quarta-feira, 10 de junho de 2015

Recordar é viver:História da fazenda de FHC


Por Errico Sabaté 31/03/2002

Ocupada, na semana passada, por trabalhadores rurais sem terra, a Fazenda Córrego da Ponte, atualmente registrada nos nomes dos filhos do presidente da República, tem uma história que precisa ser conhecida.

Fazenda Caixa Dois

Hamilton Octavio de Souza

Ocupada, na semana passada, por trabalhadores rurais sem terra, a Fazenda Córrego da Ponte, atualmente registrada nos nomes dos filhos do presidente da República, tem uma história que precisa ser conhecida.

Na campanha eleitoral de 1985, até umas duas semanas antes da eleição o candidato Fernando Henrique Cardoso estava disparado ? nas pesquisas ? à frente de seu adversário mais direto, Jânio Quadros, que acabou levando a Prefeitura de São Paulo.

Mas, de qualquer maneira, a campanha de FHC recebeu uma excelente injeção de dinheiro do empresariado paulistano, certo de que se estava apostando no cavalo vencedor. Ele perdeu a eleição, mas terminou a campanha com boa grana em caixa ? no caixa dois, é claro, coordenado pelo amigo inseparável Sérgio Motta.

No ano seguinte, em 1986, nova campanha eleitoral. FHC concorreu e ganhou uma das duas vagas para o Senado, com bem menos votos que o senador Mário Covas. Mas, de novo, FHC teve uma campanha abastada e com boa contribuição do empresariado paulista. Mais uma vez, o mala preta foi o Sérgio Motta.

Dois ou três anos depois surgiram as primeiras notícias de que FHC e Sérgio Motta haviam se tornado proprietários de uma fazenda no noroeste de Minas Gerais. FHC, na época, tinha remuneração de senador e de professor aposentado da USP.

No início dos anos 90, a revista ?Isto É? publicou uma matéria sobre a tal fazenda de sociedade de FHC e Sérgio Motta, na qual se afirmava que o contrato de compra e venda havia sido subfaturado (colocado em preço inferior ao da negociação e do mercado) para justificar a situação de renda do professor e senador Fernando Henrique Cardoso. Essa matéria não foi desmentida e também não provocou qualquer investigação do Ministério Público ou da Receita Federal.

A matéria apenas reforçou a versão corrente nos meios políticos de que a fazenda havia sido comprada com as sobras das campanhas eleitorais de 85 e 86, administradas pelo amigo e sócio Sérgio Motta. Ou seja, a grana do caixa dois deveria ter sido contabilizada no caixa geral do PMDB partido de FHC na época das eleições, mas acabou virando propriedade privada.

Com a morte de Sérgio Motta, o presidente FHC fez acerto com a viúva Wilma Motta e acabou ficando com a parte do ex-mala preta Sérgio Motta na fazenda. Logo em seguida, o presidente passou a fazenda para os nomes do filhos, embora seja de sua propriedade, pois é ele quem usa e manda no pedaço.

A imprensa chapa branca, naturalmente, incorporou essa operação toda sem maiores questionamentos. Tanto é que trata da fazenda como sendo dos filhos do presidente e nem questiona porque ela deveria ter proteção especial com status presidencial. E jamais foi atrás investigar como a fazenda foi adquirida.

O acerto com a viúva Motta envolve também imóveis em Paris, mas isso é outra história. O que precisa ficar claro é que a fazenda ocupada pelos trabalhadores sem terra é apenas um bem simbólico ? a fazenda do presidente ? que foi obtido de forma ilícita, como tantas fazendas apropriadas pelas elites espertinhas do País. Na verdade, a propriedade deveria ser chamada mais adequadamente de Fazenda Caixa Dois, em homenagem à sua origem.

***

Hamilton Octavio de Souza é jornalista e professor de Jornalismo da PUC-SP.
Fonte:CMI

FHC e seu sócio oculto





"É mentira que detenho um apartamento em Paris. Nem lá nem em qualquer outro lugar fora do Brasil. Esta vilania surgiu em 2003, tendo sido repudiada pela D. Maria Sodré, sogra do Jovelino Mineiro, verdadeira dona do imóvel que maliciosamente dizem ser meu", afirmou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, numa polêmica nota publicada ontem em seu Facebook (leia mais aqui).
 
Por que, afinal, FHC teria esperado 12 anos para se pronunciar sobre uma notícia publicada originalmente pelo jornalista Janio de Freitas, na Folha de S. Paulo, que atribuía a ele a posse de um apartamento na Avenue Foch, uma das mais caras de Paris? E mais: por que FHC teria citado o nome do empresário Jovelino Mineiro, citado, em posts na internet, como bem mais do que amigo do ex-presidente? 

Uma rápida pesquisa na internet revela que Jovelino, além de sócio, foi também um arrecadador informal de recursos para o ex-presidente, como aponta uma reportagem da revista Época, da Globo, publicada no fim de 2002, quando FHC ainda era presidente da República.

Assinada por Gerson Camarotti, o texto fala da noite em que FHC, ainda no exercício do mandato, decidiu "passar o chapéu" entre empresários para levantar recursos para seu futuro Instituto FHC. Quem estava lá, como homem de confiança de FHC para receber o dinheiro de empresas como Odebrecht, Camargo e Suzano? Ele mesmo, Jovelino Mineiro.

Época, no entanto, não se escandalizou com o evento promovido por FHC e Jovelino em pleno Palácio do Alvorada – o que revela o grau de blindagem que havia na é(É)poca. "Foi uma noite de gala. Na segunda-feira, o presidente Fernando Henrique Cardoso reuniu 12 dos maiores empresários do país para um jantar no Palácio da Alvorada, regado a vinho francês Château Pavie, de Saint Émilion (US$ 150 a garrafa, nos restaurantes de Brasília). Durante as quase três horas em que saborearam o cardápio preparado pela chef Roberta Sudbrack - ravióli de aspargos, seguido de foie gras, perdiz acompanhada de penne e alcachofra e rabanada de frutas vermelhas –, FHC aproveitou para passar o chapéu. Após uma rápida discussão sobre valores, os 12 comensais do presidente se comprometeram a fazer uma doação conjunta de R$ 7 milhões à ONG que Fernando Henrique Cardoso passará a presidir assim que deixar o Planalto em janeiro e levará seu nome: Instituto Fernando Henrique Cardoso (IFHC)", dizia o texto de Camarotti.

"O dinheiro fará parte de um fundo que financiará palestras, cursos, viagens ao Exterior do futuro ex-presidente e servirá também para trazer ao Brasil convidados estrangeiros ilustres. O instituto seguirá o modelo da ONG criada pelo ex-presidente americano Bill Clinton. Os empresários foram selecionados pelo velho e leal amigo, Jovelino Mineiro, sócio dos filhos do presidente na fazenda de Buritis, em Minas Gerais."

A fazenda de 20 dólares

Assim como a noite em que se rodou a sacolinha no Alvorada não escandalizou a Globo, o mesmo pode ser dito da fazenda em Buritis (MG), que perteceu a FHC e Sergio Motta e depois foi repassada a Jovelino Mineiro, que, em seguida, cedeu cotas do empreendimento a filhos do ex-presidente, como Paulo Henrique Cardoso.

