Em rápida entrevista ao 247, ex-presidente Lula respondeu à crítica feita ontem à noite pelo antecessor Fernando Henrique Cardoso, que qualificou a presidente Dilma como uma pessoa "ingrata, que cospe no prato em que comeu"; segundo Lula, FHC "trabalhou contra ela e contra o nosso projeto nas duas últimas eleições"; ele também afirmou que, no PT, não há dúvida sobre 2014: "a candidata é a Dilminha e é preciso que a deixem trabalhar"; Lula aproveitou para rebater a expressão "presidente-adjunto": "é ridículo"
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Pense num cara para gostar de Lula
Lula, CBF e Corinthians deveriam ter vergonha do recurso; Bolívia dá lição ao Brasil
O cara que escreveu este testículo se chama Fernando Sampaio, blogueiro da rádio Jovem Pan.É preciso ser muito estúpido para escrever uma asneira dessas.Ora, o que Lula tem a ver com o que faz a torcida do Corinthians? Francamente! Esse sujeito gosta tanto de Lula que se Lula tirar uma ultrassonografia dos colhões sai a a boca desse sabujo safado, FDP.
Em 1985, a UEFA afastou os clubes ingleses das competições na Europa.
Decisão inapelável.
Não cabia recurso.
O Liverpool foi banido para sempre. Depois a pena caiu para 10 anos, depois 6. Todos os outros clubes ficaram 5 anos fora. A violência dos hooligans continuou até 89, mas aí só na Inglaterra. Os países europeus não queriam mais recebê-los em seus estádios.
Foi o primeiro passo.
Alguns reclamaram, não acei
taram serem punidos pela tragédia causada pelo Liverpool. O presidente da Liga, Jack Dunnett disse:
“It is unfair to punish clubs which had nothing to do with the Brussels tragedy”.
“It is unfair to punish clubs which had nothing to do with the Brussels tragedy”.
Faz sentido, mas algo mais importante e radical precisava ser feito contra a violência.
O secretário geral da FA – Football Association, Ted Croker deu apoio: “There are many of us who don’t want to see us back in Europe until we have got our own house in order.”
Era preciso colocar ordem na casa.
Margaret Tatcher acabou com a discussão, apoiando a decisão: “We have to get the game cleaned up from this hooliganism at home and then perhaps we shall be able to go overseas again”.
Brilhante.
Lulla poderia seguir o exemplo. Assim como Fidel, Lula continua mandando no país, tem grande influência, corinthiano ilustre, conseguiu um estádio para o clube com o amigo Emilio Odebrecht, o ex-presidente não pode ignorar a situação, dizer que não viu ou ouviu que nos últimos dez anos mais de 50 pessoas morreram no futebol brasileiro.
E nada, nada, nada, foi feito.
O Brasil continua sendo o país da impunidade.
Marin e Del Nero não contam, são péssimos exemplos. Não dá para esperarar nada destes dirigentes.
Basta lembrar que o maior número de mortes acontece em São Paulo, onde o futebol é regido pela incompetente Federação Paulista.
Basta lembrar que o maior número de mortes acontece em São Paulo, onde o futebol é regido pela incompetente Federação Paulista.
O Corinthians trabalha 24 horas nos bastidores para mudar a decisão da Conmebol.
As teses da defesa da Gaviões são lamentáveis.
Vergonha.
Ninguém está interessado em fazer algo contra a violência. Desde de 1988 mais de 155 torcedores foram mortos no Brasil. Agora estamos exportanto mortes. E ainda tem gente achando um aburdo jogar três partidas sem público. TRÊS PARTIDAS X UMA MORTE.
Fala sério.
E o recurso será julgado EM dois meses, ou seja dá para liberar os outros dois jogos.
Luis Sveiter deixou vários estádios vazios por muito menos.
O correto seria jogar todo o torneio sem torcida.
Estamos tão acostumados com a impunidade que esperamos a cada momento uma mudança na decisão da Conmebol. Ridículo. No Brasil nem o cartão vermelho funciona, aqui cabe efeito suspensivo. É tudo pela impunidade.
Ladrões do mensalão estão soltos, assassinos sanguinários estão soltos….
A Bolívia está dando uma lição no Brasil.
Aqui 155 mortes, números crescendo a cada ano e nada acontece.
Lá até os cúmplices estão presos.
Parabéns.
Desemprego em janeiro é o menor desde 2002
São Paulo – A taxa média de desemprego calculada pelo IBGE em seis regiões metropolitanas foi de 5,4% em janeiro, a menor para o mês desde o início da série histórica, em março de 2002. Na comparação com janeiro do ano passado (5,5%), o resultado mostrou estabilidade. De dezembro para janeiro, em movimento normal para o período, a taxa subiu (0,8 ponto percentual). Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada hoje (26) pelo IBGE.
Estimado em 1,331 milhão, o número de desocupados aumentou 17,2% em comparação a dezembro e ficou estável em relação a janeiro de 2012. O total de ocupados, que somam 23,144 milhões, caiu 1,2% no mês e cresceu 2,8% em 12 meses, o correspondente a 631 mil a mais no período.
Também na comparação anual, a população economicamente ativa (PEA) cresceu 2,7%, para 24,475 milhões. Foram 649 mil pessoas a mais no mercado de trabalho, que no mesmo período criou 631 mil vagas (alta de 2,8%). Com isso, o número de desempregados, praticamente estável, variou 1,4%, com 18 mil a mais, para 1,331 milhão.
O mercado manteve a tendência de formalização. Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado, estimados em 11,6 milhões, não tiveram variação ante dezembro, mas aumentaram 4,1% na comparação anual – um acréscimo de 459 mil postos de trabalho formais.
O rendimento médio dos ocupados (R$ 1.820,00) ficou estável em relação a dezembro. Em relação a janeiro de 2012, o poder de compra cresceu 2,4%. A massa de rendimentos (R$ 42,5 bilhões) recuou 1,4% no mês, com a queda na ocupação, e cresce 5,6% em 12 meses.
Entre as regiões pesquisadas, São Paulo teve alta considerada significativa tanto no mês como ano, atingindo 6,4%, ante 5,2% em dezembro e 5,5% em janeiro do ano passado. O Rio de Janeiro teve ligeira alta no mês (de 4% para 4,3%) e queda ante janeiro de 2012 (5,6%). Em Recife e Salvador, a taxa foi a 6,3%, com alta mensal e queda expressiva na comparação anual (5,7% e 8,3% em janeiro do ano passado, respectivamente). A menor continuou sendo a da região metropolitana de Porto Alegre: 3,5%, ante 3% em dezembro e 3,9% há um ano. Em Belo Horizonte, houve alta de dezembro para janeiro (de 3,5% para 4,2%) e ligeira queda ante janeiro de 2012 (4,5%).
