segunda-feira, 4 de março de 2013

Ricardo Noblat é um bundão


Um dos textos de hoje de Ricardo Noblat está recheado de imprecisões, equívocos e falta de conhecimento.

 
Segundo Noblat, Lula e Eduardo haviam combinado que o deputado Maurício Kands (PT) seria o candidato dos dois a prefeito de Recife. O PT controlava a prefeitura há 12 anos. Um dia, Eduardo soube que Lula anunciaria a candidatura a prefeito do senador Humberto Costa (PT). Foi nessa ocasião que a boa relação entre os dois começou a ir para o buraco. Eduardo isolou o PT e elegeu um prefeito do PSB.Em primeiro lugar Noblat erra o nome do político citado, o nome correto é Maurício Rands e não é mais do PT.Rands renunciou ao mandato de deputado federal porque queria porque queria ser o candidato do PT na eleição de 2012.Como perdeu nas prévias para João da Costa, preferiu deixar o PT e apoiar o candidato escolhido por Eduardo Campos.A bem da verdade, Eduardo Campos queria Maurício Rands porque ele é primo de sua mulher, Eduardo adora ajudar parente.

 
Diz mais Noblat, desde então Eduardo e Lula nunca mais se viram ou se falaram.Mentira! Depois daquele episódio Lula e Eduardo se encontraram umas três vezes, no Instituto Lula tem até fotos de um dos encontros.

 
DE LÁ PARA cá, tudo desandou sob a condução do presidente emérito. Lula apertou os irmãos Gomes (Cid, governador do Ceará, e Ciro) para que ameaçassem abandonar o PSB. Sem candidato forte ao governo de Pernambuco, o PT acenou para Fernando Bezerra Coelho, Ministro da Integração Nacional por indicação de Eduardo. Fernando lançou uma nota de quatro magras linhas negando os acenos.O PT tem candidato forte, sim, para disputar o governo de Pernambuco, trata-se de João Paulo, o prefeito que teve a maior aprovação de todos que governaram o Recife, cuja aprovação chegou a 65% de bom e ótimo no final de seu governo.Ricardo Noblat não conhece nada da política de Pernambuco.
 
Por fim, afirma Noblat, Eduardo mete muito medo no PT. A pecha de direitista, privatista e anti-Lula não gruda nele. É preciso, portanto, sufocá-lo logo de saída. Todas as armas serão usadas para isso.Não, Noblat, o PT não tem medo de Eduardo Campos.Primeiro, Campos só é conhecido em Pernambuco, depois o adversário mais forte do o PT em 2014 será o PiG.Eduardo não pode ser acusado de direitista, mas logo, logo chega lá.A aliança feita com Jarbas Vasconcelos é a prova cabal que Eduardo anda flertando com a direita.A pecha de privatista já está grudando em Eduardo, sim.Eduardo privatizou a saúde, privatizou a COMPESA, privatizou estradas, privatizou presídio.Quanto a ser anti-Lula, aos olhos dos pernambucanos Eduardo também virou um candidato anti-Lula, afinal, Lula foi o presidente que mais investiu em Pernambuco e, não obstante, Eduardo Campos não reconhece isso.O povo de Pernambuco sabe como FHC tratou Jarbas, sabe como FHC tratou Miguel Arraes, avô de Dudu traição.
 
Na verdade, Ricardo Noblat tem interesse na candidatura Eduardo com o objetivo de ele conseguir uma boquinha para a publicitária Rebeca, a sua mulher, envolvida em corrupção.Noblat sabe que Dudu vai precisar muito de marketing, e disso Rebeca entende muito bem, tanto é que foi pega com a mão na massa.

domingo, 3 de março de 2013

A volta do cipó de aroeira

A VOLTA DO CIPÓ DE AROEIRA

Dizem que o Merval ouviu alguns gritos de FDP ontem, aqui no Rio.

Não que eu considere que esses atos se justifiquem. Mas...

Vamos falar sério. Não dá pra aturar esses cães raivosos da imprensa virem posar de vítimas quando sofrem algum tipo de confrontação, digamos, mais enérgica, em resposta à postura parcial e tendenciosa que eles marcam todos os dias em seus jornalões. Como pode um Merval Pereira que incita a antipatia de pelo menos 80% da população brasileira querer vir se passar de vítima da “intolerância da militância petista”? O cara, todo santo dia, destila seu ódio e seus preconceitos mais rançosos contra um governo que é apoiado pela absoluta maioria da população. O cara, todo santo dia, desfere ataques infundados contra a liderança política mais admirada deste país. E, quando os apoiadores desse governo que ele critica todo dia e os admiradores desse líder que ele ataca todo dia resolvem externar seu descontentamento, ele vai querer chamar isso de intolerância? Pô, intolerância é a dele em não saber conviver com o contraditório. Intolerante é ele por achar que pode falar sem ter que ouvir a outra parte!

Aí me dirão que ele apenas expôs suas opiniões no papel e que os que o xingaram praticaram gestos ofensivos. Uai, então a gente vai ter que pingar alguns is antes de prosseguir nessa conversa porque, afinal de contas, o buraco é bem mais embaixo. O que vocês queriam então? Existe algum meio de, neste país, se fazer uma confrontação, de igual para igual, com a imprensa monopolista?

O que impera hoje no Brasil, em matéria de liberdade de expressão, é a lei da selva. Alguns leões podem rugir à vontade. Os outros bichos, que não têm condições de medir força com os leões, que se calem. Ora, é legítimo que em algum momento os outros habitantes dessa selva se insurjam contra essa ordem animalesca e entornem toda a agressividade sufocada pelo exercício arbitrário que os leões fazem de seu poder, não é não? Não é compreensível que os menores sintam raiva dos grandes que os oprimem?

