sábado, 7 de junho de 2014

A aliança açaí-tapioca está virando pó



247 - A ex-senadora Marina Silva criou mais um problema para o presidenciável Eduardo Campos, do PSB. Em nota, divulgada neste sábado, ela acaba de anunciar que a Rede não seguirá a aliança entre o PSB e o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, em São Paulo. O acordo foi fechado nesta sexta e deve fazer com que o deputado Marcio França (PSDB-SP) seja candidato a vice ou ao Senado na chapa tucana. Leia, abaixo, a nota de Marina:
Nota sobre a decisão do diretório do PSB de SP de apoiar o projeto político do PSDB no estado

Juntamente com todos os integrantes da Rede Sustentabilidade, discordo da indicação aprovada ontem na reunião do diretório estadual do PSB de São Paulo de apoiar o projeto político do PSDB. Para nós, isso é um equívoco. Consideramos necessário manter independência e lançar uma candidatura própria, que dê suporte ao projeto de mudança para o Brasil liderado por Eduardo Campos, e que dê ao povo de São Paulo a chance de fazer essa mudança também no âmbito estadual.

A Rede Sustentabilidade não seguirá essa indicação. Em todo o país, estamos debatendo o assunto e apoiando nossos companheiros de São Paulo na busca de uma alternativa que supere a velha polarização PT-PSDB, e que proporcione apoio efetivo à candidatura de Eduardo Campos, que demonstre uma nova forma de fazer política e, principalmente, que represente os ideais de democracia e sustentabilidade expressos no programa de nossa Aliança.

Esperamos que os companheiros do PSB, em sua convenção estadual, não levem adiante essa proposta. Nesse sentido, manteremos o diálogo aberto e respeitoso. Mas, desde já, deixamos clara nossa posição de que, caso essa indicação não seja revertida, seguiremos caminho próprio e independente em São Paulo. 

A nova força política que emerge no Brasil, interpretando o desejo de mudança tantas vezes manifestado por milhões de pessoas, encontrará também em São Paulo sua legítima expressão.

Marina Silva

Aviso aos navegantes

Devido a alguns pedidos, estou abrindo a janela de comentários para leitores anônimos.De modo que você não é obrigado a ter conta no Google para comentar aqui.Solicito, porém, que, sempre que puder, coloque seu nome no final do comentário.A moderação continua com o fim de evitar que certos anônimos mal-educados escrevam tudo que der na telha.

Segundo o Datafolha, 6% dos eleitores tiveram amnésia e Dilma ficou menos conhecida.



Segundo o Datafolha, 6% dos eleitores que conheciam bem Dilma em agosto de 2013, agora só ouviram falar dela.

Antes de mais nada, descontando algumas esquisitices nos números, a pesquisa publicada ontem tem o lado ruim, que é uma tendência de os boatos sobre economia, que os jornalões fingem ser notícia, estaria afetando o ânimo do cidadão.

Também é claro que Dilma aparecer com 3 pontos a menos do que na última pesquisa dá uma muniçãozinha para a oposição tripudiar. Mas... Aécio e Campos juntos caíram mais ainda, somando 5 pontos de queda.



O lado bom é que, com a queda mais acentuada de Eduardo Campos (4 pontos) a eleição vai ficando polarizada entre Dilma e Aécio. Entre PT e PSDB. Isto reduz mais ainda os riscos para a reeleição de Dilma e torna o desfecho da eleição mais previsível a favor dela.

A função política da pesquisa.

A pesquisa incluiu o senador Magno Malta (PR) como pré-candidato. É verdade que a pedido dele, para avaliar sua viabilidade. O PR ainda não decidiu oficialmente se apoiará ou não Dilma. Há um enorme esforço da oposição em "melar" este apoio. A pesquisa tem essa função. A pesquisa teria que vir mais surpreendente do que os 2% para animar um partido pragmático como o PR a embarcar em uma aventura que os isolaria e dificultaria a reeleição de seus deputados, senadores e candidatos a governador.

Agora vamos às "videocassetadas" encontradas nos números do Datafolha, o que recomenda não levar muito a sério os números.

Segundo o Datafolha, 6% que conheciam bem ou muito bem Dilma, agora só a conhecem de "ouvir falar" . Dá para acreditar?

Em agosto de 2013, só 8% a conheciam "só de ouvir falar". E 92% a conheciam bem ou muito bem.
Agora só 86% a conhecem bem ou muito bem, e 13% só ouviram falar dela.