Na comparação anual, o emprego cresceu no comércio (4%, 168 mil ocupados a mais), no grupo educação, saúde e administração pública (5,9%, 209 mil) e em outros serviços (5,3%, 216 mil). O IBGE considerou estáveis as variações na indústria (2,2%, com 79 mil a mais), na construção civil (-1,5%, 26 mil a menos), nos serviços prestados a empresas (1,9%, acréscimo de 70 mil) e nos serviços domésticos (-4,5%, 67 mil a menos).
O rendimento médio, em relação a janeiro de 2011, cresceu 5,2% em Belo Horizonte, 4,1% em São Paulo, 2,8% no Rio e 2,6% em Porto Alegre. Ficou estável em Recife e caiu 10,9% em Salvador.
Carta a uma blogueira
É a blogueira ou Lampião?
Sou um pobre blogueiro brasileiro e moro na
aprazível cidade de Salvador. Criei meu blog para conseguir ouvir a minha
própria voz já que os jornais e as TVs locais não estão nem aí para os
blogueiros.
Acabo de voltar de Buenos Ayres com minha esposa
onde passei nove dias e gastei “uma nota” com hospedagem, passagem e
alimentação, que vou pagar durante seis meses. Durante a viagem tive que parar
com o blog pois não tenho recursos nem assessores ou funcionários para mantê-lo
ativo.
O motivo desta cartinha é pedir algumas dicas á
colega sobre o que fazer pra desenvolver a minha atuação na área blogueira.
Gostaria que a colega me informasse o que faz para se conectar a Internet se
afirma que os cubanos não têm acesso e ela.
Observei
que usa o moderno
sistema Paypal, de pagamento online, e estou interessado em saber a
mágica que fez para obtê-lo pois ninguém que vive em Cuba pode utilizá-lo por
conta das sanções econômicas que proíbem, entre outros, o comércio eletrônico.
Seria ainda muito útil a informação sobre a hospedagem do seu blog já que o site
dispões de uma banda com capacidade 60 vezes superior àquela que Cuba dispõe
para todos os usuários de Internet.
Se a colega me der a honra de visitar o meu humilde
blog verá que tenho sérias dificuldades com a comunicação com meus cinco mil
leitores em outros países. Sim, sei que é pouco mas no Brasil tenho muito mais
leitores do que a colega tem em Cuba pois soube que são só oitenta. Como a
invejo por ter conseguido tantos leitores fora do país peço para me dar uma dica
de como torna-lo disponível em 18 idiomas como o seu, superior inclusive aos
sites da ONU, Banco Mundial, FMI, e da União Europeia. Peço também alguma dica
para que eu possa financiar as traduções.
Daqui a pouco vão fazer um filme:"A blogueira"!
Sei que estou começando na atividade blogueira, na
qual ainda vou completar três anos. Gostaria, então, que a colega, que já tem a
enorme experiência do alto de seus cinco anos, me orientasse como ganhar tantos
prêmios e conseguir financiamento para tantas viagens como a atual de oitenta
dias.
Soube
que a colega conseguiu ganhar 250 mil euros de prêmios, é apoiada pela revista
Time e obteve até o cargo de vice-presidente regional da Sociedade
Interamericana de Imprensa. A colega acha interessante que todos nós blogueiros
devamos nos registrar como jornalistas para obter também essa grana e
honrarias?
No
meu humilde blog nunca consegui entrevistar nenhuma autoridade maior do que o
antigo superintendente da Fonte Nova. Por isso gostaria de me desse algumas
dicas como fez para “furar” as assessorias e comitês de segurança de tantos
embaixadores norte-americanos e até do presidente Obama para obter entrevistas
para o seu blog, e até aparecer no Wikileaks.
Por último, eu a parabenizo pela clareza política
que nós blogueiros não temos. Pelo que entendi de suas entrevistas o bloqueio
econômico faz bem a Cuba e devemos agradecer ao grande irmão norte-americano por
tê-lo incentivado e não a essa pérfida Assembleia Geral da ONU que teima em
condená-lo.
Sapato de blogueiro brasileiro que não é
financiado pela Nike!
Todo
cubano que se preze deve ter saudades do tempo de Fulgêncio Batista onde havia
verdadeira liberdade, e deve também apoiar o funcionamento no território de seu
país da base militar de Guantánamo.
Depois de ouvir as suas sábias palavras compreendo
que é normal e aceitável que os Estados Unidos financiem uma oposição interna
em Cuba para conseguir mudar o regime e é o Brasil que deve ser condenado por
deixar de intervir nos assuntos dos cubanos.
Minha filha, blogueiro sozinho não está com
nada!
Desde já agradeço as esperanças que a colega deu a
todos os blogueiros brasileiros que esperam ter algum dia o mesmo destaque e
qualquer luz que puder dar sobre esses
assuntos.
Atenciosamente
Franklin Oliveira Jr.
Criador do blog Memórias da Fonte Nova
Lula ri enquanto a imprensa de mercado não o esquece jamais
DAVIS SENA FILHO
Os barões da imprensa hegemônica preferem a Dilma ao invés de Lula, porque, neste caso, entra um componente enraizado em nossas elites: o preconceito de classe e a negação do trabalhismo
Eu sou um jornalista se interessa por história. Por ser um profissional de imprensa da área de Política, sempre pesquisei para conhecer os políticos, não somente pelo o que eles dizem, apregoam, acreditam e discursam. Antes de qualquer coisa, vou saber de sua biografia, ou seja, investigar seu passado, suas origens políticas, ideológicas e partidárias, bem como sua coerência de pensamento, além de verificar sua obra social quando esteve no poder.
Sempre tive essa conduta. Coisa básica, por exemplo, como ouvir os dois lados envolvidos em quaisquer questões, além de ter cuidado com informações meramente declaratórias, sem, antes, certificar-me da veracidade de quem passa as informações. Porque para o jornalista escrever para o público a informação tem de ter pelo menos algum indício. Do contrário, é melhor não escrever ou falar. Se o fizer, é porque tal jornalista tem algum interesse, nem que seja simplesmente assegurar o seu emprego e assim agradar o seu chefe ou o seu patrão.
