quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Recordar é viver:FHC gasta US$ 70 mil em viagem a Nova York.Regina Duarte foi como convidada


Os coxinhas não reclamaram.




FHC gasta US$ 70 mil em viagem a Nova York




da Folha de S.Paulo, em Brasília

O presidente Fernando Henrique Cardoso gastou mais do que o previsto em sua última viagem oficial no cargo, a Nova York. Em vez dos US$ 35.140 estimados, a comitiva presidencial utilizou US$ 70.040, equivalente a cerca de R$ 266 mil pela cotação de ontem. FHC deixou o Brasil na noite de domingo e retornaria hoje.

O motivo, segundo a Folha apurou, foi a grande quantidade de pessoas. São cerca de 30, incluindo os ministros Celso Lafer (Relações Exteriores), Paulo Renato (Educação) e Barjas Negri (Saúde). A atriz Regina Duarte viajou como convidada, tendo as despesas custeadas pela União.

Os três filhos de FHC, Beatriz, Luciana e Paulo Henrique e três dos cinco netos do presidente viajaram com a comitiva, mas os gastos com hospedagem e alimentação não são pagos pelo governo.

Fernando Henrique Cardoso foi aos EUA para receber o prêmio Mahbub ul Haq, do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), pela melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano no Brasil.

Apesar de acima do esperado, os US$ 70.040 não representam a conta final. O demonstrativo entregue à missão brasileira na ONU (Organização das Nações Unidas), que organizou a visita de FHC, não contempla, por exemplo, ligações telefônicas.

A Folha tentou, durante toda a tarde de ontem, ouvir a assessoria de imprensa da Presidência, tendo deixado três recados. O assessor responsável, Geraldo Moura, estaria em reunião, impossibilitado de atender a telefonemas."

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Investimento em porto cubano gera retorno de R$ 800 milhões para exportação brasileira

Recordar é viver:Lu Alckmin levou pitbull em helicóptero






A família de Geraldo Alckmin usou um helicóptero do governo de São Paulo para levar um cachorro de estimação em passeio até Campos do Jordão, residência de descanso oficial do governo.

A revelação foi feita à Folha em abril por dona Renéa, mulher do governador Cláudio Lembo (PFL-SP) e primeira-dama do Estado. Ela mostrava à colunista as dependências internas do Palácio dos Bandeirantes para um perfil que seria feito sobre o governador.

Ao passar pelo canil do Palácio, dona Renéa lembrou de Tito, o pitbull da família Alckmin. E relatou a vez em que viajou com o pitbull no helicóptero do governo. "Fui com ela [a ex-primeira-dama Lu Alckmin, mulher do candidato à Presidência] para Campos do Jordão. O pitbull foi junto. Ele botava o rabo no meu colo. Dava um medo...", disse a atual primeira-dama. A informação nunca foi desmentida por Lu.


Dilma rebate os tucanos corruptos:eu pago a minha conta


Esses tucanos corruptos e incompetentes não têm o que fazer aí fica com esse jogo safado de achar que todo mundo é corrupto igual a eles.Faz uns oito anos que a cachorra da mulher de Alckmin viajou de avião para Campos de Jordão e nem por isso o PT entrou com representação contra seu marido.

A presidente Dilma Rousseff (PT) rebateu, nesta terça-feira (28), as críticas de que tenha feito uma parada desnecessária em Lisboa na volta do Fórum Econômico Mundial em Davos. Ela negou ter pago a conta de um restaurante com recursos públicos.
"Eu posso escolher o restaurante que for, desde que eu pague a minha conta. Eu pago a minha conta", disse Dilma, durante entrevista em Havana, onde participa da cúpula da Celac. "É exigência para todos os ministros, e eu só faço exigência que eu também exijo de mim, que quem jantar ou almoçar comigo pague a sua conta", afirmou. Segundo ela, isso é "extremamente democrático e republicano."
"Não tem a menor condição de alguma vez eu usar cartão corporativo; no meu caso está previsto para mim cartão corporativo, mas eu não faço isso porque eu considero que é oportuno que eu dê exemplo, diferenciando o que é consumo privado do que é consumo público", explicou Dilma.
Segundo ela, houve até casos "chatos": na comemoração de seu aniversário em Moscou, algumas pessoas não esperavam ter que pagar a conta, disse a presidente.
Questionada se estaria chateada e se as notícias atingem sua imagem de austeridade, Dilma afirmou: "Eu não olho o que tem por trás, meu couro ficou duro, eu suporto."
REPRESENTAÇÃO DO PSDB
A Comissão de Ética Pública da Presidência da República recebeu hoje (28) representação contra a presidenta Dilma Rousseff sobre a sua estadia em Portugal no último fim de semana. No sábado (25), a presidenta desembarcou e dormiu em Lisboa após sair da Suíça com destino a Cuba. Na Suíça, ela participou do Fórum Econômico Mundial e em Cuba cumpre agenda da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).


Protocolada pelo PSDB, a representação informa que a escala em Portugal teve um padrão de gastos com “hospedagens de luxo a um alto custo para o erário”. Segundo reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo, a comitiva presidencial ocupou mais de 30 quartos de dois dos hotéis mais caros de Lisboa e Dilma jantou em Lisboa com ministros e assessores.



De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, a escala técnica era obrigatória, devido à autonomia da aeronave, e o motivo de Dilma ter pernoitado se deve a uma decisão da Aeronáutica devido às condições meteorológicas.

No documento enviado à Comissão de Ética Pública, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) explica que a atuação do presidente da República deve ser exemplar quanto à probidade e à ética. O texto busca argumentar que a chefe do Poder Executivo deve observar o que está previsto no Código de Conduta da Alta Administração Federal.


