quinta-feira, 7 de maio de 2015

EXCLUSIVO: SEDUC de Geraldo "erra" nas contas e compra 52 mil licenças pra apenas 16 mil tablets


Em mais uma Inexigibilidade de Licitação multimilionária, o prefeito Geraldo Júlio, do PSB do Recife decide adquirir nada menos que 56.100 licenças para uso de um software educacional, o APRIMORA. O problema, porém, é que os assessores do prefeito não estão conseguindo justificar de onde tiraram tais valores, uma vez que, conforme amplamente divulgado pela própria Prefeitura, o número de tablets adquiridos pela gestão, a serem distribuídos entre os alunos da Rede Municipal de Ensino é de apenas 16 mil unidades.


Ainda que se somassem os 5 mil notebooks ultrafinos que o prefeito prometeu distribuir aos professores da Rede, em promessa jamais cumprida, conforme comprovam dados do Portal de Compras da própria prefeitura do Recife, onde se confirma que a licitação para a aquisição dos notebooks para os professores foi cancelada por "deserção", nem assim se chegaria perto da quantidade de licenças adquiridas por Geraldo Júlio à empresa GM Quality, representante da Positivo e que vendeu o Aplicativo APRIMORA por nada menos que R$ 11.220.00,00, à Secretaria de Educação de Geraldo Júlio. Ocorre que a simples leitura da justificativa de preço assinada pelo secretário Rogério Morais deixa claro que das 56.100 licenças, 52 mil seriam destinadas aos tablets dos alunos (que são apenas 16mil, repita-se) ao passo que para os computadores jamais adquiridos para os processores, foram compradas 4.100 licenças. 


A justificativa para a compra das 56.100 licenças foi assinada pelo Secretário Executivo de Gestão Pedagógica, Rogério de Melo Morais e que deveria muito bem saber a quantidade de equipamentos onde essas licenças seriam instaladas, bem como caberia ao secretário de Educação Jorge Luis Miranda Vieira ter conhecimento dos números de sua Pasta, o mesmo devendo ser exigido do Prefeito Geraldo Júlio sobre os contratos que assina e do Secretário de Assuntos Jurídicos, Ricardo Correia, que foi diretamente consultado sobre a negociação
.



Até quando o povo do Recife vai bancar essa farra com o dinheiro da Educação enquanto assiste o sucateamento das escolas municipais?





Fonte:Blog da Noélia Brito

Empreiteiras do cartel doaram R$ 78 milhões a PT e PSDB em 2014, mas só as doações ao PT são ilegais






Empreiteiras que integram o "clube" investigado por formação de cartel e desvios na Petrobras doaram em 2014 - ano de eleições gerais e no qual o caso de corrupção foi descoberto - um total de R$ 78 milhões ao PT e ao PSDB.

As prestações de contas dos dois partidos, encaminhadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostram que quase um terço do total das contribuições de empresas ao diretório nacional petista veio das construtoras sob suspeita na Operação Lava Jato.

No caso do PSDB, esse porcentual é ainda major: chega a 42%. Políticos das duas legendas são investigados por suposto envolvimento no esquema.

Na lista de empresas que depositaram na conta do PT estão UTC, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, OAS, Engevix e Odebrecht. Juntas, elas desembolsaram R$ 55,6 milhões de um total de R$ 191,5 milhões.

Diante do desgaste ocorrido com a prisão do ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto, suspeito de envolvimento no esquema desvendado na Lava Jato, integrantes da cúpula do partido passaram a defender que as doações à legenda e a candidatos nas próximas disputas eleitorais se restrinjam às pessoas físicas.

Em abril, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, anunciou após reunião do diretório nacional da legenda, em São Paulo, que o partido não mais receberá doações de pessoas jurídicas.

O PT defende o fim do financiamento empresarial previsto em ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que está sob análise do Supremo Tribunal Federal.


A medida está prevista em resolução aprovada pelo partido no fim de novembro do ano passado, que diz que os petistas condenados por corrupção serão expulsos.

As declarações se contrapõem, entretanto, ao destino dado a integrantes da cúpula do PT presos após julgamento do caso do mensalão.

Oposição

Do lado do PSDB, principal legenda de oposição ao governo Dilma, o valor doado pelas empresas foi menor, mas teve maior representatividade no extrato bancário do partido. Entre as empresas doadoras e suspeitas de participar do "clube" estão Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão. Elas transferiram R$ 22,3 milhões de um total de R$ 52,1 milhões.

Tanto no caso do PT quanto no do PSDB, a maior contribuinte foi a Andrade Gutierrez. Ela doou aos petistas no ano passado R$ 14,6 milhões. Aos tucanos, metade desse valor.

Na terça-feira, a 2.ª Turma do Supremo Tribunal Federal concedeu liberdade condicional ao empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC e considerado como o "presidente do clube das empreiteiras".

O benefício foi estendido a outros executivos que cumpriam prisão domiciliar desde novembro do ano passado em Curitiba, onde tramitam as ações penais da Lava Jato.

Além de Pessoa, foram soltos representantes da Engevix, Camargo Corrêa, OAS e da Galvão Engenharia suspeitos de participação na Operação Lava Jato. Os empresários cumprem prisão domiciliar e usam tornozeleira eletrônica.

Delatores da Lava Jato, entre eles executivos de empreiteiras sob suspeita de terem formado um cartel que assumiu o controle dos contratos da Petrobras, já afirmaram à força-tarefa e em juízo que doações aos partidos eram também parte do esquema de propinas. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Haja óleo de peroba nas fuças de Gilmar Mentes




Duas afirmações que mostram o quanto Gilmar Mentes é um grande cara de pau.


Sobre a PEC da Bengala, o lobista de Daniel Dantas disse: a PEC era importante para corrigir a distorção criada pela reeleição, que possibilita ao presidente reeleito uma janela grande de indicações. "Acho que a reeleição criou esses problemas aqui e acolá, que vem sendo apontados que o mesmo partido e de uma mesma facção partidária no governo por muito tempo gerando esses problemas conhecidos". 

Uma cabra safado desses, que foi nomeado por um governo que comprou a emenda à reeleição, querendo falar de distorção da reeleição, Ora, vai sifu, Gilmar Mentes!Tem vergonha nessa tua cara.

Sobre o fato de Fachin já ter pedido votos para a presidente Dilma Rousseff na campanha de 2010 e ter relação com movimentos sociais, Gilmar Mentes lembrou que o STF já foi composto por integrantes oriundos da vida política. "Não vou fazer juízo sobre fatos específicos, mas eu lembrava que nós tivemos juízes que vieram da vida política. Acaba de falecer o ministro Paulo Brossard, que foi um grande senador, talvez um dos maiores que tenha existido, e foi um grande ministro do Supremo Tribunal Federal".

Ora, não só Paulo Brossard foi ministro do STF oriundo da política, esse canalha do Mentes também é oriundo da política, ou ele se esquece que exerceu relevantes serviços políticos ao governo FHC, a começar pela venda das estatais, onde atuou desenvergonhadamente em favor de DD?

Que sujeito ridículo.Haja óleo de peroba na cara desse ser abjeto.O pior é que os jornalistas do PiG são tão safados, são tão vagabundos que não questionam o larápio sobre esses fatos por ele comentado.

