sábado, 4 de maio de 2013

Lula sobre o PiG:"Eu não tenho raiva deles e não guardo mágoas. O que eu guardo é o seguinte: eles nunca ganharam tanto dinheiro na vida como ganharam no meu governo




Numa entrevista surpreendente, que será publicada em livro no dia 13 de maio, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala sobre vários temas, incluindo sua relação com os meios de comunicação. "Eu não tenho raiva deles e não guardo mágoas. O que eu guardo é o seguinte: eles nunca ganharam tanto dinheiro na vida como ganharam no meu governo. Nem as emissoras de televisão, que estavam quase todas quebradas; os jornais, quase todos quebrados quando assumi o governo", afirma. Lula diz ainda que, em 2005, no auge da crise do chamado mensalão, tomou uma decisão: a de ignorar os jornais e as revistas


247 - Luiz Inácio Lula da Silva é hoje o inimigo número 1 de grandes grupos de mídia nacionais, especialmente Abril e Globo, mas há, nisso, um paradoxo. Foi no governo do presidente operário que essas empresas conseguiram sair do buraco e resolver suas dívidas cambiais – heranças malditas do governo FHC.

Lula, no entanto, nunca recebeu sinais de gratidão por ter, inclusive, se engajado pessoalmente no resgate dos grupos de mídia. Essa relação tensa, entre o político e os meios de comunicação, é um dos temas da longa entrevista que ele concedeu ao sociólogo Emir Sader e que ser á lançada no livro "Governos Pós-Liberais no Brasil: Lula e Dilma", no dia 13 de maio.

Confira, abaixo, alguns dos principais trechos da entrevista de Lula:

Qual o balanço que o senhor faz dos anos de governo do PT e aliados?

Esses anos, se não foram os melhores, fazem parte do melhor período que este País viveu em muitos e muitos anos. Se formos analisar as carências que ainda existem, as necessidades vitais de um povo na maioria das vezes esquecido pelos governantes, vamos perceber que ainda falta muito a fazer para garantir a esse povo a total conquista da cidadania. Mas, se analisarmos o que foi feito, vamos perceber que outros países não conseguiram, em trinta anos, fazer o que nos conseguimos fazer em dez anos. Quebramos tabus e conceitos preestabelecidos por alguns economistas, por alguns sociólogos, por alguns historiadores. Algumas verdades foram por água abaixo. Primeiro, provamos que era plenamente possível crescer distribuindo renda, que não era preciso esperar crescer para distribuir. Segundo, provamos que era possível aumentar salário sem inflação. Nos últimos 10 anos, os trabalhadores organizados tiveram aumento real: [...] o salário mínimo aumentou quase 74% e a inflação esteve controlada. Terceiro, durante essa década aumentamos o nosso comercio exterior e o nosso mercado interno sem que isso resultasse em conflito. Diziam antes que não era possível crescer concomitantemente mercado externo e mercado interno. Esses foram alguns tabus que nós quebramos. E, ao mesmo tempo, fizemos uma coisa que eu considero extremamente importante: provamos que pouco dinheiro na mão de muitos é distribuição de renda e que muito dinheiro na mão de poucos é concentração de renda.

(...)

Quando começou o governo, o senhor devia ter uma ideia do que ele seria. O que mudou daquela ideia inicial, o que se realizou e o que não se realizou, e por quê?

Tínhamos um programa e parecia que ele não estava andando. Eu lembro que o ministro Luiz Furlan, cada vez que tinha audiência, dizia: "Já estamos no governo há tantos dias, faltam só tantos dias para acabar e nós precisamos definir o que nós queremos que tenha acontecido no final do mandato. Qual é a fotografia que nós queremos". E eu falava: "Furlan, a fotografia está sendo tirada". Não é possível ficar com pressa de obter resultados. Nós temos que provar, no final de um mandato, se nós fomos capazes de fazer aquilo que nos propusemos a fazer. Se a gente for trabalhar em função das manchetes dos jornais, a gente parece que faz tudo e termina não fazendo nada.

Então é o seguinte: eu plantei um pé de jabuticaba. Se esse pé nascer saudável, vai ter sempre alguém dizendo: "Mas, Lula, não está dando jabuticaba, está demorando". Se for cortar o pé e plantar outra coisa, eu nunca vou ter jabuticaba. Então, eu tenho que acreditar que, se eu adubar corretamente, aquele pé vai dar jabuticaba de qualidade. E eu citava esses exemplos no governo... Soja tem que esperar 120 dias, o feijão tem que esperar 90 dias. Não adianta ficar repisando, "faz uma semana que eu plantei e não nasceu". Tem que ter paciência. Eu acho que eu fui o presidente que mais pronunciei a palavra "paciência", "paciência"... Senão você fica louco.

Tem gente na política que levanta de manhã, lê o jornal e quer dar resposta ao jornal. E daí não faz outra coisa. Eu não fui eleito para ficar o tempo todo dando resposta a jornal. Eu fui eleito para governar um país. E isso me deu tranquilidade suficiente para ver que o programa de governo ia ser cumprido.

(...)

Quando o senhor perdeu a paciência?

Obviamente que nós tivemos problemas no começo. Você acha que é simples um metalúrgico sentar naquela cadeira na qual sentaram tantas outras personalidades, que via pela televisão, que achava que era mais importante do que eu... E o mesmo em relação a dormir no quarto em que dormiu tanta gente importante ou que, pelo menos a voz da opinião publica, são importantes. E eu ficava pensando: "Será que é verdade que eu estou aqui?".

No começo tinha muita ansiedade. "Sera que nós vamos dar conta de fazer isso? Será que vai ser possível?", eu me perguntava. Eu acho que nós fizemos. Com erro e com muita tensão, mas fizemos.

(...)

