quarta-feira, 30 de maio de 2012

CPMI quer chamar o gangster às falas


O nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes passou a figurar, a partir desta quarta-feira, na lista dos possíveis convocados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as relações do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com empresas, parlamentares e governadores. O objetivo de uma possível convocação de Gilmar visa a apuração dos fatos referentes ao encontro, em Berlim, na Alemanha, com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), apontado pela Polícia Federal como o principal braço político de Cachoeira.



Mendes tenta, com uma série de entrevistas aos veículos de comunicação que integram o rol dos jornais e revistas que apoiaram a ação do esquema criminoso do bicheiro contra seus adversários, em busca de uma blindagem contra as denúncias de que ele teria voado em jatinhos pagos pela quadrilha de Cachoeira. Segundo o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), esta seria uma oportunidade a mais para se “desvendar a farsa do ‘mensalão”. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de posse da informação que poderá comprometer Mendes, teria atendido ao convite do próprio ministro para um encontro, em 26 de abril, no escritório do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim. De acordo com a revista semanal de ultradireita Veja, no encontro, Lula pediu o adiamento do julgamento do ‘mensalão’ e teria oferecido, em troca, a disposição da maioria governista da CPI de livrá-lo de uma investigação. A notícia foi desmentida, posteriormente, tanto por Lula quanto por Jobim.


O ex-presidente negou ter conversado sobre o ‘mensalão’ no encontro. Segundo Lula, foi Mendes quem marcou a reunião, pois soubera por um assessor que acompanha os trabalhos na CPMI que alguns parlamentares obtiveram a informação da viagem com Demóstenes a Praga e Berlim. O motivo que o levou a somente tocar no assunto agora, mais de um mês após a reunião com Lula, seria uma forma de embaralhar o cenário político e institucional do país e, desta forma, minar as investigações em curso.


Este levantamento, no entanto, vai além dos aviões utilizados por Demóstenes e Gilmar Mendes em seus deslocamentos dentro e fora do país. Outra linha de apuração contra Mendes situa-se sobre a provável influência dele sobre o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, na decisão de não abrir uma ação penal contra Demóstenes no STF após receber os dados da Operação Vegas, em 2009.
– Se o ministro viajou a Berlim com Demóstenes, alguém pagou a passagem. Se o grampo (de Mendes com Demóstenes) não ocorreu, alguns dados estão sendo levantados e vamos verificar. Está sendo levantado tudo na CPMI. Gilmar não está (diretamente) no foco da CPMI. (Mas) Todos, indiretamente, estão no foco da CPMI. Vamos verificar o conteúdo disso e verificar os limites de cada um. Não vamos partidarizar a CPMI, o que não significa que seremos omissos – afirmou Tatto.



Os petistas tentaram mas ainda não conseguiram aprovar, na CPMI, a convocação Gurgel para falar sobre o assunto, embora o depoimento de Demóstenes, nesta terça-feira, ao Conselho de Ética, possa significar uma alteração neste quadro. O senador investigado por quebra de decoro parlamentar concordou com o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) que há irregularidades no processo sobre a Operação Vegas. Na semana passada, o procurador encaminhou à CPMI sua justificativa: a de que detectou apenas desvios no “campo ético”, insuficientes para a abertura de ação judicial.


O ex-diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda, segundo um parlamentar, tem colaborado na operação. Lacerda esteve no Congresso, há algumas semanas, e conversou com líderes da base aliada. Sua motivação seria o afastamento do posto maior da PF após Mendes denunciar grampo, nunca comprovado em seu gabinete, que teria flagrado um diálogo dele com Demóstenes. Nesta linha de investigação, Mendes também corre o risco de se ver ligado ao ex-policial Jairo Martins, ex-funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), preso durante a Operação Monte Carlo. Pesa sobre o ministro do STF a suspeita de ter pedido a Martins para detectar o suposto grampo no gabinete do ministro. Este foi mais um dos episódios publicados por Veja, que resultou na demissão de Lacerda.


Processado


Gilmar Mendes terá, porém, que responder ao processo que move contra ele o deputado Protógenes Queiróz (PCdoB). Mendes teria dirigido “afirmações mentirosas e criminosas” contra o parlamentar, quando este ainda conduzia as investigações da Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas sob a acusação de uma série de crimes, entre eles a formação de quadrilha e a lavagem de dinheiro. Queiróz divulgou, na noite passada, uma nota sobre a questão.


“Ao povo brasileiro: como todos e todas puderam recentemente testemunhar, o ex-presidente do STF, Sr. Gilmar Mendes, fez declarações à revista Veja, ao site Conjur, aos jornais Globo e Folha de S. Paulo nesta semana, repercutido em diversos meios de comunicação, envolvendo o ex-presidente Lula e também o ex-ministro Nelson Jobim. Tanto foi assim que o próprio Gilmar Mendes teve que retificar tais declarações em seguida, na Rede Globo em 29/05.


“Desta vez a tentativa de blindar o crime organizado não deu certo. Felizmente, o trabalho da CPMI do Cachoeira já transcendeu o poder de obstrução dos corruptos, corruptores e do Sr. Gilmar Mendes. Não adianta mais tentar ganhar no grito ou querer dispersar o foco objetivo da CPMI por meio de mentiras.


“Convém lembrar que, há pouco menos de quatro anos, em 2008, quando o mesmo Gilmar Mendes, então presidente do STF, concedeu dois habeas-corpus em 48 horas ao banqueiro condenado Daniel Dantas, previa e devidamente preso por desviar bilhões de reais dos cofres públicos. Inaugurou naquela época o “foro privilegiado” para banqueiro bandido.


“Naquele momento de crise institucional no Brasil, advindo da Operação Satiagraha, a falta de credibilidade na justiça brasileira foi alertada, também, pelo ministro Joaquim Barbosa, ocasião em que abriu o debate na própria corte com o ex-presidente do STF Gilmar Mendes.


“Os atos incomuns praticados no STF pelo ex-presidente Gilmar Mendes tinha, então, respaldo de um super poder judicial acima da lei e da Constituição da República. Hoje ele não tem mais. As coisas mudaram no Brasil. E continuarão mudando.


“As afirmações mentirosas e criminosas dirigidas por ele contra mim, serão apreciadas em instrumentos próprios e no foro adequado, registrando que não tem indícios e documentos que classifiquem qualquer conduta na minha atividade como policial ou parlamentar vinculados ao esquema Cachoeira.


“Talvez, o destempero, nervosismo e arrogância de Gilmar Mendes se explique ao longo da CPMI do Cachoeira na ampliação da coleta de dados, documentos e informações que aprofundem as investigações com o objetivo final de revelar as infiltrações nos Poderes da República, que ameaçam o Estado Democrático de Direito.


“Por isso, é bom lembrar que as mudanças abrem novos caminhos para o futuro da mesma forma em que resgatam a memória. Assim, retroativamente, podemos desimpedir a evolução de um país que permanece obstruído por um legado de corrupção ética, moral e material. Ressalto ao final que a instauração da Comissão da Verdade e do Acesso à Informação dá para entender que a busca pela verdade é a ordem do dia no Brasil de hoje e de amanhã.Da redação, com informações do Correio do Brasil

Demóstenes, eu seu último ato, revela a farsa do ‘mensalão’



A guilhotina, durante a Revolução Francesa, era extremamente nervosa. Milhares perderam a cabeça por questões minúsculas, se comparadas ao que se assiste hoje nos julgamentos do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, no Judiciário, e de seu cúmplice no Senado, Demóstenes Torres. Sem a menor desfaçatez, Demóstenes dá de ombros, desdenha dos brasileiros ao presumir como uma questão menor, com os valores que o levaram à cadeira dos réus perante o Conselho de Ética da Casa mais alta do Parlamento, o fato de um criminoso condenado pagar-lhe a conta do telefone, entre outras contas mais de que ainda não se têm notícia. Em um julgamento político, cada um dos “R$ 30 ou R$ 50″ que custaram cada mensalidade do rádio, usado para se comunicar com a gangue, transforma-se em milhões de bofetadas na face da Nação.