Nunca antes na história deste país um presidente da República ficou menos conhecido no cargo com o correr do tempo. É uma "inovação" do Datafolha.

São estas inconsistências que tiram valor científico de uma pesquisa.

Nas próximas postagens volto a analisar detalhes da pesquisa, que tem uma curiosidade bem interessante e favorável a Dilma.

Os Amigos do Presidente Lula.

O grande cabo eleitoral FHC

FHC é mais rejeitado que carne de porco em hospital.Nenhum doente quer.Pois bem, 57% dos brasileiros afirmaram na pesquisa do Datafolha que não votariam num candidato indicado pelo boca de sovaco FHC.Será que Aécio vai esconder FHC como fez Serra na eleição passada?

A Veja perdeu

Os números do Pastor Everaldo

Everaldo: pastor candidato a presidente

Everaldo: pastor candidato a presidente


Sinceramente, eu acho que esses números que as pesquisas estão dando para o Pastor Everaldo devem ser visto com reservas.Não tenho nada contra os protestantes, mas não posso acreditar que um cidadão católico, ateu vote nesse pastor.A conta não fecha.Além do mais, se considerar que o sujeito não exerce cargo público, sequer aparece nos programas partidários. Vá lá que o Pastor Everaldo consiga tal pontuação quando começar o guia eleitoral.Na minha modesta opinião, o Datafolha está fazendo essas pesquisas de frente de uma Igreja Universal ou coisa que o valha.É bom lembrar que, diferente dos demais institutos, o Datafolha põe seus entrevistadores em locais privilegiados das ruas, das avenidas.Sei não, mas que tem algo errado, tem.

Então fica assim: no Rio, Everaldo no lugar de Marina; em SP, Eduardo some por Alckmin

6 de junho de 2014 | 12:50 Autor: Fernando Brito
gpp1
Marina Silva teve, no Rio de Janeiro, seu melhor resultado nas eleições de 2010: 31,5% dos votos.
Eduardo Campos, agora seu candidato, tem, segundo a pesquisa GPP – com um milhão de ressalvas ao instituto, muito mais ainda na pesquisa de governador –  apenas 7,1%.
Empate técnico com o Pastor Everaldo, que teria 6,1%, levando parte dos votos evangélicos, que todos sabem ter sido boa parte da expressão eleitoral de Marina.
Outra corrente dos evangélicos, da qual faz parte o polêmico Silas Malafaia, depois de flertar com Campos começa a trabalhar outro factóide, Magno Malta.
Em São Paulo, a realpolitik  já devolveu o PSB para o colo de Geraldo Alckmin.
Eduardo Campos, fica evidente a cada dia, micou.
E leva junto o “recall” eleitoral de Marina Silva.
A polarização da eleição é inevitável, apesar da falta de jeito de Aécio Neves e da falta de apetite para a polêmica de Dilma Roussef.
Apetite que não falta a um cidadão que mal entrou no cenário público, focado, até o fim do mês, na costura de alianças.
Luís Inácio Lula da Silva.
Que espera o final da Copa para entrar em campo.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

O Terror do Nordeste está bombando




Hoje o Terror do Nordeste completou 3 milhões de acessos.

A primeira postagem do Terror foi publicada no dia 26 de julho de 2008.

Quase seis anos de vida. 3 milhões de acessos, isso é muita coisa.

Foi duro chegar aqui. É muito difícil conciliar o trabalho com a atualização do blog. Para enfrentar este desafio me socorro de uma frase que li, faz muito tempo, faz tanto tempo que esqueci o nome do autor, que dizia mais ou menos assim: FALTA DE TEMPO É A DESCULPA DAQUELE QUE PERDE TEMPO POR FALTA DE MÉTODO.

Com base nesse ensinamento, ganho força e vou tocando o blog, quase todos os dias. E, como disse no início do blog, só paro de escrever (bobagem ou não) aqui no que dia que o Google mandar o valor da fatura para eu pagar a utilização do espaço ou no dia que eu não confiar nos homens públicos que hoje confio. Enquanto, isso segue o baile.

