “Vou ligar lá. Te ligo ai daqui a pouco”.


Em outra menção, no dia 20 de maio de 2011, o então diretor da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, pergunta a Cachoeira se ele falou com Demóstenes sobre “o negócio do promotor Rodney [Silva, coordenador do gabinete de Gestão Integrada]”. O bicheiro responde dizendo que vai ligar para o senador porque ele está junto com o irmão, o procurador-geral de Justiça, Benedito Torres.


Em 18 de maio de 2011, o próprio Benedito é grampeado. Ele recebe ligação do delegado da PF Deuselino Valadares, afastado da corporação, por ser acusado de atuar em conjunto com a organização de Cachoeira. De acordo com o resumo do diálogo, os dois conversam sobre “trabalho que está sendo desenvolvido” e marcam uma reunião para o dia seguinte.


Provas que virão


Em nota no site do MPGO, Benedito Torres disse que a investigação contra ele se baseia em notícias “devidamente contestadas, no tempo certo, com provas”. O procurador-geral ainda ameaçou os jornalistas que publicaram reportagens sobre o tema. “No tempo oportuno, todas as medidas jurídicas cabíveis serão adotadas sobre o que foi publicado deturpada ou indevidamente a meu respeito”, afirmou ele na nota.

Quem te viu, quem TV

No dia 5 de junho de 1983, há exatamente 29 anos, estreava aquela que seria a primeira pedra no sapato da toda poderosa Rede Globo, a TV Manchete, fundada no Rio de Janeiro pelo empresário gráfico ucraniano, naturalizado brasileiro, Adolpho Bloch. A Manchete entrou no ar cheia de novidades.


Para começar, o cenário de seu principal telejornal foi o primeiro a ter como fundo imagens de monitores com os profissionais da técnica trabalhando ao vivo. Além disso, o design futurista do ambiente , incomodou o visual tradicional e monocromático dos telejornais da Globo que passou a olhar com olhos mais preocupados para a nova emissora que estava nascendo em berço de ouro.


Sua sede no Russel também foi motivo de comentários e de curiosidade. Afinal, ela ficava num ponto privilegiado do Rio. Na praia do Flamengo bem em frente a um dos principais cartões postais da cidade maravilhosa, o Pão de Açucar. Todas as empresas Bloch já funcionavam no prédio e a TV passou a ter alguns andares dedicados às suas instalações.


Em 1984, um ano depois de sua estréia, a Manchete teve uma importante vitória em seu objetivo de incomodar a supremacia da Globo. A emissora dos Bloch conseguiu a exclusividade da transmissão dos desfiles das escolas de samba no ano de inauguração do Sambódromo, depois que a Globo desistiu por não aceitar as regras impostas pelo governo Leonel Brizola.


E a Manchete não parou mais. Foi destaque em novelas como Pantanal e fez a diferença botando uma programação diferenciada no ar, de musicais a noticiários, programas esportivos, entrevistas, debates e até humorísticos. Tudo com acabamento esmerado e conteúdo de qualidade. Seus funcionários eram de uma dedicação memorável. Vestiam a camisa da Manchete com orgulho e garra de estarem enfrentando, e incomodando, o Golias do Jardim Botânico.


Mas o tempo passou, vieram dificulades financeiras e administrativas e a emissora dos Bloch acabou fechando suas portas no dia 5 de maio de 1999 para tristeza tanto dos telespectadores quanto de quem trabalhava lá. Muitos ficaram sem receber e foram à justiça reclamar seus direitos sem sucesso.


Em novembro do mesmo ano de 1999, os empresários Amilcare Dalevo e seu sócio Marcelo de Carvalho assumiram a concessão da emissora do Russel, levando a sede para São Paulo, deixando os funcionários da ex- Manchete no Rio a ver navios. Os novos donos alegam que nunca assumiram o compromisso de bancar o passivo trabalhista da emissora.


E o que era Manchete virou Rede TV. Depois de muitas promessas, próprias de quem está iniciando algum projeto, a Rede TV não aconteceu. A emissora investiu numa sede com tecnologia de ponta, tornando-se uma das mais modernas do país. Seu conteúdo, entretanto, só conseguia alguns pontos de audiência com uma programação de baixo nível. Ninguém é capaz de se lembrar de algum programa de qualidade na Rede TV. Pra se ter uma ideia, seu programa de maior audiência e faturamento era o Pânico. Era, porque agora o programa se transferiu para a Bandeirantes. Inventou um tal de Saturday Live, mas tudo indica que não vai decolar, segundo análise da mídia especializada.