Em setembro de 2000, o portal Consultor Jurídico publicou reportagem informando que a fazenda de FHC chegou a ser escriturada por inacreditáveis 20 dólares. "A fazenda Córrego da Ponte, cenário do confronto entre o presidente da República e o governador de Minas, já custou 20 dólares. Pelo menos é o que consta do Registro Geral de Imóveis de Unaí (MG), onde se informa que o imóvel pertence à Agropecuária Córrego da Ponte Ltda, cujos sócios são Jovelino Carvalho Mineiro Filho, Luciana e Beatriz Cardoso. A fazenda que está sendo protegida pelo Exército, foi comprada por FHC e seu sócio, Sérgio Motta (ex-ministro das comunicações), segundo o cartório, por 2 mil dólares, e, em seguida, foi vendida para uma empresa deles por 20 dólares", dizia o texto.

Mais um detalhe apontado pelo Conjur: "O proprietário anterior a FHC adquiriu as terras, em 1981, por 140 mil dólares."

O caso havia chamado atenção da revista Istoé, mas FHC atribuiu a denúncia a intrigas da oposição. "Diante da curiosa transação, FHC alegou que a fazenda havia sido comprada, na realidade, por 50 mil dólares e que o negócio havia sido registrado em um ‘contrato particular’. Em 1994, os dois sócios afirmaram que o valor atualizado da fazenda era 400 mil dólares. Na época, a revista Isto É publicou reportagem informando que FHC havia driblado a Receita Federal e utilizado receitas não declaradas. Ele negou as acusações, alegando que eram acusações infundadas produzidas pela oposição", dizia a reportagem do Conjur.

A pista de pouso da Camargo

Além da polêmica transação imobiliária, da fazenda vendida a FHC por 20 dólares, o imóvel tinha outra particularidade. Desfrutava de uma pista de pouso particular, da fazenda ao lado, que pertencia à empreiteira Camargo Corrêa.

"O presidente Fernando Henrique Cardoso tem um vizinho no município mineiro de Buritis que todo fazendeiro gostaria de ter. Em vez de avançar a cerca sobre a propriedade alheia, como de hábito no meio rural, a construtora Camargo Corrêa mantém sempre aberta a porteira que separa sua fazenda da gleba presidencial. Quem também mora por ali está acostumado a ver um intenso movimento entre as duas propriedades: pessoas saindo da fazenda Córrego da Ponte, de FHC, entrando na Pontezinha, da Camargo Corrêa, e voltando à Córrego da Ponte. A atração na Pontezinha é uma ampla pista de pouso que costuma receber mais aviões tripulados pela corte do presidente do que jatinhos de uma das maiores empresas do País. 'Nunca vi avião nenhum da Camargo Corrêa pousando ali. Mas da família de Fernando Henrique não pára de descer gente', conta o fazendeiro Celito Kock, vizinho de ambos e atento observador do trânsito aéreo na região. A pista particular tem 1.300 metros de comprimento e 20 metros de largura, asfaltados numa grande área descampada. Um estacionamento com capacidade para 20 pequenas aeronaves completa o aeródromo", diz texto publicado pela revista Istoé, em 1995.

Depois de ter sido invadida por integrantes do MST, a fazenda foi vendida por FHC ao amigo Jovelino Mineiro, que, em seguida, cedeu cotas do imóvel aos próprios filhos de FHC. Ou seja: o dono do imóvel em Paris, que Janio de Freitas atribuiu ao ex-presidente, é também dono da fazenda dos filhos do ex-presidente, como revela o documento abaixo:

Hipocrisia do PiG:Camargo também fez doação ao Instituto FHC

 


Jornais amanheceram escandalizados com as doações da construtora Camargo Corrêa ao Instituto Lula, mas nenhum deles lembrou que a empreiteira foi uma das principais financiadoras do Instituto FHC, ainda em seu nascedouro; a diferença é que FHC "passou o chapéu", segundo reportagem da revista Época, num jantar em pleno Palácio do Alvorada, quando ainda estava no exercício do seu mandato; seu tesoureiro informal era o amigo e empresário Jovelino Mineiro, apontado como dono da fazenda que foi de FHC e do polêmico apartamento em Paris, na Avenue Foch, onde ele se hospedaria; jantar de arrecadação de recursos para o instituto, pago com recursos públicos, foi retratado por Época como uma "noite de gala"; com FHC, nada de escândalo, apenas uma retribuição empresarial rotineira

A construtora Camargo Corrêa foi uma das 12 empresas brasileiras e estrangeiras que doaram R$ 7 milhões ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para a criação do instituto que leva seu nome. Esse dinheiro foi arrecadado pessoalmente por FHC num jantar no Palácio da Alvorada – pago com dinheiro público – em novembro de 2002, quando ele ainda exercia o cargo de presidente da República.

Além de receber dinheiro de bancos, empreiteiras e de outras empresas, o Instituto FHC recebeu, em 2006, R$ 500 mil da Sabesp, uma empresa pública controlada pelo governo do PSDB de São Paulo (confira aqui). 

A fundação do tucano também utiliza a Lei Rouanet para captar doações a seus projetos, com abatimento no imposto de renda, e conseguiu aprovar um limite de R$ 10 milhões em 2006. Ou seja: o Tesouro brasileiro também banca o Instituto FHC.

Atualmente, o principal “parceiro” do instituto tucano é a Fundação Brava – criada pelo empresário Beto Sicupira, com sede em Delaware, um paraíso fiscal nos EUA. Outro patrocinador frequente das palestras de FHC é o Banco Itaú. A Telefónica de Espanha, que abocanhou o filé da privatização do sistema Telebrás, patrocina o Museu das Telecomunicações do Instituto.

O jantar em que FHC passou o chapéu entre empresários amigos foi descrito em detalhes pela revista Época. Além de Luiz Nascimento, da Camargo Corrêa, participaram Jorge Gerdau (Grupo Gerdau), David Feffer (Suzano), Emílio Odebrecht (Odebrecht) e Pedro Piva (Klabin), entre outros empresário (confira a cópia em cache, pois o link original para a matéria foi retirado do ar.


Noite de gala

Sem se escandalizar com o jantar de arrecadação ocorrido em pleno Palácio da Alvorada, Época retratou o evento como uma "noite de gala". Leia, abaixo, um trecho da reportagem de Gerson Camarotti:

Foi uma noite de gala. Na segunda-feira, o presidente Fernando Henrique Cardoso reuniu 12 dos maiores empresários do país para um jantar no Palácio da Alvorada, regado a vinho francês Château Pavie, de Saint Émilion (US$ 150 a garrafa, nos restaurantes de Brasília). Durante as quase três horas em que saborearam o cardápio preparado pela chef Roberta Sudbrack - ravióli de aspargos, seguido de foie gras, perdiz acompanhada de penne e alcachofra e rabanada de frutas vermelhas -, FHC aproveitou para passar o chapéu. Após uma rápida discussão sobre valores, os 12 comensais do presidente se comprometeram a fazer uma doação conjunta de R$ 7 milhões à ONG que Fernando Henrique Cardoso passará a presidir assim que deixar o Planalto em janeiro e levará seu nome: Instituto Fernando Henrique Cardoso (IFHC).

O dinheiro fará parte de um fundo que financiará palestras, cursos, viagens ao Exterior do futuro ex-presidente e servirá também para trazer ao Brasil convidados estrangeiros ilustres. O instituto seguirá o modelo da ONG criada pelo ex-presidente americano Bill Clinton. Os empresários foram selecionados pelo velho e leal amigo, Jovelino Mineiro, sócio dos filhos do presidente na fazenda de Buritis, em Minas Gerais, e boa parte deles termina a era FHC melhor do que começou. 

Fonte:Brasil-247

O PiG e a oposição estão se pelando de medo do Projeto Lula/2018




A mídia está se pelando de medo da candidatura de Lula em 2018. Como não há nada que desabone a conduta daquele que foi o melhor presidente do Brasil, apela para mentir e falsear a verdade.

