terça-feira, 3 de junho de 2014

Leitura obrigatória para os coxinhas


via Stanley Burburinho - Escritora holandesa, falando sobre o Brasil. Texto bárbaro. "Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado. Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne. Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta. Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador. Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de ‘Como conquistar o Cliente’. Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos... Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais. Os dados são da Antropos Consulting: 1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial. 2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma. 3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária. 4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo. 5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina. 6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma. 7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando. 8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês. 9. Telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.. 10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina. 11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos. Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil? 1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano? 2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta? 3. Que suas AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE ganham os melhores e maiores prêmios mundiais? 4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários? 5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo? 6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados? 7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem? Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando. É! O Brasil é um país abençoado de fato. Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos. Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente. Bendita seja, querida pátria chamada BRASIL!" OBS: PUBLIQUEM SEM CESSAR PARA QUE TODO O BRASIL SAIBA O SENTIMENTO ANTI-BRASIL CULTIVADO PELA GRANDE IMPRENSA BRASILEIRA e que fique exposto o sentimento vil, de vira-latas.

O Coroné Dudu Campos na terra de meu Padin Ciço

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Faustão ataca a Copa e esquece a Globo

Experiência própria: na Globo nada vai ao ar sem autorização de cima



O apresentador Fausto Silva anda muito revoltado. Não deve ser por causa do salário, já que ele recebe uma fortuna da TV Globo e ainda tira uns “trocados” dos bilionários anunciantes. Nos últimos tempos, ele transformou o seu programa Domingão do Faustão num verdadeiro palanque, com duros ataques ao governo Dilma.

Neste domingo (1), segundo o site UOL, ele aproveitou para “criticar a incompetência e a corrupção no Brasil”, reforçando o complexo de vira-latas das elites tão em moda nas vésperas da abertura da Copa do Mundo. Vale conferir alguns trechos da reportagem:
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“País da Copa do Mundo, mas que não conserta enchente, que dá serviço péssimo de saúde, escola de quinta categoria, que não oferece segurança. Esse é o país que quer fazer Copa do Mundo com 17 [12] cidades, mas que não faz nem com cinco”, entrou no assunto Fausto Silva, durante o ‘Domingão’, deste domingo (1). O apresentador prosseguiu com as críticas, mas pediu uma trégua à população brasileira em relação às manifestações. “O Brasil convidou mais de 600 mil estrangeiros para virem aqui. Os nossos problemas temos de resolver entre nós. Passa a Copa do Mundo e depois o pau come de novo para a gente resolver”, desabafou.

“Já que vai começar dentro dessa bagunça toda, desses estádios caros, vamos tentar fazer o melhor possível, até porque a minha avó já dizia ‘roupa suja se lava em casa’. Não dá para mostrar para o mundo inteiro que somos o país da corrupção e da incompetência. Muita gente já sabe”, completou Fausto Silva… Minutos depois, o apresentador voltou a tocar no assunto. “O Brasil dentro de campo é uma coisa. O Brasil fora é outro. O povo já percebeu. O Brasil precisa ganhar a Copa da educação, da saúde, contra o preconceito”, avaliou. “A nossa Copa do Mundo é em outubro, época das eleições”, decretou.
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Já que anda tão revoltado, tão rebelde, Faustão podia aproveitar para criticar o império midiático em que trabalha. A TV Globo é uma das maiores culpadas pelas mazelas históricas do Brasil.
Ela sempre apoiou as forças conservadoras que emperram o desenvolvimento do país. Para montar sua rede nacional de televisão, através das afiliadas, ela firmou parceria com as velhas oligarquias, montando um sistema de coronelismo eletrônico.

Em todos os momentos decisivos da história, a famiglia Marinho se colocou contra o progresso social, a soberania nacional e a democracia. Foi contra as leis trabalhistas de Getúlio Vargas, fez campanha contra a Petrobras e sabotou os governos progressistas.

Recentemente, acuada pelos protestos de rua e os gritos de “A realidade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”, o poderoso império global inclusive reconheceu oficialmente que apoiou o golpe de 1964 e a sanguinária ditadura militar, numa autocrítica meia-sola.

Faustão, tão rebelde e corajoso, poderia aproveitar esta confissão para criticar seus patrões, que fizeram fortunas exatamente neste período. Como forma de resolver os graves problemas sociais, o milionário apresentador poderia até defender a urgência de uma reforma tributária no Brasil, que retire um pouco de grana dos muitos ricos para investir em programas de superação das injustiças crônicas do país.