Fato é que a Polícia Federal chegou ao ninho das vespas e o país, cada eleitor, cada brasileiro, resolveu correr o risco e terminar com a infestação. Não importa se há zangões no Supremo Tribunal Federal (STF), governadores corruptos em Estados da Federação, empresários endinheirados à custa dos cofres públicos e jornais, revistas e jornalistas preparados pela organização criminosa para vender o caos em troca de um novo golpe contra o governo eleito. Esta parcela, a ínfima parte da população representada por cada um dos envolvidos na fabricação de uma cortina de fumaça para os olhos do Brasil, à qual integram os mesmos algozes da democracia durante os Anos de Chumbo, está hoje nas páginas dos inquéritos em andamento, nas escutas telefônicas realizadas com a autorização da Justiça, nos autos dos processos que seguem adiante, no tortuoso rito das cortes penais.


Ministros, parlamentares e alguns governadores, aninhados na certeza da impunibilidade, aplicaram golpes milionários sim, mas a aparência de normalidade que buscam passar por atos torpes, de menor importância para verdadeiros atentados criminosos, o semblante de coitado, carola recém-devoto, insone fariseu no pântano da maledicência, esta atitude mereceria, por si mesma, levar quem a adota ao caminho que Luís XV percorreu tempos atrás, embora este o tenha feito com a altivez que falta às personagens da ópera bufa ora em serviço. Se lhes respeitaria muito mais a coragem, caso empunhassem a bandeira da insolência e do escárnio com que trocavam mensagens, cifradas no pueril código dos ladrões, com os risos escancarados nos telefonemas de parabéns por mais um assalto bem sucedido ao Erário, na sebenta troca de amabilidades entre os ímpios, após arrastar os nomes de seus inimigos na lama do esgoto que corre pelas páginas dos meios de comunicação de que são sócios. Assim, teriam o direito a uma despedida honrosa, ao invés da lenta dissecação, em vida, pela qual passarão até o último de seus dias.



Vem o ainda senador Torres cotejar o sofrimento da família dele ao seu próprio, diante dos pares, como se isso fosse argumento, desculpas para a sordidez com que enganou, mentiu e, em segredo de polichinelo, urdiu contra o país e a ordem democrática, em seu proveito próprio e de seus cúmplices. Agora, quando não conta mais com o escudo da moralidade e a armadura dos bons costumes, dos quais se autodeclarava prócer e campeão, despido de qualquer autoridade moral, preferiu o ato contrito à ferocidade com a qual detratou todos aqueles que ousaram se insurgir contra o império que, por décadas, manteve ajoelhadas as instituições nacionais. Parece mais claro, neste momento, descerrado o pano em seu último ato, o enredo da peça infame que deu origem ao processo ora em curso no STF. Esclarecem-se, diante desta pífia audiência do canastrão, as reais intenções daqueles que desenharam a cena habitada por corruptores maquiavélicos, prestes a transformar o Brasil na República dos iníquos. Tatuaram as próprias intenções na pele de seus detratores e, com ajuda profissional de bandidos travestidos em jornalistas, popularizaram em folhetins, com o título de ‘Mensalão’, as caricaturas dos homens públicos que o país elegeu, exatamente para extirpar todos eles, a casta que aqui governava desde o golpe de 64.


Caiu por terra, nesta terça-feira, a casa de caboclo que armaram contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vários de seus ministros, entre eles o chefe da Casa Civil, José Dirceu. Ficou evidente o nível de interação entre as camadas que bradavam palavras de Liberdade e Justiça àquelas máfias formadas para sustentar os jatinhos e convescotes animados nas capitais europeias. Está escancarado, para quem quiser ver, o atrevimento da camarilha que ora se esfacela. Encerra-se, na lastimável performance do ex-líder da extrema direita, a falseta de um discurso que pecou contra os seus princípios. Mas é preciso ir adiante e, no rastro do bufão que entreteve a audiência dos telejornais, nesta noite, algemarem a mão que controla, ainda agora, os títeres abandonados à própria sorte, ainda que contem com o auxílio luxuoso dos mais caros advogados do país.


Gilberto de Souza é jornalista, editor-chefe do Correio do Brasil.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Gilmar Mendes mentiu, diz perícia

 Exame de voz destaca "segmentos fraudulentos" em fala do ministro Gilmar Mendes




O laudo de uma perícia em análise de frequência de voz aponta trechos "fraudulentos e suspeitos" na entrevista do ministro Gilmar Mendes veiculada nesta segunda-feira (28) pelo canal "GloboNews", sobre um encontro seu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Na edição do último domingo (27), a revista Veja publicou reportagem em que o ministro Gilmar Mendes relata um suposto encontro entre ele, Lula e o ex-ministro Nelson Jobim no dia 26 de abril.
Segundo Mendes, o ex-presidente teria insinuado que poderia protegê-lo na CPMI do Cachoeira, que investiga a relação entre políticos e agentes públicos com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, em troca do adiamento do julgamento dos envolvidos no mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal). O escândalo do mensalão, que deve ser julgado em agosto próximo, envolveu pagamentos a parlamentares da base aliada do então presidente Lula em troca de aprovação de projetos no Congresso Nacional.

À emissora de TV, Mendes confirmou o teor da conversa que teria travado com Lula.

 

Na análise de um total de 3 minutos de trechos da entrevista, foram detectadas 11 ocorrências de "alto risco", cinco de "provável risco" e duas de "baixo risco".

 

"Alto risco é uma maneira de dizer que a pessoa está mentindo", afirma o perito responsável pela análise, Mauro Nadvorny.

Nadvorny é diretor-presidente da empresa Truster Brasil, que produz a tecnologia que detecta sinais de tensão, estresse, medo, embaraço e excitação em arquivos de voz.. De acordo com Nadvorny, esses fatores permitem situar declarações em uma escala de veracidade.

  

O laudo indicou "alto risco" de fraude nos trechos em que o magistrado diz que o mensalão "entrou na pauta das conversas", que "o presidente tocou várias vezes na questão da CPMI" e no trecho em que Mendes diz ter "nenhuma relação, a não ser relação de conhecimento e de trabalho funcional com o senador Demóstenes".


 
Veja a seguir alguns dos trechos da entrevista de Gilmar Mendes considerados "fraudulentos e suspeitos" pelo laudo de Nadvorny, acompanhados da conclusão do perito:

Gilmar Mendes: “Este assunto entrou na pauta das conversas”


 
De acordo com a análise do software, o ministro Gilmar Mendes não está sendo verdadeiro quando afirma que o assunto (mensalão) entrou na pauta das conversas.


 
Gilmar Mendes: “E aí o presidente disse da importância do julgamento do mensalão, que se possível não se julgasse esse ano porque não haveria objetividade”


 
De acordo com a análise do programa, o ministro Gilmar Mendes está sendo verdadeiro quando afirma que o presidente Lula teria dito que não haveria objetividade. Não é possível concluir que ele tenha dito algo sobre a importância do julgamento não acontecer este ano.

Gilmar Mendes: “O presidente tocou várias vezes na questão da CPMI, desenvolvimento da CPMI, o domínio que o governo tinha sobre a CPMI”

De acordo com a análise do programa, o ministro Gilmar Mendes não está sendo verdadeiro quando afirma que o presidente Lula tocou no assunto da CPMI.


 
Gilmar Mendes: “Então eu disse a ele: ‘com toda franqueza, presidente, eu vou lhe dizer uma coisa, parece que o senhor está com alguma informação confusa’”


 
De acordo com a análise do programa, o ministro Gilmar Mendes está sendo verdadeiro quando afirma que disse ao presidente Lula que ele estava com uma informação “confusa”.



Gilmar Mendes: “ 'O senhor não está devidamente informado, eu não tenho nenhuma relação, a não ser relação de conhecimento e de trabalho funcional com o senador Demóstenes”



De acordo com a análise do programa, o ministro Gilmar Mendes não está sendo verdadeiro quando afirma que não tem nenhuma relação com a matéria da CPMI.


