O
PSDB, que acabou com grande parte das estatais do Brasil, agora quer se meter
nas indicações de Dilma para a Petrobras, BB, CEF, BNB e BNDES. A exemplo do
presidente do Senado, Renan Calherios, e da Câmara, Eduardo Cunha, o cheira
cola Aécio Neves apresentou um Projeto de Lei para a Governança das Estatais;
um dos itens de destaque está no impedimento de pessoas com mandato eletivo ou
que exerçam cargos em partidos políticos assumirem a direção de estatais;
tucano também defendeu que os diretores indicados que tenham patrimônio acima
de R$ 1 bilhão sejam sabatinados pelo Senado. Mas veja só. Além de estúpido é
burro.Não sabe esse escroque que a Constituição Federal, no seu artigo 61,
determina que são de iniciativa
privativa do Presidente da República as leis que disponham sobre a criação de
cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou
aumento de sua remuneração.Ora, desde quando um simples senadorzinho safado,
noiado tem o poder de legislar sobre matéria afeta ao chefe do Poder Executivo?
Será que esse playboy nunca governou na vida dele? Que coisa mais ridícula, vai
procurar o que fazer, vagabundo!
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É o que se observa num vídeo que está circulando nas redes sociais. Nele, Moro concede uma audiência ao preso Mário Góes.Várias coisas chamam a atenção no vídeo.
A primeira é o estado de desabamento moral e físico de Góes. Ele tem uma série de doenças que vão de diabete a colite, e um problema de coluna o impede de ficar sentado com conforto.
Está emocionalmente desequilibrado. Chorou na conversa com Moro, e é evidente que não estava interpretando um coitadinho ali.
Góes era o coitadinho.
E tem 74 anos.
Considere. Na Itália, a partir dos 70 anos, você não cumpre sentenças na cadeia, e sim em prisão domiciliar.
Por razões humanitárias.
Diz-se de Moro que ele se inspirou numa operação policial italiana – afinal espetacularmente fracassada — para desencadear a Lava Jato.
Mas pelo visto desconsiderou a civilidade que existe no código da Itália.
Góes não poderia cumprir pena domiciliar? Por que?
Bem, perguntas não faltam no caso. A mais impressionante é a seguinte: quais são as evidências contra Góes?
Moro parece tão no ar sobre isso quanto você e eu. Moro fala em contas em paraísos fiscais, genericamente.
Mas admite, candidamente, não saber nada delas. Sequer, e é ele quem afirma, se estão ativas ou não.
É o triunfo do absurdo.
Mais um, a rigor. Num outro vídeo de Moro, desta vez com Cerveró, ficamos sabendo que a principal acusação do juiz era uma reportagem – logo de quem – da Veja, uma revista mitomaníaca.
Recentemente a BBC visitou o presídio onde Góes está. A descrição é esta: “A maior parte das celas são sujas e apertadas. Algumas têm até seis camas e estão frequentemente abarrotadas de cadeiras de rodas e equipamento médico.”
A
maior parte das celas no são sujas e apertadas. Algumas tem até seis
camas e estão frequentemente abarrotadas de cadeiras de rodas e
equipamento médico.
Ele agrada, como JB, a dois públicos específicos: o poder econômico e os analfabetos políticos.
Alguém consegue imaginar Moro e Barbosa enfrentando a Globo, por exemplo? Ou mesmo a CBF e Marin?
Como os vazamentos da Lava Jato na campanha eleitoral, a valentia dos dois é seletiva.
Ambos, não por coincidência, foram premiados pela Globo.
E os dois são heróis de grupos de imbecis como o MBL e o Revoltados Online.
São, também, abominados pelos progressistas.
Falta-lhes, em comum, uma característica tão brasileira: a compaixão.
JB tripudiou sobre Genoino quando este estava em condições de saúde miseráveis.
Moro faz o mesmo agora com Góes.
Eles representam a plutocracia brasileira, e a defendem ferozmente.
Mas não representam os brasileiros.
Gente assim não é perdoada pela história.
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