quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

DEMÓstenes quer que voto de rico valha mais na ONU

Isso é coisa de baba ovo dos americanos. Que ridículo.

Nos intervalos de suas lides no DEM, o senador Demóstenes Torres (GO) gosta de escrever artigos, com predileção pela política externa. Nesta véspera de Natal (24), ao comentar a Cúpula de Copenhague, conclui que "o problema das cúpulas da ONU" é não terem "hierarquia". E propõe que valham mais os votos dos que chama "países guarda-chuva" – EUA, União Europeia e Japão...

Por Bernardo Joffily

O senador Demostenes não se intimida com a defesa de causas derrotadas. A última delas, que lhe valeu vários artigos, foi o ingresso da Venezuela no Mercosul. Derrotou-a o mesmo Senado onde Demóstenes tem assento. Mas ele não se abalou e segue em frente. O mundo é o seu brinquedo, como o era daquele personagem interpretado por Charles Chaplin em certo filme clássico dos anos 30.

"O problema das cúpulas da ONU é o de nivelar todo mundo por cima. Se é cúpula deveria ter uma hierarquia, do contrário o encontro acaba por virar uma feira livre. Foi o que ocorreu com a COP 15", explicou Demóstenes. Para ele, "se deixar as decisões por conta do terceiro-mundo o resultado é só bizarrice diplomática".

A solução? Passando (talvez sem nem se dar conta) pelos princípios que Rui Barbosa levou à vitória em Haia, o senador tem a sua resposta: "Não é possível haver acordo com a mesma distribuição de poder atribuída aos chamados países guarda-chuva (EUA, União Européia, Japão etc), o tal Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China) o G-77 e os 49 países menos desenvolvidos do planeta. É muita gente para decidir.

E a seguir ele saca um exemplo concreto: "É verdade que a meta proposta pelos EUA de corte das emissões em 17% é modesta, mas estamos a falar de um país que se tivesse boicotado a cúpula estaria a ser criticado da mesma maneira."

E mais esta: "Houve um esboço de revolta do terceiro-mundo em relação à proposta de que os recursos destinados aos países pobres sejam submetidos à rigorosa auditoria. Nada mais natural. O hemisfério norte tem razão de se preocupar com o fato de que a dinheirama não seja fonte de financiamento de corrupção na África, Ásia e América Latina."

O senador tem o direito de se sentir mais à vontade entre os seus "guarda-chuva" que em sua Anicuns natal. Mas deveria saber que não faltam instituições multilaterais que seguem o seu preceito e praticam o voto censitário: os ricos manam, os pobres ouvem. Seria interessante ouvi-lo sobre os resultados, sobretudo na crise global ainda em curso, de organismos como o Banco Mundial e em especial o FMI.

A gagueira do discurso oposicionista nesta virada de ano é ampla, geral e irrestrita, mas talvez se patenteie com maior transparência justo nas relações internacionais. É até compreensível que a oposição torça o nariz quando o presidente Lula é o governante mais aplaudido em Copenhague, homenageado pelo espanho El País e eleito "homem do ano" pelo francês Le Monde. Mas daí a pregar o voto censitário justo para privilegiar quem enfiou o planeta nas atuais encalacradas econômicas e ambientais... E contra o Brasil... Faça-me o favor, senador... Vermelho.

6 comentários:

Flavio Mello disse...

Sugiro chamá-lo de

"DeBÓstenes" Torres...

condiz mais com esse excremento.

Adão disse...

Flavio Mello,outra opção, merdenbosta mebro da turma do panetone...

Jairo Beraldo disse...

Gilvan,
mas como ele sabe que voto de pobre é que elege,este traste faz parte de um programa de baixarias, (e ele sabe que pobre gosta é de baixarias)de segunda a sexta as 13 h,como "consultor juridico",onde ninguém tem o direito de ter segunda chance,roubou,tem morrer, matou,tem que morrer,seja por qual motivo for!Gostaria que ele aplicasse a mesma "lei" para eles, senhores congressistas, magistrados,governantes...será que sobraria um só em pé?

Hell Back disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Hell Back disse...

Esse tal de DeBÓSTAnes só tinha que ser oriundo de Anus i cus. hehehe

Hell Back disse...
Este comentário foi removido pelo autor.