 
Gilmar Mendes: “Aí então eu esclareci a viagem de Berlim, (...) me encontrara com o senador em Praga porque isso foi agendado previamente, ele tinha também uma viagem para Praga, então nos deslocamos até Berlim. Eu vou um pouco a Berlim, como o senhor vai a São Bernardo

 
De acordo com a análise do programa, o ministro Gilmar Mendes não está sendo verdadeiro quando afirma que se encontrou com o senador (Demóstenes) em Praga para ir a Berlim (para visitar sua filha) numa viagem previamente agendada.


 
Gilmar Mendes: “Claro que houve a conversa sobre o Mensalão, o Jobim sabe disso”


 
De acordo com a análise do programa, o ministro Gilmar Mendes muito provavelmente não está sendo verdadeiro quando afirma que a conversa existiu e que Jobim sabe disso.


 
Procurado pelo UOL para comentar o laudo, o ministro Gilmar Mendes não se manifestou até agora.


Equipamento



A análise de Nadvorny foi feita voluntariamente, com o software de análise de voz da Truster Brasil, o mesmo usado pelos serviços de inteligência das polícias do Rio Grande do Sul e do Distrito Federal.
"A tecnologia faz uma varredura em todo o arquivo de voz para estabelecer uma linha básica e aponta os techos em que a fala foge dessa linha, o que indica, em diferentes graus, que a pessoa não está sendo verdadeira", diz Nadvorny.


 
Segundo ele, nos trechos em que o programa aponta "alto risco", há praticamente certeza de que a pessoa está mentindo. "Isso porque a natureza humana não é construída para mentir. Quando a pessoa mente, ela está sob estresse", afirma.Uol.

As perguntas que não querem calar

O que falta ser explicado?

O encontro entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do STF Gilmar Mendes, noticiado na edição desta semana da revista Veja, tem monopolizado a atenção da imprensa nos últimos três dias.


 
Desde sábado, houve tempo suficiente para que a oposição e entidades como a OAB viessem a público se manifestar contra a suposta tentativa de ingerência do ex-presidente em um assunto do Judiciário – segundo a semanal, Lula prometeu aliviar a situação de Mendes na CPI se tivesse apoio para adiar o julgamento do mensalão.

Foi tempo suficiente também para que parte da imprensa escrevesse editoriais sobre o choque de versões dos envolvidos – isso apesar de Lula e o ex-ministro Nelson Jobim, o anfitrião do encontro, terem negado com todas as palavras o relato de Veja, e Gilmar Mendes, negado em parte a versão atribuída a ele. (Leia mais AQUI)

Fato é que, nesses três dias, algumas perguntas ainda não foram respondidas. Até agora ninguém se mostrou capaz de explicar:

 
- Quem solicitou o encontro e por quê?


 
- Por que Gilmar Mendes levou mais de um mês para revelar a “pressão” de Lula?


 
- O que adiantaria Lula pressionar Mendes: ele não comanda mais o Supremo, não é relator ou revisor do processo do chamado mensalão nem é tão querido no tribunal a ponto de influenciar o voto da maioria?


 
- Por que, diante da tal pressão, Mendes não convocou uma reunião com os demais ministros do Supremo Tribunal Federal para revelar os fatos e exigir providências?


 
- Por que preferiu se manifestar por meio e tão somente da revista Veja?


 
- Por que parte da mídia que sempre incensou o ex-ministro Nelson Jobim agora não dá a mínima para os seus desmentidos, que jogam por terra a versão de Mendes?


 
- O ex-presidente do STF pegou ou não carona no jato de Carlos Cachoeira na volta de Berlim?

Fonte:CartaCapital

Rui Falcão convoca militância para defender presidente Lula

Gilmar Mendes gagueja, sua, se enrola e solta um ato falho sensacional. Confira

 
O ministro Gilmar Mendes, que acusou o presidente Lula de tê-lo constrangido com o objetivo de que adiasse o julgamento do mensalão, deu uma entrevista à Rede Globo, em que suou, gaguejou, se enrolou e acabou cometendo um ato falho incrível:

Gilmar dizia que o presidente teria insinuado que haveria alguma irregularidade numa viagem do ministro a Berlim...


(Parêntesis longuíssimus: Só rindo. Segundo Gilmar, Lula teria perguntado apenas o seguinte: - E Berlim?. A partir daí, ele começou a se justificar, porque corre um boato na internet de que Gilmar teria viajado com Demóstenes a Berlim às custas de Cachoeira, que teria se encontrado com os dois na Alemanha. Gilmar conta uma história engraçadíssima (suando, gaguejando), de que tudo seria fruto de uma incrível coincidência, porque ele e Demóstenes - por motivos diferentes - teriam uma agenda em Praga, combinaram se encontrar naquela cidade e depois foram para Berlim, onde mora uma filha do ministro.


Amigo leitor, leitora amiga ou perdida aqui no blog, qual será estatisticamente a possibilidade de duas pessoas terem compromisso numa mesma data em Praga? )


Voltando ao que dizia Gilmar na entrevista, ele negava que houvesse qualquer problema na viagem, mas, aí, o inconsciente escapou e Gilmar disse o oposto do que gostaria de dizer. Confira:



Ao invés de dizer que a suposta especulação do presidente Lula era inadequada, ele disse que era adequada e ainda mostrava motivações sub-reptícias, ou seja, fraudulentas:
- "O uso dessa informação por parte do presidente me pareceu absolutamente ADEQUADO e revelador de qualquer outra intenção sub-reptícia."

Então, ficamos assim: Jobim já desmentiu Gilmar. Lula desmentiu Gilmar. E agora Gilmar desmentiu Gilmar.
 
 
Blog do Mello

O inverossímil Gilmar

 
por Sergio Lirio


Na primeira vez que a triangulação Veja-Demóstenes Torres-Gilmar Mendes funcionou, coube ao então presidente do Supremo Tribunal Federal o papel mais absurdo. Veja divulgou um suposto grampo de ministros do STF e reproduziu uma irrelevante conversa entre Mendes e Torres como prova. Algo que poderia ter sido gravado por qualquer um dos dois ou simplesmente relatado ao repórter. O áudio da conversa nunca apareceu.


Por causa do suposto grampo, o ministro chamou o então presidente Lula “às falas”. O episódio resultou na demissão do delegado Paulo Lacerda da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e no posterior enterro da Operação Satiagraha, para a glória do banqueiro Daniel Dantas.



A Polícia Federal investigou a denúncia, fez uma varredura e não localizou nenhum grampo. Diante do fato, Mendes saiu-se com esta: “se a história não era verdadeira, era ao menos verossímil”. Romances e filmes de ficção costumam ser verossímeis. Mas até ai… Ficou tudo por isso mesmo.



Agora o ministro do Supremo reedita uma dobradinha com a Veja (desta vez não foi possível contar com os serviços do senador Torres, por motivos de força maior, como sabemos). Mendes acusa uma suposta pressão do presidente Lula para abafar o julgamento do mensalão. Dois participantes da reunião desmentem: o próprio Lula e o ex-ministro Nelson Jobim. São dois contra um.



E o que acontece? Na entrevista ao Jornal Nacional exibida na segunda-feira 28 (leia mais AQUI), Mendes requebra no palavreado. Diz ter “inferido” que Lula queria pressioná-lo a tentar adiar o julgamento do mensalão. Registre-se: o ministro inferiu.CartaCapital


O ódio a Lula


O Brasil já cultivou ressentimentos irracionais em relação a Getúlio, JK, Jango e, agora, ao metalúrgico que ainda é a principal força política do País

Leonardo Attuch



Teve início, neste fim de semana, um movimento organizado de ataque ao ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Primeiro, a reportagem sobre a suposta chantagem exercida por ele contra Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, para adiar o julgamento do mensalão, já desmentida pelo anfitrião do encontro, Nelson Jobim. Depois disso, críticas espalhadas pela rede sobre o comportamento indecoroso de Lula diante das instituições e até ironias relacionadas ao uso de remédios para o tratamento contra o câncer na laringe. Por fim, vozes mais radicais cobrando até a prisão do ex-presidente.