Olha só o nível dos que querem derrubar Dilma


Paneleiro contra a corrupção vende pontos na CNH


247 - Viralizou nas redes sociais as fotos do manifestante paulistano Nilson Lana. No dia 15 de março, ele publicou em sua página no Facebook uma foto em que aparece vestido de camisa amarela segurando um cartaz que diz "Até quando essa putaria?". 

"A sociedade não aguenta mais tanta mentira, tanta corrupção, tanta sacanagem, falta de respeito ao povo, tantos impostos, taxas, alta carga tributária, falta de competência, mais deputados e senadores ladrões do povo. Chega", escreveu ele em seu post. 

Pouco menos de 60 dias depois, nessa terça-feira, 5, Nilson Lana publicou um pedido de ajuda aos seus seguidores no Facebook. Cometeu infrações de trânsito que excedem o limite de 20 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e diz que "paga bem" a quem transferir as infrações dele. 

"Amigos e amigas, precisando muito da ajuda de vocês... 8 pontos de rodízio, 10 de estacionamento proibido e 7 de excesso de velocidade. PAGO BEM. URGENTE", escreveu Nilson. 

Pode ir à Paulista manifestar contra a corrupção no país e praticar corrupção?

quarta-feira, 6 de maio de 2015

O PT não voltará a ser “a esquerda que a direita gosta”. A direita, agora, gosta de si mesma.

 Fernando Brito
panelaco
Não importa que tenha sido restrito aos bairros de elite e resultado de uma ação combinada pelas organizações de direita que se aninham nas redes sociais.

O “panelaço” das varandas não vai sair da cena política.

Veio para ficar, como o “Tea Party” não desapareceu nos EUA, como os partidos de extrema-direita ressuscitaram do pré- 2a. Guerra e da Guerra Fria na Europa, como acontece no Leste Europeu com partidos de inspiração – evidentemente negada, e nem sempre – nazista.

Claro que a insanidade e o ódio da mídia criaram a incubadora deste ovo da serpente.

Não cabe mais a fantasia de que um discurso de “inclusão” – em si correto –  pôde se diluir naquela história de “um país de todos”.

Claro que este é o desejável, mas não é o real.

O Brasil não é um país das maiorias porque segue sendo uma capitania de poucos.

O PT conseguiu muito com esta “aceitação das regras do jogo”, jogo viciado; é inegável para qualquer um que veja os indicadores sociais do país.

Mas que cobraram seu preço.

Regras que, ao não serem contestadas e receberem o “aceite” acabaram transformando seus quadros em políticos “amaciados” à sua prática.

As decisões polêmicas das quais se fugiu foram trazidas a ordem do dia agora, que mais fraco ele – o PT – se encontra.

E contra ele.

Mas o PT e o Governo do PT continuam sonhando em “(re)conquistar a classe média”.

Mas isso depende de um cenário de afluência econômica que não está no radar de ninguém.
Muito menos a elite, que se beneficiou durante todos estes anos,sente que pode destruí-lo.

Parte da classe média, que a ele deve a ascensão ,  comporta-se como o filho pródigo, que a si atribui todo o mérito e sucesso.

O PT vai ter de se acostumar à ideia de que será hostilizado pela direita, ainda que irracionalmente, porque jamais recusou-se a enfrenta-la aberta e decididamente.

Já não pode ser “a esquerda que a direita gosta”, lembrando a frase de Darcy Ribeiro.

A direita saiu do gueto e já  pode ter seus amores próprios e transtornados.

Mas o povão passou a se sentir órfão, porque seu amor agora, só faz acenos a outros.

Em quase seis meses, entre as medidas de arrocho – certamente necessárias – não há uma que pese sobre a elite financeira.

É preciso ter a clareza de ver que um governo de coalizão, no qual se tem de ceder – e hoje, de ceder muito – não se confunde com ter uma identidade política que o transcenda.

Identidade cujo nome é Luís Inácio Lula da Silva.
 
É contra ele que se batem panelas.
 
Tijolaço.

Coxinha paneleiro e analfabeto político bate na panela de barriga cheia porque sente ódio da inclusão social

Estou a ver televisão, quando é anunciado o programa político do Partido dos Trabalhadores. De repente, alguns vizinhos do prédio onde moro e dos edifícios circunvizinhos começam a bater em panelas, frigideiras, fôrmas, caçarolas e tambores. Sim... Tambores? Afinal, trata-se da tribo dos coxinhas paneleiros, que remonta, por intermédio do som de um batuque mequetrefe e desprovido de ritmo e harmonia, as origens e os sentimentos mais antigos da humanidade — os mais ferozes e inconfessáveis.

Reacionários e rancorosos em crise de identidade, porque portadores de uma depressão psicossocial sem precedentes, os coxinhas paneleiros, moradores dos bairros de classe média, média alta e ricos nunca passaram fome na vida e, ignorantes, não percebem o quão ridículo é bater em panelas, um símbolo de protesto dos povos latino-americanos reprimidos pelas ditaduras ou pelos pobres, que ocupavam as praças, a realizar os "panelaços", porque realmente sentiam fome. Uma fome generalizada até os idos da década de 1990, quando a América do Sul, por exemplo, foi varrida em sua dignidade por causa de presidentes ou mandatários neoliberais que conquistaram o poder e "ferraram" com seus povos e países, a exemplo de FHC — o Neoliberal I.

Agora e neste momento, os coxinhas batuqueiros de panelas estão a demonstrar uma profunda depressão cívica, que contamina seus humores e cérebros, que não conseguem ao menos debater o País e perceber, inclusive, que suas vidas melhoraram de forma real, na prática e no dia a dia. Porém, a vitória de Dilma Rousseff sobre Aécio Neves causou um pânico e inconformismo a essa gente fútil e deslumbrada, que sonha em ter ascensão social para frequentar a classe A. Este é o sonho "dourado" de nove entre dez coxinhas ritmistas de panelas de marca e que reluzem como as luzes da ribalta de suas lindas salas refrigeradas e repletas de quadros, abajures e candelabros.

Trata-se da depressão da "coxada", que se sente profundamente traída pelos governos petistas por ver empregados braçais, gente de origem humilde e trabalhadores em geral a ocupar os espaços públicos e alguns privados até então destinados "somente" para a pequena burguesia de temperamento feroz e intolerante, ao ponto de mandar a educação às favas, além de xingar e vociferar contra tudo e todos, com palavrões e palavras ríspidas as pessoas que não compartilham com suas concepções políticas e ideológicas notadamente ridículas, pueris, sectárias, provincianas, racistas, que formam o conjunto de seus preconceitos e violências.