A lista das autoridades abrangidas pelo Código, no entanto, não inclui a presidenta, pois a comissão, na verdade, tem a obrigação de submeter ao presidente da República sugestões de procedimentos caso o Código de Conduta seja descumprido. São objetos de análise da comissão apenas os ministros e secretários de Estado, titulares de cargos de natureza especial, secretários executivos, secretários ou autoridades que têm cargo comissionado.



Hoje e ontem, PSDB e PPS, respectivamente, também solicitaram a investigação do caso pela Procuradoria Geral da República. Nesta quarta (29), a Comissão de Ética Pública tem reunião agendada, mas a agenda é fechada e ainda não se sabe se os conselheiros vão discutir o assunto.

Abaixo matéria da Agência Brasil
Dilma diz que pousou em Lisboa porque avião não tinha autonomia
Paulo Victor Chagas
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (28) que o avião presidencial não tinha autonomia para fazer um voo direto de Zurich, na Suíça, até Havana, em Cuba. Segundo ela, a parada em Lisboa, em Portugal, no último sábado (25), foi uma das alternativas que a comitiva tinha para concluir a rota e as despesas no restaurante em que jantou foram pagas por cada integrante da equipe.
“Nesse caso, nós tínhamos uma discussão, eu podia ir ou para Boston, para Pensilvânia ou para Washington [nos Estados Unidos]. Acontece que podia ter, não se sabia se confirmaria ou não, um problema forte lá por causa das nevascas, então a Aeronáutica montou uma outra alternativa”, disse a presidenta.
“O avião, chamado Aerolula, não tem autonomia de voo, ao contrário dos aviões do México e de outros países”, disse. Segundo ela, a alternativa foi desembarcar em Lisboa com a equipe que a acompanhou na Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial.
Dilma disse que pousou em Portugal às 17h30 de sábado, horário local, e saiu do país no domingo às 9h. “Quem anunciou que eu estava passando um fim de semana em Lisboa não sabe fazer a conta. Eu dormi em Lisboa”, declarou a jornalistas, entre uma atividade e outra que participou na 2ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
De acordo com Dilma, a conta do restaurante em que jantou com ministros após chegar em Portugal foi paga por cada um dos presentes. “No que se refere a restaurante, eu quero avisar para vocês o seguinte: é exigência para todos os ministros, e eu só faço exigência do que eu também exijo de mim, que quem jantar ou almoçar comigo pague a sua conta”, afirmou.
“Eu posso escolher o restaurante que for, desde que eu pague a minha conta. Eu pago a minha conta”, declarou após contar que pagou a conta do próprio aniversário. “Em todos os restaurantes em que estive, em alguns causando constrangimento, porque fica esquisito uma presidente e uma porção de ministros fazendo aquela conta de quanto é para cada um. Tem gente que acha estranho, eu acho que isso é extremamente democrático e republicano”.
Nesta tarde, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República recebeu uma representação contra Dilma sobre os supostos gastos de dinheiro público na sua parada em Portugal.Brasil 247.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Contas em Portugal foram pagas com cartões pessoais, diz chanceler

Essa oposição é uma piada.


Cuba - O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, disse nesta segunda-feira, 27, que todos os integrantes da comitiva presidencial que fizeram "escala técnica obrigatória" em Lisboa, no último sábado, pagaram a conta do restaurante onde jantaram com recursos próprios.

Figueiredo deu a declaração a pedido de Dilma, uma vez que a notícia da parada da comitiva em Lisboa, revelada pelo Estado, provocou cobranças da oposição e irritou a presidente. Questionado se a conta do estrelado restaurante Eleven, com vista sobre o rio Tejo, havia sido quitada com cartão corporativo, Figueiredo respondeu de pronto: "Não, cada um pagou o seu e a presidenta, o dela, como ocorre em todas as viagens. Foi com cartão pessoal".
O chanceler repetiu os termos da nota divulgada no domingo pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência ao argumentar que a passagem da comitiva de Dilma por Lisboa, antes da viagem a Cuba, seguiu recomendação da Aeronáutica. A presidente estava em Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial. Antes de seguir para Havana, onde prestigiará a II Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), ela e sua comitiva fizeram uma escala em Lisboa.
"As aeronaves da Presidência não têm autonomia para viajar de Zurique a Cuba", justificou Figueiredo. "Havia duas possibilidades: ou o nordeste dos Estados Unidos, ou parando em Lisboa, onde era o ponto mais a oeste do continente. Viu-se que havia previsão de mau tempo com marolas polares, no nordeste dos Estados Unidos. Então houve uma decisão da Aeronáutica de que o voo mais seguro seria com escala em Lisboa".
Sem sentido. Figueiredo disse que a decisão só foi tomada "no dia da partida" e por isso não houve informação prévia. Indagado por que Dilma e a comitiva não pernoitaram na Embaixada do Brasil em Portugal, o chanceler afirmou que isso não faria sentido. "Não cabe uma comitiva presidencial numa embaixada, onde mora um embaixador. Não tem quartos suficientes, nem vai ter nunca", comentou ele.
Dilma e sua comitiva ocuparam 45 quartos de dois hotéis luxuosos em Lisboa, o Ritz e o Tívoli.
Auxiliares da presidente disseram ao Estado que o preço pago pela hospedagem não foi o divulgado porque, quando muitos quartos são reservados, a tarifa não é a de balcão. Segundo informações do jornal, a diária da suíte presidencial no Ritz, onde Dilma se hospedou, custa o equivalente a R$ 26,2 mil.
O Estado apurou que a notícia divulgada sobre a escala técnica em Lisboa aborreceu Dilma e criou mal-estar quando ela desembarcou em Havana, no domingo. Além de tudo, azedou o clima de otimismo deixado por ela após sua passagem pelo Fórum Econômico Mundial. Na avaliação de auxiliares da presidente, ela lançou em Davos uma segunda Carta ao Povo Brasileiro, garantindo aos empresários que o Brasil é um país com estabilidade econômica, que respeita contratos.Estadão