Por que será que Lula, depois de oito anos de governo, tendo deixado o Palácio Planalto com recordes de aprovação, tanto junto ao povão quanto às elites, que se tornaram ainda mais ricas, desperta tanto ressentimento? A resposta é uma só: goste-se ou não dele, Lula ainda é a principal força política do Brasil. E é uma força viva, que pode voltar ao poder em 2014 ou em 2018.


Mas essa seria uma análise objetiva, dos que fazem cálculos frios nos jogos de poder. Ocorre que o ressentimento em relação a Lula, muitas vezes, é irracional. Como pode um retirante, metalúrgico, sem educação formal ter chegado tão longe? É isso que incomoda boa parte da classe média brasileira.


Sentimentos assim já houve no passado em relação a outros líderes políticos, como Getúlio Vargas, João Goulart ou mesmo Juscelino Kubitschek. Os paulistas odiavam Getúlio e nunca lhe deram um nome de avenida. Mas poucos fizeram tanto pela industrialização do estado, que começou a se libertar do atraso cafeeiro, como o líder trabalhista. Os militares também odiavam JK, mas, no poder, tentaram reproduzir sua visão de “Brasil Grande”. E os que vierem depois de Lula, de certa forma, serão escravos do seu modelo de inclusão social.


Por mais que o critiquem, Lula não será abatido por seus detratores. Até porque, até aqui, ele foi um democrata. E resistiu à tentação do terceiro mandato, quando teria totais condições de se perpetuar no poder.

Reinaldo Azevedo endoidou o cabeção



Reinaldo Azevedo, no artigo escrito hoje, endoidou de vez o cabeção.Azevedo gastou mais de 20 linhas de seu testículo para atacar a blogosfera lulopetista.Disse, como sempre, que nós blogueiros somos pagos pelo governo, que somos trolls e fakes, que somos amantes da ditadura, que somos contra a liberdade de expressão, que defendemos bandidos e corruptos, enfim, só não chamou os blogueiros de santo.E gastou mais de 10 para decretar o fim de Lula.Não, Azevedo, não somos pagos pelo governo, quem é pago pelo governo é você e seus aliados, você é que é tão incompetente que sua ex-revista, a Primeira Leitura, mamou por vários anos no governo Alckim e ainda assim terminou fechando. Também não somos antidemocráticos, antidemocrático é você, que se une ao que que há de mais podre na política para derrubar um governo legitimamente eleito.Antidemocrático é você, que se une à quartelada para criticar a Comissão da Verdade e jogar os milicos contra Dilma.Também não defendemos corruptos, apenas damos o direito a suposto corrupto se defender.Quem defende corrupto é você, que passou mais de oito anos defendendo um corrupto da laia de Demóstenes Torres, que vive escrevendo em defesa de corruptos tais como Azeredo, Perillo e afins.Não somos contra a liberdade de expressão, ao contrário, somos a favor, queremos que os meios de comunicação sejam extensivos a todos que pretendem ter uma concessão, um veiculo de comunicação, e não a meia dúzia de família, como você defende, seu filho da puta, bandido, cretino, picareta, falsário! Também não espere o fim de Lula, Lula não é da laia de FHC, a quem você só falta dar o rabo.Lula é do povo.Lula fez muito pelo Brasil e é considerado por 96% da população como o melhor presidente da história do Brasil.Lula tem um nível de popularidade invejável, que nem precisa se esforçar para ganhar eleição.Já seus aliados corrutos não têm voto nem para ganhar eleição de condomínio.

Gilmar Mendes, além do tiro no pé, pode ser processado criminalmente


 
 
Numa linguagem futebolística, tão a gosto do ex-presidente Lula, pode-se concluir ter o jogo terminado 2×1.
 
 
O desmentido de Lula encontra apoio no testemunho de Nelson Jobim, único presente ao encontro. A propósito, um encontro ocorrido, a pedido de Lula, no escritório de Jobim, no dia 26 de abril deste ano.
 
 
O ministro Gilmar Mendes, além de a sua versão ter ficado isolada, conta com a desvantagem de ter esperado um mês para denunciar, pela imprensa, a “pressão” e a “chantagem” que atribuiu ao presidente Lula. O perfil mercurial de Mendes, que é bem conhecido, não se adéqua a um mês de espera.
 
 
Segundo Mendes declarou à revista Veja e confirmou em entrevistas, Lula teria ofertado-lhe “blindagem” na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura o escândalo Cachoeira-Demóstenes-Delta. O motivo da proteção na CPMI teria sido o financiamento feito por Cachoeira de uma viagem a Berlim feita por Mendes em companhia de Demóstenes.
 
 
É inexplicável não tenha Mendes, diante da supracitada “chantagem” (na última entrevista Mendes usa o termo “insinuações”), levado o fato, por ser criminoso, ao conhecimento imediato de seus pares e da Procuradoria-Geral da República.
 
 
Antes de ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF), Mendes era membro do Ministério Público Federal, cujo chefe institucional é o procurador-geral da República. Ou seja, Mendes conhece bem o mecanismo a ser acionado para encaminhamento de uma “notitia criminis”.
 
 
No STF, já presidido por Mendes, são realizadas sessões administrativas reservadas. Em nenhuma delas Mendes apresentou o fato que, conforme afirmou, deixou-o indignado.
 
 
Como se percebe sem esforço, o relato de Mendes, sem qualquer prova da veracidade da afirmação, ofende a honra objetiva e subjetiva do ex-presidente.
 
 
Em resumo, Mendes atentou à dignidade e ao decoro de Lula. Assim, pode virar réu em ação por crime contra honra e objeto de ação de iniciativa privada da vítima (Lula).
 
 
Não se deve olvidar os antecedentes de Gilmar. Ele já mentiu ao denunciar, de forma escandalosa (“vou chamar o presidente às falas” ou “vivemos num Estado policial”), uma interceptação telefônica que não aconteceu. Nesse lamentável e triste episódio, Mendes contou com o apoio do senador Demóstenes Torres, que confirmou em diálogo publicado pela revista Veja o teor da conversa mantida com Mendes.
 
 
Logo depois de desmentido por perícia e por conclusão da Polícia Federal em relatório de encerramento de apuração, Mendes passou a dizer que denunciou o fato porque era verossímil. Em outras palavras, promoveu, à época, um grande escândalo, na condição de presidente do STF, com base na verossimilhança. Por aí já se percebe a leviandade de Mendes.
 
 
Lula não tem o perfil de quem vai aos finalmente quando ofendido. Mas, desta vez, renunciar em defender sua honra em juízo tem um componente maior. Não atende ao interesse público manter, na mais alta corte de Justiça do país, um ministro-julgador de tal calibre. Lógico, em sua defesa Gilmar, como regra, pode ofertar exceção da verdade. Só que não terá o testemunho de Jobim a seu favor. Esse ex-ministro, amigo de Lula e de Mendes, é testemunha única.
 
 
Na nossa legislação não vigora a antiga regra do “testis unus testis nullus! (testemunho único é testemunho nenhum). Portanto, o testemunho de Jobim poderá ser aceito.
 
 
Mendes, que demorou a denunciar, bem sabe que “dormientibus non sucurrit jus” (o Direito não protege os que dormem).
 
 
Além disso, nenhum ministro do STF afirmou sofrer pressões ou insinuações de Lula no sentido de adiar o julgamento do Mensalão para depois das eleições municipais. O STF é um órgão colegiado. Isso quer dizer que não adiantaria — e Lula não é nenhum estulto — só convencer Mendes. Portanto, os próprios pares de Gilmar desmentiram sua afirmação de que lula estaria pressionando por adiamento do Mensalão. Por outro lado, a ministra Cármen Lúcia, mencionada por Mendes na Veja, não teve contato com o ex-ministro Sepúlveda Pertence. E Lewandowski, que como se sabe foi sugerido para o STF pela esposa de Lula, também disse não ter sofrido pressões.
 