Tivemos tropeços, é lógico. Muitos tropeços. O ano de 2005 foi muito complicado. Quando saiu a denúncia, foi uma situação muito delicada. Se não tivéssemos cuidado, não iríamos discutir mais nada do futuro, só aquilo que a imprensa queria que a gente discutisse. Um dia, eu cheguei em casa e disse: "Marisa, a partir de hoje, se a gente quiser governar este país, a gente não vai ver televisão, a gente não vai ver revista, a gente não vai ler jornal". Eu passei a ter meia hora de conversa por dia com a assessoria de imprensa, para ver qual era o noticiário [...], mas eu não aceitava levantar de manhã, ligar a televisão e já ficar contaminado. Então eu acho que isso foi um dado muito importante.

Eu tinha uma equipe e criamos uma sala de situação, da qual participavam Dilma, Ciro [Gomes], Gilberto [Carvalho] e Márcio [Thomaz Bastos]. E era muito engraçado: eu chegava ao Palácio e eles estavam todos nervosos. E eu estava tranquilo e falava: "Vocês estão vendo? Vocês leem jornal... Vocês estão nervosos por quê?".

(...)

Vocês nasceram radicais...

O PT era muito rígido, e foi essa rigidez que lhe permitiu chegar aonde chegou. Só que, quando um partido cresce muito, entra gente de todas as espécies. Ou seja, quando você define que vai criar um partido democrático e de massa, pode entrar no partido um cordeiro e pode entrar uma onça, mas o partido chega ao poder.

Então, a nossa chegada ao poder foi vista por eles não como uma alternância de poder benéfica à democracia, não como uma coisa normal: houve uma disputa, ganhou quem ganhou, leva quem ganhou, governa quem ganhou e fim de papo. Não é isso? Eles não viram assim. Quer dizer, eu era um indesejado que cheguei lá. Sabe aquele cara que é convidado para uma festa, e o anfitrião nem tinha convidado direito. Fala assim: "Se você quiser, passa lá". E você passa e o cara fala: "Esse cara acreditou?". Então, nós passamos na festa, e o que é mais grave, acertamos.

E depois, tentaram usar o episódio do mensalão para acabar com o PT e, obviamente, acabar com o meu governo. Na época, tinha gente que dizia: "O PT morreu, o PT acabou". Passaram-se seis anos e quem acabou foram eles. O DEM nem sei se existe mais. O PSDB está tentando ressuscitar o jovem Fernando Henrique Cardoso porque não criou lideranças, não promoveu lideranças. Isso deve aumentar a bronca que eles têm da gente - que, aliás, não é recíproca.

O senhor não tem raiva da oposição?

Eu não tenho raiva deles e não guardo mágoas. O que eu guardo é o seguinte: eles nunca ganharam tanto dinheiro na vida como ganharam no meu governo. Nem as emissoras de televisão, que estavam quase todas quebradas; os jornais, quase todos quebrados quando assumi o governo. As empresas e os bancos também nunca ganharam tanto, mas os trabalhadores também ganharam. Agora, obviamente que eu tenho clareza que o trabalhador só pode ganhar se a empresa for bem. Eu não conheço, na história da humanidade, um momento em que a empresa vai mal e que os trabalhadores conseguem conquistar alguma coisa a não ser o desemprego.

(...)

O Brasil mudou nesses dez anos. E o senhor, também mudou?

Uma das coisas boas da velhice é você tirar proveito do que a vida te ensina, em vez de ficar lamentando que está velho. A vida me ensinou muito. Criar um partido nas condições que nos criamos foi muito difícil. Agora que o partido é grande, tudo fica fácil, mas eu viajava esse país para fazer assembleia com três pessoas, com quatro pessoas, com cinco pessoas. Saia daqui de São Paulo para o Acre pra fazer reunião com dez pessoas, para convencer o Chico Mendes a entrar no PT, para convencer o João Maia - aquele que recebeu dinheiro para votar na eleição do Fernando Henrique Cardoso e era advogado da Contag - para entrar no PT. Era muito difícil fazer caravana, viajar ao Nordeste, pegar ônibus, ficar uma semana andando, fazendo comício ao meio-dia, com um sol desgraçado, explicando o que era o PT para que as pessoas quisessem se filiar.

Por quê?

A eleição está ficando uma coisa muito complicada pro Brasil. No mundo inteiro. No Brasil, se o PT não reagir a isso, poucos partidos estarão dispostos a reagir. Então o PT precisa reagir e tentar colocar em discussão a reforma política. Eu tentei, quando presidente, falar de uma Constituinte exclusiva, que é o caminho: eleger pessoas que só vão fazer a reforma política, que vão lá [para o Congresso], mudam o jogo e depois vão embora. E daí se convocam eleições para o Congresso. O que não dá é pra continuar assim.

Às vezes tenho a impressão que partido político é um negócio, quando, na verdade, deveria ser um item extremamente importante para a sociedade. A sociedade tem que acreditar no partido, tem que participar dos partidos.

O PT não mudou necessariamente para melhor?

O PT mudou porque aprendeu a convivência democrática da diversidade; mas, em muitos momentos, o PT cometeu os mesmos desvios que criticava como coisas totalmente equivocadas nos outros partidos políticos. E esse é o jogo eleitoral que está colocado: se o político não tiver dinheiro, não pode ser candidato, não tem como se eleger. Se não tiver dinheiro para pagar a televisão, ele não faz uma campanha.