No mês passado, a revista Forbes publicou a lista das 15 famílias mais ricas do Brasil, que juntas possuem uma fortuna de US$ 122 bilhões – o equivalente a 5% de todas as riquezas produzidas no país (PIB). No topo do ranking aparece a famiglia Marinho, dona das Organizações Globo, com uma fortuna estimada de US$ 28,9 bilhões.

No próximo “Domingão do Faustão”, o indignado apresentador bem que poderia citar os nomes dos bilionários nativos, maiores responsáveis pelas mazelas nacionais. Como forma de ajuda a Fausto Silva, publico abaixo a lista da Forbes:

As 15 famílias mais ricas do Brasil

1 — Marinho (Mídia):
Os três irmãos que controlam as Organizações Globo são bilionários: Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho, José Roberto Marinho. Juntos, eles têm uma fortuna estimada em US$ 28,9 bilhões
2 — Safra (Banco)
São três parentes, todos bilionários graças ao império do banco Safra: Joseph Safra, Moise Safra e Lily Safra. Eles têm a fortuna estimada em US$ 20,1 bilhões quando somada
3 — Ermírio de Moraes (Conglomerado Votorantim)
São seis parentes, todos bilionários –Antonio Ermírio de Moraes, Ermírio Pereira de Moraes, Maria Helena Moraes Scripilliti, José Roberto Ermírio de Moraes, José Ermírio de Moraes Neto e Neide Helena de Moraes–, com fortuna estimada em US$ 15,4 bilhões. A riqueza veio do grupo Votorantim, fundado por José Ermírio de Moraes Juntos em 1918, e que hoje inclui de banco a siderúrgica
4 — Moreira Salles (Banco)
Reúne quarto irmãos, todos bilionários: Fernando Roberto Moreira Salles, João Moreira Salles, Pedro Moreira Salles e Walter Moreira Salles Junior. A fortuna deles vem da herança do Unibanco, incorporado ao Itaú, e de uma empresa de mineração de nióbio. Somando tudo, dá US$ 12,4 bilhões
5 — Camargo (Conglomerado Camargo Corrêa)
São três irmãs, todas bilionárias: Rossana Camargo de Arruda Botelho, Renata de Camargo Nascimento e Regina de Camargo Pires Oliveira Dias. Juntas, elas têm um fortuna avaliada em US$ 8 bilhões, vinda do império Camargo Corrêa, que têm negócios de engenharia, construção, energia e transportes, entre outros
6 — Villela (Itaúsa)
São cinco parentes, dois deles bilionários graças à herança do banco Itaú: Alfredo Egydio de Arruda Villela Filho e Ana Lucia de Mattos Barretto Villela. Juntos, eles têm US$ 5 bilhões
7 — Maggi (Soja)
São cinco parentes, quatro deles bilionários graças a uma das maiores produções de soja do mundo: Lucia Borges Maggi, Blairo Borges Maggi, Marli Maggi Pissollo, Itamar Locks e Hugo de Carvalho Ribeiro. A fortuna em conjunto é estimada em US$ 4,9 bilhões
8 — Aguiar (Banco)
São três irmãs, todas bilionárias graças à herança do banco Bradesco: Lina Maria Aguiar, Lia Maria Aguiar e Maria Angela Aguiar Bellizia. As três juntas têm uma fortuna estimada em US$ 4,5 bilhões
9 — Batista (Carnes)
São dez parentes herdeiros da fortuna de José Batista Sobrinho, fundador da produtora de carne JBS –hoje uma das maiores empresas de alimentos do mundo. Nenhum deles é bilionário, mas juntos somam US$ 4,3 bilhões
10 — Odebrecht (Vários setores)
São 15 parentes herdeiros da empresa fundada pelo engenheiro pernambucano Norberto Odebrecht. O grupo atua em diversos setores, entre eles engenharia, construção, produtos petroquímicos e químicos. Sozinho, nenhum dos parentes é bilionários, mas juntos eles reúnem US$ 3,9 bilhões
11 — Civita (Mídia)
São três irmãos (Giancarlo Francesco Civita, Anamaria Roberta Civita e Victor Civita Neto) herdeiros da editora Abril. Juntos, têm fortuna avaliada em US$ 3,3 bilhões
12 — Setubal (Banco)
São 25 parentes de uma das famílias fundadoras do banco Itaú (foram os Villela junto com os Setubal). Nenhum dos Setubal é bilionário, mas juntos eles têm uma fortuna estimada em US$ 3,3 bilhões
13 — Igel (Petróleo e petroquímicos)
São sete parentes herdeiros do grupo Ultra, dono de marcas como Ipiranga e Ultragás, com fortuna avaliada em US$ 3,2 bilhões. Dos sete, um deles é bilionário: Daisy Igel
14 — Marcondes Penido (Rodovias pedagiadas)
São duas irmãs herdeiras da CCR, maior operadora brasileira de rodovias pedagiadas por valor de mercado, com fortuna estimada em US$ 2,8 bilhões. Uma delas é bilionária: Ana Maria Marcondes Penido Sant’Anna
15 — Feffer (Celulose e papel)
São cinco irmãos, herdeiros da Suzano. Nenhum deles é bilionário, mas, juntos, eles têm uma fortuna estimada em US$ 2,3 bilhões.