Essas atitudes e ações comezinhas, ordinárias, comuns, que qualquer aluno ou foca (jornalista em início de carreira) sabe por meio de qualquer professor de faculdade ou de um colega mais experiente não são realmente observadas e cumpridas por um grande número de jornalistas famosos e veteranos, mas que firmaram compromisso com o patronato, bem como querem garantir que as mudanças sociais e econômicas não ocorram, porque a intenção, de fato, é favorecer a manutenção do status quo, pois que são porta-vozes das elites econômicas e financeiras inquilinas do pico da pirâmide social.
E foi neste contexto perverso que o grande presidente trabalhista, Luiz Inácio Lula da Silva, ascendeu ao poder em 2003, quando, por oito anos, administrou a República Federativa do Brasil e amargou uma oposição promovida e levada a cabo pela imprensa burguesa, comercial e privada, que se transformou em um verdadeiro partido político — o Partido da Imprensa, que realizou no decorrer de seu mandato a mais ardilosa, veemente, traiçoeira, feroz e desrespeitosa campanha que eu já vi contra um político, de perfil trabalhista e ideologicamente socialista, saído das entranhas do povo brasileiro, dos movimentos sociais, dos sindicatos, de setores da universidade pública e da Igreja Católica progressista.
Lula foi o presidente brasileiro mais politicamente orgânico da história do nosso País; mais ainda que o estadista gaúcho Getúlio Vargas, o fundador, sem sombra de dúvida, do Brasil moderno — industrializado. Como se percebe, os trabalhistas fazem jus ao nome, porque foram eles, no decorrer da história da República, que realmente trabalharam em prol do desenvolvimento e do crescimento do Brasil para que se transformasse em uma Nação moderna e civilizada. Os presidentes conservadores sempre tomaram do povo, e, quando possível, retiraram ou tentaram retirar seus direitos, inclusive os garantidos pela Constituição Cidadã de 1988, como o fez o neoliberal e vendilhão da Pátria, Fernando Henrique Cardoso, e assessores de sua confiança, como o também neoliberal José Serra.
Contudo, a campanha insidiosa e sistemática contra o presidente Lula não foi o suficiente para derrubá-lo apesar da tentativa de golpe em 2005. Apesar das perfídias e das manipulações e até mesmo mentiras veiculadas e publicadas pela imprensa comercial e privada, o político pernambucano de origem pobre e operário de fábrica do ABCD paulista saiu da Presidência da República (apesar de oito anos no poder, o que não é fácil) com o espetacular índice de aprovação de 82%, a superar, nada mais e nada menos, que o mito Nelson Mandela, quando deixou a Presidência da África do Sul.
Lula é um fenômeno político, e, consequentemente, social. O operário, que saiu de Pernambuco e chegou a São Paulo em um pau-de-arara ajudou a fundar a maior confederação de trabalhadores da América Latina e uma das maiores do mundo, a Central Única dos Trabalhadores, a CUT, além de também ser o fundador de um dos partidos mais poderosos e influentes do planeta, que é o Partido dos Trabalhadores — o PT. Somente essas duas criações bastariam para esse político exímio e de uma visão social e política profundamente conhecedora das questões sociais e econômicas brasileiras para que ele ficasse para sempre na história. Mas não foram somente esses dois fatos históricos importantíssimos que aconteceram.
Lula foi eleito presidente da República duas vezes e elegeu sua sucessora, a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, que nunca teve cargo eletivo e mesmo assim conquistou a cadeira da Presidência da República para se tornar a primeira mulher brasileira assumir cargo de tamanha importância e envergadura. Lula foi às ruas e às praças e também à televisão. Falou muito e mostrou seu legado, que, durante oito anos, foi boicotado e não veiculado pela imprensa alienígena e de negócios privados, que, entretanto, teve de engolir a divulgação das ações do Governo Lula, porque a propaganda eleitoral gratuita se encarregou de mostrar os fatos, as realidades e as conquistas do País e do povo brasileiro.
Se dependesse das mídias hegemônicas e monopolistas, o presidente Lula sequer existiria, a não ser para ser ofendido e taxado até de bêbado. Acontece que o presidente trabalhista entrou e saiu da Presidência sem um arranhão, no que concerne à sua conduta e ao respeito devido ao povo brasileiro. A verdade é quem foram surpreendidos alcoolizados pela PM do Rio e se recusaram a fazer o teste do bafômetro foram dois dos protegidos da imprensa de mercado: o candidato a presidente, senador do PSDB por Minas Gerais, Aécio Neves; e o ex-candidato a vice-presidente e deputado federal do DEM, Índio da Costa. A imprensa oligarca, nesses dois episódios, ignorou os fatos e recolheu seu porrete de moer reputações. Agora, a pergunta que teima em não calar: Imagine, leitor, se fosse o Lula no lugar desses playboys? Seria um cataclismo e manchetes cretinas por seis meses!
Apesar de tudo, o tempo passou e o cidadão Lula não é mais o presidente deste grande País que é o Brasil. Um ano após Lula ter deixado o poder, pesquisa do Instituto Análise ouviu duas mil pessoas em cem cidades de todas as regiões do País. A pesquisa foi publicada na edição do dia 21 de setembro do jornal "Valor Econômico" e indicou que o ex-presidente Lula era mais popular do que quando saiu da Presidência, e olha que ele tinha 82% de aprovação, sendo que 14% consideraram seu governo regular quando estava no poder. "Regular" é aprovação. Então o índice sobe para 96%. Somente ínfimos 4% consideraram o Governo Lula ruim ou péssimo. Esses 4% representam, indubitavelmente, a imprensa entreguista, de passado golpista e alguns setores ligados aos exportadores e aos bancos, além de, evidentemente, parte da classe média despolitizada e leitora da "Veja", da "Época" e de jornais conservadores de má qualidade editorial e jornalística, como a "Folha de S. Paulo", o "Estadão", o "O Globo", o "Correio Braziliense" e o "Zero Hora", somente para ficar nesses, que são os maiores e mais ricos e que, inegavelmente, fazem oposição sistemática aos governos trabalhistas desde a época de Getúlio Vargas.
Conforme salientei em outros artigos, os barões da imprensa formam a classe empresarial mais atrasada do País. Eles ocuparam os lugares dos antigos cafeicultores paulistas que reagiram contra o fim da escravidão e combateram a efetivação da República. Eles são, realmente, muito atrasados. Chegam a ser toscos e tacanhos. Todavia, o ex-presidente Lula 'está bem na fita' no que diz respeito — volto a afirmar — às pesquisas, inclusive as atuais e que não são repercutidas pelos próprios jornais e televisões que as encomendam. Incrível, não?