Na busca pela audiência a qualquer preço, a Rede TV não faz por menos, apela para o baixo nível, mesmo sabendo que as experiências anteriores não deram certo. Abriu espaço para um terror de audiência, um tal de “Sexo a Três”. Pode alguma emissora séria ter um programa com esse nome?


O que vai acontecer com a Rede TV ninguém sabe. Mas é preciso que o público saiba qual o critério de concessão de canais de televisão. Tem o governo poderes para cobrar qualidade de programação das emissoras, com punição que pode ir até a cassação do canal? Pelo visto, se existe alguma cláusula nesse sentido, ela é ignorada pelas autoridades.


É uma pena que, ao olhar para trás e lembrar do que foi a Manchete, o público e todos aqueles que nela trabalharam só tenham a lamentar o triste destino do que foi um grande projeto de televisão.


Leila CordeiroComeçou como repórter na TV Aratu, em Salvador. Trabalhou depois nas TVs Globo, Manchete, SBT e CBS Telenotícias Brasil como repórter e âncora. É também artista plástica e tem dois livros de poesias publicados: "Pedaços de mim" e "De mala e vida na mão", ambos pela Editora Record. É repórter free-lancer e sócia de uma produtora de vídeos institucionais, junto com Eliakim Araujo, em Pembroke Pines, na Flórida.Direto da Redação

Dilma diz que governo tem “arsenal de medidas” para enfrentar crise mundial


Wilson Dias/ABr
 
A presidenta Dilma Rousseff disse nesta terça-feira (5) que quem apostar na crise financeira internacional “vai perder de novo” e que o governo brasileiro tem um “arsenal de medidas” para enfrentá-la. Dilma disse ainda que nos próximos meses o Brasil irá crescer.
 
“Essa nova onda que vem do exterior não pode derrotar os povos do mundo. Sistematicamente tomaremos medidas para expandir o investimento público, estimular o investimento privado e o consumo das famílias. O Brasil vai se manter no rumo, as medidas estão sendo tomadas e ainda temos um arsenal de providências que serão adotadas, quando necessárias”, disse ao discursar na cerimônia de celebração do Dia do Meio Ambiente.
“Enfrentamos a crise de 2008 e 2009 com crescimento econômico, estímulo ao consumo e à produção, com geração de emprego e renda. Agora vivenciamos a segunda onda dessa crise internacional e, podem ter certeza, saberemos enfrentar essa experiência com mais sabedoria e com melhores instrumentos”, completou Dilma.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou, no último dia 1º, o crescimento de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, no primeiro trimestre deste ano. O desempenho foi considerado fraco.
Entidades como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) consideraram que o baixo crescimento do PIB indica que economia brasileira não conseguirá se recuperar este ano.
Com informações da Agência Brasil

A conexão goiana


Gilmar Mendes está demonstrando dificuldade em entender a realidade, em aceitar o jogo democrático que exige, como fundamento maior, a liberdade de expressão, que se concretiza na pluralidade da informação e de opinião. Essa dificuldade, se não for logo vencida, dará suspeição às decisões que ele tomar como juiz do STF.


Os meses a vir pedem aos homens públicos responsáveis, de todos os partidos, a combinação da firmeza com a paciência, a fim de conduzir a campanha e o pleito municipal deste ano. A oposição, instigada pelo julgamento do processo conhecido como mensalão, se encontra açulada por alguns de seus líderes menos sensatos. O presidente Lula, acossado pelos inimigos e em convalescença de um tratamento penoso, não se tem contido diante dos ataques que recebe e fez algumas declarações apressadas, como ocorreu em recente programa de televisão. Na Comissão Parlamentar de Inquérito sobre os negócios de Carlos Cachoeira, parlamentares perdem a compostura, e usam de linguagem chula e repulsiva, provocados pelo soberbo silêncio dos depoentes, entre eles o Senador Demóstenes Torres.

Os diálogos ásperos são normais nas casas parlamentares, desde que elas existem. Os registros do Senado Romano mostram como os debates já se valiam, naquele tempo, da ironia e do insulto – que deviam soar mais ferinos no latim republicano. A Câmara dos Comuns, a partir do confronto com os Stuarts, na primeira metade do século 17, reproduzia a linguagem vulgar dos pubs e das margens do Tamisa. No século seguinte, principalmente durante o reinado de George III, os insultos faziam parte habitual dos debates na Câmara dos plebeus. Entre os lordes, é claro, a coisa era outra: estavam todos de acordo contra o povo.

Em uma comissão parlamentar de inquérito, os ânimos são mais acesos. Mas conviria, tendo em vista a conjuntura política e econômica mundial, que os membros do comitê investigatório se contivessem em sua linguagem, na mesma medida em que se empenhassem, seriamente, na busca da verdade. O momento pede a coesão nacional, mas ela não pode ser construída na tolerância com o crime.