STF, IPTU, Haddad, Lewandowski e J. Barbosa



O ministro do STF, Ricardo Lewandowski, anulou a decisão do TJ de Santa Catarina, que atendeu aos interesses de entidades empresariais catarinenses, que, como em São Paulo, são contrárias ao aumento do IPTU, e, consequentemente, impediram a elevação do imposto proposta pelo prefeito de Florianópolis, César Souza Júnior, do PSD, porém, político com origem no extinto PFL, que atualmente é o DEM, herdeiro da UDN, partido de sustentação da ditadura militar.
César Júnior é advogado, mas homem ligado aos empresários de meios de comunicação de Santa Catarina, pois foi, inclusive, vice-presidente da Associação Catarinense das Emissoras de Rádio e Televisão (Acaert), o que, sem sombra de dúvida, o torna um político ligado ao empresariado desse setor, que, invariavelmente, sempre lutou contra o aumento de impostos ou de qualquer medida governamental que, porventura, possa atingir os bolsos das classes sociais mais poderosas.
Entretanto, mesmo a ser um político de relações com os barões da imprensa, o prefeito catarinense teve sua intenção de aumentar o IPTU suspensa pelos juízes do TJ, que também, invariavelmente, atendem aos desejos e aos interesses do grande empresariado, como demonstra a crônica sobre o Judiciário deste País. César Júnior, tal qual ao prefeito paulistano, Fernando Haddad, não se deu por vencido e recorreu ao STF, onde o juiz Lewandowski cassou a determinação do TJ e, por sua vez, o prefeito de Florianópolis vai ter acesso a mais recursos provenientes do IPTU.
Todavia, existe uma diferença entre a questão paulistana e a florianopolitana. O prefeito catarinense é do PSD com origem no PFL e DEM e o de São Paulo é do PT, cuja capital é a maior e mais poderosa da América Latina, além de ser peça-chave do tabuleiro das eleições presidenciais de outubro deste ano e que causam grande preocupação à direita brasileira em geral e aos donos da Casa Grande, em particular.
Evidencia-se outra diferença também: Fernando Haddad está no centro das atenções da oposição capitaneada pelo PSDB e aliada à imprensa de mercado, que há 20 anos dominam a máquina pública e lutam, desesperadamente, para não serem derrotados nas eleições a governador de São Paulo, bem como querem derrotar o PT em âmbito federal, do qual estão afastados há praticamente 12 anos, realidades estas que lhes causam inconformismo e ódio.
Fernando Haddad aumentou o IPTU, de forma escalonada e conforme o poder aquisitivo dos proprietários, o que faria com que os ricos e os indivíduos de classe média alta pagassem um pouco mais e, por seu turno, desapertariam o cinto dos mais pobres, que permaneceriam com o imposto congelado e, por conseguinte, gastariam seu dinheiro em necessidades da rotina do dia a dia.
E o que aconteceu? A Fiesp, à frente o presidente Paulo Skaf, e os magnatas bilionários da imprensa de negócios privados se mobilizaram politicamente contra o aumento do IPTU e fizeram uma dura campanha contra a intenção de Fernando Haddad. Recorreram ao TJ de São Paulo e, obviamente, foram atendidos pelo magistrado.
Esses fatos e ações são de um mundo surreal, porque Skaf, com o apoio da imprensa corporativa, judicializou o processo político e a decisão soberana de um prefeito eleito pelo povo, que ficou à mercê de um empresariado reacionário e de uma magistratura politicamente e ideologicamente conservadora e que, na última década, resolveu governar no lugar de pessoas institucionalizadas, porque eleitas.
O prefeito petista ao perceber que o TJ estava a judicializar a política e a meter o bedelho onde não lhe convém, resolveu recorrer ao STF e fez uma visita de cortesia e respeito ao juiz e presidente do Tribunal, Joaquim Barbosa. Explicou suas razões e os motivos pelos quais iria aumentar o IPTU aos proprietários de terrenos vazios objetos de especulação imobiliária e de mansões, casarões, condomínios e prédios de luxo, além de fiscalizar a sonegação de empresas, bem como cobrar dos empresários o IPTU atrasado.
O mandatário do STF o ouviu, mas fez ouvidos moucos e ratificou a decisão elitista e política do TJ paulista. Porém, a atitude de Joaquim Barbosa não surpreendeu aos que esperam do nada o nada. Tal juiz já demonstrou, no decorrer de sua magistratura, para o que veio, e ele surgiu para fazer política, a má política, porque o que um juiz não pode fazer é escolher lado, tomar partido e falar mais do que um locutor a narrar jogo de futebol. E é exatamente o que este juiz fez, em todos os sentidos. Ponto!
Agora quem recorre é um politico conservador e do PSD. César Júnior teve sorte, porque seu caso foi julgado pelo juiz Ricardo Lewandowsky, magistrado de convicção legalista, como comprovou no processo do "mensalão", o do PT, porque o do PSDB, apesar de ser mais antigo, nunca foi julgado e pode prescrever. Avesso ao holofote midiático e ao clamor da turba, Lewandowsky suspendeu a decisão do TJ e com isso o prefeito de Florianópolis vai poder governar de forma soberana, porque soberania quem dá é o povo.
Enquanto isso, o prefeito Fernando Haddad teve seu projeto de governo prejudicado por juízes de capas pretas, que não têm o mínimo compromisso com a população, a exemplo do que também ocorreu com o Programa Braços Abertos sabotado pela Polícia Civil do governador Geraldo Alckmin, que atacou com bombas e violência física pessoas viciadas em crack, que naquele momento estavam a ser visitadas por agentes do programa, com a presença, inclusive, de soldados da PM, que garantiam a segurança dos servidores.
E é assim que a banda toca. Quando a elite discorda de um projeto que não a beneficia, além de ter propósito democrático, pois geralmente de inclusão social, logo a Casa Grande trata de colocar em ação seus bonifrates para dificultar ou até mesmo impedir que um programa de governo de perfil progressista, como o é o do prefeito Haddad, seja efetivado.
O ex-prefeito, Gilberto Kassab, por exemplo, aumentou o IPTU em até 357%, índices muito maiores do que os propostos por Fernando Haddad, e os colunistas, comentaristas e "especialistas" de prateleiras da imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?) não fizeram uma campanha insidiosa ou virulenta contra o Kassab, então, aliado dos tucanos e que depois "rompeu" com o PSDB, a fim de buscar novos espaços na política paulista, bem como insatisfeito por ter sido preterido como candidato a governador.
Além disso, diferente de Kassab, o aumento do IPTU proposto por Haddad continha objetivos cujos méritos era implementar justiça social e assim desonerar os mais pobres e fazer com que os ricos paguem mais pelos benefícios recebidos no é relativo à energia elétrica. Não é justo que as alíquotas para pobres e ricos sejam a mesma. Desiguais têm de ser tratados de forma desigual, porque não têm a mesma condição de vida.
Por isto que existem os programas sociais e afirmativos, que têm por objetivo aproximar os desiguais e dar oportunidades para que as pessoas das classes sociais baixas cresçam para terem acesso a uma vida de melhor qualidade. O que não se compreende são os juízes que, insensatos politicamente, fazem o papel de títeres da Casa Grande.
Até entendo que barões de imprensa sejam egoístas, egocêntricos e perversos. Mas, juiz é servidor público a serviço da sociedade, sustentado por ela e por causa disto não cabe em sua conduta escolher lado, cor, ideologia e se propor a fazer uma política mequetrefe e rastaquera, que não condiz com o cargo que ocupa. Do contrário, saia da magistratura, filie-se em um partido político e vai à luta.
Joaquim Barbosa boicotou Fernando Haddad e sabotou, tal qual à Fiesp e à imprensa alienígena e de passado golpista, os benefícios sociais que o escalonamento do IPTU traria aos pobres de São Paulo. O ínclito juiz preferiu mais uma vez compor com os donos da Casa Grande, os que controlam o establishment. É de seu feitio e vontade, como ficou comprovado em sua atuação no caso do "mensalão" — o do PT.
Porém, o legalista juiz Lewandowski, não permitiu que juízes do TJ catarinense seguissem os maus passos dos juízes do TJ paulista. O magistrado não concordou que juízes e empresários governassem no lugar do eleito pelo povo, mesmo a ser este eleito, no caso o prefeito César Souza Júnior, ligado ao empresariado, bem como membro de um partido conservador. O prefeito catarinense vai poder aumentar o IPTU, ao contrário de Haddad, que é do PT e por isto vai pagar caro por ter vencido a direita em terra paulistana. É isso aí.

