quinta-feira, 5 de junho de 2014

Esquema chega perto de Pedro Taques



ALEXANDRE APRÁ, Isso É Notícias - A filha do empresário Fernando Mendonça, que trabalha no gabinete do senador Pedro Taques (PDT) é uma das sócias da Global Participações Empresariais Ltda, que, segundo a Polícia Federal, é uma das empresas envolvidas no esquema de lavagem de dinheiro descoberto pela Operação Ararath.
Segundo um relatório da Polícia Federal, ao qual o Isso É Notícia teve acesso, Ariane Victor de Mato Mendonça aparece como sócia da empresa junto com seu pai, Fernando Mendonça, e Raquel Souza Ferreira Rodrigues de Mendonça, que é casada com Leonardo Rodrigues Mendonça, primo de Fernando.
A Polícia ainda descobriu que a empresa foi criada em 2006, sendo que inicialmente figuravam como sócias as empresas Elany Taddiing LLC e Avel Group LLC.
A PF também apurou que a Elany e a Avel são duas empresas estrangeiras sediadas 520 S. 7th Street, Suite C, Nevada, EUA. Junto à Receita Federal não há registro de sócios, sendo que o procurador nas duas empresas foi identificado com o CPF 000.000.001-91, geralmente dado aos contribuintes sem Cadastro de Pessoa Física.
A Elany Trading LLc e a Avel Group LLC foram registradas no território brasileiro em 23/01/2006 e 01/02/2006, respectivamente, que são próximas à data abertura da Global Participações, o que levou a Polícia a acreditar que se tratam, na verdade, da mesma empresa.
Coincidentemente, Leonardo Rodrigues de Mendonça também é sócio de outra empresa em que a Elany Trading e Avel Group já fizeram parte do quadro societário, a Confiança Participações Empresariais Ltda.
Ligação com off shore do Panamá
Pesquisas na rede mundial de computadores feitas por peritos da Polícia Federal mostram que essas duas empresas foram criadas nos Estados Unidos na mesma data (13/10/2005).
Elas possuem o mesmo representante legal, a MF Corporate Service, e são gerenciadas pela Camille Service S.A., uma empresa sediada no Panamá, um dos principais paraísos fiscais da América Latina.
O relatório sigiloso da PF aponta à Justiça que são necessárias novas investigações sobre a origem dessas empresas estrangeiras que foram sócias tanto da Global e Confiança Participações.

ONU VÊ BRASIL COMO MODELO AMBIENTAL E ESVAZIA MARINA




247 – A Organização das Nações Unidas vê o Brasil como modelo na questão do desmatamento. Um relatório feito pela Union of Concerned Scientists (UCS), com sede nos EUA, e divulgado nesta quinta-feira pela ONU, traz um capítulo mostrando os brasileiros como exemplo de sucesso na redução do desmatamento e das emissões de gases de efeito estufa.
A análise derruba a tese de "retrocesso ambiental" pregada pela pré-candidata a vice Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente. Ex-líder do Partido Verde, Marina sempre criticou as práticas ambientais do País. Hoje mesmo, quando se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, ela convoca, junto com o presidenciável Eduardo Campos, seu parceiro de chapa, um "tuitaço contra o retrocesso ambiental" (leia mais aqui).
Abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre o relatório:
Brasil é principal exemplo de sucesso na redução do desmatamento, aponta ONU
Danilo Macedo – Um relatório divulgado hoje (5) na reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas, destacou o Brasil como exemplo de sucesso na redução do desmatamento e das emissões de gases de efeito estufa. Produzido pela Union of Concerned Scientists (UCS), com sede nos Estados Unidos, o documento intitulado "Histórias de sucesso no âmbito do desmatamento: nações tropicais onde as políticas de proteção e reflorestamento deram resultado" traz um capítulo dedicado ao Brasil, apresentado como o país que fez as maiores reduções no desmatamento e nas emissões em todo o mundo.
Outros 16 países da África, América Latina e Ásia também são citados como exemplos de sucesso na proteção às florestas. O relatório indica que o governo brasileiro reduziu o desmatamento na Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, por meio da criação de áreas de proteção ambiental a partir da segunda metade da década de 1990, com grande intensificação neste século, e as moratórias acordadas com empresas privadas sobre a compra de soja e carne de áreas desmatadas. "As mudanças na Amazônia brasileira na década passada e a sua contribuição para atrasar o aquecimento global não têm precedentes", diz o documento.
De acordo com o principal autor do trabalho, Doug Boucher, o caso brasileiro mostra que o desenvolvimento econômico não é prejudicado pela redução do desmatamento. "Por exemplo, as indústrias de soja e de carne bovina no Brasil prosperaram apesar das moratórias evitando o desmatamento". O relatório avalia que a derrubada da floresta, "vista no século 20 como algo necessário para o desenvolvimento e uma reflexão do direito do Brasil de controlar seu território, passou a ser vista como uma destruição de recursos devastadora e exploradora daquilo que constituía o patrimônio de todos os brasileiros".
O estudo destaca o papel desempenhado pelas reservas indígenas na conservação da floresta amazônica, iniciativas estaduais e a ação de promotores públicos, "um braço independente do governo, separado do poder executivo e legislativo, e com poderes para processar os responsáveis pela violação da lei". Também é citado o apoio internacional, como o acordo celebrado com a Noruega, que já repassou US$ 670 milhões em compensação pelas reduções das emissões. O documento é considerado de natureza não apenas financeira, mas também política e simbólica, mostrando o compromisso em apoiar os esforços dos países tropicais.
Em relação ao futuro, no entanto, o relatório informa que duas mudanças em 2013 levantaram dúvidas sobre a continuidade do sucesso do país na área climática: as emendas ao Código Florestal Brasileiro que anistiam desmatamentos anteriores e o aumento de 28% na taxa de desmatamento entre 2012-2013 na comparação com o período 2011-2012. A avaliação do documento é que ainda é muito cedo para prever se este crescimento será uma tendência, mas ressalta que, embora o desmatamento tenha aumentado 28% no ano passado, em relação a 2012, ele foi 9% menor ao registrado em 2011 e 70% inferior à media entre 1996 e 2005.
"O Brasil inscreveu seu plano para reduzir o desmatamento em 80% em 2020 na lei nacional, mas para que haja um progresso continuado será necessário redobrar os esforços para reduzir as emissões" afirma o documento. "Nesse meio tempo, a redução do desmatamento da Amazônia já trouxe uma grande contribuição no combate à mudança climática, mais do que qualquer outro país na Terra", finaliza.