Estamos diante de uma oportunidade singular, a de separar o que é público do que é privado na sociedade brasileira. Ainda que não consigamos tudo, alguma coisa que se consiga irá contribuir para a evolução positiva da democracia republicana em nosso país.


O Sr. Gilmar Mendes continua arrostando a paciência nacional. A ligeireza com que acusa e com que retifica suas versões demonstra que o Ministro não está segurando as rédeas do raciocínio – e, em seu caso, não existe a atenuante de um agressivo tratamento de saúde.


Ainda agora ele mesmo revela que interferiu na autonomia do poder executivo, ao solicitar do Ministro da Fazenda que proiba a Caixa Econômica de anunciar em blogs independentes na internet. Como tive a oportunidade de escrever, em minha coluna no JB – reproduzida pelos blogs que ele quer silenciar – o ministro Gilmar Mendes não é uma instituição, não é o STF. E sua visita ao Ministro da Fazenda, com esse objetivo, é, sim, intromissão em outro poder e pode ser vista como intimidação. Todos os grandes veículos de comunicação do país recebem anúncios – e em valor e volume muito maiores do que a totalidade dos blogs – e exercem forte oposição ao governo. Tanto é assim que a presidente da Associação Nacional dos Jornais, Judith Brito, disse que a imprensa – os jornais que ela representa – desempenha o papel de um partido de oposição que, em seu juízo, não existe no Brasil.


Gilmar Mendes está demonstrando dificuldade em entender a realidade, em aceitar o jogo democrático que exige, como fundamento maior, a liberdade de expressão, que se concretiza na pluralidade da informação e de opinião. É claro que essa dificuldade, se não for logo vencida, dará suspeição às decisões que ele tomar como juiz do STF.

Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.

Negócio nebuloso liga Walter, Perillo e Cachoeira


Veja só como são as coisas.Por muito menos que isso José Dirceu corre o risco de ser condenado.


Negócio suspeito liga Walter, Perillo e Cachoeira
Documentos entregues na CPI e obtidos em parte pelo 247 dão notícia de um negócio cheio de artimanhas, e muito suspeito, que envolve área nobre no centro de Goiânia; é a ligação definitiva de Walter Paulo, Marconi Perillo e Carlos Cachoeira; estão todos no mesmo negócio


Um obscuro negócio envolvendo o mais tradicional clube de Goiânia, o Jóquei Clube, com área no centro de Goiânia, estabeleceu ligação direta entre o contraventor Carlinhos Cachoeira e o empresário Walter Paulo, dono da Faculdade Padrão e da casa que era do governador Marconi Perillo (PSDB) e onde o próprio Cachoeira acabou preso pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo.


Walter Paulo sustentou que a sua faculdade arrendou a área. A negociação, porém, não é clara. Parte de outro documento obtido pelo 247 fala em "contrato de parceria" envolvendo o presidente do clube, Joaquim Divino Rodrigues Naves, e também Ebraim Oliveira Arantes e Alex Marcório Santiago, filho de Walter Paulo, que por sua vez assina como testemunha junto com o prefeito de Nerópolis, Gil Tavares.


Outro documento de posse do 247 mostra mais coisa: parte de um depoimento do empresário Walter Paulo à Polícia Civil em que ele nomeia Alexandre Arantes "como encarregado e responsável por todas as negociações" envolvendo o Jóquei Clube, e que o mesmo Alexandre tinha poder para fazer pagamentos combinados em nome da Sociedade de Educação e Cultura de Goiás.


O documento mostra de forma clara a relação de Walter Paulo com Alexandre, que assina recibo no valor de R$ 2.435.000,00, em 2008, fruto da transação ocorrida entre a Sociedade e o Jóquei Clube. O dinheiro tinha destino certo: Joaquim Divino Rodrigues Naves, Ebrain Arantes, Gil Tavares e Carlos Cachoeira.


A CPI recebeu os mesmos documentos, ao que parece, e eles serão agora analisados e periciados. Eles passam a engrossar as suspeitas de ligações de Walter Paulo com Cachoeira e a verdadeira natureza da negociação da casa que era do governador.


Confira o recibo:



Fonte:Brasil247

 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Marconi Perillo cada vez mais se afunda na cachoeira da corrupção

Perillo “me pagou 40 mil em dinheiro”, diz jornalista


Ao SBT, Luiz Carlos Bordoni faz novas acusações contra governador de Goiás



O telejornal “SBT Brasil” apresentou hoje (4.jun.2012) uma entrevista realizada ontem (3.jun.2012) com o jornalista Luiz Carlos Bordoni, responsável pela propaganda eleitoral de Marconi Perillo (PSDB) no rádio em 2010, quando o tucano se elegeu governador de Goiás.