Lamentável é a ignorância social e histórica dessa gente de alma pequena, mas mesquinhez e insensatez gigantescas, bem como se apresenta em forma de desfaçatez e infâmia o analfabetismo político desse grupo social aliado dos interesses dos ricos e dos muito ricos. Coxinhas paneleiros encolerizados, donos de bons empregos, que viajam e compram o que desejam, passam a bramar e a esbravejar com a barriga cheia de comida e bebida, mas os cérebros vazios de ideias, de conhecimento, de generosidade e sensatez. Trata-se do dantesco em toda a plenitude de sua estupidez.
Enquanto isto, a imprensa burguesa, leviana e venal, fonte de informação preferida dos coxinhas paneleiros que conhecem Miami e desconhecem as realidades do Brasil e de seu povo, fica a cantar loas e boas a um panelaço promovido por burgueses e pequeno burgueses, nos melhores bairros das capitais do País, como se fosse um protesto do povo brasileiro, que votou em Dilma e não em Aécio Neves, candidato da direita, das oligarquias e dos coxinhas paneleiros de classe média, que jamais vão ser ricos e, consequentemente, não frequentarão os saraus, a comezaina, os regabofes e a papança dos ricos e dos muito ricos. É melhor os pais coxinhas avisarem seus filhos coxinhas sobre esta dura, porém, verdadeira realidade. Coitados...

A verdade é a seguinte: os coxinhas paneleiros de péssimo ritmo e harmonia estão cagando e andando para a corrupção e para "tudo o que está aí". Se estivessem, eles iriam bater tanto nas panelas, que não sobrariam mais tão importantes objetos no mercado consumidor. Afinal, e imaginem, se tais coxinhas revoltados resolvessem ter, enfim, uma pauta séria de reivindicações e exigissem à base da porrada em panelas a investigação, a denúncia, a acusação, o julgamento e a prisão de todos os corruptos, inclusive da oposição, leia-se PSDB, DEM, PPS(PSB), PRO, SD etc., além de empresários de outros setores da economia, que não sejam apenas da construção civil, a exemplo dos magnatas bilionários de imprensa, que estão nas listas dos escândalos HSBC e Zelotes.

Imagine os coxinhas paneleiros de janelas e varandas, seres humanos(?) completamente despolitizados e que viajam todo o dia na maionese, exigir com porradas em panelas, que antes estavam abarrotadas de comida boa e saborosa, a prisão dos responsáveis pelos roubos da Lista de Furnas, do Banestado, do Trensalão, do Metrozão, do maior roubo do mundo: a Privataria Tucana, do Mensalão Tucano, da sonegação da Rede Globo referente à Copa do Mundo de 2002, dentre inúmeros casos, acusações e denúncias, que a PGR, o MP, o STF, a Receita, a PF resolveram congelar. Só não me perguntem se essas instituições fazem política ou se aliaram à oposição aos Governos do PT. O que você acha, cara pálida?

Então, se já imaginou, imagine também se os coxinhas paneleiros, cujas "revoltas" são, sobretudo, seletivas, resolvessem acabar com os fundos de suas panelas porque estão "putos" da vida com a Lei da Terceirização, que prejudica a classe trabalhadora, com os aeroportos construídos em fazendas de parentes de Aécio Neves, com o massacre dos professores do Paraná, com a falta de água e de planejamento do governo de São Paulo, à frente o governador tucano Geraldo Alckmin, ou com a dengue que infestou o estado bandeirante, o mais industrializado do País, cujo povo está a ser comido por mosquitos, que lhes dão em troca dor e febre.

Não. De forma alguma. E a reforma política? Os coxinhas berram por ela nas ruas, mesmo sabendo que o financiamento privado de campanhas é o maior responsável pela corrupção, como informa, inapelavelmente, o noticiário sobre os escândalos? A resposta é um sonoro não! Os coxinhas paneleiros são reacionários e amargurados, quiçá, violentos. Apostam no atraso e no retrocesso e só faltam gritar, a pleno pulmões, "Mamãe, eu quero o meu Brasil sectário e elitista de volta!", para logo complementar: "Eu quero a minha universidade pública, o meu bairro, o meu aeroporto e aviões, o meu shopping, o meu cinema, bar e restaurante, a minha loja de eletroeletrônicos e de carros de volta, porque somente eu e os meus podem usufruir das coisas boas da vida!"

Por fim, o revoltado coxinha paneleiro e seletivo dá um altissonante rugido: "Eu não quero — acredite, é sincero e pra valer o preconceito enraizado e a hipocrisia que sinto — ver a minha empregada doméstica, o meu mecânico e o meu porteiro em Paris, Miami, Londres e Nova York. Tudo, menos isto. Do contrário, prefiro a morte!" E assim segue o Brasil, que, em 2018, vai realizar outra eleição presidencial. Os coxinhas das "revoltas" seletivas ainda vão bater muito em suas panelas chiques e de grife. O melhor a fazer é entrar em uma escola de samba ou bloco carnavalesco e treinar a batucada. Ou usar as panelas para cozinhar. É isso aí.


Davis Sena Filho é editor do blog Palavra Livre

Para nao dizer que não falei do panelaço de ontem





Em relação ao panelaço de ontem, li uma frase fantástica de um professor de História aqui do Recife, disse ele:

"Está passando uma manada de bodes com sinos pendurados nos pescoços e um cabresto do tamanho da minha vergonha"Luiz Paulo.

Nada mais incensurável. O cara foi profundo.Na verdade, o que se via ontem era um bando de bodes fazendo barulho.Tantas coisas importantes para essa raça maldita protestar, como por exemplo, o massacre contra os professores do Paraná,  no entanto, esses filhos da puta da classe média só pensam em malhar o PT.Aceita, bando de vagabundos, que dói menos.

Quando o dinheiro vale mais que a honra

Fiquei sabendo hoje que o advogado de Eduardo Cunha é o Antônio Fernando de Souza, aquele mesmo que ofereceu a denúncia no processo do Mensalão, denúncia essa cujo objetivo maior era mandar para cadeia inocentes feito José Dirceu e Genuíno.Como é sabido, não havia nenhuma prova contra esses dois guerreiros do povo brasileiro.Pois bem, Fernando de Souza, que foi tão implacável contra inocentes, resolveu aceitar uma causa contra um sujeito envolvido até o talo com toda sorte de corrupção, nada mais nada menos que 11 processos correm contra o cara.Na verdade, para Antônio Fernando de Souza, o dinheiro vale mais que a honra.

A vergonhosa aprovação da PEC da Bengala




A mídia comercial vendida e alugada e a oposição golpista estão em festa com a aprovação da vergonhosa PEC da Bengala, que ampliou a idade de aposentadoria dos ministros do Tribunais Superiores e do TCU de 70 para 75 anos.

Segundo os apoiadores da Emenda-grande parte da base aliada, e até um deputado do PT- isso tira o direito de Dilma nomear 5 ministros para o Supremo Tribunal Federal.

Bobagem!

Em primeiro lugar, Dilma pouco está se lixando para esse questão de nomeação de ministros para o STF e STJ, tanto é que passou quase 1 ano para indicar um ministro para o lugar de Joaquim Barbosa, o Capitão do Mato. Tanto é que há três vagas abertas no Superior Tribunal de Justiça e Dilma não está nem aí para as nomeações.

Em segundo lugar, dos cinco ministros que vão se aposentar nesses 4 anos vindouro, três foram nomeados pelo PT: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber e Teori Zavascki. E dois por governos da oposição:Celso Melo e Marco Aurélio.Se essa torcida toda pela aprovação da PEC da Bengala é porque isso vai evitar que o PT aparelhe o STF, nada justifica essa euforia dos defensores dessa excrescência.