Enquanto você é pequeno, ninguém questiona isso. Você começa a ser questionado quando vira alternativa de poder. Então, o PT precisa saber disso. O PT, quanto mais forte ele for, mais sério ele tem que ser. Eu não quero ter nenhum preconceito contra ninguém, mas eu acho que o PT precisa voltar a acreditar em valores que a gente acreditava e que foram banalizados por conta da disputa eleitoral. É o tipo de legado que a gente tem que deixar para nossos filhos, nossos netos. E provar que é possível fazer política com seriedade. Você pode fazer o jogo político, pode fazer aliança política, pode fazer coalizão política, mas não precisa estabelecer uma relação promíscua para fazer política. O PT precisa voltar urgentemente a ter isso como uma tarefa dele e como exercício pratico da democracia. Não tem de voltar a ser sectário como era no começo.

Eu lembro que companheiros meus perderam seu emprego numa metalúrgica, montaram um bar, mas quiseram entrar no sindicato e não puderam. "Você não pode entrar porque é patrão", diziam. O coitado do cara tinha só um bar! A coitada da minha sogra, a mãe do marido da Marisa, a mãe do primeiro marido da Marisa (eu sou o único cara que tive três sogras na vida e uma que não era minha sogra; era sogra da minha mulher, por conta do ex-marido dela, que eu adotei como sogra), a coitada tinha um fusquinha 1966 que era herança do marido. E ela ganhava acho que 600 - naquele tempo era como se fosse um salário mínimo de hoje - de aposentadoria, mas gostava de andar bem-vestida. Ela chegava a reunião do PT e o pessoal falava: "Já veio a burguesa do Lula".

Tinha um candidato a vereador que queria dinheiro para a campanha e eu falei: "Olha, eu não vou pedir dinheiro para a campanha. Se você quiser, eu te apresento algumas pessoas". Dai ele disse: "Não, mas eu não quero conversar com empresário". Falei: "Então você quer que um favelado de dinheiro para a tua campanha?". Eu já fiz campanha de cofrinho. Eu já fiz campanha de macacão em palanque. Na campanha de 1982, a gente ia ao palanque, antes que eu falasse, fazia propaganda das camisas, dosbótons, de tudo que a gente vendia. E a gente vendia na hora e arrecadava o dinheiro para pagar as despesas daquele comício.

Jurista detona decisão de Gilmar Dantas


A emenda e o Supremo



Virgílio Afonso da Silva


Na semana passada, todos os holofotes estavam apontados para a Câmara dos Deputados, que discutia uma proposta de emenda constitucional (PEC) que, segundo muitos, é flagrantemente inconstitucional, por ferir a separação de poderes. Contudo, a decisão mais inquietante, em vários sentidos, inclusive em relação à própria separação de poderes, estava sendo tomada no prédio ao lado, no Supremo Tribunal Federal (STF).

No dia seguinte, nas primeiras páginas dos jornais, o grande vilão, como sempre, foi o poder Legislativo. A PEC analisada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara é polêmica, com certeza. Sua constitucionalidade é questionável, não há dúvidas. Mas, do ponto de vista jurídico, da separação de poderes e do direito comparado, a decisão do STF, que bloqueou o debate no Senado sobre as novas regras de acesso dos partidos políticos à TV e ao fundo partidário, é muito mais chocante.

O ponto mais polêmico da PEC é a exigência de que uma decisão do STF que declare a inconstitucionalidade de uma emenda constitucional seja analisada pelo Congresso Nacional, o qual, se a ela se opuser, deverá enviar o caso a consulta popular.

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Ministro decidiu que o Senado não poderia deliberar sobre um projeto de lei porque ele não concorda com o teor

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É quase um consenso entre juristas que um tribunal constitucional ou uma suprema corte, como é o caso do STF, deve ter a última palavra na interpretação da constituição e na análise da compatibilidade das leis ordinárias com a constituição. Mas muito menos consensual é a extensão desse raciocínio para o caso das emendas constitucionais. Nos EUA, por exemplo, emendas à constituição não são controladas pelo Judiciário. A ideia é simples: se a própria constituição é alterada, não cabe à Suprema Corte analisar se o novo texto é compatível com o texto antigo. Isso quem decide é povo, por meio de seus representantes. Mesmo no caso do controle de leis ordinárias, há exemplos que relativizam o "quase consenso" mencionado acima, como é o caso do Canadá, cujo Parlamento não apenas pode anular uma decisão contrária da Suprema Corte, como também imunizar uma lei por determinado período de tempo contra novas decisões do Judiciário.

Não há dúvidas de que o caso brasileiro é diferente. A constituição brasileira possui normas que não podem ser alteradas nem mesmo por emendas constitucionais, as chamadas cláusulas pétreas. Mas não me parece que seja necessário entrar nesse complexo debate de direito constitucional, já que o intuito não é defender a decisão da CCJ, cuja conveniência e oportunidade são discutíveis.

Neste momento em que o Legislativo passa por uma séria crise de legitimidade, não parece ser a hora de tentar recuperá-la da forma como se tentou. Tampouco quero defender a constitucionalidade da PEC no seu todo. O que pretendi até aqui foi apenas apontar que, embora extremamente polêmica, a proposta é menos singular do que muitos pretenderam fazer crer.

Já a decisão do ministro Gilmar Mendes, tomada na mesma data e que mereceu muito menos atenção da imprensa, é algo que parece não ter paralelo na história do STF e na experiência internacional. Ao bloquear o debate sobre as novas regras partidárias, Gilmar Mendes simplesmente decidiu que o Senado não poderia deliberar sobre um projeto de lei porque ele, Gilmar Mendes, não concorda com o teor do projeto. Em termos muito simples, foi isso o que aconteceu. Embora em sua decisão ele procure mostrar que o STF tem o dever de zelar pelo "devido processo legislativo", sua decisão não tem nada a ver com essa questão. Os precedentes do STF e as obras de autores brasileiros e estrangeiros que o ministro cita não têm relação com o que ele de fato decidiu. Sua decisão foi, na verdade, sobre a questão de fundo, não sobre o procedimento. Gilmar Mendes não conseguiu apontar absolutamente nenhum problema procedimental, nenhum desrespeito ao processo legislativo por parte do Senado. O máximo que ele conseguiu foi afirmar que o processo teria sido muito rápido e aparentemente casuístico. Mas, desde que respeitadas as regras do processo legislativo, o quão rápido um projeto é analisado é uma questão política, não jurídica. Não cabe ao STF ditar o ritmo do processo legislativo.