Davis Sena Filho

Polícia Federal confirma abertura de inquérito contra sonegação da Globo!



Agora já temos um número e um delegado responsável. É o inquérito 926 / 2013, e será conduzido pelo delegado federal Rubens Lyra.
O chefe da Delegacia Fazendária da Polícia Federal do Rio de Janeiro, Fabio Ricardo Ciavolih Mota, confirmou à comitiva do Barão de Itararé-RJ que o visitou hoje: o inquérito policial contra os crimes fiscais e financeiros da TV Globo, ocorridos em 2002, foi efetivamente instaurado.
Os crimes financeiros da TV Globo nas Ilhas Virges Britânicas foram identificados inicialmente por uma agência de cooperação internacional. A TV Globo usou uma empresa laranja para adquirir, sem pagar impostos, os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002.
A agência enviou sua descoberta ao Ministério Público do Brasil, que por sua vez encaminhou o caso à Receita Federal. Os auditores fiscais fizeram uma apuração rigorosa e detectaram graves crimes contra o fisco, aplicando cobrança de multas e juros que, somados à dívida fiscal, totalizavam R$ 615 milhões em 2006. Hoje esse valor já ultrapassa R$ 1 bilhão.
Em seguida, houve um agravante. Os documentos do processo foram roubados. Achou-se uma culpada, uma servidora da Receita, que foi presa, mas, defendida por um dos escritórios de advocacia mais caros do país, foi solta, após conseguir um habeas corpus de Gilmar Mendes.
Em países desenvolvidos, um caso desses estaria sendo investigado por toda a grande imprensa. Aqui no Brasil, a imprensa se cala. Há um silêncio bizarro sobre tudo que diz respeito à Globo, como se fosse um tema tabu nos grandes meios de comunicação.
Um ministro comprar uma tapioca com cartão corporativo é manchete de jornal. Um caso cabeludo de sonegação de impostos, envolvendo mais de R$ 1 bilhão, seguido do roubo do processo, é abafado por uma mídia que parece ter perdido o bonde da história.
Nas “jornadas de junho”, um grito ecoou por todo o país. Foi talvez a frase mais cantada pelos jovens que marchavam nas ruas: “A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”.
A frase tem um sentido histórico. É como se a sociedade tivesse dito: a democracia voltou; agora elegemos nossos presidentes, governadores e prefeitos por voto direto; chegou a hora de acertar as contas com quem nos traiu, com quem traiu a nossa democracia, e ajudou a criar os obstáculos que impediram a juventude brasileira de ter vivido as alegrias e liberdades dos anos 60 e 70.
O Brasil ainda deve isso a si mesmo. Este ano, faz cinquenta anos que ocorreu um golpe de Estado, que instaurou um longo pesadelo totalitário no país. A nossa mídia, contudo, que hoje se traveste de paladina dos valores democráticos, esquece que foi justamente ela a principal assassina dos valores democráticos. E através de uma campanha sórdida e mentirosa, que enganou milhões de brasileiros, descreveu o golpe de 64 como um movimento democrático, como uma volta à democracia!
A ditadura enriqueceu a Globo, transformou os Marinho na família mais rica do país. E mesmo assim, eles patrocinam esquemas mafiosos de sonegação de imposto?
O caso da sonegação da Globo é emblemático, e deve ser usado como exemplo didático. Se o Brasil quiser combater a corrupção, terá que combater também a sonegação de impostos. Se estamos numa democracia, a família mais rica no país não pode ser tratada diferentemente de nenhuma outra. Se um brasileiro comum cometer uma fraude fiscal milionária e for pego pela Receita, será preso sem piedade, e seu caso será exposto publicamente.
Por que a Globo é diferente? A sonegação da Globo deve ser exposta publicamente, porque é uma empresa que sempre viveu de recursos públicos, que é uma concessão pública, que se tornou um império midiático e financeiro após apoiar um golpe político que derrubou um governo eleito – uma ação pública, portanto.
Esperamos que a Polícia Federal cumpra sua função democrática de zelar pelo interesse público nacional. E esperamos também que as Comissões da Verdade passem a investigar com mais profundidade a participação das empresas de mídia nas atrocidades políticas que o Brasil testemunhou durante e depois do golpe de 64. Até porque sabemos que a Globo continuou a praticar golpes midiáticos mesmo após a redemocratização, recusando-se a dar visilidade (e mentindo e distorcendo) às passeatas em prol de eleições diretas, manipulando debates presidenciais e, mais recentemente, tentando chancelar a farsa de um candidato (o episódio da bolinha de papel).
O Brasil se cansou de ser enganado e, mais ainda, cansou de dar dinheiro àquele que o engana. Se a Globo cometeu um grave crime contra o fisco, como é possível que continue recebendo bilhões em recursos públicos?