Para quem considera que tenha faltado “etiqueta”, “bons modos”, “civilidade” aos que chamaram o Merval Pereira pelo seu verdadeiro nome, isto é, FDP, eu respondo que é assim que as coisas funcionam na selva. Se o Sr. Merval ficou ofendido e se os seus colegas milicianos dessa imprensa golpista e corporativa quiserem tomar as suas dores, esta será uma excelente ocasião para propormos a seguinte reflexão: por que não civilizar o acesso aos meios de comunicação no Brasil? Não dá pra exigir civilidade em meio à selvageria, mas se estabelecermos um ambiente de fato civilizado, aí sim, será possível travar esse enfrentamento de posições em outros termos.

Sair às ruas, promover apitaços, passeatas com cartazes, faixas e placas, debaixo de sol quente ou de chuva é um gesto agônico a que devemos recorrer todos nós, os sem mídia. Quem dispõe de espaço num jornal ou revista de circulação nacional, ou mesmo em telejornais de emissoras cujo sinal alcança todo o território nacional não precisa encarar o desconforto de uma passeata, de uma marcha ou de um panelaço ou coisas que o valham. Basta fazer como o Sr. Merval: escrever todos os impropérios que quiser e aguardar a publicação.

Se, nós, os 80% que apoiamos o atual governo dos trabalhadores dispuséssemos de canais de imprensa capazes de difundir nossas idéias, nossas propostas, nossa visão de mundo, nossas opiniões e, evidentemente, nosso descontentamento e contraponto em relação àquilo que é dito pelos veículos tradicionais da mídia oligopolista, realmente nós não precisaríamos praticar atos “mal-educados” como esse que, DIZ-SE, aconteceu ontem aqui no Rio.

Se fosse outra a realidade, que nos permitisse uma condição de igualdade na disputa pela audiência do público e da formação da opinião pública, definitivamente seria condenável xingar o Sr. Merval no meio da rua. Mas se nós não dispomos de acesso aos meios de comunicação, que estão concentrados nas mãos de meia dúzia de famílias que falam sozinhas e silenciam todos os que pensam diferentemente delas, de que modo podemos falar ao Sr. Merval do desprezo que sentimos por ele?

Não sei se o que foi alegado por ele realmente aconteceu. Ele pode perfeitamente estar criando um factóide. Até porque não significa que quem o tenha xingado seja necessariamente petista. Mas, convenhamos, se realmente ocorreu o que ele disse ter acontecido, e se ele não gostou, então vamos abrir espaço para o diálogo. Vamos criar condições para que as vozes hoje sufocadas possam ser ouvidas. Se querem que os descontentes com a imprensa se comportem civilizadamente, é preciso antes pôr fim à selvageria que hoje é praticada pelas grandes empresas de mídia desse país (Globo, Grupo Folha/Uol, Grupo Estado e Grupo Abril). Quando elas deixarem de se comportar como leões vorazes, os que hoje sofrem com a exclusão midiática e com a falta de acesso aos meios de comunicação para exporem suas ideias não acumularão toda essa carga de descontentamento que inevitavelmente em algum momento termina por entornar. 

Cobrem civilidade apenas depois de instaurada a civilização. Enquanto as empresas monopolistas praticarem a lei da selva, e se beneficiarem dela, elas não poderão questionar as reações “mal-educadas” que vierem a ter que enfrentar.

Por isso, é inadiável que a sociedade brasileira exija de seus representantes no Congresso Nacional que se faça cumprir a Constituição Federal. É imperativo e urgente que se aprove o Marco Regulatório das Comunicações no Brasil. O Marco Regulatório será esse marco civilizatório de que tanto estamos precisando.
 
 
Dizem que o Merval ouviu alguns gritos de FDP ontem, aqui no Rio.

Não que eu considere que esses atos se justifiquem. Mas...

 Vamos falar sério. Não dá pra aturar esses cães raivosos da imprensa virem posar de vítimas quando sofrem algum tipo de confrontação, digamos, mais enérgica, em resposta à postura parcial e tendenciosa que eles marcam todos os dias em seus jornalões. Como pode um Merval Pereira que incita a antipatia de pelo menos 80% da população brasileira querer vir se passar de vítima da “intolerância da militância petista”? O cara, todo santo dia, destila seu ódio e seus preconceitos mais rançosos contra um governo que é apoiado pela absoluta maioria da população. O cara, todo santo dia, desfere ataques infundados contra a liderança política mais admirada deste país. E, quando os apoiadores desse governo que ele critica todo dia e os admiradores desse líder que ele ataca todo dia resolvem externar seu descontentamento, ele vai querer chamar isso de intolerância? Pô, intolerância é a dele em não saber conviver com o contraditório. Intolerante é ele por achar que pode falar sem ter que ouvir a outra parte!

Aí me dirão que ele apenas expôs suas opiniões no papel e que os que o xingaram praticaram gestos ofensivos. Uai, então a gente vai ter que pingar alguns is antes de prosseguir nessa conversa porque, afinal de contas, o buraco é bem mais embaixo. O que vocês queriam então? Existe algum meio de, neste país, se fazer uma confrontação, de igual para igual, com a imprensa monopolista?

O que impera hoje no Brasil, em matéria de liberdade de expressão, é a lei da selva. Alguns leões podem rugir à vontade. Os outros bichos, que não têm condições de medir força com os leões, que se calem. Ora, é legítimo que em algum momento os outros habitantes dessa selva se insurjam contra essa ordem animalesca e entornem toda a agressividade sufocada pelo exercício arbitrário que os leões fazem de seu poder, não é não? Não é compreensível que os menores sintam raiva dos grandes que os oprimem?

Para quem considera que tenha faltado “etiqueta”, “bons modos”, “civilidade” aos que chamaram o Merval Pereira pelo seu verdadeiro nome, isto é, FDP, eu respondo que é assim que as coisas funcionam na selva. Se o Sr. Merval ficou ofendido e se os seus colegas milicianos dessa imprensa golpista e corporativa quiserem tomar as suas dores, esta será uma excelente ocasião para propormos a seguinte reflexão: por que não civilizar o acesso aos meios de comunicação no Brasil? Não dá pra exigir civilidade em meio à selvageria, mas se estabelecermos um ambiente de fato civilizado, aí sim, será possível travar esse enfrentamento de posições em outros termos.