Essa história da doação da Camargo Correa ao Instituto Lula é só mais uma das muitas ainda virão até 2018.


Resposta ao jornal O Estado de S. Paulo sobre doações ao Instituto Lula

Recebemos nesta terça-feira (9), do jornal O Estado de S. Paulo, às 17h14 com prazo de resposta até as 19h30, às perguntas abaixo. Segue a íntegra da resposta e depois as perguntas enviadas pelo jornal.
"Os valores citados no seu contato foram doados para o Instituto Lula para a manutenção e desenvolvimento de atividades institucionais, conforme objeto social do seu estatuto, que estabelece, entre outras finalidades, o estudo e compartilhamento de políticas públicas dedicadas à erradicação da pobreza e da fome no mundo. A Camargo Corrêa já manifestou publicamente que apoiou o Instituto, em resposta a matéria de 2013 da Folha de S. Paulo:

http://www1.folha.uol.com.br/…/1250451-instituto-diz-que-ob….
Os três pagamentos para a LILS são referentes a quatro palestras feitas pelo ex-presidente, todas elas eventos públicos e com seus respectivos contratos.

O Instituto Lula não prestou nenhum serviço eleitoral, tampouco emite bônus eleitorais, o que é uma prerrogativa de partidos políticos, portanto deve ser algum equívoco.

Essas doações e pagamentos foram devidamente contabilizados, declarados e recolhidos os impostos devidos.

As doações ao Instituto Lula e as palestras do ex-presidente não têm nenhuma relação com contratos da Petrobrás."

Assessoria de Imprensa do Instituto Lula

Perguntas enviadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

1) A que se referem os pagamentos da empresa Camargo Corrêa para o Instituto Lula e para o LILS? Que serviços eleitorais o Instituto prestou?

2) Os serviços prestados pela LILS são referentes a palestras do ex-presidente Lula? Há registros?
3) Por que o Instituto Lula emite bônus eleitorais como em 2012?
4) Os serviços prestados têm relação com contratos da Petrobrás?
5) As doações/contribuições/bônus pagos têm relação com o PT?

terça-feira, 9 de junho de 2015

Não se deixe enganar pelo PiG e sua turma




O PiG, a oposição incompetente, burra, corrupta e os coxinhas analfabetos, tentam botar a pecha de privatizador nas costas de Dilma e do PT, só porque o governo lançou um pacote de concessões de portos, estradas e ferrovias. Concessão nada tem a ver com privatização.Na privatização, o Estado vende o bem público.Na Concessão, o bem não é vendido, é apenas transferido, por um período te tempo, para uma empresa privada, depois esse bem é devolvido ao Estado.A Embratel, a CELPE, a Vale do Rio Doce, a CSN, todas vendidas, jamais voltarão à União, a não ser que o governo reestatize essas empresas, tarefa praticamente impossível. já que demanda o gasto de milhões de reais, para um país feito o Brasil.Já uma possível concessão da BR-121, por exemplo, depois de explorada pela empresa que venha a vencer a licitação retorna ao Estado, com todos os investimentos empregados nela pela empresa vencedora.Simples assim. Não se deixe enganar pelo que fala o PiG e sua turma.

A discussão que realmente importa no caso do apartamento de Paris atribuído a FHC. Por Paulo Nogueira


Cadê a simplicidade!
Cadê a simplicidade!

A discussão em torno do magnífico apartamento de Paris que seria ou não de FHC é rica em reflexões paralelas.


FHC, com atraso de doze anos desde que Jânio de Freitas lhe atribuiu a posse do apartamento na Folha, desmentiu ser dono.

Como é comum em FHC, ele colocou a culpa em Lula por uma afirmação de Jânio de Freitas jamais desmentida.
Gente próxima de FHC vive espalhando calúnias sobre Lula, mas isso não o impediu de dar uma lição de moral e posar de vítima do “lulopetismo”.

FHC, no desmentido, mostra estar desconectado da realidade. Diz que a “vilania” é velha, e afirma que não sabe por que o assunto voltou agora.

Na verdade, o apartamento nunca saiu de cena. A única novidade, desde a afirmação de Jânio de Freitas, é que FHC, enfim, se manifestou.

Ele diz que o dono é um sócio seu em negócios. Inimigos dizem que este sócio é um laranja, mas no caso específico do apartamento eu fico com a opinião de Nassif: FHC não é o dono.

Mas, e aí é que o debate fica interessante, FHC desfruta do melhor dos mundos: usa o apartamento como se fosse dele, e não tem que lidar com coisas desagradáveis como cuidar das contas, pagar imposto territorial, fazer reformas.

Para que ser dono?

Para passar aos herdeiros? Ora, eles podem se virar sem isso, certamente. Com as palestras, FHC amealhou um bom patrimônio, e isso sem contar pensões.

Melhor ter um apartamento à disposição em Paris do que ser proprietário de um, com certeza.
Mas e do ponto de vista ético?

Tenho um bom metro: você pode imaginar Mujica usando um casarão de um amigo em Paris?
Presidentes brasileiros parece que se lambuzam no poder com a proximidade de amigos, ou pretensos amigos, ricos.

Algumas semanas atrás, foi patético ver Lula e Dilma no casamento-ostentação de um médico alpinista que corteja o poder desde o general Figueiredo.

(Este médico é um dos caciques do Incor, hospital que está convidando as pessoas para presenciar uma palestra do líder de um dos grupos que lutam pelo impeachment de Dilma.)
Compostura, senhores, compostura.

Ninguém morre se não voar em jatos ou helicópteros particulares cedidos por “amigos”, ou se não passar finais de semana em casas cinematográficas situadas em praias particulares.

A mensagem que este tipo de conduta passa à sociedade ajuda a manter no abismo o prestígio dos políticos.

Numa antiga reportagem da revista IstoÉ Dinheiro sobre a “Paris de FHC”, publicada logo depois de ele deixar o Planalto, o apartamento era citado.

Mas lateralmente.

O maior encanto de Paris, para FHC, era poder andar pelas ruas sem ninguém aborrecê-lo.

Ele poderia ter isso sempre em Paris – a privacidade – sem ter que mamar num amigo rico.

O espírito do tempo, tão bem captado por Mujica e pelo Papa Francisco, clama por simplicidade. (Francisco voou para o conclave que o elegeu na classe econômica. Até Brad Pitt e Angelina Jolie estão usando econômica.)