Em terceiro lugar, quem vai nomear esses cinco ministros que vão se aposentar nos próximos 4 anos vai ser Lula. Simples assim. Ou o PIG, Eduardo Cunha, Aécio Neves e cia pensam que alguém vencerá Lula em 2018. Aposto minha vida.De uma forma ou de outra, quem vai nomear mais cinco ministros, quiçá mais 10, é o governo do PT.

A grande verdade é que quem perdeu com a PEC da Bengala foram os juízes, procuradores e advogados que sonhavam em ser ministro nos próximos 4 anos.Quem perdeu foi a sociedade que vai ter que aturar um bando de velho gagá julgando.Quem perdeu foi a sociedade que vai aturar por mais alguns anos o crápula Gilmar Mendes.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Boa noite. Para recordar

Antipetismo avança em instituições de Estado







Breno Altman


Três fatos recentes, desenrolados no coração judicial e repressivo do poder público, desnudam a natureza classista e degenerada do Estado oligárquico.

O primeiro destes eventos foi a prisão preventiva do tesoureiro petista, João Vaccari Neto, por ordem do juiz Sérgio Moro, no curso da Operação Lava Jato.

Além de desnecessária, pois o réu jamais se furtou a atender demandas do inquérito ou obstaculizou seu trâmite, revela-se discricionária. Medidas desse naipe não afetaram a nenhum dos demais tesoureiros de grandes partidos, embora tenham arrecadado doações de valores semelhantes com as mesmas empresas.

O segundo episódio é a investigação tramada pelo Ministério Público do Distrito Federal contra o ex-presidente Lula, em caso de suposto tráfico internacional de influência.

Como é de praxe, a apuração não apresenta qualquer elemento concreto, mas já está difundida por setores da imprensa como fato notório e sabido, em mais uma realização da parceria entre jornalismo de oposição e frações do sistema judicial.

O terceiro capítulo é a suspeição da Polícia Federal sobre pagamentos recebidos oficialmente pelo jornalista João Santana Filho, em contrapartida a serviços prestados na campanha presidencial em Angola.

Apesar da ampla documentação apresentada pelo investigado, profissional responsável pelo marketing na reeleição da presidente Dilma Rousseff, dissemina-se especulação de que seriam verbas de companhias brasileiras envolvidas no escândalo da Petrobrás e destinadas ao pagamento de despesas eleitorais do atual prefeito paulistano, Fernando Haddad.

Estas três situações são apenas retratos atualizados da perversão alojada no Estado.

O Ministério Público, a Polícia Federal, parte da magistratura e outros espaços estão se convertendo em bunkers contra o PT, marcados por abuso de poder e autoritarismo, atropelando leis e direitos constitucionais, a serviço de determinados objetivos políticos.

O que é pior: sob as barbas do próprio partido governante.

Os governos de Lula e  Dilma, em nome de apresentar imagem republicana e evitar críticas de aparelhamento, preveniram quase exclusivamente exageros que seu próprio campo político poderia cometer, concedendo cotas cada vez maiores de autonomia a fortalezas historicamente controladas pelas velhas classes dominantes, sem alterar suas características antidemocráticas.

Afinal, a lógica da conciliação, predominante desde 2003, alimentada por situação parlamentar desfavorável, impunha que a mudança social e econômica não fosse acompanhada pela tentativa de reforma radical das instituições e a substituição de seu comando.

Os inimigos do petismo, beneficiados por este pacto de mão única, tiveram caminho franqueado para abocanhar fatias crescentes dos aparatos de justiça e segurança, assanhadamente partidarizados e coadjuvando estratégia de desestabilização patrocinada por forças conservadoras.

O combate à corrupção, sob a presidência de Lula e Dilma, alcançou patamares jamais vistos na história brasileira, com amplo portfólio de providências legais, administrativas e orçamentárias.

Mas a facilidade de movimento dos grupos reacionários, no interior dos sistemas de coerção, acabou por permitir que se apropriassem deste avanço civilizatório para fabricar campanha permanente contra o PT e seus dirigentes, sempre tabelando com parceiros na mídia corporativa.

Ao não se libertar desta armadilha, o governo silencia diante de malfeito à democracia, agredida por terrorismo judicial nascido nas entranhas do Estado.

A impunidade de policiais federais que faziam abertamente campanha por Aécio Neves, por exemplo, ao mesmo tempo em que lideravam investigações da Operação Lava Jato, serve de estímulo a outros malversadores da função pública.

Talvez o cenário não seja propício a decisões práticas e imediatas que revertam a anomalia. O mínimo que se pode esperar, porém, é que o governo, através do ministro da Justiça, desmascare publicamente manobras que violam preceitos republicanos e ofendem a Constituição.

PT, ideologia e política, direita inimiga do Brasil, esquerda no poder e luta pelo socialismo



O negócio é o seguinte: o Brasil está a passar por um processo de profundas mudanças, que vai durar, até se completar, muitos anos, quiçá, décadas. Este processo é o mais complexo, o que gera mais reações e o que mais revolta os "bem-nascidos", os ricos, os que controlam os meios de produção, aqueles que são chamados de "elites" e fazem parte da plutocracia ou servem a ela, como seus executivos ou nos papéis de servidores públicos de alto escalão e peças-chave dos interesses da burguesia, a exemplo dos delegados aecistas da Polícia Federal, de promotores do Ministério Público e de juízes, principalmente os dos tribunais superiores, como o STF, o TSJ e o TSE, sem generalizar, evidentemente.

Não esqueçamos também que muitos membros da Receita Federal também trabalham em prol dos interesses do grande empresariado, de partidos conservadores e de oposição, como o é, sem sombra de dúvida, o PSDB, partido que jogou ainda na década de 1990 a social democracia no lixo e que há mais de 20 anos é o legítimo representante da sociedade de classes imposta por um sistema de capitais que favorece apenas 1% da população, casta esta que tem o apoio, inacreditavelmente, de coxinhas de classe média, que, lamentavelmente, repetem e repercutem como papagaios de piratas os valores e os princípios de uma burguesia cujos princípios se resume a um só: explorar ao máximo a classe trabalhadora e resolver os antagonismos e conflitos sociais com os porretes das polícias e da imprensa de mercado, em forma de manchetes, manipulações e mentiras.

Sabedora de que os tempos são outros, a grande burguesia, que integra o establishment em termos mundiais, percebeu que somente por intermédio dos partidos de direita não conseguiria combater um partido do tamanho e força do PT, histórico, socialmente orgânico, ligado umbilicalmente à classe trabalhadora, cujo líder é um político carismático, de esquerda, trabalhista e socialista. Tudo o que a direita historicamente escravocrata e violenta deste País detesta, e, por sua vez combate, sem trégua, os políticos e os partidos populares que conquistaram o poder central desde quando o estadista Getúlio Vargas "apeou do cavalo" a República Velha, por meio da Revolução de 1930.

O PT, ao conquistar o poder, com disposição para fazer as reformas necessárias para que o povo brasileiro tenha acesso a uma vida de melhor qualidade e o Brasil se desenvolva sua economia, em setores como infraestrutura, saúde e educação, mexeu em um vespeiro sem tamanho e com poder para tentar todo tipo de golpes baixos, inclusive apostar na "intervenção militar", um eufemismo hipócrita e barato para se tentar um golpe militar e utilizado, de forma cínica, pelos coxinhas fascistas que andaram a perambular, ridiculamente, as ruas das capitais deste País, porque, seis meses após as eleições presidenciais vencidas pela quarta vez consecutiva pelo PT, políticos derrotados, como o tucano Aécio Neves, juntamente com seus aliados exemplificados nos partidos de oposição, nas mídias de mercado e em setores públicos, como o MP e o Judiciário, ainda não conseguiram digerir a derrota.