Tucanos de alta plumagem podem pegar 19 anos de cadeia

CASO EIKE: MALAN E ELLEN DENUNCIADOS POR CRIMES


Coisa feia! Uma ex-ministra do STF denunciada por ter praticado maracutaia.


247 - Uma mentira contada pelo empresário Eike Batista a seus investidores pode custar caro para o ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan, e a ex-ministra do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie – ambos ligados ao PSDB. Quando os dois eram membros do conselho da OGX, Eike prometeu injetar US$ 1 bilhão na companhia caso suas ações se desvalorizassem, numa cláusula conhecida como "Put". Os papéis viraram pó, Malan e Gracie saíram do conselho, mas, para o procurador federal Osório Barbosa a história não terminou. Ele encaminhou uma notícia crime contra os dois, que foi recebida pelo também procurador federal José Gomes Ribeiro Schettino.
Na denúncia, Malan e Gracie são acusados dos crimes de falsificação de contrato, manipulação de mercado e crime contra o sistema financeiro nacional, cujas penas, somadas, chegam a 19 anos de prisão. “Assim sendo, ao venderem seus nomes para dar credibilidade à fraude, estes notáveis conselheiros não só teriam se tornado co-autores do crime, mas também avalistas da PUT”, diz o último parágrafo da denúncia.
 “O MPF entende que os três são avalistas da PUT, o que implica em dizer são devedores solidários de US$ 1 bilhão. Isto é ótimo porque agora temos um número maior de devedores da PUT a serem acionados”, disse ao 247 Aurélio Valporto, presidente da Associação Nacional de Proteção ao Acionista.

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Eduardo Campos não ganha nem no seu curral eleitoral

Pesquisa Ibope mostra Armando Monteiro com 43% e Paulo Câmara com 8% das intenções de voto



Pesquisa do instituto Ibope  divulgada nesta segunda-feira (02) na Folha de Pernambuco mostra o candidato ao governo de Pernambuco pela oposição, Armando Monteiro Neto, com 43% das intenções de voto contra 8% do socialista Paulo Câmara, apoiado pelo ex-governador Eduardo Campos (PSB).

Jair Pedro (PSTU) aparece com 2% e José Gomes Neto (PSOL) tem também 2%. Brancos e nulos somam 22% e 22% dos entrevistados se mostraram indecisos. O Ibope ouviu 1.008 eleitores de todas as regiões de Pernambuco, entre os dias 26 e 29 de maio.

No Recife e Região Metropolitana, Armando é o preferido de 38% dos eleitores, contra 9% de Paulo Câmara. No interior, Armando alcança 47% contra 8% de Câmara.

O Ibope ouviu as pessoas também sobre o peso dos apoios e pergunta o seguinte: se os candidatos forem Armando Monteiro, com apoio de Lula e Dilma, e Paulo Câmara, com apoio de Eduardo Campos e Mariana Silva, em quem votaria?

Neste caso, Armando sobe para 53% e o candidato do PSB, 21%. O levantamento mostra ainda que Armando é menos rejeitado entre todos os pré-candidatos. Ele tem apenas 9% contra 17% de Paulo Câmara.

Quanto à confiança do eleitorado em relação a quem vai ganhar a disputa. A pergunta é: “Independente de sua intenção de voto, na sua opinião quem será o próximo governador de Pernambuco?”

Armando aparece com 46% das intenções de voto e Paulo com 10%. No Recife, o resultado é 45% a 12%; na periferia (demais municípios da metropolitana), fica 41% a 8%; e, no interior, 48% a 11%.

Na disputa para o Senado, João Paulo (PT) tem 40% das intenções de voto contra 18% de Fernando Bezerra (PSB). Na divisão por regiões, João Paulo venceria Bezerra inclusive no interior. No Recife, João tem 47% e Fernando 14%. Na área metropolitana, dá 53% a 9%. E no interior, João chega a 32% contra 24% de Fernando.