Nessa entrevista, Bordoni avançou nas acusações que faz contra o tucano. Além de confirmar que uma empresa do esquema de Carlos Cachoeira foi usada para pagar os serviços durante campanha do governador goiano, agora Bordoni diz também ter recebido R$ 40 mil das mãos do próprio Perillo, em dinheiro.
Eis um trecho do diálogo entre a reportagem do “SBT Brasil” e Bordoni:

Bordoni – Em dinheiro. O senhor governador, candidato na época, me pagou adiantado 40 mil reais, em dinheiro.


SBT Brasil – Isso legal ou via caixa dois? Esse pagamento está declarado?


Bordoni – Não sei se ele declarou, só sei que eu recebi. Eu fiz um acerto com ele, que eu iria trabalhar e fazer a campanha e ele me deu um adiantamento de 40 mil reais.}


SBT Brasil – Em dinheiro, em espécie, nas suas mãos direto do governador Marconi Perillo?


Bordoni – Das mãos dele, do candidato Marconi Perillo, no escritório político dele.


SBT Brasil – Em 2010?


Bordoni – Em 2010, inclusive eu estava na ante sala dele aguardando juntamente com um advogado da campanha dele. e na sala dele tinha até um prefeito do interior, que ele estava atendendo com algumas lideranças. Quando ele chamou e me chamou pro fundo, na copa, atrás da mesa dele e me passou o dinheiro. 9’25″
Essa entrevista de Bordoni deve aumentar ainda mais a temperatura na CPI do Cachoeira. O jornalista parece seguro de suas afirmações, ao “SBT Brasil”, afirmou:


“Eu peço desde já, publicamente, que se quebre o sigilo telefônico meu (…) e do próprio governador Marconi Perillo, para ver quem está falando a verdade nessa história”.


(este texto foi publicado às 19h30 e atualizado às 20h15)


Fonte:Uol

Serra ataca ônibus e defende obras viárias em São Paulo

José Serra defende o Rouboanel porque é uma fonte de corrupção.


O candidato a prefeito de São Paulo José Serra (PSDB) deu uma declaração preocupante nesta segunda-feira (28). Em debate organizado pelo Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) sobre o livro "O Triunfo das Cidades", do economista americano Edward Glasser, Serra manifestou da seguinte maneira uma de suas discordâncias com o livro, segundo matéria publicada pelo Uol:


“‘Discordo de Glasser quando ele fala em investimentos em ônibus. Em São Paulo, mais linhas de ônibus vão engarrafar a cidade’, disse Serra. Como alternativas, ele defendeu obras viárias visando a "desafogar" o centro da cidade, como o Rodoanel, em São Paulo, e também a ampliação do metrô e trens urbanos na capital paulista", diz a reportagem.


Preocupa que um candidato a prefeito tenha uma visão tão equivocada sobre os desafios da maior metrópole do Brasil na questão da mobilidade. O investimento em transporte público é uma necessidade e uma realidade em cidades de todo o mundo – e não apenas em sua versão sobre trilhos.
Os ônibus trazem inúmeras vantagens para qualquer cidade, como mostram números do consultor de tráfego e transportes Horácio Augusto Figueira: um ônibus convencional transporta 35 pessoas sentadas e ocupa 15 metros de uma faixa de tráfego. Considerando a média de 1,4 pessoa por automóvel – 70% dos carros levam apenas o condutor –, são necessários 25 carros para atender ao mesmo contingente. E, com seis metros cada um, em média, ocupam 150 metros de faixa, dez vezes mais do que um ônibus. Não há como negar esse fato sem negar a matemática.


A solução apresentada por Serra é equivocada, mas não chega a ser surpresa: mais e mais obras viárias. Questão de coerência. Em abril de 2010, o então governador Serra inaugurou duas obras de envergadura: a ampliação da Marginal Tietê e o trecho Sul do Rodoanel, com custos de, respectivamente, R$ 5,03 bilhões e R$ 1,3 bilhão. No momento da inauguração, estimativas do Executivo estadual previam redução de até 12% nos índices de congestionamento da cidade. A realidade, no entanto, foi bem diferente: um ano depois, a média no pico da manhã já alcançava 104 quilômetros de lentidão, 18% maior do que antes das obras.