Mas a elite dos políticos brasileiros, e FHC está longe de ser exceção, vive num universo paralelo, de fausto deslumbrado – e, pior, emprestado.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).
Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Cuidado com as críticas desfundamentadas

A ler um texto de João Sicsú, no Facebook, em que critica o governo Dilma, deparei-me com esse quase irretocável comentário do internauta Alexandre Tambelli:

 Alexandre Tambelli Quem anda deixando a sociedade à deriva é um conjunto de coisas muito mais amplo do que jogar toda a culpa no PT e numa ideia de que ele não tem um Projeto de País, penso eu. A dificuldade maior do PT foi compreender que não se Governa com a quase totalidade dos meios de comunicação que a população acessa sendo 24 horas por dia oposição e raivosa. Tendo o descuido de manter sob controle o Judiciário, evitando essa tabelinha Judiciário, Oposição Política e Mídia hegemônica feita para impedir que qualquer desenvolvimento, política de governo vingue por completo. Em 2011 a gritaria era imensa porque o Governo Dilma buscou abaixar os juros. Ela perdeu: os empresários não fizeram sua parte e essa mídia financista não perdoou. Tudo o que o Governo Federal faz é criticado ao extremo, tudo o que ele não faz é mais criticado ainda. Se faz A porque não fez B. Se faz B porque não fez A. É preciso compreender que o PT jogou por anos o jogo eleitoral. Venceu 4 eleições seguidas com todo o massacre midiático que recebe. Errou é claro em acreditar que trackins diários seriam o suficiente para saber se estavam indo na direção correta. Em junho de 2013 ruiu esse caminho. A popularidade de Dilma e do PT foi diminuindo. É preciso se comunicar. Agora, eu penso ser temerário dizer que não há um Projeto de País, existe sim! E ele está dando certo, mesmo que seja meio anárquica a condução. Ele está dando certo e a prova é que as elites estão de cabelo em pé, sem saber o que fazer para apear o PT do Poder e retomar a hegemonia do discurso e das ações, o que penso não será mais possível, porque o PT bagunçou o coreto. Digam pra mim quem faria parte dos 30% de incluídos hoje como era na sociedade de FHC para trás, se voltássemos para lá? Está tudo misturado. Tem gente de classe média tradicional estagnada e gente do povo excluído d´antanho ascendendo socialmente. E está em andamento a crescente hegemonia dos BRICS no cenário geopolítico mundial, que vai bagunçar ainda mais o coreto. Subestimar a capacidade do povo, penso não ser possível. Com todos os erros, uma momentânea situação fora da curva, feita logo de cara: pacote Levy, maquiavelicamente feita logo de cara, o Governo ainda é vitorioso, pois, mira 2016, 2017, 2018. 200 bilhões em pacotes de concessão, o novo Fies, o plano anual de safra agrícola que não foi contingenciado, o Minha Casa, Minha Vida 3, acordos de infraestrutura com a China, etc. vieram na sequência. O fato ruim veio de cara e agora começam os antídotos, é para se pensar o que faz o PT politicamente! Devemos criticar, sim! Os pontos chaves: ausência de comunicação, falta de um Projeto Educacional crítico para além da inserção social via consumo e é claro, capaz de formatar cidadãos críticos e não meros consumidores. O Lula tem tudo para ganhar em 2018 e ai vamos dizer que o PT é incompetente mais uma vez, não! Digamos que ele faz o jogo Político que está ai sabendo que a Mídia não tem votos, e que a oposição entra nesse jogo de antipetismo radical ingenuamente. Hoje, as notícias dão conta que a oposição via PSDB quer isolar o Aécio e seu golpismo. O PMDB de Cunha e Renan está se complicando todo no Legislativo. O PT me parece mais esperto que todos nós juntos. E o Brasil de 2015 não é o Brasil de 2002. É opinião, intuição, melhor dizendo. Temos um Projeto de Brasil via inclusão e ascensão social dos pobres, a luta é grande, vai muito além de dados econômicos no quadro atual um pouco desfavoráveis. É uma visão particular, aberta para todo tipo de crítica e procurando ajudar a compreender coletivamente o Brasil do PT.


A corja que pratica homofobia

Recordar é viver: Conheça o apartamento de FHC em Paris. Ele tem renda para isso?

Depois de mais de 10 anos da publicação da matéria, FHC, o corno manso, agora que vem dizer que não tem tal apartamento.Contudo, não apresenta nenhum documento desmentindo a notícia.

Avenue Foch: endereço de milionários, ditadores foragidos e caudilhos com pose de estadista.
Avenue Foch: endereço de milionários, ditadores foragidos e caudilhos com pose de estadista.


Algum problema com as pessoas que moram na Avenue Foch em Paris? Nenhum problema, exceto se a pessoa não tiver renda para isso ou se essa renda for obtida de forma ilegal. Quem conhece esse local de Paris, muito bonito e disputadíssimo, apesar de o metro quadrado por lá ser caríssimo, diz que a Avenue já teve como moradores alguns dos carniceiros africanos, ditadores e gente rica, mas de muito má fama. De certo que moram lá também e, provavelmente são maioria, moradores honrados e honestos, gente que tem dinheiro declarado e ganho de forma limpa e, portanto, que não deve satisfação a ninguém.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem um apartamento na Avenue Foch, só agora, porém, admitiu isso. Parece que comprou o apartamento de um milionário brasileiro que dizem ter participado de operações durante a ditadura. Tudo isso, quanto custou o apartamento, quando e de quem foi comprado, é teoricamente da conta de FHC e eu não estou insinuando que ele comprou esse apartamento sem poder ou com dinheiro ilegal.

Só não entendo é o motivo de ele esconder por tanto tempo que tem o apartamento, de durante anos e anos afirmar que era “emprestado” e nossa imprensa (sic) sempre ter embarcado nessa história e jamais explorado o fato, como, com certeza, exploraria se o apartamento fosse do Lula, que tivesse mentido sobre ser proprietário.

***

FHC e apartamento de luxo em Paris. E se o apartamento fosse de Lula, o que a mídia diria?


Nos idos de dezembro de 2002, quando FHC já sabia que seu candidato estava fora do páreo, perdendo o cargo de presidente da República para o torneiro mecânico Luiz Inácio Lula da Silva, o ainda presidente já se arrumava para se mudar do Palácio da Alvorada. Fernando Henrique estava juntando tudo para guardar em um depósito em São Paulo até que a reforma de seu novo apartamento da rua Rio de Janeiro – a dois quarteirões de seu antigo endereço na Rua Maranhão, em Higienópolis – ficasse pronta.

Contudo, logo após a entrega da faixa presidencial para Lula, …
Folha de S.Paulo, 17/12/2002
Fernando Henrique Cardoso vai passar três meses na Europa, baseado em Paris. Ele ficará hospedado em um apartamento de Jovelino Mineiro, seu ex-sócio na fazenda Córrego da Ponte, em Buritis (MG). A parte de FHC hoje está em nome dos filhos do presidente.
Entretanto…

Folha de S.Paulo, 17/12/2002
O presidente Fernando Henrique Cardoso espera ver concluída no início de 2003 a reforma pela qual passa seu novo apartamento no Edifício Chopin, na rua Rio de Janeiro, bairro de Higienópolis, em São Paulo.
O apartamento tem uma área de cerca de 400 metros quadrados e fica de frente para a rua Pernambuco. No mesmo prédio, um apartamento com 200 metros quadrados – metade da área do imóvel de FHC – está sendo vendido por R$530 mil.
Incrível, né?
***
FHC_Apto_Paris01

Folha de S. Paulo, 12 de janeiro de 2003, página A7, Coluna de Janio de Freitas.


O endereço


Janio de Freitas

Data imprecisada, ou imprecisável, e não recente. Fernando Henrique Cardoso, no uso de toda a simpatia possível, discorre para os comensais suas apreciações sobre fatos diversos e pessoas várias. De repente, intervém a mulher de um brasileiro renomado, há muito tempo é figura internacional de justo prestígio, ministro mais de uma vez, com importantes livros e ensaios. Moradores íntimos de Paris por longos períodos, mas não só por vontade própria, constam que nela nada restringe a franqueza. Se alguém na conversa desconhecia a peculiaridade, ali testemunhou um motivo para não esquecê-la:

“Pois é, mas nós sabemos do apartamento que Sérgio Motta e você compraram na Avenue Foch.”