Em relação à disputa presidencial, Eduardo e Dilma aparecem empatados no Estado: 40% e 39%, respectivamente, enquanto o tucano Aécio Neves aparece com apenas 3% e o Pastor Everaldo 2%. Brancos e nulos somam 9% e indecisos 6%.

O Ibope ouviu 1.008 eleitores de todas as regiões de Pernambuco, entre os dias 26 e 29 de maio.

O Rappa se vende à Nutura para falar mal de Dilma



O cara que se presta a um papel safado desse merece o repúdio de todos que compra seus CDs, DVS, ingresso para show.Já avisei a minha filha adolescente, para show desse bandido você não vai mais, Nem compro mais nada dessa merda de cantor.
Dois dias depois de chamar o legado da Copa do Mundo de "muito escroto, muito pequeninho, muito nada a ver", durante show em Ribeirão Preto, e ouvir o público de cerca de 40 mil pessoas gritar um refrão agressivo contra a presidente Dilma Rousseff, o cantor Falcão e a banda O Rappa tem um belo cachê a receber.  
A fábrica de cosméticos Natura, do empresário Guilherme Leal, contratou Falcão e seu grupo para fazer o show principal do lançamento de novos perfumes da marca, durante evento marcado para esta terça-feira 2, em São Paulo.
Em 2010, Leal foi o principal doador individual de recursos para a então candidata Marina Silva, com quem formou a chapa do PV como candidato a vice.
Diante da vaia contra Dilma pela plateia, o cantor Falcão deu, ao seu modo, sua anuência à agressão verbal:
- Você viu que eu jamais falaria isso, mas o desabafo é de vocês, é nosso, é de todo mundo. É só um desabafo. Mas mesmo se ganhar a Copa eu vou continuar pensando isso. Eu estou fechado é com a Nação inteira, que queria uma coisa legal, maneira, show.
Antes da vaias, Falcão fez um pequeno discurso atacando o legado da Copa do Mundo:
- Só tem dois tipos de Copa, a que vencer e a eleição que vem logo depois. A gente não pode esquecer isso. A gente ama futebol, mas pela primeira vez a gente tem de ser honesto. Mas mesmo se ganhar a Copa eu vou continuar pensando desse jeito. Eu estou fechado é com a Nação inteira, que queria uma coisa legal, maneira, show. E não é show. Se não é show, eu não vou bater palma.
O artista disse que ouviu dizer que "a Copa está comprada", mas que não acredita nisso:
- Tem muita seleção que joga pra c... querendo ganhar, acrescentou, no mesmo nível do evento que liderava.
Abaixo, vídeo com o trecho do show com a vaia à presidente

A Copa dos vira-latas



Teremos duas copas do mundo: uma em que o Brasil tem tudo para sair vencedor e outra em que uns brasileiros preferem se mostrar como derrotados.
Nesse time de vira-latas derrotistas ladram, papagaicamente, anarcoxinhas e midiotas, além de jornalistas e articulistas que atuam como ventríloquos dos bilionários donos de jornais e revistas.
Essa turma derrotista tem um jargão próprio, todo colhido no manual do midiota, a grande imprensa. O léxico é composto de expressões como "só no Brasil mesmo", "por que não vai pra Cuba", "Hospitais Padrão Fifa", "petralhas", "não vai ter copa" etc.
Não vai ter copa é um jogo de retórica infantil, ele surge sete anos após o Brasil ter sido escolhido como sede do mundial e logo depois dos estádios ficarem prontos.
Como se vê, coisa de gente atrasada.
MEA CULPA
No time dos fracassomaníacos, tudo é atribuído a Dilma, desde a construção de escolas até a contratação de médicos, o que deixa claro que o anarcoxismo é também fruto do analfabetismo político.
A Folha, há poucos dias, fez um mea culpa e revelou que estava exagerando com os seus dados falsos sobre os gastos com a Copa das Copas e sua relação com os investimentos públicos, mas o povo já estava envenenado.
Ela mesma, a Folha (está aqui o link) diz que o governo fez empréstimos e que parte dessa grana será devolvida com juros.
Não se perde nada e os quase R$ 8 bilhões emprestados para a construção de estádios são uma pequena fração em relação ao orçamento de R$ 825 bilhões investidos anualmente em Saúde e Educação.
ESCALAÇÃO
No time dos vira-latas derrotistas jogam, no ataque, uns sujeitos mascarados. O lance deles é quebrar tudo, não querem construir nada, distribuem porrada, param o trânsito, jogam lixo na rua, depredam o patrimônio público, quebram vidraças, incendeiam bancas de revistas, tocam fogo em fusca, atiram rojões em repórteres, queimam o próprio filme.
No meio de campo estão alguns articulistas, são eles que distribuem a bola, em forma de má informação e má fé.
O combustível que alimenta os molotovs dessa linha de frente, os que estão no ataque, é a mentira, o engodo e a omissão do meio de campo.
Na defesa desse time de pernas de pau, tem o grande goleiro, Joaquim Barbosa. Escalado de última hora, com a mão de gato da revistaveja, por ser especialista na tática do chamado déficit civilizatório, o jogo feio dos black blocs.
Em 1950 a derrota do Brasil, o Maracanaço, foi atribuída a um goleiro de nome Barbosa. Mal agouro esse homônimo.
Barbosa, o Joaquim, entra em campo sempre usando uma capa se super herói, como um lutador de telecatch.
Rachel Sheherazade e Eliane Cantanhêde estão na zaga, são as primeiras a receberem a bola de Barbosa e distribuírem para o meio de campo.
A comissão técnica, você sabe, é composta pelos engravatados bilionários, gente que fez fortuna apoiando os militares torturadores e mentindo para o povo.
Não nos esqueçamos, esse time vem perdendo desde as eleições de 2002.