Sair às ruas, promover apitaços, passeatas com cartazes, faixas e placas, debaixo de sol quente ou de chuva é um gesto agônico a que devemos recorrer todos nós, os sem mídia. Quem dispõe de espaço num jornal ou revista de circulação nacional, ou mesmo em telejornais de emissoras cujo sinal alcança todo o território nacional não precisa encarar o desconforto de uma passeata, de uma marcha ou de um panelaço ou coisas que o valham. Basta fazer como o Sr. Merval: escrever todos os impropérios que quiser e aguardar a publicação.

Se, nós, os 80% que apoiamos o atual governo dos trabalhadores dispuséssemos de canais de imprensa capazes de difundir nossas idéias, nossas propostas, nossa visão de mundo, nossas opiniões e, evidentemente, nosso descontentamento e contraponto em relação àquilo que é dito pelos veículos tradicionais da mídia oligopolista, realmente nós não precisaríamos praticar atos “mal-educados” como esse que, DIZ-SE, aconteceu ontem aqui no Rio.

Se fosse outra a realidade, que nos permitisse uma condição de igualdade na disputa pela audiência do público e da formação da opinião pública, definitivamente seria condenável xingar o Sr. Merval no meio da rua. Mas se nós não dispomos de acesso aos meios de comunicação, que estão concentrados nas mãos de meia dúzia de famílias que falam sozinhas e silenciam todos os que pensam diferentemente delas, de que modo podemos falar ao Sr. Merval do desprezo que sentimos por ele?

Não sei se o que foi alegado por ele realmente aconteceu. Ele pode perfeitamente estar criando um factóide. Até porque não significa que quem o tenha xingado seja necessariamente petista. Mas, convenhamos, se realmente ocorreu o que ele disse ter acontecido, e se ele não gostou, então vamos abrir espaço para o diálogo. Vamos criar condições para que as vozes hoje sufocadas possam ser ouvidas. Se querem que os descontentes com a imprensa se comportem civilizadamente, é preciso antes pôr fim à selvageria que hoje é praticada pelas grandes empresas de mídia desse país (Globo, Grupo Folha/Uol, Grupo Estado e Grupo Abril). Quando elas deixarem de se comportar como leões vorazes, os que hoje sofrem com a exclusão midiática e com a falta de acesso aos meios de comunicação para exporem suas ideias não acumularão toda essa carga de descontentamento que inevitavelmente em algum momento termina por entornar.

Cobrem civilidade apenas depois de instaurada a civilização. Enquanto as empresas monopolistas praticarem a lei da selva, e se beneficiarem dela, elas não poderão questionar as reações “mal-educadas” que vierem a ter que enfrentar.

Por isso, é inadiável que a sociedade brasileira exija de seus representantes no Congresso Nacional que se faça cumprir a Constituição Federal. É imperativo e urgente que se aprove o Marco Regulatório das Comunicações no Brasil. O Marco Regulatório será esse marco civilizatório de que tanto estamos precisando.


Texto do amigo Rafael Patto
 
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O front não mudou

 

Apesar dos esforços em contrário de alguns comentaristas, o noticiário político do mês passado foi dos menos emocionantes dos últimos tempos. Bem que quiseram torná-lo interessante, tentando enxergar novidades onde nenhuma havia, mas não funcionou.
O que terminaram por fazer foi vender gato por lebre.
 
 
A tese inventada é que, em fevereiro, o sistema político deu a largada para a corrida eleitoral de 2014, algo que, se tivesse efetivamente acontecido, seria um fato relevante. Implicaria duas coisas: que não havia começado antes e que estaríamos em campanha desde então.
 
 
Na opinião desses analistas, PT e PSDB, cada um a seu modo, teriam “precipitado” a eleição. Ao fazê-lo, levaram outras forças políticas a antecipar seus movimentos tendo em vista a próxima sucessão presidencial.
 
 
Só que nada realmente significativo aconteceu.
 
 
Do lado do PT, a tal antecipação viria de Lula ter afirmado, na reunião de comemoração dos dez anos de governos populares, ser Dilma candidata. Ela teria todo o direito de disputar a reeleição e seria a favorita para vencer. Como diria Mino Carta, até o mundo mineral sabia disso.
 
 
Desde a posse de Dilma, ninguém ouviu Lula afirmar algo diferente. Mais especificamente, nunca manifestou a vontade ou a intenção de ser o candidato de seu partido no ano que vem.
 
 
Está claro: isso não significa que seria impossível que o fosse, na hipótese de Dilma não querer ou não poder se reapresentar. Contando com a preferência de dois terços do eleitorado, o ex-presidente era, é e continuará a ser forte candidato em potencial.
 
 
Só se surpreendeu com a sua declaração quem apregoou o oposto, que Lula cultivava o “desejo secreto” de ser o candidato do PT em 2014. Esses, supostamente capazes de conhecer suas “motivações íntimas”, se esquecem do óbvio.
 
 
Na cultura política desenvolvida após adotar a reeleição, nunca é demais lembrar que por iniciativa dos tucanos, que pretendiam permanecer no poder por muitos anos, apenas o administrador fracassado deixa de disputar o segundo mandato. Com a exceção de Itamar Franco, apto a fazê-lo em 2002, mas que se absteve por razões filosóficas (e assim abriu caminho para a primeira eleição de Aécio Neves ao governo de Minas), todos os minimamente bem-sucedidos o buscaram.
 
 
Tirar de Dilma essa possibilidade equivaleria a considerar que faz um péssimo trabalho e que não merece sequer a chance de pleitear a recondução.
 
 
Vendo como as pessoas a avaliam e quão elevada é a sua aprovação, a ideia não faz sentido. Ainda mais para quem conhece minimamente como pensa Lula. Negar a ela o direito de se reeleger seria assumir um erro cometido ao indicá-la e a apresentá-la ao País como gestora competente.
 