Enquanto isto, o Governo Trabalhista de Dilma Rousseff luta para não ficar parado e ter seu programa de governo engessado por uma direita que se recusa, terminantemente, aceitar um Brasil democrático, justo, que inclua as pessoas ao invés de excluí-las, como sempre se fez desde quando os portugueses aportaram em Porto Seguro, na Bahia. Lula e Dilma apenas estão a dar sequência ao que foi interrompido, abruptamente e violentamente, em 1964, quando as "elites" brasileiras traíram a Pátria brasileira ao se aliar aos Estados Unidos para derrubar João Goulart, do PTB, um presidente constitucional, eleito legalmente, com maioria de votos, inclusive com mais votos do que Jânio Quadros, que renunciou.

Naqueles tempos os candidatos a vice-presidente eram eleitos pelo voto direto. Jango também teve mais votos do que Juscelino Kubitschek, em 1955, seu colega de chapa, mais conservador politicamente. Fatos esses indiscutivelmente históricos e que, sobretudo, evidenciam que a esquerda e os trabalhistas quando tem em seus quadros líderes nacionalistas compromissados com o Brasil e seu povo, torna-se quase que eleitoralmente invencível. Ponto. E por quê? Porque não tem como a maioria da população brasileira, que pertence às classes populares, não diferenciar, não perceber quando um político é ligado aos seus interesses do que aquele candidato que visivelmente é compromissado com a banca, ou seja, com os interesses da burguesia, das classes privilegiadas e dos poderosos conglomerados econômico-financeiros nacionais e internacionais.

E é exatamente esta realidade que acontece quando políticos nacionalistas e que tentam distribuir renda e riqueza experimentam, a seguir: tentativas de impeachment; golpes jurídicos; golpes de estado; ataques diuturnos por intermédio de manchetes e matérias da imprensa empresarial e alienígena dos magnatas bilionários; seletividade lamentável, criminosa e nada republicana da PF, da Justiça e do MP, quando se trata de fazer o "jogo" da oposição burguesa, ao apurar, investigar, denunciar, julgar e punir com prisão apenas os membros de governos trabalhistas e populares, porque o que está realmente em jogo é a permanência do Brasil como um País atrasado e que atende somente às demandas da Casa Grande ou a continuidade dos avanços sociais, econômicos e financeiros, conquistados pelos cidadãos brasileiros nos últimos 12 anos.

Não se trata meramente de conquistas aleatórias, porque elas tiveram seu início, efetivamente, no já longínquo ano de 1930 e continuaram a ser realizadas e concretizadas até 1954, quando o trabalhista Getúlio Vargas se matou com um tiro no coração. O tiro que adiou por dez anos o golpe militar, que ocorreu em 1964, com o propósito de estancar os avanços sociais e econômicos que já estavam a acontecer. Após a tomada do País pelos militares e empresários, o Brasil ficou à mercê dos ditames casuísticos e vampirescos do mercado por longos 38 anos, quando o trabalhista e socialista Luiz Inácio Lula da Silva conquistou, por intermédio do PT e de seus aliados, a Presidência da República.


O cargo mais alto e importante do Brasil voltou a ser ocupado por um presidente popular, mais do que popular, por um mandatário saído, realmente, do ventre do povo brasileiro, que é muito melhor, muito maior e incomparavelmente mais chique e corajoso do que a burguesia e a pequena burguesia (coxinhas) juntas, de modos e matreirices bregas e mequetrefes, rastaqueras e violentos, além de entreguistas, racistas e classistas, porque, irremediavelmente, sectários e patrimonialistas, subservientes e subalternos, pois traidores da Pátria, bem como portadores de inenarráveis e incomensuráveis complexos de vira-latas.

A resumir: as "elites" que a burguesia e o establishment norte-americano e europeu não querem se transformar jamais, porque apesar de ideologicamente reacionárias, ao menos são nacionalistas e historicamente lutaram pelo desenvolvimento de seus países e povos. Coisa que não acontece com a medíocre e incompetente Casa Grande tupiniquim, pois simplesmente, mas, com efeito, ela nunca pensou o Brasil e jamais vai pensá-lo, porque sua alma é escravocrata, mesquinha e predadora. Coitado do País que possui em suas terras uma classe dominante tão medíocre e irresponsável como a brasileira.

Os donos do status quo, que não sonham e que secularmente tentam diminuir a amplidão dos sonhos daqueles que lutam por um Brasil mais democrático e com inclusão por meio de justiça social. Engana-se aquele que pensa que a evolução dos povos e das sociedades possa ser cristalizada ou congelada. Tentar barrá-la é antinatural e não convém à natureza dos seres vivos que formam o conjunto da humanidade. Quem pensa dessa forma rasa, mesquinha e que destoa, inapelavelmente, da verdade histórica da humanidade, está a dar um tiro no próprio pé. Por isto, vos direi: a retomada do poder por políticos e lideranças trabalhistas e esquerdistas significa a evolução da sociedade brasileira, que há mais de 12 anos elege governantes compromissados com o desenvolvimentismo, teoria e prática efetivada por políticos, economistas, administradores e pensadores que acreditam que as necessidades e as demandas humanas estão acima dos números e dos índices tão vergonhosamente colocados acima dos sonhos e das expectativas humanas pelos neoliberais, os fanáticos e fundamentalistas do mercado, os monetaristas senhores da guerra, em todas suas estúpidas formas e ações, bem como aqueles que tem como princípio moral e ideológico o péssimo, mas sábio adágio popular, que resume de forma simples e inteligente o que essa gente, sem eira nem beira, realmente pensa, apesar de suas mirabolantes "fórmulas" para enganar os trouxas, os afoitos, os desinformados, os apressados e os coxinhas: "pimenta nos olhos dos outros é refresco".

Por tudo isto e por causa disto, o sapiente povo brasileiro, mesmo se não conhecer a fundo a história deste poderoso País de língua portuguesa, sabe o que faz quando escolhe suas opções. E por quê? Porque este povo varonil, como afirma o hino, conhece profundamente as suas dores e as dificuldades pelos quais passou e vai passar. Por causa deste motivo, e somente isto basta, porque é tudo, que a direita não consegue vencer as eleições presidenciais, mesmo a ser dona de uma parafernália midiática agressiva, manipuladora e mentirosa, uma verdadeira máquina de moer reputações e destruir, sem trégua, aqueles que ela considera seus inimigos econômicos e políticos.

A burguesia e seus cupinchas replicadores de suas ideias e valores viciados e distorcidos compreendem a situação e estão desesperados, porque Lula, se estiver bem de saúde, vai concorrer às eleições de 2018. E o povo, como afirmei anteriormente, sabe onde o calo aperta e dói. Sem conhecer com detalhes a história do Brasil, por sua vez compreende que Lula e Dilma são os herdeiros dos legados dos governos Getúlio e Jango, ou seja, voltados aos interesses da Nação, da luta por sua independência e emancipação definitiva do povo, que é o sonho maior de todo brasileiro democrata, nacionalista e humanista, disposto a cortar as amarras, e, com efeito, lutar em prol do desenvolvimento total do Brasil, um País violento e vítima das desigualdades sociais e regionais.