 
O “Mensalão”, que Mendes sustenta haver Lula pedido-lhe para adiar, já foi objeto de sessões administrativas (com participação de Mendes), quando se acertou até o tempo para manifestação das partes.
 
 
Pela mídia, o revisor desse processo, Ricardo Lewandowski, já informou que brevemente o colocará à disposição do presidente Ayres Britto. E Britto, num compromisso público, frisou que o colocaria em pauta tão logo recebesse os autos.
 
 
Mendes, trocando em miúdos, até por não ser presidente, como poderia mudar o quadro, em especial diante do compromisso de Britto, que é quem marca a pauta, perante os jurisdicionados (cidadãos brasileiros).
 
 
Pano rápido. O ministro Gilmar Mendes coloca-se, pela segunda vez, numa camisa de sete varas. Até quando?
 
Wálter Fanganiello Maierovitch

Veja e Gilmar Mendes: tentativas reiteradas de gerar crises institucionais?


Insistem, ao que parece, a revista Veja e o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, em criar uma crise institucional no país. Já é a segunda vez que isto ocorre. A primeira, foi quando Gilmar Mendes, no exercício da presidência do STF, acusou, por meio da revista Veja e com ampla reverberação do senador Demóstenes Torres (ex-DEM), a existência de um “grampo” eletrônico em seu gabinete. Gilmar Mendes solicitou audiência com o então presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, para denunciar o fato e exigir providências, insinuando que o poder Executivo teria alguma responsabilidade nos possíveis acontecimentos. Mendes foi recebido, uma minuciosa varredura foi realizada em todo o tribunal e nada foi encontrado. Lula contemporizou e a crise institucional iminente foi esvaziada.
A segunda vez, ocorre agora, por meio da mesma revista Veja, mas sem o respaldo do senador Demóstenes Torres, que atualmente responde processo na Comissão de Ética do Senado por envolvimento com a contravenção do jogo do bicho e por dar cobertura às práticas de corrupção cometidas por Carlinhos Cachoeira, que hoje se encontra preso e tem suas atividades investigadas por uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito.

Em matéria publicada na edição desta semana da revista Veja, Mendes denuncia ter sido “pressionado” por Lula, durante um encontro ocorrido no escritório do também ex-presidente do STF e ex-ministro da Justiça e da Defesa Nelson Jobim, para direcionar os rumos do julgamento do “mensalão” e impedir o seu julgamento durante este ano. Ainda segundo Mendes, na tentativa de intimidá-lo, Lula o teria questionado sobre um encontro com Demóstenes em Berlim, ocorrido no mesmo período em que Cachoeira se encontrava naquela cidade.

Jobim, ouvido pelo jornal Zero Hora, negou o teor da conversa. Afirmou que esteve com Lula e Mendes durante todo o tempo do encontro e que o diálogo relatado por Mendes e publicado pela Veja não ocorreu. Disse mais Jobim, esclarecendo que já havia feito a mesma declaração quando foi consultado pela revista, mas que a mesma publicou o contrário do que afirmara.

Lula, por meio de nota oficial divulgada por sua assessoria, nega os fatos relatados por Mendes. Confirma que ocorreu o encontro, mas que a versão da conversa relatada pela Veja é inverídica. Afirma que, enquanto presidente da República, sempre respeitou a independência e a autonomia dos poderes e que como ex-presidente continua tendo o mesmo comportamento.
 
 
Ainda que dois dos três participantes da conversa neguem o teor relatado por um deles, restarão sempre dúvidas sobre os fatos, já que não há “grampos” ou gravações legais que possam servir de prova para tal ou qual lado. As personalidades envolvidas são integrantes do mais alto círculo de poder do país, o que lhes garantiria, a princípio, uma respeitabilidade e um senso de responsabilidade que impediria o exercício da pressão/coação e da mentira. Mentira, aliás, que, inevitavelmente, está sendo praticada por um dos dois ex-presidentes da mais alta corte de justiça do país.


O que restam é a dúvida e a perplexidade e, quem sabe, a descrença com as instituições públicas e seus agentes.
 
 
Este é o clima, ao que tudo indica, desejado pela revista Veja ao publicar sem provas, as denúncias, tanto a primeira quanto a atual. Envolvida no escândalo de Carlinhos Cachoeira, pois que as escutas telefônicas, autorizadas pela justiça, que lançaram graves suspeitas sobre Demóstenes envolveram seriamente também o chefe de sua sucursal em Brasília, a revista Veja teria grande interesse em tumultuar a cena política brasileira neste momento, lançando uma cortina de fumaça para encobrir sua possível participação nos atos ilegais de Cachoeira/Demóstenes. A se julgar pelas conversas gravadas entre o chefe da sucursal da Veja em Brasília e Carlinhos Cachoeira, são fundadas as suspeitas sobre uma possível participação daquela revista na montagem do escândalo do “mensalão”, ajudando a forjar fatos e divulgando-os de modo tendencioso.


Além da revista Veja quem mais teria hoje a ganhar com a divulgação de fatos sem provas e com o lançamento de dúvidas sobre a honorabilidade de algumas das mais altas autoridades do país e a credibilidade de algumas das instituições mais importantes do Estado brasileiro?
 
 
O atual presidente do STF, ministro Ayres Brito, tem como ponto de honra de sua gestão o julgamento do “mensalão”. Denúncias, mesmo que sem provas, de que há movimentos de um ex-presidente da República para impedir que o julgamento ocorra podem se tornar o estopim de uma grave crise entre os poderes Executivo, Judiciário e também Legislativo, uma vez que a oposição já representou criminalmente contra Lula, procurando tirar vantagem dos fatos. A crise, que foi evitada no momento da denúncia anterior, pode explodir agora.Sul21

O PiG insiste em esconder a verdade




É inacreditável a capacidade que tem o PiG para distorcer os fatos, criar factóides, omitir informações.


Certa vez escrevi aqui que Honoré Balzac, no seu livro Os Jornalistas, acusava o jornalista de ter o poder da onipotência, de ser rápido no julgamento das pessoas e de exercer influência sobre os governos.Dizia mais Balzac que, para o jornalista, tudo que é provável é verdadeiro.


Essa crítica de Balzac, que o jornalista é rápido no julgamento das pessoas, cai como uma luva neste episódio gilmalesco  Veja-Gilmar-Lula-Jobim.


 
Pois bem. Houve um encontro entre três pessoas:Gilmar Mendes, Nelson Jobim e Lula.Gilmar Mendes acusa Lula de o ter pressionado para não julgar o processo do mensalão ainda nesse  ano.Jobim, que era o anfitrião do encontro, negou que Lula tivesse dito o que Gilmar Mendes relatou à Veja.Lula, ainda que acanhadamente, também desmentiu Gilmar Mendes.No entanto, para o PiG, quem está com a razão é Gilmar Mendes.O PiG é tão poderoso que tem o poder de revogar a regra básica de direito que diz que o "ônus da prova incumbe a quem alega e não a quem contesta".Há duas provas contra um uma, não obstante, o PiG entende que quem está falando a verdade é Gilmar Mendes.O PiG não se cansa de repetir que Gilmar Mendes acusou Lula de o ter o pressionado(Gilmar Mendes) para não julgar o mensalão.De outro lado, não há nenhuma matéria dizendo que Nelson Jobim desmentiu Gilmar Mendes, não falo nem sobre a negativa de Lula.Chega a ser vergonhosa a forma como o PiG trata esta farsa da Veja-Gilmar.


De outro lado, há de convir, que Lula pisou feio na bola.Lula jamais poderia ter ido a um encontro com os escroques Gilmar Mendes e Nelson Jobim, nem que fosse para um sepultamento.Lula parece ter esquecido que Gilmar Mendes, junto com a Veja, Demóstenes corrupto Torres e Nelson Jobim, criou um factóide que culminou com a derrubada de toda cúpula da ABIN.É inadmissível que um homem experiente como Lula tenha se submetido a um situação vexatória como essa em que se meteu.Com bandido ninguém brinca.Daqui a pouco Lula vai para um convescote com Beira mar e Cachoeira.