Em Cuba, Dilma elogia Mais Médicos e diz que embargo é injusto



Joaquim Barbosa ultrapassou o limite da desumanidade



Joaquim Barbosa, aquele ministro do STF que viajou para Europa com recursos públicos, chateado com João Paulo Cunha, que disse que falta à Joaquim Barbosa "civilidade, humanidade e cortesia", disparou:

"Eu tenho algo a dizer: eu acho que a imprensa brasileira presta um grande desserviço ao país ao abrir suas páginas nobres a pessoas condenadas por corrupção. Pessoas condenadas por corrupção devem ficar no ostracismo. Faz parte da pena". "No Brasil, estamos assistindo à glorificação de pessoas condenadas por corrupção à medida em que os jornais abrem suas páginas a essas pessoas como se fossem verdadeiros heróis".

Isso só confirma que Joaquim Barbosa ainda não se livrou do complexo de inferioridade, a que se referiu Lula quando nomeou esse ditador para o STF.

Na visão míope, tacanha, ditatorial de Joaquim Barbosa, uma pessoa condenada pela (in) Justiça não pode reclamar da punição sofrida.

Segundo Joaquim, uma pessoa condenada deve também ficar no ostracismo.

Isso não é gente, é um monstro.

Nem Luis XIV, com sua célebre frase o Estado Sou Eu, chegou a tanto.

O sujeito pratica toda a sorte de ilegalidades no processamento e julgamento de um processo e ainda tem o desplante de dizer que os réus é que são desumanos.

Joaquim fala mal da mídia, mas foi graças a ela que ele ganhou alguns momentos de fama.

O Brasil não está assistindo à glorificação de pessoas condenadas por corrupção, está assistindo milhares de pessoas se mobilizarem contra as arbitrariedades, ilegalidades levadas a efeitos por Joaquim Barbosa. Genoíno, Dirceu não precisam de glorificação, pois eles já são heróis, deram seu sangue para que gente da laia de Joaquim Barbosa chegasse ao STF.Quanto à condenação deles por corrupção, Dirceu e Genoíno são, seguramente, muito mais honestos que Joaquim Barbosa.Afinal, eles não têm apartamento em Miami, não tem filho na Rede Globo, não gastaram 95 mil reais na reforma de um banheiro, não recebem como professor sem trabalhar, nunca pediram licença médica para não trabalhar, nunca receberam diárias para proferir palestras no exterior, não receberam ingressos para assistir jogo do Brasil na Copa das Confederações.

Governo Dilma desmente o PiG

Nota à imprensa

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou nota neste domingo (26). Confira a íntegra da nota:
“Não é verdade que a comitiva presidencial tenha feito qualquer escala desnecessária em Lisboa.
A escala técnica era obrigatória. Dependendo de condições climáticas, o Airbus 319 presidencial tem autonomia média em torno de 9 horas e 45 minutos, tempo insuficiente para um vôo direto entre entre Zurique e Havana. A opção por Lisboa foi a mais adequada, já que se trata do aeroporto mais a oeste no continente europeu com possibilidades de escala técnica.
Não é verdade que a presidenta tenha passado o sábado em Lisboa. Ela lá chegou às 17h30, e lá pernoitou, seguindo viagem na manhã seguinte. A decisão de fazer um vôo diurno foi tomada pela Aeronáutica a partir da avaliação das condições meteorológicas, que permitiram que o trecho Lisboa-Havana fosse coberto no domingo em 9 horas 45 minutos.”
Secretaria de Comunicação da Presidência da República

Vou ser claro e direto




Esse negócio de protestar contra a Copa do Mundo é coisa de quem não tem o que fazer.Se fosse para protestar que esses baderneiros fizessem os protestos assim que foi escolhido o Brasil para sediar a Copa 2014.Naquela época ninguém reclamou, ao contrário, todos vibraram com a decisão da FIFA.Agora, para o bem ou para o mal, a Copa já é fato concreto.Protestar agora é torcer contra o Brasil(não contra a seleção brasileira).A bem da verdade, esses baderneiros não protestam porque querem educação, saúde, transportes de qualidade, até porque a maioria tem tudo isso devido a sua condição de vida, eles querem mesmo é antecipar a campanha eleitoral com o fim de desgastar o governo Dilma.Cadeia para esses bandidos!