Faustão adere ao “Não vai ter Copa!” em televisão de concessão pública




"O importante não é o que o Globo publica, mas o que não publica". (Roberto Marinho)
Fausto Silva, o Faustão, já há algum tempo se mete a falar de questões políticas e problemas brasileiros. Seus pitacos no ar e ao vivo são "harmoniosos", "ponderados" e "sábios" tais quais a elefantes a se movimentar dentro de pequenas lojas de porcelanas e cristais. Tudo isto acontece porque o Faustão, no alto de sua ignorância, bem como de sua arrogância e prepotência, resolveu fazer política, e, para isso, utiliza-se de um poderoso canal aberto de televisão como palanque eleitoral.
O apresentador de inutilidades e futilidades ataca o Governo Dilma Rousseff, a Copa do Mundo e as autoridades incumbidas para organizar e administrar tão grande e pujante evento. A verdade é que a Copa do Mundo é mais do que um torneio esportivo internacional, porque se trata de um "encontro de civilizações", como afirmou pontualmente e textualmente o ex-presidente Lula, responsável principal por trazer para o Brasil a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Faustão não conhece o Brasil e sua multipolaridade. Muito longe disso. Ele pensa que o País continental, multirracial e cultural se resume a São Paulo e seu sotaque e pizzas. Ledo engano. Talvez conheça menos a rua do bairro ou condomínio de luxo onde mora do que Miami ou Nova Iorque. O apresentador da Rede Globo é, no fundo, um provinciano de "elite" e, evidentemente, não está acostumado a ver o Brasil em destaque no mundo, ainda mais quando sabemos que o poderoso País americano se localiza geograficamente no hemisfério sul do planeta e gente de cabeça colonizada e com um incomensurável e inenarrável complexo de vira-lata, a exemplo de Faustão, está acostumada, quiçá subalternamente resignada, a aceitar a ver somente os países desenvolvidos serem as sedes dos grandes eventos de escala mundial. O colonizado é subserviente a quem ele considera "sua" Corte.
Trata-se do tipo coxinha novo rico, que trabalha para uma televisão monopolista, cujos patrões possuem uma fortuna de US$ 28,9 bilhões, segundo a "Forbes", e acumulada principalmente a partir do golpe militar de 1964. No decorrer de décadas, tal oligopólio midiático se tornou o símbolo e o principal instrumento de defesa dos interesses de uma "elite" que vocifera sozinha, igual como o fez o Faustão, e não aceita, de forma alguma, que seus antagonistas tenham direito à defesa quando atacados. E foi o que aconteceu, no domingo, dia 1º de junho.
O Faustão ataca violentamente o Governo Trabalhista e a Copa em seu programa, na TV Globo, e não acontece nada, como se o apresentador fosse imune a críticas e a uma hipotética resposta no que diz respeito às suas sandices e à falta de respeito com parcela significativa do povo brasileiro que discorda, irrefragavelmente, de tal apresentador coxinha. "Orra meu!". O PT recentemente foi impedido pelo TSE de veicular seus programas políticos de rádio e televisão. O partido recorreu e no dia 10 de junho o PT vai fazer novas inserções políticas nos meios de comunicação, conforme reza a Lei Eleitoral.
A juíza Laurita Vaz, nomeada para o STJ pelo neoliberal FHC — aquele político tucano que foi ao FMI três vezes porque quebrou o Brasil três vezes — e hoje ministra do TSE, considerou a propaganda do PT eleitoral, enquanto o candidato a presidente do PSDB, senador Aécio Neves, ataca o Governo Dilma há meses, além de chamar as pessoas "para conversar". Não sei sobre o quê? Afinal, os tucanos não têm e nunca tiveram programas de governo e projeto de País para apresentar aos cidadãos brasileiros, a não ser vender seu patrimônio público. A direita não tem propostas, porque seus únicos desejos são ganhar dinheiro e edificar um País VIP, ou seja, para poucos se locupletarem e viverem como nababos e paxás.
Contudo, os caciques tucanos e as lideranças do DEM, este o pior partido do mundo e herdeiro das capitanias hereditárias e das monoculturas do açúcar e do café, agridem, com virulência e desrespeito, o PT e o Governo Trabalhista, sem ao menos serem importunados pelos ministros do TSE e, particularmente, pela juíza Laurita Vaz. Dois pesos para a mesma medida. Ponto! O peso que pesa a favor dos representantes e porta-vozes da Casa Grande, já que grande parte dos juízes de tribunais superiores compactua com as castas inquilinas e frequentadoras do pico da pirâmide social.
A verdade é que a direita fala e somente quer falar sozinha, porque os conservadores são a favor da liberdade de imprensa e de expressão somente para eles. Querem falar eternamente sozinhos, repito. Por isto e por causa disto, vociferam, manipulam e mentem, raivosamente, quando tratam de assunto pertinente à regulação das mídias, ou seja, da efetivação de um marco regulatório para esse setor meramente econômico. E por quê? Porque as grandes mídias são privadas e refletem os interesses de seus donos e dos mercados de capitais que, poderosos e multimilionários, veiculam suas propagandas publicitárias nas mídias controladas geralmente pelos barões de imprensa.
A verdade é que os detratores do Governo Trabalhista, do PT e de suas lideranças, a exemplo do apresentador de leviandades e futilidades, o senhor Fausto Silva, impedem e censuram seus adversários políticos, porque os donos de mídias e seus empregados, os de destaque e muito bem remunerados, censuram quaisquer respostas por parte daqueles que eles consideram como seus adversários ou inimigos a serem derrotados. Tirania e covardia na veia.
Nos livramos da ditadura civil-militar e hoje vivenciamos a ditadura da mídia empresarial — a guardiã do pensamento único. A mídia privada, a imprensa-empresa é fascista e lembra, indubitavelmente, o que o escritor e jornalista inglês, George Orwell, especificou em seu livro "1984". A grande imprensa brasileira é fundamentalista de mercado, e, por seu turno, tem vocação e essência totalitárias. Ponto! O sistema midiático privado e controlado por apenas seis famílias é que se transformou em o "Grande Irmão", em vez de ser o estado, como apresentado no livro de Orwell, pois o estado brasileiro é democrático, regido pelo estado de direito, conforme a Lei — a Constituição.