De qualquer maneira, o PT tem dois candidatos poderosos, no que concerne ao número de votos. A ser assim, percebe-se o porquê de a imprensa privada continuar a bater em Lula depois de deixar a Presidência há mais de dois anos. A imprensa comercial e privada brasileira é tão surreal que é a única do mundo a querer derrubar um ex-presidente. Eles têm um verdadeiro pavor que o político trabalhista do PT volte a concorrer às eleições presidenciais e com isso ficar mais quatro anos, a partir de 2015. Eles preferem até engolir uma vitória de Dilma Rousseff. Trabalhista no poder é sinal de mudanças profundas e por uma administração popular. A direita sabe disso, porque alguns conservadores já abriram os livros de história. Por isso que os partidos de direita precisam do sistema midiático privado como os seres vivos necessitam de oxigênio para viver. Sem a mídia golpista, a direita não teria 20% dos votos.
Colunistas como Reinaldo Azevedo, da Veja, Ricardo Noblat e Merval Pereira, de O Globo, somente para exemplificar esses três, pois iguais a eles existem centenas, criticam diuturnamente e açodadamente e desrespeitosamente o político mais popular da história do Brasil e ainda reclamam que o Governo trabalhista tem a intenção de censurar, tolher a liberdade de expressão e de imprensa. É muita cara-de-pau e desfaçatez. Acredito que até alguns leitores que visitam as colunas desses caras devem às vezes achar um exagero tanta falta de educação e senso crítico, pois o que somente se lê é mau juízo de valor, arrogância e prepotência exacerbados.
A permanência da popularidade de Lula, como informa a pesquisa, incomoda muito os porta-vozes de nossas elites econômicas, que são os jornalões, tanto os das rádios como os das televisões e os impressos. Eles sabem disso, porque jornalistas compromissados politicamente e ideologicamente com seus patrões sabem que o ex-presidente Lula é praticamente imbatível em uma eleição, ao ponto de após um ano de sua saída da Presidência ter superado nos índices de aprovação a presidenta trabalhista Dilma Rousseff, que tem, na minha opinião, realizado um trabalho profícuo a serviço do povo brasileiro, ao dar continuidade ao programa do Governo Lula, que ela, inegavelmente, esteve à frente como ministra-chefe da Casa Civil. Dilma é Lula e Lula é Dilma, apesar de a imprensa imperialista querer dar uma conotação de diferença entre ambos, ou seja, usar como estratégia a separação de um do outro, o que, venhamos e convenhamos, é um absurdo para não dizer infantil e ridículo. Como o é mesquinho a imprensa burguesa não atender ao pedido de Dilma Rousseff para ser chamada de presidenta e não presidente.
O problema todo é que Lula e Dilma são presidentes de governos desenvolvimentistas, o que leva a burguesia ficar irada, porque ela é monetarista até a medula, cujos "deuses" desse capital são os professores Eugênio Gudin e Roberto Campos, com espaço amplo para Mário Henrique Simonsen e Delfim Netto, sendo que este último aparentemente mudou de lado e hoje é um dos maiores críticos do neoliberalismo e dos governos tucanos na esfera federal, bem como no âmbito estadual e há pouco tempo no municipal, no que tange aos tucanos que dominam o poder em São Paulo há 19 anos, com a cumplicidade total da grande imprensa paulista e também dos cariocas O Globo e TV Globo. Como fala sempre o jornalista Paulo Henrique Amorim, "os tucanos de São Paulo não passariam de Resende se não fosse o PIG". E é isso mesmo.Continue lendo
O PiG não gosta mais de Gabriel Chalita
Veja só como são as coisas. Gabriel Chalita foi um dos braços direito do governador Geraldo Alckmin, desde aquela época a blogosfera já ouvia falar de supostos malfeitos de Chalita.De há muito tempo o Ministério Público de São Paulo, o PiG paulistano sabem disso também.No entanto, o PiG e o MP quedaram-se inertes por mais de 8 anos, nunca nem sequer tocavam no nome de Chalita.Pois bem, hoje, só porque Chalita faz parte da base aliada da presidente Dilma, o MP e o PIG tentam a todo custo colocar Chalita no rol dos corruptos.Fato igual ao de Chalita ocorreu em relação a Renan Calheiros.Calheiros serviu por 1 ano ao presidente FHC.O PiG achava Calheiros o cara, nunca publicou os malfeitos dele, depois que Calheiros começou a fazer parte da base do governo Lula/Dilma o PiG não lhe deu mais sossego.O PiG é assim: corrupto bom é corrupto tucano.Em tempo:não sou eleitor nem morro de amores por Gabriel Chalita, mas que estão fazendo sacanagem com ele, estão!
Tucanato retoma bordão que já o levou três vezes à derrota
O tucanato, pela voz do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, repete o bordão que o levou à derrota três vezes em eleições nacionais (2002-2006-2010): que nós do PT não temos projeto e que copiamos o dele. Em Belo Horizonte, nesta 2ª feira (ontem), no primeiro dos seminários que o PSDB programa realizar este ano pelo país, o ex-presidente da República foi capaz de repetir que o PT não tem projetos para o Brasil e "usurpou" as ideias tucanas.
O tucanato e seu principal líder em ação agora, o ex-presidente FHC, fazem um jogo de cena, como se a opinião pública, a sociedade, o povo, fossem bobos. E, ainda por cima, dizem que não fazem exatamente o que estão fazendo: anteciparam em quase dois anos a campanha eleitoral (a eleição é em outubro de 2014), com grande apoio dos donos da mídia.
FHC negou que sua ida à capital mineira tenha sido para lançar a candidatura de Aécio Neves à Presidência - o que ele já fez no início do ano -, mas se contradisse em seguida. "Não é momento de lançar uma candidatura, mas temos que ter uma", disse. E desandou a fazer elogios ao colega de partido que ele lançou candidato: "Aécio Neves é renovação. Até no estilo de falar, na leveza. Uma candidatura mais dinâmica, jovem".
Essa precipitação da campanha eleitoral é um despropósito para o país, mas para eles do tucanato e da oposição tem um objetivo claro: fazer de tudo para o governo não dar certo e abrir mais uma frente de combate. O problema é que a presidenta Dilma Rousseff tem um partido que tem uma liderança popular e nacional como o ex-presidente Lula. O PT e o ex-presidente podem e farão frente a essa manobra diversionista.