Sua decisão apoia-se em uma única e singela ideia, que pode ser resumida pelo argumento "se o projeto for aprovado, ele será inconstitucional pelas razões a, b e c". Ora, não existe no Brasil, e em quase nenhum lugar do mundo, controle prévio de constitucionalidade feito pelo Judiciário. Mesmo nos lugares onde há esse controle prévio - como na França - ele jamais ocorre dessa forma. Na França, o Conselho Constitucional pode analisar a constitucionalidade de uma lei antes de ela entrar em vigor, mas nunca impedir o próprio debate. Uma decisão nesse sentido, de impedir o próprio debate, é simplesmente autoritária e sem paralelos na história do STF e de tribunais semelhantes em países democráticos.

Assim, ao contrário do que se noticiou na imprensa, a decisão do STF não é uma ingerência "em escala incomparavelmente menor" do que a decisão da CCJ. É justamente o oposto. Além das razões que já mencionei antes, a decisão do STF é mais alarmante também porque produz efeitos concretos e imediatos, ao contrário da decisão da CCJ, que é apenas um passo inicial de um longo processo de debates que pode, eventualmente, não terminar em nada. E também porque, se não for revista, abre caminho para que o STF possa bloquear qualquer debate no Legislativo sempre que não gostar do que está sendo discutido. E a comprovação de que essa não é uma mera suposição veio mais rápido do que se imaginava: dois dias depois, em outra decisão sem precedentes, o ministro Dias Toffoli exigiu da Câmara dos Deputados explicações acerca do que estava sendo discutido na CCJ, como se a Câmara devesse alguma satisfação nesse sentido. É no mínimo irônico que, na mesma semana em que acusa a Câmara de desrespeitar a separação de poderes, o STF tenha tomado duas decisões que afrontaram esse princípio de forma tão inequívoca. A declaração de Carlos Velloso, um ex-ministro do STF que prima pela cautela e cordialidade, não poderia ter sido mais ilustrativa da gravidade da decisão do ministro Gilmar Mendes: "No meu tempo de Supremo, eu nunca vi nada igual"!

Virgílio Afonso da Silva é professor titular de direito constitucional na faculdade de Direito da USP


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Aécio Serra tem que ler melhor e beber menos




Aécio estar repetindo coisas que são faladas por Jabor, escritas por Merval, repetidas por Reinaldo Azevedo – “rola-bostas” que querem apenas manter seus privilégios... Falhas na Educação do governo Dilma, por exemplo...


Mas o playboy repete a mesma ladainha do derrotado Serra que sempre deixou o PT sozinho para falar do tema mais importante não apenas do Brasil, mas do mundo contemporâneo: JUSTIÇA SOCIAL... Será a eleição mais fácil para presidente, da história.

PAULO NOGUEIRA – Compilado do Diário do Centro do MundO



Do amigo João Neto, do Genepaponews


Mais uma pérola do jurista Roberto Freire



Que Roberto Freire foi nomeado-após delatar companheiros- procurador do INCRA pelos generais da "redentora"(lindo,  não, esse nome?) todo mundo sabia.Agora, o que ninguém sabia era que Roberto Freire é analfabeto jurídico.Segundo Freire, a indecorosa ofensiva do PT contra o Judiciário ignora uma premissa básica do equilíbrio entre os Três Poderes: não se pode, por meio de uma lei ordinária, mudar uma interpretação do STF sobre a Constituição.O quê? Não entendi.Quer dizer que uma lei ordinária não pode mudar uma interpretação do STF? Em que faculdade de direito Freire estudou? Claro que pode, sua anta quadrada.O que não pode é um ministro do STF invadir competência do Poder Legislativo, como foi o caso de Gilmar ao suspender um projeto de lei votado constitucionalmente por aquela Casa Legislativa.Isso é que não pode, mas Gilmar invadiu e, por isso, recebeu aplausos de um bando de corrupto do Senado.A premissa básica do equilíbrio entre os três Poderes é não invadir competência precípua um do outro.Feito diz o estadista Lula:cada macaco no seu galho.Freire tem mais é que voltar aos bancos escolares para aprender um pouco mais de direito.

Complexo de cachorra de madame



LULA MIRANDA


Senti extrema vergonha e desalento ao ver a foto de políticos da oposição que foram, em vexatória e infame romaria, beijar a mão do ministro do Supremo Gilmar Mendes. O mais perfeito retrato da covardia e da "sabujice"


Você certamente já deve ter ao menos ouvido falar num provável "complexo de vira-lata"[by Nelson Rodrigues], que supostamente acometeria hoje certa parte da nossa elite – isto, claro, segundo muitos jornalistas, membros bastardos dessa mesma elite. Até a presidenta Dilma já fez uma referência crítica a esse suposto complexo de inferioridade. Eis que sou forçado a reconhecer a existência em verdade de um insuspeito e ainda não catalogado "complexo de cachorro de madame" que estaria acometendo certos intelectuais brasileiros, artistas e alguns políticos. Ah, os políticos...

Senti extrema vergonha e desalento ao ver a foto de políticos da oposição que foram, em vexatória e infame romaria, beijar a mão do ministro do Supremo Gilmar Mendes. Independente de qualquer (im)possível justificativa, uma abjeta demonstração de sujeição e servilismo ao Judiciário por parte de membros do Legislativo, que, acima de tudo, conspurcaram a nossa Carta Magna que prevê, como cláusula pétrea, a independência entre os Poderes. E se assim o faz, não é à toa, mas exatamente para que haja o equilíbrio entre os Poderes da República – jamais sujeição, subserviência, pois isso afrontaria princípio basilar da democracia.