De uma coisa estou certo:esse encontro de Lula com Gilmar Mendes só fez piorar as coisas para os réus do mensalão. A afirmação de Gimar Mendes, ainda que mentirosa, mexeu com os brios dos ministros do STF.Não tenho dúvida que todos os réus do processo do mensalão serão condenados pelo STF.

O PiG tem que mirar no exemplo de Bob Fernandes

Dalmo Dallari sobre Gilmar Mendes: “Eu não avisei?”

                       
Dalmo Dallari sobre Gilmar Mendes: “Eu não avisei?”
Há dez anos, o jurista e professor da USP publicou artigo que gerou polêmica em que sustentava: “Gilmar Mendes no STF é a degradação do Judiciário”. Agora, em entrevista ao 247, ele reafirma e diz mais: “Há algo errado quando um ministro do Supremo vive na mídia”


Heberth Xavier_247 - Há dez anos, exatamente em 8 de maio de 2002, a Folha de S. Paulo publicou um artigo que geraria grande polêmica. Com o título “Degradação do Judiciário”, o artigo, escrito pelo jurista e professor da Faculdade Direito da USP, Dalmo de Abreu Dallari, questionava firmemente a indicação do nome de Gilmar Mendes para o Supremo Tribunal Federal (STF). A nomeação se daria dias depois, mesmo com as críticas fortes de Dallari, ecoadas por muita gente da área e nos blogs e sites da época.


Desde então, Mendes esteve no centro das atenções em inúmeras polêmicas. Em 2009, na famosa e áspera discussão que teve em pleno plenário do tribunal com o colega Joaquim Barbosa, Dallari, que conhece pessoalmente muitos ministros do STF (foi professor de Ricardo Lewandowski, deu aulas a Cármen Lúcia e orientou Eros Grau), comparou o fato a uma “briga de moleques de rua”: “Os dois poderiam evitar o episódio, mas a culpa grande é do presidente do STF, Gilmar Mendes, que mostra um exibicionismo exagerado, uma busca dos holofotes, da imprensa. Além da vocação autoritária, que não é novidade.


Um ano depois, em 2010, na véspera das eleições presidenciais, o Supremo se reunir para julgar a exigência da apresentação de dois documentos para votar nas eleições. O placar estava 7 a 0 quando o ministro Gilmar Mendes pediu vista do processo. O julgamento foi interrompido. Mais tarde, circulou a informação, confirmada depois em reportagem da Folha de S. Paulo, de que a decisão de Mendes foi tomada depois de conversar com o então candidato do PSDB, José Serra, por telefone. Na época, Dallari não quis comentar sobre a conversa ou não com o candidato tucano e suas implicações (“Como advogado, raciocino em cima de provas”), mas contestou a atitude de Mendes: “Do ponto jurídico, é uma decisão totalmente desprovida de fundamento. O pedido de vistas não tinha razão jurídica alguma, não havia dúvida a ser dirimida”.


Mas a maior polêmica é a atual, envolvendo o político mais popular do Brasil, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado por Mendes de chantagem e pressão ao STF. Procurado pelo 247, a quem concedeu entrevista, Dallari não deixa de reconhecer: “Eu não avisei?”
Veja alguns pontos destacados pelo jurista na entrevista ao 247:



STF NA MÍDIA



“Eu acho muito ruim para a imagem do Supremo que um de seus ministros fique tanto tempo exposto na mídia, sempre em polêmicas. Não que eu considere bom ficar enclausurado, pelo contrário. É interessante que você dê publicidade às ações do STF, para a população ser melhor informado do processo de decisões no tribunal. Mas há algo errado quando um ministro do Supremo vive na mídia, e sempre em polêmicas.


VERDADE OU MENTIRA?


“Não posso fazer um julgamento categórico sobre o que disse o ministro Gilmar Mendes. Não se sabe onde está a verdade. Se tivesse mais segurança quanto aos fatos ocorridos poderia dizer melhor. Mas, de qualquer maneira, dá para afirmar de cara duas coisas: a primeira é que não dá, definitivamente, para um ministro do Supremo sair polemizando toda hora para a imprensa, e num nível que parece confronto pessoal. É algo que não faz parte das funções de um ministro do Supremo. A outra coisa é que as acusações de Gilmar são extremamente duvidosas. Feitas com atraso e sem o mais básico, que é a confirmação da única testemunha. Pelo contrário: o ministro Jobim (Nelson Jobim, que foi ministro de FHC, de Lula e do próprio STF) negou o conteúdo do que foi denunciado.



PREVISÃO


“Não avisei? Naquele artigo para a Folha, eu já mostrava, com fatos, os problemas que o Judiciário brasileiro enfrentaria com o Gilmar Mendes no Supremo. Não há surpresas, pelo menos para mim. Na época de sua nomeação, já havia informações, por exemplo, de que ele contratou, como procurador-geral da República, pessoal para seu cursinho de Direito. Um detalhe interessante é que o Gilmar Mendes teve 14 votos contrários à sua nomeação para o STF. Isso quebrou uma tradição de unanimidade que existia no Senado brasileiro. Enfim, ele não é, definitivamente, uma personagem altamamente confiável a ponto de representar um posto tão importante.


IMPLICAÇÕES JURÍDICAS


“Primeiramente é preciso lembrar que, fosse verdadeira a nova afirmação de Gilmar Mendes, se tivesse realmente sido vítima de chantagem, o caminho natural seria uma denúncia ao Ministério Público, imediatamente. Por que só agora? Dito isso, cabem dúvidas da extensão realmente do que supostamente foi dito. Ainda que Lula tenha feito referências ao mensalão, é duvidoso se isso teria tanta implicação jurídica, pois parece ter sido numa conversa informal, feita na casa de um amigo comum dos dois. Volto a frisar dois aspectos: é difícil determinar com certeza, pois não há evidência nenhuma de que Gilmar Mendes diz a verdade, apenas a sua palavra; e, tivesse a seriedade que alguns querem pintar, a denúncia teria que ser feita na hora. Ou não é?
Leia abaixo o artigo que Dalmo de Abreu Dallari publicou na Folha, em 8 de maio de 2002:


Degradação do Judiciário


DALMO DE ABREU DALLARI


Nenhum Estado moderno pode ser considerado democrático e civilizado se não tiver um Poder Judiciário independente e imparcial, que tome por parâmetro máximo a Constituição e que tenha condições efetivas para impedir arbitrariedades e corrupção, assegurando, desse modo, os direitos consagrados nos dispositivos constitucionais.


Sem o respeito aos direitos e aos órgãos e instituições encarregados de protegê-los, o que resta é a lei do mais forte, do mais atrevido, do mais astucioso, do mais oportunista, do mais demagogo, do mais distanciado da ética.


Essas considerações, que apenas reproduzem e sintetizam o que tem sido afirmado e reafirmado por todos os teóricos do Estado democrático de Direito, são necessárias e oportunas em face da notícia de que o presidente da República, com afoiteza e imprudência muito estranhas, encaminhou ao Senado uma indicação para membro do Supremo Tribunal Federal, que pode ser considerada verdadeira declaração de guerra do Poder Executivo federal ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, à Ordem dos Advogados do Brasil e a toda a comunidade jurídica.


Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. Por isso é necessário chamar a atenção para alguns fatos graves, a fim de que o povo e a imprensa fiquem vigilantes e exijam das autoridades o cumprimento rigoroso e honesto de suas atribuições constitucionais, com a firmeza e transparência indispensáveis num sistema democrático.


Segundo vem sendo divulgado por vários órgãos da imprensa, estaria sendo montada uma grande operação para anular o Supremo Tribunal Federal, tornando-o completamente submisso ao atual chefe do Executivo, mesmo depois do término de seu mandato. Um sinal dessa investida seria a indicação, agora concretizada, do atual advogado-geral da União, Gilmar Mendes, alto funcionário subordinado ao presidente da República, para a próxima vaga na Suprema Corte. Além da estranha afoiteza do presidente -pois a indicação foi noticiada antes que se formalizasse a abertura da vaga-, o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país.