Este 2013 é o ano da retomada do crescimento econômico e de enfrentar os gargalos de nossa economia. Mas, ao mesmo tempo que buscaremos e conquistaremos essa meta, temos que expor ao país como os tucanos governam seus Estados, começando por São Paulo e Minas Gerais, para que o povo compare com os governos Dilma e Lula.Blog do Dirceu
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Para Dilma, ampliação do Brasil sem Miséria é fato histórico
A presidenta Dilma Rousseff disse nesta segunda (25) que a ampliação do Programa Brasil sem Miséria é um fato histórico que superou prazos e metas. Com as mudanças, cerca de 2,5 milhões de brasileiros cadastrados no Bolsa Família vão receber complemento para ultrapassar a renda de R$ 70 por pessoa, considerado o patamar que supera a linha da extrema pobreza.
“Isso significa que viramos uma página, uma página decisiva de uma longa história de exclusão social e agora nós damos mais um passo para construir um Brasil sem miséria”, avaliou Dilma.
No programa semanal Café com a Presidenta, ela lembrou que, desde o ano passado, famílias com crianças de até 15 anos já tinham direito ao benefício de R$ 70 por pessoa. “O enorme sucesso do Brasil Carinhoso nos mostrou o caminho: que era possível e que podíamos avançar ainda mais e garantir a todas as famílias brasileiras que recebem o Bolsa Família uma renda de pelo menos R$ 70 por pessoa, tirando-as da chamada pobreza extrema”, lembrou.
O próximo passo, segundo Dilma, é localizar pessoas que vivem na extrema pobreza e que ainda estão fora do cadastro único. A estimativa do governo federal é que 700 mil famílias vivam nesta situação e não recebam benefício algum. “Vencemos a pobreza extrema visível e agora vamos atrás da pobreza extrema invisível, aquela que teima em fugir dos nossos olhos e dos nossos programas sociais”, destacou.
“Contamos com a valiosa parceria das prefeituras e dos estados para percorrer as periferias das grandes cidades, as comunidades ribeirinhas e extrativistas lá na Amazônia, procurar no Semiárido do Nordeste e, no Nordeste em geral, nas áreas rurais e em todos os cantos desse enorme país, identificando as pessoas em situação de extrema pobreza e dando a elas o acesso a todas as ações do Brasil sem Miséria”, completou.
Fonte: Agência Brasil
O alto comissário do Golbery não toma jeito
TARSO GENRO
O jornalista Elio Gaspari se dá o direito de não só inventar tolices nas suas colunas, como também enganar os mais desavisados, defendendo as suas teses principalmente a partir da falsificação da posição dos seus adversários de opinião
Como Elio Gaspari foi do velho Partidão e depois se tornou confidente do General Golbery, fazendo, a partir daí, uma carreira de jornalista mordaz e corregedor de todos os hábitos do país, ele se dá o direito de não só inventar tolices nas suas colunas, como também enganar os mais desavisados.
Defende as suas teses principalmente a partir da falsificação da posição dos seus adversários de opinião. Para defendê-las, Elio sempre desqualifica os seus adversários com textos de estilo ferino, que não raro beiram a difamação. Os que se sentem agredidos raramente se defendem, não só porque ele não publica as respostas na sua coluna, mas porque talvez temam despertar nele uma ira ainda maior, que também não abre espaços para o contraditório.
Já fui alvo algumas vezes das suas distorções e falsificações, mas sobre este tema da reforma política preciso responder formalmente, porque se trata de um assunto extremamente relevante para o aperfeiçoamento democrático do país, sobre o qual existem divergências elevadas, tanto dentro da esquerda como da direita democrática.
A estratégia usada por Elio Gaspari para promover suas crônicas foi muito comum na época da ditadura, quando o SNI - através de articulistas cooptados - recheava de informações manipuladas a grande imprensa, sobre a "subversão" e as "badernas estudantis". O regime tentava, desta forma, tanto manter o controle da opinião pública, como dividir a oposição legal e a clandestina, num cenário em que povo já estava cansado do regime. Elio Gaspari parece que se contaminou com este vício e combinou-o com uma arrogância olímpica: desqualifica todo mundo, não respeita ninguém, o que pode significar uma volúpia de desrespeito a si mesmo, ensejada pela sua trajetória como jornalista com ideias muito próximas de um ceticismo anarco-direitista.
Vários dirigentes políticos, tanto da oposição como da situação - da direita e da esquerda - que não estão satisfeitos com o sistema político atual, debatem uma saída: uma reforma política para melhorar a democracia no país. Todos sabemos que não existe um sistema ideal e perfeito, mas que é possível uma melhora no sistema atual, que pode tornar mais decente a representação e os próprios partidos. Este debate para melhorar a democracia e dar maior coerência ao sistema de representação tem despertado a santa ira de Elio Gaspari, que dispara para todos os lados, mas nunca diz realmente qual é a sua posição sobre o assunto.
No seu artigo "O comissariado não toma jeito", no qual sou citado nominalmente como defensor de fisiologismos, ele atinge o auge na deformação das opiniões de pessoas que ele não concorda. Vincula, inclusive de maneira sórdida estas opiniões a dirigentes políticos condenados na ação penal 470, para aproveitar a onda midiática que recorre diariamente a estas condenações, não só para desmoralizar a política e os partidos, mas para tentar recuperar os desastrados anos do projeto neoliberal no país, nos quais, como todos sabemos, não ocorreu nenhuma corrupção ou fisiologismo.
As deformações de Elio são explícitas quando ele examina dois pontos importantes da reforma política: o "voto em lista fechada" e o "financiamento público" das campanhas eleitorais. Sobre o voto em lista "fechada" ele argumenta, em resumo, que a "escolha deixa de ser do eleitor", que vota numa lista preparada pelo Partido, que captura o seu direito de escolha.
Pergunto: será que Elio não sabe que a escolha na "lista aberta" (sistema atual), é feita, também, a partir de uma relação de nomes que é organizada pelos Partidos? E mais: será que Elio não sabe que a diferença entre um e outro sistema é que, no atual, o voto vai para a "fundo" de votos da legenda e acaba premiando qualquer um dos mais votados da lista, sem o mínimo nexo com a vontade do eleitor? Repito, qualquer um da lista, sem que o eleitor possa saber quem ele está ajudando eleger!