 
Ou seja, a declaração de Lula de que Dilma é a candidata do PT em 2014 é apenas a reiteração do evidente. Nela não houve qualquer “antecipação” da próxima eleição.
 
 
O segundo fato de fevereiro que nada teve de extraordinário foi o discurso do senador Aécio Neves, com críticas ao governo e ao PT. Inusitado seria se tivesse subido à tribuna para elogiá-los.
 
 
O desafio do ex-governador de Minas não é afirmar-se como candidato. Por seus méritos e os muitos deméritos de seus correligionários, é a escolha natural do PSDB.
 
 
Mas ele não dispõe, como seus antecessores, do direito de determinar o conteúdo e o discurso de sua candidatura. Ninguém disse a Covas, Fernando Henrique, Serra ou Alckmin o que deveriam falar, como e para quem. Ninguém escalou seus assessores e consultores.
 
 
A candidatura de Aécio nasce com dois problemas. De um lado, precisa se libertar dos radicais de direita, que na política, na sociedade e na mídia querem fazer dele o porta-voz. De outro, precisa se livrar do engessamento do passado e da obrigação de carregar o fardo da defesa do “legado de FHC”.
Os paradoxos de Aécio não foram resolvidos no pronunciamento. Nele voltou a ser o novo que o velho pretende manter sob tutela.
 
 
Resta o terceiro não fato de fevereiro: o lançamento da “Rede” de Marina Silva. Como todo projeto individualista, esse é outro cuja relevância só será estabelecida pelo tempo. Hoje parece que será pequena. Com até o PV a relutar em apoiá-la, quantos parlamentares se disporão a segui-la? Sem eles, terá, na eleição, a mídia de qualquer nanico.
 
 
A distância, Eduardo Campos ficou vendo essas movimentações, rezando para que não o esquecessem. Tampouco tinha algo de significativo a dizer.
 
 
Mas nem Aécio, nem Marina, nem ele precisam se preocupar. Mesmo que nada façam, sempre terão a nossa “grande imprensa” para fazer marola.
 
 
Marcos Coimbra

A procura desesperada por um candidato

 

Nos últimos dias, tem havido grande efervescência política com o lançamento, claro ou velado, de diversas candidaturas à Presidência da República, inclusive a da própria Presidenta. A profusão de prováveis candidatos de oposição a Dilma – estimulados pela mídia - deixa evidente, de cara, que o pessoal do PIG não acredita que Aécio ou qualquer outro tucano seja capaz de vencer a eleição. E a direita experimenta seus sonhos de consumo nas figuras de Marina Silva (nem de direita nem de esquerda, porque tudo que cai na REDE é peixe...), Eduardo Campos (cujo avô, Miguel Arraes, deve tremer no túmulo com certos entusiasmos de ocasião destinados ao neto) e até uma outra, que merece aqui observação mais atenta.

 

Recentemente – entre os dias 20 e 26.02 - , vimos surgir, nas charges do Chico, cartunista/chargista de presença diária no “Globo” junto a figuras de “presidenciáveis” – como Marina, Aécio e Eduardo – a do ministro, Joaquim Barbosa. Nada a objetar, se ele não estivesse aparecendo, como os outros e com os outros, no estilo “mocinho que invade o saloon”, em atitude acintosa de oposição à presidenta Dilma. Em uma delas, a que me parece mais grave, a charge vem acompanhada da mensagem/fala atribuída aos quatro personagens – Joaquim Barbosa inclusive - e dirigida à Dilma: “- Eu vou tirar você desse lugar”.

 

Chico costuma seguir , em suas charges, a linha editorial do jornal onde trabalha. Nada contra: ele tem todo o direito de possuir o posicionamento político-ideológico da mídia a que serve. Isso não se discute. E é igualmente óbvio que ele pode fazer humor com as coisas e pessoas que bem entender, assumindo, claro, suas responsabilidades éticas. Mas é obrigação cidadã não deixar passar em branco aquilo que – com humor ou sem ele – cheira a desvio antidemocrático.

 

No campo político, a charge envolvendo personagens do nosso dia a dia corresponde a uma tradição e deve ser saudada como manifestação da liberdade de comunicação e da expressão de ideias. Isso é ponto pacífico. Creio mesmo que , apesar de pouco republicana, a colocação do Presidente do Supremo ao lado de políticos oposicionistas mandando mensagens contrárias à Presidenta é um direito do chargista. La no fundo, ele pode estar desejando a candidatura do Ministro Joaquim Barbosa a Presidente do país. Ou pode, o que seria postura lastimável, estar torcendo pela monitoração do poder executivo pelo poder judiciário.

 

Sabemos todos que os humoristas são sempre os primeiros a ser perseguidos por sistemas repressores de poder. É só lembrar, na história recente do país, a turma do Pasquim... No Brasil de hoje, felizmente, é livre a comunicação. Mas é igualmente livre a interpretação que se possa fazer das intenções de quem atua na mídia, humorista ou não. O episódio das charges do Chico pode ser irrelevante para muitos. E ele pode nem ter percebido o sentido que se poderia dar à sua criação. Mas assim como “de grão em grão a galinha enche o papo”, de pequenos golpes em pequenos golpes pode-se chegar a um grande ataque às instituições.

 

De qualquer forma, nada tenho contra o cartunista, apenas divergindo de suas ideias. Tenho certeza de que ele não se importará nem um pouco com os meus gostos, mas, entre os diversos Chicos brasileiros, ideologicamente prefiro o Chico Buarque de Holanda – pela coerência ao longo da vida – e o Chico Mendes – morto em defesa dos seringueiros massacrados pelo poder. E quanto ao humor, minha predileção vai para o Chico Anysio, pela sua criatividade não pautada...