Lelê Teles


Jornalista e publicitário. Roteirista do programa Estação Periferia (TV Brasil), apresentador do programa Coisa de Negro (Aperipê FM) e editor do blog FALA QUE EU DISCUTO

O Estadão contra a participação




Perigo vermelho

A turma do editorial do Estadão está em pânico. Apelou e perdeu a razão. Também, não era para menos. O jornal que ajudou a derrubar os governos Vargas, em 1954, e João Goulart, em 1964, não dorme em serviço.  Dilma que se cuide, pois estamos, de novo, em um ano de quatro.

Mais uma vez, e antes que seja tarde, o veículo que tem uma longa folha de serviços prestados ao País está pronto para defender a democracia de seu principal algoz: o povo.

O jornal descobriu e denunciou, em um editorial ('Mudança de regime por decreto', de 29/5), que o governo da presidenta Dilma Rousseff está cometendo um crime de lesa pátria.

Os ideólogos das furiosas linhas chamam Dilma de 'companheira'. Calma, os 'companheiros' editorialistas continuam os mesmos. Apenas estão usando o pronome de tratamento de forma irônica.

Alertam para o grave risco que temos pela frente: ‘a presidente Dilma Rousseff quer modificar o sistema brasileiro de governo’ por decreto, brada o jornal que sabe defender um regime como ninguém.

Abram alas para os companheiros vetustos que falam de democracia com autoridade:

‘O Decreto 8.243, de 23 de maio de 2014, que cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), é um conjunto de barbaridades jurídicas, ainda que possa soar, numa leitura desatenta, como uma resposta aos difusos anseios das ruas. Na realidade é o mais puro oportunismo, aproveitando os ventos do momento para impor velhas pretensões do PT, sempre rejeitadas pela Nação, a respeito do que membros desse partido entendem que deva ser uma democracia.’

E nós, incautos, dormindo, trabalhando e nos preparando para a Copa do Mundo de Futebol - quanta alienação! O gigante dormiu de novo. A coisa da ‘leitura desatenta’ é feita para gente como nós, míopes nas entrelinhas.

Por sorte, nada escapa à eterna vigilância dos companheiros que cavalgam de trombeta.

Cuidado com essa coisa de ‘sociedade civil’, pede o Estadão. Isso é um perigo.

Estejam todos atentos, pois querem destruir a democracia. Como pretendem fazê-lo? Trazendo a sociedade civil para dentro do governo.

Os funéreos redatores jogaram a pá de cal até em liberais moderninhos como Alexis de Tocqueville e John Stuart Mill, que defendiam a participação como base da boa representação, no século XIX.

A Constituição reescrita por um editorial

Em um de seus parágrafos mais histéricos, o editorial que baba afirma que ‘a companheira Dilma não concorda com o sistema representativo brasileiro, definido pela Assembleia Constituinte de 1988, e quer, por decreto, instituir outra fonte de poder: a 'participação direta'.’

Alguém poderia enviar de presente ao Estadão, pelos Correios, um exemplar da Constituição, pois o deles deve ter sumido faz tempo.