De forma alguma se deve permitir que a agenda direitista, que aposta no atraso e no retrocesso, seja vitoriosa, e, consequentemente, imponha um projeto neoliberal, que se mostrou, em âmbito mundial, um fracasso retumbante, porque propõe e, o pior, efetiva a concentração de renda e riqueza, bem como vincula e subordina a diplomacia e o comércio exterior brasileiro aos interesses estrangeiros. Entretanto, os governos trabalhistas, do PT, tem lutado para que haja mais justiça social no Brasil. É o que está a ser feito. A duras penas, devagar, mas de forma sistemática e consistente. E é exatamente esse processo que a direita quer parar, custe o que custar. É o seu infame papel histórico.

Contudo, certos setores da esquerda ainda não tiveram a compreensão e a dimensão do que os governos trabalhistas estão a enfrentar. Se alguns a tiveram, é porque, de livre escolha, pularam o muro e resolveram, muitos deles até sem querer, aliar-se ao outro lado, o lado da reação conservadora. O "sem querer" não reflete os casos, por exemplo, de Marta Suplicy e do falecido Eduardo Campos, que, deliberadamente, fizeram, sendo que ela está a fazer o jogo da direita. Vaidade, picada de mosca azul e ambição desmedida, que colocaram em risco a eleição de uma presidenta compromissada com o desenvolvimento do Brasil, como Dilma, bem como denota a fogueira das vaidades, o inconformismo e o rancor de uma política petista que retorna para o berço da burguesia e atrai os votos de uma esquerda cor de rosa, desencantada com os tucanos e que na verdade sonha com a social democracia e não com o socialismo científico e real.

Penso no socialismo democrático, porque os tempos de hoje não comportam o socialismo iniciado na segunda década do século passado. Entretanto, o socialismo mantém sua essência, que é exemplificada na luta constante e sistemática por uma sociedade que inclua, onde a renda e a riqueza sejam divididas de forma mais equânime, e que a Judiciário, seguramente um dos pilares de qualquer democracia e nação, deixe de ser um braço da burguesia brasileira e passe a ser um poder da República que atenda aos anseios e à fome de justiça do povo brasileiro, fato este que, irrefragavelmente, não ocorre.

A luta política e pelo poder se dá nesse campo, porque o Executivo e o Legislativo, apesar de suas falhas e defeitos, são poderes abertos, já democratizados, expostos ao público, alvos de críticas e que cortam na carne quando necessário se faz afastar algum membro que "pisou na bola". É o que não acontece com o Judiciário e seus juízes, que querem, nitidamente, transformar o Brasil em uma "República de Toga", juntamente com procuradores e promotores vaidosos e muitos deles irresponsáveis, que estão, sem sombra de dúvidas, a partidarizar o MP e a ideologizar suas ações e a criminalizar a política. É o fim da picada. E quem vai processar essa gente, que, atrevidamente e ousadamente, quer combater um governo eleito pelo voto popular? Um governo cuja presidenta está a pôr na cadeia, por intermédio das investigações e repressões da PF, os ladrões de colarinhos brancos do dinheiro público.

As eleições de 2014 provaram e comprovaram que procuradores, policiais e juízes resolveram desfilar na passarela da política de saltos altos sob as luzes da ribalta. Seria cômico e surreal se não fosse trágico. E quem vai parar essa gente que trabalha como um justiceiro de máscara de filmes de heróis e vilões? Quem? Respondo: os órgãos de controle dessas instituições, que não devem jamais tergiversar sobre o que está escrito na Lei Magna e em seus estatutos corporativos, porque maior do que os homens e as mulheres componentes dessas instituições republicanas é a sociedade, ou seja, o povo brasileiro, único soberano, porque é dele que emana o poder. Ponto.

Todavia, o socialismo não acabou, como pregam os lorpas e os pascácios da direita partidária e midiática, ideologicamente e intelectualmente sofríveis, porque não compreendem nem o que é o liberalismo e o neoliberalismo econômico, que nos países mais avançados sempre preservaram a educação de boa qualidade, equacionaram com maior sensatez a renda, os salários e primaram pela lógica de que bons empregos e melhores condições de trabalho vão permitir, como permitiram, o desenvolvimento de seus negócios e, consequentemente, o desenvolvimento de seus países, o que redunda em um sentimento coletivo de satisfação e paz social.

E é o que o PT tem feito, mesmo a ser de esquerda, porque a lógica dos socialistas democráticos e dos trabalhistas é melhorar as condições de vida da população e favorecer o desenvolvimento, por meio do fortalecimento do comércio interno, de investimentos estrangeiros que agregam valores e conhecimentos e das relações comerciais ampliadas, como fez Lula, político estadista, em parceria com o grande Celso Amorim, chanceler que compreendeu que o mundo mudou com o advento da derrubada das torres gêmeas nos Estados Unidos e com a crise econômica de 2008, que até hoje não foi debelada e que prejudica, e muito, os povos dos países considerados desenvolvidos.

A direita — a burguesia brasileira — é burra, porque nunca colocou em prática o que fez a direita dos países mais avançados. A Casa Grande desta Nação brasileira é pária, subalterna, subserviente e eternamente periférica. Sente-se satisfeita com as sobras dos países ricos e, para manter o status quo, reprime e rouba seu próprio povo, além de se aliar, desavergonhadamente, com os interesses da "gringada", que ela tanto admira, ao ponto de sempre quando tem oportunidade tenta "abraçar o Mickey para dar uma de pateta", enquanto o rato rouba-lhe a carteira. E ela ri e não reage, porque inexiste em nossa burguesia fibra e vergonha na cara. Comporta-se com intolerância e perversidade com os mais fracos e pobres. Por sua vez, abre as pernas para os ricos, ainda mais quando o rico é estrangeiro, de preferência dos Estados Unidos ou Inglaterra.

É uma lástima a direita, pária e apátrida, porque não racionaliza o porquê de pensar o Brasil. Por não racionalizar, nunca teve projeto para o País e não gosta de seu povo inteligente e trabalhador, ao tempo que adora ganhar bilhões e explorar até a último suor aquele que é responsável maior pelos seus lucros exorbitantes: os brasileiros. Esta falta de visão e discernimento, só que de outro jeito e maneira, atinge também certos setores da esquerda, que se bandearam para o campo conservador, inclusive nas crises precedentes à morte de Getúlio Vargas e que se repetiram no Governo de Jango. O Partido Comunista, por exemplo, além de outras siglas de esquerda, combateram Getúlio ferrenhamente, caso similar ao que fez o PSOL, o PSTU e por fim o PSB.

Não perceberam que se alinhar às vozes da direita por causa de doutrinas e de espaços por poder é o caminho para o túmulo de governos populares, trabalhistas ou de esquerda, conforme o caso de cada presidente. É tudo o que a direita quer. E quando ela consegue seus objetivos, a primeira coisa que os direitistas fazem é perseguir, cassar, exilar, torturar e até mesmo matar seus adversários esquerdistas, inclusive aqueles "tontos" que com os reacionários compartilharam o combate aos governantes trabalhistas que chegaram ao poder.