O que existe e deve ser encarado é uma disputa pela democratização da mobilidade, que significa também uma democratização do acesso à cidade. Os transportes públicos favorecem muito mais gente e devem ter prioridade nas vias, como é, aliás, preconizado pela nova Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), à qual os municípios têm dever de obedecer.


Nesse sentido, a frase de Serra revela também pelo não dito: seu lado. Mostra que o candidato não pretende de forma alguma perturbar o sossego dos donos de carro, mesmo que a grande maioria da cidade pague a conta.Rede Brasil Atual

São Paulo caminha a passos largos para a decadência

São Paulo caminha a passos largos para a decadência
              
Por: Thalita Pires, Rede Brasil Atual
           
Estou voltando hoje ao comando deste blog, depois de 5 meses de licença-maternidade. Nesse tempo, diversas discussões ligadas ao planejamento urbano ocorreram pelo país, especialmente no contexto da preparação do país para a Copa de 2014. Mas hoje o foco é em São Paulo, nossa maior metrópole, que, para o bem e para o mal (nos últimos tempos mais para o mal) é o modelo de urbanização seguido pelas outras metrópoles.


A cidade em que nasci e morei por quase 27 dos meus 30 anos está pior que há 5 meses, e no fim do ano estará pior do que hoje. Estou no Rio de Janeiro e é com pesar que digo aos cariocas que, da maneira como está, não tenho nenhuma vontade de viver em São Paulo novamente. Não que o Rio seja um paraíso urbano, longe disso.


Esse período em que apenas observei, sem precisar noticiar os fatos, ajudou a retomar uma perspectiva mais ampla do que acontece com São Paulo. O caminho para a decadência urbana não tem um ponto de partida fácil de identificar, mas que a direção das ações públicas na cidade está equivocada, disso não há dúvidas. A insistência em um modelo urbano voltado para o carro é velha conhecida nossa, mas não é mais justificável em um momento em que a produção de conhecimento por universidades, think tanks, ONGs e outras entidades está voltada para novos modelos. As alternativas existem e são aplicáveis.


Nosso prefeito está dando mostras de que em momento algum deixou de atender aos interesses da indústria imobiliária, a qual está ligado desde a década de 80, quando atuou no Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi) e no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci).


Traduzindo, na era Kassab é mais fácil construir um prédio em São Paulo do que ser atendido pelo 156 para descobrir o itinerário de uma linha de ônibus. Bairros inteiros são levantados em grande velocidades, sem qualquer preocupação com a mobilidade, com o meio ambiente, com a justiça social ou com a saúde da população. Exemplos não faltam: Vila Nova Leopoldina, Chácara Santo Antônio e Morumbi Sul são apenas alguns deles.


A parada quase completa de investimentos em transporte público também mostra que os interesses do prefeito estão longe de corresponder aos da cidade. A multiplicação de obras viárias é de envergonhar qualquer um que pense em mobilidade nas metrópoles hoje. Em toda a gestão Sera/Kassab apenas o Expresso Tiradentes (no lugar nunca terminado Fura-Fila de Celso Pitta) foi inaugurado, em 2007. A obra liga o Terminal Parque Dom Pedro ao Sacomã.


Os planos mudaram, o corredor virou monotrilho, que deveria ficar pronto até o final deste ano, mas já se sabe que não sairá antes de 2014. Mesmo que estivesse pronto, seria uma contribuição ridícula para o sistema de ônibus em uma gestão de 8 anos. Além disso, há cada vez mais restrições para o trânsito de caminhões na cidade (para aumentar o espaço para os carros e dar a sensação de que o trânsito diminuiu) e os ônibus fretados não podem circular nas vias de maior demanda.


Outro ponto a se destacar é que, enquanto fica cada vez mais permissiva para grandes investidores, São Paulo se torna mais proibida para a população. Os bares têm que fechar a uma da madrugada; os ambulantes, mesmo os registrados, estão sendo expulsos; os moradores de rua perseguidos; a comida de rua proibida. É como se uma onda de moralismo tacanho e burro digna do Tea Party americano assolasse a cidade, capitaneada pela Prefeitura. Infelizmente, no campo dos costumes o paulistano médio acompanha a mentalidade de seu governante, mas isso não é desculpa para a prática do higienismo. Democracia não deveria se confundir com ditadura da maioria.


Todos esses temas serão desenvolvidos aqui no blog, especialmente no contexto das eleições municipais deste ano. É preciso apontar a cidade que queremos com informação e debate e pressionar os candidatos a tomarem posição diante de temas importantes. Sem isso, continuaremos reféns de interesses que sequer conhecemos.
Agradeço ao meu amigo Nicolau Soares, que me substituiu por esses cinco meses, por manter a discussão sobre as cidades rolando por aqui.