Na lista fechada é exatamente o contrário. O eleitor sabe em quem ele está votando. E sabe da "ordem de preferência", que o seu voto vai chancelar, a partir do número de votos que o Partido vai amealhar nas eleições. O eleitor faz, então, previamente, uma opção partidária - inclusive a partir da qualidade da própria lista que os Partidos apresentaram - e fica sabendo, não só quem compõe a lista do seu partido, mas também a ordem dos nomes que vão ter a preferência do seu voto.
Na lista aberta, ao invés de crescer o poder político dos partidos - que Elio parece desprezar do alto da sua superioridade golberyana - o que aumenta é o poder eleitoral pessoal de candidatos que, neste sistema de lista aberta, carreiam os votos dos eleitores para qualquer desconhecido. Por mais respeito humano que se tenha por figuras folclóricas que ajudam eleger pessoas com meia dúzia de votos, não se pode dizer que a sua influência pessoal possa ser melhor que a influência das comunidades partidárias, por mais defeitos que elas tenham.
A tegiversação sobre o financiamento público das campanhas não é ridícula, porque é simplesmente uma falcatrua argumentativa. Elio diz que este tipo de financiamento não acabará com o "caixa 2" e que tal procedimento vai levar a conta para o povo, que ele chama gentilmente de "patuléia". Vejamos se estes argumentos são sérios.
Primeiro: ninguém tem a ilusão de acabar com o "caixa 2", que acompanhará as campanhas, enquanto tivermos eleições. O que devemos e podemos buscar é um sistema que possa diminuí-la, substancialmente, através - por exemplo - de um controle "on line", de todos os gastos das campanhas, num sistema financiado por recursos conhecidos e previamente distribuídos aos partidos.
Este sistema certamente diminuirá a dependência dos partidos em relação aos empresários e permitirá um controle mais detalhado dos gastos, pois cada partido terá um valor previamente arbitrado, para ser fiscalizado à medida que os recursos forem sendo gastos. Reduzir, portanto, a força do poder econômico sobre as eleições, este é o objetivo central do financiamento público.
Quanto à transferência das despesas para o povo, qualquer aluno do General Golbery - digo aqui da modesta situação de fisiológico que me foi imputada - sabe que as contribuições dadas pelas empresas aos partidos e aos políticos, são "custos" de funcionamento de uma empresa, que integram o preço dos seus produtos e serviços, que são comprados pelo consumidor comum ou pelo Estado.
Quem paga por tudo, sempre, é o povo que trabalha e compra e o Estado que encomenda, compra
e paga. O defensor da patuléia, portanto, não está defendendo nem a "viúva" metafórica nem o Estado concreto. Está, sim, defendendo a atual influência do poder econômico sobre os processos eleitorais, de uma forma aparentemente moralista, mas concretamente interessada: acha que o sistema assim está bem. Uma forma de fisiologismo altamente disfarçado. O alto comissário do Golbery não toma jeito.
Artigo publicado originalmente no site Carta Maior
Em Minas quem manda é a família Neves
A nota do PSDB, defendendo o direito de os meios de comunicação de Aécio Neves receberem recursos do Estado de Minas, diz:
"Todos os veículos de comunicação devem ter, portanto, tratamento isonômico do poder público, nas esferas municipal, estadual ou federal, independentemente de pertencer a adversários ou apoiadores de uma administração, a deputados, senadores, governadores, ministros, presidente da República ou outro cidadão brasileiro.
Concordo em parte, mas não é assim que age o PSDB de São Paulo e de Minas Gerais.
É sabido que José Serra, quando governador, privilegiou apenas à Veja, a Folha e o Estadão.
Já Aécio, quando governador, só beneficiou os grandes veículos de comunicação de Minas Gerais, e seus próprios meios de comunicação(no período entre 2003 e 2010 - época em que o tucano comandou o Executivo estadual - para a Arco Íris e outras duas empresas de comunicação em nome de Andrea Neves recebeu vultosas quantias do Estado de Minas Gerais), já em relação aos pequenos, ele entrava na Justiça para não divulgar os seus malfeitos.O Novo Jornal, que passou mais de um ano fechado, foi uma das vítimas de Aécio Neves.Será que Aécio Neves deu alguma verba de publicidade para o blog do meu amigo Língua de Trapo? Sei que o cumpadi Língua não precisa disso, mas Aécio, tivesse cumprido o que diz na nota tucana, era para ter ajudado o grande, impoluto e incansável Língua.
Além do mais, não é legal nem tampouco ético um político dono de uma emissora de televisão(ou rádio, revista, jornal, blog) usar recursos públicos do Estado para beneficiá-la.Isso é pior que o mensalão de Azeredo, que a Lista de Furnas.
A despeito de tudo iso, ainda me vem esse partido ficha-suja defender um atitude imoral feito essa.Cabe ao MP(será que funciona em MG?) tomar todas as providências para que cesse essa pouca-vergonha.
Aceleração atomizada da economia impulsiona Dilma
Chupa, tucanos corruptos!.Chupa, Dudu traíra!
"Acalmem-se", disse a presidente Dilma Rousseff, num sorriso; faz sentido; aos que apostam no eclipse do crescimento, resposta da economia real é ensolarada; vendas de aço, alumínio, eletro-eletrônicos, ônibus e tratores disparam neste início do ano; arrecadação de impostos sobe; dívida mobiliária federal recua; projeção aponta para inflação em queda e crescimento em alta; apostas no pessimismo começam a pagar menos
Apostar no pessimismo, dentro de um cenário global de incertezas, sempre parece menos arriscado. Vai dar errado, dizem os céticos e derrubadores, cercados de conjecturas. O problema, como apontam os primeiros números da economia brasileira em 2013, é que, neste ano, jogar contra já está dando pinta de ser muito mais um torcida política do que uma análise fria e científica. Em lugar de eclipse, o que está surgindo no horizonte é um sol tipicamento tropical.
Nos últimos dias, uma série de dados econômicos confluem para um desempenho, em 2013, muito superior ao verificado no ano passado. Líderes empresariais de diferentes setores do meio da economia – aqueles que usam insumos da indústria de transformadora de matérias primas para aplicar em produtos finais ao consumidor – estão otimistas sobre mais produção e mais vendas este ano, com base nos primeiros resultados já alcançados.
É assim que os setores que compram aço, como as montadoras de veiculos e a construção civil, fizeram aquisições em janeiro nada menos que 18% acima do comprado em dezembro, segundo dados do Instituto Nacional das Distribuidoras de Aço (Inda). "O mercado está começando a crescer novamente", disse o presidente Carlos Loureira ao jornal Valor Econômico. Com alta de 3,4% em vendas em janeiro em relação ao mesmo período do ano passado, o setor projeta um crescimento de 6% no mercado doméstico sobre o ano passado até dezembro.