Congelamento total dos convivas. Fernando Henrique é quem o quebra, afinal. Apenas para se levantar e afastar-se. Cara fechada, lívido, nenhuma resposta verbal. A bela Avenue Foch, seus imensos apartamentos entre os preços mais altos do mundo, luxo predileto dos embaixadores de países subdesenvolvidos, refúgio certo dos Idi Amim Dada, dos Bokassa, dos Farouk e, ainda, de velhos aristocratas europeus.

Avenue Foch, onde a família Fernando Henrique Cardoso está instalada. No apartamento emprestado, é a informação posta no noticiário, pelo amigo que passou a figurar na sociedade da fazenda também comprada por Sérgio Motta e Fernando Henrique Cardoso, em Buritis. Avenue Foch é ela que traz de volta comentários sobre a historieta, indagações de sua autenticidade ou não, curiosidade em torno do que digam outros possíveis comensais.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

O negócio milionário da homofobia

homofobia

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Quando gente como Silas Malafaia ou Marco Feliciano abre a boca para vomitar ódio contra homossexuais, deve-se pensar cada vez menos em religião e mais em dinheiro.

Siga o dinheiro, sempre ele.

O que faz o sucesso de um pastor? Um rebanho grande, uma multidão disposta a tudo para expulsar de suas vidas o que identificam como o demônio, o diabo, o tranca-rua, o coisa-ruim, aquele que atrasa as coisas; o “inimigo”, enfim.

O inimigo tem as faces de sempre: as drogas e o álcool, o adultério, o vício no jogo, o fracasso financeiro, etc etc.

O rebanho paga bem, muito bem, para se ver livre do demônio. Milhões e milhões de reais livres de impostos.

E o “demônio” que mais assusta o Brasil conservador, você imagina qual é: é um diabo que faz você ouvir Madonna e bebericar cosmopolitans. Em pesquisa do Ibope feita há três anos, 24% dos brasileiros disseram que se afastariam de um colega de trabalho caso descobrissem que ele é gay. No mesmo estudo, 55% se colocaram contra a união de pessoas do mesmo sexo. Entre as pessoas de mais de 50 anos, o número subia para 73%.

Toda vez, portanto, que Malafaia aparece dizendo que está “aqui pra dizer que a família é milenar, homem, mulher e sua prole”, ele está ouvindo o dinheiro tilintar na caixa registradora. Quando ganha fachada ao pedir o boicote a uma novela ou um comercial de perfume que ousem retratar a realidade, ele ouve o farfalhar das notas.

Toda vez que Marco Feliciano escreve (sic) no Twitter que “A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime, à rejeição”, ele liga para o salão de beleza e encomenda o alisamento capilar mais caro que o dinheiro pode comprar.

Até quando vira notícia porque seu site é invadido por hackers que pintaram a página inicial com as cores do arco-íris, Feliciano vai sorrindo a caminho do banco.

Você não precisa acreditar em mim. Acredite (se conseguir) em Malafaia. Veja um tweet dele:


São homens que vivem do medo, que vivem de incitar o preconceito e o ódio para vender a solução em seus templos. São homens ricos que ficarão mais ricos em meio a cada polêmica.

Porque simplesmente não há punição contra seus crimes de ódio contra cidadãos brasileiros que nada de errado fizeram.

Instilando o desespero na mente das pessoas, associando os gays à decadência moral, a doenças e comportamento criminoso, eles conseguem, lá na frente, cacife político para colocar um Eduardo Cunha na presidência da Câmara. O mesmo abominável que trava toda a agenda de inclusão GLBT e que, em silêncio, aprovou na semana passada mais isenção tributária a igrejas.

(Cunha, aliás, é dono de uma mega rádio gospel, onde se criou como força política. Seu apetite para ganhar dinheiro em nome do Senhor é tão grande que o rapaz se adonou de 154 domínios de internet com a palavra “Jesus”.)

Ter preconceito contra homossexuais, portanto, é um bom negócio. Quem sabe não se arranja até espaço para promover a “cura gay”, como quis Feliciano enquanto presidia a Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

Imagine quanto se cobra a uma faxineira para “endireitar” o filho boiola por aí.

Uma das raízes da palavra homofobia é, não à tôa, “medo”; na socidade ocidental, há séculos o homossexualismo é alvo do que pode se classificar de medo irracional.

Algumas linhas da psicologia afirmam que a homofobia não passa da projeção de um medo interior de sentir atração por alguém do mesmo sexo. Proibindo que a homossexualidade aconteça fora dele, o indivíduo acredita estar em segurança com seus impulsos indesejáveis. É um mecanismo rudimentar de autopreservação do aparelho psicológico.

É comum achar que sim, mas não acho que nossos pastores sejam gays enrustidos. Duvido até que sejam, realmente, homofóbicos.

São capitalistas declarados, isso sim. Gênios da publicidade gratuita, manipulam o medo dos pobres e segregam quem nada tem a ver com seu sonho de poder.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).
 
Sobre o Autor
Jornalista, com passagens pelas revistas Época, Viagem e Turismo, Alfa e pela TV Bandeirantes. Criador do programa Saca Rolha na BandNews FM. Um dos responsáveis pelo site Sensacionalista. Twitter: @zorzanelli

A cara de pau de Antonio Francisco de Souza




Mas é cada uma. Antônio Fernandes de Souza, ex-procurador Geral da República, critica Rodrigo Janot e diz não vê nenhum problema em defender corruptos.A crítica a Janot é por que, segundo ele, Janot fez escolhas parciais dos investigados na Operação Lava Jato.Ora, é muito cinismo, é muita cara de pau. Fernandes se esquece que só denunciou, no Mensalão, Pizzolato, deixando os aliados dos tucanos, que faziam parte da diretoria de Marketing do BB, de fora da denúncia.Fernandes esquece também de dizer que rejeitou todas as provas juntadas por Dirceu e Genuíno.Esquece também de dizer que poupou Daniel Dantas na denúncia, o maior financiador do Mensalão.Esquece de dizer que, mesmo ocorrido uns 4 anos anos antes, deixou de denunciar os réus do Mensalão do PSDB, preferindo denunciar os do PT.O cara é tão cínico que tem o desplante de negar que o julgamento da Ação Penal 470  tenha sido um julgamento político.Ora, faça-me o favor! Tudo isso revela a cara de pau de Fernandes de Souza.Agora, francamente, exigir o que de um cidadão que é defensor de Eduardo Cunha e Nenê Constantino, da Gol?

Como qualificar colunista da Veja que pediu “menos escolas, mais prisões”?



 Bandido, nada mais que isso.


Quem achou que a agressão moral praticada por um dos “ideólogos” do grupo fascista “Revoltados On Line” a um frentista seria o fundo do poço da ultradireita brasileira, errou. Mesmo as agressões físicas que os neofascistas tupiniquins vêm praticando não se comparam a recente ato criminoso praticado pelo colunista da revista Veja Rodrigo Constantino.

Em seu “blog”, asquerosamente instalado no portal da revista semanal, esse elemento publicou um post cujo título é mais do que suficiente para definir não apenas a “obra”, mas o autor: “Menos escolas, mais prisões!”

Um texto com esse título não precisa ser lido para ser repudiado. Infelizmente, por falta de Educação e excesso de encarceramentos até mesmo os setores mais instruídos da sociedade têm o péssimo hábito de ler apenas os títulos dos textos, que, na era da avalanche de informações na internet, têm que resumir o conteúdo a que remetem para não ser ignorados.

Houve tempo em que um título bem engendrado estimulava o leitor a descobrir o conteúdo a que remetia. Hoje, porém, as pessoas formam conceitos com base em frases curtas que intitulam textos que frequentemente não dizem o que a chamada insinua. Desse modo, uma frase como a que intitula o post do colunista da Veja tem, por si só, um efeito altamente danoso.