Os esquerdistas, os trabalhistas, os socialistas que estão no poder não têm o mesmo espaço no sistema midiático burguês para responder a matérias negativas, aos apresentadores de programas, inclusive os dos programas esportivos, como os do SporTV, aos jornalistas, que, sistematicamente, há quase 12 anos afirmam o que querem, acusam sem provas, realizam denúncias vazias e manipulam a verdade para transformá-la em mentira. A ditadura midiática que odeia a democracia e a ascensão social das classes populares e o fortalecimento da economia brasileira. Eles, os empresários de mídias e seus empregados aquinhoados, simplesmente odeiam o Brasil e o golpeiam, diuturnamente, como acontece agora, às vésperas da Copa do Mundo.
Acredito que se o Faustão tivesse um pingo de discernimento e conhecimento sobre a história do Brasil, dos partidos políticos e o que representa cada agremiação política, no que tange a programas, projetos e ideologias, certamente esse senhor abastado, que desconhece as realidades brasileiras e porta-voz das elites paulistas e midiáticas, não ficaria a cometer sandices e a falar um montão de bobagens, porque dignas de um adolescente ou de um analfabeto político, que, ridiculamente, não tem conhecimento até sobre o chão onde pisa ou o bairro onde mora. Ou se tem conhecimento, joga com a má-fé.
Por sua vez, percebo que o Faustão quer ajudar, cooperar, para que o Brasil melhore as condições de vida de seu povo, sem, contudo, esculhambar com a Copa do Mundo e, irado e a babar igual a um cão raivoso, desqualificar aqueles que lutaram para realizar a Copa no Brasil, além de tentar desconstruir o próprio País, como se seus trabalhadores e governantes não tivessem competência para realizar a melhor e a maior Copa de todos os tempos — a Copa das Copas. Logo o Brasil, que foi anfitrião da Copa de 1950 ainda quando era um País praticamente rural.
A Copa das Copas, pois já considerada campeã de renda, de público antes de começar. E que vai, sim, deixar um grande legado em infraestrutura e mobilidade social, apesar de a imprensa-empresa, golpista como sempre, dizer o contrário, pois sua arma política e de enfrentamento aos trabalhistas é a mentira, que, porém, vai ser desmascarada no horário eleitoral. Basta esperar para ver.
Então, vamos direto ao ponto. Sugiro que o Faustão, cidadão tão preocupado com as mazelas sociais e a nossa incompetência e corrupção, comece, urgentemente, a responder às perguntas do leitor Pereira, amigo navegante do "Conversa Afiada", do jornalista Paulo Henrique Amorim:
1) Esse moço (Faustão) já informou à sua audiência como o patrão dele compra os direitos de transmitir a Copa da FIFA?
2) Esse moço (Faustão) já informou a relação entre o patrão dele e o Ricardo Teixeira?
3) Esse moço (Faustão) já informou à sua audiência como funciona o BV?
4) Esse moço (Faustão) já informou à sua audiência como o patrão dele adquiriu a TV Paulista?
5) Esse moço (Faustão) já informou à sua audiência como o patrão dele adquiriu o controle da NEC?
6) Esse moço (Faustão) já informou à sua audiência onde se encontra o Ricardo Teixeira?
7) O que fez esse moço (Faustão) em prol de boas práticas como exemplo para o Brasil?
E não acaba por aí. Faustão é o segundo maior salário da Globo. O narrador Galvão Bueno é o que tem a maior remuneração: R$ 5 milhões mensais, segundo o colunista Leo Dias, do jornal carioca "O Dia". O jornalista informou ainda, em sua coluna, o quanto ganha algumas celebridades de televisão. O Faustão, por exemplo, além de ser um cidadão preocupadíssimo com as mazelas, a incompetência, a corrupção e a bagunça brasileiras, recebe um pouco mais do que a metade do salário de Galvão Bueno.
Então, o defensor do Brasil e apresentador Fausto Silva, campeão de preocupação social, além de ser muito consciente sobre o destino do País e de seu povo, recebe cerca de R$ 3 milhões mensais, sem contar com o marketing e a propaganda, que ele sempre é convidado a fazer para as empresas, que acreditam em sua imagem para vender, afinal o Faustão é uma das vozes do capital, do mercado e está aí para isso. Ou alguém tem dúvida?
Faustão está irado. Não agüenta mais ver o Brasil crescer. Com raiva dessa realidade, abriu a boca e repetiu tudo aquilo que ele lê, vê e ouve nos jornais da Globo, da Globo News, da CBN e Jovem Pan, na Veja e na Época, nos jornalões Folha, Globo e Estadão. O apresentador coxinha revoltado e irado até já marcou a data para quebrar o pau com o Governo Dilma, que tem o apoio do ex-presidente Lula e de enorme contingente da população e dos trabalhadores brasileiros.
Sabe do que se trata? É que o Faustão, o "rebelde", vai fazer sua "revolução" coxinha exatamente no dia das eleições, no mês de outubro. Ele convocou, em seu programa besteirol, o povo para dar uma dura resposta ao Governo Trabalhista. E a resposta que o Faustão espera dar junto com a população vai ser dada, segundo ele, exatamente no dia das eleições. É nessa data que o Faustão global, o "líder político carismático e popular", sem igual, convidou o povo para reagir: "A nossa Copa do Mundo é em outubro, época das eleições", decretou o apresentador de babaquices e idiotices desde 1989. Ninguém merece.
Agora, vamos à pergunta que se recusa terminantemente a calar: Faustão, por que você não pergunta aos Marinho como eles conseguem conspirar, tentar derrubar governos e mesmo assim o trio de empresários mantêm intactos o recebimento do BV e ainda se recusam a mostrar o Darf? Realmente, Faustão, o Indignado, sobre isto eu e milhões de brasileiros gostaríamos muito de saber. A televisão é de concessão pública. É isso aí.