É oportuno lembrar que o STF dá a última palavra sobre a constitucionalidade das leis e dos atos das autoridades públicas e terá papel fundamental na promoção da responsabilidade do presidente da República pela prática de ilegalidades e corrupção.


É importante assinalar que aquele alto funcionário do Executivo especializou-se em “inventar” soluções jurídicas no interesse do governo. Ele foi assessor muito próximo do ex-presidente Collor, que nunca se notabilizou pelo respeito ao direito. Já no governo Fernando Henrique, o mesmo dr. Gilmar Mendes, que pertence ao Ministério Público da União, aparece assessorando o ministro da Justiça Nelson Jobim, na tentativa de anular a demarcação de áreas indígenas. Alegando inconstitucionalidade, duas vezes negada pelo STF, “inventaram” uma tese jurídica, que serviu de base para um decreto do presidente Fernando Henrique revogando o decreto em que se baseavam as demarcações. Mais recentemente, o advogado-geral da União, derrotado no Judiciário em outro caso, recomendou aos órgãos da administração que não cumprissem decisões judiciais.



Medidas desse tipo, propostas e adotadas por sugestão do advogado-geral da União, muitas vezes eram claramente inconstitucionais e deram fundamento para a concessão de liminares e decisões de juízes e tribunais, contra atos de autoridades federais.


Indignado com essas derrotas judiciais, o dr. Gilmar Mendes fez inúmeros pronunciamentos pela imprensa, agredindo grosseiramente juízes e tribunais, o que culminou com sua afirmação textual de que o sistema judiciário brasileiro é um “manicômio judiciário”.



Obviamente isso ofendeu gravemente a todos os juízes brasileiros ciosos de sua dignidade, o que ficou claramente expresso em artigo publicado no “Informe”, veículo de divulgação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (edição 107, dezembro de 2001). Num texto sereno e objetivo, significativamente intitulado “Manicômio Judiciário” e assinado pelo presidente daquele tribunal, observa-se que “não são decisões injustas que causam a irritação, a iracúndia, a irritabilidade do advogado-geral da União, mas as decisões contrárias às medidas do Poder Executivo”.


E não faltaram injúrias aos advogados, pois, na opinião do dr. Gilmar Mendes, toda liminar concedida contra ato do governo federal é produto de conluio corrupto entre advogados e juízes, sócios na “indústria de liminares”.


A par desse desrespeito pelas instituições jurídicas, existe mais um problema ético. Revelou a revista “Época” (22/4/ 02, pág. 40) que a chefia da Advocacia Geral da União, isso é, o dr. Gilmar Mendes, pagou R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público -do qual o mesmo dr. Gilmar Mendes é um dos proprietários- para que seus subordinados lá fizessem cursos. Isso é contrário à ética e à probidade administrativa, estando muito longe de se enquadrar na “reputação ilibada”, exigida pelo artigo 101 da Constituição, para que alguém integre o Supremo.


A comunidade jurídica sabe quem é o indicado e não pode assistir calada e submissa à consumação dessa escolha notoriamente inadequada, contribuindo, com sua omissão, para que a arguição pública do candidato pelo Senado, prevista no artigo 52 da Constituição, seja apenas uma simulação ou “ação entre amigos”. É assim que se degradam as instituições e se corrompem os fundamentos da ordem constitucional democrática.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Aí tem! Não quero acusar, mas que tem, tem!

Burburinho: Gilmar foi a Berlim em avião do Cachoeira ?



O Conversa Afiada reproduz e- mail do infatigavel Stanley Burburinho que encerra duvida cruel: será que o Lupi ( por favor, revisor, não mexa nisso !) foi a Berlim no avião do Carlinhos ?


O que diria disso o brindeiro Gurgel ?

Ao Stanley:

Demóstenes liga para Cachoeira e pede que envie avião particular para buscá-lo em SP. Veja que Wladimir diz para Cachoeira sobre diferença de fuso horário de 5 horas. Parece que Demóstenes estava na Europa.


Detalhe: Demóstenes avisa que um tal “Gilmar está com ele.” Olhei todas as transcrições e não encontrei nenhuma outra citação do nome Gilmar a não ser do ministro Gilmar Mendes.


Notei que Perillo é sócio em um avião de R$ 4 milhões.


TELEFONE NOME DO ALVO

316010027445095 CARLOS AUGUSTO DE ALMEIDA RAMOS – MONTE CARLO


INTERLOCUTORES/COMENTÁRIO

CARLINHOS X WLADIMIR(PLX)


DATA/HORA INICIAL DATA/HORA FINAL DURAÇÃO

18/04/201 I 18:08:45 18/04/201 I 18:09:37 00:00:52


ALVO INTERLOCUTOR ORIGEM DA LIGAÇÃO TIPO

316010027445095 316010027450381 316010027450381 R


DIÁLOGO


\VLADIMIR diz que os pedidos de cargos pequenos do SENADOR (DEMOSTENTES), ELIANE não [em lista deles c

precisa mandar urgente para ela. CARLINHOS diz que DEMOSTENES está em BERLIM .


(ENCERRADA)


http://pt.scribd.com/doc/92594854/INQ-3430-Apenso-01-Volume-02 – Página 44


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TELEFONE NOME DO ALVO

6293391661 CARLOS AUGUSTO DE ALMEIDA RAMOS· MONTE CARLO


INTERLOCUTORES/COMENTÁRIO: CARLINHOS X WLADIMIR(PLX)


DATA/IIORA INICIAL DATA/HORA FINAL DURAÇÃO

23/0412011 19:31:40 23/0412011 19:34:38 00:02:58


ALVO INTERLOCUTOR ORIGEM DA LIGAÇÃO TIPO A


RESUMO


Conversam sobre acidente d~ barco. CARLINHOS diz que DEOCLECIANO e JAIRINHO são innãos de AILTON.

CARLINHOS pede para avisar MARCONI. WLAOlMIR diz que o PROFESSOR ligou e quer que o peguem de avião emSP. WLADlMIR diz que não achou ATAÍDE .


DIÁLOGO


CARLINHOS infonna que o DEOCLECIANO innão do AILTON pode morreu em acidente acontecido com barco em

Bandeirante/GO junto com o JAIRINHO, daí solicita que WLADIMIR avise ao MARCONI.


WLAlJlMIR diz que o Professor (DEM6STENES) está querendo vir de São Paulo no Avião do ATAIDE, mas só locali:.wu o Piloto e não localizou o ADTA!DE, daí pergunta se pode autorizar.


CARLINHOS responde que pode autorizar.


WLADIMIR diz que está ele e o GILMAR (?GILMAR MENDE?)


CARLINHOS diz c que vá preparando o Avião enquanto aclw o ATAiDE.


(ENCERRADA)


http://pt.scribd.com/doc/92596752/INQ-3430-Apenso-01-Volume-07 – Página 60


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TELEfONE NOME DO ALVO

316010027445095 CARLOS AUGUSTO DE ALMEIDA RAMOS – MONTE CARLO

INTERLOCUTORES/COMENTÁRIO

CARLINHOS X WLADlMIR(I’LX)

DATAlHORA INICIAL DATAIHORA FINAL DURAÇÃO

23/04/2011 20:14:17 23/04/2011 20:15:35 00:01:18

ALVO INTERLOCUTOR ORIGEM DA LIGAÇÃO TIPO

316010027445095 724009030214054 316010027445095 R


RESUMO


WLADlMIR diz que combinou com ROSSINI para buscar DEMÓSTENES em SÃO PAULO.


DIÁLOGO


( … )


WLADJMIR: uai o meu deu problema aqui transmissor off: cu num sei o quê que é. Mas eu já conversei com o

ROSSINI, tamo organizando já com o ROSSINI sabe. Por que o (ininteligívcl) num quer fazer, sem autorização do

ATAÍDE por que depois o ATAíDE num tá … num chega né. Ai eu já liguei pro DEMÓSTENES é … amanhã, o

ROSSINl já lá organizando ai cu pego ele lá.