Só por isso o texto “Menos escolas, mais prisões” já deveria ser repudiado, pois quem escreve em um veículo de grande alcance tem que ter responsabilidade. Todavia, a leitura completa dessa excrescência elucubrada por Constantino não atenua a barbaridade que é o título.

Ao ser cobrado por seus leitores pela barbaridade que cometeu, Constantino ainda tentou minimizar seu crime de lesa-pátria – e, muito provavelmente, de lesa-humanidade – com um post scriptum que acusa quem ficou chocado de “não saber” o que é uma “hipérbole”, que é o que teria usado no título.
Eis o remendo de Constantino:

“PS: Algum esquerdista qualquer divulgou esse meu texto e o blog foi invadido por bárbaros. Já tem até gente pedindo minha prisão pelo texto, ou seja, querem mais prisão para gente como eu, não para o assassino do médico ciclista Jaime Gold. É que são grandes humanistas, como Lenin, Stalin e Che. Ironicamente, eles me dão razão, corroboram a crítica de que temos uma péssima qualidade de ensino. Só sabem me xingar de “fascista”, não entenderam a crítica que faço ao sistema de ensino, não sabem o que significa “hipérbole” e ainda negam que exista doutrinação marxista em nossas escolas. Alguns leram apenas o título! Ou seja, uns alienados deformados justamente por esse ensino que critico, e gente que, por isso, acha que não precisamos de mais prisões ou do fim dessa doutrinação da qual foram vítimas”

Quem, evidentemente, não sabe o que é uma hipérbole é o próprio Constantino. Senão, vejamos: hipérbole é um recurso de estilo que se baseia em um exagero altamente evidente e propositado para conferir dramaticidade a uma ideia. Exemplo: se eu digo que já expliquei alguma coisa “um bilhão de vezes” a alguém, é evidente que se trata de uma figura de linguagem porque ninguém conseguiria explicar nada tantas vezes. Não é necessário, pois, explicar que, em verdade, a explicação não foi repetida nessa proporção. Isso é uma legítima hipérbole.

Não é o caso do título do texto de Constantino, pois já no primeiro parágrafo o autor justifica a proposta maluca de construirmos menos escolas e mais prisões.

“Não há discurso mais fácil do que repetir que a solução é mais educação. Nada mais é preciso depois dessa sentença mágica: seu autor é automaticamente visto como um ser nobre, sensível, um humanista. Quem pode ser contra mais educação? Claro que o debate sério e honesto deverá ser qualificado depois: qual educação? Quem paga? Que modelo? E esse ensino público que temos? Será que mais dinheiro público resolve mesmo? E há garantia de que mais escolas levam a menos crime, por exemplo? (…)”.

Quem paga pela Educação para quem quiser estudar e não tiver dinheiro para pagar escola? Em qualquer país civilizado, é o Estado. Até mesmo na Disneylândia do neoliberalismo, os Estados Unidos, o Estado banca Educação para todos. Nesse primeiro parágrafo, porém, Constantino põe em questão a mera existência do ensino público e gratuito.

Como se não bastasse, ainda formula uma questão cuja resposta não pode ser outra a não ser um sonoro SIM. Nem o neoliberal mais empedernido duvidaria de que Educação para quem não tem acesso certamente não eliminaria a opção de todos pela criminalidade, mas, por certo, reduziria o contingente dos que fazem essa opção.

Há uma vastidão de trabalhos científicos que dão conta de que a Educação é um poderoso instrumento de combate à criminalidade. Quem não sabe disso?

Um exemplo: a potencialidade da escola como um fator para influenciar o comportamento dos alunos e reduzir a violência foi comprovada pela economista Kalinca Léia Becker em sua tese de doutorado realizada no programa de pós-graduação em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultutra Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba. A pesquisa foi orientada por Ana Lúcia Kassouf, professora do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES) da Esalq e mostra que quando ocorre o investimento de 1% na educação, 0,1% do índice de criminalidade é reduzido.

Se formos buscar estudos que comprovem o potencial da Educação no combate à degeneração moral das sociedades, haverá tanto material disponível que demoraria uma vida para ler.

Ao fim dessa peça tétrica de estupidez composta pelo colunista da Veja, ele ainda trata de reafirmar sua tese de que é melhor construir mais prisões e menos escolas. O último parágrafo de seu texto não deixa dúvida de que ele não usou uma hipérbole em seu texto e que acredita piamente na ideia-força dele:

“(…) Diante desse quadro de ensino público caótico e marxista, e da falta de lugar nas prisões, talvez seja o caso de concluir, com alguma hipérbole, que precisamos de MENOS ESCOLAS, MAIS 

PRISÕES!”.

Que “hipérbole”? Constantino está ou não pregando que, em vez de educar jovens, é melhor construir mais prisões? A premissa imbecil de que estudar Karl Marx leva o indivíduo a cometer crimes não anula a “solução final” do indigitado “colunista” de que é melhor prender jovens do que permitir que tenham contato com a obra de um dos maiores pensadores da história da humanidade, estudada nos quatro cantos da Terra.

Há um projeto de lei na Câmara dos Deputados que poderia resolver o dilema que perturba o colunista da Veja. Um deputado federal desocupado, Rogerio Marinho (PSDB-RN), titular da Comissão de Educação daquela casa, propôs, recentemente, lei que torna crime o “assédio ideológico” em ambiente escolar. O projeto psicótico prevê pena de detenção de três meses a um ano e multa, com possibilidade de aumento da punição, caso o ato seja praticado por educadores ou “afete negativamente a vida acadêmica da vítima”.

Esse projeto fascista, por incrível que pareça, é menos danoso que a proposta de Constantino porque ao menos não busca eliminar a Educação pública em prol de mais vagas nas prisões. Ao menos admite que é preciso educar os nossos jovens, ainda que incorra na loucura de querer impedir que um professor expresse um ponto de vista legítimo que o educando pode ou não assimilar no decorrer da vida.

Se houvesse no Brasil essa doutrinação “marxista” nas escolas a que o tal colunista alude, esta sociedade seria majoritariamente pró comunismo. É preciso dizer que isso não existe?

O post escrito por Constantino em seu “blog” no portal da Veja alcançou – até o momento em que este texto foi escrito – nada mais, nada menos do que incríveis 13 mil “curtidas” no Facebook. Mais de uma dezena de milhar de pessoas alfabetizadas concordaram com ele. Previsivelmente, grande parte delas concordou com o título “curtindo-o” naquela rede social sem sequer ter lido mais nada além da linha fina da matéria.

Ao fim e ao cabo desta reflexão, o que aflige seu autor é encontrar uma forma de qualificar Constantino que esteja à altura de seu nível de boçalidade, de egoísmo, de truculência, de falta de caráter. Infelizmente, não é tarefa fácil. Pensei nisso desde a noite de sábado até o fim da tarde de domingo e não consegui encontrar um qualificativo à altura.

Convido o leitor a sugerir um adjetivo que dê conta de definir adequadamente alguém como esse colunista da Veja. Mas, sendo sincero, duvido que alguém encontre definição que esteja à altura de alguém que comete um crime de tal envergadura.