 

Provoca estranheza, isso sim, que o Presidente do STF se deixe retratar dessa forma, sem qualquer palavra a respeito. Não é por falta de espaço na mídia, onde ele, seguidamente, vem opinando sobre diversos problemas da sociedade. Não por acaso, no dia 01.03 ele foi personagem central da coluna do Merval Pereira, com considerações do colunista sobre a possibilidade de vir a ser candidato à Presidência da República. E é claro que ele tem direito a postular o cargo, como qualquer cidadão brasileiro. Mas, em nome da independência entre os poderes constituídos, obtida a duras penas pela democracia brasileira, e considerada, fundamentalmente, a sua condição de magistrado - julgador, inclusive de feitos em que o poder executivo está envolvido -, ele deveria contestar claramente uma possível inferência, extraída da charge, de que – como presidente do Supremo que é - estaria “fazendo o jogo” da oposição ao atual Governo, eleito, diga-se, pela expressiva maioria do povo brasileiro.

 

No momento em que o julgamento do Mensalão, aplaudido por muitos, é considerado por outros um episódio de cartas marcadas, político em sua essência, onde terá faltado a observância a princípios básicos do direito, com casuísmos e inversões doutrinárias, Joaquim Barbosa deveria ser, no mínimo por sagacidade e prudência, o primeiro a rejeitar tal postura a ele atribuída, porque ele representa o poder maior da justiça neste país e não pode, em hipótese alguma, deixar que se sobreponha a essa posição a interpretação de que age politicamente, seja atrelado a um grupo , seja a serviço de seus interesses pessoais. A não ser, é claro, que concorde com a insinuação, hipótese em que deveria afastar-se do Supremo e dedicar-se aos projetos de um candidato oposicionista. Afinal, de todas as autoridades maiores dos poderes do país – que não valem pelo que são individualmente, mas pelo que encarnam como representantes dos interesses do povo - , esperam-se, permanentemente e sem cochilos, posturas condizentes com os ideais republicanos que se obrigam a defender.

 
Rodolpho Motta LimaAdvogado formado pela UFRJ-RJ (antiga Universidade de Brasil) e professor de Língua Portuguesa do Rio de Janeiro, formado pela UERJ , com atividade em diversas instituições do Rio de Janeiro. Com militância política nos anos da ditadura, particularmente no movimento estudantil. Funcionário aposentado do Banco do Brasil.Direto da Redação.
 
 

Mais uma pérola de Guilherme Fiúza




Qual é o partido da maior máquina de perpetuação no poder no Brasil?

Não é preciso fazer grandes esforços para saber que é o PSDB, que já faz quase 20 anos que governa São Paulo.

Não é isso que diz Guilherme Fiuza, aquele jornalista amancebado com Tarcisa Tamborindeguy(foto).

Pois bem, no seu artigo de hoje, Fiúza diz que Lula é o  pai da maior máquina de perpetuação no poder já vista neste país.
 
 
É preciso o cara ser muito estúpido, imbecil, leviano, venal, abjeto para dizer uma coisas dessas.
 
 

Principal adversário de Dilma em 2014 é o PiG

 

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A violência é a mais nova esperança da oposição

 

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Em 1954, um atentado contra o jornalista e político Carlos Lacerda, até hoje não esclarecido, precipitou o suicídio de Getúlio Vargas. Quase 60 anos depois, há um clima estranho no ar. Porta-vozes da oposição, como Marco Antônio Villa e Reinaldo Azevedo, antecipam que, em breve, serão agredidos por "petistas fascistas" e Merval Pereira conta que viveu seu "momento Yoani Sánchez" na última sexta-feira, ao ser xingado e ter seu carro cercado. Os três culpam o ministro Gilberto Carvalho. Será que buscam um novo caso Tonelero?
 
 

Nem os juízes toleram Joaquim Barbosa

 
 
 
Do Conjur - A Associação dos Magistrados Brasileiros, a Associação dos Juízes Federais do Brasil e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho emitiram neste sábado (2/3) nota pública em que classificam de “preconceituosa, generalista, superficial e, sobretudo, desrespeitosa” a declaração do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, a jornalistas estrangeiros.
 
 
Em entrevista coletiva concedida na quinta-feira (28/2) a correspondentes internacionais, Barbosa afirmou que os juízes brasileiros têm mentalidade “mais conservadora, pró status quo, pró impunidade”. Já os integrantes das carreiras do Ministério Público seriam “rebeldes, contra status quo, com pouquíssimas exceções”.
 
 
Para as entidades que representam os juízes, as conclusões de Joaquim Barbosa partem de “percepções preconcebidas”. Os juízes consideram “incabível” a comparação das carreiras da magistratura e a do Ministério Público, já que o MP é a parte responsável pela acusação no processo penal enquanto os juízes não têm obrigação nem com a defesa nem com a acusação, mas "a missão constitucional de ser imparcial" e garantir um processo justo.
 
As entidades afirmam que não têm sido ouvidas pelo presidente do STF e disseram que o "isolacionismo" de Barbosa "parte do pressuposto de ser o único detentor da verdade".
 
 
Assinam o documento o presidente da AMB, Nelson Calandra, o da Ajufe, Nino Toldo, e o da Anamatra, Renato Henry Sant’Anna.
 
 
Leia abaixo a íntegra da nota:
 
 
A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), entidades de classe de âmbito nacional da magistratura, a propósito de declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) em entrevista a jornalistas estrangeiros, na qual Sua Excelência faz ilações sobre a mentalidade dos magistrados brasileiros, vêm a público manifestar-se nos seguintes termos:
1. Causa perplexidade aos juízes brasileiros a forma preconceituosa, generalista, superficial e, sobretudo, desrespeitosa com que o ministro Joaquim Barbosa enxerga os membros do Poder Judiciário brasileiro.
 
 
2. Partindo de percepções preconcebidas, o ministro Joaquim Barbosa chega a conclusões que não se coadunam com a realidade vivida por milhares de magistrados brasileiros, especialmente aqueles que têm competência em matéria penal.
 
 
3. A comparação entre as carreiras da magistratura e do Ministério Público, no que toca à “mentalidade”, é absolutamente incabível, considerando-se que o Ministério Público é parte no processo penal, encarregado da acusação, enquanto a magistratura —que não tem compromisso com a acusação nem com a defesa— tem a missão constitucional de ser imparcial, garantindo o processo penal justo.
 