Foi triste e deprimente ver aqueles senhores posando solertes para aquela fotografia igualmente desalentadora: o mais perfeito retrato da covardia e da "sabujice". Como ficaram feios na foto! Seria preciso que alguém fizesse a gentileza de recomendar um pouco de prudência e um tiquinho de vergonha na cara àqueles "doutos" parlamentares: há que ser oposição, decerto, mas sem perder a dignidade jamais. Porém, pelo visto na triste fotografia, lastimável e desgraçadamente, o bom senso e a honradez já não servem como lastro ou limite ao jogo pelo Poder.

São tantos e diversos os esdrúxulos episódios na nossa política, ocorridos recentemente, que até parece que o FEBEAPÁ do "oswaldiano" Stanislaw Ponte Preta, cria do saudoso e talentoso Sergio Porto, está sendo reeditado no país em grande estilo. Senão vejamos se um festival de besteiras não assola de fato o país.

Congressistas nomearam para a presidência de uma Comissão de Direitos Humanos da Câmara um parlamentar que, dentre tantas outras estultices já cometidas e ditas, agora achou por bem colocar em votação um projeto de lei de autoria de um parlamentar tucano que "regulamentaria", digamos assim, ou que, em verdade, daria respaldo legal a uma mistificação: uma suposta "cura gay" (SIC) – como se a homossexualidade fosse uma doença. O projeto ao que parece visa anular, parcialmente ou integralmente, artigos de uma resolução do Conselho de Psicologia que, obviamente, condenam e proíbem seus profissionais de darem respaldo ou guarida a esse tipo de "cura".

[Aconselho os organizadores da "Parada Gay" de SP a ignorarem/desprezarem solenemente esse cidadão, pois o que ele merece é desprezo e voltar ao anonimato e insignificância que lhe cabe. Não o transformem em mote ou tema principal do desfile]

Em seguida o Congresso, sempre ele, propõe uma PEC estapafúrdia que, ao que parece, teria a pretensão de "limitar" os poderes de um tresloucado e "invasivo" Supremo. Mas essa proposta não tinha mesmo como prosperar. Foi solenemente engavetada. Ainda bem.
O Supremo, por sua vez, também é forte concorrente ao "Troféu FEBEAPÁ 2013". Seus ministros discursaram sem pejo, como se fossem políticos da oposição e não magistrados em um julgamento "histórico" – transmitido pela TV como se fora um espetáculo! – onde nitidamente se desrespeitou os direitos mais elementares dos réus. A mídia e boa parte da classe média aplaudiram de pé. FEBEAPÁ!

Agora esse mesmo Supremo, de modo nitidamente abusivo e fugindo completamente das suas prerrogativas constitucionais, interrompe a tramitação de um projeto, que mesmo se considerado "casuístico", é de obra e graça do Congresso e só a ele diz respeito. Outra: o projeto é bom, pois serve para impor limites ao número de partidos políticos e coibir esse grande negócio que se tornou abrir um partido no Brasil. Segue o FEBEAPÁ.

Não bastasse o assombro de tais episódios narrados acima, dentre tantos outros, inúmeros, dos quais lhes poupo, pois seria deveras enfadonho, tivemos agora o que pode ser facilmente considerado a cereja do bolo do "besteirol" político que assola o país tal qual uma praga incontrolável.

Determinado político ligado à força do "sindicalismo de negócios" sugere, no 1º de maio, de modo inconsequente/irresponsável [e "estratégico"] que seja implantado o gatilho salarial no país. E a mídia dá larga repercussão a tamanho despautério.

Donde é forçoso deduzir que os homens públicos decerto perderam o senso e o compromisso com a coisa pública, com o desenvolvimento da nação e o bem-estar do povo brasileiro. Parecem lutar desesperadamente por um naco de poder – e para isso, com a desculpa de um Maquiavel deturpado e corrompido, não medem esforços, meios e consequências, ou se impõem limites.

Mas eu estava lhes falando mesmo foi sobre um suposto "complexo de cachorro de madame" – não era isso? Desculpem-me, mas me perdi nos descaminhos da política brasileira. Fugi completamente do tema! Ou não?!

Que prossiga o FEBEAPÁ!

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quinta-feira, 2 de maio de 2013

O assunto agora é música

Pessoal, vamos dar uma forcinha à Banda Cabugá, da minha amiga Maria Flor.A banda Cabugá é uma das revelações da cena cultural de Pernambuco. Confira o vídeo no Youtube, compartilhe no Facebook, twitter.


Eles bajulam a mídia de direita em busca de proteção





EDUARDO GUIMARÃES


Políticos de variadas tendências vêm deixando ver que estão em busca de construírem para si uma rede de proteção midiática como a de FHC e Serra



Um fenômeno político vem se materializando e precisa ser muito bem avaliado, pois começa a se tornar preocupante. Políticos de variadas tendências – alguns deles, supostamente aliados do governo Dilma – vêm deixando ver que estão em busca de construírem para si uma rede de proteção midiática como a de Fernando Henrique Cardoso e José Serra.

De fato, se não fosse a hecatombe social e econômica que os dois políticos tucanos legaram ao Brasil após sua desastrosa passagem pelo governo federal entre 1995 e 2002, seriam eleitoralmente imbatíveis graças à rede de proteção supracitada.

Por outro lado, sem o apoio que FHC e Serra recebem da mídia, provavelmente teriam dificuldade até em aparecer em público, dado o mal que causaram a este país com a privataria tucana – que vendeu 100 bilhões de dólares de patrimônio público a preço de banana e sumiu com os recursos – e com a depressão social e econômica que adveio daquele processo.