Já se esqueceram do parágrafo único do artigo 1o de nossa Carta Magna  , que diz:

‘Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição’.

Provavelmente não chegaram sequer ao artigo 84, que dá ao Presidente da República o poder de expedir decretos sobre a organização e funcionamento da administração federal, que é exatamente o objeto do abominado ato oficial.

Não bastassem alguns ministros do Supremo, também o Estadão agora quer reescrever a Constituição, a começar por editoriais - quem sabe, um dia, via classificados.

Ficaria assim o primeiro artigo da Constituição, pelas mãos dos companheiros trombeteiros:

‘Ora, a participação social numa democracia representativa se dá através dos seus representantes no Congresso, legitimamente eleitos.’

O Estadão acaba de proclamar o parlamentarismo, pois esqueceu-se até de incluir a Presidência da República como uma das instâncias de representação. Ou seja, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, tudo bem; mas Dilma Rousseff, nem pensar.

Os tocadores de berrante pedem àqueles que consideram suas vaquinhas de presépio (‘Que o Congresso esteja atento’ e que venha ‘o STF, para declarar a inconstitucionalidade do decreto’) para derrubarem a norma do Executivo.

O argumento pífio é o de que ela ‘fere o princípio básico da igualdade democrática (‘uma pessoa, um voto’)’.

Hora de mandar mais um exemplar da Constituição para o Estadão. Nem o Brasil, nem qualquer país federalista do mundo segue o sistema de ‘uma pessoa, um voto’ na representação parlamentar.

Os caríssimos companheiros editorializantes até hoje não descobriram que nem a Câmara dos Deputados, nem o Senado Federal são constituídos pelo tal sistema de ‘uma pessoa, um voto’. Erraram de país.

A única instância de representação em que essa regra é aplicada, para o azar do Estadão, é justamente a Presidência da República.

Argumentos similares aos desse editorial já foram e continuam sendo usados contra invenções diabólicas como, por exemplo, o orçamento participativo - coisa perigosíssima, nascida da invencionisse petista, dilmista, mensaleira e autoritária dos comissários.

O Estadão chamou para a briga. E pede ajuda a quem quer que seja para salvar nosso sistema representativo.

Sim, esse mesmo sistema representativo que todos os dias os editoriais do Estadão e de muitos outros jornais ajudam a desmoralizar, a esculhambar, a retratar como um ninho de bandidos, é esse sistema que eles conclamam que seja salvo. Avante, ‘companheiros’!

Dilma é acusada de ‘descaramento’ por conta do tal decreto. Aí descobrimos para que serve o cavalo do Estadão: para ajudar a escrever editoriais com coices.

Exorcistas de papel

Em momento algum o Editorialíssimo Jornal, do alto de sua cavalgadura, abandona a postura autoritária e de tutela da opinião pública. Jamais passou, por baixo das patas de suas ferraduras, a ideia de recomendar ao leitor um cuidado básico: o de ler o decreto.

O jornal, como sempre, confia no poder de seu berrante de produzir o efeito manada nos que compram suas páginas. Espera que simplesmente ruminem sobre o decreto: ‘não li e não gostei’.

Quem puder ler a norma verá que a mesma restringe-se a dar recomendações à administração pública federal. Nem Estados, nem Municípios, nem o DF estão obrigados a segui-la.

A Câmara, o Senado e o STF, invocados pelos exorcistas de papel, não têm nada a ver com a coisa e podem permanecer sem sociedade civil, se assim preferirem, no intuito de agradar o jornal.

Sabem qual o grande perigo do decreto? O grande perigo é o de serem criados conselhos e comissões de políticas públicas; conferências nacionais; ouvidorias; mesas de diálogo; fóruns interconselhos; audiências públicas; consultas públicas; e ambientes virtuais de participação social.

Se é disso que o Estadão tem medo, é bom esconder-se debaixo da cama imediatamente, pois, com esse decreto, o bicho vai pegar.


(*) Antonio Lassance é cientista político.