É prazeroso falar mal de tucanos, DEMOS e suas linhas auxiliares: o PPS, o PSB e o PV. Sempre é bom repercutir matéria não vista no PIG, dá destaque a uma matéria publicada no rodapé dos sites do Imprensalão. Nada melhor que garimpar notícia na net, nas redes sociais dos partidos envolvidos com corrupção. Quando é do PT não tenho trabalho, pois a matéria sai em letras garrafais, inclusive com a filiação parentesca do petista envolvido. Nome do pai, mãe, filho, avô, neto, avó.

Vale ressaltar que não ganho nada para manter esta merda de blog.Nem o PT, nem o governo federal me pagam.Nem preciso, afinal, como diria o filósofo:ganho, na minha vida profissional,  mais do que preciso e menos do que mereço.

É imprescindível dizer que este blog não seria nada se não fosse a participação de meus 1.131 amáveis leitores e leitoras, que não arredam o pé, que acreditam numa mídia independente, como a que é feita aqui.

Também é imprescindível dizer que esse blog não seria nada se não fosse o apoio de Oni Presente, Desabafo Brasil, Blog da Dilma, Saraiva, Língua de Trapo, Cloaca News, o PTrem das Treze, Por Um Novo Brasil, Brasil Mostra a Tua cara, Eu quero Falar, o Esquerdopata, Blog do Jurandi, Blog do Espaço Interesse Nacional, Briguilino, Tribuna Petista, Blog do Magrelo, blog do Magno, Blog Comando Jovem Petista, Blog Exército Comunista, o Correio da Elite, Blog Terra Brasilis, do  meu cumpadi DiaAfonso, Blog o Cachete, do amigo Giovani Morais, Teacher Ramos O Cafezinho, Blog da Cidadania, Aposentado InvocadoJusticeira de Esquerda, O que será que me dá?, e tantos outros que me fogem seus nomes neste momento.

Obrigado, leitores e leitoras!


Obrigado blogueiros amigos!

Lula: "nem na ditadura Copa se misturou com política"

É incrível! Nunca vi algo igual. Hoje, durante o amistoso da seleção, o que vi de gente, que gosta de futebol, vibrando porque o público vaiou a seleção brasileira no final do primeiro tempo não foi brincadeira. não.Teve até gente que ligou às vaias à Dilma.



247 - A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula fizeram ampla defesa dos 12 anos do governo petista no país nesta sexta-feira (6), durante Encontro do PT no Rio Grande do Sul. No evento, o governador Tarso Genro confirmou que disputará a reeleição e o ex-governador Olívio Dutra se apresentou como pré-candidato a senador. Tanto Lula quanto Dilma criticaram uma suposta campanha negativa que tem sido feita contra o governo federal. Lula culpou a imprensa. Já Dilma garantiu que "a verdade vai vencer toda quantidade de mentira".
Primeiro a falar, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que "por conta do tratamento que a imprensa dá ao governo da presidente Dilma Rousseff, o povo brasileiro não sabe 30% do que o governo está fazendo". "O processo de desinformação, premeditado, neste país, é para que as pessoas só saibam o que está errado", disse Lula. Ele afirmou que é preciso que as pessoas se recordem como estava o país em 2002, quando ele se elegeu pela primeira vez presidente e ressaltou que o país "está muito melhor" atualmente. "Quem diz que o país não vai bem se recorda de como ele estava em 2002?", frisou.
Lula disse que "tem certeza que a presidente Dilma gostaria que a economia estivesse crescendo mais", mas, ressaltou ele, é preciso lembrar a situação econômica mundial é muito ruim.  Ele defendeu que o PT prepare seus militantes para que mostrem para a sociedade o que ocorreu de bom no país durante os últimos 12 anos de gestões petistas. "Temos instrumentos e argumentos para mostrar tudo o que fizemos", ressaltou.
Dilma: "Verdade vencerá toda mentira"
Após Lula, Dilma disse que, em seu pronunciamento, se, com Lula, a esperança venceu o medo, com ela, "a verdade vai vencer toda quantidade de mentira". Ela falou também da influência da crise financeira mundial sobre o crescimento do PIB no Brasil. "O Brasil soube defender aquilo que interessa: o emprego e o salário dos trabalhadores", ressaltou.
"O nosso país venceu essa batalha [a crise mundial] assegurando o emprego e o trabalho dos cidadãos. A gente tem que ter orgulho de ter ido contra a corrente. Nestes últimos 11 anos fizemos a maior redução da desigualdade social no país", afirmou.
Dilma ainda fez uma longa apresentação das ações do seu governo, destacando também projetos iniciados por Lula. Falou do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida e do Pronatec. Também citou obras realizadas no Rio Grande do Sul. "Vamos usar o nosso tempo de televisão para mostrar tudo o que fizemos", avisou.
"Não fui eleita para desempregar ou demitir. Não fui eleita para alienar a Petrobras e entregar o pré-sal. E não fui eleita para colocar o país de joelhos. Não fui eleita para empurrar a corrupção para debaixo do tapete", disse. No evento, a presidente voltou a defender a realização da reforma política.
A presidente também falou sobre a Copa e a campanha contrária ao evento. "Há hoje uma campanha sistemática contra a Copa do Mundo. Ela não é contra a Copa. É mais contra nós. Nem na Ditadura, misturamos Copa com política", disse.
"Mas eu acho que tem um problema maior: essa campanha se está fazendo bem antes das manifestações de junho do ano passado. Fizemos um levantamento e descobrimos várias linhas do processo. Primeiro disseram: 'não vai ter estádio'. Foi a capa de uma revista, que dizia que os estádios só ficariam prontos em 2038. A segunda parte dessa campanha foi a de 'o Brasil gastou em estádio tirando da educação e saúde'. Isso se espalha por falta de informação. Não é verdade. O total com gastos em Copa foi de R$ 8 bilhões. Só em 2014, estamos gastando R$ 280 bilhões com Educação. Além disso, o dinheiro do estádio é de banco. O da Educação é do orçamento", ressaltou.
Segundo Dilma, a terceira etapa da campanha foi a acusação de que haveria um surto de dengue. "A atual época do ano não é propícia para o mosquito de dengue", rebateu ela. Continuando, a presidente falou que outro boato contra a Copa foi o de que não haveria internet e de que haveria racionamento de energia. "Não vai ter racionamento nem na Copa nem no restante do ano. Agora o interessante é que onde está tendo racionamento de água ninguém fala", afirmou. Dilma falou ainda que outra informação lançada contra o governo foi de que não haveria reforma nos aeroportos. "Duplicamos a capacidade dos aeroportos", ressaltou. 