Assim caminha a impunidade

:
Enquanto o mensalão petista foi julgado com celeridade, o dos tucanos recebe tratamento diferente

Meio na surdina, como convém a processos do alto tucanato, a Justiça livrou mais um envolvido no chamado mensalão mineiro. O ex-ministro e ex-vice-governador Walfrido dos Mares Guia safou-se da acusação de peculato e formação de quadrilha, graças ao artifício de prescrição de crimes quando o réu completa 70 anos. Já se dá como praticamente certa a absolvição, em breve, de outro réu no escândalo. Trata-se de Cláudio Mourão, ex-tesoureiro da campanha do PSDB ao governo mineiro em 1998. Ao fazer 70 anos em abril, Mourão terá direito ao mesmo benefício invocado por Mares Guia.

Vários pesos, várias medidas. Enquanto o chamado mensalão petista foi julgado com celeridade (considerado o padrão nacional) e na mesma, e única, instância suprema, o processo dos tucanos recebe tratamento bastante diferente. Doze anos (isso mesmo, doze!) separam a ocorrência do desvio de dinheiro para o caixa da campanha de Eduardo Azeredo (1998) da aceitação da denúncia (2010). Com o processo desmembrado em várias instâncias, os réus vêm sendo bafejados pelo turbilhão de recursos judiciais.

Daí para novas prescrições de penas ou protelações intermináveis, é questão de tempo. Isso sem falar de situações curiosas. O publicitário Marcos Valério, considerado o operador da maracutaia em Minas, já foi condenado pelo mensalão petista. Permanece, contudo, apenas como réu no processo de Azeredo, embora os fatos que embasaram as denúncias contra o PSDB mineiro tenham acontecido muito antes.

Se na Justiça mineira o processo caminha a passo de cágado, no Supremo a situação não é muito animadora. A ação contra Azeredo chegou ao STF em 2003. Está parada até agora. Diz-se que o novo relator, o ministro Barroso, pretende acelerar os trabalhos para que o plenário examine o assunto ainda este ano. Algo a conferir.

Certo mesmo é o contraste gritante no tratamento destinado a casos similares. Em todos os sentidos. Tome-se o barulho em torno de um suposto telefonema do ex-ministro José Dirceu de dentro da cadeia. Poucos condenam o abuso de manter encarcerado um preso com direito a regime semiaberto. Isso parece não interessar. Importa sim reabrir uma investigação sobre uso de celular, que aliás já havia sido arquivada. Resultado: com a nova decisão, por pelo menos mais um mês Dirceu perde o direito de trabalhar fora da Papuda.

Por mais que se queira, é muito difícil falar de imparcialidade diante de tais fatos, que não são os únicos. As denúncias relativas à roubalheira envolvendo trens, metrô e correlatos, perpetrada em sucessivos governos do PSDB, continuam a salvo de uma investigação séria. Isso apesar da farta documentação colocada à disposição do público nas últimas semanas. Vê-se apenas o jogo de empurra e muita, muita encenação. Alguém sabe, por exemplo, que fim levou a comissão criada pelo governo de São Paulo para supostamente investigar os crimes? Silêncio ensurdecedor. Mesmo assim, cabe manter alguma esperança na Justiça --desde que seja a da Suíça.

Depois da operação estapafúrdia na cracolândia e dos acontecimentos nas manifestações de sábado, ou o governador Geraldo Alckmin toma alguma providência para disciplinar suas polícias, ou em breve ele terá aquilo que todo governante sempre deveria temer: um cadáver transformado em mártir.

Ricardo Mello.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Pasta 2474 no futuro da AP 470