Com o apoio primordial de grandes grupos de mídia como Organizações Globo, Grupo Folha, Grupo Estado e Editora Abril, aqueles tucanos conseguem se manter politicamente vivos, ainda que com a musculatura eleitoral irreversivelmente depauperada.

O PSDB, da mesma forma que FHC e Serra, só existe, ainda, por ação de uma mídia que, em mais de uma década, a cada enfrentamento que os tucanos tiveram com o PT ficou ao lado deles – ninguém conseguirá citar uma só vez em que a mídia tenha dado razão ao PT e ficado contra o PSDB.

Ainda assim, vale dizer que o partido, no âmbito federal, encolhe sem parar eleição após eleição.

O reverso dessa moeda é o poder de intimidação da mídia. Apesar de ela não estar conseguindo mais determinar ao povo em quem votar nas eleições mais importantes, ainda tem poder para causar graves danos a membros de grupos políticos de forma isolada – com a conhecida exceção de Lula, quem a mídia não consegue desmoralizar.

Vale dizer que, devido à desmoralização em que esses veículos já mencionados mergulharam junto ao eleitorado eles podem não conseguir votos, mas conseguem criar problemas com a Justiça para quem quiserem, bastando uma denúncia infundada. E o que é pior: conseguem até condenações (vide o julgamento do mensalão).

Por conta disso, políticos até então tidos como governistas, pensando em agregar à própria musculatura eleitoral os anabolizantes midiáticos, ou por medo de serem complicados com a Justiça, passam a se ajoelhar diante desses grandes meios de comunicação.

Os presidentes da Câmara e do Senado, Henrique Alves e Renan Calheiros, estão entre os que vêm mudando discursos e tomando medidas para não entrarem em choque com as famílias midiáticas Marinho, Frias, Mesquita e Civita, entre outras.

Mudaram de posição no caso dos deputados cassados pelo STF durante o processo do mensalão, brecaram tramitação de projetos como o que retirava poder do mesmo STF, impediram a convocação por uma CPI de um diretor da Veja envolvido na rede criminosa de Carlinhos Cachoeira, e por aí vai.

Outro exemplo notório de político que está se deixando embalar pelo canto da sereia midiático é o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que se prepara para atraiçoar o grupo político petista, o mesmo que lhe deu as condições para realizar uma revolução social e econômica em seu Estado.

Como se não fosse bastante, até um petista histórico acaba de cometer um dos atos mais patéticos de servilismo e bajulação que se possa imaginar. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, chegou ao ponto de escrever um texto para a Folha de São Paulo em que mente de forma inequívoca ao negar que o jornal tenha sido cúmplice da ditadura militar.

Poder-se-ia, ainda, falar de Marina Silva, quem, ao sair do governo Lula direto para a oposição ainda em 2010 e sem um único motivo claro, tornou-se um "fenômeno" eleitoral que levou a eleição presidencial daquele ano ao segundo turno. E que até hoje vem sendo incensada por esses meios de comunicação.

Mas o ato mais inominável de bajulação midiática e de traição política partiu do deputado pelo PDT paulista Paulo Pereira da Silva, o "Paulinho da Força". Presidente de central sindical, em discurso na última quarta-feira, 1º de maio, deu mais um passo para pular do barco governista e cair no tucano-midiático.

Qualificar de molecagem o que fez o tal "Paulinho", é bondade. Foi um crime de lesa-pátria o que ele cometeu ao propor um "gatilho salarial" por conta de a inflação ter ultrapassado em 0,09 ponto percentual a meta acumulada em 12 meses, de 6,5%.

Como se sabe, a mídia – com inequívocos motivos político-eleitorais – vem tentando vender à sociedade que haveria um processo inflacionário descontrolado no Brasil. Eis que o tal Paulinho vem jogar água no moinho midiático ao propor uma medida que existiu à época da hiperinflação, quando esta chegava a 30% ao mês em vez dos atuais 6,59% ao ano.

O que Paulinho fez pode causar sérios danos à economia, intoxicando o que em economês é chamado de "expectativas inflacionárias".

Nos casos desses políticos acima mencionados, a vassalagem aos barões da mídia vem dando resultados. Alves e Calheiros, que se elegeram sob bombardeio da mídia, foram deixados em paz. Campos e Marina viraram xodós da mídia. Paulinho, certamente começará a obter benesses midiáticas. Mercadante pode não conseguir favores, mas deverá ser deixado em paz.

Os barões da mídia, portanto, encontraram uma forma de preservar seu poder político: a chantagem e o suborno. E o pior é que parece que está dando certo.

Lula:cada macaco no seu galho


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Ex-presidente usa aclamado mote popular para receitar o entendimento entre os poderes Judiciário e Legislativo; "Se o Congresso cumprir sua função e o Supremo cumprir sua função, eu acho que nós ficaremos em paz. É cada macaco no seu galho"; antes de tomar vacina contra a gripe, hoje, no bairro Montanhão, em São Bernardo do Campo, ele repetiu que, em 2014, PT terá sua melhor chance de conquistar o governo de São Paulo; "Estou convencido disso", afirmou


É por isso que Lula é Lula. Sem meias palavras, usando e abusando de jargões populares, mais uma vez, na manhã de hoje, em São Bernardo do Campo, o ex-presidente exprimiu seu poder de síntese. Ele fora à Unidade Básica de Saúde do Parque Selecta, no bairro Montanhão, tomar a sua dose da vacina contra a gripe. Cercado por jornalistas, ele deu uma frase definitiva sobre como selar o entendimento entre os poderes Judiciário e Legislativo, que andam às turras, a ponto de muitos verem uma crise institucional em curso.