Lula sobre Dilma: "nunca vi baterem tanto em alguém"



Débora Fogliatto, Sul 21 - O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva participou na manhã desta sexta-feira (6), em Porto Alegre, do Fórum de Desenvolvimento, Inovação e Integração Regional promovido pelo jornal espanhol El País, do qual é colunista. Em pouco mais de uma hora de discurso no hotel Plaza São Rafael, ele falou sobre os desafios para o Brasil no século 21, traçando um panorama do desenvolvimento brasileiro nos últimos 11 anos, período que compreende o seu governo e o da atual presidente Dilma Rousseff. Amparado em dados e números, Lula mencionou o crescimento econômico, redução da pobreza, ascensão da classe média, descentralização da cultura e da mídia, mudanças nas estratégias de comércio exterior, entre outras medidas promovidas pelos governos do PT.
Antes da conferência de Lula, o governador Tarso Genro (PT) participou da mesa de abertura do Fórum, juntamente aos secretários de Planejamento do Paraná e de Santa Catarina, Cassio Taniguchi e Murilo Xavier Flores, respectivamente. A mesa deixou como principal mensagem a necessidade da criação de um fundo federal destinado a financiar investimentos em infraestrutura na região sul do Brasil e no Mato Grosso do Sul. De acordo com o governador, o capital financeiro obriga os estados a disputarem investimentos a partir de renúncias fiscais que nem sempre dão resultado, pois desconsideram a economia local. "Não basta ser contra ou a favor da globalização, porque já se concretizou. É preciso saber como se relacionar com ela, transformar a relação de dependência e subordinação em interdependência e colaboração", afirmou.
“Nós tomamos a decisão de regionalizar a comunicação do governo, tirar do centralismo do eixo Rio-São Paulo, e fizemos a mesma coisa com a cultura”, começou Lula, lembrando que em 2003 todo o dinheiro do governo federal gasto com mídia era investido em apenas 249 veículos, número que subiu para 5.400 quando ele deixou a presidência. Na cultura, a situação era parecida: 99% era gasto entre Rio de Janeiro e São Paulo, e o governo de Lula regionalizou. “Nós apanhamos muito por isso”, afirmou. Com o carisma pelo qual ficou conhecido, Lula por vezes falou fora do microfone e fez piadas com o Secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, que acompanhou a palestra do ex-presidente e participou posteriormente de mesa redonda sobre o tema “As chaves para o progresso econômico do Brasil”.
Durante seu discurso, Lula questionou o pessimismo e as críticas feitas a seu governo e ao de Dilma: “Nunca se ganhou tanto dinheiro nesse país e isso vale para os trabalhadores, para o salário mínimo e também para os empresários. Então por que esse mau humor? Às vezes leio na imprensa notícias que não têm nenhuma lógica, a não ser a de não informar corretamente a população deste país”, disse. Ele lembrou que o Brasil tem “liberdade de imprensa plena, total e absoluta”, destacando que nunca viu tanto preconceito contra um presidente quanto vê contra Dilma. “Eu nunca vi baterem tanto numa pessoEu não sei se é porque ela é mulher, porque eu achei que comigo era porque sou nordestino. Eu acho que só fariam igual na Venezuela com (o falecido ex-presidente Hugo) Chávez”.
Lula “pediu licença” para falar das conquistas do passado ao tentar projetar o futuro do país, pois “é impossível ser ex-presidente e ficar falando do futuro se não tiver nada do presente e do passado pra mostrar”. Nessa linha, ele afirmou que o Brasil encontrou o caminho do “crescimento e da inclusão social”, deixando de ser “um país submisso aos interesses internacionais” e isso só pode ser feito com a redução da miséria e a inclusão social: “A única razão de o povo ter eleito um metalúrgico para ser presidente da República era para fazer as coisas de um jeito diferente, era para governar para todos. Era preciso inserir aqueles que eram tidos como um problema, ou seja, os pobres neste país”, observou, lembrando que então foi criado o programa Bolsa Família, também muito criticado por alguns setores da sociedade.