O gaúcho Luís Carlos Prestes, o comunista mais notório da história do Brasil, disse uma vez, no tempo em que ele deu apoio ao PDT de Leonel Brizola, que muitos anos depois ele percebeu essas tolices da esquerda quando se divide e faz coro, inadvertidamente, com a direita. O PT tem projeto de País. A verdadeira direita sabe disso. Por causa disto é que o Partido dos Trabalhadores é tão combatido. É isso aí.


Davis Sena Filho

Davis Sena Filho é editor do blog Palavra Livre

Para salvar Beto Hitler, mídia venal “demite” Francischini




Os donos dos meios de comunicação e seus jornalistas bandidos merecem ser queimado no fogo do inferno.Que raça miserável, bajulador de governo truculento e corrupto.Imagine se o governo fosse do PT. Ah! Cadê Álvaro Dias, que não dá um pio? Não dá porque agiu do mesmo modo de seu comparsa quando governou o PR.


 Blog do Esmael - Desde a manhã de ontem (3) trama-se no Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná, a queda do secretário da Segurança Pública, Fernando Francischini, o Batman, apontado como responsável pelo massacre contra os professores no último dia 29 de abril.


O jornal O Estado de S. Paulo, o Estadão, edição desta segunda-feira (4), coloca Francischini na "corda bamba" ao responsabilizá-lo pelos excessos da Polícia Militar na semana passada. A reportagem cita o deputado federal Valdir Rossoni, presidente regional do PSDB, como porta-voz do governador Beto Richa (PSDB) para o pedido de demissão do Batman.

"Francischini está deitado no caixão, com algodão no nariz. A demissão é questão de horas. É o método Beto Richa de exonerar auxiliares", avaliou para o Blog do Esmael um deputado governista.

O jornal Folha de S. Paulo, também edição de hoje, imputa a culpa do massacre a Francischini, mas exime o governador do PSDB de qualquer responsabilidade pela violência policial contra os professores.

Entretanto, o jornalista Ricardo Noblat, d'O Globo, faz leitura diferente em seu blog. Aponta o governador Beto Richa como culpado pelo massacre. Ele cita os apelos do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para que o tucano parasse de atirar bombas contra os professores.

Resta saber: Francischini, responsável ou não, assumirá a bronca sozinho ou vai arrastar junto o mandante do massacre contra os professores?

Pocurador ligado aos tucanos acusa Stanley Burburinho de falsear fatos

 
A reação, na página pessoal do Facebook do procurador da Lava Jato, originou uma onda de questionamentos sobre a parcialidade do MPF
 
 
 
 
 
 
 
Jornal GGN - O blogueiro Stanley Burburinho iniciou uma onda de questionamentos que dominou a página pessoal do Facebook de Deltan Dallagnol, procurador da República membro da Força Tarefa criada para as investigações da Lava Jato. 
 
Sem o cuidado com a imparcialidade pregada em resposta a Stanley, o membro do Ministério Público Federal do Paraná utiliza as redes sociais para posicionar-se favorável às prisões preventivas, já republicou notícias contra o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco e defendendo que a soltura dos empreiteiros traz a sensação de impunidade - posição manifestada em reportagem de O Globo.
 
A última publicação de Deltan Dallagnol, no entanto, não passou sem reações. Ao escrever "Associação dos Magistrados Brasileira defende mudança no sistema de recursos, contra a corrupção", e compartilhar matéria da Folha de S. Paulo, o blogueiro disparou uma sequência de perguntas ao procurador.
 
Duas horas depois, Stanley disse: "deixei 4 perguntas na página do procurador Dellagnol do MPF e da Lava Jato, mas não estou conseguindo mais ver. Será que ele apagou? Por favor, confira neste link: https://www.facebook.com/deltan.dallagnol/posts/886349061408804 e veja se você consegue ver os meus comentários. Parece que ele apagou". 
 
Mas antes de ver seus comentários apagados, o blogueiro havia feito uma captura da imagem da tela. Compare que nas imagens, o comentário que Dallagnol não apaga é o da internauta Solange Rosa Katona, que está em ambas fotografias:
 
 
Abaixo, a transcrição das perguntas que incomodaram o procurador da República:
 
1) Sr. Procurador, se o PSDB, PMDB, PP e PT receberam doações das mesmas empresas investigadas na Lava Jato, na mesma eleição, por que o Sr. não pediu a prisão dos tesoureiros do PSDB, PMDB, PP, mas só pediu a prisão do tesoureito do PT?
 
2) Sr. Procurador, se os depoimentos da Lava Jato estão sob sigilo de Justiça, quem vaza as delações para a TV Globo? Estão investigando para punir o vazador?
 
3) Sr. Procurador, o doleiro Youssef da Lava Jato é o mesmo doleiro Youssef que foi o doleiro do escândalo do Banestado e o juiz Moro da Lava Jato é o mesmo juiz do inquérito do escândalo do Banestado e o Procurador do MPF da Lava Jato, Fernando Carlos Lima, é o mesmo Procurador do escândalo do Banestado que, segundo matéria da revista IstoÉ de 2003 neste link: "Raposa no galinheiro - Procurador Santos Lima, casado com ex-funcionária do Banestado, tentou barrar quebra de sigilo de contas suspeitas" acusa que o mesmo Procurador Fernando Santos Lima engavetou o inquérito do escândalo do Banestado por 4 anos e meio e a esposa dele na época trabalhava no Banestado?
 
4) Sr. Procurador, por que se recusam investigar a corrupção na Petrobras antes de 2003, ano que Lula tomou posse, apesar do delator premiado Barusco ter dito que já recebia propina desde 1996? Se investigar a corrupção na Petrobras antes de 2003, chegaria no escândalo do Banestado quando enviaram, ilegalmente, 124 bilhões para contas em paraísos fiscais?
 
O resultado da manifestação de Stanley Burburinho foi uma reação em massa de internautas, questionando a parcialidade do Ministério Público Federal do Paraná sobre as investigações, as prisões preventivas, os vazamentos seletivos de informações, e demais contradições.
 
Depois de apagar diversos comentários, Deltan respondeu: "Caros, esse não é um espaço de disputas partidárias. A investigação do MPF é técnica, imparcial e apartidária, doa a quem doer". O procurador ainda completou: "perguntas como as feitas, falseando fatos, não têm interesse em esclarecimentos, mas sim em tentar dar um olhar partidário para uma investigação apartidária, o que tira o foco do que é mais importante, que é combater a corrupção seja qual for o partido ou a pessoa envolvido", fazendo referência ao blogueiro.
 
Internautas exigiram respostas a Stanley Burburinho. Uma delas alertou que a exclusão já corria pelas redes sociais e que ficaria "feio" para o procurador se continuar apagando as "perguntas que lhe são incômodas". Acompanhe alguns comentários:
 

Ministério Público poupou Aécio Neves

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Pois é.Esses membros do Ministério Público, comprados pelo PSDB e satélites, não viram nada na acusação feita pelos delatores relacionada à Aécio, porque, segundo esses bandidos de toga, Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa não apresentaram provas da acusação. Já em relação à delação que envolve o PT, e os demais partidos envolvidos, esses safados deram como provada. Para mim, tanto bandido quanto esses corruptos do Esquema da Lava Jato são os investigadores da Operação, salvo algumas exceções.Os caras fazem de tudo para blindar o PSDB. Veja que um comparsa de Aécio Neves foi flagrado com 500 Kg de cocaína e o caso morreu. Isso é uma vergonha.Sinto nojo de viver num país feito este, onde um Ministério Público e um Poder Judiciário partidarizados fazem o quer bem querem.Pior:não parece ninguém para botar essa gangue de toga no seu devido lugar.