- É cada macaco no seu galho, proferiu Lula. "Não tem crise. Fico vendo as notícias e não sei onde está a crise.

Em seguida, o ex-presidente deu sua receita para o entendimento entre os dois poderes em atrito.

- Se o Congresso cumprir com sua função e o Supremo cumprir com sua função, eu acho que nós ficaremos em paz", declaro. "O importante é cada macaco no seu galho"

Com todas as cartas do PT nas mãos, para a sucessão ao governo de São Paulo, em 2014, ele tratou de dar nova embaralhada no jogo. Voltou a incluir o ex-ministro da Educação, Aloizio Mercadante, entre os pré-candidatos.

- Não acho que seja definitiva a retirada do nome do Mercadante. É muito cedo para definir o quadro de uma eleição em São Paulo", disse.

Lula enxerga que a hora de o PT vencer no Estado de São Paulo está marcada para 2014.

- Estou convencido que nunca esteve tão próximo do PT ganhar em São Paulo como agora. É o melhor momento que nós temos para ganhar as eleições.

Para ele, um dos motivos para esse favoritismo está no desgaste da longa administração tucana.

- Há uma fadiga. Os tucanos não têm mais novidade. Se a gente souber escolher candidato correto, temos chance extraordinária de eleger."

Além do nome, fazer uma ampla aliança em torno do candidato petista será fundamental, segundo Lula, para o desempenho.

- Teremos de formar uma bela aliança política. "Haverá, sim, uma articulação com o PMDB. O PMDB é um partido extremamente importante nessa aliança. É normal que cada partido comece a apresentar suas caras, mas é normal também que cada partido não perca nunca a noção de responsabilidade e de perspectivas concretas de ganhar eleição", finalizou Lula.

O ex-presidente afirmou ainda que o PT deve contar também com o apoio do PSD, de Gilberto Kassab, na aliança para o governo paulista, e que o partido ainda tem de conversar com o PTB e com o PRB, de Celso Russomanno. "O quadro pode ser montado de forma a ser favorável ao PT", disse Lula.Brasil 247

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Triste fim o de Marina


Partido de Marina recorre a siglas aliadas para coletar assinaturas



A que ponto chegou Marina Silva.Não tendo capacidade para filiar pessoas a sua Rede, junta-se à direita mais reacionária do Brasil para tentar alcançar 500 mil filiados.Para isso, conta com apoio de uma bando de político safado, do PPS ao PSB, para conseguir seu objetivo.Não sabe Marina que está sendo usada pela direita para abortar o processo de crescimento econômico e social do Brasil levado a efeito pelo PT.Essa história que a luta no Congresso contra o projeto que inibe a criação de novas siglas gerou uma solidariedade entre Marina, Aécio [Neves, senador] e Eduardo Campos [governador de Pernambuco e presidente do PSB]", é balela.Desde 2010 Marina Silva é linha auxiliar do PSDB, agora dividiu a tarefa com Eduardo Campos, o conhecido Dudu precatório(qualquer dia desses eu posto aqui um vídeo sobre o esquema dos precatórios, só estou aguardando o início da campanha eleitoral.Quem viver, verá!



Depois de não conseguir alcançar a meta de assinaturas estabelecida para o mês de abril, a cúpula da Rede Sustentabilidade passou a pedir ajuda a dirigentes de siglas simpáticas à candidatura de Marina Silva à Presidência para a coleta de apoio.

Ontem, por exemplo, o deputado Walter Feldman (PSDB-SP), integrante da executiva provisória da Rede no Estado de São Paulo, esteve com dirigentes tucanos e secretários de governo no Estado para pedir auxílio.

Luiz Roberto Lima - 17.mar.2013/Futura Press/Folhapress
No Rio, Marina Silva colhe assinaturas para a Rede
No Rio, Marina Silva colhe assinaturas para a Rede
A Rede pretendia obter 300 mil assinaturas até o fim de abril, mas fechou balanço parcial com cerca de 200 mil --há a expectativa de contabilizar mais 50 mil até a divulgação do balanço final, amanhã.


Feldman afirma que deputados de pelo menos três partidos simpáticos à causa de Marina já estão mobilizando suas equipes regionais. Entre os solidários estão o PPS, que está em processo de fusão com o PMN, o PSDB e o PSB. Todos têm interesse na candidatura da ex-senadora. Consideram que sua entrada na disputa favorece um segundo turno contra Dilma.

Em São Paulo, a Rede conseguiu ajuda dos deputados Luiz Fernando Machado (PSDB) e dr. Ubialli (PSB). O presidente estadual do PSB, Márcio França, também trabalha pela nova sigla.

"Essa luta no Congresso contra o projeto que inibe a criação de novas siglas gerou uma solidariedade entre Marina, Aécio [Neves, senador] e Eduardo Campos [governador de Pernambuco e presidente do PSB]", diz Feldman. "O que estamos pedindo, e em boa medida recebendo, é ajuda operacional mesmo".

No cronograma estabelecido pela Rede, ela pretende recolher as cerca de 500 mil assinaturas necessárias para o registro até 15 de junho.Uol.

Pede para sair, Taques!


Esse é o tipo de político que entra na política para levar vantagem, um sujeito sem nenhuma consistência ideológica, chupão de colhões dos poderosos.Vergonha para o povo do Mato Grosso.Leia artigo de Marco Damiani.


“Colocar o Congresso nos eixos” é a pior frase política desde a redemocratização. Assim como Marcio Moreira Alves entrou para a história como defensor da autonomia parlamentar, Pedro Taques abriu a porta dos fundos ao bajular um juiz parcial.