Decisão de Lewandovski pode revelar segredos importantes do julgamento

Ao liberar o conteúdo da pasta 2474 para oito advogados que haviam pedido o direito de consultar um imenso conjunto de documentos que tem relação penal 470, mas sempre foram mantidos em segredo, o ministro Ricardo Lewandovski tomou uma decisão que pode ter relevância histórica.
A pasta 2474 era mantida em segredo por Joaquim Barbosa. Envolve provas, fatos e indícios que não foram incorporados aos autos da ação penal.
Quando ele deixou a relatoria da ação penal, em agosto do ano passado, o inquérito sobre foi redistribuído e entregue ao ministro Luiz Roberto Barroso.
No mesmo dia, o advogado de Henrique Pizzolato, Martius Savio Cavalcanti, marcou uma audiência com o ministro. Reapresentou o pedido para ter acesso a pasta. Barroso prometeu uma resposta em três dias. Sua decisão foi abrir mão do caso, alegando razões de "foro íntimo," que não obrigam o juiz a fundamentar seu pedido em razões objetivas.
O caso foi redistribuído mais uma vez. Acabou nas mãos de Ricardo Lewandovski que decidiu atender ao pedido dos advogados. Aqueles oito que, no passado, tiveram seu pedido negado agora poderão ter conhecimento de seu conteúdo.
É uma decisão importante.
Primeiro, porque permitirá que os réus e seus advogados tenham conhecimento de todos os dados apurados na investigação – e que foram excluídos dos autos sem que se possa saber exatamente por que.
Embora o julgamento já esteja em sua fase final – os réus estão presos, alguns já pagaram multa, falta julgar os pedidos de embargos infringentes – todos só terão a ganhar quando todos os dados forem colocados a mesa.
É absurdo pensar que isso vai acontecer DEPOIS das sentenças mas é disso que estamos falando.
O segundo ponto é que a pasta 2474 oficializa fatos e provas que até agora eram vistos de forma esparsa e informal. O interesse do advogado de Pizzolato sobre o assunto não é casual. O papel de gerentes executivos e diretores do Banco do Brasil que partilharam decisões relativas a Visanet – assinando notas técnicas e definindo pagamentos -- nunca foi explicado na ação penal 470. Pode estar bem esclarecido na pasta 2474, que reúne um inquérito sobre outros diretores.
Pizzolato foi condenado como "único responsável" pelo desvio de R$ 73,8 milhões para o esquema de Marcos Valério. Mas sequer era o responsável pelos pagamentos, que tinham como gestor um outro diretor do banco, nomeado, conhecido e identificado – e desaparecido dos autos da AP 470.
Uma das teses mais caras a defesa, a de que, se houve crime, ele não foi cometido isoladamente, pode ganhar maior sustentação a partir daí.
Outros pontos também podem ser esclarecidos. Apesar de seus imensos esforços para se aproximar do esquema Marcos Valério-Delúbio Soares, o banqueiro Daniel Dantas sequer foi citado na ap 470. É curioso, já que sua atuação foi descrita de modo detalhado pela investigação do delegado Luiz Fernando Zampronha, da Polícia Federal.
Os publicitários Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, da SMP&B, também podem ter acesso a informações que podem ser úteis.
O que pode ocorrer com isso? Difícil saber agora.
O lote de documentos reunidos na pasta 2474 é imenso. Compreende um total de 78 volumes, que terão de ser estudados e conferidos.
A experiência ensina que documentos mantidos em segredo não fazem bem a Justiça, que pede transparência e lealdade a todos. Não pode haver a menor suspeita de distorção nem de qualquer irregularidade num caso dessa relevância. Não se trata, é claro, de acusar nem denunciar por antecipação.
O Caso Dreyfus, o mais conhecido caso de fraude jurídica da história, levou cinco anos para ser esclarecido, embora o jjulgamento tenha durado 72 horas.
O erro de sua condenação foi estabelecido um ano depois do julgamento, quando um oficial da área de informações resolveu fazer um novo exame das provas e descobriu que nada havia para incriminar aquele jovem capitão do Exército francês. Estava claro que o verdadeiro espião que todos procuravam era outra pessoa.
Mas isso não adiantou muito. Para evitar uma revisão, começaram a surgir novas provas – fraudadas – para incriminá-lo, o que atrasou o processo por mais tempo. Condenado em 1895, Dreyfus seria liberado, por graça presidencial, pois os tribunais jamais declararam sua inocencia, em setembro de 1899. Um ano antes, o oficial que havia forjado documentos para proteger os superiores foi desmascarado e cometeu suicídio.Paulo Moreira Leite.

A pergunta que não quer calar

O que Aécio e Eduardo Campos têm a dizer ao #NAOVAITERCOPA?


Não vão dizer nada.Eles torcem contra.Cafajestes!

O rolê da inclusão

 

Em uma edição de um dos primeiros dias de janeiro,  li, em uma manchete do Globo, que os destaques do ano que se inicia, no Brasil, seriam a Copa do Mundo, as eleições e a volta das manifestações de rua.
Interessante notar que, nessas três “previsões”, duas já eram favas contadas: a Copa do Mundo vai mesmo acontecer entre nós e as eleições – apesar dos desejos golpistas que nunca deixam de aflorar – estão garantidas. Mas a terceira é curiosa: a mídia aposta que vai haver manifestações de rua e trabalha no sentido de que isso ocorra. É nítido esse desejo, ou essa torcida, que extraímos do verdadeiro mantra dos especialistas políticos de plantão, pautados pela grande mídia, que é grande, é claro, no sentido dos seus tentáculos oligárquicos, mas pequena, muito pequena, quando reduto do verdadeiro jornalismo. 
Os três assuntos merecem observações, convidam a reflexões. Mas a Copa e as eleições podem esperar um pouco,  e o caso das manifestações é atualíssimo:  um tipo delas anda frequentando o noticiário quase diariamente, tendo a semântica política ganhado um novo componente , os “rolezinhos”.
Antes de entrar nesse assunto específico, vale uma recapitulação dos fatos que marcaram o último mês de junho. É claro que esse rememorar corresponde à minha ótica sobre eles, que, lógico, pode não coincidir com a de outras pessoas. Mas isso faz parte da atenção que cada um dedicou aos episódios e também da forma como cada um os interpretou,  segundo sua visão do mundo.  Afinal, a ideologia, tão execrada por alguns, está sempre presente nos nossos juízos de valor e, felizmente,  não morreram os confrontos ideológicos, a despeito de tentativas globalizantes no sentido contrário.
Pois bem. O que aconteceu em junho? A meu juízo, uma reivindicação de um grupo de jovens de esquerda, do chamado Movimento do Passe Livre, que tinha como tônica o combate ao aumento das passagens de ônibus, foi sendo alimentado pelas redes sociais, incorporando gradativamente outros segmentos, ainda predominantemente jovens. A mídia – sempre atenta ao que considera boas oportunidades golpistas – serviu de amplificador para as manifestações, quem sabe esperando a derrubada de poderes estabelecidos. E a classe média branquinha deste país foi para as ruas, acrescentando, de forma oportunista,  às reivindicações iniciais,  uma  “indignação festiva”, que tinha como alvo não mais os governos dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, mas o Governo Dilma.  “Indignações festivas” foram a receita ideal para colocar nas ruas muita gente que não sabia nem por que estava ali. Lembro-me de uma reportagem do próprio “Globo” que, ao entrevistar uma jovem que carregava um cartaz contra a “PEC 37”, perguntando-lhe sobre o porquê do cartaz, ouviu como resposta um pedido de socorro à colega do lado. Ela não sabia o que era a PEC 37...
Tudo parecia correr muito bem para o pessoal que não consegue engolir a inclusão social. Eles tiveram – em um Maracanã elitizado e também embranquecido – a oportunidade de vaiar Dilma, na impossibilidade de retirá-la do poder a que chegou pelo voto de uma maioria de brasileiros sem acesso àquele espetáculo “popular”.  
Nessa oportunidade, escrevi aqui do DR uma coluna, disponível para quem quiser ler, intitulada “Quem não sabe brincar não brinca”, tentando mostrar que as coisas  não seriam tão fáceis quanto imaginava a eufórica mídia, àquela altura também embevecida com os rumos do julgamento do assim chamado “mensalão”.  Para ser honesto, o que eu imaginava então ainda não aconteceu. Há segmentos que conhecem bem as campanhas de rua que não apareceram ainda...
Mas – deixando de lado aqui as medidas tomadas pelos governos envolvidos, algumas de atendimento aos pleitos -, o fato é que outros atores foram brincar no teatro das ruas e os brasileiros assistiram, por um lado, aos grupos anárquicos radicais que partiram para a depredação de ícones do sistema – bancos, lojas de grife, prédios oficiais -,  e por outro, a um aparelho policial tão truculento quanto incoerente em suas ações, onde não faltaram posturas para lá de suspeitas...   Aí, tanto a midia quanto o pessoal “coxinha” das manifestações tiraram o time de campo, ou melhor, das ruas.
De lá pra cá, há um nítido trabalho de perseguição aos “Black bloks” – uma tentativa de “limpar as ruas” para o desfile da hipocrisia, de afastar o “perigo” para permitir as novas “procissões” que exorcizem Dilma e construam a eleição de seus opositores.
Eis que surgem os jovens do “rolezinho”, essa turma de “diferentes”, de “periféricos”, que, aproveitando o processo inclusivo da internet, querem mais e mais inclusão, não nas ruas, mas nos shoppings, esses templos de consumo frequentados “pelas famílias brasileiras”.  É a tal história: “Quem não sabe brincar não brinca”...   Ainda vamos ter muita discussão sobre esse assunto. É claro que, entre os participantes do “rolezinho”, podem estar alguns jovens com intenções pouco honestas. Mas o que não se pode é desqualificar as manifestações e deixar de perceber como esses episódios vêm deixando claro que ainda estamos bem longe da supressão das grandes desigualdades nacionais, dos preconceitos absurdos reinantes e da concepção do problema social como um problema de polícia. E também deixam à mostra como é difícil para os beneficiados de sempre abrir mão dos seus privilégios de elite... 
Muita coisa tem sido feita para minimizar as perversas diferenças históricas entre os ricos e os miseráveis deste país. Mas, à medida que se faz algo, é natural que se queira mais. E aí de quem pensar que esse processo pode andar para trás. Mas esse é outro assunto e tem a ver com as eleições que vêm aí. Fica pra depois...