CARLiNHOS: qual que é o avião do ROSSINI?


WLADlMIR: é um jatinho né, ele tem um que é um jatinho que ele falou, um King air.


CARLINHOS: á um pequeno né?


WLAOIMIR: é … ai eu peguei falei com ele, ele falou não, não preocupa não que eu organizo. Por que tá vindo elc c o

GILMAR né, por que não vai achar vôo sabe.


CARLINHOS: não, então tranquilo, tentar falar com ele ai.


WLADIMIR: Você quer o telefone que o DEMÓSTES está falando, me ligou de um outro numero.


CARLINHOS: já me deu já. Antes dele ir me deu o número.


(ENCERRADA)


http://pt.scribd.com/doc/92596752/INQ-3430-Apenso-01-Volume-07 – Página 60

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TELEFONE NOME DO ALVO

316010027445095 CARLOS AUGUSTO DE ALMEIDA RAMOS – MONTE CARLO


INTERLOCUTORES/COMENTÁRIO

CARLINHOS X WLADlMIR(PLX)


DATAIHORA INICIAL DATN HORA FINAL DURAÇÃO

23/04/2011 20:38:45 23/04/2011 20:41:07 00:02:22


ALVO INTERLOCUTOR ORIGEM DA LIGAÇÃO TIPO

316010027445095 724009030214054 724009030214054 R


RESUMO


CARLINHOS pergunta se WLADIMIR já avisou MARCONI sobre o acidente de barco. WLADIMIR diz que já avisou o piloto para pegar o SENADOR (DEMOSTENES) na segunda.


DIÁLOGO


CARLINHOS: WLADIMIR você avisou ao MARCONI?


WLADlMIR: falei com ele, ele lava num encontro lá de Governadores no Nordeste parece.


CARLINHOS: Sabia?


WLADIMIR: Recebeu a notícia mas, perguntou se tinha encontrado, falei que não, se souber notícia me passa. Você

sabe se já encontraram o corpo não né?


CARLINHOS: Não o JUNINHO falou com o AILTON agora ele ta um choro só.


WLADlMIR: o JUNINHO lava com eles lá CARLlNHO?


CARLINHOS: Quem?


WLADIMIR: o JUNINHO lava lá no Araguaia com eles.


CARLINHOS: Quem você falou?


WLADIMIR: O JUNINHO estava no Araguaia eom eles não né?


CARLINHOS: Não o JUNINHO está lá no JÚLIO. (ininteligíveJ) tava em Caldas, o MARCONI já tinha tido notícias

né?


WLADIMIR: Já mas já encontrou o corpo? Não né?


CARLINHOS: (inintcligível) agora é só boiá né?


WLADIMIR: é verdade. Se voeê tiver notícia você me fala. Eu to aguardando o Piloto. Já avisei o SENADOR to aguardando o Piloto pra … pra pegá-lo lá sabe, mas eu já deixei ele avisado.


CARLINHOS: mas é segunda cedo ué?


WLADIMIR: á mas é tudo desconjuntado, ele sai de lá amanhã meio dia, que é sete horas da manhã daqui,agora tava falando com ele lá era duas horas da manhã entendeu? Então cu até combinei com ele que eu vou passar. Já deixei tudo

acertado, mas eu vou passar o e-mail pra ele, dou um telefonema … um recado, mensagem pra ele pra que chegar de

manhã cedo ou … pegar tudo já ta com a mensagem, com o nome do Piloto, onde que ta, telefone entendeu? Pra deixar

tudo organizado com ele.


CARLINHOS: a hora que ele chega em São Paulo?


WLADIMJR: Seis horas da manhã.


CARLINHOS: meia dúzia?


WLADIM1R: é meia dúzia, seis horas.


(ENCERRADA)


http://pt.scribd.com/doc/92596752/INQ-3430-Apenso-01-Volume-07
– Página 60

++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

“(…)


Ressalte-se que ATAÍDES é Suplente do SENADOR JOÃO BATISTA DE JESUS RIBERITO (PR-TO), que estava licenciado durante grande parte do per iodo de monitoramento telefônico, já tendo retornado ao seu cargo. Pelo teor dos diálogos interceptados, CACHOEIRA parece ter bastante influência com o DEPUTADO FEDERAL CARLOS ALBERTO LERÉIA (PSDB/GO). Além do fato descrito acima envolvendo o DEPUTADO, há vários contatos via rádio NEXTEL, que demonstram uma relação forte entre ambos.


(…)


http://pt.scribd.com/doc/92596752/INQ-3430-Apenso-01-Volume-06 – Página 144


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TELEFONE NOME DO ALVO

316010027445095 CARLOS AUGUSTO DE ALMEIDA RAMOS – MONTE CARLO


INTERLOCUTORES/COMENTÁRIO CARLINHOS X WLADIMIR(PLX)


DATA/HORA INICIAL DATA/HORA FINAL DURAÇÃO

18/04/20112230:44 18/04/2011 22:31:59 00:01:15


ALVO INTERLOCUTOR ORIGEM DA LIGAÇÃO TIPO

316010027445095 316010027450381 316010027445095 R


RESUMO


CARLINHOS inform;) \VLADIMIR sobre sociedade entre MARCONI, ROSS1NI e WELBER na compra de uma aeronave.


DIÁLOGO


( … )


CARLINHOS: Aquele cam do Porcão, ??WELBER?? aquele cara de Brasí1ia, ele é sócio dn MARCONI no avião ai

com o ROSSINI viu. Rapaz esse cara ta com parceria com lodo mundo rapaz. Pô eu lo achando que nus tamo é levando

hora nas costa em tudo viu. O ROSSINI mc chamou no canto lá pra fàlar isso. eu esqueci de te falar. Eles têm um

pequeno aí 20to, pagou 4 milhões de reais um trem assim, e o MARCONllem 50% o ROSSINl 25 e esse, WELBER (ininteligível) tem 25 viu (ininteligívcl).


\VLADIMIR: e é … aquele dia ele ralou que era amigo dele voeê lembra?


CARLINHOS: uai to te filiando uai, esse trem aí… nos lama Icvandn hola nas costa de todo mundo.


(ENCERRADA)


http://pt.scribd.com/doc/92596752/INQ-3430-Apenso-01-Volume-07 – Página 45

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TELEFONE NOME DO ALVO

6293391661 CARLOS AUGUSTO DE ALMEIDA RAMOS – MONTE CARLO


INTERLOCUTORES/COMENTÁRIO

CARLINHOS X WLADIMIR(PLX)


DAT NHORA INICIAL DATA HORA FINAL DURAÇÃO

23/0412011 19:31:40 23/04/2011 19:34:38 00:02:58


ALVO INTERLOCUTOR ORIGEM DA LIGAÇÃO TIPO A


RESUMO


Conversam sobre acidente de barco. CARLINHOS diz que DEOCLECIANO e JAIRINHO são irmãos de AILTON.

CARLINHOS pede para avisar MARCONT. WLAD1MIR diz que o PROFESSOR ligou e quer que o peguem de avião em SP, WLADlMIR diz que não achou ATAiDE.


DIÁLOGO


CARLINHOS infonna que o DEOCLEClANO irmão do AILTON pode morreu em acidente acontecido com barco em

Bandeirante-GO junto com o JAIRINHO, dar solicita que WLADIMIR avise ao MARCONL


WLADIMIR diz que O Professor (DEMÓSTENES) está querendo vir de São Paulo no Avião do ATA IDE, mas só

localizou o Piloto e não localizou o ADTAí DE, daí pergunta se pode autorizar.


CARLINHOS responde que pode autorizar.


WLADlMIR diz que está ele e o GILMAR (?GILMAR MENDE?)


CARLINHOS diz e que vá preparando o Avião cnquanto acha o ATAíDE.


(ENCERRADA)


http://pt.scribd.com/doc/92596752/INQ-3430-Apenso-01-Volume-07 - Página 60


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 Fonte:Conversa Afiada