 
4. A garantia do processo penal justo, pressuposto da atuação do magistrado na seara penal, é fundamental para a democracia, estando intimamente ligada à independência judicial, que o ministro Joaquim Barbosa, como presidente do STF, deveria defender.
 
 
5. Se há impunidade no Brasil, isso decorre de causas mais complexas que a reducionista ideia de um problema de “mentalidade” dos magistrados. As distorções —que precisam ser corrigidas— decorrem, dentre outras coisas, da ausência de estrutura adequada dos órgãos de investigação policial; de uma legislação processual penal desatualizada, que permite inúmeras possibilidades de recursos e impugnações, sem se falar no sistema prisional, que é inadequado para as necessidades do país.
 
 
6. As entidades de classe da magistratura, lamentavelmente, não têm sido ouvidas pelo presidente do STF. O seu isolacionismo, a parecer que parte do pressuposto de ser o único detentor da verdade e do conhecimento, denota prescindir do auxílio e da experiência de quem vivencia as angústias e as vicissitudes dos aplicadores do direito no Brasil.
 
 
7. A independência funcional da magistratura é corolário do Estado Democrático de Direito, cabendo aos juízes, por imperativo constitucional, motivar suas decisões de acordo com a convicção livremente formada a partir das provas regularmente produzidas. Por isso, não cabe a nenhum órgão administrativo, muito menos ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a função de tutelar ou corrigir o pensamento e a convicção dos magistrados brasileiros.
 
 
8. A violência simbólica das palavras do ministro Joaquim Barbosa acendem o aviso de alerta contra eventuais tentativas de se diminuírem a liberdade e a independência da magistratura brasileira. A sociedade não pode aceitar isso. Violar a independência da magistratura é violar a democracia.
 
 
9. As entidades de classe não compactuam com o desvio de finalidade na condução de processos judiciais e são favoráveis à punição dos comportamentos ilícitos, quando devidamente provados dentro do devido processo legal, com garantia do contraditório e da ampla defesa. Todavia, não admitem que sejam lançadas dúvidas genéricas sobre a lisura e a integridade dos magistrados brasileiros.
 
10. A Ajufe, a AMB e a Anamatra esperam do ministro Joaquim Barbosa comportamento compatível com o alto cargo que ocupa, bem como tratamento respeitoso aos magistrados brasileiros, qualquer que seja o grau de jurisdição.
 
 
Brasília, 2 de março de 2013.
 
 
Nelson Calandra
Presidente da AMB
Nino Oliveira Toldo
Presidente da Ajufe
Renato Henry Sant'Anna
Presidente da Anamatra

Merval Pereira é o lobisomem de capa e fardão

Foto: A isenção do Merval...

Merval Pereira viaja na macaxeira

Foto: A isenção do Merval...

 
Escreve Merdal Pereira na sua coluna de hoje:
 
 
"Na sexta-feira à noite, na inauguração do museu MAR na Praça Mauá, passei por rápidos instantes a mesma situação que enfrentou a blogueira Yoani Sanchez quando esteve no país recentemente. Havia diversas manifestações nos arredores do museu, onde participavam da inauguração a presidente Dilma Rousseff, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes. O barulho era insuportável dentro do museu, que, com seu lindo teto ondulado, criou um inesperado efeito acústico dentro do prédio.
 
Passei pelo grupo com minha mulher sob os gritos dos manifestantes, e um deles me reconheceu. Gritou alto: "Aí, Merval fdp". Foi o que bastou para que outros cercassem o carro em que estávamos, impedindo que saísse. Chutaram-no, socaram os vidros, puseram-se na frente com faixas e cartazes impedindo a visão do motorista. Só desistiram da agressão quando um grupo de PMs chegou para abrir caminho e permitir que o carro andasse. Foram instantes de tensão que permitiram sentir a violência que está no ar nesses dias em que, como previu o ministro Gilberto Carvalho, "o bicho vai pegar". É claro que o que aconteceu com a blogueira cubana Yoani Sanchez nem se compara, mas o ocorrido na noite de sexta-feira mostra bem o clima belicoso que os manifestantes extremistas estão impondo a seus atos supostamente de protesto".
 
 
Coitado! Cria uma situação para dizer que é daquelas pessoas que têm o poder de influenciar a sociedade.
 
 
Mas quem é esse sujeito para despertar tanta ira por parte de estudantes?
 
 
Merval Pereira só sabe chupar os colhões de FHC, José Serra, Roberto Marinho, Civita e afins.
 
 
Merval Pereira tenta criar um crise que não existe, tentando colocar nas cabeças das pessoas que o Brasil está sendo governado por um governo socialista aliado à Cuba.Tenta colocar nas cabeças das pessoas que no PT, no PC do B só têm radicais, só porque vão às ruas fazer um movimento contra o governo Dilma.


Merval Pereira parece mais as Senhoras de Santana, as Marchadeiras do Retrocesso, que reclamavam usando um terço nas mãos.
 
 
Na verdade, o grande sonho de Merdal Pereira é que os militares façam o mesmo que fizeram em 1964:um golpe militar.
 
 
Depois esse filho da puta, esse bandido de fardão vem falar em democracia.Merdal defende a democracia uma ova, democracia para esse ser abjeto só serve para ele escrever merda, impropérios nos jornais.

sábado, 2 de março de 2013

Para gozar relaxar

Quem mandou casar?





Duas semanas de casamento, o marido, apesar de feliz, já estava com uma vontade reprimida de encontrar a galera pra fazer uma festa. 

 Assim, ele diz à sua queridinha:

 - Amorzinho, vou dar uma saidinha mas não demoro...

- Onde você vai, meu docinho...?

- Ao barzinho, assistir o futebol.

A mulher então liga o home theatre e a TV de plasma de 52' e diz:

- Ó meu amor adorado, aqui em casa você pode ver o jogo que quiser.