A oposição corrupta e o PiG têm medo do povo



A oposição se articula no Congresso para suspender o decreto que cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS), editado por Dilma Rousseff, que prevê obrigação para os órgãos do governo de promover consultas populares sobre 'grandes temas' antes que propostas sejam adotadas e se tornem políticas públicas para segmentos específicos. Serão nove conselhos no total.
Líder do PSDB na Câmara, o deputado baiano Antônio Imbassahy, aquele que recebeu R$ 150 mil reais do doleiro Youssef, disse ao jornal O Estado de São Paulo, o mais novo guardião da ordem democrática, que pediu que sua assessoria verifique "se há vício de inconstitucionalidade" no decreto.
Para o tucano traquino, o Planalto "percebeu a possibilidade de derrota nas eleições de outubro e quer aparelhar ainda mais os órgãos para que os petistas continue m a ter influência, em caso de derrota, e dificultem as ações do novo governo".
O líder do DEM, Mendonça Filho (PE), aquele mesmo que pediu milhões e empréstimo no BNB e nunca pagou, apresentou projeto de decreto legislativo para revogar o decreto presidencial. Ele afirmou que vai pedir às demais lideranças partidárias apoio para a aprovação do regime de urgências para que o decreto seja derrubado "o mais rápido possível".
"A instância que o cidadão tem para ser ouvido é o Congresso e não um conselho aparelhado pelo atual governo e o PT. Isso é uma usurpação do poder do Legislativo pelo Executivo", afirmou Mendonça Filho.
Meu Deus! Aonde essa oposição corruta e incompetente vai parar?
Só porque o governo federal quer criar um canal de discussão para os assuntos importantes do Brasil esses corruptos acusam o governo de ser antidemocrático, bolivariano.
Li o decreto na integralidade, ele não tem nada de autoritário, ao contrário, reforça a democracia, pois coloca nas mãos dos cidadãos comuns o direito de opinar sobre as ações do governo.É uma espécie de Orçamento Participativo na esfera federal.Nada mais, além disso!
Engraçado é o argumento do parceiro do doleiro Alberto Yusseff, o deputado Imbassahy. Segundo ele, Dilma percebeu a possibilidade de derrota e quer aparelhar ainda mais os órgãos públicos.Ou esse cara é burro ou age de má-fé.Ou as duas coisas juntas.Ora, se Dilma for derrotada, o que não vai, é só o improvável presidente revogar o decreto, com uma canetada só.Simples assim.
Já Mendonça Filho, o filhote da ditadura, fiel aliado e parceiro de Eduardo Campos, afirma que o decreto é uma usurpação do poder do Legislativo pelo Executivo. Como assim, cara-pálida? Primeiro, esse Poder Legislativo que está aí é o mais corrupto da história da República, não era nem para existir.Depois, não existe essa de aparelhar o governo, todos os cidadãos, os representantes dos movimentos sociais podem fazer parte do Conselho.
Agora, francamente, a reação mais patética foi a do PiG.O Estadão, que vez por outra esculhamba os deputados e senadores, afirmou que o decreto vai suprimir uma via democrática, que é o Congresso Nacional. É para rir, né não?
Até o momento só os bagrinhos criticaram o decreto, estou esperando o que vai dizer Aécio Neves e Eduardo Campos.Provavelmente vão ser contrário.Eles também não gostam de democracia popular.Geraldo Júlio(PSB-PE), aliado de Eduardo Campos, a primeira coisa que fez ao tomar posse como prefeito do Recife foi extinguir o Orçamento Participativo criado pelo PT.

domingo, 1 de junho de 2014

FHC não sabe o que diz




Na ânsia de criticar o governo Lula/Dilma, FHC, aquele ex-presidente que só influencia na hora de votar somente 12% dos brasileiros, que deixou o comando do país com baixíssimo índice de aprovação, disse, sem o menor apego a verdade, o seguinte: fizemos a estabilização da moeda, controlamos gastos do governo e, ao mesmo tempo, aumentamos o salário mínimo, realizamos a reforma agrária, universalizamos o ensino fundamental, fortalecemos o SUS e introduzimos programas de combate à pobreza. Está na hora de pôr ordem na casa, e o governo nas mãos de quem sabe governar.Tudo mentira. Quem estabilizou a moeda foi Itamar Franco.FHC controlou os gastos do governo demitindo servidores públicos e fodendo a alma dos aposentados.FHC aumentou tanto o salário mínimo que nem chegou aos 100 dólares no seu governo.FHC realizou a reforma agrária mandando o Exército proteger a sua fazenda caixa dois lá em Minas gerais.FHC universalizou o ensino médio proibindo a construção de escolas técnicas. FHC fortaleceu o SUS desviando os recursos do CPMF para fechar o superavit primário.FHC reduziu a pobreza dando vale-gás de R$ 15 reais aos pobres brasileiros.Por fim, chega a ser patético FHC dizer que tá na hora de o PT entregar o governo nas mãos de quem sabe governar. Mas opraí!Os políticos do PSDB não sabem nem governar uma pequena cidade do interior do Brasil, imagine dirigir o destino de um pais do tamanho do Brasil.O PSDB só sabe roubar, isso, sim, por isso é considerado o partido dos ficha-sujas.