Davis Sena Filho


Davis Sena Filho é editor do blog Palavra Livre

Blogueiros e ativistas digitais reagirão ao ataque tucano à liberdade de expressão



A ofensiva do PSDB e de seu pré-candidato Aécio Neves contra blogueiros e ativistas digitais diz muito sobre o que poderia ser a vitória do neoconservadorismo na eleição presidencial de 2014. Mais do que a reversão das políticas econômicas e sociais hoje em curso no Brasil – responsáveis pelo soerguimento de milhões da pobreza e da miséria –, o projeto tucano envolve censura a vozes dissonantes, destruição da organização sindical e social e pressão econômica contra países latino-americanos nos quais vigem projetos políticos de esquerda.
Essa é a avaliação que ativistas digitais e blogueiros, em reunião recente, extraíram dos últimos movimentos do PSDB, sobretudo na internet, arena na qual o seu pré-candidato a presidente começou a atuar, promovendo verdadeira caça aos críticos valendo-se de medidas judiciais e utilização da influência tucana na mídia, no Judiciário e no Ministério Público.
A internet, que deve se tornar a grande arena da disputa política de 2014, foi priorizada pela campanha tucana à Presidência. A entrevista de Lula a blogueiros em abril e a palestra do ex-presidente no 4º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais sinalizaram para o comando da campanha tucana os primeiros alvos a serem “anulados”, mas que não são os únicos nem os últimos.
A ausência de reação mais contundente do PT contra o verdadeiro exército contratado pelo PSDB para atuar na internet e contra os grupos de mídia que dominam todas as outras plataformas de comunicação (grandes jornais e revistas, televisões e rádios) deu aos tucanos a vantagem de sair na frente na guerra comunicacional de 2014. Não no sentido estrito da comunicação digital, onde o PSDB é fraco, mas no ataque a comunicadores digitais.
O PSDB contratou, a peso de ouro, três dezenas de advogados de grandes e caríssimos escritórios que tentarão calar críticos e militantes petistas, em um dos mais contundentes ataques à liberdade de expressão desde a ditadura militar. Já o PT, fustigado pelas acusações da grande mídia de que é contrário à liberdade de expressão, apesar dos abusos que sofre na internet – sobretudo contra Lula e Dilma – evita reagir com tais instrumentos.
A grande ironia desse processo é que o PT, acusado de tentar cercear a “liberdade de imprensa”, nunca promoveu nenhum ataque às vozes dissonantes e críticas em qualquer plataforma de mídia, seja na corporativa ou na digital, via criminalização de hordas de internautas que espalham calúnias e insultos diariamente contra o governo federal, contra Dilma, contra Lula, contra o PT e contra qualquer um que os apoie.
O entendimento de que a estratégia de comunicação do PT e da campanha de Dilma ainda pode demorar a acordar para o tipo de jogo que o PSDB prepara foi o que levou ativistas digitais e blogueiros a se reunirem para compor um cronograma independente de reação à ofensiva tucana. É preciso denunciar ao Brasil e ao mundo a ofensiva do monstro censor tucano-aecista e à Justiça o colaboracionismo de autoridades aliadas ao PSDB.
São impressionantes as informações que entidades de blogueiros e ativistas digitais estão recolhendo sobre o aparato jurídico e midiático que está sendo edificado pelo PSDB para calar adversários na internet de forma que, fora da campanha dos partidos, a grande mídia possa atuar sem oposição em favor de Aécio. Todavia, a boa notícia é a de que a estratégia já foi detectada e, ainda que com atraso, a reação virá na mesma medida e intensidade que a ação.

Eduardo Guimarães

Sabe de nada, inocente!