No alumínio, outro elemento presente em ínumeros setores industriais, o melhor termômetro de crescimento é a venda de chapas, folhas e extrudados. Neste campo, as vendas em janeiro, de acordo com a Associação Brasileira de Alumínio (Abal), já foram 5,9% maiores do que no primeiro mês de ano passado. "Acreditamos num crescimento do setor de até 5 por centro para este ano", diz o presidente da entidade, Luiz Carlos Loureiro Filho. "Estamos otimistas".
Não é diferente entre uma das maiores fabricantes de ônibus e caminhões do País, a MAN Latin America. "Já temos pedidos que indicam vendas 20% maiores do que em 2012, em razão de a necessidade do mercado renovar a sua frota", adianta Roberto Cortes, presidente da companhia. "Nossa atividade no primeiro bimestre está ótima em relação à que tivemos em 2012".
No mesmo setor, a Agrale, tradicional fabricante de máquinas e tratores, registrou um crescimento de vendas simplesmente espetacular em janeiro com relação a dezembro: 126% mais. Os responsáveis pela companhia admitem que tratou-se de um ponto fora da curva, mas, a partir dele, eles projetam um crescimento da companhia, este ano, de mais de 16% sobre o realizado no ano passado. "O forte desempenho está ligado ao fim dos estoques das indústrias do nosso setor", disse o diretor-presidente Hugo Zattera ao Valor.
Pesquisa entre associados feita pela Abinee (Associação Brasileira da Indústria de Eletro-eletrônicos) constatou que 56% das empresas associadas relataram alta de encomendas em janeiro com relação a dezembro. Isso mostra um aquecimento no setor de ponta tecnológica da economia. "O otismo aumentou, porque os sinais dados em janeiro, um mês que nunca é excepcionalmente forte em vendas, indicam um grande ano pela frente", conta o presidente Humberto Barbato. Segundo ele, 79% dos associados da Abinee registraram em pesquisa que esperam melhores vendas em 2013 do que em 2012.
Mesmo onde janeiro apontou queda em relação a dezembro, de 3%, no setor de máquinas e equipamentos, o dado foi comemorado. "Esse recuo é sazonal, e sempre acontece nessa época, mas foi muito menor do que em anos anteriores", relatou Marcos Bernardini, consultor econômico da Abimaq.
Nos grandes nú
meros macroeconômicos, o governo também já tem o que comemorar. O Boletim Focus, do Banco Cenral, que semanalmente capta os humores de agentes do mercado financeiro sobre dados como inflação e crescimento do PIB indica nesta segunda-feira 25 que a inflação esperada é menor do que na semana anterior – e o crescimento, maior, da ordem de 3% para o ano. Noutro dado, o estoque da dívida mobiliaria do Tesouro (tudo o que o governo deve ao mercado) declinou 4%, equanto a arrecadação de impostos bateu novo recorde.
A continuar nessa marcha, o melhor, para os pessimistas, vai ser iniciar logo um ajuste de discurso, sob pena de ficarem falando sozinhos – os empresários, afinal, de olho no chão de suas fábricas e em seus caixas, sabem que o certo é acreditar em resultados em lugar de palavras.
Para a presidente Dilma Rousseff, com a reeleição lançada e ainda sem um forte adversário definido, o sol do primeiro semestre traz consigo uma brisa capaz de impulsioná-la com menos atropelos do que muitos gostariam por 2013 em direção a 2014.Com informações do Brasil 247
MG:Jarbas Soares, a mando de Andréa Neves, quer calar o CNMP
| Ex-procurador Geral de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares tenta no CNMP evitar que o esquema de Andréa e Aécio Neves seja investigado | ||
O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) vai decidir se a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Belo Horizonte poderá investigar repasses publicitários feitos pelo governo de Minas à Rádio Arco-Íris, que tem como sócios o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e sua irmã, Andrea Neves.
A prerrogativa de conduzir a investigação deflagrou um embate no Ministério Público estadual. O CNMP deverá decidir amanhã se tal competência é do procurador-geral de Justiça ou da Promotoria.
O coordenador de Defesa do Patrimônio de BH, João Medeiros, chegou a abrir em março do ano passado um inquérito civil para apurar se o repasse de recursos públicos para a empresa de propriedade de um ex-governador e de seus familiares fere ou não a Constituição. O inquérito foi aberto com base em representação feita pelos deputados estaduais Rogério Correia (PT) e Sávio Souza Cruz (PMDB), do bloco de oposição ao governo Antonio Anastasia (PSDB) na Assembléia mineira.
Eles pedem que sejam apuradas transferências no período entre 2003 e 2010 - época em que o tucano comandou o Executivo estadual - para a Arco Íris e outras duas empresas de comunicação em nome de Andrea Neves.
A investigação, porém, foi barrada por uma decisão do então procurador-geral de Justiça, Alceu José Torres Marques, sucessor de Jarbas Soares e pertencente ao grupo Tucano do MPMG, avocou a prerrogativa de comandar o inquérito e o arquivou no fim do ano passado.
A medida foi considerada uma afronta por Medeiros, que propôs em junho do ano passado no conselho nacional uma "reclamação para a preservação da autonomia" do MP, pedindo a devolução do inquérito civil.
Na prática, o colegiado do CNMP, ao julgar o pedido de liminar, vai decidir se mantém o arquivamento ou se permite que a investigação seja retomada pela Promotoria. Marques já havia arquivado em julho de 2011 o mesmo pedido de investigação feito pelos parlamentares. Inicialmente, a representação foi feita diretamente ao procurador-geral.
Apontada como a principal conselheira de Aécio, Andréa simula presidir o Serviço Voluntário de Assistência Social, porém, ela é quem comanda a área de distribuição de verba de publicidade do Governo de Minas, no mandato de seu irmão coordenou o Núcleo Gestor de Comunicação Social do governo.
Marques arquivou a representação inicial após abrir um procedimento preliminar. Alegou que o "grupo técnico" presidido por Andrea não deliberava "sobre investimentos de publicidade" e que não foram encontrados indícios de irregularidades. Para avocar o inquérito aberto pela Promotoria, ele entendeu que havia continuidade na política de comunicação e, por isso, só caberia ao procurador-geral a atribuição de investigar o chefe do Poder Executivo.
"A Procuradoria fez uma ginástica e estendeu os fatos ao atual governador para justificar a investigação pelo procurador-geral. É uma forçação de barra", disse Medeiros. "Isso pode gerar um precedente negativo." O inquérito foi arquivado por Marques no início de novembro de 2012, quando ele estava deixando a chefia do MP.