"Em acordo de delação premiada em troca de redução de pena, doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa indicaram que iriam revelar, entre outros casos, crime de corrupção cometido pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) em estatal do setor elétrico; "Toda e qualquer obra realizada em Furnas possuía comissionamento. Se especula que quem recebia por Aécio Neves era a pessoa de sua irmã", aponta documento assinado no MP; no entanto, à força-tarefa, Youssef não apresentou provas e preservou o tucano; inquérito contra o ex-presidenciável foi arquivado".

Época é panfleto do PSDB

Enquanto Dilma não botar para torar no PIG, cada vez mais aparecerão mentiras.Jornalismo que dá nojo.Prefiro a censura a um jornalismo podre desses.
 


ÉPOCA DE MENTIRAS

Em nota, o Instituto Lula desmentiu matéria divulgada pela revista Época, em sua última edição, que trouxe ataques à honra do ex-presidente. 

Apesar disso, o material foi reafirmado na sexta (1) em nota assinada pelo editor-chefe da publicação Diego Escosteguy

Como o editor reiterou os erros cometidos, cabe-nos buscar aqui restabelecer a verdade.
Conheça as sete principais mentiras da matéria publicada pela revista.

Leia http://goo.gl/ekdraf e http://goo.gl/FwNIa0 e ajude a espalhar a verdade.

#‎ÉpocadeMentiras‬

A miséria da política do PSB


Está nas folhas: o Partido Socialista Brasileiro, que tanto lutou para fixar-se no campo da esquerda, vai fundir-se no PPS, a excrescência reacionária da direita. Transformar-se-ão, os dois, no grande satélite do PSDB, e juntos navegarão na nau dos ressentidos.

A que enxovalhamento moral está sendo levado o partido fundado por João Mangabeira em 1947, e reorganizado por Jamil Haddad, Evandro Lins e Silva, Antônio Houaiss e o signatário em 1985!

 Em nome de quê?

Já não existe o combativo partido que se opôs a Sarney, a Collor, que fez frente a FFHH e à privataria tucana.

Mas tudo é possível esperar de sua atual direção. Tudo que signifique indignidade ideológica. A direção que, por mero oportunismo, aliou-se a Aécio Neves em 2014, antes havia negociado seu apoio a Ronaldo Caiado em Goiás (na ocasião, o partido foi salvo pela salutar reação de Marina Silva, então candidata a Vice-Presidente da República) e ainda antes havia tentado negociar a sigla com o Júnior do Friboi. Essa mesma gente entregou o partido em Santa Catarina ao clã Bornhausen, no Paraná a Beto Richa (cuja obra está estampada nas manchetes) e acolheu em seus quadros, como deputado federal, o inefável Heráclito Fortes.

A fusão, portanto, é apenas o clímax de um processo de grave decadência ético-ideológica. Uma vertiginosa trajetória de declínio político e renúncia moral, orientada pelo ganhar a qualquer custo. 

Uma vez mais – e não pela última vez – os fins justificam os meios, ainda que espúrios.

Essa fusão é moralmente inaceitável, é o ponto final do PSB. É o sepultamento, no seu programa, do socialismo, do nacionalismo e da prática de uma política de esquerda. No entanto, é processo natural no PSB de hoje, que nada tem a ver com o PSB de seus fundadores, que nada tem a ver com o PSB de 1990, no qual recebi Miguel Arraes, e nosso ex-presidente só ingressou no PSB porque naquele então éramos um partido do campo da esquerda socialista. O de hoje, esse que vem sendo moldado desde 2014, nada lembra aquele antigo PSB que abrigou Pelópidas da Silveira e Francisco Julião. Esse PSB que se auto-imola não honra a biografia de Luiza Erundina. Hoje, seu representante conspícuo, seu melhor ícone ideológico, é o Pastor Eurico, ventríloquo da direita mais embrutecida. Em breve, o PSB de Arraes será o partido do Sr. Roberto Freire, já anunciado como seu primeiro vice-presidente.

A fusão é, ademais, um brutal erro histórico, embora seja o segundo momento da opção pelo conservadorismo, quando, com a crise do PT e de outras siglas de nosso campo, tinha todas as condições objetivas, de, como sempre defendi, cumprir o papel de estuário da esquerda socialista e democrática. Ao invés de fazer frente à maré conservadora, o PSB optou por a ela aliar-se.Esse neo-PSB me causa engulhos.

Por tudo isso, por tudo o que foi dito e pelo que ainda precisa ser dito, a fusão é tristemente lógica, pois dá sequência aos vitoriosos esforços de seus dirigentes atuais para jogar a história partidária na lata de lixo e abdicar de seu futuro. Podendo ser o grande leito da esquerda, optou o PSB pelo papel de valhacouto de uma direita espúria. É obra dos que mudam para ganhar, e transformam a política em mero jogo estatístico, ou instrumento de mesquinhas realizações pessoais.
É a miséria da política.

Ora, que esperar de um partido que, ainda se dizendo socialista, vota majoritariamente contra os trabalhadores e consagra a precarização do trabalho? Que esperar de um partido que, dizendo-se socialista, propõe o ensino do criacionismo em nossas escolas? 

De uma forma ou de outra, essa fusão abre caminho para novas fusões, de igual forma indignas mas coerentes, e de igual forma lamentáveis, com outros partidos de direita. Por que não fundir-se, por exemplo, com o DEM de Caiado, e o 'Solidariedade' do 'Paulinho da Força'? O qual, aliás, tentou, muitos anos passados, ingressar no PSB, mas teve seu pleito rejeitado por Miguel Arraes. As razões de Arraes para negar-lhe ingresso são hoje, porém, as razões que devem levar os dirigentes adventícios a procurá-lo.

Num ato de dignidade histórico-política (certamente é pedir muito dos atuais dirigentes), o Congresso Extraordinário do PSB, apressadamente convocado, sem nenhuma discussão com as bases, poderia, numa derradeira homenagem a João Mangabeira, Miguel Arraes, Antônio Houaiss, Evandro Lins e Silva e Jamil Haddad, raspar da sigla o 'S' de socialismo. Poderia ser apenas 'P40′, um nada e um número, ou apenas '40', como muitos de seus dirigentes atuais pleiteiam, há tempos. Um partido sem projeto, sem ideologia, sem caráter, líquido à espera do recipiente que lhe dará forma, espaço para a traficância ideológica. Mas um partido (se essa designação ainda lhe cabe) apto a crescer estatisticamente nesse deserto moral que ora impera na política brasileira, e no qual sua Nomenklatura atual se refastela e goza.


Roberto Amaral

Cientista político e ex-ministro da Ciência e Tecnologia entre 2003 e 2004

 http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/179526/A-mis%C3%A9ria-da-pol%C3%ADtica.htm