Mas é cada uma.O ex-ministro do STJ, César Asfor, que destruiu a Operação Castelo de Areia, que tratava-se de apuração de um mega esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, crimes contra o sistema financeiro, doações clandestinas a políticos e corrupção liderado pelos excecutivos da Camargo Correa, ganhou espaço no portal Uol para escrever um artigo no qual elogia a atuação de Joaquim Barbosa no curso do julgamento da Ação Penal 470.Segundo o ilibado Aasfor, Joaquim Barbosa quebrou complexo de que ladrões de milhões não vão para a cadeia.A que quebra de complexo de que ladrões de milhões não vão para cadeia Asfor se refere? Por acaso os executivos da Camargo Correa que Asfor beneficiou, ao anular a Operação Castelo de Areia, estão presos? Por acaso Daniel Mendes, o grande empresário que enricou comprando as teles do Brasil está preso? Por acaso Ricardo Sérgio, tesoureiro de erra e FHC, acusado de receber R$ 15 milhões em propina quando da venda da Vale, está preso? Por acaso Carlinhos Cachoeira, DEMóstenes Torres, Jorge Bornhausen, Robson Marinho, Paulo Preto, e tantas outros poderosos, estão presos? Sabe de nada, inocente!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

O que é um coxinha

Pense num mau-caráter!

Aliado de Eduardo Campos é preso por prática de corrupção






PSB divulga nota sobre a prisão de Sukita

Nota Oficial do PSB

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) emitiu nota oficial nesta terça-feira (03), informando que o ex-prefeito de Capela, Manuel Messias Sukita (PSB), não ocupava atualmente o cargo de vice-presidente da Executiva Estadual.
Confira a nota:
Desde o ano de 2013 quando surgiram no noticiário graves denúncias contra a gestão do ex-prefeito Manoel Sukita, que, a direção do partido dele recebeu pedido de renúncia do cargo de vice-presidente da Executiva, deixando, também, a partir de então, de figurar o seu nome na relação dos membros do Diretório Regional do PSB, conforme demonstram os registros do TRE, que podem ser consultados, livremente, através do portal deste egrégio órgão da Justiça Eleitoral.
O PSB confia na justiça. Tem certeza de que o princípio do contraditório e da ampla defesa serão observados, esperando que todos os fatos que envolvem esse processo sejam devidamente esclarecidos, e, ao final, que venha a decisão que expresse unicamente a verdade.
Ass. Executiva Estadual do PSB

Sonegação no Brasil supera em 26 vezes os investimentos nos estádios



A soma de todos os impostos sonegados no Brasil nos últimos seis meses ultrapassa em 26 vezes o valor investido pelo governo nos estádios para a realização da Copa do Mundo de Futebol. No ano passado, o Brasil perdeu mais de R$ 211 bilhões em impostos não pagos, segundo estudo encomendado pelo Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz). O governo investiu R$ 8 bilhões nas arenas que receberão os jogos do Mundial.


O montante sonegado é oito vezes superior ao repassado anualmente ao programa Bolsa Família, que atende cerca de 50 milhões de pessoas no País.


Para se ter uma ideia, com esse valor seria possível construir mais de 15 milhões de salas de aula equipadas, sete milhões de postos de saúde, sete mil presídios de segurança máxima, quatro milhões de postos policiais ou 6 milhões de casas populares, por exemplo.


A contabilidade dos valores da sonegação fiscal é feito por meio do “Sonegômetro”. O instrumento faz parte da campanha “Quanto Custa o Brasil para você?”, do Sinprofaz. Os cálculos consideram apenas os principais tributos federais, estaduais e municipais.

Segundo o ranking, o valor total não pago em impostos em 2013 soma R$ 415 bilhões. Isso corresponde a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2011, que foi de R$ 4,15 trilhões.

“A sonegação é brutal”, disse o  presidente do Sinprofaz, Heráclio Camargo.

O estudo Sonegação no Brasil – Uma estimativa do Desvio da Arrecadação, do sindicato, mostra que se não fosse a sonegação, o governo poderia diminuir a carga total tributária. “Quando todo mundo paga, paga-se menos”, observa Heráclio.

Somente no ano passado, o valor sonegado no País foi superior ao total arrecadado com o Imposto de Renda em 2011, que foi de R$ 278,3 bilhões, e mais da metade do valor dos tributado sobre bens e serviços, R$ 720 bilhões.
Para Heráclio, é preciso conscientizar a população e punir com mais rigor, especialmente, os empresários da lista dos grandes sonegadores.

Por Flávia Umpierre da Agência PT de Notícias

Plano nacional vai revolucionar educação do país, diz relator

O relator do Plano Nacional de Educação (PNE), deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR), disse hoje (3) que a proposta vai revolucionar a educação no país nos próximos anos. A votação do plano, que destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação, foi concluída nesta terça-feira e o texto agora segue para sanção da presidenta Dilma Rousseff.

O PNE estabelece 20 metas a serem cumpridas nos próximos dez anos. Entre as diretrizes, estão a erradicação do analfabetismo; o aumento de vagas em creches, no ensino médio, no profissionalizante e nas universidades públicas; a universalização do atendimento escolar para crianças de 4 a 5 anos e a oferta de ensino em tempo integral para, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica.

Segundo Vanhoni, em pelo menos dois pontos o PNE já deve causar mudanças profundas na educação: a inclusão de todas as crianças de 4 a 5 anos nas escolas e a valorização do magistério.