É inclassificável a frase "o STF vai colocar o Congresso nos eixos", pronunciada com a boca cheia de ranço pelo senador Pedro Taques (PDT-MT). Com ela, o líder do beija mão bajulatório ao ministro Gilmar Mendes, do STF, promovido ontem, em Brasília, garante, pela porta dos fundos e do avesso, seu lugar na história do parlamento. Um lugar diametralmente oposto ao que sempre terá o deputado Marcio Moreira Alves (1936-2009), que no tempo mais duro da regime militar autoritário e assassino ergueu sua voz pela defesa do parlamento livre, soberano e autônomo, despertando a ira traduzida na decretação do AI-5. Apesar do revés imediato, Marcito, como era chamado, mostrou a importância do não ter medo, escrevendo talvez a página mais heroica da história do Congresso.

Taques é o antípoda de Marcito. Derrotado no voto direto e transparente de seus pares pelo senador Renan Calheiros, na disputa pela presidência do Senado, o dono de um carreira em tudo obscura na política do Mato Grosso, sempre amparada por ricos e poderosos, se fez de vítima. Tentou aparecer nas manchetes como paladino da ação política moderna. Bastaram poucas semanas, porém, até que ocorresse a deplorável cena do beija mão, como definiu corretamente o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), para que Taques mostrasse quem verdadeiramente é: o mesmo sabujo dos poderosos de plantão, tal qual é reconhecido em seu Estado. Nacionalmente, e na lama da vergonha, a máscara caiu.

Na véspera, os presidentes da Câmara e do Senado, de maneira institucional, polida e, ao mesmo tempo, firme, foram a Gilmar, aí sim, num gesto formal para colocar o juiz nos eixos. Conseguiram emparedar o magistrado que, sozinho, derrubara a vontade de uma grande maioria que ia se formando, no parlamento, em torno do projeto de lei que determina novas regras à formação de partidos políticos. Uma tramitação corriqueira, mas que pela importância do assunto mereceu apelos pela interferência de Gilmar. Ele, por sua vez, mostrou que, para essas coisas, está sempre de plantão!

Ao passarem por cima da autoridade dos presidentes democraticamente eleitos, os políticos que ladearam Taques na romaria ao piedoso, digamos, Gilmar, ajudaram a escrever uma página torta da história do Congresso.

A foto divulgada diz tudo. Homens como o senador Pedro Simon indo de mãos juntas ao confessionário. Logo o 'valente' Pedro Simon! Mas não foi tudo. Com o, digamos, radical Randolfe Rodrigues, do PSOL – do PSOL, imagine! --, bem do lado esquerdo do juiz que se sobrepõe aos representantes do povo. No fundo, o tucano Aloysio Nunes Ferreira, nada a estranhar. E Taques que, não satisfeito com a cena, ainda jogou como promotor contra o Congresso, garantindo a recolocação, pelo STF, da casa do povo "nos eixos". Se lhe restar um pouco de hombridade, o senador tem de renunciar, como pedido de desculpas pela afronta à autonomia parlamentar. Um estafeta do Judiciário como Pedro Taques não tem nenhuma contribuição para dar ao Poder Legislativo.

Mais uma trapalhada de Fux




Fux fura fila em aeroporto.



Ministro do STF passou em porta privada, com quatro assessores, desfilando com prioridade com acesso ao finger, enquanto crianças e a maioria dos passageiros que chegaram antes se perfilavam no saguão apertado do aeroporto Santos Dumont


Leandro Mazzini, Coluna Esplanada -  - Quem não perde o avião é o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux. Ontem, quase levou vaia da fila imensa que embarcava à tarde no voo da TAM 3026, Rio-Brasília, no Aeroporto Santos Dumont.

Com evidente pressa, vossa excelência passou em porta privada, com quatro assessores, desfilando com prioridade com acesso ao finger. Enquanto crianças e a maioria dos passageiros que chegaram antes se perfilavam no saguão apertado.

Não é o primeiro ministro da suprema corte que requer benesses das companhias aéreas, já mostraram reportagens anteriores. Talvez nem será o último. A coluna procurou a assessoria do STF para saber se há benefícios especiais para togados e assessores nessas situações. A assessoria não se pronunciou por ora.

Com números, Lula fatura 1º de maio no FACEBOOK

Uma briga desigual



A eleição presisendicial de 2014 se apresenta como a eleição mais dura, mais difícil para as pretensões do PT.

Não é porque os candidatos da oposição sejam fortes, que tenham voto.Nada disso.Nenhum deles têm força para derrotar Dilma.


A eleição vai ser dura na medida em que a grande oposição à Dilma não disputa eleições, e é aí onde mora o perigo.


Neste contexto, encontram-se o PiG, o STF e o Ministério Público.


Prepare-se que esse tripé fará de tudo para evitar a vitória de Dilma.


Se nas eleições presidenciais recentemente disputadas pelo PT(2002, 2006/2010), o PiG foi o grande líder da oposição sem voto, agora recebeu o reforço do Supremo Tribunal Federal e do Ministério Público. 


O PiG, na eleição de 2014, vai servir tão-somente para levantar a bola dos golpistas do STF e do MP.O papel do PiG vai ser, ainda que relevante, secundário.A grande oposição virá do Supremo Tribunal Federal.O MP vai correr por fora.


Não tenho dúvidas, repito, que é no STF onde vai se concentrar o grande obstáculo para Dilma.Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Luiz Fux não medirão esforços para derrotar o PT.A última decisão de Gilmar Mendes, que paralisou um ato legitimo e legal da Câmara dos Deputados, numa absurda afronta ao principio da Tripartição dos Poderes, é a prova concreta, real do que está por vir.

Não obstante tudo isso, cabe a nós militantes ir para linha de frente e não deixar que a oposição sem voto ganhe a eleição.A briga vai ser desigual, mas acredito que, mais uma vez, Dilma vencerá a eleição.