Procurado por meio da assessoria do Ministério Público, o ex-procurador-geral não se pronunciou. O ex procurador Geral Jarbas Soares atualmente integrante do CNMP tem pressionado seus colegas para que rejeitem a reclamação de Medeiros. O relator do processo no conselho nacional, Almino Afonso Fernandes, deu parecer pela improcedência da reclamação de Medeiros.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Esquerda: caminho do coração
Pode parecer redundante (e, cá para nós, é mesmo) a insistência com que esta coluna se refere aos temperos e destemperos da mídia global ao tratar da matéria política em nosso país. Além das inúmeras razões já exaustivamente expostas para essa insistência, a verdade é que ela também tem motivos históricos. A vantagem dos cabelos grisalhos (se é que existe) é que aquele que os detém pode falar daquilo que vivenciou, que testemunhou. Nos tempos da ditadura, presenciei a sustentação que essa mídia deu ao regime militar da repressão, dos assassinatos e das torturas. De lá para cá, lembro-me de muitos episódios antidemocráticos em que ela se envolveu e não é por acaso que , no ambiente da internet, já esteja carimbada como um dos componentes da sigla PIG (Partido da Imprensa Golpista). Quer alguns deles? Pesquise o caso da Proconsult, a edição do debate Lula x Collor, o episódio da “bolinha de papel” do Serra...
Essa apregoada hegemonia de audiência deveria trazer consigo responsabilidades com o povo que a sustenta. Não é assim, porém, que a banda toca e, lamentavelmente, em nome dos interesses neoliberais, valem todos os recursos para iludir, desinformar, alienar, suprimindo-se a importância daquilo que não interessa destacar e conferindo-se um relevo desproporcional a tudo que ajuda a construir uma não disfarçada plataforma político-ideológica. Um verdadeiro partido, mas que dispõe de meios inacessíveis a qualquer organização partidária, com a vantagem de que não se submete a eleições e praticamente fala sozinho...
Mas esse quadro monopolista nefasto, se bem analisado, deixa nu algo que se tenta enfaticamente negar ou esconder: não morreram as ideologias e, queiramos ou não, todos somos tendentes, em nossa visão do mundo, a trilhar caminhos em que o coração nos leva para a esquerda ou para a direita.
Se a queda do muro e a própria globalização constituíram “vitórias” da direita – chegando-se a apregoar, então, um mundo ideologicamente unificado - , não demorou muito para que essa fosse uma vitória de Pirro, a julgar pelas crises que o nada civilizado capitalismo vem impondo ao mundo. Voltam a ser discutidas alternativas a esse sistema que, no fundo, busca perpetuar elites dominantes e fortíssimas corporações financeiras. As massas estão indo às ruas com movimentos de ocupação para defender valores sociais e exigir a representação de seus autênticos interesses. Não é por acaso que, na América Latina, proliferam, hoje, governos nitidamente de esquerda, eleitos pelo povo, na Venezuela, na Bolívia, no Equador, no Uruguai etc . E mesmo aqui, apesar de uma certa despersonalização ideológica, fruto da funesta “governabilidade” que impõe a participação dos Sarneys, dos Calheiros e outros do gênero .
Voltando a mídia e seus desígnios, saúdo o texto de Mário Augusto Jakobskind sobre a vinda da blogueira cubana Yoáni Sánchez ao Brasil , e endosso por inteiro o que ali se contém. Na tentativa de dar à discutida personagem um destaque que ela não tem, fazem isso com tal estardalhaço que, é claro, acabam por provocar reações cujo acerto nem quero discutir, fruto do inconformismo dos que enxergam nessa farta cobertura o mesmo jeito unilateral e manipulador de sempre, onde o contraditório não se manifesta. Afinal, há muitos cubanos que poderiam vir ao Brasil para falar bem do seu país. E se alguém quiser argumentar que estariam “a serviço do regime castrista”, é claro que podem também valer os argumentos dos que acham que Yoáni está a serviço de outras entidades... Se ‘O Globo” pode intitular os manifestantes contrários à cubana de componentes de uma “minoria histérica” – usando o recurso de sempre, de se valer de “especialistas” colhidos a dedo - é evidente que a direita pode esperar retaliações e qualificações pouco nobres para os seus representantes e é óbvio que nem todas serão controladas pelos gritos do Senador Suplicy. É o confronto entre direita e esquerda em plena atividade...
Um detalhe significativo, que , embora pareça insignificante, torna óbvia a luta ideológica que se trava em nosso país: na edição de quarta-feira, dia 20.02, o Jornal “O Globo” – repetindo o que fizera o Jornal Nacional no dia anterior – dedica espaço bem maior às escaramuças que envolveram a cubana do que ao pronunciamento da mais importante de nossas mulheres, a Presidenta Dilma, sobre as últimas medidas que buscam a extinção da miséria no país. Nada mais emblemático: Cuba é, historicamente, muito mais um problema para os americanos do que para nós. Afinal, é uma ilhazinha que ousou enfrentar o império do Norte e que, ao longo de mais de 50 anos, jamais permitiu ao poderoso vizinho – mesmo com a vergonhosa Guantánamo em suas entranhas – promover a volta do antigo sistema de quintal.
O nosso problema, imensamente maior, é mesmo a desigualdade, que cerca de indignidade a existência de milhões de brasileiros miseráveis. Ao privilegiar Yoáni em relação a Dilma, os globais deixam bem claras suas posições, seus interesses, seus compromissos, suas posturas de direita que transcendem o ambiente nacional. E robustecem as teses de quem considera que é preciso mudar esse panorama midiático, o mais urgentemente possível. Quanto à dicotomia esquerda x direita, está mais evidente do que nunca. No fundo, além dos racionais aspectos econômicos, ela reflete a forma como cada um se sente, a direção para a qual cada coração aponta. O meu, por exemplo, volta-se assumidamente para a esquerda e, a esta altura, nem penso em mudar-lhe o rumo. Ele vai muito bem assim, obrigado...
Rodolpho Motta Lima
Advogado formado pela UFRJ-RJ (antiga Universidade de Brasil) e professor de Língua Portuguesa do Rio de Janeiro, formado pela UERJ , com atividade em diversas instituições do Rio de Janeiro. Com militância política nos anos da ditadura, particularmente no movimento estudantil. Funcionário aposentado do Banco do Brasil.Direto da Redação.
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