Segundo o relator, o PNE também vai assegurar a valorização dos professores. “Não é possível o Brasil, um país continental necessitando se desenvolver, não apostar firmemente no desenvolvimento do magistério brasileiro”, disse Vanhoni. De acordo com o deputado, o PNE poderá equiparar o piso inicial dos professores com os dos arquitetos, engenheiros e médicos, “o que equivaleria hoje a cerca de R$ 3,6 mil reais de piso”, disse.“Nós sabemos que investindo na base do processo educacional garantimos a permanência das crianças e damos mais qualidade para o sistema educacional brasileiro”, disse o deputado, que lembrou que o plano também determina o aumento da oferta de ensino integral. “Uma aspiração antiga da nossa sociedade é que as crianças possam estudar em regime de educação integral, como estudam as crianças na Europa, na América do Norte e na Ásia”, comparou.


O plano prevê que até 2024, o investimento em educação crescerá gradativamente, atingindo o equivalente a 10% do PIB ao ano –  quase o dobro do aplicado atualmente (5,3%). Em 2019, no quinto ano de vigência do plano, o valor já deverá ser de 7% do PIB.  

“O impacto é profundo, vamos ter uma nova escola. Vamos ter uma escola com educação integral, vamos ter mais de 50% das crianças frequentando creche, vamos ter, a partir de 2016, todas as crianças de 4 a 6 anos na educação infantil, vamos ter um terço do ensino médio com escolas integrais de formação profissionalizante, vamos ter uma expansão do ensino superior na ordem de 2,8 milhões de vagas”, listou.

O texto diz ainda que parte do recursos previstos poderá ser utilizada para incentivo e isenção fiscal para escolas e faculdades privadas que concedem bolsas de estudo, assim como os subsídios concedidos em programas de financiamento estudantil e as bolsas de estudos concedidas no Brasil e no exterior. Em outras palavras, os recursos poderão ser utilizados em programas como Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Ciência sem Fronteiras. “Se queremos consolidar uma sociedade inovadora, científica, tecnologicamente preparada, precisamos investir na formação de mestres e doutores,” avaliou.

Após a sanção da presidenta Dilma Rousseff, estados e municípios terão um ano para elaborar seus respectivos planos de educação, tendo como base o texto federal. “Se a sociedade perseguir a realização do PNE, daqui a dez anos vamos ter uma nova escola e, consequentemente, uma nova sociedade”.

Agencia Brasil

O que os tucanos pensam do Bolsa Família

A Igreja, que foi cúmplice do nazi-fascismo, é contra a Copa do Mundo no Brasil

Li agora há pouco que a CNBB vai distribuir milhares de panfletos(pagos pelos fieis idiotas, claro!) com o fim de criticar a Copa do Mundo.A CNBB, que não pune os padres pedófilos tampouco os homófobos, que não fez sequer um protesto conta as venda lesivas das estatais brasileiras, que não escreve um só parágrafo sobre a seca em São Paulo, que não dá um pio acerca do envolvimento de um alto candidato à presidente da República  com drogas ilícitas, não tem nenhuma moral para criticar a realização da Copa do Mundo no Brasil.Esses bispos têm mais é que distribuir as terras ociosas que pertencem à Igreja para o povo.

O vídeo abaixo mostra muito bem o papel da Igreja Católica no curso da História mundial.




Fonte:STEFANO BARBOSA

terça-feira, 3 de junho de 2014

Caloteiro do DEM culpa Dilma por causa da violência




O caloteiro Mendonça Filho, líder do quase morto DEM, enfincou cerca de 600 cruzes no Palácio do Planalto.Segundo o caloteiro, as cruzes representam o número de mortes ocorridas no Brasil nos 12 anos. Agora virou moda, todos os problemas ocorridos no Brasil esses corruptos da oposição põe a culpa nas costas de Dilma. A saúde, a educação, a segurança pública são politicas públicas do governo Federal. na opinião desse incompetente safado, os Estados não têm nada a ver com a segurança pública.Isso é problema da União.Quem manda na PM, na Policia Civil é o presidente da República.O falido sistema carcerários dos Estados também é de responsabilidade do governo federal.Ora, esse caloteiro safado pensa que engana quem com esse tipo de movimento? Esse moleque tem que explicar o número da violência nos 08 anos do governo Jarbas-Mendonça aqui em Pernambuco. Aliás, o próprio Eduardo Campos, aliado de Mendonça, vive dizendo que reduziu consideravelmente o número da violência herdada do governo Jarbas-Mendonça.Sabe o que mais? Esse FDP tem mais é que pagar o que deve ao BNB.


Complexo de vira-latas: zagueiro dos EUA defende o Brasil de sua mídia

lalas
É surrealista o que acontece com a Copa no Brasil, na visão da mídia.
Tanto que hoje o ex-zagueiro – e bom zagueiro – da seleção dos EUA Alexi Lalas, um dos destaques da  Copa de 1994, ridiculariza a imprensa nacional com sua cobertura sobre a Copa.
Lalas agora é comentarista de futebol e chegou hoje ao Rio.
Está no UOL.
“Em sua conta no Twitter, Lalas falou bem do aeroporto e ainda brincou com a imagem de violência que ficou ligada ao Brasil nos últimos anos. “Dia 1 no Rio. Eu não fui roubado e meus órgãos não foram arrancados”, disse o ex-jogador. Para Lalas, o serviço de desembarque no aeroporto do Rio de Janeiro foi muito bom. “O aeroporto do Rio foi mais rápido e fácil do que qualquer um nos Estados Unidos. Nós pousamos, passamos pela alfândega e pegamos nossas bagagens em 32 minutos”.
Mesmo assim, a idiotice midiática acrescente um “ainda” ao “não foram roubados”.
Lalas dá uma espanada em O Globo, ao replicar ao jornal: “Desculpe. I was just pointing out how perception isn’t always reality. And a World Cup can help change that.”
“Eu estou apenas expondo como a percepção nem sempre é a realidade. E a Copa do Mundo pode ajudar a mudar isto”
Ah, Lalas, vai falando.
A coxinhagem que frequenta o site do UOL já está chamando você de petista e pedindo que espere o segundo dia…
Nem em inglês eles entendem…