Eduardo Guimarães

Eduardo Guimarães é responsável pelo Blog da Cidadania

PF, MP e Justiça: O brasileiro é idiota! Globo é o Rei Sol com cara de paisagem

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

EIS O IDIOTA DA GLOBO, DO MP, DA PF E DA JUSTIÇA

Então, vamos direto à nossa idiotice: as Organizações(?) Globo não estão envolvidas com a corrupção da FIFA, bem como não são denunciadas e acusadas pela Receita Federal de sonegar os impostos relativos à Copa do Mundo de 2002, além de outras incontáveis acusações de ações ilegais supostamente praticadas por essa empresa midiática, no decorrer de sua existência.
A verdade é que tal conglomerado empresarial se tornou um estado dentro do estado comandado pela família Marinho. Só no Brasil... E como tal o clã se mostra e se conduz. É como se os irmãos Marinho (antes seu pai, Roberto) revivessem neste poderoso País republicano, tropical e de língua portuguesa o reinado de Luís XIV — o Rei Sol —, o absolutista francês que representava Deus na terra, não o povo, e que teve o reinado mais longo dentre todos os monarcas europeus.
Luís XIV, segundo alguns historiadores de renome, foi o autor da afirmação “O Estado sou eu” (L'État c'est moi). Entretanto, pode ser compreensível o pronunciamento de tal frase, pois o absolutismo se baseava em teologia, na qual o rei só prestava contas de seus atos e ações a Deus e ao Papa, que, entre os séculos XVII e XVIII, época que o Rei Sol reinou, exercia também um poder político, econômico e militar incomensurável.
De semelhante modo a Luís XIV é a posição política e social de certos magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas. Eles se comportam como pretensos “donos” da verdade, porque proprietários de uma parafernália midiática que reverbera, diuturnamente, matérias, notícias e manchetes contra seus adversários, que, para essa gente, tornaram-se inimigos de seus interesses. Por causa disto, tem de ser desconstruídos e aniquilados, e, por fim, depostos do poder, mesmo se tais inimigos foram eleitos soberanamente pela vontade do povo brasileiro — o patrão do Governo e guardião da Constituição, por intermédio de instituições republicanas sustentadas pela Nação.
Por sua vez, como todo mundo neste País é tratado como um total e completo idiota, já estou quase a acreditar que o Ministério Público, a Polícia Federal e a Justiça tem lado, partido e cor ideológica. A verdade é que há anos eu afirmo que esses órgãos e poderes públicos nunca foram republicanos e atuam à margem do que é justo, além da isenção obrigatória que deveriam ter quando se trata de punir na forma da lei.
Entretanto, o que acontece é que para alguns partidos e empresas, empresários e políticos, suas ações são consideradas criminosas, enquanto para outros, que também incorreram em crimes, seus processos são “congelados” e a liberdade se torna o quinhão, o prêmio concedido, de forma irresponsável, a essa gente matreira protegida por autoridades do próprio Estado e pelas mídias dos magnatas bilionários.
Uma lástima e deboche, porque atinge o sistema democrático de morte e acarreta desassossego e desconfiança aos cidadãos brasileiros quanto às ações do MP, da Justiça e da PF, que se intrometeram, indevidamente, nas eleições de 2014 vencidas por Dilma Rousseff, bem como favoreceram o tucano Aécio Neves, o candidato da direita, dos magnatas bilionários de imprensa e dos setores mais atrasados e reacionários da sociedade brasileira, que apostam no retrocesso e até em golpe para destituir do poder uma mandatária que nunca cometeu crimes de responsabilidade.
Enquanto o senhor J. Hawilla, dono da Traffic (nome sugestivo) e os dirigentes presos na Suíça abrem o bico para o FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, a Globo e seus empregados papagaios de pirata (eles não tem independência alguma para falar e escrever sem a autorização de Ali Kamel, que segue literalmente as ordens dos Marinho) fazem cara de paisagem, como se nada estivesse a acontecer e a ver com a empresa midiática “vênus platinada”, um truste econômico poderoso que enfrenta presidentes, sabota programas e projetos de governos progressistas e apoiou ditaduras militares no Brasil e na América Latina.
Quer dizer que a Globo, que cooperou efetivamente para desmoralizar e enfraquecer o futebol brasileiro e seus clubes, além de monopolizar praticamente todos os campeonatos de futebol, bem como outras modalidades esportivas, não sabe de nada? A sua revista, a Época, também desconhece a gigantesca corrupção em escala mundial, que se incrustou nas salas luxuosas da FIFA? Espaços ocupados por magnatas bilionários, que transformaram o futebol, o esporte mais popular do mundo, em apenas um ofício para se ganhar muito dinheiro e favorecer “empresários da bola” e donos de empresas de comunicação, publicidade e material esportivo, que não tem e nunca tiveram o mínimo compromisso com o povo brasileiro e com as nações em geral.
A Globo não conhece a Traffic (eita nome sugestivo!), de J. Hawilla e seus associados? Não conhece a Klefer, uma das três maiores empresas de marketing esportivo do País, pertencente a Kleber Leite, ex-presidente do Flamengo? Eu não acredito. Será o São Benedito? Então a Globo desconhece as atividades profissionais de seu diretor da área de esportes, Marcelo Campos Pinto? Aviso aos navegantes: vai sobrar pra ele. Portanto, o que dizer sobre os almirante Heleno Nunes, Octávio Pinto Guimarães, Nabi Abi Chedid, Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero e o papa deles todos, João Havelange? A Globo nunca os viu e não sabe quem são e o que representam? Tsic... tsic... Incrível, mas a Globo é realmente o rei sol com cara de paisagem, em pleno século XXI.
Portanto, vai ser necessário explicar: todos são ex-presidentes da CBF, antiga CBD, sendo que João Havelange, cúmplice efetivo da ditadura civil-militar, foi presidente da FIFA por longos 24 anos. Mesmo assim, no decorrer de seu reinado, nunca trouxe a Copa do Mundo para o Brasil. Todos esses homens foram aliados da Globo. E, cada um ao seu modo, trataram de favorecê-la até chegar ao ponto de a empresa se tornar a dona do futebol brasileiro.
Realidade esta que obriga o povo a ficar em casa e sentado no sofá para ver os jogos pela televisão e, consequentemente, abandonar os estádios ou arenas, porque eles foram vergonhosamente privatizados e os ingressos com os preços nas alturas, a favorecer assim a elitização financeira do evento e o embranquecimento da plateia do jogo mais popular do mundo — o futebol. Não se vê mais a presença de negros nos estádios, principalmente os novos, os reformados e modernos. Não é lamentável o controle da Globo, cara pálida?  
A Globo nunca combateu a entreguista, a neoliberal Lei Pelé e raptou a Seleção Brasileira, pois a “roubou” do povo, a deixou sem alma, fria e distante. O amarelo pujante de sua camisa ficou fosco, a representar mais sua ausência de brasilidade do que simbolicamente o ouro que era seu futebol em tempos idos. A Seleção por força de contratos draconianos e puramente monetaristas há anos se apresenta mais no exterior do que nos campos e estádios do Brasil. E quem se dá bem com esse processo açodadamente mercantil em que se transformou o futebol brasileiro são os empresários de jogadores e os barões de mídias, que forram seus bolsos e deixam os clubes sem os atletas, que essas entidades populares criam desde a infância, em suas bases e escolinhas.