A partir daí, “os pobres começaram a consumir”, e atualmente o programa atende 55 milhões de pessoas utilizando apenas 0,5% do PIB, segundo Lula. Com isso, a economia também cresceu: “De repente descobriu-se que o pobre virando consumidor ia melhorar o comércio, a indústria, ia melhorar para todo mundo, e foi o que aconteceu”, afirmou. Aliado a isso, o governo adotou uma política de valorização dos salários, elevando os salários mínimos todos os anos nos últimos onze anos. “E nada quebrou no Brasil. O que cresceu na verdade foi a cidadania no nosso país”, disse Lula.
O ex-presidente lembrou, no entanto, que não foi só nas políticas voltadas para os mais necessitados que seu governo se consolidou, mas também na economia, na produção e exportação. “O Brasil que muita gente não conhece é o segundo maior produtor e exportador mundial de alimentos, está entre os maiores produtores de aviões, máquinas agrícolas, cimentos, celulose, calçados. O país conquistou uma sólida posição no cenário financeiro internacional”, garantiu. Com isso, o Brasil passou pela crise internacional que afeta o planeta desde 2008 de forma tranquila, resistindo e criando empregos. “Me pergunto quantos países atravessaram a pior crise de capitalismo desde 1929 promovendo empregos? Quantos enfrentaram a crise aumentando a renda da população?”, indagou, afirmando que foram criados 10 milhões de postos de trabalho e que o desemprego alcançou o menor índice da história do país ao final de 2013.
“Eu acho que no século 21 o Brasil tem que encarar seu papel de grande nação”
Lula ironizou dizendo que precisou “um socialista metalúrgico” chegar ao governo para que um país que se dizia capitalista se tornar de fato, falando de sua política de ampliar a oferta de crédito. “Sem crédito não se vai a lugar nenhum, estamos com 55% do PIB de crédito nesse país”, afirmou. A melhora econômica passou pela mudança na política externa, com o aumento de R$ 20 bilhões para R$ 90 bilhões em parcerias com países da América Latina e Caribe. Para o ex-presidente, é importante trabalhar as novas possibilidade de relações com os vizinhos ao invés de ficar olhando apenas para os países mais ricos. “Durante muito tempo desprezamos isso. Eu acho que no século 21 o Brasil tem que encarar seu papel de grande nação. Tem que ter vontade política e decisão, de ser hegemônico na sua capacidade de fazer investimentos”, reiterou.
Ao comparar o crescimento do Brasil com o dos outros países do mundo, Lula questionou quantos países conseguiram “tanto em tão pouco tempo”. Foram 42 milhões de pessoas que passaram a ser de classe média e 36 milhões que saíram da pobreza extrema. A renda das famílias mais pobres cresceu 70%, a classe média consumiu R$ 1,3 bilhão em 2013. Esse aumento gerou também uma diferença na mobilidade, fazendo com que haja 113 milhões de passageiros de avião em um ano atualmente, contra 48 milhões em 2006. Lula brincou que tem gente que “não gosta de ver os pobres invadindo os aviões”, algo que disse adorar. “É essa gente evoluindo que vai fazer o país crescer mais. Não é tornando o rico mais rico, é tornando o pobre menos pobre. E eu não quero que o rico fique mais pobre, eu quero que o pobre fique mais rico”, destacou.