Fonte:Tijolaço

O moralista Falcão que estimula plateia atacar presidenta expulsou Yuka do Rappa

Não conhecia essa história sobre a expulsão de Yuca do Rappa porque ele ficou paraplégico!
 "eles me mandaram embora em um momento em que eu estava com sequelas. Se fosse pelo direito trabalhista, isso já seria um crime. Foi crime. Se eu tivesse pensado nisso naquele momento… Seria um absurdo. Fora isso, as questões que eles alegam são questões fúteis, de uma pequenez humana quase que sem precedentes na história da cultura brasileira". Marcelo Yuca.
Yuca está coberto de razão, trata-se de pequenez humana e deixa-nos ainda mais explícita a atitude de Falcão do Rappa (que sem Yuca não é nada) durante o show na terra do agronegócio onde estimulou sua plateia a xingar a presidenta da República. Quem coaduna com a expulsão de um membro da banda depois desse ficar paraplégico, estimular a xingar a única mulher que presidiu o país é fichinha.
Para Yuka, expulsão do Rappa foi crime, futilidade e pequenez humana
Juliana Ranciaro, Terra
27/02/2012
Marcelo Yuka lança o documentário 'Marcelo Yuka no Caminho das Setas', de Daniela Broitman. Foto: Divulgação Eu não sei muito bem o que aconteceu. Só sei que sou baterista, tomei tiros, tô paraplégico e minha vida acabou". Foi assim que Marcelo Yuka, ex-baterista do grupo O Rappa, definiu como estava se sentindo em novembro de 2000, após uma tentativa de assalto que o deixou em uma cadeira de rodas. E é isso que ele mostra que não superou ao entrar no refeitório do Hotel Marabá, em São Paulo, para uma tarde de entrevistas. Após um atraso para descer do apartamento onde estava hospedado porque o enfermeiro que o acompanha tinha sumido, o músico se apresentou aos jornalistas para falar do lançamento do documentário sobre sua vida, Marcelo Yuka no Caminho das Setas, que estreia nos cinemas nacionais nesta sexta-feira (30).
Um pouco descabelado, o que que ele garante não ter solução, tenta se mostrar uma figura próxima à de qualquer um ali sentado. Não quer ser o centro, não quer ser herói e não quer ser vítima. Com esse objetivo, faz pausas, respira e escolhe as palavras, não para defender seu ponto de vista, mas para mostrar que aquilo é a realidade. Mas assume que não superou a tragédia e que só o fará no dia em que passar dessa para uma melhor.
Nos sonhos, ainda anda. Nos ideais, diz que só olha para o futuro e que discutir o passado é como discutir um namoro ou um casamento que já terminou. Dá voltas, reafirma tudo isso e ao dizer que pouco falou sobre um dos episódios mais marcantes de sua vida no mundo midiático – a expulsão do Rappa -, solta o verbo: "eles me mandaram embora em um momento em que eu estava com sequelas. Se fosse pelo direito trabalhista, isso já seria um crime. Foi crime. Se eu tivesse pensado nisso naquele momento… Seria um absurdo. Fora isso, as questões que eles alegam são questões fúteis, de uma pequenez humana quase que sem precedentes na história da cultura brasileira". Mas se não é para ser herói, nem vítima; se não é para levantar bandeira e nem atacar nada, e se o estopim para a gravação foi resolvido ainda nos primeiros meses de filmagem – a pesquisa por células-tronco e como isso melhoraria as condições de saúde no País -, para quê e por quê o filme? "Poderia ser sobre qualquer um que seria interessante, toda pessoa tem alguma poesia", ele diz.
Confira abaixo a entrevista completa com Marcelo Yuka:
Terra – Você sempre quis desmanchar essa imagem de herói que a mídia tem de você. Por isso, como foi aceitar e conviver com a ideia de um filme sobre a sua vida. Por que fazer um documentário sobre você?
Marcelo Yuka- Não só de herói, mas de vítima também. Eu aprendi que em tudo o que eu posso fazer, em qualquer relação com a mídia, tem que ter uma outra mais valia além de mim mesmo. Eu não sou uma pasta de dente, não estou a fim de botar o meu rosto e nem de me expor. Hoje em dia é muito fácil você se expor, então tem que ter um outro motivo. Expor pelo simples motivo de se mostrar, qualquer Geisy Arruda faz, e eu não acho que é interessante saber se ela fez uma plástica na vagina ou não. Tem que ter uma mais valia além de mim. Quando a Daniela (Daniela Broitman, a diretora) propôs esse filme, o Brasil estava em uma briga grande para ter pesquisa com células-tronco e a gente achou que o filme podia ajudar a solidificar essa campanha e aí eu vi um porquê. Por sorte, mais ou menos no meio do filme isso foi acertado. E aí o médico português que a gente estava pleiteando fazer uma experiência com isso, veio ao Brasil e não teve interesse nenhum em fazer comigo porque na época eu tinha 43 anos e ele fazia até 42. Além disso, na palestra que ele deu para a comunidade científica, o protocolo dele era muito fechado, você não sabia se o paciente tinha uma boa melhora pela fisioterapia ou pela cirurgia em si. Depois disso, eu achei que não tinha um filme proativo se acabasse ali, e daí a Daniela propôs continuar e eu achei que seria uma boa ideia. Mas veio o problema, porque o filme passa a ter aquela mais valia e voltar para mim. Muitas vezes eu pensei em desistir, se a gente não tivesse um contrato, o filme não teria saído. Até porque, o cinema é uma arte prepotente demais, ele manda fechar a rua e o cachorro se calar, por exemplo. Eu tive vários problemas com a tentativa de roteirizar a minha vida, porque eu sabia que não iria criar um assunto especial pra ser filmado no dia em que ela alugou o equipamento. Então no dia, se eu fosse dormir, eu ia dormir, não ia mudar nada. Não podia fazer da minha vida mais fantástica do que ela é.
 