- Mas no bar, meu anjo, eu também posso tomar uma geladinha.

A mulher bota a mão na cintura e lhe responde:

- Quer cervejinha, meu amor ???

Nesse momento, ela abre a porta da geladeira e mostra 25 marcas diferentes de cervejas de 12 paises: alemãs, holandesas, japonesas, americanas, mexicanas, etc.

O MARIDO SEM SABER O QUE FAZER, LHE FALA:

- Meu docinho de coco... mas no bar... você sabe... o copo gelado...

O marido nem terminou de falar, quando a esposa interrompe a sua conversa e lhe diz:

- Quer copo gelado, amor?

Nesse momento ela pega no freezer um copo bem gelado, branco, branco, que até tremia de frio.

O MARIDO RESPONDE:

- Mas, minha princesa, no bar tem aqueles salgadinhos gostosos...
- Já estou voltando, tá bem?

- Quer salgadinho, meu rei???

A mulher abre o forno e tira 15 pratos de salgadinhos diferentes: quibe, coxinha, pastel, pipoca, amendoim, coração de galinha, queijo derretido, torresmo...

- Mas, minha pixunguinha... lá no bar... tem emoção, palavrão, xingamento...

- Ah quer emoção, palavrão, xingamento, meu amor???

 

 - ENTÃO VAI TOMAR NO TEU CU, PORQUE DAQUI VOCÊ NÃO SAI NEM FODENDO, SEU FILHO DA PUTA!

 - E SE VOCÊ TENTAR MAIS UMA DESCULPINHA DE MERDA COMIGO EU TE CORTO O SACO FORA, SEU SAFADO!

 - SENTA JÁ A PORRA DESSA BUNDA AI NO SOFÁ E SOSSEGA ESSE RABO ! ! !

TÁ BEM AMOR DA MINHA VIDA! (responde ele baixinho)
 
 
Não sei de quem é autoria, por isso não dei o crédito.


Atropelos da oposição,



José Dirceu

A vida da oposição não anda fácil. Seus líderes bem que tentam criar fatos e com eles ganhar alguma projeção perante a opinião pública, mas a única coisa que têm conseguido é escancarar a falta de unidade entre seus pares e sua gritante carência de ideias e projetos alternativos para o país.

Mesmo esforçando-se em antecipar a disputa pela sucessão presidencial, produzindo discursos e declarações que beiram a histeria - sempre contando com a habitual e generosa cobertura da grande imprensa - até agora não conseguiram decolar uma só candidatura. O que temos são as intenções, as tensões e as precipitações de sempre.

A ex-senadora presidenciável Marina Silva, por exemplo, mal consolidou a sua nova legenda, a Rede Sustentabilidade, e já elevou o tom contra a presidenta Dilma Rousseff, única candidata certa ao pleito de 2014.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Marina declarou que a presidenta Dilma não entende a "nova economia" e mencionou o "crescimento pífio" do Brasil nos últimos dois anos. Críticas vazias que não explicitam o modelo de desenvolvimento que ela, Marina, e seu novo partido propõem para o país, considerando a crise aguda que abala o mundo.

No PSB, a hipotética candidatura do governador de Pernambuco Eduardo Campos à sucessão presidencial também não ecoa em uníssono. Seu companheiro de partido, o ex-ministro Ciro Gomes, aproveitou o espaço que tem na Rádio Verdes Mares, de Fortaleza, onde é comentarista esportivo, para dizer que Campos, bem como os outros dois presidenciáveis, Marina Silva e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), não têm propostas para o país.

Campos e Aécio, aliás, protagonizaram recentemente uma ácida troca de farpas, deixando claro que já se colocam em situação de embate, afinal uma provável e legítima candidatura do PSB ao Palácio do Planalto, nesse momento, é um problema maior para o PSDB. Seja porque ela ocupa um espaço na oposição, seja porque inviabiliza o tucanato no Nordeste, onde a presidenta Dilma e o governador Eduardo Campos obteriam quase a totalidade dos votos.

Mas se há um partido onde a confusão de fato se generalizou é o PSDB. A candidatura de Aécio, lançada de forma atrapalhada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no ano passado, atropelando até o presidente nacional de seu partido, deputado Sérgio Guerra (PSDB-PE), não convence.

Apesar do empenho do ex-presidente em emplacar o senador mineiro como candidato ao Planalto, Aécio não é consenso dentro dos muros do tucanato. O ex-governador José Serra, derrotado nas eleições presidenciais de 2002 e 2010 e fracassado na tentativa de voltar à Prefeitura de São Paulo no ano passado, ao que tudo indica, não abrirá mão de disputar prévias partidárias com o ex-governador de Minas.

Já os sete governadores de Estado tucanos eleitos em 2010 e as bancadas do PSDB sequer foram consultados. Nem mesmo o governador hoje à frente do Estado mais rico do país, Geraldo Alckmin, consegue se posicionar nessa panaceia tucana.

Com a imagem desgastada depois da crise na segurança pública paulista e do apagão que o PSDB promoveu em áreas fundamentais ao longo de vinte anos comandando São Paulo, Alckmin ainda não se mostrou capaz de consolidar apoios que sustentem sua candidatura. Mas, ao melhor estilo tucano, procura manter-se neutro, sem dar seu aval a Aécio nem a Serra.

Depois de tomar para si o papel de principal articulador da campanha antecipada de Aécio, FHC não para de trocar os pés pelas mãos. Para legitimar seu candidato busca, ao invés de exaltar as qualidades dele e as dos governos de seu partido, desconstruir a liderança inconteste do ex-presidente Lula, o Partido do Trabalhadores e todas as conquistas dos governos de seus dois sucessores.

Ao criticar as comemorações do PT pelos dez anos à frente da administração do Brasil e pelas conquistas obtidas no período, FHC voltou a sua antiga tese de que o partido teria copiado as ideias e projetos tucanos. Uma falácia absoluta, evidenciada pelo fato de o ex-presidente tucano fugir das comparações entre o seu governo e os de Lula e Dilma.