Ao longo do discurso, ele fez diversas indagações em relação ao crescimento e condições do Brasil em relação ao resto do mundo: “Qual foi o país que duplicou a produção de automóveis em 11 anos?”, “Qual país que conseguiu em 11 anos descobrir uma jazida de petróleo de pré-sal que apenas tem a mesma quantidade que acumulamos em 50 anos?”, “Que país conseguiu sair de 80 mil megawatts para 122 mil megawatts de energia?”, “Qual país conseguiu erguer do zero uma indústria naval?”, questionou, garantindo que o povo brasileiro “tem muito do que se orgulhar das conquistas alcançadas”.
” Investimento em educação, ciência e tecnologia só faz sentido se resultar em mais oportunidades para as pessoas”
“O Brasil será o grande produtor de alimentos do século 21. Por isso que eu torço para a África comer mais, a China comer mais, porque quanto mais comer, mais o Brasil terá competência de produzir”, disse. Ele brincou com o jornal El País, que promoveu a conferência, e com outros jornais da imprensa internacional, afirmando que estava falando com otimismo para o jornal espanhol “depois publicar uma matéria positiva”. “Às vezes eu acho que tem correspondente de jornal estrangeiro que fica em Copacabana lendo jornal brasileiro e mandando matéria. Porque se depender da imprensa brasileira o Brasil acaba todo dia”, criticou, em tom bem humorado.
Para garantir “um novo salto” no século 21, ele destacou três desafios. O primeiro é continuar a aprofundar investimento em educação, para que o ensino público de qualidade esteja cada vez mais ao alcance da população. “O Brasil é o país que mais investiu em educação nos últimos anos. O orçamento do MEC passou de 33 bilhões para 104 bilhões de reais. E precisamos continuar avançando muito mais”, afirmou.
A segunda medida é continuar investindo na produção de ciência e tecnologia, de forma a garantir resultados concretos. Neste âmbito, Lula lembrou que foram criadas mais de 30 mil bolsas de mestrado e 20 mil de doutorado nos últimos 11 anos. O terceiro desafio é aprofundar o processo de redução de desigualdade. “Qualquer política feita no Brasil tem que levar em conta que precisamos fazer os pobres subirem. Investimento em educação, ciência e tecnologia só faz sentido se resultar em mais oportunidades para as pessoas”, disse. Para isso, ele aconselha que aconteça uma integração com os países da América Latina, semelhante à que ocorreu na Europa no século 20 e isso deve partir do Brasil. Por esse motivo, o país precisa reconhecer seu “tamanho, grandeza e potencial”.
“Eu sou muito otimista. Aqueles que dizem que o Brasil não vai ter desenvolvimento vão quebrar a cara. Conseguimos em 11 anos provar que é possível inserir os pobres dentro da economia e não tê-los como problema, mas como solução”, disse o ex-presidente, afirmando que “muito dinheiro na mão de poucos é concentração, mas pouco dinheiro na mão de muitos é distribuição”. Por isso, Lula acredita que no século 21 o Brasil vai se tornar a 5ª maior economia do mundo.
Ele disse “ficar triste porque ainda está acontecendo o complexo de vira-lata”, referindo-se a um serntimento de inferioridade de alguns brasileiros em relação ao resto do mundo. “Tudo que a gente faz para o pobre é o mesmo investimento que sempre fizeram para os outros. Poderia fazer uma ponte com o dinheiro do Bolsa-Família sim, mas o pobre não come ponte”, ironizou. “Nós tínhamos que encher a barriga das pessoas para fazer essa revolução da inclusão social que fizemos”, completou. Aplaudido de pé, Lula terminou seu discurso dizendo que para governar, é preciso “cuidar da maioria e não ter medo de fazer o óbvio”. “Se você ler o seu discurso de campanha e fazer aquilo que você falou que ia fazer, não tem erro”, brincou.
*Com informações da Secom/RS