Terra – Olhando hoje para o projeto pronto, você diria que esse filme foi feito para quê e por quê?
Yuka - As críticas que eu tenho a ele são porque eu acho que ele ainda está em volta de um personagem muito parecido não com o que eu sou, mas com o que a mídia fez. Então, essa coisa de ter uma ou várias passagens trágicas propõe a criação desse herói grego, porque para ser herói tem que ter uma tragédia. As coisas que são mais interessantes para mim no filme, não são essas coisas que as pessoas já sabem de mim, são as coisas mais corriqueiras e cotidianas. Se eu fosse fazer um filme sobre qualquer um, seria um filme interessante, porque todo mundo tem uma poesia. Tem essa coisa de "de perto todos nós somos loucos", mas também somos muito bonitos, principalmente quando a gente se desarma. Então, tem alguns momentos em que esse filme tem essa beleza do personagem cotidiano e simples, que podia ser  qualquer um.  
 
Terra – Em alguns momentos do filme, você fala para a sua mãe que ela não pode chorar nas entrevistas porque você não quer ter essa imagem de coitadinho. É uma preocupação sua?
 
Yuka - Quando eu topei fazer isso, topei fazer sinceramente, por isso eu não vou me esconder. A minha relação com a mídia é uma relação sincera, e muitas vezes ela não é tão positiva quanto eu gostaria, mas é sincera. Quando eu pensei em suicídio, eu dei uma entrevista falando sobre isso. Quando eu estava em depressão, eu não escondi isso de ninguém e nem fiquei sustentando papel de bom moço. Eu não posso esconder as minhas fragilidades, o Yuka até pode, mas o Marcelo não. Mas eu acho que fazer um filme sobre alguém na cadeira de rodas e que ficou assim por um ato tão violento, fazer um filme triste e choroso é cair em um lugar muito comum. E o meu cotidiano, mesmo quando eu estava super mal, era um cotidiano muito amoroso e muito bem humorado. A gente ria de tudo o que estava acontecendo, e eu sempre tive esse humor de rir de mim mesmo, isso me ajudou a passar a depressão, mas me ajudou a respirar também. Eu me lembro de estar falando com um amigo meu e pedir uma arma para cometer suicídio e ele respondeu: "pensa bem, porque você já tomou nove tiros, você não faz nada muito certo na vida, imagina se você errar e ficar retardado?". E daí eu pensei e lembrei de um tio meu que deu um tiro nele mesmo e ficou surdo, e se eu ficasse pior? A gente estava chorando e depois que falamos disso, começamos a rir. 
 
Terra – É difícil para você assistir ao filme?
Yuka - Eu não vejo. 
 
Terra – Como a sua família lida com isso?
Yuka - Eles gostaram porque o filme tem essa coisa positiva, quando a gente olha para trás e vê tudo o que passou, a gente foi sensível para não guardar rancor. É uma situação difícil, ninguém está preparado para isso, mas foi bom ver que eles não sentiram dor em rever tudo. Pelo contrário, para eles o filme é relevante de alguma forma. 
 
Terra – Como foi o processo dentro de você quando soube que os integrantes do Rappa também seriam entrevistados para o filme?
Yuka - O que é difícil para mim é que eu tive que fazer várias curvas na história. O que eu aprendi é que quando eu termino uma relação afetiva, ou quando eu tenho que fazer uma curva muito acentuada na minha história, tenho que me desfazer desse passado. O Rappa vai ser sempre uma referência na minha vida e muito do que as pessoas conhecem de mim, vem do meu trabalho ali, mas o Rappa não tem referência no meu dia a dia. Eu não me desdobro sobre as coisas do Rappa. Eu passei a tocar de novo desde 2004, mas o ano passado é que eu me dei a oportunidade de tocar músicas que eu tinha composto com o Rappa. Eu tenho vários prêmios da época do Rappa, mas eles nunca, nem na época, ocupavam a parede do meu quarto. Eu sempre olhei para frente, eu acabava um disco e já estava começando outro. Eu estou sempre procurando outro desafio, até por isso eu acho que eu não superei nada, acho que a gente só supera quando morre. Até lá, é pedreira. Se eu estivesse em pé, seriam outros desafios, talvez não tão difíceis quanto carregar a dor física e a imobilidade, mas estaria com vários, principalmente com os projetos sociais. Então, foi incômodo passar por isso, é como se estivesse discutindo uma relação com uma ex-mulher: só é bom para o público. É a vida que segue. É lógico que tem coisas que me doeram e que me marcaram, eles me mandaram embora em um momento em que eu estava com sequelas. Se fosse pelo direito trabalhista, isso já seria um crime. Foi crime. Se eu tivesse pensado nisso naquele momento… Seria um absurdo. Fora isso, as questões que eles alegam são questões fúteis, de uma pequenez humana quase que sem precedentes na história da cultura brasileira. Mas, isso são eles que estão dizendo. Eu pouco falo ali. A questão dos direitos autorais sobre eu ter 50% e o resto do grupo dividir o restante segue igual porque é a lei, não sou eu que estou mudando nada.

Fonte:Maria Frô