Não deve ser fácil mesmo para FHC contrapor os números e indicadores econômicos e sociais da sua gestão e das gestões de Lula e Dilma e perceber o salto imenso que nosso país deu na última década. Porém, as comparações são inevitáveis, não pela disputa eleitoral que tanto insistem em colocar, mas porque comparar significa oferecer ao povo brasileiro a possibilidade de confrontar e julgar os dois modelos.

É, portanto, um ato de cidadania e participação política ao qual o partido não pode se furtar.Além da inabilidade de FHC como mentor, Aécio enfrenta a si mesmo como opositor.

Quando sobe à tribuna do Senado para apontar o que chamou de "13 fracassos petistas", demonstra a mesquinhez e a incapacidade da oposição em aceitar que as conquistas obtidas sob os governos do PT não são de um partido ou de algumas lideranças, mas do país e do povo brasileiro.

O mesmo povo que demonstra querer continuar avançando e que confia ao PT, por meio do voto, a esperança de seguir mudando o país, tornando-o mais justo e menos desigual.

Ao negar as reformas que estão colocando o Brasil nos trilhos do desenvolvimento e assegurando à população a garantia de seus direitos, a oposição automaticamente se contrapõe aos anseios da grande maioria dos brasileiros.

Enquanto a oposição se debate em suas incertezas e incapacidade de enxergar a nova realidade brasileira, o PT segue à frente de um projeto político que tem melhorado concretamente a vida de milhões de pessoas.

Para o PT, 2013 é um ano não de disputas menores, mas de somar esforços para a retomada do crescimento e a consolidação das mudanças. É o momento de fazer com que o país avance cada vez mais na melhoria de sua infraestrutura, Educação e inovação, de aprofundar as medidas econômicas para garantir mais investimentos e competitividade, e de reforçar os importantes programas sociais lançados e executados ao longo destes dez anos de governo petista.

Enquanto Aécio, FHC e companhia se dedicam a uma campanha eleitoral cheia de atropelos, sem propostas, cuja estratégia consiste unicamente em atacar e negar os avanços da última década, o PT continua dialogando com o povo brasileiro, comparando os governos, percorrendo o país e mobilizando a sociedade para a continuidade do desenvolvimento nacional e de um governo democrático, soberano e popular.
 

Candidatura e aventura

 

 

O governador pernambucano Eduardo Campos (PSB) tem o direito e o caminho aberto para disputar a Presidência da República, em 2014. Tem, também, um partido em fase de crescimento, tem pressões internas e externas para romper, apoio da mídia para se projetar, simpatia de empresários preocupados com o PT, de políticos órfãos, e uma relação de conflitos com o governo capaz de produzir a crise necessária para explicar o rompimento com a candidatura à reeleição da presidenta Dilma Rousseff.
 
Campos, no entanto, hesita. Está tomado por dúvidas pessoais e políticas. Negaceia. Faz que vai, mas até agora não foi, e assim se expõe às ironias como, por exemplo, a do senador Aécio Neves, virtual presidenciável do PSDB, para quem Eduardo Campos precisa de um divã para saber se é de oposição ou governista.
 
Nesse momento, ele tornou-se um exemplo que permite perceber a diferença entre uma aventura eleitoral e uma candidatura efetiva, vigorosa, possível de ser vitoriosa. No primeiro caso, o caminho é largo, mas ilusório. No outro, a passagem é estreita e com possibilidades de consequências danosas. Talvez irreversíveis.
 
 
Eduardo Campos, 47 anos, neto de Miguel Arraes, tem o sangue do avô nas veias, mas não tem o mesmo compromisso político. É uma “cara nova” atrás da qual todos andam, em nome de suspeita renovação. Ele tem uma expectativa natural de superar Arraes, político dos anos 1960, com liderança nacional e eleitorado restrito a Pernambuco. Esse é o dilema que persegue Campos. Seria a hora de romper com essa amarra? As circunstâncias não são favoráveis.
 
Campos terá de juntar-se à estratégia da oposição de tradição conservadora para derrotar um governo de natureza progressista e rachar o partido.
 
Como candidato, integrará o “mutirão de candidatos” possíveis na tentativa de levar a eleição para o segundo turno. Neste caso, a candidatura dele se somaria à de Aécio Neves (PSDB), Fernando Gabeira (PV), Marina Silva (sem partido formalizado) e o candidato do PSOL, cujo objetivo é marcar posição.
 
 
Nas últimas semanas, o governador de Pernambuco tem feito críticas a alguns pontos da administração de Dilma. Marca posição e pode se valer dela para, eventualmente, explicar no futuro o afastamento de um governo que apoiou e elogiou ao longo do tempo. O PT vestiu essa “saia-justa” na campanha para a eleição municipal de 2012, em Belo Horizonte.
 
Há informações de que alguns empresários estariam dispostos a “oxigenar” a campanha de Campos. Os recursos são importantes. Mas onde ele arranjaria espaço-tempo suficiente para montar um bom programa no horário eleitoral? O PSB tem 1 minuto e 40 segundos. Aliança? Só com partidos nanicos, que dispõem de 20 segundos ou pouco mais?
 
Em 2010, Dilma, com nove aliados, contou com 10 minutos. O tucano José Serra, com cinco aliados, obteve pouco mais de 7 minutos. Houve cinco candidatos dos nanicos, afora Marina, do PV, que viraram fenômeno e arrastaram quase 20 milhões de votos. Campos fará acordo com uma oposição sem programa?
 
Por enquanto, à direita, só há esperança. Ela espera o aumento da inflação, da taxa de juros, do desemprego, da inadimplência, da falta de investimentos e, por consequência, de um crescimento medíocre do País. Sem esse cenário, em 2014, as chances de qualquer opositor a Dilma são nulas. Isso mostra que no fundo do peito de cada candidato da oposição o coração bate em tom sinistro: quanto melhor pior.Mauricio Dias-CartaCapital