Datafolha e o beijo da morte de FHC



Mesmo concedendo o benefício da dúvida à pesquisa Datafolha – ou seja, que a boa e velha “margem de erro” não foi usada para corroborar as preferências do jornal que a divulgou –, pode-se dizer que a Folha de São Paulo, que controla o instituto, manipulou ao menos as manchetes sobre os números da disputa pela Presidência da República.
Diz a manchetona de primeira página: “Dilma mantém tendência de queda; rivais não sobem”. Ora, basta ler a reportagem sobre a pesquisa que se descobre que a manchete é inexata. O correto seria dizer que Dilma, Aécio e Campos caem e indecisos sobem.
Segundo o Datafolha, Dilma Rousseff caiu de 37% para 34%, Aécio Neves caiu de 20% para 19% e Eduardo Campos caiu de 11% para 7%, enquanto que o pastor Everaldo subiu para 4%.
A manipulação ao relatar os dados captados pela pesquisa não para por aí e a manchete distorcida nem é a maior das manipulações. Antes de abordar esse ponto, porém, vale comentar o que escreveu em sua coluna na mesma Folha Eliane Cantanhêde, casada com um marqueteiro do PSDB e que parece acreditar no que diz.
Ultimamente, a colunista vem reclamando de que Dilma tem muito espaço concedido pelo cargo e que por conta disso a pesquisa é pior para “quem disputa a reeleição”. Diz ela que “Mesmo com todos os seus instrumentos à mão, mesmo com todas as entrevistas, mesmo com a maior coligação partidária do planeta, Dilma continua perdendo pontos”.
A colunista parece achar pouco que todos os grandes impérios de mídia do país batam no governo e em sua titular todo santo dia, enquanto poupam seus adversários. Mas, enfim, o autoengano é quase um direito humano…
Mas o maior escândalo na forma como a Folha noticiou o que seu instituto de pesquisas apurou não é a manchetona mentirosa que diz que Dilma caiu e que os adversários “não sobem”, mas um dado altamente relevante da pesquisa e que ficou muito bem escondidinho em uma das três matérias do jornal que tratam do assunto.
Uma dessas três matérias foi publicada sob o título “Joaquim Barbosa é o segundo voto mais influente da eleição” – o primeiro voto mais influente é de ninguém mais, ninguém menos do que dele, Lula, é claro.
O que a matéria diz de altamente relevante não está aí, mas na influência que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem sobre o eleitorado. Lá no finzinho da matéria, bem escondidinha, consta a informação espantosa que a personalidade com menos influência positiva e mais influência negativa na decisão de voto do eleitor é ele mesmo, FHC.
É um terremoto, essa notícia. Simplesmente porque 57% dizem que não votam de jeito nenhum em um candidato apoiado por FHC. Ou seja, os planos largamente anunciados por Aécio de incluir o ex-presidente em sua campanha, resgatando seu “legado”, foram para o ralo. E, pela quarta vez desde 2002, FHC terá que ser escondido do eleitorado.
Afinal, 57% é a maioria do eleitorado e, se não votam em quem é apoiado por FHC e se este apoia Aécio, em teoria a candidatura tucana está inviabilizada.
E mesmo para esconder FHC haverá que combinar com os russos. Não basta Aécio escondê-lo se os seus adversários o trouxerem à luz, lembrando ainda mais aos brasileiros daquele período que faz com que o eleitor nem queira ouvir falar do ex-presidente tucano, de triste memória.
E, como se sabe, mais uma vez o PT irá pendurar FHC no pescoço de um candidato do PSDB.
Há, ainda, a questão da rejeição de Dilma, que subiu para 35% enquanto que as de Aécio e Campos caíram para 29%. É óbvio que isso teria que acontecer porque eles pouco aparecem na mídia, enquanto que Dilma só aparece apanhando. Vamos ver o que acontecerá quando o eleitor for informado de que Aécio é o candidato de FHC…
Aliás, vale lembrar que a rejeição de Lula é de míseros 17%, ou seja, enquanto que o ex-presidente terá influência positiva na campanha de Dilma, o patrono de Aécio terá influência sobre seu desempenho que pode ser considerada fatal.
Fora isso tudo ainda há muito a comentar sobre a pesquisa Datafolha recém-divulgada, mas serão outras histórias que a ser contadas ao longo dos próximos dias, inclusive à luz de outras pesquisas, como uma privada do Vox Populi que mostra números substancialmente diferentes e que ainda virá à luz.