A renúncia do monge do ódio



Joaquim Barbosa se foi.
Partiu sem julgar o Mensalão do PSDB.
Escafedeu-se sem nada dizer sobre a Lista de Furnas.
Caiu fora  sem se pronunciar em relação ao escândalo de 2,5 bilhões de dólares no metrô de São Paulo, o chamado Trensalão dos governos tucanos  de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.
Joaquim Barbosa só tocou o terror contra o PT. 
Barbarizou os condenados da Ação Penal 470, dita Mensalão.
Contrariou a jurisprudência consagrada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que garante ao preso do regime semi-aberto o direito ao trabalho para negar este benefício ao ex-ministro José Dirceu, ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, aos ex-deputados federais Valdemar Costa Neto, Pedro Corrêa e Carlos Alberto Pinto Rodrigues (Bispo Rodrigues), além de Jacinto Lamas (ex-tesoureiro do então Partido Liberal), que exerciam trabalho externo já há várias semanas.
Radical contra o PT, o ministro Joaquim Barbosa não teve a mesma dureza contra traficantes, facínoras e assassinos barra-pesada que desfrutam de inúmeras regalias nos presídios Brasil afora. O “menino pobre que mudou o Brasil” nada fez contra aqueles que, da cadeia, continuam a comandar suas redes de tráfico de drogas, seqüestros, asssaltos, assasinatos e extorsões. Porque será que Joaquim Barbosa não tocou o terror contra  Fernandinho Beira-Mar, Leonardo Mendonça e outros?
Esperava mais de você Batman!
Joaquim Barbosa vai e se esvai. Desintegra-se o seu pedestal moralista, tal e qual o ex-senador Demóstenes Torres.
Herói do PIG (Partido da Imprensa Golpista), JB avisa que embarca direto para Miami, onde comprou apartamento de R$ 1 milhão. Vai para um auto-exílio, pois sabe que não deixa saudade.
Seus colegas de toga exultam-se com sua renúncia. Ao longo de sua breve passagem pela presidência do Supremo Tribunal Federal e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Joaquim Barbosa conseguiu críticas unânimes por sua conduta de déspota. Sua atuação foi denominada anti-democrática pelos presidentes da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros),  Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho).
Visto por setores mais conservadores da imprensa e da oposição como ponta de lança para inviabilizar o governo da presidenta Dilma Roussef e criminalizar o PT, Joaquim Barbosa deixa a vida pública para entrar para história como a versão Jânio Quadros de Carlos Lacerda, ou seja, renunciou sem lograr êxito no golpe, como  tivera o Corvo, 50 anos antes, naquele fatídico 1º de abril de 1964.
Nem Batman, nem Lacerda.
Joaquim Barbosa não foi herói nem grande conspirador.
Foi, isto sim, um monge do ódio, conforme reconhece o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Marcus Furtado Coelho:
“Essa interpretação vingativa de um caso concreto (concessão de trabalho aos presos da AP 470)  não pode suscitar prejuízo a 77 mil brasileiros (presos em regime semiaberto)”, advertiu Coêlho, reforçando a convicção externada pelo meio jurídico do país, de que o presidente do Supremo, ao aplicar dessa forma, acabou na prática com o regime semiaberto e pode prejudicar todos os que já cumprem pena sob este regime.
“Não deve haver vitória do discurso da intolerância e do direito penal sobre o inimigo. Se ele é meu inimigo não devo cumprir a lei”, acentuou o dirigente da entidade máxima dos advogados brasileiros.
Sem Barbosa à frente do STF, a judicialização da política deve perder força. O próprio Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, reconheceu que o afã vingativo de JB trouxe insegurança jurídica ao país:
“O problema que se coloca em interpretação de direito é a segurança jurídica. Tínhamos uma interpretação, já de algum tempo, de que não seria necessário o cumprimento de 1/6 da pena para que o preso pudesse alcançar o privilégio do trabalho externo. Uma modificação nessa interpretação jurídica pode causar insegurança jurídica. E, em causando insegurança jurídica, pode refletir em demais presos sim”, concluiu Janot.
Vai Barbosa.
Leva contigo teu ódio.
Que tua intolerância sirva de alerta a teus pares dos perigos de um magistrado que se deixa guiar pelo rancor, ao invés de aplicar o Direito.

Marcus Vinícius

Jornalista, edita o jornal Onze de Maio e o blog  marcusvinicius.blog.br

Era FHC:melô do desempregado