Quem se deu bem foram as pessoas que elaboraram a Lei Pelé, com o atleta do século à frente dessa tragédia para o futebol brasileiro, que deixou os clubes com o pires nas mãos e sem condições de segurar seus craques, que ficam a embelezar e a fortalecer o futebol europeu, enquanto o nosso se enfraquece, porque os craques e até mesmo os bons jogadores foram embora. Quem se dão bem são os dirigentes de clubes, sem generalizar, que se entregam à corrupção, juntamente com os empresários e os dirigentes de federações e confederações, a ter como aliados da farra mercantilista e financeira as empresas de marketing esportivo, de material esportivo, como certa vez ocorreu com a Nike, a ter como exemplo também a falida ISL e a Traffic (nome sugestivo!), sendo que esta última se encontra no olho do furacão.
A Globo continua com sua cara de paisagem, com o William Bonner a dizer que a emissora espera a limpeza do futebol brasileiro e mundial. Disse ainda que os corruptos sejam afastados do futebol. Então, o que dizer do Galvão Bueno, antes de começar o jogo Brasil e México, no campo do Palmeiras, a afirmar que o futebol tem de ser honesto etc. e tal? Hipocrisia e cinismo na veia. É para qualquer um se sentir um parvo com tanta cara de pau e de paisagem.
O oligopólio global tem o controle das transmissões esportivas e do mundo publicitário. Contudo, não sabe de nada e o que acontece debaixo de seu nariz. A minha sugestão é que a Globo comece a ser investigada e que o PSDB e seus aliados, tão cônscios quando se trata de acusar seus adversários de corruptos e ladrões, criem rapidamente uma CPI, e que, no decorrer das investigações, das denúncias e acusações do Ministério Público, da Polícia Federal, da Justiça e da Receita Federal, tais atores se baseiem no Domínio do Fato para prender gente corrupta, que incorre em desmandos, ilegalidades e crimes.
Isto mesmo. Nunca foi tão necessário, a partir dos escândalos do HSBC, Operação Zelotes e agora o da FIFA, a Justiça deste País, a ter como apoiadores os “super-heróis” da PF e do MP, restabelecer o Domínio do Fato. A Globo, evidentemente, é um caso típico de que o Domínio do Fato seria muito produtivo para punir quem comete malfeitos de corrupção, afinal seus executivos e jornalistas de alta patente devem, supostamente, saber o que acontece, no que é relativo aos negócios das Organizações(?) Globo, em que eles estão à frente.
Ou o Domínio do Fato só serve à Justiça para prender petistas e pressionar os governantes trabalhistas? Ou seja, o Brasil, em plena democracia, tem uma Justiça, uma PF e um MP partidarizados, como foi comprovado no “mensalão” do PT, quando, estupidamente e injustamente, prenderam José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares, sem, contudo, comprovarem suas culpas. Enquanto isso, a conduta do MP é de causar, no mínimo, desconfiança ao cidadão que se recusa a ser tratado como idiota.
Arrogantemente e a demonstrar que tem lado, O MP também faz cara de paisagem quanto a investigar e denunciar para valer os escândalos do Trensalão, Metrozão, Banestado, HSBC, Zelotes, aeroportos do Aécio, Privataria Tucana e o Mensalão do PSDB, este jamais julgado, mas que vai “caducar” por causa do tempo em que aconteceu e, consequentemente, livrar os tucanos da cadeia.
E por que acontece esse processo antidemocrático e antirrepublicano, que faz as pessoas se sentirem idiotas? Porque, apesar da consolidação da democracia brasileira, com eleições livres e diretas, setores do Estado ligados às oligarquias, a exemplo do MP, da PF e, principalmente, do Judiciário, ainda continuam a fazer o papel de guardiões dos interesses da Casa Grande.
Os inquilinos da burguesia não aceitam, de maneira alguma, a democracia, porque ela é o caminho humanamente mais justo pela busca da igualdade de oportunidades para todos os cidadãos brasileiros. E este processo socioeconômico, definitivamente, as classes ricas e seus aliados, os coxinhas paneleiros de classe média, não aceitam, não querem e vão lutar, efetivamente, para que a inclusão dos mais pobres não seja concretizada, independente de ter crise ou não. Essa gente sempre agiu assim. É histórico.
Eles são os arautos de dependência, da subalternidade, da subserviência à meia dúzia de países ricos e ocidentais, que se encontram no G7 e fingem que o mundo não mudou e continua a ser aquele antigo do pós-guerra da década de 1940 do século passado, quando eles enriqueceram e deitaram e rolaram durante décadas, com a aquiescência e a cumplicidade das burguesias e governantes do mundo periférico, que ficavam a lamber suas botas para terem como retorno as migalhas do que os patéticos ricos do terceiro mundo convencionaram a chamar de côrtes, a serem seguidas, obedecidas e a trair seus próprios povos.
Todavia, o G7 até parece que ainda tem a força de tempos idos, a demonstrar uma empáfia ridícula, ao tempo que uma decadência a toda prova, principalmente no que concerne aos países ocidentais da Europa. Obviamente que ainda são poderosos, mas nem tanto, afinal o mundo já há algum tempo tem novos atores, além de Rússia e China que continuam a serem potências nucleares, principalmente no que tange ao poder de dissuasão contra aqueles que tentam invadir para roubar países mais fracos militarmente, a exemplo do Iraque, Síria, Líbia e Líbano, exatamente os nações árabes que não eram alinhados aos interesses dos yankees, como, por exemplo, a Jordânia, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes, o Kuwait, dentre outros.
Além disso, e para completar, a “elite” brasileira tacanha e provinciana, bem como perversa, tem vergonha do Brasil, mas jamais de seus complexos de vira-latas. Os burgueses e os pequenos burgueses não estão preocupados com a crise alardeada pela imprensa de negócios privados. A verdade é que a crise tem nome, e o nome dela é im-pren-sa. Quem acredita em crise, em escala estratosférica como o desemprego na Europa, está redondamente enganado ou é um ingênuo ou alienado. A crise irradiada pelas mídias é o canhão da oposição político-partidária. É da crise replicada que grupos sociais, políticos e comerciais fazem seus autos de fé e, com efeito, combatem os governos trabalhistas eleitos pelo povo brasileiro desde 2002.
Por seu turno, o escândalo de corrupção atinge o futebol mundial e brasileiro, sendo que o empresário e publicitário, J. Hawilla, encontra-se no olho do furacão das investigações do FBI dos EUA, país que já é acusado pela Rússia de ter a intenção de sabotar a Copa do grande e poderoso país islavo. Reportagens da Globo sobre esses fatos de manipulações e corrupções não existem e não vão ser feitas pelo jornalismo de tal organização(?) midiática.
J. Hawilla, além de outros empresários, tem relações carnais com a Globo. Todo mundo sabe disso. Até os recém-nascidos e os idiotas. Aliás, no papel de idiota é como o MP, a PF, a Justiça e a Globo querem ver o povo brasileiro. A ordem é fazer cara de paisagem. A Globo é o Rei Sol no Brasil. Alguém ainda tem dúvida? É isso aí.  

sábado, 6 de junho de 2015

Música boa de se ouvir




The Jordans / Marionetes de Cartão



Somos duas marionetes que nos queremos,
duas marionetes porque tudo é ficção.
O destino é a mão que nos dá a vida
e nosso amor é somente uma função.
Há outra marionete que está chorando
porque ficou tão só sem o seu amor.
Marionete não pode ter sentimento,
deve representar seja pra quem for.
Não chores, não chores,
marionetes de cartão,
as dores da alma fazem mal ao coração.
Não chores, não chores,
marionetes de cartão,
as dores da alma fazem mal ao coração.
lá lá lá lá (bis 4x)
O público é exigente e não perdoa.
O público é essa gente sem coração,
que se diverte com o sentimento alheio:
o erro de marionete em uma função.
A vida é um grande palco bem decorado
com rua, praça e parque, flor e jardim.
Há muitas marionetes por todo lado
rindo, sofrendo, amando, igual a mim.
Não chores