Eduardo Guimarães

PSB É ACUSADO DE COMPRAR SEGUIDORES NA WEB

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Gleisi desmente acusação mentirosa de Miriam Leitão e do PIG. Desemprego caiu e PNAD foi divulgada.


A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) em discurso no Senado, na quarta-feira (4), cobrou a imprensa demotucana que a acusou indevidamente, durante dois meses, de uma suposta tentativa de manipular indicadores da economia.

Citando postagem do jornalista Sérgio Léo no microblog Twitter (ele questiona: "O desemprego caiu, segundo a nova PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). E agora, como fica aquela tese de que governo quis adiar a divulgação para maquiar o índice?"), Gleisi disse:

“Eu fui vítima dessa história. Criaram essa tese inverídica e a divulgaram em todo o País, mesmo sem apresentar qualquer indício ou fato (...) E eu sei quando isso começou. Foi quando a jornalista Miriam Leitão, do jornal O Globo, me acusou, sem nenhuma razão objetiva, de investir contra a autonomia do IBGE por temer que os novos índices do desemprego pudessem “reduzir o brilho de um dos números a se mostrar na campanha da presidenta Dilma: o da taxa de desemprego de 5%”.

Agora que os fatos desmentiram a tese da colunista de O Globo — e na qual embarcaram alegremente diversos integrantes da grande imprensa e da oposição — Gleisi afirmou com ironia que vai esperar, “com muita paciência, que os jornais e os jornalistas que pontuaram sobre esse tema voltem a abordar a pesquisa do IBGE” e expliquem como fica a história de “maquiagem de índices” criada por eles.

Como Começou



Os ataques a Gleisi começaram quando ela e o senador Armando Monteiro (PTB-PE) apresentaram um requerimento ao Ministério do Planejamento para saber mais sobre mudanças feitas no cálculo do Fundo de Participação dos Estados (FPE). A Lei do FPE foi modificada, justificando a medida do IBGE de alterar a pesquisa que calcula uma das variáveis (Renda Domiciliar per capita) usadas no cálculo dos repasses.

“Nosso questionamento foi para verificar questões metodológicas da pesquisa, uma vez que a variável será utilizada no cálculo do novo rateio, ou seja, o resultado implicará a definição dos percentuais de distribuição do fundo, resultado em uma distribuição para todos os Estados brasileiros”, detalhou Gleisi.

Mais um tucano depenado

Também na quarta-feira, o senador Cyro Miranda (PSDB-GO) subiu na tribuna para repetir o discurso do caos tucano, lendo manchetes dos jornalões, todos demotucanos: “Tudo o que se fala hoje do Brasil é negativo. Indica uma paralisia generalizada do governo da presidente Dilma”, repetiu.

Gleisi pediu um aparte e rebateu: “Estou ouvindo o seu discurso tão enfático contra os governos da presidenta Dilma e do presidente Lula, e fico pensando como as pessoas beneficiárias de tantos programas e de tantas ações recebem essa sua fala”, disse.

Seguiu narrando uma séria de conquistas populares nos governos petistas:

14 mil médicos para atender à população;

18 novas universidades federais,;

o ProUni e o Fies, para permitir que estudantes pobres possam ter acesso ao ensino superior;

Instituições federais de ensino tecnológico;

3,7 milhões de moradias já contratadas pelo Minha Casa, Minha Vida;

E retrucou: “Já desafiei esse plenário a me dizer qual outro país, em tão curto espaço de tempo, incorporou 36 milhões de pessoas ao consumo, tirando-as da miséria”.

O discurso do tucano não resistiu nem as ações do governo federal benéficas para seu estado, Goiás. Além das obras do PAC no estado, Gleisi lembrou: “Eu mesma fui testemunha do socorro que o Governo Federal deu às Centrais Elétricas de Goiás”.

Para fulminar de vez, citou que o até o governador de Goiás, do próprio PSDB de Cyro Miranda, desmentia o discurso dele, pois fez rasgados elogios à presidenta Dilma durante a inauguração do trecho da Ferrovia Norte-Sul até Anápolis.

(*) PIG: Partido da Imprensa Golpista

Os Amigos do Presidente Lula