Rodolpho Motta LimaAdvogado formado pela UFRJ-RJ (antiga Universidade de Brasil) e professor de Língua Portuguesa do Rio de Janeiro, formado pela UERJ , com atividade em diversas instituições do Rio de Janeiro. Com militância política nos anos da ditadura, particularmente no movimento estudantil. Funcionário aposentado do Banco do Brasil.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Rolezinho na casa de Jarbas



Não estava previsto mas ele apareceu. O governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB) foi prestigiar neste sábado (25) o cozido que o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) ofereceu ao colega Aloysio Nunes, líder do PSDB no Senado e cotado para ser vice na chapa de Aécio Neves. Encontro foi na casa de praia de Jarbas, no Janga. Eduardo chegou às 14h30 acompanhado do presidente do PSB-PE, Sileno Guedes (secretário de Governo da Prefeitura do Recife). São quase 20h e eles continuam por lá. A primeira-dama Renata Campos, com quase 9 meses de gravidez, levou falta. Estão agora à mesa Jarbas, Eduardo, Sileno, Raul Henry e Murilo Cavalcanti, entre outros convidados não-políticos. O senador pernambucano luta por sua reeleição este ano. O PMDB-PE deixou isso claro semana passada. Mas… Outro cenário é Raul Henry ocupar a vice do nome que Eduardo escolher para disputar o governo de Pernambuco (o mais cotado HOJE é Tadeu Alencar). É um cenário, inclusive, que agrada Jarbas. O senador, então, poderia disputar mandato de deputado federal. Via Facebook.

Morre Bruno Maranhão, um dos fundadores do PT




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Bruno é sempre lembrado pelo ato de invasão às dependência do Congresso Nacional em junho de 2006
Foto: Rodrigo Lôbo/ JC Imagem

Do NE10
O engenheiro mecânico Bruno Maranhão, um dos fundadores do PT, faleceu às 16h52 deste sábado (25), aos 72 anos, devido a falência múltipla de órgãos. Ele havia sido internado no Hospital Memorial São José, área central do Recife há aproximadamente duas semanas. O velório será realizado às 8h deste domingo (26) no cemitério Morada da Paz, em Paulista. A cremação do corpo está marcada para as 11h do mesmo dia.
O quadro de insuficiência hepática do militante de esquerda Bruno Maranhão se agravou na tarde desta quinta-feira (23), sendo considerado irreversível. A falência de órgãos havia sido decretada no fígado, rins e pulmão.
Desde 2011, no entanto, Maranhão apresentava problemas de saúde. No mesmo ano, ele foi submetido a duas cirurgias para conter a lesão de uma isquemia e uma trombose cerebral, tendo afetado o lado esquerdo do cérebro. Na mesma época, ele ficou em coma induzido. 
Bruno Maranhão já foi líder estudantil e exilado político, além de ter sido membro da Executiva nacional do PT. Ele ainda é conhecido como um dos líderes do Movimento de Libertação dos Sem Terra, organização nascida de uma dissidência no Movimento dos Sem-Terra (MST).
Em junho de 2006, o militante promoveu uma invasão junto ao Movimento de que fazia parte nas dependências do Congresso Nacional. Após o ato, que o tornou conhecido, ele chegou a ficar preso por 39 dias no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.